Categoria: MUNDO

  • Talibãs afegãos reivindicam morte de 58 soldados paquistaneses na fronteira

    Talibãs afegãos reivindicam morte de 58 soldados paquistaneses na fronteira

    O porta-voz do governo talibã afirmou hoje que tropas afegãs abateram 58 soldados paquistaneses durante uma operação de retaliação realizada durante a noite contra o Paquistão, na fronteira com o Afeganistão, em que morreram também nove militares afegãos.

    Durante os confrontos, “58 soldados paquistaneses foram mortos e cerca de 30 ficaram feridos”, disse Zabihullah Mujahid em uma coletiva de imprensa realizada em Cabul, acrescentando também que “nove soldados talibãs morreram”.

    A operação de retaliação aconteceu um dia depois de, em Peshawar, na província de Khyber Pakhtunkhwa, na fronteira com o Afeganistão, os talibãs paquistaneses terem assumido a responsabilidade pelos ataques mortais registrados na sexta-feira e no sábado, no noroeste do Paquistão, que mataram 23 pessoas.

    Entre as ações realizadas na sexta-feira está um ataque suicida contra um centro de treinamento da polícia, que matou sete agentes. Outros ataques provocaram a morte de 11 paramilitares no distrito fronteiriço de Khyber e de cinco pessoas, incluindo três civis, no distrito de Bajaur.

    Nos últimos meses, os militantes talibãs paquistaneses (TTP – Tehreek-e-Taliban Pakistan) intensificaram sua campanha de violência contra as forças de segurança do Paquistão nas áreas montanhosas da fronteira com o Afeganistão, governado pelos talibãs desde o verão de 2021.

    Os incidentes aconteceram poucas horas depois de o governo talibã do Afeganistão acusar o Paquistão de “violar a soberania” do território afegão, inclusive em Cabul, onde foram ouvidas explosões. Islamabad, por sua vez, defendeu o direito de se proteger de ataques nas áreas fronteiriças.

    As autoridades paquistanesas culpam os talibãs afegãos por facilitarem a retomada das atividades do TTP.

    O grupo Tehreek-e-Taliban Pakistan, que é proibido no país, inicialmente reivindicou a responsabilidade pelo ataque, mas depois emitiu um segundo comunicado negando qualquer envolvimento. O grupo é aliado, mas distinto dos talibãs afegãos, que assumiram o poder em Cabul em 2021.

    Na sexta-feira, o principal porta-voz do exército paquistanês, Ahmad Sharif Chaudhry, declarou que “o terrorismo aumentou desde 2021”, sobretudo na província de Khyber Pakhtunkhwa, próxima à fronteira com o Afeganistão.

    Em uma coletiva de imprensa, Chaudhry disse a jornalistas que o Paquistão realizou milhares de operações antiterroristas nos últimos anos para conter a crescente ameaça militante.

    Um relatório do Conselho de Segurança da ONU, publicado no início deste ano, concluiu que o TTP “foi provavelmente o grupo extremista estrangeiro no Afeganistão que mais se beneficiou” com a volta dos talibãs ao poder, que “acolheram e apoiaram ativamente” o movimento.

    Cabul nega categoricamente essas acusações e devolve a crítica a Islamabad, acusando o Paquistão de apoiar grupos “terroristas”, em especial a filial regional do grupo Estado Islâmico (EI).

    Em 2024, até 15 de setembro, as forças de segurança já haviam realizado mais de 10 mil operações, nas quais 970 militantes foram mortos. No mesmo período, 311 soldados e 73 policiais morreram, acrescentou.

    O ano de 2024 foi o mais mortal para o Paquistão em quase uma década, com mais de 1.600 mortos nesses episódios de violência.

    Talibãs afegãos reivindicam morte de 58 soldados paquistaneses na fronteira

  • Israel ordena a destruição dos túneis do Hamas em Gaza

    Israel ordena a destruição dos túneis do Hamas em Gaza

    O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, ordenou hoje ao Exército “destruir todos os túneis terroristas do Hamas em Gaza” após a libertação dos reféns.

