Autor: REDAÇÃO

  • Derretimento da Groenlândia fará nação do outro lado do mundo sumir, diz enviado da ONU

    Derretimento da Groenlândia fará nação do outro lado do mundo sumir, diz enviado da ONU

    A maior ilha do mundo é um caldeirão climático. Por um lado, o derretimento do Ártico, provocado pelo aquecimento global, deixa o território e seus vizinhos mais vulneráveis a potenciais ataques. Por outro, a Groenlândia é rica em minerais críticos para a transição energética, e o desaparecimento da sua camada de gelo facilita o acesso a esses recursos.

    JÉSSICA MAES
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Em meio às ameaças de invasão de Donald Trump e do anúncio de um futuro acordo entre americanos e dinamarqueses, a Groenlândia está no centro das discussões na edição deste ano do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

    A maior ilha do mundo é um caldeirão climático. Por um lado, o derretimento do Ártico, provocado pelo aquecimento global, deixa o território e seus vizinhos mais vulneráveis a potenciais ataques. Por outro, a Groenlândia é rica em minerais críticos para a transição energética, e o desaparecimento da sua camada de gelo facilita o acesso a esses recursos.

    Os imensos volumes de água de degelo vindos da região já respondem por um quinto do aumento do nível do mar ao redor do planeta.

    Para Peter Thomson, enviado especial do secretário-geral da Organização das Nações Unidas para os oceanos, é importante lembrar que isso tem relação direta com as nações insulares do Pacífico. “O derretimento da Groenlândia significa, na prática, o desaparecimento de uma nação do outro lado do mundo”, afirma à Folha de S.Paulo.

    Ele ressalta que as escolhas que líderes globais fazem hoje definirão o futuro de ecossistemas frágeis e da estabilidade econômica regional no Ártico.

    “Quando alguns países e empresas veem um Ártico livre de gelo, pensam imediatamente na exploração de petróleo, rotas de navegação transpolares e mineração em águas profundas. Minha proposta é simples: uma pausa preventiva nessas atividades”, explica em entrevista à Folha de S.Paulo por videochamada, diretamente dos Alpes Suíços.

    O diplomata de Fiji foi um dos responsáveis pelo fórum ter adotado neste ano a temática “Davos Azul”, dando espaço a discussões relacionadas à água -centrais para o debate da mudança climática.

    PERGUNTA – Como a mudança climática está moldando o panorama de segurança mundial?

    PT – Um bilhão de pessoas estão enfrentando a crise climática de maneira existencial, por causa da elevação do nível do mar, das secas e das tempestades tropicais severas. Isso não é algo que possa ser ignorado.

    No entanto, em um certo país está meio “cancelado” falar sobre a mudança climática, o que torna o cenário ainda mais difícil. Mas o mais importante é que o sistema das Nações Unidas e a grande maioria dos países, que são 193 nações, estão plenamente conscientes de que a crise climática é real e de que a transição verde está em andamento e, na nossa visão, é irreversível.

    Isso porque essa transição não se baseia apenas na lógica científica, mas também econômica. Hoje é mais barato instalar energia solar ou eólica do que recorrer às antigas tecnologias de combustíveis fósseis. Existe um ditado: os cães ladram, mas a caravana passa. É mais ou menos onde estamos agora.

    A geopolítica é um jogo de curto prazo. Eu sou velho o suficiente para lembrar de conflitos como a Guerra do Vietnã, que dominaram as manchetes por anos e hoje parecem episódios distantes da história.
    Já as questões ambientais fazem parte de um jogo muito mais longo.

    P. – Qual é a relação entre a mudança climática e o interesse do presidente Donald Trump em anexar a Groenlândia? Como o derretimento do Ártico influencia essa decisão?

    PT – Não me considero qualificado para falar profundamente sobre a geopolítica da Groenlândia. Mas, em um discurso recente, o primeiro-ministro [canadense] Mark Carney fez uma declaração muito clara sobre a soberania da Groenlândia e sobre como o respeito à soberania territorial vai muito além desse caso específico, afetando a todos nós. E nós temos que defender nossos princípios.
    Do ponto de vista ambiental, penso imediatamente no derretimento da camada de gelo da Groenlândia. Isso tem relevância direta para países [do Pacífico] como Tuvalu, que é formado por atóis de coral e não possui áreas elevadas. O derretimento da Groenlândia significa, na prática, o desaparecimento de uma nação do outro lado do mundo, já que toda essa água escoa para um único sistema oceânico.

