Autor: REDAÇÃO

  • Senado aprova acordo UE-Mercosul e texto segue para Lula assinar

    Senado aprova acordo UE-Mercosul e texto segue para Lula assinar

    A votação foi simbólica, quando não há contagem de votos.

    FERNANDA BRIGATTI E MARCOS HERMANSON
    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O Senado aprovou nesta quarta-feira (4) o acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul, abrindo caminho para a vigência temporária do tratado negociado desde 1999 entre as duas regiões que juntas têm um PIB (Produto Interno Bruto) de US$ 22 trilhões.

    A votação foi simbólica, quando não há contagem de votos.
    O acordo segue agora para sanção do presidente Lula (PT), que depois notificará a União Europeia. A senadora Tereza Cristina (PP-MS), relatora do acordo no Senado, disse que o tratado é singular por seu alcance, ao instituir uma das maiores zona de livre comércio do mundo, mas por iniciar a “transição para uma nova dinâmica internacional.

    A senadora não citou nominalmente os Estados Unidos em seu voto, mas afirmou que nacionalismo e protecionismo passam por recrudescimento, assim como o uso de poder econômico e comercial como instrumento de pressão política.

    “Ao se fecharem para, supostamente, colocarem-se ‘em primeiro lugar’, os países renunciam à construção de um sistema em que todos possam prosperar”, afirmou Tereza Cristina, que foi ministra da Agricultura no governo Jair Bolsonaro (PL).

    A vigência temporária do acordo -que não tem prazo para acabar e não guarda diferenças significativas com relação à vigência definitiva- agora está nas mãos da Comissão Europeia, que tem os instrumentos para apertar o botão “start”.

    O governo espera que, com a votação e a assinatura pelo presidente ainda em março, o acordo entre em vigor a partir de maio, como determinam as regras do tratado.

    Para finalizar as votações no Congresso Nacional, o governo Lula negociou com a bancada ruralista um pacote de salvaguardas para atender ao agronegócio e à indústria, que temiam perder competitividade com a abertura comercial.

    O pacote inclui um decreto que disciplinará investigações comerciais por possíveis violações do acordo e de proteções aos produtores brasileiros. O texto foi assinado pelo presidente Lula nesta quarta e foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União.

    Essas salvaguardas permitirão a suspensão temporária da redução de tarifas em caso de surto de importações, e respondem a uma demanda feita principalmente pelo agronegócio. Também são uma resposta às medidas protetivas implementadas na UE após protestos de agricultores em países como França, Polônia e Bélgica.
    Além das salvaguardas, o acordo prevê algumas proteções específicas, como as cotas de importação para o leite e os prazos de 8 a 12 anos para retirada gradual da tarifa de importação do vinho -dois dos setores que apresentaram preocupações com relação ao tratado.

    O acordo já foi confirmado nos parlamentos de Argentina e Uruguai. Na União Europeia, onde os termos jurídicos do tratado são alvo de uma revisão determinada pelo Parlamento Europeu, o livre comércio entrará em vigor de maneira provisória, segundo Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia.
    Cerca de metade da cesta de produtos importada atualmente pelo Brasil da União Europeia terá 10 ou mais anos de desgravação -como é chamada a retirada gradual das tarifas. Outros 14% terão tarifa zero imediatamente, mas destes, quase todos já entravam no país sem pagar impostos.

    Quando o acordo estiver valendo em sua totalidade, 91% das mercadorias comercializadas entre os dois blocos ficarão livres de tarifa de importação.

    O acordo prevê, por exemplo, tarifa zero para produtos industriais, como máquinas, automóveis, produtos químicos, aeronaves e equipamentos de transporte. Em alguns casos, a alíquota zerada pode prejudicar fabricantes brasileiros, que passarão a competir diretamente com os europeus.

    As negociações para um acordo de livre-comércio entre os dois blocos começaram em 1999. A assinatura do acordo só aconteceu em janeiro deste ano, no Paraguai.

    Mesmo com resistências de parte da bancada ruralista, o governo via, às vésperas da aprovação pelo Senado, uma convergência positiva dos parlamentares brasileiros e um esforço geral dos países do Mercosul pela aprovação rápida do acordo.

    Em 2025, a corrente comercial bilateral entre Brasil e União Europeia foi de US$ 100 bilhões (R$ 550 bilhões). Combustíveis, café e minérios estão entre os produtos mais exportados pelo país, que em troca importa principalmente máquinas, produtos farmacêuticos e veículos rodoviários.

