Autor: REDAÇÃO

  • Fisiculturista vice-campeão mundial morre aos 60 após infarto no ES

    Fisiculturista vice-campeão mundial morre aos 60 após infarto no ES

    O fisiculturista brasileiro Jader José Cristo morreu no domingo (25), aos 60 anos, após sofrer um infarto em sua casa, em Colatina, no noroeste do Espírito Santo. A morte foi confirmada por familiares e amigos próximos.

    Nascido em Salvador, na Bahia, Jader morava há anos em Colatina, onde se tornou uma figura conhecida no meio esportivo e comunitário. Na cidade, atuava como personal trainer, era proprietário de uma academia voltada ao público fitness e também colaborou na formação de escoteiros da região.

    No fisiculturismo, construiu uma carreira marcada por títulos e reconhecimento internacional. No Brasil, foi campeão nacional em cinco ocasiões: 1997, 1998, 1999, 2002 e 2003. Já no cenário sul-americano, conquistou sete títulos consecutivos entre 2004 e 2010. Em 2009, alcançou o vice-campeonato mundial da modalidade.

    O corpo foi velado na manhã desta segunda-feira (26), na quadra de esportes de Colatina, e o sepultamento ocorreu no Cemitério de Sapucaia, em Marilândia. Jader deixa a esposa, Vera Cremonini, e dois filhos.

    O vereador de Colatina Claudinei Costa, amigo pessoal de Jader, lamentou a perda nas redes sociais e destacou o impacto humano deixado por ele. “Ficam a saudade e as boas lembranças de um amigo que partiu cedo demais. Sua presença marcou nossas vidas”, escreveu.

    Produtor foi internado com insuficiência cardíaca e morreu neste domingo (25)

    Folhapress | 12:30 – 26/01/2026

     

    Fisiculturista vice-campeão mundial morre aos 60 após infarto no ES

  • EUA ameaçam aliados regionais com destino de Maduro

    EUA ameaçam aliados regionais com destino de Maduro

    Nova Estratégia de Defesa Nacional prevê controle militar da Groenlândia e do canal do Panamá, além de cobrar fidelidade de vizinhos; texto do governo Trump prevê limite a apoio à Europa e à Coreia do Sul, e quer China contida sem entrar em conflito direto

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A nova Estratégia de Defesa Nacional dos Estados Unidos, publicada na sexta-feira (23), prevê “ação decisiva” contra aliados regionais que não trabalharem segundo os interesses do governo de Donald Trump, citando a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro como exemplo de punição possível.

    Além disso, o texto coloca como prioridade o controle da Groenlândia e do canal do Panamá, limita o apoio a aliados na Europa e na Ásia, além de buscar a contenção da China sem conflito armado.

    O documento de 34 páginas, assinado pelo secretário Pete Hegseth (Defesa), é o instrumento para colocar em prática os princípios delineados pela Estratégia de Segurança Nacional, editada em 5 de dezembro e que causou espanto global pela mudança de foco do país mais poderoso do mundo.

    Como no texto anterior, a nova Estratégia prevê os EUA mais isolados do mundo, mas guardando para si o direito de agir com violência para garantir interesses nacionais. E o foco novamente é o Hemisfério Ocidental.

    Ali entra a ameaça à região. “Vamos nos engajar em boa fé com nossos vizinhos e parceiros, mas vamos garantir que eles respeitem e façam a parte deles para defender nossos interesses comuns. Onde eles não o fizerem, nós estaremos prontos para tomar ação decisiva e focada”, diz o texto.

    Citando o chamado Corolário Trump à Doutrina Monroe, o documento desenha o que pode acontecer. “As forças dos EUA estão prontas para aplicar [o corolário Trump] com rapidez, força e precisão, como o mundo viu na Operação Determinação Absoluta”, afirmou, sobre o ataque à Venezuela em 3 de janeiro.

    O palavrório visa resgatar a doutrina de 1823 em que os EUA buscavam se proteger do colonialismo europeu, transformada em instrumento imperialista em 1904, quando o então presidente Theodore Roosevelt lançou o seu corolário -defendendo o uso da força para assegurar o que considerava seu quintal estratégico.

