Categoria: MUNDO

  • Saiba o que é e o que faz a CIA, agência que Trump autorizou a atuar na Venezuela

    Saiba o que é e o que faz a CIA, agência que Trump autorizou a atuar na Venezuela

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirma que autorizou a CIA (Agência Central de Inteligência) a realizar operações secretas dentro da Venezuela

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O presidente dos EUA, Donald Trump, autorizou a CIA a conduzir operações secretas na Venezuela. Nicolás Maduro, o presidente do país, respondeu com um pedido de “respeito à soberania nacional”.

    O QUE É A CIA

    A CIA (Agência Central de Inteligência) fornece informações sobre as nações para o governo americano. Eles chamam esse trabalho de “inteligência”, por isso o nome da agência, mas que também pode ser definido como espionagem. É com esses dados, sobre outros países e questões relevantes ao mundo, que o governo -tanto o presidente quanto o Conselho de Segurança Nacional -toma decisões estratégicas.

    Eles se consideram a primeira linha de defesa dos Estados Unidos. Segundo o próprio lema da agência, eles conquistam o que outros não conseguem e vão a lugares onde outros não alcançam.

    O trabalho da CIA é definido em três pilares. Focados na segurança nacional dos Estados Unidos, eles: coletam informações sobre países estrangeiros, fazem análises e conduzem ações -às vezes secretas- a pedido do presidente.

    A agência é categórica em dizer que não faz recomendações políticas e que não em função de aplicar leis. Eles afirmam que atuam como uma fonte independente de informação que trabalha em parceria com o Departamento de Defesa e agências policiais em ações de alta complexidade, inclusive de contraterrorismo.

    Eles são líderes em missões de segurança que podem abranger diversos tipos de investigações. O site oficial lista “contraterrorismo, contrainteligência, crime organizado, tráfico de drogas e controle de armas, entre outros”. Isso é feito com “análise de imagens e coleta de fontes abertas, além de pesquisa e desenvolvimento técnico”.

    A agência é representada por um brasão que tem diversos símbolos. A águia reforça o poder de vigilância de seus agentes; o escudo, a defesa que eles promovem ao país; e a rosa-dos-ventos, as informações que eles coletam sobre tudo o que acontece no mundo.

    TENSÃO ENTRE OS EUA E A VENEZUELA

    As tensões entre Washington e Caracas se intensificaram desde que Trump retornou à Casa Branca em janeiro. Neste mês, o governo Trump determinou a suspensão de qualquer diálogo diplomático com a Venezuela. Estados Unidos e Venezuela não mantêm relações diplomáticas desde o primeiro mandato de Trump (2017-2021).

    A todo momento, a gestão Trump busca vincular o governo Maduro ao narcotráfico. O presidente norte-americano já acusou Maduro de comandar a gangue Tren de Aragua, que seu governo designou como organização terrorista em fevereiro. O republicano também comparou as mortes de milhares de norte-americanos por overdose a mortos de guerra ao tentar justificar a intensa atividade militar no Caribe.

    Presidente da Venezuela nega as alegações dos EUA de que drogas estavam sendo produzidas no seu país. O líder também afirma que os norte-americanos esperam tirá-lo do poder porque estariam “buscando uma mudança de regime por meio de ameaça militar”.

    Trump confirmou que autorizou a CIA a conduzir operações secretas na Venezuela. A confirmação ocorreu horas após o jornal The New York Times divulgar que o governo dos EUA permitiu secretamente que a agência conduzisse operações “secretas e letais”.

    Autorização para operações ocorreu por dois motivos, segundo Trump. O primeiro seria porque a Venezuela estaria libertando muitos prisioneiros, que estariam cruzando a fronteira e entrando nos EUA – sem detalhar qual fronteira estaria sendo utilizada. Apesar das declarações, não há evidências que a Venezuela tenha intencionalmente direcionado pessoas a migrarem ao país. O segundo motivo seria a grande quantidade de drogas que entram nos Estados Unidos, vindas da Venezuela, muitas delas por via marítima.

    Trump, porém, se negou a responder se a CIA poderia “remover” o presidente venezuelano. O republicano ainda afirmou ao jornalista que fez o questionamento: “É ridículo me fazer essa pergunta. Na verdade, não é uma pergunta ridícula, mas não seria ridículo se eu a respondesse?”

