Categoria: MUNDO

  • Rússia confirma pedido dos EUA para suspender ataques à Ucrânia

    Rússia confirma pedido dos EUA para suspender ataques à Ucrânia

    Volodymyr Zelensky garantiu que Kyiv não vai atacar instalações de fornecimento de energia na Rússia se Moscou fizer o mesmo na Ucrânia

    O presidente norte-americano, Donald Trump, pediu ao líder russo, Vladimir Putin, para suspender os ataques aéreos contra Kyiv durante uma semana, confirmou a Presidência da Rússianesta sexta-feira (30). O pedido dos Estados Unidos pediu suspensão até ao dia 01 de fevereiro, data prevista para a segunda rodada de negociações trilaterais em Abu Dhabi.

    “De fato, o presidente (Donald) Trump contactou pessoalmente o presidente (Vladimir) Putin para lhe pedir que se abstivesse, durante uma semana, até 01 de fevereiro, de realizar ataques contra Kyiv, a fim de criar condições favoráveis à realização de negociações”, disse Dmitri Peskov, porta-voz presidencial.

    Apesar do pedido, a Rússia disparou um míssil e lançou 111 objetos aéreos não tripulados (drones) contra 15 regiões da Ucrânia.

    Por outro lado, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, garantiu hoje que Kyiv não vai atacar instalações de fornecimento de energia na Rússia se Moscou fizer o mesmo na Ucrânia.

    As declarações do chefe de Estado ucraniano foram divulgadas um dia depois de o presidente norte-americano Donald Trump ter anunciado um suposto acordo com a Rússia para suspender os ataques contra o território ucraniano durante uma semana. 

    Em declarações aos jornalistas em Kyiv, Zelensky frisou que se a Rússia não atacar as infraestruturas de produção e de fornecimento de energia, a Ucrânia suspende o mesmo tipo de ataques contra o território russo.

    Rússia confirma pedido dos EUA para suspender ataques à Ucrânia

  • Homem finge ser do FBI para soltar Mangione e faz ameaça com garfo

    Homem finge ser do FBI para soltar Mangione e faz ameaça com garfo

    Um homem fingiu ser um agente do FBI para tentar libertar Luigi Mangione da prisão federal de Brooklyn, em Nova York. O suspeito alegou ter uma ordem judicial para a libertação de Mangione, acusado de matar a tiro o CEO de uma seguradora norte-americana

    Um homem se passou por um agente federal norte-americano para libertar Luigi Mangione da prisão, alegando ter uma ordem judicial para o efeito. Na mala, levava um cortador de pizza e um garfo de churrasco.

    O incidente teria acontecido na tarde de quarta-feira (28) na prisão federal de Brooklyn, em Nova York, onde Mangione está encarcerado, segundo relata o The New York Times, que cita a queixa feita, posteriormente, por procuradores federais.

    Ao chegar, Mark Anderson, de Mankato, no Minnesota, apresentou-se aos guardas prisionais como um agente do Departamento Federal de Investigação dos Estados Unidos (mais conhecido pela sigla em inglês, FBI). Na sua posse, alegou, tinha uma ordem “assinada por um juiz” que autorizava a libertação de um prisioneiro.

    A queixa oficial não especifica a quem Anderson se referia, mas fontes próximas do caso, revelaram que o recluso em causa seria Luigi Mangione, o homem que está sendo julgado por assassinar o CEO de uma das maiores seguradoras norte-americanas.

    Os guardas a que Anderson se dirigiu teriam achado o documento suspeito e pediram que o homem de 36 anos se identificasse. O homem teria então entregado a sua carteira de motorista e, depois, começou a atirar uma série de documentos contra os guardas prisionais, ameaçando que estava armado.

    Os documentos seriam relativos a um possível processo contra o Departamento da Justiça dos Estados Unidos.

    Os guardas conseguiram imobilizar o homem, que, na sua mala, levava um cortador de pizza e um garfo de churrasco. Anderson seria funcionário de uma pizzaria em Nova York.

    Mangione teria matado a tiro CEO de seguradora em 2024

    Luigi Mangione, de 27 anos, é acusado de matar a tiro Brian Thompson, o CEO da UnitedHealthCare, em Manhattan, Nova York, em dezembro de 2024.

    O caso chocou os Estados Unidos – e o mundo – mas, surpreendentemente, levou também a uma onda de solidariedade para com o suposto criminoso, causada pela revolta de muitos norte-americanos que veem o acesso à Saúde cada vez mais complicado devido aos elevados preços.

