Autor: REDAÇÃO

  • Lula sanciona gratuidade em conta de luz para famílias de baixa renda

    Lula sanciona gratuidade em conta de luz para famílias de baixa renda

    A gratuidade deve beneficiar 4,5 milhões de famílias inscritas no Cadastro Único de Programas Sociais (CadÚnico) com renda familiar mensal por pessoa menor ou igual a meio salário mínimo

    A conta de luz gratuita para famílias de baixa renda que consomem até 80 quilowatts-hora (kWh) se converteu em lei definitiva nesta quarta-feira (8), após sanção presidencial da Medida Provisória 1.300/25, que instituiu o programa Luz do Povo. O evento no Palácio do Planalto contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Instituída pelo governo em maio, a MP tramitou por quatro meses no Congresso Nacional, até sua aprovação definitiva, no mês passado. 

    A gratuidade deve beneficiar 4,5 milhões de famílias inscritas no Cadastro Único de Programas Sociais (CadÚnico) com renda familiar mensal por pessoa menor ou igual a meio salário mínimo. Pelo texto, também recebem a tarifa social as famílias que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de indígenas e quilombolas de baixa renda. Ao todo, serão 60 milhões de pessoas atendidas diretamente pela gratuidade. 

    “A proteção social é necessária até que o Brasil consiga aumentar a base de arrecadação com justiça tarifária, aumentando a renda de todos para chegarmos ao país no qual todos sonhamos”, afirmou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

    A nova tarifa social da energia já estava valendo desde julho, uma vez que MP tem efeito imediato, mas precisava de aprovação do Parlamento para se tornar lei. A partir de janeiro de 2026, para famílias que registrarem consumo de até 120 kWh, os descontos devem chegar a 12% na conta de luz, alcançando cerca de 55 milhões de beneficiários.

    Pelo texto, agora convertido na Lei 15.235/2025, a isenção será bancada pela Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo financiado pelo conjunto dos consumidores para sustentar políticas públicas no setor de energia.  

    Por outro lado, poderá ser cobrado das famílias outros custos não associados à energia consumida, como a contribuição de iluminação pública e o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), de acordo com a lei de cada estado ou município.

    Entre os itens que ficaram de fora do texto da MP original, por decisão do Parlamento, estão as tarifas diferenciadas por horário e mudança em critérios de preços nas operações de energia de curto prazo.

    Dívidas de hidrelétricas

    Proposto pelo relator da MP na Câmara, deputado Fernando Coelho Filho (União-PE), foi incluído um desconto para dívidas de geradoras hidrelétricas com a União. As parcelas reduzidas a vencer implicam em uma renúncia fiscal ao governo de cerca de R$ 4 bilhões, segundo o relator.

    Ainda segundo a nova medida, o custo de energia mais alto das usinas nucleares será rateado entre todos os consumidores por meio de adicional tarifário, exceto para os consumidores de baixa renda. Até então, esse custo era concentrado em contratos específicos. A mudança passa a valer a partir de 1º de janeiro de 2026.

    Em relação ao setor de irrigação e aquicultura, o texto acaba com o horário fixo das 21h30 às 6h para desconto de energia concedido a essas atividades e também com período contínuo, cabendo definição de horário com a distribuidora segundo parâmetros do governo.

    Pontos retirados

    Diversos pontos previstos na MP original do Executivo foram retirados na tramitação da matéria pelo Congresso Nacional. Alguns dispositivos retirados foram transferidos, por acordo entre líderes, para a MP 1.304/25, ainda em discussão.

    Entre eles, a escolha do fornecedor de energia pelo consumidor residencial e comercial, a atuação da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) no mercado de gás e o fim de incentivos à energia de fonte alternativa. O ministro Alexandre Silveira disse esperar que haja avanços no Congresso.

    “Eu tenho absoluta convicção que vai convergir os interesses e vai entregar ao povo brasileiro, como a liberdade para consumidor escolher as empresas fornecedoras de energia, quebrando o monopólio das nossas distribuidoras. Isso é energia mais barata para a classe média. Quem compra hoje energia no mercado livre com 20% mais barato que a classe média e os mais pobres que consomem no mercado regulado”, destacou o ministro. 

    Lula sanciona gratuidade em conta de luz para famílias de baixa renda

  • O público quer virar a página, diz Aguinaldo Silva sobre 'Três Graças' suceder 'Vale Tudo'

    O público quer virar a página, diz Aguinaldo Silva sobre 'Três Graças' suceder 'Vale Tudo'

    Com estreia marcada para 20 de outubro, “Três Graças” narra a trajetória de três mães solos -Lígia, Gerluce e Joélly- unidas por laços familiares e por histórias de força, humor e superação

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Perto da estreia de “Três Graças”, próxima novela das nove da Globo, Aguinaldo Silva, 80, comentou sobre as comparações inevitáveis com “Vale Tudo”, que encerra sua exibição no próximo dia 17.

    O autor, no entanto, garante que não sente o peso de suceder um dos maiores clássicos da televisão brasileira e acredita que o público está sempre disposto a abraçar novas tramas.

