Autor: REDAÇÃO

  • Justiça rejeita processos contra desafetos de Trump solicitados pelo presidente

    Justiça rejeita processos contra desafetos de Trump solicitados pelo presidente

    James Comey, ex-diretor do FBI, e a procuradora-geral de Nova York, Letitia James, foram alvos após pedido do republicano; magistrada determinou que procuradora indicada por Trump para assumir os casos foi nomeada de maneira ilegal

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Um juíza federal dos Estados Unidos rejeitou nesta segunda-feira (24) as acusações criminais contra o ex-diretor do FBI James Comey e a procuradora-geral de Nova York, Letitia James. A magistrada considerou que a procuradora escolhida pelo presidente Donald Trump para conduzir os casos foi nomeada ilegalmente.

    A decisão representa um revés tanto para o republicano quanto para os esforços do Departamento de Justiça em processar -também a pedido de Trump- aqueles que considera inimigos políticos do presidente.

    Trump havia solicitado publicamente a instauração de ambos os processos, ao fazer pressão a líderes do Departamento de Justiça para agirem contra figuras de destaque que o criticaram e lideraram investigações sobre sua conduta. Com a decisão desta segunda, os dois casos serão arquivados.

    O presidente havia nomeado Lindsey Halligan, sua ex-advogada pessoal, como procuradora interina do Distrito Leste da Virgínia em setembro para assumir ambas as investigações. Halligan, no entanto, não tinha experiência prévia como promotora.

    As conclusões da juíza Cameron McGown Currie vêm após Comey e James acusarem o Departamento de Justiça de violar a cláusula de nomeação da Constituição dos EUA e a lei federal ao nomear Halligan.

    Currie concluiu que Halligan “não tinha autoridade legal” para apresentar acusações contra Comey ou James. No entanto, Currie arquivou os casos “sem prejuízo”, dando ao departamento a oportunidade de reapresentá-los com um procurador diferente no comando.

    Trump ordenou à secretária de Justiça Pam Bondi que nomeasse Halligan para o cargo depois que seu antecessor, Erik Siebert, se recusou a apresentar acusações contra Comey ou James, alegando falta de provas credíveis em ambos os casos.

    Pouco depois de sua nomeação, Halligan, sozinha, conseguiu indiciar Comey e James, após outros procuradores de carreira do escritório se recusarem a participar.

    James Comey foi indiciado em setembro por acusações criminais de falso testemunho e obstrução de investigação no Congresso. Ele chefiou o FBI de 2013 a 2017 e foi demitido por Trump ainda no início do primeiro mandato. À época, ele chefiava investigações sobre integrantes da campanha do republicano e a suposta interferência da Rússia na campanha presidencial de 2016, em que Trump venceu Hillary Clinton.

    Desde então, ele se tornou crítico do atual presidente, a quem já chamou de “moralmente inapto” para o cargo. Após a formalização do indiciamento, Comey publicou um vídeo nas redes sociais em que se dizia inocente. “Meu coração está partido pelo Departamento de Justiça, mas tenho grande confiança no sistema judicial federal e sou inocente. Então, vamos a julgamento e manter a fé”, afirmou naquele momento.

    O caso atual teve origem em seu depoimento de 2020 ao Comitê Judiciário do Senado, no qual ele respondeu a críticas republicanas sobre a investigação da suposta interferência russa e negou ter autorizado vazamentos de informações à imprensa. A Promotoria afirmou que ele enganou o Congresso.

    A acusação, contudo, foi considerada mais um exemplo de uso do aparato judicial do governo para atingir um crítico de Trump, que prometeu vingança contra desafetos ainda durante a campanha de 2024.

    Já a procuradora-geral de Nova York, Letitia James, foi acusada no início de outubro por fraude bancária e por supostamente fazer uma declaração falsa a uma instituição de crédito. James, democrata, afirmou à época que continuaria atuando como a principal autoridade policial do estado e chamou as acusações de “uma continuação da desesperada instrumentalização do sistema de justiça” por parte do presidente. “Combateremos agressivamente essas acusações infundadas”, disse.

