Categoria: MUNDO

  • Negociações de paz com EUA avançaram, mas acordo "ainda está longe"

    Negociações de paz com EUA avançaram, mas acordo "ainda está longe"

    O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou no sábado que as negociações de paz entre o Irã e os Estados Unidos avançaram, mas um acordo final “ainda está longe”.

    “Ainda estamos longe de concluir o debate”, declarou Ghalibaf em entrevista à televisão iraniana.

    O presidente do parlamento iraniano participou das negociações realizadas nos dias 11 e 12 de abril, em Islamabad, junto com a delegação norte-americana, liderada pelo vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance.

    “Fizemos progressos nas negociações, mas ainda existem muitas divergências e alguns pontos fundamentais continuam em aberto”, acrescentou.

    Durante o encontro em Islamabad — o de mais alto nível entre os dois países desde a Revolução Iraniana de 1979 — Teerã destacou que “não tem absolutamente nenhuma confiança” nos Estados Unidos, afirmou Ghalibaf.

    “Os Estados Unidos precisam tomar a decisão de conquistar a confiança do povo iraniano”, continuou. E acrescentou: “devem abandonar o unilateralismo e a postura impositiva na abordagem ao diálogo”.

    Segundo o dirigente, o Irã só aceitou o cessar-fogo de duas semanas, que entrou em vigor em 8 de abril, porque os Estados Unidos solicitaram.

    “Estávamos vencendo no terreno, o inimigo não havia alcançado nenhum dos seus objetivos e o Irã também controlava o estreito de Ormuz”, afirmou.

    “Se aceitamos o cessar-fogo, foi porque eles aceitaram nossas condições”, concluiu.

    Negociações de paz com EUA avançaram, mas acordo "ainda está longe"

  • Mulher esquece-se de caixa com 20 tarântulas vivas em trem na Alemanha

    Mulher esquece-se de caixa com 20 tarântulas vivas em trem na Alemanha

    Uma jovem esqueceu-se de uma caixa com 20 tarântulas vivas, num trem regional que realizou a viagem de Herrenberg até Tübingen, na quinta-feira. O maquinista deparou-se com o pacote e alertou as autoridades.

    Uma jovem de 31 anos deixou para trás uma caixa com 20 tarântulas vivas em um trem regional na Alemanha, na quinta-feira.

    Por volta das 11h20 (horário local), o maquinista de um trem que fazia o trajeto de Herrenberg até Tübingen encontrou “um pacote com a inscrição ‘Aranhas e escorpiões’” em um dos vagões e acionou a Polícia Federal, segundo comunicado divulgado na sexta-feira.

    As autoridades inspecionaram a caixa na estação e identificaram, apreendendo, “20 tarântulas devidamente embaladas”.

    “A proprietária dos animais, uma mulher de 31 anos que havia esquecido o pacote no trem, foi rapidamente identificada. Ela pôde recuperar suas aranhas no mesmo dia”, informou a nota.

    A polícia de Stuttgart destacou que o incidente não afetou o tráfego ferroviário e indicou que a passageira não será acusada de nenhum crime, de acordo com a AFP.

    Não foram divulgadas informações sobre o motivo pelo qual a jovem transportava os animais.

    Mulher esquece-se de caixa com 20 tarântulas vivas em trem na Alemanha

  • Cruzeiro salva marinheiro e gata "em apuros" em alto mar. "Surreal"

    Cruzeiro salva marinheiro e gata "em apuros" em alto mar. "Surreal"

    Um homem e a sua gata, Dahlia, foram resgatados esta semana por um cruzeiro, depois de este ter dado conta de que a embarcação em que estavam em alto mar emitia sinalizadores de perigo. O marinheiro encontra-se bem e um dos passageiros contou que nunca tinha visto nada semelhante.

    Um marinheiro e sua gata, Dahlia, foram resgatados, na terça-feira, pelo Carnival Legend, um navio de cruzeiro. A embarcação, que transporta milhares de pessoas, avistou um barco entre as ondas do mar após partir do Texas, nos Estados Unidos, com destino a Cozumel, no México.