    O Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) calcula que o acordo terá efeito positivo de 0,34% sobre o produto interno bruto e de 0,76% nos investimentos até 2044.

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  • Defesa de Lulinha pede que Dino barre quebra de sigilo em CPI também

    Defesa de Lulinha pede que Dino barre quebra de sigilo em CPI também

    O pedido argumenta que os requerimentos na CPI do INSS foram todos aprovados em conjunto, o que seria ilegal. Ainda, cita o que o próprio relator afirmou na decisão pela manhã de que as quebras de sigilos foram definidas no atacado na comissão parlamentar.

    ANA POMPEU
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A defesa de Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, apresentou nesta quarta-feira (4) um pedido de extensão da decisão de Flávio Dino de suspender a quebra dos sigilos bancário e fiscal da empresária Roberta Moreira Luchsinger.

    O pedido argumenta que os requerimentos na CPI do INSS foram todos aprovados em conjunto, o que seria ilegal. Ainda, cita o que o próprio relator afirmou na decisão pela manhã de que as quebras de sigilos foram definidas no atacado na comissão parlamentar.

    “Os fundamentos da concessão são todos aplicáveis à Fábio Luís, que também teve seu sigilo quebrado pela votação ‘em globo’, sem fundamentação concreta, específica e individualizada, o que é exigido em qualquer medida investigativa invasiva”, diz Guilherme Suguimori, advogado de Lulinha.

    Mais cedo, Dino suspendeu a medida que tinha sido aprovada pela CPI mista do INSS.

    A decisão liminar afirma que a comissão aprovou 87 requerimentos de uma só vez, em votação “em globo”, sem apresentar fundamentação individualizada para cada medida -entre elas quebras de sigilo, convocações e pedidos ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). Segundo o ministro, “não é cabível o afastamento de direitos constitucionais no atacado”.

    Inicialmente, a avaliação entre advogados era a de que a decisão do ministro, por entender que havia ilegalidade na quebra de sigilo de uma envolvida pelo modo como a sessão da CPI ocorreu, todos os requerimentos deveriam ter sido suspensos ao mesmo tempo.

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  • Harry Styles fala pela primeira vez sobre a morte de Liam Payne

    Harry Styles fala pela primeira vez sobre a morte de Liam Payne

    Harry admitiu que tocar no assunto ainda é algo delicado. Segundo ele, além da tristeza natural pela partida de um amigo, existe o peso de lidar com a expectativa das pessoas sobre como alguém “deveria” reagir publicamente. O artista relatou que se sentiu confuso ao perceber que muitos aguardavam algum tipo de posicionamento ou manifestação mais detalhada sobre seus sentimentos.

    ANA CLARA COTTECCO E ADRIELLY SOUZA
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Durante a divulgação de seu novo trabalho, Harry Styles comentou, pela primeira vez em entrevista, a morte de Liam Payne. Em conversa com Zane Lowe para a Apple Music, o cantor falou sobre a dor da perda e a dificuldade de atravessar o luto enquanto está constantemente exposto ao público.

    Harry admitiu que tocar no assunto ainda é algo delicado. Segundo ele, além da tristeza natural pela partida de um amigo, existe o peso de lidar com a expectativa das pessoas sobre como alguém “deveria” reagir publicamente. O artista relatou que se sentiu confuso ao perceber que muitos aguardavam algum tipo de posicionamento ou manifestação mais detalhada sobre seus sentimentos.

    “Para ser totalmente sincero, até mesmo a ideia de falar sobre isso me deixa um pouco confuso”, afirmou. “Meu amigo morreu e, de repente, você percebe que talvez exista um desejo das pessoas de que você compartilhe isso ou expresse isso de alguma forma.”

    O cantor também refletiu sobre como a perda se torna ainda mais difícil quando acontece diante de uma audiência global. “É muito difícil perder um amigo. É difícil perder qualquer amigo, mas é ainda mais difícil perder um amigo que é tão parecido com você em tantos aspectos”, disse.

    Liam Payne morreu em outubro de 2024, aos 31, após cair da sacada de um hotel em Buenos Aires, na Argentina. A morte do ex-integrante do One Direction abalou fãs ao redor do mundo e também seus antigos companheiros de banda. Na época, Styles se manifestou de forma breve nas redes sociais.

