Categoria: ECONOMIA

  • BNDES aprova R$ 1 bilhão para exportação de aeronaves da Embraer

    BNDES aprova R$ 1 bilhão para exportação de aeronaves da Embraer

    A Embraer prevê entregar entre 77 e 85 aeronaves comerciais em 2025, acima das 73 unidades de 2024. Será o terceiro ano de crescimento após as 64 entregas de 2023. Somando os segmentos de aviação executiva e defesa, a empresa entregou 206 aeronaves no ano passado, contra 181 no anterior

    RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) aprovou R$ 1,09 bilhão em financiamento para a Embraer produzir jatos comerciais destinados à exportação. O crédito será usado para cumprir cronogramas de entrega já acertados com clientes de vários países.

    A Embraer prevê entregar entre 77 e 85 aeronaves comerciais em 2025, acima das 73 unidades de 2024. Será o terceiro ano de crescimento após as 64 entregas de 2023. Somando os segmentos de aviação executiva e defesa, a empresa entregou 206 aeronaves no ano passado, contra 181 no anterior.

    “A Embraer vive um momento de crescimento, com uma carteira de pedidos recorde e um ritmo sólido de vendas, especialmente na aviação comercial”, disse, em nota, o CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto. A carteira de pedidos da comanhia bateu recorde este ano, chegando a US$ 31,1 bilhões no terceiro trimestre.

    “O Brasil faz parte de um seleto grupo de países com capacidade de projetar, fabricar e exportar aeronaves comerciais, executivas, de defesa e agrícolas”, completou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. “É um setor estratégico”, prosseguiu, “além de ser um elemento relevante para garantia da soberania nacional por meio dos produtos de defesa”.

    Desde 1997, o banco estatal já financiou cerca de US$ 26,3 bilhões em exportações de aeronaves da Embraer, apoiando a produção de 1.350 jatos.

    Terceira maior fabricante de aviões do mundo e líder no segmento de até 150 assentos, a Embraer mantém a maior parte das vendas no mercado externo e emprega 23,5 mil pessoas, sendo 18 mil no Brasil.

    No terceiro trimestre, anuncioiu queda de 76,4% em seu lucro líquido, que ficou em R$ 289 milhões, contra R$ 1,23 bilhão do mesmo período do ano anterior. A dirferença, porém, é contábil, já que em 2024 a empresa recebeu US$ 150 milhões de um acordo com a Boeing.

    BNDES aprova R$ 1 bilhão para exportação de aeronaves da Embraer

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  • Governo Lula veta alteração em royalties do petróleo e mudança com impacto de R$ 7 bi na conta de luz

    Governo Lula veta alteração em royalties do petróleo e mudança com impacto de R$ 7 bi na conta de luz

    Geraldo Alckmin, como presidente em exercício, vetou trechos da MP do setor elétrico que alteravam o cálculo de royalties do petróleo e compensações por cortes de energia, evitando impacto estimado de R$ 7 bilhões. O governo manteve garantias técnicas e buscou equilíbrio para conter custos na conta de luz.

    (FOLHAPRESS) – O vice-presidente Geraldo Alckmin, no exercício da Presidência da República por causa da viagem do presidente Lula à África, vetou trechos da MP (medida provisória) de reforma do setor elétrico que tratam do cálculo de royalties do petróleo e da compensação aos produtores pelas perdas com cortes na produção de energia, com custo estimado de R$ 7 bilhões.

    Os vetos, publicados no Diário Oficial da União desta terça-feira (25), haviam sido adiantados pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira,

    A Folha obteve uma lista com 13 itens a serem vetados (veja abaixo).

    Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, o ministro afirmou que o trecho que revisava o preço de referência do barril de petróleo usado no cálculo dos royalties foi barrado para preservar projetos da Petrobras. “Nós resolvemos manter a firmeza e o pulso firme para que a Petrobras continue com seu papel e seu plano de investimentos”, disse.

    Os royalties são uma compensação financeira paga pelas empresas que fazem a extração do óleo. No Brasil, são distribuídos entre União, estados e municípios, com o objetivo de compensar a sociedade pela utilização do bem público, financiar investimentos em áreas como educação e saúde, além de mitigar os impactos ambientais da exploração.

    O governo federal enfrentou uma disputa interna sobre mudanças incluídas na MP pelo senador Eduardo Braga (MDB-AL), que previam a revisão do preço de referência do barril de petróleo usado no cálculo de royalties.

    Hoje, o valor é calculado mensalmente pela ANP (Agência Nacional do Petróleo). Vigora uma espécie de tabela que, na prática, acaba deixando o valor do barril abaixo do preço de mercado. Pela mudança aprovada no Congresso, o número teria como base uma média de cotações produzidas por agências internacionais de preços.

    De um lado, auxiliares do presidente defendiam a medida visando melhorar a arrecadação e fortalecer as contas públicas, com estimativa de aumento de cerca de R$ 4 bilhões a partir de 2026, como revelou a Folha.

    Do outro lado, estava o grupo que quer proteger o plano da Petrobras de investimentos. Os defensores do veto argumentaram ao presidente Lula que o debate sob o ponto de vista fiscal estava enviesado, porque a mudança afetaria o fluxo de caixa operacional da Petrobras e o repasse de dividendos e impostos ao governo federal.

    Silveira também confirmou o veto à emenda incluída de última hora pelo deputado Danilo Fortes (União-CE) na MP, que previa o repasse do ressarcimento a usinas eólicas e solares prejudicadas pelo “curtailment” (termo em inglês para corte de geração de energia) para a tarifa de energia.

