Categoria: ESPORTES

  • Marquinhos usa PSG como lição e fala em ‘última oportunidade’ de ser hexa

    Marquinhos usa PSG como lição e fala em ‘última oportunidade’ de ser hexa

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Aos 32 anos, o zagueiro Marquinhos chega à sua terceira Copa do Mundo com otimismo. Em entrevista concedida ao site da Fifa, o capitão da seleção brasileira falou sobre o papel de liderar a nova geração, elogiou o técnico Carlo Ancelotti e mostrou confiança na luta pelo hexacampeonato.

    Marquinhos vestirá a braçadeira de capitão pela primeira vez em Copas. O brasileiro aceitou a missão de Ancelotti e quer aproveitar aquela que vê como sua “última oportunidade” de vencer o título máximo do futebol. Para isso, quer deixar os erros no passado -em 2022, ele perdeu um pênalti na eliminação para a Croácia, nas quartas de final.

    O zagueiro citou a experiência no PSG como força para dar a volta por cima. Ele recordou derrotas duras sofridas junto à equipe francesa antes de se consagrar bicampeão da Champions League, em 2024/25 e 2025/26. Por causa disso, as frustrações com a amarelinha não o preocupam.

    Já passei por isso no meu clube, outros jogadores também. Sabemos que o nível é muito alto, que tudo passa pelos detalhes, por minimizar ao máximo os erros, por aproveitar também os erros do adversário e por sermos fortes, porque vamos passar por momentos difíceis. Marquinhos, capitão da seleção brasileira, à Fifa

    O atleta se sente preparado para mostrar liderança nos “momentos difíceis e desafiadores”. “É quando você precisa assumir a responsabilidade, especialmente pelos jogadores mais jovens. […] Você precisa ser forte, ajudar a acalmar as coisas e saber que, com trabalho, treinamento e esforço, podemos melhorar a situação”, disse o zagueiro.

    Para Marquinhos, Ancelotti é peça-chave para as pretensões da seleção. “É um treinador vencedor, que mostrou que sabe transformar uma equipe em campeã. Nós estamos muito felizes por ter um treinador como ele. […] Acho que ele trouxe uma energia, trouxe aquele algo a mais de que precisávamos”, completou.

    O Brasil estreia na Copa do Mundo amanhã (13), contra Marrocos. A pentacampeã do mundo está no Grupo C, pelo qual também enfrentará Haiti (19/6) e Escócia (24/6).

    Marquinhos usa PSG como lição e fala em ‘última oportunidade’ de ser hexa

  • É hoje! Brasil estreia na Copa contra o Marrocos; saiba tudo sobre o jogo

    É hoje! Brasil estreia na Copa contra o Marrocos; saiba tudo sobre o jogo

    Chegou o grande dia. A caminhada da Seleção Brasileira em busca do tão sonhado hexacampeonato mundial começa neste sábado, quando o Brasil enfrenta o Marrocos pela primeira rodada do Grupo C da Copa do Mundo de 2026. A partida será disputada às 19h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, marcando também a estreia oficial de Carlo Ancelotti em uma Copa do Mundo no comando da equipe brasileira.

    Grupo do Brasil

    Além de Brasil e Marrocos, a chave conta ainda com Escócia e Haiti. A expectativa é grande para o primeiro compromisso da Seleção no torneio, especialmente após um ciclo de preparação marcado por altos e baixos. Ao longo do período entre Copas, o Brasil passou por mudanças no comando técnico, enfrentou dificuldades dentro e fora de campo e acumulou resultados abaixo do esperado nas Eliminatórias e na Copa América.

    Comandante estrangeiro

    O cenário começou a mudar com a chegada de Carlo Ancelotti. Sob o comando do treinador italiano, a equipe conseguiu garantir sua classificação para o Mundial e apresentou uma evolução nos resultados. Sem carregar o peso de ser apontado como principal favorito ao título, o Brasil inicia a competição com menos pressão e tenta voltar a disputar uma final de Copa após 24 anos. A última decisão aconteceu em 2002, quando a Seleção conquistou o pentacampeonato diante da Alemanha.

