Categoria: ECONOMIA

  • Setor público tem déficit primário de R$ 66,566 bilhões em julho, revela BC

    Setor público tem déficit primário de R$ 66,566 bilhões em julho, revela BC

    O rombo foi ligeiramente maior do que indicava a mediana da pesquisa Projeções Broadcast, de déficit de R$ 63,250 bilhões. Todas as estimativas do mercado eram negativas, de R$ 71,20 bilhões a R$ 58,0 bilhões

    O setor público consolidado (governo central, Estados, municípios e estatais, à exceção de Petrobras e Eletrobras) teve déficit primário de R$ 66,566 bilhões em julho, após um saldo negativo de R$ 47,091 bilhões em junho, informou o Banco Central nesta sexta-feira, 29.

    O rombo foi ligeiramente maior do que indicava a mediana da pesquisa Projeções Broadcast, de déficit de R$ 63,250 bilhões. Todas as estimativas do mercado eram negativas, de R$ 71,20 bilhões a R$ 58,0 bilhões.

    Esse é o maior déficit para meses de julho desde 2020, quando o resultado primário do setor público havia sido negativo em R$ 81,071 bilhões. Em julho de 2024, o déficit foi de R$ 21,348 bilhões.

    O governo central (Tesouro Nacional, BC e INSS) teve déficit primário de R$ 56,361 bilhões no mês passado. Estados e municípios tiveram déficit de R$ 8,148 bilhões. As empresas estatais tiveram déficit de R$ 2,058 bilhões.

    Isoladamente, os Estados tiveram déficit de R$ 6,546 bilhões, e os municípios, déficit de R$ 1,602 bilhão.

    Acumulado

    O setor público consolidado tem déficit primário de R$ 44,537 bilhões no acumulado de janeiro a julho de 2025, informou o Banco Central. O montante equivale a 0,61% do Produto Interno Bruto (PIB).

    O resultado de 2025 é puxado por um déficit primário de R$ 68,684 bilhões nas contas do governo central, o equivalente a 0,95% do PIB. Estados e municípios têm superávit de R$ 32,431 bilhões (0,45% do PIB), e as empresas estatais, déficit de R$ 8,285 bilhões (0,11% do PIB).

    Isoladamente, os Estados têm superávit de R$ 27,621 bilhões no acumulado de janeiro a julho, e os municípios, saldo positivo de R$ 5,170 bilhões.

    Setor público tem déficit primário de R$ 66,566 bilhões em julho, revela BC

  • Receita publica norma que obriga fintechs a informarem movimentações suspeitas de clientes

    Receita publica norma que obriga fintechs a informarem movimentações suspeitas de clientes

    De acordo com o texto publicado no Diário Oficial da União (DOU), a medida visa combater “os crimes contra a ordem tributária, inclusive aqueles relacionados ao crime organizado, em especial a lavagem ou ocultação de dinheiro e fraudes”

    A Receita Federal publicou instrução normativa que obriga as instituições de pagamento e os participantes de arranjos de pagamentos – as chamadas fintechs – a seguirem a partir desta sexta-feira, 29, as mesmas normas dos bancos para a comunicação de movimentações financeiras suspeitas de seus clientes.

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, havia antecipado na quinta, 28, que o Fisco igualaria a norma entre essas empresas e os grandes bancos. De acordo com o texto publicado no Diário Oficial da União (DOU), a medida visa combater “os crimes contra a ordem tributária, inclusive aqueles relacionados ao crime organizado, em especial a lavagem ou ocultação de dinheiro e fraudes”.

    A Avenida Faria Lima amanheceu nesta quinta com equipes de Polícia Federal, Polícia Militar, promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), além de agentes e fiscais das Receitas Estadual e Federal como parte da Operação Carbono Oculto. Integrada nesta quinta às Operações Quasar e Tank, de diversas instituições em dez Estados, se tornou a maior já feita até hoje para combater a infiltração do crime organizado na economia formal do País. A estimativa é de que as fraudes, coordenadas pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), movimentaram R$ 23 bilhões.

    Receita publica norma que obriga fintechs a informarem movimentações suspeitas de clientes

  • Forbes divulga lista dos bilionários brasileiros

    Forbes divulga lista dos bilionários brasileiros

    Brasileiro mais rico do país pelo segundo ano consecutivo, Eduardo Saverin, cofundador da plataforma Facebook, é detentor de uma fortuna de R$ 227 bilhões

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A revista Forbes divulgou, nesta quinta-feira (28), a 13ª edição da lista de bilionários brasileiros, com 300 nomes no total, sendo 240 homens (que juntos acumulam um patrimônio de R$ 1,68 trilhão) e 60 mulheres (com um total de R$ 343,7 bilhões).

