Categoria: MUNDO

  • Modelo viaja a trabalho na Tailândia e vira vítima de tráfico de órgãos

    Modelo viaja a trabalho na Tailândia e vira vítima de tráfico de órgãos

    Vera Kravtsova, um jovem natural da Bielorrússia, tinha o sonho de ter carreira internacional como modelo e, por isso, viajou para a Tailândia após um convite de trabalho, mas acabou sendo sequestrada

    Vera Kravtsova, de 26 anos, desapareceu e depois foi dada como morta após concorrer a uma vaga como modelo na Tailândia. A jovem teria sido vítima de tráfico humano e os seus órgãos vendidos. 

    A jovem bielorrussa era cantora, mas acreditava em uma carreira internacional como modelo. Assim, decidiu viajar para Banguecoque para cumprir o seu sonho após um convite para um suposto trabalho.

    No entanto, Vera acabou sendo levada à força para Myanmar, em setembro. Foi mantida em cativeiro e submetida a trabalho escravo. 

    “Em vez de filmagens e contratos, a Vera foi levada para o outro lado da fronteira – Myanmar -, onde foi feita prisioneira”, escreve o Dailymail, citando o site de notícias russo Mash, acrescentando que “os únicos requisitos para o trabalho eram ser bonita e extorquir dinheiro de clientes ricos”. 

    Tudo isto sob a constantes ameaças de morte e de tráfico de órgãos. Em outubro, a jovem teria ficado sem clientes e desapareceu. 

    Alguns dias depois, a família da jovem de 26 anos foi informada de que Vera tinha sido encontrada morta e para que o corpo fosse enviado para a Bielorrúsia, os sequestradores exigiram cerca de 500 mil dólares (cerca de 2,6 milhões de reais).

    A família, que não tinha recursos monetários, soube que a jovem tinha sido cremada e que os seus órgãos tinha sido vendidos no mercado negro. 

    Vale destacar que o caso de Vera não é o único. Estima-se que cerca de 100 mil pessoas estão sendo mantidas em condições semelhantes em diversos locais de Myanmar e que o esquema de tráfico de pessoas seja operado por um grupo de chineses, que conta com o apoio de milícias locais.

    Modelo viaja a trabalho na Tailândia e vira vítima de tráfico de órgãos

  • Modelo viaja a trabalho para Tailândia e vira vítima de tráfico de órgãos

    Modelo viaja a trabalho para Tailândia e vira vítima de tráfico de órgãos

    Vera Kravtsova, um jovem natural da Bielorrússia, tinha o sonho de ter carreira internacional como modelo e, por isso, viajou para a Tailândia após um convite de trabalho, mas acabou sendo sequestrada

    Vera Kravtsova, de 26 anos, desapareceu e depois foi dada como morta após concorrer a uma vaga como modelo na Tailândia. A jovem teria sido vítima de tráfico humano e os seus órgãos vendidos. 

    A jovem bielorrussa era cantora, mas acreditava em uma carreira internacional como modelo. Assim, decidiu viajar para Banguecoque para cumprir o seu sonho após um convite para um suposto trabalho.

    No entanto, Vera acabou sendo levada à força para Myanmar, em setembro. Foi mantida em cativeiro e submetida a trabalho escravo. 

    “Em vez de filmagens e contratos, a Vera foi levada para o outro lado da fronteira – Myanmar -, onde foi feita prisioneira”, escreve o Dailymail, citando o site de notícias russo Mash, acrescentando que “os únicos requisitos para o trabalho eram ser bonita e extorquir dinheiro de clientes ricos”. 

    Tudo isto sob a constantes ameaças de morte e de tráfico de órgãos. Em outubro, a jovem teria ficado sem clientes e desapareceu. 

    Alguns dias depois, a família da jovem de 26 anos foi informada de que Vera tinha sido encontrada morta e para que o corpo fosse enviado para a Bielorrúsia, os sequestradores exigiram cerca de 500 mil dólares (cerca de 2,6 milhões de reais).