    Autoridades do governo negam repetidamente que Trump esteja usando o Departamento de Justiça para fins políticos e argumentam que os democratas instrumentalizaram o órgão contra um adversário quando promotores federais apresentaram acusações contra Trump em 2023. O republicano se declarou inocente, e os casos foram arquivados.

    James é uma das várias procuradoras-gerais estaduais democratas que entraram com ações judiciais para bloquear ações do governo Trump. Ela é mais conhecida por abrir um processo civil por fraude contra Trump e sua empresa imobiliária em 2022. O caso resultou em uma multa de US$ 454,2 milhões (R$ 2,4 bilhões) contra Trump depois que um juiz concluiu que ele exagerou de maneira fraudulenta seu patrimônio líquido para enganar credores.

    Justiça rejeita processos contra desafetos de Trump solicitados pelo presidente

  • Wagner Moura fala sobre 'O Agente Secreto' em entrevista à Kelly Clarkson

    Wagner Moura fala sobre 'O Agente Secreto' em entrevista à Kelly Clarkson

    Protagonista de ‘O Agente Secreto’ marca presença no programa da cantora nos Estados Unidos em meio à corrida pelo Oscar

    RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/CBS NEWS) – Wagner Moura, 49, participa hoje do “The Kelly Clarkson Show”, talk show apresentado pela cantora americana.
    O ator brasileiro marca presença no programa para divulgar “O Agente Secreto”, que chega aos cinemas norte-americanos na próxima semana. A edição foi gravada na última quinta-feira (21).

    Não é a primeira vez que o encontro entre os artistas acontece. Moura já havia participado da atração no ano passado, durante a campanha de divulgação de “Guerra Civil”, longa em que dividiu cenas com Kirsten Dunst e Cailee Spaeny.

    Com a estreia de “O Agente Secreto” se aproximando, o filme começa a ganhar força na corrida das premiações de 2026. Veículos internacionais têm elogiado fortemente a atuação de Wagner Moura, apontando o brasileiro como um dos nomes mais promissores da temporada e até mesmo como possível indicado à categoria de Melhor Ator no Oscar de 2026.

    Wagner Moura fala sobre 'O Agente Secreto' em entrevista à Kelly Clarkson

  • Motta rompe com líder do PT e agrava desgaste na relação do governo Lula com o Congresso

    Motta rompe com líder do PT e agrava desgaste na relação do governo Lula com o Congresso

    Presidente da Câmara disse que não tem ‘mais interesse em ter nenhum tipo de relação’ com Lindbergh; petista fala em ‘imaturidade’ na posição de Motta

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou à Folha de S.Paulo que rompeu com o líder do PT na Casa, Lindbergh Farias (RJ). “Não tenho mais interesse em ter nenhum tipo de relação com o deputado Lindbergh Farias”, declarou.

    O tensionamento entre os dois políticos pode acentuar os desgastes na relação do governo Lula (PT) com a Câmara, num momento em que há atritos também do Palácio do Planalto com o Senado. De acordo com dois líderes da Casa próximos a Motta, a relação entre os dois, agora, será meramente institucional.

    Nos últimos meses, o grupo de Motta se queixava da atuação de Lindbergh, acusando o parlamentar de se exaltar nas discussões e buscar desgastar a imagem da Câmara junto à opinião pública. A cúpula da Casa também critica o comportamento do deputado nas reuniões semanais com líderes e Motta, afirmando que ele atua como se fosse líder do governo, quando deveria responder só pela bancada do PT.

    O petista é um dos deputados mais atuantes na defesa do governo e de suas pautas na Casa e tem usado publicações nas redes sociais e falas na tribuna para fazer essa disputa política.

    Em resposta, Lindbergh afirmou à Folha de S.Paulo que considerou a declaração como uma “reação imatura” de Motta. Ele disse ainda que “política não é um clube de amigos” e que suas posições políticas sempre foram conhecidas.