    A UnitedHealthCare era um dos casos mais paradigmáticos deste sistema, tendo, em 2023, a taxa de recusa de indenização mais alta entre todas as companhias de seguro nos EUA: 32%. A média no setor era de 16%.

    Luigi Mangione é acusado de 11 crimes, incluindo três de homicídio e um de homicídio como ato de terrorismo. O homem de 27 anos declarou-se inocente de todos os crimes.

    O julgamento ainda decorre. Nesta sexta-feira (30), Mangione será mais uma vez apresentado a tribunal, em uma audiência que pode decidir se a pena de morte pode ou não ser aplicada, caso o arguido seja condenado.

    Homem finge ser do FBI para soltar Mangione e faz ameaça com garfo

  • Vítima de incêndio na Suíça acorda do coma: "Tenho pesadelos"

    Vítima de incêndio na Suíça acorda do coma: "Tenho pesadelos"

    Vítima do incêndio em um bar na Suíça na madrugada de Ano Novo, acordou do coma induzido, quase um mês depois da tragédia que tirou a vida a 40 pessoas; jovem estava trabalhando no local e face à tragédia ficou com queimaduras graves e passou por diversas cirurgias

    Uma vítima do incêndio em um bar na Suíça na madrugada de Ano Novo, acordou do coma induzido, quase um mês depois do incêndio que tirou a vida a 40 pessoas.

    Roze, de 18 anos, ficou com queimaduras graves no trágico dia em que o bar Le Constellation ardeu. A jovem passou por diversas cirurgias e acabou sendo submetida a um coma induzido, para o corpo conseguir recuperar do trauma.

    À publicação francesa Sudinfo, a jovem conta que se lembra vivamente de tudo o que aconteceu naquela madrugada.

    Roze estava no local não para a festa, mas para trabalhar. Era quem geria as redes sociais do bar, assim como, de um outro estabelecimento pertencente aos mesmos donos. 

    “Me pediram para ir à festa de Ano Novo”, recorda. “Desci ao porão para tirar fotos e quando me virei vi o fogo começando. Subi e gritei que havia um incêndio e que tínhamos de sair, mas acho que poucas pessoas acreditaram em mim. No piso de cima não dava para ter noção do que acontecia no porão”, conta ainda da cama do hospital.

    Depois disso “tudo aconteceu muito rápido”. Em cerca de “cinquenta segundos” o bar inteiro estava em chamas – e quem lá estava dentro tinha poucas hipóteses para fugir. 

    Segundo a investigação ainda em curso, o incêndio teria começado a partir de faíscas de velas-foguete, que alcançaram a espuma de isolamento acústico no teto do bar e se incendiaram. As chamas consumiram o local e deixaram mais de 100 pessoas feridas, assim como 40 mortos.

    Para Roze, a parte psicológica tem sido um desafio desde que acordou do coma. “Tenho pesadelos. As cenas se repetem na minha mente e, às vezes, acordo a meio da noite”.

    Mas mais do que tudo, a jovem sente-se “brava” com os donos do Le Constellation.

    “Estou muito brava com eles, principalmente porque não aceito que culpem os funcionários que morreram. Eles precisam assumir a responsabilidade”, defende Roze.

    A jovem se prepara para deixar a Bélgica, onde está hospitalizada, já na próxima segunda-feira e regressar à Suíça, a casa. Não voltará a Crans-Montana, onde ocorreu o incidente, por estar “muito ligado ao trauma”, mas também não pretende esquecer o que aconteceu.

    “Gostava de ajudar outras pessoas. Ou, pelo menos, conhecer pessoas que passaram pela mesma coisa, outras vítimas de queimaduras”, conta.

    As mãos de Roze ainda estão parcialmente imobilizadas devido às queimaduras que sofreram. Deverão permanecer assim, pelo menos, durante mais alguns meses – mas o prognóstico é positivo.

    Os donos do Le Constellation, Jacques e Jessica Moretti, vale lembrar, são suspeitos dos crimes de homicídio por negligência, lesões corporais por negligência e incêndios por negligência. O homem chegou a ficar em prisão preventiva a 9 de janeiro, mas foi posteriormente libertado no passado dia 23.