    A família, que não tinha recursos monetários, soube que a jovem tinha sido cremada e que os seus órgãos tinha sido vendidos no mercado negro. 

    Vale destacar que o caso de Vera não é o único. Estima-se que cerca de 100 mil pessoas estão sendo mantidas em condições semelhantes em diversos locais de Myanmar e que o esquema de tráfico de pessoas seja operado por um grupo de chineses, que conta com o apoio de milícias locais.

    Modelo viaja a trabalho para Tailândia e vira vítima de tráfico de órgãos

  • Terremoto de magnitude 6,1 atinge o sul das Filipinas após série de abalo

    Terremoto de magnitude 6,1 atinge o sul das Filipinas após série de abalo

    Novo terremoto de magnitude 6,1 atingiu o sul das Filipinas nesta sexta-feira (17), ampliando a sequência de fortes abalos registrados desde o início do mês. Em tremores anteriores, ao menos 72 pessoas morreram e milhares ficaram desabrigadas, segundo autoridades locais

    Um terremoto de magnitude 6,1 atingiu o sul das Filipinas nesta sexta-feira (17), segundo o Instituto de Vulcanologia e Sismologia do país. O abalo ocorre em meio a uma sequência de tremores que vêm sendo registrados desde o início do mês.

    Há pouco mais de uma semana, um terremoto de magnitude 7,4 chegou a provocar a emissão de um alerta de tsunami, com risco de ondas potencialmente destrutivas na costa leste do arquipélago. O alerta foi posteriormente suspenso, sem registro de danos significativos.

    O terremoto mais letal do mês foi o de magnitude 6,9, ocorrido no início de outubro, que deixou ao menos 72 mortos. Na ocasião, cerca de 20 mil pessoas precisaram abandonar suas casas na ilha de Cebu, e aproximadamente 600 residências foram destruídas.

    As Filipinas estão localizadas no chamado Círculo de Fogo do Pacífico, região de intensa atividade sísmica e vulcânica, o que torna o país um dos mais propensos a terremotos no mundo.
     
     

    Terremoto de magnitude 6,1 atinge o sul das Filipinas após série de abalo

  • Crianças de 9 e 10 anos são acusadas de estuprar menina de 5 nos EUA

    Crianças de 9 e 10 anos são acusadas de estuprar menina de 5 nos EUA

    Menino e menina foram formalmente acusados de estupro e tentativa de homicídio após agredirem brutalmente uma criança de 5 anos em Cleveland. O caso, que chocou Ohio, está sob investigação da polícia e tramita no tribunal juvenil do Condado de Cuyahoga

    Duas crianças, um menino de 9 anos e uma menina de 10, foram formalmente acusadas de estupro e tentativa de homicídio após atacarem uma menina de 5 anos em Cleveland, Ohio (EUA). As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (15) pelo Ministério Público do Condado de Cuyahoga e pela emissora CBS News.

    Segundo as autoridades, os menores também responderão por agressão criminosa, estrangulamento e sequestro. O caso está sendo investigado pela Divisão de Polícia de Cleveland, que afirmou não divulgar mais detalhes neste momento devido à “natureza sensível da investigação” e para preservar a identidade e os direitos constitucionais dos envolvidos.

    De acordo com o The New York Times, as denúncias foram apresentadas no tribunal juvenil, e o processo de indiciamento ainda será concluído. A porta-voz do Ministério Público, Lexi Bauer, informou que o órgão continua reunindo provas e colhendo novos depoimentos sobre o caso.

    A mãe da vítima relatou à imprensa que o ataque ocorreu em 13 de setembro, quando deixou a filha na casa de um parente. Pouco depois, a menina saiu pela porta da frente e foi atacada em um campo próximo. A mulher contou que a filha foi espancada, teve o cabelo arrancado e ficou “irreconhecível”.

