Autor: REDAÇÃO

  • Trump anuncia taxas de 100% sobre todos os produtos farmacêuticos

    Trump anuncia taxas de 100% sobre todos os produtos farmacêuticos

    Segundo o presidente dos Estados Unidos, a medida começa a valer em 1º de outubro de 2025 e não se aplicará a empresas que já tenham iniciado a construção de fábricas farmacêuticas em território norte-americano

    Donald Trump anunciou nesta quinta-feira novas tarifas sobre importações de diversos produtos, incluindo uma taxa de 100% para todos os medicamentos de marca ou patenteados vindos de qualquer país.

    Segundo o presidente dos Estados Unidos, a medida começa a valer em 1º de outubro de 2025 e não se aplicará a empresas que já tenham iniciado a construção de fábricas farmacêuticas em território norte-americano. “Se a construção já tiver começado, nenhuma tarifa será aplicada”, explicou Trump em publicação na plataforma Truth Social.

    Pouco antes, ele já havia informado que imporia uma tarifa de 25% sobre caminhões pesados produzidos fora dos EUA, alegando necessidade de proteger fabricantes nacionais da concorrência desleal e garantir a estabilidade financeira dos caminhoneiros. Trump citou empresas como Peterbilt, Kenworth, Freightliner e Mack Trucks, afirmando que elas estarão resguardadas com a medida.

    O presidente também anunciou uma tarifa adicional de 50% para móveis de cozinha, gabinetes de banheiro e itens relacionados, além de 30% sobre móveis estofados. De acordo com Trump, trata-se de uma ação necessária para proteger a indústria americana, justificando que “pode parecer uma prática injusta, mas é essencial para a segurança nacional e para a preservação da capacidade de fabricação do país”.

    Trump anuncia taxas de 100% sobre todos os produtos farmacêuticos

  • Clássicos agitam a 25ª rodada do Brasileirão com impacto na tabela; veja

    Clássicos agitam a 25ª rodada do Brasileirão com impacto na tabela; veja

    A 25ª rodada do Campeonato Brasileiro 2025 promete agitar o fim de semana com clássicos de peso que podem impactar diretamente a briga pelo título e a luta contra o rebaixamento. Entre os jogos mais aguardados estão Fluminense x Botafogo, Vasco x Cruzeiro e Corinthians x Flamengo.

    Vasco x Cruzeiro

    No sábado (27), às 18h30 (horário de Brasília), o Estádio de São Januário será palco de mais um clássico entre Vasco e Cruzeiro. No primeiro turno, a Raposa venceu por 1 a 0, gol de Christian. O time mineiro não perde para o Vasco há cinco partidas, com duas vitórias e três empates, e mantém invencibilidade como visitante diante dos cariocas desde 2019.

    Nos últimos dez confrontos pelo Brasileirão, o equilíbrio prevalece: três vitórias para cada lado e quatro empates. O momento, porém, é mais favorável ao Cruzeiro, embalado por quatro vitórias consecutivas, incluindo viradas contra Bahia e RB Bragantino. Fora de casa, sofreu apenas dois gols em oito partidas. Kaio Jorge é o grande destaque, artilheiro do torneio com 15 gols, além de cinco assistências.

    Fluminense x Botafogo

    O tradicional Clássico Vovô acontece no domingo (28), às 16h (horário de Brasília), no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. O duelo coloca frente a frente os campeões mais recentes da Libertadores: o Botafogo, em 2024, e o Fluminense, em 2023. O retrospecto recente é amplamente favorável ao Alvinegro, que acumula cinco vitórias seguidas sobre o rival no Brasileirão, todas sem sofrer gols.

    O Tricolor não vence o clássico desde 2022, quando Manoel marcou o gol da vitória por 1 a 0. No Maracanã, o jejum é ainda maior: a última vitória como mandante foi em janeiro de 2021, com gols de Lucca e Wellington Silva. Em 2025, o Fluminense soma apenas três vitórias nos últimos 11 jogos, mas conta com Kevin Steven Serna como principal destaque ofensivo.

    Já o Botafogo aposta em sua consistência defensiva para manter a invencibilidade e se consolidar entre os primeiros colocados.

    Corinthians x Flamengo

    O confronto entre Corinthians e Flamengo será realizado no domingo (28), às 20h30 (horário de Brasília), na Neo Química Arena, em São Paulo, com transmissão da Record. O Timão busca encerrar um jejum de seis partidas sem vencer como mandante e tenta repetir o feito de 2024, quando venceu o Rubro-Negro por 2 a 1.