    Nos amistosos preparatórios para o Mundial, o Brasil venceu Panamá e Egito. Os confrontos serviram para que a comissão técnica observasse alternativas e buscasse a formação ideal para a competição.

    Desfalque

    A Seleção sofreu uma baixa importante pouco antes da estreia. Wesley foi cortado por lesão, abrindo disputa por uma vaga no lado direito da defesa. Danilo aparece como favorito para assumir a posição, enquanto Alex Sandro deve atuar na lateral esquerda. No setor ofensivo, Lucas Paquetá, Matheus Cunha, Vini Jr. e Raphinha formam a linha de frente da equipe.

    Escalação

    A provável escalação brasileira tem: Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Alex Sandro; Casemiro e Bruno Guimarães; Lucas Paquetá, Matheus Cunha, Vini Jr. e Raphinha.

    Do outro lado, o Marrocos chega para sua sétima participação em Copas do Mundo. A seleção africana ganhou destaque em 2022 ao alcançar as semifinais do torneio, tornando-se a primeira equipe do continente a atingir essa fase. Para a atual edição, a equipe passou por mudança no comando técnico, com Mohamed Ouahbi assumindo a função em março.

    Os marroquinos também tiveram problemas antes da estreia. O zagueiro Nayef Aguerd e o atacante Abde Ezzalzouli foram cortados. Já Mazraoui, que sofreu uma luxação no ombro durante amistoso contra a Noruega, recebeu liberação médica para enfrentar o Brasil.

    A provável formação do Marrocos é: Bono; Hakimi, Diop, Riad e Mazraoui; Bouaddi e El Aynaoui; Brahim Díaz, Ounahi e Sbaï (ou Talbi); Saibari.

    Arbitragem

    A arbitragem da partida ficará a cargo do esloveno Slavko Vincic. Os assistentes serão Tomaz Klancnik e Andraz Kovacic, também da Eslovênia. O suíço Sandro Schaerer será o quarto árbitro, enquanto Stephane de Almeida atuará como assistente reserva.

    É hoje! Brasil estreia na Copa contra o Marrocos; saiba tudo sobre o jogo

  • Ancelotti lidera lista dos técnicos mais bem pagos

    Ancelotti lidera lista dos técnicos mais bem pagos

    Carlo Ancelotti é o selecionador mais bem pago de todo o Campeonato do Mundo, de acordo com as projeções levadas a cabo pelo prestigiado jornal italiano Gazzetta dello Sport, que revela que recebe um ordenado de cerca de 9,5 milhões de euros, como resultado do contrato assinado com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

    Roberto Martínez, treinador espanhol que orienta a principal seleção de Portugal (e cujo contrato termina logo após o final do Mundial2026, o que tem dado azo a especulação), por seu lado, surge na quinta posição, com um vencimento na ordem dos quatro milhões de euros anuais, isto é, menos de metade daquilo que aufere o timoneiro dos canarinhos.

    Curiosamente, Roberto Martínez surge empatado com o ‘eterno’ Fabio Cannavaro, o selecionador… do Usbequistão, isto é, o segundo adversário que a equipa das quinas vai ter pela frente, na fase de grupos da competição que irá decorrer até ao próximo dia 19 de julho, nos Estados Unidos da América, no Canadá e no México.

    Apesar da disparidade no ranking da FIFA, a verdade é que o Usbequistão, 50.º classificado, paga tanto ao seu treinador quanto Portugal, que mora no quinto lugar, e é mesmo a seleção com menos pergaminhos no futebol internacional a surgir nos lugares cimeiros da tabela elaborada pela publicação.

    Percorra a fotogaleria e confira como ficou elaborado o top10.

    Dia de estreia para o Brasil no Mundial2026

    O Brasil, pentacampeão planetário, está inserido no Grupo C do Campeonato do Mundo, o que significa que irá batalhar com Marrocos, Haiti e Escócia pelo apuramento para os 16avos de final, numa caminhada que espera que só termine com a conquista de um título que já lhe escapa desde o longínquo ano de 2002.

