Categoria: ECONOMIA

  • Embraer descarta demissões no Brasil e negocia tarifa zero nos EUA

    Embraer descarta demissões no Brasil e negocia tarifa zero nos EUA

    Fabricante de aviões brasileira ficou fora do tarifaço de 50%

    A Embraer, fabricante brasileira de aeronaves, que escapou do tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos, descarta demissões aqui no país este ano e está confiante em conseguir reduzir a zero a atual taxação de 10% em cima de aviões e partes que exporta para os americanos.  

    A declaração foi feita nesta terça-feira (5) pelo diretor-executivo da empresa, Francisco Gomes Neto, durante apresentação dos resultados do segundo trimestre da companhia.

    “O nosso foco é realmente restaurar a tarifa zero. Ficamos muito felizes de passar de 50% a 10%, o que reduziu bastante o impacto para os nossos clientes. Estamos trabalhando com eles para fazer a entrega das aeronaves. Mas, em paralelo, estamos nos esforçando com afinco para restaurar a tarifa zero”, disse. 

    A Embraer emprega 18 mil pessoas no Brasil. Desde abril, a empresa, que exporta metade da produção para os Estados Unidos, está submetida à tarifa de 10% determinada pelo presidente americano, Donald Trump.

    Nas últimas semanas, houve o receio de que a taxação subisse para 50%. Mas na quarta-feira (30), o governo americano decidiu que aeronaves, motores, peças e componentes de aviação ficam de fora do tarifaço.

    Empregos

    De acordo com a companhia, a cobrança de 10% que passou a vigorar em abril significa um custo de US$ 65 milhões, cerca de R$ 350 milhões. Desse impacto, 20% foram sentidos no primeiro semestre e 80% devem ser percebidos no restante do ano. Esse valor é cobrado de partes de aviões executivos que a Embraer vende à subsidiária da empresa nos Estados Unidos, mas trata-se de um alívio se comparado à taxação de 50% da qual a empresa escapou.

    “Voltamos para uma situação mais gerenciável, tanto que já incluímos o impacto das tarifas nas nossas projeções financeiras. Estamos mantendo o nosso guidance [projeção] para o ano, e para atendê-lo temos que entregar todos os aviões que estão planejados. No momento, está completamente fora dos nossos planos qualquer tipo de alteração, redução de quadro por causa de redução de produção”, garantiu Neto.

    Em relação aos aviões comerciais vendidos aos Estados Unidos, o custo é pago pela empresa que compra a aeronave, o que acaba encarecendo o produto.

    Francisco Neto disse acreditar que negociações podem trazer de volta a tarifa zero, como nos últimos 45 anos. Ele citou acordos alcançados recentemente pelo Reino Unido e Europa. 

    Segundo Neto, as negociações se dão por intermédio do governo brasileiro e também diretamente com os americanos.

    Principal mercado

    Os Estados Unidos são o maior mercado de aviação do mundo e absorvem 70% da demanda por jatos executivos da Embraer e 45% de aeronaves comerciais.

    O diretor-executivo da companhia aponta a geração de emprego e investimentos nos Estados Unidos como um trunfo para que o governo Trump volte à tarifa zero.

    A Embraer emprega quase 3 mil pessoas em solo americano. Incluindo a cadeia de fornecedores locais, o contingente chega a 13 mil. A empresa planeja investir US$ 500 milhões, cerca de R$ 2,8 bilhões, em Dallas, no Texas, e Melbourne, na Flórida, nos próximos 5 anos e contratar mais 5,5 mil funcionários até 2030. As estimativas foram feitas, segundo Neto, em cima de cálculos sem a tarifa de 10%.

    O executivo disse que se o governo americano decidir incluir aviões militares como o KC-390 em sua frota aérea, a Embraer projeta mais US$ 500 milhões para uma nova linha de montagem e mais 2,5 mil postos de trabalho.