    O Flamengo, líder isolado do campeonato com 51 pontos, chega em grande fase: é a equipe com menos derrotas (2), a defesa menos vazada (11 gols sofridos) e ainda conta com Pedro, carrasco corintiano, que marcou seis gols e deu uma assistência em oito duelos contra o Timão. Giorgian De Arrascaeta também brilha, liderando as participações em gols do torneio com 13 gols e 10 assistências.

    Nos últimos cinco encontros, o Flamengo perdeu apenas uma vez, incluindo a goleada por 4 a 0 no primeiro turno de 2025. O Corinthians, por sua vez, além da pressão pelos maus resultados em casa, sofreu o primeiro gol em suas últimas três partidas como mandante.

    Com o oferecimento de: MATURATTA É CHURRASCO E PONTO

    Zubeldía iniciou a carreira como treinador em 2008, quando assumiu o Lanús; depois dirigiu Barcelona de Guayaquil (EQU), Racing (ARG), LDU (EQU), Santos Laguna (MEX), Independiente Medellín (COL), Alavés (ESP) e Cerro Porteño (PAR)

    Folhapress | 19:45 – 25/09/2025

    Clássicos agitam a 25ª rodada do Brasileirão com impacto na tabela; veja

  • Presos são decapitados no Equador durante conflito entre facções com 17 mortos

    Presos são decapitados no Equador durante conflito entre facções com 17 mortos

    As mortes ocorreram na principal penitenciária de Esmeraldas, cidade portuária no norte do país, próxima à fronteira com a Colômbia

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Uma disputa entre facções do narcotráfico dentro de uma prisão no Equador deixou ao menos 17 mortos nesta quinta (25), durante uma onda de violência que tem se intensificado no país nos últimos anos.

    Segundo o SNAI, o órgão responsável pelas penitenciárias equatorianas, a maioria das vítimas apresentava sinais de facadas e mutilações. A tragédia aumenta para 30 o número de presos mortos em circunstâncias semelhantes nos últimos três dias. Um agente penitenciário também foi assassinado.

    As mortes ocorreram na principal penitenciária de Esmeraldas, cidade portuária no norte do país, próxima à fronteira com a Colômbia. Imagens verificadas pela agência de notícias AFP e divulgadas nas redes sociais mostram corpos ensanguentados no chão, alguns deles decapitados.

    O centro prisional tem capacidade para 1.100 pessoas, mas, em 2022, já abrigava mais de 1.400 detentos, segundo dados oficiais. Do lado de fora, militares cercaram a área próxima da penitenciária, e familiares e moradores se aglomeravam em busca de informações.

    Uma mulher que procurava por um parente contou que desde a madrugada, vizinhos da prisão relatavam barulhos de tiros e gritos. De acordo com ela, militares chegaram a recomendar que as pessoas fossem ao necrotério para ver se seus familiares estavam vivos ou mortos.

    Na segunda (22), outro confronto entre detentos já havia deixado 13 presos e um guarda mortos na penitenciária de Machala, cidade costeira próxima ao Peru. Outras 14 pessoas ficaram feridas.

    O aumento da violência nas cadeias do Equador reflete a disputa entre organizações pelo controle do narcotráfico. Estima-se que cerca de 500 presos tenham sido assassinados desde 2021 em massacres similares.

    Grande parte da cocaína produzida na Colômbia e no Peru, maiores exportadores mundiais da droga, passa pelos portos equatorianos rumo aos Estados Unidos e à Europa. Dados oficiais indicam que 70% da droga que segue para o território americano transita pelo Equador.

    A crise de violência se agravou desde 2021, quando o país registrou a maior matança carcerária de sua história, com mais de cem mortos em uma penitenciária de Guayaquil. À época, presos transmitiram ao vivo pelas redes sociais cenas de decapitações e corpos incendiados.

    Desde 2024, as Forças Armadas assumiram o controle das penitenciárias, depois que o presidente Daniel Noboa declarou guerra ao crime organizado e decretou situação de “conflito armado interno” para enfrentar cerca de 20 facções ligadas a cartéis internacionais.

    Apesar das medidas, a violência continua crescendo. Nos últimos seis anos, o número de homicídios no Equador aumentou mais de 600%.