    Segundo publicações internacionais, tudo aconteceu na noite de terça-feira, 14 de abril, quando uma embarcação que emitia sinais de socorro foi identificada.

    Nas imagens, é possível ver que o barco estava “no meio do nada”, cercado pelas ondas. “Surreal”, disse uma das pessoas que registrou o momento do resgate.

    @carnival #stitch with @LivingmyLoyLife original sound – carnival

    “Nunca experienciamos nada assim”, explicou à Fox 26 Alan Loy, uma das pessoas que captou as imagens do barco.

    “Estar no meio do oceano, olhar para o horizonte e ver um holofote iluminando um veleiro sendo sacudido pelas ondas”, descreveu, acrescentando que rapidamente ficou claro que o marinheiro estava “em apuros”, com o barco “balançando muito”.

    Em comunicado enviado à revista People, um porta-voz da Carnival, empresa responsável pelo cruzeiro, explicou que “a tripulação avistou os sinais de emergência do veleiro e lançou um bote de resgate, trazendo o homem e sua gata, Dahlia, em segurança a bordo”. O marinheiro não foi identificado, mas, segundo a empresa, está recebendo atendimento médico.

    De acordo com a revista People, que consultou o CruiseMapper, o cruzeiro partiu de Galveston na segunda-feira, 13 de abril, para uma viagem de dez dias. O navio deve retornar ao mesmo local em 23 de abril, após paradas em Cozumel, Belize, Roatán (Honduras), Montego Bay (Jamaica) e Ilhas Cayman.

    O navio, que pesa 88.500 toneladas, pode acomodar até 2.134 passageiros e 930 tripulantes. Ele realizou sua primeira viagem em 2002 e atualmente opera cruzeiros para o Alasca, Bahamas, Caribe, Europa, Havaí, México, Canal do Panamá e travessias transatlânticas.

    Vale destacar que a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar determina que os navios devem “prestar assistência a qualquer pessoa encontrada no mar em perigo”, a menos que isso represente “grave risco para a embarcação”. A regra se aplica a qualquer pessoa em perigo e estabelece que o resgate seja realizado “com a maior rapidez possível”.

    Cruzeiro salva marinheiro e gata "em apuros" em alto mar. "Surreal"

  • Ormuz? Irã "tentou ser espertinho", mas não pode "chantagear" os EUA

    Ormuz? Irã "tentou ser espertinho", mas não pode "chantagear" os EUA

    O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a sua administração terá “mais informações” sobre o encerramento do estreio de Ormuz “até ao final do dia”, mas frisou que o Irã “não pode chantagear” os Estados Unidos.

    O presidente norte-americano, Donald Trump, adiou explicações sobre o fechamento do estreito de Ormuz para mais tarde, mas destacou neste sábado que o Irã “não pode chantagear” os Estados Unidos.

    “Eles não podem nos chantagear”, afirmou, após reiterar que as negociações continuam e estão “indo muito bem”.

    O magnata também disse que autoridades iranianas “tentaram ser espertas, como fazem há 47 anos”, e reforçou alegações de que os Estados Unidos praticamente eliminaram a marinha, a força aérea e a liderança do país.

    “Teremos mais informações até o final do dia. Estamos dialogando e adotando uma postura firme”, acrescentou.

    As declarações foram feitas durante a assinatura de uma ordem executiva que flexibiliza restrições ao uso de terapias com drogas psicodélicas, ao lado do streamer Joe Rogan, um dos principais defensores da medida.

    Vale lembrar que o estreito de Ormuz voltou “ao seu estado anterior” de controle rigoroso neste sábado, após a recusa dos Estados Unidos em suspender o bloqueio aos portos iranianos.

    Segundo a emissora estatal iraniana IRIB, isso significa que a rota marítima “está novamente fechada e a passagem requer aprovação do IRÔ.

    A decisão foi tomada depois de, na sexta-feira, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Aragchi, ter anunciado que “a passagem de todos os navios comerciais pelo estreito de Ormuz” permaneceria “totalmente aberta durante o período restante do cessar-fogo”.

