Autor: REDAÇÃO

  • Polícia reage a drones próximos ao palácio presidencial em Caracas

    Polícia reage a drones próximos ao palácio presidencial em Caracas

    Disparos foram feitos para impedir a aproximação de aeronaves não autorizadas na área do Palácio de Miraflores, dois dias após a captura de Nicolás Maduro. Autoridades afirmam que não houve confronto e dizem que a situação está sob controle.

    A polícia da Venezuela efetuou disparos para afastar drones que sobrevoavam a área ao redor do Palácio de Miraflores, sede da Presidência, em Caracas, na noite de segunda-feira. A informação foi confirmada por uma fonte oficial à imprensa. O episódio ocorreu por volta das 20h no horário local, 21h em Brasília, pouco mais de dois dias após a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, por tropas dos Estados Unidos, ao fim de um ataque à capital.

    “O que aconteceu no centro de Caracas foi a presença de drones que sobrevoaram a região sem autorização. A polícia efetuou disparos para impedir a aproximação. Não houve qualquer confronto”, afirmou a fonte oficial, citada pela agência France-Presse (AFP). Segundo ela, o país permanece em “perfeita tranquilidade”.

    Um morador que vive a cerca de cinco quarteirões do palácio contou à AFP que ouviu sons semelhantes a detonações. “Pareciam explosões, bem próximas. Não eram tão altas quanto as do ataque de sábado”, relatou, sob condição de anonimato. “A primeira coisa que pensei foi verificar se havia aviões sobrevoando o bairro, mas não havia. Só vi duas luzes vermelhas no céu. Durou cerca de um minuto. As pessoas ficaram olhando pelas janelas para tentar entender o que estava acontecendo.”

    Vídeos divulgados nas redes sociais mostram o que aparentam ser balas traçantes, munições com carga pirotécnica cuja trajetória fica visível no ar, disparadas em direção ao céu contra um alvo que não aparece nas imagens. As gravações também indicam a mobilização de várias forças de segurança no entorno do palácio presidencial.

    No sábado, os Estados Unidos lançaram o que classificaram como um ataque em grande escala contra a Venezuela para capturar e julgar o presidente deposto e sua esposa, anunciando que vão administrar o país até a conclusão de uma transição de poder.

    Na segunda-feira, Nicolás Maduro e a mulher prestaram breves depoimentos em um tribunal de Nova York, onde respondem a acusações de tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro. Ambos se declararam inocentes. A próxima audiência foi marcada para 17 de março.

    A vice-presidente executiva, Delcy Rodríguez, assumiu a Presidência interina da Venezuela com o apoio das Forças Armadas. No cenário internacional, a reação à ofensiva norte-americana dividiu governos entre críticas ao ataque a Caracas e manifestações favoráveis à queda de Maduro.

    A União Europeia defendeu que qualquer transição política no país inclua líderes da oposição, como María Corina Machado e Edmundo González. Já o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que a ação militar dos Estados Unidos pode ter implicações preocupantes para a região, especialmente pelo risco de intensificação da instabilidade interna na Venezuela.

    Polícia reage a drones próximos ao palácio presidencial em Caracas

  • Israel ataca alvos que seriam dos grupos Hamas e Hezbollah no Líbano

    Israel ataca alvos que seriam dos grupos Hamas e Hezbollah no Líbano

    O Líbano enfrenta crescente pressão de Washington e de Israel para desarmar o Hezbollah, e seus líderes temem que Tel Aviv intensifique os ataques em todo o país

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Israel começou a atacar nesta segunda-feira (5) o que descreveu como alvos dos grupos extremistas Hamas e Hezbollah no Líbano, após emitir alertas de retirada para quatro aldeias no leste e sul do país.

    Antes, um porta-voz israelense disse que o Exército planejava uma ofensiva à infraestrutura militar das organizações nas aldeias de Hammara e Ain el-Tineh, no leste da nação, e Kfar Hatta e Aanan, no sul.

    Tel Aviv e Beirute concordaram, em novembro de 2024, com um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos, encerrando mais de um ano de combates entre o Estado judeu e o Hezbollah que enfraqueceram o grupo extremista apoiado pelo Irã. Desde então, os lados têm trocado acusações sobre violações.

    O Líbano enfrenta crescente pressão de Washington e de Israel para desarmar o Hezbollah, e seus líderes temem que Tel Aviv intensifique os ataques em todo o país já devastado para pressionar o confisco do arsenal do Hezbollah mais rapidamente.

