Autor: REDAÇÃO

  • CNU 2025 terá código de barras, regra para mulheres e prova em duas etapas

    CNU 2025 terá código de barras, regra para mulheres e prova em duas etapas

    Veja as novidades e o calendário do Concurso Nacional Unificado de 2025!

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O CNU (Concurso Nacional Unificado) chega à segunda edição, em 2025, com mudanças importantes em relação ao modelo aplicado no ano passado. Criado para unificar a seleção de servidores federais em um único processo, o exame -apelidado de “Enem dos Concursos”- estreou em 2024 com mais de 2 milhões de inscritos.

    Nesta edição, o concurso traz ajustes que vão da logística à formatação das provas, além de alterações nas regras de cotas e nos mecanismos de segurança. O objetivo do governo é corrigir falhas da primeira edição, que levaram à judicialização do concurso, e oferecer mais previsibilidade a quem disputa uma vaga no serviço público.

    Entre as diferenças entre as duas edições está o número de vagas. Em 2024 foram ofertadas 6.640, enquanto em 2025 são 3.652. Outra mudança está na divisão das áreas: no ano passado, o concurso contou com oito blocos temáticos; neste ano, são nove.

    Os blocos temáticos do concurso funcionam como um sistema que agrupa cargos de diferentes órgãos públicos em áreas de atuação semelhantes, como Saúde, Educação, Tecnologia e Administração.

    AUMENTO DA PARTICIPAÇÃO FEMININA NA SEGUNDA FASE

    Uma das novidades dessa edição é que para definir os candidatos que seguirão para a segunda fase (a prova discursiva), o governo vai calcular o equivalente a nove vezes o total de vagas de cada cargo. Essa conta será feita tanto para as vagas de ampla concorrência quanto para as de cotas.

    Assim, se houver 20 vagas, serão chamados para a discursiva 180 candidatos no total (20 x 9). Desses, 35% são destinados a cotas (117 para ampla concorrência e 63 para cotas).

    Quando o percentual de mulheres convocadas para a segunda fase for menor do que 50% dos classificados em ampla concorrência, o governo vai chamar mais mulheres para que haja a mesma quantidade de homens e de mulheres na disputa da segunda etapa.

    No exemplo acima, se entre os 117 da ampla concorrência houver 65 homens e 52 mulheres, outras 13 mulheres serão chamadas, totalizando 65 homens e 65 mulheres.

    Isso não quer dizer que haverá uma cota de contratação de mulheres com o mínimo de 50% de mulheres. No final, o critério para a convocação dos aprovados será a pontuação dos candidatos.

    Letícia Bastos, professora de Língua Portuguesa do Gran Concursos, diz que essa é uma medida inédita. “Na prática, isso corrige distorções históricas e amplia as chances femininas de disputar a discursiva, especialmente em áreas onde a participação delas é menor. Para os homens, não há eliminação, mas pode haver redistribuição de vagas na classificação”, afirma a professora.
    Segunda a especialista, esse o desempenho técnico continua sendo decisivo para todos.

    POLÍTICA DE COTAS

    Neste ano, 35% das vagas do CNU estão destinadas a ações afirmativas. No ano passado, pessoas com deficiência tiveram reservadas 5% das vagas, pessoas negras tiveram 20% e indígenas tiveram 30% das vagas reservadas nas especialidades dos cargos da Funai.

    Segundo o MGI, o novo percentual, além de obedecer à legislação vigente, fortalece a presença de grupos historicamente sub-representados no serviço público.

    A distribuição deste ano é feita da seguinte forma:

    – 25% para pessoas pretas e pardas
    – 3% para indígenas
    – 2% para quilombolas
    – 5% para pessoas com deficiência

    COMO SERÁ FEITA A VERIFICAÇÃO DAS COTAS?

    Bruno Bezerra, professor do Estratégia Concursos, diz que a verificação de cotas varia conforme a condição declarada pelo candidato.

    No caso dos candidatos negros, a autodeclaração será avaliada por uma comissão com cinco integrantes, que deve ser diversa em termos de gênero, cor e, sempre que possível, origem regional. “O reconhecimento será feito pela maioria da comissão, com base exclusivamente no critério fenotípico. Ou seja, não serão aceitos documentos de ancestralidade, fotos enviadas anteriormente ou certidões de outros concursos”, diz o professor.