    “Nós vamos garantir o acesso militar e comercial dos EUA a áreas chave, especialmente o canal do Panamá, o golfo da América [como Trump chama o golfo do México] e a Groenlândia”, escreve Hegseth, em referência à apelidada Doutrina Donroe (condensando Donald e Monroe).

    A Groenlândia está no centro de uma crise contínua entre Trump e seus aliados europeus na Otan. Na semana passada, ele reafirmou que quer controlar a ilha da Dinamarca, mas descartou o emprego de tropas para tal.

    A negociação sobre o tema ainda é incerta, e as críticas feitas pelo americano à aliança militar ocidental, inclusive a ultrajante afirmação de que os aliados não foram à linha de frente nos 20 anos de ocupação americana do Afeganistão, seguem repercutindo.

    A citação nominal ao canal do Panamá, obra que foi tocada por americanos no século 20, recoloca o tema na mesa. No começo de seu segundo mandato, Trump exigiu a saída de empresas chinesas da operação do local, sugerindo ação militar.

    Baixou o tom, mas conseguiu que os panamenhos rompessem acordos com Pequim, dando a impressão agora desfeita de que o assunto estava resolvido.

    Aos aliados mais tradicionais, os sinais são ainda mais sombrios. À União Europeia, diz que Vladimir Putin é problema dos integrantes do flanco leste do bloco.

    Se a doutrina publicada em dezembro dizia que o continente tinha líderes fracos que precisavam ser enquadrados ao trumpismo, sua versão militar afirma que a Europa deve se defender sozinha contra Moscou, e prevê a redução da presença de Washington no continente.

    O texto só reconhece a Rússia como ameaça aos EUA no campo nuclear e de ações cibernéticas, mas afirma que o apoio ao continente será limitado daqui em diante. Defesa da democracia, como na estratégia de dezembro, deixa de ser valor a ser defendido e promovido.

    É mais um prego no caixão da ordem internacional vigente por oito décadas, desde o fim da Segunda Guerra Mundial. A Ucrânia, nesse contexto, fica a ver navios, dependendo do apoio dos europeus contra os russos, ainda que a maioria das armas usadas contra a invasão seja americana.

    Outro aliado deixado à míngua é a Coreia do Sul. A doutrina prevê que Seul terá de pagar sua conta de defesa sozinha contra o Norte comunista, liberando energia dos EUA, que mantêm 28 mil militares no país. Daí para Seul buscar a bomba atômica e aumenta os riscos de proliferação é um passo.

    Por fim, mas talvez acima de tudo, há a rivalidade com a China. Enquanto a versão anterior da Estratégia, editada no governo Joe Biden em 2022, classificava o gigante asiático como adversário a ser combatido, a atual reduz o tom do conflito.

    “Nosso objetivo não é dominar a China, nem estrangulá-la ou humilhá-la. Ele é simples: prevenir que qualquer um, incluindo a China, seja capaz de nos dominar”, afirma, adotando o tom contraditório que permeava a Estratégia de Segurança.

    Segundo o texto, Trump quer uma relação respeitosa com Pequim, “mas numa posição de força militar segundo a qual ele possa negociar em termos favoráveis à nossa nação”. O texto não fala em Taiwan, ilha autônoma que a China quer para si, mas cita a necessidade de manter “uma forte defesa de negação” nos arquipélagos aliados que cercam o rival.

    Há outros itens colocados, como a renovação do arsenal nuclear e a criação do escudo antimísseis Domo Dourado, além da usual defesa feita por Hegseth do que ele considera espírito guerreiro de seus militares, em oposição à defesa de agendas identitárias nas Forças Armadas.

    O novo documento, o quinto desde a estreia em 2005, parece feito para ser solapado pela realidade. Enquanto defende que Israel e os países do Golfo podem conter o Irã, uma armada americana é montada na região, ameaçando iniciar uma guerra.

    Isso dito, o texto reafirma a autoimagem imperial que Trump alimenta, centrada no discutível conceito de Paz pela Força, que não oferece alternativa real senão a do interesse americano à de fato caduca ordem global.

