Categoria: ECONOMIA

  • Ouro fecha em alta com dólar fraco em meio a sinais de alívio geopolítico no Irã

    Ouro fecha em alta com dólar fraco em meio a sinais de alívio geopolítico no Irã

    Contrato encerra a US$ 4.783,20 após declarações do presidente Donald Trump sobre fim da guerra reduzirem a volatilidade e impulsionarem a busca por proteção em Nova York

    O ouro fechou em alta nesta quarta-feira, 1, impulsionado pela fraqueza do dólar e por expectativas de contenção da escalada no conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã. O movimento reflete uma retomada moderada da demanda por proteção, em meio a ajustes nos mercados de câmbio e petróleo.

    Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para maio encerrou em alta de 2,92%, a US$ 4.783,20 por onça-troy. Já a prata para o mesmo mês avançou 1,55%, a US$ 76,078 por onça-troy.

    Analistas da Sucden Financial afirmam que o movimento sugere reconstrução do fôlego do ouro, ainda que os ganhos permaneçam moderados e dependentes da dinâmica do dólar e do petróleo. Para eles, a perspectiva de curto prazo segue construtiva, com suporte adicional vindo da moeda americana mais fraca.

    Na mesma linha, o ING destaca que o metal estendeu os ganhos pela quarta sessão consecutiva, impulsionado pela percepção de que a guerra no Oriente Médio pode se aproximar do fim após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump.

    O banco holandês também pondera que o metal segue vulnerável a um aperto de liquidez global e a um dólar mais forte, embora as quedas recentes tenham sido acompanhadas por compras, e não por perda de confiança. O banco acrescenta que dados sobre compras de bancos centrais serão determinantes para avaliar se a desaceleração recente é temporária.

    Do lado técnico, Joseph Chai, da RHB Retail Research, avalia que o momento altista pode estar se reacelerando, com o ouro podendo testar resistência em US$ 4.800 por onça. Ele ressalta, porém, que as médias móveis de 20 e 50 dias ainda atuam como resistência, limitando avanços mais expressivos no curto prazo.

    *Com informações da Dow Jones Newswires.

    Ouro fecha em alta com dólar fraco em meio a sinais de alívio geopolítico no Irã

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  • Aéreas preveem “consequências severas” com reajuste do querosene

    Aéreas preveem “consequências severas” com reajuste do querosene

    Petrobras anunciou aumento de 55% no combustível usado na aviação. Para reduzir os impactos do reajuste anunciado hoje, estatal informou que vai parcelar o reajuste anunciado para o querosene de aviação (QAV)

    O reajuste de 55% no querosene de aviação (QAV) anunciado nesta quarta-feira (1°) pela Petrobras deverá ter “consequências severas” na aviação civil, especialmente na abertura de novas rotas e ofertas de serviços. A avaliação é da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), que  representa as principais companhias aéreas do país. 

    Segundo a entidade, com o reajuste, somado ao aumento de 9,4% em vigor desde 1º de março, o combustível passa a responder por 45% dos custos operacionais das companhias aéreas. 

    “A medida tem consequências severas sobre a abertura de novas rotas e a oferta de serviços, restringindo a conectividade do país e a democratização do transporte aéreo”, diz a Abear.  

    A entidade explica que, embora mais de 80% do QAV consumido no Brasil seja produzido internamente, sua precificação acompanha a paridade internacional. 

    “Isso intensifica os efeitos das oscilações do preço do barril de petróleo sobre o mercado doméstico, ampliando os impactos de choques externos sobre os custos das companhias aéreas”. 

    A Abear representa as empresas Azul, Boeing, Gol, Gol Log, Latam, Latam Cargo, Rima, Sideral e Total Express. 

    Reajustes

    Para reduzir os impactos do reajuste anunciado hoje, a Petrobras informou que vai parcelar o reajuste anunciado para o querosene de aviação (QAV). Distribuidoras que atendem à aviação comercial poderão optar por pagar apenas 18% de aumento e parcelar a diferença em até seis vezes, a partir de julho.

    O preço do QAV é estipulado pela Petrobras mensalmente, sempre no dia 1º. O reajuste deste mês acontece no momento em que o mundo enfrenta uma escalada no preço do barril do petróleo por causa da guerra no Irã. 

