Categoria: ENTRETENIMENTO

  • Após convulsões, Henri Castelli deixa o BBB 26

    Após convulsões, Henri Castelli deixa o BBB 26

    Henri Castelli deixou o BBB 26 após sofrer duas convulsões: a primeira durante a Prova do Líder e a segunda horas depois, já na casa. Ele foi atendido pela equipe médica e levado ao hospital para observação. A produção anunciou sua saída por prioridade à saúde.

    (CBS NEWS) – O ator Henri Castelli não faz mais parte do BBB 26 (Globo) após sofrer convulsões. A primeira foi durante a Prova do Líder de resistência. Ele foi retirado da atração e levado a um hospital.

    O incidente aconteceu por volta das 9h desta quarta-feira (14). Durante a etapa, ele se sentiu mal e caiu de uma plataforma onde estava equilibrado, convulsionando.

    Os demais companheiros de prova indicaram que era necessário a intervenção médica, e ele foi retirado do local e levado a um hospital. Naquele momento, a produção disse que ele estava bem e consciente.

    O ator voltou para a sede no início da tarde e, poucos minutos depois, caiu novamente, dessa vez, na parte externa da casa. Brigido chegou a puxar a língua do artista enquanto a equipe médica entrava para fazer o socorro. Em seguida, todos rezaram pela saúde dele.

    “Como ele teve um segundo episódio [de convulsão], os médicos decidiram mantê-lo em observação. O Henri está bem, está lúcido, mas, diante desse quadro, ele não vai continuar no BBB. A gente lamenta a saída dele do jogo, mas entende que, evidentemente, a saúde é sempre mais importante do que qualquer competição”, afirmou Tadeu Schmidt na edição ao vivo do programa.

    Após convulsões, Henri Castelli deixa o BBB 26

  • Oprah Winfrey conta ter ganho 9 kg após interromper uso de canetas emagrecedoras

    Oprah Winfrey conta ter ganho 9 kg após interromper uso de canetas emagrecedoras

    Oprah afirmou que começou a utilizar as canetas emagrecedoras em 2023, quando pesava 107 kg

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – A apresentadora Oprah Winfrey, 71, segue falando abertamente sobre sua relação com o peso. Em entrevista recente, ela revelou ter ganhado cerca de 9 kg em pouco tempo após interromper o uso de canetas emagrecedoras.

    “Fiquei sem os medicamentos durante todo o ano passado e engordei aproximadamente 9 kg. Queria me testar. Todo mundo dizia que eu iria engordar, e eu pensei: ‘vou provar que consigo, vou fazer trilhas, vou me exercitar’, mas engordei”, contou no programa Today.

    Oprah afirmou que começou a utilizar as canetas emagrecedoras em 2023, quando pesava 107 kg. Ao longo de dois anos, perdeu 23 kg. No início de 2025, decidiu interromper o tratamento e disse não se arrepender da escolha, já que tem conseguido controlar os chamados “ruídos alimentares”, como pensamentos constantes e intrusivos sobre comida.

    Além do uso dos medicamentos, a apresentadora destacou mudanças importantes em seu estilo de vida nos últimos anos. Ela contou que parou de consumir álcool, passou a se exercitar diariamente e desenvolveu uma relação mais saudável com a alimentação e com o próprio corpo.

    Essa nova fase, inclusive, virou tema de um livro. Oprah Winfrey é coautora de Enough (“Já Chega”, em tradução livre), escrito em parceria com a médica Ania M. Jastreboff. A obra aborda hábitos alimentares e práticas saudáveis na cozinha, além de reflexões sobre comportamento e bem-estar.

    Oprah Winfrey conta ter ganho 9 kg após interromper uso de canetas emagrecedoras

  • Gabriela Loran diz que investiu R$ 115 mil em cirurgia de redesignação sexual

    Gabriela Loran diz que investiu R$ 115 mil em cirurgia de redesignação sexual

    ‘Cirurgia não valida ninguém, não transforma em mais ou menos mulher’, diz atriz; artista passou 27 dias na Tailândia em pós-operatório

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Em entrevista a Ana Maria Braga no Mais Você desta quarta-feira (14), a atriz Gabriela Loran contou detalhes de sua cirurgia de redesignação sexual.