    A empresa ressalta ainda a importância dos seus aviões E175, de até 80 assentos, considerados essenciais para a aviação regional americana.

    “Temos boa expectativa que isso venha acontecer”, avalia o diretor-executivo sobre a volta da tarifa zero, enfatizando que a estimativa é de saldo comercial positivo de US$ 8 bilhões para os americanos até 2030. Ou seja, no processo de fabricação de aviões, a Embraer gasta mais com compras nos Estados Unidos do que com vendas para lá.

    Resultado

    O resultado do segundo trimestre apresentado nesta terça-feira pela Embraer aponta que a empresa entregou 61 aeronaves no período, sendo 19 jatos comerciais, 38 executivos e quatro militares. No mesmo período do ano passado, foram 47.

    A companhia trabalha com a estimativa de entrega de 77 a 85 aviões comerciais este ano e de 145 a 155 jatos executivos. A carteira total de pedidos atingiu US$ 29,7 bilhões no segundo trimestre deste ano, a maior já registrada.

    A empresa

    Fundada em 1969, a Embraer já fabricou mais de 9 mil aviões para mais de 100 países e 60 Forças Armadas. A empresa soma 23 mil funcionários, sendo 18 mil no Brasil, principalmente na sede em São José dos Campos, em São Paulo. Há contingente também nas cidades paulistas de Sorocaba, Botucatu e Gavião Peixoto, além de engenheiros em Florianópolis e Belo Horizonte.

    Fora do Brasil e nos Estados Unidos, há uma fábrica em Portugal. Nos últimos anos, a companhia contratou 5 mil pessoas para atender a demanda atual e futura.

    Embraer descarta demissões no Brasil e negocia tarifa zero nos EUA

  • Itamaraty prepara resposta a tarifaço dos EUA até 18 de agosto, afirma Mauro Vieira

    Itamaraty prepara resposta a tarifaço dos EUA até 18 de agosto, afirma Mauro Vieira

    “O Itamaraty está coordenando a preparação da resposta a ser apresentada pelo governo brasileiro no próximo dia 18 de agosto”, afirmou o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira

    O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, disse nesta terça-feira, 5, que o Itamaraty continua mobilizado contra o tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil e que o governo está coordenando uma resposta a ser apresentada até o dia 18 de agosto.

    “Sobre a investida da Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana, que questiona o nosso PIB e outras práticas brasileiras absolutamente legítimas, gostaria de informar que o Itamaraty está coordenando a preparação da resposta a ser apresentada pelo governo brasileiro no próximo dia 18 de agosto”, afirmou, na abertura da 5ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), o Conselhão, no Palácio Itamaraty.

    E acrescentou: “O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social sustentável agrega talentos, experiência e articulação. Representa a independência, a força e o dinamismo do povo brasileiro. Será, não tenho dúvidas, instância estratégica no amplo esforço de defesa da economia nacional e do direito soberano do Brasil de definir o seu próprio destino.”

     

    Itamaraty prepara resposta a tarifaço dos EUA até 18 de agosto, afirma Mauro Vieira

  • Trump critica dados de trabalho, pressiona Fed e descarta Bessent como substituto de Powell

    Trump critica dados de trabalho, pressiona Fed e descarta Bessent como substituto de Powell

    Trump voltou a dizer que o presidente do BC americano, Jerome Powell, é “muito político e atrasado”

    O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o Escritório de Estatísticas do Trabalho dos Estados Unidos (BLS, na sigla em inglês) é “antiquado e muito político”, em entrevista para a CNBC nesta terça-feira, 5, e insinuou sobre a mudança nos dados de trabalho antes e depois da sua eleição.

    “Anunciaram números fenomenais de trabalho antes das eleições e, depois que eu fui eleito, realizaram revisões para baixo nos dados. Falar que os números não são políticos? Dá um tempo”, disse.