    Vítima de incêndio na Suíça acorda do coma: "Tenho pesadelos"

  • Não queremos ninguém morto, mas democratas devem colaborar, diz enviado de Trump a Minneapolis

    Não queremos ninguém morto, mas democratas devem colaborar, diz enviado de Trump a Minneapolis

    Em entrevista a jornalistas nesta quinta-feira (29), ele afirmou que está trabalhando para que o número de agentes federais seja reduzido em Minnesota. “Eu tenho equipe do CBP [Patrulha da Fronteira] e do ICE [polícia de imigração dos EUA] trabalhando em um plano de gradual de redução”

    (CBS NEWS) – Tom Homan, o encarregado das fronteiras e enviado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a Minneapolis, disse que não quer ver ninguém morto e admitiu um plano para reduzir o número de agentes federais da imigração em Minnesota, mas com uma condição: a colaboração dos democratas à frente da cidade e do estado.

    Em entrevista a jornalistas nesta quinta-feira (29), ele afirmou que está trabalhando para que o número de agentes federais seja reduzido em Minnesota. “Eu tenho equipe do CBP [Patrulha da Fronteira] e do ICE [polícia de imigração dos EUA] trabalhando em um plano de gradual de redução.”

    Entre as condições apresentadas está a necessidade de que as cadeias locais avisem o ICE sobre pessoas sob sua custódia que a agência pode remover do país. Segundo Homan, isso significaria que menos agentes precisariam estar nas ruas procurando por imigrantes que estão no país de forma ilegal.

    “Nos deem acesso a imigrantes ilegais, que representam ameaças à segurança pública, dentro da segurança e proteção de uma prisão”, disse Homan. Declarações parecidas já tinham sido dadas por Trump ao longo da semana.

    “Eu não estou aqui porque o governo federal levou esta missão de forma perfeita”, afirmou Homan. Desde segunda-feira, ele está na cidade que registrou a segunda morte de um americano em menos de um mês por agentes federais da imigração.

    No dia 7 de janeiro, um agente do ICE disparou contra Renee Good, 37, que não resistiu aos ferimentos. A agência alegou que ela tentou atropelar o funcionário federal, mas imagens do episódio desmentem a versão. No último sábado (24), agentes do CBP atiraram mais de dez vezes contra Alex Pretti, 37, durante a repressão aos protestos em Minneapolis. O enfermeiro também morreu em consequência dos disparos.

    Homan afirmou que não quer ver ninguém morrer. “Nem os oficiais, nem os membros da comunidade, nem os alvos das nossas operações”, disse ele, que negou que a operação contra imigrantes em situação irregular será abandonada. “Apenas estamos fazendo isso de maneira mais inteligente.”

    Em meio aos constantes protestos contra o ICE que têm sido registrados em Minnesota nas últimas semanas, Homan disse que aqueles que discordam das ações dos agentes devem protestar no Congresso, não no prédio da polícia. Também pediu que o que chama de “retórica de ódio” acabe e afirmou que tem “zero tolerância” para manifestantes que atacam ou impedem policiais de trabalhar.

    Questionado sobre o número de policiais que ainda estão na região, limitou-se a falar que “tem havido algumas rotações”. Evitou ainda comentar casos específicos e, quando questionado sobre as mortes de Good e Pretti, Homan se esquivou. “Não vou compartilhá-la [a opinião]. Vamos deixar a investigação acontecer.”

    A chegada de Homan em Minneapolis marcou a saída de Gregory Bovino, comandante da operação em Minneapolis, conhecido como um defensor da truculência das ações de deportação. Ele deixou o posto após a morte de Pretti, e Trump afirmou que algumas “pequenas mudanças” foram necessárias e definiu Bovino como um “cara meio excêntrico” que “talvez não tenha funcionado em Minneapolis”.

    Não queremos ninguém morto, mas democratas devem colaborar, diz enviado de Trump a Minneapolis

  • Trump chama Powell de 'idiota' e renova escalada de pressão contra Fed por cortes de juros

    Trump chama Powell de 'idiota' e renova escalada de pressão contra Fed por cortes de juros

    Após o banco central dos EUA manter os juros inalterados, o presidente intensificou as críticas a Jerome Powell, voltou a pedir cortes imediatos nas taxas e afirmou que a política monetária atual prejudica a economia e a segurança nacional do país

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a atacar duramente o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, ao cobrar um corte imediato dos juros, um dia depois de o BC dos EUA manter as taxas inalteradas. Em publicação na Truth Social, Trump afirmou que Powell, a quem voltou a apelidar de “Atrasado Demais”, “voltou a se recusar a cortar as taxas de juros, embora não tenha absolutamente nenhuma razão para mantê-las tão altas”.