    “Considero imatura a reação do presidente Hugo Motta. Política não é um clube de amigos. Minhas posições políticas sempre foram postas às claras e são extremamente previsíveis. Imprevisível é o que tem acontecido ultimamente [na Câmara], o que foi a votação do IOF, a escolha do Derrite como relator de um projeto de lei do Executivo e a PEC da Blindagem”, afirmou Lindbergh.

    A discussão do projeto de lei antifacção, aprovado na Câmara na semana passada, acentuou o desgaste na relação de Motta com Lindbergh, dizem aliados do parlamentar. Integrantes da cúpula da Câmara se queixam, sob reserva, da atuação do governo e de seus ministros na tramitação da matéria, acusando-os de incentivar ataques à Câmara e do que consideram “narrativas” acerca do conteúdo do texto.

    Motta escolheu como relator do projeto enviado pelo Executivo -e apontado como principal resposta de Lula à crise na segurança pública após megaoperação no Rio- o deputado Guilherme Derrite (PP-SP), secretário de Segurança do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, considerado o potencial adversário do petista em 2026.

    A decisão do presidente da Câmara gerou contrariedade entre integrantes do Planalto e tensionou o debate da matéria. O relator fez uma série de mudanças ao texto que foram criticadas pelo governo federal. Diante disso, o Executivo orientou votação contra a proposta, mas acabou sendo derrotado. O texto, agora, está em análise pelo Senado.

    O próprio Motta falou publicamente do descontentamento em entrevistas e publicações nas redes nos últimos dias.

    Um cardeal do centrão diz que, hoje, o clima entre os parlamentares e o Planalto é muito ruim, citando também o que classifica como acordos não cumpridos do Executivo -na redistribuição de cargos, na baixa execução orçamentária e em relação às matérias em discussão na Casa.

    Esse parlamentar prevê maior tensionamento nos próximos dias. Aliados de Motta negam, no entanto, que haja um rompimento com Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais), responsável pela relação entre Executivo e Legislativo, mas afirmam que a relação do parlamentar com a ministra também foi abalada.

    O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), é apontado por líderes do centrão como um nome que atua para distensionar a relação da cúpula da Casa com o Planalto.

    Motta assumiu a presidência da Câmara no começo deste ano, após conseguir apoio de quase todos os partidos da Casa, indo do PT ao PL. Lindbergh e Gleisi foram alguns dos entusiastas do apoio do partido e do governo à candidatura de Motta e trabalharam para viabilizar essa aliança.

    De lá para cá, no entanto, a relação do Palácio do Planalto com a Câmara foi de altos e baixos, marcada por um sentimento de desconfiança mútua. Episódios como a derrubada de decreto presidencial do IOF (Imposto Sobre Operações Financeiras) pelos deputados, a decisão de não avançar com MP (medida provisória) que aumentava impostos e, mais recentemente, a tramitação do projeto de lei antifacção desagradaram o governo.

    Em abril do ano passado, o então presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), anunciou rompimento com o então ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha. Naquela ocasião, o deputado disse que Padilha era seu “desafeto pessoal” e o chamou de “incompetente”. Lula decidiu manter o ministro no cargo mesmo assim.

    Com minoria da esquerda na Casa, a relação do Planalto com a Câmara neste terceiro mandato do petista foi marcada por instabilidades. Esse novo tensionamento entre os deputados e o governo ocorre num momento de ruído também na relação do governo com o Senado, principal fonte de governabilidade da gestão até o momento.

    A indicação de Jorge Messias para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal) gerou contrariedade na cúpula da Casa, que trabalhava pelo nome de Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

    O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que era considerado um dos principais aliados de Lula no Congresso, pautou a votação de uma pauta-bomba horas após o anúncio de Messias e afirmou a interlocutores que trabalhará contra a indicação do atual chefe da AGU.

    Motta rompe com líder do PT e agrava desgaste na relação do governo Lula com o Congresso

  • CBF reformula calendário e aumenta premiação das competições femininas

    CBF reformula calendário e aumenta premiação das competições femininas

    RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – A CBF anunciou nesta segunda-feira (24) o novo calendário para competições femininas e um reajuste nas premiações das principais competições que organiza.

