Autor: REDAÇÃO

  • Malafaia e Paulo Figueiredo trocam farpas após pastor defender Tarcísio à Presidência

    Malafaia e Paulo Figueiredo trocam farpas após pastor defender Tarcísio à Presidência

    Em entrevista ao SBT News, Malafaia afirmou que Tarcísio deve ser o nome da direita na disputa pelo Palácio do Planalto. Na avaliação do pastor, a candidatura de Flávio Bolsonaro “não empolgou a direita”. Segundo ele, derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) exige a formação de uma frente que reúna centro e direita – articulação que, em sua leitura, Tarcísio teria mais capacidade de liderar.

    O pastor Silas Malafaia e o influenciador Paulo Figueiredo trocaram críticas nesta quinta-feira, 22, no X, após o líder religioso defender a candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), à Presidência da República, em detrimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

    Em entrevista ao SBT News, Malafaia afirmou que Tarcísio deve ser o nome da direita na disputa pelo Palácio do Planalto. Na avaliação do pastor, a candidatura de Flávio Bolsonaro \”não empolgou a direita\”. Segundo ele, derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) exige a formação de uma frente que reúna centro e direita – articulação que, em sua leitura, Tarcísio teria mais capacidade de liderar.

    A troca de críticas teve início depois que Figueiredo publicou em seu perfil no X considerar \”triste\” que Malafaia tenha apostado no \’cavalo errado\”, em referência ao apoio ao governador paulista.

    Na sequência, Malafaia recorreu ao X para rebater. Classificou o influenciador como \’frouxo e falastrão que não suporta ideias contrárias\’ e ironizou que \’fácil é ficar nos EUA atacando o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e aqueles que pensam diferente\”.

    Em seguida, Figueiredo reagiu com ironia. Disse que Malafaia teria ficado \”doído com a primeira verdade que ouviu\” e acrescentou que \”pitis\” desse tipo não o afetam.

    Malafaia voltou a reagir e desafiou Figueiredo para um debate. Na sequência, citou o avô do influenciador, o ex-presidente João Figueiredo, ao afirmar que ele foi ministro nos governos Emílio Garrastazu Médici – a quem o pastor classificou como \”o maior torturador de todos\” – e Ernesto Geisel, que, segundo Malafaia, não \”suportava opiniões contrárias\”.

    Paulo Figueiredo respondeu afirmando que aceitava o debate e ironizou o pastor ao dizer que Malafaia confundiu seu avô, o ex-presidente João Figueiredo, com seu pai, que, segundo o influenciador, era civil.

    O confronto entre o líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo é o segundo envolvendo aliados do bolsonarismo nas últimas semanas. Antes, Malafaia havia atacado a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) por divulgar nomes de pastores e igrejas citados em investigações sobre descontos ilegais em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

    Malafaia e Paulo Figueiredo trocam farpas após pastor defender Tarcísio à Presidência

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  • Tarcísio promete 'trabalhar muito em prol do Flávio' após crise com clã Bolsonaro

    Tarcísio promete 'trabalhar muito em prol do Flávio' após crise com clã Bolsonaro

    “O [ex-]presidente nunca me pressionou. Nunca. Por nada. Nosso relacionamento sempre foi um relacionamento de amigo. Ele nunca me pediu nada, a única coisa que ele me pediu foi para ser candidato ao Governo do Estado de São Paulo”, disse, em evento para entrega de casas em Embu das Artes (Grande SP).

    BRUNO RIBEIRO
    EMBU DAS ARTES, SP (CBS NEWS) – Em seu primeiro evento público após a mais recente crise com o clã Bolsonaro, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) prometeu nesta sexta-feira (23) intensificar o apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e disse que nunca recebeu pressões de Jair Bolsonaro (PL).

    “O [ex-]presidente nunca me pressionou. Nunca. Por nada. Nosso relacionamento sempre foi um relacionamento de amigo. Ele nunca me pediu nada, a única coisa que ele me pediu foi para ser candidato ao Governo do Estado de São Paulo”, disse, em evento para entrega de casas em Embu das Artes (Grande SP).

