Autor: REDAÇÃO

  • “Desconcertante”. Bruno Fernandes lidera revolta do Manchester United

    “Desconcertante”. Bruno Fernandes lidera revolta do Manchester United

    O Manchester United voltou, nesta sexta-feira, a tropeçar na corrida por uma vaga na próxima edição da Liga dos Campeões ao empatar em 2 a 2 fora de casa com o Bournemouth, no Vitality Stadium, em partida válida pela 31ª rodada da Premier League.

    O jogo ficou marcado por uma série de decisões polêmicas do árbitro inglês Stuart Attwell, sendo a principal aos 81 minutos, quando marcou um pênalti para o time da casa — convertido por Eli Junior Kroupi, garantindo o empate — e expulsou diretamente Harry Maguire após uma disputa com Evanilson, ex-jogador do FC Porto.

    Após o apito final, o capitão Bruno Fernandes expressou a indignação dos Red Devils, ainda mais intensa pelo fato de o árbitro não ter marcado pênalti minutos antes, quando Amad Diallo caiu na área após um lance com Adrien Truffert.

    “Acho que poderíamos ter feito 2 a 0 e depois acabamos sofrendo um gol. Não foi marcado um pênalti a nosso favor e, depois, foi marcado um contra nós em uma situação mais ou menos igual à do Amad”, afirmou em entrevista à BBC Sport.

    “Em um lance foi pênalti, no outro não. Eu sei que é difícil para o árbitro marcar dois pênaltis no mesmo jogo para o mesmo time, mas o que não entendo é por que o VAR não interferiu nessa situação”, acrescentou o português de 31 anos.

    “É loucura. Foi o mais óbvio possível”

    Michael Carrick, técnico interino do Manchester United (que assumiu após a saída de Ruben Amorim), também se mostrou incrédulo com a arbitragem, classificando a atuação como “desconcertante”.

    “Ele errou claramente em um dos lances, porque marcou um pênalti pelo mesmo motivo que não marcou o outro, em um agarrão com os dois braços”, disse.

    “Ele marca o lance do Matheus Cunha, mas não marca o segundo, com o Amad, que me parece praticamente idêntico. São duas mãos segurando alguém dentro da área quando o jogador já passou pelo defensor com a bola dominada. É um momento enorme, e não entendo como é possível marcar um e não o outro”, lamentou.

    “É loucura. Foi o mais óbvio possível. Se ele acredita que o primeiro lance foi pênalti, então o segundo também deveria ser. Não consigo entender como não marcou aquilo. Depois sofremos o gol e, a partir daí, virou um caos. É inacreditável”, concluiu, visivelmente irritado.

    Com o resultado, o Manchester United chega a 55 pontos e ocupa a terceira posição, a seis pontos do segundo colocado, o Manchester City, e quatro à frente do Aston Villa, que ainda vai jogar na rodada. Já o Bournemouth aparece na décima posição, com 42 pontos, os mesmos do Newcastle, que ainda enfrenta o Sunderland.

    “Desconcertante”. Bruno Fernandes lidera revolta do Manchester United

  • Amazon está desenvolvendo smartphone com IA integrada

    Amazon está desenvolvendo smartphone com IA integrada

    Depois de ter tentado lançar um celular em 2014, a Amazon está agora desenvolvendo novo dispositivo móvel com Inteligência Artificial integrada. A equipe é liderada por um antigo executivo da Microsoft responsável pela Xbox original e pelo leitor de MP3 Zune.

    A Reuters está divulgando a notícia de que a Amazon está desenvolvendo um novo celular com Inteligência Artificial integrada, que pretende conectar os usuários a diferentes serviços — como a assistente Alexa, os serviços de streaming Prime Video e Prime Music e a loja virtual da Amazon — em um único dispositivo móvel.

    Segundo a publicação, o celular é conhecido internamente como “Transformer”, e o desenvolvimento está sendo conduzido por uma divisão interna da Amazon chamada ZeroOne. Essa divisão é, aparentemente, liderada por J. Allard — ex-Microsoft, conhecido por ter participado do desenvolvimento do primeiro Xbox e do tocador de MP3 Zune.

    Vale lembrar que esta não é a primeira vez que a Amazon tenta entrar no mercado de smartphones: em 2014, lançou o Fire Phone. No entanto, o dispositivo não teve sucessores.

