Categoria: ECONOMIA

  • Neoenergia anuncia usina de energia solar para descarbonizar Fernando de Noronha

    Neoenergia anuncia usina de energia solar para descarbonizar Fernando de Noronha

    A usina solar fotovoltaica será integrada a sistemas de armazenamento por baterias e foi viabilizada em parceria com os governos federal e de Pernambuco, que cederam áreas de terrenos da Aeronáutica e da administração estadual para a instalação dos painéis. O investimento é de R$ 350 milhões –todo da Neoenergia. O objetivo é zerar a emissão de CO2.

    JOSÉ MATHEUS SANTOS
    FERNANDO DE NORONHA, PE (FOLHAPRESS) – Em um evento com presença de autoridades, a concessionária Neoenergia lançou, neste sábado (8), uma usina de energia solar com 30 mil painéis solares fotovoltaicos que prevê a descarbonização completa da geração energética do arquipélago de Fernando de Noronha até 2027.

    A usina solar fotovoltaica será integrada a sistemas de armazenamento por baterias e foi viabilizada em parceria com os governos federal e de Pernambuco, que cederam áreas de terrenos da Aeronáutica e da administração estadual para a instalação dos painéis. O investimento é de R$ 350 milhões –todo da Neoenergia. O objetivo é zerar a emissão de CO2.
    Atualmente, as usinas solares Noronha 1 e 2 geram 10% do consumo de energia elétrica do arquipélago.

    O lançamento da Usina Solar Noronha Verde acontece às vésperas do início oficial da COP30, a conferência das Nações Unidas para o Clima, em Belém, a partir de segunda-feira (10).

    A cerimônia contou com a participação da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), e do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que representou o governo federal. Inicialmente, o presidente Lula participaria, mas o governo cancelou a agenda para que o petista fosse à cúpula da Celac (Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos).

    “O Brasil inicia o processo de desligamento de uma usina que gasta 8,6 milhões de litros de óleo diesel por ano”, afirmou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que defende que meio ambiente e desenvolvimento estejam associados nas políticas públicas.

    Os painéis vão ocupar 1,5% de toda a área da ilha principal do arquipélago e serão integrados a sistemas de armazenamento por baterias.

    A implantação será realizada em duas fases: a primeira entra em operação até maio de 2026 com 16% do total potencial e a segunda, no primeiro semestre de 2027, atingindo os 100% de operações. O projeto foi licenciado pela Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco (CPRH), com anuência do ICMBio, gestor das unidades de conservação federal.

    “O sistema fotovoltaico gera energia para consumo instantaneamente da ilha e carrega as baterias. À noite, que não tem sol, as baterias previamente carregadas fornecerão energia para consumo noturno”, diz o CEO da Neoenergia, Eduardo Capelastegui.

    “É um projeto pioneiro, será a primeira ilha habitada da América Latina [a ter totalmente energia limpa]. A partir disso, pode-se ampliar as metas de carro elétrico e ter uma energia 100% renovável em todos os sentidos, não só na geração, mas também na mobilidade urbana e nos consumos domésticos”, acrescenta.

    A nova planta solar fotovoltaica integrada ao sistema de baterias terá capacidade de geração de 22 MWp (Megawatt-pico), com 49 MWh (Megawatt-hora) de sistema de baterias BESS, o equivalente ao consumo de 9.000 residências no continente.

    Mais do que um novo sistema híbrido de geração e armazenamento, estamos construindo um modelo de desenvolvimento sustentável que respeita o meio ambiente, valoriza as comunidades locais e projeta o Brasil como líder global em energia limpa”, diz Capelastegui.

    Atualmente, a maior parte da energia consumida em Fernando de Noronha é gerada pela Usina Tubarão, com o uso de diesel BS10, que representa uma mistura de diesel, de forma predominante, com biodiesel. Ao todo, em 2024, essa estrutura emitiu 22 mil toneladas de gás carbônico.

    O novo modelo busca diminuir a dependência do diesel, que é transportado para a ilha por meio de navios que saem do Rio Grande do Norte e de Pernambuco. Também há expectativa de redução no preço médio da conta. A logística de abastecimento varia, mas em média transporta 400 mil litros por semana. O consumo diário é de cerca de 27 mil litros por dia.

    A Neoenergia também inaugurou em setembro a primeira usina solar fotovoltaica flutuante do arquipélago, instalada no espelho d’água do Açude do Xaréu. Com investimento de R$ 10 milhões da concessionária, a usina flutuante tem potência de 622 kWp e geração estimada de 1.083 MWh/ano, suficiente para suprir cerca de 30% do consumo de energia da Companhia Pernambucana de Saneamento, estatal de tratamento de água e esgoto, na ilha e evitar a emissão de 717 toneladas de CO? por ano.