    No início de março, o reajuste médio do QAV havia sido de cerca de 9%; e em fevereiro, de -1%. De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), atualmente os combustíveis representam cerca de 30% dos custos totais das companhias aéreas. 

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  • Lula sanciona projeto que amplia licença-paternidade para até 20 dias

    Lula sanciona projeto que amplia licença-paternidade para até 20 dias

    Nova lei prevê ampliação gradual do benefício a partir de 2027, com aumento escalonado até 2030. Medida também permite que trabalhadores emendem a licença com férias e busca fortalecer a participação dos pais nos primeiros dias após o nascimento ou adoção

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta terça-feira (31) uma lei que amplia a licença-paternidade no Brasil. O prazo, que hoje é de cinco dias, poderá chegar a 20 dias, de forma progressiva ao longo dos próximos anos.

    A mudança não será imediata. A nova regra passa a valer a partir de 1º de janeiro de 2027 e seguirá um cronograma escalonado. Nos dois primeiros anos, os pais terão direito a 10 dias de licença. Em seguida, o período sobe para 15 dias e, a partir do quarto ano, atinge o limite máximo de 20 dias.

    A proposta busca ampliar o tempo de convivência entre pais e recém-nascidos, além de dividir de forma mais equilibrada as responsabilidades familiares nos primeiros dias após o nascimento ou adoção.

    O impacto financeiro da medida já foi estimado. Os gastos devem começar em cerca de R$ 2,2 bilhões no primeiro ano e podem chegar a R$ 5,4 bilhões até 2029. Os recursos virão do orçamento da Seguridade Social, previsto na Lei Orçamentária Anual.

    Outra mudança importante é a possibilidade de o trabalhador emendar a licença com as férias. Para isso, será necessário informar a empresa com pelo menos 30 dias de antecedência em relação à data prevista para o parto ou à formalização da guarda.

    A nova legislação representa um avanço nas políticas de apoio à família e à primeira infância, alinhando o Brasil a modelos já adotados em outros países.
     
     

     

    Lula sanciona projeto que amplia licença-paternidade para até 20 dias

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  • INSS aumenta teto e muda valores pagos a milhões de brasileiros

    INSS aumenta teto e muda valores pagos a milhões de brasileiros

    Reajuste de 3,90% eleva benefícios acima do salário mínimo e altera contribuições. Mudança também amplia margem do consignado e exige atenção no planejamento financeiro, já que aumento apenas repõe a inflação, sem ganho real

    O reajuste aplicado pelo INSS em 2026 já começa a impactar milhões de brasileiros que recebem benefícios acima do salário mínimo. O novo teto passou a R$ 8.475,55, elevando o valor pago a parte dos aposentados e pensionistas, além de alterar a base de contribuição de quem ainda está no mercado de trabalho.

    Na prática, o aumento foi de R$ 318,34 em relação ao ano anterior, o que representa uma correção de 3,90%. Esse percentual segue o índice oficial de inflação usado para benefícios acima do piso, o que significa que não há ganho real, apenas reposição do poder de compra.

    Nem todos os segurados recebem o reajuste integral. Quem já recebia o benefício desde janeiro de 2025 tem direito ao aumento completo. Já aqueles que começaram a receber ao longo do ano passado terão valores corrigidos de forma proporcional, conforme o tempo de benefício.

    O novo teto também impacta diretamente trabalhadores ativos, como empregados com carteira assinada, autônomos e domésticos. Com a atualização, a contribuição previdenciária passa a incidir sobre uma base maior, respeitando o modelo progressivo, no qual as alíquotas variam conforme a faixa salarial.

    Outro efeito imediato aparece no crédito consignado. Como o valor do benefício aumenta, a margem disponível para empréstimos também cresce automaticamente. Isso pode facilitar o acesso ao crédito, mas exige cautela, já que o limite de comprometimento da renda continua valendo.

    Para saber exatamente quanto vai receber, o segurado pode consultar o extrato atualizado pelo aplicativo ou site Meu INSS, além do telefone 135. O documento mostra o valor bruto, os descontos e o total líquido.

    Apesar do reajuste trazer algum alívio no orçamento, especialistas recomendam atenção no planejamento financeiro. Como o aumento apenas acompanha a inflação, o ideal é priorizar gastos essenciais, evitar dívidas e usar o crédito com cuidado.
     