    Com maiores expectativas para cortes dos juros pelo Federal Reserve (Fed) na reunião de setembro, Trump voltou a dizer que o presidente do BC americano, Jerome Powell, é “muito político e atrasado”. “Ele está sempre atrasado, só cortou os juros antes das eleições”, mencionou.

    Segundo o republicano, o ex-diretor do Fed Kevin Warsh e o diretor do Conselho Econômico dos EUA, Kevin Hasset, são candidatos “muito bons para o Fed”. Trump afirmou que, além deles, outros dois candidatos estão sendo considerados para o BC americano, mas descartou o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent.

    “Bessent está fora da lista do Fed, ele quer permanecer onde está agora. Ele está realizando um ótimo trabalho no Tesouro”, acrescentou. Para Trump, a renúncia da diretora do Fed Adriana Kugler “foi uma surpresa muito agradável”.

    Trump critica dados de trabalho, pressiona Fed e descarta Bessent como substituto de Powell

  • Camex autoriza Itamaraty a levar tarifaço de Trump à OMC

    Camex autoriza Itamaraty a levar tarifaço de Trump à OMC

    Medida publicada no Diário Oficial desta terça (5) permite que o Ministério das Relações Exteriores recorra ao órgão internacional

    O Conselho Estratégico da Câmara de Comércio Exterior (Camex) autorizou o Ministério das Relações Exteriores a acionar o mecanismo de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre as medidas tarifárias impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

    A resolução, assinada pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).

    Nesta segunda-feira, 4, Alckmin já havia adiantado a aprovação da consulta pelo órgão. “O presidente Lula agora vai decidir quando fazê-lo e como fazê-lo”, acrescentou. A medida, contudo, tende a ter caráter simbólico, dado que o órgão de apelação da OMC está inativo pela falta de indicação do membro americano.

    Camex autoriza Itamaraty a levar tarifaço de Trump à OMC

  • Haddad diz ver possibilidade de acordo sobre mineração entre Brasil e EUA

    Haddad diz ver possibilidade de acordo sobre mineração entre Brasil e EUA

    O governo Trump já sinalizou que o acesso a itens da mineração será um componente central de sua politica externa e tem demonstrado isso na relação com diferentes países, como Ucrânia, China e o próprio Brasil

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O ministro Fernando Haddad (Fazenda) afirmou nesta segunda-feira (4) que vê a possibilidade de Brasil e Estados Unidos chegarem a um acordo relacionado à mineração. Para ele, é possível avançar na pauta bilateral por meio da ampliação das trocas comerciais e também em interesses estratégicos.

    “Em se tratando da maior economia do mundo, o Brasil pode participar mais do comércio bilateral. E sobretudo de investimentos estratégicos. Temos minerais críticos e terras raras. Os EUA não são ricos nesses minerais. Nós podemos fazer acordos de cooperação, para produzir baterias mais eficientes. Na área tecnológica temos muito aprender e ensinar”, disse em entrevista à BandNews.

    Estudos do governo brasileiro apontam que o aumento da demanda por baterias, por causa dos investimentos globais em transição energética e substituição de combustíveis fósseis, significa maior extração e mineração de minerais estratégicos -particularmente lítio, cobalto, níquel e grafite. De acordo com levantamentos monitorados pelo Executivo, esses materiais podem ter lacunas de oferta até 2030.

    O governo Trump já sinalizou que o acesso a itens da mineração será um componente central de sua politica externa e tem demonstrado isso na relação com diferentes países, como Ucrânia, China e o próprio Brasil. No mês passado, o encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos, Gabriel Escobar, afirmou que o governo americano tem interesse nos materiais críticos em solo brasileiro.

    Haddad mencionou a possibilidade de um acordo dessa natureza quando disse ser necessário despolitizar o debate com os EUA e negociar no âmbito comercial. Ele defendeu que há forças políticas querendo que o país seja governado por quem quer entregar riquezas nacionais -citando inclusive as terras raras, conjunto de 17 elementos usados em uma gama de setores (como o da indústria bélica).