    Tanto na nova usina que será construída quanto na usina solar do Xaréu e que tem 940 placas, a Neoenergia conta com a parceria com a WEG, empresa global de equipamentos eletroeletrônicos, responsável pelo fornecimento completo dos sistemas fotovoltaicos e do sistema de armazenamento de energia, além da execução técnica e operacional de ambos os projetos.

    A concessionária Neoenergia faz parte do grupo espanhol Iberdrola e atua no Brasil desde 1997, além de fazer a distribuição de energia na Bahia, em Pernambuco, no Rio Grande do Norte, Distrito Federal e em São Paulo, além de municípios de Mato Grosso do Sul e da Paraíba.

    Os serviços da Neoenergia em Noronha também incluem a instalação de duas usinas solares para abastecimento de veículos elétricos, com 12 eletropostos, e estações de carregamento gratuitas para bicicletas elétricas.

    Em setembro, o Ministério de Minas e Energia anunciou a renovação do contrato de concessão da Neoenergia por mais 30 anos, até 2060, para a distribuição de energia elétrica em Pernambuco.

    O jornalista viajou a convite da Neoenergia

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  • Nubank demite 12 pessoas após confusão em reunião por mudança no home office

    Nubank demite 12 pessoas após confusão em reunião por mudança no home office

    Empresa aplicou rescisão por justa causa e diz que trabalha para preservar livre debate de funcionários; encontro teve 7.000 empregados; reclamações persistem e citam viés contra quem é de fora do Sudeste

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Nubank anunciou nesta sexta-feira (7) a demissão de 12 profissionais após uma tensa reunião com funcionários por causa das mudanças no modelo de home office da empresa.

    Na véspera, a companhia anunciou que vai migrar para o regime híbrido, com dois dias por semana presenciais até 1º de julho de 2026, e três dias até 1º de janeiro de 2027. Hoje, empregados têm de ir ao escritório uma semana por trimestre.

    A mudança foi comunicada em um email em que o CEO, David Velez, reconhece que poderia haver “disrupção para parte dos funcionários”. O executivo disse ainda que responderia às dúvidas de seus empregados durante o Coffee Break -uma reunião que a instituição financeira faz para discutir assuntos diversos durante a tarde. É possível participar do encontro por Zoom ou presencialmente.

    Participaram do encontro nesta quinta cerca de 7.000 dos 9.500 funcionários do Nubank. Parte dos funcionários reagiu mal à transição. Participantes ouvidos pela Folha de S.Paulo sob condição de anonimato relatam insultos e tom beligerante.

    A administração do Nubank respondeu com outro email de Velez, enviado na manhã desta sexta-feira (7). O anúncio, desta vez, era da demissão de 12 funcionários. “Foi uma decisão difícil, mas nós impusemos um limite do que é desrespeito e agressão.”

    O conselho de conduta da instituição financeira, que analisou os casos, decidiu pela rescisão por justa causa. O texto ainda informa que “muitos outros funcionários vão receber advertências por escrito”.

    Em nota, o Nubank afirma que não comenta casos individuais de desligamento. “Trabalhamos para preservar canais e rituais abertos para o livre debate entre os funcionários, mas não toleramos desrespeito e violações de conduta”, disse.

    O anúncio assinado por Velez contém um link para um site de perguntas e respostas sobre a transição do home office para o trabalho híbrido. A página acumula centenas de interações dos funcionários -algumas enviadas depois das demissões.

    No que se tornou um fórum de discussão, uns trabalhadores argumentam que moram longe de cidades onde há escritórios do Nubank e que organizaram as suas vidas em torno disso. Outros mencionam a falta de representatividade de pessoas de fora do Sudeste na instituição financeira para dizer que a decisão afeta desproporcionalmente quem mora fora de São Paulo.

    Algumas das exposições são complexas e amarram até uma dúzia de parágrafos com justificativas.

    O próprio CEO atualmente mora no Uruguai e disse que se mudará para um país com escritório da empresa para acompanhar as mudanças.

    A fintech afirmou que vai expandir seus escritórios para atender à demanda. São unidades em São Paulo (Pinheiros e Vila Leopoldina), uma na Cidade do México e uma em Bogotá, na Colômbia. A empresa ainda tem três “hubs de talentos”, espaços para networking e capacitação, em Montevidéu (Uruguai), Berlim (Alemanha) e Durham (EUA).