    Para candidatos indígenas, a verificação será documental, feita por uma comissão composta por pessoas de notório saber na área e, majoritariamente, por indígenas. Entre os documentos aceitos estão: documento de identificação emitido por órgão oficial com indicação de pertencimento étnico; declaração de comunidade ou organização representativa assinada por pelo menos três membros da etnia; além de comprovantes de habitação em comunidades indígenas, documentos de escolas indígenas ou de órgãos de saúde indígena.

    Os candidatos quilombolas também passam por análise documental, realizada por comissão com maioria de quilombolas. O candidato deve apresentar declaração assinada por três lideranças da associação da comunidade, e certificação da Fundação Cultural Palmares reconhecendo a comunidade como quilombola.

    ERRO DA BOLINHA

    No ano passado, um dos principais problemas do CNU foi o caso dos candidatos que não preencheram toda a identificação do cartão de respostas e que, por isso, seriam eliminados da seleção.

    No início do exame, foram distribuídos três tipos de caderno de prova para os candidatos, identificados pelos números 1, 2 e 3. Essa identificação deveria ser assinalada em campo próprio no cartão-resposta, sob pena de desclassificação, conforme a previsão do edital.

    Depois, a Justiça Federal no Tocantins determinou ao MGI o cancelamento da eliminação de candidatos.

    Para evitar que o erro aconteça mais uma vez, o ministério adotou um novo sistema de segurança em que cada prova terá um código de barras individual.

    Bezerra explica que esse código identifica automaticamente o candidato e a versão da prova, sem expor dados pessoais aos corretores. “Na prática, o aluno não precisará mais se preocupar em marcar manualmente o tipo de prova, e o risco de eliminação por esse erro desaparece. Isso é fundamental quando diferentes versões são aplicadas em uma mesma sala”, diz o especialista.

    PROVA EM DOIS DIAS

    Nesta edição, o candidato terá a aplicação de provas em dois dias diferentes: um será destinado à prova objetiva, no dia 5 de outubro e, apenas se habilitado, voltará para a discursiva em 7 de dezembro. Segundo Letícia Bastos, do Gran Concursos, essa divisão traz impactos importantes.

    “Isso permite que, nesta primeira fase, o foco seja total na prova objetiva, sem dividir energia com a escrita. Ao mesmo tempo, exige planejamento logístico: quem for convocado para a segunda etapa terá que organizar viagem, hospedagem e rotina de estudos para não perder ritmo entre as fases”, diz a professora.

    VEJA O CALENDÁRIO DO CNU 2025

    Para cargos de nível superior, a prova objetiva será realizada em 5 de outubro, das 13h às 18h, e a discursiva em 7 de dezembro, das 13h às 16h. Os candidatos a cargos de nível intermediário farão as provas nos mesmos dias, mas em horários reduzidos: 5 de outubro, das 13h às 16h30, e 7 de dezembro, das 13h às 15h.

    O gabarito oficial está previsto para ser divulgado no dia 6 de outubro.
    VEJA O CALENDÁRIO DO CNU 2

    Evento – data

    • Aplicação das provas objetivas – 5/10/2025
    • Divulgação preliminar dos gabaritos das provas objetivas – 6/10/2025
    • Prazo para interposição de eventuais recursos quanto às questões formuladas e/ou aos gabaritos divulgados – 7 e 8/10/2025
    • Disponibilização da imagem do cartão de respostas – 12/11/2025
    • Divulgação das notas finais das provas objetivas e convocação para as pessoas candidatas para a realização da prova discursiva – 12/11/2025
    • Obtenção impressa do Cartão de Confirmação de Inscrição para realização da prova discursiva no endereço eletrônico – 1/12/2025
    • Aplicação da prova discursiva – 7/12/2025
    • Divulgação da Nota Preliminar da Discursiva e disponibilização do espelho de correção. – 23/01/2026
    • Interposição de eventuais pedidos de revisão das notas da prova discursiva – 26/01 e 27/01/2026
    • Divulgação do resultado dos pedidos de revisão das notas da Prova
    • Discursiva e do Resultado Definitivo da prova discursiva. – 18/02/2026
    • Divulgação do resultado dos pedidos de revisão das notas dos títulos e do resultado definitivo dos procedimentos para as pessoas candidatas negras, indígenas e quilombolas e para as pessoas com deficiência – 18/02/2026
    • Previsão de divulgação das listas com as classificações das pessoas candidatas, em vagas imediatas e lista de espera, após a realização das fases 1 a 4 – 20/02/2026
    • 1ª Convocação para confirmação de interesse das pessoas candidatas classificadas – 20/02/2026
    • Período para a 1ª confirmação de interesse das pessoas candidatas classificadas – 21/02 a 23/02/2026
    • Previsão de divulgação das listas com as classificações das pessoas candidatas, em vagas imediatas e lista de espera, após o resultado da 1ª confirmação de interesse – 27/02/2026
    • 2ª Convocação para confirmação de interesse das pessoas candidatas classificadas – 27/02/2026
    • Período para a 2ª confirmação de interesse das pessoas candidatas classificadas – 28/02 a 02/03/2026
    • Previsão de divulgação das listas com as classificações das pessoas candidatas, em vagas imediatas e lista de espera, após o resultado da 2ª confirmação de interesse – 6/03/2026
    • 3ª Convocação para confirmação de interesse das pessoas candidatas classificadas – 6/03/2026
    • Período para a 3ª confirmação de interesse das pessoas candidatas classificadas – 7/03 a 9/03/2026
    • Previsão de divulgação das listas com as classificações das pessoas candidatas, em vagas imediatas e lista de espera, após o resultado da 3ª confirmação de interesse – 16/03/2026
    • Início das convocações para nomeação, e, quando couber, para o procedimento de Investigação Social e Funcional, a realização da Defesa de Memorial e Prova Oral e o Curso ou Programa de Formação – 16/03/2026