    Saiba o que é e o que faz a CIA, agência que Trump autorizou a atuar na Venezuela

  • Homem, que vivia desde os 4 anos nos EUA, morre após ser preso pelo ICE

    Homem, que vivia desde os 4 anos nos EUA, morre após ser preso pelo ICE

    Ismael Ayala-Uribe, um homem de 39 anos, de origem mexicana que vivia nos Estados Unidos desde os quatro anos, morreu semanas após ter sido preso pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE)

    Um homem de 39 anos, que imigrou com a família do México para os Estados Unidos quando tinha apenas quatro anos, morreu semanas após ter sido preso pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) norte-americano.

    Segundo a Sky News, Ismael Ayala-Uribe morreu em um hospital da Califórnia no final de setembro após ter ficado doente enquanto estava em um centro de detenção de imigrantes. 

    Citada pela publicação britânica, a mãe de Uribe, Lucia, contou que o filho tinha febre e uma tosse persistente nas semanas antes de morrer. O homem ainda foi tratado pela equipe médica do centro de detenção, mas acabou por voltar à sua cela.

    Depois, foi transportado para um hospital para uma cirurgia para remover um abcesso nas nádegas, mas morreu antes de ser operado. 

    A sua família nunca foi informada que Uribe estava no hospital e só souberam da sua morte após um agente bater à porta da casa da família. 

    “Foram eles que nos notificaram que ele tinha morrido”, contou o irmão, José Ayala, à Sky News. “Nós nem sabíamos que ele estava no hospital ou que tinha uma cirurgia marcada. Então, bateram à nossa porta pouco depois das 5h30 da manhã”.

    O homem acredita que o irmão “ainda estaria vivo se nunca tivesse sido preso” e destacou que “ele adoeceu enquanto estava detido e parecia que não estavam cuidando dele”.

    Ismael Ayala-Uribe mudou-se do México para os Estados Unidos com a família quando tinha apenas quatro anos. Estava no país com o estatuto DACA – um programa que protege temporariamente da deportação jovens imigrantes que chegaram ao país ainda crianças – mas perdeu-o em 2016, quando foi condenado por conduzir embriagado.

    Foi preso pelos agentes do ICE em agosto, em um local de lavagem de carros, onde trabalhava há 15 anos. Depois, passou cinco semanas preso em um centro de detenção em Adelanto.

    Segundo o seu advogado, Uribe era um homem saudável e não tinha qualquer necessidade médica. No entanto, a mãe contou foi percebendo que o filho estava adoecendo a cada visita que lhe fazia, de oito em oito dias.

    “Ele começou com muita febre”, explicou. “Ele disse que não estavam ouvindo ele. A última vez que o vi, ele estava com o rosto abatido, me disse que não estava bem, disse que não aguentava mais”.

    “Me sinto impotente por não ter podido fazer nada para ajudar o meu filho. Nunca imaginei que iria enterrar um dos meus filhos. É uma sensação terrível, tiraram-me um pedaço do coração”, desabafou.

    ICE frisa que “não é negado atendimento” a imigrantes (e recorda detenções de Uribe)

    Em comunicado, o ICE defendeu que “Ismael Ayala-Uribe, 39, do México, era um imigrante ilegal sob custódia do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA” e “foi declarado morto às 2h32 da manhã do dia 22 de setembro”.

    Segundo a nota, o homem foi “avaliado por um médico” do centro de detenção, em 18 de setembro, “recebeu medicação e voltou para o seu dormitório”. 

    Depois, a 21 de setembro, foi encaminhado para um hospital “para uma avaliação mais aprofundada de um abcesso na nádega e foi agendada para uma cirurgia no abcesso”. 

    No entanto, pelas 1h48 desse dia, Uribe – que era “hipertenso e apresentava taquicardia anormal” – perdeu a consciência e, apesar dos esforços, “foi declarado morto às 2h32 pela equipa médica”. A causa da morte ainda está sob investigação.

    O ICE frisou que o homem “entrou nos Estados Unidos em data e local desconhecidos” e que foi “condenado por condução sob efeito do álcool em duas ocasiões”.

