Autor: REDAÇÃO

  • Azul confirma fim das negociações de fusão e do acordo de codeshare com a Gol

    Azul confirma fim das negociações de fusão e do acordo de codeshare com a Gol

    Azul e Gol colocam fim às negociações de fusão e ao acordo de codeshare. Enquanto a Abra Group afirma ter mantido abertura para diálogo, a Azul concentra esforços na recuperação judicial e no reforço de sua estrutura de capital

    A companhia aérea Azul anunciou nesta quinta-feira, 25, em comunicado, o encerramento das negociações com a Abra Group Limited, controladora da Gol Linhas Aéreas Inteligentes, sobre uma possível fusão entre as duas empresas. As conversas foram formalizadas em um Memorando de Entendimentos Não Vinculante (MoU), assinado em janeiro, mas não avançaram.

    A Azul também comunicou o fim do acordo de cooperação comercial (codeshare) firmado com a Gol em maio de 2024. Segundo a empresa, todas as passagens emitidas sob o regime de codeshare serão honradas normalmente. A Azul ainda reafirmou o “comprometimento com processo de fortalecimento da sua estrutura de capital”.

    O fim das tratativas já havia sido comunicado pela Gol, ainda nesta quinta. Em comunicado, o Grupo Abra destacou que, mesmo após o início da recuperação judicial da Azul, em maio, manteve-se aberto a discutir uma possível combinação de negócios, mas que o foco da rival no processo de recuperação judicial (Chapter 11) travou o andamento das conversas.

    Azul confirma fim das negociações de fusão e do acordo de codeshare com a Gol

  • Deputados cobram de Motta retaliação ao Senado após rejeição à PEC da Blindagem

    Deputados cobram de Motta retaliação ao Senado após rejeição à PEC da Blindagem

    Deputados pressionam Hugo Motta a reagir após o Senado rejeitar a PEC da Blindagem e acusam Davi Alcolumbre de romper acordo. Eles ameaçam travar projetos de interesse dos senadores e endurecer investigações na CPI do INSS.

    (CBS NEWS) – Deputados cobram do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), uma reação firme ao que consideram uma quebra de acordo do Senado com a derrubada, por unanimidade, da PEC da Blindagem. A falta de uma resposta mais dura, afirmam, cria para Motta o risco de ver abalada sua sustentação no comando da Casa.

    Líderes de grandes partidos e cardeais do centrão discutiram nos últimos dias um cardápio de respostas ao Senado, incluindo travar projetos de interesse dos senadores e até atuar na CPI do INSS para direcionar as investigações contra o Senado. Além disso, eles afirmam que o projeto de lei de redução das penas aos condenados pelos atos golpistas só andará após uma concertação.

    A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Blindagem, que condicionava a abertura de processos criminais contra congressistas a uma autorização do próprio Congresso, foi aprovada por 353 votos a 134, com empenho pessoal do presidente da Câmara.

    Motta telefonou pessoalmente para os deputados e mobilizou líderes de partidos aliados para apoiar o texto, afirmando que havia um acordo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), de votar a matéria rapidamente.

    Alcolumbre, no entanto, enviou o texto para ser discutido primeiro na Comissão de Constituição e Justiça, onde já vinha sendo bombardeado por parlamentares. O colegiado acabou rejeitando a PEC por unanimidade. Interlocutores do presidente do Senado negam a existência de um acordo sobre o tema.

    O episódio causou enormes desgastes e críticas nas redes sociais contra quem votou a favor do projeto na Câmara e mobilizou milhares de pessoas em manifestações pelo país no último domingo (21), o que forçou parte dos deputados a pedirem desculpas aos eleitores.

    Deputados reclamam que os senadores não apenas enterraram a proposta, mas criticaram abertamente os deputados e a Câmara como um todo, acusando-os proteger bandidos. Nesse sentido, eles cobram que Motta se posicione em defesa da Casa.

    Na opinião de deputados ouvidos pela Folha de S.Paulo, o erro pode ter sido de Alcolumbre, por romper um acordo, ou de Motta, por ter pautado a PEC sem a garantia de que o assunto estava costurado no Senado. De qualquer forma, eles acusam os senadores de posarem de bons-moços, apesar de a Casa também ter problemas de transparência e escândalos.

