Categoria: MUNDO

  • Israel segura ajuda a Gaza até que Hamas entregue corpos de reféns

    Israel segura ajuda a Gaza até que Hamas entregue corpos de reféns

    O Hamas libertou nesta segunda-feira (13) 20 reféns vivos e entregou os corpos de quatro, mas 24 ainda permanecem em Gaza

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Israel manterá fechada a passagem de Rafah, entre a Faixa de Gaza e o Egito, e limitará a ajuda humanitária, punindo o Hamas por “não ter cumprido a sua parte no tratado” de devolver os corpos de todos os reféns mortos, segundo o The Times of Israel.

    Medidas foram tomadas após autoridades da FDI (Forças Armadas israelenses) concluírem que o Hamas não fez esforços reais para devolver os corpos dos reféns. A reabertura da passagem de Rafah estava prevista para os próximos dias, como parte da primeira fase da trégua.

    A passagem de Rafah deve permanecer fechada, pelo menos, até quarta-feira, segundo a Reuters. As autoridades não informaram por quanto tempo a medida vai durar.

    O Hamas libertou nesta segunda-feira (13) 20 reféns vivos e entregou os corpos de quatro, mas 24 ainda permanecem em Gaza. Com isso, Israel acusou o grupo de violar o acordo de trégua. O grupo já havia alertado que a recuperação de alguns corpos pode demorar, pois muitos locais de sepultamento estão sob escombros e ainda não foram localizados.

    Nesta terça-feira (14), o Fórum de Reféns e Famílias Desaparecidas enviou uma carta ao enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, expressando preocupação com a devolução dos corpos dos reféns. “O que temíamos está acontecendo diante dos nossos olhos”, afirmou o fórum, que pediu ao enviado especial que “faça tudo o que estiver ao seu alcance e a exigir que o Hamas cumpra sua parte do acordo e traga todos os reféns restantes para casa”.

    A devolução dos restos mortais de reféns e detidos mortos durante a guerra deve levar tempo, segundo o Comitê Internacional da Cruz Vermelha. A organização classificou a tarefa como um “enorme desafio” diante das dificuldades para localizar os restos mortais em meio aos escombros de Gaza. “Esse é um desafio ainda maior do que a libertação das pessoas vivas”, disse o porta-voz do CICV, Christian Cardon, acrescentando ainda que a devolução dos corpos pode levar dias ou semanas, ou talvez nunca aconteça.

    O primeiro grupo de corpos de palestinos mortos durante a guerra em Gaza chegou ao enclave após ser liberado por Israel. Ao todo, 45 corpos foram encaminhados ao Hospital Nasser, em Gaza, segundo informações da Reuters.

    TRUMP REUNIU ONTEM AUTORIDADES EM CÚPULA

    O presidente dos EUA, Donald Trump, assinou nesta segunda-feira no Egito o acordo de cessar-fogo em Gaza durante a cúpula que discute os próximos passos do acordo de paz. Sobre um forte esquema de segurança, ele e dezenas de outros líderes mundiais foram à cidade de Sharm el-Sheikh, no litoral egípcio. O conteúdo do documento não foi divulgado.

    Cúpula discutiu como será a fase dois do acordo, que, segundo Trump, já começou. A primeira fase foi cumprida com a troca de reféns.

    Benjamin Netanyahu não foi ao evento. O primeiro-ministro israelense alegou que a reunião ocorreu em um feriado judaico.

    Após a cúpula, Trump confirmou o fim da guerra. “Após anos de banho de sangue e sofrimento, a guerra em Gaza chegou ao fim. A ajuda humanitária e centenas de caminhões com alimentos, equipamentos médicos e recursos pagos pelas pessoas nessa sala estão sendo enviados. Os civis estão voltando para casa, os reféns voltando para casa”.

    Israel segura ajuda a Gaza até que Hamas entregue corpos de reféns

  • Novo ataque contra barco saindo da Venezuela mata seis pessoas, diz Trump

    Novo ataque contra barco saindo da Venezuela mata seis pessoas, diz Trump

    É a sexta vez que o governo Trump destrói uma embarcação que acusa de transportar drogas aos EUA; a Casa Branca afirma que os barcos são ligados à facção Tren de Aragua

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Um novo ataque das Forças Armadas dos Estados Unidos contra um barco próximo à costa da Venezuela matou seis pessoas nesta terça-feira (14), disse o presidente Donald Trump por meio de sua rede social, a Truth Social. Essa é a sexta vez que o governo Trump destrói uma embarcação que acusa de transportar drogas aos EUA.

