Categoria: ESPORTES

  • Cofundador da Fatal diz que patrocínio ao Corinthians busca ‘naturalizar’ conteúdo adulto

    Cofundador da Fatal diz que patrocínio ao Corinthians busca ‘naturalizar’ conteúdo adulto

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Naturalizar a presença de uma plataforma de conteúdo adulto no cotidiano dos brasileiros é o objetivo da Atlas Technologies, empresa que passou a estampar uma de suas marcas no uniforme do Corinthians: a Fatal Fans.

    “Quando você coloca a marca de um site adulto em um lugar de prestígio, ao lado de marcas que têm confiabilidade, essa confiabilidade passa para ela por osmose”, avalia o cofundador e diretor de negócios da empresa, Samuel Ongaratto, em entrevista à reportagem.
    “É por isso que a gente fez esse investimento no Corinthians. Porque, se fizermos um cálculo do retorno deste investimento, não há conta que o justifique”, explica ele.

    A Fatal Fans é um site de assinatura de conteúdo adulto -fotos e vídeos eróticos ou pornográficos- produzidos por mulheres, homens e casais, em modelo semelhante ao do OnlyFans. Pela plataforma, os usuários podem assinar perfis individuais para acessar esse material, enquanto a empresa retém 15% do valor de cada transação. Segundo a Atlas Technologies, dona da marca, o site reúne cerca de 30 mil criadores de conteúdo e recebe 7 milhões de visitas por mês.

    Já a Fatal Models é uma plataforma que reúne perfis de acompanhantes e já patrocinou outros times de futebol do país, como o Vitória, bateu 30 milhões de acessos ao mês e deve faturar R$ 180 milhões em 2026. Nela, profissionais do sexo podem criar perfis de forma gratuita e pagar pelo impulsionamento de suas páginas. As transações são feitas diretamente entre usuários e acompanhantes, sem mediação da empresa.

    O contrato de R$ 22 milhões firmado entre o Corinthians e a Fatal Fans até 2027 foi fechado em meio à crise financeira do clube, cuja dívida oscila entre R$ 2,4 bilhões e R$ 2,7 bilhões.

    O acordo deu fôlego ao caixa corintiano, mas também lançou o time numa polêmica nacional sobre os limites da publicidade no esporte e a proteção de crianças e adolescentes das torcidas.

    Segundo Ongaratto, a estratégia de buscar credibilidade para a marca em campos e quadras tem o potencial de fazer com que “pessoas que tinham vontade, mas não tinham coragem de acessar o site por medo de que ele colocasse um vírus no seu computador, tenham tranquilidade para acessá-lo”.

    Ao mesmo tempo, esse método dá combustível para uma das principais críticas ao patrocínio: de que expor uma marca ligada ao mercado adulto em um dos maiores clubes do país alcançaria também milhões de crianças e adolescentes que acompanham o futebol.

    Essa preocupação motivou representações encaminhadas ao Ministério Público de São Paulo, após um histórico de batalhas judiciais em Alagoas com base em artigos do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) que tangenciam a questão ao determinar a proteção deste público contra conteúdos inadequados para a idade.

    Também foram protocolados projetos de lei para proibir publicidade de conteúdo adulto em espaços públicos e aqueles administrados pelo Estado e em eventos esportivos. As autoras são a deputada estadual Maria Helou (PSOL) e as deputadas federais Sâmia Bonfim (PSOL-SP) e Tábata Amaral (PSD-SP).

    “Eu me preocuparia mais com uma criança no estádio de futebol vendo o tiozão do lado xingando a mãe do juiz do que com uma propaganda sobre a qual eu acho improvável que ela pergunte alguma coisa”, sugere o empresário.

    “Este é um debate legítimo que deve ser feito pela sociedade, mas que às vezes vem carregado de preconceitos. A nossa propaganda não é direcionada para criança, não tem sensualização, não é imprópria da forma que está”, defende.

    “A gente nunca fez peça publicitária convidando para acessar site ou contratar acompanhante ou com objetificação do corpo de pessoas. Essa é a nossa política.”

    Ongaratto afirmou que a Fatal Models implantou um sistema de aferição de idade para impedir o acesso de menores de 18 anos. Ao ser informado, porém, de que a repórter havia acessado tanto a Fatal Models quanto a Fatal Fans sem qualquer verificação etária, explicou que o recurso estava em funcionamento apenas em Maceió.

    “Fomos a primeira empresa a implementar esse sistema, em março, quando a lei [do ECA Digital] entrou em vigor. Mas a ANPD [Agência Nacional de Proteção de Dados] informou que a fiscalização dos sites adultos só começaria em janeiro do próximo ano. Ficamos sozinhos no mercado operando com aferição de idade”, disse o empresário.

    Segundo ele, a empresa alertou a agência para o que classificou como um “desequilíbrio concorrencial” e decidiu suspender temporariamente o sistema enquanto aperfeiçoava a ferramenta. “Aproveitamos esse tempo para tornar o sistema de aferição de idade mais robusto”, afirmou.

    Já o conteúdo da Fatal Fans, patrocinadora do Corinthians, é fechado. “Para ter acesso, tem que pagar. E, na hora do pagamento, há não só a aferição de idade, mas identificação do usuário. E se o usuário for menor de 18, a compra é estornada”, garante.