    O corte de geração é determinado pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) a certas unidades quando fica identificada a necessidade de se reduzir a geração de energia em determinadas circunstâncias em nome da segurança da rede. Há diferentes motivos para os cortes, como condições meteorológicas extremas, além de atrasos e problemas de capacidade em linhas de transmissão.

    Segundo a Abrace, entidade que representa empresas que são grandes consumidoras de energia, essa era a despesa mais alta da MP. O texto determinava o pagamento dos prejuízos de setembro de 2023 a dezembro de 2025, o que poderia aumentar em R$ 7 bilhões a conta de luz dos consumidores, segundo a associação, que defendeu o veto.

    O governo federal já havia avisado a parlamentares neste mês que barraria o trecho. Foi mantida, no entanto, a garantia de que as empresas produtoras serão pagas se tiverem que cortar a produção por problemas técnicos na rede.

    Silveira também afirmou que não seria vetado o trecho que prorroga a compra de energia de usinas a carvão até 2040. “Ainda precisamos dessas fontes energéticas para dar segurança ao sistema”, disse Silveira em resposta a pergunta feita pela rwpor.

    O ministro defendeu que o resultado final da MP, após os vetos, “chegou ao equilíbrio do setor elétrico”. “Nós conseguimos conter os avanços do custo de energia”, acrescentou.

    Curtailment: Foi rejeitada regra de compensação pelas perdas com cortes de energia. No entanto, o veto manteve a garantia de que as empresas produtoras serão pagas se tiverem que cortar a produção por problemas técnicos na rede.

    Leilão de baterias: Foi vetada a regra que forçava apenas quem produz energia a pagar pelos grandes sistemas de armazenamento.

    Regras de concorrência: Foi retirado o dispositivo que tornava obrigatório que os processos de concorrência do setor elétrico seguissem estritamente as diretrizes do planejamento do setor.

    Divisão de Prejuízo: O governo rejeitou um mecanismo que forçaria os produtores de energia a dividir entre si parte dos custos de quando há cortes de energia. O tema foi adiado para ser discutido depois, incluindo as regras de micro e minigeração distribuída.

    Taxas para o comércio de energia: Foi barrada a obrigação das empresas que comercializam energia (mas não a produzem) de pagar por pesquisa e eficiência energética.

    Micro e minigeração distribuída: Foi vetada a inclusão de novos custos da micro e minigeração distribuída (estimados em R$ 5 bilhões) na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).

    Leilões isolados: Veto mantém que a realização de leilões para locais que não estão conectados à rede principal de energia seja definida pelo planejamento do setor. Também evitou uma regra específica que atribuía responsabilidade à distribuidora do Amazonas.

    Migração de grandes geradoras: Veto impede que usinas de energia que já operam no mercado livre migrem para o sistema de geração distribuída (onde as regras são diferentes).

    Punição para servidores: Foi vetada a regra que tornaria a omissão ou a falta de contratação de serviços essenciais de energia (para garantir a segurança) um ato de improbidade administrativa para o servidor público.

    Custo da TV na conta de luz: Foi rejeitada a regra que permitiria que os consumidores de energia tivessem que pagar na conta de luz pelos equipamentos de recepção de sinal de televisão aberta (“banda Ku”).

    Linha de Transmissão RO-AM: Foi retirada a obrigação de licitar de forma imediata o sistema de transmissão que ligaria Porto Velho (RO) a Manaus (AM). O veto mantém que o planejamento do setor defina as melhores alternativas para essa ligação.

    Leilões anuais: Foi vetada a regra que obrigava a realização de leilões de potência para garantir energia extra todos os anos. Agora, o governo decide quando fazer esses leilões.

    Preço do petróleo: Foi vetada uma regra que, embora aumentasse o dinheiro arrecadado pelo governo, poderia prejudicar o investimento em projetos de petróleo.

    Governo Lula veta alteração em royalties do petróleo e mudança com impacto de R$ 7 bi na conta de luz

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  • Aposentados do INSS vão receber R$ 2,8 bilhões em atrasados da Justiça; veja quem tem direito

    Aposentados do INSS vão receber R$ 2,8 bilhões em atrasados da Justiça; veja quem tem direito

    Aposentados e pensionistas que venceram ações contra o INSS receberão R$ 2,8 bilhões em atrasados neste mês, beneficiando 178,1 mil segurados em 131,3 mil processos. Os pagamentos, via RPV de até 60 salários mínimos, foram liberados pelo CJF e serão feitos conforme cronograma dos TRFs.

    (FOLHAPRESS) – Aposentados e pensionistas que derrotaram o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) na Justiça vão receber R$ 2,8 bilhões em atrasados neste mês.

    Os valores foram liberados pelo CJF (Conselho da Justiça Federal) nesta segunda-feira (24) para quitar as dívidas do governo com 178,1 mil segurados em 131,3 mil processos.

    Para receber, é preciso ter ganhado ação de concessão ou revisão de aposentadoria, pensão, auxílio ou BPC (Benefício de Prestação Continuada), sem possibilidade de recursos. A ordem de pagamento do juiz deve ser algum dia do mês de outubro.

    O pagamento é feito por meio de RPV (Requisição de Pequeno Valor), que é um atrasado de até 60 salários mínimos, o que dá R$ 91.080 neste ano. A distribuição do dinheiro por cada TRF (Tribunal Regional Federal) assim que o dinheiro é repassado pelo CJF.

    O montante liberado é maior, de R$ 3,3 bilhões, e também ações vencidas servidores públicos. Ao todo, receberão atrasados 271,8 mil beneficiários em 214.2 mil processos.

