Autor: REDAÇÃO

  • Denúncias de agressão sexual contra Julio Iglesias são arquivadas

    Denúncias de agressão sexual contra Julio Iglesias são arquivadas

    O Ministério Público espanhol arquivou as denúncias de agressão sexual contra o cantor Julio Iglesias, apresentadas por duas ex-funcionárias. Os crimes, supostamente cometidos fora da Espanha, não podem ser investigados pela justiça do país.

    O Ministério Público da Espanha arquivou a denúncia apresentada contra o cantor Julio Iglesias por duas ex-funcionárias que o acusavam de agressão sexual.

    O Ministério Público havia aberto uma investigação preliminar, na qual foi constatado que não havia provas suficientes para dar continuidade ao processo e que os crimes, por terem sido supostamente cometidos fora da Espanha, não poderiam ser investigados pela Justiça do país.

    O parecer do procurador afirma que, “seguindo os critérios estabelecidos pelo tribunal superior, […] a Espanha não tem competência para investigar crimes cometidos no exterior quando não existem vínculos relevantes com o nosso país”, diz o documento.

    “Especialmente quando as vítimas são estrangeiras e não residem na Espanha; quando os supostos autores também são estrangeiros ou não se encontram na Espanha (ou, mesmo que se encontrem, não estejam no nosso país); e quando os fatos são ou podem ser investigados no Estado onde ocorreram”, acrescenta o texto.

    Os supostos crimes teriam ocorrido em 2021, na República Dominicana e nas Bahamas, onde o artista possui imóveis. A denúncia foi apresentada em janeiro pela organização Women’s Link, que representava uma ex-empregada doméstica do cantor, a qual afirmou ter sido pressionada a manter relações sexuais com ele. Uma fisioterapeuta também relatou ter sido apalpada por Iglesias.

    “Ele me usava todas as noites”, afirmou a ex-empregada doméstica. “Eu me sentia como um objeto, como uma escrava.” Segundo ela, os abusos sexuais aconteciam na presença de um funcionário de alto escalão.

    De acordo com a investigação, os abusos também eram de conhecimento da equipe responsável pela administração da casa.

    Já a fisioterapeuta relatou que o cantor a beijou e tocou seus seios contra a sua vontade. “Estávamos na praia, ele se aproximou e tocou meus mamilos”, denunciou.

    As ex-funcionárias afirmaram ainda que sofreram insultos por parte do músico e descreveram o ambiente de trabalho como tóxico. Segundo a organização, os relatos poderiam configurar crimes de tráfico de pessoas para fins de trabalho forçado e servidão, além de crimes contra a liberdade e a integridade sexual, como assédio sexual, agressão sexual e lesão corporal.

    Julio Iglesias reage às acusações

    Poucos dias após as acusações se tornarem públicas, o artista divulgou um comunicado em suas redes sociais no qual negou todas as denúncias.

    “Com profundo pesar, respondo às acusações feitas por duas pessoas que trabalharam em minha casa. Nego veementemente ter abusado, coagido ou desrespeitado qualquer mulher. Essas acusações são absolutamente falsas e me causam uma grande tristeza. Nunca vivi tamanha maldade, mas, ainda assim, tenho forças para revelar toda a verdade e defender a minha dignidade diante de uma ofensa tão grave”, afirmou o artista, de 82 anos.

    Denúncias de agressão sexual contra Julio Iglesias são arquivadas

  • Luana Piovani posa nua em novo ensaio nas redes sociais; veja fotos

    Luana Piovani posa nua em novo ensaio nas redes sociais; veja fotos

    As imagens mostram Luana no banheiro, sem roupas, com bobs nos cabelos e parcialmente coberta por uma cortina. O ensaio, simples e direto, contrasta com a legenda carregada de indignação que acompanha os cliques.

    Na última quinta-feira (22) a atriz Luana Piovani compartilhou fotos de um ensaio fotográfico em que aparece nua e aproveitou a publicação para fazer um desabafo sobre o momento que enxerga no mundo, marcado, segundo ela, por abusos de poder, intolerância e desigualdade.

    As imagens mostram Luana no banheiro, sem roupas, com bobs nos cabelos e parcialmente coberta por uma cortina. O ensaio, simples e direto, contrasta com a legenda carregada de indignação que acompanha os cliques.

    Na publicação, a atriz afirmou que o planeta “pede socorro” e criticou figuras e estruturas que, em sua visão, seguem movidas por interesses de poder e dinheiro. “Os demônios que mandam seguem querendo mais poder e dinheiro”, escreveu, em tom contundente, antes de listar alvos frequentes de suas críticas públicas.