    Em uma mensagem publicada em sua conta pessoal na rede social X, o ministro afirmou que “o grande desafio” de Israel, após a libertação dos reféns, é a destruição dos túneis do Hamas na Faixa de Gaza, acrescentando que já deu instruções às forças armadas “para que se preparassem para cumprir a missão”.

    “Esse é o principal significado da implementação do princípio acordado de desmilitarizar Gaza e desarmar o Hamas”, declarou.

    Segundo Katz, a operação será realizada “por meio do mecanismo internacional que será criado sob a liderança e supervisão dos Estados Unidos”.

    Estima-se que o processo de libertação dos 48 reféns que ainda permanecem em Gaza — dos quais acredita-se que apenas 20 estejam vivos — comece na manhã de segunda-feira, informou o coordenador israelense para assuntos dos reféns, Gal Hirsch, às famílias dos cativos.

    O desmantelamento da infraestrutura militar do Hamas na Faixa de Gaza também está previsto no acordo firmado com Israel, que determina que, uma vez iniciado o cessar-fogo — o que ocorreu neste sábado ao meio-dia —, haverá um prazo de 72 horas para que o Hamas e outras milícias palestinas libertem os reféns detidos em Gaza.

    No entanto, no sábado, o Hamas adiantou que não participará da assinatura oficial do acordo de paz com Israel, alegando que, apesar de concordar com o cessar-fogo e com a troca de reféns israelenses por prisioneiros palestinos, não aceita ser desmilitarizado.

    Israel ordena a destruição dos túneis do Hamas em Gaza

  • Irã anuncia suspensão do acordo de cooperação com a agência nuclear da ONU

    Irã anuncia suspensão do acordo de cooperação com a agência nuclear da ONU

    O Irã anunciou a suspensão do acordo de cooperação com a agência nuclear da ONU, assinado no início de agosto no Cairo, em resposta ao restabelecimento das sanções internacionais contra Teerã há duas semanas.

    “Nas condições atuais, e considerando os acontecimentos recentes, o ‘acordo do Cairo’ está suspenso”, declarou o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abas Araqchí, em entrevista à televisão estatal neste sábado.

    Araqchí afirmou que o pacto assinado em 9 de agosto com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) “perdeu a validade prática” após a restauração, em 28 de setembro, das sanções da ONU contra Teerã, impulsionada pela França, Alemanha e Reino Unido (E3).

    Segundo o chanceler iraniano, a partir de agora qualquer pedido da agência nuclear da ONU para inspecionar as instalações nucleares do Irã ficará restrito ao marco legal definido pelo Parlamento iraniano e pelas decisões do Conselho Supremo de Segurança Nacional do país.

    No entanto, Araqchí ressaltou que as relações com a AIEA não estão totalmente interrompidas, já que algumas formas de cooperação beneficiam o Irã, especialmente em áreas técnicas, como a operação da usina nuclear de Bushehr e do reator de pesquisas de Teerã.

    Ele também afirmou que Teerã mantém aberta a possibilidade de reativar o acordo “caso sejam apresentadas propostas justas que garantam os direitos da nação iraniana” ao enriquecimento de urânio para fins pacíficos — algo que classificou como uma “linha vermelha”.

    O Irã assinou o acordo do Cairo com a agência internacional para retomar a cooperação, suspensa em junho após a guerra de 12 dias com Israel e os ataques israelo-americanos contra instalações nucleares iranianas durante o conflito.

    Araqchí explicou que o objetivo do acordo era estabelecer um marco regulatório para a inspeção de infraestruturas bombardeadas e destacou que sua aplicação estava condicionada à não reativação das antigas resoluções do Conselho de Segurança da ONU contra o Irã, anteriores ao acordo nuclear de 2015.

    As seis resoluções aprovadas entre 2006 e 2010 contra o Irã — restabelecidas em 28 de setembro — proíbem o país de enriquecer urânio e de realizar atividades balísticas, além de estabelecer um embargo de armas, congelamento de ativos, autorizar inspeções de aviões e navios iranianos em águas internacionais, e impor restrições bancárias e financeiras.

