Autor: REDAÇÃO

  • Senado deve aprovar recondução de Gonet com margem mais apertada que em 2023

    Senado deve aprovar recondução de Gonet com margem mais apertada que em 2023

    Senadores devem aprovar recondução de Paulo Gonet à PGR, mas com placar mais apertado; mudança de humor entre bolsonaristas e denúncias recentes indicam redução no apoio em relação à votação de 2023.

    (CBS NEWS) – O Senado deve aprovar a recondução de Paulo Gonet após sabatina nesta quarta-feira (12), mas com um placar mais apertado do que o de dois anos atrás, quando ele chegou ao comando da PGR (Procuradoria-Geral da República).

    Se não houver surpresa, Gonet seguirá à frente do órgão para mandato até 2027. Integrantes do Senado têm considerado a votação um parâmetro para medir a possibilidade de aprovação do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, que deve ser indicado pelo presidente Lula (PT) ao STF (Supremo Tribunal Federal.

    Em 2023, o atual chefe do Ministério Público da União teve 65 votos a seu favor no plenário do Senado e 11 contrários. É necessário o apoio de ao menos 41 senadores para a aprovação. O resultado elástico daquele ano foi obtido porque mesmo setores da oposição, à época com o aval do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), votaram a favor.

    O humor da ala bolsonarista com o procurador-geral, porém, mudou. Ele deverá ser aprovado, mas terá menos apoio que em 2023, avaliam integrantes do grupo.

    “A oposição fará oposição. Mas somos 32 somente em 81”, afirmou o líder do PL, Carlos Portinho (RJ). O líder da minoria, senador Ciro Nogueira (PP-PI), disse à Folha achar que Gonet será aprovado sem contratempos.

    O descontentamento bolsonarista se deve principalmente às acusações da PGR contra Bolsonaro no processo da trama golpista, no qual o ex-presidente foi condenado a 27 anos de prisão. Lula assinou a recondução de Gonet pouco antes de ele fazer sua manifestação no julgamento. Auxiliares do presidente disseram que antecipar a recondução deu mais força e legitimidade ao PGR em um momento de elevada pressão político-institucional.

    Outro fator citado para explicar a maior insatisfação com Gonet é a denúncia contra Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.

    Tagliaferro, que auxiliou o ministro quando este era presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), tornou-se um nome conhecido no meio bolsonarista por ter exposto mensagens relacionadas a Moraes.

    O alinhamento de Gonet à maioria do Supremo no processo da trama golpista já era esperado tanto no Judiciário como na política. Ele foi indicado pelo presidente Lula (PT) à PGR em 2023 com apoio de Moraes e do também ministro do STF Gilmar Mendes.

    O procurador foi selecionado por Lula em 2023 por fora da lista tríplice escolhida pela ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República), assim como havia ocorrido com seu antecessor, Augusto Aras, indicado em duas ocasiões por Bolsonaro.

    Gonet foi vice-procurador-geral eleitoral durante a gestão Aras, mas não é visto como um nome alinhado ao ex-PGR dentro do Ministério Público e é mais aceito internamente do que o seu antecessor.

    O chefe da PGR também tem a simpatia do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

    Conhecido por sua discrição, Gonet não fez campanha aberta por sua recondução junto aos senadores nos últimos dias. O mais comum é que autoridades peçam apoio a integrantes do Senado antes desse tipo de votação, em périplos nos gabinetes dos parlamentares.

    Nesta quarta, Gonet participou de sessão na Primeira Turma do Supremo, na qual pediu a condenação dos réus integrantes do núcleo militar da trama golpista após a derrota de Bolsonaro para Lula em 2022.

    O procurador-geral da República será sabatinado nesta quarta-feira pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, em reunião marcada para às 9h. O colegiado fará uma votação para recomendar ou não a aprovação do nome ao plenário em votação a ser realizada também na quarta-feira, mas à tarde.

    Integrantes da oposição que sinalizaram voto a favor de Gonet apontam que não adiantaria rejeitá-lo em plenário, já que o nome que o substituiria nessa situação também seria indicado por Lula.

    Discursos contundentes são esperados de setores mais aguerridos do bolsonarismo. A perspectiva de aprovação, porém, deve reduzir o tom das falas de senadores que têm críticas ao trabalho do procurador-geral, para evitar indisposição com quem comandará a PGR pelos próximo dois anos.

    Também estão marcadas para esta quarta-feira as sabatinas de Anísio David de Oliveira Jr. e Flávio Marcus Lancia Barbosa, indicados para o STM (Superior Tribunal Militar), além das de quatro diplomatas indicados para comandar embaixadas brasileiras no exterior.

    Alcolumbre confirmou na terça-feira (11) a votação no plenário logo depois da sabatina tanto de Gonet quanto de outros indicados. “Estamos com a confirmação de cerca de 74 senadores e senadoras [que participarão das deliberações]. É um número adequado para que a gente possa deliberar as autoridades no dia de amanhã [quarta]”, declarou o presidente do Senado.

    Senado deve aprovar recondução de Gonet com margem mais apertada que em 2023

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  • Dólar fecha em R$ 5,27, menor valor desde junho de 2024, e Bolsa bate 12º recorde seguido

    Dólar fecha em R$ 5,27, menor valor desde junho de 2024, e Bolsa bate 12º recorde seguido

    Bolsa sobe pela 15ª vez seguida e encosta nos 158 mil pontos

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar caiu 0,62% nesta terça-feira (11) e encerrou o dia cotado a R$ 5,273 -o menor valor em quase um ano e meio. O desempenho da moeda americana foi influenciado principalmente pelo possível fim da paralisação do governo dos Estados Unidos (conhecida como “shutdown”).