    “Sob minha autoridade como comandante-em-chefe, o secretário da Guerra [Pete Hegseth] ordenou um ataque cinético letal contra uma embarcação afiliada a uma organização terrorista que realizava narcotráfico” nas águas internacionais próximas à Venezuela, escreveu Trump.

    “Nossa inteligência confirmou que o barco carregava drogas, estava associado com redes narcotraficantes ilegais, e transitava por uma rota conhecida”, prosseguiu o presidente. “Seis narcoterroristas homens que estava na embarcação foram mortos, e nenhum militar dos EUA foi ferido.”

    A Casa Branca afirma que os barcos são ligados à facção Tren de Aragua, classificada por Trump de uma organização terrorista internacional.

    Especialistas dizem que o Caribe, onde os ataques ocorreram, não é a principal rota de tráfico de drogas em direção aos EUA, sendo responsável por cerca de 10% da cocaína e por uma quantidade irrisória do fentanil que entra no país. Essa última droga é a principal responsável por mortes de overdose nos EUA hoje.

    Em uma tentativa de legitimar os ataques contra as embarcações, criticados por juristas e especialistas em direito internacional como sendo ilegais, o governo Trump comunicou formalmente ao Congresso americano que os EUA estão “em situação de conflito armado” com narcotraficantes. Isso daria às Forças Armadas direito de atacar membros de organizações como o Tren de Aragua mesmo quando não há risco iminente a cidadãos americanos.

     

    Novo ataque contra barco saindo da Venezuela mata seis pessoas, diz Trump

  • Israel 'abre fogo' em Gaza e deixa vários mortos: "Violação do acordo"

    Israel 'abre fogo' em Gaza e deixa vários mortos: "Violação do acordo"

    No território palestino, Israel alega que matou civis por terem se aproximado de seus agentes de segurança

    As Forças de Defesa de Israel anunciaram, esta terça-feira (14), que abriram fogo contra pessoas suspeitas que tentavam se aproximar dos seus militares junto à Faixa de Gaza. 

    Segundo esta força de segurança, o ato em causa representa uma  “violação ao acordo” de cessar fogo e que a sua ação constitui um ato de defesa contra uma ameaça.

    Fontes médicas palestinas declararam que vários drones abriram fogo contra um grupo de pessoas que observavam as suas casas no leste da Cidade de Gaza (norte), matando três destas, de acordo com a agência de notícias palestina WAFA.

    Fontes locais citadas pelo jornal palestiniano Filastin elevaram o número de mortos para cinco.

    Já  Reuters, citando autoridades locais, falam em, pelo menos seis vítimas mortais.

    As vítimas são palestinos que estavam tentando regressar ao bairro de Shujaiya, no leste da Cidade de Gaza, e aos arredores de Khan Yunis, divulgou a imprensa local. Apontando que os argumentos de Israel são falsos, inclusive pelo ataque ter sido feito por drone.

    Outros ataques

    Separadamente, pelo menos uma pessoa foi morta em outro ataque com drones à cidade de Al-Fakhari, a leste de Khan Yunis (sul), sem mais detalhes revelados e sem qualquer declaração do Exército israelense sobre o incidente.

    As Forças de Defesa de Israel (IDF) emitiram vários alertas à população de Gaza contra a aproximação de zonas onde os militares permanecem presentes após a sua retirada parcial antes do cessar-fogo, que está em vigor desde domingo e após o qual já houve relatos de ataques por parte das forças israelenses.

    Os ataques ocorreram depois de Israel e o grupo Hamas terem concordado em começar a aplicar a primeira fase do plano de paz para a Faixa de Gaza do Presidente norte-americano, Donald Trump, que incluía um cessar-fogo e a libertação de israelenses sequestrados durante os ataques de 07 de outubro de 2023 e centenas de palestinos presos em território israelense.

    Na segunda-feira, o Presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sissi, destacou na cimeira de lideres mundiais que o plano de Trump representa a “última oportunidade” para a paz na região.

    A cimeira na cidade turística egípcia de Sharm El-Sheikh, no mar Vermelho, teve como objetivo apoiar o cessar-fogo alcançado em Gaza, pôr fim à guerra entre Israel e o Hamas e desenvolver uma visão a longo prazo para governar e reconstruir o devastado território palestino. O encontro pareceu planejado para angariar apoio internacional para a visão de Trump de pôr fim à guerra.

    Mais de 20 líderes mundiais participaram na cimeira, incluindo o rei Abdullah da Jordânia, o Presidente francês, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer. Entretanto, permanecem grandes questões sobre o que acontecerá a seguir, aumentando o risco de um regresso à guerra.