    EUA ameaçam aliados regionais com destino de Maduro

  • Petrobras reduz em 5,2% preço da gasolina nas refinarias

    Petrobras reduz em 5,2% preço da gasolina nas refinarias

    Queda no valor de venda para distribuidoras será de R$ 0,14 por litro; estatal afirmou que, desde dezembro de 2022, reduziu valor de venda para as distribuidoras em R$ 0,50 por litro

    RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (26) corte de 5,2% no preço da gasolina vendida por suas refinarias. O novo valor, que entra em vigor nesta terça (27), será de R$ 2,57 por litro, queda de R$ 0,14 em relação ao preço atual. O preço do diesel não será alterado.

    A medida pode aliviar os preços nas bombas, pressionados desde o início do ano pelo aumento de R$ 0,10 por litro na alíquota de ICMS (Imposto de Circulação sobre Mercadoria e Serviços), que foi integralmente repassado ao consumidor.

    Segundo dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), o preço médio da gasolina no país subiu exatos R$ 0,10 por litro entre os dias 28 de dezembro e 17 de janeiro, para R$ 6,32 por litro. A pesquisa de preços da última semana ainda não foi divulgada.

    Desde 2022, o ICMS é unificado no país e reajustado uma vez por ano pelos estados. Em 2026, a alíquota subiu para R$ 1,57 por litro, apesar da queda do preço da gasolina nas refinarias.

    O Comsefaz (Comitê Nacional de Secretarias Estaduais de Fazenda) alegou no fim de 2025 que o reajuste do imposto é calculado sobre a variação do preço de bomba, que não teria acompanhado os cortes nas refinarias.

    Pelo contrário, prosseguiu, “o preço da gasolina se elevou de R$ 6,18, em janeiro, para R$ 6,20, em outubro, um acréscimo de 0,3%”. “A principal razão foi o aumento de 31,3% no valor da margem de distribuição e revenda”, apontou.

    O mercado já esperava alguma reação da Petrobras, uma vez que a empresa vinha operando com a gasolina acima das cotações internacionais há semanas, reflexo da queda dos preços do petróleo nos últimos meses.

    Na abertura do mercado desta segunda, por exemplo, o produto em suas refinarias custava R$ 0,21 mais caro do que a paridade de importação medida pela Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis).

    “Desde o de novembro, a diferença entre o preço doméstico da gasolina e a paridade de importação está maior e mais persistente, o que levou investidoresa anteciparem qie uma revisão poderia ocorrer no curto prazo”, escreveram nesta segunda analistas do Itaú BBA.

    Eles consideram, porém, que o corte ficou abaixo do esperado. Agora, avaliam, o preço da Petrobras está 5% acima da paridade de importação.

    O economista da ASA, Leonardo Costa, estima que o corte tenha um impacto de seis pontos percentuais no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor-Amplo), o índice oficial de inflação do país. “Com isso, nossa projeção para o IPCA do mês recua de 0,51% para 0,45%”.

    Para 2026, a ASA mantém sua estimativa de 4% para o IPCA, pois já consideradva queda nos preços de combustíveis ao longo do ano. A Warren investimentos, por outro lado, diz que não esperava o corte e, por isso, reduziu sua projeção de infalação para 2026 de 4,5% para 4,4%.

    Em nota, a estatal afirmou que, desde dezembro de 2022, reduziu o valor de venda da gasolina para as distribuidoras em R$ 0,50 por litro. “Considerando a inflação do período, esta redução é de 26,9%”, diz a estatal.

    Petrobras reduz em 5,2% preço da gasolina nas refinarias

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  • Sem Li Martins, HBO anuncia documentário sobre grupo Rouge

    Sem Li Martins, HBO anuncia documentário sobre grupo Rouge

    Integrantes rememoram trajetória do fenômeno dos anos 2000; produção está em fase de gravação e não há data definida para lançamento

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A HBO está produzindo uma série documental sobre o grupo Rouge, fenômeno da década de 2000 criado após audições do programa Popstars (SBT-2002).

    A produção reúne as cantoras Aline Wirley, Fantine Thó, Karin Hils e Lu Andrade para falarem sobre a história e trajetória do grupo. Li Martins, a quinta integrante, a princípio não participa da fase de gravações.

    Segundo a HBO, a divulgação inicial conta com apenas quatro integrantes confirmadas, “mas todas elas foram convidadas a participar do projeto”. Ainda não há uma data programada para a finalização e lançamento.