    Como mostrou a Folha, esse episódio enfraqueceu o presidente da Câmara e criou novas dúvidas sobre a sua autoridade dentro da Casa e com o Senado. Como fiador do acordo, caberia a Motta garantir que ele fosse cumprido, na avaliação dos deputados. A derrubada da PEC causou um desgaste às vésperas da eleição.

    Quatro líderes ouvidos pela reportagem dizem que, daqui por diante, desconfiarão sempre que houver a sinalização de acordos fechados sobre projetos importantes. Eles defendem, inclusive, reuniões entre os líderes da Câmara e do Senado quando forem debatidos temas mais polêmicos, para evitar qualquer surpresa nesse sentido.

    Nos bastidores, deputados também dizem que a Câmara deve reagir de forma mais dura ao Senado. Ainda não foram avaliados quais são os projetos que podem ser afetados, mas o discurso é de que nada importante para os senadores será votado com agilidade.

    Os deputados também afirmam que vão insistir na quebra de sigilo sobre os gabinetes do Senado visitados pelo lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, apelidado de “Careca do INSS” e acusado de ser um dos operadores de desvios no Instituto Nacional de Seguridade Social.

    Alcolumbre proibiu a divulgação dessa informação para a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito), sob alegação de privacidade. Três integrantes da cúpula do centrão dizem que as bancadas serão orientadas a pressionar pela abertura dessas informações e vão apresentar requerimentos que atingirão senadores.

    Um aliado de Motta diz que, se de fato houve um acordo, ele precisa expor isso publicamente, para proteger os deputados. Esse parlamentar lembra que foram os deputados que o elegeram para a presidência da Câmara, e não Alcolumbre.

    Um interlocutor frequente do presidente da Câmara, no entanto, diz que ele não fará isso publicamente. Nesta quinta (25), ao ser questionado, Motta disse que o Senado acompanhava a articulação para aprovar a PEC, mas negou que tenha havido traição.

    “Não tem sentimento de traição nenhuma. Até porque temos a condição de saber que não obrigatoriamente uma Casa tem que concordar 100% com aquilo que a outra aprova. Já tivemos vários episódios em que o Senado discordou da Câmara e a Câmara discordou do Senado. Isso é natural da democracia e do funcionamento do Congresso”, disse.

    Dois aliados próximos de Motta dizem que a relação dele com Alcolumbre também está estremecida. Desde que os dois foram eleitos, em fevereiro, a relação era descrita como muito estreita -eles participaram de eventos e viagens institucionais juntos, além de manter contato quase que diário.

    Até a tarde de quinta-feira (24), aliados do deputado diziam que Alcolumbre sequer estava atendendo às ligações de Motta. Na noite de quarta, no entanto, os dois participaram de um jantar em homenagem ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso, que deixou a presidência da Corte. De acordo com um participante do evento, eles interagiram e conversaram ao longo da noite.

    O relator do projeto de lei da redução de penas aos condenados pelos atos golpistas, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), diz que há desconfiança de que a proposta seja aprovada pelos deputados e depois engavetada no Senado, o que aumenta as resistências ao texto. “Não dá para pacificar o país se a Câmara e o Senado estão em guerra”, disse.

    Uma reunião para tratar do assunto estava marcada para quarta à noite, após o jantar com os ministros do STF, mas Alcolumbre pediu para cancelar o encontro. Paulinho afirmou que tentará novamente na próxima semana, porque o projeto não andará sem acordo com o Senado.

    Deputados cobram de Motta retaliação ao Senado após rejeição à PEC da Blindagem

  • Galípolo vê crítica a juros como legítima e fala em 'delicadeza' de Haddad após ser poupado

    Galípolo vê crítica a juros como legítima e fala em 'delicadeza' de Haddad após ser poupado

    Galípolo elogiou a forma como Haddad e Ceron questionaram o nível atual da Selic, hoje em 15% ao ano, classificando as críticas como legítimas e feitas com “elegância” e “delicadeza”. O presidente do BC ressaltou que preservar a renda do trabalhador exige manter a inflação sob controle

    (FOLHAPRESS) – O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, classificou nesta quinta-feira (25) como legítimas as críticas ao atual patamar dos juros no Brasil -hoje a Selic está fixada em 15% ao ano- e fez um aceno ao ministro Fernando Haddad (Fazenda) após ter sido poupado de ataques pessoais.