    Israel ampliou os ataques contra alvos no Líbano no último mês. Em visita à capital libanesa no início de dezembro, o papa Leão 14 pediu o fim dos ataques e das hostilidades entre os dois países.

    Israel ataca alvos que seriam dos grupos Hamas e Hezbollah no Líbano

  • Cida, vencedora do BBB 4, diz que voltaria ao programa e relembra golpes

    Cida, vencedora do BBB 4, diz que voltaria ao programa e relembra golpes

    Ex-sister diz que hoje aplicaria dinheiro e confiaria menos nas pessoas após perder prêmio; campeã de 2004 afirma que ainda é reconhecida pelo público após 22 anos

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Com o BBB 26 marcado para estrear na segunda-feira (12) e com a promessa de um grupo de veteranos na nova temporada, Cida dos Santos, campeã do BBB 4, afirma que voltaria ao programa se fosse chamada. Desta vez, a ex-campeã diz que traçaria uma caminho dentro e após o reality muito diferente da primeira passagem pela atração.

    Ela conta que o pós-BBB foi bem menos glamouroso do que o prêmio sugeria. Mesmo após levar R$ 500 mil, ela diz que sofreu golpes e perdas financeiras, fazendo com que a bolada que recebeu não durasse muito.

    Em entrevista à coluna Play, do O Globo, a ex-sister disse que, desta vez, trataria os R$ 3 milhões como projeto de longo prazo. “Investiria em imóveis com certeza, que era o meu sonho. Mas eu era muito nova, não tinha muita experiência. Hoje eu aplicaria meu dinheiro e teria poucas amizades, como eu tenho atualmente, e confiaria cada dia menos no ser humano. Hoje em dia eu seleciono mais as pessoas para estarem comigo. Tenho outra cabeça. E a vida tem que seguir. Acho que a gente passa por momentos difíceis, mas é para aprender e evoluir”.

    Na época, a vencedora conseguiu comprar um imóvel com o prêmio, mas que acabou o perdendo após um golpe.

    Ela diz se caso voltasse não seria para repetir o papel de boba e seria ativa no jogo. “Eu acho que seria uma boa, eu iria jogar muito, porque hoje eu tenho outra mentalidade. Na época em que eu participei, era tudo muito novo, eu não tinha experiência, não conhecia nada. Hoje eu não estou aqui para levar desaforo de ninguém para casa. Iriam conhecer a nova Cidoca. Aquela bobona e caladinha já passou há muito tempo”.

    Ela também afirma que o reconhecimento do público segue intacto, como se a passagem pela casa não tivesse ficado duas décadas para trás. “A galera não esquece. Eles falam: ‘Você tem que voltar para o ‘BBB’, falta você lá’. Esse carinho, graças a Deus, é o ano todo, aonde eu passo. Parece que foi tipo assim, um ano atrás, e não 22 anos, porque as pessoas lembram perfeitamente. É muito gostoso isso”, relembrou Cida.

    Cida, vencedora do BBB 4, diz que voltaria ao programa e relembra golpes

  • Flamengo acaba com canoagem e dispensa Isaquias Queiroz

    Flamengo acaba com canoagem e dispensa Isaquias Queiroz

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Flamengo anunciou nesta segunda-feira (5) a dispensa de atletas e o encerramento das modalidades de canoagem e remo do clube. Entre os nomes que deixam de ter vínculo com a equipe carioca está Isaquias Queiroz, dono de cinco medalhas olímpicas.

    Medalhista nas últimas três edições dos Jogos Olímpicos -Rio-2016, Tóquio-2020 e Paris-2024-, ele tinha o apoio do rubro-negro nas competições nacionais. Vinculado ao clube nos últimos sete anos, o atleta havia renovado seu contrato em março de 2025 para o ciclo até Los Angeles-2028.

    “Muito orgulho, meu amor, de você ter vestido realmente esse manto de corpo e alma e representado tão bem o Mengão. Triste porque sou flamenguista desde que me entendo por gente. E não ver o maior no melhor time do Brasil me corta o coração”, escreveu Laina Guimarães, esposa de Isaquias Queiroz, nas redes sociais.

    Em nota, o clube afirmou que o fato de o canoísta não morar no Rio de Janeiro pesou na decisão da diretoria.