    Trump reagiu pouco depois com uma mensagem em letras maiúsculas, afirmando que “O ESTREITO DO IRÃ ESTÁ TOTALMENTE ABERTO E PRONTO PARA A PASSAGEM TOTAL”.

    Em outra publicação, também em letras maiúsculas, alertou que “O BLOQUEIO NAVAL PERMANECERÁ EM PLENO VIGOR E EFEITO, APENAS NO QUE DIZ RESPEITO AO IRÔ.

    Mais tarde, o presidente garantiu que Teerã “concordou em nunca mais fechar” a rota.

    “O Irã concordou em nunca mais fechar o estreito de Ormuz. Ele não será mais usado como arma contra o mundo!”, escreveu, novamente em letras maiúsculas, destacando o que chamou de “UM DIA MARAVILHOSO E BRILHANTE PARA O MUNDO!”.

    As negociações têm como objetivo encerrar a guerra iniciada pela ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro. O Irã respondeu com ataques contra Israel e países da região, além de bloquear o estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do comércio mundial de energia.

    O conflito e o bloqueio do estreito fizeram os preços do petróleo subirem e geraram temores de uma crise econômica global. Além disso, a guerra causou milhares de mortes, principalmente no Irã e no Líbano, país que foi envolvido nos confrontos após ações do Hezbollah, que atacou Israel depois da morte do líder iraniano Ali Khamenei.

    Israel se recusou a incluir o Líbano no acordo de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. No entanto, após a intervenção de Washington, concordou com uma trégua de 10 dias na ofensiva contra o Hezbollah.

    Ormuz? Irã "tentou ser espertinho", mas não pode "chantagear" os EUA

  • Terremoto de magnitude 5,3 atinge o Afeganistão

    Terremoto de magnitude 5,3 atinge o Afeganistão

    O tremor ocorreu a uma profundidade de 198,8 quilômetros. Os dados foram registrados e divulgados pelo Centro Sismológico Euro-Mediterrânico.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Um terremoto de magnitude 5,3 atingiu a região de Hindu Kush, no Afeganistão, neste sábado (18). Não há informações sobre vítimas.

    O tremor ocorreu a uma profundidade de 198,8 quilômetros. Os dados foram registrados e divulgados pelo Centro Sismológico Euro-Mediterrânico.

    Outro terremoto, de magnitude 5,8, atingiu o Afeganistão na noite de 3 de abril. O abalo ocorreu no nordeste do país, a uma profundidade de 186,4 quilômetros, segundo o USGS (Serviço Geológico dos Estados Unidos).

    O terremoto ocorrido há duas semanas deixou 12 pessoas mortas. O número faz parte de um balanço atualizado divulgado pelo governo afegão e pelo Crescente Vermelho, que antes contabilizava oito vítimas.

    O epicentro do abalo no início de abril ocorreu a 35 quilômetros ao sul de Jorm. A área fica na província de Badakhshan, mas os tremores foram sentidos em várias partes do país, incluindo a capital, Cabul.

    Terremoto de magnitude 5,3 atinge o Afeganistão

  • Cunhada aparece em casamento e joga tinta preta no vestido da noiva

    Cunhada aparece em casamento e joga tinta preta no vestido da noiva

    A responsável pela confusão foi Antonia Eastwood, de 49 anos, que não havia sido convidada para o evento. Casada com Ashley, irmão mais velho de Gemma, ela apareceu no local e lançou tinta preta contra a noiva, atingindo seu corpo e manchando o vestido que usava na cerimônia.

    A britânica Gemma Monk, de 35 anos, vivia um momento especial ao celebrar seu casamento em uma mansão vitoriana localizada em Maidstone, cidade localizada a 51km a sudeste de Londres, na Inglaterra. Ao lado do companheiro de duas décadas, com quem tem dois filhos, ela se preparava para oficializar a união em um dia que deveria ser marcado apenas por alegria. No entanto, a cerimônia acabou sendo interrompida por um episódio inesperado e tenso.