    CNU 2025 terá código de barras, regra para mulheres e prova em duas etapas

  • BBB 26 terá retorno de ex-participantes e 5 Casas de Vidro

    BBB 26 terá retorno de ex-participantes e 5 Casas de Vidro

    BBB 26 terá ex-participantes de volta ao jogo, cinco casas de vidro espalhadas pelo Brasil, reservas em “laboratório” prontos para substituir brothers e três big fones controlados pelo público, prometendo a edição mais interativa e imprevisível da história do reality

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – A Globo anunciou nesta segunda-feira (29) grandes mudanças para o BBB 26, como a participação de ex-BBBs que marcaram as últimas edições do programa.

    Portanto, dessa vez, serão três grupos na casa: além de pipocas e camarotes, há uma nova categoria: os veteranos. Ex-BBBs marcantes das últimas edições retornam para se misturar aos novatos, prometendo estratégia e nostalgia.

    OUTRAS NOVIDADES TAMBÉM FORAM ANUNCIADAS.

    A temporada começará com cinco casas de vidro simultâneas, uma em cada região do Brasil. De lá, o público elegerá quem, de fato, entrará no confinamento principal.

    Substituição em tempo real. Pela primeira vez na história do programa, o público poderá substituir qualquer participante da casa. A vaga será conquistada por um grupo de reservas confinados em um “laboratório”, um espaço extra onde, segundo a emissora, precisarão provar seu valor ao público para ganhar a chance de entrar no jogo.

    Três big fones. A casa contará com três telefones. Caberá ao público decidir qual deles tocará e, mais do que isso, qual a mensagem que será transmitida aos brothers.

    BBB 26 terá retorno de ex-participantes e 5 Casas de Vidro

  • Aliados veem momento favorável para atrair centro para palanques de Lula nos estados

    Aliados veem momento favorável para atrair centro para palanques de Lula nos estados

    Aliados avaliam que o presidente vive um momento político favorável após acenos de Donald Trump e derrotas da oposição no Congresso. O governo tenta usar o cenário para conter debandada do centrão e costurar novas alianças regionais de olho em 2026

    (CBS NEWS) – O novo momento pelo qual passa o presidente Lula (PT) abriu uma oportunidade para ampliação de alianças regionais do governo ao centro, na opinião de seus aliados. Antes decididos a desembarcar da base governista para aderir a uma candidatura de Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), integrantes do centrão agora admitem desacelerar o movimento, à espera de novos lances da política nacional.

    Pesa para essa reavaliação a incerteza sobre a disposição de Tarcísio para um confronto com o presidente no ano que vem, além dos rachas internos que marcam a direita sobre quem apresentar como candidato adversário do petista em 2026, diante da inelegibilidade de Jair Bolsonaro (PL).

    Como mostrou a Folha de S.Paulo, a gestão Lula acumulou nos últimos três meses uma rara coleção de situações políticas positivas, que culminou com uma manifestação de simpatia do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após semanas de críticas ao governo brasileiro e a aplicação de sanções econômicas ao país e a autoridades brasileiras.

    Na terça-feira (23), os dois líderes se cumprimentaram e falaram brevemente entre o discurso de Lula na Assembleia-Geral das Nações Unidas e o do americano. Em sua fala, Trump disse que houve uma “excelente química” com o petista e anunciou que os dois falariam na próxima semana. “Eu só faço negócios com pessoas de quem eu gosto”, afirmou. “E eu gostei dele, e ele de mim. Por pelo menos 39 segundos nós tivemos uma química excelente, isso é um bom sinal.”