    A cimeira ocorreu pouco depois de o Hamas ter libertado os 20 reféns israelitas ainda vivos e de Israel ter começado a libertar centenas de palestinianos das suas prisões, medidas cruciais ao abrigo do cessar-fogo.

    Israel 'abre fogo' em Gaza e deixa vários mortos: "Violação do acordo"

  • Nicolas Sarkozy começa a cumprir pena de prisão em 21 de outubro

    Nicolas Sarkozy começa a cumprir pena de prisão em 21 de outubro

    O ex-presidente francês iniciará o cumprimento de uma pena de cinco anos de prisão na penitenciária de La Santé, em Paris, após ser condenado por envolvimento em um suposto esquema de financiamento ilegal de campanha com recursos do regime líbio de Muammar Kadhafi.

    Nicolas Sarkozy será o primeiro ex-presidente da França e também da União Europeia a cumprir pena de prisão. A sentença começará a ser executada no dia 21 de outubro, segundo informações divulgadas pelo jornal francês RTL nesta segunda-feira (13).

    De acordo com a publicação, Sarkozy foi notificado oficialmente da data durante uma reunião judicial realizada em Paris, à qual chegou por volta das 14h (horário local), acompanhado de seus advogados. O encontro durou menos de uma hora.

    O ex-presidente deverá cumprir a pena de cinco anos de prisão na penitenciária de La Santé, em Paris, que conta com uma ala especial para presos considerados vulneráveis, destinada a garantir sua segurança.

    Em 25 de setembro, o Tribunal Penal de Paris concluiu que Sarkozy permitiu que pessoas próximas a ele solicitassem financiamento ao regime de Muammar Kadhafi, na Líbia, para custear sua campanha presidencial em 2007.

    Embora tenha apresentado recurso, Sarkozy será preso imediatamente devido a uma ordem de detenção com execução provisória, decisão fundamentada na gravidade excepcional dos atos cometidos.

    A defesa ainda poderá entrar com um pedido de libertação junto ao Tribunal de Apelação após o início da pena, e os juízes terão até dois meses para avaliar o caso.

    A decisão dividiu a opinião pública francesa: uma pesquisa divulgada no final de setembro mostrou que 61% dos franceses consideram a prisão justa, enquanto 38% a classificam como injusta.

    Outros sete réus condenados no mesmo processo também recorreram da decisão, e um novo julgamento deve ocorrer nos próximos meses.

    Nicolas Sarkozy começa a cumprir pena de prisão em 21 de outubro

  • Trump confirma encontro com Zelensky em Washington na sexta-feira

    Trump confirma encontro com Zelensky em Washington na sexta-feira

    Donald Trump confirmou que receberá Volodymyr Zelensky na Casa Branca na sexta (17). O encontro deve tratar da guerra na Ucrânia e de novos acordos de cooperação em defesa e energia. Zelensky elogiou o papel diplomático de Trump e disse ter esperança de um avanço rumo à paz

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta segunda-feira (13) que vai receber o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, na Casa Branca na próxima sexta-feira (17).

    A declaração foi feita a bordo do avião presidencial, durante o voo de retorno a Washington, após uma viagem ao Oriente Médio.

    Horas antes, Trump havia se reunido com os líderes do Egito, Catar e Turquia, com quem assinou um acordo de cooperação pela estabilidade regional. O compromisso prevê esforços conjuntos para promover o diálogo entre israelenses e palestinos e resolver futuros conflitos por meio da diplomacia.

    Durante a conversa com jornalistas, o presidente americano disse esperar que o líder turco Recep Tayyip Erdogan também possa ajudá-lo em outro desafio internacional: a invasão russa da Ucrânia.

    Em Kiev, Zelensky confirmou que viajará a Washington ainda nesta semana para o encontro com Trump. “Vou me reunir com o presidente Trump em Washington nesta semana”, afirmou em coletiva de imprensa ao lado da chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas.

    O líder ucraniano disse que pretende discutir com Trump uma série de propostas relacionadas à guerra, com foco em defesa antiaérea e cooperação energética. Ele também terá reuniões com empresas de armamentos e membros do Congresso americano.

    Horas antes, Zelensky havia publicado no Facebook uma mensagem elogiando o acordo de cessar-fogo em Gaza, mediado por Trump, que resultou na libertação de reféns israelenses e prisioneiros palestinos, além da entrada de ajuda humanitária no território.

