Categoria: ECONOMIA

  • IPCA tem 1ª deflação em um ano com queda na conta de luz, na gasolina e em alimentos

    IPCA tem 1ª deflação em um ano com queda na conta de luz, na gasolina e em alimentos

    O resultado de queda na inflação refletiu a baixa temporária dos preços da energia elétrica com o desconto do bônus de Itaipu

    RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) teve deflação (queda) de 0,11% em agosto, apontam dados divulgados nesta quarta-feira (10) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

    O resultado refletiu a baixa temporária dos preços da energia elétrica com o desconto do bônus de Itaipu. Alimentos e gasolina também voltaram a cair, aliviando o índice oficial.

    A deflação de 0,11% é a primeira do IPCA em um ano. A queda anterior, de apenas 0,02%, ocorreu em agosto de 2024.

    A redução registrada no mês passado é a maior em quase três anos, desde setembro de 2022, quando o recuo havia sido de 0,29%.

    À época, a variação negativa ocorreu após o corte tributário do governo Jair Bolsonaro (PL) às vésperas das eleições presidenciais.

    A queda de 0,11%, contudo, foi menos intensa do que a esperada por analistas na mediana do mercado financeiro. Essa projeção era de baixa de 0,15%, conforme a agência Bloomberg.

    O IPCA havia mostrado inflação (alta) de 0,26% em julho. A deflação em agosto era aguardada com a queda pontual da conta de luz devido ao desconto do bônus de Itaipu -efeito que tende a ser revertido a partir de setembro.

    Os preços da conta da energia elétrica residencial recuaram 4,21% no IPCA do mês passado. Com isso, a conta de luz exerceu a principal pressão do lado das baixas no índice (-0,17 ponto percentual).

    No acumulado de 12 meses, o IPCA passou a registrar inflação de 5,13%. Isso significa uma desaceleração (alta menor) ante o aumento de 5,23% até julho.

    O avanço, porém, segue acima do teto de 4,5% da meta de inflação perseguida pelo BC (Banco Central).

    Com o alívio da energia elétrica, o grupo habitação saiu de um aumento de 0,91% em julho para uma queda de 0,90% em agosto.

    O instituto também destacou as deflações nos grupos alimentação e bebidas (-0,46%) e transportes (-0,27%).

    INFLAÇÃO, META E PROJEÇÕES

    Em 2025, o BC passou a perseguir a meta de inflação de maneira contínua, abandonando o chamado ano-calendário (janeiro a dezembro).

    No novo modelo, o alvo é considerado descumprido quando o IPCA acumulado permanece por seis meses seguidos fora do intervalo de tolerância, que vai de 1,5% (piso) a 4,5% (teto). O centro é de 3%.

    O índice estourou a meta contínua pela primeira vez em junho.

    Na mediana, as projeções do mercado financeiro apontam alta de 4,85% para o acumulado de 2025, conforme o boletim Focus, divulgado pelo BC na segunda (8). A previsão ficou estável após 14 semanas consecutivas de revisão para baixo.

    IPCA tem 1ª deflação em um ano com queda na conta de luz, na gasolina e em alimentos

  • Lula diz que operação contra crime organizado 'finalmente alcançou o andar de cima, a Faria Lima'

    Lula diz que operação contra crime organizado 'finalmente alcançou o andar de cima, a Faria Lima'

    Lula afirmou ainda que organizações criminosas são “verdadeiras multinacionais embrenhadas em diversos setores da sociedade” e que “os mais vulneráveis são os que mais sofrem”

    CURITIBA, PR E MANAUS, AM (FOLHAPRESS) – Ao falar sobre o crime organizado nesta terça-feira (9), em Manaus (AM), o presidente Lula disse que a investigação “finalmente alcançou o andar de cima, a Faria Lima”, em referência à megaoperação do final de agosto que desvendou a infiltração do crime organizado em setores da economia.

    “Para combater o crime de forma efetiva, é preciso neutralizar suas lideranças e asfixiar seus mecanismos de financiamento. Há poucos dias, realizamos no Brasil a maior operação da história contra o crime organizado que finalmente alcançou o andar de cima do crime organizado, a Faria Lima, a famosa linha bancária do Brasil”, disse Lula.