    A última vez que o dólar esteve nesse patamar foi em 6 de junho de 2024, quando fechou em R$ 5,254, segundo dados da Bloomberg.

    O dia também foi positivo para a Bolsa de Valores brasileira, que renovou o recorde histórico pelo 12º dia consecutivo e bateu a 15ª sessão seguida no positivo. Fechou em disparada de 1,77%, a 158.015 pontos, segundo dados preliminares. No melhor momento do pregão, chegou a 158.467 pontos.

    É a primeira vez que o Ibovespa roda acima de 156 mil pontos, e, por consequência, de 157 mil e 158 mil pontos também. Além do cenário dos Estados Unidos, o desempenho é atribuído às expectativas dos investidores sobre a taxa Selic, tendo a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) e dados de inflação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de pano de fundo.

    A forte valorização dos ativos brasileiros refletiu a disposição dos mercados globais por investimentos considerados mais arriscados. Esse movimento, apelidado de “apetite por risco” no jargão, teve início na noite de segunda-feira (10), quando o Senado dos Estados Unidos aprovou um projeto de lei para reestabelecer o financiamento para agências federais.

    Com 60 votos favoráveis e 40 contrários, a Casa deu o primeiro passo para encerrar a maior paralisação da história do governo norte-americano, em curso desde 1º de outubro.

    Para os mercados, o possível encerramento do shutdown guarda a promessa de normalização. A falta de financiamento deixou centenas de milhares de servidores em licença não remunerada, voos em atraso e, no ponto mais sensível para os operadores, o Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos) no escuro.

    A paralisação afetou a divulgação de dados econômicos essenciais para balizar as decisões de política monetária do banco central, como de inflação e de desemprego. A falta de visibilidade sobre a temperatura da economia pode impedir a continuidade do ciclo de cortes de juros -possibilidade aventada pelo presidente do Fed, Jerome Powell, em entrevista coletiva após a reunião de outubro.

    Nesse sentido, explica Fernanda Campolina, sócia da One Investimentos, a tendência é que, com o fim da paralisação, o Fed se sinta “mais confortável” para realizar novos cortes ainda em 2025, “o que favorece mercados emergentes como o Brasil”.

    O texto segue agora para a Câmara dos Representantes (equivalente à Câmara dos Deputados no Brasil), cujo presidente, Mike Johnson, afirmou que pretende aprová-lo até quarta-feira (12). Depois, o projeto segue para sanção do presidente Donald Trump.

    A medida prorroga o financiamento federal até 30 de janeiro, mantendo o governo no caminho de adicionar cerca de US$ 1,8 trilhão por ano à dívida pública, que já soma US$ 38 trilhões.

    Reduções nos juros dos EUA costumam ser uma boa notícia para os mercados globais. Como a economia norte-americana é vista como a mais sólida do mundo, os títulos do Tesouro, também chamados de “treasuries”, são um investimento praticamente livre de risco.

    Quando os juros estão altos, os rendimentos atrativos das treasuries levam operadores a tirar dinheiro de outros mercados. Quando eles caem, a estratégia de diversificação vira o norte, e investimentos alternativos ganham destaque.

    Essa perspectiva desvalorizou o dólar globalmente. O índice DXY, que compara a moeda americana em relação a uma cesta de outras seis divisas fortes, caiu 0,14%, a 99,44 pontos.

    No caso do Brasil, há ainda mais um fator que favorece os ativos domésticos: o diferencial de juros. Quando a taxa nos Estados Unidos cai e a Selic permanece em patamares altos, investidores se valem da diferença de juros para apostar na estratégia de “carry trade”. Isto é: toma-se empréstimos a taxas baixas, como a americana, para investir em mercados de taxas altas, como o brasileiro.

    Por isso, a ata da última reunião do Copom, divulgada mais cedo, reforçou o otimismo. O documento mostrou que o comitê está mais convicto de que a manutenção da taxa básica de juros do país em 15% por tempo “bastante prolongado” será suficiente para levar a inflação à meta.

    O colegiado reconheceu que houve moderação gradual na atividade econômica, “certa” diminuição da inflação corrente e “alguma” redução nas expectativas de inflação. Apesar do avanço, as expectativas permanecem acima da meta buscada pelo BC, e esse cenário requer juros altos.

    “A mensagem passada pela ata é de que, mesmo com a inflação mais comportada, não há espaço para cortes de juros no curtíssimo prazo. O tom da ata busca preservar credibilidade e ancorar expectativas, mostrando que o foco segue no combate à inflação de forma consistente e duradoura”, afirma José Áureo Viana, Economista, assessor e sócio da Blue3 Investimentos.

    O mercado agora espera que o primeiro corte da taxa Selic aconteça na primeira reunião do ano que vem, em janeiro. Essa perspectiva impulsionou o Ibovespa, afirma Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.

    Dados de inflação do IPCA, o índice oficial de inflação do país, também foram motor para o impulso. O indicador subiu 0,09% em outubro, abaixo da taxa de 0,48% de setembro e da mediana de projeções de 0,15% da Bloomberg. Em 12 meses até outubro a inflação foi de 4,68%, ante expectativa de 4,75%.

    “A inflação mais baixa e o recuo dos juros futuros ampliam o apetite por risco e sustentam o ingresso de capital estrangeiro”, diz Sashini.