    Também devem ser inaugurados novos escritórios nas cidades de Campinas (SP), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Buenos Aires (Argentina) e na região metropolitana de Washington (EUA), Miami e Palo Alto, nos Estados Unidos.

    Algumas funções serão exceções e permanecerão remotas, segundo o Nubank, “devido à natureza de seus trabalhos exigir pouca ou nenhuma interação com outras equipes”. São elas:

    – Xpeers (profissionais de atendimento ao cliente)
    – Investor Help (profissional de investimentos)
    – Ouvidoria Data Labeling (rotulador de dados)
    – Financial Crime Investigation (investigador de crimes financeiros)
    – Regulatory Solutions (profissionais de soluções regulatórias)
    – Talent Acquisition (função de recursos humanos para atrair talentos)

    Além disso, será possível solicitar uma exceção pessoal -por exemplo, quando houver situações médicas específicas-, que será analisada caso a caso. O Nubank considera critérios como senioridade, desempenho e distância do escritório para elegibilidade, mas ressalta que as exceções serão raras.

    Empregados elegíveis também poderão se inscrever para o programa de auxílio-realocação, para apoio em mudanças, quando necessário.

    Nubank demite 12 pessoas após confusão em reunião por mudança no home office

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  • China e EUA suspendem por um ano taxas portuárias mútuas

    China e EUA suspendem por um ano taxas portuárias mútuas

    A China e os Estados Unidos irão suspender a partir de segunda-feira as taxas portuárias mútuas impostas em outubro, no âmbito da última crise comercial anterior aos acordos assinados pelos presidentes dos dois países, Xi Jinping e Donald Trump.

    Especificamente, conforme indicado no final de outubro pelo Ministério do Comércio da China, essas taxas serão suspensas por um ano após Washington encerrar, em 10 de novembro, as investigações sobre os setores marítimo, logístico e de estaleiros navais do gigante asiático.

    Essas “taxas portuárias especiais” aplicadas a navios norte-americanos foram anunciadas em 10 de outubro pelo Ministério dos Transportes da China, em resposta a uma medida semelhante adotada pelos Estados Unidos em abril contra embarcações chinesas. Ambas as medidas entraram em vigor apenas quatro dias depois de serem anunciadas.

    Desde 14 de outubro, a China vinha aplicando tarifas adicionais por viagem a navios de propriedade, operação ou bandeira americana, bem como àqueles construídos nos EUA ou pertencentes a empresas com pelo menos 25% de capital norte-americano.

    As taxas aplicadas eram de 50 dólares (cerca de R$ 270) por tonelada líquida aos navios chineses que atracavam em portos dos EUA, valor que aumentaria em 30 dólares por ano até 2028. Já os navios americanos que chegavam aos portos chineses pagavam 56 dólares por tonelada líquida, com aumento gradual até 157 dólares também até 2028.

    Tanto representantes do setor quanto analistas alertaram que essas medidas elevariam os custos operacionais do transporte marítimo, podendo causar mudanças nas rotas comerciais ou reduções nos volumes de carga, em um setor já pressionado pelo aumento do preço dos combustíveis e pela fragilidade do comércio global.

    De acordo com estimativas da consultoria Alphaliner, citadas pela agência EFE, se as taxas fossem mantidas, as dez maiores companhias marítimas poderiam pagar até US$ 3,2 bilhões (cerca de € 2,7 bilhões) em tarifas americanas até 2026. Desse total, a estatal chinesa Cosco seria responsável por aproximadamente US$ 1,53 bilhão (cerca de € 1,3 bilhão).

    Além das taxas portuárias, China e Estados Unidos também concordaram em reduzir algumas tarifas impostas nos últimos meses, suspender certas restrições de exportação — como as anunciadas pela China em outubro sobre terras raras — e retomar o comércio agrícola entre os dois países.

    China e EUA suspendem por um ano taxas portuárias mútuas

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  • Bolsa volta bater recorde e alcança marca de 154 mil pontos; dólar recua

    Bolsa volta bater recorde e alcança marca de 154 mil pontos; dólar recua

    O dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 5,336, com queda de R$ 0,012 (0,22%)

    Após um dia de oscilações, a bolsa de valores voltou a bater recorde e atingiu a marca inédita de 154 mil pontos. O dólar recuou pela terceira vez seguida e fechou no menor valor em um mês.

    O índice Ibovespa, da B3, encerrou esta sexta-feira (7) aos 154.063 pontos, com alta de 0,47%. O indicador chegou a cair 0,6% às 11h32, mas reagiu durante à tarde, amparado pelas ações da Petrobras, as mais negociadas.