    “Eu, pessoalmente, acho um luxo ter o ministro da Fazenda e o secretário do Tesouro fazendo comentários sobre política monetária com a delicadeza que eles fizeram, com a gentileza que eles fizeram, com a educação que eles fizeram”, disse Galípolo após ser perguntado por jornalistas sobre recentes falas de Haddad, a quem chamou de “amigo”.

    “No mundo de hoje, onde muitas vezes se emitem opiniões sobre política monetária nem sempre da maneira mais cordial, civilizada e urbana, a gente ter um ministro Fazenda emitindo uma opinião legítima, mas com a elegância, delicadeza e cuidado que ele fez. Só posso agradecer pela forma como fez a exposição da visão [dele]”, acrescentou.

    Nesta semana, em entrevista ao ICL notícias, Haddad afirmou que a taxa básica “nem deveria estar em 15%” ao ano e que vê espaço para queda de juros. “[Galípolo] tem quatro anos de mandato dele, e ele vai entregar um resultado consistente ao Brasil”, disse.

    Galípolo também repercutiu os comentários feitos pelo secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, de que a Selic a 15% ao ano “machuca” e “não é saudável” do ponto de vista fiscal. “Mas tem o papel da política monetária, que precisa fazer seu trabalho”, acrescentou.

    Na semana passada, o Copom (Comitê de Política Monetária) manteve a taxa básica (Selic) em 15% ao ano pela segunda vez seguida e repetiu a intenção de conservar os juros altos por tempo “bastante prolongado” para assegurar a convergência da inflação à meta.

    O objetivo central perseguido pelo Banco Central é de 3%. No modelo de meta contínua, o alvo é considerado descumprido quando a inflação acumulada permanece por seis meses seguidos fora do intervalo de tolerância, que vai de 1,5% (piso) a 4,5% (teto).

    De acordo com a projeção da autoridade monetária, a inflação acumulada em quatro trimestres cairá para 4,8% no fim do ano, 3,6% em 2026 e 3,1% no primeiro trimestre de 2028. Devido aos efeitos defasados da política de juros sobre a economia, o Copom tem hoje na mira a inflação do primeiro trimestre de 2027 -projetada em 3,4% (acima do centro da meta).

    O antecessor de Galípolo, Roberto Campos Neto, foi alvo de críticas recorrentes por parte do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, que acusava o ex-presidente do BC -indicado pelo governo de Jair Bolsonaro (PL)- de ter lado político e de trabalhar para prejudicar o país.

    Segundo Galípolo, o Banco Central segue dependente da evolução dos dados, mas agora tem agora mais convicção de que as condições econômicas atuais justificam a “dose” do remédio aplicada para frear a inflação. Na visão dele, às vezes é preciso desagradar “um pouco”, diferentemente de outros órgãos.

    “Se 5% não está para lá do pleno emprego, eu não sei quando o Brasil esteve próximo do pleno emprego. É a taxa mais baixa da série histórica, com a renda mais alta na máxima da série histórica, com as importações batendo recorde, com viagens batendo recordes”, afirmou.

    A taxa de desemprego do Brasil recuou a 5,6% no trimestre até julho, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O indicador renovou a mínima da série histórica da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), iniciada em 2012.

    O presidente do BC associou a suavização da atividade econômica à proteção da renda do trabalhador. “É importante que a boa performance da atividade e do mercado de trabalho seja preservada. Como? Preservando a renda do trabalhador. Como preserva a renda do trabalhador? Colocando a inflação na meta”, disse.

    MUDANÇAS NO CRÉDITO HABITACIONAL

    Com relação ao novo modelo de crédito habitacional, com o uso mais flexível de recursos da poupança e mecanismos para fomentar a contratação de financiamentos corrigidos pela inflação, Galípolo demonstrou interesse em avançar na questão, mas não se comprometeu com prazo.

    “A visão que a gente tem aqui no Banco Central é que quanto mais deixar para frente, menos ferramentas, menos espaço, menos instrumentos a gente vai ter para poder amortecer uma eventual transição”, afirmou.

    NOVOS DIRETORES DO BC

    Questionado sobre a futura composição da cúpula do BC, Galípolo sinalizou que gostaria de manter os diretores Renato Gomes (Organização do Sistema Financeiro e de Resolução) e Diogo Guillen (Política Econômica), cujos mandatos terminam em 31 de dezembro.