    A responsável pela confusão foi Antonia Eastwood, de 49 anos, que não havia sido convidada para o evento. Casada com Ashley, irmão mais velho de Gemma, ela apareceu no local e lançou tinta preta contra a noiva, atingindo seu corpo e manchando o vestido que usava na cerimônia.

    O desentendimento entre as duas já vinha de antes. Segundo Gemma, o conflito começou no casamento de Antonia com Ashley, realizado cerca de um ano antes, quando ela teria sido acusada injustamente de “tentar sabotar” a união da cunhada.

    O ataque ocorreu em 24 de maio de 2024 e teve consequências legais. Na última quarta-feira (15), Antonia foi julgada por um tribunal em Maidstone e considerada culpada por danos criminosos. Como penalidade, foi obrigada a pagar 5 mil libras, aproximadamente R$ 33,8 mil, para cobrir os prejuízos causados.

    Apesar do incidente, a cerimônia não foi cancelada. Determinada a seguir com o plano, Gemma contou com a ajuda de uma das madrinhas, que lhe emprestou um novo vestido. Após ajustar a maquiagem e o cabelo, ela seguiu até o altar para oficializar o casamento. Em entrevista ao KentOnline, a noiva relembrou o momento: “Esperamos por esse dia por tanto tempo. Nada me impediria. Ela estava determinada a impedir que o casamento acontecesse. Não pensei duas vezes, teria caminhado até o altar de calcinha e com tinta preta no rosto se fosse preciso”.

    Cunhada aparece em casamento e joga tinta preta no vestido da noiva

  • Estreito de Ormuz é fechado novamente: Passagem "requer aprovação do Irã"

    Estreito de Ormuz é fechado novamente: Passagem "requer aprovação do Irã"

    O estreito de Ormuz voltou “ao seu estado anterior” de controle rigoroso, devido à recusa dos Estados Unidos em levantar o bloqueio aos portos iranianos. A rota marítima “está novamente fechada e a passagem requer a aprovação do IRÔ, de acordo com a emissora estatal iraniana IRIB.

    Um porta-voz do Quartel-General Central de Hazrat Khatam al-Anbiya afirmou, neste sábado, que o estreito de Ormuz “voltará ao seu estado anterior” de controle rigoroso, devido à recusa dos Estados Unidos em suspender o bloqueio aos portos iranianos.

    “A República Islâmica do Irã, em conformidade com acordos anteriores alcançados nas negociações, concordou de boa-fé com a passagem controlada de um número limitado de petroleiros e navios comerciais pelo estreito de Ormuz. Infelizmente, os americanos continuam com o chamado bloqueio. Por essa razão, o controle do estreito de Ormuz voltou ao seu estado anterior, e esse estreito estratégico está sob gestão e controle rigorosos das forças armadas”, diz o comunicado citado pela Sky News.

    A mesma nota afirmou que, “enquanto os Estados Unidos não garantirem a total liberdade de passagem de embarcações do Irã de e para o Irã, a situação no estreito de Ormuz permanecerá sob controle rigoroso e em seu estado anterior”.

    De acordo com a emissora estatal iraniana IRIB, isso significa que a rota marítima “está novamente fechada e a passagem requer a aprovação do IRÔ.

    Vale lembrar que o ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Aragchi, anunciou na sexta-feira que “a passagem de todos os navios comerciais pelo Estreito de Ormuz” permaneceria “totalmente aberta durante o período restante do cessar-fogo”.

    “Em consonância com o cessar-fogo no Líbano, a passagem de todos os navios comerciais pelo Estreito de Ormuz é declarada totalmente aberta durante o período restante do cessar-fogo, na rota coordenada já anunciada pela Organização Portuária e Marítima da República Islâmica do Irã”, escreveu na rede social X (Twitter).

    Por sua vez, o presidente norte-americano, Donald Trump, reagiu à abertura do estreito de Ormuz com uma mensagem totalmente em letras maiúsculas, na qual afirmou que “O ESTREITO DO IRÃ ESTÁ TOTALMENTE ABERTO E PRONTO PARA A PASSAGEM TOTAL”.

