Categoria: MUNDO

  • Homem é indiciado após filha morrer dentro de carro enquanto ele bebia

    Homem é indiciado após filha morrer dentro de carro enquanto ele bebia

    A menina foi encontrada sem vida após ser deixada trancada dentro de um carro sob temperaturas extremas, enquanto o pai estava em casa assistindo a vídeos pornográficos, jogando videogame e bebendo cerveja.

    Christopher Scholtes, de 37 anos, foi acusado nesta semana de homicídio doloso pela morte da filha de dois anos, Parker, em Tucson, no estado do Arizona (EUA). A menina foi encontrada sem vida após ser deixada trancada dentro de um carro sob temperaturas extremas, enquanto o pai estava em casa assistindo a vídeos pornográficos, jogando videogame e bebendo cerveja.

    O caso ocorreu em julho do ano passado, durante o verão no Hemisfério Norte, mas os detalhes foram revelados em audiência judicial nesta terça-feira (14). Segundo a Promotoria, Scholtes havia deixado o carro ligado, com o ar-condicionado funcionando, enquanto entrou em casa. Ele teria “perdido a noção do tempo”, e o veículo — um Acura 2003 — acabou desligando sozinho, deixando a criança confinada e exposta ao calor.

    De acordo com o legista do condado de Pima, quando os socorristas chegaram, a temperatura interna do carro era de 42°C, e Parker já havia morrido por exposição ao calor extremo.

    Mensagens de texto apresentadas no tribunal mostraram que a negligência era recorrente. A mãe da criança, Erika, enviou uma mensagem ao marido enquanto a filha era levada ao hospital: “Eu te disse para parar de deixá-los no carro, quantas vezes eu já te disse?”.

    Mais tarde, já no hospital — onde trabalhava como anestesista e onde a menina foi atendida —, Erika mandou outra mensagem: “Nós a perdemos. Ela era perfeita.” Scholtes respondeu: “Querida, me desculpe! Como eu pude fazer isso? Eu matei nosso bebê. Isso não pode ser real.”

    O casal tem outras duas filhas, de 5 e 9 anos. Apesar das evidências e das mensagens trocadas, Erika defendeu o marido em tribunal, chamando a morte da filha de “um erro trágico”. O caso segue sob investigação, e Scholtes permanece respondendo ao processo por homicídio doloso.

    Homem é indiciado após filha morrer dentro de carro enquanto ele bebia

  • Vulcão Kilauea no Havai entra (de novo) em erupção. Veja as imagens

    Vulcão Kilauea no Havai entra (de novo) em erupção. Veja as imagens

    Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), a mais recente atividade vulcânica começou às 9h34 de sexta-feira no Havai (20h34 em Lisboa). Esta é a 35.ª vez que o Kilauea entra em erupção.

    O vulcão Kilauea, no Havaí, está novamente em erupção. Esta já é a 35ª vez que o vulcão entra em atividade desde dezembro de 2024, sendo considerado um dos mais ativos do mundo.

    Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), a erupção mais recente começou às 9h34 de sexta-feira no horário do Havaí (20h34 em Lisboa).

    “A erupção atual tem sido caracterizada por fontes de lava episódicas”, informou o serviço em seu site oficial. “Cada um dos episódios anteriores de fontes de lava teve duração que variou de algumas horas até uma semana, e foi acompanhado por uma forte deflação na região do cume”, acrescentou a entidade.

    Até o momento, o USGS destaca que não há atividade sísmica relevante e que os níveis de dióxido de enxofre no ar permanecem dentro dos limites seguros para os seres humanos.

    O último episódio de erupção do Kilauea havia ocorrido no dia 1º de outubro deste ano, com duração de cerca de seis horas. Na ocasião, duas fontes de lava saíram das aberturas norte e sul e chegaram a atingir três metros de altura.

    Pode acompanhar ao vivo a erupção aqui.

    Vulcão Kilauea no Havai entra (de novo) em erupção. Veja as imagens

  • Irã anuncia que acordo de 2015 para restringir programa nuclear expirou

    Irã anuncia que acordo de 2015 para restringir programa nuclear expirou

    O Irã anunciou que já não est[a vinculado às restrições do seu programa nuclear definidas num acordo internacional concluído há 10 anos, que expira neste sábado (18), reiterando, no entanto, o seu compromisso com a diplomacia.

