Autor: REDAÇÃO

  • 'É muita hipocrisia', diz Carol Castro sobre coroação de Virginia na Grande Rio

    'É muita hipocrisia', diz Carol Castro sobre coroação de Virginia na Grande Rio

    A atriz achou que a escolha da escola de samba pela influenciadora é contraditória diante do enredo, que homenageará o movimento Manguebeat e sua luta contra as desigualdades sociais

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Carol Castro, 41, voltou a se posicionar contra a coroação de Virginia Fonseca, 26, como rainha de bateria da Grande Rio no Carnaval 2026.

    Para a atriz, que já desfilou como rainha do Salgueiro, a escolha da influenciadora é contraditória diante do enredo da escola, que homenageará o movimento Manguebeat e sua luta contra as desigualdades sociais.

    “Se fosse qualquer outro enredo, talvez eu nem tivesse comentado. Mas justamente um que fala de luta e resistência? É muita hipocrisia. Claro, a hipocrisia não é novidade no nosso país. Mas esse caso me pegou muito”, disse Carol em entrevista à IstoÉ Gente.

    Notícias ao Minuto [Carol Castro em desfile na Salgueiro em 2006]© Getty Images  

    O ponto mais polêmico para a atriz foi o contraste entre a coroação de Virginia e sua recente participação na CPI das Bets, que investigou jogos de apostas online. “O que me deixou incrédula foi o fato de, na mesma semana em que a pessoa estava numa CPI falando de bets, de jogos que enriquecem às custas da perda do outro, ela aparecer posando como se nada fosse”, declarou.

    Carol destacou que, para ela, não se trata de comparações simplistas. “Não estamos falando de cigarro, bebida ou qualquer outra tentativa de amenizar. Ali, diante das câmeras, dizia que joga, que está tudo legalizado, quando não está. É calunioso, é mentira. E ainda assim, tudo arrumadinho para passar uma imagem ‘bonita’, tudo pensado.”

    Apesar da crítica, a atriz fez questão de reforçar que sua fala não está ligada a qualquer desejo pessoal de ocupar o posto. “Não tem nada a ver com eu querer ser rainha de bateria da Grande Rio, até porque hoje em dia eu nem teria joelho para isso. Adoro carnaval, adoro samba, mas acredito que esse espaço deveria ser ocupado por alguém da comunidade”, afirmou.

    Essa não foi a primeira vez que Carol demonstrou incômodo com a escolha. Em maio, ela já havia usado as redes sociais para se manifestar. “O enredo da Grande Rio é sobre o movimento Manguebeat, que surgiu para denunciar as desigualdades sociais e a pobreza. Aí colocam a Virginia como rainha de bateria, que há uma semana estava depondo na CPI das Bets justamente por enganar pobre e ganhar dinheiro em cima deles”, escreveu na época.

    Para Carol, a nomeação é o retrato de um Brasil marcado por contradições. “Eu fiquei chocada. Pensei: ‘Que país é esse em que a pessoa tira selfie, ri, repete o que o advogado mandou falar e, três dias depois, é anunciada como rainha de bateria de um samba-enredo?’. É o retrato do que a gente vive, como naquela madrugada da PEC da impunidade”, concluiu.

    'É muita hipocrisia', diz Carol Castro sobre coroação de Virginia na Grande Rio

  • 'Quero ver Netanyahu em um tribunal', diz Boric na ONU

    'Quero ver Netanyahu em um tribunal', diz Boric na ONU

    O líder chileno reforçou a importância da ONU como fórum de debates internacionais e disse que, ao lado de Brasil, Espanha, Uruguai e Colômbia irá realizar um segundo encontro de líderes globais em defesa da democracia

    BUENOS AIRES, ARGENTINA (CBS NEWS) – O presidente do Chile, Gabriel Boric, somou-se aos líderes mundiais que apoiam a população de Gaza e fez duras críticas ao primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu.

    “Hoje, sendo 2025, são milhares de inocentes que perdem a vida só pelo fato de serem palestinos, como milhares antes perderam por serem judeus”, afirmou, em referência ao Holocausto. “Não quero ver Netanyahu destroçado por um míssil, mas enfrentando um tribunal de justiça internacional.”

    “Aqueles que vivem sem condenar fatos assim, com todas as suas forças, são tão homicidas quanto quem faz uma bomba cair ou aperta um gatilho”, seguiu Boric.

    O líder chileno, que está no último ano de mandato e sem possibilidade de reeleição, reforçou a importância da ONU como fórum de debates internacionais e disse que, ao lado de Brasil, Espanha, Uruguai e Colômbia irá realizar um segundo encontro de líderes globais em defesa da democracia, ato que teve início na Assembleia da ONU do ano passado. Um evento parecido ocorreu em Santiago, em julho, com a presença do presidente Lula.

