Autor: REDAÇÃO

  • Regiane Alves recorda papel em 'Mulheres Apaixonadas' após ver tema do Enem

    Regiane Alves recorda papel em 'Mulheres Apaixonadas' após ver tema do Enem

    A atriz falou sobre a relação do última tema de redação do Enem e sua personagem em ‘Mulheres Apaixonadas’, quando interpretava a vilã Dóris

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Regiane Alves, 47, contou que tem recebido diversas mensagens desde o último domingo (9), quando foi divulgado o tema da redação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

    A proposta deste ano convidava os candidatos a refletirem sobre as “perspectivas do envelhecimento na sociedade brasileira”. “Venho recebendo mensagens e lembranças de pessoas que citaram a Dóris na redação do Enem. Mais de duas décadas depois, o assunto continua atual e provocativo. É uma honra para nós, artistas, termos ajudado no avanço dessa discussão”, escreveu a atriz no X (antigo Twitter), mencionando a personagem que interpretou na novela Mulheres Apaixonadas (Globo, 2003).

    Na trama escrita por Manoel Carlos, Regiane deu vida à ambiciosa Dóris, uma jovem que tratava com desprezo e impaciência os avós idosos, Dona Flora e Seu Ladir, interpretados por Carmen Silva (1916-2008) e Oswaldo Louzada (1912-2008). No fim da novela, Dóris se arrepende de suas maldades e faz as pazes com os familiares.

    Regiane Alves recorda papel em 'Mulheres Apaixonadas' após ver tema do Enem

  • Ibaneis diz não garantir condições da Papuda para receber Bolsonaro

    Ibaneis diz não garantir condições da Papuda para receber Bolsonaro

    Após pedido de avaliação médica, governador afirma que só caberia ao DF cumprir decisão do STF; vice diz que presídio não tem condições de abrigar ex-presidente, de quem ela e Ibaneis são aliados

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), disse à Folha de S.Paulo não poder garantir que o presídio da Papuda tenha condições de receber Jair Bolsonaro (PL), por desconhecer o quadro de saúde do ex-presidente.

    Bolsonaro enfrenta a reta final do processo da trama golpista no STF (Supremo Tribunal Federal), pelo qual foi condenado a 27 anos e três meses de prisão. Quando os recursos forem considerados esgotados, a corte poderá determinar o cumprimento de pena em regime fechado.

    A chefe de gabinete de Alexandre de Moraes, do STF, vistoriou a Papuda e a “Papudinha”, como é conhecido o 19º Batalhão de Polícia Militar do Distrito Federal, que fica em frente ao presídio. Em 2023, o ex-ministro Anderson Torres ficou preso preventivamente naquele batalhão.

    “Não posso garantir. Nós não conhecemos as condições de saúde dele”, disse o governador, ao ser questionado pelo Folha sobre se o presídio teria condições de receber e de se responsabilizar por Bolsonaro.

    Sobre a possibilidade de o Governo do Distrito Federal recorrer de eventual decisão da corte nesse sentido, Ibaneis disse que a decisão é do Supremo e da Vara de Execuções Penais e que só cabe à Secretaria de Administração Penitenciária de Brasília cumpri-la.

    A pasta enviou, na semana passada, um ofício a Moraes, solicitando que o ex-presidente faça uma avaliação médica para verificar sua condição de ser mantido em presídios da capital federal.

    Mas o magistrado viu “ausência de pertinência” no pedido do GDF e indicou que só deve analisar o pedido após o fim do processo da trama golpista.

    A justificativa apresentada é que o documento enviado pelo governo, sob gestão Ibaneis, trata de execução penal, que é uma fase posterior ao julgamento dos recursos.

    O governador disse desconhecer o quadro de saúde de Bolsonaro, de quem é aliado no Distrito Federal, mas afirmou que sua vice, Celina Leão (PP), tem mais condições de avaliar.

    “Quanto às condições de saúde dele, a Celina esteve recentemente [com o ex-presidente] e sabe melhor, além de ser muito amiga da Michelle [Bolsonaro]”, disse.

    A vice-governadora esteve com Bolsonaro em 15 de agosto. À época, ela não se manifestou, mas, em entrevista ao SBT News na segunda-feira (11), ela disse que a Papuda não teria condições de receber o ex-presidente.

    “A Papuda não tem condição de receber o Bolsonaro. Ele precisa de uma dieta especial, tem idade avançada, trata-se de um ex-presidente. Se for bem cuidado, vai ter uma vida prolongada”, afirmou.

    Celina disse ainda que o sistema penitenciário não tem condições de garantir o preparo de comidas especiais para Bolsonaro –que precisaria de dieta específica por causa das cirurgias no abdômen.

    A vice-governadora é pré-candidata ao Governo do DF, em uma chapa que deve ter PL, PP, MDB e Republicanos como aliados.