    Brasileiro mais rico do país pelo segundo ano consecutivo, Eduardo Saverin, cofundador da plataforma Facebook, é detentor de uma fortuna de R$ 227 bilhões, que ganhou impulso com a inteligência artificial -quase R$ 100 bilhões à frente da segunda colocada, Vicky Safra, que tem patrimônio de R$ 120,5 bilhões e é a única representante feminina no Top 10.
    Ao todo, 31 brasileiros ganharam o status de bilionários pela primeira vez.

    A lista é elaborada com base nos preços das ações listadas na Bolsa de Valores, com fechamento no dia 30 de junho, além de itens como imóveis, obras de arte, aviões ou embarcações. Segundo a Forbes, como são consideradas apenas informações públicas, os patrimônios podem estar subestimados. Em alguns casos, o patrimônio de irmãos ou familiares foi consolidado.

    No ranking deste ano, 56,33% dos bilionários viram as suas fortunas crescerem ao longo do último ano, 20,6% dos patrimônios encolheram e apenas um se manteve estável.
    VEJA LISTA DOS DEZ BRASILEIROS MAIS RICOS DE 2025

    1. EDUARDO SAVERIN: R$ 227 BILHÕES (+45,5%)
    Paulistano de 43 anos, Saverin foi criado nos Estados Unidos e foi colega de Mark Zuckerberg na Universidade Harvard em 2004, quando fundaram, com mais três pessoas, a rede social Facebook. O primeiro servidor da plataforma foi instalado na garagem da casa de seus pais, nos EUA.

    A valorização das ações da Meta, que hoje controla o Facebook, é responsável pelo avanço de 45,5% em seu patrimônio, que chegou a R$ 227 bilhões em 2025. De acordo com a Forbes, os investidores gostaram da aceleração dos investimentos em IA (Inteligência Artificial) na plataforma.
    Saverin reside em Singapura desde 2012 e possui a B Capital, empresa de investimentos focada em startups.

    2. VICKY SAFRA E FAMÍLIA: R$ 120,5 BILHÕES (+9,4%)
    A bilionária de 73 anos herdou a fortuna do Banco Safra em dezembro de 2020, após a morte de seu marido, Joseph Safra, que foi o banqueiro mais rico do mundo por muitos anos. Os filhos Jacob, Esther, Alberto e David também são herdeiros. Ela foi a primeira mulher a liderar o ranking em 2023.

    Vicky nasceu na Grécia, mas se mudou para o Brasil ainda nos anos 1950 e foi naturalizada brasileira. Hoje ela lidera a Vicky and Joseph Safra Philanthropic Foundation, que patrocina saúde, educação e artes. No início de 2025, Jacob e David compraram a participação de Esther no banco. Alberto já havia se afastado do grupo em 2019 para fundar a gestora ASA.

    3. JORGE PAULO LEMANN: R$ 88 BILHÕES (-4,2%)
    O terceiro colocado, de 85 anos, é acionista controlador da cervejeira AB Inbev e detém participações em conglomerados internacionais como Restaurant Brands International (Burger King e Tim Hortons). No Brasil, seu império inclui a São Carlos Empreendimentos, que tem como sócios seus filhos e os herdeiros de seus sócios, Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira.

    Lemann passou três anos sem fechar grandes negócios e teve perdas recentes com ações da Americanas. Porém, em maio deste ano, a 3G Capital, da qual é cofundador, comprou a empresa americana de tênis Skechers por cerca de US$ 9,4 bilhões (R$ 50,8 bilhões).

    4. ANDRÉ ESTEVES: R$ 51 BILHÕES (+56%)
    O controlador do BTG Pactual tem 57 anos e foi contratado como analista de sistemas no banco em 1989, quando ainda estudava ciência da computação e matemática na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Quatro anos depois, tornou-se sócio. Está no rol dos bilionários desde 2005, quando tinha 37 anos.

    O banco teve lucro líquido ajustado recorde de R$ 13,4 bilhões nos 12 meses até junho de 2025, um avanço de 22% em relação aos 12 meses anteriores. A valorização de 40,6% das ações nesse período multiplicou a fortuna de Esteves, principal acionista individual da instituição financeira.