    “O que eu vi foi inacreditável. Minha filha não parecia minha filha. Seu cabelo estava arrancado, ela tinha hematomas e sangue por todo o corpo. Seus olhos estavam cheios de sangue. Seus lábios e boca estavam cobertos de sangue”, disse a mãe em entrevista à CBS News.

    As autoridades ainda não divulgaram o estado de saúde atual da criança.

    Crianças de 9 e 10 anos são acusadas de estuprar menina de 5 nos EUA

  • EUA atacam sexto navio no Caribe em operação perto da Venezuela

    EUA atacam sexto navio no Caribe em operação perto da Venezuela

    O Exército dos Estados Unidos lançou novo ataque marítimo sob justificativa de combate ao narcotráfico. A ação, próxima à costa venezuelana, deixou sobreviventes, diferente das anteriores, que mataram 27 pessoas. Trump é acusado de violar leis internacionais e de autorizar operações secretas na região

    O Exército dos Estados Unidos realizou um novo ataque no mar do Caribe, próximo à costa da Venezuela, nesta quinta-feira (16), atingindo um sexto navio suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas. A operação foi conduzida por militares do Comando Sul, segundo fontes ouvidas pela emissora norte-americana CBS News.

    Diferentemente de outras ações, o ataque não foi anunciado nas redes sociais pelo ex-presidente Donald Trump, mas confirmado por autoridades do governo norte-americano, que afirmaram haver sobreviventes. Este é o primeiro caso com registros de pessoas vivas após as ofensivas anteriores, que deixaram 27 mortos, entre cidadãos da Venezuela, Colômbia e Trinidad e Tobago.

    Na quarta-feira, a polícia de Trinidad e Tobago informou que investiga se dois cidadãos do país estão entre os seis mortos em um dos ataques. Lenore Burnley, mãe de uma das supostas vítimas, Chad Joseph, de 26 anos, afirmou à agência France-Presse que o filho era pescador e voltava para casa após três meses de trabalho na Venezuela. Segundo ela, a ação militar foi desproporcional e contrária às normas marítimas, que preveem a interceptação e abordagem de embarcações suspeitas, e não sua destruição.

    Trump tem defendido as ações militares como parte de uma campanha contra o narcotráfico, tratando os suspeitos como combatentes ilegais. No Congresso, parlamentares democratas acusam o ex-presidente de violar o direito internacional e leis norte-americanas, enquanto até alguns republicanos pedem esclarecimentos à Casa Branca.

    De acordo com fontes ouvidas pela agência Associated Press, a administração Trump ainda não apresentou provas de que os barcos atacados transportavam drogas. Os ataques ocorrem em meio ao aumento da presença naval dos Estados Unidos na região e a relatos de que Trump teria autorizado operações secretas da CIA na Venezuela com o objetivo de neutralizar o presidente Nicolás Maduro.

    Questionado sobre o assunto, Trump não negou a informação e afirmou que também considera realizar ataques terrestres contra supostos traficantes em território venezuelano. Washington acusa Maduro de chefiar uma rede internacional de narcotráfico e oferece recompensa de até 50 milhões de dólares por sua captura, o que o líder venezuelano nega categoricamente. 

    EUA atacam sexto navio no Caribe em operação perto da Venezuela

  • Lula e Trump devem se encontrar em breve, diz Mauro Vieira

    Lula e Trump devem se encontrar em breve, diz Mauro Vieira

    As relações entre Brasil e Estados Unidos atravessam um período de instabilidade desde que o governo Trump decidiu impor tarifas de 50% sobre produtos brasileiros

    O Brasil e os Estados Unidos devem realizar uma nova reunião em novembro, dando continuidade à retomada do diálogo entre os dois países após meses de tensão diplomática, disse nesta quinta-feira (16) o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. A declaração foi feita após encontro com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, na Casa Branca, em Washington.

    Segundo o chanceler, o encontro — que durou cerca de uma hora — ocorreu em clima de “excelente descontração e troca de ideias”, com foco principal nas tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

    “Foi muito produtivo, com muita disposição para trabalhar em conjunto e traçar uma agenda bilateral de comércio”, disse Vieira em entrevista a jornalistas. 