    O grupo político tenta costurar um acordo por meio do qual Michelle seria candidata ao Senado, Ibaneis também, e Celina ficaria no Palácio do Buriti. Nessa configuração, o atual secretário da Casa Civil, Gustavo Rocha, seria o seu vice. Ele se filiou recentemente ao Republicanos.

    Rocha trabalhou na SAJ (Subchefia de Assuntos Jurídicos da Presidência) no governo Michel Temer (MDB), do qual Moraes foi ministro da Justiça.

    Ameaça o plano de união da direita no DF o surgimento de uma possível candidatura da deputada federal Bia Kicis (PL-DF) ao Senado, o que poderia implodir o acordo com o governo Ibaneis.

    Ibaneis diz não garantir condições da Papuda para receber Bolsonaro

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  • Dólar fica abaixo de R$ 5,30, e Bolsa dispara com possível fim do shutdown nos EUA

    Dólar fica abaixo de R$ 5,30, e Bolsa dispara com possível fim do shutdown nos EUA

    No começo da tarde desta terça-feira (11), a moeda americana marcava queda de 0,65% às 15h21, cotada a R$ 5,271 -abaixo do patamar de R$ 5,30 pela primeira vez desde setembro deste ano

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar está em queda nesta terça-feira (11), tendo a aprovação de uma proposta que pode acabar com a paralisação do governo dos Estados Unidos como motor das movimentações do mercado.

    A possibilidade do maior shutdown da história norte-americana chegar a um fim instaura apetite por risco entre os investidores, levando o dólar a se enfraquecer ante a maior parte das moedas globais.

    No Brasil, a divisa americana marcava queda de 0,65% às 15h21, cotada a R$ 5,271 -abaixo do patamar de R$ 5,30 pela primeira vez desde setembro deste ano. Na mínima do dia, chegou a R$ 5,263.

    Já a Bolsa estava em forte disparada de 1,51%, a 157.616 pontos, a caminho de renovar o recorde histórico mais uma vez. No melhor momento do pregão, chegou a 158.467 pontos.

    É a primeira vez que o Ibovespa roda acima de 156 mil pontos, e, por consequência, de 157 mil e 158 mil pontos também. Além do cenário dos Estados Unidos, o índice está embalado nas expectativas dos investidores sobre a taxa Selic, tendo a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) e dados de inflação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de pano de fundo.

    O Senado dos Estados Unidos aprovou na segunda-feira um projeto de lei por 60 votos favoráveis e 40 contrários, como o apoio de quase todos os republicanos da Casa e de oito democratas. O texto restabelece os recursos para agências federais cujo orçamento expirou em 1º de outubro e suspende a campanha do presidente Donald Trump para reduzir o funcionalismo público, impedindo demissões até 30 de janeiro.

    Agora, o texto segue agora para a Câmara dos Representantes (equivalente à Câmara dos Deputados no Brasil), controlada pelos republicanos. O presidente da Casa, Mike Johnson, afirmou que pretende aprová-lo até quarta-feira (12) e enviá-lo a Trump para sanção, que classificou o acordo para reabrir o governo como “muito bom”.

    O projeto prorroga o financiamento federal até 30 de janeiro, mantendo o governo no caminho de adicionar cerca de US$ 1,8 trilhão por ano à dívida pública, que já soma US$ 38 trilhões.

    Para os mercados, o possível encerramento do shutdown guarda a promessa de normalização. A falta de financiamento deixou centenas de milhares de servidores em licença não remunerada, milhões de pessoas em risco de perder assistência alimentar, voos em atraso e, no ponto mais sensível para os operadores, o Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos) no escuro.

    A paralisação afetou a divulgação de dados econômicos essenciais para balizar as decisões de política monetária do banco central, como de inflação e de desemprego. A falta de visibilidade sobre a temperatura da economia pode impedir a continuidade do ciclo de cortes de juros -possibilidade aventada pelo presidente do Fed, Jerome Powell, em entrevista coletiva após a reunião de outubro.

    “O que você faz quando está dirigindo sob neblina? Você diminui a velocidade”, afirmou.

    O mercado se posiciona com otimismo, afirma Leonel Mattos, analista de inteligência de mercado da StoneX, “porque se interrompem os efeitos negativos dessa paralisação, especialmente a falta de coleta e divulgação de estatísticas oficiais da economia americana”.

    “Essa perspectiva beneficia o desempenho de ativos arriscados, como ações, commodities e moedas emergentes, ajudando o real a se valorizar.”

    Na cena doméstica, perspectivas dos investidores sobre a taxa Selic dão ainda mais força aos ativos brasileiros.

    A ata da última reunião do Copom, divulgada mais cedo, trouxe detalhes sobre a visão do colegiado a respeito do atual processo de desinflação. O comitê disse ter maior convicção de que a manutenção da taxa básica de juros do país em 15% por tempo “bastante prolongado” será suficiente para levar a inflação à meta.