    “Não tem nada de pressão. Até porque, agora, a gente vai trabalhar muito em prol, aí, do Flávio Bolsonaro. Não vai ter problema nenhum quanto a isso”, completou.

    Após marcar uma visita a Bolsonaro na Papudinha e depois cancelar, Tarcísio tem sido alvo de aliados bolsonaristas que questionam sua falta de apoio à candidatura de Flávio e acusam o governador de costurar uma candidatura própria à Presidência, o que ele nega.

    Tarcísio apresentou uma versão para o cancelamento da visita que faria a Bolsonaro, que estava marcada para quinta-feira (22), diferente dos relatos de aliados -que citam o incômodo dele com a pressão de Flávio.

    “O cancelamento é questão de agenda, não tem nada a ver. Quando você marca uma visita, o tribunal atribui uma data e pode acontecer de, naquela data, não ser possível por uma razão qualquer. Eu tinha uma razão pessoal, não podia ir naquela data, imediatamente pedi outra data para o Supremo, que já foi autorizada”, disse.

    A visita de Tarcísio a Bolsonaro havia sido autorizada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes na última segunda-feira (19). O pedido foi feito pela defesa de Bolsonaro, após um pedido do ex-presidente repassado pela ex-primeira-dama Michelle.

    Apenas na terça-feira (20), após Flávio dizer que a visita se daria para Bolsonaro enquadrar Tarcísio, é que o governador decidiu cancelar a agenda. Na ocasião, citou ter outros compromissos, mas sua agenda pública divulgada nesta quinta contou apenas com despachos internos no Palácio dos Bandeirantes.

    Uma pessoa que participou da costura da data disse que, caso isso tivesse ocorrido, a defesa trocaria a data das visitas já autorizadas, uma vez que, além de Tarcísio, Bolsonaro havia pedido para ver outros dois aliados.

    Tarcísio foi questionado três vezes sobre o que fez nesta quinta e quais compromissos o mantiveram em São Paulo, mas preferiu não responder.

    O governador falou com a imprensa durante uma cerimônia de entrega de unidades habitacionais em Embu das Artes. Entre outros políticos, ele estava acompanhado do ex-prefeito Ney Santos (Republicanos), que foi condenado a 3 anos de prisão em regime semiaberto em novembro passado por porte ilegal de arma.

    Durante a entrevista coletiva, Tarcísio tratou como “especulação” os relatos de que trabalha para construir uma candidatura presidencial.

    “Sempre falei que meu candidato é o Bolsonaro ou quem ele indicar. Ele indicou o Flávio. Então, quem é meu candidato agora? É o Flávio. Então, não é nada diferente do que eu falo desde 2023. Agora, tem muita especulação e isso é normal porque o pessoal sempre vê o governador de São Paulo como uma figura presidenciável. Não vou apresentar uma carta de renúncia [em abril]”, disse.

    Questionado, ele disse ainda que estava dando apoio enfático a Flávio. “Mais enfático do que isso?”, questionou.

    Tarcísio promete 'trabalhar muito em prol do Flávio' após crise com clã Bolsonaro

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  • FBI detém ex-atleta olímpico que estava na lista dos mais procurados

    FBI detém ex-atleta olímpico que estava na lista dos mais procurados

    O FBI (Federal Bureau of Investigation) anunciou, no início da tarde desta sexta-feira, a prisão de Ryan Wedding, ex-snowboarder olímpico de 44 anos e um dos 10 fugitivos mais procurados dos Estados Unidos, colocando assim um ponto final em uma caçada que durava desde 2024.

    O ex-atleta olímpico é acusado de liderar uma rede transnacional de tráfico de drogas que enviava, de forma recorrente, centenas de quilos de cocaína da Colômbia para o México, os Estados Unidos e o Canadá, além de orquestrar diversos assassinatos. O FBI havia se comprometido, inclusive, a pagar uma recompensa de 15 milhões de dólares (cerca de 12,7 milhões de euros) por informações que levassem à sua captura.