    Agora, acredita-se que a empresa pretende adotar uma estratégia diferente e, sem acesso às lojas de aplicativos tradicionais, a interação com o celular será feita por meio da assistente digital Alexa e da Inteligência Artificial integrada.

    A descrição feita pela Reuters lembra declarações recentes do cofundador e CEO da Nothing, Carl Pei, que afirmou no SXSW que, no futuro, os smartphones não utilizarão aplicativos como conhecemos hoje.

    Aplicativos serão substituídos por Inteligência Artificial

    O cofundador e CEO da Nothing, Carl Pei, acredita que, no futuro, não existirão mais aplicativos como os atuais nos celulares, mas sim agentes de Inteligência Artificial.

    Pei participou do evento SXSW, em Austin, no Texas (EUA), onde falou sobre dispositivos desenvolvidos com foco em Inteligência Artificial, destacando que veremos uma queda no uso de aplicativos até lá.

    “Em termos de Inteligência Artificial em software, acho que as pessoas precisam entender que os aplicativos vão desaparecer”, explicou Pei. “Portanto, se você é fundador ou uma startup e o valor central do seu negócio está em um app, isso será impactado, queira você ou não”.

    O fundador da Nothing (e também responsável pela criação da OnePlus) afirmou que o primeiro passo já está acontecendo hoje, com ferramentas de Inteligência Artificial capazes de executar tarefas para o usuário — como reservar hotéis ou fazer pesquisas.

    Para Pei, o próximo passo será ainda mais interessante e ocorrerá quando a Inteligência Artificial conseguir prever as intenções do usuário, oferecendo sugestões que ajudem a alcançar seus objetivos.

    “Acho que a Inteligência Artificial se torna ainda mais poderosa quando começa a fazer sugestões para você”, afirmou. “Você não precisa ter uma ideia manualmente… Quando o sistema te conhece tão bem, ele sugere coisas que nem sabíamos que queríamos”.

    É nesse ponto que o líder da Nothing acredita que surgirá o primeiro celular realmente pensado para Inteligência Artificial, sendo capaz de realizar ações para o usuário sem necessidade de comandos diretos.

    “A forma como usamos os celulares hoje é muito antiquada. É anterior ao iPhone… Antes existiam os Palm Pilots e os PDAs. E, se você pensar na experiência do usuário, ainda é muito parecida. Temos telas de bloqueio, telas iniciais, aplicativos. Navegamos entre diferentes apps. Cada app ocupa a tela inteira. Existe uma loja de aplicativos para baixar mais apps. Não mudou muito nos últimos 20 anos”, explicou Pei. “É muito difícil fazer coisas em um celular. Por exemplo, queremos tomar um café. Existe uma intenção. Mas, para executá-la, precisamos dar vários passos em diferentes aplicativos. Podemos precisar usar quatro apps diferentes para tomar um café com alguém — um app de mensagens, um de mapas, um Uber e um calendário”.

    Para o executivo, os celulares do futuro devem ter um sistema operacional que não apenas conheça o usuário, mas também suas intenções. “Em vez de acessar todos os aplicativos manualmente, isso deve ser feito por meio da Inteligência Artificial”, concluiu.

    Caso tenha interesse, você pode conferir a conversa completa com Carl Pei realizada no SXSW.

    Amazon está desenvolvendo smartphone com IA integrada

  • Aliada dos EUA, Arábia Saudita condena "agressão israelense" contra Síria

    Aliada dos EUA, Arábia Saudita condena "agressão israelense" contra Síria

    A Arábia Saudita condenou hoje a “agressão israelense” contra a Síria, após ataques realizados por Israel contra um quartel-general e campos militares no território do seu vizinho.

    O Ministério das Relações Exteriores [MRE] expressa a mais firme condenação do Reino da Arábia Saudita à flagrante agressão israelense, que teve como alvo infraestruturas militares no sul da República Árabe Síria, em clara violação do direito internacional e da soberania síria”, declarou o ministério saudita em comunicado.

    Riad condenou a violação, por parte de Israel, do Acordo de Separação de Forças de 1974 e reiterou o apelo à comunidade internacional para que ponha fim às violações israelenses das leis e normas internacionais.

    O MRE saudita reafirmou ainda a solidariedade da Arábia Saudita com a Síria e o seu apoio à preservação da soberania e da integridade territorial do país, bem como aos esforços para alcançar segurança e estabilidade.