    No documento, o colegiado do Banco Central reconheceu que houve moderação gradual na atividade econômica, “certa” diminuição da inflação corrente e “alguma” redução nas expectativas de inflação. Apesar do avanço, as expectativas permanecem acima da meta buscada pelo BC, e esse cenário requer juros altos.

    Na análise de André Valério, economista sênior do Inter, a ata manteve o tom do comunicado ao reforçar os desafios da convergência da inflação à meta e enfatizou a importância de coordenar política monetária e política fiscal.

    A instituição financeira espera que o Copom inicie o ciclo de cortes de juros na reunião de janeiro, com uma redução de 0,25 ponto percentual.

    “Esperamos que na próxima reunião [em dezembro] a projeção do Copom para o horizonte relevante já indique uma inflação na meta, o que, juntamente com a desaceleração da inflação corrente, maior ancoragem das expectativas e continuidade da desaceleração da atividade, inclusive com a possibilidade de um PIB negativo no 3º trimestre, criem as condições necessárias para o início do ciclo de cortes [em janeiro].”

    Além disso, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou que o IPCA, o índice oficial de inflação do país, subiu 0,09% em outubro, abaixo da taxa de 0,48% de setembro e da projeção de 0,16% dos analistas ouvidos pela Reuters. Em 12 meses até outubro a inflação foi de 4,68%, ante expectativa de 4,75%.

    Para Valério, o cenário de curto prazo para a inflação permanece benigno e “não devemos observar uma reversão significativa nas próximas leituras, com inflação ao produtor acomodada e possível redução da bandeira de energia elétrica em dezembro, o que aumentam as chances de vermos o índice encerrando 2025 abaixo do teto da meta, que é de 4,5%”.

    “Juntamente com a ata do Copom, divulgada hoje mais cedo, vemos um cenário favorável para o início do ciclo de cortes na reunião de janeiro.”

    Já na cena corporativa, destaque para as ações da Petrobras, em disparada em meio a notícias de que o início das operações da plataforma P-79, em Búzios, elevará a capacidade de produção em 15,6%, para cerca de 1,3 milhões de barris/dia. Os papéis preferenciais e ordinários avançavam 3% cada.

    O setor bancário também empurra o Ibovespa para cima. Banco do Brasil avançava 2,63%, seguido por Bradesco (2,36%), Itaú (1,38%) e Santander (1,19%).

    Dólar fica abaixo de R$ 5,30, e Bolsa dispara com possível fim do shutdown nos EUA

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  • Timothée Chalamet põe fim ao namoro com Kylie Jenner de forma inesperada, diz jornal

    Timothée Chalamet põe fim ao namoro com Kylie Jenner de forma inesperada, diz jornal

    Mídia britânica afirma que o ator terminou a relação e que a empresária tenta reconquistá-lo; clima entre os dois teria esfriado devido à rotina intensa de gravações do ator

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O romance entre Timothée Chalamet, 29, e Kylie Jenner, 27, chegou ao fim -pelo menos por enquanto. Segundo o jornal britânico Daily Mail, o ator teria encerrado o relacionamento de maneira repentina, pegando a empresária de surpresa.

    De acordo com fontes próximas ao casal, o término partiu de Chalamet. A publicação afirma que Kylie, descrita como “completamente maluca por ele”, está fazendo de tudo para reverter a decisão. “Ele terminou com a Kylie”, contou uma fonte ao jornal. “Isso já aconteceu antes, e ela o convenceu a voltar. Pode ser que consiga de novo.”

    Outro contato da reportagem acrescentou que o clima entre os dois azedou devido à rotina intensa do ator. “Há problemas no paraíso, mas não é definitivo. Ele está trabalhando muito, e ela sente que precisa correr atrás. Kylie se dedica mais do que ele nesse relacionamento”, disse.

    Chalamet está em alta por conta do longa Marty Supreme (2025), que tem despertado expectativas de uma indicação ao Oscar de Melhor Ator no próximo ano. Em recente entrevista, ele comentou sobre o trabalho no filme, mas preferiu não falar sobre a vida pessoal.

    Kylie e Chalamet começaram a se relacionar em janeiro de 2023 e marcaram presença em diversos eventos da temporada de premiações de Hollywood, sempre discretos, mas muito observados pela imprensa e fãs.

    Antes de se envolver com o astro de Duna, Kylie Jenner manteve um longo relacionamento com o rapper Travis Scott, com quem tem dois filhos. Além da vida pessoal movimentada, ela segue como uma das jovens empresárias mais bem-sucedidas do mundo, com fortuna estimada em mais de US$ 700 milhões – o equivalente a cerca de R$ 3,7 bilhões.