    Em outro momento, Haddad disse que os EUA precisam aumentar a presença no Brasil e transferir conhecimento. “Há soluções de benefício mútuo que estamos perseguindo não agora, mas desde que o presidente Lula tomou posse”, disse.

    Estamos há mais de dois anos sentados com as autoridades americanas, dizendo a eles ‘vocês têm que voltar a investir na América do Sul, vocês estão se retirando da América do Sul, vocês têm que voltar a investir, voltar a gerar emprego, transmitir tecnologia. Para nós é importante a integração do continente americano. Então, a presença de vocês é bem-vinda, é necessária’”, afirmou.

    Haddad também afirmou que o Pix é uma solução brasileira que pode ser exportada a outros países. “É uma tecnologia desenvolvida ao longo de pouco mais de dez anos e que hoje é referência mundial. Nós não somos o único detentor dessa tecnologia. Há alternativas, mas o Brasil largou na frente em moeda digital. Então, para quem está com medo de cripto, para quem está com medo de desdolarização, nós temos uma tecnologia que pode interessar, pode interessar muito ao mundo”.

    O ministro tem tentado uma conversa com Scott Bessent, secretário do Tesouro americano, apesar da dificuldade de agenda. “O secretário Bessent concentra uma quantidade enorme de acordos, são dezenas de países sob sua responsabilidade. Até semana passada ele estava na Europa […] e disse que antes de voltar aos EUA teria muita dificuldade de ter janela para uma reunião ainda que virtual comigo. Desde a semana passada, sexta-feira, eles manifestaram interesse de talvez nesta semana marcar essa reunião”, disse.

    Enquanto as tentativas de negociação prosseguem, o Brasil também deve anunciar oficialmente um programa para socorrer empresas impactadas pelo problema. De acordo com o ministro, o pacote conterá medidas de crédito e poderá ter um impacto primário nas contas públicas, embora considerado por ele como pequeno.

    O ministro afirmou que o programa conterá diferentes medidas, embora não tenha como grande foco produtores de commodities -já que esses produtos, disse, poderão ser facilmente redirecionados a outros mercados. Mesmo assim, citou a possibilidade de compras governamentais resolverem a falta de compradores no curto prazo. Segundo ele, as medidas de crédito serão companhias que produzem artigos sob medida para a indústria americana.

    Como mostrou a Folha de S.Paulo, o plano em elaboração pelo governo para minerais estratégicos se arrasta mesmo com a crescente demanda estrangeira pelos materiais. Representantes da gestão de Donald Trump têm demonstrado insatisfação e apontado que o tema é mais um ingrediente de desconforto na relação com a gestão Lula (PT).

    O ritmo contrasta com a urgência adotada por outros países na obtenção e no processamento de minerais críticos, aqueles essenciais para equipamentos de alta tecnologia, como nióbio, grafite (grafeno), níquel e terras raras, e cuja falta pode causar graves impactos econômicos.

    Haddad diz ver possibilidade de acordo sobre mineração entre Brasil e EUA

  • Luiz Marinho diz que resultado do Caged de junho que será divulgado vai ser 'bom'

    Luiz Marinho diz que resultado do Caged de junho que será divulgado vai ser 'bom'

    A mediana das estimativas dos analistas do mercado financeiro aponta para criação líquida de 175 mil empregos formais em junho

    O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, disse que o resultado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de junho, que vai ser divulgado na segunda-feira, 4, vai ser “bom.” Ele falou com ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) no fim do 17º Encontro Nacional do PT, em Brasília.

    A mediana das estimativas dos analistas do mercado financeiro da pesquisa Projeções Broadcast aponta para criação líquida de 175 mil empregos formais em junho, após um saldo positivo de 148.992 vagas em maio.