    5. FERNANDO ROBERTO MOREIRA SALLES: R$ 40,2 BILHÕES (+4,5%)
    O primogênito do banqueiro Walther Moreira Salles é acionista do Itaú Unibanco por meio da Companhia E. Johnston de Participações. Entre as atividades da família está a mineradora CBMM (Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração), líder mundial na produção de nióbio.

    Em 2022, em um processo de reestruturação, Fernando comprou parte da participação dos irmãos Walter Júnior e João, mais voltados para atividades culturais, e ficou com 50% de participação. A EJ possui cerca de 33% das ações do Itaú.

    6. BETO SICUPIRA: R$ 39,1 BILHÕES (-20,8%)
    Beto Sicupira, 77, também é um dos bilionários que formam o grupo dos maiores acionistas da 3G Capital. A empresa vem enfrentando desafios financeiros após a crise da Americanas no início de 2023.

    No entanto, segundo a Forbes, a participação da empresa de investimentos na AB InBev vem sustentando o patrimônio dos sócios. Após vender sua participação na Kraft Heinz, a 3G Capital permaneceu sem fazer grandes negócios até o início de 2025, quando adquiriu a empresa de calçados Skechers.

    7. PEDRO MOREIRA SALLES: R$ 38 BILHÕES (+5,1%)

    O terceiro filho de Walther Moreira Salles tem 65 anos e é co-presidente do Conselho de Administração do Itaú Unibanco, além de acionista por meio da Companhia E. Johnston de Participações, junto com seus irmãos Fernando, Walter Júnior e João.

    8. MIGUEL GELLERT KRIGSNER: R$ 34,2 BILHÕES (+19,2%)

    O farmacêutico de 75 anos fundou uma farmácia de manipulação que daria origem ao império O Boticário em 1977, dois anos depois de se formar pela UFPR (Universidade Federal do Paraná). Krigsner nasceu em La Paz, na Bolívia, filho de pais judeus fugitivos do nazismo, que se mudaram para Curitiba (PR) quando ele tinha 11 anos.

    Pioneira nas franquias, hoje a rede controla as marcas Eudora, Quem Disse, Berenice?, Beauty Box, Vult e O.U.i, entre outras. Krigsner também investiu na Cia. Tradicional de Comércio, dona de algumas das redes de bares e restaurantes mais conhecidas de São Paulo, como Pirajá, Lanchonete da Cidade e Bráz Pizzaria, ao lado do cunhado e sócio Artur Grynbaum.

    Em julho de 2025, o Boticário recebeu um crédito de R$ 1 bilhão do BNDES para financiar sua expansão.

    9. ALEXANDRE BEHRING DA COSTA: R$ 31 BILHÕES (-11,1%)

    Behring, 58, também é cofundador da 3G capital, após conhecer os sócios durante um MBA em Harvard. Formado em engenharia eletrônica, ele foi um dos fundadores da Modus OSI Tecnologias em 1989 e permaneceu na sociedade até 1993.

    Entre 1994 e 2004, foi parceiro da GP Investimentos, por meio da qual chegou ao comando da ALL (América Latina Logística), em 1998. Ele também integra o conselho de administração da Restaurant Brands International, dona das redes Burger King e Tim Hortons.

    10. JORGE NEVAL MOLL FILHO: R$ 30,4 BILHÕES (+119,1%)

    O cardiologista de 79 anos fundou a Rede D’Or em 1977, hoje o maior grupo hospitalar do Brasil, com 69 hospitais próprios e 53 clínicas oncológicas. A empresa fez seu IPO na B3 em 2020, movimentando então R$ 11,3 bilhões.

    Moll segue como principal acionista da companhia e preside o conselho de administração. A esposa, Alice Junqueira Moll, e seus cinco filhos são acionistas.

    Forbes divulga lista dos bilionários brasileiros

  • The Economist diz que julgamento de Bolsonaro é "lição de democracia"

    The Economist diz que julgamento de Bolsonaro é "lição de democracia"

    Revista britânica traz o ex-presidente na capa e detalhes sobre ação; pela denúncia, Bolsonaro foi o líder de uma trama golpista que tinha como objetivo mantê-lo no poder mesmo com derrota na tentativa de reeleição, em 2022

    A revista britânica The Economist, que chegou às bancas nesta quinta-feira (28), dá destaque em sua capa ao julgamento que começa na próxima semana e pode condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados pela trama golpista ocorrida para tentar reverter o resultado das eleições de 2022. 