    “Além disso, a alta do petróleo fortalece as ações de Petrobras, ajudando a consolidar a sequência de altas. Com o cenário externo mais estável e o diferencial de juros ainda elevado, o mercado projeta espaço para o índice continuar avançando nos próximos meses.”

    Dólar fecha em R$ 5,27, menor valor desde junho de 2024, e Bolsa bate 12º recorde seguido

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  • Inflação desacelera a 0,09% e tem menor taxa para outubro desde 1998

    Inflação desacelera a 0,09% e tem menor taxa para outubro desde 1998

    A inflação de outubro perdeu força devido a fatores como o alívio da energia elétrica. A conta de luz teve queda no mês passado (-2,39%), puxando o IPCA para baixo

    RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – A inflação oficial do Brasil, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), desacelerou a 0,09% em outubro, após marcar 0,48% em setembro, segundo dados divulgados nesta terça (11) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

    A taxa de 0,09% é a menor para meses de outubro em 27 anos, desde 1998 (0,02%). O resultado veio abaixo da mediana das projeções do mercado financeiro, que era de 0,15%, conforme a agência Bloomberg. O intervalo das estimativas ia de 0,08% a 0,23%.

    O IPCA também desacelerou no acumulado de 12 meses. A inflação passou a 4,68% até outubro, após marcar 5,17% até setembro. A taxa mais recente é a menor desde a registrada até janeiro deste ano (4,56%).

    O acumulado segue acima do teto de 4,5% da meta de inflação perseguida pelo BC (Banco Central), mas parte dos analistas vê agora mais chances de o IPCA encerrar o ano dentro do intervalo de tolerância.

    “A gente está caminhando para ter uma inflação provavelmente dentro da meta ao final de 2025. O IPCA de dezembro deve escorregar para baixo de 4,5%. É a principal expectativa”, afirma Leonardo Costa, do Asa, que atua no setor financeiro.

    CONTA DE LUZ PUXA IPCA PARA BAIXO

    A inflação de outubro perdeu força devido a fatores como o alívio da energia elétrica. A conta de luz teve queda no mês passado (-2,39%), puxando o IPCA para baixo, com impacto de -0,10 ponto percentual.

    Se a energia fosse retirada dos cálculos, o índice teria subido 0,20%, de acordo com o IBGE.

    A redução veio após uma forte alta da conta de luz em setembro (10,31%). As faturas avançaram na ocasião com o fim do bônus de Itaipu, um desconto temporário que havia sido aplicado em agosto.

    Em outubro, o custo da energia continuou sob bandeira vermelha, mas no patamar 1. Isso significou uma sobretaxa menor que no patamar 2, em vigor em setembro.

    Com o impacto da conta de luz, o grupo habitação teve queda em outubro (-0,30%). Os outros dois segmentos em baixa foram artigos de residência (-0,34%) e comunicação (-0,16%).

    Economistas afirmam que a trégua do dólar contribuiu para frear os preços de bens industriais, uma das surpresas para baixo em outubro.

    GRUPO ALIMENTAÇÃO E BEBIDAS PARA DE CAIR

    O grupo alimentação e bebidas, por sua vez, interrompeu uma sequência de quatro meses consecutivos em queda. Houve relativa estabilidade dos preços em outubro, com leve variação positiva (0,01%).

    O resultado reflete situações contrárias. De um lado, a alimentação fora do domicílio, em locais como restaurantes, acelerou o ritmo de alta na passagem de setembro (0,11%) para outubro (0,46%).

    Já a alimentação dentro do domicílio, ou seja, a comida consumida em casa, seguiu em queda pelo quinto mês consecutivo. A baixa dos preços em outubro (-0,16%), contudo, foi a menos intensa dessa sequência.

    O gerente da pesquisa do IPCA, Fernando Gonçalves, disse que a safra “mais abundante” de alimentos como o arroz reduziu a pressão sobre os preços nos últimos meses.

    O IBGE destacou as quedas desse produto (-2,49%) e do leite longa vida (-1,88%) em outubro. Do lado das altas, o instituto sublinhou a batata-inglesa (8,56%) e o óleo de soja (4,64%).

    Para Fernando, é possível que o momento mais confortável dos preços da comida, com taxas negativas, tenha ficado para trás. Na reta final do ano, os alimentos costumam subir com o fim de parte das safras e a demanda típica do período.

    Enquanto a energia elétrica (-2,39%) puxou o IPCA de outubro para baixo, as altas do aluguel residencial (0,93%), da passagem aérea (4,48%) e do plano de saúde (0,50%) pressionaram o índice.

    A inflação dos serviços ainda é um ponto de atenção, dizem economistas. Acelerou de 0,13% em setembro para 0,41% em outubro.

    Houve impacto de componentes como alimentação fora do domicílio, aluguel e passagem aérea. Em 12 meses, os serviços acumularam alta de 6,20%, acima do IPCA (4,68%).

    PROJEÇÕES, META E JUROS

    Na mediana, as projeções do mercado financeiro apontam inflação de 4,55% nos 12 meses de 2025, conforme o boletim Focus, divulgado pelo BC na segunda (10).

    Em 2025, a instituição passou a perseguir a meta de maneira contínua, abandonando o chamado ano-calendário (janeiro a dezembro).

    No novo modelo, o objetivo é considerado descumprido quando o IPCA acumulado permanece por seis meses seguidos fora do intervalo de tolerância, que vai de 1,5% (piso) a 4,5% (teto). O centro do alvo é 3%.