    “Vale Tudo foi uma novela incrível, nas duas versões, tanto a original quanto o remake. Mas o telespectador quer ver a novela que está começando. Quando uma acaba, ele embarca na próxima e vira a página”, afirmou Aguinaldo, que retorna ao horário nobre com uma história centrada em três gerações de mulheres.

    O autor explica que encara cada novela como uma obra viva, que se transforma conforme o público reage. “A novela é uma obra aberta. Se eu percebo que o público não gostou de algo, eu mudo. O espectador é o verdadeiro autor -ele escreve a versão final”, disse. “Eu ouço as pessoas, no supermercado, na rua, em qualquer lugar. Isso faz parte do processo de escrever.”

    Mesmo acompanhando os comentários nas redes sociais, Aguinaldo afirma que prefere sentir o termômetro das ruas. “As redes são importantes, mas nelas as pessoas são mais duras, porque é isso que gera engajamento. Já nas conversas do dia a dia, vem a sinceridade, sem filtro”, observou.

    Com estreia marcada para 20 de outubro, “Três Graças” narra a trajetória de três mães solos -Lígia (Dira Paes), Gerluce (Sophie Charlotte) e Joélly (Alana Cabral)- unidas por laços familiares e por histórias de força, humor e superação. A trama promete misturar crítica social e leveza, marcas do estilo de Aguinaldo Silva.

    O público quer virar a página, diz Aguinaldo Silva sobre 'Três Graças' suceder 'Vale Tudo'

  • Streaming Hulu chega ao Brasil e substitui Star dentro do catálogo atual do Disney+

    Streaming Hulu chega ao Brasil e substitui Star dentro do catálogo atual do Disney+

    Plataforma produziu seriados como ‘Alien: Earth’, ‘Dinastia: O Caso Murdaugh’ e ‘O Urso’; selo anterior era parte do serviço da Disney desde 2024

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Star, que no ano passado se juntou ao Disney+, foi substituída pelo Hulu na plataforma nesta quarta-feira. A mudança inclui a América Latina. Isso faz do serviço da Disney a nova casa do Hulu, que já tem reunido numa seção do Disney+ seu catálogo com filmes, séries, estreias exclusivas e produções locais.

    Todo o conteúdo que já estava disponível no serviço de streaming passa a fazer parte desse segmento, junto de conteúdos próprios da Hulu que foram agora adicionados ao Disney+. Entre os títulos aos quais os assinantes já tinham acesso estão séries como “Only Murders in the Building”, “O Urso”, “Alien: Earth” e “Os Simpsons”.

    As estreias exclusivas, por sua vez, contam com projetos como “Tudo Justo”, “Dinastia: O Caso Murdaugh”, The Kardashians e produções nacionais como “Amor da Minha Vida” e a sexta temporada de “Impuros”.

    Streaming Hulu chega ao Brasil e substitui Star dentro do catálogo atual do Disney+

  • Lula vai a Roma para reunião de aliança global contra a fome

    Lula vai a Roma para reunião de aliança global contra a fome

    O presidente Lula vai participar da cerimônia de abertura e, na sequência, participará da reunião presencial do Conselho de Campeões da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará, no dia 13 de outubro, do Fórum Mundial da Alimentação, em Roma, Itália, evento promovido pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). De acordo com o Itamaraty, Lula vai participar da cerimônia de abertura e, na sequência, participará da reunião presencial do Conselho de Campeões da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.

    O convite para a participação de Lula no Fórum partiu do diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, em julho, quando o presidente brasileiro foi informado, por ligação telefônica, de que o Brasil saiu do Mapa da Fome.

    Segundo o diretor de Projetos de Segurança Alimentar Saulo Arantes Ceolin, já está acertado um encontro bilateral de Lula e Dongyu em Roma. 

    “Foram também cogitados outros e encontros bilaterais [durante o Fórum], mas tudo ainda está sendo avaliado pela equipe do presidente”, acrescentou Ceolin nesta quarta-feira (8), em coletiva de imprensa do Itamaraty para detalhar a participação de Lula no evento da FAO.

    Aliança

    Lula participará, também em Roma, da inauguração do espaço onde funcionarão os mecanismos de apoio da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, antes de retornar ao Brasil, ainda no dia 13.

    Segundo Ceolin, os resultados da Aliança devem ser apresentados em novembro, durante a Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Social da ONU, quando a Aliança fará sua primeira reunião de alto nível.

    De acordo com o Itamaraty, a Aliança está prestes a contabilizar 200 membros, entre países e organismos como agências, programas, instituições universitárias e bancos de desenvolvimento – as principais fontes de financiamento de seus projetos e planos.

    Há, atualmente, 13 pedidos de novos integrantes no grupo. “Sete deles, do continente africano; dois da América Latina e Caribe; três do sudeste asiático; e um do Oriente Médio”, informou Ceolin.

    “Desses 13, pelo menos seis estão com seus planos [de ações] sendo finalizados por seus governos, já tendo, inclusive, recebido apoio de parceiros para a implementação de seus planos”, acrescentou referindo-se a Etiópia, Haiti, Quênia, Palestina, Ruanda e Zâmbia.

    Entre os planos desenvolvidos nesses países estão alguns voltados à alimentação escolar; transferência de renda; nutrição materna e infantil; e apoio à agricultura familiar. “Temos a expectativa de que três ou quatro países tenham seus planos aprovados”, disse Ceolin.