    Presos são decapitados no Equador durante conflito entre facções com 17 mortos

  • Número de trabalhadores por aplicativo cresceu 170% em 10 anos, diz BC

    Número de trabalhadores por aplicativo cresceu 170% em 10 anos, diz BC

    O Banco Central apresentou cálculos que tentam descrever o impacto dos aplicativos no mercado e trabalho no Brasil

    O número de pessoas trabalhando em aplicativos de transporte e de entrega aumenta a cada ano no Brasil. Entre 2015 e 2025, enquanto a população ocupada no país cresceu cerca de 10%, o número de trabalhadores por aplicativos aumentou 170%, passando de cerca de 770 mil para 2,1 milhões.

    O Banco Central apresentou, nesta quinta-feira (25), cálculos que tentam descrever o impacto dos aplicativos no mercado e trabalho no Brasil, imaginando cenários com e sem as plataformas. A análise está no Relatório de Política Monetária referente ao terceiro trimestre de 2025. Os resultados sugerem que esse fenômeno do uso dos aplicativos teve impacto na taxa de participação na força de trabalho, no nível de ocupação e também na taxa de desocupação. 

    Um dos exercícios propõe três cenários, supondo que as plataformas não existissem:  

    • Aqueles que hoje trabalham para os aplicativos teriam buscado emprego mas, sem sucesso, teriam se tornado desempregados.
    • Essas pessoas não teriam sequer procurado uma ocupação e teriam passado diretamente para fora da força de trabalho.
    • Uma situação intermediária: parte teria conseguido outra ocupação e parte não.

    Nos três cenários, os níveis de ocupação são afetados. A taxa de desemprego aumentaria, por exemplo, entre 0,6 e 1,2 ponto percentual. Atualmente, a taxa de desemprego é 4,3%. Isso significa que, desconsiderados os aplicativos, o desemprego subiria para até 5,5%. Um segundo exercício propõe um cálculo para estimar a relação entre o crescimento dos aplicativos e a evolução do nível de ocupação. As estimativas apresentadas pelo BC sugerem, nesse caso, que os aplicativos não tiraram trabalhadores das demais ocupações, e que a maioria dos seus trabalhadores estava fora do mercado de trabalho.

    O BC conclui, então, que o advento do trabalho por meio de plataformas digitais “representa uma mudança estrutural no mercado de trabalho, que contribuiu para o maior ingresso de pessoas na força de trabalho e na ocupação, com efeitos positivos sobre os principais indicadores. O crescimento extraordinário da quantidade de trabalhadores por aplicativos resultou em elevação do nível de ocupação e da taxa de participação, além de uma redução da taxa de desocupação”, diz a análise.

    Peso na economia

    Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) usados na análise mostram que, apesar do crescimento expressivo, a participação dos trabalhadores de aplicativos de transportes é relativamente pequena: passou de 0,8% para 2,1% da população ocupada, entre 2015 e 2025, e de 0,5% para 1,2% da população em idade de trabalhar (14 anos ou mais) no mesmo período.

    O transporte por aplicativos, a partir de 2020, passou a fazer parte do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medida de inflação usada como referência no sistema de meta para a inflação brasileira. Em agosto de 2025, o peso do subitem transporte por aplicativo no IPCA foi de 0,3%, enquanto, em comparação, o peso do subitem passagem aérea foi 0,6%.

    “O uso de aplicativos de telefone e internet para contratação de serviços de transporte pessoal e de entrega surgiu cerca de uma década atrás e, desde então, tem crescido e se tornado relevante para a economia brasileira”, diz o BC.

    Precarização do trabalho

    Embora elevem os indicadores de ocupação, os aplicativos são responsáveis também pela precarização do trabalho. Relatório do Fairwork Brasil mostra que nenhum dos principais aplicativos conseguiram evidenciar o cumprimento de padrões mínimos de trabalho decente, como oferecer uma remuneração justa.

    O estudo Plataformização e Precarização do Trabalho de Motoristas e Entregadores no Brasil, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), vai na mesma direção e mostra que o trabalho mediado por aplicativos resultou em jornadas de trabalho mais longas, menor contribuição previdenciária e forte queda da renda média destes trabalhadores.

