Categoria: MUNDO

  • Chega de ordens dos EUA, diz líder interina da Venezuela

    Chega de ordens dos EUA, diz líder interina da Venezuela

    Delcy Rodríguez tem variado entre uma retórica de enfrentamento a Washington e um tom mais conciliatório; líder foi convidada por Trump para visitar os EUA, mas ainda não há data para a reunião, segundo a Casa Branca

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse neste domingo (25) que não quer mais ordens dos Estados Unidos em seu país, bombardeado por Washington no início do ano durante a captura do ditador Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores.

    “Chega de ordens de Washington sobre políticos na Venezuela. Que seja a política venezuelana quem resolva nossas divergências e nossos conflitos internos. Chega de potências estrangeiras”, disse ela em uma mensagem a petroleiros no estado de Anzoátegui, no norte do país.

    Os EUA disseram estar no comando da Venezuela após a incursão militar de 3 de janeiro, mas, desde então, têm atuado em conjunto com Delcy. A líder, por sua vez, tem variado entre uma retórica de enfrentamento a Washington, voltada para sua base de apoio interna, e um tom mais conciliatório com o presidente Donald Trump, direcionado à comunidade internacional.

    A declaração mais recente se encaixa no primeiro caso. Em outras ocasiões, autoridades americanas minimizaram a retórica como acenos internos para apoiadores.

    No mesmo dia em que Maduro foi capturado, por exemplo, ela desafiou o republicano ao afirmar que o ditador era “o único presidente” do país. “Estamos prontos para defender a Venezuela”, disse, logo após Trump afirmar que os EUA governariam a nação até uma “transição pacífica, adequada e criteriosa”.

    No dia seguinte, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que não consideraria o que é tido em entrevistas coletivas. “Retórica é uma coisa.

    Vemos retórica por muitos motivos diferentes. Há muitas razões diferentes pelas quais as pessoas vão à TV e dizem certas coisas nesses países, especialmente 12 ou 15 horas depois que a pessoa que antes estava no comando do regime já está algemada e a caminho de Nova York”, afirmou ele à emissora ABC News. “No fim das contas, queremos ver ação.”

    Na semana passada, Delcy promoveu a reorganização das Forças Armadas ao nomear 12 oficiais superiores para comandos militares regionais. Anteriormente, ela já tinha designado um ex-chefe do serviço de inteligência como novo comandante de sua guarda presidencial e como diretor da agência de contrainteligência.

    Depois da operação, a incerteza que pairou sobre o futuro político do país veio acompanhada do rumor, discutido por venezuelanos na fronteira do Brasil com o vizinho, de que a cúpula política e militar do regime traiu o ditador e fez um acordo com os EUA.

    Delcy era a número dois do regime de Maduro. Desde então, a Venezuela tem aberto canais de diálogo em meio à pressão americana, e a líder foi convidada pelo governo Trump para visitar Washington, embora ainda não haja data para a reunião, segundo a Casa Branca.

    Chega de ordens dos EUA, diz líder interina da Venezuela

  • Lula propõe a Trump que Conselho de Paz se limite a Gaza e inclua Palestina

    Lula propõe a Trump que Conselho de Paz se limite a Gaza e inclua Palestina

    Líderes conversaram por telefone nesta segunda (26); Brasil não confirmou participação no grupo criado por republicano; Venezuela também foi tema da chamada de 50 minutos, e Lula ressaltou importância de estabilidade na região

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Em telefonema a Donald Trump nesta segunda-feira (26), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) propôs que o Conselho de Paz, criado pelo americano, limite-se à questão de Gaza e preveja um assento para a Palestina, atualmente excluída do órgão.

    O Brasil ainda não confirmou participação no grupo criado pelo republicano, e a tendência é a de recusa. O texto original do órgão prevê o direito de os países proporem alterações, mas ressalta a necessidade de aprovação do presidente americano -cargo que será ocupado por Trump por ao menos mais três anos-, além do poder de veto de Washington sobre decisões dos Estados-membros.

    Em uma conversa de 50 minutos, os dois líderes abordaram temas relacionados à relação bilateral e à agenda global, além de tratarem sobre o combate ao crime organizado. Os dois também trocaram impressões sobre indicadores econômicos de Brasil e Estados Unidos e sobre a relação entre os dois países.