     

     

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  • BNDES empresta R$ 1 bilhão para construção de usina de etanol de milho em Mato Grosso

    BNDES empresta R$ 1 bilhão para construção de usina de etanol de milho em Mato Grosso

    A unidade terá capacidade para produzir até 459 milhões de litros de etanol hidratado por ano, ou 452 milhões de litros de etanol anidro, o que fará do Mato Grosso um dos principais polos nacionais de biocombustíveis à base de milho

    (FOLHAPRESS) – O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) aprovou um financiamento de R$ 1 bilhão para a construção de uma usina de etanol de milho no município de Tapurah, em Mato Grosso.

    O financiamento, conforme informações obtidas pela Folha, foi fechado com a empresa RRP Energia e representa mais de 60% do investimento total previsto na planta.

    A unidade terá capacidade para produzir até 459 milhões de litros de etanol hidratado por ano, ou 452 milhões de litros de etanol anidro, o que fará do Mato Grosso um dos principais polos nacionais de biocombustíveis à base de milho.

    Os recursos têm origem no Fundo Clima, instrumento federal voltado ao financiamento de projetos de redução de emissões de gases de efeito estufa, e na linha BNDES Finem, usada para apoiar investimentos de grande porte com crédito de longo prazo.

    Na prática, trata-se de um empréstimo, não de subsídio, no qual o banco entra como principal financiador. O uso do Fundo Clima indica o enquadramento do projeto nas políticas de transição energética, porque o etanol é considerado combustível renovável e contribui para substituir fontes fósseis.

    Essa iniciativa está alinhada aos objetivos da Política Nacional de Biocombustíveis e da Nova Indústria Brasil, contribuindo com as cadeias de biocombustíveis para a transição energética e para a descarbonização, evitando a emissão de 309 mil toneladas de CO2-equivalente ao ano”, disse à Folha o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

    Por trás da empresa RRP Energia está o Grupo Piccini, que atua no agronegócio e é controlado pela família do empresário Joci Piccini.

    A RRP Energia marca a entrada do grupo no setor de biocombustíveis e reflete um movimento crescente no Centro-Oeste, com a “verticalização” da produção agrícola. O milho deixa de ser apenas uma commodity exportada e passa a ser transformado em energia dentro do próprio estado.

    A usina terá capacidade para processar mais de 1 milhão de toneladas de milho por ano, com possibilidade de produzir derivados usados na alimentação animal, além de óleo de milho.

    Localizada próxima à BR-163, principal corredor logístico de Mato Grosso, a usina inclui uma termelétrica com capacidade de até 27 megawatts, para suprir a demanda energética da planta.

    Durante a fase de implantação, estão previstos 1.100 empregos. A operação deve gerar cerca de 300 postos permanentes.

    O avanço do etanol de milho sinaliza uma mudança no setor energético brasileiro. Tradicionalmente dominado pela cana-de-açúcar, esse mercado tem incorporado novas matérias-primas e regiões.

    Enquanto a cana segue predominante no Sudeste, com grupos consolidados como a Raízen, o milho ganha espaço no Centro-Oeste, beneficiado pela produção do grão e sua integração com a pecuária. A ideia é que o modelo conecte agricultura, energia e produção de proteína animal.

    O grupo Potencial, empresa brasileira do setor de distribuição de combustíveis e do agronegócio, elevou para cerca de R$ 6 bilhões seu plano de investimentos até 2030. A decisão considera a ampliação das capacidades para seus projetos de etanol de milho e da esmagadora de soja que vai atender a sua indústria de biodiesel, conforme disse um alto executivo da companhia à Reuters.

    A Potencial, com sede no Paraná, segundo maior produtor brasileiro de grãos, anunciou em agosto de 2025 o projeto de etanol de milho. No entanto, o grupo decidiu mais do que dobrar a capacidade de processamento do cereal em relação aos planos iniciais. Serão 2,6 milhões de toneladas ao ano, considerando que a guerra no Irã, que elevou os preços do petróleo, trará oportunidades para o setor de biocombustíveis do Brasil.