    O escrete tem estreia agendada para as 23h00 (hora de Portugal Continental) deste sábado, no MetLife Stadium, em East Rutherford, New Jersey, perante Marrocos. Seguir-se-ão partidas com Haiti (às 01h30 do sábado seguinte, no Lincoln Financial Field, em Filadélfia) e Escócia (às 23h00 de 24 de junho, quarta-feira, no Hard Rock Stadium, em Miami).

    Também este sábado, o Levi’s Stadium, em Santa Clara, Califórnia, vai receber o duelo da jornada inaugural do Grupo B, que irá colocar, frente a frente, Qatar e Suíça.

    Então e Portugal?

    Portugal, por seu lado, aterrou ao final da noite de sexta-feira em Palm Beach, sendo mesmo uma das últimas seleções a chegar à América do Norte, depois de ter efetuado dois derradeiros jogos de preparação em solo nacional, que culminaram em vitória sobre Chile e Nigéria, por 2-0 e 2-1, respetivamente.

    A entrada em cena está agendada para as 18h00 da próxima quarta-feira, dia 17 de junho, no NRG Stadium, em Houston, no Texas, onde terá pela frente a República Democrática do Congo. À mesma hora e no mesmo estádio, a 23 de junho, será a vez de medir forças com o Usbequistão, estando a terceira e última jornada do Grupo K marcada para as 00h30 do dia 28 do mesmo mês, no Hard Rock Stadium, em Miami, na Flórida.

    Ancelotti lidera lista dos técnicos mais bem pagos

  • Torcedor tenta invadir gramado após gol dos EUA; vídeo

    Torcedor tenta invadir gramado após gol dos EUA; vídeo

    Os Estados Unidos estrearam da melhor forma possível na Copa do Mundo, na noite desta sexta-feira (12), ao vencerem o Paraguai por uma convincente goleada de 4 a 1 no SoFi Stadium, em Inglewood, na Califórnia.

    A partida também ficou marcada por uma tentativa de invasão de campo, no mínimo curiosa. Assim que colocou os pés no gramado, o torcedor foi imediatamente contido e derrubado pelos agentes de segurança, como mostram as imagens.

    Torcedor tenta invadir gramado após gol dos EUA; vídeo

  • Polêmica na Copa: FIFA explica lugares vazios, mas não convence o público

    Polêmica na Copa: FIFA explica lugares vazios, mas não convence o público

    A Coreia do Sul venceu a República Tcheca por 2 a 1 na última sexta-feira, em partida válida pela segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo. No entanto, mais do que os gols de Ladislav Krejci, Hwang In-beom e Oh Hyun-gyu, o assunto que tem gerado repercussão é a real ocupação do Estádio Akron, em Zapopan, na região de Guadalajara.

    A FIFA divulgou um público oficial de 44.985 torcedores em um estádio com capacidade para 45.664 pessoas. Na prática, isso significaria que apenas 679 assentos estavam vazios. Porém, durante toda a transmissão da partida, foi possível observar diversas áreas com muitos lugares desocupados nas arquibancadas, levantando questionamentos sobre o público real presente no confronto.

    Nos últimos meses, a entidade máxima do futebol vinha afirmando que os ingressos para a grande maioria das partidas estavam esgotados, o que contribuiu para a alta dos preços no mercado de revenda. Por isso, as imagens do estádio chamaram a atenção e causaram surpresa entre torcedores e jornalistas.

    A polêmica ganhou tamanha proporção que a gestão liderada por Gianni Infantino foi obrigada a divulgar uma nota oficial em suas plataformas para explicar a divergência entre os números divulgados e o que foi visto nas arquibancadas.

    “Os números de público oficial refletem a quantidade de ingressos escaneados e de espectadores presentes dentro do complexo do estádio, e não avaliações visuais da ocupação dos assentos em qualquer momento específico da partida. A FIFA trabalha em estreita colaboração com as autoridades dos estádios e as equipes de bilheteria para garantir que todos os números publicados sejam baseados em dados operacionais verificados”, informou a entidade.

    A nota acrescenta ainda que, durante a partida realizada em Guadalajara, vários torcedores com ingressos foram vistos circulando pelos corredores e áreas comuns do estádio em vez de permanecerem em seus assentos designados.

    Mesmo assim, a justificativa não convenceu parte do público. Na rede social X (antigo Twitter), usuários aprovaram uma nota da comunidade contestando a versão apresentada pela FIFA.