    Segundo nota do governo brasileiro, Lula manifestou interesse em estreitar a parceria na repressão à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas, bem como no congelamento de ativos de grupos criminosos e no intercâmbio de dados sobre transações financeiras. A proposta teria sido bem recebida pelo republicano.

    Ao falar sobre o Conselho de Paz, o petista reiterou também a importância de uma reforma abrangente na ONU que amplie os membros permanentes do Conselho de Segurança, segundo a nota. Os dois trocaram ainda impressões sobre a situação na Venezuela, e Lula ressaltou a importância de preservar a paz e a estabilidade na região e de trabalhar pelo bem-estar do povo venezuelano.

    Por fim, os presidentes concordaram com uma visita de Lula a Washington após a viagem do brasileiro à Índia e à Coreia do Sul em fevereiro, em data a ser fixada em breve.

    Lula propõe a Trump que Conselho de Paz se limite a Gaza e inclua Palestina

  • Sob pressão de ações do ICE, Trump diz estar 'revisando tudo' após 2ª morte no mês

    Sob pressão de ações do ICE, Trump diz estar 'revisando tudo' após 2ª morte no mês

    Presidente americano se recusou a dizer ao The Wall Street Journal se a conduta dos agentes foi apropriada; Alex Pretti foi morto a tiros no domingo durante abordagem de funcionários federais em operação anti-imigrantes

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no domingo (25) ao jornal americano The Wall Street Journal que o governo está analisando a abordagem do ICE (Serviço de Imigração e Alfândegas americano) que terminou na morte de um homem em Minnesota no fim de semana

    “Estamos analisando, estamos revisando tudo e chegaremos a uma conclusão”, disse o republicano à publicação, recusando-se a dizer se a conduta do agente foi apropriada.

    “Não gosto de ataques a tiros. Não gosto mesmo”, continuou. “Mas também não gosto quando alguém vai a um protesto com uma arma potente, totalmente carregada e com dois carregadores cheios de balas. Isso também não pega bem.”

    Alex Pretti, 37, foi morto a tiros durante uma abordagem de funcionários federais em operação anti-imigrantes. A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, afirmou que o episódio começou depois que um homem “abordou agentes da Patrulha da Fronteira dos EUA com uma pistola semiautomática de 9 mm” e eles tentaram desarmá-lo.

    Vídeos publicados nas redes sociais e verificados pelo The New York Times, no entanto, contradizem essa versão, ao mostrar que Pretti estava segurando um celular antes de os agentes o derrubarem no chão e atirarem nele. A vítima tinha licença para portar arma, que foi descoberta apenas quando ele já estava no chão, sendo agredido. Ele é baleado após ser desarmado, segundo as filmagens.

    “As mentiras repugnantes contadas sobre nosso filho pelo governo são repreensíveis e nojentas”, afirmaram seus pais, Michael e Susan, em um comunicado no fim de semana. “O último pensamento e ato [de Alex] foi proteger uma mulher”, continuaram, em referência a uma pessoa que, momentos antes, havia sido empurrada pelos agentes de imigração.

    “Ele estava com o celular na mão direita e a mão esquerda, vazia, erguida acima da cabeça enquanto tentava proteger a mulher que o ICE acabara de derrubar, tudo isso enquanto era atingido por spray de pimenta”, afirmaram.

    O estado do Minnesota registra constantes protestos desde o início de janeiro, quando Renee Good, 37, foi morta por um agente do ICE. Em resposta às manifestações, Trump já ameaçou de usar Lei de Insurreição, um obscuro dispositivo legal com mais de 200 anos, para conter os protestos em Minneapolis.

    Criada em 1807, a legislação permite ao presidente empregar soldados das Forças Armadas em situações em que distúrbios civis ultrapassem a capacidade das autoridades locais de manter a ordem. A legislação foi usada pela Casa Branca durante a Guerra Civil e, nos anos 1960, para impor o fim da segregação racial. A última aplicação ocorreu em 1992, durante os protestos antirracismo em Los Angeles.