    Ao todo, três operações que miraram a infiltração do PCC (Primeiro Comando da Capital) ocorreram ao mesmo tempo no dia 28 de agosto. A mais importante delas é a Carbono Oculto, uma parceria entre o Gaeco, do Ministério Público de São Paulo, e a Receita Federal, vinculada ao governo federal. As outras duas, Quasar e Tank, foram feitas pela Polícia Federal.

    “Não podemos permitir que os moradores das periferias, os povos indígenas e as comunidades ribeirinhas tenham suas vidas marcadas pela violência enquanto os mais endinheirados ficam impunes. Os mais vulneráveis são os que mais sofrem com a criminalidade”, continuou o presidente.

    No dia das operações, Lula também turbinou a divulgação das ações contra o crime organizado depois de saber que o secretário de Segurança Pública da gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) participaria do anúncio à imprensa sobre a Carbono Oculto.

    O episódio foi mais um capítulo da disputa da Polícia Federal com o Ministério Público de São Paulo e deu uma amostra de uma possível disputa eleitoral de Lula contra Tarcísio.

    Nesta terça Lula afirmou ainda que organizações criminosas são “verdadeiras multinacionais embrenhadas em diversos setores da sociedade” e que “os mais vulneráveis são os que mais sofrem”.

    O presidente citou a operação durante discurso na cerimônia de inauguração do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia.

    Segundo o governo federal, a unidade, chamada CCPI Amazônia, com sede em Manaus, quer promover a colaboração entre os nove países amazônicos e os nove estados brasileiros que compõem a Amazônia Legal no enfrentamento de crimes ambientais, tráfico de entorpecentes, armas e pessoas.

    No início da noite, em mais uma agenda de Lula em Manaus, o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Aloizio Mercadante, também citou a Faria Lima. “Nunca chegava no andar de cima, nunca chegava nas fintechs, nas organizações financeiras, e [a operação agora] mostrou a conexão do crime com a Faria Lima, com os poderosos”, disse ele.

    “Eles [crime organizado] não vão tomar conta da Amazônia porque agora tem governo e tem coragem para enfrentar o crime nesta sociedade”, continuou Mercadante.

    O evento da CCPI Amazônia contou com a presença do presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e também da vice-presidente do Equador, María José Pinto.

    “É a primeira vez na história da Amazônia que tantos atores se reúnem no mesmo espaço físico em torno de um objetivo comum. Não precisamos de intervenções estrangeiras nem de ameaças à nossa soberania. Somos perfeitamente capazes de sermos protagonistas das nossas próprias soluções”, disse Lula.

    “Não existem espaços vazios. O crime ocupa os lugares que o Estado não preenche. Nossa missão é restituir a força da lei pela presença do estado. É isso que simboliza este centro”, continuou.

    O CCPI Amazônia funcionará como espaço de articulação entre a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, a Força Nacional e as forças de segurança dos nove estados da Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins), além de autoridades policiais de países da Panamazônia e de organismos internacionais.

    Segundo o governo federal, o CCPI tem investimento de R$ 36,7 milhões do Fundo Amazônia, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e gerido pelo BNDES.

    Lula diz que operação contra crime organizado 'finalmente alcançou o andar de cima, a Faria Lima'

  • Brasil abre mercado para produto agropecuário na Argentina e no Paraguai

    Brasil abre mercado para produto agropecuário na Argentina e no Paraguai

    Em 2024, o Brasil exportou mais de US$ 1,5 bilhão em produtos agropecuários para a Argentina, com destaque para produtos agroflorestais, cacau e café

    O governo brasileiro e o governo da Argentina concluíram negociação sanitária para que o Brasil exporte ovos em pó para alimentação animal, matérias-primas de suínos e miúdos suínos “in natura” para aquele país. As informações estão em comunicado do Ministério da Agricultura e Pecuária.