    A Viviane de “Três Graças” falou sobre sua decisão de operar. “É importante dizer que a cirurgia não valida, não transforma uma pessoa trans, como eu, em mais mulher ou menos mulher. Tem pessoas trans que não querem fazer e estão bem assim. Cirurgia nenhuma valida nada de ninguém”, explicou.

    Gabriela ainda revelou a Ana Maria que investiu R$ 115 mil no procedimento, incluindo a viagem de 27 dias à Tailândia, pólo desse tipo de cirurgia.

    “Eu não tinha pressa, eu aguardei. Tem pessoas que têm disforia e precisam fazer mais rápido. No meu caso, tive paciência para fazer porque eu queria que fosse tudo do jeitinho que eu sempre sonhei”, falou a atriz.

    Durante o pós-operatório, ela foi contou com equipe de enfermagem 24 horas e teve acompanhamento psicológico, contou.

    Em “Três Graças”, a farmacêutica Viviane namora Léo, personagem de Pedro Novaes. A identidade de gênero da personagem vai gerar reboliço na família do herdeiro.

    Gabriela Loran diz que investiu R$ 115 mil em cirurgia de redesignação sexual

  • Entenda por que Ana Maria Braga chamou participante do BBB 26 de 'Jonas 22'

    Entenda por que Ana Maria Braga chamou participante do BBB 26 de 'Jonas 22'

    Tati Machado ficou surpresa com a citação e caiu na risada junto com a apresentadora; Jonas Sulzbach participou do BBB 12 e agora volta à casa como veterano

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – No Mais Você desta quarta-feira (14), Ana Maria Braga fez uma referência bem-humorada a Jonas Sulzbach ao comentar a participação dos veteranos do BBB 26. Enquanto relembrava ex-brothers que já passaram pela tradicional mesa de café da manhã do programa após a eliminação, a apresentadora se referiu ao participante como “Jonas 22”.

    Tati Machado, que participava da conversa, ficou visivelmente surpresa com a citação do “apelido”, que é popularmente ligado a Sulzbach devido ao vazamento de um vídeo íntimo e ao tamanho de seu orgão genital, e chegou a se engasgar, antes de cair na risada junto com Ana Maria. O cunho

    Jonas Sulzbach ficou conhecido ao participar do Big Brother Brasil 12, em que classificou em 3 lugar, e agora volta a casa do BBB 26 no grupo de veteranos.

    Entenda por que Ana Maria Braga chamou participante do BBB 26 de 'Jonas 22'

  • Felca chama audiência com Hytalo Santos de 'circo' após vídeo ser vazado

    Felca chama audiência com Hytalo Santos de 'circo' após vídeo ser vazado

    A audiência ocorreu de forma online e trechos vazados da sessão passaram a circular nas redes; Felca disse que o foco da defesa estava menos na apuração do caso e mais em colocar sua atuação sob suspeita

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O influenciador Felca usou as redes sociais nesta quarta-feira (14) para relatar o que chamou de um “circo com palhaços sem graça” durante seu depoimento como testemunha no processo que investiga os influenciadores Hytalo Santos e Israel Nata Vicente. A audiência ocorreu de forma online e trechos vazados da sessão passaram a circular nas redes.

    No vídeo que viralizou, advogados da defesa de Hytalo questionam Felca sobre possíveis ganhos financeiros e projeção pessoal após a publicação do vídeo “Adultização”, material que deu origem às investigações do Ministério Público. Eles perguntam se o influenciador recebeu dinheiro do YouTube, se ganhou seguidores ou se passou a ser convidado para programas de TV depois da repercussão. Felca afirma que o conteúdo não foi monetizado e que as perguntas tinham como objetivo descredibilizá-lo, não esclarecer os fatos.

    Segundo o influenciador, o foco da defesa estava menos na apuração do caso e mais em colocar sua atuação sob suspeita. “Já no início da audiência percebi que os advogados da defesa estavam mais preocupados em me descredibilizar do que defender o acusado”, escreveu em uma publicação nos Stories.