    Sob pressão de ações do ICE, Trump diz estar 'revisando tudo' após 2ª morte no mês

  • Corpo de Ran Gvili, último refém do Hamas, é recuperado

    Corpo de Ran Gvili, último refém do Hamas, é recuperado

    Era o  último refém israelense que permanecia no enclave palestino; homem também tinha passaporte português

    As autoridades recuperaram o corpo do último refém do Hamas, após o ataque de 7 de outubro 2023. Ran Gvili era o último refém israelense que permanecia no enclave palestino.

    O homem estava doente e à espera de uma operação no hospital em 7 de outubro quando, alarmado com as notícias que chegavam, se vestiu e se dirigiu para o campo de batalha. Acabou morrendo e o seu corpo foi levado para Gaza como troféu e objeto de troca. 

    O corpo do homem, de 24 anos, foi encontrado agora no desdobramento de uma operação em um cemitério no norte da Faixa de Gaza, onde as tropas realizaram, este domingo, “extensas operações de busca”.

    O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu já reagiu à notícia, considerando que se trata de “um extraordinário feito para Israel”.

    “Prometemos trazer todos de volta e conseguimos trazer todos de volta”, afirmou, citado pela Times of Israel, acrescentando que o sargento “Ran é um herói”.

    O militar israelense, segundo o Expresso, tinha passaporte português, por parte dos bisavós maternos.

    O corpo do último refém mantido na Faixa de Gaza foi identificado no local por peritos forenses israelenses. As Forças de Defesa de Israel (IDF) começaram a exumar centenas de corpos em um cemitério em Gaza, no fim de semana e, até hoje, segundo o Times of Israel, testaram cerca de 250 deles para verificar se algum deles correspondia ao do homem.

    A sua identidade acabou sendo confirmada através da sua dentição e das suas impressões digitais. 
    O corpo de Gvili vai ser transferido para Israel onde serão feitas as suas cerimônias fúnebres.

    Plano de Paz acelera recuperação de corpos

    A libertação do corpo de Gvili era aguardada desde outubro do ano passado, no âmbito do plano de paz proposto pelo os Estados Unidos para o Médio Oriente.

    Vale lembrar que os familiares do militar tinham pedido ao governo israelense que não abrisse a passagem de Rafah, no sul de Gaza, prevista para os próximos dias após os Estados Unidos terem anunciado o início da segunda fase do acordo de cessar-fogo, até que os seus restos mortais retornassem ao território israelense.

    A guerra na Faixa de Gaza foi desencadeada pelos ataques liderados pelo Hamas em 07 de outubro de 2023 no sul de Israel, nos quais morreram cerca de 1.200 pessoas e 251 foram feitas reféns.

    Em retaliação, Israel lançou uma operação militar em grande escala no enclave palestino, que provocou mais de 71 mil mortos, segundo as autoridades locais controladas pelo grupo islamita, um desastre humanitário, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e a deslocação de centenas de milhares de pessoas.

    Corpo de Ran Gvili, último refém do Hamas, é recuperado

  • Onda de frio deixa mortos e causa cancelamento recorde de voos nos EUA

    Onda de frio deixa mortos e causa cancelamento recorde de voos nos EUA

    Temporal de inverno já causa estragos em ao menos 20 estados e a capital, Washington; governo alerta que quase toda a população do país pode ser afetada

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Ao menos dez pessoas morreram durante a tempestade de inverno que atinge parte dos Estados Unidos nesta semana, causando quedas de energia e afetando a aviação na região.

    Ao menos 20 estados e a capital, Washington, decretaram estado de emergência. Em alguns dos estados, moradores foram orientados a não saírem de casa.

    Cinco mortes aconteceram na cidade de Nova York, informou o prefeito Zohran Mamdani. Ele não disse se as mortes em questão têm relação com o frio, mas afirmou que as vítimas estavam “ao ar livre” durante as temperaturas glaciais.

    Outras três mortes aconteceram no Texas e mais duas na Louisiana. Uma das vítimas do Texas é uma adolescente de 16 anos que morreu em um acidente de trenó.

    Mais de 19.000 voos com origem ou com destino aos Estados Unidos foram cancelados no fim de semana. Quase 38% de todos os voos agendados para deixar os EUA ontem foram cancelados, segundo a plataforma Cirium.

    O número é o mais alto desde a pandemia. Em 30 de março de 2020, quando os efeitos do lockdown começaram a entrar em vigor, 12.143 voos foram cancelados no país.