    Já a Raízen protocolou um pedido de recuperação extrajudicial para renegociar dívidas de R$ 65 bilhões. A empresa, uma joint venture entre Cosan e Shell, enfrenta há meses uma crise por causa do endividamento. Em seu pedido, a Raízen culpa as elevadas taxas de juros no Brasil e a situação econômica da Argentina pela crise financeira que a levou a buscar a renegociação de suas dívidas.

    A companhia, que atua na produção de etanol e açúcar e na distribuição de combustíveis, produtos e serviços por meio da marca Shell, escolheu a recuperação extrajudicial para preservar caixa para o pagamento de fornecedores e funcionários.

    BNDES empresta R$ 1 bilhão para construção de usina de etanol de milho em Mato Grosso

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  • Expectativa de fim da guerra anima Ibovespa, mas índice ainda pode encerrar março em queda

    Expectativa de fim da guerra anima Ibovespa, mas índice ainda pode encerrar março em queda

    O que move o principal indicador da B3, que tem elevação generalizada na carteira teórica composta por 83 ações, e o exterior são expectativas de fim da guerra no Oriente Médio, embora os ataques continuem

    O Ibovespa iniciou a sessão desta terça-feira, 31, em alta e logo na largada alcançou a marca de 186 mil pontos, vindo de abertura na mínima em 182.515,40 pontos, em sintonia com os índices das bolsas norte-americanas e europeias. O que move o principal indicador da B3, que tem elevação generalizada na carteira teórica composta por 83 ações, e o exterior são expectativas de fim da guerra no Oriente Médio, embora os ataques continuem.

    Paralelamente, investidores avaliam dados de emprego no Brasil (Caged) e nos Estados Unidos (Jolts), além do resultado primário do setor público de fevereiro.

    Segundo Matheus Spiess, analista da Empiricus Research, a expectativa é que os países envolvidos no conflito – Estados Unidos, Israel e Irã – entrem em acordo que ajude a arrefecer a tensão mundial, ao menos. “Estamos naquela janela projetada pelo presidente americano, de quatro a seis semanas. Qualquer notícia que não convirja para alguma negociação, acordo, promete estender a guerra”, diz.

    A despeito da valorização do Índice Bovespa nesta manhã, caminha para fechar o mês com queda.

    Até as 11h11, cedia 1,32% no período e subia quase 16% neste encerramento do primeiro trimestre. O giro financeiro promete ser reforçado. Na segunda-feira, o Ibovespa subiu 0,53%, aos 182.514,20 pontos.

    Há relatos de que o presidente dos EUA, Donald Trump, avalia encerrar a campanha militar contra o Irã mesmo que o Estreito de Ormuz siga em grande parte fechado. Neste cenário, o preço do petróleo se estabiliza. Após subir mais cedo, o Brent caía 0,50% no horário citado acima, mas ainda acima dos US$ 100, perto de US$ 107 o barril.

    No entanto, o quadro é de incerteza. O próprio Trump compartilhou hoje o que seria um vídeo que parece mostrar um ataque de grandes proporções a Isfahan, na região central do Irã, no 32º dia da guerra no Oriente Médio.

    “Desde o início da guerra, a volatilidade tem guiado os mercados. As correções ou altas que acontecessem nunca são contidas, pois há muita incerteza\”, diz Pedro Moreira, sócio da ONE Investimentos. “Segue movido pelo fluxo estrangeiro”, afirma Moreira.

    Até a última sexta-feira, o ingresso de capital estrangeiro acumulado na B3 em 2026 é de R$ 50,581 bilhões, o que deve ser a melhor marca desde 2022. A entrada reflete principalmente ao fato de que algumas ações no índice estão com preços convidativos em relação a papéis de mercados como os Estados Unidos e a média dos países emergentes. Outro fator se junta a este quadro, como o afrouxamento monetário, iniciado em março pelo Banco Central brasileiro.

    Ainda, o mercado avalia os dados do Caged, que sairão à tarde e podem ajudar a ajustar as apostas para a taxa Selic. Também hoje acontece a reunião ministerial e os dois encontros do Banco Central com economistas em São Paulo.

    Ano campo corporativo, a Vale informou que fluxo de caixa livre da Vale Base Metals (VBM) pode ser de até US$ 1,9 bilhão em 2026. Hoje, em Dalian, o minério fechou em queda de 0,80%, a US$ 116,88 a tonelada.