    A reunião teve duas etapas: uma conversa privada entre os dois ministros e, em seguida, a participação de diplomatas e representantes comerciais de ambos os governos. Vieira confirmou que as equipes técnicas devem começar a negociar “em breve” medidas para tentar reverter as tarifas de 50% aplicadas por Washington desde agosto.

    Possível encontro

    Vieira também afirmou que os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump devem se encontrar nos próximos meses, embora a data e o local ainda não estejam definidos.

    “Está mantido o objetivo de que os líderes se reúnam proximamente. Há interesse de ambas as partes para que isso aconteça o quanto antes”, declarou o ministro.

    Inicialmente, a expectativa era de que o encontro pudesse ocorrer durante a Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), na Malásia, no fim de outubro. No entanto, segundo o chanceler, as agendas dos presidentes devem determinar o momento mais adequado para a reunião.

    Contexto

    As relações entre Brasil e Estados Unidos atravessam um período de instabilidade desde que o governo Trump decidiu impor tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. A medida foi justificada pela Casa Branca como uma resposta a uma suposta “politização” do Judiciário brasileiro e à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.

    Além do tarifaço, Washington também aplicou sanções financeiras e consulares a autoridades brasileiras, incluindo o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. As ações foram vistas em Brasília como retaliação política.

    O encontro entre Vieira e Rubio é o primeiro de alto nível desde que Trump reassumiu a Presidência dos Estados Unidos, em janeiro. A reunião sinaliza um esforço de reaproximação entre os dois países, iniciado após uma breve conversa entre Lula e Trump durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em setembro, em Nova York.

    Próximos passos

    De acordo com o Itamaraty, Mauro Vieira e Marco Rubio devem manter contato direto nas próximas semanas para definir a agenda de reuniões técnicas. A expectativa é que, até novembro, sejam traçadas as bases para uma negociação ampla sobre tarifas e cooperação comercial.

    “O importante é que prevaleceu uma atitude construtiva, com aspectos práticos para a retomada das negociações entre os dois países”, destacou o chanceler. “Há boa química entre os governos, e o diálogo está aberto.”

    Lula e Trump devem se encontrar em breve, diz Mauro Vieira

  • Hamas culpa governo Netanyahu por corpos de reféns desaparecidos

    Hamas culpa governo Netanyahu por corpos de reféns desaparecidos

    O grupo terrorista afirmou que alguns corpos de israelenses foram enterrados em túneis destruídos por Israel em ataques com bombas e drones

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O Hamas divulgou um comunicado nesta quinta-feira (16) responsabilizando o governo de Benjamin Netanyahu pela dificuldade em achar os corpos de 21 reféns que ainda faltam ser entregues a Israel.

    Alguns dos corpos foram enterrados em túneis destruídos por Israel, diz grupo. Outros estão sob os escombros de prédios que foram bombardeados e destruídos.

    Extremistas também indicam que ataques israelenses mataram os reféns. “O exército de ocupação nazista que matou esses prisioneiros é o mesmo que causou seu sepultamento sob os escombros”, afirma o Hamas em outro trecho.

    Atraso para liberar a passagem de Rafah, na fronteira entre Gaza e o Egito, também atrapalha as buscas, segundo o grupo. “Portanto, qualquer atraso na entrega dos corpos é de total responsabilidade do governo Netanyahu, que está obstruindo e impedindo o fornecimento dos meios necessários para tal”.

    ISRAEL DEVOLVE PRISIONEIROS PALESTINOS

    O Ministério da Saúde de Gaza informou que Israel devolveu, até o momento, 120 corpos de palestinos. Segundo a entidade, grande parte dos corpos tinha sinais de tortura.

    Como parte do acordo de cessar-fogo, Israel devolveu à Palestina os corpos de 120 pessoas. 90 destes foram entregues nesta quarta-feira (15), em duas levas de 45, e os outros 30 foram devolvidos nesta quinta-feira.