    Ao ouvir da repórter que a página inicial da plataforma já exibe imagens de forte apelo sexual, o empresário afirmou que a empresa procura retirar dali imagens “mais erotizadas” e comparou esse tipo de conteúdo àquele encontrado comumente em redes sociais. Ao mesmo tempo, defendeu a necessidade de debate sobre regras específicas para a publicidade do setor, nos moldes da regulamentação das casas de apostas, e não a proibição dos patrocínios.

    Procurado, o Corinthians informou, por meio de nota, que se certificou, antes de assinar o contrato, de que a Fatal Fans operava em conformidade com o ECA Digital e que seu conteúdo só poderia ser acessado mediante assinatura feita por pessoas maiores de idade sob verificação do CPF. Informou ainda que não haverá comunicação ativa convidando para o site nem publicidade “com conotação de objetificação ou erotização”.

    Embora sustente que o objetivo do patrocínio seja reposicionar a imagem da marca, e não ampliar o número de acessos, ele reconheceu que a repercussão tende a produzir efeitos comerciais. “Toda polêmica gera curiosidade.”

    Quando o assunto foi o consumo compulsivo de pornografia, algo que tem crescido com o aumento do acesso a este tipo de conteúdo, Ongaratto afirmou que a empresa ainda não desenvolveu políticas específicas voltadas a usuários que possam apresentar comportamento problemático. Disse considerar o tema relevante, mas reconheceu que a discussão ainda “carece de mais debate dentro da empresa”.

    Ao ser perguntado se a Fatal financia pesquisas ou desenvolve mecanismos para compreender os impactos do consumo excessivo de conteúdo adulto, respondeu que a companhia ainda não possui iniciativas estruturadas nessa área, embora considere que empresas como a sua possam contribuir futuramente para a produção de dados.

    O executivo também disse que a empresa trabalha para reduzir o estigma em torno de profissionais do sexo e criadores de conteúdo adulto. “Esse mercado historicamente foi colocado debaixo do tapete, tanto que muita gente ainda acha que ser acompanhante é crime, quando não é”, disse. “Há quem coloque a mulher que produz conteúdo adulto abaixo da mulher que escolheu como profissão jogar futebol, por exemplo. E não cabe essa comparação. São funções legítimas e que cumprem um papel social”, defendeu ele, que tem duas filhas de um casamento de mais de 20 anos que acabou recentemente.

    Hoje ele namora uma produtora de conteúdo adulto. “Não serei hipócrita, às vezes algum ciúmes a gente sente.”

    Neste movimento para naturalizar este mercado, Ongaratto acharia igualmente natural se uma de suas filhas escolhesse ser acompanhante ou produtora de conteúdo adulto?

    “Ninguém nunca teve coragem de me perguntar isso”, riu, antes de emendar a resposta: “Eu respeitaria a decisão delas e daria as melhores recomendações possíveis para que elas possam estar nessa profissão da maneira mais segura possível, com sucesso. Eu não estou aqui para estimulá-las a escolher essas profissões, mas também não estou aqui para desestimular.”

    Cofundador da Fatal diz que patrocínio ao Corinthians busca ‘naturalizar’ conteúdo adulto

  • Fifa: Infantino enfrenta maior crise após plano frustrado

    Fifa: Infantino enfrenta maior crise após plano frustrado

    BERLIM, ALEMANHA (FOLHAPRESS) – “Pedimos sinceras desculpas por esses erros e nos comprometemos a garantir que eles não se repitam.” Se faltava alguma coisa no currículo de Gianni Infantino, pedir desculpas talvez fosse uma delas. É o máximo que se depreende da carta que enviou à “família Fifa” nesta semana, em que confirma o recuo na proposta de terceirizar a Copa do Mundo. Recuo?

    Seria inédito também. Em dez anos como presidente da Fifa, Infantino, 56, um advogado suíço que jogava mal futebol, mas virou cartola ainda adolescente, só foi para frente, impassível, atropelando. Muito distante daquele Infantino que chegou a secretário-geral da Uefa, em 2009, marcante para a maioria dos europeus apenas pela peculiar atuação nos sorteios da Champions.

    “Isso é paixão, isso é futebol, isso é magia”, declarou certa vez enquanto abria as bolinhas. Segundo um jornalista alemão, parecia um apresentador de circo, faltando apenas a cartola -sem trocadilho, tal designação para dirigente só existe no Brasil.

    Infantino tinha escola. Joseph Blatter, o então poderoso presidente da Fifa, apelava para truques de teatro aprendidos na juventude durante as cerimônias da entidade. O sucessor de João Havelange virou pó, em 2015, quando uma ofensiva da Justiça americana o alcançou no Baur au Lac, hotel sofisticado de Zurique, que abrigava opulentos encontros do Comitê Executivo da entidade.

    Blatter não foi preso como José Maria Marin, à época presidente da CBF, e outros dirigentes de norte a sul das Américas. Logo após a operação, em um sinal de como o futebol presta pouca atenção ao mundo exterior, o suíço foi reeleito. Dias depois, renunciou. O FBI empilhava provas de extorsão, fraude, lavagem de dinheiro e propina.

