Categoria: ECONOMIA

  • Custo do crédito impede expansão do mercado imobiliário, aponta pesquisa do setor

    Custo do crédito impede expansão do mercado imobiliário, aponta pesquisa do setor

    Apesar da percepção de escassez de recursos, não falta dinheiro para o setor, o problema é a taxa de juros, afirmaram, após pesquisa apresentada, nesta quarta-feira (6), em Webinar sobre os desafios do setor para garantir o fluxo de recursos.

    ANA PAULA BRANCO
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O custo do dinheiro é a principal barreira para incorporadoras de todos os portes atuarem hoje no mercado imobiliário brasileiro, segundo Luiz França, presidente da Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias), e Fábio Araújo, presidente da Brain Inteligência Estratégica.

    Apesar da percepção de escassez de recursos, não falta dinheiro para o setor, o problema é a taxa de juros, afirmaram, após pesquisa apresentada, nesta quarta-feira (6), em Webinar sobre os desafios do setor para garantir o fluxo de recursos.
    De acordo com a pesquisa da Brain apresentada durante o evento, a taxa de juros é a mais importante barreira para lançamentos, com 55% dos incorporadores concordando parcialmente e 23% totalmente.

    Para viabilizar mais empreendimentos, 82% do mercado aponta para a necessidade de taxas para o incorporador abaixo de 12%. No entanto, as projeções da Selic para dezembro de 2026 indicam 12%, o que seria um alívio, mas não a solução, segundo o setor.

    Araújo diz ainda que a taxa de juro baixa, abaixo de dois dígitos, é fundamental, pois “traz um grande volume de pessoas para poder comprar seus imóveis”.

    O custo do crédito tem obrigado o setor a buscar alternativas junto a autoridades e novas fontes de captação.

    A caderneta de poupança, tradicionalmente a principal fonte de recursos para o crédito imobiliário, tem visto seu volume secar. Isso forçou os bancos a buscarem captação em outros instrumentos, como as LCIs (Letras de Crédito Imobiliário), que remuneram os investidores com um percentual do CDI (Certificado de Depósito Interbancário), resultando em um custo final de financiamento muito maior para o tomador.

    Dentre as alternativas de captação que as incorporadoras têm buscado, o mercado de capitais é considerado “importantíssimo” por França, pois permite às empresas reduzir sua exposição a instituições financeiras tradicionais, emitindo papéis comprados por investidores.

    Para ele a vantagem é a ampliação da capacidade de captação e potencial acesso a taxas melhores, com operações de prazos variados, inclusive longuíssimo prazo.

    “Não acabou com os bancos, tudo convive muito bem, banco continua dando dinheiro, mercado de capitais continua crescendo e é o futuro”, afirmou o presidente da Abrainc.

    Segundo a pesquisa da Brain, 54% das empresas veem o mercado de capitais como uma alternativa, principalmente por vantagens e oportunidades (57%), mas a maioria (57%) nunca o utilizou, sendo mais comum entre as maiores empresas.

    Atualmente, o setor imobiliário brasileiro tem 15 empresas de capital aberto.

    A securitização, como um “subproduto” do mercado de capitais, é vista pelos empresários ouvidos pela Brain como uma forma de cortar o intermediário financeiro, permitindo às empresas venderem financiamentos de compradores finais, especialmente com taxas de juros adequadas.

    “Quando você tiver taxa de juro adequada, muita empresa vai poder fazer sua venda, colocar ali o financiamento a mercado… você vai ter uma taxa que o cliente vai ter uma prestação adequada e vai formar aquela carteira dependendo da empresa, ela vai securitizar aquilo lá e vai vender. Então aí você tem uma desintermediação financeira e a desintermediação financeira sempre é bastante positivo”, disse França.

    Já as Sociedades em Conta de Participação (SCPs) continuam crescendo como alternativa e são “bem interessantes, adequadas principalmente para as pequenas e médias empresas que têm bons projetos”, segundo o presidente da Abrainc. Investidores, incluindo pessoas físicas, sentem-se atraídos por terem como acompanhar a evolução da obra.

    PROPOSTAS DO SETOR AO BANCO CENTRAL
    Em meio à busca por um funding de custo adequado e volume suficiente, França afirma que a Abrainc tem dialogado ativamente com o Banco Central e autoridades do governo federal. Ele citou uma proposta para liberar parte do compulsório da caderneta de poupança.

    Atualmente, dos R$ 800 bilhões da poupança, 65% são obrigatórios para crédito imobiliário, e 20% dos 35% restantes ficam depositados no Banco Central. A sugestão da Abrainc é manter os 65% obrigatórios e liberar 5% do compulsório (cerca de R$ 35 bilhões), que poderiam ser direcionados, por exemplo, para imóveis de classe média, até R$ 750 mil.