    Este acordo, assinado em 2015 pelo Irã, França, Reino Unido, Alemanha, Estados Unidos, Rússia e China, tinha como objetivo regular as atividades nucleares da República Islâmica em troca do levantamento das sanções da ONU, que pesavam fortemente sobre a economia iraniana.

    A data de expiração foi fixada para 18 de outubro de 2025, exatamente 10 anos após o texto ter sido aprovado pela ONU por meio da resolução 2231.

    O acordo limitava o enriquecimento de urânio do Irã a 3,67% e previa a supervisão rigorosa das atividades nucleares pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o órgão de monitoramento nuclear da ONU.

    Apesar de negar, o Irã é frequentemente acusado pelo Ocidente e por Israel, seu inimigo declarado, de desenvolver secretamente armas nucleares.

    A partir de agora, “todas as disposições [do acordo], incluindo as restrições ao programa nuclear do Irã e os mecanismos relacionados, são consideradas encerradas”, declarou o Ministério das Relações Exteriores em comunicado divulgado sobre a expiração do pacto.

    O acordo já havia sofrido vários reveses. Em 2018, durante o primeiro mandato de Donald Trump, os Estados Unidos se retiraram do tratado e restabeleceram suas sanções contra o Irã.

    Em retaliação, o Irã foi gradualmente descumprindo certos compromissos estabelecidos no acordo.

    Segundo a AIEA, o Irã é o único país sem armas nucleares a enriquecer urânio em nível elevado (60%), muito próximo do limite técnico de 90%, necessário para fabricar uma bomba atômica.

    Teerã também suspendeu toda a cooperação com a AIEA em julho, após uma guerra de 12 dias desencadeada por Israel, que incluiu bombardeios contra instalações nucleares iranianas.

    Os Estados Unidos também realizaram ataques contra algumas instalações no Irã durante esse conflito e, em resposta, Teerã lançou mísseis e drones contra Israel.

    A guerra pôs fim a uma série de negociações indiretas entre Estados Unidos e Irã sobre o programa nuclear, que vinham acontecendo desde abril.

    Por iniciativa da França, Reino Unido e Alemanha, a ONU restabeleceu em setembro as sanções contra o Irã, que haviam sido suspensas por 10 anos.

    A expiração do acordo nuclear torna as sanções “nulas e sem efeito”, afirmou o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, em carta enviada hoje à ONU.

    Apesar de o Irã ter assinado, em setembro, no Cairo, um acordo com a AIEA para definir a retomada da cooperação, os três países europeus criticaram a falta de colaboração de Teerã com a agência nuclear da ONU e pediram a retomada das negociações com os Estados Unidos.

    “Os esforços do Irã para retomar as discussões [com a AIEA] que levaram ao acordo do Cairo também foram sabotados pelas ações irresponsáveis dos três países europeus”, acrescentou o Ministério das Relações Exteriores iraniano.

    Ainda assim, completou: “O Irã reafirma firmemente seu compromisso com a diplomacia”.

    O programa nuclear iraniano há muito envenena as relações entre Teerã e os países ocidentais.

    O Irã nega querer fabricar uma bomba atômica, mas insiste no direito de usar energia nuclear para fins civis, principalmente para gerar eletricidade.

    Irã anuncia que acordo de 2015 para restringir programa nuclear expirou

  • Urso rouba encomenda de sacada: "Os ladrões vêm em todas as formas"

    Urso rouba encomenda de sacada: "Os ladrões vêm em todas as formas"

    Um urso-negro foi ‘flagrado’ roubando uma encomenda de uma sacada nos Estados Unidos, provavelmente pensando que estava levando comida – e não uma camiseta. “Os ladrões vêm em todas as formas, incluindo peludos e de quatro patas”, alertaram as autoridades locais.

    Conselho de amigo: se pedir comida por delivery, não deixe que ela fique muito tempo na porta. Um urso pode acabar roubando.

    A recomendação foi feita pelo Departamento de Pesca e Vida Selvagem de Washington, nos Estados Unidos, na descrição de um vídeo em que exatamente essa situação acontece.

    Nas imagens, um urso-negro, comum na região, é visto invadindo a varanda de uma casa. Na boca, ele carrega uma embalagem e sai calmamente da propriedade, pronto para apreciar o que imagina ser uma refeição.