    Dentre os temas que serão abordados destaque para o estrelato, os percalços do grupo e o posterior rompimento. As carreiras individuais delas e os destinos escolhidos por todas também serão apresentados na produção.

    Formado em 2002, o Rouge lotou turnês pelo país, estrelou campanhas publicitárias e vendeu cerca de 6 milhões de cópias, além de ter conquistado três discos de ouro, três de platina e um de platina dupla pela Pro-Música Brasil. Em 2006, o grupo foi desfeito em meio a discussões e polêmicas.

    Sem Li Martins, HBO anuncia documentário sobre grupo Rouge

  • Copa Super 8 tem histórico de zebras e queda de favoritos

    Copa Super 8 tem histórico de zebras e queda de favoritos

    (UOL/FOLHAPRESS) – Um torneio mata-mata sempre apronta das suas, com uma zebra aparecendo para embaralhar as previsões dos torcedores. Na Copa Super 8, não é diferente.

    Os confrontos são definidos pela classificação do primeiro turno e costumeiramente, os times que ficaram entre os quatro primeiros jogam com um certo favoritismo, mas isso não é garantia de nada.

    Logo na primeira edição, o Pinheiros foi o segundo com dez vitórias e enfrentou o Botafogo, que foi sétimo com apenas seis vitórias e no confronto, o alvinegro carioca levou a melhor, vencendo por 79 a 74.

    Na edição seguinte, o Minas -sexto colocado-, venceu o São Paulo em pleno Ginásio do Morumbi por 82 a 68, eliminando o tricolor paulista.

    A edição de 2022, teve a maior zebra da história do Super 8. O Franca era o atual campeão do NBB e recebeu o Caxias do Sul, que pegou a última vaga. O time gaúcho foi lá e venceu nos minutos finais. Com dois minutos faltando, estava 86 a 85 para os francanos, mas a equipe da serra gaúcha fez um ótimo final de jogo e ganhou por 91 a 87.

    Em 2024, o Unifacisa quase teve o seu conto de fadas. Sexto colocado no primeiro turno, o time da Paraíba eliminou o Franca nas quartas de final, com vitória nos instantes finais por 94 a 92 e na semifinal, enfrentou o Minas, segundo colocado. Em plena Arena UniBH, os paraibanos fizeram 91 a 86 e conquistaram a sonhada vaga na final. Na decisão, eles não facilitaram para o Flamengo, que venceu por 83 a 77 e levou o título.

    Copa Super 8 tem histórico de zebras e queda de favoritos

  • Chega de ordens dos EUA, diz líder interina da Venezuela

    Chega de ordens dos EUA, diz líder interina da Venezuela

    Delcy Rodríguez tem variado entre uma retórica de enfrentamento a Washington e um tom mais conciliatório; líder foi convidada por Trump para visitar os EUA, mas ainda não há data para a reunião, segundo a Casa Branca

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse neste domingo (25) que não quer mais ordens dos Estados Unidos em seu país, bombardeado por Washington no início do ano durante a captura do ditador Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores.

    “Chega de ordens de Washington sobre políticos na Venezuela. Que seja a política venezuelana quem resolva nossas divergências e nossos conflitos internos. Chega de potências estrangeiras”, disse ela em uma mensagem a petroleiros no estado de Anzoátegui, no norte do país.

    Os EUA disseram estar no comando da Venezuela após a incursão militar de 3 de janeiro, mas, desde então, têm atuado em conjunto com Delcy. A líder, por sua vez, tem variado entre uma retórica de enfrentamento a Washington, voltada para sua base de apoio interna, e um tom mais conciliatório com o presidente Donald Trump, direcionado à comunidade internacional.

    A declaração mais recente se encaixa no primeiro caso. Em outras ocasiões, autoridades americanas minimizaram a retórica como acenos internos para apoiadores.

    No mesmo dia em que Maduro foi capturado, por exemplo, ela desafiou o republicano ao afirmar que o ditador era “o único presidente” do país. “Estamos prontos para defender a Venezuela”, disse, logo após Trump afirmar que os EUA governariam a nação até uma “transição pacífica, adequada e criteriosa”.