    Bolsonaro ilustra a capa com o rosto pintado de verde e amarelo e um chapéu viking de pele de animal, em uma referência a um dos invasores do Capitólio nos Estados Unidos. No episódio, em janeiro de 2021,  apoiadores de Donald Trump tentaram impedir uma sessão do Congresso para validar a eleição de Joe Biden. Um dos homens usava chapéu semelhante, com o rosto pintado com as cores da bandeira norte-americana, e se tornou um símbolo do movimento. 

    Com o título “O que o Brasil pode ensinar à América”, a reportagem detalha o julgamento e afirma que o Brasil “dá um exemplo de maturidade democrática aos Estados Unidos”, que, segundo a revista, está se tornando “mais corrupto, protecionista e autoritário”.  

    Relembre o caso A ação penal 2668 tem como alvo o núcleo 1 da trama, também chamado núcleo “crucial”, grupo formado pelo que seriam as principais cabeças do complô.  

    Pela denúncia do procurador-geral da República, Paulo Gonet, elaborada com base nas investigações da Polícia Federal (PF), Bolsonaro foi o líder de uma trama golpista que tinha como objetivo mantê-lo no poder mesmo com derrota na tentativa de reeleição, em 2022.  

    Segundo a denúncia, o plano começou a ser colocado em prática em meados de 2021, quando Bolsonaro orientou o alto escalão de seu governo a atacar o sistema eletrônico de votação, de modo a desacreditar o processo eleitoral e criar o clima social propício a uma ruptura democrática.  

    Ainda segundo Gonet, a tentativa de golpe culminou com o 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores de Bolsonaro que não aceitavam o resultado das eleições invadiram e depredaram amplamente as sedes dos Três Poderes, em Brasília.  

    A Procuradoria-Geral da República (PGR) enfatizou que tais planos chegaram a prever, inclusive, o sequestro e assassinato de autoridades ainda em 2022, entre as quais o ministro do STF Alexandre de Moraes, o então presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, e o vice eleito, Geraldo Alckmin.  

    Todos os advogados pediram a absolvição das acusações. 

    The Economist diz que julgamento de Bolsonaro é "lição de democracia"

  • Homem que se respeita não rasteja para outro, diz Lula sobre não ligar para Trump

    Homem que se respeita não rasteja para outro, diz Lula sobre não ligar para Trump

    Lula voltou a afirmar que não vai ligar para Donald Trump, defendendo que o Brasil não deve se humilhar diante dos EUA. Enquanto o diálogo direto segue pendente, ministros como Alckmin, Haddad e Mauro Vieira lideram as negociações sobre o tarifaço e a busca por novos parceiros comerciais

    (FOLHAPRESS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a dizer nesta quinta-feira (28) que ainda não ligou para Donald Trump por acreditar que um líder não deve se humilhar para outro.

    “‘Ah, o Lula tinha que ligar’. Não. Sabe o que acontece? O Lula aprendeu a andar de cabeça erguida. Porque um homem que se respeita, que tem dignidade, não rasteja diante de outro homem. Então no dia que o Trump quiser conversar eu estarei pronto”, declarou em entrevista ao Balanço Geral MG.

    Lula tem mantido o tom em relação ao presidente dos Estados Unidos, afirmando sucessivas vezes que o Brasil não deveria se curvar aos EUA. Ao falar na reunião ministerial de terça-feira (26), o petista afirmou que nem ele nem seus ministros responsáveis pela articulação com os americanos seriam “subalternos.

    Em outras falas públicas, o brasileiro também já disse que não havia feito a ligação por falta de abertura da parte do americano. Um diálogo direto entre os dois segue pendente, enquanto a tratativa do tarifaço tem sido comandada por Geraldo Alckmin, vice-presidente e ministro da Indústria, Comércio e Serviços, além de Fernando Haddad (Fazenda) e Mauro Vieira (Relações Exteriores).

    “Nem carta ele mandou, ele publicou a carta na internet dele e eu fiquei sabendo pela imprensa”, disse, em referência ao anúncio do tarifaço, feito pelo americano por uma postagem.