    “Atualmente, tanto Isaquias Queiroz como Gabriel Assunção, Mateus dos Santos e Valdenice do Nascimento não residem nem realizam seus treinamentos no Rio de Janeiro. Esse contexto inviabiliza a consolidação de um trabalho estruturado de base e a formação de novos talentos, pilares fundamentais do projeto esportivo do Flamengo e parte essencial do seu DNA histórico”, escreveu o clube.

    O rubro-negro também encerrou a modalidade de pararemo. Com isso, Michel Pessanha, Gessyca Guerra, Diana Barcellos e Valdenir Junior foram dispensados.

    “O Clube de Regatas do Flamengo também encerra sua participação no pararemo. O clube agradece aos atletas Michel Pessanha, Gessyca Guerra, Diana Barcellos e Valdenir Junior por representarem o Manto Sagrado com dedicação, comprometimento e espírito esportivo, contribuindo para a história rubro-negra no paradesporto. O Flamengo reconhece a importância de suas trajetórias e deseja pleno êxito na continuidade de suas carreiras”, diz outro trecho do comunicado.

    Timão não incluiu projeções de resultados esportivos no planejamento para 2026 para evitar condicionar o elenco; principal desafio da diretoria é manter o nível do elenco mesmo com a redução de cerca de 30% no orçamento do futebol

    Folhapress | 19:36 – 05/01/2026

    Flamengo acaba com canoagem e dispensa Isaquias Queiroz

  • Após fala de Trump, Petro diz que pegará em armas se necessário

    Após fala de Trump, Petro diz que pegará em armas se necessário

    Presidente colombiano deu ordem às forças para atirar no invasor

    O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, disse nesta segunda-feira (5) que, se necessário, poderá voltar a pegar em armas para defender o país. O mandatário ressaltou ainda que deu ordem à força pública colombiana para atirar contra o “invasor”. 

    As declarações, escritas no X, foram dadas em resposta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que, neste domingo (4), ameaçou armar uma operação militar contra a Colômbia.    

    “Embora eu não tenha sido militar, conheço a guerra e a clandestinidade. Jurei não empunhar mais uma arma desde o Pacto de Paz de 1989, mas pela Pátria pegarei novamente em armas, ainda que não queira”, disse Petro, que participou do movimento de guerrilha M19 (Movimento 19 de Abril), nos anos 1980. O presidente da Colômbia afirmou ainda que os comandantes da força pública que não defendam a soberania popular deverão deixar a corporação.

    “Cada soldado da Colômbia tem agora uma ordem: todo comandante da força pública que preferir a bandeira dos Estados Unidos à bandeira da Colômbia deve se retirar imediatamente da instituição, por ordem das bases, da tropa e minha. A Constituição ordena à força pública que defenda a soberania popular”.

    O presidente acrescentou que a ordem à força pública é não atirar contra o povo, mas sim contra o invasor.

    Petro listou uma série de ações do seu governo contra a produção e o tráfico de drogas e destacou que foi eleito democraticamente e não tem envolvimento com o narcotráfico. “Não sou ilegítimo, nem sou narcotraficante. Só possuo minha casa de família, que ainda pago com meu salário. Meus extratos bancários foram publicados. Ninguém pôde dizer que gastei mais do que ganho. Não sou ambicioso”.  

    “Tenho enorme confiança no meu povo, e por isso pedi que o povo defenda o presidente de qualquer ato violento ilegítimo contra ele”, acrescentou.

    Ontem, Trump ameaçou deflagrar uma ação militar contra a Colômbia, disse que o país está doente e é administrado por um homem doente. O presidente dos EUA acusou, sem provas, o presidente Petro de gostar de produzir cocaína e de vender a droga aos Estados Unidos. As afirmações foram feitas após os Estados Unidos sequestrarem o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em uma operação no sábado (3), e o levarem para Nova York para ser julgado.

    Após fala de Trump, Petro diz que pegará em armas se necessário

  • Com alta de 6,79%, salário mínimo sobe R$ 103 em 2026

    Com alta de 6,79%, salário mínimo sobe R$ 103 em 2026

    O reajuste do salário mínimo em 2026 foi de 6,79%; novo valor passou a valer em janeiro e será recebido pelos trabalhadores a partir de fevereiro

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O salário mínimo foi atualizado para R$ 1.621 em 2026, um aumento de R$ 103 em relação ao valor anterior.