    No dia seguinte, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que não consideraria o que é tido em entrevistas coletivas. “Retórica é uma coisa.

    Vemos retórica por muitos motivos diferentes. Há muitas razões diferentes pelas quais as pessoas vão à TV e dizem certas coisas nesses países, especialmente 12 ou 15 horas depois que a pessoa que antes estava no comando do regime já está algemada e a caminho de Nova York”, afirmou ele à emissora ABC News. “No fim das contas, queremos ver ação.”

    Na semana passada, Delcy promoveu a reorganização das Forças Armadas ao nomear 12 oficiais superiores para comandos militares regionais. Anteriormente, ela já tinha designado um ex-chefe do serviço de inteligência como novo comandante de sua guarda presidencial e como diretor da agência de contrainteligência.

    Depois da operação, a incerteza que pairou sobre o futuro político do país veio acompanhada do rumor, discutido por venezuelanos na fronteira do Brasil com o vizinho, de que a cúpula política e militar do regime traiu o ditador e fez um acordo com os EUA.

    Delcy era a número dois do regime de Maduro. Desde então, a Venezuela tem aberto canais de diálogo em meio à pressão americana, e a líder foi convidada pelo governo Trump para visitar Washington, embora ainda não haja data para a reunião, segundo a Casa Branca.

    Chega de ordens dos EUA, diz líder interina da Venezuela

  • Kanye West se desculpa por apologia do nazismo em carta no Wall Street Journal

    Kanye West se desculpa por apologia do nazismo em carta no Wall Street Journal

    Cantor comprou anúncio e afirma ter estado ‘fora da realidade’; artista declarou amor à ideologia e lançou música ‘Heil Hitler’

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Kanye West pediu desculpas por ter feito apologia do nazismo e outros comportamentos que provocaram controvérsias nos últimos anos em um anúncio publicado no Wall Street Journal, nesta segunda-feira (26). Em sua declaração, ele nega ser antissemita e afirma ter “perdido o contato com a realidade”.

    “Lamento e estou profundamente envergonhado pelas minhas ações nesse estado, e estou comprometido com a responsabilização, o tratamento e mudanças significativas. Isso, porém, não justifica o que fiz. Eu não sou nazista nem antissemita. Eu amo o povo judeu”, afirmou o músico americano em seu anúncio.

    Esta não é a primeira vez que o cantor se desculpa por episódios do tipo. Em seu anúncio, o cantor faz referência a diversas declarações, que tiveram início em 2022, em que West afirmou, por exemplo, ter “amor” pelos nazistas e admiração pelo ditador alemão Adolf Hitler. No ano passado, ele ainda vendeu itens com suásticas, símbolo nazista, e lançou uma canção intitulada “Heil Hitler”.

    Também em 2025, um show do cantor estava previsto para novembro no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, mas foi cancelado pela Prefeitura. Em comunicado enviado à reportagem na época, a gestão paulistana afirmou que desistiu de ceder o autódromo em função do histórico problemático do artista, e disse que ninguém que já tivesse feito apologia do nazismo seria autorizado a se apresentar.

    “No momento da reserva da data para o evento, os organizadores não informaram ao município qual artista seria contratado para a realização do show”, dizia a nota da gestão comandada pelo prefeito Ricardo Nunes, do MBD. Nos últimos anos, ele também perdeu uma série de outros contratos.

    Em seu anúncio publicado no Wall Street Journal, West menciona um acidente de carro que sofreu em 2002. Segundo ele, os exames feitos à época priorizaram os danos visíveis do ocorrido e lesões mais profundas, no crânio, teriam passado despercebidas. Ele credita o diagnóstico de transtorno bipolar tipo 1 que recebeu às “falhas médicas” daquela época.

    “O transtorno bipolar vem com seu próprio sistema de defesa. A negação. Quando você está em mania, não acha que está doente. Acha que todo mundo está exagerando. Você sente que está vendo o mundo com mais clareza do que nunca, quando, na realidade, está perdendo completamente o controle”, diz ele.
    West ainda cita a Organização Mundial de Saúde, a OMS, ao dizer que pessoas com transtorno bipolar têm expectativa de vida reduzida -de dez a 15 anos, em média- e afirma que a doença é “altamente persuasiva” e capaz de convencer as pessoas a pensarem que “não precisam de ajuda”.