    Além disso, França defende a liberação dos 15% restantes do “recurso livre” da poupança, desde que o Banco Central abra uma linha de redesconto -batizada por ele como “redesconto poupança”. Ele defende que a medida daria “fôlego no crédito imobiliário”.

    O programa Minha Casa, Minha Vida segue a menina dos olhos do mercado imobiliário. A recém-lançada faixa 4 -que atende rendas entre R$ 8.000 e R$ 12 mil e imóveis de até R$ 500 mil (podendo chegar a R$ 620 mil)- é vista como uma grande oportunidade de negócio.

    De acordo com a pesquisa da Brain, quase 60% das grandes empresas (acima de R$ 500 milhões de lançamento) pretendem atuar nesse segmento em menos de 12 meses.

    A meta de 2 milhões de imóveis pelo programa habitacional -um recorde histórico- é um “número fantástico” que contribui para a inclusão social e redução do déficit habitacional, segundo França.
    A Caixa Econômica Federal continua sendo um grande player e sua ferramenta de “apoio para a produção” -que permite o desligamento de clientes na medida em que as vendas ocorrem- é considerada fundamental pelo setor, especialmente para quem atua no Minha Casa, Minha Vida. O produto funciona como um mecanismo para que o incorporador receba os recursos conforme as unidades são vendidas. Os bancos privados ainda não têm algo parecido.

    Custo do crédito impede expansão do mercado imobiliário, aponta pesquisa do setor

  • McDonald's agrada em lucro e receita no 2º trimestre de 2025

    McDonald's agrada em lucro e receita no 2º trimestre de 2025

    A receita do McDonald’s subiu 5% na comparação anual do trimestre, a US$ 6,84 bilhões, vindo também acima do consenso da FactSet, de US$ 6,7 bilhões

    O McDonald\’s teve lucro líquido de US$ 2,25 bilhões no segundo trimestre de 2025, ou US$ 3,14 por ação, de acordo com balanço divulgado nesta quarta-feira (6). No mesmo período de 2024, a multinacional americana de fast food havia garantido lucro de US$ 2,02 bilhões, equivalente a US$ 2,80 por ação.

    Considerando-se ajustes, o lucro por ação da empresa no período ficou em US$ 3,19, um pouco acima da previsão de analistas consultados pela FactSet, de US$ 3,14.

    Já a receita do McDonald’s subiu 5% na comparação anual do trimestre, a US$ 6,84 bilhões, vindo também acima do consenso da FactSet, de US$ 6,7 bilhões.

    Às 8h17 (de Brasília), a ação do McDonald’s subia 2,96% no pré-mercado de Nova York.

    McDonald's agrada em lucro e receita no 2º trimestre de 2025

  • Texto do plano de contingência contra tarifas sai nesta quarta-feira, diz Haddad

    Texto do plano de contingência contra tarifas sai nesta quarta-feira, diz Haddad

    Haddad afirmou que possivelmente as propostas serão enviadas ao Congresso Nacional por meio de uma Medida Provisória (MP), para entrarem imediatamente em vigor

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quarta-feira, 6, que o texto com as medidas previstas no plano de contingência para mitigar os efeitos da sobretaxa imposta pelos Estados Unidos ao Brasil deve ser enviado ainda nesta quarta ao Palácio do Planalto. O anúncio oficial, porém, caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Haddad afirmou que possivelmente as propostas serão enviadas ao Congresso Nacional por meio de uma Medida Provisória (MP), para entrarem imediatamente em vigor. A tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras começou a valer a partir desta quarta.

    O ministro teve uma última reunião nesta terça-feira, 5, com o presidente para afinar as medidas de socorro aos setores afetados. Haddad disse que será elaborado ainda um relatório pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) para detalhar a situação por empresa, a pedido de Lula. O anúncio do plano, no entanto, não depende desse afinamento.

    “O texto sai daqui hoje (quarta). Está pronto. Ontem (terça) nós procuramos entender a encomenda do presidente em relação ao detalhamento. Nós dissemos para ele que a questão empresa por empresa não precisa evidentemente ser tratada em lei. Ela pode ser objeto de regulamentação. Mas provavelmente o ato do presidente vai julgar conveniente. Mas possivelmente terá que ser uma medida provisória para entrar em vigor”, disse.

    Haddad reafirmou que o objetivo principal do plano é atender sobretudo os pequenos produtores que não têm alternativas à exportação para os Estados Unidos. Ele reiterou um pedido de união nacional para atender os interesses do Brasil, envolvendo todos os governadores, e cobrou uma ação coordenada para inibir crimes de lesa-pátria contra o País.