    Timothée Chalamet põe fim ao namoro com Kylie Jenner de forma inesperada, diz jornal

  • Cientistas acham pista para desvendar misteriosa 'faixa de buracos' no Peru

    Cientistas acham pista para desvendar misteriosa 'faixa de buracos' no Peru

    Pesquisadores da Universidade de Sydney tentam resolver um mistério de décadas sobre o Monte Sierpe, conhecido como “faixa de buracos” e localizado no Vale de Pisco

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Um dos sítios arqueológicos mais enigmáticos dos Andes pode ter sido um antigo mercado a céu aberto. É o que sugere uma nova pesquisa da Universidade de Sydney sobre o Monte Sierpe, conhecido como “faixa de buracos” e localizado no Vale de Pisco, no sul do Peru. O local abriga mais de 5.000 cavidades escavadas de forma precisa nas encostas andinas.

    Pesquisadores tentam resolver um mistério de décadas. O Monte Sierpe intriga arqueólogos desde os anos 1930, quando suas primeiras imagens aéreas foram publicadas pela revista National Geographic. Apesar de inúmeras teorias -de funções agrícolas a propósitos defensivos-, a utilidade original continua envolta em mistério.

    Novas evidências apontam para trocas comerciais. Segundo o arqueólogo digital Jacob Bongers, da Universidade de Sydney e do Australian Museum Research Institute, a equipe encontrou indícios que reforçam a hipótese de que o local funcionava como um centro de trocas. A pesquisa foi publicada nesta segunda-feira (10) na revista científica Antiquity.

    “Talvez este fosse um mercado pré-incaico, como uma feira. Sabemos que a população pré-hispânica aqui era de cerca de 100 mil pessoas. Talvez comerciantes nômades, agricultores e pescadores se reunissem para trocar produtos como milho e algodão”, disse Jacob Bongers.

    Tecnologia de drones revelou padrões numéricos. Os pesquisadores mapearam o sítio com drones e identificaram padrões na disposição dos buracos. Para surpresa da equipe, o arranjo se assemelha ao de um khipu (antigo sistema inca de contabilidade feito com cordas e nós) encontrado no mesmo vale. “Esta é uma descoberta extraordinária que amplia nossa compreensão sobre as origens e a diversidade das práticas indígenas de contabilidade”, disse Bongers.

    Análises de solo reforçam a hipótese comercial. A equipe também analisou amostras de sedimentos das cavidades e identificou grãos de pólen de milho, um dos principais cultivos dos Andes, e vestígios de junco, planta usada há milênios na confecção de cestos. Segundo os cientistas, isso indica que plantas eram depositadas nos buracos, possivelmente em cestos ou feixes usados para transporte.

    Localização estratégica reforça a teoria. O Monte Sierpe está situado entre dois antigos centros administrativos incas e perto da interseção de uma rede de estradas pré-hispânicas. A área fica em uma zona ecológica de transição entre os Andes e a planície costeira, ponto ideal para encontros e trocas entre comunidades do interior e do litoral.

    Sítio pode ter evoluído sob domínio inca. Combinando as descobertas botânicas e aéreas, os pesquisadores sugerem que o Monte Sierpe foi inicialmente construído pelo reino Chincha, anterior ao império inca, para trocas reguladas e depois transformado em um sistema de contabilidade em larga escala pelos incas. “Vejo esses buracos como uma tecnologia social que aproximava pessoas e, mais tarde, se tornou um sistema de registro”, afirmou Bongers.

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  • Veja os novos valores dos imóveis que podem ser financiados no Minha Casa, Minha Vida

    Veja os novos valores dos imóveis que podem ser financiados no Minha Casa, Minha Vida

    Reajuste nos tetos permitidos beneficia famílias das faixas 1 e 2, com renda mensal de até R$ 4.700; governo prevê que 263 municípios serão beneficiados; estratégia é atingir 3 milhões de moradias

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) aprovou o reajuste dos valores máximos de imóveis que podem ser financiados pelo Minha Casa, Minha Vida para as faixas 1 e 2, voltadas para famílias de menor renda. A medida não altera o subsídio direto às famílias (desconto dado no financiamento), mas vai permitir que mais imóveis possam ser financiados pelo programa de habitação.

    O limite máximo de financiamento para famílias que se enquadram nas duas primeiras faixas subiu para até R$ 275 mil, variando o valor de acordo com o município.

    Hoje, o teto de financiamento para famílias com renda familiar bruta de até R$ 4.700 por mês é de R$ 264 mil, também com variações municipais. Segundo técnicos do governo, 263 municípios serão beneficiados.
    Número de habitantes – Limite atual do valor do imóvel – Novo teto

    Acima de 750 mil – R$ 264 mil – R$ 275 mil
    Entre 300 mil e 750 mil – R$ 250 mil – R$ 270 mil
    Entre 100 mil e 300 mil – R$ 230 mil – R$ 245 mil
    O Ministério das Cidades afirma que norteou o reajuste após avaliar que o número de contratações caiu na faixa 1 e na região Norte do país.

    A expectativa do governo federal é que a atualização dos valores atraia mais construtoras e incorporadoras para atuar nas faixas mais baixas do programa e compense a alta nos custos da construção civil.