    Desemprego fica abaixo de 6% pela 1ª vez no Brasil

    A taxa de desemprego do Brasil recuou a 5,8% no trimestre encerrado em junho, após marcar 7% nos três meses até março, que servem de base de comparação, segundo dados divulgados nesta quinta (31) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

    O novo indicador é o menor da série histórica iniciada em 2012. Também é a primeira vez que a taxa fica abaixo de 6%. Até então, o menor nível havia sido de 6,1% até novembro de 2024. Os dados integram a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), cuja série histórica passou por atualização nesta quinta.

    Luiz Marinho diz que resultado do Caged de junho que será divulgado vai ser 'bom'

  • Governo vai priorizar indústria nacional em compras de R$ 2,4 bi para o SUS após tarifaço

    Governo vai priorizar indústria nacional em compras de R$ 2,4 bi para o SUS após tarifaço

    Os produtos serão selecionados em edital do Novo PAC para a área da saúde

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O governo federal afirma que irá priorizar a compra de produtos da indústria nacional durante uma seleção de R$ 2,4 bilhões em equipamentos para o SUS.

    O anúncio foi realizado nesta segunda-feira (4), dias após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinar o decreto que elevou para 50% a sobretaxa a produtos importados do Brasil.

    “Isso significa que os equipamentos brasileiros poderão ser adquiridos mesmo que seus preços sejam entre 10% e 20% superiores aos similares importados”, afirma nota divulgada pelo Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços).

    Os produtos serão selecionados em edital do Novo PAC para a área da saúde.

    Uma resolução publicada pela Casa Civil na última semana listou os itens que terão aplicada a margem de preferência para a indústria nacional.

    A lista inclui dispositivos utilizados na atenção primária, como para diagnóstico, cadeira de rodas e câmara fria para conservação de vacinas. O edital ainda deve incluir aparelho de anestesia, ultrassom portátil e outros produtos voltados à atenção especializada.

    Em nota enviada pelo Mdic, o ministro e vice-presidente, Geraldo Alckmin, afirma que o governo mobilizará “todos os instrumentos para defender a economia brasileira”, como as compras públicas.

    “Atualmente, o Brasil produz em torno de 45% das necessidades nacionais em medicamentos, vacinas, equipamentos e dispositivos médicos, materiais e outros insumos e tecnologias em saúde. A meta da NIB [Nova Indústria Brasil] é elevar a produção a 50% até 2026 e a 70% até 2033”, afirma ainda a nota do ministério.

    O presidente dos EUA assinou na quarta-feira (30) o decreto que implementa uma tarifa adicional de 40% sobre os produtos importados do Brasil, elevando o valor total da sobretaxa para 50% –considerando os 10% anunciados em abril.

    A nova norma tem uma lista com quase 700 exceções, que livram 43% do valor de itens brasileiros exportados para os EUA, segundo levantamento feito pela Folha. Trump associou a medida contra o Brasil ao julgamento de Jair Bolsonaro (PL).

    Em evento do PT realizado no domingo (3), o presidente Lula disse que há limites na negociação da sobretaxa de 50% imposta pelos Estados Unidos, e demonstrou preocupação com a relação diplomática com o país.

    O governo tem que fazer aquilo que ele tem que fazer. Por exemplo, nessa briga que a gente está fazendo agora, com a taxação dos Estados Unidos, eu tenho um limite de briga com o governo americano. Eu não posso falar tudo que eu acho que eu devo falar, tenho que falar o que é possível, porque eu acho que nós temos que falar aquilo que é necessário”, disse.

    O presidente Lula também pediu a sua equipe informações sobre medicamentos importados dos EUA e os insumos necessários para a sua fabricação.