    “Os ladrões vêm em todas as formas, inclusive peludos e de quatro patas”, brincou a autoridade na publicação no Facebook, explicando em seguida que, em praticamente toda a região de Washington, os ursos-negros são bastante comuns.

    “Ao se prepararem para a hibernação no outono e depois de acordarem na primavera, eles procuram fontes de alimento altamente calóricas e fáceis de encontrar”, acrescentou o departamento. “Infelizmente, para esse urso-negro perto de Ocean Shores, o pacote continha apenas uma blusa e não comida”, revelou.

    “Mas, se os ursos se acostumarem a encontrar alimentos calóricos em determinada área, eles vão voltar”, alertou ainda a entidade. “A melhor maneira de incentivá-los a seguir em frente e se concentrarem em fontes naturais de alimento é remover potenciais atrativos” — ou seja, não deixar comida do lado de fora de casa, evitando que um ladrão peludo apareça.

    Mas esses animais não se limitam a roubar comida nas varandas. Na quarta-feira, dia 15, na Califórnia, durante a noite, outro urso foi flagrado com o focinho dentro de um balde de lixo, que havia caído — provavelmente derrubado pelo próprio animal.

    No vídeo, o urso aparece poucos segundos depois com um saco branco na boca e segue em direção a uma área de árvores, onde provavelmente fez sua refeição com o lixo da vizinhança.

    Também nesse caso, as autoridades locais reforçaram que há muitos ursos na região e que é comum vê-los circulando. Mas alertaram os moradores a manter o lixo dentro de casa até a manhã da coleta, para evitar situações possivelmente perigosas.

    Urso rouba encomenda de sacada: "Os ladrões vêm em todas as formas"

  • "Acreditamos que Trump quer acabar com esta guerra", diz Zelensky

    "Acreditamos que Trump quer acabar com esta guerra", diz Zelensky

    Depois de ter estado reunido com o presidente dos Estados Unidos, Volodymyr Zelensky afirmou que houve “sinais positivos” e disse ainda confiar nos EUA, assim como acreditar que “o presidente Trump quer acabar” com a guerra na Ucrânia. Sobre os mísseis de longo alcance, disse não poder falar sobre o assunto.

    O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta sexta-feira que houve “sinais positivos” na reunião com Donald Trump, acrescentando que entende “o desafio existente de ambos os lados”.

    Em declarações a jornalistas, quando questionado se ainda confia no presidente Donald Trump, destacou: “Nós confiamos nos Estados Unidos e acreditamos que o presidente Trump quer acabar com esta guerra”.

    “É difícil. É uma solução difícil. É compreensível o motivo. Para nós, é essencial, para a nossa terra e para o nosso país, porque faz parte da nossa independência”, disse.

    Ele também fez referência ao acordo de paz alcançado no Oriente Médio, ressaltando que Trump “foi bem-sucedido” e que isso pode ser um bom sinal para resolver o conflito na Ucrânia.

    Zelensky acrescentou ainda que, após a reunião com Donald Trump, participou de uma chamada telefônica conjunta com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, além de outros líderes europeus.

    O presidente ucraniano destacou também que um dos “principais pontos” da reunião foi sobre as garantias de segurança que os Estados Unidos podem oferecer à Ucrânia.

    Já sobre os mísseis de longo alcance Tomahawk, Zelensky afirmou que não falaria a respeito com a imprensa: “Falamos sobre mísseis de longo alcance, é claro, [mas] não quero fazer declarações sobre isso”.

    Segundo ele, isso se deve ao fato de que os Estados Unidos não querem “uma escalada” na guerra.

    Vale lembrar que Donald Trump e Volodymyr Zelensky se reuniram na tarde desta sexta-feira para tratar da guerra na Ucrânia, tendo o norte-americano começado por elogiar seu homólogo ucraniano.

    Enquanto falava com jornalistas, Trump declarou que revelaria o conteúdo da conversa telefônica que teve na quinta-feira com o presidente russo, Vladimir Putin, acrescentando acreditar que o líder do Kremlin “quer acabar com a guerra” na Ucrânia.

    Embora Zelensky também queira encerrar o conflito, mostrou-se cauteloso em relação a essa possibilidade. Ainda assim, ressaltou que é preciso que todos se sentem, conversem e cheguem a um acordo de cessar-fogo.