    “Fotografias da partida mostram centenas de assentos vazios espalhados pelo estádio, contradizendo a alegação de que havia apenas alguns torcedores nos corredores”, dizia a observação. O jornal britânico Daily Mail também questionou a explicação, classificando-a como “uma desculpa desesperada”.

    FIFA defende preço dos ingressos

    A FIFA também tem sido alvo de críticas pelos altos preços dos ingressos da Copa do Mundo, que em alguns casos chegam à casa dos milhares de euros. Ainda assim, em entrevista coletiva realizada antes do início do torneio, Gianni Infantino defendeu a política adotada pela entidade.

    “Se vendêssemos os ingressos por um valor mais baixo neste mercado específico, eles acabariam sendo revendidos — algo que é perfeitamente legal neste país — por preços muito, muito mais altos. E para onde iria esse dinheiro?”, questionou o dirigente.

    “Ele iria para esses mercados secundários organizados ou para atividades de mercado paralelo, e não para o futebol. Se estamos fazendo algo errado, então provavelmente todos os que vendem ingressos na América do Norte também estão fazendo algo errado”, concluiu.


    Polêmica na Copa: FIFA explica lugares vazios, mas não convence o público

  • “O erro da Copa”. Árbitro espanhol viola protocolo e levanta polêmica

    “O erro da Copa”. Árbitro espanhol viola protocolo e levanta polêmica

    No segundo dia da competição, já temos a primeira grande polêmica de arbitragem da Copa do Mundo. No jogo que aconteceu às 22h de sexta-feira, no SoFi Stadium, em Inglewood, Califórnia, durante a convincente vitória dos Estados Unidos sobre o Paraguai por 4 a 1, e vem repercutindo em todo o mundo.

    Aos 51 minutos de jogo, Danny Makkelie mostrou cartão amarelo para Tim Ream após uma falta sobre Miguel Almirón na entrada da área americana. Logo em seguida, o árbitro foi chamado para revisar o lance por Carlos del Cerro Grande, responsável pelo VAR na partida de estreia do Grupo D.

    A transmissão televisiva informou que a jogada estava sendo analisada por um possível “erro de identidade”, situação prevista no protocolo do VAR para casos em que o árbitro aplica um cartão ao jogador errado. Foi então que a confusão começou.

    Após rever as imagens a pedido do árbitro espanhol, o holandês realmente mudou sua decisão inicial, mas por um motivo completamente diferente. Em vez de apenas corrigir a identidade do jogador advertido, retirou o cartão amarelo de Tim Ream e mostrou o cartão para Miguel Almirón, por entender que o paraguaio havia simulado a falta. A decisão gerou controvérsia por supostamente violar o protocolo elaborado pela FIFA e pelo IFAB para a competição.

    Afinal, quais regras mudaram para a Copa do Mundo de 2026?

    ‘Lei Prestianni’

    Após a polêmica ocorrida em fevereiro, durante a vitória do Real Madrid sobre o Benfica por 1 a 0, no Estádio da Luz, o VAR agora pode intervir para expulsar jogadores flagrados cobrindo a boca com a mão enquanto discutem com adversários. A mesma punição poderá ser aplicada a atletas que deixarem o campo em protesto contra decisões da arbitragem, medida criada para evitar episódios semelhantes ao ocorrido na final da Copa Africana de Nações (CAN) entre Marrocos e Senegal.

    Combate à cera

    Os árbitros receberam orientações para conceder um arremesso lateral à equipe adversária caso um jogador demore mais de cinco segundos para realizar a cobrança. Da mesma forma, será marcado escanteio para o time adversário se o goleiro ultrapassar o limite de tempo para cobrar o tiro de meta.

    Além disso, jogadores substituídos não poderão levar mais de dez segundos para deixar o campo, enquanto atletas que receberem atendimento médico deverão permanecer fora de jogo por um minuto antes de retornar.

    Três novas situações para intervenção do VAR

    Além dos casos de erro de identidade, o árbitro de vídeo agora também poderá intervir quando um jogador receber incorretamente um segundo cartão amarelo seguido de expulsão.