    O reajuste do salário mínimo em 2026 foi de 6,79%. O novo valor passou a valer em janeiro e será recebido pelos trabalhadores a partir de fevereiro.

    O Ministério do Planejamento e Orçamento confirmou o novo valor após divulgação dos dados de inflação. O cálculo considera o INPC acumulado em 12 meses até novembro, somado ao crescimento do PIB de dois anos antes, com limite de 2,5 pontos percentuais acima da inflação.

    O INPC, índice que mede a inflação para famílias de baixa renda, ficou em 0,03% em novembro. No acumulado de 12 meses, o índice chegou a 4,18%.

    IMPACTO NO ORÇAMENTO E COMPARAÇÃO COM PREVISÕES

    O valor final ficou abaixo do que o governo estimava para o Orçamento de 2026. No início do ano, a previsão era de R$ 1.630; na aprovação do Orçamento, de R$ 1.627. O valor oficial foi fechado em R$ 1.621 por causa da inflação menor do que o previsto.

    A diferença é resultado da desaceleração da inflação nos últimos meses. O governo utiliza o INPC e o crescimento do PIB para tentar garantir aumento real ao mínimo, mas impõe teto para não pressionar demais as contas públicas.

    Com alta de 6,79%, salário mínimo sobe R$ 103 em 2026

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  • 'A pátria está em boas mãos, pai', diz filho de Maduro em abertura da Assembleia

    'A pátria está em boas mãos, pai', diz filho de Maduro em abertura da Assembleia

    Herdeiro de chavista diz ser acusado pelos mesmos crimes que seu pai nos EUA e que é perseguido; deputados venezuelanos tomam posse nesta segunda-feira (5), dois dias depois de captura de ditador

    BUENOS AIRES, ARGENTINA (CBS NEWS) – Era para ser mais uma cerimônia protocolar de início do ano legislativo na Assembleia Nacional da Venezuela, dominada pelo PSUV (o partido do regime). A abertura dos trabalhos nesta segunda-feira (5), no entanto, ocorre dois dias depois do ataque dos Estados Unidos ao país latino e da captura do ditador Nicolás Maduro e de sua mulher, Cilia Flores.

    Coube ao filho de Maduro, Nicolás Maduro Guerra, transformar seu discurso de posse em um manifesto contra a captura de seu pai no último sábado (3).

    Emocionado, ele dirigiu parte do discurso diretamente a Maduro: “A você, pai, digo que criou uma família de pessoas fortes. A pátria está em boas mãos, pai, e logo vamos nos abraçar aqui na Venezuela”, disse, com a voz embargada. “E também nos veremos, Cilia.”

    Ele reforçou o apoio do bloco governista, que controla o Legislativo, à vice Delcy Rodríguez e reafirmou que o regime não irá se render.

    “Estamos comprometidos em defender a dignidade da Venezuela. Hoje, cabe a mim falar e escrever, meu pai e minha segunda mãe foram sequestrados, com eles cresci, no amor de um lar bolivariano. Nos forjaram na luta revolucionária, que sempre foi o sonho do meu pai”, disse o deputado.

    Ele criticou a ação perpetrada pelos Estados Unidos e afirmou que além de atingir o líder de um país, também atingiu um pai e avô amoroso e uma combatente e advogada competente.

    “Com eles, aprendi a serenidade e a paz, a verdade triunfará. Mais cedo ou mais tarde, eles estarão conosco. Nossos olhos os verão, seremos testemunhas desse momento histórico.”

    O político afirmou que se eles [os Estados Unidos] são Monroe, em referência a Doutrina Monroe, de “América para os americanos”, os venezuelanos são Simón Bolívar -libertador da América Latina e herói nacional.

    O filho de Maduro acrescentou que o direito internacional serve para conter os mais poderosos e evitar que a lei da selva substitua a razão. “Estamos diante de uma regressão perigosa para toda a comunidade internacional.”

    O economista também disse ser acusado nos Estados Unidos pelos mesmos crimes que Maduro e a primeira-dama e que sua família está sendo perseguida. “Pedimos que nos deixem em paz para que as nossas instituições se desenvolvam de forma livre e independente, para que a nossa economia cresça e para que o nosso povo tenha paz.

    “Vamos lutar com inteligência e audácia pela libertação de Maduro e de sua mulher”, seguiu. “Talvez tenham sequestrado Maduro e Cilia, mas não sequestraram a consciência de um povo.”