    Composto por representantes do governo, dos trabalhadores e dos empregadores, o Conselho Curador do FGTS é responsável por definir as diretrizes de uso dos recursos do Fundo de Garantia, que financia também o programa habitacional.

    A mudança deve permitir ao governo Lula atingir 3 milhões de unidades contratadas pelo Minha Casa, Minha Vida até o fim deste mandato, superando a meta inicial de 2 milhões no período de quatro anos.

    O programa é uma das vitrines da gestão petista. O reajuste dos tetos se soma a um conjunto de ações do governo, que inclui o aumento no subsídio para o valor de entrada, a redução das taxas de juros e a criação de uma nova faixa, voltada à classe média.

    Em 2025, o Minha Casa contratou quase 200 mil unidades na faixa 1 e quase 157 mil unidades na faixa 2, correspondendo a 29% das contratações. O governo estima fechar o ano com 660 mil unidades contratadas, das quais 620 mil serão financiadas somente com recursos do FGTS, o que representaria um recorde.

    Nesta terça, o Conselho Curador do FGTS aprovou ainda o orçamento de R$ 160,5 bilhões para empréstimo habitacional e projetos de saneamento em 2026. O valor é 5,4% maior do que os R$ 152,3 bilhões disponíveis para este ano Do total, R$ 144,6 bilhões serão destinados à habitação.

    O colegiado também aprovou o orçamento plurianual de 2027 a 2029. Em 2027, serão destinados R$ 144,50 bilhões para habitação. O montante cai para R$ 139,50 bilhões em 2028 e 2029.

    Para saneamento básico e infraestrutura urbana o orçamento permanecerá em R$ 8 bilhões ao ano de 2026 a 2029.

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  • Putin troca tanques por motos em nova tática contra Ucrânia

    Putin troca tanques por motos em nova tática contra Ucrânia

    Soldados invadem Pokrovsk a pé e em veículos leves, ao estilo ‘Mad Max’, sob cobertura de neblina contra drones; ‘A frente mudou, agora somos deixados até 30 km distantes do alvo e temos de ir sozinhos até lá’, diz militar

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Um vídeo que emergiu da linha de frente em Pokrovsk, no leste da Ucrânia, provocou chacota imediata entre os críticos da invasão de Vladimir Putin da Ucrânia. Nele, soldados russos chegam à estratégica cidade a pé, em motos e antigos carros soviéticos.

    Na realidade, o que parece um assalto do Exército de Brancaleone ou uma paródia das distopias apocalípticas da cinessérie “Mad Max” é a realidade do combate nas áreas de atrito e um teste para a nova tática empregada pelas forças de Putin no conflito, talvez a última possível. Se der certo, pode ser um novo ponto de inflexão na guerra.

     

    “A frente mudou, agora somos deixados até 30 km distantes do alvo e temos de ir sozinhos até lá”, disse por mensagem à Folha de S.Paulo o soldado Pavel, que como é praxe dos dois lados não pode ter seu sobrenome divulgado.

    Ele lutou nos arredores de Pokrovsk até a semana passada. A terra de ninguém, que até 2023 tinha cerca de 10 km de largura na região, agora tem 50 km. “Antes, entraríamos lá com BMP-3, em grupos grandes. Agora é isso, temos de carregar nosso equipamento, 30 kg nas costas, relata o militar.

    O motivo é a infestação de pequenos drones armados com granadas e outros explosivos, empregados maciçamente pelos beligerantes de lado a lado. Eles impedem o movimento impune de blindados como o modelo de transporte de pessoal citado por Pavel.

    Isso explica outro item importante do vídeo: a neblina, que impede a ação eficaz dos operadores de drones. Isso levou os russos a mobilizar algumas forças blindadas, mas ainda não em grande número.

    “Nosso tempo de reação é mais curto com o tempo ruim. As estradas estão lotadas de drones russos, nenhum veículo pode entrar ou sair da cidade”, escreveu no Telegram um soldado ucraniano de prenome Ihor, que sereve no 7º Corpo de Paraquedistas da Ucrânia.

    Segundo a unidade publicou no Facebook nesta terça, há ao menos 300 soldados russos dentro de Pokrovsk. O número é pequeno e contrasta com os 50 mil que o presidente Volodimir Zelenski diz que Moscou usa na operação, e não é uma contradição.

    O ataque inicial da guerra foi em três grandes frentes frontais e desconectadas, vindas das Crimeia, da Donetsk em mãos de separatistas pró-Moscou e do sul russo e Belarus. Ele fracassou em tomar Kiev, mas garantiu a atual fatia de 20% do território ucraniano sob controle de Putin.

    Depois, as ações se concentraram na linha de atrito, com os russos empregando forças maciças. Deu certo pontualmente, como em Avdiivka (Donetsk), mas a ascensão dos drones impediu sua continuidade.