    O índice estourou a meta contínua pela primeira vez em junho. A volta para o teto de 4,5% até dezembro não aparecia no radar de analistas, mas esse cenário começou a mudar nas últimas semanas.

    “Diante das recentes surpresas para baixo, devemos revisar nossa projeção para o IPCA de 2025, que hoje é de 5%, e vemos a possibilidade de terminarmos o ano com a inflação dentro do intervalo de tolerância da meta”, disse a economista Claudia Moreno, do C6 Bank, após a divulgação do IBGE.

    Ela e outros analistas afirmaram que alimentos e bens industriais mostraram números menores do que os esperados em outubro.

    O Copom (Comitê de Política Monetária) indicou nesta terça ter maior convicção de que a manutenção da taxa básica de juros (Selic) no atual patamar de 15% ao ano por tempo bastante prolongado será suficiente para levar a inflação à meta, segundo ata divulgada pelo BC.

    “De modo geral, o dado [do IPCA] consolida a percepção de um ambiente mais favorável para o início de cortes na Selic, tendência que deve ganhar força nos próximos dias”, avaliou Rodrigo Marques, gestor de fundos e economista-chefe da Nest Asset Management.

    As projeções do mercado ainda indicam Selic inalterada até o final de 2025. O Copom tem mais uma reunião no ano, agendada para 9 e 10 de dezembro. A aposta dos analistas é que os cortes comecem em 2026.

    O juro alto dificulta parte do consumo e dos investimentos, já que o crédito fica mais caro. Ao reduzir a demanda, a Selic de dois dígitos tende a gerar uma pressão menor sobre os preços, aliviando a inflação.

    O efeito colateral esperado é a perda de ritmo da atividade econômica. Há dúvidas, porém, se o governo Lula (PT) abrirá mão de medidas de estímulo ao PIB (Produto Interno Bruto) perto das eleições de 2026.

    VITÓRIA TEM MAIOR ALTA

    Entre as 16 capitais e regiões metropolitanas pesquisadas no IPCA, Vitória mostrou a maior inflação acumulada nos 12 meses até outubro: 5,39%. São Paulo e Aracaju vieram na sequência, com altas de 5,17%.

    Os três locais são os únicos com variações acima de 5%.

    Seis metrópoles, por outro lado, registraram IPCA abaixo de 4,5%. Foram os casos de Campo Grande (3,83%), Rio de Janeiro (3,89%), Rio Branco (4,01%), Belo Horizonte (4,36%), Salvador (4,39%) e Brasília (4,44%).

    Inflação desacelera a 0,09% e tem menor taxa para outubro desde 1998

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  • Maior porta-aviões do mundo chega à América Latina e amplia tensão entre EUA e Venezuela

    Maior porta-aviões do mundo chega à América Latina e amplia tensão entre EUA e Venezuela

    USS Gerald Ford se junta a outras embarcações e aeronaves americanas; Caracas anuncia mobilização massiva de tropas; pressão do governo Donald Trump a Nicolás Maduro cresce; Washington já matou 75 em ataques a barcos na região

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald Ford, dos Estados Unidos, chegou à América Latina nesta terça-feira (11), intensificando a campanha militar do governo Donald Trump na região e aumentando a pressão contra a Venezuela. No mesmo dia, a ditadura de Nicolás Maduro anunciou mobilização massiva de forças terrestres, aéreas e navais.

    O Pentágono confirmou a chegada do Gerald Ford na área de operações do Comando Sul das Forças Armadas americanas, que abarca larga área que vai do Caribe aos mares ao sul da Argentina, sem especificar a localização exata. O navio de guerra tem capacidade para carregar dezenas de aviões de combate e geralmente se desloca acompanhado de uma frota de apoio.

    O porta-aviões “reforçará a capacidade dos Estados Unidos para detectar, vigiar e desarticular os atores e atividades ilícitas que comprometem a segurança e a prosperidade do território americano e nossa segurança no hemisfério ocidental”, afirmou o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell.

    O Gerald Ford se junta a uma série de outras embarcações, aeronaves e tropas mobilizadas pelo EUA em águas do Caribe e em Porto Rico, território americano onde o governo Donald Trump revitalizou uma base fechada havia 23 anos a fim de aumentar o grau de pressão contra o regime de Maduro.

    Foram ao menos quatro missões de bombardeiros dos EUA na costa venezuelana desde que a crise entre os dois países se aprofundou e Washington começou a explodir lanchas supostamente ligadas a narcotraficantes na região. O recado é claro a Caracas, uma vez que Washington acusa Maduro de liderar um cartel de drogas, uma acusação que o ditador nega.

    Em comunicado do Ministério da Defesa venezuelano, o regime afirma que colocou suas Forças Armadas em “prontidão operacional completa”, incluindo “destacamento massivo” de forças terrestres, aéreas, navais, fluviais e de mísseis, além de outras unidades militares, órgãos de segurança e a Milícia Bolivariana. “A Venezuela deve saber que tem um país resguardado, protegido, defendido”, afirmou o ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino, que chamou os militares americanos de mercenários.

    Não se sabe ao certo o objetivo concreto de Trump ao destacar o Gerald Ford para as águas do continente. Relatos na imprensa americana, sempre citando autoridades do governo de forma anônima, dizem que várias opções estão à mesa do republicano, que já autorizou a CIA a agir em solo venezuelano com o objetivo de tirar Maduro do poder. Alguma medidas incluiriam a tomada de instalações de produção de petróleo do país adversário.