    No entanto, disse ainda não ter discutido a questão com o presidente Lula, que é quem tem a prerrogativa de escolha definida por lei. Hoje, sete dos nove membros do Copom foram designados pelo atual governo.

    Galípolo vê crítica a juros como legítima e fala em 'delicadeza' de Haddad após ser poupado

  • Bolsonaro pede que Eduardo “feche a boca”, mas filho ignora ataca centrão

    Bolsonaro pede que Eduardo “feche a boca”, mas filho ignora ataca centrão

    Impedido de falar diretamente com o filho por decisão do STF, Bolsonaro recorreu a aliados para conter Eduardo. O deputado, no entanto, reforçou críticas ao Supremo, ao Centrão e ao PL, além de anunciar que disputará a Presidência mesmo sem o aval do pai

    Jair Bolsonaro (PL) tem buscado conter o filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP), pedindo a aliados que o convençam a reduzir os ataques públicos para não prejudicar as negociações em torno de uma possível anistia e da redução de penas. O deputado, no entanto, tem ignorado os recados e ampliado as críticas contra o Supremo Tribunal Federal (STF), o Centrão e até mesmo o próprio partido, segundo a Folha de São Paulo.

    Impedidos de manter contato direto por decisão do ministro Alexandre de Moraes, que investiga ambos por coação à Justiça, Bolsonaro recorreu a interlocutores, entre eles o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-SP), que esteve recentemente com o ex-presidente. Sóstenes, contudo, nega ter se encontrado com Eduardo, que continua nos Estados Unidos.

    A reação do parlamentar veio em tom de confronto. Para ele, Bolsonaro estaria agindo como “refém” e sem clareza do cenário político. Em suas redes sociais, Eduardo escreveu que “quem está sob coação é o meu pai” e acusou setores políticos de tentarem impor ao ex-presidente o apoio a outro candidato em 2026, o que, segundo ele, poderia enfraquecer o bolsonarismo.

    Eduardo também se lançou como pré-candidato à Presidência da República sem o aval do pai, atacou ministros do STF chamando-os de “mafiosos”, comemorou sanções contra a esposa de Alexandre de Moraes e criticou Valdemar Costa Neto, presidente do PL. Segundo ele, não abriu mão da própria trajetória política para “trocar afagos mentirosos com víboras” nem para se “submeter a esquemas espúrios”.

    Nas últimas semanas, o deputado endureceu ainda mais o discurso, reforçando que disputará a eleição presidencial mesmo que isso signifique enfrentar nomes como Tarcísio de Freitas. Para seus aliados nos EUA, Bolsonaro estaria fragilizado demais para tomar decisões, enquanto Eduardo busca ocupar espaço político em meio à crise.

    Bolsonaro pede que Eduardo “feche a boca”, mas filho ignora ataca centrão

  • Matthew McConaughey relembra morte do pai durante sexo e surpreende fãs

    Matthew McConaughey relembra morte do pai durante sexo e surpreende fãs

    Ator contou que James McConaughey morreu de ataque cardíaco em 1992 logo após fazer amor com a esposa. Ele ainda revelou como a mãe reagiu à cena e aproveitou para falar de intimidade no casamento com Camila Alves

    Matthew McConaughey voltou a comentar uma das histórias mais inusitadas de sua vida: a morte do pai, James Donald McConaughey, que sofreu um ataque cardíaco fatal durante uma relação sexual com sua mãe, Mary Kathlene McCabe, em 1992, aos 62 anos.

    O ator já havia relatado o episódio em seu livro de memórias Greenlights (2020), mas trouxe novos detalhes em entrevista ao jornal britânico The Guardian, enquanto promovia sua nova obra, Poems & Prayers. McConaughey lembrou que recebeu a notícia em uma ligação da mãe, que apenas disse que o pai havia partido, sem revelar imediatamente a circunstância. Mais tarde, descobriu que James morreu logo após o casal ter feito sexo naquela manhã.

    Segundo o ator, a cena foi marcante até para os paramédicos, que tentaram cobrir o corpo quando o retiraram de casa. Mary, no entanto, insistiu: “Esse é o Big Jim, ele vai sair do jeito que se foi. Não cubram esse homem”.