    Essa foi a 13ª alta seguida do Ibovespa e o 10º recorde consecutivo da bolsa brasileira. O Ibovespa acumula ganhos de 3,02% na semana e 28,08% em 2025. A sequência atual de altas só está atrás das 15 valorizações seguidas registradas em maio e junho de 1994, pouco antes do Plano Real.

    Em relação à Petrobras, os investidores reagiram bem à divulgação do lucro de R$ 32,7 bilhões no terceiro trimestre e ao anúncio da distribuição de R$ 12,16 bilhões em dividendos.

    As ações ordinárias da estatal, com direito a voto em assembleia de acionistas, valorizaram 4,83% nesta sexta-feira. Os papéis preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) subiram 3,77%.

    Câmbio

    O mercado de câmbio também teve um dia de alívio. O dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 5,336, com queda de R$ 0,012 (0,22%). A cotação chegou a subir para R$ 5,36 por volta das 10h, mas caiu nas horas seguintes, até fechar próxima da mínima da sessão.

    No menor valor desde 6 de outubro, a moeda estadunidense caiu 0,83% na semana. A divisa acumula queda de 0,82% em novembro e de 13,66% em 2025.

    Sem grandes notícias externas, o câmbio acompanhou o movimento internacional, com o dólar caindo perante as principais moedas.

    Bolsa volta bater recorde e alcança marca de 154 mil pontos; dólar recua

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  • Lula defende tributação de super ricos para ação climática

    Lula defende tributação de super ricos para ação climática

    A taxação de grandes fortunas pode gerar de US$ 200 bilhões a US$ 1,3 trilhão, a depender do percentual de tributação aplicado

    BELÉM, PA (FOLHAPRESS) – Em discurso aos líderes mundiais nessa sexta-feira (7), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que os mais ricos do mundo sejam taxados para bancar iniciativas para combater os impactos das mudanças climáticas.

    “As exigências crescentes de adaptação vão requerer esforços ainda maiores de financiamento. Sem incluir o capital privado, a conta não fechará”, disse. “Um imposto mínimo sobre corporações multinacionais e a tributação de super ricos podem gerar recursos valiosos para a ação climática.”

    O presidente argumentou, ainda, que mercados de carbono também devem ser uma fonte de transferência de renda para ajudar no financiamento climático. Ele citou a coalizão lançada pelo Brasil na COP30, junto de União Europeia e China, para unificar os valores cobrados pelo carbono como uma ferramenta para tornar esse processo mais justo.

    “É possível pensar em um novo modelo de economia sem sacrificar a geração de riqueza. É viável trabalhar por uma transição justa que proporcionem ao Sul Global as oportunidades que lhe foram negadas no passado”, afirmou Lula.
    O presidente cobrou que os signatários do Acordo de Paris cumpram o que prometeram, em especial quanto ao repasse de verbas aos países mais pobres.

    O acordo se baseia no entendimento de que cada país fará o melhor que estiver ao seu alcance para evitar o aquecimento de mais de 1,5°C”, disse. “[Mas] sem meios de implementação adequados, exigir a implementação dos países em desenvolvimento é injusto e irrealista”.

    Lula ressaltou também que a maioria dos recursos são repassados em forma de empréstimo, aumentando o endividamento das nações em desenvolvimento. Assim, defendeu que sejam adotados mecanismos de troca de dívida -a partir dos quais investimentos climáticos podem ser descontados da dívida pública.

    Lula defende tributação de super ricos para ação climática

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  • Aneel quer que preço da conta de luz mude conforme horário do dia

    Aneel quer que preço da conta de luz mude conforme horário do dia

    Proposta prevê aumento do valor em períodos de pico, para estimular consumo em outros horários; mudança está ligada à alteração do parque gerador, mais dependente de usinas solares e eólicas

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) pretende alterar a forma como boa parte dos brasileiros paga pela energia, fazendo com que o valor cobrado na conta de luz passe a variar conforme o horário diário em que se deu o consumo.

    O objetivo é incentivar pessoas e pequenas empresas com maior uso de eletricidade a deslocarem parte de seu consumo para fora do chamado “horário de pico”, normalmente no início da noite, entre 18h e 21h, quando o sistema elétrico enfrenta maior sobrecarga.

    A Folha de S.Paulo teve acesso a detalhes dessa proposta, que ainda deve ser objeto de uma audiência pública pelo prazo de 90 dias, para colher sugestões. A expectativa da agência reguladora é que o tema já esteja regulado no início do ano que vem, para entrar em vigor até o fim de 2026.