    COP30

    Ainda de acordo com Ceolin, o governo brasileiro tem a expectativa de aprovar, durante a COP30, em Belém, uma declaração sobre o combate à fome, combate à pobreza e sobre ações climáticas.

    O documento, uma iniciativa lançada pelo Brasil enquanto ocupa a presidência do G20 (grupo formado pelas 20 maiores economias do planeta), está sendo preparado sob a coordenação da missão brasileira que fica em Nova York .

    “O texto está praticamente finalizado. Ele será submetido a todos países”, antecipou Ceolin.

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  • Donald Trump diz que escolha de Bad Bunny para Super Bowl 2026 é loucura

    Donald Trump diz que escolha de Bad Bunny para Super Bowl 2026 é loucura

    Presidente americano disse achar loucura a escolha do músico porto-riquenho para o evento; “Nunca ouvi falar dele. Não sei quem ele é, não sei por que estão fazendo isso”, disse Trump

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Donald Trump se manifestou sobre a escolha de Bad Bunny como atração do show de intervalo do Super Bowl de 2026. Em entrevista ao apresentador conservador Greg Kelly, o presidente americano disse achar loucura a escolha do músico porto-riquenho para o evento.

    “Nunca ouvi falar dele. Não sei quem ele é, não sei por que estão fazendo isso. É loucura. E eles culpam algum promotor que eles têm. Eu acho ridículo”, afirmou Trump.

    A escolha de Bad Bunny já havia resultado em uma série de comentários negativos por parte de apoiadores do presidente, e Corey Lewandowski, ex-agente de campanha de Trump, disse que agentes de imigração estarão presentes no Super Bowl de 2026.

    O show entre os dois tempos do jogo, no dia 8 de fevereiro, é a única apresentação de Bad Bunny nos Estados Unidos marcada para 2026, já que sua aguardada turnê mundial “Debí Tirar Más Fotos” não tem outra data prevista no país.

    Bad Bunny disse à revista I-D no mês passado que seu medo de batidas de agentes do ICE, o órgão de imigração que tem deportado pessoas do país, é parte do motivo pelo qual ele não fez turnê pelos Estados Unidos continental. O cantor, contudo, se apresentou há pouco em Porto Rico, um território ultramarino do país.

    “Não há nenhum lugar onde se possa oferecer refúgio a pessoas que estão ilegalmente neste país. Nem no Super Bowl, nem em nenhum outro lugar. Nós os encontraremos, os prenderemos, os colocaremos em um centro de detenção e os deportaremos. Saibam que essa é uma situação muito real sob esta administração, ao contrário do que costumava ser”, afirmou Lewandowski no programa de entrevistas The Benny Show.

    Lewandowski faz parte do círculo próximo de Trump há muito tempo, tendo trabalhado como seu gerente de campanha em 2016. Ele retornou à campanha presidencial no ano passado e, desde a eleição de Trump, atua como funcionário especial do governo no departamento de imigração.

    “É uma vergonha que eles tenham decidido escolher alguém que parece odiar tanto os Estados Unidos para representá-los no show do intervalo”, disse Lewandowski. “Deveríamos tentar ser inclusivos, não exclusivos. Há muitas bandas e artistas excelentes que poderiam estar tocando naquele show, unindo as pessoas e não as separando.”

    “Houve muitos motivos pelos quais eu não apareci nos EUA [continental], e nenhum deles foi por ódio -já me apresentei lá muitas vezes”, disse Bad Bunny à revista I-D. “Todos [os espetáculos] foram um sucesso. Todos foram magníficos. Gostei de me conectar com latinos que moram nos EUA. Mas, especificamente, para uma série de shows aqui em Porto Rico, sendo um território não incorporado dos EUA. Pessoas dos EUA podiam vir aqui para ver o espetáculo.”

    Donald Trump diz que escolha de Bad Bunny para Super Bowl 2026 é loucura

  • CBF, que afirma ter 99,79% de precisão no apito, vive nova crise de arbitragem

    CBF, que afirma ter 99,79% de precisão no apito, vive nova crise de arbitragem

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) publicou no último dia 24 um relatório de arbitragem. A análise de todas as partidas do primeiro turno do Campeonato Brasileiro apontava um retumbante sucesso: precisão de 99,79%.

    Duas semanas depois, a confederação se vê diante de mais uma crise no apito. Os erros vistos no Nacional no fim de semana passado foram tão gritantes que ela contrariou a própria praxe e anunciou ainda no domingo (5), pouco após o término da 27ª rodada, o afastamento dos principais responsáveis pelo trabalho de campo e pelo VAR (sistema de árbitro de vídeo, na sigla em inglês) de duas partidas.

    A suspensão imediata por causa de falhas claras foi uma resposta ao clamor popular e à pressão de dirigentes dos clubes prejudicados -neste caso, Grêmio e São Paulo. Mas foi também uma demonstração de que a alardeada precisão de 99,79% está distante da percepção do público, com protestos recorrentes.