    “Isso (defesa dos interesses do País) tem que envolver os governadores de oposição. Porque aqui não se trata mais de situação de oposição. Os Estados estão sendo afetados. Então os governadores que têm proximidade com a extrema direita, eles têm que fazer valer as prerrogativas do seu mandato. Não é fingir que não tem nada acontecendo, se esconder embaixo da cama e desaparecer. Não dá para ser assim”, defendeu.

    O ministro também ressaltou o papel do empresariado na defesa das bandeiras do Brasil. “O empresariado, além de vir para Brasília, tem que conversar com a oposição, passar a mão no telefone e ligar para a turma que quer ver o circo pegar fogo, parar com isso. Estamos prejudicando o País pelo quê? Em nome do quê nós estamos fazendo isso?”, questionou Haddad.

    Texto do plano de contingência contra tarifas sai nesta quarta-feira, diz Haddad

  • Dólar recua em linha com exterior e petróleo forte beneficia o real

    Dólar recua em linha com exterior e petróleo forte beneficia o real

    Às 9h06, o dólar à vista caía 0,04%, a R$ 5,5037. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento tinha baixa de 0,04, a R$ 5,540 na venda

    O dólar recua ante o real na manhã desta quarta-feira, 6, após abrir perto da estabilidade. O mercado de câmbio se ajusta ao viés de baixa do dólar no exterior e a forte valorização do petróleo beneficia também a divisa brasileira.

    Lá fora, há expectativas de início do ciclo de cortes de juros pelo Federal Reserve em setembro e falas de três dirigentes do BC americano são esperadas à tarde: Lisa Cook (diretora) e Susan Collins (Boston), às 15 horas; e Mary Daly (São Francisco), às 17h10.

    Internamente, há cautela no pano de fundo dos negócios, com o início do tarifaço dos EUA ao Brasil e sem diálogo ainda entre o presidente americano, Donald Trump, e o brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva.

    “Não vou ligar para o Trump para negociar nada (sobre o tarifaço), porque ele não quer”, discursou Lula nesta terça-feira, 5, para afirmar em seguida: “Mas pode ficar certa, Marina (Silva, ministra do Meio Ambiente). Vou ligar para o Trump para convidá-lo para vir para a COP (a reunião global sobre mudanças climáticas, que desta vez vai acontecer em Belém); quero saber o que é que ele pensa da questão climática”.

    Lula voltou a reclamar que o presidente americano poderia ter ligado antes para ele ou para o vice-presidente Geraldo Alckmin, já que haveria disposição de diálogo em relação à imposição de novas tarifas. O tarifaço foi divulgado por meio de carta publicada em rede social. “O presidente americano não tinha direito de anunciar taxações como anunciou ao Brasil.”

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, informou nesta manhã que o plano de contingência contra a tarifa de 50% imposta pelos EUA ao Brasil está pronto, o anúncio será feito pelo presidente Lula, e as propostas devem ser encaminhadas ao Congresso via Medida Provisória.

    A ministra do Planejamento, Simone Tebet, falou em possível “surpresa” dos EUA sobre carne e café e alertou para impactos fiscais do plano de contingência.

    A presidente da Suíça, Karin Keller-Sutter, se reúne nesta quarta-feira com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, um dia antes da entrada em vigor das tarifas de 39% anunciadas por Trump contra produtos suíços.

    A montadora japonesa Honda informou que o impacto das tarifas do governo Trump foi de 125 bilhões de ienes, equivalentes a cerca de US$ 850 milhões.

    O presidente russo, Vladimir Putin, conversou com o enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, em Moscou nesta quarta-feira, segundo o Kremlin, dias antes do prazo estabelecido pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para que a Rússia alcance um acordo de paz com a Ucrânia. Caso um cessar-fogo não seja alcançado até sexta-feira, o republicano prometeu impor penalidades econômicas que também podem atingir países que compram petróleo russo.

    Dólar recua em linha com exterior e petróleo forte beneficia o real

  • Tarifaço sobre parte de exportações brasileiras entra em vigor hoje

    Tarifaço sobre parte de exportações brasileiras entra em vigor hoje

    O tarifaço imposto ao Brasil faz parte da nova política da Casa Branca, inaugurada por Donald Trump, de elevar as tarifas contra parceiros comerciais na tentativa de reverter à relativa perda de competitividade da economia americana para a China

    Entraram em vigor, nesta quarta-feira (6), as tarifas de 50% impostas sobre parte das exportações brasileiras para os Estados Unidos. A medida, assinada na semana passada pelo presidente norte-americano Donald Trump, afeta 35,9% das mercadorias enviadas ao mercado estadunidense, o que representa 4% das exportações brasileiras. Cerca de 700 produtos do Brasil ficaram fora do tarifaço.   