    O valor a ser depositado pode ser encontrado no campo “Valor inscrito na proposta”. Quando o dinheiro é pago, o status da consulta mostrará “Pago total ao juízo”.

    O depósito na conta será feito conforme o cronograma de cada TRF. Em geral, os tribunais levam cerca de uma semana para fazer o chamado processamento, etapa na qual são abertas contas em nome do segurado ou de seu advogado no Banco do Brasil ou na Caixa Econômica Federal.

    Para verificar se tem direito aos valores e se eles já foram liberados, os beneficiários ou seus advogados devem fazer uma consulta no site do TRF de sua região. É preciso ter o CPF do aposentado ou pensionista, ou dados do advogado, como número da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

    Em São Paulo e Mato Grosso do Sul, o TRF responsável é o da 3ª Região, e o site para consulta é o trf3.jus.br. É preciso informar seu CPF, o número da OAB do advogado da causa, ou o número do processo.

    O QUE SÃO OS ATRASADOS DO INSS?

    Os atrasados do INSS são valores retroativos pagos a quem vai ao Judiciário e vence uma ação contra o órgão previdenciário. O processo pode estar relacionado à revisão, quando o segurado prova que ganhava valor menor e tem direito a mais, ou à concessão, quando busca o reconhecimento de um direito inicial.

    Podem ser discutidos na Justiça benefícios como auxílio-doença, aposentadoria (por tempo de contribuição, por idade, por invalidez e da pessoa com deficiência) ou até mesmo o BPC (Benefício de Prestação Continuada), que é uma renda assistencial.

    Esses valores são pagos em lotes mensais, conforme o mês em que a RPV foi autorizada pelo juiz, etapa também chamada de autuação ou emissão. É possível verificar a data da emissão no acompanhamento processual, após a ação virar um atrasado.

    QUEM TEM DIREITO DE RECEBER?

    Os atrasados são pagos apenas a quem ganhou a ação judicial contra o instituto, sem que haja nenhuma possibilidade de recurso. Apenas processos que já transitaram em julgado, ou seja, não têm mais possibilidade de recurso para discutir se há ou não direito àquela verba, viram atrasados.

    Receberá neste lote mensal quem venceu a ação contra o INSS, conquistou atrasados de até 60 salários mínimos e teve a ordem de pagamento emitida pela Justiça no mês de novembro de 2024.

    COMO SEI EM QUAL DATA VOU RECEBER?

    A data de pagamento dos atrasados depende de quando o juiz mandou o INSS quitar a dívida e de quando a ação chegou totalmente ao final. Os atrasados de até 60 salários mínimos, chamados de RPVs, são quitados em até dois meses após a ordem de pagamento do juiz. Valores maiores viram precatórios, que são pagos apenas uma vez por ano.

    COMO SEI SE É UMA RPV OU UM PRECATÓRIO?

    RPVs são dívidas de até 60 salários mínimos pagas com mais agilidade. O prazo legal é de até 60 dias para a quitação do atrasado. Já os precatórios federais são débitos acima deste valor, pagos apenas uma vez por ano. Os precatórios de 2025 já foram liberados

    Ao fazer a consulta no site do TRF responsável, aparecerá a sigla RPV, para requisição de pequeno valor, ou PRC, para precatório. Em geral, o segurado já sabe se irá receber por RPV ou precatório antes mesmo do fim do processo, porque os cálculos são apresentados antes.

    QUANTO FOI LIBERADO POR CADA TRF?

    TRF da 1ª Região (sede no DF com jurisdição: DF, GO, TO, MT, BA, PI, MA, PA, AM, AC, RR, RO e AP)
    – Geral: R$ 1.059.150.534,45
    – Previdenciárias/assistenciais: R$ 896.431.990,64 (44.420 processos com 53.753 beneficiários)

    TRF da 2ª Região (sede no RJ com jurisdição: RJ e ES)
    – Geral: R$ 307.639.737,81
    – Previdenciárias/assistenciais: R$ 225.145.988,54 (9.888 processos com 14.460 beneficiários)

    TRF da 3ª Região (sede em SP com jurisdição: SP e MS)
    – Geral: R$ 484.157.638,26
    – Previdenciárias/assistenciais: R$ 389.311.676,44 (13.130 processos com 16.995 beneficiários)

    TRF da 4ª Região (sede no RS com jurisdição: RS, PR e SC)
    – Geral: R$ 661.572.299,24
    – Previdenciárias/assistenciais: R$ 573.194.574,54 (28.883 processos com 40.429 beneficiários)

    TRF da 5ª Região (sede em PE com jurisdição: PE, CE, AL, SE, RN e PB)
    – Geral: R$ 483.359.908,72
    – Previdenciárias/assistenciais: R$ 436.844.028,25 (21.498 processos com 36.280 beneficiários)

    TRF da 6ª Região (sede em MG com jurisdição: MG)
    – Geral: R$ 286.851.765,79
    – Previdenciárias/assistenciais: R$ 258.461.166,51 (13.458 processos com 16.188 beneficiários)

    Aposentados do INSS vão receber R$ 2,8 bilhões em atrasados da Justiça; veja quem tem direito

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  • Isenção do IR vai beneficiar classe média do interior que votou em Bolsonaro, diz estudo

    Isenção do IR vai beneficiar classe média do interior que votou em Bolsonaro, diz estudo

    A nova faixa de isenção do Imposto de Renda, válida a partir de 2026, beneficiará até 19,7 milhões de trabalhadores, sobretudo da classe média do interior e de estados do centro-sul. O estudo mostra que 66% dos favorecidos vivem em municípios onde Lula perdeu em 2022.