    Durante a audiência, o juiz também interrogou Felca sobre os vídeos produzidos por Hytalo Santos, em especial aqueles que envolvem Kamylinha, criança que aparece nos conteúdos investigados. O influenciador afirmou que a menina já aparecia nos vídeos aos 12 anos e que, em algumas gravações, usava roupas que, na sua avaliação, ultrapassavam o que considera adequado para a idade.

    No comunicado, Felca afirmou que optou por uma postura contida por estar diante de um tribunal. “Não é uma rede social. Meu objetivo era ajudar a Justiça com responsabilidade e respeito. Não tinha por que performar indignação ali”, escreveu, em referência às discussões que marcaram a audiência. Ele ironizou o comportamento dos advogados ao dizer que “a galhofa” ficou por conta da defesa.

    O influenciador também ampliou o debate para além do processo, defendendo que o caso expõe uma falha estrutural na proteção à infância no Brasil. “Uma criança que perde a infância é algo tão grave que tudo o que se diga ainda é pouco. O país precisa amadurecer urgentemente a discussão sobre adultização infantil”, afirmou.

    Hytalo Santos e o marido, Israel Nata Vicente -conhecido como Euro- acompanharam o depoimento por videochamada direto do Presídio do Roger, em João Pessoa, onde estão presos preventivamente desde 28 de agosto. Ambos são investigados por suspeitas relacionadas à exploração sexual e econômica de crianças em conteúdos publicados nas redes sociais.

    Felca chama audiência com Hytalo Santos de 'circo' após vídeo ser vazado

  • Henri Castelli passa mal de novo e assusta participantes no BBB 26

    Henri Castelli passa mal de novo e assusta participantes no BBB 26

    Competidores viram ator cair no gramado na volta dele para casa; elenco se reuniu na sala e rezou pela saúde do ator

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O ator Henri Castelli voltou a passar mal após ter sido medicado pela equipe de socorristas do BBB 26.

    Ao retornar à casa, ele caiu no gramado e assustou os demais participantes. O ator conversava à beira da piscina e contava sobre o que havia acontecido. Então, caiu novamente.

    Os participantes começaram a gritar e a se desesperar. Todos os participantes tiveram de entrar. Brigido colocou a mão dentro da boca dele até que uma nova equipe médica entrasse. As transmissões diretas da casa foram interrompidas.

    Na sala, Solange Couto organizou uma reza coletiva. Às 15h05, uma voz da produção disse aos demais competidores que Henri está bem.

    Mais cedo, o ator foi levado a um hospital na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, após sofrer uma convulsão durante a Prova do Líder, manhã desta quarta-feira (14).

    Em nota, a Globo confirmou a informação. “Depois de ter sido prontamente atendido pela equipe médica do programa durante a realização da prova do líder esta manhã, o participante Henri Castelli foi encaminhado para realização de exames num hospital”, diz o comunicado.

    Henri Castelli passa mal de novo e assusta participantes no BBB 26

  • Henri Castelli e Edilson acumulam frases racistas, homofóbicas e machistas

    Henri Castelli e Edilson acumulam frases racistas, homofóbicas e machistas

    Ator teve de explicar suposto preconceito, e ex-jogador já mandou mulher ‘lavar roupa’; relembre declarações controversas de dupla do grupo Camarote

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Camarotes no BBB 26, o ator Henri Castelli e o ex-jogador Edilson Capetinha acumulam momentos polêmicos em suas trajetórias.

    Em 2017, um fã de nome Sérgio Luiz Felix escreveu um texto nas redes sociais. Segundo ele, ao pedir uma foto com Castelli, o ator teria pedido que ele tentasse “fazer pose de homem”. A postagem repercutiu nas redes sociais na época.

    Em resposta, Castelli disse que se considerava um defensor do amor livre e lamentou o que o fã escreveu. “Sempre fui a favor da comunidade gay, sempre apoiei as causas e tenho maior amor e orgulho dos meus amigos gays”, disse ele.