    O caso provocou um estrago na administração do futebol brasileiro, cujos reflexos se veem até hoje. Comprometeu ou confirmou também a reputação de uma linhagem de dirigentes do país, de João Havelange a seu ex-genro Ricardo Teixeira, banido do esporte.

    Com Blatter fora, Michel Platini, presidente da Uefa, era o nome para a sucessão. Porém, uma outra denúncia de propina, desta vez contra os dois e no âmbito da Justiça suíça, inviabilizou o plano de emergência para arrefecer a maior crise da história da Fifa.

    Ambos foram absolvidos, mas apenas quando o homem das bolinhas já circulava entre ditadores e chefes de Estado no fim da década passada. Infantino foi eleito em fevereiro de 2016, meses após uma segunda operação policial, no mesmo Baur au Lac, gastando sua fluência em sete idiomas. “Quando se trata de números, eu sei do que estou falando.”

    Assumiu para “restaurar a imagem e o respeito da Fifa”, com uma lista de reformas: sedes das Copas passariam a ser definidas por todas as federações, não apenas pelo Comitê Executivo, maculado pela corrupção; mudanças no organograma e decisões descentralizadas; presidentes só poderiam concorrer a três mandatos.

    Dez anos depois, Infantino concorre como favorito a um quarto mandato, em 2027. Algumas federações europeias retiraram o endosso à candidatura após a revelação e a recusa do FFE, Fifa Forward Entreprise, o nome da aventura que o dirigente gestou -em números, 20% dos direitos comerciais da Copa do Mundo na mão de investidores privados.

    Há quem deseje seu cargo, como o canadense Victor Montagliani, presidente da Concacaf, que reúne países das Américas Central e do Norte e Caribe. Porém não há um nome de consenso. O núcleo duro de oposição se concentra na Europa, e o resto flutua conforme interesses de ocasião e um manual não escrito de benefícios montado por Infantino.

    Na Wikipédia, a primeira informação sobre Briga, localidade no cantão suíço de Valais, é que Giovanni Vincenzo Infantino nasceu por lá. Filho de imigrantes italianos e tratado como tal em uma Suíça pouco aberta dos anos 1970, encontrou abrigo em um clube da cidade que reunia a comunidade do país vizinho. Aos 18 anos virou presidente da agremiação.

    Aos 30, já advogado, transformou o futebol em profissão de verdade, ao ser admitido no departamento jurídico da Uefa, que controla o futebol na Europa. Aos 34, virou diretor; aos 39, secretário-geral. Pouco antes de fazer 46 anos, foi eleito para o maior cargo do esporte. “O dinheiro da Fifa é seu dinheiro. Não é dinheiro do presidente da Fifa”, declarou.

    Infantino transformou o discurso em ação. O investimento da entidade no programa de desenvolvimento do esporte dobrou de tamanho. Apenas de 2023 a 2026, distribuiu EUR 2,25 bilhões (R$ 13 bilhões) entre federações e confederações. Recurso para futebol feminino, campo, trave, chuteira, bola, tudo.

    Nada que faça muita diferença em um futebol como o do Brasil, mas que deixa pequenos países na bizarra situação de não saberem onde gastar tanto dinheiro. Com 211 nações afiliadas, a Fifa adora sublinhar o fato de que é maior do que a ONU.

    “Queremos unir o mundo com a maior e mais inclusiva Copa do Mundo, provavelmente o maior evento da história da humanidade”, afirmou Infantino na Cidade do México, na véspera da abertura do último Mundial.

    O tom gongórico da frase se justificava. A maior Copa da história, com 48 seleções e 104 jogos espalhados em três países, ainda que bombardeada pelos críticos, era o primeiro projeto completo da gestão Infantino.

    O Mundial deveria ter voltado para os EUA quatro anos antes. Em 2010, o Comitê Executivo da Fifa escolheu o Qatar para o Mundial de 2022 em detrimento à candidatura americana. Em 2012, um dos executivos envolvidos com a campanha explicou o fracasso da seguinte maneira à Folha de S. Paulo: “Não sabíamos que as regras do jogo eram essas”. Três anos depois, agentes do FBI estavam invadindo quartos no Baur au Lac.

    Infantino inaugurou uma nova fase, atualizando receitas antigas. Sua gestão não lembra a de Blatter, mas a de Havelange. O maior cartola da história chegou ao comando da Fifa, nos anos 1970, graças à percepção, inovadora à época, de que cada país significava um voto. Com ajuda de um executivo externo à Fifa, Horst Dassler, fundador da ISL, transformou o futebol em uma máquina planetária de fazer dinheiro com direitos de TV.

    Quem faz negócio com a Fifa agora não vem de uma família do ramo esportivo, mas do clã montado por Donald Trump em torno da Casa Branca. Joshua Kushner, principal nome envolvido no FFE, o projeto de privatização, é irmão do genro do presidente americano, ainda que faça força para se distanciar do movimento Maga.

    Pela descarada intransigência que demonstrou ao defender o FFE, logo após sua revelação pela imprensa, tratou-se de um movimento natural para Infantino. Tão natural como procurar no depósito da Fifa um modelo de troféu não aprovado para presentear Trump com um Prêmio da Paz, depois do presidente americano ser ignorado pelo Nobel.