    A conta da Comissão de Arbitragem da CBF é baseada na avaliação de um grupo contratado por ela, intitulado CCEI (Comitê Consultivo de Especialistas Internacionais). Ele é composto por três ex-árbitros -o italiano Nicola Rizzoli, que apitou a final da Copa do Mundo de 2014, o argentino Néstor Pitana, que comandou a decisão do Mundial de 2018, e o brasileiro Sandro Meira Ricci- e apresenta relatórios tratados como “independentes”.

    Pitana, Nicola e Ricci, segundo a CBF, analisaram “65 lances polêmicos” no primeiro turno, com “53 acertos”, o que resulta em um aproveitamento de 81,54%, arredondado pela confederação para 82%. Significa dizer que, pelas contas da própria confederação, duas de cada dez decisões tomadas pela arbitragem e pelo VAR em jogadas polêmicas foram erradas.

    A entidade, então, parte para sua conta de 99,79%.

    “Considerando que cada partida demanda, em média, 30 grandes decisões por parte dos árbitros, em 19 rodadas com 10 partidas, o número de grandes decisões é de 5.700. Dentro deste total, os 12 erros identificados pelo CCEI correspondem a 0,21% de todos os lances importantes”, diz a CBF, no texto publicado em seu site que apresenta o relatório.

    O relatório, em si, traz a conclusão: “É possível afirmar que a arbitragem da CBF obteve um índice de acerto altíssimo”. E novamente aponta as “5.700 grandes decisões”, com “apenas 12 erros efetivos”.

    O documento apresenta grande precisão, com duas casas decimais, com base nos 190 jogos do primeiro turno. E ignora que até sua publicação, em 24 de setembro, oito duelos do turno inicial ainda não haviam sido disputados -vários foram adiados por causa da participação de times brasileiros na Copa do Mundo de Clubes.

    Questionada pela Folha, a CBF afirmou que “o relatório aborda o primeiro turno de uma competição que possui 380 partidas”. “Por uma questão de estimativa, citou-se o número referente à metade de jogos da competição, considerando dados obtidos nas partidas registradas e nos pareceres do CCEI emitidos até o momento”, respondeu.

    Sobre a premissa de que o árbitro toma 30 grandes decisões por jogo, a confederação disse: “A Fifa, em seus treinamentos, assim como a CBF, leva essa média em conta. É importante salientar que trata-se de um conceito subjetivo, algo comum no futebol. Uma grande decisão no Brasil pode não ser considerada como tal em outra liga, e vice-versa”.

    A arbitragem brasileira vive seu momento de maior crise desde a eleição de Samir Xaud como presidente da CBF, em maio. No domingo, de Seul, onde acompanha a seleção brasileira, ele teve de fazer uma ligação com o presidente do São Paulo, Julio Casares, para acalmá-lo. Na terça, o executivo do futebol do Grêmio, Luiz Vagner Vivian, esteve no Rio de Janeiro e foi recebido pelo diretor-executivo da confederação, Helder Melillo, para tratar do apito.

    Xaud deixou claro a interlocutores que está insatisfeito, apesar do recente relatório. Ele já teve choques com o chefe da Comissão de Arbitragem, o ex-árbitro Rodrigo Martins Cintra, que é contra o afastamento de juízes por causa de erros e foi novamente contra no domingo. O presidente bateu o pé e exigiu essa resolução.

    Rodrigo foi alçado à chefia da comissão pelo antecessor de Xaud, Ednaldo Rodrigues, que em fevereiro, em outro momento de crise, demitiu Wilson Luiz Seneme da função e promoveu uma reformulação. Uma das medidas foi a criação da CCEI, que tem visto muito mais acertos do que erros. E cuja avaliação permitiu à CBF publicar que houve acerto de 99,79% no primeiro turno.

    “O dado se baseia nos números coletados para a elaboração do relatório e referendados pelo CCEI, que apontam acerto de 99% de acerto sobre todas as decisões tomadas por árbitros até aquele momento da competição, o que inclui desde as decisões em lances capitais como as decisões em lances de menor impacto, como marcação de faltas, laterais, tiros de meta e afins”, afirmou a confederação, indagada pela reportagem.

    “A prova da boa condução por parte da arbitragem na competição é a participação dos clubes nas reuniões do Fórum Permanente todas as segundas-feiras, que registra alta adesão de participantes, que, em sua maioria, não trazem lances para discussão ou decisões polêmicos, além de trazer relatos e feedbacks positivos sobre as equipes de arbitragem de suas partidas. Os equívocos aconteceram e acontecem, mas trata-se de desvios-padrão e em número consideravelmente menor que antigamente”, acrescentou.

    Em sua resposta, a confederação disse ainda que tem investido em tecnologia e “trabalhado com o conceito de educação continuada”, com seminários e treinamentos. Afirmou também que os “árbitros brasileiros possuem excelente nível técnico e reconhecimento internacional” e apontou exagero nas críticas.

    “A Comissão de Arbitragem entende as críticas como legítimas e naturais, mas é preciso atentar ao fato de que a intolerância em relação aos equívocos esportivos cometidos por árbitros de futebol tem cada vez mais servido de pretexto para insinuações sérias e graves”, afirmou.

    “Esta conduta prejudica a performance do árbitro e coloca em risco a renovação do quadro de arbitragem, pois torna cada vez mais difícil encontrar jovens dispostos a iniciar uma carreira onde o excesso de exposição e falta de garantias sejam algo tão latente. […] A superexposição midiática, seja em redes sociais, sites ou veículos da imprensa tradicional, fazem muitos repensarem a continuidade da trajetória profissional”, concluiu a CBF.