    No fim de seu discurso, Maduro Guerra indicou Jorge Rodríguez, irmão da vice Delcy Rodríguez, para um novo mandato na Presidência da Assembleia Nacional. Ele foi reeleito para o cargo.

    Ao falar para o Parlamento, Rodríguez pediu que “as lágrimas se transformem em força” e que a Venezuela nunca buscou uma guerra.

    “Minha função será recorrer a todos os procedimentos, tribunas e espaços para trazer de volta Nicolás Maduro, meu irmão e meu presidente. Falta uma deputada neste lugar, que corresponde à minha irmã, Cilia Flores, que uma flor vermelha em seu lugar nos recorde que estamos em dívida com ela”, disse ele.
    Em um pleito, em maio do ano passado, marcado pela ausência de eleitores e pelo boicote da oposição, os apoiadores de Nicolás Maduro conquistaram em 2025 23 dos 24 governos estaduais na Venezuela e uma maioria contundente na Assembleia Nacional.

    O governista PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela) venceu em todos os estados, exceto em Cojedes, e a coalizão de Maduro obteve 82,68% dos votos nas listas nacionais do Parlamento, de acordo com o CNE (Conselho Nacional Eleitoral), controlado pelo chavismo.

    A autoridade eleitoral divulgou que a coalizão de partidos que apoia Maduro conquistou 256 das 285 cadeiras no Parlamento.

    'A pátria está em boas mãos, pai', diz filho de Maduro em abertura da Assembleia

  • Surfe brasileiro pensa em torneio em piscina com ‘você decide’ da torcida

    Surfe brasileiro pensa em torneio em piscina com ‘você decide’ da torcida

    RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – A Confederação Brasileira de Surfe, a Surf Brasil, cogita testar um torneio promocional em piscina de onda e que o público poderá determinar os rumos da competição.

    Teco Padaratz, presidente da entidade, indicou essa possibilidade durante o Prêmio Brasil Olímpico. O mandatário apontou que há conversas em andamento com clubes de São Paulo para a realização do campeonato.

    “Temos um formato escrito, que eu não posso divulgar muito para não entregar o ouro ao bandido (risos), mas queremos testar. Estamos em negociação com os clubes de São Paulo para um formato de competição bem arrojado, diferente, que vai engajar os fãs. O público vai participar da regra de competição. Não vai escolher o vencedor, será outra coisa, mas vai dar destino à competição”, disse Teco Padaratz.

    “Quando se usa o público em qualquer outro esporte, se pergunta quem foi o melhor, quem ganhou, e eles escolhem fulano, beltrano, tipo o ‘homem do jogo’. Mas e se perguntar ao público qual regra devemos seguir? Ou o formato de competição? O público pode determinar tudo com este ato, vai ‘meter a mão na massa’ na competição”, completou.

    Segundo a reportagem apurou, a Surf Brasil estuda eventos especiais em piscinas de ondas, com formatos que possam ser negociados com televisões ou plataformas de streaming.

    PISCINA DE ONDAS

    Bicampeão mundial no World Men’s Qualifying Series (WQS), Teco ressalta que a confederação vem estudando o surfe em piscinas de ondas e acredita que o caminho para torneios neste tipo de cenário tomará o rumo diferente dos formatos que já existem atualmente, nas praias.

    Ele citou o exemplo de alterações nas regras que o skate passou, e que avalia ter tido sucesso para atrair público e novos atletas.

    “Após estudar muito com os atletas, com a área esportiva, com a área técnica da confederação, com os juízes, estamos começando a chegar à conclusão de que surfe na piscina é outra modalidade. Porque não dá pra usar os mesmos critérios de competição do mar na piscina. Provavelmente, estamos caminhando… Sabe o skate street? Eles mudaram a regra para ir para o show business, para alcançar novos fãs, abrir o leque a novos atletas. Acho que eles provaram que estavam certos. Aquilo entretém, e acho que o surfe de piscina caminha pra esse lado, onde, talvez, vamos ver uma competição de uma manobra, diferentemente da praia”, disse.