    A troca de restos mortais faz parte do acordo de cessar-fogo. Até o momento, o Hamas devolveu 10 corpos -Israel identificou nove como sendo de israelenses e um deles não era um refém. Ainda faltam 19 corpos para serem encontrados e devolvidos.

    Na segunda-feira, o Hamas libertou 20 reféns vivos. Em troca, Israel libertou quase 2.000 palestinos que estavam detidos em prisões.

    Dias após acordo, os dois lados trocam acusações de quebra do cessar-fogo. Israel argumenta que o Hamas não cumpriu sua parte por não ter devolvido todos os corpos de israelenses. Por outro lado, o Hamas alega que ataques de Israel continuam na Faixa de Gaza.

    Hamas culpa governo Netanyahu por corpos de reféns desaparecidos

  • Israel devolve 120 corpos e palestinos denunciam sinais de tortura

    Israel devolve 120 corpos e palestinos denunciam sinais de tortura

    O Ministério da Saúde de Gaza afirma que teriam sido identificados sinais de espancamento e havia corpos algemados e vendados; Israel não entregou uma lista com os nomes dos mortos

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O Ministério da Saúde de Gaza informou que Israel devolveu, até o momento, 120 corpos de palestinos. Segundo a entidade, grande parte dos corpos tinham sinais de tortura.

    Como parte do acordo de cessar-fogo, Israel devolveu à Palestina os corpos de 120 pessoas. 90 destes foram entregues nesta quarta-feira (15), em duas levas de 45, e os outros 30 foram devolvidos nesta quinta-feira (16).

    O Ministério da Saúde de Gaza afirma que alguns dos que foram devolvidos nesta quinta-feira (16) tinham sinais de tortura. Teriam sido identificados sinais de espancamento e havia corpos algemados e vendados.

    Nesta quarta-feira (15), médicos do Hospital Nasser, em Khan Younis, sul da Faixa de Gaza, disseram à CNN que todos os corpos tinham sinais de tortura. Segundo os profissionais, todos eles estavam braços e pernas algemados, alguns estavam vendados, alguns tinham marcas de tiro e outros teriam sido atropelados por tanques.

    Israel não entregou uma lista com os nomes dos mortos. Os corpos estavam numerados e até o momento apenas quatro foram identificados por familiares. Não há informações sobre quando ou como estas pessoas morreram.

    Organização palestina cobra devolução e identificação de todos os palestinos mortos. O Centro Palestino para Pessoas Desaparecidas e Forçadamente Desaparecidas alegou que a falta de identificação dos corpos levanta suspeitas de sequestro e manipulação dos registros das vítimas.

    O número total de palestinos mortos em Israel é incerto. A organização Campanha Nacional pela Recuperação dos Corpos de Mártires calcula que há ao menos 735 corpos em Israel.

    HAMAS DEVOLVEU CORPOS DE REFÉNS

    A troca de restos mortais faz parte do acordo de cessar-fogo. Até o momento, o Hamas devolveu 10 corpos -Israel identificou nove como sendo de israelenses e um deles não era um refém. Ainda faltam 18 corpos para serem encontrados e devolvidos.

    Segundo o Hamas, foram devolvidos todos os corpos encontrados. O grupo extremista afirma que para encontrar os que faltam serão necessários esforços extensos. A Cruz Vermelha, que faz a mediação da troca de corpos e reféns, já havia dito que a entrega de corpos pode levar semanas.

    Na segunda-feira, o Hamas libertou 20 reféns vivos. Em troca, Israel libertou quase 2.000 palestinos que estavam detidos em prisões.

    Dias após acordo, os dois lados trocam acusações de quebra do cessar-fogo. Israel argumenta que o Hamas não cumpriu sua parte por não ter devolvido todos os corpos de israelenses. Por outro lado, o Hamas alega que ataques de Israel continuam na Faixa de Gaza.