    Segundo o ministério, as novas aberturas de mercado fortalecem a integração comercial entre Brasil e Argentina, principais parceiros no âmbito do Mercosul.

    Com mais de 45 milhões de habitantes, a Argentina tem um mercado de produtos “pet” em expansão, com demanda crescente por produtos voltados para a indústria de nutrição animal. No caso da cadeia suinícola, o setor produtivo nacional terá novas oportunidades de negócio para cortes menos consumidos no mercado doméstico.

    Em 2024, o Brasil exportou mais de US$ 1,5 bilhão em produtos agropecuários para a Argentina, com destaque para produtos agroflorestais, cacau e café.

    O resultado é fruto do trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

    Paraguai

    O governo brasileiro e o governo do Paraguai também concluíram negociação fitossanitária para que o Brasil exporte chia em grãos para aquele país.

    Essa abertura de mercado representa uma oportunidade de negócios para pequenos e médios produtores rurais que se dedicam à produção de chia como fonte de renda, principalmente nos Estados do Centro-Oeste, no oeste paranaense e noroeste do Rio Grande do Sul.

    Em 2024, o Brasil exportou cerca de US$ 963 milhões em produtos agropecuários para o Paraguai.

    Com este anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 426 aberturas de mercado desde o início de 2023. O resultado é fruto do trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária e o MRE.

    Brasil abre mercado para produto agropecuário na Argentina e no Paraguai

  • Preço do etanol sobe em 13 Estados, cai em 9 e fica estável em 4 e no DF na semana, diz ANP

    Preço do etanol sobe em 13 Estados, cai em 9 e fica estável em 4 e no DF na semana, diz ANP

    O preço médio do etanol subiu 0,96% na comparação com a semana anterior, de R$ 4,15 para R$ 4,19 o litro, nos postos pesquisados

    Os preços médios do etanol hidratado subiram em 13 Estados, caíram em 9 e ficaram estáveis em 4 e no Distrito Federal, na semana de 31 de agosto a 6 de setembro. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilados pelo AE-Taxas. Nos postos pesquisados pela Agência em todo o País, o preço médio do etanol subiu 0,96% na comparação com a semana anterior, de R$ 4,15 para R$ 4,19 o litro.

    Em São Paulo, principal Estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, o preço subiu 1,01% na comparação semanal, de R$ 3,98 para R$ 4,02 o litro. A maior queda porcentual na semana, de 11,02%, foi registrada no Acre. A maior alta no período, em Goiás, foi de 2,79%.

    O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 3,19 o litro, em São Paulo. O maior preço, de R$ 6,49, foi observado em Pernambuco. Já o menor preço médio estadual, de R$ 3,85, foi registrado em Mato Grosso do Sul, enquanto o maior preço médio foi verificado no Amazonas, de R$ 5,49 o litro.

    Preço do etanol sobe em 13 Estados, cai em 9 e fica estável em 4 e no DF na semana, diz ANP

  • Aprovados em lista de espera no CNU devem manifestar interesse até dia 18

    Aprovados em lista de espera no CNU devem manifestar interesse até dia 18

    O prazo começou nesta terça (9) às 10h e se encerra às 23h59 da próxima quinta-feira (18)

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Candidatos aprovados em lista de espera na primeira edição do CNU (Concurso Nacional Unificado) devem manifestar interesse em continuar concorrendo aos cargos até as 23h59 da próxima quinta-feira (18). O prazo começou nesta terça (9) às 10h.

    A confirmação deverá ser feita no site ou aplicativo Sougov.br, em cada um dos cargos disponíveis. É preciso ter uma conta prata ou ouro no portal Gov.br para acessar (veja aqui como aumentar o nível da conta). Durante o prazo previsto no edital, é possível mudar a escolha quantas vezes quiser.

    Não há limite de cargos, ou seja, os aprovados poderão marcar que desejam continuar concorrendo a todos nos quais estejam em lista de espera.

    É preciso confirmar que tem interesse para continuar na lista de espera daquele cargo e futuramente, caso surjam novas vagas, conseguir ser chamado para nomeação e posse. Ou seja, essa etapa não garante que o candidato será chamado, apenas que permanecerá habilitado.