    Segundo a pesquisa, entre 2012 e 2015, enquanto o total de motoristas autônomos no setor de transporte de passageiros era cerca de 400 mil, o rendimento médio ficava em torno de R$ 3,1 mil. Em 2022, quando o total de ocupados se aproximava de 1 milhão, o rendimento médio era inferior a R$ 2,4 mil. A proporção desses trabalhadores com jornadas entre 49 e 60 horas semanais passou de 21,8% em 2012 para 27,3% em 2022.

    Já o percentual de motoristas de passageiros que contribuía com a previdência passou de 47,8%, em 2015, para 24,8%, em 2022, de acordo com o mesmo estudo. 

    Número de trabalhadores por aplicativo cresceu 170% em 10 anos, diz BC

  • Anitta revela critérios para parcerias e diz que escolha não é 'leilão' por dinheiro

    Anitta revela critérios para parcerias e diz que escolha não é 'leilão' por dinheiro

    A cantora disse que só troca de marca quando existe um motivo real e que prefere vínculos longos, com projeto, entrega e coerência com a própria imagem

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Anitta revelou como orienta e escolhe suas parcerias durante conversa com a imprensa para falar sobre seu lado empresária durante o Mercado Livre Experiência 2025, em São Paulo. “Não é um leilão”, afirmou.

    Ela disse que só troca de marca quando existe um motivo real e que prefere vínculos longos, com projeto, entrega e coerência com a própria imagem e não o ganho monetário. “Erro é quando o artista ou influenciador faz algo só pelo dinheiro e nem sabe o que está fazendo”, disse a cantora.

    Anitta usou o “Estrela da Casa” como exemplo de parceria com sentido. Ela contou que já acompanhava o programa, assistiu às apresentações ao vivo, mapeou o que levar e entrou preparada. A participação, segundo ela, “rendeu” porque partiu de afinidade real com o conteúdo. Também afirmou que qualquer um que deseja fazer parcerias precisa se dedicar a estudar as marcas ou conteúdos para criar algo com relevância verdadeira para seu público.

    Sobre marcas, a cantora também disse que tem um processo com checagem de posicionamento que seja alinhado com seu público. A lógica é sempre a mesma: o público precisa ganhar, o parceiro precisa ganhar e ela também -na mesma medida.

    A cantora também reforçou seu papel como a própria empresária. Ela conduz as decisões comerciais da sua marca, freia quando precisa e escolhe onde coloca energia. “Estou amando ficar parada. Trabalhei na expectativa de um dia poder não fazer nada. É meu momento de ficar de boa”, disse.

    Apesar de dizer estar em um momento de mais calma, Anitta comentou que os planos para os Ensaios da Anitta já estão em andamento. Ela comentou sobre o crescimento do projeto como case de aprendizado, indo de prejuízo financeiro a um grande sucesso.

    “Perdemos muito dinheiro no começo”, afirmou. “Nos anos seguinte empatamos. Só depois virou essa coisa grandiosa”, contou. Para 2025, ela dá o spoiler: os ensaios avançam para outras cidades e devem ir pela primeira vez para o Norte do Brasil.

    Anitta revela critérios para parcerias e diz que escolha não é 'leilão' por dinheiro

  • Não vou permitir que Israel anexe a Cisjordânia, afirma Trump

    Não vou permitir que Israel anexe a Cisjordânia, afirma Trump

    “Eu não vou permitir que Israel anexe a Cisjordânia. Já chega, agora é hora de parar”, afirmou o presidente dos Estados Unidos

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Na véspera da fala do primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, na Assembleia-Geral da ONU, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (25) que não irá permitir que Tel Aviv anexe a Cisjordânia.

    “Eu não vou permitir que Israel anexe a Cisjordânia. Já chega, agora é hora de parar”, afirmou Trump, repetindo que não iria permitir que Tel Aviv tomasse essa medida. A declaração foi dada a jornalistas no Salão Oval da Casa Branca durante assinatura de decretos ao lado do vice-presidente J. D. Vance, além de Scott Bessent (Tesouro), Pam Bondi (Justiça) e do diretor do FBI, Kash Patel.

    A semana de evento nas Nações Unidas foi recheada de manifestações de apoio à Autoridade Nacional Palestina (ANP) e de reconhecimento do Estado palestino por países que até então não o reconheciam, em particular durante evento na segunda-feira (22) dedicado ao tema -e boicotado por Israel e EUA.

    Washington é o maior aliado e financiador de Israel em meio ao conflito com o Hamas na Faixa de Gaza e à deterioração da situação política na Cisjordânia. O território é administrado pela ANP, mas é ocupado militarmente por Israel, que é quem exerce na prática o controle territorial e o papel de polícia.