    “Quando a paz é alcançada em uma parte do mundo, ela traz esperança de paz para outras regiões”, escreveu Zelensky. “A liderança e a determinação de grandes atores globais podem funcionar para nós também na Ucrânia.”

    O presidente ucraniano voltou a destacar o papel dos Estados Unidos na busca pela estabilidade global e disse confiar que a diplomacia americana possa ajudar a encerrar a guerra em seu país.

    “Estamos trabalhando para que o dia da paz chegue também à Ucrânia”, afirmou Zelensky, reforçando que “a agressão russa continua sendo a principal fonte de desestabilização mundial”.

    Trump confirma encontro com Zelensky em Washington na sexta-feira

  • Israel anuncia que concluiu libertação de 1.968 prisioneiros palestinos

    Israel anuncia que concluiu libertação de 1.968 prisioneiros palestinos

    Quase todos os palestinos libertados não tinham registros criminais ou tinham sido julgados por algum tipo de crime em Israel; o Hamas liberou mais cedo os 20 reféns israelenses vivos que estavam em cativeiro desde outubro de 2023

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Israel disse ter concluído nesta segunda-feira (13) a libertação de 1.968 palestinos que estavam detidos desde o início da guerra em Gaza como parte do acordo de cessar-fogo com o grupo terrorista Hamas. Em comunicado, o governo de Binyamin Netanyahu afirmou que os prisioneiros foram enviados para a Cisjordânia, Jerusalém e a Faixa de Gaza.

    Vários ônibus transportando palestinos chegaram à cidade de Ramallah sob forte comoção de pessoas reunidas para receber os prisioneiros. Uma multidão se reuniu em torno dos veículos, e muitos entoavam “Allahu akbar” (Deus é maior), em comemoração.

    “É um sentimento indescritível, como renascer”, declarou à agência de notícias AFP um dos libertados, Mahdi Ramadan, ao lado de seus pais, com quem disse que passaria sua primeira noite fora da prisão.

    Alguns tinham dificuldade de caminhar e outros chegaram até a desmaiar de emoção ao rever seus entes queridos depois de anos -e, em alguns casos, décadas- de encarceramento.

    Chorando, a palestina Um Ahmed, ouvida pela agência de notícias Reuters em Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, disse que tinha uma mistura de sentimentos sobre a soltura. “Estou feliz pelos nossos filhos que estão livres, mas sofro por todos aqueles mortos pela ocupação e pela destruição que aconteceu em Gaza”, afirmou.

    Dentro dos ônibus, alguns acenavam pelas janelas fazendo o sinal de “V” da vitória. Eles passaram por exames médicos no local. Mais cedo, cerca de uma dúzia de homens mascarados e vestidos de preto, integrantes do braço armado do Hamas, chegaram ao hospital, onde um palco e cadeiras haviam sido montados para receber os prisioneiros. Alto-falantes tocavam canções nacionalistas palestinas.

    Em Ramallah, na Cisjordânia, o médico Samer Halabeya, preso por supostamente planejar um ataque que feriu um militar israelense, disse que só descobriu que deixaria a prisão poucos dias antes da soltura. Ao lado da mãe, que chorava, ele disse à Reuters esperar que todos os outros prisioneiros sejam libertados em breve -o governo israelense tinha quase 10 mil palestinos presos por “razões de segurança” em dezembro de 2024, segundo a ONG B’tselem.

    Mohammed al-Khatib passou 20 anos preso depois de matar três israelenses e disse mal poder acreditar que logo estaria com sua família em Belém, na Cisjordânia ocupada. “Sempre tivemos esperança, e é por isso que persistimos e somos determinados”, afirmou à Reuters.

    Os libertados não incluem altos comandantes do Hamas nem figuras proeminentes de outras facções, o que levou familiares de alguns detidos a dizer que o acordo não foi longe o suficiente. Segundo a facção, ao menos 154 prisioneiros também foram deportados para o Egito.

    Tala Al-Barghouti, filha de Abdallah Al-Barghouti, combatente do Hamas condenado a 67 prisões perpétuas em 2004, afirmou que o acordo deixou “dor profunda e perguntas que não terão fim, sacrificou aqueles que tiveram o maior papel na resistência e encerrou as esperanças de sua libertação”, escreveu ela no Facebook. Seu pai foi preso por envolvimento em uma série de atentados suicidas em 2001 e 2002 que mataram dezenas de israelenses.

    O Hamas liberou mais cedo os 20 reféns israelenses vivos que estavam em cativeiro desde outubro de 2023, além de ter devolvido 4 dos 28 mortos durante o conflito. O número total inclui ainda os restos mortais de um soldado israelense morto em 2014 em uma guerra anterior em Gaza também devem ser devolvidos.