    P. – E como o derretimento da criosfera (o gelo do planeta) pode moldar futuras disputas geopolíticas?

    PT – No caso do Ártico, essa é uma questão extremamente relevante. A ciência indica que o gelo da região está diminuindo e que podemos prever um futuro em que, durante o verão, o oceano Ártico ficará livre de gelo. Isso é devastador para a vida selvagem e para os povos indígenas da região.
    É isso que me leva a defender uma pausa preventiva em qualquer atividade econômica no oceano Ártico central. Isso pode soar como uma ideia ousada num momento geopolítico meio tóxico como esse. Porém, em tempos difíceis, pode ser útil manter áreas neutras. A Suíça, onde estou agora, é um exemplo histórico disso.
    No caso do Ártico, falo de neutralidade em relação à exploração econômica. Quando alguns países e empresas veem um Ártico livre de gelo, pensam imediatamente na exploração de petróleo, rotas de navegação transpolares e mineração em águas profundas. Minha proposta é simples: uma pausa preventiva nessas atividades.
    Trata-se de um oceano que permaneceu em silêncio por eras. As baleias, os narvais, as focas e toda a vida marinha do oceano Ártico central evoluíram em silêncio e têm uma comunicação diferente de, por exemplo, uma baleia que passa perto de Nova York ou Tóquio, por causa de todo o ruído subaquático.
    Além disso, esse pedido não é algo inédito. As nações do Círculo Ártico já concordaram com uma pausa preventiva na pesca, que tem sido respeitada por todos os países envolvidos.

    P.- No momento estamos vendo a situação na Venezuela, mas esta não é a primeira vez que temos uma crise geopolítica em torno de combustíveis fósseis. A transição energética pode contribuir para um mundo com menos conflitos?

    – PT Acredito que a transição verde levará a um mundo mais equitativo. O sol está disponível para praticamente todos, e onde ele não é abundante o vento é uma alternativa viável. A energia eólica offshore está prestes a passar por um novo ciclo de crescimento, especialmente com os avanços apresentados aqui em Davos por representantes da Europa e da China.
    A energia solar, em particular, teve seus custos reduzidos drasticamente graças aos chineses. A transição verde tem o potencial de criar um mundo mais equitativo e eletrificado.

    P. – Qual é a importância do Fórum Econômico Mundial adotar o tema “Davos Azul” neste ano? Quanta atenção o oceano recebe na arena econômica?

    PT – Este é o meu décimo ano em Davos, e venho porque aqui o setor público e o setor privado conseguem dialogar diretamente.

    Eu copresido a iniciativa Amigos da Ação pelo Oceano, criada aqui em Davos, que teve papel fundamental no lançamento do Plano de Ação Oceânica 30×30 [de proteger 30% dos oceanos até 2030] no ano passado. Agora, estamos na fase de implementação dessa iniciativa, que envolve desde áreas marinhas protegidas na Antártida até corredores de conservação na Melanésia e a implementação do Tratado do Alto-mar.

    Essa meta é alcançável, mas exige grande esforço e maior engajamento do setor privado. Esse é um dos motivos para termos o Davos Azul, mas essa temática também inclui a água doce, o ciclo hidrológico, a poluição dos rios e os impactos do aquecimento global, como enchentes em regiões antes não afetadas.

    Além disso, a ciência oceânica vive hoje o maior nível de investimento da história, impulsionada tanto pela Década do Oceano da ONU quanto pelo setor privado. Em abril do próximo ano, o Rio de Janeiro sediará a Conferência da Década do Oceano, que deverá ser um evento de enorme relevância global.
    Também foi anunciada aqui em Davos a primeira Cúpula Global de Recifes de Coral, a ser realizada neste ano na Arábia Saudita, dada a urgência da proteção desses ecossistemas.

    RAIO-X | Peter Thomson, 77
    Desde 2017, é o enviado especial do secretário-geral da ONU para os oceanos. Foi presidente da Assembleia Geral da ONU em 2016 e 2017 e representante permanente nas Nações Unidas durante seis anos, período em que também foi presidente do conselho da Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos. É o copresidente e fundador da iniciativa Amigos da Ação pelo Oceano do Fórum Econômico Mundial. Em reconhecimento ao trabalho em questões oceânicas, a Universidade de Edimburgo e a Universidade de Bergen lhe concederam doutorados honorários.

