Categoria: MUNDO

  • Governo Trump já elaborou planos para derrubar Maduro e tomar petróleo da Venezuela, diz jornal

    Governo Trump já elaborou planos para derrubar Maduro e tomar petróleo da Venezuela, diz jornal

    Americano pondera entre bombardeios, envio de grupo de operações especiais ou invasão, mas teme fracasso; governo busca justificativa jurídica para driblar Congresso ao realizar ações sem declarar guerra

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estuda uma série de ações possíveis para a Venezuela, o que inclui a possibilidade de ataques contra alvos militares da ditadura de Nicolás Maduro e a tomada de controle de campos de produção de petróleo, de acordo com uma série de autoridades do governo americano ouvidas pelo jornal The New York Times.

    O republicano, no entanto, teme os riscos de uma operação fracassada que coloque em risco tropas americanas, e ainda busca uma justificativa legal para ações que vão além dos ataques a embarcações no mar do Caribe e no oceano Pacífico.

    Trump, segundo as pessoas ouvidas pelo jornal americano, não tomou nenhuma decisão ainda, mas assessores próximos pedem inclusive que ele ordene operações para derrubar Maduro.

    No domingo (2), o presidente americano disse duvidar de uma guerra com a Venezuela, mas, ao ser questionado sobre a queda do ditador em um futuro próximo, respondeu: “Eu diria que sim. Acho que sim, sim”.

    Os principais nomes da gestão do republicano que pressionam por uma posição mais agressiva seriam o secretário de Estado, Marco Rubio, e o vice-chefe de gabinete e conselheiro de segurança interna, Stephen Miller.

    Outros assessores têm buscado o Departamento de Justiça para que o governo elabore uma tese jurídica que drible a necessidade de aprovação do Congresso ou de uma declaração de guerra para qualquer ação mais incisiva contra o regime venezuelano.

    “O presidente Trump tem sido claro em sua mensagem a Maduro: pare de mandar drogas e criminosos para nosso país. O presidente deixou claro que ele vai continuar a atacar narcoterroristas traficando drogas ilícitas -qualquer coisa além disso é especulação e deve ser tratada como tal”, afirmou Anna Kelly, uma porta-voz da Casa Branca.

    Trump autorizou recentemente a CIA, a agência americana de inteligência, a operar em solo venezuelano, o que envolve uma gama de ações possíveis, desde operações de informação e instigação de oposição a Maduro até atos de sabotagem ao regime e a prisão do ditador.

    Há, porém, a avaliação de que, se medidas do tipo funcionassem de fato, já teriam sido tomadas pelo governo americano, motivo pelo qual assessores mais agressivos e o próprio Trump cogitam ações militares.

    As opções na mesa envolvem bombardeios contra instalações militares, com o intuito de reduzir o apoio militar a Maduro e fazer com que o autocrata fuja ou fique mais vulnerável à captura. Críticos dessa abordagem, segundo o New York Times, afirmam que a estratégia pode ter o efeito oposto de aprofundar o apoio ao ditador.

    Além disso, cogita-se, ainda segundo as fontes ouvidas pelo jornal americano, o envio de um grupo de ações especiais para capturar ou matar Maduro, e uma terceira opção de invadir e controlar aeroportos e alguns campos de produção de petróleo.

    Os riscos dessas ações para as tropas envolvidas, por outro lado, sugerem que operações envolvendo drones e armamentos disparados das forças posicionadas no Caribe devem ser a preferência de Trump, em particular depois da chegada do USS Gerald Ford à região.

    Maduro é acusado nos EUA de ligações com o narcotráfico, algo que o ditador nega. A gestão Trump o considera também líder do chamado Cartel de los Soles, uma suposta organização narcotraficante que envolveria a alta cúpula política e militar do regime. A existência do cartel carece de evidências públicas.

    De todo modo, é sob esse argumento que a pressão americana na região tem operado. Já são mais de 60 mortos em ao menos 15 ataques a embarcações supostamente ligadas ao narcotráfico no Caribe e no oceano Pacífico. Washington não tem fornecido evidências de que os barcos e tripulantes transportavam de fato drogas.