    Israel anuncia que concluiu libertação de 1.968 prisioneiros palestinos

  • Acordo de paz assinado por Trump e mediadores no Egito não menciona Estado palestino

    Acordo de paz assinado por Trump e mediadores no Egito não menciona Estado palestino

    Leia a íntegra do texto, publicado no site da Casa Branca como “A Declaração Trump para Paz e Prosperidade Duradouras”

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A declaração assinada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e pelos mediadores Egito, Qatar e Turquia marcando o fim da guerra na Faixa de Gaza não menciona a criação de um Estado palestino ao fim do processo de paz no Oriente Médio.

    Divulgada nesta segunda-feira (13) horas depois da cerimônia, que ocorreu na cidade egípcia de Sharm el-Sheikh, o texto reafirma o comprometimento dos quatro países de implementar o plano de paz aceito pelo grupo terrorista Hamas e por Israel e o desejo de resolver futuros conflitos por meio do diálogo, não da força.

    Nem a facção palestina nem Tel Aviv, no entanto, assinam o texto, e o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, optou por não comparecer ao evento. Esteve presente o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, que tampouco é signatário da declaração.

    Leia abaixo a íntegra do texto, publicado no site da Casa Branca como “A Declaração Trump para Paz e Prosperidade Duradouras”.

    “Nós, abaixo assinados, saudamos o compromisso verdadeiramente histórico e a implementação por todas as partes do Acordo de Paz de Trump, pondo fim a mais de dois anos de profundo sofrimento e luto- abrindo para a região um novo capítulo definido pela esperança, segurança e uma visão compartilhada de paz e prosperidade.

    Apoiamos e respaldamos os sinceros esforços do presidente Trump para acabar com a guerra em Gaza e trazer paz duradoura ao Oriente Médio. Juntos, implementaremos este acordo de maneira a garantir paz, segurança, estabilidade e oportunidade para todos os povos da região, incluindo palestinos e israelenses.

    Entendemos que a paz duradoura será aquela em que tanto palestinos quanto israelenses possam prosperar com seus direitos humanos fundamentais protegidos, sua segurança garantida e sua dignidade preservada.

    Afirmamos que o progresso significativo emerge por meio da cooperação e do diálogo constante, e que o fortalecimento dos laços entre nações e povos serve aos interesses duradouros da paz e estabilidade regional e global.

    Reconhecemos o profundo significado histórico e espiritual desta região para as comunidades religiosas cujas raízes estão entrelaçadas com a terra da região –o cristianismo, o islamismo e o judaísmo entre elas. O respeito por essas conexões sagradas e a proteção de seus patrimônios históricos permanecerão fundamentais em nosso compromisso com a coexistência pacífica.

    Estamos unidos em nossa determinação de desmantelar o extremismo e a radicalização em todas as suas formas. Nenhuma sociedade pode florescer quando a violência e o racismo são normalizados, ou quando ideologias radicais ameaçam a sociedade civil. Comprometemo-nos a lidar com as condições que fazem surgir o extremismo e a promover a educação, oportunidade e respeito mútuo como fundamentos para uma paz sólida.

    Dessa forma, comprometemo-nos com a resolução de disputas futuras por meio do engajamento diplomático e negociação, em vez de força ou conflito prolongado. Reconhecemos que o Oriente Médio não pode suportar um ciclo persistente de guerra prolongada, negociações paralisadas ou a aplicação fragmentada, incompleta ou seletiva de termos negociados com sucesso. As tragédias testemunhadas nos últimos dois anos devem servir como um lembrete urgente de que as gerações futuras merecem mais do que os fracassos do passado.

    Buscamos tolerância, dignidade e igualdade de oportunidades para cada pessoa, garantindo que esta região seja um lugar onde todos possam perseguir suas aspirações em paz, segurança e prosperidade econômica, independentemente de raça, fé ou etnia.

    Perseguimos uma visão abrangente de paz, segurança e prosperidade compartilhada na região, fundamentada nos princípios de respeito mútuo e destino compartilhado.

    Neste espírito, saudamos o progresso alcançado no estabelecimento de acordos de paz abrangentes e resistentes na Faixa de Gaza, bem como o relacionamento amigável e mutuamente benéfico entre Israel e seus vizinhos regionais. Comprometemo-nos a trabalhar coletivamente para implementar e sustentar este legado, construindo fundações institucionais sobre as quais as gerações futuras possam prosperar juntas em paz.

    Comprometemo-nos com um futuro de paz duradoura.