    Na entrevista divulgada no YouTube da Apple Music, o cantor também disse que a perda o levou a refletir sobre a própria trajetória. Segundo Harry, lembrar da forma intensa como Liam vivia trouxe questionamentos sobre os rumos de sua própria vida.
    “Foi como se eu tivesse visto alguém com um coração enorme, que só queria ser incrível”, afirmou. “A melhor maneira de honrar os amigos que falecem é vivendo a vida ao máximo.”

    Durante a conversa, Styles ainda comentou sobre o futuro e disse que tem pensado mais nos próximos passos da vida pessoal. Em meio a rumores de um relacionamento com a atriz Zoë Kravitz, o cantor afirmou que deseja construir uma família. “Quero me sentir realizado. Quero ter grandes amizades. Quero uma família.”

    Harry Styles fala pela primeira vez sobre a morte de Liam Payne

  • 'Sicário' de Vorcaro morre e PF diz que ele se suicidou na prisão

    'Sicário' de Vorcaro morre e PF diz que ele se suicidou na prisão

    Ele foi socorrido e levado ao Hospital João XXIII, mas, segundo a PF, teria cometido suicídio na prisão, com morte encefálica confirmada na unidade de saúde.

    Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, morreu nesta quarta-feira (4), após ser encontrado desacordado na cela onde estava detido na Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais. Ele foi socorrido e levado ao Hospital João XXIII, mas, segundo a PF, teria cometido suicídio na prisão, com morte encefálica confirmada na unidade de saúde. A corporação informou que agentes iniciaram manobras de reanimação e acionaram o Samu antes do encaminhamento ao hospital.

    Mourão havia sido preso na Operação Compliance Zero, que apura um esquema bilionário de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master. Na mesma ação foi detido o banqueiro Daniel Vorcaro, apontado como líder de uma organização criminosa estruturada em diferentes núcleos. A PF abrirá investigação interna para esclarecer as circunstâncias da morte, e imagens que registram a dinâmica do ocorrido serão enviadas ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal.

    As apurações indicam que Mourão exercia papel central no grupo, executando ordens que incluíam monitoramento de alvos, obtenção ilegal de dados sigilosos e práticas de intimidação física e moral. Conversas obtidas pela investigação mostram Vorcaro determinando que ele levantasse informações sobre funcionários e terceiros, além de sugerir ações intimidatórias. Em um dos trechos, é mencionada a estratégia de pressionar um chefe de cozinha para intimidar outro funcionário.

    Há também diálogos em que Vorcaro relata estar sendo ameaçado por uma empregada e solicita a Mourão que obtenha endereço e dados pessoais dela. Outro ponto da investigação envolve o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Após reportagens consideradas negativas, surgem mensagens sobre monitoramento e até planejamento de agressão física contra o profissional. Em nota, O Globo repudiou as iniciativas criminosas planejadas contra o colunista.

    O relatório aponta indícios de que Mourão receberia cerca de R$ 1 milhão por mês pelos serviços ilícitos. A defesa de Vorcaro negou as acusações, afirmou que ele sempre colaborou com as autoridades e sustentou que nunca tentou interferir nas investigações.

    'Sicário' de Vorcaro morre e PF diz que ele se suicidou na prisão

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  • Infância roubada: Casamento infantil é uma realidade dura e cruel

    Infância roubada: Casamento infantil é uma realidade dura e cruel

    Uma menina casa a cada 30 segundos

    O casamento infantil continua a ser uma crise global, privando milhões de meninas de educação, saúde e oportunidades futuras. Em 2024, a Colômbia alcançou um marco significativo ao proibir o casamento infantil após uma campanha de 17 anos, encerrando uma lacuna legal de 137 anos. O país é hoje um dos 12 na América Latina e no Caribe a proibir completamente a prática para menores. Entretanto, o ‘Relatório Global sobre a Infância das Crianças 2024: Futuros Frágeis’ da Save the Children destaca uma ligação devastadora entre o casamento infantil e os Estados frágeis, onde 32 milhões de meninas vivem em “pontos críticos de casamento infantil fragilizado”. Apesar do progresso em algumas áreas, as taxas permanecem alarmantemente elevadas, perpetuando a pobreza, a desigualdade e os danos que duram a vida toda.

    Clique para saber mais sobre a triste realidade do casamento infantil em todo o mundo.