    O exército israelense afirmou, na sexta-feira, ter realizado ataques durante a noite contra alvos militares no sul da Síria, atingindo um quartel-general de comando e depósitos de armas, no que alegou ser uma resposta a um ataque contra cidadãos drusos em Suwayda.

    As autoridades sírias haviam afirmado anteriormente que garantem direitos iguais a todos os segmentos da população, incluindo a comunidade drusa — ligada a uma ramificação do islamismo xiita —, e acusaram Israel de usar alegações sobre os drusos como pretexto para interferir nos assuntos internos da Síria.

    Aliada dos EUA, Arábia Saudita condena "agressão israelense" contra Síria

  • "Operação Fúria Cega". Capa do The Economist ironiza ação dos EUA no Irã

    "Operação Fúria Cega". Capa do The Economist ironiza ação dos EUA no Irã

    A mais recente capa da revista The Economist retrata o presidente norte-americano, Donald Trump, usando um capacete militar coberto de munições, que lhe tapa os olhos. Acima da imagem está o título “Operação Fúria Cega”, que ironiza a operação militar israelense-americana contra o Irã.

    A mais recente capa da revista The Economist coloca o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em destaque — mas não por bons motivos. Na edição referente à semana de 21 a 27 de março, a publicação britânica retrata o magnata usando um capacete militar coberto de munições que lhe tapa os olhos. Em volta da imagem, aparece o título “Operação Fúria Cega”, uma ironia à operação militar israelo-americana contra o Irã, chamada “Operation Epic Fury” (“Operação Fúria Épica”, em português).

    “A campanha imprudente contra o Irã vai enfraquecer o presidente dos Estados Unidos. Isso vai irritá-lo. Fiquem avisados: ele é péssimo em aceitar derrotas”, alertou a publicação na rede social Facebook.

    De acordo com a The Economist, a guerra no Irã está abalando três das principais armas do governo Trump, entre elas a sua capacidade de impor a própria narrativa ao mundo. O uso intenso de sua influência e o controle sobre o Partido Republicano também estão sendo colocados em xeque, segundo o artigo.

    A revista argumenta ainda que, “apesar da notável capacidade de distorcer os fatos” e de insistir que “já venceu”, o conflito não favorece o magnata norte-americano. Para a The Economist, o regime iraniano está tendo sucesso ao prolongar o conflito e pressionar a indústria energética global, com o bloqueio do Estreito de Ormuz e o consequente aumento do preço do petróleo.

    “A guerra revela uma verdade própria. […] O tempo está a favor do Irã”, destacou.

    O veículo também apontou que um conflito prolongado pode prejudicar o Partido Republicano nas eleições de meio de mandato em novembro, com potencial não só de alterar o rumo da administração Trump, mas também sua trajetória política. Vale destacar que o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou, nesta sexta-feira, que “o inimigo foi derrotado”, após um “golpe devastador” realizado por Teerã contra os Estados Unidos e Israel.

    Horas depois, Trump afirmou que não quer “um cessar-fogo”, já que “não se impõe um cessar-fogo quando se está literalmente aniquilando o outro lado”.

    Cabe lembrar que o magnata vem se gabando de que a alta liderança iraniana foi dizimada na operação militar israelo-americana, tendo inclusive sugerido que Mojtaba Khamenei pode não estar fisicamente apto para liderar o país, após ter sido ferido nos ataques que mataram seu pai, em 28 de fevereiro. Além disso, chegou a especular que o novo líder supremo do Irã poderia estar morto.

    "Operação Fúria Cega". Capa do The Economist ironiza ação dos EUA no Irã

  • Morre Nicholas Brendon, de "Buffy – A Caça-Vampiros", aos 54 anos

    Morre Nicholas Brendon, de "Buffy – A Caça-Vampiros", aos 54 anos

    Morreu o ator Nicholas Brendon, mais conhecido pelo papel de Xander em “Buffy – A Caça-Vampiros”. A notícia foi confirmada pela família através de um comunicado. Tinha 54 anos.

    A família de Nicholas Brendon confirmou a morte do ator, aos 54 anos, por meio de um comunicado divulgado no Instagram nesta sexta-feira, dia 20 de março. Ele era mais conhecido pelo papel de Xander em Buffy – A Caçadora de Vampiros.