    Donald J. Trump – Presidente dos Estados Unidos da América
    Abdel Fattah el-Sisi – Presidente da República Árabe do Egito
    Tamim bin Hamad al-Thani – Emir do Estado do Qatar
    Recep Tayyip Erdogan – Presidente da República da Turquia”

    Acordo de paz assinado por Trump e mediadores no Egito não menciona Estado palestino

  • Brasil tem problema com Netanyahu, não com Israel, diz Lula em evento da ONU

    Brasil tem problema com Netanyahu, não com Israel, diz Lula em evento da ONU

    “Nós sabemos que o povo judeu não concordava em muita parte com aquela guerra. Eu estou feliz porque, veja, eu não sei se é definitivo ou não, mas eu estou feliz porque é um começo muito promissor”, declarou Lula sobre acordo de paz

    ROMA, ITÁLIA (CBS NEWS) – O presidente Luiz Inácio Lula da SIlva (PT) afirmou nesta segunda-feira (13), em Roma, que o Brasil não tem problema com Israel, mas sim com o premiê Binyamin Netanyahu.

    Ao ser questionado se o acordo de paz em Gaza abriria espaço para o Brasil melhorar suas relações diplomáticas com Tel Aviv, o presidente afirmou que “o Brasil não tem problema com Israel”.

    “O Brasil tem problema com Netanyahu. A hora que Netanyahu não for mais governo, não haverá nenhum problema entre Brasil e Israel, que sempre tiveram uma relação muito boa”, declarou.

    “Nós sabemos que o povo judeu não concordava em muita parte com aquela guerra. Eu estou feliz porque, veja, eu não sei se é definitivo ou não, mas eu estou feliz porque é um começo muito promissor”, declarou o presidente sobre o andamento do processo de paz, que nesta segunda teve um avanço importante com a libertação dos reféns pelo grupo terrorista Hamas e, em contrapartida, a soltura de quase 2.000 prisioneiros palestinos por Israel.

    “O fato de o presidente Trump ter ido a Israel, ter ido ao Parlamento e ter falado, é um sinal muito importante. Eu acho importante. Eu espero que aqueles que ajudaram Israel na sua posição de virulência agora ajudem a ter uma paz definitiva”, afirmou Lula.

    Brasil e Israel vivem uma crise diplomática sem precedentes, e o governo Lula se firmou como uma das vozes mais críticas à campanha militar israelense em Gaza. Desde o ano passado, após uma série de rusgas, o Brasil não tem embaixador em Israel, assim como o país do Oriente Médio está sem representante de alto nível em Brasília.

    As declarações ocorreram após discurso do presidente na abertura do Fórum Mundial da Alimentação, na capital italiana. Em sua fala, Lula disse que “a fome é irmã da guerra, seja ela travada com armas e bombas ou com tarifas e subsídios”.

    “Conflitos armados, além do sofrimento humano e da destruição da infraestrutura, desorganizam cadeia de insumos e de alimentos”, declarou. “Da tragédia em Gaza à paralisia da Organização Mundial do Comércio, a fome tornou-se sintoma do abandono das regras e das instituições multilaterais.”

    O evento acontece até sexta-feira (17) na sede da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura). Lula foi o terceiro a falar, após o diretor-geral da entidade, Qu Dongyu, e o rei do Lesoto, Letsie 3o. Entre as autoridades presentes no plenário, o chefe de governo de Bangladesh, Muhammad Yunus, com quem Lula teria uma bilateral em seguida.

    O principal dia do fórum será a quinta-feira (16), quando estarão presentes o papa Leão 14 e as principais autoridades italianas, o presidente Sergio Mattarella e a primeira-ministra Giorgia Meloni. A cerimônia é marcada pela comemoração dos 80 anos da FAO.

    Antes, o presidente participou de reunião sobre a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, iniciativa do Brasil lançada no G20 do Rio, no ano passado. O encontro foi liderado por Brasil e Espanha.

    No fim de julho, a FAO anunciou que o Brasil saiu do Mapa da Fome, por ter menos de 2,5% da população em risco de subnutrição ou sem acesso à alimentação suficiente no triênio de 2022 a 2024. O país havia voltado para o Mapa da Fome pelos resultados entre 2019 a 2021.

    Pela manhã, Lula foi recebido pelo papa Leão 14, no Palácio Apostólico, no Vaticano. Foi o primeiro encontro entre os dois desde que o americano Robert Prevost foi eleito, em maio.