    Infância roubada: Casamento infantil é uma realidade dura e cruel

  • Irã desafia Trump e diz que controla o estreito de Hormuz

    Irã desafia Trump e diz que controla o estreito de Hormuz

    “Atualmente, o estreito de Hormuz está sob controle total da Marinha da República Islâmica”, disse nesta quarta-feira (4), segundo a agência Fars, Mohamad Akbarzadeh, das forças navais da Guarda. Horas depois, dois mísseis atingiram um cargueiro com bandeira de Malta próximo ao Omã, que resgatou a tripulação.

    IGOR GIELOW
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Horas depois de o presidente Donald Trump dizer que poderia enviar a Marinha para escoltar petroleiros pelo estreito de Hormuz, a Guarda Revolucionária do Irã dobrou a aposta com o americano e disse que o país controla o ponto de passagem de 20% do petróleo e gás do mundo.

    “Atualmente, o estreito de Hormuz está sob controle total da Marinha da República Islâmica”, disse nesta quarta-feira (4), segundo a agência Fars, Mohamad Akbarzadeh, das forças navais da Guarda. Horas depois, dois mísseis atingiram um cargueiro com bandeira de Malta próximo ao Omã, que resgatou a tripulação.

    Após a fala de Trump, durante entrevista, o chefe do Comando Central das Forças Armadas dos EUA, Brad Cooper, questionou o Irã. “Hoje, não há um único navio iraniano navegando no golfo Pérsico, no estreito de Hormuz ou no golfo de Omã”, afirmou em vídeo publicado no X.

    Dando mais materialidade à fala, o secretário Pete Hegseth (Defesa) anunciou que um submarino americano afundou um navio de guerra iraniano a mais de 3.500 km do estreito de Hormuz, na costa de Sri Lanka.

    Segundo o governo local, ao menos 87 pessoas morreram e outras 60 estão desaparecidas, enquanto 32 foram resgatadas do naufrágio da fragata Dena. Este é o incidente relacionado à guerra mais distante geograficamente do teatro de operações do conflito iniciado no sábado (28) por EUA e Israel contra a teocracia.

    Com a provocação desta manhã, o Irã parece confiante em testar a disposição americana de se expor no estreito, que tem meros 33 km de largura no ponto em que a teocracia fica mais próxima de Omã. Nos últimos anos, os iranianos militarizaram fortemente a região, com 16 bases navais e aéreas, navios, minas e drones.

    Ocorre que pode ser só um blefe. Imagens mostram que vários navios iranianos foram atingidos na campanha iniciada pelos EUA e por Israel no sábado (28), inclusive a nau capitânia do país, o Shahid Bagheri -um navio de transporte adaptado para lançar drones e carregar helicópteros que entrou em operação no ano passado.

    É bastante provável que os EUA tenham de fato afundado mais de 20 navios, mas isso não esgota a capacidade de interdição iraniana na região: há bases fixas de lançamento de mísseis antinavio com alcance de 300 km na região que podem ter sido destruídas, mas o país se mostrou eficaz em esconder lançadores móveis. E há o risco de minas e drones.

    Os países da região e as empresas de transporte não querem pagar para ver por enquanto. Maior produtor de gás natural liquefeito do mundo, o Qatar paralisou sua indústria, o mesmo que o Iraque deve fazer com a de petróleo.

    No site de monitoramento marítimo Marine Traffic, não há trânsito comercial na faixa de transporte do estreito, que fica no seu centro e tem 3 km de largura na ida e na volta. Segundo a consultoria especializada Kpler, o tráfego de petroleiros caiu 90%.

    Centenas de navios lançaram âncora nos golfos Pérsico e de Omã, que são ligados pelo canal. Já belonaves só aparecem se ligarem seus rastreadores, o que não acontece na guerra.

    A estratégia iraniana de apostar na dúvida é fazer os americanos exporem seus navios de guerra na região. Nos quase dois anos de campanha no mar Vermelho contra os rebeldes houthis pró-Irã no Iêmen, que buscava justamente garantir escolta a navios mercantes, os EUA e aliados não conseguiram suprimir todas as capacidades rivais.

    Isso foi a alto custo, com cerca de US$ 1 bilhão em munição contra drones e mísseis gastos no primeiro ano do conflito, segundo o único balanço disponível. Nenhum navio de guerra foi afundado, mas foram perdidos petroleiros e até um caça F/A-18 acabou abatido por fogo amigo.

    Teerã também sabe que cada dia de impasse em Hormuz joga a seu favor, empurrando os preços do barril de petróleo para cima e ameaçando uma repercussão inflacionária pelo mundo que pressionará Trump politicamente.