    “É com o coração partido que compartilhamos a morte do nosso irmão e filho, Nicholas Brendon. Ele morreu enquanto dormia, de causas naturais”, informou a família na nota.

    “A maioria das pessoas conhece o Nicky pelo seu trabalho como ator e pelos personagens que interpretou ao longo dos anos. Nos últimos anos, ele descobriu sua paixão pela pintura e pelas artes plásticas”, acrescentaram.

    “O Nicky adorava compartilhar com entusiasmo o seu talento com a família, amigos e fãs. Ele era apaixonado, sensível e incansavelmente motivado a criar”, diz ainda o comunicado.

    “Aqueles que realmente o conheciam entendiam que a sua arte era um dos reflexos mais puros de quem ele era. Embora não seja segredo que Nicholas tenha enfrentado dificuldades no passado, ele estava medicado e em tratamento para controlar seu diagnóstico e estava otimista em relação ao futuro quando morreu”, destacaram também.

    “A nossa família pede privacidade neste momento de luto e de celebração da vida de um homem que viveu com intensidade, imaginação e paixão. Agradecemos a todos pelo carinho e apoio”, concluíram.

    Nicholas Brendon ganhou fama ao interpretar Xander Harris em Buffy – A Caçadora de Vampiros, que ficou no ar por sete temporadas, entre 1997 e 2003. Ao seu lado no elenco estavam Sarah Michelle Gellar, Alyson Hannigan, Charisma Carpenter, David Boreanaz, entre outros.

    Ao longo da carreira, destacam-se filmes como Horror na Praia Psicodélica (2000) e Coerência (2013).

    Na televisão, participou de produções como Kitchen Confidential e Mentes Criminosas, onde interpretou o personagem Kevin Lynch.

    Morre Nicholas Brendon, de "Buffy – A Caça-Vampiros", aos 54 anos

  • Gilmar Mendes vota; prisão de Vorcaro é mantida por unanimidade

    Gilmar Mendes vota; prisão de Vorcaro é mantida por unanimidade

    Ministros referendaram decisão de André Mendonça; Dias Toffoli, que também pertence ao colegiado, se declarou suspeito e não participou do julgamento

    Por 4 votos a 0, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta sexta-feira (20) manter a prisão banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. 

    O colegiado finalizou o julgamento virtual do caso e referendou decisão do ministro André Mendonça, que, no dia 4 deste mês, determinou a prisão do banqueiro e mais dois aliados dele. 

    Também vão continuar presos o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, acusado de ser operador financeiro, e o escrivão aposentado da Polícia Federal (PF) Marilson Roseno da Silva, que teria auxiliado no acesso a informações sigilosas das investigações. O julgamento virtual começou na sexta-feira (13), quando foi formada maioria de 3 votos a 0 pela manutenção da prisão. Além de Mendonça, votaram nesse sentido os ministros Luiz Fux e Nunes Marques.

    O último voto foi proferido hoje pelo ministro Gilmar Mendes, que acompanhou a maioria, mas fez diversas ressalvas no voto. 

    Dias Toffoli, que também pertence ao colegiado, se declarou suspeito e não participou do julgamento.

    Toffoli é um dos sócios do resort Tayayá, localizado no Paraná. O empreendimento foi comprado por um fundo de investimentos que é ligado ao Master e investigado pela PF.

    Delação 

    Na semana passada, após o Supremo formar maioria de votos, Vorcaro decidiu mudar de advogado. 

    A banca do advogado Pierpaolo Bottini, crítico de delações, deixou o processo e foi substituída por José Luis Oliveira, um dos criminalistas mais conhecidos do país.

    A mudança sinalizou a intenção de Vorcaro em assinar um acordo de delação premiada. 

    Ontem, o banqueiro foi transferido da Penitenciária Federal em Brasília para a carceragem da superintendência da Polícia Federal.

    A mudança do local de prisão foi o primeiro passo das tratativas para o fechamento da colaboração premiada com os delegados responsáveis pela investigação e a Procuradoria-Geral da República (PGR). 

    Gilmar Mendes vota; prisão de Vorcaro é mantida por unanimidade

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  • Trump chama Otan de covarde e de tigre de papel por falta de apoio na guerra

    Trump chama Otan de covarde e de tigre de papel por falta de apoio na guerra

    Depois de dizer que não precisava de ajuda, americano cobra apoio para reabrir estreito de Hormuz; presidente dos EUA diz que ‘não quer um cessar-fogo’ com o Irã porque ‘está obliterando o outro lado’

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom de seu confronto com a Otan, chamando a aliança militar criada por Washington em 1949 de tigre de papel sem os americanos e seus aliados de covardes.