    Teco não acredita que os torneios em piscinas de ondas vão decretar o fim da modalidade na praia. “O surfe de praia nunca vai morrer. Inclusive, uma das respostas do Comitê Olímpico Internacional sobre por que escolheram a praia de Trestles e não a piscina de onda é porque, na praia, você mantém a imprevisibilidade. O último pode ser o primeiro, e isso é a magia do surfe. Muito difícil apontar um favorito. Já na piscina, não. Ali ganha quem treinou mais aquela manobra. Então, não tem a ver com imprevisibilidade, proporcionar a mesma oportunidade para todos”.

    O atacante rebateu os comentários de que está dando um passo atrás na carreira: “Se o passo atrás for voltar para o maior time da Terra… Não tem passo para trás melhor do que esse”, disse

    Folhapress | 18:35 – 05/01/2026

    Surfe brasileiro pensa em torneio em piscina com ‘você decide’ da torcida

  • Dólar fecha em queda e Bolsa avança com ataque dos EUA à Venezuela em foco

    Dólar fecha em queda e Bolsa avança com ataque dos EUA à Venezuela em foco

    Investidores repercutem ação militar que resultou na captura de Nicolás Maduro; em 2025, a moeda americana acumula queda de 11,19%, enquanto o Ibovespa sobe 33,7%

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar fechou em queda de 0,28% nesta segunda-feira (5), cotado a R$ 5,404, com a invasão dos Estados Unidos à Venezuela na madrugada do último sábado norteando as mesas de operações.
    O movimento da moeda norte-americana no Brasil acompanhou o do exterior. O índice DXY, que compara o dólar a seis outras divisas fortes, caiu 0,17%, a 98.25 pontos, indicando fraqueza global.

    Já a Bolsa avançou 0,82%, a 161.869 pontos, apesar da forte queda das ações da Petrobras em meio às repercussões da operação no mercado de petróleo.

    Na maior intervenção contra a América Latina em décadas, os Estados Unidos atacaram a Venezuela no sábado, bombardeando a capital, Caracas, e capturando o ditador Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, acusados de narcoterrorismo.

    Após a prisão, em comunicado no mesmo dia, Donald Trump afirmou que EUA governarão a Venezuela até transição. Segundo ele, o petróleo venezuelano “voltará a fluir” através da exploração de empresas norte-americanas, que seguirão à frente das operações e da infraestrutura do país.

    A Venezuela é dona da maior reserva de petróleo no mundo e é do grupo fundador da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), mas sua indústria foi sucateada nos últimos anos e hoje produz menos de 1% do volume global.

    Ainda assim, o petróleo representa cerca de 90% das exportações da Venezuela, tendo a China como principal compradora. “Mas para a China, o petróleo venezuelano não é tão importante porque representa muito pouco do seu consumo. O país pode suprir essa falta sem dificuldade”, afirma David Zylbersztajn, ex-diretor-geral da ANP (Agência Nacional de Petróleo).

    Zylbersztajn ainda afirma que, para a cadeia global de petróleo, é esperado que a operação dos Estados Unidos em solo venezuelano aumente a oferta da commodity mundialmente. Por outro lado, membros da Opep+ decidiram, no domingo, manter a produção estável.

    A escalada de tensões impõe volatilidade para o barril do Brent, referência internacional. Após iniciar o dia em queda de mais de 1%, a commodity avançou 1,66% na Bolsa de Londres, cotado a US$ 61,76. Os preços do petróleo caíram mais de 18% em 2025 -a maior queda anual desde 2020-, em meio a crescentes preocupações com o excesso de oferta.

    Para as petrolíferas norte-americanas, o movimento é de alta. As ações da Chevron, a única grande empresa dos EUA que atualmente opera nos campos de petróleo da Venezuela, subiram 5%, enquanto as refinarias Phillips 66 e PBF Energy subiram 7% e 3%, respectivamente.

    No Brasil, as ações da Petrobras chegaram a entrar em leilão logo nos primeiros minutos de negociação na B3. Fecharam em queda de 1,6%, na contramão do movimento do petróleo.

    A queda da petroleira e das demais empresas do setor deriva da percepção de que a concorrência no mercado latino-americano vai aumentar, afirma Ian Lopes, economista da Valor Investimentos, “principalmente se as empresas americanas ganharem espaço por aqui, como parece ser o plano dos EUA”.

    A situação venezuelana ainda adiciona ruído à América Latina. “Não é algo que muda o fundamento do mercado brasileiro, mas aumenta a percepção de risco para a região”, diz Thiago Azevedo, sócio fundador da Guardian Capital.