    CBF, que afirma ter 99,79% de precisão no apito, vive nova crise de arbitragem

  • Justiça da Colômbia confirma 7 anos de reclusão para atirador que matou Miguel Uribe

    Justiça da Colômbia confirma 7 anos de reclusão para atirador que matou Miguel Uribe

    O Tribunal Superior de Bogotá confirmou, em segunda instância, a condenação de um adolescente dada por um juiz pelos crimes de tentativa de homicídio e porte ilegal de armas

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O adolescente que matou a tiros o senador da Colômbia Miguel Uribe foi condenado nesta quarta-feira (8) a sete anos de reclusão em um centro especializado para menores de 18 anos. O Tribunal Superior de Bogotá confirmou, em segunda instância, a condenação dada por um juiz pelos crimes de tentativa de homicídio e porte ilegal de armas.

    O adolescente atirou contra Uribe durante um ato de campanha no mês de junho, em Bogotá. O pré-candidato à Presidência foi levado ao hospital e morreu cerca de dois meses depois, em 11 de agosto.

    As investigações mostraram que o atirador foi contratado para executar o crime. Além do adolescente, outras cinco pessoas foram presas, incluindo José Arteaga Hernández, conhecido como El Costeño, apontado como suposto mentor logístico do ataque.
    Após atingir Uribe com dois tiros na cabeça e outro na perna, o adolescente fugiu, mas foi detido pelos seguranças do político e pela polícia. Já preso, colaborou com as autoridades para que a polícia conseguisse identificar outras pessoas envolvidas no crime.
    No fim de agosto, o adolescente foi condenado por um tribunal penal especial para menores, e a defesa recorreu. O caso foi revisado por uma câmara de três magistrados do Tribunal de Bogotá, que confirmou a sentença.
    O adolescente já havia admitido sua culpa pelos crimes de tentativa de homicídio e porte ilegal de armas durante a acusação do Ministério Público.
    Como o processo judicial avançou até a fase de acusação por esses crimes, ele foi julgado por tentativa de homicídio, e não por homicídio, já que a lei colombiana não permite alterar as acusações uma vez aceitas por um menor.
    Trata-se de um princípio conhecido como “congruência estrita”.
    A legislação colombiana estabelece penas mais brandas para infratores adolescentes. A pena máxima que ele poderia receber era de oito anos em um centro de atendimento especializado, independentemente da gravidade do crime cometido.
    O assassinato de Urbine trouxe à tona o fantasma dos violentos assassinatos de políticos e presidenciáveis que levaram pânico à população nas décadas de 1980 e 1990.
    Em agosto, Miguel Uribe Londoño, pai do senador morto, anunciou que assumirá o lugar do filho como pré-candidato do Centro Democrático às eleições presidenciais de 2026.
    O partido, que é a principal legenda de direita do país, fará um processo de seleção interna para definir o candidato final, que deverá ocorrer entre dezembro e março do próximo ano.
    Uribe Londoño é viúvo da jornalista Diana Turbay, mãe de Miguel, que foi mantida refém por um grupo ligado ao cartel de Medellín e morta na tentativa de resgate, em 1991 -a história é relatada no livro “Notícia de um Sequestro”, de Gabriel García Márquez (1927-2014).
    Na época, Miguel tinha cinco anos, e Uribe Londoño era um empresário do setor cafeeiro.

    Justiça da Colômbia confirma 7 anos de reclusão para atirador que matou Miguel Uribe

  • Câmara aprova retirada da MP do IOF da pauta; texto caduca

    Câmara aprova retirada da MP do IOF da pauta; texto caduca

    Derrota no Congresso inviabiliza medida considerada essencial pela equipe econômica e expõe resistência do Centrão às propostas do Planalto; Talíria Petrone (PSOL-RJ), também acusou os políticos de tentarem derrubar a medida provisória para antecipar o debate eleitoral para presidente

    A Câmara dos Deputados aprovou pedido de retirada da pauta de votação a Medida Provisória (MP) 1303/2025, que taxaria rendimentos de aplicações financeiras e apostas esportivas e compensaria a revogação de decreto que previa aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

    A MP precisava ser aprovada até esta quarta-feira (8) para não perder a eficácia. Com a retirada da pauta, o texto caducou. 

    Foram 251 votos favoráveis e 193 contrários ao pedido, apresentado pela oposição.

    Mais cedo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, cobrou que o Congresso Nacional cumprisse o acordo firmado com o governo federal para aprovação da MP. Haddad disse que o governo manteve diálogo com os parlamentares e que fez concessões. No entanto, os partidos do centrão vinham se posicionando contra a medida. 

    O relator da MP, Carlos Zarattini (PT-SP), argumentou ainda que atendeu a praticamente todos os pedidos dos parlamentares.

    “Trabalhamos nesses 120 dias para garantir a aprovação da MP. Avançamos em alguns pontos, atendemos muitas reivindicações, fizemos um texto que teria todas as condições de ser aprovado nessa Casa e de ser sancionado pelo presidente da República, um texto de consenso”, disse.