    Segundo o presidente norte-americano, a postura do Fed “está prejudicando o nosso país e a sua segurança nacional”. Trump disse que os EUA deveriam ter uma taxa “substancialmente mais baixa agora que até esse idiota admite que a inflação não é mais um problema nem uma ameaça”, acrescentando que Powell “está custando à América centenas de bilhões de dólares por ano em despesas com juros totalmente desnecessárias e injustificadas”.

    O republicano também relacionou sua defesa por juros mais baixos à política tarifária. De acordo com ele, por conta de “volumes enormes de dinheiro que estão entrando no nosso país por causa das tarifas, deveríamos estar pagando a MENOR taxa de juros de qualquer país do mundo”. Trump afirmou que outras economias só são vistas como “elegantes, sólidas e de primeira linha” porque “os EUA permitem que sejam”, mesmo mantendo superávits comerciais com os americanos. Ele não mencionou a quais países se referia.

    Na publicação, Trump declarou ainda que tem sido “muito bom, gentil e cuidadoso com países do mundo inteiro” e que, “com um simples movimento da caneta, BILHÕES a mais entrariam nos EUA”. Ao final, reforçou o apelo ao banco central: “O Fed deveria reduzir substancialmente as taxas de juros, AGORA!”. Os EUA “DEVERIAM ESTAR PAGANDO TAXAS DE JUROS MAIS BAIXAS DO QUE QUALQUER OUTRO PAÍS DO MUNDO”, repetiu.

    O ataque ocorre após o Fed, na véspera, manter os juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano e evitar sinalizar quando voltará a cortá-los, sob o argumento de não declarar vitória prematura contra a inflação.
     
     

    Trump chama Powell de 'idiota' e renova escalada de pressão contra Fed por cortes de juros

  • Três irmãos morrem após cair em lago congelado durante tempestade nos EUA

    Três irmãos morrem após cair em lago congelado durante tempestade nos EUA

    Meninos de 6, 8 e 9 anos brincavam perto de casa quando o gelo cedeu; mãe tentou resgatá-los, mas também ficou em risco. Tragédia ocorreu em meio a uma onda de frio extremo que já provocou dezenas de mortes nos Estados Unidos

    Uma tragédia provocada pelo frio extremo abalou uma comunidade do Texas nesta semana. Três irmãos, com idades entre seis e nove anos, morreram depois de caírem em um lago congelado durante a forte tempestade de inverno que atinge os Estados Unidos. O acidente ocorreu na segunda-feira, em Bonham, e mobilizou equipes de resgate e moradores da região.

    Em comunicado divulgado na terça-feira, o Gabinete do Xerife do Condado de Fannin informou que várias autoridades foram acionadas após uma chamada de emergência relatando que três crianças haviam caído no gelo de um lago local.

    As duas crianças mais velhas, de oito e nove anos, foram retiradas da água pelos primeiros socorristas que chegaram ao local, com a ajuda de um vizinho. Elas receberam atendimento médico imediato e foram levadas de ambulância a um hospital da região.

    Já o irmão mais novo, de seis anos, não conseguiu retornar à superfície. O corpo foi localizado mais tarde, após uma busca intensa no lago. Apesar dos esforços das equipes de resgate e dos profissionais de saúde, as três crianças não resistiram e tiveram as mortes confirmadas

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    “Eram três e eu estava sozinha… por isso não consegui salvá-los”

    Em entrevista à CBS News, Cheyenne Hangaman, mãe das crianças, relatou o desespero vivido ao tentar socorrer os filhos, mas afirmou que acabou tendo de vê-los “se debatendo e se afogando sem poder ajudá-los”.

    Mãe de seis crianças, Cheyenne contou que soube do acidente por meio de uma das filhas, que correu até ela gritando que os irmãos haviam caído na água.

    Segundo o relato, os meninos brincavam nas proximidades de um lago localizado a cerca de 30 metros da casa onde a família estava hospedada. O mais novo caiu depois de tentar “patinar no gelo”, e os irmãos mais velhos pularam na água na tentativa de resgatá-lo.

    “Quando eu os vi, eles estavam se debatendo e eu sabia que os corpos deles já estavam em choque”, contou. “A água estava gelada.”

    “Eram três e eu estava sozinha… por isso não consegui salvá-los”, lamentou.