    Por aqui, os olhos estão voltados à divulgação dos dados do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de dezembro e do mercado de trabalho dos Estados Unidos, ambos na sexta-feira (9). As informações são utilizadas na antecipação da trajetória dos juros por parte do mercado financeiro.

    “Até a gente voltar para a divulgação de dados econômicos e para as movimentações políticas no Brasil, a gente deve ver um mercado mais neutro, sem grande volatilidade agora no início do ano”, diz Pedro Moreira, sócio da ONE Investimentos.

    Além disso, agentes aguardam a definição sobre quem será o sucessor de Jerome Powell como presidente do Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA).

    Em 2025, o dólar acumulou queda de 11,19% em 2025, o maior recuo desde 2016, quando a moeda americana perdeu 17,8%.

    Já o Ibovespa fechou o ano em alta de 33,7%, também o melhor desempenho desde 2016, quando avançou 39% num ano marcado pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff -em dólares, a variação também foi a maior em nove anos.

    Segundo analistas, o forte fluxo de recursos estrangeiros para o mercados emergentes, incluindo o Brasil, deu impulso à valorização da moeda brasileira e ao Ibovespa.

    Dólar fecha em queda e Bolsa avança com ataque dos EUA à Venezuela em foco

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  • China e Rússia pedem na ONU libertação imediata de Maduro

    China e Rússia pedem na ONU libertação imediata de Maduro

    Militares americanos retiraram à força Maduro e sua esposa de território venezuelano, em uma ação que matou integrantes das forças de segurança do presidente e causou explosões em Caracas, capital do país; embaixadores participaram de reunião do Conselho de Segurança

    Representantes da China e a Rússia condenaram fortemente o ataque militar dos Estados Unidos na Venezuela no sábado (3) e pediram a libertação imediata do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Eles participaram de reunião de emergência convocada pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta segunda-feira (5).

    O embaixador chinês na ONU, Fu Cong, disse que a China está profundamente chocada com a ação militar e condenou fortemente “os atos ilegais e de bullying” dos Estados Unidos.

    Segundo o diplomata, a comunidade internacional tem expressado preocupações com as sanções, bloqueios e ameaças de uso da força norte-americanos contra a Venezuela. “Como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, os Estados Unidos têm ignorado as graves preocupações da comunidade internacional em relação à soberania venezuelana e infringiram a não interferência em assuntos internos e a proibição do uso da força nas relações internacionais”, afirmou Fu Cong. 

    O representante da Rússia na ONU, Vasily Nebenzya, disse que o começo do ano chocou a todos pela falta de respeito às leis internacionais e ao princípio da não intervenção em assuntos internos de outros países.

    “O sequestro do líder da Venezuela, Nicolás Maduro, acompanhado da morte de dezenas de cidadãos venezuelanos e cubanos, aos olhos de muitos, se tornou um retrocesso para a época de um mundo sem leis e a dominação norte-americana pela força e pelo caos. Não há justificativa para os crimes cometidos pelos Estados Unidos em Caracas. Nós condenamos firmemente a agressão dos Estados Unidos contra a Venezuela em desacordo com todas as normas internacionais. Pedimos a libertação imediata de Maduro e sua esposa. Ele é o presidente legítimo da Venezuela eleito”, afirmou o diplomata russo.

    Vasily Nebenzya destacou que o povo russo se solidariza com os venezuelanos perante a agressão externa. “Apoiamos incondicionalmente o governo bolivariano da Venezuela.”

    O embaixador russo acrescentou que os Estados Unidos não escondem seu desejo pelo petróleo venezuelano e deixam claro seu imperialismo em relação à América Latina. “É importante a comunidade internacional se unir contra os métodos norte-americanos de uso da força como demonstrado no caso venezuelano”, afirmou.

    Militares americanos retiraram à força Maduro e sua esposa de território venezuelano, em uma ação que matou integrantes das forças de segurança do presidente e causou explosões em Caracas, capital do país. Maduro foi levado para Nova York e, segundo o governo dos Estados Unidos, vai responder no país a acusações por uma suposta ligação com o tráfico internacional de drogas.O casal foi levado nesta segunda-feira ao Tribunal Federal, em Nova York, para uma audiência de custódia na Justiça norte-americana. Eles serão notificados de maneira oficial sobre seus supostos crimes. O casal está detido num presídio federal no bairro do Brooklyn, também em Nova York.

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