    “Perdi o contato com a realidade. As coisas pioraram quanto mais ignorei o problema. Eu disse e fiz coisas das quais me arrependo profundamente. Algumas das pessoas que eu mais amo, tratei da pior forma. Vocês suportaram medo, confusão, humilhação e o esgotamento de tentar lidar com alguém que, às vezes, era irreconhecível. Olhando para trás, eu me afastei do meu verdadeiro eu”, adiciona o músico.

    O cantor também afirma que, no começo de 2025, passou por um episódio maníaco de quatro meses que “destruiu a sua vida”, durante o qual encontrou refúgio em fóruns online e pessoas que compartilhavam relatos semelhantes ao do seu histórico de saúde mental.

    “Não sou só eu que destruí a própria vida inteira uma vez por ano, apesar de tomar remédios todos os dias e ser informado pelos chamados melhores médicos do mundo de que não sou bipolar, mas que apenas estou vivenciando ‘sintomas de autismo’”, diz ainda o artista.

    Os produtores da Holding Entretenimento & Networking, responsável pela apresentação de West que estava prevista para o ano passado, dizem que ainda estão tentando fazer com que o show aconteça na capital paulista.

    Kanye West se desculpa por apologia do nazismo em carta no Wall Street Journal

  • Proposta do São Paulo mexe com Rafinha e faz ex-capitão recalcular carreira

    Proposta do São Paulo mexe com Rafinha e faz ex-capitão recalcular carreira

    (UOL/FOLHAPRESS) – O São Paulo negocia a volta de Rafinha, que vestiu a camisa do clube entre 2022 e 2024. Ele é cotado para assumir a vaga de Muricy Ramalho, e a proposta do Tricolor fez com que o ex-capitão pensasse em rumo diferente do planejado para a carreira após pendurar as chuteiras.

    VAI VOLTAR?

    Rafinha e São Paulo negociam desde que Muricy Ramalho deixou claro o desejo de se afastar do futebol do clube. Ele oficializou a demissão na última sexta-feira (23).

    A ideia inicial de Rafinha não era atuar como dirigente. O UOL apurou que a vontade do ex-jogador passava por integrar uma comissão técnica, como treinador ou auxiliar.

    Mesmo assim, a oferta do São Paulo balançou. Capitão na conquista da Copa do Brasil em 2023, Rafinha tem muito carinho pelo Tricolor e se dispôs a ajudar na situação complicada do clube.

    A diretoria da equipe do Morumbis vê as conversas com otimismo. Porém, ainda restam algumas questões burocráticas para que o final feliz seja concretizado.

    Uma delas é a saída de Rafinha do Grupo Globo. O ex-jogador atua como comentarista do SporTV desde o ano passado e inclusive trabalhou na transmissão de Fluminense e Flamengo, pelo Campeonato Carioca, no último domingo (25).

    Rafinha falou sobre o assunto. O nesta hoje comentarista ressaltou que, por enquanto, segue na função, já que não assinou contrato com o São Paulo.

    Existe essa conversa. Eu já tive a conversa com o presidente, com o Harry Massis, com todo o pessoal que está no São Paulo no departamento de futebol, mas não tem nada certo ainda. Nós não assinamos contrato.

    “Claro, nós estamos em conversas, com toda certeza. Isso não é uma invenção. Nós temos conversas, sim. Mas não tem nada assinado. Nós não assinamos contrato ainda”, disse Rafinha no SporTV.

    “Estamos falando de pessoas que há meses não recebem salários. Eles estão fazendo o melhor possível”, disse Hernán Crespo

    Folhapress | 14:15 – 26/01/2026

    Proposta do São Paulo mexe com Rafinha e faz ex-capitão recalcular carreira

  • Gilmar Mendes defende Toffoli e diz que ministro tem 'compromisso com a Constituição'

    Gilmar Mendes defende Toffoli e diz que ministro tem 'compromisso com a Constituição'

    Magistrado é alvo de questionamentos na condução do caso do banco de Daniel Vorcaro; texto faz referência a parecer da PGR que negou afastamento do magistrado

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, usou as redes sociais nesta segunda-feira (26) para fazer uma defesa do colega Dias Toffoli, que é alvo de questionamentos por sua condução do caso do Banco Master e potenciais conflitos de interesse com investigados.