    Trump e Putin se reúnem em duas semanas

    O presidente norte-americano, vale lembrar, vai se encontrar com o presidente russo dentro de duas semanas, em Budapeste, na Hungria. A reunião terá como objetivo “colocar fim à guerra inglória” entre Moscou e Kiev.

    A confirmação e os detalhes do encontro foram divulgados pelo próprio Trump, que explicou em sua rede social, a Truth Social, que a reunião foi “acertada” após sua conversa por telefone com Putin. Segundo ele, a ligação foi “muito produtiva”. Mais tarde, o Kremlin também confirmou que estava sendo organizada a cúpula entre os dois líderes.

    Antes da reunião entre Trump e Putin na Hungria, “haverá um encontro de conselheiros de alto nível” já na próxima semana, sendo que as reuniões iniciais dos Estados Unidos “serão lideradas pelo secretário de Estado Marco Rubio, juntamente com outras pessoas a serem designadas”. Rubio deverá se reunir, inclusive, com “seu colega Sergey Lavrov”, ministro das Relações Exteriores da Rússia.

    "Acreditamos que Trump quer acabar com esta guerra", diz Zelensky

  • Brasil lidera desinformação sobre vacina na América Latina, diz estudo

    Brasil lidera desinformação sobre vacina na América Latina, diz estudo

    Fake news impactam na adesão da população às campanhas de imunização

    Um estudo divulgado nesta sexta-feira (17), no Dia Nacional da Vacinação, apontou que o Brasil lidera a desinformação sobre vacinas na América Latina, concentrando 40% de todo esse tipo de material que circula pela rede social Telegram.

    Chamado de Desinformação Antivacina na América Latina e no Caribe (Anti-vaccine Disinformation in Latin America and the Carribean) o estudo mapeou 81 milhões de mensagens que foram publicadas em 1.785 comunidades de teorias da conspiração do Telegram que circularam entre 2016 e 2025 em 18 países da América Latina e do Caribe. E identificou 175 supostos danos que teriam sido atribuídos às vacinas e 89 falsos antídotos que estavam sendo vendidos como uma forma de neutralizar seus efeitos.

    Elaborado pelo Laboratório de Estudos sobre Desordem Informacional e Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas, o levantamento apontou que o Brasil lidera o volume de mensagens e o número de usuários ativos que participam de comunidades conspiratórias sobre vacinas, sendo responsável por mais de 580 mil conteúdos falsos ou com desinformação sobre imunização. 

    Para Ergon Cugler, coordenador do estudo e pesquisador do Laboratório de Estudos sobre Desordem Informacional e Políticas Públicas (DesinfoPop/FGV), o Brasil aparece na liderança porque ainda carece de regulação. 

    “Temos um ambiente digital ainda pouco regulado, com plataformas que lucram com o engajamento por meio do medo. Temos também uma sociedade polarizada, o que cria um terreno fértil para o discurso conspiratório”, disse à Agência Brasil.Entre os líderes desse ranking também estão a Colômbia, com 125,8 mil mensagens falsas; o Peru, com 113 mil, e o Chile, com 100 mil publicações com conteúdos falsos.

    Conteúdos falsos mais comuns

    Entre as alegações falsas mais comuns que circularam nesses grupos de conspiração estava a de que a vacina provoca morte súbita (15,7% do total das mensagens mencionavam isso) ou altera o DNA de quem a toma (8,2%). Também houve falsas menções de que a vacina provoca Aids (4,3%), envenenamento (4,1%) ou câncer (2,9%).

    Além disso, os grupos de teorias conspiratórias apontam possíveis “antídotos” contra as vacinas, misturando pseudociência, espiritualidade e consumo. Entre essas falsas alegações estavam a de que era preciso ficar descalço no solo para limpar energias do corpo (2,2% das mensagens mencionavam isso) ou comprar dióxido de cloro (1,5%) ou outras substâncias químicas. 

    Segundo o Ministério da Saúde, essas informações são totalmente erradas e podem, inclusive, provocar danos à saúde da população.

    O dióxido de cloro tem venda controlada e é categorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como saneante, ou seja, destinado à higienização, desinfecção ou desinfestação domiciliar, em ambientes coletivos e públicos, e no tratamento de água. 