     
     
     

     
     
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    Luana também disse manter uma postura combativa diante do cenário que descreve. “Eu sigo orando e combativa, amaldiçoando todos os racistas, xenofóbicos, misóginos e machistas”, afirmou. Em meio ao desabafo, a atriz reconheceu a dificuldade de encontrar respostas ou soluções para o momento atual. “E? Não sei, juro…”, completou.

    Ao final do texto, Piovani retomou o ensaio em si, tratando as fotos com ironia e leveza. “Fora isso; esses dois cliques básicos em cor, porque acho que já postei p&b. Espero ter ajudado. Grata”, concluiu.

    Luana Piovani posa nua em novo ensaio nas redes sociais; veja fotos

  • Divulgadas novas imagens do início do incêndio em bar na Suíça

    Divulgadas novas imagens do início do incêndio em bar na Suíça

    Novas imagens do momento em que o incêndio num bar em Crans-Montana, na Suíça, deflagrou foram divulgadas esta sexta-feira pela BFM TV. As imagens mostram que as chamas já se espalhavam no teto e ninguém na pista se deu conta da situação.

    Novas imagens mostram o momento em que o incêndio em um bar em Crans-Montana, na Suíça, começou a se espalhar pelo teto. A tragédia ocorreu na madrugada de 1º de janeiro, em um estabelecimento localizado em uma estação de esqui.

    As imagens foram obtidas pelo canal francês BFM TV e divulgadas nesta sexta-feira. O vídeo, que pode ser visto mais abaixo, mostra funcionários enfileirados com garrafas que continham velas de foguete, responsáveis pelo início do incêndio.

    O incêndio deixou 40 mortos, metade deles menores de idade, além de mais de 100 pessoas feridas. Segundo o canal francês, as imagens foram gravadas por um jovem de 15 anos que sobreviveu à tragédia e já prestou depoimento às autoridades. O adolescente estava no local com amigos, e o vídeo foi registrado às 1h27, pelo menos um minuto depois do horário estimado pelas autoridades como o início do incêndio.

    Após a divulgação dessas novas imagens, a BFM TV informou também, nesta sexta-feira, que Jacques Moretti, coproprietário do bar La Constellation, deverá ser libertado ainda nesta tarde. O empresário estava em prisão preventiva após prestar depoimento em um tribunal de Sion, na Suíça. A coproprietária e esposa, Jessica Moretti, foi colocada em liberdade condicional. A fiança do proprietário estaria em torno de 216 mil euros.

    Jacques e Jessica Moretti estão sendo investigados por homicídio culposo, lesão corporal culposa e incêndio culposo.

    Na tragédia na localidade alpina, além das 40 vítimas fatais — a maioria menores de idade —, outras 116 pessoas ficaram feridas, a grande maioria com queimaduras graves.

    De acordo com as investigações preliminares, o incêndio teve origem em artefatos pirotécnicos, que incendiaram a espuma de isolamento acústico que revestia o teto, fazendo com que as chamas se propagassem por todo o estabelecimento de entretenimento noturno.

    Divulgadas novas imagens do início do incêndio em bar na Suíça

  • Ucrânia, Rússia e EUA vão juntos, pela 1ª vez, à mesa de negociações

    Ucrânia, Rússia e EUA vão juntos, pela 1ª vez, à mesa de negociações

    Encontro foi confirmado na madrugada desta sexta-feira (23)

    Tendo como foco o controle sobre os territórios no leste ucraniano, a Ucrânia, Rússia e os Estados Unidos (EUA) estão em negociações em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. É a primeira vez que os três países se reúnem desde a invasão russa em 2022.

    O encontro foi confirmado na madrugada desta sexta-feira (23), após conversas no Kremlin entre o presidente russo, Vladimir Putin, o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, e o genro de Donald Trump, Jared Kushner.

    Segundo o conselheiro diplomático russo, Yuri Ushakov, as conversações foram “úteis em todos os aspectos”, acrescentando que “ficou acordado que a primeira reunião de um grupo de trabalho trilateral sobre questões de segurança ocorre hoje em Abu Dhabi”. 

    Não foram divulgados os detalhes dessas negociações trilaterais, nem se as autoridades russas e ucranianas vão se encontrar pessoalmente, mas sabe-se que serão abordadas questões pendentes, como a controversa questão sobre as concessões territoriais exigidas por Moscou.