    Natural como anular um cartão vermelho recebido por Folarin Balogun, astro da seleção americana, em plena Copa, após um pedido de Trump. Interferir no aspecto esportivo do jogo, cruzar “uma linha vermelha”, como à época descreveu a Uefa. A Fifa nega que a decisão pró-EUA tenha sido tomada devido ao telefonema do presidente americano.

    Até este momento, Infantino soava apenas exótico, apelativo na aproximação com o poder. Em 2022, antes da abertura da Copa no Qatar, afirmou em um discurso confuso que se sentia “mais qatariano”, “mais árabe”, “mais gay”, em referência às tantas polêmicas que esgrimiu antes do Mundial.

    Extemporânea e polêmica, a proposta de dar a galinha dos ovos de ouro para o mercado mudou tudo. Os europeus exigiram e ainda trabalham por sua renúncia; a Concacaf e a AFC, que cuida do esporte na Ásia, ainda engrossam a resistência ao FFE. Após um longo período em silêncio, a CAF, a confederação africana, expressou ter confiança no dirigente. Já a Conmebol, que reúne os países da América do Sul, joga parada, como de praxe.

    Infantino recuou de verdade? Debelou um motim que se armava dentro de seu círculo mais íntimo na Fifa. Pediu desculpas. Negou ter oferecido a final de 2030 para o Marrocos. E, daqui a pouco, vai voltar a falar de mais inclusão, a Copa com 64 seleções, coisas assim.

    Receitas antigas. Na Fifa, funcionam há décadas.

    Fifa: Infantino enfrenta maior crise após plano frustrado

  • Quartas da Copa do Brasil têm sete campeões e um vice na briga por premiação milionária

    Quartas da Copa do Brasil têm sete campeões e um vice na briga por premiação milionária

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Com as classificações de Internacional e Vitória na noite de quinta-feira (6), sobre Corinthians e Athletico-PR, respectivamente, foram definidos os oito times que seguem para as quartas de final da Copa do Brasil.

    Do grupo, sete já conquistaram o título da competição ao menos uma vez, reunindo um total de 20 taças. O único que ainda não sagrou-se campeão é o Vitória, que ficou com o vice em 2010, contra o Santos de Neymar.

    O sorteio dos confrontos das quartas de final está programado para a próxima terça-feira (11), às 11h (horário de Brasília), na sede da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), no Rio de Janeiro. As partidas de ida e volta estão previstas para acontecer entre 26 de agosto e 3 de setembro.

    A CBF também anunciou na quinta-feira (6) que as partidas das quartas de final contarão com a tecnologia do impedimento semiautomático, que já passou a ser adotada no Campeonato Brasileiro.

    Campeão em 1992, o Inter eliminou o Corinthians (atual campeão), em plena Neo Química Arena, em São Paulo, enquanto o Vitória conseguiu reverter a desvantagem de dois gols ao fazer 4 a 0 no Athletico-PR (que venceu em 2019), no Barradão, em Salvador.

    Entre terça (4) e quarta-feira (5), o Vasco (campeão em 2011) passou pelo Fluminense (que venceu em 2007); o Grêmio (campeão em 1989, 1994, 1997, 2001 e 2016) venceu o Mirassol; o Atlético-MG (campeão em 2014 e 2021) superou o Juventude (que ficou com título em 1999); e o Santos (campeão em 2010) eliminou o Remo.

    Além deles, o Cruzeiro (maior campeão da Copa do Brasil, com os títulos em 1993, 1996, 2000, 2003, 2017 e 2018) ganhou da Chapecoense; e o Palmeiras (campeão em 1998, 2012, 2015 e 2020) levou a melhor sobre o Fortaleza.

    Agora já são dez edições seguidas em que as quartas de final têm pelo menos um “intruso” que nunca levantou a taça de campeão.

    Em 2025, chegaram às quartas o Botafogo -que tem como melhor resultado o vice de 1999-, eliminado pelo Vasco, e o Bahia -cujo melhor resultado é a fase quartas de final, alcançada dez vezes-, derrotado pelo Fluminense.

    Em 2024, o Bahia também havia sido o único time não campeão nas quartas, eliminado na ocasião pelo Flamengo. Em 2023, o time baiano teve a companhia do América-MG, eliminados por Corinthians e Grêmio, respectivamente.

    Em 2022, Atlético Goianiense, América-MG e Fortaleza chegaram, derrotados por Corinthians, São Paulo e Fluminense. Em 2021, o Fortaleza tinha sido o único não campeão nas quartas, chegando a avançar até as semifinais, quando caiu para o Atlético-MG.

    Em 2020, foi a vez do Cuiabá, do Ceará e do América-MG. Os dois primeiros foram eliminados por Grêmio e Palmeiras. O time mineiro passou pelo Internacional e caiu na fase seguinte diante do Palmeiras.

    Em 2019, o Bahia novamente, eliminado pelo Grêmio; em 2018, o Bahia e a Chapecoense, eliminados por Palmeiras e Corinthians, respectivamente; e em 2017, o Botafogo, que passou pelo Atlético-MG e parou nas semifinais diante do Flamengo.