    Na manhã de hoje, outros 2.500 voos também foram cancelados, segundo a agência de notícias AFP. Entre as cidades com voos cancelados estão Nova York, Washington, Chicago, Dallas e Atlanta.

    Mais de 840.000 pessoas ficaram sem energia no país, principalmente na região Sul. O Tennessee, onde gelo derrubou linhas de transmissão, teve mais de 300.000 casas sem energia.

    Problema de abastecimento elétrico preocupa autoridades, principalmente em regiões onde frio é atípico. Em Kentucky e na Georgia a expectativa é de que o frio bata recordes. Hoje, a cidade de Atlanta pode ter mínimas de -9°C.

    A expectativa é de que os impactos da neve e da chuva congelada durem semanas, segundo o Serviço Nacional de Meteorologia. O órgão classificou a tempestade como “extensa e de longa duração”, originária de uma perturbação no vórtice polar que veio do Canadá.

    Onda de frio deixa mortos e causa cancelamento recorde de voos nos EUA

  • Suspeita de bomba evacua milhares de passageiros no aeroporto de Miami

    Suspeita de bomba evacua milhares de passageiros no aeroporto de Miami

    O aeroporto foi parcialmente fechado por cerca de duas horas após uma mala ser deixada desacompanhada em uma área

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Milhares de passageiros foram evacuados neste domingo (25) do Aeroporto Internacional de Miami, nos EUA, após uma suspeita de bomba no local.

    O caos teve início depois que uma bagagem foi deixada desacompanhada em uma área. Em publicação nas redes sociais, a administração do aeroporto afirmou que policiais investigavam um item suspeito no Terminal Sul.

    O aeroporto foi parcialmente fechado por cerca de duas horas. Ainda de acordo com informações oficiais, três saguões, G, H e J, além de áreas adjacentes, foram evacuados e ficaram temporariamente fechados.

    O incidente gerou uma superlotação de passageiros que já estavam no aeroporto quando tudo começou. Segundo os jornais locais, a maioria deles tinha como destino a América Latina e tentavam passar por alguns dos portões de embarque da região bloqueada.

    Clientes entraram em pânico com a possibilidade de ser uma bomba. “Todo mundo gritava, todo mundo corria. Todo mundo se amontoava nos cantos. Os pais choravam, escondiam seus bebês e ficavam em lugares desacompanhados”, relatou Jennifer Tripp, que viajava pela Delta Airlines para Los Angeles com o marido, ao jornal Miami Herald.

    Esquadrão Antibombas deu sinal verde horas depois e as operações foram retomadas. O gabinete do xerife de Miami-Dade disse à CBS News que as pessoas foram evacuadas por “excesso de cautela”. Não há relatos de feridos.

    Episódio ocorreu no mesmo dia em que 15 mil voos haviam sido cancelados nos EUA devido a uma violenta tempestade de inverno. O site FlightAware registrou mais de 4,6 mil voos cancelados no sábado (24) e mais de 10,4 mil neste domingo.

    Suspeita de bomba evacua milhares de passageiros no aeroporto de Miami

  • Ataque a tiros deixa 11 mortos em campo de futebol no México

    Ataque a tiros deixa 11 mortos em campo de futebol no México

    O crime ocorreu em uma região marcada pela violência entre grupos criminosos que disputam o tráfico de drogas e roubo de combustível

    Um ataque armado após uma partida de futebol, neste domingo (25), deixou 11 mortos e 12 feridos no Estado de Guanajuato, na região central do México. Um homem armado abriu fogo contra pessoas no campo de futebol de Salamanca após o fim de uma partida.

    O prefeito da cidade contou  que dez pessoas morreram no local e outra morreu no hospital. Em publicação nas redes sociais, Cesar Prieto afirmou que uma mulher e uma criança estão entre os feridos.

    O estado de Guanajuato, onde fica Salamanca, tem a maior taxa de homicídios do país, com 2.035 crimes do tipo no ano passado. A maior parte dessas mortes tem relação com a disputa territorial entre o cartel da Nova Geração de Jalisco e o cartel de Santa Rosa de Lima, que nasceu na região.