    O candidato que perder o prazo será eliminado de todos os cargos, inclusive das possíveis contratações temporárias.

    COMO MANIFESTAR INTERESSE NOS CARGOS?

    1 – Veja em quais cargos foi aprovado em lista de espera no link https://cpnu.cesgranrio.org.br/login
    2 – Acesse o site www.gov.br/sougov ou baixe o aplicativo para Android ou iOS (É preciso ter conta Gov.br nível prata ou ouro)
    3 – Acesse a área de confirmação de interesse, leia o edital e clique em “Iniciar”
    4 – Leia as orientações e clique em “Avançar”
    5 – Verifique seus dados cadastrais e, se necessário, atualize seu endereço, telefone ou email (esses dados serão utilizados para contato em caso de convocação para nomeação)
    6 – Em cada um dos cargos disponíveis, selecione “Editar”
    7 – Se deseja continuar disputando a vaga ou ainda está em dúvida, marque “Tenho interesse”
    8 – Se já tem certeza de que não vai assumir a vaga, marque “Sem interesse”
    9 – Repita o processo com cada um dos cargos aos quais está habilitado
    10 – Revise e confirme seus dados e assinale a declaração de conferência
    O resultado das novas listas de espera alteradas com base nas respostas das manifestações de interesse será divulgado até o dia 10 de outubro. Segundo o MGI (Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos), todos os candidatos aprovados em lista de espera serão informados por email.

    MGI TIRA DÚVIDAS EM LIVE

    Na próxima segunda-feira (15), às 16h, o MGI realizará um tira-dúvidas ao vivo em seu canal do YouTube. As dúvidas poderão ser enviadas previamente pelo perfil da pasta no Instagram.

    Além da live, dúvidas podem ser encaminhadas pela Central Sipec, após a realização de um cadastro, no ícone do CNU.

    Aprovados em lista de espera no CNU devem manifestar interesse até dia 18

  • CPI: Lupi assume nomeações no INSS, mas se afasta de fraudes em descontos

    CPI: Lupi assume nomeações no INSS, mas se afasta de fraudes em descontos

    Lupi colocou no INSS a responsabilidade sobre decisões relacionadas a descontos em aposentadorias

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O ex-ministro da Previdência Carlos Lupi (PDT) afirmou nesta segunda-feira (8) em depoimento à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) mista do INSS que chancelava indicações para cargos no órgão, mas tentou se afastar do escândalo de descontos irregulares em benefícios previdenciários e preservou o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    Lupi também colocou no INSS a responsabilidade sobre decisões relacionadas a descontos em aposentadorias. De acordo com o ex-ministro, o órgão tem autonomia e não precisava de seu aval para tomar esse tipo de decisão. A oitiva do ex-ministro, que fala na condição de testemunha, ainda está em andamento.

    O político foi ministro do início de 2023 até maio deste ano, quando caiu por causa do escândalo de descontos irregulares. Lupi afirmou que, no início de sua gestão, preferiu aceitar indicações para a estrutura do INSS vindas de dentro do órgão, mas que as chancelava.

    Também disse que escolheu Alessandro Stefanutto, que presidia o órgão quando o escândalo emergiu, para o cargo por causa de seu currículo. Stefanutto, assim como Lupi, deixou o governo quando o caso veio a público.

    O ex-ministro repetiu em diversos momentos que o INSS é uma autarquia e tem autonomia para tomar decisões como forma de se afastar do escândalo.

    “Em nenhum momento autorizei nada dentro do INSS. O INSS é uma autarquia autônoma e independente”, disse Lupi depois de ser questionado pelo relator do colegiado, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), se havia autorizado adesões em bloco a descontos em aposentadorias.

    “Eu não tenho nem o poder de estar dentro da autarquia, nem a função de cuidar desse processo do dia a dia da autarquia”, declarou.

    O ex-ministro afirmou que em 2023 o INSS e a Polícia Federal fizeram uma reunião para apurar fraudes. Segundo ele, naquele momento eram denúncias que ainda precisavam ser comprovadas, e de dimensão menor do que a investigação revelaria em 2025.