    Em outra publicação, também em letras maiúsculas, o magnata alertou que “O BLOQUEIO NAVAL PERMANECERÁ EM PLENO VIGOR E EFEITO, APENAS NO QUE DIZ RESPEITO AO IRÔ.

    “O ESTREITO DE ORMUZ ESTÁ TOTALMENTE ABERTO E PRONTO PARA O COMÉRCIO E TRÂNSITO LIVRE, MAS O BLOQUEIO NAVAL PERMANECERÁ EM PLENO VIGOR E EFEITO, APENAS NO QUE DIZ RESPEITO AO IRÃ, ATÉ QUE NOSSA NEGOCIAÇÃO COM O IRÃ ESTEJA 100% CONCLUÍDA. ESSE PROCESSO DEVE OCORRER MUITO RAPIDAMENTE, JÁ QUE A MAIORIA DOS PONTOS JÁ FOI NEGOCIADA”, afirmou.


    Poucos minutos depois, o chefe de Estado garantiu que Teerã “concordou em nunca mais fechar” essa rota.

    “O Irã concordou em nunca mais fechar o Estreito de Ormuz. Ele não será mais usado como arma contra o mundo!”, escreveu, destacando novamente em letras maiúsculas o que classificou como “UM DIA MARAVILHOSO E BRILHANTE PARA O MUNDO!”.


    Trump também indicou que um acordo com o Irã deve ser alcançado rapidamente, “já que a maioria dos pontos já foi negociada”.

    As negociações buscam encerrar a guerra desencadeada pela ofensiva lançada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro. O Irã respondeu com ataques contra Israel e países da região, além de bloquear o estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do comércio mundial de produtos energéticos.

    A guerra e o bloqueio do estreito fizeram os preços do petróleo dispararem e geraram temores de uma crise econômica global. Além disso, o conflito causou milhares de mortes, principalmente no Irã e no Líbano, país que foi arrastado para o confronto após ações do Hezbollah, que atacou Israel após a morte do líder iraniano Ali Khamenei.

    Israel, inclusive, recusou incluir o Líbano no acordo de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã. No entanto, após a intervenção de Washington, concordou com uma trégua de 10 dias na ofensiva contra o Hezbollah.

    Estreito de Ormuz é fechado novamente: Passagem "requer aprovação do Irã"

  • Canadá diponibiliza mais 3,4 milhões de euros para ajuda humanitária a Cuba

    Canadá diponibiliza mais 3,4 milhões de euros para ajuda humanitária a Cuba

    O Canadá anunciou sexta-feira que disponibilizará uma ajuda de 5,5 milhões de dólares canadenses (3,4 milhões de euros) para Cuba “para responder diretamente às necessidades urgentes dos cubanos vulneráveis” em matéria de medicamentos e alimentos.

    O governo canadense afirmou, em comunicado, que a Organização Pan-Americana da Saúde receberá cinco milhões de dólares “para proteger a saúde e o bem-estar das populações vulneráveis em Cuba”.

    O objetivo é “melhorar a disponibilidade e o acesso a serviços de saúde essenciais, medicamentos críticos e suprimentos médicos”, além de fortalecer as cadeias de abastecimento e apoiar tanto as instituições de atenção primária quanto os hospitais de referência.

    O valor restante, 500 mil dólares canadenses, será destinado ao Programa Alimentar Mundial “para prestar assistência alimentar aos cubanos e apoiar a logística essencial e as necessidades de combustível para a resposta humanitária”.

    As autoridades canadenses acrescentaram que continuam monitorando a situação em Cuba para “avaliar e responder à evolução das necessidades”.

    O valor anunciado hoje se soma a outros oito milhões de dólares canadenses em ajuda que o Canadá já havia disponibilizado no final de fevereiro para o Programa Alimentar Mundial e o UNICEF, destinados à compra de alimentos para Cuba.