    (FOLHAPRESS) – A nova faixa de isenção do IR (Imposto de Renda), promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), beneficiará majoritariamente brasileiros que vivem no interior do país, pertencem à classe média e votaram em Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição de 2022.

    É o que mostra estudo da consultoria 4intelligence, que cruzou dados do Ministério do Trabalho e Emprego com informações da Justiça Eleitoral, com o objetivo de estimar quantas pessoas devem ser favorecidas pela nova política, onde elas estão e como votaram nas últimas eleições presidenciais.

    A medida, que será sancionada por Lula nesta quarta-feira (26) e está prevista para entrar em vigor em 2026, tem dois efeitos principais: isenta do IR quem ganha até R$ 5.000 mensais e reduz o imposto a pagar para quem recebe entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350,00. O estudo considera beneficiados todos os trabalhadores que se enquadram nessas duas faixas de renda.

    As mudanças constam no projeto de lei 1.087/2025, já aprovado na Câmara e no Senado. A proposta também prevê um imposto mínimo para alguns contribuintes com renda anual superior a R$ 600 mil.

    A estimativa é de que entre 17,9 milhões e 19,7 milhões de trabalhadores formais deixarão de pagar IR com a mudança que passa a valer a partir de 2026. A maior parte deles mora fora das capitais e vive no centro-sul brasileiro.

    A metodologia combina os dados de remuneração média da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) de 2023 com o saldo de empregos do novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) entre janeiro de 2024 e setembro de 2025.

    Em números totais, 66% dos beneficiados, cerca de 13 milhões de pessoas, estão em municípios onde Lula perdeu. Apenas 34% estão em localidades onde o petista saiu vitorioso.

    O padrão se repete quando se observa a distribuição estadual. Santa Catarina (42,2%), Rio Grande do Sul (40,4%), Paraná (39,4%), Mato Grosso (38,7%), São Paulo (38,6%) e Mato Grosso do Sul (35,1%) são os estados com maior proporção de trabalhadores formais beneficiados pela nova faixa de isenção.

    Já os estados com maior número absoluto de beneficiados são São Paulo (6,3 milhões), Minas Gerais (1,9 milhão), Paraná (1,5 milhão), Rio de Janeiro (1,4 milhão), Rio Grande do Sul (1,3 milhão) e Santa Catarina (1,2 milhão).

    Bruno Imaizumi, economista da 4intelligence, afirma que Lula, à primeira vista, acerta ao aprovar a reforma do IR que beneficia diretamente brasileiros que não o apoiaram eleitoralmente. Mas diz que o impacto positivo da medida pode ser mitigado por causa do acirramento da polarização política.

    “Políticas que reduzem impostos e ampliam a renda disponível e o poder de compra para parte significativa da população tendem a favorecer o governante que as adota. Por outro lado, uma parcela desses eleitores de classe média, moradores do interior e que votaram em Bolsonaro em 2022 podem, apesar de beneficiados pela isenção do IR, se manter no campo político antipetista por causa da cristalização de posturas ideológicas mais próximas à direita e à centro-direita”, diz.

    Ao analisar apenas as capitais, porém, a correlação entre benefício e voto desaparece. Nessas cidades, o percentual de beneficiados é mais homogêneo, sem relação direta com a escolha eleitoral.

    São 6,3 milhões de trabalhadores contemplados nas capitais -sendo 1,9 milhão só na cidade de São Paulo e 732 mil no Rio de Janeiro. Proporcionalmente, Porto Alegre (36,1%), Curitiba (35,3%), São Paulo (34,9%) e Manaus (34,3%) lideram.

    Para Karla Gobo, cientista política e Coordenadora de Humanidades da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) São Paulo, o impacto eleitoral da medida ainda é incerto. Ela lembra que, embora temas econômicos costumem ter peso em disputas presidenciais, há eleições em que outras pautas ganham protagonismo.

    “Será preciso observar se a ampliação da faixa de isenção produzirá efeitos eleitorais mais significativos nessas localidades ou se outras agendas, como é o caso da segurança pública nos últimos meses, acabarão predominando na formação das preferências políticas desses eleitores”, diz.

    Isenção do IR vai beneficiar classe média do interior que votou em Bolsonaro, diz estudo

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  • Bancos são falíveis, diz Galípolo após liquidação do Master

    Bancos são falíveis, diz Galípolo após liquidação do Master

    Chefe do BC defendeu fortalecimento da autarquia; Galípolo disse também que Banco Central não está satisfeito com o atual nível da inflação

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse nesta segunda-feira (24) que o regulador precisa de uma evolução constante e que bancos são instituições falíveis. Na ocasião, o chefe da autarquia havia sido questionado sobre a liquidação do Banco Master.

    “Acontece nos EUA, na Suíça, acontece. O importante é aprendermos e inovarmos para não repetirmos problemas”, afirmou Galípolo, durante evento da Febraban (Federação Brasileira de Bancos).

    O BC decretou a liquidação do Master na semana passada, após a prisão de seu dono, Daniel Vorcaro.

    Segundo a Operação Compliance Zero, o banco vendeu carteiras de consignado inexistentes ao BRB, estimadas em R$ 12,2 bilhões. O caso levou o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) a preparar a maior indenização da sua história, de R$ 41 bilhões.

    Segundo Galípolo, é preciso ampliar o perímetro regulatório para englobar toda a liquidez do sistema. Para isso, reforçou a necessidade de fortalecer o BC, especialmente em termos financeiros, para que a autoridade tenha capacidade de investir em melhorias.