    Autoridades federais foram acionadas para investigar o crime. A suspeita inicial da polícia é de que o crime tenha relação com a briga de cartéis na região. 

    O México tem tentado combater os carteis com a transferência de presos para os EUA e com operações policiais. Entre os presos em operações recentes no país está o ex-atleta olímpico canadense Ryan Wedding, acusado de tráfico de cocaína.

    Ataque a tiros deixa 11 mortos em campo de futebol no México

  • Clinton e Obama pedem que americanos se manifestem contra mortes pelo ICE

    Clinton e Obama pedem que americanos se manifestem contra mortes pelo ICE

    Bill Clinton e Barack Obama pediram uma reação do povo norte-americano contra as mortes violentas que vem acontecendo pela polícia anti-imigração dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês)

    O ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton pediu aos norte-americanos para se manifestarem, denunciando as “cenas horríveis” em Minneapolis, onde duas pessoas foram mortas pela polícia de imigração, comandada por Donald Trump.

    “Cabe a todos nós que acreditamos na promessa da democracia norte-americana manifestarmo-nos”, disse no domingo o ex-líder democrata, acusando o governo Trump de mentir sobre as duas mortes.

    Também o ex-presidente norte-americano Barack Obama já tinha reagido, considerando a morte de mais um cidadão norte-americano por agentes da polícia anti-imigração dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) uma “tragédia desoladora” e apelando a uma reação face ao que considera serem ataques perpetrados contra os valores fundamentais dos Estados Unidos.

    “Cabe a cada cidadão levantar-se contra a injustiça, de proteger as nossas liberdades fundamentais, e responsabilizar o nosso Governo”, refere Barack Obama, em um comunicado citado pela agência de notícias France Presse, no qual acusa a Administração de Donald Trump de estar “ansiosa por agravar a situação”.

    Agentes da ICE mataram no sábado de manhã um homem na cidade de Minneapolis, estado do Minnesota (centro-norte).

    Mais tarde foi divulgado que se tratava de Alex Jeffrey Pretti, de 37 anos, um enfermeiro de cuidados intensivos da Administração de Veteranos, departamento governamental que lida com assuntos dos ex-militares.

    Alex Pretti era um cidadão norte-americano, nascido no estado do Illinois (centro). Tal como Renee Good, morta em 07 de janeiro, Pretti não tinha antecedentes criminais e a família contou à agência de notícias Associated Press (AP) que nunca tinha tido interações com a polícia, excetuando algumas multas de trânsito.

    Entretanto, as autoridades federais norte-americanas anunciaram que o agente que matou a tiro Pretti tem oito anos de experiência na Patrulha Fronteiriça dos Estados Unidos (USBP, na sigla em inglês) e “possui vasta formação como agente de segurança em campos de tiro e como agente especializado no uso de armas não letais”.

    Um alto funcionário da USBP, Greg Bovino, em uma coletiva de imprensa em Minneapolis no sábado, referiu que o tiroteio aconteceu às 09:05, quando agentes realizavam uma operação contra um “imigrante indocumentado”, chamado José Huerta Chuma.

    Durante a operação, “um homem aproximou-se dos agentes da patrulha fronteiriça com uma pistola semiautomática de nove milímetros, os agentes tentaram desarmá-lo, mas ele resistiu violentamente”, relatou Bovino, acrescentando que, “temendo pela sua vida e dos seus companheiros, um agente disparou em legitima defesa”.

    Vários vídeos analisados pela AP desmentem a versão do governo Trump, mostrando um agente ICE disparando contra Pretti após uma confusão, onde ele segurava apenas um celular.

    Nos vídeos, o cidadão é visto gravando uma discussão, descreve a agência. Durante a luta, os agentes descobriram que ele estava na posse de uma pistola semiautomática de 9 mm e abriram fogo com vários tiros.

    De acordo com a família, o enfermeiro possuía uma arma, para a qual tinha licença de porte oculto no Minnesota, mas nunca o viram a usá-la.

    A tensão no estado de Minnesota e os protestos aumentaram após a morte, em 07 de janeiro, de Renee Good, cidadã norte-americana de 37 anos e mãe de três filhos, que foi baleada por um agente da ICE quando dirigia, embora o Governo de Donald Trump a acuse de “terrorismo doméstico”.