    Após a restauração dessas medidas, o ministro das Relações Exteriores iraniano já havia declarado, na semana passada, que o acordo com a AIEA “não tem mais eficácia nem validade” e que “não pode servir como base para a cooperação”, garantindo que Teerã tomará novas decisões.

    Irã anuncia suspensão do acordo de cooperação com a agência nuclear da ONU

  • Carta anônima alerta para ataque em Notre-Dame: "Vão causar um massacre"

    Carta anônima alerta para ataque em Notre-Dame: "Vão causar um massacre"

    A carta foi descoberta pelo sacristão do edifício, perto da área das velas, que rapidamente alertou a segurança. As autoridades inspecionaram a catedral, não encontrando qualquer arma no interior.

    Uma carta anônima foi encontrada na Catedral de Notre-Dame, em Paris, França, na sexta-feira, alertando para um possível ataque a faca nos dias 11 ou 12 de outubro.

    “Não abram a catedral nos dias 11 e 12 de outubro”, dizia o autor da carta, em uma mensagem datilografada citada pelo Le Parisien. “Haverá visitantes estrangeiros que, com a ajuda de outros visitantes, já esconderam facas na catedral nos últimos dias. Eles vão causar um massacre. Por favor, não abram a catedral.”

    A carta foi encontrada pelo sacristão do edifício, próximo à área das velas, que imediatamente alertou a equipe de segurança. Após a inspeção do local para garantir que não havia armas escondidas, decidiu-se não evacuar a catedral, que continuava recebendo turistas em um dos pontos mais icônicos da França.

    Na manhã deste sábado, a catedral reabriu normalmente. Antes da abertura ao público, porém, segundo informou o governo local, foi realizada uma “inspeção conjunta pela equipe de segurança da catedral e pela Diretoria de Ordem Pública e Trânsito da polícia local”. As autoridades concluíram que não havia qualquer risco de segurança para os visitantes, e nenhuma arma foi encontrada no interior.

    Outro alerta em abril, durante a Páscoa
    Em abril deste ano, uma situação semelhante já havia ocorrido, com uma carta alertando para um possível ataque terrorista durante o fim de semana de Páscoa.

    Deixada em um banco da catedral, a mensagem dizia: “No domingo de Páscoa, haverá um ataque”. As autoridades registraram a ocorrência e abriram uma investigação por “ameaça material de crime contra pessoas, cometida com base em raça, etnia, nação ou religião” e também por “divulgação de informações falsas com o objetivo de criar uma crença em destruição perigosa”.

    Por enquanto, nenhuma investigação foi aberta em relação ao incidente mais recente. A polícia francesa afirmou, no entanto, que “os funcionários da catedral têm o direito de registrar uma queixa”. Não há informações que indiquem se o autor das duas cartas é a mesma pessoa, nem qual seria o motivo por trás dos alertas, que, até agora, não se concretizaram.

    Carta anônima alerta para ataque em Notre-Dame: "Vão causar um massacre"

  • Israel transfere prisioneiros palestinos enquanto Hamas reúne reféns em Gaza

    Israel transfere prisioneiros palestinos enquanto Hamas reúne reféns em Gaza

    De acordo com comunicado do Serviço Prisional de Israel, milhares de agentes de segurança se envolveram na transferência durante a noite dos detidos para as prisões Ofer e Ketziot, de onde devem ser libertados.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Israel começou a transferir os presos palestinos que devem ser trocados por reféns, afirmou Tel Aviv neste sábado (11), horas após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizer que os sequestrados também estavam sendo recuperados.

    De acordo com comunicado do Serviço Prisional de Israel, milhares de agentes de segurança se envolveram na transferência durante a noite dos detidos para as prisões Ofer e Ketziot, de onde devem ser libertados.

    O anúncio ocorreu após o presidente americano afirmar, na noite de sexta-feira (10), que os reféns “estavam sendo recuperados” naquele momento e que alguns estavam em “lugares subterrâneos bastante difíceis”. A expectativa, segundo ele, é que os sequestrados sejam devolvidos a Israel na segunda (13).