    Derretimento da Groenlândia fará nação do outro lado do mundo sumir, diz enviado da ONU

  • Toffoli é alvo de seis representações por condução do caso Master; veja o status de cada ação

    Toffoli é alvo de seis representações por condução do caso Master; veja o status de cada ação

    Desde a liquidação do Master, em novembro de 2025, a relatoria de Toffoli é contestada por decisões inusuais do ponto de vista jurídico. O ministro também passou a ser questionado por ligações com alvos da investigação.

    A condução do caso Master pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), motivou seis representações contra o magistrado em diferentes órgãos, como a Procuradoria-Geral da República (PGR), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Senado Federal.

    Desde a liquidação do Master, em novembro de 2025, a relatoria de Toffoli é contestada por decisões inusuais do ponto de vista jurídico. O ministro também passou a ser questionado por ligações com alvos da investigação.

    O presidente do STF, Edson Fachin, defendeu a atuação de Toffoli no caso Master. Em nota, Fachin afirmou que a conduta do relator é \”regular\”, e que eventuais contestações dos atos processuais serão debatidas pelo tribunal no retorno do recesso.

    Como revelou o Estadão, a família de Toffoli vendeu sua participação no resort Tayayá para o cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, também investigado por fraudes financeiras. Essa operação foi intermediada por uma empresa em nome do irmão de Toffoli, sediada em uma casa em Marília, no interior de São Paulo. A cunhada de Toffoli, porém, negou que o marido tenha tido quotas societárias no resort.

    Das seis representações contra Toffoli, cinco são pedidos de suspeição. Enquanto um desses pedidos já foi negado pela PGR, outros quatro aguardam um parecer do procurador Paulo Gonet. Além das arguições para afastar o relator do caso Master, Toffoli é alvo de um pedido de impeachment protocolado no Senado.

    A primeira representação contra Toffoli foi apresentada à PGR em 12 de dezembro pelos deputados federais Caroline de Toni (PL-SC), Carlos Jordy (PL-RJ) e Adriana Ventura (Novo-SP). Os parlamentares pediram a suspeição do magistrado após o jornal O Globo revelar que ele viajou na companhia do advogado Augusto de Arruda Botelho, que representa um diretor do Master, para assistir à final da Libertadores em Lima, no Peru.

    No momento da viagem, Toffoli ainda não havia assumido a relatoria do caso Master. No entanto, após ser sorteado relator, o ministro não se declarou impedido de apreciar a causa.

    A Procuradoria negou o pedido de suspeição no último dia 15. \”O caso a que se refere a representação já é objeto de apuração perante o Supremo Tribunal Federal, com atuação regular da Procuradoria-Geral da República. Não há, portanto, qualquer providência a ser adotada no momento\”, afirmou o despacho de Paulo Gonet. O arquivamento da representação foi elogiado pelo ministro do STF Gilmar Mendes.

    Após o arquivamento, Caroline de Toni, Adriana Ventura e Carlos Jordy registraram um novo pedido de suspeição na PGR. Desta vez, embasaram a arguição nas ligações da família de Toffoli com o resort Tayayá. Segundo a petição, o relator detém \”conexões pessoais e patrimoniais\” com investigados na Operação Compliance Zero. O pedido está em análise da PGR.

    Em paralelo, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) também oficiou a PGR pela suspeição de Toffoli pelas ligações com o Tayayá. O parlamentar realizou um aditamento à representação nesta sexta-feira, 23. O pedido ainda não foi apreciado pela Procuradoria.

    Assim como Girão, o deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS) encaminhou à PGR um pedido de suspeição de Toffoli pelos supostos vínculos do relator com o resort de luxo. O parlamentar gaúcho também oficiou o CNJ por possível violação à Lei Orgânica da Magistratura (Loman). Ambos os pedidos de Sanderson estão em análise dos órgãos a que foram encaminhados.

    Além do ofício à PGR, Girão assina um pedido de impeachment contra Toffoli encaminhado à Mesa Diretora do Senado Federal. A peça é subscrita pelos colegas Damares Alves (Republicanos-DF) e Magno Malta (PL-ES). Segundo o pedido, além de \”conflito de interesses\” com os fatos investigados sob sua relatoria, Toffoli deve ser afastado do cargo por \”atos processuais atípicos\”, como um pedido de acareação prematuro entre representantes do Master, do Banco Central e do Banco de Brasília.

    A petição já foi protocolada no sistema do Senado, mas ainda não foi recebida pela Mesa. Após o recebimento, deverá ser apreciada pela Advocacia da Casa para, então, ser avaliada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que decide sobre o seguimento da representação.