    Às 11h25, o Ibovespa tinha alta de 1,80%, aos 185.805,49 pontos, ante alta de 2,16%, na máxima aos 186.447,97 pontos e abertura na mínima em 182.515,40 pontos. Já o dólar à vista caía 0,74%, a R$ 5,2095, contaminando os juros futuros.

    Expectativa de fim da guerra anima Ibovespa, mas índice ainda pode encerrar março em queda

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  • Gol registra prejuízo líquido de R$ 1,392 bilhão no 4º trimestre, queda de 72,7% em um ano

    Gol registra prejuízo líquido de R$ 1,392 bilhão no 4º trimestre, queda de 72,7% em um ano

    Resultado mostra avanço operacional com crescimento da receita e melhora da alavancagem, apesar do prejuízo. No acumulado do ano, perdas caem mais de 78%, enquanto indicadores de rentabilidade e desempenho superam projeções financeiras

    A Gol registrou prejuízo líquido de R$ 1,392 bilhão no quarto trimestre de 2025, o que representa uma melhora de 72,7% em relação ao resultado também negativo de R$ 6,542 bilhões reportado em igual intervalo de 2024.

    O Ebitda recorrente da companhia atingiu R$ 1,6 bilhão entre outubro e dezembro, revertendo a cifra negativa de R$ 443 milhões de um ano antes. No critério recorrente, o Ebitda cresceu 17,1%, para R$ 2,096 bilhões. A margem Ebitda recorrente ficou em 34,4%, alta anual de 1,9 ponto porcentual.

    Já a receita líquida da aérea somou R$ 6,1 bilhões entre outubro e dezembro de 2025, 10,5% acima do quarto trimestre de 2024. A receita por assento ofertado por quilômetro (RASK), por sua vez, recuou 4,5%, para R$ 46 centavos de real e receita de passageiros por assentos-quilômetro oferecidos (PRASK) registrou queda de 3,3%, 42,1 centavos de real.

    A alavancagem líquida da Gol, medida por dívida líquida sobre Ebitda recorrente dos últimos 12 meses, fechou em 3,2 vezes, estável em relação ao trimestre imediatamente anterior. No quarto trimestre de 2024, o indicador estava em 6,1 vezes.

    Resultados anuais

    No acumulado do ano, a empresa reportou prejuízo líquido de R$ 1,3 bilhão, cifra 78,5% menor que o prejuízo de R$ 6 bilhões apurado em 2024.

    O Ebitda saltou de R$ 1,6 bilhão no anterior para R$ 4,8 bilhões em 2025. No critério recorrente, o indicador registrou avanço de 30,5%, somando R$ 6,4 bilhões, 10% acima das projeções financeiras para 2025, publicadas durante o processo de financiamento de saída do Chapter 11. A margem Ebitda recorrente atingiu 29%, crescimento anual de 3,3 pontos porcentuais.

    A receita por assento ofertado por quilômetro (RASK) subiu 1,6% ano contra ano, para 44,9 centavos de real e receita de passageiros por assentos-quilômetro oferecidos (PRASK) registrou alta de 2% para 48,6 centavos de real.

    Gol registra prejuízo líquido de R$ 1,392 bilhão no 4º trimestre, queda de 72,7% em um ano

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  • PIS/Pasep: prazo acaba hoje para consultar e sacar dinheiro esquecido

    PIS/Pasep: prazo acaba hoje para consultar e sacar dinheiro esquecido

    Trabalhadores podem consultar valores esquecidos no fundo e solicitar saque pelo sistema Repis. Quem fizer o pedido até hoje recebe em abril; após o prazo, pagamento só será liberado no fim de maio

    Trabalhadores que ainda têm dinheiro esquecido no antigo fundo do PIS/Pasep precisam correr: o prazo para solicitar o resgate termina nesta terça-feira, 31 de março. A data faz parte do calendário oficial do Sistema de Ressarcimento de Valores do PIS/Pasep, o Repis, criado pelo Ministério da Fazenda.

    Quem fizer o pedido até hoje garante o pagamento já no dia 27 de abril. Após esse prazo, o próximo pagamento só será feito em 25 de maio, para quem solicitar o resgate até 30 de abril.