    “Eu mandei uma carta convidando ele pra COP, uma carta civilizada como um presidente deve mandar pro outro, assinada por mim. Então a hora que ele quiser conversar o ‘Lulinha paz e amor’ tá pronto para conversar, mas não pensem que Lula vai ficar mendigando uma conversa não, vai procurar outros parceiros”, disse ainda.

    A carta citada por Lula foi um convite para que Trump participasse da COP30, a conferência climática da ONU (Organização das Nações Unidas) que está marcada para novembro, em Belém. Segundo auxiliares palacianos, o texto se ateve ao convite e não tratou do tarifaço.

    À tarde, o presidente voltou a falar dos entraves para a negociação, lembrando de quando o governo dos EUA cancelou a reunião entre Haddad e o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent. Para ele, o gesto demonstrou uma falta de seriedade do governo de Donald Trump quanto ao tarifaço.

    “Eu tenho o Alckmin, o Haddad, o Mauro Vieira, que são meus negociadores. Até agora a gente não conseguiu falar com ninguém, com ninguém nos Estados Unidos. Nem o Mauro conseguiu falar, nem o Alckmin. E o Haddad estava com uma reunião com o secretário de Tesouro, suspendeu a reunião com a Haddad e foi se reunir com o deputado Eduardo Bolsonaro. Uma demonstração da falta de seriedade nessa relação com o Brasil”, disse durante evento no Palácio o Planalto.

    Na época, Haddad também atribuiu o cancelamento de sua agenda à mobilização da extrema-direita, em uma alusão a Eduardo. O deputado brasileiro está nos EUA e articulou conversas com autoridades americanas a favor das retaliações comerciais contra o Brasil.

    O governo brasileiro aderiu à estratégia de usar o tarifaço para ampliar mercados comerciais, reforçando pontes, sobretudo, com países que também foram afetados pelas medidas, como Índia e China. Desde então, Lula tem ligado e recebido diversos líderes mundiais, com os quais tem tratado da questão comercial.

    Homem que se respeita não rasteja para outro, diz Lula sobre não ligar para Trump

  • Brasil inicia processo de resposta a tarifas dos EUA

    Brasil inicia processo de resposta a tarifas dos EUA

    O governo brasileiro avalia adotar medidas de reciprocidade após os EUA imporem tarifas extras de 50% sobre importações do país. A Camex tem 30 dias para analisar o caso, enquanto a diplomacia busca manter aberto o diálogo com a administração Trump

    O governo brasileiro autorizou o início de consultas para avaliar a aplicação da lei da reciprocidade em resposta à tarifa adicional de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre grande parte das importações brasileiras, segundo fontes diplomáticas. A Câmara de Comércio Exterior (Camex) foi notificada nesta quinta-feira (28) e terá 30 dias para analisar se as medidas norte-americanas se enquadram na legislação, informou a agência EFE.

    Em vigor desde julho, a lei da reciprocidade estabelece mecanismos de proteção econômica diante de barreiras unilaterais de parceiros comerciais que prejudiquem as exportações do Brasil. Caso a Camex considere procedente, será criado um grupo de trabalho para sugerir contramedidas em bens, serviços ou propriedade intelectual.

    O Ministério das Relações Exteriores notificará formalmente os Estados Unidos ainda hoje, e Washington poderá se manifestar durante o processo de investigação da Camex. Apesar da medida, fontes da diplomacia brasileira ressaltam que o canal de negociação segue aberto para discutir as tarifas, em vigor desde 6 de agosto.

    O presidente norte-americano, Donald Trump, justificou a decisão alegando motivos políticos, incluindo o que chamou de perseguição judicial ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que responde no Supremo Tribunal Federal a um processo relacionado a tentativa de golpe de Estado.

    Desde o anúncio, integrantes do governo brasileiro tentam abrir diálogo com a administração Trump para negociar as sanções, mas sem avanços até o momento. Paralelamente, o Brasil já havia recorrido à Organização Mundial do Comércio e contratou um escritório de advocacia nos EUA para defender seus interesses.

    Brasil inicia processo de resposta a tarifas dos EUA

  • Brasil e México abrem mercados para novos produtos agrícolas

    Brasil e México abrem mercados para novos produtos agrícolas

    Brasil e México são as duas maiores economias da América Latina e possuem uma corrente de comércio que soma US$ 13,6 bilhões em 2024

    O vice-presidente Geraldo Alckmin, que é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, avaliou como positiva a visita oficial ao México, encerrada nesta quinta-feira (28), na Cidade do México, a capital do país. O último compromisso e ponto alto da viagem foi uma audiência com a presidenta mexicana, Claudia Sheinbaum, no Palácio Nacional.  