    Em 2016, os oito quadrifinalistas já haviam levantado a taça pelo menos uma vez: Atlético-MG, Corinthians, Cruzeiro, Grêmio, Internacional, Juventude, Palmeiras e Santos.

    SALTO NO VALOR DA PREMIAÇÃO A PARTIR DE 2018

    Ao longo da história, a Copa do Brasil foi o palco de algumas das maiores zebras do futebol brasileiro, o que chegou a lhe render a alcunha de “competição mais democrática” do país.

    Em 2004, o Santo André, então na Série B, deixou pelo caminho Atlético-MG e Palmeiras, batendo o Flamengo de Júlio César e Athirson na decisão.

    No ano seguinte, foi a vez do Paulista de Jundiaí, que passou por Botafogo e Internacional e superou o Fluminense na final.

    Um dos casos mais lembrados ocorreu em 2002, quando o pequeno ASA de Arapiraca tirou o Palmeiras logo na primeira fase.

    Nos últimos anos, porém, o aumento da premiação aos times que chegam mais longe no torneio reduziu o espaço para as surpresas.

    Até 2017, o campeão recebia R$ 6 milhões, valor que deu um salto de 730% para R$ 50 milhões, a partir de 2018, quando a CBF fechou um novo contrato de direitos de transmissão com a Rede Globo.

    Desde então, os valores vêm em trajetória crescente, chegando a R$ 78 milhões ao campeão, e a R$ 34 milhões ao vice, na edição de 2026.

    TIMES CLASSIFICADOS ÀS QUARTAS DE FINAL DA COPA DO BRASIL E O NÚMERO DE TÍTULOS

    – Cruzeiro (6)
    – Grêmio (5)
    – Palmeiras (4)
    – Atlético-MG (2)
    – Vasco (1)
    – Santos (1)
    – Internacional (1)
    – Vitória (0)

    Quartas da Copa do Brasil têm sete campeões e um vice na briga por premiação milionária

  • “É sagrado”: Mourinho motiva aviso aos jogadores do Real Madrid

    “É sagrado”: Mourinho motiva aviso aos jogadores do Real Madrid

    O Real Madrid segue a preparação para a nova temporada, e há quem acredite que José Mourinho é o treinador certo para recolocar os merengues no caminho dos títulos. É o caso de Rui Faria, ex-auxiliar do técnico português durante sua primeira passagem pelo Santiago Bernabéu. Em entrevista ao AS, publicada nesta sexta-feira, o também treinador português apontou Mourinho como o perfil perfeito para comandar o Real Madrid.

    “Penso que ele nunca deveria ter saído. O Real Madrid é o clube perfeito para ele. É um treinador que se sente confortável em cenários de pressão máxima e com a responsabilidade de lutar por todos os títulos. Sua ambição, personalidade e capacidade de liderar em contextos de máxima exigência se encaixam perfeitamente na cultura esportiva do Real Madrid”, começou Rui Faria.

    “Além disso, é um clube que oferece todas as condições para ter sucesso. Obviamente, é uma nova realidade: novos tempos, outras circunstâncias e pessoas diferentes”, explicou, antes de ser questionado se a atual missão de Mourinho é tão complicada quanto aquela que enfrentaram em 2010.

    “O objetivo é voltar a conquistar títulos, mas o contexto mudou. Na primeira passagem, encontramos uma equipe que era eliminada regularmente nas oitavas de final da Liga dos Campeões e precisava recuperar uma mentalidade competitiva. O objetivo era devolver a confiança e elevar o nível competitivo do clube em um momento no qual o rival, o Barcelona, estava vivendo um dos períodos mais vitoriosos de sua história”, destacou.

    “Hoje, as expectativas são muito maiores. O Real Madrid vem de um retrospecto extraordinário, com várias Ligas dos Campeões conquistadas na última década. Já não se trata de devolver o clube à elite, mas de mantê-lo no topo. Embora exista a necessidade de renovar o elenco, o desafio não será necessariamente mais difícil. Será diferente. Ambos são desafios enormes, mas exigem habilidades distintas”, argumentou Rui Faria.

    Aviso ao elenco

    José Mourinho é um treinador conhecido por estabelecer limites dentro do vestiário, e Rui Faria deixa um aviso aos jogadores merengues: o coletivo estará sempre acima de qualquer individualidade.

    “Se algum jogador colocar seus interesses pessoais à frente da equipe, Mourinho irá agir de acordo. Ele sempre coloca o coletivo acima do individual. Isso é sagrado para ele”, alertou.

    Bernardo Silva pode ser decisivo
    Há outro nome de peso português no Real Madrid, e Rui Faria não tem dúvidas de que ele chega ao Santiago Bernabéu para ser “decisivo”. Bernardo Silva é reforço dos merengues sem custos, depois de ter encerrado seu contrato com o Manchester City, e o ex-auxiliar de Mourinho lembra que chegou a sugerir sua contratação nos tempos de… Manchester United.

    “O Bernardo Silva é um grande jogador. Lembro que recomendei sua contratação ao Manchester United em 2017, quando ele tinha 22 anos. Tentamos, mas não foi possível, e ele acabou no grande rival da cidade, o City. Se estiver bem fisicamente, pode ser decisivo no Real Madrid. Tem uma grande capacidade técnica, um ótimo entendimento do jogo e uma inteligência especial”, elogiou.

