Autor: REDAÇÃO

  • Apesar de recuo do Chile, governo Lula deve seguir apoiando candidatura de Bachelet à ONU

    Apesar de recuo do Chile, governo Lula deve seguir apoiando candidatura de Bachelet à ONU

    Escolha de ex-presidente chilena como primeira secretária-geral da história também é endossada pelo México; José Antonio Kast, ultradireitista recém-empossado no Chile, falou em ‘divergências’ ao retirar apoio

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deverá seguir na defesa da candidatura de Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile, para o cargo de secretária-geral da ONU (Organização das Nações Unidas) -mesmo após o governo chileno retirar o apoio ao nome dela.

    No anúncio feito na segunda-feira (23), Santiago, hoje sob o comando do ultradireitista José Antonio Kast, afirmou que as divergências com alguns dos principais atores envolvidos no processo tornaram a candidatura inviável.

    A escolha de Bachelet -que seria a primeira mulher a chefiar a ONU na história da organização- tinha o apoio conjunto de Brasil e México e estava sendo impulsionada por Lula e pelo antecessor de Kast, o esquerdista Gabriel Boric. A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, também já disse que manterá o endosso a Bachelet.

    Segundo auxiliares do presidente Lula, a ausência do apoio do Chile pode dificultar a conquista do cargo e deve ser utilizado contra a chilena por seus adversários na disputa.

    A corrida pela Secretaria-Geral terá Rebeca Grynspan, escolhida por Costa Rica, o senegalês Macky Sall, candidato do Burundi, e Rafael Grossi, apoiado pela Argentina de Javier Milei. O primeiro debate está marcado para a semana de 20 de abril.

    Lula já havia declarado apoio a Bachelet no momento da inscrição da chilena ao cargo. Ela foi a única mulher à frente da presidência do Chile (2014-2018) e já ocupou a cadeira de diretora-executiva da ONU Mulheres, além de ter sido alta comissária das Nações Unidas para Direitos Humanos de 2018 a 2022.

    Se eleita, ela sucederia o atual secretário-geral, Antonio Guterres, cujo mandato encerra em 31 de dezembro de 2026.

    Kast tomou posse como presidente do Chile no último dia 11, solenidade para a qual havia convidado o presidente Lula durante reunião dos dois em viagem oficial ao Panamá. O brasileiro chegou a confirmar oficialmente a presença na cerimônia -mas cancelou de última hora, enviando o chanceler Mauro Vieira como representante.

    O cancelamento não foi oficialmente esclarecido pelo governo brasileiro, que anunciou o recuo um dia após Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmar que iria à posse. Lá, o senador criticou a ausência do petista, disse que Lula tinha “ódio no coração” e que foi “pequeno” por faltar a posse.

    Integrantes do governo brasileiro negaram relação entre a ausência de Lula e a presença de Flávio, que deverá ser o principal opositor do presidente nas eleições deste ano, e atribuíram a mudança de planos ao momento sensível vivido no Brasil, na época, com a alta de preços do óleo diesel graças à guerra no Irã.

    Na passagem pelo Chile, o chanceler brasileiro entregou a Kast uma carta-convite para visitar o Brasil.

    A agenda entre Lula e Kast previa um encontro bilateral no Palácio Presidencial Cerro Castillo, em Viña del Mar. Entre os temas previstos estavam discussões sobre comércio exterior, investimentos e turismo. Em seguida, o brasileiro participaria da cerimônia de posse no Congresso Nacional chileno, em Valparaíso.

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  • Governo diz que não há risco de desabastecimento de diesel no país

    Governo diz que não há risco de desabastecimento de diesel no país

    MME afirma que há estoque garantido até fim de abril, inclusive com maior oferta que demanda; fiscalização contra preços abusivos já levou à autuação de 16 distribuidoras de combustíveis

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O governo federal disse nesta quinta-feira (26) que não há risco de desabastecimento de diesel no país, que o país tem reservas de combustível para atender os meses de março e abril e que não há nenhum sinal de falta do insumo.