    Pela minuta elaborada, seriam alvo da medida os consumidores de baixa tensão que consomem mais de 1.000 kWh (quilo-watt-hora) por mês. Neste perfil podem entrar famílias maiores, que vivam em propriedades de grande porte, além de comércios em geral, como restaurantes e hotéis.

    Hoje, está em vigor um tipo de “tarifa horária” que é cobrada de grandes consumidores, como indústrias, que podem optar por aderir à chamada “Tarifa Branca”, que existe desde 2018 e prevê o mesmo tipo de incentivo para tentar reduzir a pressão sobre o abastecimento elétrico.

    O uso dessa tarifa, porém, depende da adesão de cada grande consumidor, que precisa fazer um pedido à sua distribuidora. Na avaliação da Aneel, essa regra acabou comprometendo o resultado da iniciativa.

    Por isso, a nova proposta acaba com a necessidade de adesão, fazendo com que qualquer consumidor que consuma mais de 1.000 kWh seja, automaticamente, enquadrado pela tarifa horária, podendo sair dela se achar que não compensa.

    “Essa medida permitirá ampliar a resposta da demanda, induzindo o deslocamento do consumo para horários de menor carregamento, contribuindo para a modicidade tarifária, eficiência na utilização da rede e maior integração das fontes renováveis, reduzindo os cortes de geração”, afirma a agência, em nota técnica que analisa a proposta.

    Nos cálculos da Aneel, o programa afetaria uma parcela pequena do consumidor residencial, equivalente a apenas 0,9% do total do país. Esse alcance subiria para 5,9% dos consumidores rurais e 17,1% do grupo formado pelo setor comercial, industrial e de serviços.

    Esses consumidores, quando somados, respondem por apenas 2,5% daqueles que usam as redes de baixa tensão. Por outro lado, são responsáveis por cerca de 25% de toda a energia consumida na baixa tensão do país.

    Para ampliar o interesse na proposta, a Aneel chega a sugerir nomes que possam resultar em maior “engajamento dos consumidores”. No lugar da “Tarifa Branca” dos grandes consumidores, é sugerido o uso de termos como “Tarifa Hora Certa”, “Tarifa Inteligente”, “Tarifa Flexível” e “Tarifa Sustentável”.

    A lógica que sustenta a proposta está ligada à mudança vivida na matriz de geração do setor elétrico, que atravessa uma fase de forte expansão da geração eólica, além dos painéis solares, usados tanto em grandes usinas quanto em telhados residenciais.

    O resultado é que, durante o dia, a oferta de energia é alta, mas ao anoitecer, quando o sol se põe, a geração cai rapidamente, enquanto o consumo sobe. Isso gera um engarrafamento elétrico, que pressiona o sistema e pode exigir o acionamento de usinas térmicas, mais caras e mais poluentes, mas que entregam energia na hora exata que se precisa.

    Para se ter uma ideia do crescimento da fonte solar, esta saltou de 793 MW (megawatts) em 2020 para 5.589 MW em 2024. Foi fonte de maior expansão no período, respondendo por 51,8% da potência adicionada em 2024.

    No caso das eólicas, a expansão saiu de 1.726 MW em 2020 para 4.239 MW em 2024, sustentada por políticas de leilões de energia, subsídios e novas tecnologias. O vento respondeu por 39,3% do crescimento da geração no ano passado.

    O resultado disso é que, somadas as fontes solar e eólica, 91,1% da potência instalada em 2024 veio dessas usinas. “A dominância evidente das fontes solar e eólica, turbinadas pelas políticas de subsídios anteriormente mencionadas, tornaram a operação do sistema bastante complexa, dada a redução da flexibilidade que o operador do sistema tem para modular a geração conforme o comportamento da carga”, afirma a Aneel no documento.

    Ao tornar a energia mais cara em horários de pico e mais barata nos demais, a agência espera estimular mudanças de comportamentos, como programar máquinas de lavar para outros períodos, ajustar horários de uso de ar-condicionado ou carregar carros elétricos de madrugada.

    “A tarifa horária atua como um instrumento regulatório que alinha o comportamento da demanda às condições reais de oferta, reduzindo riscos operativos e maximizando a eficiência da rede”, afirma a nota técnica. “Momentos de sobreoferta de energia devem resultar em menores custos, que devem ser percebidos pelos consumidores, para que se aproveitem disso e reduzam o custo médio de compra de energia.”

    A Folha de S.Paulo questionou a Aneel e o MME (Ministério de Minas e Energia sobre o assunto) sobre o assunto, mas não houve resposta até a publicação desta reportagem.