    “É sagrado”: Mourinho motiva aviso aos jogadores do Real Madrid

  • Diniz se diz ansioso para contar com Memphis no Corinthians: ‘Vai dar peso para o time’

    Diniz se diz ansioso para contar com Memphis no Corinthians: ‘Vai dar peso para o time’

    Memphis Depay esteve na Neo Química Arena para acompanhar a vitória do Corinthians por 2 a 1 sobre o Internacional pela Copa do Brasil. Apesar do resultado, o time acabou eliminado, já que tinha perdido por 2 a 0 no jogo de ida.

    O desfecho poderia ter sido outro caso o atacante holandês estivesse em campo. Memphis não atua pelo Corinthians desde maio, ainda antes da Copa do Mundo. Em 31 de julho, o contrato do jogador foi encerrado, em meio a negociações por uma renovação.

    O técnico Fernando Diniz espera contar com o jogador, o qual avalia que “dará peso ao time corintiano”. “O mais importante é que a gente está muito próximo de contar com ele. Ainda não tive esse privilégio desde que cheguei. Ele é muito decisivo, tem um brilho diferente. Estou ansioso pela renovação, está muito perto de acontecer”, falou o treinador na entrevista coletiva após a partida.

    A presença de Memphis no estádio foi mais uma evidência de que o novo vínculo está engatilhado. Ele voltou ao Brasil apenas nesta semana e já passou por uma bateria de exames médicos.

    “Devemos resolver nos próximos dias para trabalharmos juntos. Ele é um cara que vai dar peso para o time, qualidade, experiência”, concluiu Diniz.

    Sem a Copa do Brasil, restam duas competições para o Corinthians na temporada. A equipe volta a jogar no domingo, pelo Campeonato Brasileiro, diante do Red Bull Bragantino, em Bragança Paulista. No dia 13, o time disputa o jogo de ida das oitavas de final da Copa Libertadores, em Buenos Aires, frente ao Rosário Central.

    Diniz se diz ansioso para contar com Memphis no Corinthians: ‘Vai dar peso para o time’

  • Alex Escobar passa por cirurgia no Rio para retirada de tumor no timo

    Alex Escobar passa por cirurgia no Rio para retirada de tumor no timo

    ANA CORA LIMA
    RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – O apresentador Alex Escobar, 51, foi submetido a uma cirurgia nesta quinta-feira (6) na Casa de Saúde São José, na zona sul do Rio de Janeiro, para retirada de um tumor localizado no timo, glândula situada na região do tórax. O procedimento ocorreu após exames apontarem a presença da lesão durante a investigação de um problema de saúde enfrentado pelo jornalista.

    Escobar recebeu o diagnóstico de uma doença autoimune que compromete a comunicação entre nervos e músculos, afetando principalmente a fala e a mastigação. Durante exames, os médicos detectaram o tumor no timo, órgão localizado na região anterior e superior do tórax, próximo ao coração, e indicaram a cirurgia. Segundo o GE, Escobar passa bem depois da cirurgia.

    O quadro veio a público depois que ele apresentou um mal-estar durante participação no programa Encontro, em 22 de junho, quando acompanhava a cobertura da Copa do Mundo 2026 em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

    Após o episódio, o apresentador interrompeu sua participação na cobertura do torneio e retornou ao Brasil para dar início ao tratamento e realizar novos exames.

    Alex Escobar passa por cirurgia no Rio para retirada de tumor no timo

  • Corinthians vence o Inter, mas cai na Copa do Brasil; veja os classificados

    Corinthians vence o Inter, mas cai na Copa do Brasil; veja os classificados

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Na noite desta quinta-feira (6), foram definidos os dois últimos classificados às quartas de final da Copa do Brasil.

    O Internacional, que havia vencido o primeiro confronto contra o Corinthians –o atual campeão– por 2 a 0, em Porto Alegre, confirmou sua vaga na próxima fase após perder por 2 a 1 o jogo da volta, em São Paulo.

    Sem poder contar com os atacantes Yuri Alberto, lesionado, e Memphis Depay, que segue em negociações para a renovação de seu contrato, o Corinthians pressionou o time colorado desde o início, mas teve sérias dificuldades para converter a pressão em chances de perigo.

    O primeiro gol do alvinegro saiu apenas no fim do primeiro tempo, dos pés do zagueiro Gustavo Henrique, após rebote do goleiro dentro da área.
    Aos 13 do segundo tempo, porém, o Inter chegou ao empate, em chute colocado de Bernabei.

    Cerca de dez minutos depois, aos 24, o atacante Pedro Raul, que ganhou a vaga entre os titulares no lugar de Gui Negão, fez o segundo do Corinthians, completando de cabeça após cruzamento de Matheus Bidu. Foi o primeiro gol do centroavante em 26 partidas pela equipe na temporada.

    Aos 40, Matheuzinho ainda acertou uma bola na trave, em chute da entrada da grande área, no último lance de perigo.

    No outro jogo das oitavas de final da Copa do Brasil nesta quinta-feira, o Athletico-PR, que também havia feito 2 a 0 no Vitória na partida de ida, em Curitiba, perdeu por 4 a 0 no jogo de volta, em Salvador, gols dos atacantes Renê (duas vezes), Erick e Marinho.