    “Sem os EUA, A OTAN É UM TIGRE DE PAPEL”, escreveu Trump nesta sexta-feira (20), com as maiúsculas usuais, na rede Truth Social.

    “Eles não quiseram se juntar à luta para impedir um Irã nuclear. Agora que a luta está VENCIDA militarmente, com muito pouco perigo para eles, eles reclamam do preço alto do petróleo que têm de pagar, mas não querem ajudar a abrir o estreito de Hormuz”, disse. “COVARDES, e nós vamos NOS LEMBRAR.”

    Como de costume, a agressividade é permeada por imprecisões ou mentiras. Não há registro de que EUA e Israel tenham consultado quaisquer dos 31 países da Otan para participar do ataque ao Irã, que completa três semanas neste sábado (21).

    Além disso, há uma questão de lógica formal: se a guerra está ganha, por que o pedido de ajuda? Em relação a Hormuz, corredor por onde passavam 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo até a guerra e agora está virtualmente fechado pelo Irã, a fala é mais um vaivém do republicano.

    No fim de semana passado, ele instou países europeus e asiáticos a enviar navios de guerra para ajudar a manter a navegação comercial na região. Ninguém aceitou, e nações como a Alemanha ressaltaram literalmente que “esta guerra não é da Europa”.

    O problema é que não é exatamente simples reabrir Hormuz. Isso implica a destruição das capacidades militares de Teerã no estreito, um processo que os EUA de todo modo estão tentando acelerar. Mas apenas enviar fragatas para fazer escoltas as tornariam alvos fáceis, para não falar no risco colocado por minas navais.

    Contrariado, Trump passou à ofensiva e disse que não “queria nem desejava” mais a ajuda da Otan ou de países da Ásia e Oceania para a missão, repetindo que já venceu a guerra. Ao mesmo tempo, ele disse mais tarde que descarta uma trégua. “Veja, nós podemos dialogar, mas eu não quero um cessar-fogo. Você não faz um cessar-fogo quando está obliterando o outro lado”, afirmou.

    Logo a seguir, um ataque de Israel à porção iraniana do maior campo de gás natural do mundo levou a uma retaliação dura de Teerã na quinta (19), atingindo o maior terminal da commodity no planeta, no Qatar. Segundo a estatal de energia local, mais de 15% da produção que já estava paralisada agora está comprometida.

    Sobreveio um caos no mercado energético mundial, com disparada de preços de óleo e gás. A turbulência foi reduzida após ficar claro, depois de trocas de ameaças, que os ataques à infraestrutura de gás pararam, ainda que o Irã siga alvejando refinarias de petróleo, como nesta sexta no Kuwait.

    Pressionado, Trump voltou à carga contra os europeus, que na véspera haviam divulgado uma nota com o Japão prometendo ajudar a reabertura de Hormuz, mas sem se comprometer com operações militares.

    O recado à aliança ocorre após relatos de que seu comando decidiu retirar parte do pessoal que mantém no Iraque devido ao aumento de ataques de insurgentes pró-Irã a alvos ocidentais, no âmbito da guerra. A Otan confirmou a movimentação, mas disse que não daria detalhes.

    A postagem é um novo capítulo da crise contínua de Trump com a Otan, alvo constante seu desde o primeiro mandato, de 2017 a 2021. A Guerra da Ucrânia virou ponto contencioso, com o americano defendendo que o conflito era um problema europeu.

    No ano passado, o republicano já havia repassado a conta da ajuda ocidental a Kiev contra a invasão russa aos aliados europeus. Na cúpula anual do clube, fez a aliança prometer o aumento de sua meta de gastos militares de 2% para 5% do PIB de cada membro em uma década.

    Trump chama Otan de covarde e de tigre de papel por falta de apoio na guerra

  • Dólar sobe a R$ 5,30, e Ibovespa cai 2,25% com tensão global

    Dólar sobe a R$ 5,30, e Ibovespa cai 2,25% com tensão global

    Escalada no Oriente Médio eleva aversão a risco; dólar comercial encerrou esta sexta-feira (20) vendido a R$ 5,309, com alta de R$ 0,093 (+1,79%)

    Em um novo dia de tensão no mercado financeiro, o dólar voltou a superar R$ 5,30, enquanto o Ibovespa recuou mais de 2%. A instabilidade refletiu a aversão global ao risco diante da escalada do conflito no Oriente Médio e do avanço dos preços de energia.