    Além das representações, Toffoli foi alvo de um protesto nesta quinta-feira, 22, organizado pelo Movimento Brasil Livre (MBL). O ato ocorreu em frente à sede do Banco Master, nas imediações da Avenida Faria Lima, em São Paulo, e teve como foco as decisões recentes do relator no inquérito. Os manifestantes pediram o afastamento de Toffoli.

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  • Ex-Botafogo, Lúcio Flávio pede demissão um dia após estrear em clube goiano

    Ex-Botafogo, Lúcio Flávio pede demissão um dia após estrear em clube goiano

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Lúcio Flávio, ex-técnico do Botafogo que foi pivô de derrocada histórica no Brasileirão de 2023, se despediu do Goiatuba nesta quinta-feira (22). O treinador pediu demissão do clube goiano um dia após estrear.

    Segundo o comandante, houve proposta sedutora de outra equipe. Apesar disso, Lúcio Flávio não quis revelar o próximo desafio da carreira.

    A passagem teve apenas um capítulo, e não foi dos melhores. O treinador perdeu por 1 a 0 para o Abecat em sua única partida pelo Goiatuba.

    O ex-Botafogo deixa o clube em situação complicada, já que está na zona de rebaixamento do Campeonato Goiano. O Goiatuba já encontrou o substituto: Glauber Ramos, de 51 anos.

    São três técnicos em cinco dias, já que o antecessor de Lúcio Flávio, foi demitido no último sábado. O próximo compromisso do clube goiano será contra a Aparecidense, no domingo.

    Ex-Botafogo, Lúcio Flávio pede demissão um dia após estrear em clube goiano

  • 'Levarei a minha pré-candidatura até o final', afirma Romeu Zema

    'Levarei a minha pré-candidatura até o final', afirma Romeu Zema

    Segundo o governador mineiro, hoje a esquerda brasileira estaria concentrada em um único nome, que, em sua avaliação, já se aproxima da aposentadoria (o presidente Luiz Inácio Lula da Silva), enquanto a direita reuniria \”diversos quadros mais jovens\”, alguns inclusive na casa dos 40 anos. Para ele, esse cenário deve fortalecer o campo conservador.

    O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou nesta sexta-feira, 23, em entrevista à CNN Brasil, que irá manter a sua candidatura à Presidência da República \”até o final\”, mesmo após a definição do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como o candidato da direita indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. \”Fico extremamente honrado, lisonjeado pelo meu nome estar sendo lembrado, seja pré-candidato à Presidência ou pré-candidato a vice. Ambos são cargos muito relevantes\”, disse Zema. \”Mas o que eu posso dizer é que eu levarei a minha pré-candidatura até o final, isso vai contribuir e muito para nós elevarmos o debate.\”

    Segundo o governador mineiro, hoje a esquerda brasileira estaria concentrada em um único nome, que, em sua avaliação, já se aproxima da aposentadoria (o presidente Luiz Inácio Lula da Silva), enquanto a direita reuniria \”diversos quadros mais jovens\”, alguns inclusive na casa dos 40 anos. Para ele, esse cenário deve fortalecer o campo conservador.

    Sua leitura é de que a multiplicidade de candidaturas de direita ampliaria o volume de votos no primeiro turno, que tenderiam a se transferir para o nome da oposição que avançar ao segundo turno.

    Nesse sentido, ele reforçou que quem quer que seja o candidato que eventualmente dispute um segundo turno contra Lula, terá seu apoio.

    \”Eu estarei dando total apoio, como fiz em 2022. Eu ganhei para governador no primeiro turno e depois fiquei três semanas trabalhando para o candidato da direita que naquela ocasião era o Jair Bolsonaro\”, disse o governador mineiro.

    'Levarei a minha pré-candidatura até o final', afirma Romeu Zema

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  • Adriana Lima vende casarão em Los Angeles por R$ 68,9 milhões

    Adriana Lima vende casarão em Los Angeles por R$ 68,9 milhões

    Segundo o The Wall Street Journal, a propriedade de 700m² estava no mercado desde agosto do ano passado. Anunciada pelo valor inicial de US$ 15,995 milhões, a casa teve o preço reduzido em mais de uma ocasião até chegar ao valor final da negociação.

    ANA CLARA COTTECCO
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A modelo Adriana Lima finalizou a venda da mansão onde morava em Los Angeles, nos Estados Unidos, por US$ 12,96 milhões (cerca de R$ 68,9 milhões). O negócio foi fechado quatro anos após a brasileira adquirir o imóvel e marca o encerramento de um ciclo da família na Califórnia.