    O gesto abalou os bolsonaristas que ainda contam com as ameaças de Trump como trunfo para reversão da condenação de Bolsonaro pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

    No Palácio do Planalto, a estratégia é aproveitar a onda para negociar alianças nos estados na tentativa de deter o avanço de coligações entre os partidos de centro ou, se não for possível, costurar apoios regionais para a montagem de palanques.

    Dois políticos influentes do centrão reconhecem que há uma mudança de ares, mas ponderam que isso é a fotografia do momento –eles dizem que até as eleições muitas coisas podem acontecer.

    Um deles lembra que há dois meses Lula estava fraco politicamente. Agora, a projeção para 2026 é outra, com o petista despontando como favorito, mas não está descartada uma nova reviravolta.

    Um integrante da cúpula da Câmara diz que o governo está aproveitando “os bons ventos” do noticiário das últimas semanas. Ele lembra, no entanto, que ainda há um cenário desfavorável ao Executivo no Congresso, num momento em que são discutidas matérias de interesse da gestão federal. E que problemas que o governo enfrentava há alguns meses, como a busca de alternativas à alta do IOF (Imposto Sobre Circulação) para elevar a arrecadação, voltarão ao debate até o fim do ano.

    Nos últimos dias, até mesmo nomes do PP e do União Brasil que vinham incentivando o desembarque da gestão petista passaram a reavaliar o momento.

    A articulação de um encontro entre Lula e o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, seria uma amostra dessa nova fase que o governo atravessa. Como a Folha mostrou, políticos procuraram o dirigente partidário e o Palácio do Planalto numa tentativa de distensionar o clima.

    Estariam atuando nesse movimento nomes como os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e do PT, Edinho Silva. A expectativa, segundo pessoas a par das conversas, é que uma reunião entre os dois aconteça nos próximos dias.

    Um integrante da cúpula do União Brasil diz que há disposição para o diálogo. Ele reconhece que uma ruptura total da sigla com o Executivo não é vantajosa para nenhum lado. Nesse cenário, não está descartada a possibilidade de recuar da decisão de proibir filiados de permanecerem no governo.

    Outro líder do grupo, por sua vez, nega mudança expressiva na estratégia e diz apostar que a direita vai se unir para lançar uma candidatura competitiva contra Lula.

    Na avaliação de interlocutores do presidente, o governo saiu da defensiva na relação com o Congresso, especialmente depois da derrota da PEC (proposta de emenda à Constituição) da Blindagem. O texto previa que processos contra parlamentares só poderiam ser abertos no STF após autorização de deputados e senadores e sua aprovação provocou manifestações no domingo (21). O Senado rejeitou a proposta por unanimidade, o que causou estresse na relação entre deputados e senadores.

    Acuados, parlamentares tiveram que reavaliar o cronograma, admitindo priorizar pautas de interesse do governo, como o projeto que isenta de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000.

    Além disso, sob reserva, dirigentes partidários reconhecem na Polícia Federal um poder de investigação sobre a atuação parlamentar e o destino de suas emendas ao Orçamento. Nem todos estariam dispostos a enfrentar a máquina governista.

    Aliados veem momento favorável para atrair centro para palanques de Lula nos estados

  • Aliados veem momento favorável para atrair centro para palanques de Lula nos estados

    Aliados veem momento favorável para atrair centro para palanques de Lula nos estados

    Aliados avaliam que o presidente vive um momento político favorável após acenos de Donald Trump e derrotas da oposição no Congresso. O governo tenta usar o cenário para conter debandada do centrão e costurar novas alianças regionais de olho em 2026

    (FOLHAPRESS) – O novo momento pelo qual passa o presidente Lula (PT) abriu uma oportunidade para ampliação de alianças regionais do governo ao centro, na opinião de seus aliados. Antes decididos a desembarcar da base governista para aderir a uma candidatura de Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), integrantes do centrão agora admitem desacelerar o movimento, à espera de novos lances da política nacional.

    Pesa para essa reavaliação a incerteza sobre a disposição de Tarcísio para um confronto com o presidente no ano que vem, além dos rachas internos que marcam a direita sobre quem apresentar como candidato adversário do petista em 2026, diante da inelegibilidade de Jair Bolsonaro (PL).

    Como mostrou a Folha de S.Paulo, a gestão Lula acumulou nos últimos três meses uma rara coleção de situações políticas positivas, que culminou com uma manifestação de simpatia do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após semanas de críticas ao governo brasileiro e a aplicação de sanções econômicas ao país e a autoridades brasileiras.