    Na última semana, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT) disse que um “abuso tarifário” tem impactos na área da saúde, mas afirmou que é preciso ter cautela sobre as medidas tomadas por Trump. “A gente recebe todos os arroubos do presidente Trump com muita sensatez, alerta, ficando atento aos impactos. Qualquer medida de ataque ao livre comércio, qualquer abuso tarifário, impacta na saúde”, disse Padilha

    Governo vai priorizar indústria nacional em compras de R$ 2,4 bi para o SUS após tarifaço

  • Vendas nos shoppings devem crescer 2,2% no Dia dos Pais, aponta pesquisa da Abrasce

    Vendas nos shoppings devem crescer 2,2% no Dia dos Pais, aponta pesquisa da Abrasce

    78% dos shoppings ouvidos esperam aumento nas vendas; fluxo de visitantes também deve crescer: 58% dos respondentes projetam maior circulação de público

    As vendas nos shoppings devem crescer 2,2% no Dia dos Pais em relação ao mesmo período de 2024, alcançando cerca de R$ 4,3 bilhões em movimentação, aponta Pesquisa de Expectativas para o Dia dos Pais, realizada pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce). De acordo com o levantamento, 78% dos shoppings ouvidos esperam aumento nas vendas.

    O fluxo de visitantes também deve crescer: 58% dos respondentes projetam maior circulação de público, com incremento médio estimado em 1,0% sobre o ano passado. Já o tíquete médio deve chegar a R$ 210,26, alta de 5,1% na comparação com 2024 (R$ 200,03).

    Os segmentos mais procurados para a data devem ser vestuário (82%), artigos esportivos (77%) e calçados (76%). Para impulsionar as vendas, os empreendimentos apostam em campanhas tradicionais como compre e ganhe (24%), ganhe e concorra (22%) e sorteio (21%), além de ações de experiência como festivais gastronômicos, shows de humor, música ao vivo e espaços temáticos que reforçam o apelo familiar da data.

    “O Dia dos Pais é uma ocasião importante para os shopping centers brasileiros. Mesmo em um cenário macroeconômico desafiador, vemos uma expectativa de crescimento que demonstra a força do setor e sua capacidade de se reinventar. Os shoppings seguem investindo em experiências, mix de produtos e ações promocionais que estimulam o consumo e tornam o passeio ainda mais atrativo para as famílias”, afirma Glauco Humai, presidente da Abrasce.

    O levantamento foi realizado entre os dias 21 e 29 de julho com objetivo de entender as expectativas de fluxo de visitantes, vendas, tíquete médio e ações promocionais para o período de 1º a 10 de agosto.

    Vendas nos shoppings devem crescer 2,2% no Dia dos Pais, aponta pesquisa da Abrasce

  • Amazon investe R$ 55 bilhões no Brasil em uma década dobra número de empregos

    Amazon investe R$ 55 bilhões no Brasil em uma década dobra número de empregos

    Os recursos foram direcionados principalmente para infraestrutura, logística, tecnologia e capital humano

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Amazon investiu mais de R$ 55 bilhões no Brasil na última década, sendo 23% desse valor (R$ 13,7 bilhões) no último ano. Os recursos foram direcionados principalmente para infraestrutura, logística, tecnologia e capital humano. A empresa oferece mais de 150 milhões de produtos em mais de 50 categorias.

    A companhia dobrou sua geração de empregos no país nos últimos anos, de 18 mil para 36 mil postos diretos e indiretos desde que a empresa chegou ao Brasil. A maior parte dos investimentos foi concentrada em São Paulo (R$ 47 bilhões), que tem seis centros de distribuição e 75 estações de entrega. O estado é seguido por Pernambuco (2,1 bilhões), Rio de Janeiro (R$ 1,7 bilhão) e Minas Gerais (R$ 1,4 bilhão).

    Segundo Juliana Sztrajtman, presidente da Amazon Brasil, o Brasil é uma escolha estratégica nos planos globais da Amazon. Em 2019, o país tinha 4% de suas vendas do varejo no ecommerce -número que triplicou desde então, chegando a uma fatia entre 15% e 20%.