    O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (20) vendido a R$ 5,309, com alta de R$ 0,093 (+1,79%). A cotação abriu em torno de R$ 5,24 e acelerou a alta após a abertura dos mercados nos Estados Unidos.

    No maior nível desde o dia 13, a moeda estadunidense sobe 3,41% em março. Em 2026, no entanto, a divisa recua 3,28%. 

    No mercado de ações, a tensão também foi grande. O índice Ibovespa, da B3, fechou o dia aos 176.219 pontos, com queda de 2,25%. O indicador está no menor nível desde 22 de janeiro.

    A bolsa brasileira recuou 0,81% e acumula perda de 6,66% em março. Em 2026, porém, sobe 9,37%. Essa foi a quarta semana consecutiva de queda no Ibovespa.

    Pressão externa

    O movimento foi impulsionado pela valorização global do dólar e pela alta dos juros nos Estados Unidos, em meio à reavaliação das expectativas para a política monetária.

    Investidores passaram a considerar a possibilidade de que o Federal Reserve (Fed, Banco Central estadunidense) adote uma postura mais rígida diante do risco inflacionário provocado pelo encarecimento da energia.

    As taxas dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos avançaram, pressionando ativos de maior risco, especialmente em países emergentes.

    Guerra no radar

    O agravamento das tensões envolvendo o Irã elevou a incerteza global. Informações sobre possível envio de tropas dos Estados Unidos e ameaças de interrupção no fornecimento de petróleo ampliaram a cautela nos mercados.

    O risco de bloqueio do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo, reforçou temores de choque prolongado nos preços de energia.

    Petróleo em alta

    Os contratos internacionais de petróleo registraram nova alta. O Brent, referência global, fechou acima de US$ 112 por barril,  com alta de mais de 3%. Durante o dia, a cotação chegou a US$ 115.

    Relatórios de instituições financeiras indicam que, em caso de interrupção prolongada no fluxo de petróleo, os preços podem permanecer elevados por meses, pressionando a inflação global.

    Impacto no Brasil

    No mercado doméstico, o real teve um dos piores desempenhos entre moedas emergentes, refletindo a saída de recursos e a redução de posições em ativos locais.

    A alta dos juros globais e a incerteza externa também impactaram a bolsa brasileira, com queda disseminada entre ações sensíveis ao ciclo econômico e ao crédito.

    Papéis de setores como construção civil e varejo foram especialmente pressionados, acompanhando a disparada dos juros no mercado futuro.

    Dólar sobe a R$ 5,30, e Ibovespa cai 2,25% com tensão global

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  • Mini Glória Maria consegue estágio no Altas Horas após pedido

    Mini Glória Maria consegue estágio no Altas Horas após pedido

    Mirella Archangelo recebeu convite de Serginho Groisman para experiência nos bastidores; estudante do segundo ano de jornalismo viralizou ao imitar a lendária jornalista aos 11 anos

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Conhecida nacionalmente desde os 11 anos como Mini Glória Maria, já que imitava a apresentadora em reportagens de brincadeira, a hoje estudante de jornalismo Mirella Archangelo, 19, ganhou um estágio no Altas Horas (Globo).

    Em recente participação na atração de Serginho Groisman, ela pediu uma oportunidade na frente de toda a plateia. “Uma das primeiras ideias é ser contratada por você”, disse, sob aplausos gerais, ao ser questionada sobre desejos profissionais.

    Pelas redes sociais, o próprio apresentador compartilhou parte do trabalho da estudante nos bastidores da atração. “Prometido e cumprido. Ela vai ficar vivenciando durante um tempo os bastidores, pois mora em Ribeirão Preto”, disse Groisman, sem precisar o tempo de duração do compromisso.

    “Estou gostando, uma experiência nova e está sendo muito legal conhecer o Altas Horas. Muito feliz”, conta ela no registro.