    Ele também disse que seu país defenderá a candidatura da ex-presidente do Chile Michelle Bachelet para o cargo de secretária-geral da ONU, para substituir António Guterres em 2026.

    'Quero ver Netanyahu em um tribunal', diz Boric na ONU

  • Real Madrid goleia Levante com golaço de Vini Jr. e mantém 100% no Espanhol

    Real Madrid goleia Levante com golaço de Vini Jr. e mantém 100% no Espanhol

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Com um golaço do brasileiro Vinicius Júnior, o Real Madrid venceu o Levante, na tarde desta terça-feira (23), por 4 a 1, no estádio Ciutat de Valencia, e manteve os 100% de aproveitamento no Campeonato Espanhol.

    O camisa 11 abriu o placar com um chute colocado, utilizando a parte externa do pé. Mastantuono e Mbappé, duas vezes, foram os autores dos outros gols. Para os donos da casa, Eyong foi quem balançou a rede.

    Com o resultado, os merengues vão a 18 pontos em seis partidas. Eles ocupam a liderança do torneio -o Barcelona, segundo colocado, tem 13 pontos e entra em campo ainda nesta rodada. O Levante permanece com 4 e busca recuperação na competição.

    Na próxima rodada, o Real Madrid visita o Atlético de Madri, enquanto o Levante enfrenta o Getafe fora de casa.

    COMO FOI O JOGO

    Real Madrid adotou uma estratégia diferente, de ter um sistema com três zagueiros no momento ofensivo e com Vinícius Júnior mais próximo de Mbappé. A equipe visitante se mostrou superior, ditando o ritmo da partida, mas os donos da casa assustaram duas vezes, em chances com Romero e De la Fuente.

    Os merengues, porém, logo se acertaram e passaram a rondar o gol adversário. A primeira chance mais clara foi com Mastantuono, que carimbou o travessão após rebote de finalização de Vini Jr. O placar foi, então, aberto com o próprio brasileiro, com uma bonita batida com a parte externa no pé direito.

    O camisa 11, que teve boa atuação na etapa inicial, arrancou em velocidade pela esquerda e deu assistência para Mastantuono ampliar a vantagem merengue. Antes do apito, o “Malvadeza” teve mais uma oportunidade, mas parou no goleiro adversário.

    Na volta do intervalo, o jogo apresentou outro ritmo e o Levante conseguiu diminuir logo no começo. Após o gol, os donos da casa fizeram uma pressão em busca do empate, tiveram mais a bola e também mais próximos do gol de Courtois. Mas, ao mesmo tempo, deixaram espaços para contra-ataques. Em uma das investidas do Madrid, pênalti em Mbappé – o próprio francês cobrou com uma cavadinha e fez o terceiro dos visitantes.

    A torcida ainda celebrava quando Mbappé fez o segundo dele no jogo e o quarto do Madrid. Na reta final, Xabi Alonso fez mudanças, algumas já pensando no próximo duelo. O time trocou passes e gastou tempo, enquanto o Levante não mostrava forças para conseguir mudar a conjuntura do duelo.

    Peritos das Nações Unidas, entre os quais a relatora especial para a Palestina, Francesca Albanese, apelaram à FIFA e à UEFA para suspenderem a seleção de futebol de Israel de todas as competições internacionais

    Folhapress | 17:48 – 23/09/2025

    Real Madrid goleia Levante com golaço de Vini Jr. e mantém 100% no Espanhol

  • Morre Claudia Cardinale, dama do cinema italiano que fez 'O Leopardo', aos 87

    Morre Claudia Cardinale, dama do cinema italiano que fez 'O Leopardo', aos 87

    Atriz franco-italiana, Claudia Cardinale, trabalhou com diretores como Luchino Visconti, Federico Fellini, Richard Brooks, Henri Verneuil e Sergio Leone; a causa da morte não foi divulgada

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A atriz Claudia Cardinale morreu nesta terça-feira aos 87 anos. A informação foi confirmada pelo agente dela, Laurent Savry, à agência de notícias AFP. Não há confirmação do motivo da morte. Cardinale estava em Paris com seus filhos.

    Atriz emblemática do cinema nos anos 1960, a franco-italiana trabalhou com diretores como Luchino Visconti, Federico Fellini, Richard Brooks, Henri Verneuil e Sergio Leone. “Ela nos deixa o legado de uma mulher livre e inspiradora, tanto como mulher quanto como artista”, disse seu agente à AFP.