    O mesmo vale para faltas não assinaladas antes da retomada do jogo em cobranças de bola parada.

    Duas paradas para hidratação

    Está previsto que todas as partidas da Copa do Mundo sejam interrompidas aos 22 minutos de cada tempo para hidratação dos atletas, devido às altas temperaturas registradas na América do Norte. Cada pausa terá duração de três minutos.

    “O erro da Copa”. Árbitro espanhol viola protocolo e levanta polêmica

  • EUA estreiam na Copa em casa com ‘atropelo’ sobre o Paraguai

    EUA estreiam na Copa em casa com ‘atropelo’ sobre o Paraguai

    No segundo dia da Copa do Mundo, os anfitriões viveram emoções bem diferentes. Isso porque, na véspera, o México, outro país-sede do torneio, havia vencido a África do Sul por 2 a 0.

    O Canadá foi a primeira seleção da casa a entrar em campo e saiu atrás no placar logo aos 21 minutos, após um chute certeiro de Jovo Lukic. A equipe canadense contou com Cyle Larin, que, já no segundo tempo, balançou as redes apenas dois minutos depois de substituir Tani Oluwaseyi, garantindo o empate em 1 a 1.

    Já durante a madrugada, os Estados Unidos não tomaram conhecimento do Paraguai e aplicaram uma goleada por 4 a 1, impulsionados pelos gols de Folarin Balogun, Giovanni Reyna e Damián Bobadilla (contra).

    EUA estreiam na Copa em casa com ‘atropelo’ sobre o Paraguai

  • Jogo de estreia do Brasil na Copa ocorre em reduto de brasileiros nos EUA

    Jogo de estreia do Brasil na Copa ocorre em reduto de brasileiros nos EUA

    NEWARK, EUA (FOLHAPRESS) – O fato de a estreia do Brasil na Copa do Mundo neste sábado (13) ocorrer no MetLife Stadium, no estado de Nova Jersey, criou uma coincidência: a largada da seleção será justamente naquele que é um reduto de imigrantes brasileiros nos Estados Unidos.

    Há décadas Nova Jersey, ao lado de Nova York, tem reunido uma das mais importantes e volumosas diásporas brasileiras no país.

    São imigrantes nascidos principalmente em Minas Gerais, um histórico polo de emigração para os EUA, que criaram seus comércios e (literalmente) pintaram a região de verde e amarelo.

    Em partes de Newark, cidade de 325 mil habitantes que reúne a comunidade, é mais fácil escutar o português do que o inglês; ali, a língua oficial americana é dispensável para sobreviver ao dia a dia.

    O clima por vezes se assemelha ao de uma cidade do interior: muitos dentro da comunidade brasileira se conhecem.

    Vera Andrade, 62, a “Verinha” do Hair Brazil, uma loja de mega hair com apliques de cabelo indiano que as americanas compram online, vive há 33 anos em Newark depois que deixou Guanhães, no interior de Minas.

    Ela administra a loja, faz faxina para fora uma vez por semana e ainda organiza um brechó com as roupas doadas pelas patroas. Se preciso, também trabalha como manicure e depiladora. Conhece um por um na vizinhança e cada estabelecimento brasileiro.

    Alguns dos institutos de pesquisa mais confiáveis nos EUA, como o Migration Policy Institute, dizem que hoje Nova Jersey é o quarto estado dos EUA com mais brasileiros, após Flórida, Massachusetts e Califórnia. Estimam que entre 55 mil e 60 mil brasileiros estejam ali, a uma hora de trem de Manhattan.

    Mas fontes diplomáticas do Brasil dizem à reportagem que há um amplo desfalque nos dados oficiais. Seriam, para os serviços consulares, em torno de 200 mil brasileiros em Nova Jersey.

    A diáspora brasileira está concentrada na Costa Leste americana, com em torno de 1,5 milhão de imigrantes ali distribuídos.

    CLIMA DE COPA

    Se nas ruas da cidade de Nova York ainda é difícil sentir o clima da Copa do Mundo, em Newark o cenário é outro.