    MP do IOF 

    A versão original da MP propunha a taxação de bilionários, bancos e bets como forma de aumentar a arrecadação. A ideia era taxar a receita bruta das bets com alíquota entre 12% e 18%, além da taxação de aplicações financeiras, como as Letras de Crédito Agrário (LCA), de Crédito Imobiliário (LCI) e de Desenvolvimento (LCD), bem como juros sobre capital próprio. 

    A previsão inicial era arrecadar cerca de R$ 10,5 bilhões em 2025 e R$ 21 bilhões, em 2026. Com as negociações, a projeção caiu para R$ 17 bilhões.

    Os recursos irão para o Orçamento como forma de cumprimento da meta de superávit. A proposta de Orçamento de 2026 tem meta de superávit de R$ 34,3 bilhões. 

    O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias, afirmou que houve quebra do acordo com a retirada da MP da pauta de votação.

    “Consideramos o que está acontecendo aqui hoje um ato de sabotagem contra o Brasil. Da parte do relator, houve toda a paciência para discutir um acordo de mérito, mas o que ficou claro para a gente é que aqui ficou claro a vontade de impor uma derrota politica para o Brasil, não para o presidente Lula”, afirmou Lindbergh durante coletiva no final da tarde no Salão Verde da Câmara.

    Segundo o líder do PT, o movimento teria sido encabeçado pelos presidentes do PP, Ciro Nogueira, do União Brasil, Antonio Rueda, e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que querem antecipar o debate eleitoral do próximo ano.

    A líder da federação Rede-PSOL na Câmara, Talíria Petrone (PSOL-RJ), também acusou os políticos de tentarem derrubar a medida provisória para antecipar o debate eleitoral para presidente.

    “Ao pensarem que atacam o governo do presidente Lula, eles atacam o conjunto do povo brasileiro. A gente viu a população nas ruas exigindo um Congresso que se voltasse para o povo e vimos nas últimas semanas pautas contra o povo brasileiro, como a PEC [Proposta de Emenda à Constituição] da Blindagem”, ponderou.

    O oposicionista Mendonça Filho (União-PE) afirmou que a proposta tinha a definição de MP da mentira.

    “Na origem dela era para substituir o aumento de IOF, que foi derrubado nessa Casa no Congresso Nacional, e que o governo recorreu e por decisão monocrática de um ministro do Supremo Tribunal Federal foi restabelecido”, disse o deputado, ao afirmar que o imposto arrecada R$ 30 bilhões por ano. 

    Com a não aprovação da MP, o governo deve fazer um novo bloqueio nas despesas de 2025, incluindo emendas parlamentares. A perda na arrecadação estimada é de R$ 35 bilhões em 2026.

    Câmara aprova retirada da MP do IOF da pauta; texto caduca

  • Achavam que eu era careta, mas não saí da minha onda, diz Alceu Valença, com turnê

    Achavam que eu era careta, mas não saí da minha onda, diz Alceu Valença, com turnê

    Cantor Alceu Valença anuncia ’80 Girassóis’, com shows em capitais em 2026; artista pernambucano lembra como fez ‘pife elétrico’ com flauta e guitarra

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Alceu Valença nunca gostou muito de comemorar aniversário, mas sempre amou estar no palco. Sua próxima turnê, “80 Girassóis”, que celebra suas oito décadas de vida, de certa forma junta as duas coisas.

    “É mil vezes melhor fazer show que fazer aniversário”, ele afirma, no camarim do Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo, onde, nesta terça (7), fez um show curto para imprensa e convidados para anunciar a excursão. “A turnê é em homenagem ao aniversário, mas não vai ser no dia do aniversário.”

    Alceu vai passar por dez capitais do país entre março e junho do ano que vem, sendo que completa 80 anos apenas em 1º de julho. Os ingressos estão em pré-venda exclusiva para clientes Banco do Brasil, e as vendas gerais abrem na sexta (10).

    Os shows terão cerca de duas horas e vão abranger todas as facetas do cantor no que ele chama de “roteiro cinematográfico”, em que a ordem das músicas acompanha histórias de sua vida. As canções também serão divididas por blocos conceituais por gênero ou tema das composições, partindo dos anos 1970, do frevo ao baião, incluindo sucessos como “Tropicana” e “Girassol”.

    Mas não é porque não gosta de celebrar a própria idade que Alceu ignore a passagem do tempo. Diz que hoje se sente como se tivesse 18 anos, e também que foi um dos compositores que mais trataram do tempo em suas canções, citando versos como “teu nome é tempo vento vendaval”, de “Cavalo de Pau”, e declamando “Na Embolada do Tempo”.

    “Não sou maior nem melhor do que ninguém”, diz. “Agora, nunca vi ninguém falar tanto do tempo quanto eu. Se você olhar dentro das minhas letras, rapaz, é o tempo todo referência. Até o meu filme [‘A Luneta do Tempo’] também.”

    Alceu embola o tempo desde que cantou que estava “montado no futuro indicativo” em “Papagaio do Futuro”, canção que defendeu com Geraldo Azevedo e Jackson do Pandeiro no Festival Internacional da Canção de 1972. Foi a introdução do pernambucano de São Bento do Una ao universo da música, do qual não saiu mais.