    O acordo de paz, baseado em um plano de 20 pontos proposto pelo republicano, prevê a libertação dos 47 reféns restantes, vivos e mortos, dos 251 sequestrados durante o ataque terrorista do Hamas a Israel, em 7 de outubro de 2023. Em troca, Tel Aviv libertará 250 prisioneiros palestinos e 1.700 moradores de Gaza detidos desde o início da guerra -a lista não inclui nenhuma figura emblemática da luta armada palestina.

    “Acho que há consenso sobre a maior parte [do acordo], e alguns detalhes, como qualquer outra coisa, serão resolvidos. Você vai descobrir que, quando estava sentado em uma bela sala no Egito era mais fácil resolver alguma coisa”, afirmou Trump sobre o local em que as negociações foram realizadas.

    Um dos principais impasses ao longo dos dois anos de guerra na Faixa de Gaza era em relação ao desarmamento do Hamas. O primeiro ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, sempre afirmou que o objetivo do conflito era aniquilar a facção, que por sua vez nega entregar as armas sem a criação de um Estado palestino.

    Ao que tudo indica, a questão deve continuar sendo um problema -um membro do grupo terrorista afirmou à agência de notícias AFP nesta terça que o desarmamento está fora de discussão, embora Trump tenha afirmado que o tópico seria abordado na segunda fase do plano de paz.

    Outra questão ainda em aberto é em relação à reconstrução do território, devastado por bombardeios israelenses praticamente diários. Segundo o Acled (Banco de Dados de Localização e Eventos de Conflitos Armados), o Exército israelense atacou Gaza ao menos 20 mil vezes durante o conflito, e as cerca de 50 milhões de toneladas de escombros podem demorar até 21 anos para serem retiradas, de acordo com uma avaliação de janeiro da ONU.

    Israel transfere prisioneiros palestinos enquanto Hamas reúne reféns em Gaza

  • "Feito incrível" de Trump: Zelensky diz que guerra na Ucrânia pode acabar

    "Feito incrível" de Trump: Zelensky diz que guerra na Ucrânia pode acabar

    O chefe de Estado da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, acredita que após o acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, também o conflito entre a Ucrânia a Rússia pode terminar.

    O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, demonstrou confiança de que a guerra com a Rússia pode chegar ao fim, especialmente após o acordo firmado entre Israel e o Hamas.

    “Conversei com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump – e foi positivo e produtivo. Parabenizei-o pelo sucesso no acordo no Oriente Médio que ele conseguiu garantir, o que é um feito incrível”, escreveu em uma publicação na rede social X (antigo Twitter).

    “Se uma guerra pode ser interrompida em uma região, então com certeza outras guerras também podem ser interrompidas – incluindo a guerra russa”, afirmou.

    Em seguida, Zelensky falou sobre a conversa com Trump, na qual apresentou informações sobre os ataques contra os sistemas de energia ucranianos. Segundo ele, o líder norte-americano “demonstrou vontade” de apoiar Kyiv. “Discutimos oportunidades para reforçar nossa defesa aérea, bem como acordos concretos em que estamos trabalhando para garantir isso. Há boas opções e ideias sólidas sobre como realmente podemos nos fortalecer”, acrescentou.

    No fim da publicação, o chefe de Estado da Ucrânia destacou que é necessário, no entanto, que “o lado russo esteja pronto para a verdadeira diplomacia”, algo que, segundo ele, pode ser “alcançado pela força”. “Obrigado, presidente [Trump]”, concluiu.

    Na próxima semana, uma delegação ucraniana, que contará com a primeira-ministra, Ioulia Svyrydenko, deve viajar aos Estados Unidos para discutir possíveis sanções e também outras questões ligadas à defesa da Ucrânia.

    A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022, sob o argumento de proteger minorias separatistas pró-russas no leste e de “desnazificar” o país vizinho, independente desde 1991 — após o colapso da antiga União Soviética —, que tem se afastado da esfera de influência de Moscou e se aproximado cada vez mais da Europa e do Ocidente.

    No plano diplomático, a Rússia até agora rejeitou qualquer cessar-fogo prolongado e exige, para encerrar o conflito, que a Ucrânia lhe ceda pelo menos quatro regiões — Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporíjia — além da península da Crimeia, anexada em 2014, e renuncie de forma definitiva à adesão à OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte, bloco de defesa ocidental).