    Israel devolve 120 corpos e palestinos denunciam sinais de tortura

  • Nova cúpula Trump-Putin coloca em dúvida mísseis para a Ucrânia

    Nova cúpula Trump-Putin coloca em dúvida mísseis para a Ucrânia

    Donald Trump anunciou que houve “progressos significativos” e uma “conversa produtiva” sobre um cessar-fogo na Guerra da Ucrânia e que irá encontrar-se em breve com Putin

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Um dia antes de um esperado encontro com Volodimir Zelenski na Casa Branca, o presidente Donald Trump recebeu um telefonema de Vladimir Putin que durou cerca de duas horas nesta quinta-feira (16). O resultado não poderia ser mais decepcionante para o ucraniano.

    Trump anunciou que houve “progressos significativos” e uma “conversa produtiva” sobre um cessar-fogo na Guerra da Ucrânia e que irá encontrar-se em breve com Putin em uma nova cúpula -os líderes haviam se reunido há dois meses no Alasca.

    O local do encontro também não poderia ser mais incômodo para Zelenski: Budapeste, a capital da Hungria governada pelo líder europeu que lhe é mais hostil e próximo de Putin e Trump, o premiê Viktor Orbán. Ao mesmo tempo, o país é membro da Otan, a aliança militar liderada pelos Estados Unidos.

    Zelenski esperava receber boas notícias nesta sexta, como fruto de sua reaproximação com um Trump cada vez mais frustrado com a falta de avanço nas negociações -em especial após o sucesso momentâneo do cessar-fogo na Faixa de Gaza.

    O principal prêmio que desejava era o anúncio do fornecimento do míssil de cruzeiro Tomahawk, que pode atingir quase 2.000 alvos militares, 76 bases e todas as cidades importantes na Rússia europeia, um armamento ao qual não tem acesso.

    Ao chegar a Washington, o ucraniano preferiu não passar recibo. “Vemos que Moscou se apressará a retomar o diálogo assim que ouvir a palavra Tomahawk”, afirmou, dizendo acreditar numa boa conversa com Trump. Eles retomaram os contatos após o infame episódio em que o americano o humilhou na primeira reunião na Casa Branca, no fim de fevereiro.

    Putin já havia dito que a aproximação proposta por Trump com a Rússia desde que voltou à Casa Branca, em janeiro, estaria rompida se o míssil fosse entregue. Segundo Iuri Uchakov, assessor internacional do russo, ele repetiu a afirmação nesta quinta ao republicano.

    A Folha de S.Paulo ouviu de uma pessoa próxima do Kremlin que o objetivo principal de Putin era interromper esse processo envolvendo os Tomahawk, não tanto pelo efeito em si dos mísseis -que não podem mudar a guerra exceto se forem entregues às centenas, algo impossível tecnicamente-, mas por falta de lançadores terrestres de um modelo hoje 100% naval, e a Ucrânia não receberia navios de guerra.

    Esse observador ressalva, contudo, que Trump não disse de forma peremptória que vetaria o míssil, como de resto já sugeriu por temer uma escalada no conflito. Então, sustenta, é melhor esperar a sexta para tirar conclusões.

    Um sinal acerca das intenções dos EUA que preocupa o Kremlin é a crescente pressão de Washington sobre a Índia, segunda maior compradora de petróleo russo depois da China. Na quarta-feira (15), Trump chegou a dizer que o país asiático pararia de receber o produto, algo que não foi nem confirmado, nem desmentido.

    Isso dito, o americano parece repetir seu padrão negocial às expensas de Kiev, mesmo já tendo admitido o risco de ser enrolado pelo russo. Antes da cúpula em agosto no Alasca, um telefonema de Putin o fez abandonar sem pestanejar um ultimato que havia dado ao Kremlin para aderir a um cessar-fogo. Depois, reuniu-se com Zelenski e anunciou que os rivais iriam se encontrar, o que nunca ocorreu.