    Café, frutas e carnes estão entre os produtos que passam a pagar uma sobretaxa de 50%. Ficaram de fora dessa taxa suco e polpa de laranja, combustíveis, minérios, fertilizantes e aeronaves civis, incluindo seus motores, peças e componentes, polpa de madeira, celulose, metais preciosos, energia e produtos energéticos.

    O tarifaço imposto ao Brasil faz parte da nova política da Casa Branca, inaugurada por Donald Trump, de elevar as tarifas contra parceiros comerciais na tentativa de reverter à relativa perda de competitividade da economia americana para a China nas últimas décadas. 

    No dia 2 de abril, Trump iniciou a guerra comercial impondo barreiras alfandegárias a países de acordo com o tamanho do déficit que os Estados Unidos têm com cada nação. Como os EUA têm superávit com o Brasil, foi imposta, em abril, a taxa mais baixa, de 10%.Porém, no início de julho, Trump elevou a tarifa para 50% contra o Brasil em retaliação a decisões que, segundo ele, prejudicariam as big techs estadunidenses e em resposta ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de liderar uma tentativa de golpe de Estado após perder o pleito de 2022.

    Especialistas consultados pela Agência Brasil avaliam que a medida é uma chantagem política com objetivo de atingir o Brics, o bloco de potências emergentes que tem sido encarado por Washington como uma ameaça à hegemonia estadunidense no mundo, em especial, devido à proposta de substituir o dólar nas trocas comerciais.

    Lula

    Em pronunciamento no domingo (3), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou que não quer desafiar os Estados Unidos, mas que o Brasil não pode ser tratado como uma “republiqueta”. O presidente disse ainda que pais não abre mão de usar moedas alternativas ao dólar. 

    O governo brasileiro informou ainda que o plano de contingência para auxiliar as empresas afetadas pelo tarifaço será implementado nos próximos dias, com linhas de crédito e possíveis contratos com o governo federal para substituir eventuais perdas nas exportações.

    Negociações

    Após a confirmação da imposição das tarifas na semana passada, a Secretaria de Tesouro dos Estados Unidos entrou em contato com o Ministério da Fazenda para iniciar as negociações sobre as tarifas, ao mesmo tempo que Trump anunciou estar disposto a conversar, pessoalmente, com o presidente Lula.

    Já nesta semana, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que as terras raras e minerais críticos podem ser objeto de negociação entre Brasil e Estados Unidos. Esses minérios são essenciais para a indústria de tecnologia, e é um dos principais motivos de disputa entre Pequim e Washington.

    “Temos minerais críticos e terras raras. Os Estados Unidos não são ricos nesses minerais. Podemos fazer acordos de cooperação para produzir baterias mais eficientes”, disse Haddad em entrevista a uma rede de televisão.

    Ainda segundo o ministro da Fazenda, o setor cafeeiro acredita que pode ser beneficiado por um acordo com os EUA para excluir o produto da lista de mercadorias tarifadas. No mesmo dia que Trump assinou o tarifaço, a China habilitou 183 empresas brasileiras para exportar café para o país asiático.

    Tarifaço sobre parte de exportações brasileiras entra em vigor hoje

  • EUA podem rever tarifaço sobre café e carne, diz Tebet

    EUA podem rever tarifaço sobre café e carne, diz Tebet

    Após anunciar a sobretaxa, o presidente americano, Donald Trump, assinou o decreto que formalizava a tarifa removendo quase 700 itens do ‘tarifaço’

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, disse acreditar na possibilidade de o governo dos Estados Unidos recuar da aplicação da sobretaxa de 50% a alguns itens que foram inclusos no tarifaço, destacando a carne e o café.

    Após anunciar a sobretaxa, o presidente americano, Donald Trump, assinou o decreto que formalizava a tarifa removendo quase 700 itens. No entanto, carne e café continuaram taxados.

    “A única coisa que ficou de fora [das isenções] nos Estados Unidos, que realmente é caro para o paladar deles, é a carne e o café. O resto eles se reposicionam, e algumas frutas. Então nós acreditamos que a hora que eles olharem os números inflacionários desses produtos e a hora que eles fizerem a pesquisa de opinião pública, que obviamente eles fazem, eles vão reposicionar esses produtos no mercado”, disse ela a jornalistas.

    Tebet disse ainda que ainda há uma expectativa de que os EUA adiem o começo da vigência das tarifas -atualmente estabelecido para esta quinta-feira (7).

    “A gente pode ter uma surpresa nos próximos dias. É do interesse deles, eles não querem inflacionar o café da manhã, o hambúrguer do final de semana”, estimou ela. “Não há absolutamente lógica nenhuma, até eleitoral interna americana, se eles estiverem pensando também em reeleição.”