    “Convidei a presidenta Claudia para a COP30, em Belém, no mês de novembro. Falamos de multilateralismo, fortalecimento da democracia, inclusão e combate à fome. Então, foi uma conversa muito proveitosa”, destacou Alckmin em uma entrevista coletiva pouco antes de embarcar de volta a Brasília.

    Brasil e México são as duas maiores economias da América Latina e possuem uma corrente de comércio que soma US$ 13,6 bilhões em 2024. 

    Um dos objetivos da viagem foi tentar ampliar negociações comerciais em setores estratégicos, como agronegócio e indústria. 

    Acompanhado por empresários, pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e pela ministra do Planejamento, Simone Tebet, o vice-presidente anunciou a assinatura acordos para abertura de novos mercados entre os países.

    “São três produtos que o Brasil abrirá o comércio: aspargos, pêssego e derivados de atum. E eles abrem o mercado para a farinha de ração animal para bovinos e suínos”, destacou.

    Pacote contra a inflação

    O governo brasileiro também solicitou ao México a continuidade dos incentivos do Pacote contra a Inflação e a Escassez, conhecido como Pacic, na sigla em espanhol, que facilita a compra alimentos pelo Brasil.

    “O México é o segundo destino da carne bovina brasileira. Solicitamos a continuidade do Pacic, e ele complementa a agropecuária mexicana. Eles têm uma exigência de que haja uma rastreabilidade individual [da carne]. Vamos cumprir, mas queremos que não se interrompa essa venda enquanto o Brasil caminha na rastreabilidade. O Brasil cumprirá na rastreabilidade, temos um cronograma”, observou.

    O vice-presidente comentou o avanço em conversas para a atualização do Acordo de Complementação Econômica nº 53 (ACE 53) assinado com o México em 2002 e que trata da eliminação ou redução de tarifas de importação para um universo de aproximadamente 800 posições tarifárias.Também foram assinados acordos nas áreas de vigilância sanitária para a aprovação de novos fármacos e na área de pesquisa sobre arboviroses, que incluem troca de experiências no desenvolvimento de vacinas, como a da dengue, em que o Brasil está em estágio avançado.

    Venda do KC-390

    Outro destaque da agenda, segundo o vice-presidente, foi o avanço dos negócios da Embraer no México. A empresa brasileira fechou a venda de 20 aeronaves das famílias de jatos E190 e E195 para a companhia estatal Mexicana de Aviación, a maior do país.

    Segundo o vice-presidente, o governo também ofereceu a possibilidade de abrir negócios no setor militar, com a venda do cargueiro KC-390, também fabricado pela Embraer, uma aeronave multimissão com capacidade para transportar até 26 toneladas, realizar reabastecimento aéreo e atuar em missões como busca e salvamento e ajuda humanitária.

    “A Embraer está presente no México, tem aqui fábrica de componentes com mais de mil colaboradores”, destacou Alckmin. “Colocamos a pretensão de oferecer o cargueiro KC-390. Não foi resolvido, mas ficou o pleito brasileiro com todos os argumentos favoráveis”, finalizou. 

    Brasil e México abrem mercados para novos produtos agrícolas

  • Banco Genial renuncia à gestão de fundo investigado em operação contra o PCC

    Banco Genial renuncia à gestão de fundo investigado em operação contra o PCC

    Instituição financeira disse que não recebeu notificação sobre o caso e condenou ilações; Fundo Radford é apontado como destinatário de dinheiro retirado de usina apontado como sendo do PCC

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Administrador do Radford Fundo de Investimento Financeiro Multimercado Crédito Privado, citado como destino de dinheiro ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital) nas investigações da Operação Carbono Oculto, o banco Genial disse que renunciou à prestação de todos os serviços do fundo até que o caso seja esclarecido pelas autoridades.

    De acordo com os levantamentos da Receita Federal e do Ministério Público de São Paulo, o fundo é citado em uma exceção de indisponibilidade de bens, sugerindo que a retirada de valores da Usina Itajobi, outra citada na operação, ocorreu por meio deste fundo.

    Sob gestão do grupo Mourad, a usina teria encaminhado R$ 100 milhões para o fundo Radford através do BK Instituição de Pagamento, uma fintech que atuaria como banco paralelo do PCC.