    Em 2024, o ator usou um termo considerado racista. Em foto posada ao lado de um amigo branco em um cassino, escreveu a frase: “Me and my nigga”, que em tradução para o português significa “Eu e meu negro”. A palavra é extremamente ofensiva.

    O ano era 2018, e Edilson Capetinha, então comentarista de futebol da Fox Sports, falou no meio de um programa que o goleiro Jailson sempre levava gols devido à sua cor de pele. Ao contar no ar uma história que teria acontecido com o ex-jogador Zinho, disse que negros seriam mais propensos a cometer falhas.

    “A gente tava jogando, Guarani e Palmeiras, e o goleiro fazendo milagre, pegando cada bola. Aí eu passo por ele (Zinho) dentro do jogo: ‘Zinho, tu não vai fazer gol hoje?’ Aí ele falou: ‘Esse goleiro é negão, daqui a pouco ele erra’. Aí 43 [minutos], chutaram uma bola de longe, a bola entrou. ‘Tá vendo o que eu falei? É goleiro negão. Goleiro negão sempre toma um gol’”.

    Dias depois da repercussão negativa, Edilson disse que era uma “brincadeira comum no meio do futebol”. “Minha família é negra. Meus melhores amigos são negros. Como vou ser racista? É coisa de resenha”, disse ao GE.

    No ano seguinte, em 2019, Edilson deu mais uma declaração controversa. Ele fez comentários machistas sobre a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, no programa Os Donos da Bola (Band).

    Ao comentar um vídeo dela batendo um pênalti, disse: “Isso é ridículo! Será que não tem ninguém aí no Palmeiras para chegar e falar para essa mulher não fazer isso? Ela quer ser famosa de qualquer jeito. Vai lavar um prato, vai lavar roupa.” Neto, o apresentador, tentou amenizar a situação e explicar o que Edilson teria tentado dizer.

    Em 2020, Edilson foi transfóbico ao se referir a uma trans por um nome pejorativo durante uma live. “Quando eu olhei, eu sabia quem era, né? Não era a Carla, mas o Carlão. Fiquei vendo ele mexendo com a mulher. E era um traveco.” Ele não chegou a pedir desculpas nesse caso.

    Henri Castelli e Edilson acumulam frases racistas, homofóbicas e machistas

  • Aline Campos explica no BBB 26 por que abandonou o sobrenome Riscado

    Aline Campos explica no BBB 26 por que abandonou o sobrenome Riscado

    Ela contou ainda que o sobrenome Riscado pertencia ao seu ex-marido e, embora mantenha uma relação cordial com ele por causa do filho Nathan, de 14 anos, precisava de uma identidade que fosse apenas sua

    (CBS NEWS) — Aline Campos, conhecida nacionalmente por anos como Aline Riscado, explicou o motivo da mudança de nome artístico durante uma conversa com brothers e sisters do BBB 26. A ex-dançarina do Faustão contou que a decisão, tomada em 2021 após 11 anos usando o sobrenome Riscado, não teve relação direta com o divórcio do empresário Rodrigo Riscado, ocorrido em 2015.

    Segundo Aline, a mudança foi resultado de um processo profundo de autoconhecimento e da necessidade de romper com estereótipos que já não representavam quem ela é hoje. De acordo com a modelo, o sobrenome a mantinha associada a uma imagem de “símbolo sexual” que não condizia mais com sua essência.

    “Durante o meu processo de autoconhecimento, me desfazendo de algumas coisas, senti que esse nome não estava mais fazendo sentido”, afirmou. “Eu sentia que estava atraindo os mesmos trabalhos, as mesmas pessoas, as mesmas conexões, e aí percebi que o nome interferia nisso. Todo mundo me chamou de maluca, minha mãe também”, contou a participante do grupo Camarote.

    Aline, de 38 anos, revelou ainda que chegou a consultar a numerologia antes de confirmar a decisão, que hoje considera uma das melhores de sua vida. Mesmo assim, enfrentou resistência. “Eu ouvia muito: ‘Aline Campos é muito simples, Aline Riscado é mais diferente, você já é conhecida, as pessoas não vão te reconhecer’. Mas eu sou simples”, declarou.