    Na terça-feira (23), os dois líderes se cumprimentaram e falaram brevemente entre o discurso de Lula na Assembleia-Geral das Nações Unidas e o do americano. Em sua fala, Trump disse que houve uma “excelente química” com o petista e anunciou que os dois falariam na próxima semana. “Eu só faço negócios com pessoas de quem eu gosto”, afirmou. “E eu gostei dele, e ele de mim. Por pelo menos 39 segundos nós tivemos uma química excelente, isso é um bom sinal.”

    O gesto abalou os bolsonaristas que ainda contam com as ameaças de Trump como trunfo para reversão da condenação de Bolsonaro pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

    No Palácio do Planalto, a estratégia é aproveitar a onda para negociar alianças nos estados na tentativa de deter o avanço de coligações entre os partidos de centro ou, se não for possível, costurar apoios regionais para a montagem de palanques.

    Dois políticos influentes do centrão reconhecem que há uma mudança de ares, mas ponderam que isso é a fotografia do momento –eles dizem que até as eleições muitas coisas podem acontecer.

    Um deles lembra que há dois meses Lula estava fraco politicamente. Agora, a projeção para 2026 é outra, com o petista despontando como favorito, mas não está descartada uma nova reviravolta.

    Um integrante da cúpula da Câmara diz que o governo está aproveitando “os bons ventos” do noticiário das últimas semanas. Ele lembra, no entanto, que ainda há um cenário desfavorável ao Executivo no Congresso, num momento em que são discutidas matérias de interesse da gestão federal. E que problemas que o governo enfrentava há alguns meses, como a busca de alternativas à alta do IOF (Imposto Sobre Circulação) para elevar a arrecadação, voltarão ao debate até o fim do ano.

    Nos últimos dias, até mesmo nomes do PP e do União Brasil que vinham incentivando o desembarque da gestão petista passaram a reavaliar o momento.

    A articulação de um encontro entre Lula e o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, seria uma amostra dessa nova fase que o governo atravessa. Como a Folha mostrou, políticos procuraram o dirigente partidário e o Palácio do Planalto numa tentativa de distensionar o clima.

    Estariam atuando nesse movimento nomes como os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e do PT, Edinho Silva. A expectativa, segundo pessoas a par das conversas, é que uma reunião entre os dois aconteça nos próximos dias.

    Um integrante da cúpula do União Brasil diz que há disposição para o diálogo. Ele reconhece que uma ruptura total da sigla com o Executivo não é vantajosa para nenhum lado. Nesse cenário, não está descartada a possibilidade de recuar da decisão de proibir filiados de permanecerem no governo.

    Outro líder do grupo, por sua vez, nega mudança expressiva na estratégia e diz apostar que a direita vai se unir para lançar uma candidatura competitiva contra Lula.

    Na avaliação de interlocutores do presidente, o governo saiu da defensiva na relação com o Congresso, especialmente depois da derrota da PEC (proposta de emenda à Constituição) da Blindagem. O texto previa que processos contra parlamentares só poderiam ser abertos no STF após autorização de deputados e senadores e sua aprovação provocou manifestações no domingo (21). O Senado rejeitou a proposta por unanimidade, o que causou estresse na relação entre deputados e senadores.

    Acuados, parlamentares tiveram que reavaliar o cronograma, admitindo priorizar pautas de interesse do governo, como o projeto que isenta de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000.

    Além disso, sob reserva, dirigentes partidários reconhecem na Polícia Federal um poder de investigação sobre a atuação parlamentar e o destino de suas emendas ao Orçamento. Nem todos estariam dispostos a enfrentar a máquina governista.

    Aliados veem momento favorável para atrair centro para palanques de Lula nos estados

  • Aliados veem momento favorável para atrair centro para palanques de Lula nos estados

    Aliados veem momento favorável para atrair centro para palanques de Lula nos estados

    (CBS NEWS) – O novo momento pelo qual passa o presidente Lula (PT) abriu uma oportunidade para ampliação de alianças regionais do governo ao cent…
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  • Atlético-MG encara Juventude em duelo direto contra o rebaixamento pelo Brasileirão

    Atlético-MG encara Juventude em duelo direto contra o rebaixamento pelo Brasileirão

    Após desencantar sob o comando de Jorge Sampaoli no Campeonato Brasileiro, o Atlético busca nesta terça-feira, às 21h30, na Arena MRV, sua segunda vitória consecutiva e a terceira sob a batuta do treinador, somando todas as competições. O duelo diante do Juventude, pela 26ª rodada, pode afastar de vez o time mineiro da zona de perigo.