    Na breve reunião, de menos de meia hora, Lula convidou o papa para a COP30, a conferência de clima da ONU, que acontece em novembro em Belém. O papa respondeu que não poderá participar devido aos compromissos com o Jubileu, mas garantiu a representação do Vaticano em Belém.

    Lula viaja acompanhando da primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, e dos ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar).

    Não há previsão de encontros entre o presidente e Meloni, que viajou em seguida ao Egito, para participar da reunião de líderes sobre o acordo entre Hamas e Israel. O petista voltaria ainda nesta segunda-feira ao Brasil.

    Brasil tem problema com Netanyahu, não com Israel, diz Lula em evento da ONU

  • Sem Netanyahu, Trump assina acordo de cessar-fogo em Gaza com líderes árabes no Egito

    Sem Netanyahu, Trump assina acordo de cessar-fogo em Gaza com líderes árabes no Egito

    Binyamin Netanyahu recusou um convite de Trump de última hora e ficou de fora após outros líderes políticos terem se recusado a estar no mesmo lugar do israelense

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta segunda (13), juntamente com os representantes de Egito, Qatar e Turquia, um acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza, oficializando a trégua que começou na última sexta (10) no território palestino.

    O encontro entre os líderes ocorreu durante uma cúpula na cidade egípcia Sharm el-Sheikh, onde eles discutiram os próximos passos na resolução do conflito. O evento reuniu governantes europeus e árabes, enquanto o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, recusou um convite de Trump de última hora e ficou de fora.

    O premiê citou o feriado judaico de Simchat Torá, que começa no pôr do sol desta segunda, como justificativa, mas, segundo o jornal britânico The Guardian, a recusa ocorreu após o presidente turco, Recep Tayyip Erdoğan, ameaçar não pousar caso o líder israelense comparecesse.

    O conteúdo do documento ainda não foi divulgado, mas os países se colocam como garantidores do plano de paz.

    Após a assinatura, o ditador egípcio, Abdel Fatah Al-Sisi, disse que o acordo encerrará um “capítulo doloroso na história humana” e que a solução de dois Estados era a única forma de alcançar o objetivo de palestinos e israelenses viverem em paz. Ele também anunciou que dará a Trump o Colar do Nilo, a mais alta honraria concedida no Egito.

    Já Trump afirmou que, “a partir deste momento, podemos construir uma região forte, estável, próspera e unida na rejeição do caminho do terror” e disse que a corrida final para fechar o acordo assinado nesta segunda ocorreu na Assembleia-Geral da ONU, no final do mês passado.

    O republicano disse que se encontrou com líderes de oito países árabes, incluindo alguns dos quais não gosta particularmente, em suas palavras, e conversou com eles até concluir o trabalho. “Os primeiros passos para a paz são sempre os mais difíceis, e hoje os demos juntos”, afirmou.

    Em seguida, instou os presentes a aderir aos Acordos de Abraão, que normalizaram as relações entre Israel e os Emirados Árabes Unidos e Bahrein e são uma das maiores conquistas diplomáticas do primeiro mandato de Trump. “Espero que todos estejam se unindo. Agora não temos desculpas. Não temos Gaza e não temos um Irã como desculpa”, afirmou, provavelmente em referência à trégua e aos bombardeios americanos às instalações nucleares do regime.

    A cúpula ocorre horas depois que os últimos 20 reféns vivos dos ataques terroristas do Hamas foram libertados e que Tel Aviv soltou quase 2.000 prisioneiros palestinos. O Exército israelense confirmou posteriormente a entrega dos corpos de quatro reféns nesta segunda. Resta ainda devolver os restos mortais de outros 22 sequestrados que acredita-se terem morrido e descobrir o paradeiro de outros dois cujos destinos são desconhecidos.

    Antes de chegar ao Egito, Trump foi a Israel e discursou no Parlamento do país, tornando-se o primeiro presidente americano a fazê-lo desde o George W. Bush, em 2008.

    “Os céus estão calmos, as armas silenciosas, as sirenes quietas e o sol nasce sobre uma Terra Santa que finalmente está em paz”, disse Trump, ovacionado por vários minutos pelos parlamentares. Ele afirmou ainda que um “longo pesadelo” para israelenses e palestinos havia terminado. “Agora é hora de transformar essas vitórias contra terroristas no campo de batalha no prêmio final de paz e prosperidade para todo o Oriente Médio.”

    Em seguida, por volta das 10h30 de Brasília, embarcou rumo ao país árabe, onde foi recebido por Sisi -os dois presidiram a cúpula desta segunda. Antes de dar início às tratativas, Trump afirmou que quer o líder egípcio como participante de um conselho para governar Gaza. O americano também agradeceu o ditador por ter desempenhado um papel “muito importante” no acordo de cessar-fogo.