    Uma das damas do cinema italiano, ela ficou conhecida por filmes como “O Leopardo” (1963), de Visconti, e “Era Uma Vez no Oeste”, dirigido por Leone e lançado em 1968. As obras deram amplo reconhecimento internacional à atriz.

    Ao longo da carreira de quase seis décadas, se desdobrou em tipos sedutores, caso da viúva desejável do “Era Uma Vez no Oeste” e da mulher ideal em “Oito e Meio”, obra memorialística de Federico Fellini. Também encarnou a inocência, no caso de “O Leopardo”, e a princesa de Blake Edwards em “A Pantera Cor-de-Rosa”, este também de 1963.

    Nascida na Tunísia, Cardinale era filha de pais de origem italiana. Era conhecida pela beleza, e foi eleita a italiana mais bela da Tunísia aos 17 anos pela embaixada, e por isso ganhou uma viagem para o Festival de Veneza, um dos principais eventos de cinema do mundo.

    Cardinale ascendeu num momento em que a Europa preenchia as telas do mundo com divas que tinham talento equiparável à sua beleza e elegância, como Sophia Loren, Monica Vitti e Gina Lollobrigida, suas compatriotas, e Brigitte Bardot, Catherine Deneuve e Jeanne Moreau, estas francesas.

    Ao emprestar rosto e corpo a cineastas renomados, a atriz estampou o movimento de transformação pelo qual passava o cinema europeu, que passava a prezar pela autoralidade. De um lado, o neorrealismo italiano levava suas musas para o centro dos problemas sociais do país; de outro, a nouvelle vague francesa rompia com padrões da indústria.

    Cardinale teve diversas passagens pelo Brasil. Dentre elas, em 2012, recebeu o prêmio Leon Cakoff durante a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo pelo conjunto da obra no encerramento do evento. À época, estrelou “O Gebo e a Sombra”, do centenário diretor português Manoel de Oliveira.

    Décadas antes, em 1967, veio ao país para rodar “Uma Rosa Para Todos”, de Franco Rossi. Em entrevista à Folha de S.Paulo, em 2012, lembrou ainda das caóticas filmagens na Amazônia de “Fitzcarraldo”, de 1982, um dos projetos mais ambiciosos de Werner Herzog.

    “Foi a maior aventura da minha vida. Filmava com centenas de índios seminus, que me deram vários presentes. Quando voltei para a Amazônia, anos depois, precisei dançar duas horas com eles… ainda seminus”, disse, às gargalhadas.

    Morre Claudia Cardinale, dama do cinema italiano que fez 'O Leopardo', aos 87

  • Eduardo não paga por faltas, e Câmara inicia processo para inclui-lo em cadastro de devedor

    Eduardo não paga por faltas, e Câmara inicia processo para inclui-lo em cadastro de devedor

    Foi encaminhada Guia de Recolhimento da União ao gabinete de Eduardo Bolsonaro, mas não houve quitação do débito; posteriormente, processo será enviado à Dívida Ativa da União (DAU), para prosseguimento da cobrança

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A Câmara dos Deputados informou que estão em curso trâmites para a inclusão do nome do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) como devedor no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin) por conta de faltas injustificadas.

    Posteriormente, o processo será enviado à Dívida Ativa da União (DAU), para prosseguimento da cobrança, informou a assessoria da Câmara à Folha de S.Paulo.

    A cobrança é resultado de um processo instaurado na Casa para apurar débito por faltas não justificadas do deputado, ocorridas no mês de março. O valor apurado foi de R$ 13.941.

    Segundo a Câmara, devido à insuficiência de saldo na folha de pagamento de março, instaurou-se processo de cobrança administrativa individualizado.

    Ainda de acordo com o órgão, em 13 de agosto, foi encaminhada a respectiva GRU (Guia de Recolhimento da União), com vencimento em 12 de setembro. O ofício foi recebido fisicamente no gabinete por uma secretária parlamentar. No entanto, o órgão afirmou que, até esta terça-feira (23), não houve a quitação do débito.

    A medida foi informada como um dos resultados da recomendação do TCU (Tribunal de Contas da União) que, em 30 de julho, pediu que a Câmara apurasse os indícios de irregularidades sobre o financiamento público de Eduardo durante a sua estadia nos Estados Unidos.

    O tribunal também requisitou que a Câmara comunicasse ao órgão, ao fim das análises, quais foram as conclusões e as medidas adotadas.

    Os ministros do tribunal aprovaram um parecer da área técnica da corte, revelado pela Folha, que considerou haver “indícios suficientes de irregularidade” no caso.