    Alfredo Gaspar perguntou a Lupi se ele havia relatado a Lula os indícios de fraude. “Não, em nenhum momento. Aliás, as conversas com o presidente da República são sempre de macropolíticas. Essa questão é de autonomia de uma autarquia, a maior da América Latina, que é o INSS”, declarou.

    “O presidente da República só tomou conhecimento, como eu, no dia da apuração deflagrada pela Polícia Federal”, disse Lupi.

    O ex-ministro afirmou que conhecia alguns dos dirigentes de entidades citadas nas investigações sobre descontos irregulares, mas minimizou essas relações. Foi questionado especificamente sobre José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, irmão do presidente Lula e vice-presidente do Sindnapi (Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos).

    O ex-ministro diz que conheceu Frei Chico no movimento sindical, anos atrás, e que nunca recebeu nenhum pedido do irmão do presidente.

    Lupi declarou ter boa relação com Milton Cavalo, presidente do Sindnapi. “É um membro do meu partido, filiado ao meu partido há muitos anos, assumiu essa associação não tem um ano, porque antes tinha uma outra pessoa que representava, e eu o tenho em boa conta”, declarou.

    As principais declarações foram dadas no início da reunião. O presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), interrompeu os trabalhos por uma hora no começo da noite para que os integrantes pudessem se alimentar.

    Durante o intervalo, deputados e senadores ouvidos pela reportagem avaliavam que Lupi não havia adicionado nenhuma novidade importante à investigação.

    Na segunda parte da reunião houve um tumulto entre governistas e bolsonaristas.

    A confusão começou enquanto o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) fazia perguntas a Lupi. O deputado questionou quem era o ministro da Previdência em 2024, e Lupi declarou que não responderia. Integrantes da CPI protestaram dizendo que ele teria de responder.

    O advogado de Lupi, Walber Agra, passou a gesticular e falar fora do microfone, defendendo o direito de seu cliente ficar em silêncio. O relator da CPI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), disse que o ex-ministro só poderia ficar em silêncio se avaliasse que a resposta poderia incriminá-lo.

    Nesse momento, governistas e bolsonaristas passaram a discutir aos gritos. O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), coordenador da bancada governista, protestava contra a fala de Gaspar. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), falava contra a intervenção de Pimenta.

    Rogério Correia, que estava no assento imediatamente à frente de Sóstenes, passou a defender seu colega de partido. Passou a dizer a Sóstenes, bolsonarista, que o ex-presidente Jair Bolsonaro seria preso e a fazer sinal de cadeia com os dedos. A tensão aumentou ainda mais e Rogério se levantou.

    Carlos Viana, presidente do CPI, tentava conter o tumulto e não conseguia. Deputados e senadores tentavam conter tanto Rogério quanto Sóstenes. Vários políticos gritavam ao mesmo tempo. Paralelamente, Viana e Pimenta discutiam.

    Em seguida, o deputado Maurício Marcon entrou em cena. A discussão passou a ser entre ele e Rogério Correia, que havia se sentado mas levantou novamente. Os dois se encararam e pareciam estar prestes a brigar. Mais políticos se aproximaram para tentar acalmar a situação.

    CPI: Lupi assume nomeações no INSS, mas se afasta de fraudes em descontos

  • Itaú demite cerca de mil funcionários após monitorar produtividade no home office

    Itaú demite cerca de mil funcionários após monitorar produtividade no home office

    Nas redes sociais, funcionários do banco dizem que a acusação não procede e afirmam que muitos tinham avaliações positivas e, inclusive, obtiveram promoções

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Cerca de mil funcionários do Itaú Unibanco foram demitidos nesta segunda-feira (8), de acordo com estimativa do Sindicato dos Bancários. Foram dispensados trabalhadores de diversos setores sob a justificativa de incompatibilidades entre a marcação de ponto e a atividade registrada nas plataformas de trabalho durante o home office. Ou seja, segundo o Itaú, as horas trabalhadas de fato eram inferiores às registradas.