    Essas condições são consideradas inaceitáveis pela Ucrânia, que, junto com seus aliados europeus, exige um cessar-fogo incondicional de 30 dias antes de iniciar negociações de paz com Moscou.

    Já a Rússia considera que aceitar tal proposta permitiria às forças ucranianas, em dificuldades na linha de frente, se rearmar com ajuda dos suprimentos militares ocidentais.

    Neste sábado, a ABC News informou que as tropas norte-americanas que vão supervisionar o acordo de cessar-fogo entre Israel e o grupo islamita Hamas já chegaram à região. Isso acontece um dia após a porta-voz da Casa Branca confirmar que os EUA enviariam uma equipe de 200 militares do Comando Central do Exército (CENTCOM) para “supervisionar o acordo de paz”.

    O veículo acrescenta que os soldados enviados a Israel são especializados em transporte, planejamento, logística, segurança e engenharia, e deverão trabalhar em conjunto com representantes de outras nações parceiras, do setor privado e de organizações não governamentais.

    "Feito incrível" de Trump: Zelensky diz que guerra na Ucrânia pode acabar

  • Kim Jong-un faz desfile militar na Coreia do Norte e apresenta novo míssil intercontinental

    Kim Jong-un faz desfile militar na Coreia do Norte e apresenta novo míssil intercontinental

    Entre os armamentos apresentados está a coluna de mísseis intercontinentais Hwasongpho-20, descrita pela KCNA como “o sistema de armas nucleares estratégicas mais poderoso” do país.

    VICTORIA DAMASCENO
    PEQUIM, CHINA (CBS NEWS) – A Coreia do Norte realizou nesta sexta-feira (10) em Pyongyang um desfile para ostentar seu novo aparato militar, como mísseis intercontinentais de última geração, durante a comemoração de 80 anos da fundação do Partido dos Trabalhadores da Coreia, segundo a mídia estatal KCNA.

    Entre os armamentos apresentados está a coluna de mísseis intercontinentais Hwasongpho-20, descrita pela KCNA como “o sistema de armas nucleares estratégicas mais poderoso” do país.

    Versões anteriores, como o Hwasongpho-18 e o Hwasongpho-19, já tinham o potencial de atingir qualquer ponto dos Estados Unidos, segundo o projeto 38North, do Stimson Center, que realiza análises sobre o país asiático.

    A diferença entre eles é que a versão mais recente, Hwasongpho-19, tem capacidade de carga ampliada, ou seja, pode acomodar múltiplas ogivas. O regime não deu detalhes sobre as atualizações do novo armamento.

    Também foram apresentados tanques de guerra, “armas ofensivas de última geração”, mísseis hipersônicos de médio alcance e veículos planadores hipersônicos, entre outros.

    O evento ocorre em um momento em que o país tenta se posicionar como uma potência na área da defesa, provando ao mundo que não depende apenas de armas nucleares como no passado e, hoje, dispõe de equipamentos tradicionais avançados.

    A Coreia do Norte tem sido constantemente pressionada por sua desnuclearização, em especial pelos Estados Unidos. A demanda do presidente Donald Trump é para que o país deixe de lado a posse e a fabricação de armas nucleares.

    O líder da ditadura norte-coreana, Kim Jong-un, já respondeu, porém, que esse debate está fora de cogitação.

    As informações sobre o desfile foram publicadas na mídia estatal norte-coreana KCNA, que vem, nos últimos dias, noticiando os eventos que compõem a comemoração, anunciada como um momento de glória e prestígio do país.

    Segundo a mídia, a celebração contou com uma salva de tiros e desfile de trop as do Exército Popular Coreano, como da força aérea e da marinha, por exemplo.

    Na ocasião, Kim fez a revisão das tropas e subiu à tribuna ao lado de representantes de outros países. A mídia estatal havia afirmado que estavam presentes no país para a celebração o premiê da China, Li Qiang; To Lam, secretário-geral do Comitê Central do Partido Comunista do Vietnã; e Thongloun Sisoulith, presidente do Laos. Também compareceu o ex-presidente da Rússia, Dmitry Medvedev.