    A diretoria do TCU adotou como base, na avaliação, as ausências do parlamentar, no relatório de presença em plenário do portal da transparência da Casa.

    De acordo com este documento, o deputado só justificou uma das suas cinco faltas em sessões deliberativas deste ano, até o início de seu afastamento por licença para tratamento de saúde, e, posteriormente, interesses particulares, em 20 de março.

    Segundo o TCU, o portal não apresentou indicativos de que tenha ocorrido desconto na remuneração do parlamentar em virtude dessas faltas, conforme determina norma da Casa.

    Os técnicos, porém, avaliaram que o caso deveria ser apurado pela própria Câmara, já que, se comprovadas, as irregularidades não atingiram o mínimo de R$ 120 mil de danos aos cofres públicos. O valor tem servido como base no TCU para a abertura de investigações.

    Nesta terça, o Conselho de Ética da Câmara também abriu um processo que pede a cassação do deputado e ameaça à realização das eleições em 2026.

    A peça que originou o processo apontou que, morando nos Estados Unidos desde março, Eduardo Bolsonaro tem atuado a favor de sanções a autoridades brasileiras, como retirada de visto e aplicação da Lei Magnitisky, e que sua campanha resultou na imposição de tarifas discriminatórias ao país, o chamado tarifaço. O objetivo de Eduardo é livrar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que foi condenado pelo STF a 27 anos de prisão na ação da trama golpista.

    Além disso, Motta indeferiu a indicação do PL para que Eduardo se tornasse líder da minoria. A manobra do partido tinha o objetivo de blindá-lo da cassação por faltas, já que líderes têm a prerrogativa de poder faltar às sessões plenárias.

    A Constituição estabelece que perderá o mandato o deputado ou o senador que faltar a um terço das sessões ordinárias do ano, salvo licença ou missão oficial -a aferição das faltas acontece somente em março de 2026.

    Eduardo não paga por faltas, e Câmara inicia processo para inclui-lo em cadastro de devedor

  • Trump muda de tom de novo e agora diz que Ucrânia pode recuperar território tomado pela Rússia

    Trump muda de tom de novo e agora diz que Ucrânia pode recuperar território tomado pela Rússia

    Donald Trump fez post após encontro com Zelenski nos bastidores da Assembleia-Geral da ONU; presidente ucraniano pediu aumento de pressão e sanções contra a Rússia

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mudou o tom novamente sobre a guerra no Leste Europeu e disse acreditar que a Ucrânia pode recuperar, com o apoio da Otan e da Europa, o território tomado pela Rússia desde a invasão -hoje, Moscou controla cerca de 20% do território ucraniano, incluindo a península da Crimeia, e vem avançando lentamente nos últimos meses sobre posições de Kiev.

    O republicano fez um post na rede Social Truth nesta terça-feira (23), logo após um encontro com o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, nos bastidores da Assembleia-Geral da ONU, em Nova York, onde fez um discurso afirmando ter acreditado que acabar com a Guerra da Ucrânia seria fácil por causa de sua relação com Vladimir Putin.

    “Depois de conhecer e entender completamente a situação militar e econômica da Ucrânia e da Rússia e, após ver os problemas econômicos que isso está causando à Rússia, acredito que a Ucrânia, com o apoio da União Europeia, esteja em posição de lutar e VENCER, recuperando toda a Ucrânia em sua forma original”, escreveu Trump.

    “Com tempo, paciência e o apoio financeiro da Europa e, em particular, da Otan, restabelecer as fronteiras originais de onde essa guerra começou é uma opção muito real”, disse ainda.

    Na reunião com Trump, Zelenski pediu que seja aumentada a pressão sobre a Rússia, e disse que suas Forças Armadas estão em condição de conter o avanço de Moscou no leste de seu país.

    Precisamos de mais pressão, mais sanções agora, com os Estados Unidos, antes de tudo, e a Europa”, afirmou o ucraniano, acrescentando que queria falar sobre o pedido de Trump para que países europeus deixem de comprar combustível russo e dizendo acreditar que a economia russa está indo “muito mal.

    O presidente ucraniano disse ainda acreditar que a nova fala de Trump representa uma mudança importante na política externa americana e que os EUA estariam dispostos a oferecer garantias de segurança à Ucrânia ao fim da guerra.

    Mais cedo, em seu discurso na ONU, Trump ameaçou a Rússia com sanções econômicas, mas disse que queria que os aliados dos EUA adotassem os mesmos passos. O americano criticou algumas nações europeias por continuarem comprando gás e petróleo russo apesar da guerra.