    Mini Glória Maria consegue estágio no Altas Horas após pedido

  • Mojtaba Khamenei faz novo pronunciamento por escrito e diz que inimigo foi vencido

    Mojtaba Khamenei faz novo pronunciamento por escrito e diz que inimigo foi vencido

    Líder supremo do Irã não apareceu em público desde o início da guerra com EUA e Israel, que mataram seu pai; declaração ocorre em comemoração do Ano-Novo persa

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, divulgou uma mensagem nesta sexta-feira (20) em que declara que o inimigo está “derrotado”. A declaração marca o início do Ano-Novo persa, que ele denominou o ano da “economia de resistência sob a unidade nacional e a segurança nacional”.

    “No momento, graças à unidade especial que se formou entre vocês, nossos compatriotas -apesar de todas as diferenças de origem religiosa, intelectual, cultural e política-, o inimigo foi derrotado”, disse Mojtaba, 56.

    Ao demonstrarem unidade e determinação, os iranianos “desferiram a ele [o inimigo] um golpe avassalador, de modo que agora ele começa a proferir palavras contraditórias e absurdas”, acrescentou.

    No texto, divulgado em seu canal no Telegram, Mojtaba afirmou ainda que os ataques contra a Turquia e Omã não foram realizados pelo Irã nem por aliados. “Insisto no fato de que os ataques ocorridos na Turquia e em Omã -países que mantêm boas relações conosco- não foram, de forma alguma, conduzidos pelas Forças Armadas da República Islâmica nem por outras forças da Frente de Resistência”, declarou ele, atribuindo as operações à “fraude do inimigo sionista”, em referência a Israel.

    O regime iraniano afirmou anteriormente ter bases americanas em países vizinhos como alvo de seus ataques. Mojtaba indicou, neste comunicado, querer retomar relações com nações da região. “Acreditamos firmemente no fortalecimento das relações com os países vizinhos”, afirmou.

    Filho de Ali Khamenei, morto nos ataques de Estados Unidos e Israel a Teerã, Mojtaba foi eleito por um conselho de clérigos para dar continuidade ao regime teocrático islâmico do país persa. Desde o anúncio de seu nome, Mojtaba não foi visto em público.

    Ele foi ferido no ataque que abriu a guerra contra a teocracia mas já se encontrava “são e salvo” dias depois, segundo um dos filhos do presidente Masoud Pezeshkian, Yusef, que ocupa o cargo de assessor governamental.

    Em seu primeiro pronunciamento escrito, há pouco mais de uma semana, Mojtaba havia adotado um tom desafiador. Afirmou, naquele momento, que suas forças continuariam fechando na prática o estratégico estreito de Hormuz, por onde passam 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo. É uma forma “de manter pressão sobre o inimigo”, disse.

    O líder afirmou, no primeiro texto, que o Irã preza a amizade de seus vizinhos, mas continuaria a atacar as bases americanas em solo de aliados de Washington no Oriente Médio. “Elas devem fechar”, disse. Também exigiu reparações pelos danos da guerra, sob pena de “destruir os ativos” americanos e israelenses.

    Ainda nesta sexta, segundo a imprensa estatal local, o presidente Pezeshkian agradeceu aos iranianos por terem saído às ruas para defender o regime islâmico e parabenizou as forças policiais e a milícia Basij por “garantirem a segurança” nesse momento.

    O Exército de Israel afirmou nesta sexta que matou o chefe de inteligência da milícia paramilitar Basij em um bombardeio em Teerã. “Esmail Ahmadi, que ocupava o cargo de chefe da direção de inteligência da Basij, foi eliminado” na madrugada de 16 para 17 de março em um bombardeio contra uma reunião de vários comandantes dessa organização. O ataque também matou seu líder, o general Gholamreza Soleimani.

    “Em sua função, Ahmadi desempenhou um papel central na promoção e execução de atividades terroristas conduzidas pelas forças da Basij. Ele também era responsável, em nome da Guarda Revolucionária, por manter a ordem pública e os valores do regime”, afirmou a força israelense.

    Também desempenhou um “papel fundamental” na repressão dos recentes protestos no Irã, que resultaram em milhares de mortes, acrescentou o comunicado. As forças israelenses também confirmaram a morte do porta-voz da Guarda Revolucionária iraniana, Ali Mohammad Naini, em um bombardeio na noite de quinta (19).

    Seu “martírio” havia sido anunciado pouco antes, em Teerã, no site de notícias da Guarda Revolucionária, o Sepah News.

    Mojtaba Khamenei faz novo pronunciamento por escrito e diz que inimigo foi vencido