    Tebet disse que essas perspectivas vieram de uma série de conversas com empresários do setor.

    “Por interesse deles, a carne e o café têm muito mais desvantagem do que nós. O café porque o Vietnã também teve um problema de safra. A gente consegue reposicionar, ainda que não amanhã, mas a curto prazo, esses dois produtos. A carne é virar uma chave. O frigorífico deixa de fazer o corte específico para os Estados Unidos, mas o boi é o mesmo. Então ele só faz o corte específico para outros países.”

    “Acho que todos os bancos públicos vão ter que participar, obviamente. Vamos aguardar amanhã, vai que a gente ganha antecipadamente um presente de Papai Noel, de Natal e vai ter aí uma prorrogação de 90 dias no tarifa de 50, ou uma redução já de 50% para 30%”, disse.

    Ainda de acordo com ela, o plano de contingência não tem um valor e que a maioria das medidas não passam por impacto fiscal.

    Integrantes do governo afirmaram que o vice-presidente, Geraldo Alckmin, que tem comandado as conversas com os empresários brasileiros e com interlocutores do governo americano, também acredita que haja chances de que Trump recue parcialmente do tarifaço ou adie o prazo para que as tarifas entrem em vigor.

    Essa avaliação foi transmitida por Alckmin em almoço nesta terça com o presidente da República, ministros do governo e governadores do Nordeste no Palácio do Itamaraty, após reunião do Conselhão da Presidência. De acordo com um participante, o vice-presidente disse acreditar ser possível que Trump recue, ao menos em parte, das medidas anunciadas.

    Ainda segundo um político que esteve no almoço, Alckmin voltou a falar na importância das negociações e que o Brasil não se furtaria de dialogar com o governo americano. O vice-presidente também teria reforçado a possibilidade de buscar novos mercados para os produtos brasileiros.

    Ainda segundo esse participante, Lula ouviu atentamente ao relato dos governadores e indicou que se reuniria ainda nesta terça com Alckmin e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para tratar do tema.

    Um governador diz à reportagem que não foi detalhada nenhuma medida que está sendo estudada como reação ao tarifaço durante o almoço. Ele afirmou que a orientação é cautela e aguardar para se ter a real dimensão do que o governo americano fará de fato.

    EUA podem rever tarifaço sobre café e carne, diz Tebet

  • Trump diz que decisão sobre tarifas contra quem importa petróleo russo será divulgada na quarta

    Trump diz que decisão sobre tarifas contra quem importa petróleo russo será divulgada na quarta

    A ameaça de Trump à Índia por comprar petróleo russo começou em 31 de julho, quando ele anunciou uma tarifa de 25% para produtos indianos

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta terça-feira (5) que tomará uma decisão sobre a imposição de sanções a países que compram petróleo russo após uma reunião com autoridades russas agendada para quarta-feira (6).

    Em entrevista coletiva, Trump não confirmou se as tarifas serão de 100%, como especulam empresas de comércio internacional. “Nunca disse uma porcentagem, mas deve ser algo próximo disso”, afirmou o presidente dos EUA.

    Mais cedo, Trump disse que aumentará “muito substancialmente” nas próximas 24 horas a tarifa cobrada sobre as importações da Índia em relação à taxa atual de 25%, devido às compras contínuas de petróleo russo pela Índia.

    Ele também afirmou que uma oferta de “tarifa zero” para importações de produtos norte-americanos para a Índia não é suficiente, alegando que o país está “alimentando a guerra” na Ucrânia.

    A ameaça de Trump à Índia por comprar petróleo russo começou em 31 de julho, quando ele anunciou uma tarifa de 25% para produtos indianos, juntamente com uma multa não especificada.

    “Eles estão alimentando a máquina de guerra e, se vão fazer isso, não ficarei feliz”, disse Trump em uma entrevista à CNBC, acrescentando que o principal ponto de discórdia com a Índia é que suas tarifas são muito altas.

    “Agora, eu digo o seguinte: a Índia passou das tarifas mais altas de todos os tempos. Eles nos darão tarifas zero e nos deixarão entrar. Mas isso não é bom o suficiente, por causa do que eles estão fazendo com o petróleo, nada bom.”

    O comentário mais recente ocorreu após uma ameaça semelhante na segunda-feira, que levou o Ministério das Relações Exteriores da Índia a dizer que o país estava sendo injustamente discriminado por suas compras de petróleo russo.

    “É revelador que as mesmas nações que criticam a Índia estejam se envolvendo em comércio com a Rússia (apesar da guerra na Ucrânia)”, afirmou o ministério em um comunicado divulgado na noite de segunda-feira.
    “É injustificado discriminar a Índia”, acrescentou.