    Cheyenne disse ainda que ela própria começou a ter dificuldades dentro da água e precisou ser retirada por um vizinho, que correu até o local ao ouvir os gritos da família.

    “Tentei lutar pela vida dos meus filhos, mas tive de vê-los se debatendo e se afogando sem poder ajudá-los”, afirmou.

    As autoridades não divulgaram oficialmente a identidade das vítimas, mas a mãe confirmou que se tratava de Howard Doss, de seis anos, Kaleb Doss, de oito, e EJ Doss, de nove.

    Ao falar sobre os filhos, Cheyenne Hangaman contou que EJ sonhava em se tornar uma estrela do futebol, Kaleb era apaixonado por dança e música, e o caçula, Howard, “gostava de fazer as pessoas rirem”.

    O acidente ocorreu em meio a uma forte tempestade de neve e gelo que atinge os Estados Unidos e já deixou dezenas de mortos. Classificado como “monstruoso”, o fenômeno provocou temperaturas extremas e nevascas intensas em áreas que vão do Texas ao Kansas, além de gerar condições de “perigo extremo” em estados como Nova York, Kentucky, Michigan, Ohio, Carolina do Sul, Nova Jersey e Massachusetts, entre outros.

     

    Três irmãos morrem após cair em lago congelado durante tempestade nos EUA

  • Tumor abdominal de 35 kg impede homem de urinar e choca médicos

    Tumor abdominal de 35 kg impede homem de urinar e choca médicos

    Morador da Macedônia do Norte procurou atendimento após não conseguir enxergar o próprio órgão genital; exames revelaram uma das maiores massas já registradas, descrita em revista científica e repercutida pela imprensa internacional.

    Um caso raro chamou a atenção de médicos ao redor do mundo após a publicação de um relato clínico envolvendo um morador de Escópia, capital da Macedônia do Norte. Aos 54 anos, o homem procurou um hospital com queixas incomuns, como dificuldade para urinar e até para visualizar o próprio órgão genital, sintomas que levantaram suspeitas imediatas.

    Exames de imagem revelaram a causa do problema: uma massa abdominal gigantesca, que pesava cerca de 35 quilos. O volume era tão grande que, à primeira vista, chegou a ser confundido com um acúmulo extremo de pele e gordura, conhecido como “barriga em avental”, geralmente associado a grandes perdas de peso. O paciente, no entanto, negou qualquer emagrecimento recente, o que levou a equipe médica a aprofundar a investigação.

    A tomografia descartou acúmulo de gordura e confirmou a presença de um tumor abdominal de grandes proporções. De acordo com o tabloide britânico The Sun, o crescimento da massa acabou “enterrando” o pênis do paciente sob o tecido abdominal, quadro conhecido na medicina como “buried penis” (“pênis enterrado”), o que explicava tanto as dificuldades urinárias quanto o desconforto relatado.

    Após a remoção cirúrgica da massa, os médicos constataram uma mudança significativa no estado físico do paciente. O índice de massa corporal caiu de 56,3 para 43,9, evidenciando o impacto direto do tumor sobre o peso corporal. A análise do material retirado identificou um tumor desmoide, uma condição extremamente rara, com incidência estimada em cerca de cinco casos por milhão de pessoas.

    Os especialistas explicam que tumores desmoides apresentam comportamento intermediário, não sendo totalmente benignos nem claramente malignos. O tratamento depende de fatores como localização, tamanho e ritmo de crescimento, e cirurgias desse porte costumam ser especialmente desafiadoras.

    O paciente teve alta seis dias após o procedimento e permaneceu sob acompanhamento médico durante os cinco meses seguintes, período em que apresentou evolução satisfatória e recuperação considerada adequada pela equipe responsável.

    Tumor abdominal de 35 kg impede homem de urinar e choca médicos

  • UE deve classificar Guarda Revolucionária do Irã como grupo terrorista

    UE deve classificar Guarda Revolucionária do Irã como grupo terrorista

    Bloco europeu anuncia novas sanções após repressão a protestos, enquanto tensão com os EUA aumenta. Medidas coincidem com discussões em Washington sobre possíveis ações militares diante do impasse nuclear e da escalada de confrontos internos em Teerã

    A União Europeia discute nesta quinta-feira a possibilidade de classificar a Guarda Revolucionária do Irã como organização terrorista e anunciou que prepara um novo pacote de sanções contra Teerã. A sinalização foi feita pela chefe da diplomacia do bloco, Kaja Kallas, antes da reunião dos ministros das Relações Exteriores, em Bruxelas.