    Além disso, a detenção de vários menores, entre eles uma criança de 5 anos que permanece detida com o pai em um centro de detenção em San Antonio, Texas (sul), aumentou a indignação de muitos cidadãos, que acusam a ICE de abuso.

    O presidente da Câmara de Minneapolis, Jacob Frey, o chefe da polícia local, Brian O’Hara, e o governador do Minnesota, o democrata Tim Walz, já pediram ao Presidente norte-americano para pôr fim às operações na cidade.

    Clinton e Obama pedem que americanos se manifestem contra mortes pelo ICE

  • Minneapolis pede reforço para conter situação tensa na cidade

    Minneapolis pede reforço para conter situação tensa na cidade

    Neste sábado, um enfermeiro estadunidense de 37 anos identificado como Alex Pretti foi morto por um agente de imigração do Departamento de Segurança Interna (DHS), o que gerou protestos pela cidade.

    O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, solicitou formalmente ao governador do Minnesota, Tim Walz, o auxílio da Guarda Nacional do Minnesota para reforçar os recursos policiais da cidade.

    Neste sábado, um enfermeiro estadunidense de 37 anos identificado como Alex Pretti foi morto por um agente de imigração do Departamento de Segurança Interna (DHS), o que gerou protestos pela cidade.

    A prefeitura apontou que os recursos policiais locais estão sobrecarregados, com as manifestações causadas pelo que classificou de “perturbação da segurança pública decorrente da ação de milhares de agentes federais de imigração nos bairros de Minneapolis”.

     

    A administração contou que os integrantes da Guarda Nacional do Minnesota vão auxiliar a polícia local e os serviços de emergência na proteção da segurança da comunidade na área próxima da Rua 26 e da Avenida Nicollet, região onde ocorreu o enfermeiro foi morto. Se necessário, os agentes da Guarda podem atuar em outros postos da cidade.
    Ainda seguindo a nota da prefeitura, para diferenciar de outros agentes com uniformes semelhantes, que atuam na região, os membros da Guarda Nacional de Minnesota usarão coletes refletores néon e estarão sempre em contacto próximo com os agentes da polícia de Minneapolis que estiverem na operação.
    A prefeitura informou que o destacamento da Guarda Nacional do Minnesota foi a pedido das autoridades locais, não tendo, qualquer, envolvimento do governo federal nas atividades.

    Em uma medida para a área de segurança pública, o Departamento de Polícia de Minneapolis (MPD) determinará, temporariamente, um perímetro de restrição de circulação de veículos junto ao local onde ocorreu o tiroteio. Somente o tráfego residencial terá acesso ao local.

    “Pedimos a todos os que estão reunidos na zona que se retirem para garantir a segurança pública. Caso as autoridades municipais observem materiais a serem recolhidos para barricadas ou incêndios, esses materiais serão removidos e quaisquer incêndios serão extintos”, apontou a prefeitura em nota.
    Durante do sábado, autoridades democratas reagiram ao terceiro tiroteio envolvendo agentes federais na cidade, demonstrando indignação pelo medo e pela degradação da segurança pública, além das perdas de vidas provocada pela ação de milhares de agentes federais em Minneapolis. Aconselharam também que a comunidade continue dando prioridade à segurança de todos e que participem pacificamente dos protestos.
    “Pedimos que a administração Trump e a invasão de agentes federais abandonem a nossa cidade. Quantas pessoas mais precisam morrer?”, disse o presidente da Câmara, Jacob Frey, conforme a nota, acrescentando que espera que os agentes federais reflitam o que ocorre na cidade. Frey afirmou que eles precisam defender a América e não dividir a nação como estão fazendo.

    “Sabemos que há muita raiva, mas também pedimos à nossa comunidade que mantenha a calma enquanto trabalhamos nos detalhes desta tragédia”, disse o chefe da polícia de Minneapolis, Brian O’Hara.