    Canadá diponibiliza mais 3,4 milhões de euros para ajuda humanitária a Cuba

  • Trump afirma que Xi está "muito satisfeito" com reabertura de Ormuz

    Trump afirma que Xi está "muito satisfeito" com reabertura de Ormuz

    O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que o líder chinês, Xi Jinping, está “muito satisfeito” com a reabertura do estreito de Ormuz, prevendo um encontro entre dois líderes em Pequim “especial e histórico”.

    “O presidente Xi está muito satisfeito com o fato de o estreito de Ormuz estar aberto ou em rápida abertura”, escreveu Trump em uma publicação na rede Truth Social, da qual é proprietário, na sexta-feira.

    Além disso, o líder norte-americano afirmou que o próximo encontro com Xi Jinping em Pequim será “especial e, possivelmente, histórico”, e garantiu que espera alcançar avanços significativos na relação bilateral.

    O estreito de Ormuz é fundamental para a China, já que cerca de metade das importações de petróleo do país asiático passam por essa rota, enquanto aproximadamente 80% do petróleo bruto que transita pelo estreito tem como destino a Ásia, de acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE).

    O republicano pretende visitar a capital chinesa entre os dias 14 e 15 de maio, em um encontro bilateral que inicialmente estava previsto para abril, mas foi adiado devido à guerra no Irã.

    Trump será o oitavo presidente dos EUA a visitar a China, em uma lista que começa com a visita de Richard Nixon em 1972, passando por outros líderes como Gerald Ford (1975), Ronald Reagan (1984), George H. Bush (1989), Bill Clinton (1998), George W. Bush (2001) e Barack Obama (2016).

    Na tarde de sexta-feira, o presidente norte-americano afirmou que Teerã estava retirando as minas do estreito de Ormuz e que esperava que, em breve, ocorresse uma nova rodada de negociações para chegar a um acordo que ponha fim à guerra, que já dura sete semanas.

    Trump afirma que Xi está "muito satisfeito" com reabertura de Ormuz

  • Israel atacou 129 unidades de saúde no Líbano em 45 dias de guerra

    Israel atacou 129 unidades de saúde no Líbano em 45 dias de guerra

    O ataque contra infraestruturas civis e de saúde é considerado crime de guerra. Pelos menos 37 mil construções civis foram destruídas no país

    Os bombardeios de Israel contra o Líbano danificaram 129 unidades de saúde libanesas, com 100 profissionais de saúde assassinados e 233 feridos. O Ministério da Saúde do país ainda informou que 116 ambulâncias foram bombardeadas e seis hospitais precisaram ser fechados.

    “Esses incidentes constituem uma grave violação do direito internacional humanitário e comprometem seriamente o acesso da população aos serviços de saúde”, diz comunicado do escritório da Organização das Nações Unidas (ONU) de Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha) no Líbano.

    O ataque contra infraestruturas civis e de saúde é considerado crime de guerra. Israel vinha ameaçando unidades de saúde alegando que elas eram usadas pelo Hezbollah. Organizações de direitos humanos questionam as acusações.  Um aviso para evacuar dois hospitais em Beirute preocupou a Organização Mundial de Saúde (OMS).  

    Os 45 dias de conflitos tirou a vida de 2.294 pessoas e deixou outros 7,5 mil feridos, sendo, pelo menos, 177 crianças mortas e 704 feridas, segundo cálculos provisórios do Ministério da Saúde libanês divulgados nesta sexta-feira (17).

    Estima-se ainda que, pelo menos, sete jornalistas foram alvos de ataques israelenses nessa fase da guerra no Líbano. 

    O Conselho Nacional de Pesquisa Científica do Líbano (CNRS) calculou que 37,8 mil unidades habitacionais foram destruídas até o dia 12 de abril, quatro dias antes do cessar-fogo. A maior parte da destruição foi nos subúrbios da capital, Beirute.

    “Isso representa aproximadamente 16% do total dos danos registrados durante as fases anteriores da guerra. Esses números destacam uma rápida intensificação da destruição, com uma proporção significativa dos danos cumulativos da guerra ocorrendo em um período muito curto”, diz o CNRS.   