    “De todas as sete guerras que interrompi”, disse Trump no discurso, em referência a conflitos que afirma ter mediado, “achei que este seria o mais fácil, graças à minha relação com o presidente Putin, que sempre foi boa. Mas, nas guerra, você nunca sabe o que vai acontecer. Sempre tem muitas surpresas”.

    Em reação à fala do americano, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse nesta terça que quer que a Europa pare de comprar petróleo da Rússia até o fim do ano. “Trump está absolutamente certo. Estamos trabalhando nisso”, afirmou.

    Trump muda de tom de novo e agora diz que Ucrânia pode recuperar território tomado pela Rússia

  • 'Quem tem passagem na polícia é você', diz Carol Lekker para Rayane em briga

    'Quem tem passagem na polícia é você', diz Carol Lekker para Rayane em briga

    Namorada de Belo, Rayane Figliuzzi, é ré por estelionato e organização criminosa; infiltrada, a ex-Miss Bumbum Carol Lekker deve deixar reality nesta terça (23)

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Em seu último dia em A Fazenda 17, a infiltrada Carol Lekker discutiu com Rayane Figliuzzi. A briga começou por causa de limpeza.

    “Não sou obrigada a fazer nada para você, não sou sua subordinada. E antes de chamar os outros de sujo, lembre-se que quem tem passagem na polícia aqui é você”, disparou Carol.

    A ex-Miss Bumbum se referiu ao processo por estelionato a que Rayane responde. Ela é processada pelo Ministério Público de Santa Catarina por uma série de golpes aplicados entre 2020 e 2021 contra idosos no estado.

    “Se enxerga”, retrucou Rayane. “Nem educação tem. Baixa, barraqueira”. A briga prosseguiu e Carol criticou a Fazendeira por ter jogado água na cara de Yoná. “Jogou água na cara de uma mulher de 50 anos. Quero ver jogar na minha.”

    “Tadinha dela, tem 50 anos”, debochou Rayane.

    A briga agitou as redes sociais na tarde desta terça-feira (23), o que fez com que telespectadores começassem uma campanha pela extensão da estadia de Carol no reality.

    A peoa, junto com Matheus Martins, faz parte da dinâmica “infiltrados” e deve deixar o programa nesta terça. Ambos já estão confirmados na agenda da Record nesta semana.

    “Carelli, deixa os infiltrados!”, apelou um usuário do X. “Gente, pede para o Carelli deixar os infiltrados, pelo amor de Deus. Olha a disposição dessa mulher! Imagina essa rivalidade a longo prazo, é audiência na certa”, pediu outra telespectadora.

    'Quem tem passagem na polícia é você', diz Carol Lekker para Rayane em briga

  • Isenção de Imposto de Renda será votada na Câmara em 1º de outubro, diz Hugo Motta

    Isenção de Imposto de Renda será votada na Câmara em 1º de outubro, diz Hugo Motta

    A proposta também prevê isenção parcial para quem recebe salário de até R$ 7.350; texto também estabelece alíquota extra de até 10% para mais ricos

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou, nesta terça-feira (23), que a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 será votada na próxima semana.

    O anúncio foi feito por meio das redes sociais após o relator do projeto, deputado Arthur Lira (PP-AL), apresentar o texto aprovado na Comissão Especial que analisou a proposta, em julho, aos líderes partidários. A proposta também prevê isenção parcial para quem recebe salário de até R$ 7.350.

    “Pontuamos as ponderações. Colocamos que buscamos a neutralidade, a justiça tributária para quem ganha até 5.000, parcialmente para quem ganha até 7.350 e tiramos dúvidas dos líderes que questionaram algumas situações a respeito do texto”, disse Lira.

    Segundo o relator, começa agora o prazo para a apresentação de emendas ao texto por parte dos partidos e deputados. De acordo com Lira, não houve discussão sobre o mérito do texto, mas houve ponderações por parte de líderes sobre impactos da proposta para estados e municípios.

    “Há preocupação da Casa em garantir a arrecadação de estados e municípios, em deixar o texto ainda mais claro. Coloquei que não há preocupação deste relator com o texto, que não é meu, é da maioria da Casa que vai trabalhar para convergir na aprovação dessa matéria”, disse.

    “Ressaltei na reunião que sabemos que há divergências políticas e econômicas com relação às compensações. Vamos ver isso muito claramente agora na abertura do prazo de emendamento. Mas o clima é de muita tranquilidade e poder contribuir para o aperfeiçoamento do texto”, acrescentou.

    A proposta prevê tributação de 10% sobre dividendos enviados ao exterior. Segundo Arthur Lira, isso será mantido.