    A polícia de Minneapolis informou que foi montado um posto de comando desta força de segurança e que a Patrulha Rodoviária de Minnesota e outras forças policiais da área metropolitana de Minneapolis-Saint Paul estão prontas para auxiliar, caso seja necessário. As forças policiais da área metropolitana ajudam a polícia da cidade no atendimento de chamadas de emergência.
    “A nossa exigência hoje é que os agentes federais da nossa cidade ajam com a disciplina e a integridade que esperamos dos nossos próprios agentes todos os dias”, disse O’Hara.
    No entendimento da diretora de Gestão de Emergências de Minneapolis, Rachel Sayre, que tem vasta experiência em operações de emergência internacionais em países como a Síria e o Iémen, eventos deste tipo provocam impacto duradouro e intergeracional nas famílias da comunidade.

    De acordo com a diretora, nestes momentos, surgem o melhor e o pior da comunidade, sendo o pior o terror e o medo em famílias por toda a cidade até em uma ida ao supermercado ou à escola.

    “Mas o melhor, sem dúvida, é a resposta pacífica da comunidade neste momento e o cuidado com os seus vizinhos. Além disso, a nossa equipe da Câmara Municipal trabalha incansavelmente para garantir que os recursos disponíveis sejam disponibilizados”, completou na nota.

    A morte de Alex Pretti elevou o nível de tensões entre as autoridades federais e estaduais, na escalada que vem desde o assassinato da norte-americana Renee Good, em 7 de janeiro, também na cidade e ainda e foi reforçada com a detenção de um norte-americano levado de casa de bermuda e com a detenção de crianças em idade escolar, incluindo um menino de 5 anos.

    Minneapolis pede reforço para conter situação tensa na cidade

  • Homem encontra tesouro romano antigo de R$ 34 milhões no quintal de casa

    Homem encontra tesouro romano antigo de R$ 34 milhões no quintal de casa

    O episódio ocorreu na cidade de Hoxne e resultou na localização de um tesouro avaliado em milhões, além de possuir enorme importância histórica.

    O desaparecimento de um simples martelo no quintal de uma propriedade rural levou a uma das descobertas arqueológicas mais relevantes do Reino Unido. O episódio ocorreu na cidade de Hoxne e resultou na localização de um tesouro avaliado em milhões de libras, além de possuir enorme importância histórica.

    Em 1992, o fazendeiro Peter Whatling percebeu que havia perdido uma ferramenta em suas terras e decidiu pedir ajuda a um amigo, Eric Lawes, jardineiro aposentado e entusiasta da detecção de metais. Em 16 de novembro daquele ano, enquanto procuravam pelo objeto, os dois acabaram encontrando diversos artefatos antigos enterrados no solo, incluindo moedas e colheres.

    Após a descoberta inicial, os amigos optaram por informar as autoridades locais e o serviço arqueológico, permitindo que especialistas analisassem o material e realizassem uma investigação completa da área. Essa escolha foi fundamental para que os arqueólogos conseguissem registrar com precisão o posicionamento de cada objeto, em vez de uma escavação improvisada que poderia comprometer as informações históricas.

    O conjunto ficou conhecido como Tesouro de Hoxne e é considerado um dos mais importantes achados de ouro e prata do final do período romano na Grã-Bretanha. No ranking internacional, ocupa o quinto lugar entre os dez maiores tesouros de metais preciosos datados entre os séculos 2 e 7 d.C. Ao todo, foram catalogadas 15.233 moedas, além de vasos de prata, joias de ouro, colheres e itens de higiene pessoal.

    Durante a escavação, também foram encontrados vestígios de madeira e outros materiais orgânicos. Essas evidências indicaram que os objetos estavam guardados em um baú de carvalho, com divisórias internas protegidas por palha e tecido.

    Os estudiosos acreditam que o tesouro tenha sido enterrado no século 5 d.C., já que algumas moedas datam dos anos 407 e 408, embora a maioria seja mais antiga. A identidade do proprietário e o motivo do esconderijo permanecem desconhecidos, podendo estar ligados a um período de instabilidade ou ao resultado de um roubo.

    Em 1993, as peças foram entregues à Coroa britânica e posteriormente vendidas a museus. Parte do acervo está exposta no Museu Britânico, em Londres. O valor obtido foi repassado ao descobridor e ao dono do terreno, que dividiram 1,75 milhão de libras, quantia equivalente a cerca de 4,7 milhões atualmente, quase R$ 34 milhões.

    Homem encontra tesouro romano antigo de R$ 34 milhões no quintal de casa