    Na terça (3), ele deu de ombros e afirmou que a agitação no mercado é temporária e natural. Em seu favor, há a abundância do petróleo no mundo. Nesta manhã de quarta, o preço referencial do barril chegou a US$ 84, o maior desde julho de 2024, mas longe do patamar de US$ 130 de conflitos anteriores.

    É um teste para ver quem pisca primeiro, mas os americanos sabem que podem não ter anulado completamente as capacidades iranianas no estreito, restando ver se Trump terá de mostrar suas cartas.

    Antes da guerra, segundo o Balanço Militar 2026 do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (Londres), o Irã tinha uma Marinha com 70 embarcações costeiras, 9 delas corvetas, e 18 submarinos diesel-elétricos, entre outros ativos. Já a Guarda Revolucionária operava 133 navios de costa de pequeno porte.

    Irã desafia Trump e diz que controla o estreito de Hormuz

  • Eles bem que tentaram: Irmãos de famosos que a fama esqueceu

    Eles bem que tentaram: Irmãos de famosos que a fama esqueceu

    Famosos que foram ofuscados pelos próprios irmãos

    Em Hollywood, é comum que a fama fique dentro das famílias. Irmãos, irmãs e até famílias inteiras costumam dividir os holofotes. No entanto, há casos em que alguém é deixado para trás.

    Dê uma olhada em alguns dos irmãos de celebridades que foram inesperadamente esquecidos pela fama. 

    Eles bem que tentaram: Irmãos de famosos que a fama esqueceu

  • Whindersson Nunes e Tirullipa são os primeiros convidados do novo game show da Record

    Whindersson Nunes e Tirullipa são os primeiros convidados do novo game show da Record

    O primeiro episódio já começa com nomes conhecidos da internet. Whindersson Nunes e Tirullipa assumem o posto de capitães e comandam times formados por três amigos cada. A dinâmica mistura perguntas e estratégia: os participantes precisam cortar apenas os fios que representam respostas erradas. Se atingirem o fio correto, a bomba explode e o valor acumulado pode ir embora.

    ADRIELLY SOUZA
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A tarde de domingo da Record ganha um novo competidor na disputa por audiência. Estreia neste dia 8 o game show “Boom!”, apresentado por Tom Cavalcante, que coloca celebridades e anônimos diante de bombas cenográficas que podem “explodir” prêmios em dinheiro.

    O primeiro episódio já começa com nomes conhecidos da internet. Whindersson Nunes e Tirullipa assumem o posto de capitães e comandam times formados por três amigos cada. A dinâmica mistura perguntas e estratégia: os participantes precisam cortar apenas os fios que representam respostas erradas. Se atingirem o fio correto, a bomba explode e o valor acumulado pode ir embora.

    O formato, que já foi exibido em outros países, é estruturado em quatro etapas. Na primeira fase, chamada de Bombas Pretas, as equipes jogam separadamente e acumulam valores progressivos. Em seguida, nas Bombas Prateadas, o confronto passa a ser direto, com revezamento entre os times na mesma bomba.

    A terceira etapa, a Bomba-Relógio, funciona como uma corrida contra o tempo. Em 90 segundos, os grupos precisam responder a uma sequência de perguntas objetivas, somando ou perdendo dinheiro a cada resposta. Só a equipe com maior valor segue adiante.

    Na fase final, a chamada Bomba Dourada, o time classificado joga em conjunto para tentar garantir até R$ 50 mil adicionais. Se conseguirem desativar a bomba dentro do tempo estipulado, o valor se soma ao total acumulado. Caso contrário, permanecem apenas com o que conquistaram até ali. Ao todo, o prêmio máximo por programa pode chegar a R$ 100 mil.

    Além de “Boom!”, Tom Cavalcante segue no comando do “Acerte ou Caia!”, mantendo jornada dupla nas tardes da emissora. A nova aposta é produzida pela Boxfish, com direção de David Feldon e direção artística de Cesar Barreto.

    Whindersson Nunes e Tirullipa são os primeiros convidados do novo game show da Record

  • Submarino dos EUA afunda navio do Irã e mata ao menos 87

    Submarino dos EUA afunda navio do Irã e mata ao menos 87

    Ao menos 87 corpos já foram recuperados nesta quarta-feira (4) pelo governo do país asiático, enquanto 32 marinheiros do navio IRIS Dena foram resgatados e cerca de 60 ainda estão desaparecidos.