    Em uma nota publicada na rede social X (antigo Twitter), o diretor do FBI, Kash Patel, indicou que Ryan Wedding vivia como refugiado no México há cerca de uma década, sob a proteção do cartel de Sinaloa, e atribuiu grande parte do mérito da prisão ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

    “Graças à liderança e ao compromisso do presidente Trump com a aplicação da lei em nível global, nesta manhã o Departamento de Justiça/FBI prendeu oficialmente o nosso sexto fugitivo da lista dos dez mais procurados do último ano. Agradeço à Pam Bondi [procuradora-geral dos EUA] pela busca incansável por justiça, ao Escritório do Procurador dos EUA em Los Angeles e ao FBI de Los Angeles”, escreveu Kash Patel.

    “Ryan James Wedding foi preso ontem à noite no México. Ele está sendo transportado do México para os EUA pela equipe FTOC [Força-Tarefa de Combate ao Crime Organizado Internacional] do FBI para responder à Justiça. Acredita-se que Wedding estivesse escondido no México há mais de uma década e era procurado desde 2024 por tráfico de cocaína e homicídio. Ele supostamente liderava e participava de uma operação transnacional de tráfico de drogas que rotineiramente transportava centenas de quilos de cocaína da Colômbia, passando pelo México e pelo sul da Califórnia, para os Estados Unidos e o Canadá, como membro do cartel de Sinaloa”, prossegue a publicação.

    “Essa operação é resultado de uma enorme cooperação e trabalho em equipe com o governo do México. Um agradecimento especial aos nossos incríveis parceiros no México que tornaram isso possível: a presidente Sheinbaum, o secretário Harfuch, o embaixador Ron Johnson, o Legat México e outros parceiros federais. Este é um dia importante para uma América do Norte e um mundo mais seguros, e uma mensagem clara de que aqueles que violam nossas leis e prejudicam nossos cidadãos serão levados à Justiça”, concluiu Patel.

    Segundo informações divulgadas pela BBC, Ryan Wedding deverá agora ser acusado de coação e intimidação de testemunhas, além de homicídio, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas.



    Ryan Wedding competiu nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2002, em Salt Lake City, tendo terminado em 24.º lugar no slalom gigante paralelo masculino.


    FBI detém ex-atleta olímpico que estava na lista dos mais procurados

  • Os tornados mais impressionantes de todos os tempos!

    Os tornados mais impressionantes de todos os tempos!

    Quando o céu se transforma em destruição!

    Um tornado é um impressionante fenômeno da natureza, caracterizado por um turbilhão atmosférico que se forma em nuvens de chuva ou de trovoada. Ele adquire a forma de um funil de nuvens que, com frequência, toca o solo e se move com uma força devastadora, causando destruição por onde passa. Embora os tornados possam ocorrer em qualquer parte do mundo, os Estados Unidos são particularmente vulneráveis, registrando uma média impressionante de 1.150 tornados por ano.

    Esses fenômenos são verdadeiras obras-primas da natureza, ao mesmo tempo fascinantes e assustadoras, com um poder capaz de alterar paisagens e vidas em questão de segundos. Desde as vastas planícies do meio-oeste americano até as terras distantes de Bangladesh, os tornados deixam um rastro de histórias impressionantes de sobrevivência e perda.

    Os tornados mais impressionantes de todos os tempos!

  • Derretimento da Groenlândia fará nação do outro lado do mundo sumir, diz enviado da ONU

    Derretimento da Groenlândia fará nação do outro lado do mundo sumir, diz enviado da ONU

    A maior ilha do mundo é um caldeirão climático. Por um lado, o derretimento do Ártico, provocado pelo aquecimento global, deixa o território e seus vizinhos mais vulneráveis a potenciais ataques. Por outro, a Groenlândia é rica em minerais críticos para a transição energética, e o desaparecimento da sua camada de gelo facilita o acesso a esses recursos.