    Entre as principais mudanças estão o aumento de participantes e jogos do Brasileirão A1 e o aumento de formato da Copa do Brasil.

    O torneio de elite do feminino passará a ter 18 times, indo de 15 de fevereiro a 4 de outubro.

    A Supercopa do Brasil também teve ajuste e passará a ser disputada em jogo único. Em 2026, um jogo entre Corinthians e Palmeiras, em 8 de fevereiro.

    A CBF trabalha com um planejamento visando o ciclo até 2028, com um aumento gradual do número de jogos e ajustes finos nos torneios.

    COMO FICA CADA TORNEIO

    Brasileiro feminino A1
    – De 15/2 a 4/10
    – Aumento de 16 para 18 clubes
    – Aumento de 134 para 167 jogos
    – Duas vagas na Libertadores 2027

    Copa do Brasil
    – De 22/4 a 15/11
    – 66 participantes
    – Quartas, semifinais e final passam a ser ida e volta

    Entrada dos clubes participantes:
    – A3 na primeira fase
    – A2 na segunda fase
    – A1 na terceira fase

    Supercopa do Brasil
    Jogo único, em 8 de fevereiro

    Brasileiro A2
    – De 14/3 a 19/9
    – Grupo único e turno único na primeira fase (mesmo do A1)
    – 4 vagas para o A1
    – Aumento de 70 para 134 partidas
    – Aumento de 13 datas para 21

    Brasileiro A3
    – De 21/3 a 5/9
    – Formato turno e returno na 1ª fase
    – 4 vagas para o A2
    – Aumento de 78 para 126 partidas
    – Aumento de 11 datas para 14

    E A PREMIAÇÃO?

    Supercopa do Brasil
    – Campeão – R$ 1 milhão
    – Vice – R$ 600 mil

    Feminino A1
    – R$ 720 mil para os 18 clubes, duplicando os valores da primeira fase
    – Campeão – R$ 2 milhões
    – Vice – R$ 1 milhão
    A cada rodada, o time mandante que estiver no jogo de primeira escolha da TV ganha mais R$ 20 mil por partida, da primeira à quarta fase.

    Feminino A2: Cada um dos 16 clubes receberá R$ 360 mil na primeira fase, um reajuste de 2,4 vezes da cota atual.

    Feminino A3: Cada um dos 32 clubes receberá R$ 120 mil na primeira fase, reajuste de 3,3 vezes

    Copa do Brasil: Cotas foram dobradas em todas as fases

    Feminino Sub-20 e Sub-17: Cotas aumentaram em 10%

    OS PRINCIPAIS NÚMEROS DA VISÃO ATÉ 2029 NA CBF

    – R$ 685 milhões em investimento previsto nas competições
    – Aumento de 41% de datas no calendário nacional
    – Aumento de 84% no número de partidas organizadas pela CBF

    CBF reformula calendário e aumenta premiação das competições femininas

  • Xi diz a Trump que controle da China sobre Taiwan é fundamental para ordem mundial

    Xi diz a Trump que controle da China sobre Taiwan é fundamental para ordem mundial

    Líder chinês telefonou para presidente americano nesta segunda-feira em meio a tensões com o Japão sobre Taipé; Xi e Trump se reuniram no último dia 30 na Coreia do Sul, período no qual republicano também visitou Tóquio

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O líder da China, Xi Jinping, afirmou ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o “retorno de Taiwan à China” é uma parte fundamental da ordem internacional do pós-guerra, durante uma ligação telefônica nesta segunda-feira (24), informou a agência de notícias estatal chinesa Xinhua.

    “China e Estados Unidos lutaram lado a lado contra o fascismo e o militarismo, e agora deveriam trabalhar juntos para salvaguardar os resultados da Segunda Guerra Mundial”, disse Xi, segundo a Xinhua.

    Um funcionário da Casa Branca confirmou que Trump e Xi conversaram por telefone, mas não forneceu detalhes sobre o teor da ligação.

    Pequim considera Taiwan e a China continental como partes de uma única China e não descarta o uso da força para assumir o controle da ilha. O governo em Taipé rejeita a reivindicação e afirma que apenas o povo taiwanês pode decidir seu futuro.