    Em nota divulgada no início da noite desta quinta, o banco Genial disse que tomou conhecimento da operação pela imprensa e que, até o momento, não recebeu notificação oficial sobre a existência de investigações diretas ou indiretas envolvendo a instituição.

    O Genial também explicou que o fundo Radford foi originalmente estruturado por outros prestadores de serviços e transferido ao banco em agosto de 2024.

    “Na ocasião, a instituição promoveu as devidas diligências, abrangendo o investidor exclusivo e os ativos que integravam a carteira. Desde então, o Fundo opera nos termos do seu regulamento”, disse o banco.

    O banco disse que, diante de menções negativas, e até que os fatos sejam esclarecidos, renunciou à prestação de todos os serviços do fundo.

    “O Banco Genial sempre conduziu suas atividades com base nos mais elevados padrões de governança corporativa, ética e compliance regulatório, em estrita observância à legislação e regulamentação aplicáveis”, disse em nota.

    A instituição bancária reiterou que está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos e que repudia qualquer tipo de ilação apontando o envolvimento da instituição com os fatos veiculados pela imprensa.

    ENTENDA O CASO

    A fintech BK Instituição de Pagamento S.A., também conhecida como BK Bank, tornou-se um dos principais alvos da operação Carbono Oculto, deflagrada pela Receita Federal e pelo MP para desarticular uma suposta infiltração do PCC no setor de combustíveis e no sistema financeiro.

    Segundo a Receita Federal, a fintech atuaria como banco paralelo da organização e teria movimentado sozinha R$ 46 bilhões não rastreáveis de 2020 a 2024. Abarcando um período maior, a apuração da PF, por sua vez, afirma ter identificado R$ 68,9 milhões movimentados em contas na BK Bank entre janeiro de 2020 e agosto de 2025.

    A reportagem não localizou os responsáveis pela empresa até a publicação deste texto.

    Parte das transações, segundo os investigadores, envolveria diretamente a circulação de valores oriundos da venda clandestina de metanol desviado, inseridos no mercado formal por meio das chamadas “contas-bolsão” -mecanismo típico de fintechs que concentra depósitos de múltiplos clientes em uma única conta, dificultando o rastreamento da origem do dinheiro.

    Com sede em Barueri (SP), a fintech é apontada pelos investigadores como peça central na engrenagem de lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial ligada ao desvio de metanol e à adulteração de combustíveis.

    A força-tarefa também investiga os ativos do Grupo Mourad, uma empresa atuante em toda a cadeia do setor de combustíveis -de usinas sucroalcooleiras a lojas de conveniência, entre elas a Usina Itajobi. Essa holding mantinha relações com membros conhecidos do PCC, segundo os investigadores, e é suspeita de sonegação de impostos e lavagem de dinheiro, de acordo com pedido de busca de provas do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP).

    Pessoas associadas ao grupo Mourad, presidido por Mohamad Hussein Mourad, mantinham investimentos em fundos administrados por sete gestoras.

    No total, a Operação Carbono Oculto tem 350 alvos. É a maior operação desse tipo na história, segundo a Receita, mobilizou 1.400 agentes em oito estados numa megaoperação nesta quinta-feira (28) e busca desarticular a infiltração do crime organizado no setor de combustíveis e em instituições financeiras utilizadas como suporte dessa cadeia.

    Banco Genial renuncia à gestão de fundo investigado em operação contra o PCC

  • Gás gratuito: programa para baixa renda será lançado semana que vem

    Gás gratuito: programa para baixa renda será lançado semana que vem

    Gás do Povo substituirá o Gás para Todos e deve atender cerca de 17 milhões de famílias

    O governo federal anunciará, na semana que vem, o novo programa que garantirá gás de cozinha gratuito a famílias de baixa renda. O Gás do Povo substituirá o Gás para Todos e deve atender cerca de 17 milhões de famílias. A informação é do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em entrevista ao programa Balanço Geral, da TV Record Minas, nesta quinta-feira (28).

    Lula cumpre agenda em Minas Gerais nesta sexta-feira (28), em Contagem e Montes Claros. “E na semana que vem eu volto a Belo Horizonte para ir no Aglomerado da Serra anunciar o programa chamado Gás do Povo. É um programa de financiamento de gás para as pessoas mais pobres do país, que não vão pagar mais pelo gás, vão receber o gás gratuitamente”, disse o presidente.