    Aneel quer que preço da conta de luz mude conforme horário do dia

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  • Tesla aprova bônus que pode tornar Musk o primeiro trilionário do mundo

    Tesla aprova bônus que pode tornar Musk o primeiro trilionário do mundo

    Acionistas da Tesla aprovaram um pacote bilionário que pode tornar Elon Musk o primeiro trilionário do mundo. O bônus, estimado em até US$ 878 bilhões, depende de metas ambiciosas, como multiplicar o valor de mercado e os lucros da montadora nos próximos anos

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Os acionistas da Tesla aprovaram nesta quinta-feira (6) um pacote de remuneração que pode garantir ao bilionário Elon Musk um bônus de US$ 878 bilhões ao longo da próxima década, o maior pagamento do tipo na história corporativa.

    Mais de 75% dos votos foram favoráveis à proposta, segundo a empresa, em uma votação vista como endosso à ambição do bilionário de transformar a montadora de carros elétricos em uma gigante de inteligência artificial e robótica.

    A remuneração, no entanto, está ligada a uma série de metas ambiciosas de longo prazo. Para alcançar o US$ 1 trilhão, Musk deve quase sextuplicar o valor de mercado da montadora, de US$ 1,5 trilhão para US$ 8,5 trilhões, multiplicar os lucros em 24 vezes, para US$ 400 bilhões, e vender milhões de robôs.

    Com o bônus, o bilionário pode sair do patrimônio atual de cerca de US$ 490 bilhões, segundo a Forbes, para se tornar o primeiro trilionário do mundo.

    A vitória era esperada, já que Musk pôde exercer o direito de voto de sua participação de cerca de 15%, após a Tesla transferir sua sede legal de Delaware para o Texas -movimento que contornou uma disputa judicial que havia travado um aumento anterior de remuneração.

    Com os bônus, a participação do empresário na empresa poderia chegar a 25%. As ações da Tesla subiram cerca de 1% nas negociações pós-fechamento do mercado.

    Mesmo assim, o plano enfrentou resistência de investidores institucionais, incluindo o fundo soberano da Noruega, que criticaram o valor “fora de escala” e o precedente que ele cria para a governança corporativa. O conselho da Tesla havia alertado que Musk poderia deixar a empresa caso o pacote fosse rejeitado.

    No evento da empresa, em Austin, no Texas, Musk subiu ao palco em Austin acompanhado de robôs. “O que estamos prestes a iniciar não é apenas um novo capítulo do futuro da Tesla, mas um livro completamente novo”, disse. “Vai ser uma história e tanto.”

    Analistas consideram o resultado positivo para as ações da montadora, cujo valor de mercado depende da visão de Musk de expandir tecnologias de direção autônoma, táxis-robôs e robôs humanoides -apesar de suas declarações políticas e polêmicas recentes terem prejudicado a imagem da marca.

    O conselho argumenta que o plano beneficia os acionistas no longo prazo, pois Musk só receberá a remuneração se atingir metas ambiciosas. Entre elas, produzir 20 milhões de veículos, colocar 1 milhão de robotáxis em operação, vender 1 milhão de robôs e alcançar até US$ 400 bilhões em lucro operacional.
    Caso as metas sejam alcançadas e o valor de mercado alcance os US$ 8,5 trilhões, sua fatia na montadora valeria US$ 2,4 trilhões.

    A aprovação também deve aliviar preocupações de investidores sobre a atenção de Musk, dividida entre a Tesla e suas outras companhias, como a SpaceX e a xAI, além de sua crescente atuação política.

    Tesla aprova bônus que pode tornar Musk o primeiro trilionário do mundo

  • Bets propõem imposto retroativo em troca de taxa de aposta menor

    Bets propõem imposto retroativo em troca de taxa de aposta menor

    Empresas de apostas esportivas tentam negociar com o governo para evitar que a taxa sobre apostas dobre de 12% para 24%. As bets propõem pagar impostos retroativos sobre lucros passados em troca de uma alíquota menor, estimando arrecadar R$ 12,5 bilhões ao país

    (FOLHAPRESS) – As empresas de apostas esportivas, conhecidas como bets, estão negociando com líderes do governo no Congresso uma moeda de troca para impedir que a taxa de aposta cobrada das companhias dobre, de 12% para 24%. Esse aumento foi proposto pelo senador Renan Calheiros em novo projeto de lei para compensar a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 por mês.

    As casas de jogos de azar são um dos principais alvos do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para que o governo aumente a arrecadação e consiga fechar as contas públicas sem ter que fazer corte de gastos em pleno ano pré-eleitoral.