    Ainda que muitos desses imigrantes não devam comparecer ao MetLife dado os preços abusivos dos ingressos (no mercado paralelo a entrada para a estreia do Brasil saía por no mínimo US$ 1.200 nestes dias que antecedem o jogo), eles já se organizam para assistir juntos em casa e nos restaurantes.

    A cidade estima que 200 mil pessoas devem passar por ali no fim de semana.
    Nova Jersey é um estado, em si, marcado pela migração. Em torno de um quarto de toda a população é formada por pessoas nascidas em outros países, e entre as dez principais nacionalidades está o Brasil.

    Os produtos brasileiros estão por todo lado, e são consumidos não apenas pelos brasileiros, mas por outras comunidades, em especial as demais latinas que ali convivem.

    Nos mercadinhos ali chamados de empórios, a caixa de paçoca, os sacos de pão de queijo congelados e os esmaltes de marcas brasileiras chamam a atenção bem posicionados. Mas os queridinhos, diz uma vendedora, são o bombom Ouro Branco e o arroz Tio João, originário de Pelotas (RS).

    Em lojas de roupa logo ao lado, os biquínis no estilo brasileiro, muitos fio-dental, saem por US$ 50. A camiseta da seleção brasileira, por US$ 79,99. Fora da época de Copa, as camisetas de time mais vendidas são as do Cruzeiro e do Atlético Mineiro, mais uma prova acumulada de que os mineiros são os líderes da migração brasileira para o país.

    Em prateleiras ao lado, mais produtos de estética, com destaque para os body splash da WePink, marca da influenciadora Virgínia.

    FALANDO A PRÓPRIA LÍNGUA

    Mas por que tantos brasileiros escolhem Nova Jersey para viver?

    Ao longo dos séculos 19 e 20, a cidade de Newark se tornou um importante polo industrial na Costa Leste americana, com produção de couro e cerveja e por estar cercada de rodovias importantes para o escoamento de produtos.

    Imigrantes portugueses passaram a se estabelecer ali, criando uma espécie de enclave linguístico que, décadas depois, permitiu aos brasileiros se estabelecerem já com a certeza de que ao menos a língua eles saberiam navegar com tranquilidade.

    Inúmeras pesquisas nos EUA mostram que etnia e língua são fatores-chave para facilitar que um recém-chegado imigrante encontre trabalho e consiga sociabilizar no país.

    Os imigrantes brasileiros chegaram majoritariamente após 2010 e têm uma média de 40 anos; muitos são homens, que migraram em busca de trabalho para enviar remessas a suas famílias no Brasil e, eventualmente, voltar ao país para construir suas casas. Mas há diversos outros perfis, como pessoas que estão na cidade há quase 40 anos.

    Comunicando-se em português a todo o momento, muitos desses imigrantes dizem que é reconfortante poder falar a própria língua após enfrentar tantos desafios na nova vida no exterior.

    “Aqui, se você entrar nas lojas falando inglês, vai é passar vergonha”, diz uma comerciante que prefere não ter seu nome publicado porque ainda está esperando a análise de seu pedido de asilo no país e teme ter a solicitação prejudicada.

    MEDO DO ICE

    Esse tema, aliás, tem mudado a dinâmica local, afetando a vida pessoal e profissional dos imigrantes.

    “O pessoal agora está com medo de sair, antes as ruas aqui ficavam cheias”, diz Verinha. A vendedora mineira de mega hair possui o Green Card. Mas dois de seus irmãos que seguem nos EUA em situação irregular já estão com passagem comprada para voltar ao Brasil em dezembro deste ano após décadas no país. Com medo de serem deportados, decidiram voltar voluntariamente, um tipo de história que apenas se multiplica.

    Vendedores relataram à reportagem que as ações do ICE, a polícia migratória americana, nas ruas de Newark têm ocorrido quase que diariamente. Os brasileiros trancam as portas dos comércios com medo de que os agentes se aproximem e muitas vezes mudam as escalas de trabalho para que colegas ainda irregulares não estejam presentes nos horários de maior ação dos agentes.

    José Moreira, 59, natural de Ipatinga (MG), possui cinco restaurantes na região, entre eles uma churrascaria aberta desde 1992. Ele vive em Newark há 37 anos, e conta que hoje seu público é formado por cerca de 35% brasileiros e 30% americanos, além de uma terceira fração preenchida pelos latinos.