    O jornal destacou ainda que James Donald sempre dizia que gostaria de morrer fazendo amor com a esposa, desejo que acabou se tornando realidade.

    Além da lembrança da morte do pai, McConaughey também falou sobre sua vida conjugal com a modelo brasileira Camila Alves, com quem é casado desde 2006 e tem três filhos. O ator revelou que, para ele, um detalhe faz diferença na relação: evitar camas king size.

    “Uma cama muito grande afasta o casal. Você vai dormir querendo ficar junto, mas parece que a outra pessoa está a metros de distância”, disse. “Quando mudamos para uma cama queen, ficamos ombro a ombro. Estou dizendo, isso faz bem para o casamento.”

    Matthew McConaughey relembra morte do pai durante sexo e surpreende fãs

  • Google prepara versão do Android para PCs com lançamento previsto em 2026

    Google prepara versão do Android para PCs com lançamento previsto em 2026

    Durante conferência da Qualcomm no Havaí, executivos da Google confirmaram o desenvolvimento de uma versão do Android para computadores. O sistema promete unificar experiências entre celulares e desktops e deve chegar ao mercado no próximo ano

    O evento anual da Qualcomm, realizado em Maui, no Havaí, foi palco para anúncios importantes sobre o desenvolvimento de uma versão do Android para PCs. A novidade foi confirmada pelo vice-presidente sênior de Plataformas e Dispositivos da Google, Rick Osterloh, que dividiu o palco com o CEO da Qualcomm, Cristiano Amon.

    Segundo Osterloh, o projeto busca unificar as experiências de PCs e celulares: “No passado sempre trabalhamos com sistemas muito diferentes entre o que desenvolvíamos para computadores e para smartphones. Agora embarcamos em um projeto para criar uma base técnica comum para nossos produtos em desktops e PCs”.

    Embora a Google ainda não tenha divulgado detalhes sobre a versão do Android para computadores, Amon reforçou que os usuários podem esperar grandes avanços. “Já vi o Android rodando no PC e é incrível. Ele cumpre a visão de convergência entre celular e computador. Mal posso esperar para ter um”, disse, em entrevista publicada pelo site The Verge.

    Mais adiante, no encerramento da conferência, o vice-presidente de Ecossistema Android, Sameer Samat, adiantou que a estreia do sistema em computadores está prevista para 2026. “É algo que nos deixa muito entusiasmados para o próximo ano”, declarou.

    Paralelamente, a Nothing anunciou novidades da atualização Nothing OS 4.0, baseada no Android 16, que incluirá um modo “extra escuro” para ampliar a personalização da interface.

     

     

    Google prepara versão do Android para PCs com lançamento previsto em 2026

  • Gestão Barroso teve conflito com bolsonarismo e termina com condenações da trama golpista

    Gestão Barroso teve conflito com bolsonarismo e termina com condenações da trama golpista

    Barroso encerra sua gestão na presidência do STF após um período marcado por tensões com o bolsonarismo, julgamentos históricos e episódios de ataque à corte. Ao mesmo tempo, buscou diálogo interno, reaproximação com ministros e defendeu a pacificação política e democrática do país

    (CBS NEWS) – O ministro Luís Roberto Barroso deixa a presidência do STF (Supremo Tribunal Federal) na segunda-feira (29) após ter comandado a corte durante a primeira condenação de um ex-presidente por golpe de Estado na história do país.

    A decisão foi o auge de um período conflituoso entre o magistrado, o STF e o bolsonarismo. Antes mesmo de assumir o principal cargo do Poder Judiciário, o ministro já era alvo constante de Jair Bolsonaro (PL). E declarações dadas pelo magistrado antes de assumir o comando do tribunal incendiaram a relação entre os apoiadores do ex-presidente e a corte.
    Barroso, que será sucedido por Edson Fachin, não participou do julgamento da trama golpista, mas esteve na sessão que definiu as penas dos acusados de formar o núcleo central. “Acredito que nós estejamos encerrando os ciclos do atraso na história brasileira, marcados pelo golpismo e pela quebra da legalidade constitucional”, discursou após a condenação.