    Agora, os generais de Putin buscam engajamentos com menos tropas, focados em pontos vulneráveis das defesas de Zelenski, e só depois tentar entrar com blindados e tanques.

    Com efeito, a corrida para reforçar Pokrovsk e evitar a queda do centro logístico que defende as duas cidades principais ainda sob controle de Kiev em Donetsk, Kramatorsk e Slaviansk, gerou problemas em outros pontos.

    Mais o norte, em Kharkiv, região que nem faz parte do cardápio oficial de exigências russas, o Ministério da Defesa russo anunciou ter tomado nesta terça a metade oriental da vital Kupiansk, cidade que dá acesso à capital homônima da área, o segundo maior centro urbano da Ucrânia.

    Os russos não parecem ter mão de obra para tentar um assalto à capital, mas podem repetir o cerco punitivo do início da guerra, que fracassou quando também por erros táticos e falta de soldados acabaram expulsos da região.

    Além disso, a Ucrânia confirmou nesta terça ter recuado de cinco vilas na região de Zaporíjia (sul), por não ter como defendê-las. Zelenski, que lamentou o tempo ruim como fator favorável aos russos em uma postagem após visitar a cidade de linha de frente de Kherson (sul), disse que os ataques na região “estão intensos”.

    Segundo o especialista em geopolítica americano George Friedman, a aposta de Putin pode dar certo. “Uma guerra lutada desta forma é uma questão de aritmética”, escreveu na segunda (10) aos clientes de sua consultoria Geopolitical Futures.

    Ele nota que Moscou tem muito mais soldados à disposição, mas isso não é tudo. “A habilidade dos russos em manter esse ritmo é muito problemática. Se a Rússia acha que os números estão a seu lado, isso pode explicar por que Putin ainda não aceitou uma trégua. Na minha visão, é sua última boa jogada”, afirmou.

    O russo resistiu à iniciativa de Donald Trump de fazer a paz, exigindo seus termos maximalistas de cessão das quatro áreas que anexou ilegalmente em 2022 e outros pontos. O presidente americano elevou a pressão com sanções no setor petrolífero, evitando contudo fornecer mísseis avançados a Zelenski, mas até aqui Putin não cedeu.

    A Ucrânia diz que está resistindo em Pokrovsk, mas não comentou a ação em Kupiansk. Além disso, bombardeios ao seu sistema energético estão deixando a situação crítica no país: no domingo (9), quase todo o território teve de ficar 16 horas sem luz. Na guerra assimétrica que trava, atacou novamente a refinaria russa de Saratov com seus drones domésticos.

    Putin troca tanques por motos em nova tática contra Ucrânia

  • Em julgamento de 'kids pretos', Gonet pede condenação de dez réus

    Em julgamento de 'kids pretos', Gonet pede condenação de dez réus

    Turma do STF julga núcleo militar da trama golpista, a maioria ligada a forças especiais do Exército; Gonet afirma que integrantes do grupo difundiram fake news para angariar apoio a ruptura democrática

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu nesta terça-feira (11) a condenação dos réus integrantes do núcleo militar da trama golpista -responsável, segundo ele, pelas ações táticas da tentativa de golpe de Estado no fim do governo de Jair Bolsonaro (PL).

    O grupo é composto por um policial federal e nove militares, a maioria destes oficiais do Exército com formação em forças especiais -os chamados “kids pretos”.

    “Integrantes desse núcleo pressionaram agressivamente o Alto Comando do Exército a ultimar o golpe de Estado, puseram autoridades públicas na mira de medidas letais e se dispuseram a congregar forças militares terrestres ao serviço dos intentos criminosos”, disse o chefe da PGR (Procuradoria-Geral da República).

    As declarações foram dadas durante sua sustentação oral na Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal).

    Gonet afirmou que os militares do grupo sabiam que a narrativa de fraude nas urnas eletrônicas não era verdadeira, mas prosseguiram com a difusão de informações falsas para angariar apoio popular à ruptura democrática.

    O chefe da PGR afirmou que a reunião dos militares com formação em Operações Especiais no fim de novembro de 2022 não pode ser considerada como um encontro de amigos.

    Segundo ele, o encontro discutiu “pormenorizadamente manobras de tomada de poder por meios heterodoxos, valendo-se das armas, com planejamento escrito em esquemas gráficos de compromissos de cada qual e de outros militares a serem cooptados”.

    Gonet se referia a mensagens trocadas entre os militares que participaram da reunião num salão de festas em Brasília, no dia 28 de novembro de 2022.

    O delator Mauro Cid e os militares envolvidos na reunião afirmaram que o encontro foi informal, uma “conversa de bar”. Eles teriam aproveitado que o Alto Comando do Exército estava reunido em Brasília para juntar os assistentes dos generais em uma confraternização entre amigos.

    O procurador, porém, disse que a investigação revelou que a reunião foi crucial para os intentos golpistas de Bolsonaro e seus aliados.