    A sobretaxa dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros não deve alterar a estratégia da Amazon Brasil, voltada para o público interno, segundo Juliana. “É feita do Brasil para os brasileiros”, diz.

    A empresa tem fornecedores que exportam do Brasil para outras países e a medida pode afetar esses vendedores. Diante desse cenário, Juliana afirma que, dentro de toda a regulamentação, haveria uma nova forma de operar a partir de agora.

    Entre os fatores que atraem os investimentos, ela destaca o tamanho do mercado interno, com mais de 200 milhões de habitantes, e o avanço do comércio eletrônico. “O brasileiro tem essa vontade de conhecer e de experimentar o novo, e é por isso que a gente investe aqui, por esse potencial de trazer pessoas novas para nossos serviços”, diz.

    Hoje, a Amazon conta com 200 polos logísticos no Brasil, com 140 deles criados nos últimos 18 meses.

    Os dados foram apresentados na quinta-feira (31), um dia após o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a aplicação de uma sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros a partir de 6 de agosto.

    AWS E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

    A AWS (Amazon Web Services), serviço de computação em nuvem da Amazon, também vem ampliando seus investimentos no país. Ela está presente no Brasil há mais de 14 anos e, segundo Cleber Morais, diretor-geral da AWS Brasil, o país é referência em tecnologia, com destaque para soluções como o Pix, apontado como modelo global de inovação no mercado financeiro.
    Neste ano, de acordo com Morais, a Amazon deve investir US$ 100 bilhões no desenvolvimento de IA (Inteligência Artificial) globalmente.

    A tecnologia é apontada como um dos pilares da operação da Amazon, sendo utilizada há pelo menos duas décadas em diversas áreas da empresa. Juliana Sztrajtman afirma que o uso de IA começou com os sistemas de recomendação de produtos, nos anos 2000, e hoje está presente em praticamente toda a jornada do cliente.

    Cerca de 75% das entregas no país contam com suporte de IA, que ajuda a otimizar rotas para os motoristas, considerando fatores como segurança e agilidade.

    Outro exemplo citado foi a modernização da experiência de compra: a empresa conseguiu melhorar 1,5 milhão de páginas do site, um processo que levaria cinco anos se feito manualmente, mas que foi concluído em menos de um ano com IA.

    No segmento de entretenimento, Louise Faleiros, diretora-geral do Prime Video Brasil, afirma que a inteligência artificial também Em entrevista à Folha de S.Paulo em abril, Juliana destacou que as ações de diversidade e inclusão da empresa não seriam alteradas no Brasil, mesmo diante da onda conservadora que tomou grandes empresas americanas após a eleição de Donald Trump.

    Amazon investe R$ 55 bilhões no Brasil em uma década dobra número de empregos

  • Projeção do Focus para crescimento do PIB de 2025 continua em 2,23%

    Projeção do Focus para crescimento do PIB de 2025 continua em 2,23%

    O Banco Central aumentou a sua estimativa de crescimento da economia brasileira este ano, de 1,9% para 2,1%

    A mediana do relatório Focus para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2025 continuou em 2,23% pela quarta semana seguida. Considerando apenas as 27 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a estimativa passou de 2,21% para 2,23%.

    O Banco Central aumentou a sua estimativa de crescimento da economia brasileira este ano, de 1,9% para 2,1%, no Relatório de Política Monetária (RPM) do segundo trimestre. Segundo a autarquia, a atividade continua resiliente, embora já seja possível observar “certa moderação” no ritmo de expansão.

    A estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2026 oscilou de 1,89% para 1,88%. Um mês antes, era de 1,86%. Considerando só as 25 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, aumentou de 1,88% para 2,0%.

    A mediana para o crescimento do PIB de 2027 caiu de em 2,0% para 1,95%, após 17 semanas de estabilidade. A estimativa intermediária para 2028 ficou estável, em 2,0%, pela 73ª semana seguida.

    Projeção do Focus para crescimento do PIB de 2025 continua em 2,23%