    Putin, por sua vez, elogiou o americano pela negociação entre Israel e o Hamas sobre Gaza, apesar da fragilidade do arranjo em vigor. “Acredito, de fato, que o sucesso no Oriente Médio ajudará em nossas negociações para alcançar o fim da guerra entre Rússia e Ucrânia”, escreveu o americano em um post na sua rede, a Truth Social.

    A primeira reunião preparatória da cúpula deve ocorrer já na semana que vem, e deve envolver o secretário de Estado, Marco Rubio, e o chanceler Serguei Lavrov. O local ainda não está definido, mas poderá ser a Turquia do também ambíguo Recep Tayyip Erdogan.

    Para a cúpula em si, será necessário um esquema especial para o encontro, já que a União Europeia, da qual os húngaros são membros, não permite sobrevoo de aviões russos devido a sanções decorrentes da guerra.

    Já a questão do mandado de prisão contra Putin, emitido pelo Tribunal Penal Internacional por supostos crimes de guerra, deve ser menos contenciosa: Budapeste abandonou em abril o tratado que estabeleceu a corte e, ainda que a medida só seja efetiva em 2026, não parece haver risco para o russo.

    Enquanto isso, a guerra segue com a forte troca de ataques contra a infraestrutura energética em ambos os lados, com a vantagem russa que caracteriza a assimetria do conflito.

    Na Ucrânia, só na madrugada desta quinta, foram 320 drones, 283 deles interceptados, e 37 mísseis, dos quais só cinco foram abatidos segundo Kiev. Estações de energia e de distribuição de gás foram atingidas novamente, e o governo anunciou que terá de manter um esquema de rodízio no fornecimento de eletricidade nas principais cidades.

    Os ucranianos, por sua vez, atingiram mais uma refinaria de petróleo, na região de Saratov, durante uma barragem em que a Rússia disse ter derrubado 51 drones.

    Nova cúpula Trump-Putin coloca em dúvida mísseis para a Ucrânia

  • 'Não teremos escolha a não ser matá-los', diz Trump em ultimato ao Hamas

    'Não teremos escolha a não ser matá-los', diz Trump em ultimato ao Hamas

    “Se o Hamas continuar a matar pessoas em Gaza, o que não era o acordo, não teremos escolha a não ser entrar e matá-los”, disse Donald Trump na tarde desta quinta-feira (16)

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O presidente dos EUA, Donald Trump, deu um ultimato ao Hamas na tarde desta quinta-feira (16) em relação ao acordo de paz com Israel pelo cessar-fogo em Gaza.

    O QUE ACONTECEU

    Republicano já tinha feito ameaças nesta quarta-feira (15). Trump disse que Israel poderia retomar os combates em Gaza caso o Hamas não cumpra os termos do acordo para o cessar-fogo da guerra.

    “Se o Hamas continuar a matar pessoas em Gaza, o que não era o acordo, não teremos escolha a não ser entrar e matá-los. Agradecemos a sua atenção a este assunto!”, afirmou Donald Trump

    HAMAS PROMOVE MORTES E ACUSA CLÃS DE SEREM ALIADOS DE ISRAEL

    Dias após o cessar-fogo em Gaza entrar em vigor, o grupo extremista Hamas assassinou pessoas em ruas da Cidade de Gaza, publicando vídeos das mortes nas redes sociais. Em um dos vídeos das “execuções públicas”, é possível ver oito homens ajoelhados e vendados sendo baleados pelos extremistas. As vítimas estão desarmadas e ajoelhadas no chão, e o assassinato é testemunhado por outras pessoas.

    Imagens foram publicadas pelo canal de TV al-Aqsa, de propriedade do Hamas, em uma rede social. Os vídeos foram verificados pelo canal britânico BBC, que apontou que as imagens foram gravadas na área central da Cidade de Gaza.

    Grupo extremista acusou as vítimas de serem de clã que colabora com Israel. Segundo a agência de notícias RFI, os mortos são membros de clãs e milícias rivais, todos de famílias tradicionais de Gaza, que “se mantêm fortemente armadas”.