    Segundo o MME (Ministério de Minas e Energia), as condições de mercado têm sido monitoradas a cada 48 horas, levando em conta oferta e demanda, e que relatos de falta de combustíveis “são pontuais”, devendo ser analisados caso a caso -inclusive como eventual possibilidade de “recusa de oferta do produto”.

    As previsões atuais apontam que, em abril, deverá haver maior oferta do que a demanda prevista para diesel.

    De acordo com o secretário nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do MME, Renato Dutra, o país conta com oferta suficiente do combustível e com fluxo de importações já garantido.

    Ele afirmou que os dados são confirmados junto a produtores, importadores, refinadores e distribuidores. “Os dados oficiais são confirmados junto a esses agentes para sabermos qual vai ser a demanda prevista e a oferta que a gente tem já planejada, tanto de produção quanto de importação”, disse.

    O Ministério da Justiça fez um levantamento sobre as fiscalizações realizadas até agora, desde o dia 9 de março. Forças-tarefa atuaram em 12 estados e 50 cidades, com fiscalização de 342 agentes regulados, sendo 78 distribuidores de combustíveis, dos quais 16 foram autuados por prática de preços abusivos.

    Em alguns casos, segundo o governo, foi identificado aumento de margem superior a 270% de uma semana para outra.

    Como mostrou a Folha de S. Paulo, as fiscalizações sobre a alta abrupta do preço do diesel ocorrida entre o fim de fevereiro e início de março revelam que distribuidoras do combustível chegaram a vender o produto com alta de até R$ 1,75 por litro, mesmo quando seus custos permaneceram estáveis ou até caíram no mesmo período.

    Além disso, os Procons realizaram fiscalizações em 3.181 postos de combustíveis, distribuídos por 190 municípios em todos os 27 estados. Um total de 236 distribuidoras foram alvo de inspeções, com 1.785 notificações emitidas.

    Na última semana analisada, de 23 a 26 de março, houve intensificação das operações, com fiscalização de 1.360 postos, emissão de 739 notificações e atuação sobre 112 distribuidores.

    A Petrobras ampliou a oferta de gasolina e diesel aos seus clientes para entrega em abril, dentro da dinâmica de atendimento de contratos comerciais, após distribuidores terem alertado para riscos de abastecimento com a recente disparada nos preços do petróleo.

    Em comunicado, a empresa confirmou informações divulgadas pela Reuters nesta manhã. Os volumes adicionais que serão incorporados a compromissos assumidos para o próximo mês junto a distribuidoras somam 70 milhões de litros de diesel S10 e 95 milhões de litros de gasolina, disse a Petrobras.

    A decisão da Petrobras por ampliar as entregas via contratos ocorre após a reguladora ANP ter notificado a companhia na semana passada para que ela ofertasse “imediatamente” volumes referentes a leilões de combustíveis da estatal que haviam sido cancelados.

    Governo diz que não há risco de desabastecimento de diesel no país

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  • Presidente da CBF veta ‘Brasa’ no uniforme da seleção brasileira

    Presidente da CBF veta ‘Brasa’ no uniforme da seleção brasileira

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Samir Xaud, afirmou que foi “pego de surpresa” com o meião do uniforme da seleção brasileira apresentado pela Nike com a inscrição “Brasa” em vez de “Brasil”. Segundo o dirigente, o lema definido pela empresa para descrever sua campanha de marketing não estará no uniforme dos jogadores.

    “Fui pego um pouco de surpresa. O que me foi apresentado quando estava lá não tinha ‘Brasa’, mas sabíamos que havia uma campanha publicitária que seria feita para a Copa em relação a isso.

    De antemão, pelo respeito que tenho pela bandeira do Brasil, que todos já sabem, e pela seleção brasileira, não tem ‘Brasa’ no nosso uniforme principal”, disse Xaud em entrevista à ESPN.

    Apesar de afirmar que não tinha conhecimento da escolha feita pela patrocinadora, o dirigente disse que o meião apresentado se trata apenas de uma campanha de divulgação. “Isso foi feito pela Nike para uma campanha publicitária isolada, mas deixo claro que nosso uniforme é o nosso manto, verde e amarelo. Sempre deixo isso claro.”