    Em sua fala, o ditador exaltou o papel das forças de segurança do país, o socialismo e o partido. “Nosso exército deve continuar a crescer até se tornar uma entidade invencível que destrua todas as ameaças que se aproximem do nosso alcance de autodefesa, à força de sua superioridade política, ideológica, militar e técnica”, disse, de acordo com a KCNA.

    Ao contrário do pronunciamento realizado na semana passada, em que citou nominalmente os EUA e a Coreia do Sul como uma ameaça ao país, desta vez Kim apenas afirmou que o regime irá lutar contra a “hegemonia”.

    No último sábado (4), em evento em Pyongyang em que foram apresentados armamentos, Kim afirmou, segundo a mídia estatal, que a aliança nuclear entre os EUA e a Coreia do Sul progride rapidamente.

    “Em proporção direta ao reforço do arsenal militar dos EUA na região da Coreia do Sul, nossa preocupação estratégica com essa região também aumentou e, consequentemente, atribuímos nossos ativos especiais aos principais alvos de nossa preocupação”, disse.
    “O inimigo, creio eu, terá de se preocupar com a direção que o seu ambiente de segurança está tomando.”

    Segundo especialistas ouvidos pela Folha, o objetivo do regime norte-coreano com o desfile é mostrar para a comunidade internacional, em especial os EUA, seu poder bélico, além de atrair possíveis compradores de armas. Outra meta seria despertar orgulho na população local após um período de dificuldades econômicas.

    Kim Jong-un faz desfile militar na Coreia do Norte e apresenta novo míssil intercontinental

  • Venezuela pede à ONU ações concretas para evitar catástrofe na região

    Venezuela pede à ONU ações concretas para evitar catástrofe na região

    A Venezuela denunciou, perante o Conselho de Segurança da ONU, que o envio de barcos de guerra e militares norte-americanos para o Caribe é “uma ameaça à paz” e pediu ações concretas para evitar uma “catástrofe” regional.

    A Venezuela não cede a chantagens. Nossa disposição para o diálogo não deve ser confundida com subordinação. Já fomos o túmulo de um império e, se formos atacados, nos defenderemos com todas as ferramentas que temos. A Venezuela é nossa, não é dos EUA”, declarou na sexta-feira o embaixador permanente da Venezuela na ONU.

    Samuel Moncada falou durante uma reunião de urgência solicitada por Caracas ao Conselho de Segurança da ONU, para debater o que chamou de grave escalada de agressões e um destacamento militar sem precedentes dos Estados Unidos no Caribe.

    Em um discurso carregado de denúncias, o embaixador afirmou que está em andamento “uma campanha de desinformação e agressão sistemática” por parte dos Estados Unidos contra a Venezuela e instou a comunidade internacional a agir com urgência para evitar uma nova catástrofe na América Latina.

    “O conflito não existe, é fabricado pelos Estados Unidos. Eles promovem uma guerra sem fim, alimentada por sua dependência do petróleo — a mesma que os levou a invadir o Iraque e o Afeganistão. É hora de evitar que essa história se repita na Venezuela”, disse.

    Por outro lado, destacou o compromisso da Venezuela com a paz, lembrando que o país “nunca participou de guerras internacionais”.

    “Mas se formos atacados, exerceremos nosso direito de defesa, como estabelece a Carta das Nações Unidas”, ressaltou.

    Segundo o diplomata, as “ações e a retórica belicista” dos EUA indicam que “é racional pensar que, em um prazo muito curto, poderá ser executado um ataque armado contra a Venezuela”.

    “É por isso que estamos aqui, porque este Conselho de Segurança dispõe dos meios necessários para evitar que a situação se agrave ainda mais”, acrescentou.

    Durante a reunião, Samuel Moncada propôs três ações concretas para conter a ameaça. A primeira seria “o reconhecimento formal da ameaça à paz e à segurança internacionais”.

    “Que se determine oficialmente que a escalada militar dos EUA no Caribe representa um perigo para a estabilidade regional”, disse.