    Segundo a nota, “ele foi condenado pela sua primeira condução sob o efeito do álcool (DUI) em 23 de setembro de 2015 e “sentenciado a três anos de liberdade condicional”.

    Menos de quatro anos depois, em 12 de junho de 2019, “foi condenado pela segunda vez” e “sentenciado a 120 dias de prisão mais cinco anos de liberdade condicional”.

    Na nota, o serviço frisou estar empenhado “em garantir que todos aqueles sob a sua custódia residam em ambientes seguros e humanos” e defendeu que “em nenhum momento durante a detenção é negado atendimento de emergência a um estrangeiro ilegal detido”.

    Homem, que vivia desde os 4 anos nos EUA, morre após ser preso pelo ICE

  • Presidente de Portugal promulga pacote anti-imigração

    Presidente de Portugal promulga pacote anti-imigração

    Marcelo Rebelo de Sousa sancionou a nova Lei dos Estrangeiros, que endurece regras de imigração em Portugal e afeta diretamente os brasileiros. A norma exige visto obtido no país de origem e impõe restrições ao reagrupamento familiar, alinhando o país às diretrizes migratórias da União Europeia

    (CBS NEWS) – O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, promulgou nesta quinta-feira (16) a nova Lei dos Estrangeiros. “Considerando que o diploma agora revisto e aprovado por 70% dos deputados corresponde minimamente ao essencial das dúvidas de inconstitucionalidade suscitadas pelo presidente da República e confirmadas pelo Tribunal Constitucional, o presidente da República promulgou o diploma (…) que aprova o regime jurídico de entrada, permanência, saída e afastamento de estrangeiros do território nacional”, disse Rebelo de Sousa em nota.

    A restrição à imigração era uma das promessas de campanha da Aliança Democrática, coligação de centro-direita que governa Portugal, liderada pelo premiê Luís Montenegro. A primeira versão da nova Lei dos Estrangeiros tinha sido aprovada no parlamento em 17 de julho. No dia 24 do mesmo mês, Rebelo de Sousa a encaminhou ao Tribunal Constitucional para uma “fiscalização preventiva”. Em 8 de agosto a corte declarou a inconstitucionalidade de trechos da Lei -que foi vetada no mesmo dia pelo presidente.

    Foi preciso assim que o governo redigisse uma nova versão, que foi aprovada na Assembleia da República no dia 30 de setembro. A aprovação, por 160 votos contra 70, só foi possível por um acordo entre o governo e o Chega, partido da ultradireita portuguesa. A esquerda liderada pelo Partido Socialista votou contra. Faltava apenas a promulgação por parte do presidente, que veio nesta quinta.

    Embora mais branda que a versão anterior, a segunda redação da lei dificulta a vida dos brasileiros que moram ou pretendem morar em Portugal. Um estrangeiro que vive no país só pode trazer a família depois de um ano de residência legal, e precisa comprovar a coabitação com o cônjuge por pelo menos um ano antes da mudança. O reagrupamento familiar só é imediato em caso de família com filhos menores de idade ou declarados incapazes.

    O espírito da nova regulamentação é adequar Portugal às normas de imigração recomendadas pela União Europeia. Isso significa que, ao contrário do que ocorria antes, os imigrantes não poderão mais entrar como turistas em solo luso e obter a documentação a posteriori. Portanto, deverão obter visto de estudante ou de trabalhador no país de origem. Os vistos para procura de emprego serão restritos a profissionais considerados “altamente qualificados”.

    A nova lei abre brechas para acordos bilaterais entre os países, que poderão negociar canais específicos para seus cidadãos. Isso poderia beneficiar os milhares de brasileiros que trabalham na indústria do turismo portuguesa, em hotéis ou restaurantes.

    Em paralelo à Lei dos Estrangeiros o governo português deve apresentar à Assembleia da República, na semana que vem, o texto da nova Lei da Nacionalidade, que deverá igualmente afetar os brasileiros. Entre outras coisas, ela poderá aumentar o prazo para que estrangeiros residentes em Portugal possam reivindicar um passaporte português. Hoje brasileiros e cidadãos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) podem fazer isso depois de cinco anos de residência legal. Com a nova norma, o prazo pode subir para sete anos.