    Xaud contou ainda que, como o contrato atual com a Nike foi assinado na gestão passada, ele teve que se debruçar sobre uma série de questões assim que assumiu o cargo, em maio de 2025. Segundo o dirigente, a polêmica mais sensível ocorreu após a ideia da fornecedora de lançar uma camisa vermelha.

    “Ao meu conhecimento, a partir do momento em que entrei, já no primeiro mês de gestão, nós nos debruçamos sobre assuntos importantes e vocês acompanharam comigo a questão da camisa vermelha, uma coisa que de princípio já barramos, pois eu sei da nossa identidade, da nossa cultura como brasileiros, como torcedores”, explicou. “Essa questão do patriotismo, sempre deixo claro: independentemente de lado político, aqui não estamos para fazer política em cima do futebol, principalmente na CBF.”

    Procurada pela reportagem, a Nike não respondeu até a publicação deste texto.

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    Folhapress | 16:36 – 26/03/2026

    Presidente da CBF veta ‘Brasa’ no uniforme da seleção brasileira

  • Paes critica decisão do TSE e fala em 'Diretas Já' para eleição no RJ

    Paes critica decisão do TSE e fala em 'Diretas Já' para eleição no RJ

    Pré-candidato a governador, ex-prefeito diz que população ‘deveria ter o direito de escolher’; Rio de Janeiro vive turbilhão com renúncia de Castro antes de julgamento de corte superior eleitoral

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD), pré-candidato a governador, criticou nesta quinta-feira (26) a decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que determinou a realização de eleições indiretas para um mandato-tampão no estado.

    “DIRETAS JÁ!!!! A população deveria ter o direito de escolher”, afirmou Paes nas redes sociais. Ele também compartilhou editoriais dos jornais Folha de S. Paulo e O Globo sobre a situação no Rio e disse que colocaria o próprio nome agora como candidato no caso de eventual pleito direto.

    O Rio vive um turbilhão desde que o ex-governador Cláudio Castro (PL) decidiu renunciar antes de o TSE retomar um julgamento contra ele -o que não impediu a corte de condená-lo por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022 e torná-lo inelegível até 2030.

    O ex-vice governador Thiago Pampolha já havia deixado o cargo após um acordo para assumir uma vaga no Tribunal de Contas. O próximo na linha de sucessão seria Rodrigo Bacellar, presidente afastado da Assembleia Legislativa, cujo mandato acaba de ser cassado pelo TSE.

    Quem ocupa o Palácio da Guanabara, interinamente, é o presidente do Tribunal de Justiça do estado, desembargador Ricardo Couto de Castro. À Folha de S. Paulo ele disse que “vai ocupar situações emergenciais”, mas que “presidente de tribunal não está preparado para ser o governador”.

    O TSE corrigiu nesta quarta-feira (25) um erro na certidão de julgamento em que a corte determinou a realização de eleições indiretas. O documento apontava para um pleito direto, enquanto os votos indicavam uma votação entre os deputados estaduais.

    Nas redes sociais, Paes questionou: “Como decidir com imparcialidade e justiça em um colegiado [na Assembleia Legislativa] em que a maioria (muitos eleitos usando o esquema desvendado) faz parte do grupo político que foi cassado pelo próprio TSE na última terça?”.

    “Como ter eleições limpas no Rio em outubro com essa turma no poder? Eles vão aprontar um novo ‘CEPERJ’ e mais uma vez tentar fraudar as eleições”, continuou o ex-prefeito em referência ao caso julgado pelo TSE que declarou a inelegibilidade de Castro.

    Paes também lembrou caso em tramitação no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre trechos de lei que regulamenta a eleição indireta para o Governo do Rio. O plenário da corte julga nesta semana se mantém uma decisão do ministro Luiz Fux que derrubou regras da legislação.

    Fux suspendeu regras que permitiam a desincompatibilização de candidatos à eleição indireta 24 horas antes da votação e previam votação nominal e aberta na escolha entre os deputados da Assembleia Legislativa. A liminar atendeu a pedido do PSD, sigla de Paes.