    “Chamei a atenção para o excesso de arrecadação, se por acaso existir, para diminuir a alíquota de IBS e CBS [Contribuição de Bens e Serviços] como válvula no final”, afirmou o parlamentar.

    No texto aprovado pela Comissão Especial, Lira retomou o redutor para contribuintes que têm participação acionária em empresas que efetivamente já pagam 34% sobre seus lucros, como havia sido proposto pela equipe econômica. Esse mecanismo prevê uma combinação das cargas tributárias de pessoas físicas e jurídicas.

    O relatório manteve a criação do imposto mínimo, que será cobrado de quem ganha a partir de R$ 50 mil mensais (cerca de R$ 600 mil anuais) e também a alíquota de 10% para quem ganha a partir de R$ 1,2 milhão ao ano.

    O texto aprovado na comissão especial mantém a cobrança de imposto de renda sobre lucros e dividendos acima de R$ 50 mil mensais, que passarão a ter o tributo retido na fonte, e a tributação de 10% sobre esses rendimentos aferidos por estrangeiros ou remetidos ao exterior.

    O ex-presidente da Câmara dos Deputados também retomou em seu relatório a possibilidade de os estrangeiros e não residentes acumularem crédito tributário sobre o Imposto de Renda retido na fonte sobre dividendos. Esses contribuintes terão um ano para pleitear esses créditos.

    A alíquota é de 10%, a mesma que será recolhida sobre dividendos mensais acima de R$ 50 mil. Lira também fixou no texto o dia 31 de dezembro de 2025 como a data limite para deliberação de pagamento de dividendos (para residentes ou não) que não estarão sujeitos à nova tributação, mesmo que o pagamento seja executado depois dessa data.

    Nesta terça, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) apresentou na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado um projeto alternativo que também corrige a tabela do Imposto de Renda e tributa dividendos. O texto pode ser votado nesta quarta (24) e representa um contraponto ao relatório de Lira, seu principal rival político.

    Nesta terça, o senador voltou a criticar o andamento da proposta que está na Câmara. “O governo enviou à Câmara dos Deputados ainda em março deste ano o projeto de lei”, afirmou. “Até o presente momento, a matéria aguarda decisão para ser pautada no plenário da Câmara, gerando expectativas negativas quanto à tramitação deste tema, que é de grande relevância para a correção de injustiças tributárias com as pessoas de menor renda.”

    ENTENDA O QUE O PLENÁRIO DA CÂMARA VAI ANALISAR

    NOVA FAIXA DE ISENÇÃO

    – Rendas de até R$ 5.000 passam a ser isentas de Imposto de Renda
    – Desde maio deste ano, estão isentos os que ganham até R$ 3.036
    – 10 milhões de pessoas serão beneficiadas, segundo o governo

    ISENÇÃO PARCIAL DE IMPOSTO DE RENDA

    – Quem ganha até R$ 7.350 pagará menos IR do que atualmente
    – Acima de R$ 5.000, o contribuinte terá percentuais de desconto sobre o imposto a pagar

    QUANTO VAI CUSTAR

    – R$ 31,25 bilhões em 2026
    – R$ 33,53 bilhões em 2027
    – R$ 35,80 bilhões em 2028

    QUEM VAI PAGAR

    – Imposto mínimo para rendas mais altas
    – Quem ganha mais de R$ 50 mil mensais fica sujeito a uma alíquota mínima efetiva, que equivale ao tributo efetivamente pago
    – Essa cobrança vai incidir também sobre dividendos acima desse valor, que terão imposto recolhido na fonte
    – A alíquota máxima de 10% será cobrada de quem ganha mais de R$ 1,2 bilhão

    QUANTO O GOVERNO VAI ARRECADAR COM O IMPOSTO MÍNIMO

    – R$ 25,22 bilhões em 2026
    – R$ 29,49 bilhões em 2027
    – R$ 29,83 bilhões em 2028

    DISPOSITIVO REDUTOR

    – Na renda alta, haverá um “encontro de contas” entre a tributação da pessoa física e da pessoa jurídica
    – O mecanismo prevê que as alíquotas nominais não passem de 34%
    – A alíquota equivale para a maioria das empresas; para bancos é de 40%
    – Com esse dispositivo, um acionista terá seus dividendos tributados em até 10% ou até que, na soma das alíquotas jurídicas, chegue a 34% ou 40%

    IMPOSTO SOBRE DIVIDENDOS DE ESTRANGEIROS OU REMETIDOS AO EXTERIOR

    – Esses pagamentos terão alíquota de 10% retida na fonte

    QUANTO O GOVERNO VAI ARRECADAR COM ESSES DIVIDENDOS

    – R$ 8,90 bilhões em 2026
    – R$ 9,69 bilhões em 2027
    – R$ 9,81 bilhões em 2028