    JÉSSICA MAES
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Em meio às ameaças de invasão de Donald Trump e do anúncio de um futuro acordo entre americanos e dinamarqueses, a Groenlândia está no centro das discussões na edição deste ano do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

    A maior ilha do mundo é um caldeirão climático. Por um lado, o derretimento do Ártico, provocado pelo aquecimento global, deixa o território e seus vizinhos mais vulneráveis a potenciais ataques. Por outro, a Groenlândia é rica em minerais críticos para a transição energética, e o desaparecimento da sua camada de gelo facilita o acesso a esses recursos.

    Os imensos volumes de água de degelo vindos da região já respondem por um quinto do aumento do nível do mar ao redor do planeta.

    Para Peter Thomson, enviado especial do secretário-geral da Organização das Nações Unidas para os oceanos, é importante lembrar que isso tem relação direta com as nações insulares do Pacífico. “O derretimento da Groenlândia significa, na prática, o desaparecimento de uma nação do outro lado do mundo”, afirma à Folha de S.Paulo.

    Ele ressalta que as escolhas que líderes globais fazem hoje definirão o futuro de ecossistemas frágeis e da estabilidade econômica regional no Ártico.

    “Quando alguns países e empresas veem um Ártico livre de gelo, pensam imediatamente na exploração de petróleo, rotas de navegação transpolares e mineração em águas profundas. Minha proposta é simples: uma pausa preventiva nessas atividades”, explica em entrevista à Folha de S.Paulo por videochamada, diretamente dos Alpes Suíços.

    O diplomata de Fiji foi um dos responsáveis pelo fórum ter adotado neste ano a temática “Davos Azul”, dando espaço a discussões relacionadas à água -centrais para o debate da mudança climática.

    PERGUNTA – Como a mudança climática está moldando o panorama de segurança mundial?

    PT – Um bilhão de pessoas estão enfrentando a crise climática de maneira existencial, por causa da elevação do nível do mar, das secas e das tempestades tropicais severas. Isso não é algo que possa ser ignorado.

    No entanto, em um certo país está meio “cancelado” falar sobre a mudança climática, o que torna o cenário ainda mais difícil. Mas o mais importante é que o sistema das Nações Unidas e a grande maioria dos países, que são 193 nações, estão plenamente conscientes de que a crise climática é real e de que a transição verde está em andamento e, na nossa visão, é irreversível.

    Isso porque essa transição não se baseia apenas na lógica científica, mas também econômica. Hoje é mais barato instalar energia solar ou eólica do que recorrer às antigas tecnologias de combustíveis fósseis. Existe um ditado: os cães ladram, mas a caravana passa. É mais ou menos onde estamos agora.

    A geopolítica é um jogo de curto prazo. Eu sou velho o suficiente para lembrar de conflitos como a Guerra do Vietnã, que dominaram as manchetes por anos e hoje parecem episódios distantes da história.
    Já as questões ambientais fazem parte de um jogo muito mais longo.

    P. – Qual é a relação entre a mudança climática e o interesse do presidente Donald Trump em anexar a Groenlândia? Como o derretimento do Ártico influencia essa decisão?

    PT – Não me considero qualificado para falar profundamente sobre a geopolítica da Groenlândia. Mas, em um discurso recente, o primeiro-ministro [canadense] Mark Carney fez uma declaração muito clara sobre a soberania da Groenlândia e sobre como o respeito à soberania territorial vai muito além desse caso específico, afetando a todos nós. E nós temos que defender nossos princípios.
    Do ponto de vista ambiental, penso imediatamente no derretimento da camada de gelo da Groenlândia. Isso tem relevância direta para países [do Pacífico] como Tuvalu, que é formado por atóis de coral e não possui áreas elevadas. O derretimento da Groenlândia significa, na prática, o desaparecimento de uma nação do outro lado do mundo, já que toda essa água escoa para um único sistema oceânico.