    A União Europeia realizou 67,5 bilhões de euros (R$ 430 bilhões) em comércio com a Rússia em 2024, incluindo importações recordes de gás natural liquefeito (GNL), atingindo 16,5 milhões de toneladas, disse o ministério indiano.

    Os Estados Unidos continuam importando hexafluoreto de urânio russo para uso em sua indústria de energia nuclear, paládio, fertilizantes e produtos químicos, acrescentou, sem fornecer a fonte das informações sobre a exportação.

    A embaixada dos EUA e a delegação da UE em Nova Dhéli não responderam imediatamente a um pedido de comentário.

    Tanto os Estados Unidos quanto a UE reduziram drasticamente seus laços comerciais com a Rússia desde que o país lançou uma invasão em larga escala da Ucrânia em fevereiro de 2022.

    A Índia é a maior compradora de petróleo bruto transoceânico da Rússia, importando cerca de 1,75 milhão de barris por dia de petróleo russo de janeiro a junho deste ano, um aumento de 1% em relação ao ano anterior, segundo dados fornecidos à Reuters por fontes do setor.

    O país tem enfrentado pressão do Ocidente para se distanciar da Rússia devido à guerra na Ucrânia. Nova Dhéli tem resistido, alegando seus laços de longa data com Moscou e necessidades econômicas.

    Trump diz que decisão sobre tarifas contra quem importa petróleo russo será divulgada na quarta

  • Anatel determina que marketplaces terão responsabilidade sobre venda de produtos piratas

    Anatel determina que marketplaces terão responsabilidade sobre venda de produtos piratas

    A Anatel já estava fiscalizando e aplicando sanções contra marketplaces como Mercado Livre, Amazon, Shopee, Magalu, entre outros

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Conselho Diretor da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) definiu na última sexta-feira (1°) que os marketplaces terão responsabilidade pela venda de produtos não homologados pelo regulador, ficando passíveis de punições, assim como os comerciantes.

    A agência chama de piratas os smartphones, conversores de TV digital conhecidos como TV Box, Drones e outros aparelhos que não passaram por certificação. Campanha recente do regulador ressalta o risco de esses equipamentos explodirem ou emitirem radiação em frequência nociva para saúde.

    A Anatel já estava fiscalizando e aplicando sanções contra marketplaces como Mercado Livre, Amazon, Shopee, Magalu, entre outros, pela conduta de vendedores que ofertavam produtos irregulares. Isso, segundo especialistas consultados pela reportagem, ocorria mediante a exploração de uma norma cinzenta, já que não havia regulamento sobre a supervisão de plataformas de comércio.

    A competência da Anatel foi formalizada por seu Conselho Diretor. De acordo com o regulador das telecomunicações, a decisão está fundamentada em pareceres jurídicos da Advocacia-Geral da União e alinhada ao entendimento do Supremo Tribunal Federal.

    A decisão inclui qualquer plataforma digital envolvida no processo de comercialização, mesmo que seja apenas na divulgação e propaganda, abrindo espaço para responsabilizar redes sociais.

    A Anatel deixa claro que a atuação dessas plataformas vai muito além de uma ‘vitrine virtual’, sendo parte essencial da cadeia de comercialização”, afirmou o presidente da agência reguladora, Carlos Baigorri, em comunicado.

    A medida inclui a obrigação de divulgar o código de homologação nos anúncios e de verificar a regularidade dos itens ofertados.

    Ainda segundo a Anatel, a decisão afasta a tese de que o Marco Civil da Internet protegeria os marketplaces de sanções administrativas por atos de terceiros, em alinhamento com a decisão mais recente do colegiado do Supremo Tribunal Federal.

    “O entendimento consolidado é que, ao intermediar vendas e controlar aspectos da transação, essas plataformas assumem o papel de fornecedor, nos termos do Código de Defesa do Consumidor”, diz o regulador em nota.

    Anatel determina que marketplaces terão responsabilidade sobre venda de produtos piratas

  • Preços aumentam menos que a inflação, e vendas do Dia dos Pais devem crescer neste ano

    Preços aumentam menos que a inflação, e vendas do Dia dos Pais devem crescer neste ano

    A pesquisa se baseia em uma cesta de 23 produtos comumente procurados para presentear na data

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Dia dos Pais deste ano será mais caro do que o do ano passado, segundo levantamento da FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo). A pesquisa se baseia em uma cesta de 23 produtos comumente procurados para presentear na data.

    O estudo aponta uma alta média de 3,41% nos preços desses itens. Apesar disso, o aumento ficou abaixo da inflação acumulada em 12 meses, de 5,3%. Com isso, mesmo com alguns produtos mais caros, o cenário é considerado positivo para o consumo, e o poder de compra tende a ser maior neste ano. No ano passado, no mesmo estudo, a cesta tinha subido 2,51%.