    Ela explicou que o sobrenome Riscado pertencia ao ex-marido e que, apesar de manter uma relação cordial com ele por causa do filho Nathan, de 14 anos, sentiu a necessidade de construir uma identidade que fosse exclusivamente sua. “Perdi muitos seguidores que não me reconheceram nessa mudança, mas tenho ganhado muitos outros”, afirmou, destacando que hoje é vista de forma mais humana e menos estereotipada.

    Ao final, Aline pediu respeito à escolha que fez. “Se você me respeita, me chame de Aline Campos ou de Aline.”

    Aline Campos explica no BBB 26 por que abandonou o sobrenome Riscado

  • É difícil não ter algum nível de narcisismo hoje, diz Chay Suede, em sua primeira peça

    É difícil não ter algum nível de narcisismo hoje, diz Chay Suede, em sua primeira peça

    A peça lança um olhar satírico sobre temas contemporâneos e, nesse mosaico de tom quase confessional, o público pode se reconhecer em diversos momentos. O cavalheiro Roobertchay — nome real do ator — também funciona como um espelho voltado para a plateia, incluindo ironias direcionadas ao próprio Chay e à sua condição de celebridade.

    (CBS NEWS) — Chay Suede não fazia ideia de que profissão teria quando, ainda muito jovem, estrelou um vídeo publicitário hospitalar coordenado pelo pai. Anos depois, também para dar uma mãozinha ao genitor, vestiu-se de monstro e deu sustos no público de uma atração de terror em um shopping.

    Mal sabia ele que, em breve, iria parar na TV, despontando como ídolo de uma fictícia banda pop teen e, depois, se firmando como astro de novelas do horário nobre, além de eventuais aparições no cinema.

    Sem se dar conta, havia se tornado ator. Ainda faltava ao currículo, porém, o que para a maioria dos colegas costuma ser o primeiro passo na carreira: uma peça de teatro. Ausência que o ator, hoje com 33 anos, supre a partir desta quinta-feira (15), com a estreia, no Rio de Janeiro, do monólogo Peça Infantil: A Vida e as Opiniões do Cavalheiro Roobertchay. O espetáculo tem direção de Felipe Hirsch, que assina a dramaturgia ao lado de Caetano W. Galindo.

    Apesar do título, não se trata de um espetáculo para crianças. O termo “infantil” remete mais à ludicidade da proposta, que brinca o tempo todo com o espectador, embora também dialogue com possíveis memórias da infância de Chay presentes no texto.

    Entre os episódios narrados — que podem ou não ser reais — estão uma circuncisão acidental em uma janela, a amizade com o filho de um pastor pedófilo e a surra que o ator teria levado do mesmo amigo ao reencontrá-lo depois de famoso.

    O protagonista funciona como uma espécie de duplo de Chay Suede, mas em uma composição híbrida que incorpora outras referências, especialmente ao personagem picaresco Tristram Shandy, do escritor britânico Laurence Sterne, conhecido por narrativas cheias de digressões e verdades duvidosas.

    A peça lança um olhar satírico sobre temas contemporâneos e, nesse mosaico de tom quase confessional, o público pode se reconhecer em diversos momentos. O cavalheiro Roobertchay — nome real do ator — também funciona como um espelho voltado para a plateia, incluindo ironias direcionadas ao próprio Chay e à sua condição de celebridade.

    “A peça é a dramaturgia criada pelo Felipe e pelo Caetano em cima de conversas que tivemos, de muitas fantasias que eles criaram baseadas em alguma realidade”, diz o ator após um ensaio. “Foram umas 30 horas de conversa. Coisas que falei por 40 segundos, às vezes, viraram um capítulo inteiro da peça, que tem 12 no total. E outras, que eu detalhei por uma hora, não renderam nada. Às vezes até eu me perco com o quanto de realidade existe ali.”

    O projeto surgiu quando Chay procurou Hirsch para uma parceria. O diretor avaliou que o encontro poderia render algo promissor. “Naquele momento, eu já tinha muita consciência do Chay como ator. A gente se encontrou, pensei em algumas ideias e achei ele realmente muito surpreendente como persona”, afirma.