    Segundo o The Wall Street Journal, a propriedade de 700m² estava no mercado desde agosto do ano passado. Anunciada pelo valor inicial de US$ 15,995 milhões, a casa teve o preço reduzido em mais de uma ocasião até chegar ao valor final da negociação.

    Adriana comprou a mansão em 2022 por US$ 12,35 milhões, quando se mudou para o endereço com o marido, o produtor de cinema Andre Lemmers III, e os filhos.

    A residência de alto padrão conta com 5 quartos, piscina, sala de cinema e adega, uma casa de hóspedes separada com um quarto, além de um sistema de segurança de última geração, equipado com câmeras com inteligência artificial e cerco por feixes de laser.

    Segundo a publicação, a família deixa o imóvel após se mudar para Nova York, também nos Estados Unidos, onde passou a viver recentemente.

    Adriana Lima vende casarão em Los Angeles por R$ 68,9 milhões

  • Muricy Ramalho pede demissão e deixa o São Paulo após cinco anos

    Muricy Ramalho pede demissão e deixa o São Paulo após cinco anos

    PEDRO LOPES E VALENTIN FURLAN
    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Muricy Ramalho pediu demissão do cargo de coordenador de futebol e está de saída do São Paulo. A informação foi confirmada pela reportagem.

    Muricy estava de licença desde as festas de fim de ano, por motivos particulares.

    Ele vai cuidar da saúde. Recentemente, operou um joelho e deve operar o outro em breve.

    Como a reportagem mostrou, o coordenador já havia revelado a pessoas próximas que o ambiente interno se deteriorou nos últimos meses.

    A palavra é de que a situação nos bastidores ficou “insustentável”, o que pesou de forma decisiva em sua decisão de deixar o cargo.
    Ídolo do clube, Muricy Ramalho voltou ao São Paulo em 2021, contratado pelo então presidente Julio Casares.

    O contrato era válido até o final de 2026, quando também terminaria a gestão do antigo presidente, que renunciou ao cargo.

    Muricy Ramalho pede demissão e deixa o São Paulo após cinco anos

  • Brasil condena pela 1ª vez repressão do regime do Irã contra protestos, mas se abstém em votação na ONU

    Brasil condena pela 1ª vez repressão do regime do Irã contra protestos, mas se abstém em votação na ONU

    “Condenamos fortemente o uso de força letal contra manifestantes pacíficos e estamos preocupados com relatos de prisões arbitrárias e de crianças como alvo. Notamos que bloqueios da internet violam o direito de liberdade de expressão, incluindo de acesso à informação”, afirmou Tovar da Silva Nunes, embaixador do Brasil na ONU em Genebra (Suíça).

    GUILHERME BOTACINI
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A representação do Brasil no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas condenou a repressão violenta contra manifestantes no Irã, nesta sexta-feira (23). É a primeira vez, desde o início da onda mais recente de protestos no país persa, em dezembro, que a diplomacia brasileira condena o uso da força.

    “Condenamos fortemente o uso de força letal contra manifestantes pacíficos e estamos preocupados com relatos de prisões arbitrárias e de crianças como alvo. Notamos que bloqueios da internet violam o direito de liberdade de expressão, incluindo de acesso à informação”, afirmou Tovar da Silva Nunes, embaixador do Brasil na ONU em Genebra (Suíça).

    Anteriormente, manifestações do governo brasileiro afirmavam apenas acompanhar com preocupação os protestos e lamentar as mortes.

    A diplomacia brasileira, no entanto, absteve-se de votação de resolução levada ao conselho e patrocinada por países críticos do regime iraniano, como Alemanha, Islândia, Reino Unido, Macedônia do Norte e Moldova. O texto, aprovado por 25 votos a favor, 7 contra e 14 abstenções, pede a extensão de investigações sobre eventuais violações de direitos humanos no Irã.

    O posicionamento condiz com o histórico recente brasileiro em temas correlatos envolvendo o país persa.

    “O Brasil sustenta que apenas o povo iraniano tem o direito soberano de determinar o futuro do país. Reitera sua condenação a medidas unilaterais coercitivas contra o Irã. Ressaltamos que essas medidas impactam negativamente os direitos humanos da população e exacerbam os desafios econômicos do país, que servem de pano de fundo para as atuais manifestações”, conclui o embaixador.