    Guilherme Dietze, economista e assessor econômico da FecomercioSP, diz que a expectativa é que o Dia dos Pais deste ano registre crescimento no volume de vendas em relação ao ano passado. Emprego aquecido e aumento da renda das famílias estão entre os fatores que explicam a melhora no poder de compra, afirma. Segundo ele, o cenário de parte dos itens abaixo da inflação e da renda média em alta beneficia consumidores e empresas.

    Apesar dos indicadores positivos, os consumidores devem se atentar aos riscos de endividamento, com cuidado para compras em que o crédito caro deve ter maiores efeitos.

    Apesar dos juros mais altos, no entanto, Dietze diz que o consumidor costuma olhar mais para o custo final da compra, ou seja, para o que terá que pagar na prática, e não para o custo do crédito. Com isso, o emprego aquecido, a inflação mais moderada do que no início do ano e a renda em elevação devem sustentar o cenário favorável para compras, estima a FecomercioSP.

    QUAIS SÃO OS ITENS MAIS CAROS E MAIS BARATOS NESTE ANO?

    Segundo o levantamento da FecomercioSP, dentre os itens que mais subiram, destacam-se os consoles de videogames (7,15%), os produtos para cabelo (6,97%), os instrumentos musicais (6,83%) e as camisetas (6,05%).

    Para quem planejava comprar um videogame, os juros mais altos podem pesar na decisão. O mesmo se aplica a outros eletrônicos, como aparelhos de som, que tiveram alta de 5,05%, e computadores, com aumento de 4,75%.

    No setor de vestuário, há variações distintas. Enquanto itens como camisetas e tênis registraram altas, outros, como cuecas, ficaram mais baratos. Segundo Guilherme Dietze, não há uma explicação única para essas diferenças dentro de um mesmo setor, por se tratar de uma oscilação normal do mercado.

    Dos 23 itens da cesta analisada, apenas três ficaram mais baratos no último ano: aparelhos telefônicos (-0,05%), cuecas (-0,76%) e mochilas (-1,32%).

    O especialista afirma que, apesar das variações nos preços, para o comércio, o mais importante é manter um cliente saudável e de longo prazo. “A empresa não pode ganhar apenas no Dia dos Pais, porque precisa manter o consumidor ativo ao longo do ano. Por isso, não vale a pena ter prejuízo em uma única data”, diz.

    MAIS DESCONTOS E ORGANIZAÇÃO FINANCEIRA

    Dietze destaca que a inflação de 3,41% representa uma média dos produtos como um todo e que o consumidor pode ampliar suas vantagens de compra ao comparar preços em diferentes lojas. Além disso, é possível obter descontos maiores na hora do pagamento, já que muitos estabelecimentos oferecem condições especiais para quem escolhe pagar à vista por Pix, por exemplo.

    Em alguns casos, optar por uma lembrança simbólica ou por um jantar em família pode ser uma alternativa financeiramente vantajosa para quem não pode gastar muito no momento. Já quem pretende usar o cartão de crédito deve fazer isso com cuidado, considerando o custo final da fatura.

    Outra dica para quem pretende comprar os presentes presencialmente é pesquisar os preços na internet antes de sair de casa. Também vale priorizar locais que concentrem várias lojas, como shoppings, para evitar deslocamentos longos e gastos extras com combustível.

    EXPECTATIVA PARA AS PRÓXIMAS COMEMORAÇÕES

    Segundo à FecomércioSP, ainda é difícil fazer projeções sobre as próximas datas importantes para o varejo, como a Black Friday e o Natal, especialmente diante do tarifaço de Donald Trump, que entra em vigor nesta quarta-feira (6) para o Brasil e impõe taxas de 50% sobre produtos nacionais.

    Preços aumentam menos que a inflação, e vendas do Dia dos Pais devem crescer neste ano

  • Embraer descarta demissões no Brasil e negocia tarifa zero nos EUA

    Embraer descarta demissões no Brasil e negocia tarifa zero nos EUA

    Fabricante de aviões brasileira ficou fora do tarifaço de 50%

    A Embraer, fabricante brasileira de aeronaves, que escapou do tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos, descarta demissões aqui no país este ano e está confiante em conseguir reduzir a zero a atual taxação de 10% em cima de aviões e partes que exporta para os americanos.  

    A declaração foi feita nesta terça-feira (5) pelo diretor-executivo da empresa, Francisco Gomes Neto, durante apresentação dos resultados do segundo trimestre da companhia.