    “Sem resolver a questão territorial não se deve contar com um acordo de longo prazo”, alertou Yuri Ushakove.  Segundo ele, a Rússia continuará a insistir nos próprios objetivos “no campo de batalha, onde as Forças Armadas russas detêm a iniciativa estratégica”, até que seja alcançado um acordo.

    O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, confirmou que a questão fundamental do controle sobre os territórios no leste ucraniano vai ser abordada pelas delegações ucraniana, russa e norte-americana.

    “A questão do Donbass (território no leste da Ucrânia, incluindo as regiões de Donetsk e Lugansk) é fundamental”, declarou Zelensky em entrevista, acrescentando que o assunto vai ser discutido em Abu Dhabi neste fim de semana.

    O líder ucraniano reiterou que o tão aguardado acordo com os Estados Unidos sobre garantias de segurança está praticamente pronto para ser assinado, apenas à espera de que Donald Trump defina a data e o local para a assinatura dos documentos. Na mesma entrevista, Zelensky afirmou que os dois discutiram defesa aérea e cooperação econômica para a recuperação pós-guerra. 

    A comissão russa, liderada pelo general Igor Kostyukov, alto funcionário do Estado-Maior, vai se deslocar para Abu Dhabi nas próximas horas. O Kremlin informou que a equipe russa de negociação será composta apenas por representantes do Ministério da Defesa do país e que essa delegação já seguiu para as conversações.

    A Ucrânia vai ser representada pelo secretário do Conselho de Segurança, Rustem Umerov, pelo chefe de gabinete Kyrylo Budanov, e pelo vice-chefe de gabinete Serhiy Kyslytsia. A delegação ucraniana é composta ainda pelo chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general Andriy Gnatov.

    Nessa quinta-feira (22), em Davos, Zelensky criticou os aliados europeus afirmando que viu uma Europa “fragmentada” e “perdida” no que diz respeito à influência sobre as posições do presidente norte-americano e à falta de “vontade política” do chefe de Estado russo, Vladimir Putin.

    As críticas em relação aos principais apoiadores políticos e financeiros de Kiev ocorreram após encontro com Donald Trump em Davos, na Suíça, que, segundo Zelensky, resultou num acordo sobre garantias de segurança para a Ucrânia.

    O diálogo com o homólogo norte-americano “não foi simples”, admitiu o líder ucraniano, embora tenha descrito o encontro como “positivo”.

    Ucrânia, Rússia e EUA vão juntos, pela 1ª vez, à mesa de negociações

  • Hematoma misterioso na mão de Trump volta a chamar a atenção

    Hematoma misterioso na mão de Trump volta a chamar a atenção

    A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que o ferimento ocorreu de maneira acidental. Um assessor presidencial acrescentou que Trump apresenta maior facilidade para desenvolver hematomas por fazer uso diário de aspirina, informação que já havia sido mencionada anteriormente por seus médicos.

    A Casa Branca esclareceu nesta quinta-feira que o hematoma observado na mão esquerda do presidente Donald Trump foi resultado de um acidente durante uma cerimônia de assinatura do Board of Peace, realizada em Davos, na Suíça. De acordo com o governo, o presidente teria batido a mão no canto de uma mesa, o que provocou a marca que chamou atenção após a divulgação de imagens do evento nas redes sociais.

    A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que o ferimento ocorreu de maneira acidental. Um assessor presidencial acrescentou que Trump apresenta maior facilidade para desenvolver hematomas por fazer uso diário de aspirina, informação que já havia sido mencionada anteriormente por seus médicos.

    As especulações aumentaram nos últimos dias devido a aparições públicas em que o presidente foi visto com curativos ou com algo que parecia maquiagem cobrindo a mão. As imagens impulsionaram comentários e questionamentos online sobre sua saúde, o que levou o governo a se manifestar para afastar rumores.

    Em entrevista concedida ao The Wall Street Journal no início do ano, Trump comentou que faz uso de uma dose elevada de aspirina por acreditar que o medicamento ajuda a “afinar o sangue”. Na ocasião, ele afirmou que reluta em diminuir a quantidade ingerida por superstição.

    No final de 2025, o presidente também informou ter realizado uma ressonância magnética de forma preventiva. Em um memorando divulgado em 1º de dezembro, o médico da Casa Branca, Sean Barbabella, declarou que exames detalhados feitos no Centro Médico Militar Nacional Walter Reed não apontaram qualquer anormalidade.

    “O objetivo é preventivo: identificar problemas precocemente, confirmar a saúde geral e garantir vitalidade e função a longo prazo”, afirmou Barbabella no documento. Segundo ele, o sistema cardiovascular do presidente está “perfeitamente normal”, sem sinais de inflamação, obstruções arteriais ou coágulos.