    A discussão sobre a Lei da Nacionalidade está prevista para a próxima quarta-feira (22).

    Presidente de Portugal promulga pacote anti-imigração

  • Maratonista descobre câncer após confundir sintomas com refluxo ácido

    Maratonista descobre câncer após confundir sintomas com refluxo ácido

    Zack Van Aarde, britânico de 41 anos e atleta de ultramaratonas, acreditava sofrer apenas de azia, mas exames revelaram um tumor de seis centímetros no esôfago em estágio avançado. Em tratamento, ele lançou uma campanha on-line para custear despesas e inspirar outras pessoas a não ignorarem sintomas persistentes

    O britânico Zack Van Aarde, de 41 anos, sempre levou uma vida ativa e saudável. Apaixonado por corrida, participava de ultramaratonas e mantinha uma rotina intensa de treinos. No início de 2024, começou a sentir crises frequentes de azia e queimação no peito. Os sintomas pareciam indicar apenas refluxo ácido, mas acabaram revelando um câncer agressivo no esôfago.

    Ao procurar um clínico geral, Zack recebeu um tratamento comum, com medicamentos de venda livre para aliviar a acidez estomacal. Acreditando que se tratava de algo passageiro, continuou com sua rotina de treinos. No entanto, o desconforto persistiu e foi acompanhado de fadiga e perda de peso. Ele só procurou atendimento de emergência quando começou a vomitar sangue.

    Os exames realizados revelaram um tumor de seis centímetros no esôfago. O diagnóstico confirmou um câncer em estágio quatro, já com metástase. A notícia surpreendeu a família, e os médicos iniciaram imediatamente o tratamento com sessões de quimioterapia a cada duas semanas. Zack também passou a realizar exames de sangue semanais e a relatar sua experiência nas redes sociais.

    Sem emprego desde o diagnóstico, o corredor criou uma campanha on-line para custear o tratamento. Ele prometeu correr uma milha, o equivalente a 1,6 quilômetro, para cada 10 libras doadas. A iniciativa mobilizou amigos e atletas de todo o Reino Unido. “Não quero desistir. Quero continuar me movimentando e mostrar aos meus filhos que vale a pena lutar”, escreveu em uma das postagens.

    O câncer de esôfago é mais comum em homens acima dos 50 anos, mas pode atingir pessoas mais jovens. Os sintomas iniciais, como azia, refluxo, dificuldade para engolir e perda de peso, costumam ser confundidos com problemas digestivos simples, o que atrasa o diagnóstico.

    Maratonista descobre câncer após confundir sintomas com refluxo ácido

  • Câmera registra policial resgatando mulher segundos antes de trem passar

    Câmera registra policial resgatando mulher segundos antes de trem passar

    Uma mulher distraída com fones de ouvido atravessou os trilhos fora da faixa de pedestres e não percebeu a aproximação do trem. Um policial que estava na estação de Kayseri agiu rapidamente e a puxou no último segundo, evitando que fosse atingida

    Uma mulher foi salva por um policial segundos antes de ser atropelada por um trem na estação de Kayseri, na Turquia, na terça-feira (14).

    De acordo com a imprensa turca, a mulher usava fones de ouvido e decidiu atravessar os trilhos sem olhar para os dois lados. Por causa do som alto, ela não percebeu a aproximação do trem.

    Imagens de segurança registraram o momento em que um policial que estava na estação percebe o perigo e puxa a mulher para trás no último instante, evitando a tragédia.

    Segundo as autoridades locais, a travessia ocorreu fora da faixa destinada a pedestres. O maquinista chegou a acionar os freios, mas, devido à velocidade, não teria conseguido parar a tempo de evitar o impacto.

    A Autoridade de Transportes de Kayseri informou que a mulher não se feriu e foi liberada após receber atendimento no local.

    Veja o vídeo acima.