    A cobrança retroativa de impostos das casas de apostas que operaram no Brasil legalmente nos últimos cinco anos, mas por meio de empresas sediadas em paraísos fiscais, já tinha sido colocada em discussão no Congresso no âmbito das compensações para os aumentos de gastos do governo.

    Esse é um tema que vem sendo defendido pelo Ministério da Fazenda desde o começo do ano. Em março, o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, defendeu que as bets que atuaram no Brasil antes da regulamentação do setor já respondiam ao fisco nacional e, por isso, devem pagar impostos retroativamente.

    “Porque, no passado, se eles tiveram renda aqui no Brasil, tiveram faturamento, e estavam de fato no Brasil, eles devem tributos ao Brasil”, afirmou Barreirinhas na época.

    Mas o assunto acabou saindo de pauta no novo projeto de lei proposto por Calheiros. Agora, muitas bets estão se articulando para retomar a discussão usando a medida como moeda de troca para uma alta menor da taxa de aposta, para até 15%.

    Segundo uma associação do setor que preferiu não se identificar, a cobrança retroativa tem potencial de arrecadação de R$ 12,5 bilhões de uma só vez, o que ajudaria no cumprimento do orçamento no curto prazo. O número foi apurado por meio de uma plataforma particular de dados sobre as empresas que estão operando legalmente no Brasil.

    A avaliação de algumas casas de aposta é de que, embora isso penalize grandes bets que atuam no Brasil há muito tempo antes da regulamentação de suas atividades, para investimentos de longo prazo, pagar o imposto retroativamente é um remédio amargo que poderia ser aturado em troca de um imposto menor. Isso porque o valor do passado é um número fechado, enquanto a taxa de aposta será paga indefinidamente no futuro.

    O Ministério da Fazenda foi questionado pela reportagem se está considerando a ideia, mas não retornou até a publicação da reportagem.

    Bets propõem imposto retroativo em troca de taxa de aposta menor

  • Petrobras anuncia lucro líquido de R$ 32,7 bi no terceiro trimestre 

    Petrobras anuncia lucro líquido de R$ 32,7 bi no terceiro trimestre 

    A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no terceiro trimestre de 2025, alta de 23% em relação ao período anterior. O resultado foi impulsionado pelo aumento da produção de petróleo e gás e pela leve alta no preço do barril

    A Petrobras divulgou, na noite desta quinta-feira (6), que teve um lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no terceiro trimestre de 2025. Segundo a empresa, o resultado foi impulsionado pela produção de óleo e gás de 3,14 milhões de barris de óleo equivalentes por dia. O lucro do período é 23% maior do que o do trimestre anterior.

    Ainda de acordo com a empresa, o desempenho operacional levou a companhia a registrar um fluxo de caixa operacional de R$ 53,7 bilhões (US$ 9,9 bilhões).  

    “Os resultados também foram favorecidos por uma ligeira elevação do preço do petróleo em relação ao último trimestre”, apontou a empresa em divulgação publicada na página na internet. 

    “A Petrobras está gerando resultados financeiros positivos e retorno aos seus acionistas, mesmo diante do novo patamar de preços do petróleo”, disse o diretor financeiro e de relacionamento com investidores, Fernando Melgarejo. 

    Eficiência

    Segundo a divulgação da Petrobras, o diretor entende que houve aumento da eficiência e redução das paradas de produção. Ele ainda destacou que a empresa alcançou o topo da produção do Unidade de Produção, Armazenamento e Transferência (FPSO) Almirante Tamandaré e superou sua capacidade nominal. 

    “São diversas frentes de trabalho que se traduzem em resultados concretos para a companhia, seus acionistas e para a sociedade brasileira”, ponderou.

    A Petrobras contabilizou que, considerando os primeiros nove meses de 2025, foram quase R$ 200 bilhões em tributos para a sociedade brasileira. “Foram aprovados para o período R$ 12,16 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio”, afirmou na nota.

    A Petrobras garante que a maior parcela dos investimentos está no segmento de “exploração e produção”, com foco no desenvolvimento da produção no pré-sal, com o avanço na construção de novas unidades para os campos de Búzios, Atapu e Sépia.

     

    Petrobras anuncia lucro líquido de R$ 32,7 bi no terceiro trimestre 

  • Isenção do IR reduz desigualdade e incentiva consumo, diz especialista

    Isenção do IR reduz desigualdade e incentiva consumo, diz especialista

    Lula deve sancionar na próxima semana o projeto que isenta do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil e reduz alíquotas para salários de até R$ 7.350. Especialistas afirmam que a medida pode impulsionar o consumo, reduzir dívidas e diminuir a desigualdade econômica

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve sancionar na próxima semana o Projeto de Lei nº 1.087/2025,  aprovado nas duas casas do Congresso Nacional.