    Hematoma misterioso na mão de Trump volta a chamar a atenção

  • Influenciador Gato Preto é indiciado por quatro crimes por acidente com Porsche em SP

    Influenciador Gato Preto é indiciado por quatro crimes por acidente com Porsche em SP

    SSP afirmou que investigações seguem em andamento para o completo esclarecimento dos fatos; Estadão busca contato com a defesa do influenciador

    A Polícia Civil de São Paulo indiciou o influenciador Samuel Sant’Anna da Costa, conhecido como Gato Preto, por quatro crimes relacionados a um acidente, ocorrido em 20 de agosto do ano passado, enquanto ele dirigia um Porsche pela Avenida Faria Lima, na zona oeste da capital paulista.

    A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) afirmou, em nota, que Gato Preto foi indiciado por lesão corporal culposa, fuga do local do acidente, condução sob a influência de álcool ou outra substância psicoativa e alteração da cena do sinistro.

    “As investigações seguem em andamento pelo 15º Distrito Policial, do Itaim Bibi, para o completo esclarecimento dos fatos”, informou a pasta.

    Procurada, a defesa de Gato Preto não retornou às tentativas de contato do Estadão. O espaço segue aberto.

    No dia do acidente, o influenciador dirigia um Porsche 911 Carrera S Cabriolet, de 2020, avaliado em cerca de R$ 800 mil. Ele avançou um sinal vermelho em alta velocidade e colidiu com um Hyundai HB20, no qual estavam um homem e seu filho. O menino sofreu fratura no maxilar e precisou ser hospitalizado.

    Gato Preto deixou o local após a colisão, mas foi encontrado horas depois em sua casa, no Tremembé, zona norte de São Paulo, pela Polícia Militar. Ele não resistiu à prisão, mas se recusou a realizar o teste do bafômetro.

    Câmeras corporais da PM registraram o momento em que o influenciador recebeu os policiais: ele estava nu e acompanhado de duas mulheres, também nuas. Questionado sobre o motivo de ter deixado o local do acidente, ele afirmou que havia muitas pessoas filmando a cena.

    Em setembro, um laudo toxicológico do Instituto Médico Legal (IML) apontou que o influenciador havia ingerido álcool e drogas antes da colisão. À época, a defesa dele afirmou que as informações eram “distorcidas”.

    Além do influenciador, a então namorada dele, a também influenciadora e ex-participante do reality show A Fazenda Bia Miranda, estava no carro no momento do acidente.

    Influenciador Gato Preto é indiciado por quatro crimes por acidente com Porsche em SP

  • Dinamarca reforça envio de soldados à Groenlândia após ameaças de Trump

    Dinamarca reforça envio de soldados à Groenlândia após ameaças de Trump

    A Dinamarca parece estar pronta para lutar militarmente se, no “pior cenário possível”, a Groenlândia for atacada pelos Estados Unidos. O envio de soldados para o território já começou, por meio de aeronaves civis e militares.

    A Dinamarca já enviou soldados para a Groenlândia que estão prontos para combater em caso de um ataque norte-americano, anunciou a emissora pública dinamarquesa nesta sexta-feira.

    De acordo com a Danmarks Radio, o Exército dinamarquês solicitou na semana passada que as tropas enviadas para a Groenlândia fossem equipadas com munição real, mencionando a possibilidade de enviar forças e recursos adicionais posteriormente, se necessário.

    Agora, aeronaves civis e militares já começaram a transportar soldados e equipamentos para o território.

    Em declarações à imprensa nesta sexta-feira, o ministro da Defesa da Dinamarca, Troels Lund Poulsen, recusou-se a comentar essas informações.

    Segundo a ordem enviada aos soldados dinamarqueses, a operação envolve as Forças Armadas da Dinamarca “reforçando a presença e o nível de atividade na Groenlândia para demonstrar a vontade e a capacidade de defender a soberania e a integridade territorial do Reino”. O documento também faz referência a um plano subjacente de defesa da Groenlândia, que poderá ser colocado em prática, se necessário, “no pior cenário possível”.

    No entanto, ontem, o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, admitiu um aumento da presença militar no território, ao mesmo tempo em que manifestou a intenção de manter um “diálogo pacífico” sobre o futuro, identificando a soberania e a integridade territorial como “linhas vermelhas”.

    Essas notícias surgem em um momento em que o recuo do presidente norte-americano em relação à Groenlândia parecia ter trazido algum alívio aos líderes europeus, que, ainda assim, alertam para que não haja ilusões quanto ao estado das relações transatlânticas.