    “O ministro Dias Toffoli tem uma trajetória pública marcada pelo compromisso com a Constituição e com o funcionamento regular das instituições”, escreveu Gilmar Mendes no X.

    “No exercício da jurisdição, sua atuação observa os parâmetros do devido processo legal e foi objeto de apreciação da Procuradoria-Geral da República, que reconheceu a regularidade de sua permanência no caso.” O texto faz referência ao parecer da PGR que negou afastamento de Toffoli do caso.

    “A preservação da independência judicial e o respeito às instâncias institucionais são condições indispensáveis para o diálogo republicano e para a confiança da sociedade nas instituições”, finalizou Gilmar.

    Gilmar sai em defesa do colega em momento no qual Toffoli sofre pressão para deixar a supervisão do caso do Banco Master. A interlocutores Toffoli disse que, neste momento, descarta abdicar do processo por não ver elementos que comprometam a sua imparcialidade.

    O ministro tomou medidas como a imposição do mais alto grau de sigilo ao caso, acareação de investigados com diretor do Banco Central e armazenamento das provas no seu gabinete -uma parte das decisões foi depois revertida.

    Também vieram à tona potenciais conflitos de interesse com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. Dois irmãos e um primo do ministro foram sócios do cunhado de Toffoli no Resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR).

    Nesta segunda-feira, a Folha de S. Paulo mostrou que o presidente Lula (PT) está irritado com Toffoli, pelo que considera um desgaste institucional do Supremo. Ele tem dito a auxiliares que Toffoli deveria abrir mão da condução do inquérito ou renunciar à cadeira do tribunal.

    Na semana passada, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, também publicou nota em que defende a atuação de Toffoli. Nos bastidores, Fachin articula pela implementação de um Código de Ética para a corte.

    Gilmar Mendes defende Toffoli e diz que ministro tem 'compromisso com a Constituição'

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  • Lula propõe a Trump que Conselho de Paz se limite a Gaza e inclua Palestina

    Lula propõe a Trump que Conselho de Paz se limite a Gaza e inclua Palestina

    Líderes conversaram por telefone nesta segunda (26); Brasil não confirmou participação no grupo criado por republicano; Venezuela também foi tema da chamada de 50 minutos, e Lula ressaltou importância de estabilidade na região

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Em telefonema a Donald Trump nesta segunda-feira (26), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) propôs que o Conselho de Paz, criado pelo americano, limite-se à questão de Gaza e preveja um assento para a Palestina, atualmente excluída do órgão.

    O Brasil ainda não confirmou participação no grupo criado pelo republicano, e a tendência é a de recusa. O texto original do órgão prevê o direito de os países proporem alterações, mas ressalta a necessidade de aprovação do presidente americano -cargo que será ocupado por Trump por ao menos mais três anos-, além do poder de veto de Washington sobre decisões dos Estados-membros.

    Em uma conversa de 50 minutos, os dois líderes abordaram temas relacionados à relação bilateral e à agenda global, além de tratarem sobre o combate ao crime organizado. Os dois também trocaram impressões sobre indicadores econômicos de Brasil e Estados Unidos e sobre a relação entre os dois países.

    Segundo nota do governo brasileiro, Lula manifestou interesse em estreitar a parceria na repressão à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas, bem como no congelamento de ativos de grupos criminosos e no intercâmbio de dados sobre transações financeiras. A proposta teria sido bem recebida pelo republicano.

    Ao falar sobre o Conselho de Paz, o petista reiterou também a importância de uma reforma abrangente na ONU que amplie os membros permanentes do Conselho de Segurança, segundo a nota. Os dois trocaram ainda impressões sobre a situação na Venezuela, e Lula ressaltou a importância de preservar a paz e a estabilidade na região e de trabalhar pelo bem-estar do povo venezuelano.

    Por fim, os presidentes concordaram com uma visita de Lula a Washington após a viagem do brasileiro à Índia e à Coreia do Sul em fevereiro, em data a ser fixada em breve.

    Lula propõe a Trump que Conselho de Paz se limite a Gaza e inclua Palestina