    “O nosso foco é realmente restaurar a tarifa zero. Ficamos muito felizes de passar de 50% a 10%, o que reduziu bastante o impacto para os nossos clientes. Estamos trabalhando com eles para fazer a entrega das aeronaves. Mas, em paralelo, estamos nos esforçando com afinco para restaurar a tarifa zero”, disse. 

    A Embraer emprega 18 mil pessoas no Brasil. Desde abril, a empresa, que exporta metade da produção para os Estados Unidos, está submetida à tarifa de 10% determinada pelo presidente americano, Donald Trump.

    Nas últimas semanas, houve o receio de que a taxação subisse para 50%. Mas na quarta-feira (30), o governo americano decidiu que aeronaves, motores, peças e componentes de aviação ficam de fora do tarifaço.

    Empregos

    De acordo com a companhia, a cobrança de 10% que passou a vigorar em abril significa um custo de US$ 65 milhões, cerca de R$ 350 milhões. Desse impacto, 20% foram sentidos no primeiro semestre e 80% devem ser percebidos no restante do ano. Esse valor é cobrado de partes de aviões executivos que a Embraer vende à subsidiária da empresa nos Estados Unidos, mas trata-se de um alívio se comparado à taxação de 50% da qual a empresa escapou.

    “Voltamos para uma situação mais gerenciável, tanto que já incluímos o impacto das tarifas nas nossas projeções financeiras. Estamos mantendo o nosso guidance [projeção] para o ano, e para atendê-lo temos que entregar todos os aviões que estão planejados. No momento, está completamente fora dos nossos planos qualquer tipo de alteração, redução de quadro por causa de redução de produção”, garantiu Neto.

    Em relação aos aviões comerciais vendidos aos Estados Unidos, o custo é pago pela empresa que compra a aeronave, o que acaba encarecendo o produto.

    Francisco Neto disse acreditar que negociações podem trazer de volta a tarifa zero, como nos últimos 45 anos. Ele citou acordos alcançados recentemente pelo Reino Unido e Europa. 

    Segundo Neto, as negociações se dão por intermédio do governo brasileiro e também diretamente com os americanos.

    Principal mercado

    Os Estados Unidos são o maior mercado de aviação do mundo e absorvem 70% da demanda por jatos executivos da Embraer e 45% de aeronaves comerciais.

    O diretor-executivo da companhia aponta a geração de emprego e investimentos nos Estados Unidos como um trunfo para que o governo Trump volte à tarifa zero.

    A Embraer emprega quase 3 mil pessoas em solo americano. Incluindo a cadeia de fornecedores locais, o contingente chega a 13 mil. A empresa planeja investir US$ 500 milhões, cerca de R$ 2,8 bilhões, em Dallas, no Texas, e Melbourne, na Flórida, nos próximos 5 anos e contratar mais 5,5 mil funcionários até 2030. As estimativas foram feitas, segundo Neto, em cima de cálculos sem a tarifa de 10%.

    O executivo disse que se o governo americano decidir incluir aviões militares como o KC-390 em sua frota aérea, a Embraer projeta mais US$ 500 milhões para uma nova linha de montagem e mais 2,5 mil postos de trabalho.

    A empresa ressalta ainda a importância dos seus aviões E175, de até 80 assentos, considerados essenciais para a aviação regional americana.

    “Temos boa expectativa que isso venha acontecer”, avalia o diretor-executivo sobre a volta da tarifa zero, enfatizando que a estimativa é de saldo comercial positivo de US$ 8 bilhões para os americanos até 2030. Ou seja, no processo de fabricação de aviões, a Embraer gasta mais com compras nos Estados Unidos do que com vendas para lá.

    Resultado

    O resultado do segundo trimestre apresentado nesta terça-feira pela Embraer aponta que a empresa entregou 61 aeronaves no período, sendo 19 jatos comerciais, 38 executivos e quatro militares. No mesmo período do ano passado, foram 47.

    A companhia trabalha com a estimativa de entrega de 77 a 85 aviões comerciais este ano e de 145 a 155 jatos executivos. A carteira total de pedidos atingiu US$ 29,7 bilhões no segundo trimestre deste ano, a maior já registrada.

    A empresa

    Fundada em 1969, a Embraer já fabricou mais de 9 mil aviões para mais de 100 países e 60 Forças Armadas. A empresa soma 23 mil funcionários, sendo 18 mil no Brasil, principalmente na sede em São José dos Campos, em São Paulo. Há contingente também nas cidades paulistas de Sorocaba, Botucatu e Gavião Peixoto, além de engenheiros em Florianópolis e Belo Horizonte.

    Fora do Brasil e nos Estados Unidos, há uma fábrica em Portugal. Nos últimos anos, a companhia contratou 5 mil pessoas para atender a demanda atual e futura.

    Embraer descarta demissões no Brasil e negocia tarifa zero nos EUA