    Ligado aos aboios, repentes e emboladas de sua terra, Alceu absorveu o frevo e o maracatu logo quando se mudou para Recife, na adolescência. De Luiz Gonzaga a Capiba, ele fez sua base musical, que afirma vir da África, dos povos originários e da Península Ibérica, sem influência da cultura anglo-saxã.

    “Fui um menino travesso, meio maluco, ouvi aboios e toadas cantados pelos vaqueiros. Ouvi sanfona de oito baixos, violeiros, cordelistas, coqueiros de embolada, e no alto-falante ouvia a voz de Luiz Gonzaga. Agora, depois, eu também soube o que é o martelo alagoano. Se quiser o martelo agalopado, eu tenho [na canção ‘Agalopado’, presente na nova turnê]”, ele diz.

    Também aprendeu a imitar grandes nomes do rádio, como Miltinho, Francisco Alves e Jackson do Pandeiro. Deste, Alceu canta “Chiclete com Banana” e faz uma reflexão logo depois do primeiro verso -“Só boto bebop no meu samba quando Tio Sam tocar um tamborim”.

    “Não sou obrigado a ser americanóide. Muitos se tornaram isso por causa do domínio da indústria do disco -que é anglófona.”

    Um bastião do que hoje é tratado como anticolonial, Alceu se lembra de, na década de 1970, ser visto como careta pela turma roqueira e psicodélica da cena “udigrudi” de Recife, que revelou nomes como Zé Ramalho, Lula Côrtes e a banda Ave Sangria. Esse pessoal acompanhou Alceu numa performance lisérgica e amalucada de “Vou Danado pra Catende”, na TV Globo, em 1975.

    “Eram eles, mas o arranjo era meu”, ele diz, afirmando que já fazia aquele tipo de som desde a música “Planetário”, lançada em 1972 no disco “Quadrifônico”, o primeiro dele, dividido com Geraldo Azevedo. “Lula Côrtes era um roqueiro, mas era do interior. Começou a ver e ouvir comigo outras coisas -banda de pífanos, violeiro. Ali ele descobriu o Nordeste -ele que era de lá.”

    Côrtes divide com Zé Ramalho o disco “Paêbirú”, o vinil mais raro -e caro- da música brasileira, de 1975. O álbum é uma viagem sonora que resulta de uma viagem da vida real, de Pernambuco até a Pedra do Ingá, monumento arqueológico na Paraíba que motiva diversas lendas. E teve participação de Alceu.

    “Lula chamou Zé Ramalho, que também era roqueiro, eles viajaram, e nesse momento veio na cabeça deles alguma coisa do inconsciente”, diz. “Eu fui [ao estúdio] um dia. Estava cansado e deitei no chão. De repente alguém pergunta se quero fazer uma participação. Aí gravei alguma coisa ali, tudo deitado.”

    Mesmo usando guitarras e com uma sonoridade um tanto psicodélica em seus três álbuns solo dos anos 1970 -“Molhado de Suor”, “Vivo!” e “Espelho Cristalino”-, Alceu confessa que não era bem visto por essa turma. “Eu era criticado nessa época, e pelas pessoas ligadas ao rock, ao psicodélico. Elas eram muito boas, mas não gostavam de mim. Achavam que eu era careta. Mas eu não saí da minha onda. O ‘Molhado de Suor’ é um disco brazuca total.”

    Naquela década, Alceu desenvolveu uma música que Luiz Gonzaga chamou de “pife elétrico”, um jeito vigoroso e eletrificado de tocar as melodias e harmonias dos estilos tradicionais nordestinos em que as guitarras faziam as vezes de flauta.

    A liga entre esses dois universos foi Paulo Rafael, guitarrista roqueiro que saiu do Ave Sangria para se tornar o principal parceiro, fiel escudeiro e um dos arquitetos da sonoridade de Alceu -até a sua morte, em 2021. Segundo o cantor, ele desenvolveu um estilo próprio depois de ouvir um conselho seu.

    “Ele é de Caruaru, mas tinha uma formação com a coisa anglófona, com Yes, Rolling Stones. A geração dele tinha raiva de MPB”, diz. “Lá no começo, falei a ele: ‘Paulinho, diga “no” ao Yes. Seja menos Londres e mais Caruaru. Em vez do blues, vá procurar o baião.”

    Hoje reverenciados, os discos de Alceu nos anos 1970 não venderam muito, e ele se sentia cansado do Brasil sob a ditadura militar, que prendeu e torturou amigos próximos -caso de Geraldo Azevedo. Ele estava fazendo um show no teatro Tereza Rachel, no Rio, quando soube que o amigo tinha sido preso.

    “E ele já tinha sido preso anteriormente, tá? Já tinha me contado da tortura que fizeram com ele”, diz Alceu. “Fiquei tão constrangido com aquilo que queria suspender o show naquele dia. Não aguentei. Estava agoniado. Daí em diante, digo ‘vou embora’.”

    Fã de cinema e dos filmes da nouvelle vague, Alceu se autoexilou em Paris com Paulo Rafael. E foi lá que redescobriu a voz de Luiz Gonzaga. Até essa viagem, o pernambucano não tinha costume de tocar violão, após ouvir de músicos próximos que era melhor deixar o instrumento de lado. “Eu não tinha notado, mas o álbum ‘Coração Bobo’ começou a ser feito lá.”