    Segundo Kallas, a expectativa é que os países do bloco cheguem a um consenso para incluir a força militar iraniana na lista de grupos terroristas da UE. Caso a medida avance, a Guarda Revolucionária passaria a ser tratada no mesmo nível de organizações como Al-Qaeda, Hamas e Estado Islâmico. Para a diplomata, a lógica é simples: quem age como terrorista deve ser tratado como tal.

    A representante europeia afirmou que a decisão está diretamente ligada à repressão recente a protestos no Irã, conduzida pelo regime com apoio da Guarda Revolucionária. De acordo com ela, a dimensão da violência e os métodos utilizados contra manifestantes justificam uma resposta firme do bloco. A mensagem, disse, é de que a repressão tem custo político e econômico.

    Questionada sobre o receio de alguns países de que a classificação possa prejudicar o funcionamento de embaixadas europeias em território iraniano, Kallas afirmou que os riscos foram avaliados previamente. Ainda assim, destacou a expectativa de que os canais diplomáticos permaneçam abertos mesmo após uma eventual designação formal da Guarda Revolucionária como organização terrorista.

    Em relação às sanções, a chefe da diplomacia europeia explicou que o foco será em indivíduos e entidades considerados diretamente responsáveis por atos de violência contra a população. Os nomes ainda não foram detalhados publicamente.

    Durante a conversa com jornalistas, Kallas também comentou outros temas da agenda internacional. Ao ser questionada sobre relatos de que os Estados Unidos teriam condicionado garantias de segurança à Ucrânia à cessão do Donbass à Rússia, ela afirmou que Kiev já fez concessões significativas. Para a diplomata, a pressão deveria recair sobre Moscou, e não sobre os ucranianos. Segundo ela, garantir segurança concreta à Ucrânia segue sendo uma prioridade para a UE.

    Além do Irã, os ministros europeus devem discutir novas sanções contra a Rússia e analisar crises em regiões como Síria, Palestina e República Democrática do Congo. A decisão sobre a Guarda Revolucionária exige unanimidade entre os Estados-membros, e países como França e Itália, que antes eram reticentes, passaram a admitir a classificação.

    Dados recentes da ONG Human Rights Activists News Agency indicam que mais de 6.200 pessoas morreram durante os protestos no Irã, com investigações em andamento sobre outras milhares de mortes potenciais e mais de 42 mil detenções. O governo iraniano já advertiu que a medida europeia, se confirmada, poderá ter “consequências destrutivas” para as relações entre Teerã e o bloco.

    Trump ameaça avançar contra o Irã

    Enquanto a União Europeia avança no campo das sanções, a escalada também voltou ao centro das discussões em Washington. Segundo a CNN, o presidente Donald Trump avalia novas opções militares contra o Irã diante do impasse nas negociações sobre o programa nuclear iraniano e a produção de mísseis balísticos. Fontes ouvidas pela emissora afirmam que as conversas não avançaram nos últimos meses, o que reforçou, internamente, a defesa de uma resposta mais dura.

    Na terça-feira, Trump cobrou publicamente que Teerã aceite negociar, por meio de uma publicação na Truth Social. Na mensagem, advertiu que uma eventual nova ofensiva americana teria impacto maior do que o ataque do verão passado, quando três instalações nucleares iranianas foram atingidas por forças dos EUA. De acordo com a CNN, entre os cenários em análise estão ataques aéreos pontuais contra lideranças iranianas e autoridades de segurança ligadas à repressão interna, além de ações contra estruturas estratégicas do governo e do setor nuclear.

    Auxiliares da Casa Branca ressaltam que nenhuma decisão final foi tomada, mas indicam que Trump considera o contexto militar mais favorável neste momento. Essa avaliação ganhou força após o deslocamento do grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln para o Oceano Índico, movimento interpretado como um sinal adicional de pressão sobre o Irã.

    Do lado iraniano, o líder supremo Ali Khamenei voltou a condenar os protestos e defendeu uma repressão severa, atribuindo parte da responsabilidade pelas mortes a Trump e prometendo não perdoar opositores internos nem o que classificou como “criminosos internacionais”.