    Atualmente, a China está envolvida em sua maior crise diplomática em anos com o Japão, depois que a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, afirmou neste mês que um hipotético ataque chinês a Taiwan poderia desencadear uma resposta militar de Tóquio -o Japão é um dos aliados mais importantes dos EUA na Ásia, e Trump visitou Takaichi no fim de outubro.

    A missão chinesa na ONU (Organização das Nações Unidas), por meio do embaixador e chefe da delegação, Fu Cong, enviou ao secretário-geral da organização uma carta em que afirma que Takaichi expressa ambições de intervir militarmente na questão de Taiwan, emitindo uma ameaça de uso de força contra a China.

    O documento, segundo declaração da missão chinesa na ONU, tem como objetivo detalhar a posição do regime em relação às declarações de Takaichi ao Parlamento japonês.

    “Se o Japão ousar tentar uma intervenção armada na situação do Estreito, estará cometendo um ato de agressão. A China exercerá resolutamente seu direito de autodefesa, conforme previsto na Carta da ONU e no direito internacional, e defenderá firmemente sua soberania e integridade territorial”, escreveu Fu, segundo a publicação.

    Xi e Trump se encontraram na Coreia do Sul no último dia 30 após meses de tensões comerciais desencadeadas pelas políticas tarifárias de Trump.

    Desde então, a China retomou as compras de soja dos EUA e suspendeu suas restrições ampliadas às exportações de terras raras, enquanto Washington reduziu as tarifas sobre a China em 10%.

    Xi disse que as relações China-EUA se estabilizaram e melhoraram desde o encontro.

    “Os fatos novamente mostram que a cooperação beneficia ambos os lados, enquanto o confronto prejudica ambos”, disse ele a Trump, instando os dois países a manterem um impulso positivo e expandirem a cooperação.

    Os dois líderes também discutiram a Guerra na Ucrânia, segundo a agência. Xi reiterou que a China apoia todos os esforços conducentes à paz, ao mesmo tempo que pede a todas as partes que reduzam suas diferenças para se chegar a um acordo.

    Xi diz a Trump que controle da China sobre Taiwan é fundamental para ordem mundial

  • Lula recebe título de doutor honoris causa em Moçambique

    Lula recebe título de doutor honoris causa em Moçambique

    Homenagem ao presidente Lula reconhece apoio do Brasil para a educação no país africano

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, nesta segunda-feira (24), o título de doutor honoris causa em ciência política, desenvolvimento e cooperação internacional pela Universidade Pedagógica de Maputo. Lula está em vista à capital de Moçambique em comemoração aos 50 anos das relações diplomáticas entre os dois países.

    A homenagem reconhece a trajetória de Lula, além da contribuição do Brasil ao avanço da educação e da ciência em Moçambique. O reitor da universidade, Jorge Ferrão, contou que mais de 30% dos quadros de alto escalão científico da academia moçambicana, entre mestres e doutores, se formaram em instituições de ensino superior brasileiras, em cooperações firmadas durante os governos do presidente Lula.

    “O impacto intangível dos quadros moçambicanos formados no Brasil, maioritariamente em seus mandatos presidenciais, enraíza o futuro científico e tecnológico do nosso país, contribuindo para delinear o caráter singelo de Moçambique no mundo”, disse Ferrão. 

    “A Universidade Pedagógica do Maputo abre as portas com o coração cheio porque a nossa gratidão é suprema e nunca se esgota”, acrescentou o reitor, ao mencionar que a outorga do título foi feita também em nome de outras instituições moçambicanas.

    Ferrão contou ainda que, em 2012, em visita ao país, Lula lançou o Projeto Sonho, iniciativa de educação à distância de professores do ensino primário e secundário envolvendo diferentes escolas e universidades moçambicanas e brasileiras. “Nessa época, mais de 200 professores se beneficiaram da implementação desse gesto generoso”, disse.