    O disco “Saudade de Pernambuco”, lançado em 2016, depois de as fitas ficarem perdidas por décadas, é o elo que une os anos 1970 e os 1980 de Alceu. Feito em Paris em 1979, o álbum marca a aproximação do músico com o violão e com a música de sua terra. Abriu caminho para “Coração Bobo”, LP de 1980 que começou a alavancar o nome do artista à ampla popularidade.

    Dali em diante, Alceu teve grandes sucessos. Vieram “Cinco Sentidos”, de 1981, com o sucesso “Cabelo no Pente”, e “Cavalo de Pau”, do ano seguinte, com “Tropicana” e “Pelas Ruas Que Andei”, além da música-título. Este último álbum ultrapassou a marca do milhão de cópias vendidas e com outros hits daquela década -como “Anunciação”, “Solidão”, “Estação da Luz”- firmaram o nome do cantor no panteão da música nacional.

    Todas essas histórias perpassam o repertório da próxima turnê, um espelho de como Alceu se tornou único em sua busca incessante pelas sonoridades que vêm do inconsciente -e principalmente ao investigar sua raiz. Sua visão da arte contrária ao domínio de Estados Unidos e Inglaterra também se estende à política.

    “O bloco Brics é muito bom, porque quando há um tarifaço qualquer, uma coisa assim de quem tem hegemonia, você tem para onde desviar os negócios. Acho que dentro da geopolítica, os países devem ter parceiros muitos, diversificar parceiros -independente de qual o credo ou a política dele. E eu acho que é necessário que se tenha respeito à autodeterminação dos povos. Mas não sou do Itamaraty, é só a geopolítica.”

    Alceu estava viajando e não pôde ir aos atos puxados por seus contemporâneos -entre eles Caetano Veloso, Chico Buarque e Gilberto Gil- contra a PEC da Blindagem e a anistia aos condenados por tentativa de golpe de Estado. Mas publicou um vídeo em que defende as pautas que levaram as pessoas às ruas.

    “Isso interessava todo mundo. Aquilo era uma onda muito grande do Congresso, um absurdo”, diz. “E se as investigações mostram que aquelas pessoas realmente fizeram aquilo [tentativa de golpe de Estado], eles têm de ser punidos. Pronto, só isso. O militar ou não militar, qualquer pessoa que tiver ido contra a lei. A lei tá aí, não é?”

    Veja as datas da turnê “80 Girassóis” abaixo

    – Rio de Janeiro – Farmasi Arena – 14 de março de 2026
    – Porto Alegre – Local a confirmar – 21 de março de 2026
    – São Paulo – Parque Villa Lobos – 28 de março de 2026
    – Salvador – Concha Acústica – 10 de abril de 2026
    – Curitiba – Igloo – 25 de abril de 2026
    – Brasília – CCBB – 09 de maio de 2026
    – Recife – Classic Hall – 15 maio de 2026
    – Fortaleza – CFO – 23 de maio de 2026
    – Belém – Náutico Marine – 30 de maio de 2026
    – Belo Horizonte – Mineirão 13 de junho de 2026

    Achavam que eu era careta, mas não saí da minha onda, diz Alceu Valença, com turnê

  • Foto icônica de Gabriel Medina entra para acervo do Museu Olímpico

    Foto icônica de Gabriel Medina entra para acervo do Museu Olímpico

    (UOL/FOLHAPRESS) – Uma imagem que já circulou mundo afora, com milhões e milhões de visualizações, agora faz parte da história oficial dos Jogos Olímpicos.

    O fotógrafo francês Jérôme Brouillet doou ao Museu Olímpico, em Lausanne, uma cópia da foto viral de Gabriel Medina capturada durante os Jogos Olímpicos de Paris 2024 -registrando o tricampeão mundial no ar após uma onda em Teahupoo, no Taiti.

    Para Brouillet, a doação é mais que simbólica.

    O Museu, por sua vez, anunciou que acolheu Brouillet numa cerimônia especial, que incluiu uma conversa sobre sua trajetória e o poder de uma imagem que tornou-se um ícone olímpico.

    BASTIDORES DO CLIQUE

    A imagem eterniza o momento em que Medina executa uma saída aérea de uma onda, gesto que virou uma das imagens das Olimpíadas de 2024.

    Brouillet chegou a publicar detalhes de como o clique aconteceu:

    Naquela manhã, ele pegou a maior onda da competição? tirei oito fotos em sequência, dez quadros por segundo. Essa foi a quarta da série Jérôme Brouillet

    Embora tivesse opção de vender versões limitadas da imagem, ele optou por manter uma edição aberta, democratizando o acesso.

    Segundo ele, muitos fatores teriam que se alinhar -posição do barco, luz, vento, timing- para que aquele instante fosse capturado.

    A seleção do Omã anunciou a contratação do português Carlos Queiroz (foto), técnico do Real Madrid em 2003-04 e que levou o Irã às Copas do Mundo de 2014, 2018 e 2022

    Folhapress | 18:12 – 08/10/2025

    Foto icônica de Gabriel Medina entra para acervo do Museu Olímpico