    Os líderes da União Europeia reuniram-se hoje em uma cúpula extraordinária, em Bruxelas, para discutir as relações transatlânticas após ameaças dos Estados Unidos — posteriormente retiradas — de impor tarifas a países que se opusessem às intenções norte-americanas em relação à Groenlândia.

    Com essa cúpula extraordinária, os chefes de Estado e de Governo dos 27 países do bloco europeu quiseram enviar um forte sinal político de unidade, destacando que a soberania territorial e o direito internacional são princípios fundamentais da política externa da UE, diante das intimidações relacionadas à Groenlândia, um território autônomo da Dinamarca.

    No último fim de semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou tarifas — de 10% em fevereiro e de 25% em junho — sobre oito países europeus, entre eles seis Estados-membros da União Europeia (Dinamarca, Suécia, França, Alemanha, Países Baixos e Finlândia) e outros dois (Noruega e Reino Unido).

    No entanto, já na noite desta quarta-feira, Trump recuou ao anunciar um acordo com o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Mark Rutte, sobre a Groenlândia, suspendendo também a ameaça de tarifas.

    Dinamarca reforça envio de soldados à Groenlândia após ameaças de Trump

  • Em alta no Arsenal, Gabriel Jesus tenta desafiar reforço de R$ 470 milhões

    Em alta no Arsenal, Gabriel Jesus tenta desafiar reforço de R$ 470 milhões

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Gabriel Jesus foi o grande nome da vitória do Arsenal por 3 a 1 sobre a Inter de Milão, na última terça-feira, pela Liga dos Campeões. Em alta após voltar de lesão, o atacante sonha em desbancar Gyökeres, que custou R$ 474 milhões, pela titularidade.

    JESUS RESSURGE

    O centroavante foi titular pela terceira vez desde que retornou aos gramados. As outras oportunidades foram em vitórias sobre Crystal Palace e Portsmouth, por Copa da Liga Inglesa e FA Cup, anotando uma assistência.

    Ele também já havia balançado as redes no retorno. Foi na goleada sobre o Aston Villa, por 4 a 1, quando entrou no segundo tempo e fechou o placar no Emirates Stadium.

    Apesar disso, nenhuma atuação teve impacto do que aconteceu no San Siro. Dois dos três gols que decretaram a liderança do Arsenal na fase inicial da Champions League foram do centroavante brasileiro, eleito o melhor em campo.

    Foi uma noite de sonho. Eu sempre sonhei em ser jogador de futebol. Sempre falava isso, assistia muito a Série A italiana quando criança. Estar aqui nesse estádio, marcar um gol, dois, me enche os olhos de lágrimas. Sempre sonhei com esse momento. Quero agradecer a DeusGabriel Jesus, em entrevista à TNT após o apito final

    Dessa forma, Gabriel Jesus começa a se credenciar para ser titular do Arsenal na sequência da temporada. Tudo isso em meio ao início inconstante de Gyökeres.

    O atacante sueco custou R$ 474 milhões aos cofres do Arsenal e chegou para assumir o posto de centroavante titular, mas ainda não engrenou. Ele marcou nove gols e distribuiu uma assistência em 27 partidas.

    O próximo compromisso do Arsenal será neste domingo, às 13h30, contra o Manchester United. O clássico inglês vale a manutenção da vantagem de sete pontos na liderança da Premier League para os Gunners.

    E A SELEÇÃO BRASILEIRA?

    O jogador do Arsenal não é convocado desde 2023. Na ocasião, ele esteve em campo nas derrotas para Argentina e Uruguai, nas Eliminatórias, quando a seleção ainda era comandada por Fernando Diniz.

    De lá para cá, Gabriel Jesus não teve muitas oportunidades no Arsenal. Em janeiro do ano passado, o atacante ainda sofreu a grave lesão no joelho que o afastou dos gramados até dezembro.

    A vaga do camisa 9 da seleção, no entanto, segue em aberto para a Copa do Mundo. Richarlison, Matheus e Cunha e Endrick foram testados na posição, mas não conseguiram se firmar.

    Gabriel Jesus acumula 19 gols e 11 assistências em 64 jogos pela Amarelinha. Ele esteve nos últimos dois mundiais, convocado por Tite em ambos.