    Nas próximas semanas, o maior porta-aviões do mundo deve chegar ao Caribe. O USS Gerald Ford, com capacidade para dezenas de aeronaves e milhares de tripulantes, se junta a uma série de outros navios de guerra mobilizados pelos EUA na região e a tropas posicionadas em Porto Rico.

    Governo Trump já elaborou planos para derrubar Maduro e tomar petróleo da Venezuela, diz jornal

  • Rússia deixou Otan acompanhar teste de supermíssil, diz Putin

    Rússia deixou Otan acompanhar teste de supermíssil, diz Putin

    ‘Eles que vejam’, provoca russo ao afirmar que não impediu espionagem de navio sobre ensaio do Burevestnik; presidente condecora criadores da arma e do torpedo Poseidon, dizendo que eles garantirão segurança do seu país

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente Vladimir Putin disse nesta terça-feira (4) que o teste de seu novo míssil de cruzeiro com propulsão nuclear foi observado de perto por um navio da Otan. “Não interferimos nas suas operações. Eles que vejam”, provocou o russo.

    A fala ocorreu durante cerimônia em que foram condecorados os cientistas que desenvolveram o míssil em questão, o Burevestnik (nome russo da ave petrel), e o “torpedo do Juízo Final” Poseidon, no Kremlin.

    Como seria previsível, seus nomes e imagem não foram divulgados. As armas fazem parte do pacote “invencível” anunciado por Putin em 2018, que agora está completo em termos de testes bem-sucedidos anunciado -duas delas, os mísseis hipersônicos Kinjal e Tsirkon, já são usadas em combate na Guerra da Ucrânia.

    Putin empregou hipérboles nacionalistas, dizendo que as superarmas vão “garantir a segurança da Rússia no século 21”. Isso dito, apesar da falta de detalhes públicos natural em um programa secreto, há consenso entre especialistas que, se realmente funcionam, os motores dos modelos não têm pares hoje no mundo.

    Usar reatores miniaturizados é algo que vem sendo estudado desde os anos 1960 pela indústria de defesa, sempre esbarrando na falta de praticidade em caso de acidente. Por outro lado, um modelo mais seguro tem a vantagem única de um alcance na prática ilimitado.

    No caso do Burevestnik, Putin não disse, mas ele provavelmente foi testado em torno do arquipélago de Novaia Zemlia, no Ártico russo. O ensaio ocorreu em 21 de outubro e foi revelado pelo presidente cinco dias depois. Após outros três dias, foi a vez do anúncio do primeiro disparo completo do Poseidon.

    Ambas são amas extremas, de uso em guerra nuclear. O Burevestnik teoricamente pode voar de forma indefinida próximo ao solo, de 25 metros a 100 metros de altura, iludindo radares. Por outro lado, sendo subsônico, podendo ser derrubado mais facilmente uma vez avistado.

    Já o Poseidon é visto com mais temor por especialistas ocidentais, pois no papel pode levar ogivas de até 100 megatons, o dobro da energia liberada na maior explosão nuclear da história, feita pelos soviéticos em 1961 no mesmo Novaia Zemlia.

    A 1 km de profundidade e com velocidade segundo analistas duas vezes maior do que a de submarinos, poderia singrar oceanos impune por longo tempo até chegar a um alvo. O que ocorre daí é outra história: enquanto alguns especialistas temem um tsunami radioativo contra cidades costeiras, outros não acreditam na hipótese e teorizam um impacto direto.

    Seja como for, foi mais um capítulo da esgrima de Putin com a Otan e, em particular, com Donald Trump no momento em que o presidente dos EUA está pressionando o russo para aceitar negociar uma trégua na Ucrânia com o emprego de sanções inéditas.

    O republicano passou recibo dos testes russos, criticando o colega e anunciando que irá fazer seus próprios ensaios nucleares. E o fez sem deixar claro se isso poderia incluir explodir uma ogiva de forma subterrânea, algo congelado pelos EUA há 33 anos.

    Nesta quarta (5) e quinta (6), há a possibilidade de o americano fazer um sinal, já que alertas de navegação no Pacífico indicam que os EUA poderão usar o campo de provas das suas ilhas Marshall, onde caem os mísseis Minuteman-3 de uso terrestre lançados em testes.

    Se ficar nisso, terá sido mais uma falácia de Trump, neste caso uma que será bem recebida pelos especialistas em desarmamento. Testes com o Minuteman são corriqueiros, e o mais recente foi em maio.