    “Usado em produtos de limpeza, a substância, conhecida também pelos nomes MMS, CDS e Solução Mineral Milagrosa, foi muito propagada durante a pandemia de covid-19, mesmo sem nenhuma eficácia comprovada. O importante é entender o perigo de usar a substância, que é altamente reativa e tóxica, podendo levar as pessoas a graves riscos à saúde”, informou o ministério da saúde em uma publicação feita no ano passado, alertando que essa substância pode, inclusive, levar à morte.

    Segundo Cugler, a desinformação é um mercado lucrativo e uma grande ameaça à saúde pública. 

    “Ela [a desinformação] funciona como um funil de vendas: primeiro, espalha medo com alegações falsas sobre vacinas e, depois, oferece produtos, cursos e terapias como supostas ‘curas’. O antivacinismo virou um mercado, onde o pânico é transformado em lucro. Essas comunidades exploram o medo, misturam pseudociência com espiritualidade e vendem soluções milagrosas sem base científica”, disse ele.

    Esses conteúdos falsos, explicou o coordenador do estudo, utilizam jargões científicos para parecem sérios, mas não têm qualquer embasamento científico. “O objetivo é plantar dúvida e medo, minando a confiança na ciência”, esclareceu.

    Pandemia

    O volume de desinformação sobre vacinas foi ainda mais intenso durante a pandemia de covid-19. O levantamento feito pelo DesinfoPop mostrou que as postagens sobre vacinas em comunidades conspiratórias nos países da América Latina e Caribe cresceram 689,4 vezes entre os anos de 2019 e 2021, passando de 794 posts em 2019 para 547.389 em 2021. 

    Depois desse pico, o volume voltou a diminuir, mas não voltou ao que era antes: em 2025, com dados até o mês de setembro, ainda circulam 122,5 vezes mais conteúdo antivacina do que em 2019, somando cerca de 97 mil postagens.

    Para o coordenador do estudo, essa desinformação é um projeto que atrapalha as políticas públicas de saúde e pode colocar a vida das pessoas em risco, abrindo espaço para o reaparecimento de doenças que já estavam controladas.

    Por isso, ele orienta que as pessoas devem sempre desconfiar de conteúdos que apelam para o medo ou a emoção e, depois, checar a fonte de informação, ou seja, de onde veio essa notícia. 

    “Se [o conteúdo] não vem de uma instituição científica, de saúde pública ou de jornalismo profissional, é melhor não compartilhar [a notícia]. E o mais importante: sempre busque informação em fontes oficiais, converse com profissionais de saúde e lembre-se que vacina é uma conquista coletiva, não um risco individual”, ressaltou.

    Vacinas são seguras

    O Ministério da Saúde ressalta que a propagação de fake news é um dos fatores que mais impacta na adesão da população às campanhas de imunização. Para tentar reverter isso, o Ministério da Saúde lançou o programa Saúde com Ciência, uma iniciativa em defesa da vacinação e voltada ao enfrentamento da desinformação.

    Pelo site da iniciativa, a população brasileira pode obter informações confiáveis sobre vacinação e também sobre as fake news que circulam na internet. Também é possível enviar informações duvidosas para que a equipe do Ministério da Saúde possa responder sobre essas dúvidas em seus canais. 

    O site traz ainda um passo a passo sobre como cada um pode denunciar, nos canais oficiais das plataformas digitais, os conteúdos enganosos, contribuindo para reduzir a sua disseminação na internet.

    Brasil lidera desinformação sobre vacina na América Latina, diz estudo

  • NY processa EUA após corte de subsídio a escolas por políticas de gênero

    NY processa EUA após corte de subsídio a escolas por políticas de gênero

    Os advogados da cidade de Nova York argumentaram no processo que a suspensão dos pagamentos é “imprópria” e desrespeita “procedimentos exigidos por lei”

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – A cidade de Nova York processou o Departamento de Educação dos EUA devido ao corte de mais de US$ 35 milhões em subsídios federais para escolas, após a cidade se recusar a revisar políticas relativas a alunos transgêneros e não binários. As informações são do jornal The New York Times.

    Suspensão dos repasses levaram a “caos e incerteza”, afirmou a administração da cidade. Os advogados de Nova York argumentaram no processo que a suspensão dos pagamentos é “imprópria” e desrespeita “procedimentos exigidos por lei”.