    P. – E como o derretimento da criosfera (o gelo do planeta) pode moldar futuras disputas geopolíticas?

    PT – No caso do Ártico, essa é uma questão extremamente relevante. A ciência indica que o gelo da região está diminuindo e que podemos prever um futuro em que, durante o verão, o oceano Ártico ficará livre de gelo. Isso é devastador para a vida selvagem e para os povos indígenas da região.
    É isso que me leva a defender uma pausa preventiva em qualquer atividade econômica no oceano Ártico central. Isso pode soar como uma ideia ousada num momento geopolítico meio tóxico como esse. Porém, em tempos difíceis, pode ser útil manter áreas neutras. A Suíça, onde estou agora, é um exemplo histórico disso.
    No caso do Ártico, falo de neutralidade em relação à exploração econômica. Quando alguns países e empresas veem um Ártico livre de gelo, pensam imediatamente na exploração de petróleo, rotas de navegação transpolares e mineração em águas profundas. Minha proposta é simples: uma pausa preventiva nessas atividades.
    Trata-se de um oceano que permaneceu em silêncio por eras. As baleias, os narvais, as focas e toda a vida marinha do oceano Ártico central evoluíram em silêncio e têm uma comunicação diferente de, por exemplo, uma baleia que passa perto de Nova York ou Tóquio, por causa de todo o ruído subaquático.
    Além disso, esse pedido não é algo inédito. As nações do Círculo Ártico já concordaram com uma pausa preventiva na pesca, que tem sido respeitada por todos os países envolvidos.

    P.- No momento estamos vendo a situação na Venezuela, mas esta não é a primeira vez que temos uma crise geopolítica em torno de combustíveis fósseis. A transição energética pode contribuir para um mundo com menos conflitos?

    – PT Acredito que a transição verde levará a um mundo mais equitativo. O sol está disponível para praticamente todos, e onde ele não é abundante o vento é uma alternativa viável. A energia eólica offshore está prestes a passar por um novo ciclo de crescimento, especialmente com os avanços apresentados aqui em Davos por representantes da Europa e da China.
    A energia solar, em particular, teve seus custos reduzidos drasticamente graças aos chineses. A transição verde tem o potencial de criar um mundo mais equitativo e eletrificado.

    P. – Qual é a importância do Fórum Econômico Mundial adotar o tema “Davos Azul” neste ano? Quanta atenção o oceano recebe na arena econômica?

    PT – Este é o meu décimo ano em Davos, e venho porque aqui o setor público e o setor privado conseguem dialogar diretamente.

    Eu copresido a iniciativa Amigos da Ação pelo Oceano, criada aqui em Davos, que teve papel fundamental no lançamento do Plano de Ação Oceânica 30×30 [de proteger 30% dos oceanos até 2030] no ano passado. Agora, estamos na fase de implementação dessa iniciativa, que envolve desde áreas marinhas protegidas na Antártida até corredores de conservação na Melanésia e a implementação do Tratado do Alto-mar.

    Essa meta é alcançável, mas exige grande esforço e maior engajamento do setor privado. Esse é um dos motivos para termos o Davos Azul, mas essa temática também inclui a água doce, o ciclo hidrológico, a poluição dos rios e os impactos do aquecimento global, como enchentes em regiões antes não afetadas.

    Além disso, a ciência oceânica vive hoje o maior nível de investimento da história, impulsionada tanto pela Década do Oceano da ONU quanto pelo setor privado. Em abril do próximo ano, o Rio de Janeiro sediará a Conferência da Década do Oceano, que deverá ser um evento de enorme relevância global.
    Também foi anunciada aqui em Davos a primeira Cúpula Global de Recifes de Coral, a ser realizada neste ano na Arábia Saudita, dada a urgência da proteção desses ecossistemas.