    Câmera registra policial resgatando mulher segundos antes de trem passar

  • Uruguai aprova lei que autoriza eutanásia sob condições específicas

    Uruguai aprova lei que autoriza eutanásia sob condições específicas

    Após anos de debate, o Senado uruguaio aprovou a lei Morte Digna, que permite a eutanásia em casos de doenças incuráveis e sofrimento insuportável. A decisão torna o país o terceiro da América Latina a legalizar o procedimento, ao lado de Colômbia e Equador

    O Uruguai aprovou uma lei que permite a eutanásia em condições específicas, encerrando anos de debate no Parlamento. O Senado aprovou a proposta na quarta-feira, dia 15, por ampla maioria, com 20 votos favoráveis entre 31 parlamentares, após o aval prévio da Câmara dos Representantes em agosto.

    Batizada de Morte Digna, a nova legislação coloca o Uruguai entre os poucos países do mundo que autorizam a morte medicamente assistida, como Canadá, Holanda e Espanha. Na América Latina, apenas Colômbia, desde 1997, e Equador, desde 2024, haviam legalizado o procedimento.

    A sessão foi acompanhada por dezenas de pessoas, e o resultado gerou aplausos, abraços e também protestos de grupos contrários, que gritaram “assassinos” no plenário.

    A lei estabelece critérios rigorosos. O paciente deve ser maior de idade, cidadão ou residente no Uruguai, estar em plena capacidade mental e enfrentar uma doença incurável em fase terminal ou que cause sofrimento físico ou psíquico intolerável, com severa perda de qualidade de vida.

    Antes da autorização final, o paciente deverá formalizar por escrito seu desejo de encerrar a vida, após cumprir uma série de etapas médicas e legais.

    Beatriz Gelós, de 71 anos, que vive há quase duas décadas com esclerose lateral amiotrófica, disse à agência AFP, antes da votação, que chegou a hora de encerrar o debate. “Quem é contra não faz ideia do que é viver assim”, afirmou. “Quero ter a opção de acabar com o sofrimento.”

    Outro símbolo da causa, Pablo Cánepa, de 39 anos, sofre de uma doença rara e incurável que provoca espasmos constantes. “Pablo está morrendo há anos”, contou o irmão, Eduardo Cánepa. “O que ele tem não é uma vida”, acrescentou a mãe, Monica.

    Uma pesquisa do instituto Cifra, divulgada em maio, mostrou que mais de 60% dos uruguaios apoiam a legalização da eutanásia, enquanto apenas 24% se dizem contra.

    A Ordem dos Médicos do Uruguai não assumiu posição oficial, mas participou como consultora do processo legislativo para garantir o máximo de segurança jurídica e ética a pacientes e profissionais, segundo o presidente Álvaro Niggemeyer.

    A Igreja Católica expressou tristeza com a decisão, e mais de dez associações civis se manifestaram contra a medida, chamando-a de deficiente e perigosa.

    Uruguai aprova lei que autoriza eutanásia sob condições específicas

  • Madagascar é suspenso da União Africana após golpe orquestrado por militares

    Madagascar é suspenso da União Africana após golpe orquestrado por militares

    Os militares de Madagascar assumiram o controle da ilha no Oceano Índico; Michael Randrianirina será empossado líder do Madagascar na próxima sexta-feira (17)

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O coronel Michael Randrianirina será empossado líder do Madagascar na próxima sexta-feira (17), segundo comunicado divulgado pelo regime na televisão local, dias após comandar um golpe de Estado que depôs o presidente Andry Rajoelina. Todo o processo, bem como as instituições do país, serão supervisionados por um comitê militar.

    O movimento consolida o controle dos militares sobre o país da África, afundado numa crise política após duas semanas de protestos e deserções de integrantes das forças de segurança. Em represália, a União Africana, que reúne 55 países do continente, suspendeu Madagascar de suas atividades, em decisão que tem “efeito imediato”, disse o presidente da organização, o djibutiano Mahamoud Ali Youssouf, à agência de notícias AFP.

    Trata-se do mesmo padrão aplicado nos últimos anos pelo bloco africano contra outros países em que militares assumiram o poder à força, incluindo Burkina Fasso, Gabão e Níger. “O Estado de Direito deve prevalecer sobre o Estado de Força. Nossa abordagem se baseia na lei e no diálogo”, disse Youssouf em reunião da organização. A suspensão tem peso político e pode isolar a nova liderança do Madagascar.