    As ressalvas sobre ações unilaterais podem se referir tanto às sanções contra o Irã, tradicionalmente criticadas pela diplomacia brasileira, como às ameaças recentes do governo de Donald Trump de usar a força contra Teerã -os EUA movimentaram caças e navios de guerra para regiões próximas do Irã.

    A sessão extraordinária do conselho da ONU foi apoiada por ao menos 50 países para abordar os relatos de violência, repressão e violações de direitos humanos no país persa em meio a grandes manifestações que tomaram as ruas de Teerã e dezenas de outras cidades.

    “Insto as autoridades iranianas a reconsiderar, recuar e colocar um fim à sua brutal repressão”, afirmou o comissário de direitos humanos da ONU, Volker Türk, que chamou a repressão de “um padrão de sujeição e força esmagadora que não pode nunca abordar adequadamente as queixas e frustrações do povo”.

    Já o representante do Irã na sessão criticou a reunião. “Os patrocinadores desta sessão e de seus resultados nunca se importaram genuinamente com os direitos humanos dos iranianos. De outro modo, não teriam imposto sanções desumanas, violando os direitos básicos de todos os iranianos, nem teriam apoiado a guerra de agressão de Israel que matou e feriu mais de 5.000 iranianos”, afirmou.

    Na quarta-feira (21), o regime iraniano afirmou que as manifestações foram suprimidas e divulgou um balanço oficial de 3.000 mortes. Organizações de direitos humanos sediadas fora do país defendem que o número é muito maior.

    A declaração integra uma série de movimentos públicos do regime para reforçar a ideia de que os distúrbios no país, vistos em determinado momento como uma ameaça significativa aos aiatolás, foram completamente subjugados.

    O movimento foi inicialmente desencadeado no final de dezembro em meio ao colapso da economia e da moeda local, o rial, mas se transformou em um movimento mais amplo contra a teocracia.

    Um apagão da internet e um fluxo de desinformação tornaram difícil avaliar de forma independente o que se passou no Irã. Nos últimos dias, no entanto, testemunhas e grupos de direitos humanos descreveram um silêncio sinistro gradualmente se instalando sobre o país, com lojas e escolas abrindo em meio a uma forte presença de segurança nas ruas.

    Grupos de direitos humanos afirmam que milhares de pessoas, incluindo transeuntes que não participavam dos protestos, foram mortos durante os distúrbios.

    A proposta perante o órgão da ONU busca estender por dois anos o mandato de uma investigação da ONU estabelecida em 2022 após a grande onda anterior de protestos no país persa.

    Brasil condena pela 1ª vez repressão do regime do Irã contra protestos, mas se abstém em votação na ONU

  • Dinamarca e Otan anunciam novo foco militar no Ártico em meio a crise com Trump

    Dinamarca e Otan anunciam novo foco militar no Ártico em meio a crise com Trump

    O presidente dos Estados Unidos disse na quarta (21) que Washington e a aliança militar haviam chegado a um acordo sobre o uso da ilha, mas os detalhes a respeito ainda são escassos. Trump fala em “acesso total e ilimitado”, e a imprensa americana relatou que está em discussão a cessão de pequenas partes do território da Groenlândia aos EUA para instalação de bases militares.

    VICTOR LACOMBE
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, anunciou nesta sexta-feira (23) que seu país e a Otan vão reforçar atividades militares no Ártico em meio à crise causada por Donald Trump, que exige a anexação da Groenlândia. Copenhague e o governo autônomo groenlandês rejeitam discutir a soberania do território.

    O presidente dos Estados Unidos disse na quarta (21) que Washington e a aliança militar haviam chegado a um acordo sobre o uso da ilha, mas os detalhes a respeito ainda são escassos. Trump fala em “acesso total e ilimitado”, e a imprensa americana relatou que está em discussão a cessão de pequenas partes do território da Groenlândia aos EUA para instalação de bases militares.

    O acordo seria modelado com base no arranjo que existe hoje entre o Reino Unido e o Chipre -Londres tem duas bases militares que ocupam 3% da área da ilha no Mediterrâneo, e o território que elas ocupam é considerado britânico. As bases foram estabelecidas no tratado que garantiu a independência do Chipre nos anos 1960, e o governo cipriota ainda hoje protesta contra sua existência, dizendo que se trata de “um vestígio do colonialismo”.

    Washington, entretanto, já possui amplo acesso militar ao território graças a um acordo de 1951, assinado no auge da Guerra Fria. Frederiksen disse que esse documento poderá ser atualizado para acomodar novas exigências americanas -sem, entretanto, que a Groenlândia deixe de pertencer à Dinamarca, pontuou ela.