    Perguntado sobre o quadro fiscal brasileiro e a Selic de 15% ao ano, Galípolo voltou a afirmar que o BC não está satisfeito com o atual nível da inflação, fora da meta, e que irá persegui-la.

    “Não é papel do BC ser ombudsman da política fiscal. A bola que temos que ficar de olho é a inflação”, afirmou o presidente do BC.

    Bancos são falíveis, diz Galípolo após liquidação do Master

  • Veja como vai funcionar devolução do Pix em caso de golpe

    Veja como vai funcionar devolução do Pix em caso de golpe

    Nova regra entra em vigor. A partir de 2026, será obrigatória

    Já está em vigor a nova regra que facilita a devolução de transferências indevidas de Pix e que visa dificultar a ação de golpistas.

    O Mecanismo Especial de Devolução (MED) permite rastrear o dinheiro caso outras transferências sejam feitas para mascarar a origem do valor.

    Por enquanto, o serviço é opcional aos bancos e instituições de pagamento. A partir de 2 de fevereiro de 2026, vai se tornar obrigatório para todos. 

    Como funcionava

    Com a nova regra em vigor, será possível fazer a devolução do dinheiro a partir de outras contas, e não apenas daquela utilizada na fraude. 

    As informações serão compartilhadas com os participantes envolvidos nas transações e permitirão a devolução de recursos em até 11 dias após a contestação, de acordo com o BC.

    Antes, a devolução dos recursos era feita apenas a partir da conta originalmente utilizada na fraude. O problema é que os fraudadores, em geral, retiram rapidamente os recursos da conta que recebeu o dinheiro e os transferem para outras.

    Dessa forma, quando o cliente fazia a reclamação e pedia a devolução, o mais comum é que a conta já estava esvaziada.

    Sobre o MED 

    Existente desde 2021, o Mecanismo Especial de Devolução só pode ser usado em caso comprovado de fraudes ou de erros operacionais da instituição financeira.

    A ferramenta não pode ser usada para desacordos comerciais, casos entre terceiros de boa-fé e envio de Pix para a pessoa errada por erro do próprio usuário pagador (como erro de digitação de uma chave). 

    Veja como vai funcionar devolução do Pix em caso de golpe

  • Dólar fecha em queda com Fed e Galípolo no radar; Bolsa sobe

    Dólar fecha em queda com Fed e Galípolo no radar; Bolsa sobe

    Investidores avaliaram o aumento das apostas em cortes de juros nos EUA e as falas do presidente do BC; analistas também monitoraram a repercussão da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar fechou em queda de 0,12%, cotado a R$ 5,395, nesta segunda-feira (24), em meio ao aumento das apostas de que o Fed (Federal Reserve, o BC dos EUA) cortará os juros nos Estados Unidos na reunião dos dias 9 e 10 de dezembro.

    No Brasil, a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em evento da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) esteve no foco dos investidores. A repercussão política da prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, realizada no último sábado (22), também permaneceu no radar dos analistas.

    A Bolsa, impactada por um maior apetite ao risco no exterior, encerrou o pregão com alta de 0,32%, a 155.277 pontos.

    No mercado doméstico, as atenções do pregão estiveram concentradas em agendas de autoridades econômicas e no cenário político.

    Nesta segunda, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, voltou a afirmar que o Banco Central não está satisfeito com o atual nível da inflação, fora da meta de 3% com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. “Não é papel do BC ser ombudsman da política fiscal. A bola que temos que ficar de olho é a inflação”, disse.

    Ele também disse que o regulador precisa de uma evolução constante e que bancos são instituições falíveis. Na ocasião, o chefe da autarquia havia sido questionado sobre a liquidação do Banco Master. “Acontece nos EUA, na Suíça, acontece. O importante é aprendermos e inovarmos para não repetirmos problemas”, afirmou.

    Rodrigo Marcatti, economista e CEO da Veedha Investimentos, diz que o discurso do Galípolo reforça o compromisso do Banco Central de combater a inflação. “Ele ainda está incomodado com o patamar atual de preços e, por isso, tem reforçado que não tem espaço para cortar juros neste ano”.

    Ainda por aqui, a Primeira Turma do STF decidiu por 4 a 0 manter prisão de Bolsonaro. Moraes, relator do caso, reafirmou a sua decisão de prender Bolsonaro e defendeu que os demais ministros da turma validassem a medida -Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia seguiram o relator em seus votos.

    Moraes, ao determinar a prisão, citou a violação da tornozeleira eletrônica no início da madrugada de sábado e o risco de fuga dele para a embaixada dos EUA durante uma vigília que foi convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho mais velho do ex-presidente.

    Na madrugada, o ex-presidente havia tentando romper a sua tornozeleira eletrônica com ferro de solda, como ele mesmo admitiu a agentes penitenciários. “Usei ferro quente, ferro quente aí curiosidade”, disse.

    Os advogados de Jair Bolsonaro (PL) afirmaram que a prisão do ex-presidente causou “profunda perplexidade” por se basear na realização de uma “vigília de orações”. Eles não deram explicações, no entanto, sobre a tentativa de violação da tornozeleira eletrônica detectada pela Polícia Federal.

    Segundo Otávio Araújo, consultor sênior da Zero Markets Brasil, o mercado financeiro doméstico permaneceu tranquilo frente à prisão de Bolsonaro, pois o evento já estava precificado. “A maior preocupação do mercado é com as consequências eleitorais e sucessão política, questões que podem afetar o valor de ativos”, afirma.

    No cenário internacional, o foco continuou sobre a política de juros do Fed. Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, investidores veem uma chance de 80,9% de que o banco central americana reduza a taxa de juros para 3,50% a 3,75%, em dezembro -hoje é de 3,75% a 4,00%.