    Isenção de Imposto de Renda será votada na Câmara em 1º de outubro, diz Hugo Motta

  • Governo brasileiro confirma conversa de Lula e Trump

    Governo brasileiro confirma conversa de Lula e Trump

    O presidente Donald Trump disse que ficou impressionado com Lula, que o abraçou nos bastidores do plenário da ONU e que convidou o presidente brasileiro para um encontro na próxima semana

    O Palácio do Planalto confirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, propôs ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que os dois conversem na próxima semana. A proposta foi feita nesta terça-feira (23), durante um breve encontro entre os dois mandatários, que não estava programado.

    Segundo a assessoria do Palácio do Planalto, Lula e Trump conversaram rápida e amistosamente ao se encontrarem no edifício-sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York (EUA), onde participam da 80ª Assembleia Geral da entidade, junto com chefes de Estado e autoridades de outras 191 nações que integram a organização.

    Ainda de acordo com o Planalto, a conversa foi proposta por Trump e imediatamente aceita por Lula. Agora, assessores dos dois presidentes devem tomar as providências necessárias, mas ainda não está certo se a futura conversa será presencial ou por telefone. Ao discursar durante a Assembleia Geral da ONU, Trump revelou publicamente que pretende “se encontrar” com Lula na próxima semana. “Encontrei o líder do Brasil ao entrar aqui e falei com ele. Nos abraçamos. As pessoas não acreditaram nisso. Nós concordamos que devemos nos encontrar na próxima semana. Foram cerca de 20 segundos. Conversamos e concordamos em conversar na próxima semana”, disse o presidente estadunidense, acrescentando que Lula “parece ser um homem muito agradável”.

    “Eu gosto dele e ele gosta de mim. E eu gosto de fazer negócios com pessoas de quem eu gosto. Quando eu não gosto de uma pessoa, eu não gosto. Mas tivemos, ali, esses [20 ou] 30 segundos. Foi uma coisa muito rápida, mas foi uma química excelente. Isso foi um bom sinal”, acrescentou Trump, sinalizando que o Brasil pode “se dar bem” caso trabalhe de forma conjunta com os EUA. “Sem a gente, eles vão falhar como outros falharam.”

    As declarações de Trump causaram surpresa por terem sido feitas em meio a uma crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos. Desde julho deste ano, o governo dos Estados Unidos vem em uma ofensiva comercial contra o Brasil, taxando a importação de produtos brasileiros, aplicando sanções contra autoridades brasileiras e tentando interferir em decisões do Poder Judiciário brasileiro.

    Ao fazer o tradicional discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU, pouco antes de Trump discursar, Lula não mencionou o encontro ou a possibilidade de uma nova conversa com o presidente estadunidense. Sem citar Trump, criticou as “sanções arbitrárias e unilaterais” dos Estados Unidos, afirmando que o mundo assiste a um crescimento do autoritarismo.

    “O multilateralismo está diante de nova encruzilhada. A autoridade desta organização [ONU] está em xeque. Assistimos à consolidação de uma desordem internacional marcada por seguidas concessões a política do poder, atentados à soberania, sanções arbitrárias. E intervenções unilaterais estão se tornando regra”, disse Lula.

    Governo brasileiro confirma conversa de Lula e Trump

  • PL ataca Paulinho, Aécio e Temer em reunião

    PL ataca Paulinho, Aécio e Temer em reunião

    Partido de Jair Bolsonaro reafirmou defesa de anistia e rejeição a redução de penas; relator minimiza críticas, dizendo que ataques foram de pessoas que queriam vídeo para redes sociais

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), relator do projeto da anistia na Câmara, foi alvo direto da artilharia bolsonarista na tarde desta terça-feira (23) durante reunião a portas fechadas com a bancada do PL.

    Enquanto todos os que se manifestaram defenderam a ampla anistia e rejeitaram proposta de redução de penas, alguns deputados do partido de Jair Bolsonaro (PL) questionaram a promessa do relator de buscar um meio-termo e cobraram inclusive a sua renúncia em discursos que foram ouvidos do lado de fora do pequeno auditório da Câmara.

    “Eu grito em alto e bom som, senhor Paulinho, entregue esse relatório a uma pessoa que não esteja com rabo preso com Alexandre de Moraes”, esbravejou, por exemplo, o deputado Delegado Caveira (PA), segundo quem “uma pessoa que votou no ‘descondenado’ [Lula] não pode ser relator para proteger patriota”.