    O triunfo por 1 a 0 sobre o Mirassol na última rodada deu novo ânimo ao elenco. Com o resultado, o Atlético chegou aos 28 pontos e ocupa a 14ª posição, abrindo seis justamente do Juventude, que aparece em 17º, com 22, dentro da zona de rebaixamento.

    O time gaúcho chega pressionado para a partida. No fim de semana, como mandante, empatou por 1 a 1 com o Internacional, mas precisa emplacar uma sequência positiva para tentar sair da incômoda situação. Uma derrota em Belo Horizonte pode ampliar ainda mais o risco da equipe.

    No histórico do confronto, o Atlético leva vantagem. Foram 26 jogos, com 16 vitórias mineiras, cinco empates e cinco triunfos do Juventude. O último encontro, porém, serve de alerta: jogando como visitante, o time gaúcho venceu por 3 a 2 no ano passado.

    Sampaoli terá dificuldades para montar o time titular. O goleiro Everson, o lateral Guilherme Arana e o atacante Hulk estão suspensos. Junior Alonso, expulso, também está fora, além dos lesionados Cuello, Junior Santos e Alexsander. Por outro lado, Saravia, recuperado de lesão, volta a ficar à disposição após quase dois meses.

    “O time está evoluindo. Contra o Mirassol ganhamos na base do coração e da entrega, e isso nos dá confiança. Temos tudo para fazer um grande jogo em casa”, disse Jorge Sampaoli em entrevista coletiva.

    O Juventude também terá baixas importantes. O volante Caíque e o atacante Gabriel Taliari receberam o terceiro cartão amarelo diante do Internacional e são desfalques. No meio, Daniel Peixoto, Sforza e Giraldo disputam uma vaga. No ataque, Gilberto e Matheus Babi aparecem como principais candidatos a substituir Taliari.

    Thiago Carpini reconheceu as dificuldades, mas destacou a força do grupo: “Vamos enfrentar um adversário que vem em recuperação, mas confio muito no elenco. Temos jogadores prontos para aproveitar a oportunidade e buscar um grande resultado fora de casa”.

    FICHA TÉCNICA

    ATLÉTICO-MG X JUVENTUDE

    ATLÉTICO-MG – Gabriel Delfim; Natanael, Lyanco, Iván Román, Vitor Hugo e Caio; Alan Franco, Igor Gomes e Gustavo Scarpa (Bernard); Rony e Biel. Técnico: Jorge Sampaoli.

    JUVENTUDE – Jandrei; Ewerthon, Rodrigo Sam, Luan Freitas e Marcelo Hermes; Giraldo (Sforza), Luis Mandaca e Nenê; Lucas Fernandes, Emerson Batalla e Gilberto. Técnico: Thiago Carpini.

    ÁRBITRO – Lucas Casagrande (PR).

    HORÁRIO – 21h30.

    LOCAL – Arena MRV, em Belo Horizonte (MG).

    Além da vitória por 5 a 2 sobre o Real Madrid, o dérbi de Madri ficou marcado pelo embate verbal entre Vinícius Júnior e Koke, registrado pela TV espanhola. O resultado tirou os merengues da liderança de La Liga, agora ocupada pelo Barcelona

    Notícias ao Minuto | 05:20 – 30/09/2025

    Atlético-MG encara Juventude em duelo direto contra o rebaixamento pelo Brasileirão

  • Eduardo Bolsonaro usa carta de Trump para criticar projeto de lei da anistia

    Eduardo Bolsonaro usa carta de Trump para criticar projeto de lei da anistia

    Eduardo Bolsonaro usou a carta de Donald Trump em defesa de Jair Bolsonaro para criticar a Justiça brasileira e reforçar seu apoio à anistia, afirmando que a redução de penas dos condenados pelo 8 de janeiro não é suficiente para encerrar o que chamou de perseguição

    O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) utilizou as redes sociais nesta segunda-feira, 29, para comentar a carta do presidente americano Donald Trump, aproveitando a ocasião para criticar o projeto de lei da anistia. Segundo ele, a proposta de anistia, que acabou se transformando em uma dosimetria para reduzir as penas dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, não seria suficiente para encerrar o que classificou como uma “perseguição”.

    No X (antigo Twitter), Eduardo Bolsonaro, que está morando nos Estados Unidos desde fevereiro deste ano, usou a carta enviada por Trump ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para criticar a Justiça brasileira.