    Autoridade Palestina afirmou que os atos são “crimes hediondos”, cometidos “fora da estrutura da lei e sem julgamento justo”. Uma nota assinada pelo presidente Mahmoud Abbas condenou as execuções.

    Não há até o momento um número oficial de mortos. Segundo o portal israelense Ynet, ao menos 52 pessoas de um só clã, o Dagmoush, teriam morrido. A Autoridade Palestina mencionou “dezenas” de vítimas.

    Autoridade Palestina também diz que Hamas tenta controlar a Faixa de Gaza, “obstruindo a reconstrução”. “Restaurar o estado de direito e as instituições legítimas é o único caminho para acabar com o estado de caos”, diz a nota.

    Israel afirma que não existe vácuo na Faixa de Gaza e que o Hamas voltou a ser a autoridade local. O grupo extremista teria assumido o que restou das maiores cidades do território. Isso porque, segundo o que foi determinado pelo acordo, os militares israelenses deixaram esses pontos, recuando para a chamada “Linha Amarela”, traçada no acordo com os EUA.

    ANOS DE GUERRA ABRIRAM ESPAÇO PARA CLÃS LOCAIS

    Ao menos quatro grandes clãs se opõem à hegemonia do Hamas no enclave, segundo agência de notícias Reuters. O desgaste vivido ao longo de dois anos de guerra abriu espaço para que inimigos de longa data se impusessem.

    Um dos maiores deles é o de Doghmosh, que se envolveu em disputas com o Hamas no domingo e na segunda-feira, segundo fontes locais. Seus membros têm afiliações com grupos extremistas diferentes, alguns deles com o próprio Hamas, e outros com o Fatah. O paradeiro do líder do clã, Mumtaz Doghmosh, é desconhecido desde antes do 7 de outubro.

    Na área de Rafah e na parte sul de Gaza, o comando tem sido disputado pelo clã de Abu Shabab, de origem beduína. A estimativa das forças locais é de que eles tenham cerca de 400 homens, que teriam sido recrutados em troca de “salários atrativos”, segundo a Reuters.

    Na região de Khan Younis, o comando é disputado pelo clã Al-Majayda, que também teve confrontos recentes com o Hamas. Apesar das brigas recentes, o grupo divulgou um comunicado na segunda-feira afirmando que apoia a campanha do Hamas para “manter a lei e a ordem em Gaza” e pedindo que os membros do clã cooperem com os extremistas.

    Na Cidade de Gaza, mais precisamente na vizinhança de Shejaia, opera o clã de Rami Hellis. O grupo é declaradamente oposto ao Hamas e opera em uma região que ainda está controlada pelo Exército de Israel.

    Apesar da oposição que a maioria dos clãs faz ao Hamas, nenhum deles assume ter ligação direta com Israel. Não há informações precisas sobre quantos membros de quais clãs foram mortos nas execuções públicas feitas pelo Hamas após o fim do cessar-fogo.

    EXECUÇÕES MOSTRAM FRAGILIDADE DE CESSAR-FOGO

    Acordo proposto por Trump e aceito pelos dois lados previa o desarmamento total do grupo extremista. Outro ponto importante do acordo é a entrega dos corpos de reféns por parte do Hamas, o que foi parcialmente cumprido.

    Quatro corpos foram entregues até o momento e, segundo Israel, um deles não era de um refém israelense. O governo de Netanyahu afirmou nesta quarta-feira que o quarto corpo entregue seria de um palestino. Outros 24 corpos – 25, caso a informação sobre o corpo errado se confirme – são esperados pelas famílias dos reféns.

    Forças do Egito entraram na Faixa de Gaza para auxiliar nas buscas pela localização dos restos mortais. A informação e do canal saudita Al Arabiya. Segundo a imprensa israelense, a expectativa é que mais quatro corpos sejam transferidos ao Exército de Israel.

    'Não teremos escolha a não ser matá-los', diz Trump em ultimato ao Hamas