    Atacante voltou a desperdiçar um pênalti e ampliou um retrospecto negativo no clube; Dorival Júnior retirou a responsabilidade do jogador, mas deixou margem para que outros atletas passem a bater as penalidades

    Folhapress | 10:11 – 23/01/2026

    Em alta no Arsenal, Gabriel Jesus tenta desafiar reforço de R$ 470 milhões

  • ICE acumula poder sob Trump e aumenta ações truculentas contra migrantes

    ICE acumula poder sob Trump e aumenta ações truculentas contra migrantes

    Decisão autoriza uso de spray de pimenta, e documentos mostram autorização para entrar em casas sem mandado; após casos de violência, líder dos democratas na Câmara diz que vai rejeitar projeto que prevê orçamento para agência

    WASHINGTON, EUA (CBS NEWS) – Desde que retornou à Casa Branca, o governo de Donald Trump prometeu uma política de deportação em massa no estilo “custe o que custar” e vem colocando essa promessa em prática, deportando centenas de milhares de imigrantes em situação irregular, reprimindo protestos e detendo até crianças.

    A truculência não mostra sinais de arrefecimento. O ICE, serviço de imigração dos EUA, tem ganhado fôlego e poder com decisões judiciais recentes e orientações internas que, segundo críticos, desafiam a Constituição americana.

    Em janeiro, uma corte federal suspendeu restrições ao uso de spray de pimenta e de outras ferramentas de dispersão de protestos durante operações da agência. Além disso, um memorando interno, revelado recentemente, autorizou agentes a entrar em residências sem mandado judicial -medida que, segundo especialistas, viola a Quarta Emenda, que protege cidadãos contra buscas e apreensões irregulares.

    Em geral, o ICE usava mandados administrativos, que permitem a prisão de pessoas em locais públicos. No memorando de 12 de maio de 2025, Todd Lyons, diretor do ICE, afirmou que o DHS (Departamento de Segurança Interna) passou a entender que a Constituição e a legislação migratória não proíbem o uso desses mandados para prender imigrantes com ordem final de deportação dentro de suas residências. O documento foi divulgado em uma denúncia à organização Whistleblower Aid.

    O memorando instrui que, se um estrangeiro recusar a entrada dos agentes após o procedimento de “bater [na porta] e anunciar”, os oficiais devem utilizar a quantidade de força necessária e razoável para entrar na residência.

    William Lopez, professor da Escola de Saúde Pública da Universidade de Michigan, estuda os impactos da deportação nos EUA há 15 anos. Segundo ele, do ponto de vista legal, o fato de o ICE entrar em casas sem mandados judiciais nunca aconteceu antes e fere a Constituição.

    “Permitir que agentes do ICE entrem quando quiserem significa perder esse direito constitucional. Não se trata apenas de imigração, mas da privacidade em nossas casas e carros”, afirma ele à Folha.

    Casos recentes de uso extremo de força chamaram atenção. Um homem foi flagrado sendo retirado de dentro de casa, vestindo apenas um calção e uma manta, durante a nevasca de St. Paul, em Minnesota, mesmo sendo cidadão americano sem antecedentes criminais.

    Outro episódio envolve um menino de cinco anos, que usava uma touca azul e mochila do Homem-Aranha, em Minneapolis, que apareceu em imagens acompanhado de agentes do ICE. A escola em que a criança estuda afirma que ele foi usado de isca para que agentes entrassem em uma casa e prendessem mais imigrantes. Já o governo afirma que ele foi abandonado pelo pai, que teria fugido de uma batida.

    Nos protestos em Minnesota, descreve o professor Lopez, “muitas pessoas apenas saem de suas casas ou caminham pelo bairro, mas a presença do ICE pode provocar violência”. “Uma reação isolada de alguém é usada para justificar a repressão em larga escala”, afirma.

    Ele cita como exemplo o caso do homem que gritou “vergonha” dentro de uma igreja durante protesto contra a presença do ICE. “Trump disse que ele era um ator pago, permitindo que a administração rotulasse toda a multidão como agitadora e usasse armas”, afirma.

    Os casos têm alimentado protestos em Minnesota por três semanas, após a morte de Renee Good, assassinada por um agente do ICE. Em vídeos nas redes sociais, cidadãos aparecem se mobilizando para proteger vizinhos, deixando comida nas portas para que eles não tenham de sair, fazendo patrulhas nos bairros e, em alguns casos, até se armando para avisar sobre a chegada de agentes.

    O governo Trump tem criticado as reações e os protestos. Nesta quinta, três pessoas foram presas durante um protesto dentro de uma igreja, e o governo anunciou uma nova operação do ICE no Maine, com objetivo de alcançar cerca de 1.400 pessoas.