    A segunda proposta seriam “medidas preventivas imediatas (…) para evitar que a situação se agrave no terreno, incluindo a suspensão de manobras militares e atos hostis”.

    Por fim, sugeriu uma “resolução vinculante para proteger a soberania venezuelana”. “Que o Conselho de Segurança aprove uma resolução na qual todos os seus membros, incluindo os Estados Unidos, se comprometam a respeitar a soberania, a independência e a integridade territorial da Venezuela”, explicou.

    As tensões entre a Venezuela e os Estados Unidos aumentaram em agosto, depois que o presidente norte-americano, Donald Trump, ordenou o envio de navios de guerra para o Caribe, em águas internacionais próximas ao país sul-americano, alegando combate aos cartéis de drogas da América Latina.

    Os EUA acusam o presidente venezuelano de liderar o chamado Cartel dos Sóis e recentemente aumentaram a recompensa por informações que levem à captura de Nicolás Maduro para 50 milhões de dólares (cerca de 43 milhões de euros).

    Maduro denunciou a presença militar norte-americana próxima à costa venezuelana e negou qualquer ligação com o tráfico de drogas.

    Venezuela pede à ONU ações concretas para evitar catástrofe na região

  • Queda de avião na Austrália faz 3 vítimas; duas eram um casal com filhos

    Queda de avião na Austrália faz 3 vítimas; duas eram um casal com filhos

    Andrew e Julianne Connors, marido e mulher, de 55 e 54 anos, respectivamente, deixam para trás dois filhos na casa dos vinte anos. A terceira vítima era um amigo próximo do casal.

    Três pessoas morreram na manhã deste sábado após a queda de um avião de pequeno porte no Aeroporto de Shellharbour, na Austrália.

    A aeronave decolou por volta das 10h (horário local) e, pouco depois, caiu e pegou fogo.

    O inspetor-chefe responsável pela investigação, Aaron Wunderlich, explicou em coletiva de imprensa que se tratava de um avião privado com destino à cidade de Bathurst, a cerca de 200 quilômetros de Sydney. A bordo estavam três adultos, todos de idades próximas — as três vítimas fatais.

    Na conferência, Wunderlich afirmou que a polícia ainda trabalhava para identificar os passageiros e não forneceu detalhes. Mais tarde, porém, duas das vítimas foram identificadas.

    Tratava-se de Andrew e Julianne Connors, marido e mulher, de 55 e 54 anos, respectivamente. 

    Notícias ao Minuto Andrew e Julianne Connors© X  

    “Ele era uma daquelas pessoas que fazia tudo o possível para ajudar os outros”, disse um amigo de Andrew, citado pelo News.com.au.

    Sabe-se também que o casal deixa dois filhos, ambos na faixa dos 20 anos, e que a terceira vítima era um amigo próximo da família.

    O filho de Andrew e Julianne chegou ao local pouco depois do acidente, preocupado por não ter notícias dos pais há algum tempo — ele ainda não sabia da queda do avião.

    Notícias ao Minuto Andrew Connors© Facebook  

    Notícias ao Minuto Julianne Connors© Facebook  

    altitude rapidamente e atingido a pista de frente, incendiando-se em seguida.

    “O avião saiu da pista e subiu a cerca de 30 metros de altitude. Ao chegar a esse ponto, testemunhas relataram que a aeronave mergulhou com a asa esquerda para baixo e atingiu a pista”, relatou Wunderlich.

    Imagens do acidente, descrito como “terrível” e “assustador”, mostram o avião praticamente destruído pelas chamas, restando apenas a cauda branca com uma faixa azul.

    Notícias ao Minuto
    © X  

    Devido à gravidade do ocorrido, Wunderlich recomendou que todos os profissionais que atuaram no local recebessem apoio psicológico para lidar com a situação.

    Queda de avião na Austrália faz 3 vítimas; duas eram um casal com filhos

  • Tropas norte-americanas chegaram a Israel para vigiar o cessar-fogo

    Tropas norte-americanas chegaram a Israel para vigiar o cessar-fogo

    A porta-voz da Casa Branca tinha confirmado na sexta-feira que os Estados Unidos iam enviar uma equipe de 200 militares do comando central do exército (CENTCOM) para “supervisionar o acordo de Paz”.