    “Desejo, muito sinceramente, que estejamos virando uma página da vida brasileira. E que possamos reconstruir relações, pacificar o país e trabalharmos por uma agenda comum, verdadeiramente patriótica. Com as divergências naturais da democracia, mas sem intolerância, extremismo ou incivilidade”, completou.

    Indicado ao STF por Dilma Rousseff em 2013, Barroso assumiu a presidência do Supremo dez anos depois, com discurso em defesa da unidade nacional. “A democracia venceu e precisamos trabalhar pela pacificação do país”, disse em sua posse.

    Meses antes, duas declarações dele se tornaram munição do bolsonarismo para questionar a isenção do ministro. Numa delas, em Nova York, o magistrado reagiu a apoiadores do ex-presidente que hostilizavam os integrantes do tribunal.

    “Perdeu, mané, não amola”, respondeu Barroso. A frase, proferida menos de um mês depois da derrota eleitoral de Bolsonaro para Lula, virou um mantra do bolsonarismo e acabou pichada por uma manifestante na estátua A Justiça, em frente ao Supremo, durante os ataques de 8 de Janeiro.

    Em outro momento, Barroso discursava no 59º Congresso da UNE (União Nacional dos Estudantes), em julho de 2023, quando afirmou: “Nós derrotamos o bolsonarismo”.

    A declaração motivou um pedido de impeachment contra ele no Senado. De 2021 a julho deste ano, ele foi o segundo maior alvo de representações do tipo, atrás apenas de Moraes. O último apresentado por parlamentar é de autoria da deputada Caroline de Toni (PL-SC), com base também nessas declarações.

    O ministro disse em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, que a fala foi inoportuna.

    “Foi uma frase infeliz. Primeiro que o ‘nós’ dava impressão de que foi o Supremo. Eu quis dizer que foi a sociedade brasileira. Isso foi logo depois da eleição. Segundo, nunca fui de fulanizar o debate, eu não gosto de fulanizar”, disse. “Portanto, eu queria dizer o ‘extremismo’.”

    O julgamento sobre a trama golpista levou o Supremo aos holofotes nos cenários interno e externo. O protagonismo natural do presidente do tribunal, porém, acabou ofuscado pela atuação do ministro Alexandre de Moraes -relator do processo e alvo preferencial do bolsonarismo.

    Além disso, as ações penais sobre a tentativa de golpe ficaram restritas à Primeira Turma , o que reduziu as atenções e os temas sensíveis no plenário do tribunal.

    Ainda assim, durante a gestão de Barroso, o Supremo sofreu dois dos mais marcantes ataques desde a redemocratização: um homem se explodiu em frente à sede do tribunal, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aplicou sanções contra ministros da corte.

    Francisco Wanderley Luiz morreu ao se deitar em um explosivo em frente ao STF, numa tentativa de ataque ao tribunal, em novembro de 2024. Os ministros estavam no plenário da corte em sessão quando o homem se aproximou.

    O atentado ocorreu num momento em que Barroso tentava reabrir o Supremo ao público, com a retirada das grades que restringiam o acesso ao tribunal.

    Em fevereiro de 2024, Barroso fez um ato com os presidentes dos demais Poderes para a retirada dos gradis em torno do edifício-sede. Na ocasião, ele disse ser um “gesto simbólico de normalidade democrática e de confiança na volta da civilidade das pessoas”.

    A partir da tentativa de atentado, o ministro voltou a reforçar os protocolos de segurança.

    Ele também precisou buscar conciliação no Supremo diante das sanções impostas pelo governo Trump contra os ministros do tribunal, que incluiu revogação de vistos de oito ministros, inclusive o próprio Barroso, e a aplicação da Lei Magnitsky a Alexandre de Moraes e sua esposa.

    Foram do próprio Moraes, porém, as principais reações nesse caso. Ele que determinou a prisão domiciliar de Bolsonaro e manteve interlocução próxima com banqueiros para entender o alcance das restrições impostas pelo governo americano.

    Barroso é o ministro que tem relações mais próximas com os Estados Unidos. Morou e estudou no país, onde tem imóvel, e é professor colaborador da Harvard Kennedy School. Por causa das restrições, aconselhou um de seus filhos a voltar ao Brasil e deixar o cargo que ocupava na BTG Pactual em Miami.