    O tom de algumas falas direcionadas ao relator levaram o líder da bancada, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), a fazer uma reprimenda a colegas que, em suas palavras, só buscaram “lacrar na internet”. Ele pediu desculpas ao relator, ao final, pelo “destempero de alguns”.

    Sobraram críticas ainda ao deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) e ao ex-presidente Michel Temer (MDB), que se reuniram com o relator na semana passada para discutir uma proposta que tenha maioria dos votos, e ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, relator do julgamento da trama golpista.

    “Foi uma coisa pavorosa, foi a coisa mais patética que eu já vi. Nós não aceitamos que Aécio Neves e Michel temer venham dar uma solução para nós”, falou a deputada Bia Kicis (DF), se referindo à foto do encontro. “Faça a anistia, você não precisa consultar Alexandre de Moraes nem Michel Temer”, disse Éder Mauro (PA).

    Como mostrou a Folha, na semana passada integrantes do centrão fecharam de forma sigilosa os termos de um acordo com uma ala de ministros do STFcomo alternativa a uma anistia ampla. Esse acordo ficou sob ameaça após o governo dos Estados Unidos ampliar as sanções contra brasileiros e após os protestos de rua contra a anistia no domingo (21).

    Na reunião da bancada, Carlos Jordy (RJ) classificou a ideia de Paulinho de apresentar uma proposta de redução das penas como “esmola”. “Esse projeto é uma farsa, tudo aqui é um tribunal de exceção. A dosimetria, para mim, é algo inaceitável. É uma esmola dos tiranos contra nós, pessoas inocentes.”

    Hélio Lopes (RJ) perguntou diretamente a Paulinho: “Quero saber se o meu amigo Bolsonaro vai estar nesse projeto”. “O PL não vai deixar nenhum soldado para pra trás. Se o Bolsonaro não estiver na anistia, eu voto contra”, reforçou, em outro momento, Giovani Cherini (RS).

    Domingos Sávio (MG) chegou a dizer que a proposta estudada por Paulinho pode beneficiar criminosos não envolvidos em suspeita de tentativa de golpe. “Se mudar o Código de Processo Penal para formação de quadrilha até o Marcola [do PCC] se beneficia. É anistia, não recua, é anistia, Paulinho.”

    O deputado Zé Trovão (SC) ameaçou tornar o plenário da Câmara “um inferno” superior ao visto no motim em que bolsonaristas ocuparam as mesas da Câmara e Senado.

    “Quem não pagar essa pena nessa terra vai pagar lá em cima. Ou lá embaixo. Não existe dosimetria a não ser que esse seja um jogo de cartas marcadas. Por gentileza [se dirigindo a Paulinho], não faça com que o plenário da câmara se torne um ringue e uma guerra. Porque se entrar um projeto que não liberte pessoas inocentes (…) tornarei o plenário um inferno.”

    Júlia Zanatta disse que em vez de se reunir com Aécio e Temer o relator deveria ouvir os familiares dos condenados pelo 8 de Janeiro.

    Rodolfo Nogueira (MS) advertiu o relator sobre eventuais consequências da morte de Bolsonaro no cárcere. “A situação do Bolsonaro, é uma situação de saúde muito séria. Se, Deus nos livre, acontecer algo com o Bolsonaro, isso ficaria nas costas e na conta do relator.”

    Em seu habitual tom de voz baixo e pausado, Paulinho não respondeu diretamente na reunião às críticas e voltou a afirmar em suas poucas intervenções que, em linhas gerais, vai buscar a média da opinião da Câmara em seu relatório e que seu objetivo é que as pessoas hoje presas pelos ataques de 8 de janeiro de 2023 sejam soltas.

    Na saída, afirmou que pretende levar o texto a votação na semana que vem e que as críticas foram feitas por pessoas que foram à reunião apenas para gravar vídeo para postar nas redes sociais.

    As palavras ecoaram o que disse Sóstenes a portas fechadas, fala que também foi possível escutar do lado de fora.

    “Meu repúdio como líder. Espero que todos que saíram tenham justificativa plena. (…) Peço desculpas pelos colegas que foram deselegantes com vossa excelência, que não merecia alguns pronomes e tratamentos. Peço desculpas em nome deles”, disse o líder do PL a Paulinho.

    Além da resistência do PL a um acordo meio-termo, o relator e o centrão enfrentam também a oposição do PT, que é contra a anistia e, assim como o partido de Bolsonaro, diz rechaçar qualquer possibilidade de acordo

    PL ataca Paulinho, Aécio e Temer em reunião