    UE deve classificar Guarda Revolucionária do Irã como grupo terrorista

  • Trump avalia nova ofensiva contra o Irã após impasse nuclear

    Trump avalia nova ofensiva contra o Irã após impasse nuclear

    Segundo a CNN americana, o presidente dos Estados Unidos discute opções militares diante da falta de avanços nas negociações com Teerã. Entre os cenários analisados estão ataques a lideranças iranianas e a instalações nucleares, embora nenhuma decisão final tenha sido tomada.

    A escalada de tensão entre Estados Unidos e Irã voltou ao radar da Casa Branca. Segundo a CNN americana, o presidente Donald Trump avalia novas opções militares contra Teerã diante do impasse nas negociações sobre o programa nuclear iraniano.

    Fontes ouvidas pela emissora afirmam que as conversas entre os dois países não avançaram nos últimos meses, especialmente nos temas ligados à limitação de armas nucleares e à produção de mísseis balísticos. Esse bloqueio diplomático tem reforçado, internamente, a discussão sobre uma resposta mais dura de Washington.

    Na terça-feira, Trump usou sua rede social, a Truth Social, para cobrar publicamente que o Irã aceite negociar. Na publicação, o presidente advertiu que uma eventual nova ofensiva dos Estados Unidos teria impacto superior ao ataque realizado no verão passado, quando três instalações nucleares iranianas foram atingidas por forças americanas.

    De acordo com a CNN, o leque de cenários analisados inclui ataques aéreos pontuais contra lideranças iranianas e autoridades de segurança associadas à repressão a protestos internos, além de ações direcionadas a estruturas estratégicas do governo e do setor nuclear do país.

    Apesar das avaliações em curso, auxiliares próximos ao presidente ressaltam que nenhuma decisão definitiva foi tomada. Ainda assim, Trump considera que o momento militar é mais favorável do que em ocasiões anteriores, especialmente após o deslocamento do grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln para o Oceano Índico, movimento interpretado como sinal de pressão adicional sobre Teerã.

    Trump avalia nova ofensiva contra o Irã após impasse nuclear

  • Queda de avião na Colômbia mata 15 pessoas perto da fronteira Venezuela

    Queda de avião na Colômbia mata 15 pessoas perto da fronteira Venezuela

    Aeronave que fazia voo regional entre Cúcuta e Ocaña foi encontrada destruída em área rural de Norte de Santander. Entre as vítimas estão dois candidatos ao Parlamento colombiano; autoridades investigam as causas do acidente.

    Um avião de pequeno porte que fazia um voo regional no nordeste da Colômbia caiu nesta quarta-feira, 28, deixando 15 mortos. A aeronave foi localizada horas depois em uma área rural próxima à fronteira com a Venezuela, e não houve sobreviventes entre passageiros e tripulantes.

    O local do acidente fica no município de La Playa de Belén, no departamento de Norte de Santander. Agricultores da região encontraram os destroços após ouvirem um forte estrondo. Imagens que circularam nas redes sociais mostram a aeronave completamente destruída, com partes carbonizadas e sinais de fumaça.

    O voo transportava 13 passageiros e dois tripulantes. Entre as vítimas está Diógenes Quintero, candidato à Câmara dos Representantes e integrante do Partido Social de Unidade Nacional. A morte do político foi confirmada pela autoridade aeronáutica colombiana. Também estavam a bordo Natalia Acosta Salcedo, membro da equipe de campanha de Quintero, e Carlos Salcedo, que igualmente disputava uma vaga parlamentar.

    A aeronave, um Beechcraft 1900 operado pela companhia estatal Satena, havia decolado de Cúcuta às 11h42, no horário local, com destino a Ocaña, em um trajeto previsto de pouco mais de 20 minutos. O voo foi registrado por plataformas de monitoramento aéreo, mas o contato com a torre de controle foi perdido minutos antes do horário estimado para o pouso.

    Diante do desaparecimento, o governo colombiano mobilizou a Força Aérea para as buscas. A região onde o avião caiu é de difícil acesso e tem presença de grupos armados, como o Exército de Libertação Nacional, o que complicou as operações de resgate.

    As causas do acidente ainda são desconhecidas. O Ministério dos Transportes informou que todos os protocolos de investigação foram acionados para apurar o que levou à queda da aeronave. A Satena divulgou um canal de atendimento  às famílias das vítimas e afirmou que novas informações serão repassadas após a confirmação oficial das autoridades.

    Queda de avião na Colômbia mata 15 pessoas perto da fronteira Venezuela