    “Os participantes não se juntaram ali para celebrar os vínculos da amizade. Reuniram-se em função das posições estratégicas que detinham, na qualidade de assistentes de comandantes, a quem endereçariam os seus esforços de persuasão para integrarem o intento golpista”, completou.

    O único réu que foi ao Supremo para acompanhar o julgamento, nesta terça, foi o tenente-coronel Rodrigo Bezerra de Azevedo. Ele está preso em um quartel do Exército, em Brasília, há 12 meses.

    Azevedo teve pedidos de soltura negados pelo ministro Alexandre de Moraes.

    Ele é acusado de, sob o codinome “Brasil”, executar um plano para neutralizar Moraes. A operação teria ocorrido em Brasília, em 15 de dezembro de 2022. A PGR não conseguiu provas de que o militar estava em Brasília no dia do ataque planejado ao ministro do Supremo.

    A defesa argumenta que o tenente-coronel estava em Goiânia (GO) no dia 15 de dezembro, data de seu aniversário, como mostram documentos apresentados no processo.

    O núcleo julgado a partir desta terça tem como réus também Bernardo Romão Correa Neto (coronel da reserva), Estevam Theophilo (general da reserva), Fabrício Moreira de Bastos (coronel), Hélio Ferreira Lima (tenente-coronel), Márcio Nunes de Resende Júnior (coronel da reserva), Rafael Martins de Oliveira (tenente-coronel), Ronald Ferreira de Araújo Júnior (tenente-coronel), Sérgio Ricardo Cavaliere (tenente-coronel da reserva) e Wladimir Matos Soares (policial federal).

    Nove deles respondem pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, deterioração do patrimônio público e dano ao patrimônio tombado.

    No caso do tenente-coronel Ronald Ferreira de Araújo Júnior, o procurador-geral Paulo Gonet afirmou, em alegações finais, não haver provas suficientes para sua acusação pelos cinco crimes.

    A PGR pediu que a acusação contra o militar seja rebaixada e que ele responda somente por incitação ao crime. A justificativa é que o militar não participou de reuniões golpistas, mas espalhou informações falsas sobre fraudes no processo eleitoral para incitar as Forças Armadas à ruptura democrática.

    Nesta semana, o julgamento deve ficar restrito à leitura do relatório de Moraes e às sustentações orais da acusação e das defesas dos dez réus.

    O ministro Luiz Fux não participa do julgamento. Único a votar pela absolvição dos réus da trama golpista, ele deixou a Primeira Turma em outubro e não formalizou à presidência do Supremo o desejo manifestado no plenário de manter seu direito a voto nos processos sobre a trama golpista.

    Após a manifestação de Gonet, encerrada pela manhã, cada defesa tem uma hora para demonstrar a inocência de seus clientes.

    O julgamento foi retomado nesta tarde com os advogados dos réus e deve ser concluído na próxima semana, com sessões marcadas para os dias 18 e 19 de novembro. O primeiro a falar dentre os ministros será o relator, Alexandre de Moraes. A ordem seguirá com Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino (presidente).

    Em julgamento de 'kids pretos', Gonet pede condenação de dez réus

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  • Oh Yeong-su, de 'Round 6', é absolvido de condenação por caso de assédio sexual

    Oh Yeong-su, de 'Round 6', é absolvido de condenação por caso de assédio sexual

    O Tribunal Distrital De Suwon absolveu Yeong-Su nesta terça-feira (11) e reverteu uma decisão judicial adotada em abril, quando o artista foi condenado a prisão

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Oh Yeong-su, ator sul-coreno de 81 anos que estrelou o fenômeno “Round 6”, da Netflix, teve a sua condenação por assédio sexual anulada por um tribunal de apelações da Coreia do Sul. Segundo a Variety, a informação é da agência de notíciais Yonhap.

    O Tribunal Distrital De Suwon absolveu Yeong-Su nesta terça-feira (11) e reverteu uma decisão judicial adotada em abril, quando o artista foi condenado a oito meses de prisão e dois anos de suspensão. Na ocasião, a promotoria havia requisitado uma pena de um ano de prisão.

    Ele havia sido considerado culpado de assédio sexual contra uma mulher numa turnê teatral que aconteceu em 2017. Segundo a vítima, o ator teria abraçado e beijado ela sem consentimento.

    O tribunal de apelações reconheceu que existem suspeitas contra o artista, como o fato da mulher ter procurado aconselhamento para violência sexual seis meses após o suposto acidente e de Yeong-Su ter se desculpado com a suposta vítima por pedido da mesma.

    Por outro lado, alegou que existe a possibilidade da memória da mulher ter se distorcido com o passar do tempo e declarou que os interesses do réu devem ser protegidos enquanto restarem dúvidas sobre o caso.

    Em resposta à decisão tomada pelo tribunal de apelações, a suposta vítima afirmou que “continuará dizendo a verdade”. Ela se manifestou a partir de um comunicado da Womenlink, organização voltada aos direitos das mulheres.