    O rodízio é a maior procura de todos. Logo ali ao lado, anualmente, realiza-se o Brazilian Day, um mega festival com milhares de pessoas. Na edição de 2022, a principal atração foi o cantor baiano Léo Santana. Na última, de 2024, a também baiana Solange Almeida.

    “As detenções afetam o nosso trabalho”, diz Moreira, que afirma que 20% do lucro geral dos restaurantes caiu por conta da nova dinâmica de migração linha-dura estabelecida pelo governo de Donald Trump para promover a deportação de imigrantes em situação irregular. Muitos evitam deixar suas casas (e, portanto, ir aos comércios) com medo de serem pegos nas ruas.

    Não muito longe de onde está concentrada a comunidade brasileira em Newark está a Delaney Hall, prisão onde são detidos imigrantes em Nova Jersey. Em torno de 20 a 30 brasileiros costumam estar ali detidos semanalmente por processos migratórios.

    Nas últimas semanas, uma série de protestos foi realizada nos arredores da prisão para questionar a condição dos detentos e, em último grau, a política migratória de Trump operacionalizada pelo ICE. Ao redor de 4% de todos os imigrantes detidos no país são brasileiros.

    “[A Copa do Mundo] era para ser um momento de muita celebração, mas a gente ainda não consegue sentir isso”, diz à reportagem Rodrigo de Godoi, presidente da Mantena, uma ONG local que trabalha com os imigrantes brasileiros. “Muitos dos negócios passam por momento difícil, muitas famílias estão escondidas. É uma ferida que está aberta”.

    Jogo de estreia do Brasil na Copa ocorre em reduto de brasileiros nos EUA

  • Kaká diz que é pior contratação da história do Real Madrid

    Kaká diz que é pior contratação da história do Real Madrid

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Kaká se colocou entre as piores contratações da história do Real Madrid. O ex-meia brasileiro de 44 anos participou do podcast do ex-zagueiro Rio Ferdinand e falou sobre sua passagem pela equipe merengue entre 2009 e 2013.

    “Minha passagem pelo Real Madrid foi muito completa. Houve questões pessoais e profissionais. Cheguei vindo do Milan como o melhor do mundo e, se você pesquisar hoje pelas piores contratações da história do Real Madrid, vai me encontrar em primeiro lugar ao lado do Hazard. Você pode ver: Kaká e Hazard”, disse Kaká em entrevista no Rio Ferdinand Presents.

    Na avaliação de Kaká, dois fatores influenciaram em uma passagem abaixo das expectativas no Real Madrid: as lesões que ele sofreu e as decisões do técnico José Mourinho.

    “Meu problema no Real Madrid foi, primeiro, as lesões e, segundo, as decisões do treinador. Mourinho preferia outros jogadores: Özil, Di María, Benzema, Cristiano… E eu estava ali. Todos nós disputávamos duas vagas no time titular. Ele optou por outros jogadores. Esse período foi muito importante para mim, porque tentei mostrar a ele, fiz tudo o que pude para provar que poderia jogar mais e ter mais continuidade. Ao mesmo tempo, eu enfrentava uma questão pessoal de identidade”, acrescentou.

    O Real Madrid pagou cerca de 65 milhões de euros (R$ 177 milhões em junho de 2009) para tirar o jogador do Milan -onde ele foi eleito o melhor do mundo em 2007.

    Kaká ficou no Real Madrid entre 2009 e 2013, disputou 120 partidas, marcou 29 gols, deu 39 assistências e conquistou três títulos (Campeonato Espanhol, a Copa do Rei e uma Supercopa da Espanha).

    “Eu estava vivendo um problema pessoal de identidade. Quem eu era: o melhor do mundo ou uma das piores contratações do Real Madrid nos últimos anos? Eu pensava nisso. A fé foi muito importante nesse momento. Eu não era nem o melhor do mundo nem uma das piores contratações da história do Real Madrid. Eu era um filho de Deus. Minha identidade estava na fé. Deus me amava em qualquer situação. Eu rendi no Milan e Deus me abençoou. Se no Madrid eu não conseguia render, eu não podia controlar o resultado, mas Deus continuava comigo e eu seguia abençoado. Emocionalmente e pessoalmente, vivi de tudo nesses quatro anos. Foi um período incrível”, relembrou.