    Na entrevista, ele também antecipou alguns anúncios que fará amanhã em Contagem, na área de mobilidade urbana. São investimentos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Seleções: 31 propostas de R$ 9,6 bilhões e mais 70 propostas de renovação de frota para todo o país. 

    Além disso, será anunciada a expansão do metrô de Belo Horizonte a Contagem, com R$ 1 bilhão em investimentos. “O povo está esperando há muito tempo”, disse Lula sobre a obra.

    Ainda, haverá a assinatura de dois contratos com a prefeitura de Belo Horizonte, um no valor de R$ 456 milhões para a implantação de 64,3 quilômetros de faixas exclusivas para transporte coletivo e outro para a aquisição de 100 ônibus elétricos.

    Também em Contagem, Lula fará uma visita às obras da Avenida Maracanã e entregará o primeiro trecho da nova via.

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  • Receita: campanha contra fiscalização do Pix, de Nikolas, ajudou o PCC

    Receita: campanha contra fiscalização do Pix, de Nikolas, ajudou o PCC

    Nikolas Ferreira (PL-MG) fez campanha nas redes sociais contra fiscalização do Pix; o PCC expandiu o uso de instituições financeiras e fundos de investimento para impedir o rastreamento e lavar dinheiro

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, afirmou nesta quinta-feira (28) que a campanha contra a instrução normativa de fiscalização do Pix, que acabou com a derrubada da norma no início deste ano, ajudou o crime organizado.

    A afirmação foi feita durante entrevista coletiva sobre a operação Carbono Oculto, que mira empresas do setor de combustíveis e do mercado financeiro com suspeita de ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital).

    A instrução normativa estendia o monitoramento do fisco aos novos membros do sistema financeiro -notadamente o Pix, entre os meios de transação, e fintechs e bancos digitais, entre as instituições.

    “Publicamos essa instrução em setembro do ano passado para valer em janeiro [de 2025]. O que aconteceu em janeiro, todos nós sabemos. A Receita Federal recebeu o maior ataque da história de mentiras, de fake news, dizendo mentirosamente que aquela instrução normativa tratava de tributação de meios de pagamento”, afirmou Barreirinhas.

    Um dos principais fatores para o cancelamento da norma pelo governo foi um vídeo crítico do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que hoje tem mais de 9 milhões de curtidas no Instagram.

    “As operações de hoje [quinta-feira] mostram quem ganhou com essa mentira, com essas fake news: o crime organizado. As operações mostram que, independentemente das intenções, as pessoas que espalharam aquelas fake news, aquelas mentiras no início do ano, ajudaram o crime organizado”, disse o secretário da Receita sem citar o parlamentar.

    O PCC expandiu o uso de instituições financeiras e fundos de investimento para impedir o rastreamento e lavar dinheiro. Segundo a Receita, mil estabelecimentos vinculados à facção movimentaram R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024.

    A Receita Federal vê um processo de “bancarização do crime organizado”.

    As fintechs participantes do esquema colocariam recursos ilegais no mercado financeiro, onde se torna mais difícil questionar, uma vez investidos em fundos, se a origem é regular ou não.

    “Os antigos traficantes enterravam dinheiro e aquilo perdia valor porque era consumido pela umidade. Hoje [o crime organizado] ‘bancariza’ e coloca no mercado de capitais para render”, disse Maria Cecília Meng, superintendente da 8ª Região Fiscal da Receita, que engloba o estado de São Paulo.

    Ela analisa que o desafio é rastrear os investimentos para chegar aos destinatários finais porque as fintechs operam por meio de chamadas “contas bolsão” em bancos comerciais, sem informações sobre o titular do dinheiro.

    “Nós já temos esses dados. Essas operações são um novo início. Há um paraíso fiscal no Brasil formado por fintechs e fundos [de investimento]”, completa Maria Cecília.

    Um dos principais alvos da Operação Carbono Oculto é a fintech BK Bank.

    Segundo a Receita Federal, a fintech seria o banco paralelo da organização e teria movimentado sozinha R$ 46 bilhões não rastreáveis de 2020 a 2024. Abarcando um período maior, a apuração da PF, por sua vez, afirma ter identificado R$ 68,9 milhões movimentados em contas na BK Bank entre janeiro de 2020 e agosto de 2025.

    A defesa da empresa não foi localizada.

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