    “A presença do ICE tende a gerar conflitos”, diz o professor, que considera que o governo do republicano procura justificar suas ações ilegais, como chamar Renee Good de terrorista ou dizer que o menino de cinco anos foi abandonado.
    “Esse argumento de abandono de crianças é recorrente em políticas de deportação, mas muitas vezes a realidade é mais complexa e, geralmente, a criança fica sozinha porque um dos pais foi detido ou deportado.”

    O professor afirma que a escalada da violência é preocupante. “Dois meses atrás, o ICE prendeu alguém em uma creche, e agora estão prendendo uma criança de creche. Antes, os agentes do ICE limitavam a violência a uma casa ou família; agora expandem para bairros inteiros. Isso pode estar ligado ao fato de que a administração Trump prospera no caos e na crueldade.”

    Para ele, é muito provável que o poder do ICE seja expandido, com os protestos sendo usados como justificativa para ampliar o financiamento e a militarização da agência. “O objetivo é controlar cidades democratas e pressionar grupos específicos de imigrantes.”

    A truculência da agência motivou democratas a tentar barrar o orçamento do ICE. Apesar da tentativa, os projetos de leis orçamentárias foram aprovados, na noite desta quinta-feira (22), na Câmara. O projeto prevê US$ 64,4 bilhões para a pasta (R$ 338 bilhões), sendo US$ 10 bilhões para o ICE.

    O líder da minoria na Câmara, Hakeem Jeffries, havia sinalizado que negaria a proposta porque “os republicanos rejeitaram a tentativa de levar preocupações sérias levantadas pelo povo americano em meio à conduta ilegal do ICE” e criticou a agência. “Dólares dos contribuintes estão sendo usados indevidamente para brutalizar cidadãos dos EUA, incluindo o trágico assassinato de Renee Nicole Good. Esse extremismo precisa acabar”, disse o democrata.

    Jeffries afirmou que, há semanas, democratas têm pressionado os republicanos para adotar mecanismos de fiscalização, incluindo exigência de mandado judicial, proibição de detenção e deportação de cidadãos americanos, restrição ao uso de força excessiva, obrigatoriedade de câmeras corporais e proibição do uso de máscaras.

    Ele também ressaltou que o país vive sob um sistema de imigração “quebrado”, que deveria ser reformado de forma abrangente e bipartidária.

    Apesar de se postar contra, vozes como a de Rosa DeLauro defenderam que era melhor aprovar o projeto com alterações do que arriscar um novo shutdown.

    “Entendo que muitos colegas democratas podem estar insatisfeitos com qualquer orçamento que financie o ICE. Compartilho a frustração com a agência, que está fora de controle. Encorajo meus colegas a revisarem o orçamento e determinarem o que é melhor para seus constituintes e suas comunidades”, afirmou DeLauro. O Congresso tem até 30 de janeiro para aprovar o orçamento e evitar uma nova paralisação do governo.

    ICE acumula poder sob Trump e aumenta ações truculentas contra migrantes

  • Útil, mas também impreciso: ChatGPT Health divide opinião de médicos e especialistas

    Útil, mas também impreciso: ChatGPT Health divide opinião de médicos e especialistas

    Ferramenta promete ajudar com dúvidas de saúde, mas exige cuidado e ainda não chega completa ao Brasil. Ao contrário da versão aberta, a inovação foi desenvolvida em ‘estreita colaboração com médicos’, segundo a empresa

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A OpenAI lançou no início de janeiro o ChatGPT Health, que permite aos usuários tirararem dúvidas específicas sobre saúde. Entre médicos e especialistas em inteligência artificial ouvidos pela reportagem, porém, não há consenso sobre os impactos do uso da ferramenta.

    Alguns consideram a novidade promissora. Outros dizem acreditar que as respostas do chatbot podem ser imprecisas, o que acende um alerta sobre a qualidade das informações e a responsabilização em caso de falhas.

    Segundo a OpenAI, o ChatGPT Health tem caráter informativo e educacional e não é destinado para diagnóstico ou tratamento médico, tampouco para substituir o atendimento profissional de saúde. “A ferramenta pode ajudar a pessoa a organizar dúvidas, interpretar informações e se sentir mais preparada para conversas com profissionais de saúde”, diz a empresa, em nota.

    O CFM (Conselho Federal de Medicina) afirma, também em nota, que o ChatGPT Health pode ser útil como instrumento adicional para orientar pacientes, mas “jamais deve substituir o exame clínico, o julgamento médico ou a responsabilidade profissional”.