    IGOR GIELOW
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Um submarino dos Estados Unidos afundou uma fragata iraniana na costa do Sri Lanka, a cerca de 3.500 km de distância do teatro de operações principal da guerra iniciada por Washington e Tel Aviv contra a teocracia no sábado (28).

    Ao menos 87 corpos já foram recuperados nesta quarta-feira (4) pelo governo do país asiático, enquanto 32 marinheiros do navio IRIS Dena foram resgatados e cerca de 60 ainda estão desaparecidos.

    Além de demonstrar o espraiamento do conflito no Oriente Médio e a disposição de Teerã de tentar proteger seus ativos navais mais preciosos, o episódio é simbólico.
    Foi o primeiro ataque do tipo desde a Guerra das Malvinas, em 1982.

    É também um feito inédito para a Marinha americana desde os estertores da Segunda Guerra Mundial, em agosto de 1945, contra o Japão.

    No episódio mais recente registrado, em 2 de maio de 1982, o submarino nuclear britânico HMS Conqueror perseguiu e afundou o cruzador leve argentino ARA General Belgrano, matando 323 de seus 1.138 tripulantes.

    A perda foi equivalente a metade de todos os soldados de Buenos Aires mortos na operação expedicionária de Londres para recuperar o controle das ilhas Falkland, invadidas pelos argentinos, que as chamam de Malvinas.

    Também foi a primeira vez que um submarino americano afundou um navio desde o fim da Segunda Guerra Mundial, contra o Japão no Pacífico.

    Segundo o Pentágono, foi empregado na ação um submarino de ataque não denominado. A Marinha dos EUA opera três classes desta embarcação, e a mais numerosa é a Los Angeles, com 40 unidades. Foi usado apenas um torpedo pesado Mk48, que custa cerca de R$ 25 milhões a peça e carrega uma ogiva explosiva de 293 kg.

    A Dena era um dos mais modernos navios de guerra do Irã, tendo entrado em operação em 2021. Ela é uma versão modernizada de uma classe anterior de fragatas.

    O navio deslocava 1.500 toneladas e, apesar de ser chamada de fragata pelo Irã, cai na qualificação de corveta, mais leve. Segundo o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, o país operava quatro modelos modernizados do navio.

    Os EUA têm intensificado a propaganda de suas ações navais, reagindo às declarações do Irã de que controla o vital Hormuz, por onde passam 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo. Na prática, o estreito está inoperante, mas os EUA dizem estar dizimando a Marinha rival -ao menos 20 navios já foram afundados.

    Submarino dos EUA afunda navio do Irã e mata ao menos 87

  • Impacto da guerra no preço do combustível ao consumidor pode demorar

    Impacto da guerra no preço do combustível ao consumidor pode demorar

    O petróleo teve forte alta nos últimos dias, desde o início dos ataques de Israel e dos Estados Unidos ao Irã, no último sábado (28), e das retaliações do país persa contra Tel Aviv e bases americanas em diversos países produtores de petróleo na região.

    O impacto da guerra no Oriente Médio nos preços pagos pelo consumidor brasileiro por combustíveis derivados do petróleo, como a gasolina e o diesel, pode demorar a chegar. A avaliação é do presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), Roberto Ardenghy.

    O petróleo teve forte alta nos últimos dias, desde o início dos ataques de Israel e dos Estados Unidos ao Irã, no último sábado (28), e das retaliações do país persa contra Tel Aviv e bases americanas em diversos países produtores de petróleo na região.

    O porta-voz do instituto que representa a indústria petrolífera no Brasil explicou que toda refinaria mantém um estoque de petróleo, e que esse é um dos motivos para que a mudança não aconteça da noite para o dia.

     

    Entretanto, se o petróleo permanecer em um patamar alto, pouco a pouco, as refinarias vão começar a comprar o produto mais caro. 

    “Na medida em que esse petróleo mais caro chegar às refinarias, elas também, com um certo tempo, tenderão a transferir esse preço para os seus contratos novos, porque nos contratos já firmados, elas garantem o preço anterior”.

    “É um processo longo, que pode durar até seis meses para acontecer. Não haverá nenhuma mudança de patamar de preço a curto prazo, inclusive, para o consumidor brasileiro”, afirmou Roberto Ardenghy à Agência Brasil.