    Além disso, o governo de Netanyahu, o mais a direita da história de Israel e composto por ministro extremistas que defendem a anexação da Cisjordânia e Gaza, tem aprovado novos assentamentos judeus no território ocupado, que foi tomado da Jordânia durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967, assim como Jerusalém Oriental.

    A estratégia dos assentamentos busca consolidar gradualmente a presença judaica no território, que inclusive é mais comumente chamado em Israel de Judeia e Samaria, e minar a possibilidade de estabelecimento de um Estado palestino.

    Neste mês de setembro, Netanyahu voltou a dizer que não haverá um Estado palestino e assinou um acordo para avançar com um polêmico plano de expansão de assentamentos na região.

    A proposta, idealizada por Bezalel Smotrich, seu ministro das Finanças, dividiria a Cisjordânia e isolaria Jerusalém Oriental dessa outra parcela do território ocupado. Smotrich tem defendido que a medida seja tomada em resposta à onda de apoio e reconhecimento do Estado palestino.

    A declaração do premiê foi dada dias após um ataque a tiros em Jerusalém que deixou seis mortos, reivindicado pela ala militar do Hamas, chamada de Brigadas Izz ad-Din al-Qassam. Após o atentado, Smotrich afirmou que a ANP “deve desaparecer do mapa”.

    O presidente da ANP, Mahmoud Abbas, que teve seu visto negado por Washington e fez sua fala na Assembleia-Geral por videoconferência, afirmou que as ações de Israel na Faixa de Gaza serão “um dos capítulos mais horríveis” dos séculos 20 e 21.

    “O povo palestino em Gaza encara uma guerra de genocídio, destruição, fome e deslocamento travada pelas forças de ocupação israelenses”, afirmou o líder palestino.

    O que Israel está fazendo não é nem sequer uma agressão. É um crime de guerra e um crime contra a humanidade documentado e monitorado que será lembrado nos livros de história e nas páginas da consciência internacional como um dos capítulos mais horríveis de tragédia humanitária dos séculos 20 e 21.”

    Não vou permitir que Israel anexe a Cisjordânia, afirma Trump

  • 'Careca do INSS' diz em CPI que não tem negócio com governo e que desconhece Lupi

    'Careca do INSS' diz em CPI que não tem negócio com governo e que desconhece Lupi

    “Não tenho qualquer relação com o governo em nenhuma de suas esferas, federal, estadual ou municipal”, disse Antonio Carlos Camilo Antunes

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, que ficou conhecido como “Careca do INSS”, disse nesta quinta-feira (25) em depoimento à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investiga descontos irregulares em benefícios previdenciários que não tem negócios com governos e que não conhece o ex-ministro da Previdência, Carlos Lupi (PDT).

    O depoimento de Antunes era o mais esperado da CPI até agora. Integrantes tinham esperança de que ele apontasse nomes de políticos que teriam acobertado ou participado do esquema de descontos ilegais. O depoente, porém, tem negado qualquer irregularidade.

    “Eu não conheço o ministro Lupi”, disse o depoente. “Não tenho qualquer relação com o governo em nenhuma de suas esferas, federal, estadual ou municipal. Jamais foi objetivo da minha atuação empresarial estabelecer parcerias com o setor público”, declarou.

    Diversos integrantes da CPI ligados à direita o questionaram sobre sua relação com o senador Weverton Rocha (PDT). Weverton é o político mais visado pelo colegiado até agora porque pessoas próximas a ele foram citadas nas investigações.

    Antunes afirmou que compareceu a um churrasco de costela na casa do senador, quando teria falado com ele sobre a regulação da venda de derivados de cannabis -ou seja, uma atividade de representação empresarial sem ligação com descontos em aposentadorias.

    Também disse que esteve no gabinete do senador em outras ocasiões, mas que não conversou com o político. O interlocutor teria sido Adroaldo Cunha Portal, hoje secretário-executivo do Ministério da Previdência, mas que, na época, trabalhava no gabinete de Weverton. A visita também teria sido para tratar sobre o mercado de cannabis.

    Além disso, Antunes foi questionado sobre relações políticas de forma mais geral. “Não existe essa rede de relacionamento minha com parlamentares quais quer que sejam”, disse ele. A CPÌ tenta obter a lista de visitantes aos gabinetes dos senadores, mas o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), colocou as informações em sigilo.