    RAIO-X | Peter Thomson, 77
    Desde 2017, é o enviado especial do secretário-geral da ONU para os oceanos. Foi presidente da Assembleia Geral da ONU em 2016 e 2017 e representante permanente nas Nações Unidas durante seis anos, período em que também foi presidente do conselho da Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos. É o copresidente e fundador da iniciativa Amigos da Ação pelo Oceano do Fórum Econômico Mundial. Em reconhecimento ao trabalho em questões oceânicas, a Universidade de Edimburgo e a Universidade de Bergen lhe concederam doutorados honorários.

    Derretimento da Groenlândia fará nação do outro lado do mundo sumir, diz enviado da ONU

  • Toffoli é alvo de seis representações por condução do caso Master; veja o status de cada ação

    Toffoli é alvo de seis representações por condução do caso Master; veja o status de cada ação

    Desde a liquidação do Master, em novembro de 2025, a relatoria de Toffoli é contestada por decisões inusuais do ponto de vista jurídico. O ministro também passou a ser questionado por ligações com alvos da investigação.

    A condução do caso Master pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), motivou seis representações contra o magistrado em diferentes órgãos, como a Procuradoria-Geral da República (PGR), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Senado Federal.

    Desde a liquidação do Master, em novembro de 2025, a relatoria de Toffoli é contestada por decisões inusuais do ponto de vista jurídico. O ministro também passou a ser questionado por ligações com alvos da investigação.

    O presidente do STF, Edson Fachin, defendeu a atuação de Toffoli no caso Master. Em nota, Fachin afirmou que a conduta do relator é \”regular\”, e que eventuais contestações dos atos processuais serão debatidas pelo tribunal no retorno do recesso.

    Como revelou o Estadão, a família de Toffoli vendeu sua participação no resort Tayayá para o cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, também investigado por fraudes financeiras. Essa operação foi intermediada por uma empresa em nome do irmão de Toffoli, sediada em uma casa em Marília, no interior de São Paulo. A cunhada de Toffoli, porém, negou que o marido tenha tido quotas societárias no resort.

    Das seis representações contra Toffoli, cinco são pedidos de suspeição. Enquanto um desses pedidos já foi negado pela PGR, outros quatro aguardam um parecer do procurador Paulo Gonet. Além das arguições para afastar o relator do caso Master, Toffoli é alvo de um pedido de impeachment protocolado no Senado.

    A primeira representação contra Toffoli foi apresentada à PGR em 12 de dezembro pelos deputados federais Caroline de Toni (PL-SC), Carlos Jordy (PL-RJ) e Adriana Ventura (Novo-SP). Os parlamentares pediram a suspeição do magistrado após o jornal O Globo revelar que ele viajou na companhia do advogado Augusto de Arruda Botelho, que representa um diretor do Master, para assistir à final da Libertadores em Lima, no Peru.

    No momento da viagem, Toffoli ainda não havia assumido a relatoria do caso Master. No entanto, após ser sorteado relator, o ministro não se declarou impedido de apreciar a causa.

    A Procuradoria negou o pedido de suspeição no último dia 15. \”O caso a que se refere a representação já é objeto de apuração perante o Supremo Tribunal Federal, com atuação regular da Procuradoria-Geral da República. Não há, portanto, qualquer providência a ser adotada no momento\”, afirmou o despacho de Paulo Gonet. O arquivamento da representação foi elogiado pelo ministro do STF Gilmar Mendes.

    Após o arquivamento, Caroline de Toni, Adriana Ventura e Carlos Jordy registraram um novo pedido de suspeição na PGR. Desta vez, embasaram a arguição nas ligações da família de Toffoli com o resort Tayayá. Segundo a petição, o relator detém \”conexões pessoais e patrimoniais\” com investigados na Operação Compliance Zero. O pedido está em análise da PGR.

    Em paralelo, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) também oficiou a PGR pela suspeição de Toffoli pelas ligações com o Tayayá. O parlamentar realizou um aditamento à representação nesta sexta-feira, 23. O pedido ainda não foi apreciado pela Procuradoria.