    No primeiro dia do cessar-fogo no Irã, Israel lançou um ataque massivo com o Líbano, em especial contra os subúrbios densamente povoados e áreas centrais da capital, causando a morte de mais de 300 pessoas em cerca de 10 minutos de bombardeios.  

    O jornalista e especialista em geopolítica Anwar Assi, que conhece as regiões bombardeadas em Beirute, destacou à Agência Brasil que são áreas civis.

    “Essa área é 100% civil. Mesmo os escritórios do Hezbollah são escritórios civis. Ou seja, pela lei internacional, não podem ser atacados. O subúrbio de Beirute não é uma área militarizada. Não tinha porquê bombardear aquelas áreas”, afirmou.

    Com família no Líbano, Assi disse que as alegações de Israel de que tinham foguetes naquela região não são verdadeiras.

    “Isso dá para ver pelos prédios destruídos, que lá não tinha foguete. O único motivo dos ataques foi para forçar o deslocamento dos moradores e criar uma pressão em cima da sociedade libanesa”, afirmou.

    Mais de 1,2 milhão de pessoas foram deslocadas em decorrência de ordens de deslocamento em massa que abrangem cerca de 15% do país, segundo dados do Ocha.  

    Para o especialista, o objetivo de Tel Aviv é criar milhares de deslocados que venham se voltar contra o Hezbollah. 

    “Mas isso não está acontecendo, a maioria apoia a resistência. Mesmo os críticos do Hezbollah têm rejeitado uma guerra civil contra o grupo”, acrescentou.

    O presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, reafirmou nesta sexta-feira que a unidade nacional e a paz civil são “uma linha vermelha” que não deve ser cruzada sob nenhuma circunstância, alertando que miná-las serve aos objetivos de Israel, segundo a Agência Nacional de Notícias do país.

    Israel alega que ataca infraestrutura militar do Hezbollah, acusando ainda o grupo de usar infraestrutura civil para fins militares, o que é negado pela organização xiita. 

    Sul do Líbano

    O governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirma que a operação no sul do Líbano busca criar uma zona despovoada até o Rio Litani, a cerca de 30 quilômetros da fronteira entre os dois países. 

    Na quinta-feira (16), Netanyahu informou que estava tentando tomar a cidade de Bent Jbeil, de 30 mil habitantes.

    Em março, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse que não permitiram que as milhares de pessoas que fugiram do sul do Líbano retornassem às suas casas ao sul do Rio Litani. 

    O deslocamento forçado de população civil é considerado outro crime de guerra.

    No último dia antes do cessar-fogo, Israel bombardeou a última ponte que restava sobre o Rio Litani, a Ponte de Qasmiyeh, isolando a região ao sul do resto do país e impedindo a conexão entre as cidades de Tiro e Sidon. Em resposta, foi construída uma ponte provisória para permitir o retorno dos moradores.

    O libanês-brasileiro Hussein Melhem, de 45 anos, morava com a família na cidade de Tiro (ou Tyre) até a recente fase da guerra começar no dia 2 de março. Ele se deslocou para a região metropolitana de Beirute e não sabe ainda quando poderá voltar para Tiro. LINK 6  

    “Quero voltar esta semana, mas tem que diminuir a fila um pouco porque está uma luta para voltar ao sul, tem muita gente”, disse, acrescentando que não está seguro de que a trégua possa durar. 

    “É preciso aguardar os próximos desdobramentos”.

    O especialista em geopolítica Anwar Assi afirmou à Agência Brasil que as ações de Israel no sul do Líbano configuram uma limpeza étnica para expulsar os moradores da região e tomar esses territórios.

    “O objetivo principal da guerra é a expulsão das pessoas do sul do Líbano. Por isso que eles destruíram escolas, hospitais, prédios do governo e todas as unidades que poderiam dar suporte ao retorno dos civis. Eles destruíram justamente para que essas pessoas que retornassem às suas cidades não encontrassem nenhum tipo de apoio”, destacou Assi.

    Israel atacou 129 unidades de saúde no Líbano em 45 dias de guerra