    Sisi retribuiu elogiando a atuação do republicano: “Sempre estive muito confiante de que o senhor, apenas o senhor, seria capaz de alcançar essa conquista e encerrar a guerra”. As tratativas e elogios à conduta do americano ocorrem após a campanha de Trump para ganhar o Prêmio Nobel da Paz fracassar -a escolhida foi María Corina Machado, líder da oposição venezuelana.

    A cúpula desta segunda reuniu líderes europeus como o primeiro-ministro da Alemanha, Friedrich Merz, o do Reino Unido, Keir Starmer, e o presidente da França, Emmanuel Macron, além do secretário-geral da ONU, António Guterres. Entre os chefes de Estado da região destacavam-se o emir do Qatar, Sheikh Tamim bin Hamad al-Thani, além de Erdoğan. Ambos os líderes ajudaram a intermediar o cessar-fogo entre Israel e Hamas que entrou em vigor na manhã da última sexta-feira (10).

    O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, compareceu como parte de um esforço dos líderes regionais para promover a participação da entidade na estabilização de Gaza. Um Trump sorridente cumprimentou o líder da entidade, que governa parcialmente a Cisjordânia ocupada, com um aperto de mão. Os dois posaram para uma foto.

    No mês passado, o líder americano barrou a presença de Abbas na Assembleia-Geral da ONU, em Nova York, obrigando o palestino a discursar por videoconferência.

    O acordo de paz é baseado em um plano de 20 pontos proposto por Trump. Com a libertação dos reféns e dos prisioneiros, a cúpula discutirá as próximas fases do acordo. Os mediadores ainda enfrentam a difícil tarefa de garantir uma solução política de longo prazo e precisam definir algumas questões delicadas que levaram ao fracasso de tentativas de paz anteriores.

    O Egito, por exemplo, tem um papel chave pois o plano do republicano prevê a reabertura da fronteira de Gaza com o país para a entrada de ajuda humanitária e a saída de civis. Reuniões blaterais com países do Golfo, que devem liderar o financiamento da reconstrução do território palestino devastado pela guerra, também estão previstas. No encontro, Trump afirmou que o processo de refazer a estrutura de Gaza precisa ser desmilitarizado.

    Um dos principais impasses ao longo dos dois anos de guerra na Faixa de Gaza foi em relação ao desarmamento do Hamas. Netanyahu sempre afirmou que o objetivo do conflito era aniquilar o grupo terrorista, que por sua vez nega entregar as armas sem a criação de um Estado palestino.

    Outra questão ainda em aberto é a governança de Gaza -a proposta de Trump é estabelecer uma autoridade de transição liderada por ele mesmo.

    Sem Netanyahu, Trump assina acordo de cessar-fogo em Gaza com líderes árabes no Egito

  • Lula diz que fome não é problema econômico, mas político

    Lula diz que fome não é problema econômico, mas político

    “Se houver interesse político dos governantes do mundo inteiro, se encontrará um jeito de colocar o café da manhã, o almoço e a janta para o povo pobre do mundo inteiro”, disse Lula

    Após participar do Fórum Mundial da Alimentação, em Roma, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira (13) que a fome não é um problema econômico, mas um problema político.

    “Se houver interesse político dos governantes do mundo inteiro, se encontrará um jeito de colocar o café da manhã, o almoço e a janta para o povo pobre do mundo inteiro”, destacou, durante coletiva de imprensa após o evento da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

    Para Lula, só será possível acabar com a fome no mudo “quando houver indignação da humanidade”. “Há muito tempo, se dizia que a gente não ia ter capacidade tecnológica de produzir alimento para acompanhar o crescimento da humanidade”.

    “Hoje, nós produzimos quase duas vezes o alimento necessário. Não basta produzir, é preciso consumir, é preciso chegar até as pessoas. E fazer com que as pessoas recebam esse alimento. E é preciso ter renda.”

    Ao final da coletiva, o presidente voltou a classificar a fome como uma questão política e disse esperar discutir o tema em todos os fóruns mundiais dos quais participar.

    “O mundo é desigual porque a economia, tal como ela é pensada, leva à um mundo desigual”.

    “Podem gostar ou não gostar, mas, em todos os fóruns em que eu participar, os dirigentes políticos vão me ouvir falar da desigualdade racial, da desigualdade de comida, da desigualdade do salário, da desigualdade de tudo”, concluiu.

    Lula diz que fome não é problema econômico, mas político