    Os valores são referentes às cotas do antigo fundo do PIS/Pasep, que funcionou entre 1971 e 1988. O dinheiro ficou disponível para saque, mas muitos trabalhadores nunca retiraram os recursos, que acabaram sendo transferidos para a conta única do Tesouro Nacional.

    No último lote liberado, pago na quarta-feira passada, o valor médio recebido foi de R$ 2,8 mil por beneficiário. No entanto, o montante pode variar bastante, já que depende do tempo de trabalho e do salário da época.

    Para saber se tem dinheiro a receber, o trabalhador deve acessar o site do Repis Cidadão, entrar com a conta gov.br, informar o CPF e o número do NIS, e realizar a consulta.

    Na hora de solicitar o resgate, é preciso apresentar um documento oficial de identificação. Já no caso de herdeiros ou dependentes, podem ser exigidos documentos adicionais, como certidão com dependentes habilitados à pensão por morte, declaração do órgão previdenciário ou autorização judicial, dependendo da situação.
     
     

     

    PIS/Pasep: prazo acaba hoje para consultar e sacar dinheiro esquecido

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  • Nova regra do FGTS reduz valor para quem antecipou saque‑aniversário

    Nova regra do FGTS reduz valor para quem antecipou saque‑aniversário

    As mudanças previstas para 2026 limitam o número de parcelas que podem ser antecipadas e deixam parte do saldo bloqueada, reduzindo o valor disponível para crédito e para saques futuros

    As mudanças no saque‑aniversário do FGTS que entram em vigor em 2026 alteram a forma como o trabalhador acessa o saldo e reduzem o valor disponível para quem já contratou a antecipação. A nova regulamentação afeta tanto o dinheiro liberado quanto o limite de crédito oferecido pelos bancos.

    Quem antecipou pode ter menos dinheiro disponível

    A principal consequência imediata é o bloqueio de parte do saldo. Muitos trabalhadores percebem que o valor exibido no aplicativo da Caixa não corresponde ao que realmente pode ser sacado.

    Isso acontece porque o montante usado como garantia da antecipação fica retido até o fim do contrato. Mesmo quando há liberações extras do FGTS, essa parte bloqueada não entra na conta do trabalhador.

    Limite de antecipação será reduzido
    Outra mudança importante está no número de parcelas que poderão ser antecipadas. A partir de novembro de 2026, o trabalhador terá acesso a um volume menor de crédito, já que o limite de antecipações será reduzido.

    Como fica a regra
    Até outubro de 2026: é possível antecipar até cinco parcelas.
    A partir de novembro: o limite cai para três parcelas.
    Com isso, o valor total liberado pelos bancos também diminui.

    Por que o valor final pode cair
    Mesmo quem não está contratando um novo empréstimo pode notar uma redução no saldo disponível. Isso ocorre por três motivos principais:

    parcelas futuras já comprometidas com o banco;
    limite menor para novas antecipações;
    regras mais rígidas para uso do FGTS como garantia.
    Quando o trabalhador faz a antecipação, ele abre mão dos saques‑aniversário dos próximos anos, o que reduz o saldo livre.

    Como saber se parte do saldo está bloqueada

    A consulta deve ser feita no aplicativo do FGTS. Alguns sinais indicam que há valores retidos:

    diferença entre o saldo total e o saldo liberado;
    indicação de bloqueio no extrato;
    registro de antecipações ativas.
    Se houver bloqueio, o valor só volta a ficar disponível após o fim do contrato com o banco.

    Vale a pena continuar no saque‑aniversário?

    A resposta depende da situação de cada trabalhador. A modalidade pode ser útil para quem precisa de crédito rápido, mas não é a melhor escolha para quem deseja manter o saldo integral para situações como demissão sem justa causa.

    Com as novas regras, o saque‑aniversário se torna mais restritivo e menos vantajoso para quem depende da antecipação. Antes de contratar ou permanecer na modalidade, é essencial verificar quanto do saldo está realmente liberado e avaliar se a operação faz sentido no longo prazo.