    O depoente negou que tenha tentado obstruir investigações sobre as fraudes, motivo que teria levado à sua prisão preventiva.

    Antunes declarou que prestava serviços a entidades investigadas, mas que não era ele quem prospectava clientes ou programa descontos em benefícios. “Não sou responsável, nunca fui, não tenho expertise para esse lado da bandidagem”, afirmou.

    “Jamais fui responsável pelo recrutamento de associados, tampouco exerci qualquer ingerência sobre a inserção de dados no sistema do INSS. Todos os serviços contratados pelas associações tinham como destinatário final o próprio associado aposentado, beneficiário direto das atividades desempenhadas”, disse ele.

    O depoente também rejeitou o apelido ‘Careca do INSS’. “Induziram pessoas de bem, veículos de comunicação respeitados, profissionais de imprensa e toda a sociedade a acreditarem em uma narrativa fantasiosa, declarou.

    Antunes é apontado como peça central de um esquema de descontos irregulares em aposentadorias junto com Maurício Camisotti, que supostamente seria sócio oculto de uma das entidades beneficiadas pelos descontos irregulares.

    Apontado em investigação como “epicentro da corrupção ativa” e lobista profundamente envolvido no “esquema de descontos ilegais de aposentadorias”, Antunes recebeu R$ 53,58 milhões de entidades associativas e de intermediárias, de acordo com a investigação da Polícia Federal.

    Segundo relatório de investigadores, o pagamento ocorreu por meio de empresas de Antunes, que teria repassado R$ 9,32 milhões a servidores e companhias ligadas à cúpula do INSS.

    Empresas de Antunes teriam feito repasses de R$ 6,8 milhões para firmas de altos funcionários do INSS também investigados, segundo depoimento de Rubens Oliveira, apontado como um intermediário do esquema.

    Como a Folha de S.Paulo mostrou, Antunes comprou salas comerciais e pagou R$ 700 mil com Pix. Também deixou de registrar imóveis comprados por meio de uma empresa offshore.

    'Careca do INSS' diz em CPI que não tem negócio com governo e que desconhece Lupi

  • Fachin vota para permitir quebra de sigilo no Google e Toffoli suspende julgamento

    Fachin vota para permitir quebra de sigilo no Google e Toffoli suspende julgamento

    Cristiano Zanin, Gilmar Mendes, Kassio Nunes Marques e Fachin votaram para permitir quebra de sigilo em buscas no Google em investigações

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro Luiz Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), votou nesta quinta-feira (25) para permitir a quebra de sigilo de buscas no Google para investigações criminais. Com isso, o julgamento tem cinco votos nesse sentido.

    Na sequência, Dias Toffoli, suspendeu mais uma vez o julgamento sobre a possibilidade de a Justiça determinar a entrega de dados de pessoas que procuraram informações em buscadores como o Google para órgãos de investigação.

    A corrente que até agora é majoritária -para formar maioria são necessários seis votos- indica também requisitos a serem cumpridos e a exigência de fundamentação.

    O caso que chegou ao Supremo é um recurso que trata das investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, em 2018. O processo é de repercussão geral, o que quer dizer que sua tese servirá para todas as ações similares no país.

    Apenas Fachin votou, acompanhando a divergência aberta pelo ministro Alexandre de Moraes. Até o momento, o placar está em 5 contra 2 para autorizar esse tipo de medida, mas com alguns requisitos.

    Há cinco votos nesse sentido e outros dois votos mais restritivos, dados pela relatora, a ministra aposentada Rosa Weber, e André Mendonça.

    A divergência aberta por Moraes foi acompanhada por Cristiano Zanin, Gilmar Mendes, Kassio Nunes Marques e Fachin. Os ministros, no entanto, sugerem diferentes níveis para os critérios que devem ser fixados pela corte. A tese, assim, será discutida depois da conclusão das manifestações.

    A partir de agora, Toffoli tem 90 dias para devolver a matéria para apreciação do colegiado.

    Além dele, faltam votar Luiz Fux e Barroso. Flávio Dino não vota neste caso por ter substituído Rosa, que votou antes de deixar a corte.

    Em abril, Gilmar Mendes havia pedido vista -mais tempo para análise-, devolvendo o processo ao plenário nesta quarta (24). André Mendonça e Alexandre de Moraes também pediram vista anteriormente. Assim, essa é a quarta suspensão do caso.