    O STF está decidindo se valida as regras aprovadas pela Alerj para as eleições indiretas ou se mantém a suspensão, diz ele. “Derrubar a decisão do ministro Fux significa quase que certamente a eleição de um candidato que é a continuidade do governo recém cassado.”

    “Em tempo: não se esqueçam que em 2018 essa turma venceu as eleições se utilizando de ações diretas do Juíz Bretas que o próprio CNJ [Conselho Nacional de Justiça] cassou por esse motivo. Eles não cansam e não vão parar nunca!”, concluiu o ex-prefeito na postagem.

    Paes critica decisão do TSE e fala em 'Diretas Já' para eleição no RJ

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  • Mara Maravilha diz que é 'negona branca' e causa polêmica

    Mara Maravilha diz que é 'negona branca' e causa polêmica

    Comentário de Mara Maravilha sobre volume natural dos lábios dividiu opiniões nas redes sociais; parte dos usuários classificou a declaração da artista como inadequada

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A cantora Mara Maravilha causou polêmica nas redes sociais nesta quinta-feira (26) após uma declaração feita durante entrevista à TV Connect USA, emissora estadunidense voltada ao público brasileiro.

    A fala ocorreu durante participação no programa Breaking Fast, apresentado por Vivi Romanelli e transmitido diretamente de Orlando, na Flórida. Em tom descontraído, Mara comentou sobre o volume natural de seus lábios.

    “Aqui não tem preenchimento nem nada, o beiço é natural. Negona branca”, disse durante a entrevista.

    A declaração dividiu opiniões. Parte dos usuários classificou o comentário como inadequado, enquanto outros saíram em defesa da apresentadora.

    Não é a primeira vez que Mara Maravilha se envolve em discussões públicas relacionadas ao tema. Em 2023, a artista disse que não fazia parte do grupo formado pelas apresentadoras Xuxa Meneghel, Angélica e Eliana.

    Na ocasião, afirmou não ter interesse em se aproximar do trio e relatou ter sido vítima de racismo ao longo da carreira.

    “Depois de ver essa situação, é óbvio que eu também não gostaria mesmo de fazer [parte]. Você em uma escola onde tem um monte de loirinhas e é rejeitada, isso não é racismo?”, questionou a apresentadora.

    Mara Maravilha diz que é 'negona branca' e causa polêmica

  • Espanhola de 25 anos consegue autorização para eutanásia após disputa judicial com o pai

    Espanhola de 25 anos consegue autorização para eutanásia após disputa judicial com o pai

    Depois de uma batalha judicial de dois anos, a jovem espanhola de 25 anos conseguiu que lhe fosse dado consentimento para morrer. Assim serão os últimos momentos de Noelia Castillo, que é hoje eutanasiada

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A jovem Noelia Castillo Ramos, 25, conseguiu autorização para se submeter a uma eutanásia nesta quinta-feira (26) na Espanha, após um processo judicial de quase dois anos, de acordo com informações da imprensa local.

    Em outubro de 2022, após ser vítima de uma agressão sexual coletiva, Noelia se jogou do quinto andar de um edifício. A queda causou uma lesão medular irreversível, com paraplegia da cintura para baixo, dores neuropáticas crônicas e incontinência. Em 2024, alegando depressão e sofrimento físico contínuo, solicitou a eutanásia.

    O pedido foi aprovado pela Comissão de Garantia e Avaliação da Catalunha, mas o pai da jovem apresentou sucessivos recursos judiciais para impedir o procedimento, sob o argumento de que ela não teria condições psicológicas de decidir sobre a própria morte.

    Todas as instâncias da Justiça espanhola rejeitaram os recursos. O Tribunal Constitucional, instância máxima do Judiciário, não identificou violação de direitos fundamentais. Na sequência, o Tribunal Europeu de Direitos Humanos, em Estrasburgo, também negou pedido para suspender o procedimento, em decisão de março de 2026.

    Em entrevista a um programa do canal Antena 3, Noelia disse que nunca duvidou da decisão. “A felicidade de um pai não tem que estar acima da felicidade de uma filha”, afirmou. “Quero ir em paz e parar de sofrer.”