    Hirsch explica que, ao ouvir as histórias, passou a imaginar um espetáculo que extrapolasse o caráter anedótico das narrativas, aprofundando discussões presentes em trabalhos anteriores sobre a ideia de autenticidade. “Eu queria fazer alguma coisa sobre verdade. Esta peça desenvolve um caminho que percorri em espetáculos recentes, que tratam da noção do que é autêntico e de como nos reconhecemos como verdade no que vemos, nesse espelho constante.”

    O diretor pensou a montagem como uma espécie de mockumentary, termo usado para pseudodocumentários que assumem pouco ou nenhum compromisso com a realidade.

    Para Chay, o maior desafio foi trabalhar as nuances do texto, repleto de frases pomposas, com aparência de outra época, mas atravessadas por um subtexto contemporâneo. “O nome desse personagem eu partilho comigo, mas ele é um outro. Com o tempo, fomos encontrando maneiras de deixar isso claro cenicamente, porque não adianta só a gente entender; o público precisa perceber também.”

    A carreira de Chay Suede na TV foi uma das mais meteóricas dos últimos anos. Se as primeiras experiências vieram para ajudar o pai, foi também por insistência dele que o ator topou fazer um teste para o reality musical Ídolos, da Record, em 2010. Na época, tinha 18 anos e acabou sendo convidado para integrar a versão brasileira de Rebelde, fenômeno teen que já havia explodido no México.

    A consolidação como ator veio após a ida para a Globo, em 2014. Em Império, quando viveu o protagonista na primeira fase da novela, ele passou a se enxergar como ator de fato e começou a estudar atuação com mais afinco.

    “No começo, minha preocupação era se algum dia eu conseguiria deixar de ser considerado um ex-Rebelde. Não por vergonha, mas porque eu queria ir além. Cheguei a pensar que poderia atuar ocasionalmente, mas não achava que isso seria a minha vida.”

    A vontade de estrear no teatro não surgiu como cobrança externa. “Lá no início, senti um pouco por vir de um reality musical. Depois, não mais. O fato é que recebi muitos depoimentos de amigos dizendo o quanto o teatro mudaria minha vida, pela experiência em si”, afirma.

    Chay reconhece que alguns podem enxergar no espetáculo uma exaltação pessoal, já que sua estreia nos palcos se dá em um monólogo com elementos autobiográficos. Para ele, essa leitura também faz parte do debate proposto. “É muito difícil viver nosso tempo sem algum nível de narcisismo. O diferencial é perceber quando você está sendo empurrado para esse lugar.”

    Atento às transformações sociais e políticas, o ator também comenta o cenário cultural do país. Ele elogia os governos Lula e associa o atual momento do cinema brasileiro às políticas de incentivo. “A quantidade de projetos, o apoio à arte e à cultura e a revolução que está acontecendo no cinema têm relação direta com essas políticas.”

    Por fim, Chay diz não temer a reação dos fãs mais antigos diante de um projeto tão desafiador. “É um espetáculo que exige cabeça aberta. Ele frustra algumas expectativas, mas alimenta outras inimagináveis. Estou curioso para ver como o público da época de Rebelde vai reagir.”

    PEÇA INFANTIL: A VIDA E AS OPINIÕES DO CAVALHEIRO ROOBERTCHAY
    Quando: janeiro, qui. a sáb., às 20h30; dom., às 19h30. Fevereiro: sex., às 20h30; sáb., às 18h e 20h30; dom., às 19h30. De 15 de janeiro a 1º de março
    Onde: Teatro Casa Grande — av. Afrânio de Melo Franco, 290, loja A, Rio de Janeiro
    Preço: R$ 160 a R$ 220
    Classificação: 14 anos
    Autoria: Felipe Hirsch e Caetano W. Galindo
    Elenco: Chay Suede
    Direção: Felipe Hirsch
    Ingressos: https://www.ticketmaster.com.br/event/a-vida-e-as-opinioes-do-cavalheiro-roobertchay-rio-de-janeiro 
     
     
     

     

    É difícil não ter algum nível de narcisismo hoje, diz Chay Suede, em sua primeira peça

  • Cidade marcada pela extrema pobreza: onde Wagner Moura passou a infância

    Cidade marcada pela extrema pobreza: onde Wagner Moura passou a infância

    Ator nasceu em Salvador, mas cresceu no sertão da Bahia, em uma cidade destruída pela construção da hidrelétrica de Itaparica. A infância em Rodelas marcou a formação pessoal e artística do primeiro brasileiro a vencer um Globo de Ouro.