    O médico André Costa, especialista em clínica médica e diretor de operações da Rede Mater Dei de Saúde, alerta para os riscos de as pessoas substituírem uma consulta profissional por uma análise feita por IA. “Hoje, 90% do diagnóstico clínico aparece durante a anamnese. Na consulta, usamos diversas técnicas para confirmar ou afastar a suspeita de um diagnóstico.”

    Segundo Lara Salvador, diretora de inovação e experiência na mesma rede, o uso da ferramenta pode levar a interpretações incorretas de sintomas e exames. Ela também cita os riscos de se confiar excessivamente em respostas automatizadas.

    “A IA não tem acesso ao contexto clínico completo, não faz exame físico nem acompanha a evolução do quadro, elementos essenciais para tomadas de decisões”, afirma.

    Gustavo Zaniboni, fundador da empresa de consultoria em inteligência artificial Redcore, questiona quem será responsabilizado em caso de erros.

    “Se um médico erra e o paciente morre, ele sofrerá um tipo de punição. Agora, se a IA erra e o paciente vai a óbito, de quem é a responsabilidade? Ela continua em operação? E se o erro for uma característica, como é o caso da alucinações nos algoritmos de IA generativa?”

    Alucinações ocorrem quando a inteligência artificial “inventa” ou distorce fatos para criar respostas que soam lógicas e fluidas.

    Em nota, a OpenAI afirma que treinou a o ChatGPT Health com mais de 260 médicos de 60 países, incluindo brasileiros. Os profissionais deram feedback sobre os resultados do modelo mais de 600 mil vezes em 30 áreas de foco, acrescenta a empresa.

    A ferramenta foi desenvolvida em “estreita colaboração com médicos”, diz a empresa, ao contrário da versão aberta, que utiliza dados das próprias conversas para treinar a plataforma.

    Para Emir Vilalba, responsável pelo setor de saúde da Semantix, empresa de tecnologia focada em IA, é importante estar atento à qualidade das informações obtidas. “Não temos como garantir a procedência e coerência desses dados. Por isso é necessário cautela, sem tratar [as respostas] como um diagnóstico final”, diz.

    Para Nuria López, professora de direito digital da Universidade Presbiteriana Mackenzie e cofundadora da Technoethics, qualquer ferramenta pode cometer erros e imprecisões, uma vez que não tem o contexto completo do paciente ou a experiência profissional de um humano. “Acho importante que as pessoas percebam que a ferramenta é isso, apenas uma ferramenta.”

    A OpenAI diz que o ChatGPT Health está sendo disponibilizado inicialmente para um pequeno grupo de usuários, com expansão gradual do acesso, sem prioridade para um grupo específico.

    Quanto à integração com prontuários eletrônicos, trata-se de um recurso que está disponível apenas nos Estados Unidos, sem prazos para chegar ao Brasil. Por aqui a nova ferramenta exige consentimento explícito do usuário para tratamento das informações de saúde, em conformidade com a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados).

    Ainda assim, informações de cidadãos brasileiros sob a guarda de empresas estrangeiras levantam discussões sobre soberania e segurança dos dados. Isso porque existe uma lei dos Estados Unidos, a Cloud Act, que permite que autoridades americanas solicitem dados armazenados por empresas de tecnologia, mesmo que estejam fora do país.

    No Brasil, há um esforço por parte do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de garantir que as informações dos brasileiros fiquem sob jurisdição nacional. A gestão já destinou R$ 1,2 bilhão a contratos com gigantes da tecnologia americanos e chineses para construir a chamada nuvem soberana, prevista no PBIA (Plano Brasileiro de Inteligência Artificial).

    Quanto às vatagens da ferramenta, os especialistas afirmam que o ChatGPT Health pode ajudar aqueles que não têm acesso fácil a médicos.

    Para López, a ferramenta deve ser capaz de oferecer resultados mais seguros que os de pesquisas aleatórias na internet ou de outras ferramentas gratuitas, que podem entregar informações esparsas, erradas e sem fatores de proteção dos dados. “A nova ferramenta, por ter um treinamento mais especializado, tem condições de fornecer uma boa informação e empoderar o paciente”, afirma.

    “Pessoas que não têm suporte médico adequado podem ter alguma informação importante que ajude em ação de primeiros socorros ou problemas simples”, diz Zaniboni.

    De acordo com a OpenAI, mais de 230 milhões de pessoas no mundo todo fazem perguntas sobre saúde e bem-estar no ChatGPT toda semana. Para Zaniboni, essas inovações são um “caminho sem volta”. “Vai ser como a eletricidade, vai estar em tudo.”

    Útil, mas também impreciso: ChatGPT Health divide opinião de médicos e especialistas