    As tropas norte-americanas começaram a chegar a Israel na noite passada para monitorar o acordo de cessar-fogo entre Tel Aviv e o Hamas.

    A informação foi divulgada pela ABC News, que cita uma fonte próxima da situação.

    Segundo a emissora, os soldados enviados a Israel são especializados em transporte, planejamento, logística, segurança e engenharia, e deverão trabalhar em conjunto com representantes de outras nações parceiras, do setor privado e de organizações não governamentais.

    A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, já havia confirmado na sexta-feira, em uma publicação no X, que os Estados Unidos enviariam uma equipe de 200 militares do Comando Central do Exército (CENTCOM) para “supervisionar o acordo de paz” e “trabalhar em conjunto com outras forças internacionais no local”.

    Leavitt também esclareceu que esses militares permanecerão destacados em Israel e em países vizinhos da região, com a missão de ajudar a integrar outras forças de segurança que atuarão em Gaza e auxiliar na coordenação com as Forças de Defesa de Israel.

    Oficiais militares do Egito, Catar, Turquia e, possivelmente, dos Emirados Árabes Unidos deverão se juntar à equipe, que provavelmente terá base no Egito. Autoridades afirmaram ainda que não há intenção de enviar tropas norte-americanas para dentro de Gaza.

    O comandante do CENTCOM, almirante Brad Cooper, chegou a Israel na sexta-feira, um dia antes das tropas, com a missão de “monitorar, observar e garantir que não haja violações ou incursões, porque o mundo inteiro está preocupado”, disse uma fonte da administração Trump.

    Esse centro de coordenação é visto como um primeiro passo para implementar o processo de paz, que exigirá ampla articulação em termos de assistência humanitária, logística e segurança.

    O próprio presidente dos Estados Unidos também deverá estar no Oriente Médio, em Israel, com partida para a região prevista no domingo, já que os reféns do Hamas devem ser libertados na segunda-feira.

    “Provavelmente estarei lá. Espero estar lá. Estamos planejando partir no domingo, e estou ansioso por isso”, declarou Trump a jornalistas na Casa Branca, durante encontro com o presidente da Finlândia, Alexander Stubb.

    O presidente norte-americano também garantiu que “ninguém será forçado a sair [de Gaza], muito pelo contrário”, dentro do seu plano de paz, cuja primeira fase foi aceita por Hamas e Israel na última quarta-feira.

    Trump impulsionou o atual plano de paz e anunciou o acordo no mesmo dia, após vários contatos indiretos entre as partes no Egito — e dois anos de conflito.

    O chefe de Estado americano disse estar confiante de que o cessar-fogo, em vigor desde sexta-feira, “vai se manter”.

    “Acho que sim. Todos estão cansados de lutar”, afirmou a jornalistas no Salão Oval, reiterando sua intenção de viajar a Israel neste fim de semana, onde deve discursar no Knesset (Parlamento) e no Egito.

    O presidente dos EUA também voltou a se mostrar otimista de que o cessar-fogo em Gaza abrirá caminho para uma paz mais ampla no Oriente Médio.

    “Temos alguns pequenos focos de tensão agora, mas são muito pequenos (…) Serão fáceis de conter. Esses incêndios serão controlados muito rapidamente”, acrescentou.

    No dia 7 de outubro de 2023, um ataque do Hamas fez mais de 200 reféns e deixou 1.200 mortos.

    O grupo palestino governa a Faixa de Gaza de forma autoritária desde 2006, quando venceu as eleições em meio a um conflito de décadas com Israel. Desde a criação do Estado israelense, em 1948 — após a Segunda Guerra Mundial e a perseguição aos judeus —, ocorreram diversos confrontos armados, que já resultaram na morte de milhares de pessoas.

    A guerra declarada por Israel em 7 de outubro de 2023, como retaliação para “erradicar” o Hamas, já provocou mais de 67 mil mortes (incluindo mais de 20 mil crianças) e deixou quase 170 mil feridos, em sua maioria civis, segundo números atualizados das autoridades locais, considerados confiáveis pela ONU.

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