    A eutanásia é legal na Espanha desde 2021. Para ter acesso ao procedimento, é necessário ter diagnóstico de doença grave e incurável ou condição crônica incapacitante, sofrimento considerado intolerável e pedido voluntário reiterado, além de avaliação por mais de um profissional de saúde e validação por comissão independente.

    No Brasil, a eutanásia é proibida e pode ser enquadrada como crime. O CFM (Conselho Federal de Medicina) reconhece como conduta ética a ortotanásia –suspensão de tratamentos que apenas prolongam a vida–, geralmente associada a cuidados paliativos.

    Espanhola de 25 anos consegue autorização para eutanásia após disputa judicial com o pai

  • Agro brasileiro exportará via Turquia para contornar Estreito de Ormuz

    Agro brasileiro exportará via Turquia para contornar Estreito de Ormuz

    Ministério da Agricultura anunciou acordo para transportar mercadorias; medida tem como objetivo evitar prejuízos ao fluxo de exportações para mercados como do Oriente Médio e da Ásia Central

    O setor agropecuário brasileiro poderá manter as exportações ao Oriente Médio e Ásia Central via Turquia. O Ministério da Agricultura e Pecuária anunciou nesta quinta-feira (26) o fechamento de um acordo para tornar viável uma rota alternativa de transporte de produtos do agronegócio após o fechamento do Estreito de Ormuz, afetado pela guerra no Oriente Médio.

    A medida tem como objetivo evitar prejuízos ao fluxo de exportações, especialmente para mercados do Oriente Médio e da Ásia Central.

    Com o acordo, a estrutura portuária turca passa a funcionar como ponto estratégico para o escoamento da produção brasileira. As cargas podem seguir viagem sem a necessidade de atravessar o Golfo Pérsico, uma das regiões mais afetadas pelo conflito.

    A rota já era utilizada por exportadores, mas ganhou relevância com o agravamento da crise e o bloqueio de uma das principais vias marítimas do mundo.

    Fluxo garantido

    Na prática, o novo arranjo logístico permite maior flexibilidade aos exportadores brasileiros. As cargas podem atravessar o território turco ou permanecer armazenadas por um período limitado até o embarque final.

    Em nota, a pasta afirmou que a iniciativa traz mais previsibilidade ao setor em um momento de instabilidade nas rotas internacionais e reforça a atuação do governo para manter o comércio agropecuário em funcionamento.

    Exigências sanitárias

    A ampliação do uso da rota alternativa exigiu adaptações. A Turquia passou a impor regras sanitárias mais rígidas para produtos sujeitos a controle veterinário, especialmente os de origem animal.

    Para contornar o problema, o governo brasileiro negociou a adoção de um Certificado Veterinário Sanitário específico, que permite o trânsito ou o armazenamento temporário das mercadorias em território turco antes do envio ao destino final.

    Segundo o ministério, a medida garante que os produtos atendam às exigências locais e evita interrupções no comércio.

    Impacto global

    O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas marítimas do planeta, responsável por conectar o Golfo Pérsico ao Oceano Índico. A via é estratégica para o transporte de petróleo e produtos agropecuários.

    O fechamento da passagem tem impacto direto no comércio global e preocupa o agronegócio brasileiro não apenas pelas exportações, mas também pela dependência de insumos importados, principalmente de fertilizantes.

    Risco para insumos

    O Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes que utiliza, e entre 20% e 30% das exportações globais desses produtos passam pela região afetada pelo conflito.

    A interrupção da rota aumenta o risco de desabastecimento e pressiona custos de produção, o que pode afetar a produtividade agrícola nos próximos ciclos.

    “A medida confere mais segurança e previsibilidade aos exportadores brasileiros em um momento de instabilidade nas rotas internacionais e reforça a atuação do Ministério da Agricultura para manter o comércio agropecuário brasileiro em funcionamento”, destacou o Ministério da Agricultura e Pecuária em nota.