    Medida coloca em risco futuro de 19 escolas e dos seus cerca de 7.700 alunos, alegaram na ação. Nova York tem o maior número de escolas dos EUA, segundo o The New York Times. Apesar disso, um número relativamente pequeno de instituições foi afetado pela suspensão dos subsídios, mostrou a reportagem.

    As ações sem precedentes do departamento representam uma tentativa flagrante de evitar o processo rigoroso exigido por lei antes que as vidas de alunos, pais, professores e administradores possam ser completamente destruídas pela retirada do apoio financeiro às suas escolas.Trecho da ação judicial da cidade de Nova York contra o governo dos EUA

    Chicago e Fairfax, na Virgínia, também tiveram pagamentos suspensos. Assim como Nova York, as cidades se recusaram a revisar suas políticas de gênero, diversidade, equidade e inclusão.

    Dentre as políticas que incomodam o governo federal estão regras relacionadas ao uso de banheiros. As cidades garantem que alunos transgêneros possam usar banheiros e vestiários com base na sua identidade de gênero. A participação desses alunos em programas de educação física também se dá com base em sua identidade. Na avaliação do governo Trump, essas regras violavam leis de direitos civis.

    PROGRAMA DE FINANCIAMENTO

    Subsídios são distribuídos aos distritos escolares por meio do programa Assistência às Escolas Magnet. Coordenado pelo Departamento de Educação, ele foi implementado em 1965 com o objetivo de promover a dessegregação por meio do fornecimento de recursos a escolas públicas.

    Em Nova York, programa custeou instituições no Bronx, Brooklyn, Manhattan e Queens. Essas escolas oferecem um currículo especializado em áreas como tecnologia, engenharia, artes cênicas, jornalismo e ativismo cívico, com o objetivo de atrair alunos de diversas origens.

    Prefeito da cidade, Eric Adams, disse que Trump quer que escolas façam “algo que não podem fazer: violar as leis estaduais e locais”. As regras de gênero estão em vigor em Nova York desde 2019. No mês passado, porém, Adams havia criticado as políticas de gênero do sistema escolar em coletiva de imprensa.

    NY processa EUA após corte de subsídio a escolas por políticas de gênero

  • Sociedade civil defende urgência de limitar aquecimento global a 1,5°C

    Sociedade civil defende urgência de limitar aquecimento global a 1,5°C

    Documento foi entregue à presidência brasileira da COP30; entidades alertam que a humanidade não pode perder mais um ano: é urgente limitar o aquecimento global a 1,5°C

    Organizações e movimentos da sociedade civil apresentaram nesta quinta-feira (16) um documento com seis eixos prioritários para o sucesso da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climáticas (COP30), que será realizada em Belém em novembro.

    O material é resultado de dois dias de debates durante o evento O Caminho para Belém, em Brasília. As entidades alertam que a humanidade não pode perder mais um ano: é urgente limitar o aquecimento global a 1,5°C.

    O texto pede que a conferência entregue resultados consistentes em todos os seus pilares, para aumentar a ambição da ação climática e recuperar a confiança na UNFCCC (sigla em inglês para Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima). 

    “A primeira COP da Amazônia tem a oportunidade de deter e reverter o desmatamento até 2030 e ampliar o financiamento climático público. A conferência deve dar uma resposta firme à lacuna de ambição das NDCs”, disse Anna Cárcamo, especialista em política climática do Greenpeace Brasil.

    Eixos de ação

    O documento propõe um pacote político e de negociação para orientar os resultados da COP30. Ele está dividido em seis eixos:

    Redução das emissões com equidade: criar mecanismos para que países assumam cortes significativos de gases de efeito estufa ainda nesta década, em linha com a meta de 1,5°C;Transição energética justa: definir um calendário global de transição para longe dos combustíveis fósseis, conforme previsto na Contribuição Nacional Determinada (NDC, na sigla em inglês) do Brasil;Mecanismo global para transições justas: coordenar apoio técnico, financeiro e tecnológico entre países, evitando o aumento das desigualdades;Pacote de adaptação climática: concluir o Marco UAE–Belém para Resiliência Climática Global e garantir inclusão de povos indígenas, quilombolas, comunidades locais e periferias urbanas nas decisões.Sinergias entre clima e natureza: adotar um plano de ação concreto para eliminar o desmatamento e a degradação florestal até 2030, que inclua financiamento e conhecimento dos povos tradicionais;Financiamento climático ambicioso: construir um Roteiro Baku-Belém que assegure recursos novos, públicos e previsíveis dos países desenvolvidos aos países em desenvolvimento.