    O presidente apontou que a incerteza que paira no mercado global sobre o futuro do conflito é um dos motivos que pode retardar o impacto nos preços pagos pelos consumidores.

    “Altos patamares do preço do petróleo dependem da continuidade ou não do conflito armado, do bloqueio do Estreito de Ormuz, da disseminação do conflito para outros países do Oriente Médio. Então, ainda não se tem segurança de que isso vai acontecer”, explicou.

    Ardenghy acrescentou que o mercado do petróleo opera com projeções de longo prazo em contratos, que têm que ser honrados. É preciso considerar também, afirma ele, que alguns países têm estoques estratégicos importantes, que certamente serão usados nesta situação de crise.

    Estreito de Ormuz

    Sobre o bloqueio do Estreito de Ormuz, passagem da maior parte do petróleo exportado por países do Oriente Médio, Roberto Ardenghy pondera que o fechamento não interrompe todo o fluxo do óleo extraído na região, porque há rotas alternativas.

    Porta de saída do Golfo Pérsico, o estreito fica na costa do Irã, que determinou seu bloqueio em resposta aos ataques dos Estados Unidos e de Israel. O presidente do IBP cita que o Iraque, por exemplo, pode bombear petróleo por meio da Turquia. 

    Já a Arábia Saudita tem oleodutos que podem levar suas exportações para o Mar Vermelho, alcançando os mercados por outra rota logística. O mesmo vale para os Emirados Árabes Unidos, e até mesmo o próprio Irã pode encontrar outra via para escoar parte de sua produção.

    “Há algumas alternativas, não para garantir todo aquele volume que passa no Estreito de Ormuz, mas, pelo menos, para uma parcela importante. Portanto, não haverá mudança de patamar de preço de modo estável, no mínimo, pelos próximos 60 a 90 dias”, avaliou.

     

    Mapa Estreito de Ormuz

    Brasil no mercado internacional

    O presidente do IBP destacou que o Brasil já é um importante produtor de petróleo, com uma produção que atingiu 3,8 milhões de barris por dia em 2025, enquanto a exportação chegou a 1,7 milhão de barris.

    “Há perspectivas, inclusive, de que aumentemos, ainda mais, a nossa produção nos próximos anos. Se a gente conseguir encontrar petróleo na Margem Equatorial, na Bacia de Pelotas e em outras áreas no Brasil, a nossa participação pode ser ainda mais relevante”, apontou.

    Diante desse desempenho, Ardenghy estimou que o Brasil tem condição de suprir uma quantidade de petróleo para o mercado internacional.

    “Somos atores importantes e podemos inclusive contribuir com essa falta de petróleo ou essa escassez que venha do Oriente Médio e compensar com a nossa produção atual e a futura. Hoje, o Brasil já é um produtor relevante. Somos o nono maior produtor e o nono maior exportador mundial de petróleo”, pontuou.

    O executivo acredita que, a partir do que ocorre atualmente no Oriente Médio, ocorrerá o que o setor chama de reorientação dos fluxos globais de comércio de petróleo e gás natural.

    “Os países muito dependentes do Oriente Médio, mesmo que as coisas se acalmem por lá, vão procurar diversificar as suas fontes de suprimento. Especialmente, os países da Ásia, como o Japão, a Coreia, a China e a Índia, países que hoje dependem muito do petróleo que passa pelo Estreito de Ormuz”, destacou.

    “Mesmo que a situação no Oriente Médio se normalize, a gente não sabe se, em médio ou longo prazo, essa situação de normalidade vai continuar ou se vamos ter um outro conflito, inclusive militar”, completou.

    É nesse cenário que o presidente do IBP vê espaço para o Brasil evoluir no mercado de petróleo e gás.

    “Somos um produtor confiável de petróleo, temos a presença, no Brasil, de grandes empresas internacionais, a presença também da Petrobras como uma empresa com muita experiência na produção e na exportação de petróleo”, indicou.

    Na visão dele, isso só ressalta a necessidade de o Brasil manter a atividade petrolífera, a pesquisa geológica, a perfuração na Margem Equatorial e em outras áreas do país.

    “Para que a gente possa, primeiro, ter segurança energética nas próximas décadas, mantendo a nossa economia livre dessas tensões globais que afetam o petróleo. E também ter um excesso de petróleo, para que a gente possa exportar para outros mercados, gerando divisas para o Brasil”, relatou.

     

    Impacto da guerra no preço do combustível ao consumidor pode demorar

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