    Reduções nos juros dos EUA costumam ser uma boa notícia para os mercados globais -e o oposto também é verdadeiro. Como a economia norte-americana é vista como a mais sólida do mundo, os títulos do Tesouro, também chamados de “treasuries”, são um investimento praticamente livre de risco.

    Quando os juros estão altos, os rendimentos atrativos das treasuries levam operadores a tirar dinheiro de outros mercados. Quando eles caem, a estratégia de diversificação vira o norte, e investimentos alternativos ganham destaque.

    O ânimo dos investidores derivou de comentários do diretor do Fed de Nova York, John Williams, na sexta-feira (21). Ele disse acreditar que as taxas de juros dos EUA poderiam cair sem colocar em risco a meta de inflação da instituição.

    Williams se soma aos diretores indicados por Trump, que costumam defender um ritmo maior de cortes: Stephen Miran, Christopher Waller e Michelle Bowman.

    Na quinta, o Departamento do Trabalho dos EUA informou que a economia norte-americana gerou 119 mil postos de trabalho em setembro, ante projeção de 50 mil vagas de economistas ouvidos pela Reuters. O relatório é conhecido como “payroll”.

    Segundo Marcio Riauba, head da Mesa de Operações da StoneX Banco de Câmbio, o resultado acima do esperado do payroll pode reforçar a visão de que a economia americana continua aquecida, e limitar um ritmo maior de cortes.

    “O payroll americano chegou acima do esperado, interrompendo uma sequência de quatro meses consecutivos em que os empregos criados ficaram abaixo de 100 mil vagas. O resultado mostra que o mercado de trabalho americano segue forte, o que aumenta os temores sobre uma pressão inflacionária”, afirma.

    Rodrigo Moliterno, da Veedha Investimento, destaca que a semana terá as divulgação de dados do PIB (Produto Interno Bruto) e PCE (Núcleo de Índice de Preços) dos EUA, que devem afetar as projeções para a próxima reunião do Fed. Os números devem ser revelados nesta quarta-feira (26).

    Dólar fecha em queda com Fed e Galípolo no radar; Bolsa sobe

  • Tebet pede ajuda ao mercado para convencer Congresso a aceitar redução de gastos

    Tebet pede ajuda ao mercado para convencer Congresso a aceitar redução de gastos

    Ministra do Planejamento e Orçamento mencionou, principalmente, os elevados gastos tributários e isenções fiscais

    A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, reforçou nesta segunda-feira, 24, o compromisso do atual governo federal com a responsabilidade fiscal e o equilíbrio entre crescimento da economia e o controle da inflação. Segundo ela, nos três anos de governo até aqui, o Poder Executivo tentou muitas vezes avançar em alguns pontos de controle de gastos, mas teve dificuldades de concluir essas reformas devido ao poder de lobbies.

    “No quesito das reformas fiscais, nós andamos muito mais lentamente do que precisávamos. Mas, nesse quesito, é importante compartilhar as responsabilidades. O Poder Executivo tentou. Muitas vezes tivemos lobbies que impediram o Executivo e outros poderes de que pudéssemos avançar mais”, disse a ministra, durante almoço anual da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

    Durante sua fala, Tebet também destacou que o próprio setor financeiro e os bancos podem ajudar no convencimento junto ao Congresso para a redução de alguns gastos.

    Ela mencionou, principalmente, os elevados gastos tributários e isenções fiscais. “E aqui entram vocês, agentes do mercado, que vocês possam ser parceiros do Brasil, como muitos já são, levando a palavra não só para dentro do Poder Executivo, mas para dentro do Congresso Nacional”, frisou.

    Na avaliação da ministra, não é necessário “segurar” o crescimento econômico com “medo” da inflação. “O que precisamos é criar condições para um crescimento justo e sustentável. E não temos que ter medo de falar em controle dos gastos públicos e responsabilidade fiscal”.

    Nesse contexto, a ministra também defendeu a necessidade de cada vez maior planejamento no Orçamento federal, citando, como exemplo, a experiência de países asiáticos, onde, segundo ela, as nações têm dado o exemplo, ao conseguir estabelecer metas de médio e longo prazo e pautar investimentos a partir de indicadores e números. “Gastar muito é ruim, mas gastar mal é pior ainda”, frisou a ministra, defendendo que é preciso investir em setores como ciência, tecnologia e inovação, e cortar “gastos ruins”.

    Durante sua fala, Tebet também reforçou que o País está encerrando 2025 muito melhor do que todos imaginavam e do que o cenário traçado no início do ano, apesar de algumas dificuldades, principalmente o alto nível da taxa de juros. Ela também mencionou que o PIB potencial do Brasil não está mais em 1,5% e precisa ser revisto.

    Gastos públicos novos

    A ministra do Planejamento e Orçamento mencionou também que não haverá novos gastos públicos por parte do governo federal em 2026. Ela acrescentou que, a despeito desse compromisso, será preciso, também, avançar na agenda de corte de gastos, principalmente os benefícios tributários.

    “Para 2026, quero afirmar, não haverá novos gastos públicos, mas, mesmo assim, precisamos avançar com o corte, ainda que linear, que não é o ideal, mas é o possível, em relação aos gastos tributários”, disse ela.

    Neste contexto, Tebet reforçou a necessidade de cada vez mais planejamento no Orçamento público e que o Brasil precisa deixar de “enxugar gelo” e ser o “país do improviso”.

    Ela citou como exemplo, que o País gasta muito com a educação, mas tem uma das piores educações públicas do mundo.