    Agro brasileiro exportará via Turquia para contornar Estreito de Ormuz

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  • Câmara aprova projeto de lei que cria lista suja do racismo no esporte

    Câmara aprova projeto de lei que cria lista suja do racismo no esporte

    A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (25) um projeto de lei (PL) que cria um cadastro nacional de entidades de prática esportiva condenadas por racismo. A relação, que pode ser considerada uma lista suja do racismo no esporte, ainda será enviada ao Senado.

    Segundo o texto aprovado nesta quarta, entidades que entrarem no cadastro não poderão firmar contratos com o poder público ou receber patrocínios públicos, subvenções ou benefícios fiscais.

    O projeto estabelece que “o cadastro conterá os nomes dos clubes condenados por atos racistas praticados por seus torcedores, atletas, membros de comissão técnica ou dirigentes durante eventos esportivos”, informou a Câmara dos Deputados em texto divulgado para a imprensa.

    “A inclusão dos clubes nessa lista ocorrerá somente após decisão condenatória transitada em julgado em processo judicial ou em decisão da Justiça Desportiva. Essa inscrição ficará ativa por dois anos, após o que o clube será automaticamente excluído do cadastro. A exclusão poderá acontecer antes se a entidade comprovar, perante o órgão gestor do cadastro, a realização de ações específicas de combate às condutas racistas em eventos esportivos, nos termos de um regulamento”, diz a Câmara.

    O Projeto de Lei nasce com cinco objetivos: promover a cultura de paz no esporte; coibir condutas racistas em eventos esportivos; induzir as organizações esportivas a prevenir condutas racistas de seus torcedores; incentivar ações educativas que contribuam para o enfrentamento ao racismo no esporte; e tornar o Brasil referência no enfrentamento aos casos de racismo no esporte.

    Comitê Olímpico Internacional anuncia que todos as atletas terão de passar por um teste genético que valerá para a vida toda; COI indica que mulheres trans terão de competir na categoria masculina nas próximas Olimpíadas

    Folhapress | 14:24 – 26/03/2026

    Câmara aprova projeto de lei que cria lista suja do racismo no esporte

  • Marquito, comediante do Programa do Ratinho, passa por mais uma cirurgia

    Marquito, comediante do Programa do Ratinho, passa por mais uma cirurgia

    Comediante Marquito está internado desde fevereiro, qaundo sofreu um acidente de moto; procedimento mais recente que o artista passou tratou uma fratura na clavícula

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O humorista Marco Antonio Ricciardelli, popular por suas participações no Programa do Ratinho, mais conhecido como Marquito, passou por uma nova cirurgia nesta quarta-feira (25).

    Marquito está internado desde o final de fevereiro, por conta de um grave acidente de moto que sofreu em São Paulo.

    Segundo a mulher do artista, Milva Maia, o procedimento foi realizado para tratar uma fratura na clavícula. Após a cirurgia, Marquito foi encaminhado para a UTI.

    Artista é sobrinho de Raul Gil e ex-vereador de São Paulo.

    O quadro clínico do humorista ainda envolve lesões em duas vértebras da coluna, a C5 e C6, além de fraturas em uma costela e na clavícula. No entanto, a equipe médica realça uma evolução positiva do artista desde uma cirurgia feita em 19 de março, para a fixação da coluna cervical.

    Até o momento não há previsão para a alta de Marquito.

    Marquito, comediante do Programa do Ratinho, passa por mais uma cirurgia

  • Maduro volta a se apresentar à Justiça nos EUA, e Trump promete novas acusações

    Maduro volta a se apresentar à Justiça nos EUA, e Trump promete novas acusações

    Maduro e sua mulher, Cilia Flores, estão detidos em NY há quase três meses e só saíram da prisão antes para a primeira audiência, em que o chavista se declarou “prisioneiro de guerra”

    BUENOS AIRES, ARGENTINA (CBS NEWS) – O ditador venezuelano Nicolás Maduro compareceu nesta quinta-feira (26) a um tribunal de Nova York pela segunda vez desde sua captura na operação militar dos Estados Unidos de 3 de janeiro.

    O juiz distrital dos EUA Alvin Hellerstein prometeu emitir uma decisão em breve sobre se ele ordenará ao governo Trump que permita que o país sul-americano cubra as despesas legais incorridas por Maduro e sua esposa, que também é ré no caso.