    Nova regra do FGTS reduz valor para quem antecipou saque‑aniversário

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  • Aena vence leilão do aeroporto do Galeão com oferta de R$ 2,9 bilhões

    Aena vence leilão do aeroporto do Galeão com oferta de R$ 2,9 bilhões

    O leilão foi decidido na etapa viva-voz, quando as proponentes vão aumentando seus lances até que haja um vencedor. Após 13 rodadas de viva-voz, a Aena foi declarada a vencedora, com proposta final de R$ 2,9 bilhões (ágio de 210,88%)

    (FOLHAPRESS) – A espanhola Aena foi a vencedora do acirrado leilão do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Com uma proposta de R$ 2,9 bilhões, o grupo superou as ofertas das outras duas concorrentes e vai ficar responsável pela administração e operação do terminal até 2039.

    O certame foi realizado nesta segunda-feira (30) na sede da B3, em São Paulo, e marcado pela forte concorrência. O critério da disputa era o maior valor de outorga, com lance mínimo de R$ 932 milhões. Além da Aena, apresentaram proposta a suíça Zurich Aiport e o consórcio formado pela Changi, de Singapura, e pela Vinci Compass -que têm participação na concessão atual.

    No Brasil, a Aena é hoje a concessionária responsável pelos aeroportos de Congonhas, em São Paulo, Campo Grande, Maceió e Aracaju.

    Nas propostas enviadas por escrito, Zurich e Aena ofertaram o mesmo valor: R$ 1,5 bilhão (ágio de 60,8%). A RIOgaleão fez oferta inicial de R$ 934 milhões (ágio de 0,13%)

    O leilão foi decidido na etapa viva-voz, quando as proponentes vão aumentando seus lances até que haja um vencedor. Após 13 rodadas de viva-voz, a Aena foi declarada a vencedora, com proposta final de R$ 2,9 bilhões (ágio de 210,88%)

    As duas primeiras disputas no viva-voz ocorreram só entre Aena e RIOgaleão. A Zurich, que não havia feito nenhuma oferta, deu seu primeiro lance faltando 30 segundos para o fim da terceira rodada, em que a Aena seria declarada a vencedora.

    Da quarta rodada em diante, a RIOgaleão não fez mais propostas. E o ativo foi disputado só entre a suíça e a espanhola.

    O novo contrato marcará a saída da Infraero do negócio, o que foi um dos pontos considerados mais atrativos para o mercado. Hoje, a estatal detém 49% da concessão do Galeão, enquanto os outros 51% estão com a Changi e a Vinci, que comprou parte da fatia da empresa asiática em agosto de 2025. Na nova concessão, 100% da operação ficará nas mãos do parceiro privado.

    Outra mudança é em relação à outorga. Em vez de pagamentos fixos, o novo operador vai repassar à União 20% do faturamento anual da concessão até 2039.

    Principal concessão aeroportuária do atual mandato de Lula (PT), o leilão foi resultado de uma solução homologada pelo TCU (Tribunal de Contas da União) para reequilibrar economicamente a concessão, incorporar cláusulas mais recentes e viabilizar a retomada dos investimentos.

    O Galeão era um dos maiores ativos na lista dos chamados “contratos estressados”, nome dado às concessões que passaram a acumular problemas financeiros e pedidos de relicitação nos últimos anos.

    Para evitar a devolução do ativo, a saída encontrada foi otimizar o contrato e fazer um leilão simplificado. Nesse modelo, o governo negocia as melhorias diretamente com os atuais operadores e leva o projeto a mercado para que outras empresas do setor possam manifestar interesse em assumir o contrato com alterado.

    Inicialmente concedido à iniciativa privada em 2013, o Galeão atravessou anos de esvaziamento, processo intensificado durante a pandemia.

    Nos últimos anos, o aeroporto voltou a registrar alta de movimentação, impulsionado pelas restrições a voos no Santos Dumont, no centro da capital fluminense. Em 2025, o Galeão movimentou 17,5 milhões de passageiros, recorde da série histórica iniciada em 2000. O volume representou alta de 23,5% em relação a 2024, quando o terminal recebeu 14,2 milhões de viajantes.

    No ano passado, o Galeão teve o terceiro maior fluxo do país, atrás apenas de Guarulhos, com 46,3 milhões de passageiros, e Congonhas, com 24 milhões. Ainda assim, o movimento segue distante da capacidade do terminal, estimada em 37 milhões de passageiros por ano.

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