    Kaká concluiu a reflexão sobre os anos de Real Madrid dizendo que mesmo após uma passagem aquém, mantém ótima relação com quem está no clube até nesta sexta-feira (12).

    “Gosto de ver Florentino, os jogadores e os funcionários que continuam no clube e perceber que as portas seguem abertas para mim. Sempre que me veem, dizem: ‘Este é o seu clube, é ótimo tê-lo aqui’. No dia em que deixei o Real Madrid, Florentino me chamou ao seu escritório e disse: ‘Olha, as coisas não saíram como todos nós queríamos, mas estou muito feliz por você ter jogado por nós. Você sempre foi profissional e íntegro. Nunca falou mal do treinador, do clube ou de ninguém daqui’. Eu nunca disse nada e nunca vão me ver falando mal do clube ou do treinador. Tive que passar por aquilo. Estou muito feliz com a pessoa que sou nesta sexta-feira (12) e isso se deve, em parte, àquela época”, finalizou.

    Kaká diz que é pior contratação da história do Real Madrid

  • Cristiano Ronaldo lidera buscas entre craques estrangeiros da Copa

    Cristiano Ronaldo lidera buscas entre craques estrangeiros da Copa

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O português Cristiano Ronaldo, 41, e o argentino Lionel Messi, 38, chegam à sexta participação em Copas liderando o interesse de buscas no Brasil no último mês, em uma comparação entre estrelas das cinco seleções internacionais que lideram o ranking da Fifa (Federação Internacional de Futebol), mostram dados do Google Trends.

    O pico de interesse por Cristiano Ronaldo foi alcançado na sexta-feira (5), quando a seleção portuguesa divulgou um vídeo do atleta treinando cobranças de falta.

    Ao redor do mundo, o maior nível de interesse veio no dia 21 de maio, após o Al-Nassr vencer o campeonato saudita por 4 a 1, com dois gols do atacante.

    Cristiano fez 36 jogos na temporada 2025/26, incluindo os cinco por Portugal nas eliminatórias, com 31 gols e quatro assistências.


    Messi, por sua vez, ficou à frente da curva de interesse no Brasil por duas vezes no mês passado: no dia 24 de maio, após ser substituído por fadiga muscular em jogo do Inter Miami, e depois da vitória sobre a Islândia no último amistoso antes da Copa, disputado na terça-feira (9).

    Tanto CR7 quanto Messi possuem presença forte nas redes. No Instagram, o português tem a marca de mais de 665 milhões de seguidores em seu perfil oficial, ante 506 milhões do argentino.

    O detalhamento das pesquisas dos usuários no Google mostra que os dois atletas também foram impulsionados no Brasil pela venda de álbuns de figurinhas.

    Ambos fazem parte do conjunto de 20 cards que integram a categoria especial chamada Legends e são mais difíceis de encontrar nas bancas, o que gerou curiosidades entre colecionadores sobre qual seria o valor do cromo.

    No Grupo K, em busca de seu primeiro troféu em Copa do Mundo, a seleção de Portugal estreia na quarta-feira (17), às 14h, contra a RDC (República Democrática do Congo), que disputa seu segundo Mundial. A Argentina, que integra o Grupo J, enfrentará a Argélia na terça-feira (16), às 22h.

    Outras estrelas da Copa ainda têm interesse de busca reduzido de busca no Brasil, o que pode mudar assim que entrarem em campo.

    São os casos de Kylian Mbappé, 27, da França, e de Lamine Yamal, 18, da Espanha -ambas favoritas na Copa, segundo projeções da Opta Analyst, empresa especializada em estatísticas esportivas, e de outro veterano. Atrás na curva de buscas, aparece o capitão da seleção inglesa, Harry Kane.

    Com 12 gols em duas Copas, Mbappé, assim como Messi, que já marcou 13 gols em cinco Mundiais, buscará a marca de maior artilheiro da história da competição.


    Cristiano Ronaldo lidera buscas entre craques estrangeiros da Copa