    Rajoelina, que sofreu impeachment no Parlamento depois de deixar o país no fim de semana, vem denunciando o golpe e se recusa a formalizar sua renúncia. Ele fugiu de Madagascar no domingo (12) a bordo de um avião militar francês, segundo autoridades ouvidas pela agência de notícia Reuters, e agora estaria em Dubai. Em comunicado, justificou a viagem com o argumento de que sua vida estava em risco.

    Durante entrevista coletiva em Antananarivo, a capital de Madagascar, Randrianirina voltou a dizer que militares assumiram o poder e dissolveram todas as instituições, com exceção da Assembleia Nacional. “Seremos empossados em breve. Assumimos as responsabilidades”, disse ele. À agência de notícias Associated Press afirmou ainda que está “assumindo o cargo de presidente”.

    Segundo Randrianirina, a transição será conduzida por uma junta militar e deverá durar até dois anos, período em que um governo provisório será responsável por reestruturar as instituições e preparar novas eleições.

    Ex-comandante da unidade de elite Capsat, que também desempenhou papel decisivo no golpe de 2009 que levou Rajoelina ao poder, Randrianirina rompeu com o antigo aliado na semana passada, após pedir aos soldados que não reprimissem manifestantes durante os protestos de rua.

    Rajoelina, 51, o presidente destituído, é um ex-DJ e empresário que chegou ao poder em 2009 impulsionado por um movimento de jovens, tornando-se à época, aos 34 anos, um dos chefes de Estado mais novos em todo o mundo. No entanto, as promessas de combate à corrupção e de melhoria das condições de vida da população não se concretizaram.

    Além da unidade Capsat, tanto a polícia quanto outras forças de segurança também romperam com Rajoelina nos últimos dias, o que acelerou o colapso do governo.

    A crise preocupa a comunidade internacional. Nesta terça, a Rússia disse que monitora de perto a situação “com ansiedade”. Afirmou ainda esperar que o derramamento de sangue seja evitado.

    Nos últimos anos, a Rússia vem ampliando sua presença e influência na África, em parte com o grupo mercenário Wagner. Segundo o jornal americano The New York Times, o grupo esteve ativo em Madagascar durante a eleição presidencial de 2018, oferecendo apoio estratégico e operacional a candidatos alinhados aos interesses de Moscou.

    Com cerca de 30 milhões de habitantes, Madagascar é um dos países mais pobres do mundo: três quartos da população vivem na pobreza. Segundo o Banco Mundial, o PIB per capita do país caiu 45% entre a independência de 1960 e 2020.

    A saída de Rajoelina marcou a segunda vez em poucas semanas que jovens manifestantes derrubam um governo em meio a uma onda de revoltas da chamada geração Z pelo mundo. Em setembro, protestos massivos no Nepal começaram com a proibição das redes sociais pelo governo e, após violência nas ruas e dezenas de mortes, terminaram com a renúncia do então primeiro-ministro.

    Em seguida, a ex-chefe da Suprema Corte do país Sushila Karki foi nomeada governante interina com apoio dos manifestantes. O presidente do Nepal, então, dissolveu o Parlamento e marcou eleições para março de 2026.

    Madagascar é suspenso da União Africana após golpe orquestrado por militares

  • Governo Trump dá carta branca à CIA para derrubar Maduro na Venezuela

    Governo Trump dá carta branca à CIA para derrubar Maduro na Venezuela

    Operações letais, bombardeios contra o país e até mesmo plano para capturar ditador estariam sendo considerados; EUA aumentaram consideravelmente presença militar no Caribe nos últimos meses, e Caracas teme invasão

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O governo Donald Trump autorizou oficialmente a CIA, a agência de espionagem dos Estados Unidos com longo histórico de interferência na América Latina, a realizar operações secretas e letais dentro da Venezuela com o objetivo de derrubar o ditador Nicolás Maduro do poder.

    A informação foi antecipada pelo jornal The New York Times e confirmada por Trump horas depois. Em conversa com a imprensa na Casa Branca, o republicano disse que a Venezuela “está sentindo a pressão”.

    A autorização formal da Casa Branca significa que a CIA tem agora permissão de agir unilateralmente ou em conjunto com uma operação militar de larga escala -isto é, uma invasão da Venezuela, cenário extremo temido por Caracas.
    O New York Times afirma que Trump decidiu autorizar as operações secretas da CIA depois de abandonar esforços diplomáticos com a ditadura venezuelana, avaliando que pouco progresso foi feito.