    Enquanto assessores de Trump mais incisivos contra Maduro teriam sugerido inclusive uma invasão do país latino-americano, outras opções desenham ataques mais específicos a instalações militares com a meta de deplorar o apoio ao ditador, obrigando-o a deixar o poder ou fugir.

    Maduro tem variado entre ordens de mobilização de tropas e pedidos de paz a Trump em suas declarações. Também tem apelado a aliados que são rivais de Washington, como a Rússia, China e Irã.

    Na última sexta-feira (7), a porta-voz da chancelaria russa, Maria Zakharova, afirmou que a Rússia “está pronta para atender os apelos da Venezuela por ajuda” em caso de agravamento da crise militar na região -muito embora não esteja claro como e se Moscou e outros adversários dos EUA tomariam decisões do tipo, batendo de frente com Trump em uma eventual guerra aberta entre Washington e Caracas.

    Os ataques americanos a embarcações no Caribe já deixaram 75 mortos desde setembro. Quase sempre anunciados pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, em publicações nas redes sociais, os bombardeios são divulgados com um vídeo mostrando as explosões em vista aérea. É o mais próximo de uma evidência que o governo americano tem fornecido sobre as ações, criticadas por governos não alinhados a Washington, analistas e opositores.

    “É assim que, em geral, atuam nos países sem lei aqueles que se consideram acima da lei”, disse o chanceler russo, Serguei Lavrov, qualificando como pretexto o argumento americano de que os ataques fazem parte da luta contra o narcotráfico e indicando o tom das críticas de Moscou.

    Governos latino-americanos, caribenhos e europeus criticaram indiretamente o governo Trump na declaração final da cúpula entre União Europeia e a Celac nesta segunda-feira (10) -o grupo conjunto pediu “segurança marítima e estabilidade regional no Caribe”. Além disso, a cúpula fez críticas veladas também à Venezuela ao defender “eleições livres e transparentes”.

    Maior porta-aviões do mundo chega à América Latina e amplia tensão entre EUA e Venezuela

  • Kim Kardashian, no Rio, diz como uniu estudo para virar advogada à carreira de atriz

    Kim Kardashian, no Rio, diz como uniu estudo para virar advogada à carreira de atriz

    A empresária Kim Kardashian está no Rio de Janeiro para divulgar a série “Tudo É Justo”, em que interpreta uma advogada

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – Não fui boa o suficiente, afirma Kim Kardashian desapontada ao ser perguntada sobre sua tentativa de conciliar compromissos da fama com os estudos de advocacia. “Assumi mais coisa do que conseguia, claramente. Tentei ser multitarefa ao máximo”, ela diz, dando risada depois.

    Kardashian está no Rio de Janeiro para divulgar a série “Tudo É Justo”, em que interpreta uma advogada, justamente aquilo que a celebridade americana ainda não conseguiu ser na vida real. Um dia antes de chegar ao Brasil, ela publicou no Instagram que fracassou na prova que lhe renderia o diploma dos sonhos.

    “Foi difícil gerenciar, decorar as falas da personagem e estudar ao mesmo tempo. Mas sabe de uma coisa? Me senti abençoada porque pelo menos sabia o que significavam os termos e a linguagem jurídica da minha parte do roteiro.”

    Em “Tudo É Justo”, Kardashian encarna Allura, uma advogada endinheirada que se une a três colegas para abrir um escritório para clientes mulheres. Ricas e poderosas, as parceiras estão cansadas dos homens tapados com quem trabalham e também com os que se relacionam, e decidem que é hora de fazer justiça com as próprias mãos.

    Kardashian diz estudar direito para ajudar pessoas a se livrarem de sentenças que considera injustas sem precisar perguntar sobre os termos difíceis a outros advogados. É inusitado, mas, além de atriz e socialite, a americana tomou para si a missão de reformar o sistema prisional americano.

    Isso porque, há sete anos, Kardashian ficou escandalizada com o caso de uma mulher negra condenada à prisão perpétua devido a um crime relacionado a drogas. Ela pagou advogados, falou com o presidente Donald Trump, e conseguiu perdão para a mulher. A partir daí, passou a ter aulas com advogados em um programa alternativo de direito da Califórnia que dispensa a faculdade tradicional.

    “Esse processo abriu minha mente para um mundo novo e me fez enxergar o privilégio de forma diferente. Amo estar consciente do que há no meu entorno e de como o mundo é injusto”, ela diz. “Vou seguir lutando por essas pessoas que não podem fazer por si mesmas. E preciso do diploma para ser mais eficiente”. O pai dela, Robert Kardashian, também advogado, morto em 2003, ficou famoso por atuar no julgamento de O. J. Simpson, caso histórico nos Estados Unidos.

    Kardashian é hoje a segunda celebridade mais rica dos EUA, segundo levantamento da revista Forbes, dona de um patrimônio estimado em US$ 1,7 bilhão, algo perto de R$ 9,6 bilhões. Na lista, a socialite está atrás apenas da apresentadora Oprah Winfrey, e à frente da cantora Taylor Swift, com quem tem uma rixa antiga. Kardashian fez fortuna especialmente como empresária -ela é fundadora da marca de roupas íntimas Skims.

    Mesmo assim, achou que era hora de ganhar dinheiro com algo novo e investiu na carreira de atriz. “Tem sido muito divertido experimentar, independentemente do título que isso me conceda.”

    “Tudo É Justo” deu a Kardashian seu primeiro grande papel. Antes ela havia feito pontas, como no filme “Relação em Risco”, de 2013, e na 12ª temporada de “American Horror Story”, lançada há dois anos, com um papel escrito especialmente para ela por Ryan Murphy, criador daquela trama e também de “Tudo É Justo”.