    Procurado, o banco não informou a quantidade de demitidos, mas disse que os desligamentos são “decorrentes de uma revisão criteriosa de condutas relacionadas ao trabalho remoto e registro de jornada”.

    “Em alguns casos, foram identificados padrões incompatíveis com nossos princípios de confiança, que são inegociáveis para o banco. Essas decisões fazem parte de um processo de gestão responsável e têm como objetivo preservar nossa cultura e a relação de confiança que construímos com clientes, colaboradores e a sociedade”, completou o Itaú, em nota.

    Ao todo, o Itaú tem aproximadamente 100 mil funcionários. Muitos deles trabalham de forma híbrida, com alguns dias da semana indo presencialmente ao escritório e outros em home office. Em ambos, é necessário bater ponto de entrada e saída.

    Segundo funcionários desligados, o banco monitora as atividades de seus contratados nas máquinas e nos softwares do Itaú. A produtividade do funcionário também é medida por meio da quantidade de cliques abas abertas, inclusão de tarefas no sistema, criação de chamados etc.

    Comparando a atividade no computador com a jornada registrada pelo trabalhador por meio do ponto, o banco encontrou descasamentos que geraram a demissão sem justa causa ou em, alguns casos, advertência.

    Nas redes sociais, funcionários do banco dizem que a acusação não procede e afirmam que muitos tinham avaliações positivas e, inclusive, obtiveram promoções.

    O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região diz repudiar as demissões.

    “É inaceitável que uma instituição que registra lucros bilionários promova demissões em massa sob a justificativa de ‘produtividade’. Os avanços tecnológicos e os ganhos decorrentes da digitalização poderiam ser revertidos em melhores condições de trabalho e em emprego decente. No entanto, enquanto os trabalhadores são sacrificados, os acionistas seguem acumulando ganhos recordes”, diz a entidade em nota à imprensa.

    O sindicato também afirmou que não foi procurado para discutir alternativas de recolocação desses funcionários em outras áreas.

    “O sindicato seguirá cobrando do Itaú responsabilidade social, diálogo e compromisso com os trabalhadores e vai intensificar os protestos contra as demissões.”

    Itaú demite cerca de mil funcionários após monitorar produtividade no home office

  • Governo Tarcísio dá até 90% de desconto ao agro para regularizar grilagem

    Governo Tarcísio dá até 90% de desconto ao agro para regularizar grilagem

    As terras ocupadas irregularmente, hoje usadas para criação de gado, produção de etanol e cultivo de soja e cana, passaram a ser vendidas por 10% a 20% do valor de mercado desde o início da gestão Tarcísio

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) pretende conceder ao menos R$ 18,5 bilhões em descontos a representantes do agronegócio interessados em regularizar a grilagem de 600 mil hectares de terras públicas no Pontal do Paranapanema, extremo oeste do estado de São Paulo.

    O cálculo foi feito pelo UOL a partir dos valores mínimos estimados no Mapa de Terras 2023 elaborado pelo Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e usado como referência em todo o país para precificar lotes rurais. A área em negociação corresponde a 2,5% do território estadual -quatro vezes o tamanho da cidade de São Paulo.

    Segundo o governo, os descontos evitam gastos maiores com indenizações por benfeitorias feitas em ocupações centenárias.

    “Trata-se de áreas registradas em cartório há mais de um século. A anulação desses registros, somada à indenização das benfeitorias, representaria maior ônus financeiro ao Estado do que a adoção do modelo previsto na legislação”, afirmou a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, em nota.

    As terras ocupadas irregularmente, hoje usadas para criação de gado, produção de etanol e cultivo de soja e cana, passaram a ser vendidas por 10% a 20% do valor de mercado desde o início da gestão Tarcísio, em 2023, independentemente da capacidade financeira dos ocupantes.

    Levantamento do UOL baseado em 217 editais publicados no “Diário Oficial” nos últimos três anos mostra que descontos individuais chegam a R$ 25 milhões, beneficiando até grandes empresas.