    Além de testar o Poseidon e Burevestnik, no sábado (1) Putin lançou ao mar o primeiro submarino de série criado para levar seis desses supertorpedos. A embarcação deve ser comissionada em serviço em um a três anos.

    Putin falou também sobre outras superarmas. Mudou novamente a data de entrada em serviço definitiva do Sarmat, o mais pesado míssil balístico intercontinental do mundo, para 2026. E disse que o modelo de alcance intermediário Orechnik, com o qual causou surpresa ao atacar a Ucrânia no ano passado, entrará em produção serial.

    Rússia deixou Otan acompanhar teste de supermíssil, diz Putin

  • Marielle Franco recebe honraria da Universidade de Harvard

    Marielle Franco recebe honraria da Universidade de Harvard

    Medalha W.E.B. Du Bois é a mais alta dos Estudos Afro-Americanos

    A vereadora e ativista Marielle Franco se tornou a primeira figura pública brasileira a receber a Medalha W.E.B. Du Bois, a mais alta honraria concedida pela Universidade de Harvard, no campo dos Estudos Africanos e Afro-Americanos. A homenagem póstuma acontece nesta terça-feira (4).

    Entre as latino-americanas, ela aparece como segunda a vencer a premiação, atrás apenas da vice-presidente da Colômbia, Francia Márquez, ganhadora no ano passado. 

     A medalha é concedida pelo Instituto de Pesquisas Afrolatino-Americanas a pessoas que contribuem para o fortalecimento cultural e intelectual das populações africanas e afrodescendentes no mundo. A medalha carrega o nome do sociólogo e historiador estadunidense, W.E.B. Du Bois, um dos ativistas mais importantes do movimento negro e o primeiro homem negro a fazer Doutorado em Harvard. 

    Nascida em 1979, no Complexo de Favelas da Maré, zona norte carioca, Marielle se tornou uma das figuras mais emblemáticas na luta pelos direitos civis, ao combater a violência de Estado em regiões periféricas. Além disso, aderiu às agendas da comunidade LGBTQIAPN+ e de mulheres negras.

    Legado que ultrapassa fronteiras 

    Filha da vereadora, Luyara Franco, atual diretora executiva da Central de Movimentos Populares do Instituto Marielle Franco, entidade criada após o assassinato, exalta a importância do reconhecimento.

     “Quando uma instituição de renome mundial reconhece essa trajetória, ela também reconhece a potência de uma produção intelectual que nasce da favela e que, ainda assim, tem impacto global. O legado da minha mãe ultrapassa fronteiras e continua inspirando o mundo inteiro a lutar por justiça, democracia e igualdade. E, acima de tudo, reafirma o quanto é urgente valorizarmos a intelectualidade de mulheres negras e de pessoas que, como minha mãe, Marielle, ousaram pensar em outro futuro possível”.

     A história de Marielle Franco saiu das comunidades para a cena política em 2016, quando se elegeu vereadora no Rio. Ela ganhou reconhecimento mundial, recebendo inclusive convite, em abril de 2018, para um simpósio em Harvard, evento que não chegou a participar.

    Seis semanas antes, em 14 de março daquele ano, a vereadora e seu motorista, Anderson Gomes, foram assassinados. O caso gerou comoção e a pergunta “QUEM MATOU MARIELLE” ultrapassou nossas fronteiras.

    Após longa investigação foram identificados os executores. Ex-policiais militares, Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz foram condenados a 78 e 59 anos de prisão, respectivamente.

    Já os acusados de serem os mandantes, respondem uma ação penal que tramita no Supremo Tribunal Federal, ainda em fase de instrução e sem data prevista para o julgamento.

    São eles os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, tradicionais nomes da política do estado; e o ex-chefe da Polícia-Civil, Rivaldo Barbosa. 