    O reitor destacou que a cooperação acadêmica é via de mão dupla e que a Universidade Pedagógica de Maputo recebeu, em 2024, cerca de 600 jovens de comunidades indígenas brasileiras. Ainda, em projeto com a Universidade Federal do Maranhão, a instituição moçambicana firmou compromisso de participar na formulação e ensino da história e cultura afro-brasileiras no currículo brasileiro.

    Por fim, Ferrão falou sobre o compromisso de Lula com a justiça social. “Fica-nos cada vez mais esclarecedor o seu decisivo passo vanguardista no ideal da reparação histórica e de restituir a África o lugar que foi negado durante séculos de escravização”, disse.

    “A sua luta para que os mais de 700 milhões de pessoas que ainda passam fome em todo o mundo conquistem a dignidade alimentar será algo que vai mudar a consciência do mundo”, acrescentou.

    Melhor investimento

    Ao receber a homenagem, o presidente Lula citou algumas das políticas educacionais e de combate às desigualdades desenvolvidas no Brasil e reafirmou que os recursos colocados na educação não são gastos, mas “o melhor investimento” que um governo pode fazer.

    “Eu sei quantos abusos a gente sofre por não ter tido a oportunidade [de estudar]. É por isso que a educação, para mim, é uma obrigação”, disse Lula, sendo ovacionado pelo público presente.

    “Não é possível a gente não compreender que um jovem formado é muito mais respeitado, ele vai arrumar um emprego melhor, ganhar melhor, vai poder viver melhor e construir uma família melhor. Uma moça bem formada não vai aceitar morar com ninguém a troco de um prato de comida porque ela tem formação e tem dignidade”, acrescentou.

    Lula disse, ainda, que o Brasil deve muito ao continente africano, que ajudou a “forjar a alma” do país em seus 300 anos de escravidão, e destacou que o programa de cooperação de graduação para estudantes estrangeiros já tem 60 anos no Brasil.

    “A cooperação internacional só é justa quando é feita com base na solidariedade e no respeito à dignidade e à soberania de cada país. É nesse modelo que o Brasil acredita”, disse Lula.

    “Não há democracia verdadeira onde o povo não tem acesso ao conhecimento e não há desenvolvimento quando as riquezas se concentram em poucas mãos. Educar é fazer da igualdade de oportunidades uma realidade concreta e não uma promessa distante. Quando investimos na educação, formamos cidadãos conscientes, trabalhadores qualificados e lideranças éticas”, afirmou.

    Lula recebe título de doutor honoris causa em Moçambique

  • Morre Ione Borges, conhecida pelo programa Mulheres, aos 73 anos

    Morre Ione Borges, conhecida pelo programa Mulheres, aos 73 anos

    Ione Borges foi um dos maiores nomes dos programas femininos da TV aberta e ficou conhecida por comandar o programa ‘Mulheres’

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A apresentadora Ione Borges morreu nesta segunda-feira (24), aos 73 anos. A informação foi confirmada pela Fundação Cásper Líbero, que mantém a TV Gazeta, emissora na qual Borges trabalhou por mais de três décadas. A causa da morte não foi revelada.

    “É com imenso pesar que a Fundação Cásper Líbero comunica o falecimento da apresentadora Ione Borges”, disse a instituição, em nota. “Ícone da televisão brasileira e rosto inconfundível da TV Gazeta por décadas, Ione construiu um legado de profissionalismo e pioneirismo no segmento feminino e de variedades.”

    No canal, ela apresentou o programa Mulheres ao lado de Claudete Troiano, parceria que durou 16 anos, entre os anos 1980 e 1990. Troiano usou as redes sociais para lamentar a morte de Borges.

    “Juntas, na televisão, construímos uma história que atravessou gerações e marcou a vida de tantas pessoas. Dividimos risos, emoções, aprendizados e, acima de tudo, vivemos momentos de verdadeira felicidade”, escreveu ela, nas redes sociais.

    “Hoje me despeço com o coração apertado, mas cheio de gratidão. Obrigada, minha linda e eterna parceirinha. Você segue viva na minha memória, no meu carinho e na história da nossa comunicação.”