    A produtora de biocombustíveis Atvos, antiga Odebrecht Agroindustrial, comprou 508 hectares na cidade de Teodoro Sampaio avaliados pelo governo em R$ 8,6 milhões por apenas R$ 1,8 milhão.

    A companhia, uma das líderes nacionais na produção de biocombustíveis, com 3,3 bilhões de litros de etanol anuais, não se manifestou sobre a negociação.

    Outro caso é o da Agropecuária Vista Alegre, com capacidade para produzir 594 toneladas de ração por dia e abrigar 33 mil cabeças de gado. A empresa recebeu um desconto de 78% para comprar 121 hectares em Presidente Bernardes, pagando R$ 403 mil em vez de R$ 1,8 milhão. Procurada, também não respondeu aos contatos da reportagem.

    Entre os maiores beneficiados até agora em termos absolutos estão os proprietários da Fazenda Itapiranga, em Marabá Paulista. Com redução de 90% (R$ 25 milhões), puderam regularizar uma área de 2.000 hectares por R$ 2,7 milhões. Diferentemente das demais propriedades, a fazenda é utilizada como aeródromo. Os responsáveis não foram localizados.

    O agronegócio, base de apoio político do governador e potencial candidato à Presidência em 2026, também recebe isenção de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) em 17 cadeias produtivas, avaliadas em R$ 200 milhões.

    DEZ ANOS PARA PAGAR A DÍVIDA

    As reduções estão previstas em lei estadual de 2022, que criou um programa de regularização de terras devolutas ou presumivelmente devolutas, com registros considerados irregulares.

    São áreas públicas sem destinação oficial que acabaram ocupadas por pequenos, médios e grandes fazendeiros.

    A norma, sancionada pelo ex-governador Rodrigo Garcia em outubro de 2022, às vésperas da eleição, e prorrogada por Tarcísio até 31 de dezembro 2026, concede até 90% de desconto sobre o valor da terra nua -definido anualmente pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta)- e permite parcelamento em até dez anos.

    Na prática, o processo privilegia diretamente os ocupantes das áreas.

    VALOR MENOR QUE O DE MERCADO

    Desde 2022, 179 processos foram concluídos, envolvendo 73 mil hectares, de acordo com a Fundação Itesp.

    A arrecadação prevista é de R$ 187 milhões, ou R$ 2.500 por hectare. No mercado, o valor mínimo é R$ 33,4 mil por hectare (1.236% superior), segundo o Incra.

    Com os descontos, o governo espera arrecadar R$ 1,5 bilhão; sem eles, poderia chegar a R$ 20 bilhões – mais que os R$ 14,8 bilhões obtidos com a privatização da Sabesp.

    Outros 200 pedidos ainda estão em análise.

    Questionado por que utiliza valores da terra nua definidos pelo IAE, e não pelo Incra, que é referência nacional, o governo Tarcísio disse apenas seguir a Lei 17.557/2022, que criou o programa de regularização de terras devolutas.

    Em seu artigo 3º, a lei estipula que o valor da terra nua deve ser calculado com base no valor médio por hectare da respectiva região administrativa, conforme a tabela oficial do Instituto de Economia Agrícola, vinculado à da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios”, informou.

    TEM QUE VENDER MESMO, DIZ ALIADO DE TARCÍSIO

    Líder do PP na Assembleia Legislativa, o deputado Delegado Olim afirmou que o programa de regularização é bom porque evita gastos desnecessários em processos intermináveis na Justiça.

    “E também acho que o Estado não deve ser dono de terra. Tem que vender mesmo e usar o dinheiro arrecadado nas áreas prioritárias”, disse.

    O UOL tentou contato com associações do agronegócio, como a SRB (Sociedade Rural Brasileira) e a Datagro, mas seus representantes não quiseram se manifestar sobre o programa.

    GOVERNO LULA E MOVIMENTOS SOCIAIS CRITICAM

    O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, disse que existe uma demanda imensa por assentamentos no Pontal do Paranapanema e que a Constituição determina a realização da reforma agrária em terras devolutas.