    Fachin vota para permitir quebra de sigilo no Google e Toffoli suspende julgamento

  • Palmeiras terá semi da Libertadores em meio a jogos contra Flamengo e Cruzeiro

    Palmeiras terá semi da Libertadores em meio a jogos contra Flamengo e Cruzeiro

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O Palmeiras terá uma sequência pesada no fim de outubro. Isso porque o time de Abel Ferreira fará o jogo de ida da semifinal da Libertadores entre os confrontos diretos com Flamengo e Cruzeiro, ambos pelo Brasileirão.

    O QUE ACONTECEU

    O Alviverde enfrentará o Flamengo, líder do Brasileiro, no Maracanã, em jogo previsto para o dia 18 de outubro. O Rubro-Negro, atualmente, tem dois pontos de vantagem em relação ao time de Abel Ferreira, atual terceiro colocado.

    Quatro dias depois, o Palmeiras terá pela frente São Paulo ou LDU, fora de casa, pela semifinal. O primeiro duelo está previsto para o dia 22 e terá data e horário confirmados pela Conmebol.

    Já no dia 25, o clube paulista receberá o Cruzeiro, nesta quinta-feira (25) segundo colocado do Brasileirão com um ponto a mais do que o Alviverde. A data e horário da partida ainda serão confirmados pela CBF.

    Fechando o mês, o Palmeiras fará, como mandante, o jogo de volta da semifinal da Libertadores. O duelo está previsto para o dia 29 de outubro e terá mando alviverde pela melhor campanha da fase de grupos.

    O CALENDÁRIO DO PALMEIRAS

    28/09, às 16h (de Brasília) – Bahia x Palmeiras
    01/10, às 19h – Palmeiras x Vasco
    05/10, às 16h – São Paulo x Palmeiras
    11/10, às 19h – Palmeiras x Juventude (jogo atrasado pela 12ª rodada)
    15/10 – Palmeiras x Red Bull Bragantino*
    18/10 – Flamengo x Palmeiras*
    22/10 – São Paulo ou LDU x Palmeiras**
    25/10 – Palmeiras x Cruzeiro*
    29/10 – Palmeiras x São Paulo ou LDU**
    01/11 – Juventude x Palmeiras*
    *Data e horário a serem confirmados pela CBF
    **Data e horário a serem confirmados pela Conmebol

    O TOP 6 DO BRASILEIRO

    Flamengo – 51 pontos em 23 jogos
    Cruzeiro – 50 pontos em 24 jogos
    Palmeiras – 49 pontos em 22 jogos
    Mirassol – 42 pontos em 23 jogos
    Botafogo – 40 pontos em 24 jogos
    Bahia – 37 pontos em 23 jogos

    Palmeiras terá semi da Libertadores em meio a jogos contra Flamengo e Cruzeiro

  • Palestina sobre guerra: 'Um dos capítulos mais horríveis do século 21'

    Palestina sobre guerra: 'Um dos capítulos mais horríveis do século 21'

    Sem visto dos EUA, Mahmoud Abbas afirmou por vídeo na ONU que Gaza será um dos capítulos mais horríveis do século 21

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A guerra na Faixa de Gaza entrará para os livros de história como um dos capítulos mais horríveis do século 21, afirmou o representante da Palestina, Mahmoud Abbas, nesta quinta-feira (25), durante discurso por videoconferência na Assembleia-Geral da ONU, em Nova York.

    “O povo palestino em Gaza encara uma guerra de genocídio, destruição, fome e deslocamento travada pelas forças de ocupação israelenses”, afirmou o líder.

    “O que Israel está fazendo não é sequer uma agressão. É um crime de guerra e um crime contra a humanidade documentado e monitorado que será lembrado nos livros de história e nas páginas da consciência internacional como um dos capítulos mais horríveis de tragédia humanitária do século 21.”

    Abbas também afirmou estar pronto para trabalhar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e com representantes de Arábia Saudita, França e Nações Unidas para implementar o plano de paz adotado em uma conferência da última segunda (22), primeiro dia da Assembleia-Geral.

    O palestino criticou ainda a visão de um “Grande Israel”, conceito de expansão da nação sobre Cisjordânia, Gaza e partes de países vizinhos como Egito e Líbano que o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, diz apoiar, e os ataques de Tel Aviv ao Qatar no começo do mês que mataram membros do Hamas.