    Maduro, de 63 anos, e sua mulher, Cilia Flores, 69, estão detidos no Brooklyn há quase três meses e só saíram da prisão antes para a primeira audiência, em que o chavista se declarou “prisioneiro de guerra” e afirmou ser inocente das acusações de tráfico de drogas.

    O casal chegou para a audiência por volta das 12h30 (horário de Brasília). Maduro e Cilia permaneceram sentados e usando fones de ouvido, acompanhando a tradução simultânea, enquanto defesa e promotoria discutiam como custear suas despesas legais. O juiz Alvin Hellerstein é o responsável pelo caso.

    O governo venezuelano arcar com as despesas, mas isso requer autorização do governo americano, o que o advogado de Maduro, Barry Pollack, argumenta que fere os direitos constitucionais de seu cliente à defesa legal. O juiz disse que ainda irá tomar uma decisão, mas que não irá arquivar o caso por uma disputa de honorários advocatícios.

    A dúvida sobre os honorários e a representação legal de Maduro é um problema desde o início do caso. Ele tinha um advogado nomeado pelo tribunal, que foi trocado por Pollack. Bruce Fein se juntou ao caso, afirmando ter informações de pessoas próximas a Maduro, mas foi afastado após protesto de Pollack.

    A defesa de Maduro e de Cilia pediu a Hellerstein que adiasse o processo criminal devido à decisão da administração Trump de não permitir que Caracas pagasse seus honorários advocatícios, o que, segundo eles, violou efetivamente o direito dos dois réus à assistência jurídica no caso.

    Enquanto o venezuelano estava no tribunal, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que Maduro enfrentará outras acusações judiciais posteriormente.

    “Ele foi processado por apenas uma fração das coisas que fez. Outras acusações serão apresentadas, como vocês provavelmente sabem”, disse ele a repórteres antes de uma reunião de gabinete na Casa Branca.

    A Venezuela solicitou às Nações Unidas a libertação “imediata” de Maduro, que foi capturado em uma incursão dos EUA em 3 de janeiro, que incluiu bombardeios.

    Por outro lado, em 6 de janeiro, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos recuou de uma afirmação que o governo de Trump promoveu ao preparar o terreno para removê-lo do poder na Venezuela: a acusação de que ele liderava o cartel de drogas chamado Cartel de los Soles.

    A acusação foi redigida pelo Departamento de Justiça em 2020. Em julho de 2025, copiando a linguagem dela, o Departamento do Tesouro classificou o Cartel de los Soles de organização terrorista.

    Grupos de manifestantes, tanto a favor quanto contra Nicolás Maduro, se reuniram em frente ao tribunal federal em Manhattan. Alguns deles carregavam cartazes com os dizeres “Libertem Maduro” e “Tirem as mãos da Venezuela”.

    Maduro governou a Venezuela a partir de março de 2013 até sua queda, quando Delcy Rodríguez, sua vice, assumiu a presidência interina e começou a mudar as relações com os Estados Unidos. Ele é acusado de diferentes crimes, incluindo narcoterrorismo e posse ilegal de armas.

    Ele está preso no Centro Metropolitano de Detenção, no Brooklyn, uma penitenciária com controles rigorosos, onde permanece sozinho e sem acesso à internet ou jornais.

    Segundo meios estrangeiros, relatos indicam que ele passa o tempo lendo a Bíblia e se comunica brevemente com sua família e advogados. Seu filho, o deputado nacional Nicolás Maduro Guerra, afirmou que ele e Flores estão “bem, fortes e otimistas”.

    Um dia antes da audiência, Maduro Guerra disse que seu pai é “um homem de fé, um trabalhador que se reconhece como filho de Deus”.

    No país latino, com a queda de Maduro e sob pressão dos Estados Unidos, Delcy enfrenta dificuldades em liderar a Venezuela, que possui grandes reservas de petróleo, mas uma economia em crise.

    A líder interina recentemente aprovou uma lei de anistia e reformou leis para garantir acesso aos recursos naturais do país. Neste mês, os Estados Unidos restabeleceram laços diplomáticos com a Venezuela.

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