    A primeira-ministra se reuniu com o secretário-geral da Otan, o holandês Mark Rutte, em Bruxelas, na Bélgica. “Concordamos que a Otan deve aumentar sua presença no Ártico. Defesa e segurança da região são temas importantes para toda a aliança”, disse Frederiksen, que viaja a Nuuk, capital da Groenlândia, ainda nesta sexta.

    Enquanto isso, Trump continua apostando em sua investida contra a Otan. Em entrevista à Fox News, o americano disse que seu país não precisa da aliança, criada por Washington depois da Segunda Guerra Mundial. “Nunca precisamos deles. Eles vão dizer que mandaram alguns soldados para o Afeganistão… e fizeram isso mesmo, mas eles ficaram um pouco longe da linha de frente”, afirmou.

    A fala causou revolta entre veteranos europeus da guerra do Afeganistão, da qual cerca de 30 mil não eram americanos, ou pouco menos de um terço do total. O número de baixas teve proporção parecida: dos 3.621 militares mortos entre 2001 e 2021, período da ocupação ocidental no país, 1.160 não eram soldados dos EUA, por volta de 30%.

    Em números relativos, a Dinamarca, alvo das investidas de Trump hoje, foi o terceiro país com o maior número de baixas, atrás apenas da Geórgia e dos EUA. Tendo perdido 43 soldados, o país nórdico, que tinha 5,5 milhões de habitantes em 2010, teve uma taxa de 7,8 mortes por milhão de habitantes, enquanto os EUA sofreram 7,9 mortes por milhão.

    O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, chamou os comentários de Trump de “estarrecedores” e “um insulto”, e o príncipe Harry disse que os sacríficios de soldados da Otan no Afeganistão “merecem respeito”.

    Dinamarca e Otan anunciam novo foco militar no Ártico em meio a crise com Trump

  • Ludmilla aponta possível boicote de distribuidora com lançamento de 'Bota'

    Ludmilla aponta possível boicote de distribuidora com lançamento de 'Bota'

    Segundo ela, o single em parceria com a rapper norte-americana Latto e a cantora argentina Emilia não aparece nos perfis das artistas horas após a estreia.

    LEONARDO VOLPATO
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A cantora Ludmilla usou as redes sociais para acusar a distribuidora ADA, vinculada à Warner Music, de um suposto boicote após o lançamento da música “Bota”.

    Segundo ela, o single em parceria com a rapper norte-americana Latto e a cantora argentina Emilia não aparece nos perfis das artistas horas após a estreia.

    “Dez horas de lançamento e nada de ‘Bota’ no meu perfil do Spotify, além de duas versões aleatórias soltas na plataforma. E nada de aparecer no perfil das meninas. Para melhorar, meu último álbum sumiu, inacreditável”, disse.

    Em outra publicação, ela já havia reclamado que a canção só era encontrada pelo mecanismo da busca e não pelas páginas oficiais, o que seria culpa da distribuidora, por conta de uma falha operacional e do lançamento antecipado. Procuradas, ADA e Warner não responderam até a publicação deste texto. Ninguém do Spotify foi encontrado para comentar.

    Poucos minutos após a estreia, fãs começaram a fazer relatos de áudio derrubado em alguns serviços. O álbum “Fragmentos”, do qual a música faz parte, também não aparecia associado ao perfil de Ludmilla.

    Outros, porém, usaram a mesma postagem para dizer que conseguiam achar o disco em questão na plataforma.

    Ludmilla aponta possível boicote de distribuidora com lançamento de 'Bota'

  • Pobre se sacrifica enquanto dono do Banco Master dá 'golpe de R$ 40 bi', diz Lula

    Pobre se sacrifica enquanto dono do Banco Master dá 'golpe de R$ 40 bi', diz Lula

    “Não é possível que a gente continue vendo o pobre ser sacrificado enquanto tem um cidadão do Banco Master que deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões, mais de R$ 40 bilhões, e quem vai pagar são os bancos, é o Banco do Brasil, é a Caixa Econômica que vai pagar, é o Itaú”, disse Lula durante evento em Maceió (AL), onde estava para um ato de entrega de 1.337 moradias do Minha Casa, Minha Vida.

    JOSUÉ SEIXAS E CARLOS VILLELA
    MACEIÓ, AL E PORTO ALEGRE, RS (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) fez críticas ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e disse que a crise do banco evidencia as desigualdades financeiras no Brasil.