    “Não há resiliência possível sem previsibilidade no financiamento da adaptação climática. Sem uma meta clara, cairemos num abismo já no próximo ano”, disse Natalie Unterstell, presidente do Instituto Talanoa.

    Participação e representatividade

    O encontro contou com representantes de organizações internacionais e especialistas como Selwin Hart (ONU), Sonia Guajajara (Ministra dos Povos Indígenas) e os enviados especiais da COP30, incluindo Joaquim Belo, Sineia do Vale, Adnan Amin, Philip Yang, Denise Dora e outros.

    A iniciativa foi organizada por Greenpeace, Instituto Clima e Sociedade, Instituto Talanoa, LACLIMA, Observatório do Clima, Plataforma CIPÓ, TNC Brasil, Transforma e WWF-Brasil.

    “A sociedade civil articulou seus consensos e mostrou seu espírito colaborativo, o que deixa um sentimento de otimismo para a Conferência de Belém”, disse André Castro Santos, diretor técnico da LACLIMA.

    “Esta é uma COP diferente das outras, que ocorre no pior momento da cooperação internacional, mas o fracasso não é uma opção”, disse Claudio Angelo, coordenador de política internacional do Observatório do Clima.

    Sociedade civil defende urgência de limitar aquecimento global a 1,5°C

  • Maduro não quer se meter com os EUA, diz Trump

    Maduro não quer se meter com os EUA, diz Trump

    O presidente Donald Trump disse nesta sexta-feira (17), que os EUA atacaram um submarino que transportava drogas no Caribe, mas não deu mais detalhes

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente Donald Trump disse à imprensa nesta sexta-feira (17) que o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, “não quer se meter com os Estados Unidos”. Trump usou a expressão em inglês “fuck around”, que faz uso do palavrão para fazer referência a um comportamento de alguém que provoca ou se comporta de maneira estúpida.

    O termo tem sido usado principalmente pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, que já disse em repetidas ocasiões que os inimigos dos EUA agora precisam se lembrar da frase “fuck around, find out”, algo como “vacilou, perdeu”.

    A expressão faz parte da tentativa de Hegseth e do governo Trump de projetar um governo mais beligerante que os antecessores -outra medida nesse sentido foi a alteração do nome do Departamento de Defesa para Departamento de Guerra, que ademais ainda precisa de autorização do Congresso para se tornar oficial.

    A fala de Trump desta sexta, feita durante encontro com o presidente ucraniano Volodimir Zelenski, vem durante a escalada de tensões entre EUA e Venezuela. O governo do republicano já destruiu uma série de embarcações próximas à costa da Venezuela nas últimas semanas, matando dezenas de pessoas e dizendo que os barcos transportavam drogas em direção ao território americano. Especialistas apontam que a principal rota de narcotraficantes passa pelo Oceano Pacífico e pela fronteira com o México, não pelo Caribe.

    Na quinta (16), as Forças Armadas americanas atacaram mais uma embarcação, desta vez matando duas pessoas e capturando outras duas que sobreviveram ao bombardeio. A legalidade das ações é questionada dentro e fora dos EUA, uma vez que ataques do tipo só são legítimos quando há risco iminente a militares ou civis ou quando há um estado de guerra -e somente o Congresso americano pode autorizar isso.

    Recentemente, entretanto, o governo Trump comunicou formalmente ao Congresso que os EUA estão “em situação de conflito armado” com narcotraficantes latino-americanos. Essa notificação permitiria ataques unilaterais em contextos em que não há perigo para forças americanas, como é o caso dos barcos destruídos. Em paralelo, a Venezuela pediu oficialmente ao Conselho de Segurança da ONU que declare os ataques ilegais, uma medida sem chance de ser aprovada, dado o poder de veto dos EUA no órgão.

    Trump disse ainda nesta sexta que os EUA atacaram um submarino que transportava drogas no Caribe, mas não deu mais detalhes. O presidente disse à imprensa que Maduro “ofereceu tudo” para tentar aliviar a tensão, em aparente referência a relatos da imprensa americana de que o regime venezuelano ofereceu à Washington participação dominante na indústria de petróleo da Venezuela, país com as maiores reservas petrolíferas do mundo.