    “É uma atribuição dos estados também, não só da União. O governo de São Paulo deveria atender às exigências constitucionais”, afirma Teixeira.

    Na Alesp, a oposição classifica o programa de Tarcísio como “bolsa-grileiro” e critica as mudanças recentes aprovadas pela base do governador no texto original.

    O projeto que agora segue para sanção do governador permite dividir áreas em lotes, como condomínios, abrindo brecha para um número ilimitado de regularizações da mesma terra. A norma original limitava a regularização a 2.500 hectares, conforme o artigo 188 da Constituição.

    Também foi aprovada a regularização de áreas em proteção ambiental e a possibilidade de assentados por programas de reforma agrária venderem seus títulos individualmente.

    O Pontal do Paranapanema abriga 117 assentamentos ligados ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), com 7.000 famílias em 147 mil hectares. O movimento afirma que a nova legislação “legitima a grilagem” e que a área em negociação poderia beneficiar 20 mil famílias em 300 novos assentamentos de agricultura familiar.

    A lei é contestada no STF (Supremo Tribunal Federal) pelo PT desde 2022. A relatora, ministra Cármen Lúcia, ainda não marcou o julgamento.

    Governo Tarcísio dá até 90% de desconto ao agro para regularizar grilagem

  • Selic no fim de 2025 continua em 15%, projeta Focus

    Selic no fim de 2025 continua em 15%, projeta Focus

    A mediana para a Selic no fim de 2026 permaneceu em 12,50% pela 32ª semana consecutiva

    A mediana do relatório Focus para a Selic no fim de 2025 permaneceu em 15,0% pela 11ª semana consecutiva, após o Comitê de Política Monetária (Copom) ter mantido os juros neste nível na mais recente decisão, no dia 30 de julho.

    No seu comunicado, o Copom afirmou que a incerteza demanda “cautela” na condução da política monetária. E informou que antecipa uma “continuação na interrupção do ciclo de alta de juros”, para avaliar se a manutenção da Selic em 15,0% por período “bastante prolongado” é suficiente para fazer a inflação convergir à meta.

    “O comitê enfatiza que seguirá vigilante, que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e que não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso julgue apropriado”, disse o Copom.

    Considerando apenas as 41 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana para a Selic no fim deste ano também se manteve em 15,0%.

    A mediana para a Selic no fim de 2026 permaneceu em 12,50% pela 32ª semana consecutiva. Considerando só as 40 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, porém, a mediana subiu de 12,00% para 12,38%.

    A projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela 30ª semana seguida. A mediana para a Selic no fim de 2028 se manteve em 10,00% pela 37ª semana consecutiva.

    *Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

    Selic no fim de 2025 continua em 15%, projeta Focus

  • Governo dos EUA volta acusar Cook de fraude e benefícios com cargo no Fed

    Governo dos EUA volta acusar Cook de fraude e benefícios com cargo no Fed

    O aliado de Donald Trump, William Pulte, que é presidente do Conselho da Agência Federal de Financiamento Habitacional dos EUA (FHFA, na sigla em inglês), fez acusações contra Lisa Cook nas redes sociais

    O presidente do Conselho da Agência Federal de Financiamento Habitacional dos EUA (FHFA, na sigla em inglês), William Pulte, voltou a acusar de fraude a diretora do Federal Reserve (Fed) Lisa Cook.

    Em publicação no X, neste sábado, 6, Pulte insinua que Cook se beneficiou pessoalmente ao participar de uma reunião do Federal Reserve Bank de Chicago, em outubro de 2020, poucos meses antes de contrair empréstimos bancários com juros considerados “abaixo do permitido”.

    Nesta semana, Pulte acusou novamente Cook de fraude hipotecária, alegação que levou o presidente norte-americano, Donald Trump, a demitir a diretora no final de agosto – medida que ela rejeitou publicamente. A defesa de Trump pediu na última quinta-feira que a justiça americana rejeite a petição da diretoria para que ela continue no cargo.

    Governo dos EUA volta acusar Cook de fraude e benefícios com cargo no Fed