    Internamente, o ministro consolidou as boas relações com Gilmar Mendes, um antigo desafeto com quem protagonizou os embates mais famosos da história da corte. A reaproximação havia começado na presidência de Bolsonaro, com a pandemia e os ataques ao STF.

    O decano se tornou um apoio inclusive nas negociações políticas, já que é conhecido por sua habilidade na articulação com diversos setores, enquanto Barroso não tinha entrada fácil em gabinetes da direita no Congresso.

    Os rumores de que o ministro deve sair do Supremo após deixar a presidência seguem fortes, mas o próprio Barroso não nega a possibilidade.

    Uma decisão sobre o assunto só deve ser tomada após o recesso do Judiciário, de dezembro a fevereiro.

    Gestão Barroso teve conflito com bolsonarismo e termina com condenações da trama golpista

  • Mulher perde R$ 5 milhões em golpe de falso Brad Pitt e fala em algo bom

    Mulher perde R$ 5 milhões em golpe de falso Brad Pitt e fala em algo bom

    Anne Deneuchatel, de 53 anos, foi enganada durante 14 meses por golpistas que usaram inteligência artificial para simular conversas com o ator. Apesar do prejuízo milionário, ela afirma que a experiência a levou a pedir o divórcio

    Uma mulher francesa enganada por um golpista que se passou por Brad Pitt decidiu transformar sua experiência em um livro. Anne Deneuchatel, de 53 anos, perdeu cerca de 800 mil euros (R$ 5,04 milhões) para um grupo que utilizou inteligência artificial para simular conversas e fingir ser o astro de Hollywood.

    Anne relatou ao jornal Le Monde que vivia um casamento infeliz com um empresário manipulador quando recebeu a primeira mensagem, supostamente da mãe de Brad Pitt. Pouco depois, passou a trocar conversas frequentes com o falso ator em um canal online. “Fiquei viciada em falar com ele e me vi em uma fantasia”, contou.

    O golpista conquistou sua confiança e começou a pedir dinheiro, alegando inicialmente que seria para comprar presentes para Anne — que nunca chegaram. Mais tarde, disse enfrentar despesas médicas, inventando um falso diagnóstico de câncer. No período de 14 meses, entre abril de 2023 e junho de 2024, a francesa transferiu mais de 800 mil euros (R$ 5,04 milhões).

    Em seu livro Je ne serai plus une proie (Não serei mais uma presa), Anne expõe detalhes da falsa relação, incluindo mensagens em que o suposto Brad Pitt falava sobre alcoolismo, solidão e até o divórcio com Angelina Jolie. Segundo ela, os dois conversavam todos os dias e o homem a chamava de “meu amor” e “rainha”, além de enviar poemas. “Afastei-me da minha personalidade habitual para viver essa fantasia e senti que estava sendo finalmente eu”, escreveu.

    A autora admite que se sentiu validada e amada como não era em seu casamento. A situação a levou ao divórcio, algo que hoje considera o único ponto positivo da experiência.

    O golpe só foi descoberto quando a imprensa noticiou o relacionamento real de Brad Pitt com Ines de Ramon. A partir da denúncia, autoridades identificaram três suspeitos em uma vila na Nigéria como possíveis responsáveis pela fraude.

    Casos semelhantes já ocorreram em outros países, incluindo a Espanha, em que o nome do ator também foi usado em esquemas de estelionato.

    Mulher perde R$ 5 milhões em golpe de falso Brad Pitt e fala em algo bom

  • Ancelotti expõe pressão de Abramovich: “Meu problema foi Mourinho”

    Ancelotti expõe pressão de Abramovich: “Meu problema foi Mourinho”

    O jornal britânico Daily Mail publicou nesta sexta-feira trechos da autobiografia recém-lançada de Carlo Ancelotti, intitulada The Dream – Winning the Champions League, em que o atual técnico da seleção brasileira revisita momentos marcantes de sua carreira, especialmente a passagem pelo Chelsea, entre 2009 e 2011.

    O italiano revelou que, logo no primeiro encontro com o então dono do clube, Roman Abramovich, recebeu a missão clara de conquistar a Liga dos Campeões. “Agora eu trabalhava para um oligarca russo que esperava resultados positivos sempre. E, se algo desse errado, ele queria respostas imediatas. Meu trabalho era fornecê-las”, escreveu.