    Assim como Girão, o deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS) encaminhou à PGR um pedido de suspeição de Toffoli pelos supostos vínculos do relator com o resort de luxo. O parlamentar gaúcho também oficiou o CNJ por possível violação à Lei Orgânica da Magistratura (Loman). Ambos os pedidos de Sanderson estão em análise dos órgãos a que foram encaminhados.

    Além do ofício à PGR, Girão assina um pedido de impeachment contra Toffoli encaminhado à Mesa Diretora do Senado Federal. A peça é subscrita pelos colegas Damares Alves (Republicanos-DF) e Magno Malta (PL-ES). Segundo o pedido, além de \”conflito de interesses\” com os fatos investigados sob sua relatoria, Toffoli deve ser afastado do cargo por \”atos processuais atípicos\”, como um pedido de acareação prematuro entre representantes do Master, do Banco Central e do Banco de Brasília.

    A petição já foi protocolada no sistema do Senado, mas ainda não foi recebida pela Mesa. Após o recebimento, deverá ser apreciada pela Advocacia da Casa para, então, ser avaliada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que decide sobre o seguimento da representação.

    Além das representações, Toffoli foi alvo de um protesto nesta quinta-feira, 22, organizado pelo Movimento Brasil Livre (MBL). O ato ocorreu em frente à sede do Banco Master, nas imediações da Avenida Faria Lima, em São Paulo, e teve como foco as decisões recentes do relator no inquérito. Os manifestantes pediram o afastamento de Toffoli.

    Toffoli é alvo de seis representações por condução do caso Master; veja o status de cada ação

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  • Ex-Botafogo, Lúcio Flávio pede demissão um dia após estrear em clube goiano

    Ex-Botafogo, Lúcio Flávio pede demissão um dia após estrear em clube goiano

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Lúcio Flávio, ex-técnico do Botafogo que foi pivô de derrocada histórica no Brasileirão de 2023, se despediu do Goiatuba nesta quinta-feira (22). O treinador pediu demissão do clube goiano um dia após estrear.

    Segundo o comandante, houve proposta sedutora de outra equipe. Apesar disso, Lúcio Flávio não quis revelar o próximo desafio da carreira.

    A passagem teve apenas um capítulo, e não foi dos melhores. O treinador perdeu por 1 a 0 para o Abecat em sua única partida pelo Goiatuba.

    O ex-Botafogo deixa o clube em situação complicada, já que está na zona de rebaixamento do Campeonato Goiano. O Goiatuba já encontrou o substituto: Glauber Ramos, de 51 anos.

    São três técnicos em cinco dias, já que o antecessor de Lúcio Flávio, foi demitido no último sábado. O próximo compromisso do clube goiano será contra a Aparecidense, no domingo.

    Ex-Botafogo, Lúcio Flávio pede demissão um dia após estrear em clube goiano

  • 'Levarei a minha pré-candidatura até o final', afirma Romeu Zema

    'Levarei a minha pré-candidatura até o final', afirma Romeu Zema

    Segundo o governador mineiro, hoje a esquerda brasileira estaria concentrada em um único nome, que, em sua avaliação, já se aproxima da aposentadoria (o presidente Luiz Inácio Lula da Silva), enquanto a direita reuniria \”diversos quadros mais jovens\”, alguns inclusive na casa dos 40 anos. Para ele, esse cenário deve fortalecer o campo conservador.

    O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou nesta sexta-feira, 23, em entrevista à CNN Brasil, que irá manter a sua candidatura à Presidência da República \”até o final\”, mesmo após a definição do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como o candidato da direita indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. \”Fico extremamente honrado, lisonjeado pelo meu nome estar sendo lembrado, seja pré-candidato à Presidência ou pré-candidato a vice. Ambos são cargos muito relevantes\”, disse Zema. \”Mas o que eu posso dizer é que eu levarei a minha pré-candidatura até o final, isso vai contribuir e muito para nós elevarmos o debate.\”

    Segundo o governador mineiro, hoje a esquerda brasileira estaria concentrada em um único nome, que, em sua avaliação, já se aproxima da aposentadoria (o presidente Luiz Inácio Lula da Silva), enquanto a direita reuniria \”diversos quadros mais jovens\”, alguns inclusive na casa dos 40 anos. Para ele, esse cenário deve fortalecer o campo conservador.