    Ele contestou a condenação do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, sentenciado a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar uma organização criminosa e tentar abolir o Estado Democrático de Direito após o resultado das eleições de 2022.

    O documento datado de 9 de julho de 2025, Trump elogiou Jair Bolsonaro, chamando-o de líder “altamente respeitado” e criticou as acusações contra o ex-presidente, classificando o julgamento no STF como uma “caça às bruxas”. Trump também pediu a suspensão imediata do processo judicial e considerou o caso uma “vergonha internacional”.

    Usando esse argumento, Eduardo afirmou: “Este é o principal motivo que atrai a atenção dos EUA para o Brasil, daí decorrem também diversos outros fatores. A dosimetria, destaque-se, não conserta essa perseguição; a anistia, sim”, escreveu o deputado.

    Eduardo Bolsonaro usa carta de Trump para criticar projeto de lei da anistia

  • Promotores pedem mais de 11 anos de prisão para Sean “Diddy” Combs

    Promotores pedem mais de 11 anos de prisão para Sean “Diddy” Combs

    Promotores federais defendem que Sean “Diddy” Combs cumpra ao menos 11 anos de prisão e pague multa de US$ 500 mil após condenação por transporte de homens para encontros sexuais. Defesa pede pena de 14 meses, o que permitiria sua liberdade ainda em 2025

    Promotores federais dos Estados Unidos solicitaram nesta terça-feira (30) que o rapper e produtor musical Sean “Diddy” Combs seja condenado a pelo menos 11 anos de prisão, após ter sido considerado culpado em um processo envolvendo prostituição.

    O pedido, encaminhado ao tribunal de Manhattan, recomenda uma pena mínima de 135 meses e o pagamento de multa de US$ 500 mil. A decisão final caberá ao juiz distrital Arun Subramanian, que deve anunciar a sentença na próxima sexta-feira (3).

    Condenado em julho, Combs, de 55 anos, enfrenta até 20 anos de prisão. O júri o considerou culpado por transportar homens entre estados para encontros sexuais organizados por ele e regados a drogas, que envolviam suas namoradas. O artista era acusado de assistir, gravar em vídeo e se masturbar durante os eventos.

    O veredito, no entanto, absolveu o fundador da gravadora Bad Boy Records das acusações mais graves — como tráfico sexual e extorsão — que poderiam levá-lo à prisão perpétua. A defesa já adiantou que pretende recorrer.

    Na semana passada, os advogados do rapper pediram que a pena fosse limitada a 14 meses, sustentando que ele já cumpre prisão preventiva no Metropolitan Detention Center, no Brooklyn, desde setembro de 2024. Caso o juiz aceite, Combs poderia deixar a prisão ainda este ano.

    Durante o julgamento, o Ministério Público apresentou relatos de duas ex-namoradas, que disseram ter sido coagidas a participar das chamadas “Freak Offs” e relataram agressões físicas e ameaças de perder apoio financeiro caso se recusassem. Essas declarações, porém, não foram suficientes para sustentar a acusação de tráfico sexual.

    Sean Combs, figura central do hip-hop norte-americano, construiu uma carreira de sucesso nos anos 1990 e início dos anos 2000, mas enfrenta agora o momento mais delicado de sua vida pessoal e profissional.

    Promotores pedem mais de 11 anos de prisão para Sean “Diddy” Combs

  • Após críticas a Trump, Ariana Grande é ironizada pela Casa Branca

    Após críticas a Trump, Ariana Grande é ironizada pela Casa Branca

    Ariana Grande questionou se apoiadores de Donald Trump tiveram melhorias na vida desde sua posse, citando políticas contra imigrantes e pessoas trans. A Casa Branca respondeu com ironia, dizendo que Trump encerrou a crise inflacionária e atraiu trilhões em investimentos

    Ariana Grande fez uma provocação ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao questionar se os eleitores do republicano teriam visto alguma melhoria em suas vidas desde que ele assumiu o cargo. A declaração foi publicada nas redes sociais da cantora e rapidamente recebeu resposta da Casa Branca.

    “Quero saber dos eleitores de Trump. Tenho uma pergunta sincera: já se passaram 250 dias. Agora que imigrantes foram violentamente separados de suas famílias, comunidades destruídas, pessoas trans culpadas por quase tudo e vivendo com medo, e a liberdade de expressão ameaçada, a vida de vocês melhorou?”, escreveu Ariana.