    Após deixar o programa Mulheres, em 1999, a apresentadora comandou um programa de entrevistas até 2002. Depois, apresentou o programa matutino Pra Você e, depois, o Manhã Gazeta, no qual voltou a repetir a parceria com Claudete Troiano. Em 2010, porém, Borges decidiu pedir demissão, afirmando que estava cansada da rotina de apresentadora e que queria se dedicar mais à família.

    Ela, porém, voltou ocasionalmente a apresentar programas na TV Gazeta, como em 2014, quando substituiu Ronnie Von no comando do Todo Seu durante as férias do apresentador.

    Morre Ione Borges, conhecida pelo programa Mulheres, aos 73 anos

  • Tebet pede ajuda ao mercado para convencer Congresso a aceitar redução de gastos

    Tebet pede ajuda ao mercado para convencer Congresso a aceitar redução de gastos

    Ministra do Planejamento e Orçamento mencionou, principalmente, os elevados gastos tributários e isenções fiscais

    A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, reforçou nesta segunda-feira, 24, o compromisso do atual governo federal com a responsabilidade fiscal e o equilíbrio entre crescimento da economia e o controle da inflação. Segundo ela, nos três anos de governo até aqui, o Poder Executivo tentou muitas vezes avançar em alguns pontos de controle de gastos, mas teve dificuldades de concluir essas reformas devido ao poder de lobbies.

    “No quesito das reformas fiscais, nós andamos muito mais lentamente do que precisávamos. Mas, nesse quesito, é importante compartilhar as responsabilidades. O Poder Executivo tentou. Muitas vezes tivemos lobbies que impediram o Executivo e outros poderes de que pudéssemos avançar mais”, disse a ministra, durante almoço anual da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

    Durante sua fala, Tebet também destacou que o próprio setor financeiro e os bancos podem ajudar no convencimento junto ao Congresso para a redução de alguns gastos.

    Ela mencionou, principalmente, os elevados gastos tributários e isenções fiscais. “E aqui entram vocês, agentes do mercado, que vocês possam ser parceiros do Brasil, como muitos já são, levando a palavra não só para dentro do Poder Executivo, mas para dentro do Congresso Nacional”, frisou.

    Na avaliação da ministra, não é necessário “segurar” o crescimento econômico com “medo” da inflação. “O que precisamos é criar condições para um crescimento justo e sustentável. E não temos que ter medo de falar em controle dos gastos públicos e responsabilidade fiscal”.

    Nesse contexto, a ministra também defendeu a necessidade de cada vez maior planejamento no Orçamento federal, citando, como exemplo, a experiência de países asiáticos, onde, segundo ela, as nações têm dado o exemplo, ao conseguir estabelecer metas de médio e longo prazo e pautar investimentos a partir de indicadores e números. “Gastar muito é ruim, mas gastar mal é pior ainda”, frisou a ministra, defendendo que é preciso investir em setores como ciência, tecnologia e inovação, e cortar “gastos ruins”.

    Durante sua fala, Tebet também reforçou que o País está encerrando 2025 muito melhor do que todos imaginavam e do que o cenário traçado no início do ano, apesar de algumas dificuldades, principalmente o alto nível da taxa de juros. Ela também mencionou que o PIB potencial do Brasil não está mais em 1,5% e precisa ser revisto.

    Gastos públicos novos

    A ministra do Planejamento e Orçamento mencionou também que não haverá novos gastos públicos por parte do governo federal em 2026. Ela acrescentou que, a despeito desse compromisso, será preciso, também, avançar na agenda de corte de gastos, principalmente os benefícios tributários.

    “Para 2026, quero afirmar, não haverá novos gastos públicos, mas, mesmo assim, precisamos avançar com o corte, ainda que linear, que não é o ideal, mas é o possível, em relação aos gastos tributários”, disse ela.

    Neste contexto, Tebet reforçou a necessidade de cada vez mais planejamento no Orçamento público e que o Brasil precisa deixar de “enxugar gelo” e ser o “país do improviso”.

    Ela citou como exemplo, que o País gasta muito com a educação, mas tem uma das piores educações públicas do mundo.