    A empreitada de Kardashian, porém, azedou. Veículos especializados detonaram a nova série, dizendo que o roteiro é fraco e a atuação de Kardashian é vazia. “Críticas ruins? Não vi críticas. Houve alguma?”, ela diz, na entrevista, fingindo cara de surpresa.

    O curioso é que a própria Kardashian fez piada dos comentários no dia anterior, quando subiu ao palco do teatro do hotel Copacabana Palace, onde anunciou o quarto episódio da série em um evento para jornalistas e convidados.

    “Os críticos de hoje são os tiktokers e eles adoraram”, ela se limita a dizer, após certa insistência.

    Ao seu lado na entrevista estava Naomi Watts, australiana indicada duas vezes ao Oscar de melhor atriz. Também de passagem pelo país, Watts, que interpreta uma das advogadas protagonistas da nova série, diz que a trama, apesar de abordar temas femininos, encontrou apelo também na comunidade

    LGBTQIA+.

    Ela atribui isso aos looks glamourosos que as personagens usam -de fato, em cada cena Kardashian surge num modelito extravagante. “Mas eles gostam também de ver mulheres no poder. Aliás, qualquer pessoa pode amar isso, exceto talvez os homens heterossexuais”, Watts brinca.

    Quase todos os rapazes héteros de “Tudo É Justo” são panacas. Um trai a namorada, outro obriga a amada a fazer cirurgias plásticas, e há ainda o que não admite o desejo da esposa de não ser mãe. “Todas nós amamos nossos homens, mas a série traz uma visão cafona, divertida e exagerada daquilo que poderia dar errado nessas situações”, diz Kardashian.

    Sua personagem, Allura, sonha em engravidar, mas é abandonada pelo marido. No terceiro episódio, toca uma música de Lana Del Rey na cena que mostra o casamento deles. Lana cantou também no casamento de Kardashian com o rapper Kanye West, encerrado há quatro anos de um jeito complicado. A arte imita a vida.

    TUDO É JUSTO

    – Onde No Disney+. Novos capítulos às terças-feiras
    – Classificação 18 anos
    – Autoria Ryan Johnson
    – Elenco Kim Kardashian, Naomi Watts e Sarah Paulson
    – Produção EUA, 2025

    Kim Kardashian, no Rio, diz como uniu estudo para virar advogada à carreira de atriz

  • Lula assina decreto que muda regras para vale-refeição e alimentação

    Lula assina decreto que muda regras para vale-refeição e alimentação

    Principal mudança é criação do teto de 3,6% para taxa cobrada de restaurantes por empresas de tíquete; setores se dividem sobre novas medidas do programa; empresas terão 90 dias para se adequar às regras

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta terça-feira (11) o decreto que regulamenta as novas regras do PAT (Programa de Alimentação do Trabalhador), com objetivo de aumentar a concorrência no setor de vale-refeição e alimentação.

    Como antecipou a Folha, a principal mudança é a limitação de 3,6% nas taxas cobradas de restaurantes e supermercados por empresas de tíquetes. Outra novidade é a redução pela metade do prazo para esses estabelecimentos recebam os pagamentos pelas transações, de 30 dias para 15 dias. As empresas terão 90 dias para se adequar às regras.

    O ato de Lula contou com a presença dos ministros Luiz Marinho (Trabalho), Rui Costa (Casa Civil) e Fernando Haddad (Fazenda), além do vice-presidente Geraldo Alckmin, e ocorreu a portas fechadas no Palácio da Alvorada. O decreto será publicado no DOU (Diário Oficial da União) na quarta-feira (12).

    Como mostrou a coluna Painel S.A., estava prevista uma grande cerimônia no Palácio do Planalto, com a participação de representantes dos setores envolvidos. A mudança às vésperas gerou estranheza para integrantes da categoria.

    O processo de regulamentação do PAT trouxe à tona as divergências de vários participantes do mercado. Enquanto associações de tíquetes, bares e restaurantes criticam a criação de um teto para a taxa de desconto -conhecida como MDR (do inglês, Merchant Discount Rate)-, supermercados apoiam a medida.

    “Havia muita reclamação dessa cadeia de alimentos e refeições de que as taxas estavam abusivas, então, discutimos e tentamos uma pactuação com o setor. Não foi possível pactuar entre todo o setor”, disse Marinho após a assinatura da medida.

    “Uma parte desse setor disse que vai cair sua lucratividade, mas o governo Lula não pode preservar essa lógica de manter o lucro em prejuízo à cadeia de empresas pequenas que acaba prejudicando o trabalhador lá na ponta no preço do alimento”, acrescentou.

    Até então, não existia um limite para o montante pago pelos estabelecimentos comerciais para manutenção, administração e uso dos cartões de vale-refeição e alimentação. Para reduzir o impacto da mudança, o governo estabeleceu um período de transição para adequação às regras.

    O decreto estabelece também que as maiores empresas, com sistemas com mais de 500 mil trabalhadores, deverão operar no arranjo aberto em até 180 dias. Isso abre caminho para a implementação da chamada interoperabilidade.

    Na prática, significa que os vales de diferentes bandeiras poderão ser usados em qualquer maquininha de cartão. Empresas e operadoras terão até 360 dias para garantir a integração total entre bandeiras.

    O decreto, contudo, não traz os requisitos necessários para implementar a portabilidade, medida que consta em dispositivos anteriores, mas ainda depende de diretrizes específicas para sair do papel.