    “Não é possível que a gente continue vendo o pobre ser sacrificado enquanto tem um cidadão do Banco Master que deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões, mais de R$ 40 bilhões, e quem vai pagar são os bancos, é o Banco do Brasil, é a Caixa Econômica que vai pagar, é o Itaú”, disse Lula durante evento em Maceió (AL), onde estava para um ato de entrega de 1.337 moradias do Minha Casa, Minha Vida.

    Lula se referia ao valor do ressarcimento aos investidores com dinheiro no Banco Master por meio do FGC (Fundo Garantidor de Créditos), mantido com recursos das instituições financeiras. De acordo com o fundo, serão devolvidos R$ 40,6 bilhões a 800 mil pessoas, no maior resgate da história.

    “Um cidadão que deu um desfalque de R$ 40 bilhões nesse país, e tem gente que defende, porque está cheio de gente que falta um pouco de vergonha na cara nesse país”, continuou.

    O presidente não esclareceu a quem se referia quando citou os supostos defensores de Vorcaro, que é acusado de fraudes contra o sistema financeiro, incluindo emissão de títulos de crédito falsos. Ele chegou a ser preso em novembro, mas foi solto mediante uso de tornozeleira eletrônica e cumpre prisão domiciliar em São Paulo.

    Lula defendeu políticas públicas do seu governo, como reajustes reais do salário mínimo, o Bolsa Família e o programa de assistência odontológica Brasil Sorridente. “Se nós não cuidarmos das pessoas mais pobres, elas vão ficar mais pobres”, disse.

    O evento também mostrou a aproximação do prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (PL), mais conhecido como JHC, com Lula. Ambos permaneceram sentados lado a lado e trocaram longas conversas ao pé do ouvido durante o ato.

    Apesar de ter apoiado o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2022, quando trocou o PSB pelo PL, JHC vem ensaiando uma mudança de postura no último ano e fez um aceno público ao petista em seu discurso.

    “A política tem que ter menos apontar os dedos e mais estender as mãos, e é isso que estou fazendo com o senhor hoje. É um pacto social, um pacto por Maceió, um pacto por Alagoas e um pacto pelo povo do nosso Brasil”, disse.

    O evento contou com a participação de lideranças como o secretário-geral da Presidência da República Guilherme Boulos (PSOL), o ministro da Saúde Alexandre Padilha (PT) e o ministro dos Transportes e ex-governador alagoano Renan Filho (MDB).

    Em seu discurso, Renan abriu as saudações com uma deferência a JHC e reafirmou o apoio do pai, o senador Renan Calheiros, que não estava presente, à reeleição do petista. “O lugar de Renan em 2026 é onde Renan sempre esteve, ao lado do presidente Lula”, disse o ministro.

    O ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP), que foi vaiado por parte do público, não estava na primeira fila de convidados.
    A disputa pública entre Renan Calheiros e Arthur Lira, adversários políticos de longa data, arrefeceu nos últimos meses após a costura de um acordo amplo entre os grupos de ambos, de olho nas eleições de 2026, que incluiu articulações para os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

    Em julho, Lula indicou a procuradora de Justiça de Alagoas Marluce Caldas Bezerra, tia do prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (PL), para uma vaga no STJ (Superior Tribunal de Justiça).
    Segundo interlocutores, a indicação de Marluce está atrelada a uma promessa de JHC de não renunciar para disputar outros cargos nas eleições de 2026.

    O acordo prevê que Lira possa concorrer ao Senado com o apoio de Lula, junto a Renan, que deve tentar a reeleição. O senador licenciado Renan Filho (MDB), hoje no Ministério dos Transportes, vai tentar voltar ao governo de Alagoas, cargo que ocupou entre 2015 e 2022. Já o governador de Alagoas, Paulo Dantas (MDB), em segundo mandato, não deve concorrer a outro cargo neste ano.

    O acordo político também envolvia o projeto que aumenta a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 por mês, relatado por Lira na Câmara dos Deputados. O governo avaliava que uma possível interferência de JHC nos planos eleitorais de Lira poderia levar o deputado a impor obstáculos à tramitação do projeto.

    Entretanto, a ida do projeto ao Senado mostrou que a trégua entre Renan e Lira não é total. Em outubro, o emedebista -que relatou o projeto no Senado- criticou modificações feitas pela Câmara no texto original enviado pelo Palácio do Planalto.

    Pobre se sacrifica enquanto dono do Banco Master dá 'golpe de R$ 40 bi', diz Lula

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