    O imbróglio judicial em que Oh Yeong-su se envolveu vem ofuscando a sua carreira após o sucesso do seriado da Netflix, que lançou a sua terceira e última temporada neste ano. Atualmente, a Netflix desenvolve projetos derivados de “Round 6”, que segue sendo uma das séries mais vistas da plataforma.

    Oh Yeong-su, de 'Round 6', é absolvido de condenação por caso de assédio sexual

  • Brasileiros sacaram R$ 455,68 milhões esquecidos em bancos em setembro

    Brasileiros sacaram R$ 455,68 milhões esquecidos em bancos em setembro

    O BC alerta os correntistas a terem cuidado com golpes de estelionatários que alegam fazer a intermediação para supostos resgates de valores esquecidos; mais de 48,6 milhões de pessoas ainda podem ter acesso ao dinheiro

    Os brasileiros sacaram, em setembro deste ano, R$ 455,68 milhões em valores esquecidos no sistema financeiro, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (11) pelo Banco Central (BC). No total, o Sistema de Valores a Receber (SVR) já devolveu R$ 12,22 bilhões a clientes bancários, mas ainda há R$ 9,73 bilhões disponíveis para saque.

    O SRV é um serviço do BC no qual o cidadão pode consultar se ele próprio, sua empresa ou pessoa falecida tem dinheiro esquecido em algum banco, consórcio ou outra instituição, como financeiras e corretoras.

    Para a consulta, não é preciso fazer login ─ basta informar o Cadastro de Pessoa Física (CPF) e data de nascimento do cidadão ou o Cadastro de Pessoa Jurídica (CNPJ) e a data de abertura da empresa, inclusive para empresas encerradas. 

    Caso o resultado seja positivo, é preciso acessar o sistema para verificar quanto de dinheiro há a receber, a origem desse valor, a instituição que deve fazer a devolução e seus dados de contato e outras informações adicionais. Para isso, há a necessidade de login com a conta Gov.br – nos níveis prata ou ouro e com verificação em duas etapas habilitada.

    Resgate

    O dinheiro pode ser resgatado de três formas: a primeira é entrar em contato diretamente com a instituição responsável pelo valor e solicitar o recebimento; a segunda é fazer a solicitação pelo próprio Sistema de Valores a Receber.Em maio deste ano, o Banco Central inaugurou uma nova funcionalidade no sistema: a solicitação automática de resgate de valores. Com ela, o cidadão não precisará consultar o sistema periodicamente nem registrar manualmente a solicitação de cada valor que existe em seu nome.

    Caso seja disponibilizado algum recurso por instituições financeiras, o crédito será feito diretamente na conta do cidadão. A solicitação automática de resgate é exclusiva para pessoas físicas e está disponível apenas para quem possui chave Pix do tipo CPF. A adesão ao serviço é facultativa.

    Beneficiários

    As origens dos valores esquecidos são:

    Contas-correntes ou poupanças encerradasCotas de capital e rateio de sobras líquidas de ex-participantes de cooperativas de créditoRecursos não procurados de grupos de consórcio encerradosTarifas cobradas indevidamenteParcelas ou despesas de operações de crédito cobradas indevidamenteContas de pagamento pré ou pós-paga encerradasContas de registro mantidas por corretoras e distribuidoras encerradasOutros recursos disponíveis nas instituições para devolução

    As estatísticas do SVR são divulgadas pelo BC com dois meses de defasagem, com a atualização de novas fontes de valores esquecidos no sistema financeiro.

    Em relação ao número de beneficiários, até o fim de setembro, 34.286.689 correntistas haviam resgatado valores, sendo 30.926.111 pessoas físicas e 3.360.578 pessoas jurídicas. Por outro lado, 53.374.323 beneficiários ainda não sacaram seus recursos. Destes, 48.639.667 são pessoas físicas e 4.734.656 pessoas jurídicas

    A maior parte das pessoas e empresas têm direito a pequenas quantias. Os valores a receber de até R$ 10 concentram 64,63% dos beneficiários. Os valores entre R$ 10,01 e R$ 100 correspondem a 23,84% dos correntistas. As quantias entre R$ 100,01 e R$ 1 mil representam 9,72% dos clientes. Só 1,81% tem direito a receber mais de R$ 1 mil.

    Golpes

    O Banco Central alerta os correntistas a terem cuidado com golpes de estelionatários que alegam fazer a intermediação para supostos resgates de valores esquecidos. O BC ressalta que todos os serviços do Sistema de Valores a Receber são totalmente gratuitos, e que não envia links, nem entra em contato para tratar sobre valores a receber ou para confirmar dados pessoais.

    A autarquia também pede que nenhuma pessoa forneça senhas e esclarece que ninguém está autorizado a fazer esse tipo de pedido.

    Brasileiros sacaram R$ 455,68 milhões esquecidos em bancos em setembro

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