    O mecanismo daria a opção ao trabalhador de transferir, sem custos adicionais, o cartão da empresa de benefício escolhida pela companhia onde trabalha por outro de sua preferência.

    A mudança é vista com preocupação por alguns participantes do mercado de benefícios, que temem que a regulamentação estimule a volta da prática irregular chamada rebate -incentivos oferecidos pelas emissoras para atrair clientes.

    A regulamentação se insere em um contexto de mudanças no PAT que remonta ao governo de Jair Bolsonaro (PL). Em 2022, o Congresso Nacional aprovou uma medida provisória que alterava os principais pontos das regras referentes a vale-refeição e vale-alimentação. Um ano depois, o programa de alimentação ao trabalhador sofreu novas alterações com a publicação de um decreto.

    A promessa de regulamentação do PAT se arrastou ao longo do governo Lula. O anúncio de novas medidas chegou a ser debatido durante os preparativos para o 1º de Maio, mas acabou adiado. Nesse processo, Haddad chegou a jogar a responsabilidade pela regulamentação da medida para o Banco Central, que, por sua vez, rejeitou a ideia de assumir a função de fiscalizar esse mercado de benefícios.

    O Ministério do Trabalho e Emprego assumirá o papel de órgão regulador do PAT, que concede incentivo fiscal para as companhias que oferecem auxílio-alimentação para os seus funcionários. O programa que conta com quase 470 mil empresas beneficiárias, alcançado mais de 20 milhões de trabalhadores.

    Lula assina decreto que muda regras para vale-refeição e alimentação

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  • Adriane Galisteu diz que marido não sente ciúmes de homenagens a Ayrton Senna

    Adriane Galisteu diz que marido não sente ciúmes de homenagens a Ayrton Senna

    Apresentadora explica que Alexandre Iódice era seu amigo antes do relacionamento; na série da HBO Max, ela narra sua versão do relacionamento que durou até a morte do piloto em 1994

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Adriane Galisteu afirmou que o marido, o empresário Alexandre Iódice, não se incomoda com as lembranças e homenagens que ela faz a Ayrton Senna. A apresentadora voltou a falar sobre o piloto em “Meu Ayrton”, minissérie da HBO Max que estreou na quinta (6) e revisita a relação dos dois e foi questionada por fãs se seu atual companheiro não se incomodava com o assunto.

    “Nunca teve uma conversa porque o Ale já era meu amigo antes. A gente se conhece há bastante tempo. Ele sempre acompanhou a minha vida, assim como eu acompanhei a dele”, disse em entrevista a Quem.

    Segundo Galisteu, o respeito ao passado é um acordo básico da vida a dois. “Acho que, para um relacionamento funcionar, precisa de confiança e admiração. Quando você conhece alguém, tem que comprar o pacote todo, do passado e quem a pessoa é hoje. É fundamental não rasgar a foto para poder se relacionar”, afirmou.

    Ela também contou que esse assunto nunca precisou ser debatido em casa porque Iódice era seu amigo antes de começarem a namorar e também era fã de Senna.

    A apresentadora reforçou que o apoio do companheiro é cotidiano. “O Alê, mais do que meu marido, é meu parceiro. Está ao meu lado, não atrás nem na frente. A gente acorda junto, trabalha junto, tem uma história maravilhosa e um filho lindo. Ele me ama com defeitos, qualidades e passado. A mesma coisa sinto em relação a ele.”

    Galisteu disse ainda que mantém lembranças do período com o piloto e volta ao tema quando considera pertinente -datas marcantes ou quando é questionada. “Ele foi muito importante na minha história. Eu nunca carreguei isso como fardo. Carrego isso como um escudo, isso me dá força. Quando eu olho para trás e vejo onde eu estava, onde eu cheguei e tudo que passei para ser a mulher que eu sou hoje, vejo que ele tem muito a ver com tudo isso. Então, apesar de eu andar com as minhas próprias pernas e ter traçado esse caminho que foi difícil e continua não sendo fácil, vejo que aprendi a lidar com isso com uma força que vem muito dessa história”, afirmou.

    Entre as memórias guardadas, ela citou o Fiat Uno 1.0, de 1993, presente de Senna. O filho Vittorio também cresceu sabendo quem foi o tricampeão e o lugar dele na trajetória da mãe.

    Em “Meu Ayrton”, Galisteu narra sua versão do relacionamento, que durou pouco mais de um ano e terminou com a morte do piloto em 1994, no circuito de Ímola, na Itália.

    Adriane Galisteu diz que marido não sente ciúmes de homenagens a Ayrton Senna

  • Trump aposta na estupidez, diz governador da Califórnia na COP30

    Trump aposta na estupidez, diz governador da Califórnia na COP30

    O governador da Califórnia, Gavin Newsom, é um dos principais opositores a Trump nos EUA

    BELÉM, PA (CBS NEWS) – Em Belém (PA) para participar de agendas da COP30, o governador da Califórnia, Gavin Newsom, voltou a criticar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que boicota a conferência climática.

    “Donald Trump está apostando na estupidez. Ele está apostando no carvão em Ohio [estado dos EUA]. Enquanto estamos aqui falando sobre a energia renovável. Estamos aqui falando sobre biodiversidade, de uma mentalidade da sustentabilidade. O contraste chega a ser extraordinário”, afirmou nesta terça-feira (11).

    Newsom, que é um dos principais opositores a Trump nos EUA, cumpriu agenda com o governador do Pará, Helder Barbalho, no Porto do Futuro, onde o político paraense construiu um centro de tecnologia e bioeconomia.