    Sua leitura é de que a multiplicidade de candidaturas de direita ampliaria o volume de votos no primeiro turno, que tenderiam a se transferir para o nome da oposição que avançar ao segundo turno.

    Nesse sentido, ele reforçou que quem quer que seja o candidato que eventualmente dispute um segundo turno contra Lula, terá seu apoio.

    \”Eu estarei dando total apoio, como fiz em 2022. Eu ganhei para governador no primeiro turno e depois fiquei três semanas trabalhando para o candidato da direita que naquela ocasião era o Jair Bolsonaro\”, disse o governador mineiro.

    'Levarei a minha pré-candidatura até o final', afirma Romeu Zema

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  • Adriana Lima vende casarão em Los Angeles por R$ 68,9 milhões

    Adriana Lima vende casarão em Los Angeles por R$ 68,9 milhões

    Segundo o The Wall Street Journal, a propriedade de 700m² estava no mercado desde agosto do ano passado. Anunciada pelo valor inicial de US$ 15,995 milhões, a casa teve o preço reduzido em mais de uma ocasião até chegar ao valor final da negociação.

    ANA CLARA COTTECCO
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A modelo Adriana Lima finalizou a venda da mansão onde morava em Los Angeles, nos Estados Unidos, por US$ 12,96 milhões (cerca de R$ 68,9 milhões). O negócio foi fechado quatro anos após a brasileira adquirir o imóvel e marca o encerramento de um ciclo da família na Califórnia.

    Segundo o The Wall Street Journal, a propriedade de 700m² estava no mercado desde agosto do ano passado. Anunciada pelo valor inicial de US$ 15,995 milhões, a casa teve o preço reduzido em mais de uma ocasião até chegar ao valor final da negociação.

    Adriana comprou a mansão em 2022 por US$ 12,35 milhões, quando se mudou para o endereço com o marido, o produtor de cinema Andre Lemmers III, e os filhos.

    A residência de alto padrão conta com 5 quartos, piscina, sala de cinema e adega, uma casa de hóspedes separada com um quarto, além de um sistema de segurança de última geração, equipado com câmeras com inteligência artificial e cerco por feixes de laser.

    Segundo a publicação, a família deixa o imóvel após se mudar para Nova York, também nos Estados Unidos, onde passou a viver recentemente.

    Adriana Lima vende casarão em Los Angeles por R$ 68,9 milhões

  • Muricy Ramalho pede demissão e deixa o São Paulo após cinco anos

    Muricy Ramalho pede demissão e deixa o São Paulo após cinco anos

    PEDRO LOPES E VALENTIN FURLAN
    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Muricy Ramalho pediu demissão do cargo de coordenador de futebol e está de saída do São Paulo. A informação foi confirmada pela reportagem.

    Muricy estava de licença desde as festas de fim de ano, por motivos particulares.

    Ele vai cuidar da saúde. Recentemente, operou um joelho e deve operar o outro em breve.

    Como a reportagem mostrou, o coordenador já havia revelado a pessoas próximas que o ambiente interno se deteriorou nos últimos meses.

    A palavra é de que a situação nos bastidores ficou “insustentável”, o que pesou de forma decisiva em sua decisão de deixar o cargo.
    Ídolo do clube, Muricy Ramalho voltou ao São Paulo em 2021, contratado pelo então presidente Julio Casares.

    O contrato era válido até o final de 2026, quando também terminaria a gestão do antigo presidente, que renunciou ao cargo.

    Muricy Ramalho pede demissão e deixa o São Paulo após cinco anos