    Na terça-feira (4), Santos e Atlético-MG já haviam garantido suas vagas nas quartas, eliminando Remo e Juventude, respectivamente.

    Na quarta (5), foi a vez de Palmeiras, Vasco, Cruzeiro e Grêmio deixaram pelo caminho, na ordem, Fortaleza, Fluminense, Chapecoense e Mirassol.

    O sorteio para definir os confrontos das quartas de final acontece na próxima terça-feira (11), a partir das 11h (horário de Brasília), na sede da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), no Rio de Janeiro.

    As partidas estão previstas para acontecer entre 26 de agosto e 3 de setembro.
    A CBF também anunciou nesta quinta-feira que as partidas das quartas de final contarão com a tecnologia do impedimento semiautomático, sistema que também já passou a ser adotado nos jogos do Campeonato Brasileiro.

    Confrontos definidos das oitavas de final da Copa do Brasil:
    Vasco 3 x 1 Fluminense
    Grêmio 2 x 1 Mirassol
    Atlético-MG 1 x 0 Juventude
    Santos 1 x 0 Remo
    Cruzeiro 2 x 0 Chapecoense
    Palmeiras 5 x 3 Fortaleza
    Internacional 3 x 2 Corinthians
    Vitória 4 x 2 Athletico-PR

    Corinthians vence o Inter, mas cai na Copa do Brasil; veja os classificados

  • Real Madrid fez proposta irrecusável, mas Rodri deu o ‘sim’ ao Barcelona

    Real Madrid fez proposta irrecusável, mas Rodri deu o ‘sim’ ao Barcelona

    Está definida a grande disputa do mercado de transferências deste verão. O Barcelona conseguiu convencer Rodri a se juntar ao clube catalão em vez de seguir para o Real Madrid, com o “sim” do jogador já tendo sido dado nesta sexta-feira, segundo a imprensa internacional.

    De acordo com o jornalista Fabrizio Romano, especialista no mercado de transferências, o volante espanhol foi convencido a se transferir para o Barça, e já estão em andamento negociações entre os dois clubes. O Manchester City, porém, pede mais do que os 45 milhões de euros que o Barcelona está disposto a pagar.

    O clube blaugrana está confiante de que conseguirá contratar o melhor jogador da Copa do Mundo de 2026, reforçando o meio-campo da equipe de Hansi Flick para a nova temporada.

    Rodri também conquistou a Bola de Ouro em 2024. Apesar de ter passado parte da última temporada afastado dos gramados por problemas físicos, ele sempre foi um dos jogadores mais influentes no esquema de Pep Guardiola no Manchester City.

    ‘Não’ ao Real Madrid surge após duas semanas de conversas e proposta irrecusável

    A decisão de Rodri de rejeitar o Real Madrid não teve qualquer relação com a postura profissional do clube merengue durante as negociações. Uma proposta “irrecusável” já estava sobre a mesa desde o dia seguinte à final da Copa do Mundo de 2026.

    “A proposta é realmente boa. Nós valorizamos a educação, a classe, o respeito e a forma como o Real Madrid conduziu a negociação. O Real Madrid levou a sério a contratação de Rodri e colocou tudo na mesa para que ele jogasse no clube”, afirmou Pablo Barquero, empresário do jogador, em entrevista à Cadena SER.

    “Desde o presidente até o diretor-geral, todos trabalharam para que Rodri pudesse jogar no Real Madrid. As conversas foram positivas e as negociações aconteceram nas últimas duas semanas, mas Rodri tomou a decisão de optar por outra proposta”, completou.

    O El Larguero, programa da Cadena SER, informou ainda que a proposta do Barcelona aceita pelo capitão da seleção espanhola prevê um salário de aproximadamente 15 milhões de euros por temporada.


    Real Madrid fez proposta irrecusável, mas Rodri deu o ‘sim’ ao Barcelona

  • Fim da novela: Real Madrid oficializa renovação de Vinícius Júnior

    Fim da novela: Real Madrid oficializa renovação de Vinícius Júnior

    Chegou ao fim o impasse envolvendo Vinícius Júnior, já que o Real Madrid anunciou a renovação de contrato com o atacante brasileiro. Nesta quinta-feira, após a oficialização de Yan Diomande, o clube merengue voltou a divulgar uma novidade sobre o elenco com a confirmação de que José Mourinho poderá continuar contando com uma das estrelas da equipe.

    Por meio de um comunicado oficial, o Real Madrid informou que chegou a um acordo com o atacante para estender seu vínculo por mais seis temporadas, até junho de 2032.

    As últimas semanas foram marcadas por especulações na imprensa internacional, que chegou a noticiar que o brasileiro poderia deixar o clube merengue.

    Na realidade, Vinícius Júnior tinha contrato com o Real Madrid apenas até o fim da próxima temporada, motivo pelo qual o clube apresentou uma proposta de renovação. O atacante demorou para responder e fez algumas exigências financeiras para decidir permanecer no clube.

    A diretoria comandada por Florentino Pérez, porém, decidiu que não estava disposta a fazer “loucuras” pelo jogador para não desequilibrar a folha salarial. Com isso, as duas partes chegaram a um impasse. Nesse contexto, o Arsenal apareceu como um dos clubes interessados em uma possível contratação do atacante.