    Tebet pede ajuda ao mercado para convencer Congresso a aceitar redução de gastos

  • Veja os principais golpes da Black Friday e saiba como evitá-los

    Veja os principais golpes da Black Friday e saiba como evitá-los

    A Black Friday, marcada para sexta-feira (28), deve movimentar R$ 13,34 bilhões no e-commerce brasileiro. Com o aumento das compras, especialistas alertam para golpes comuns na data, como promoções falsas, perfis clonados e fraudes com Pix, cartão e boleto, exigindo atenção redobrada dos consumidores.

    (FOLHAPRESS) – A Black Friday deste ano será realizada nesta sexta-feira (28), no mesmo dia em que cai a primeira parcela do 13º dos trabalhadores. A Abiacom (Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce) prevê que o comércio eletrônico brasileiro movimente R$ 13,34 bilhões durante o dia, considerado uma das datas mais importantes para o setor varejista.

    Levantamento do Google mostra que 60% dos entrevistados pretendem fazer compras na data. Eles também afirmam que devem investir em aproximadamente seis categorias de produtos, um avanço em relação ao ano passado. O estudo indica ainda que a Black Friday se consolidou como um momento de realização de desejos pessoais: celulares (79%), perfumes (79%), roupas e acessórios (78%) e calçados (78%) estão entre as categorias mais mencionadas.

    Com o aumento das promoções e do volume de compras, é comum que se intensifiquem os golpes. A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) afirma que propostas que parecem uma oportunidade imperdível para aproveitar descontos e adiantar as compras de Natal podem esconder riscos. Quadrilhas aproveitam que os consumidores são bombardeados por ofertas para aplicar fraudes usando técnicas de engenharia social.

    Segundo a entidade, criminosos se passam por empresas conhecidas, bancos ou lojas específicas para convencer usuários a fornecerem dados pessoais, senhas ou informações confidenciais, que depois são usados para golpes financeiros.

    Para evitar cair em golpes, Walter Faria, diretor-adjunto de serviços e segurança da Febraban, recomend que o cliente pesquise preços dos itens que pretende comprar, além da reputação do varejista. Também é necessários verificar fatores como prazo de entrega e meios de pagamento disponíveis.

    Faria afirma que é importante desconfiar de ofertas com preços muito abaixo do mercado e tomar cuidado com a páginas e perfis falsos em redes sociais. É comum que quadrilhas repliquem a identidade visual de grandes marcas e patrocinem publicações com ofertas tentadoras. Ele explica que o uso de posts patrocinados é uma estratégia para ampliar o alcance de falsas promoções.

    A ABBC (Associação Brasileira de Bancos) listou os principais golpes aplicados durante a Black Friday.

    GOLPE DA PROMOÇÃO COM TEMPORIZADOR

    Consumidores devem ficar atentos a ofertas que chegam por email, anúncios em redes sociais ou notificações de aplicativos. Uma tática frequente é a exibição de um temporizador ao lado de uma promoção aparentemente irresistível. O usuário que procura um smartwatch de cerca de R$ 400, por exemplo, pode se deparar com um anúncio oferecendo 50% de desconto válido por apenas um minuto -recurso usado para induzir decisões impulsivas e explorar o interesse pelo produto.

    A ABBC recomenda buscar promoções diretamente em ecommerces confiáveis, digitando o endereço oficial no navegador ou usando o aplicativo verificado na

    Apple Store ou na Google Play Store.

    GOLPE DA INDICAÇÃO DE NOVOS CLIENTES

    Também é oferecida uma oferta atraente, como no anterior, mas que exige uma ação adicional do usuário: a indicação de novos clientes.

    A ABBC diz que, por exemplo, o consumidor encontra um conjunto de joias por R$ 200, mas a promoção só se tornaria válida se ele compartilhasse o link com cinco pessoas. Trata-se de um golpe de phishing (mensagem falsa) em cadeia, que pode estar acompanhado de vírus capaz de roubar dados pessoais.

    Em muitos casos, segundo a associação, os criminosos usam páginas que imitam sites de grandes varejistas para enganar o consumidor e capturar informações sensíveis.

    A recomendação da ABBC é sempre digitar o endereço oficial da loja no navegador e desconfiar de promoções recebidas por email, redes sociais ou aplicativos de mensagens. Antes de concluir qualquer compra, é necessário verificar a URL na barra de endereços e se certificar de que o site é legítimo.

    CELEBRIDADES FALSAS COM INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

    O usuário navega por uma rede social e se depara com um vídeo de uma celebridade anunciando a promoção de um jogo virtual. Em muitos casos, o material é produzido com inteligência artificial para simular a voz e a aparência do artista, conferindo falsa credibilidade à propaganda fraudulenta, segundo a associação.

    Esse tipo de fraude pode levar a diferentes desdobramentos, como phishing e golpes no WhatsApp. O ponto central, segundo a ABBC, é que raramente celebridades reais anunciam promoções com grandes descontos em vídeos soltos nas redes, especialmente quando não há menção nos canais oficiais da marca ou da própria pessoa.

    A associação orienta o consumidor a verificar se existem publicações oficiais nas redes da empresa ou do artista e a denunciar o anúncio sempre que houver suspeita de falsificação. Também recomenda observar a sincronização entre voz e imagem (qualquer descompasso pode indicar manipulação por IA).

    GOLPE DA FALSA CENTRAL DE ATENDIMENTO

    Criminosos entram em contato se passando por funcionários de instituições financeiras ou operadoras de cartão de crédito. A ABBC diz que eles alegam que houve uma tentativa de compra suspeita ou pedem a confirmação de dados bancários. A partir dessas informações, os golpistas podem acessar contas, realizar transferências ou fazer compras com os dados dos cartões.