    Tebet pede ajuda ao mercado para convencer Congresso a aceitar redução de gastos

  • Ramagem diz ter 'apoio' do governo Trump para ficar nos EUA

    Ramagem diz ter 'apoio' do governo Trump para ficar nos EUA

    Deputado foi condenado por trama golpista e afirma ser alvo de ‘perseguição política’

    O deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pela trama golpista e alvo de mandado de prisão, afirmou estar “seguro” nos Estados Unidos com a “anuência” do governo de Donald Trump.

    “Digo nas palavras do governo americano para mim: ‘Que bom que temos um amigo que está em segurança e a salvo aqui nos EUA. Então, a gente tem esse apoio dos norte-americanos”, disse Ramagem em entrevista ao programa Conversa Timeline, apresentado pelo blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, que também está foragido da Justiça brasileira desde 2021.

    No primeiro pronunciamento desde que saiu do Brasil, em setembro, o parlamentar alegou ser vítima de “grave perseguição política” e disse ter deixado o País para evitar que suas filhas o vissem ser preso. Ele também comparou sua situação à de Donald Trump e afirmou ter sido “abraçado” pelo governo do republicano.

    Ramagem voltou a atacar o ministro Alexandre de Moraes e classificou a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no sábado, 22, como “a consumação de toda a perseguição política”. Bolsonaro admitiu ter danificado a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda.

    Segundo investigações da Polícia Federal, Ramagem teria deixado o País por Boa Vista (RR), possivelmente atravessado a fronteira para a Venezuela ou para a Guiana e, de lá, seguido para os Estados Unidos. Reportagem do site PlatôBR mostrou que o deputado vive atualmente em um condomínio de luxo em Miami ao lado da mulher, Rebeca Ramagem. A PF abriu investigação para rastrear o trajeto e apurar eventuais crimes no processo de saída irregular.

    A mulher do parlamentar publicou, neste domingo, 23, um vídeo nas redes sociais mostrando o reencontro da família em um aeroporto americano. No post, Rebeca afirmou que viajou com as filhas “para proteger a família” e que o marido enfrenta uma “perseguição desumana”. Ela também declarou não haver garantias de julgamento imparcial no Brasil e alegou que Ramagem é vítima de lawfare, termo usado para descrever o uso político do sistema judicial.

    A Câmara dos Deputados informou que não autorizou qualquer missão oficial do parlamentar no exterior. Ramagem apresentou atestados médicos cobrindo as datas de 9 de setembro a 8 de outubro e de 13 de outubro a 12 de dezembro, justificando sua ausência das atividades legislativas. Após tomar conhecimento da fuga, o ministro Alexandre de Moraes decretou sua prisão preventiva. A PF segue monitorando o deputado nos Estados Unidos e avalia os mecanismos de cooperação internacional para o caso.

    Ramagem diz ter 'apoio' do governo Trump para ficar nos EUA

  • Lutador americano de 31 anos morre em evento de MMA após colapso no ringue

    Lutador americano de 31 anos morre em evento de MMA após colapso no ringue

    (UOL/FOLHAPRESS) – Isaac Johnson, lutador de MMA americano, morreu durante um evento de luta em Chicago na madrugada do último sábado (24).

    O lutador foi socorrido após ter um colapso no ringue. Ele foi levado de ambulância até o Loyola University Medical Center, de acordo com a imprensa local, mas não resistiu.

    Na noite em que morreu, Johnson encarou Corey Newell na categoria peso-pesado contra. O duelo foi promovido como uma luta de boxe tailandês.

    O caso ainda é investigado pela polícia, que não determinou a causa da morte. Uma autópsia foi realizada, mas os resultados ainda não foram anunciados.

    O Rosario Central protestou ao receber de costas a equipe de Ángel Di María antes do jogo pelo Clausura, reação à decisão inesperada da Liga Argentina que reconheceu o rival como campeão nacional. O gesto viralizou e marcou a partida que terminou com a eliminação do Central.

    Notícias ao Minuto | 11:45 – 24/11/2025

    Lutador americano de 31 anos morre em evento de MMA após colapso no ringue