    O californiano também tem compromissos com representantes de outros países, e assinou seu apoio à coalizão de mercado de carbono criada pelo Brasil.

    Trump aposta na estupidez, diz governador da Califórnia na COP30

  • Haddad: texto de Derrite trava investigações de máfia de combustíveis

    Haddad: texto de Derrite trava investigações de máfia de combustíveis

    Ministro Fernando Haddad diz que novo relatório de Guilherme Derrite (PP-SP) impede atividades da Receita e da PF

    O parecer do deputado Guilherme Derrite (PP-SP) ao projeto de lei conhecido como PL Antifacção pode comprometer investigações em andamento sobre a atuação do crime organizado no setor de combustíveis, disse nesta terça-feira (11) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Segundo o ministro, o texto enfraquece a atuação da Receita Federal e da Polícia Federal (PF) no combate a organizações criminosas.

    “Estão abrindo o caminho para a consolidação do crime organizado no país, com o enfraquecimento da Receita Federal e da Polícia Federal. É um contrassenso. Agora que começamos a combater o andar de cima do crime organizado, vamos fazer uma lei protegendo esse mesmo andar de cima? Qual o sentido disso?”, afirmou Haddad.

    De acordo com o ministro, o relatório apresentado por Derrite não foi discutido com o governo federal e causou “incômodo” em órgãos de controle. Ao dizer que tinha acabado de receber a informação de que as investigações da Receita seriam inviabilizadas, Haddad classificou o texto como “muito grave” e disse que a aprovação da proposta colocaria em risco operações em curso, como a Operação Carbono Oculto, que investiga esquemas ligados à máfia dos combustíveis no Rio de Janeiro. 

    “Recebi a informação de que toda a operação contra a máfia dos combustíveis no Rio de Janeiro ficaria comprometida se o relatório do Derrite for aprovado”, declarou. Segundo o ministro, um dos principais problemas é que o texto de Derrite exige trânsito em julgado (condenação judicial definitiva) para investigações de rotina do Fisco.Reação do governo

    O Palácio do Planalto montou uma articulação para reagir ao parecer. Além de Haddad, participam da interlocução política o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

    Lewandowski já havia considerado “inconstitucional” o trecho do relatório que prevê aviso prévio da PF antes de investigações. O governo avalia recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) caso o texto seja aprovado na forma atual.

    Discussão na Câmara

    O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, informou que o projeto não será votado nesta terça-feira. Segundo ele, ainda não há consenso sobre o conteúdo do relatório, e novas versões devem ser apresentadas até o fim do dia.

    “A costura do texto tem que ser muito bem feita. O relator está dialogando, e até o final do dia poderemos ter uma proposta mais apurada”, disse Motta.
    O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), afirmou que o Executivo busca consenso com o relator. “Meu papel é buscar entendimento nessas horas de tensionamento. Vamos negociar com o relator até amanhã, e, se for necessário, a noite toda”, declarou.

    A relatoria de Derrite, que também é secretário de Segurança Pública do governo de São Paulo, foi criticada por integrantes do governo. A ministra Gleisi Hoffmann questionou a escolha, enquanto o líder do PP na Câmara, Doutor Luizinho (RJ), defendeu a indicação feita por seu partido.

    Pontos de divergência

    O governo critica trechos do relatório que alteram a Lei Antiterrorismo, reduzem o alcance de medidas de confisco de bens e limitam a atuação da Polícia Federal em casos envolvendo facções criminosas. Há também preocupação com dispositivos que, segundo integrantes do Executivo, poderiam abrir brechas para a criminalização de movimentos sociais.

    Derrite teria feito ajustes em parte desses pontos, mas as mudanças foram consideradas insuficientes pela PF e por representantes do governo.

    José Guimarães disse acreditar que é possível alcançar um acordo. “Assim como votamos o projeto do Imposto de Renda com unanimidade, queremos avançar para construir o mesmo nível de consenso nessa matéria, que interessa a toda a sociedade brasileira”, concluiu.

    Haddad: texto de Derrite trava investigações de máfia de combustíveis

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  • Regiane Alves recorda papel em 'Mulheres Apaixonadas' após ver tema do Enem

    Regiane Alves recorda papel em 'Mulheres Apaixonadas' após ver tema do Enem

    A atriz falou sobre a relação do última tema de redação do Enem e sua personagem em ‘Mulheres Apaixonadas’, quando interpretava a vilã Dóris

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Regiane Alves, 47, contou que tem recebido diversas mensagens desde o último domingo (9), quando foi divulgado o tema da redação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

    A proposta deste ano convidava os candidatos a refletirem sobre as “perspectivas do envelhecimento na sociedade brasileira”. “Venho recebendo mensagens e lembranças de pessoas que citaram a Dóris na redação do Enem. Mais de duas décadas depois, o assunto continua atual e provocativo. É uma honra para nós, artistas, termos ajudado no avanço dessa discussão”, escreveu a atriz no X (antigo Twitter), mencionando a personagem que interpretou na novela Mulheres Apaixonadas (Globo, 2003).

    Na trama escrita por Manoel Carlos, Regiane deu vida à ambiciosa Dóris, uma jovem que tratava com desprezo e impaciência os avós idosos, Dona Flora e Seu Ladir, interpretados por Carmen Silva (1916-2008) e Oswaldo Louzada (1912-2008). No fim da novela, Dóris se arrepende de suas maldades e faz as pazes com os familiares.

    Regiane Alves recorda papel em 'Mulheres Apaixonadas' após ver tema do Enem