    Bancos jamais solicitam senhas, dados do cartão de crédito ou códigos de segurança por telefone, WhatsApp ou mensagem de celular. A associação diz que qualquer contato suspeito deve ser ignorado, e o consumidor deve procurar o canal oficial da instituição. 

    QUE CUIDADOS DEVO TOMAR COM AS COMPRAS ONLINE?

    A Febraban diz que o os consumidores devem dar preferência aos sites conhecidos para as compras e verificar a reputação de sites não conhecidos em páginas de reclamações. Além disso, as compras nunca devem ser feitas por meio de computadores públicos e dados bancários não devem ser compartilhados em aparelhos de desconhecidos.

    Durante a compra, é necessário verificar com atenção as formas de pagamento oferecidas pelo ecommerce e é recomendado desconfiar quando existem poucas opções. Também é importante checar as políticas de troca e devolução das lojas e, se possível, o consumidor deve dar preferência ao modelo de compra garantida.

    CUIDADOS COM O CARTÃO, PIX E BOLETO

    Segundo a Febraban, os consumidores devem dar preferência para o uso de cartão virtual nas compras online. Também é recomendado o uso do serviço de avisos por SMS de transações feitas ou outros meios disponibilizados pelos bancos, que informam o valor realizado para cada transação instantaneamente.

    Se a compra for feita presencialmente, é necessário conferir o valor na maquininha antes de digitar a senha. Se forem identificados problemas no visor, a transação não deve ser concluída.

    O próprio consumidor deve inserir o cartão na maquininha. A federação diz que caso tenha entregado o cartão ao vendedor, é importante verificar se que foi devolvido é realmente o seu. “Golpistas costumam aproveitar o momento de empolgação e aglomeração no comércio de rua para trocar o seu cartão”, afirma a Febraban.

    No caso do Pix, o pagamento deve ser sempre feito dentro do ambiente da loja virtual. Além disso, quando o varejista fornecer o código QR Code, é necessário conferir com atenção todos os dados do pagamento e se a loja escolhida é realmente quem irá receber o dinheiro. Só faça a transferência após essa checagem detalhada.

    Se for pagar a compra com boleto, confira quem é a empresa beneficiária que aparece no momento do pagamento, no aplicativo ou site do banco. A Febraban diz que se o nome for diferente da marca ou empresa onde a compra foi feita, a transação não deve ser concluída.

    Veja os principais golpes da Black Friday e saiba como evitá-los

  • Dólar opera em baixa por exterior em dia de agenda local cheia

    Dólar opera em baixa por exterior em dia de agenda local cheia

    O dólar recua para R$ 5,38 alinhado à desvalorização global da moeda americana. Petróleo também cai com sinais de avanço nas negociações Rússia-Ucrânia. Investidores aguardam dados fiscais e inflação, enquanto Lula cumpre agenda em Moçambique. Semana terá IPCA-15 no Brasil e indicadores nos EUA.

    O dólar opera em baixa no mercado à vista, rodando em torno de R$ 5,38 há pouco, após subir a R$ 5,4015 na sexta e acumular alta de 1,97% na semana passada frente o real. O mercado de câmbio se alinha nesta manhã de segunda-feira, 14, à desvalorização global da divisa americana.

    O petróleo segue em baixa com sinais de possível progresso nas negociações entre Rússia e Ucrânia, o que ajuda para um leve apetite por risco em Nova York. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse hoje na Truth Social que “algo bom pode estar acontecendo”.

    Os investidores aguardam ainda os dados de arrecadação do governo federal em outubro (10h30), palestra do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em almoço anual da Febraban, e entrevista coletiva à tarde dos ministérios do Planejamento e da Fazenda sobre o relatório bimestral de receitas e despesas de setembro e outubro, divulgado na sexta-feira.

    Na seara da inflação, a mediana do relatório Focus para a inflação suavizada nos próximos 12 meses caiu de 4,11% para 4,09%. Para o IPCA de 2025, passou de 4,46% para 4,45%, abaixo do teto da meta. Para 2026, a mediana caiu de 4,20% para 4,18%.

    O Índice de Preços ao Consumidor Semanal desacelerou a 0,23% na terceira quadrissemana de novembro, após alta de 0,24% na quadrissemana anterior, segundo a FGV.

    Já o Índice de Confiança do Consumidor do Ibre/FGV subiu 1,3 ponto em novembro, para 89,8 pontos, maior nível desde dezembro de 2024.

    O presidente do Fundo Garantidor de Crédito, Daniel Lima, disse que não é urgente exigir aporte extra dos bancos após o desembolso de R$ 41 bilhões do caso Master, liquidado na semana passada.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender que o BNDES retome o financiamento de projetos no exterior para empresas brasileiras, em declaração ao lado do presidente de Moçambique, Daniel Chapo. Ainda hoje, Lula irá a um fórum com empresários e receberá o título de doutor honoris causa da Universidade Pedagógica de Moçambique. A previsão é que embarque de volta à Brasília às 13h20, no horário de Brasília.

    A agenda da semana inclui ainda o IPCA-15 na quarta e, nos EUA, PPI, confiança do consumidor na terça e o índice de preços de gastos com consumo (PCE) no país em outubro, na quarta, véspera do feriado de Ação de Graças, que fechará os mercados americanos na quinta e deve encurtar o pregão na sexta, dia da Black Friday.

    Dólar opera em baixa por exterior em dia de agenda local cheia