    A expectativa é que a sanção ocorra a partir do dia 11 (terça-feira), após Lula retornar de Belém, onde participa da Cúpula do Clima. 

    A matéria – proposta pelo governo federal há cerca de um ano – isenta do imposto de renda quem ganha até R$ 5 mil mensais e reduz alíquotas do tributo para salários entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350. O projeto ainda aumenta a taxação de altas rendas, a partir de R$ 600 mil anuais (ou R$ 50 mil mensais) – esses recursos compensarão as perdas com as isenções.

    Consumo pode aumentar

    As medidas só entrarão em vigor no próximo ano. Para analistas de diversos setores ouvidos pela Agência Brasil, quando a futura lei terá potencial redistributivo, ela aumentará o consumo das famílias, poderá diminuir o endividamento e impactará positivamente no crescimento da economia.

    O economista João Leme, da Consultoria Tendências, estima que o Produto Interno Bruto (PIB) ganhará impulso de 0,15 a 0,2 ponto percentual. No bolso dos trabalhadores, o impacto será “de um 14º salário, mas distribuído todos os meses do ano.”

    Nas contas de Pedro Humberto de Carvalho, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), os estratos inferiores da classe média deverão dispor de mais R$ 350 a R$ 550 mensais, em média.

    “Vai ser uma folga orçamentária considerável”, opina.

    Inflação e desigualdade 

    Otimista, Carvalho não descarta, no entanto, a possibilidade de haver inflação localizada. “Toda vez  que há maior renda disponível para a população tem de se aumentar o consumo por serviços”, como comércio, educação, saúde, tecnologia da informação e turismo.

    “Serviços é um setor muito sensível à inflação”, observa, ao descartar que haja aumento vigoroso no preço dos alimentos.

    Na percepção do diretor técnico adjunto do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Victor Pagani, a inflação não será problema, pois “está sob controle” e em processo de “desaceleração.”

    Em sua opinião, outro efeito mais provável é bastante desejável: diminuição da desigualdade econômica ao isentar os menores rendimentos de impostos e passar a cobrar tributos dos mais ricos. “Essa medida resgata o princípio constitucional da tributação de acordo com a capacidade contributiva”, argumenta.

    O advogado Bruno Medeiros Durão, tributarista e especialista em finanças, acredita que a correção da tabela do Imposto de Renda é “um passo importante na direção da justiça fiscal”, mas não é o suficiente.

    “O problema do nosso Imposto de Renda não é fiscal, é de justiça social. Por isso, as medidas têm que ser estruturais”, diz. Para ele, a principal medida estrutural é “voltar a tributar lucros e dividendos.” Em sua avaliação, “é impensável um país manter a isenção sobre o rendimento de capital dos mais ricos, enquanto o trabalhador paga Imposto de Renda (IR) sobre o salário. O IR tem que incidir sobre toda a renda”, pondera.

    O advogado avalia que a tabela do Imposto de Renda está defasada e tem poucas alíquotas. “O ideal é corrigir a tabela anualmente, vincular essa correção à inflação, aumentar o número de faixas e, crucialmente, criar uma alíquota máxima mais alta para a altíssima renda, que hoje se esquiva de pagar o que deveria”, critica. 

    Dívidas

    Outro efeito assinalado pelos entrevistados pela Agência Brasil é o pagamento de dívidas contraídas pelas famílias. “O adimplemento de dívidas contratadas em pregresso com certeza vai ser uma das destinações possíveis e muito provavelmente das mais comuns”, prevê João Leme.

    De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), oito de cada dez famílias tinham alguma dívida a vencer em outubro.  Estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) aponta que outubro foi o nono mês consecutivo que o percentual de endividados aumentou e seguiu como o maior patamar registrado na série histórica.

    Os entrevistados ainda consideram que a isenção do imposto de renda entre os trabalhadores de menor rendimento e o aumento da tributação sobre a fatia mais rica da sociedade serão assuntos debatidos durante a campanha eleitoral em 2026.

    “Candidatos que souberem traduzir a taxação de ‘super ricos’, de dividendos e de grandes fortunas em um alívio concreto para a vida da classe média terão uma narrativa poderosíssima. A pauta tem um forte alinhamento ideológico, forçando todos os presidenciáveis a se posicionar de maneira clara sobre a tributação de renda e patrimônio. Acredito que será um dos temas mais quentes e decisivos”, resume o advogado Bruno Medeiros Durão.

     

    Isenção do IR reduz desigualdade e incentiva consumo, diz especialista