    O caminho que levou Wagner Moura ao reconhecimento internacional começou longe dos grandes centros culturais do país. Embora tenha nascido em Salvador, foi no sertão da Bahia que o ator passou parte decisiva da infância e construiu referências que, anos depois, ajudariam a moldar sua trajetória artística.

    Ainda criança, Wagner se mudou com a família para Rodelas, município localizado às margens do Rio São Francisco. Ele viveu na cidade até os 11 anos de idade, período marcado por uma transformação radical: Rodelas foi completamente destruída nos anos 1980 para dar lugar ao reservatório da Usina Hidrelétrica de Itaparica.

    A obra, iniciada durante a ditadura militar, tinha como objetivo ampliar a geração de energia no Nordeste, mas provocou o deslocamento forçado de milhares de moradores. Em 1986, trabalhadores rurais chegaram a ocupar a barragem em protesto contra a desocupação da cidade. Pouco depois, a antiga Rodelas foi inundada, dando origem ao Lago de Itaparica.

    Wagner se mudou ainda criança para Rodelas, onde morou com a família até os 11 anos de idade. A permanência na cidade foi interrompida de forma abrupta nos anos 1980, quando o município foi destruído para a construção da Usina Hidrelétrica de Itaparica, no Rio São Francisco. A obra provocou o deslocamento forçado de toda a população local e deu origem ao Lago de Itaparica.

    À época, o então menino Wagner chegou a falar com um repórter sobre a mudança. Em uma entrevista resgatada recentemente nas redes sociais, ele comentou, com naturalidade infantil, o impacto da decisão. “Não estava com vontade de mudar, não, mas agora já mudei”, disse. Em seguida, confessou o estranhamento com a nova realidade: “Lá, é tudo estranho para a gente”.

     
     
     

     
     
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    Décadas depois, o contraste entre a projeção internacional do ator e a realidade social de Rodelas voltou a chamar atenção. Mais de 90% da população do município está cadastrada no CadÚnico em situação de pobreza ou extrema pobreza. O PIB per capita gira em torno de R$ 15 mil, e a cidade enfrenta desafios estruturais, como baixo índice de saneamento básico, número limitado de escolas e ausência de hospital de referência.

    Apesar das dificuldades, Rodelas mantém forte identidade cultural, com vínculos históricos com comunidades indígenas e territórios tradicionais do sertão baiano. É nesse cenário que se inscreve a infância de Wagner Moura, marcada pela convivência com o interior nordestino e pelas consequências sociais de grandes obras de infraestrutura no país.

    Na adolescência, o ator retornou a Salvador, onde iniciou os estudos em teatro e passou a se apresentar em espetáculos locais. Mais tarde, cursou jornalismo na Universidade Federal da Bahia, etapa decisiva para a consolidação de sua formação artística e política.

    Em entrevista ao programa Papo de Segunda, em 2021, Wagner Moura resumiu a importância dessas experiências para a própria identidade. Disse ser resultado direto dos lugares onde viveu, do sertão da Bahia e da capital, das vivências culturais e humanas que o cercaram desde cedo.

    “Sou resultado do lugar de onde vim, da minha infância, do contexto cultural onde fui forjado, tanto do sertão da Bahia quanto de Salvador”, afirmou o ator. “Do que vi, do que vivi, do que vi de produção cultural, de produção artística em Salvador, de estar ali naquela cidade com aquelas pessoas.”

     

    Cidade marcada pela extrema pobreza: onde Wagner Moura passou a infância