    A Casa Branca teria recusado a oferta em favor de uma estratégia, envolvendo pressão militar e operações secretas da CIA, de derrubar Maduro do poder. Essa é a posição preferida pelo secretário de Estado, Marco Rubio, e o diretor da agência de espionagem americana, John Ratcliffe.

    Maduro não quer se meter com os EUA, diz Trump

  • Fila em agência de imigração de Portugal faz estrangeiros passarem a noite na calçada

    Fila em agência de imigração de Portugal faz estrangeiros passarem a noite na calçada

    Imigrantes tentam cumprir exigências da burocracia, pagar taxas ou obter informações sobre Autorização de Residência; última prorrogação do documento venceu no dia 15

    LISBOA, PORTUGAL (CBS NEWS) – De fila em fila o técnico de audiovisual Rodrigo Batista persegue o Graal dos estrangeiros que vivem em Portugal: a carteirinha plastificada da Autorização de Residência, documento de identidade dos imigrantes.

    “Fui à sede central da Aima [Agência para Integração, Migrações e Asilo]. Lá me disseram que não havia nenhuma informação e me encaminharam para este posto no bairro dos Anjos”, disse Batista à Folha. “Já entreguei todos os meus documentos, já fiz entrevista, eles deram um prazo de 90 dias, já se passaram 110 e não tenho notícia do meu documento.”

    Batista era um dos vários imigrantes na fila no posto da Aima no bairro dos Anjos, para onde a agência tem encaminhado os excedentes da sede central. Nesta quinta-feira (16) o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, promulgou a nova Lei dos Estrangeiros, que dificulta a vida dos imigrantes que vivem no país.

    Os surtos periódicos de filas nas sedes da Aima, no entanto, nada têm a ver com a nova lei. Eles ocorrem de tempos em tempos quando vence algum prazo determinado pela burocracia.

    Um desses prazos venceu, por coincidência, na véspera da promulgação da nova lei. Desde 2020 o governo português não consegue renovar em tempo hábil as Autorizações de Residência dos imigrantes que vivem em Portugal. Na ocasião, foi criado um decreto-lei prorrogando a validade dos documentos vencidos. Esse decreto vem sendo progressivamente renovado desde então. A última prorrogação venceu em 15 de outubro.

    Imigrantes como Rodrigo Batista, que já entregaram os documentos, têm mais 180 dias para regularizar a própria situação. Desde quarta-feira (15) é comum ver imigrantes dormindo em filas na porta da Aima, com o objetivo de cumprir novas exigências da burocracia, pagar taxas com prazo vencido ou em busca de informações sobre a Autorização de Residência que nunca chega.

    Em meio ao furacão causado pela promulgação da Lei dos Estrangeiros e o novo surto de filas, a Aima divulgou nesta quinta o relatório “Migrações e Asilo”, que atualiza o status da imigração em Portugal. De acordo com a agência, 238.864 cidadãos estrangeiros entraram em Portugal em 2024, totalizando 1.543.697 imigrantes, cerca de 15% da população do país. Em 2023 haviam entrado 311.996 estrangeiros, o que mostra que o fluxo de imigrantes caiu.

    O maior contingente continua sendo o dos brasileiros -484.596, número oficial que não conta os ainda não documentados e os que entram com passaporte de outros países. Segundo estimativa da embaixada brasileira, a cifra já se aproxima de 700.000.

    O maior contingente de cidadãos de outros países da União Europeia em Portugal vem da Itália -muitos deles, segundo se acredita, seriam brasileiros com dupla nacionalidade.

    Um número a se destacar é que 85,5% dos imigrantes fazem parte da população economicamente ativa, ou seja, jovens que trabalham e ajudam a sustentar o sistema de seguridade social do país. “Pagamos nossos impostos e, na hora de receber nossos direitos, como a Autorização de Residência, as coisas nem sempre funcionam”, afirma Rodrigo Batista, que mora há três anos e meio em Portugal.

    Segundo ele, o mercado de trabalho em sua área é excelente. Batista tem sido chamado a atuar em produções importantes, como a escala portuguesa da turnê de Dua Lipa, uma das grandes estrelas do pop atual. “Viver aqui é muito bom. A única coisa ruim é a burocracia.”

    Fila em agência de imigração de Portugal faz estrangeiros passarem a noite na calçada