    A Casa Branca chegou a recusar um acordo que daria aos EUA participação dominante na indústria de petróleo da Venezuela, país com as maiores reservas de óleo do mundo, em favor de perseguir uma estratégia de derrubar Maduro do poder por meio da força. Essa seria a opção preferida pelo secretário de Estado, Marco Rubio, e pelo diretor da CIA, John Ratcliffe.

    Rubio, filho de cubanos exilados, fez carreira política como forte opositor de regimes de esquerda na América Latina, e defende há tempos a retirada de Maduro do poder. Recentemente, o chefe da diplomacia americana chamou o ditador de governante ilegítimo e narcoterrorista.

    Ainda não há informações indicando que Trump tenha tomado a decisão de invadir o país sul-americano. Nos últimos meses, seu governo aumentou consideravelmente a presença militar americana no Caribe, e o país hoje conta com mais de 10 mil soldados, oito navios de guerra e um submarino mobilizados na região. No total, é mais poder de fogo do que toda a Venezuela.

    Ainda segundo o New York Times, o governo Trump considera autorizar também bombardeios e ataques aéreos diretamente em território venezuelano, o que quase certamente significaria um estado de guerra aberta contra o país.

    Mas essa possibilidade pode esbarrar em questões jurídicas. A Constituição americana estabelece que o poder de declarar guerra é exclusivo do Congresso, o que exigiria apoio do Partido Democrata. Também por essa razão, a Casa Branca busca justificar ações contra a Venezuela afirmando que são parte de uma campanha contra o narcotráfico -como os ataques que mataram 27 pessoas nas águas internacionais próximas ao país desde setembro.

    Recentemente, de acordo com a imprensa americana, o governo Trump comunicou formalmente ao Congresso que os EUA estão “em situação de conflito armado” com narcotraficantes latino-americanos. Essa notificação permitiria ataques unilaterais em contextos em que não há perigo para forças americanas, como é o caso dos barcos destruídos.

    Nesta quarta, Trump disse que, se as embarcações estão carregando drogas, elas são “alvos legítimos”, mas o Pentágono não apresentou provas de que os barcos estavam levando substâncias ilícitas aos EUA. A principal rota do tráfico de cocaína em direção à América do Norte passa pelo Oceano Pacífico e pela fronteira com o México, não pelo Caribe.

    Também como parte da pressão exercida contra a Venezuela, o governo Trump diz que Maduro é o chefe do suposto Cartel de los Soles, que especialistas afirmam não existir, e sustenta que o ditador teria ligações com a facção Tren de Aragua, uma hipótese questionada por relatórios da própria inteligência americana.

    Além disso, em agosto, o Departamento de Justiça dos EUA dobrou a recompensa por informações que levem à captura de Maduro, oferecendo agora US$ 50 milhões (R$ 272 milhões) e classificando o ditador de um dos maiores narcotraficantes do mundo e ameaça à segurança americana.

    A CIA e o governo dos EUA têm longo histórico de interferência e patrocínio a golpes na América Latina, incluindo aquele que removeu João Goulart da Presidência em 1964 e instalou a ditadura militar no Brasil, período marcado por tortura, assassinatos e desaparecimentos contra dissidentes políticos.

    Governo Trump dá carta branca à CIA para derrubar Maduro na Venezuela

  • Avião com secretário de Guerra de Trump faz pouso de emergência

    Avião com secretário de Guerra de Trump faz pouso de emergência

    O avião que estava o secretário de Guerra Pete Hegseth precisou fazer um pouso de emergência após uma rachadura no para-brisa causar perda de pressurização

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Um avião da Força Aérea dos EUA que levava o secretário de Guerra de Trump, Pete Hegseth, fez um pouso de emergência nesta quarta-feira (15) no Reino Unido.

    O avião precisou fazer um pouso de emergência após uma rachadura no para-brisa causar perda de pressurização. O Boeing C-32 havia decolado de Bruxelas e sobrevoava o Atlântico, ao sul da Irlanda, quando o piloto foi obrigado a retornar.