    Ancelotti citou como exemplo a pressão após uma derrota inesperada por 3 a 1 para o Wigan. “Na manhã seguinte, Abramovich já estava no centro de treinamentos exigindo explicações. Eu nunca tinha vivido esse nível de vigilância, nem mesmo com Silvio Berlusconi no Milan”, disse. Segundo ele, embora Berlusconi fosse exigente e interferisse em contratações e até em táticas, dividia sua atenção com a política como primeiro-ministro da Itália, o que evitava uma microgestão constante.

    A relação com Abramovich piorou em 2010, quando o Chelsea caiu nas oitavas da Champions diante da Inter de Milão, comandada por José Mourinho, ex-treinador dos Blues e hoje técnico do Benfica. “O problema foi que o sucesso de Mourinho não ajudou minha relação com Abramovich. Eu deveria ser o antídoto para Mourinho, alguém calmo e ponderado, capaz de revitalizar o elenco. Mas, ao permitir que ele vencesse, acabei envergonhando o dono do clube”, escreveu.

    Para o dirigente russo, o desempenho na Champions era o critério decisivo. “O fracasso europeu me custou o cargo”, resumiu o técnico.

    Ancelotti acabou demitido em maio de 2011, apesar de ter conquistado uma Premier League, uma Copa da Inglaterra e uma Supercopa nacional. Depois disso, passou por Bayern de Munique, Napoli e Everton, até viver um dos períodos mais vitoriosos no Real Madrid.

    No comando dos merengues, levantou três Champions (2013/14, 2021/22 e 2023/24), três Supercopas da Europa (2014, 2022 e 2024) e três Mundiais de Clubes (2013, 2021 e 2024). No cenário doméstico, foram duas conquistas da La Liga, duas Copas do Rei e duas Supercopas da Espanha.

    Na 25ª rodada do Brasileirão, clássicos prometem emoção e impacto direto na tabela. Corinthians encara o líder Flamengo, Vasco recebe o Cruzeiro embalado e o Maracanã será palco do tradicional duelo entre Fluminense e Botafogo

    Notícias ao Minuto | 03:47 – 26/09/2025

    Ancelotti expõe pressão de Abramovich: “Meu problema foi Mourinho”

  • Rei Charles III e príncipe William reforçam laços na Escócia

    Rei Charles III e príncipe William reforçam laços na Escócia

    Pai e filho desfrutam de momentos reservados em Balmoral, tradição que mantém conversas diretas entre soberano e herdeiro. Enquanto isso, William e Kate planejam mudanças para uma nova residência, buscando mais privacidade e contato com a natureza

    O rei Charles III e o príncipe William aproveitaram momentos de pai e filho no Castelo de Balmoral, na Escócia, segundo a imprensa britânica especializada em realeza.

    O príncipe de Gales viajou de avião para a propriedade real na terça-feira, 23 de setembro, enquanto o monarca foi visto desembarcando no aeroporto no mesmo dia, de acordo com o jornal The Sun.

    Este é o terceiro ano consecutivo em que pai e filho passam alguns dias de miniférias juntos, sem a presença de outros membros da família real, em encontros mais reservados para conversas entre herdeiro e soberano. A expectativa é de que Charles III permaneça em Balmoral até o fim de setembro.

    No mês anterior, William já havia estado na residência com a princesa Kate e os três filhos, George, Charlotte e Louis.

    Charles III, de 76 anos, cumpriu compromissos oficiais no início da semana em Barrow-in-Furness, no norte da Inglaterra. Ele também visitou o histórico Barrow Town Hall, conhecido por sua ligação de mais de 120 anos com a construção de submarinos britânicos. Antes disso, recebeu o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a primeira-dama Melania Trump, em visita oficial ao Reino Unido.

    Enquanto isso, William e Kate se preparam para uma mudança de residência. Atualmente, a família vive em Windsor, na Adelaide Cottage, uma casa de 1831 com fachada rosa, reformada em 2015. O imóvel possui jardim e escritório, onde os príncipes trabalham. Antes da mudança para Windsor, o casal morava em um apartamento no Palácio de Kensington, em Londres, além do Anmer Hall, em Norfolk.

    A mudança, realizada em 2022, foi motivada pela busca de uma vida mais tranquila, com maior contato com a natureza, distante da rotina agitada da capital britânica.

     

     

     

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