     

     Notícias ao Minuto Imagem do ‘A bit fruity pod’ partilhada por Ariana Grande© Reprodução X

    O porta-voz da Casa Branca, Kush Desai, rebateu a crítica com uma referência a um dos sucessos da cantora. “Guarde suas lágrimas, Ariana (‘Save Your Tears’). As ações do presidente Trump acabaram com a crise inflacionária de Joe Biden e estão trazendo trilhões em novos investimentos”, declarou em comunicado ao New York Post.

    Ariana foi apoiadora da democrata Kamala Harris na eleição presidencial de 2024, vencida por Trump. Desde a posse do republicano, em 20 de janeiro, suas políticas, especialmente as relacionadas à imigração, têm gerado polêmica.

    O tema também levou outros artistas a se posicionarem. O cantor porto-riquenho Bad Bunny, por exemplo, excluiu os Estados Unidos de sua turnê mundial, alegando preocupação com a política migratória. Ele disse temer que agentes do ICE pudessem estar do lado de fora dos shows para fiscalizar e deportar imigrantes latinos que fossem ao evento.

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  • Trump impõe tarifa de 10% sobre madeira e de 25% sobre armários e móveis

    Trump impõe tarifa de 10% sobre madeira e de 25% sobre armários e móveis

    Trump assinou a medida argumentando que as importações de madeira e móveis estão enfraquecendo a segurança nacional dos EUA, justificando as novas tarifas sob a Seção 232 da Lei de Comércio de 1974, como fez para produtos como aço e alumínio

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (29) que aplicará tarifas de 10% sobre madeira bruta e madeira serrada e de 25% sobre armários de cozinha, gabinetes de banheiro e móveis estofados.

    Trump assinou a medida argumentando que as importações de madeira e móveis estão enfraquecendo a segurança nacional dos EUA, justificando as novas tarifas sob a Seção 232 da Lei de Comércio de 1974, como fez para produtos como aço e alumínio.

    O Canadá, maior fornecedor do país, deve ser o maior afetado. No Brasil, que já sofre com demissões no setor, cerca de 90% da produção está concentrada nos estados da região Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul).

    Segundo o texto, as tarifas entrarão em vigor em 14 de outubro, mas as alíquotas subirão em 1º de janeiro para 30% no caso dos produtos de madeira estofados e para 50% no caso de armários de cozinha e gabinetes de banheiro importados de países que não chegarem a um acordo com os Estados Unidos.

    A medida é a primeira em três setores que, segundo Trump, receberiam novas tarifas já a partir de 1º de outubro –incluindo medicamentos patenteados e caminhões pesados.

    No entanto, o texto desta segunda estabeleceu o início das tarifas sobre madeira e móveis para daqui duas semanas, à 1h01 de 14 de outubro (horário de Brasília).

    O documento presidencial afirmou que as importações de produtos de madeira estão enfraquecendo a economia dos EUA, levando a fechamentos constantes de serrarias, a interrupções nas cadeias de suprimento e à redução da utilização da indústria nacional de madeira.

    “Devido à situação da indústria madeireira dos Estados Unidos, o país pode não ser capaz de atender à demanda por produtos de madeira que são cruciais para a defesa nacional e para a infraestrutura crítica”, diz o texto.

    A medida acrescenta que produtos de madeira são usados para “construção de infraestrutura para testes operacionais, habitação e armazenamento de pessoal e material, transporte de munições, como ingrediente em munições e como componente em sistemas de defesa antimísseis e em sistemas de proteção térmica para veículos de reentrada nuclear”.

    SETOR DE MÓVEIS BRASILEIRO JÁ SENTE IMPACTO

    Indústrias de móveis e madeira do Brasil já sentem o impacto do tarifaço anunciado por Trump em julho. Segundo empresários e associações do setor, exportações para o mercado americano já estavam sofrendo com as incertezas em relação à medida.

    Entre 9 de julho, quando foi anunciada a taxação de 50% ao Brasil, e 15 de setembro a indústria brasileira de madeira contabilizou em torno de 4.000 demissões, segundo dados da Abimci (Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente).

    Os Estados Unidos absorviam em média 50% da produção do setor no Brasil, mas o tarifaço que entrou em vigor em agosto provocou uma onda de cancelamento de exportações.

    De acordo com a Abimci, a indústria de madeira gera em torno de 180 mil empregos formais no país. Ou seja, as cerca de 4.000 demissões corresponderiam a aproximadamente 2% do total de vagas.

    A Abimci diz que as exportações de agosto tiveram quedas de 35% a 50% ante julho, considerando o volume embarcado para os Estados Unidos de alguns dos principais produtos de madeira processada.

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