    Os rumores indicavam que os Gunners estariam dispostos a apresentar uma proposta de 160 milhões de euros, o que aumentou ainda mais a indefinição sobre o futuro do jogador.

    O Real Madrid, no entanto, entendeu que perder Vinícius Júnior não estava nos planos de José Mourinho para a temporada que se aproxima. Com isso, o clube voltou à mesa de negociações e chegou a um acordo com o jogador, permitindo que a renovação fosse concretizada.

    Vale lembrar que a possibilidade de saída do Real Madrid foi considerada porque Vinícius Júnior tinha contrato com o clube apenas até o fim da temporada seguinte. Isso significa que, caso o jogador quisesse deixar a equipe, o clube poderia tentar negociá-lo já nesta janela de transferências de verão, garantindo algum retorno financeiro antes de uma eventual saída sem custos.

    Aos 26 anos, Vinícius Júnior vai iniciar sua nona temporada no Real Madrid, depois de ter sido contratado em 2018 junto ao Flamengo por 45 milhões de euros. Na época, com apenas 18 anos, o atacante brasileiro trabalhou para conquistar seu espaço no elenco e, aos poucos, se tornou uma das principais peças da equipe.

    Ao todo, o brasileiro conquistou três títulos do Campeonato Espanhol, duas Ligas dos Campeões e dois Mundiais de Clubes.

    Atualmente, Vinícius Júnior é um dos jogadores mais importantes do elenco merengue e poderá reforçar ainda mais esse status nesta temporada, agora sob o comando de José Mourinho.

    Fim da novela: Real Madrid oficializa renovação de Vinícius Júnior

  • Morre Geraldão, artilheiro do Corinthians na conquista do Paulista de 1977

    Morre Geraldão, artilheiro do Corinthians na conquista do Paulista de 1977

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Geraldão não fez o gol do título do Campeonato Paulista de 1977, honraria que coube a Basílio, mas o Corinthians não teria chegado à final sem ele. Morreu aos 77 anos o artilheiro da equipe naquele torneio -o mais festejado pela Fiel em mais de um século de história, após 22 anos, oito meses e sete dias de espera.

    A morte foi anunciada pelo time, sem que a causa tenha sido divulgada. No texto, a agremiação destaca que o paulista de Álvares Machado foi também campeão estadual em preto e branco em 1979 e “esteve presente pelo Coringão em um dos momentos mais marcantes da história do clube, a Invasão da Fiel ao Maracanã, em 1976”.

    Geraldão chegou ao Corinthians em 1975 depois de ter sido o artilheiro do Paulista do ano anterior, pelo Botafogo, municiado pelo meia Sócrates. Longe de um estilo refinado, o centroavante perdia gols com tanta facilidade quanto a exibida pala marcá-los: acumulou 91 em 280 partidas com a camisa alvinegra.

    “Jogador não tem só fase boa, de fazer gol, fazer gol, fazer gol Vai ter uma hora que vai passar três ou quatro meses sem marcar. A gente tem que entender que não é só fase boa, não. Na fase ruim, você tem que mostrar para a torcida que está lutando. E eu errava”, afirmou, em 2010, em depoimento para o filme “Todo Poderoso: o Filme – 100 Anos de Timão”.

    “Eu estava debaixo do gol, a bola entrando, a torcida já estava pronta para gritar gol, aí a bola passava por cima. Passavam dez minutos, a bola vinha, a torcida ia gritar, eu mandava lá em cima. Eu errava uns dois ou três gols no jogo. Na hora que a torcida não estava esperando, eu fazia o gol”, brincou.

    A simplicidade ajudou a construir sua conexão com os torcedores. Sua popularidade levou o músico Bebeto a compor em 1979 “Flecha Negra”. “Tem a fibra de um domador, e jogando ele é um terror; na cabeça da área se a bola sobrar, sai um gol pra galera vibrar. É o Flecha, Flecha, Flecha, Flecha, Flecha, Flecha Negra do Parque!”

    Foram 23 as flechadas certeiras de Geraldão na campanha do Corinthians em 1977. Na reta final, quando o time precisava de duas vitórias para avançar à decisão, definiu o 1 a 0 sobre a Portuguesa e marcou também no triunfo por 2 a 1 sobre sua vítima favorita, o São Paulo -só em 1977 foram cinco jogos e cinco gols contra a formação tricolor.

    O camisa 9 chegou a ser emprestado para o Juventus e atuou também pelos gaúchos Grêmio e Internacional. Vestindo o uniforme colorado, foi decisivo na conquista do Campeonato Gaúcho de 1982, marcando os gols na vitória por 2 a 0 sobre o próprio Grêmio que definiram a competição.

    Aposentado, Geraldão passou a atuar como professor em escolinhas de futebol em São Paulo. E voltou a defender o Corinthians, em sua equipe de másteres, exibindo o estilo de sempre. “Até hoje eu chuto a bola por cima. Aí dizem: ‘Ah, continua o mesmo’. Claro, se eu não chuto a bola por cima, não sou o Geraldão.”

    Morre Geraldão, artilheiro do Corinthians na conquista do Paulista de 1977