    Abbas falou por videoconferência após ter o visto negado pelos EUA no final de agosto. Como resposta, a Assembleia-Geral da ONU adotou uma resolução na semana passada, aprovada por 145 votos a favor, seis abstenções e cinco votos contra (Israel, Nauru, Palau, Paraguai e EUA) para autorizar o líder a discursar por vídeo.

    Washington justificou a medida, criticada por países europeus, afirmando que a AP (Autoridade Palestina) e a OLP (Organização para a Libertação da Palestina), ambas comandadas por Abbas, “contribuíram materialmente para a recusa do Hamas em libertar seus reféns e para o colapso das negociações de cessar-fogo em Gaza”.

    A decisão dos EUA parece contradizer o Acordo sobre a Sede da ONU, que estabelece os deveres do país anfitrião -entre eles, “não impor quaisquer impedimentos ao trânsito de ou para o distrito da sede” de autoridades estrangeiras, “independentemente das relações existentes” entre os governos dos líderes e os EUA.

    Nos últimos meses, Abbas tem sido mais incisivo ao falar sobre os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023 no sul de Israel, nos quais o grupo terrorista fez cerca de 250 reféns. Em abril de 2025, por exemplo, o líder afirmou que os palestinos estavam pagando o preço pelas ações da facção. “Meus irmãos, entregue-os”, disse ele, em referência aos sequestrados.

    No discurso desta quinta, ele voltou a condenar os atentados. “Apesar de todo o sofrimento de nosso povo, nós rejeitamos o que o Hamas fez em 7 de outubro. As ações que miraram civis israelenses e os levaram como reféns não representam o povo palestino”, afirmou, sem chamar os atos de terroristas.

    Abbas também afirmou que o Hamas não teria espaço em um futuro governo -uma demanda de Israel e da comunidade internacional como um todo. “Hamas e outras facções terão que entregar suas armas à Autoridade Palestina como parte de um processo para construir instituições”, afirmou. “Nós não queremos um Estado armado.”

    A AP foi criada nos Acordos de Oslo, firmados entre a OLP e Israel no início da década de 1990, para administrar temporariamente o território ocupado por Israel antes da criação de um Estado palestino independente, o que nunca se concretizou. Controlada pelo Fatah, partido que governa a Cisjordânia, a entidade exclui o Hamas, que governa a Faixa de Gaza desde 2006.

    A Palestina é reconhecida por mais de 150 países, o que representa mais de 80% dos Estados-membros da ONU, mas algumas das nações com mais poder em órgãos internacionais, como os EUA, não tomaram esse passo. Apesar disso, a OLP é reconhecida como observadora nas Nações Unidas e a “única representante legítima do povo palestino” pelo órgão desde 1974, status que foi atualizado em 2012, quando o território passou a ser um Estado observador não membro.

    Após reafirmar que a OLP reconhece o direito de Israel de existir, Abbas agradeceu, nesta quinta, as nações que reconheceram a Palestina nos últimos dias -países como França, Austrália, Canadá, Portugal e Reino Unido o fizeram durante a assembleia.

    Embora Abbas tenha conseguido discursar no evento, a medida do Governo Trump afetou outros 80 palestinos que poderiam ir ao encontro no momento em que a guerra na Faixa de Gaza passa por um de seus momentos mais críticos.

    Há pouco mais de um mês, Israel iniciou uma ofensiva para ocupar a devastada Cidade de Gaza, onde mais da metade da população de mais 2 milhões de pessoas do território vivia antes da guerra e para onde centenas de milhares de deslocados haviam voltando após um cessar-fogo em janeiro.

    Até agora, mais de 65 mil palestinos, em sua maioria civis, foram mortos ao longo da guerra, segundo o Ministério da Saúde controlado pelo Hamas -o número, que representa 3% dos mais de 2 milhões dos habitantes de Gaza, é considerado confiável pela ONU.

    Nesta quarta (24), em um evento da Assembleia-Geral, o subsecretário-Geral para Assuntos Humanitários da ONU, Tom Fletcher, criticou a destruição em Gaza. “Negaram cada grama de humanidade que as regras da guerra foram criadas para preservar. [Os palestinos foram] mortos enquanto dormiam, brincavam, faziam fila para comida e água, buscavam atendimento médico”, afirmou.

    Palestina sobre guerra: 'Um dos capítulos mais horríveis do século 21'