    O avião pousou em segurança na base de Mildenhall, perto de Cambridge, na Inglaterra. Em publicação no X, o assistente do Secretário de Guerra para Assuntos Públicos, Sean Parnell, disse que avião estava voltando dos Estados Unidos, após a reunião dos Ministros da Defesa da OTAN.

    O avião pousou com base em procedimentos padrão e todos a bordo, incluindo o secretário Hegseth, estão seguros. Sean Parnell, porta-voz do Pentágono em um post no X

    On the way back to the United States from NATO’s Defense Ministers meeting, Secretary of War Hegseth’s plane made an unscheduled landing in the United Kingdom due to a crack in the aircraft windshield. The plane landed based on standard procedures and everyone onboard, including?

    Não é a primeira vez que uma aeronave militar dos EUA transportando autoridades sofre problemas mecânicos. No início deste ano, um avião da Força Aérea dos EUA que transportava o secretário de Estado Marco Rubio para Munique foi forçado a retornar a Washington após um problema mecânico.

    Avião com secretário de Guerra de Trump faz pouso de emergência

  • Hamas anuncia que vai devolver corpos de mais dois reféns a Israel

    Hamas anuncia que vai devolver corpos de mais dois reféns a Israel

    Até o momento, o Hamas devolveu os restos mortais de quatro dos 28 reféns mortos; famílias estão preocupadas com a devolução de outros corpos

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O braço armado do Hamas anunciou que vai entregar os corpos de mais dois reféns mortos em Gaza às 22h (horário local 16h em Brasília) desta quarta-feira (15), como parte de um acordo de cessar-fogo entre o grupo extremista e Israel.

    Até o momento, o Hamas devolveu os restos mortais de quatro dos 28 reféns mortos. Famílias de reféns israelenses confirmaram as identidades de três dos quatro corpos entregues. Eles foram identificados como Tamir Nimrodi, de 20 anos, Eitan Levy, de 53 anos, e Uriel Baruch, de 35 anos, segundo o Fórum de Famílias de Reféns. Autoridades médicas concluíram que o quarto corpo entregue “não corresponde a nenhum dos reféns” cujos restos mortais estavam sob o poder do Hamas.

    O Hamas libertou na segunda-feira (13) 20 reféns vivos. Mas 24 corpos não foram entregues e ainda permanecem em Gaza. Com isso, Israel acusou o grupo de violar o acordo de trégua. O Hamas já havia alertado que a recuperação de alguns corpos poderia demorar, pois muitos locais de sepultamento estão sob escombros e ainda não foram localizados.

    Israel segura ajuda a Gaza até que Hamas entregue corpos de todos os reféns. O governo israelense anunciou que manterá fechada a passagem de Rafah, entre a Faixa de Gaza e o Egito, e limitará a ajuda humanitária, punindo o Hamas por “não ter cumprido a sua parte no tratado” de devolver os corpos de todos os reféns mortos, segundo o The Times of Israel.

    Medidas foram tomadas após autoridades concluírem que o Hamas não fez esforços reais para devolver os corpos dos reféns. A reabertura da passagem de Rafah estava prevista para os próximos dias, como parte da primeira fase da trégua. As autoridades não informaram por quanto tempo a medida vai durar.

    Famílias estão preocupadas com a devolução dos corpos. O Fórum de Reféns e Famílias Desaparecidas enviou uma carta ao enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, expressando preocupação. “O que temíamos está acontecendo diante dos nossos olhos”, afirmou o fórum, que pediu ao enviado especial que “faça tudo o que estiver ao seu alcance e a exigir que o Hamas cumpra sua parte do acordo e traga todos os reféns restantes para casa”.

    Devolução dos restos mortais deve levar tempo, segundo o Comitê Internacional da Cruz Vermelha. A organização classificou a tarefa como um “enorme desafio” diante das dificuldades para localizar os restos mortais em meio aos escombros de Gaza. “Esse é um desafio ainda maior do que a libertação das pessoas vivas”, disse o porta-voz do CICV, Christian Cardon, acrescentando ainda que a devolução dos corpos pode levar dias ou semanas, ou talvez nunca aconteça.

    Hamas anuncia que vai devolver corpos de mais dois reféns a Israel