    Marielle Franco recebe honraria da Universidade de Harvard

  • EUA impõem sanções contra acusados de financiar atividades cibernéticas da Coreia do Norte

    EUA impõem sanções contra acusados de financiar atividades cibernéticas da Coreia do Norte

    Departamento do Tesouro diz que medidas têm como objetivo cortar o financiamento dos programas de armas de Pyongyang; iniciativa busca restringir os canais financeiros usados pelo regime e amplia pressão econômica sobre Kim Jong-un

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira (4) a imposição de sanções contra oito pessoas e duas entidades acusadas de participar de esquemas de lavagem de dinheiro ligados a atividades cibernéticas da Coreia do Norte. Segundo o órgão, as medidas têm como objetivo cortar o financiamento dos programas de armas de Pyongyang, considerados uma ameaça à segurança do país.

    “Esses agentes, ao gerar receitas para o desenvolvimento de armas da Coreia do Norte, representam uma ameaça direta à segurança dos EUA e do mundo”, afirmou John Hurley, subsecretário do Tesouro para terrorismo e inteligência financeira. Ele acrescentou que Washington vai perseguir “facilitadores e colaboradores” envolvidos nas operações para interromper as fontes de receita do regime norte-coreano.

    Com as medidas, Washington busca restringir os canais financeiros usados por Pyongyang para sustentar suas atividades cibernéticas, ampliando a pressão econômica sobre o regime de Kim Jong-un.

    Entre os sancionados estão os banqueiros norte-coreanos Jang Kuk Chol e Ho Jong Son, acusados de gerenciar fundos relacionados a um grupo que aplica golpes com ransomware (software malicioso usado para extorsão) e que já fez vítimas nos EUA, de acordo com o Tesouro americano.

    Washington também incluiu na lista a empresa Korea Mangyongdae Computer Technology Company, sediada na Coreia do Norte, e seu presidente, Yong Su. Segundo o Tesouro, a companhia utilizou cidadãos chineses como intermediários para ocultar a origem de recursos financeiros ilícitos.

    Outros cinco indivíduos foram identificados como representantes de instituições norte-coreanas na China e na Rússia. Essa lista indica preocupação dos EUA com uma rede internacional de apoio ao regime.

    As sanções ainda atingiram o Ryujong Credit Bank, instituição acusada de oferecer assistência financeira em atividades destinadas a evitar restrições internacionais, incluindo o envio de receitas em moeda estrangeira, operações de lavagem de dinheiro e transações relacionadas a trabalhadores norte-coreanos no exterior.

    EUA impõem sanções contra acusados de financiar atividades cibernéticas da Coreia do Norte

  • Auditoria revela que senha do sistema de segurança do Louvre é… Louvre

    Auditoria revela que senha do sistema de segurança do Louvre é… Louvre

    Os documentos da auditoria feita ao Museu do Louvre, após o assalto do dia 19 de outubro, consultados pela imprensa francesa, revelaram que o sistema de segurança estava fragilizado há décadas

    O assalto ao Museu do Louvre, em Paris, continua dando o que falar. As auditorias feitas revelam que há mais de 10 anos que o museu ‘vive’ com graves vulnerabilidades de cibersegurança.

    O jornal francês Liberatión teve acesso a documentos confidenciais que apontam várias falhas no sistema de segurança. Por exemplo, o fato da senha do sistema de videovigilância ser nada mais nada menos que… ‘Louvre’.

    O relatório destaca ainda que os problemas de segurança do museu francês não são de agora, mas de há 10 anos, notando que oito softwares responsáveis por áreas críticas de segurança não são atualizados há vários anos. 

    Um dos programas, chamado Sathi, foi adquirido em 2003 para supervisionar o circuito das câmaras e os controles de entrada, mas o contrato já não tinha a manutenção ativa e que nunca foi renovado. 

    O relatório destaca ainda que especialistas conseguiram acessar à rede de segurança do Louvre a partir de computadores comuns e, a partir daí, comprometer o sistema de videovigilância. Já em um outro teste conseguiram alterar as permissões associadas e, assim, conseguiram invadir o banco de dados.

    Chegaram ainda à conclusão que todas estas situações poderiam ter sido feitas facilmente do exterior das instalações do museu e que as senhas usadas em alguns dos sistemas eram facilmente expostas.

    De acordo com a Agência Nacional de Segurança dos Sistemas de Informação (ANSSI), só era necessária escrever ‘LOUVRE’ para entrar em um servidor responsável pelo sistema de videovigilância ou então ‘THALES’, a empresa que desenvolveu o software.

    Sete pessoas presas, sendo duas ilibadas e três libertadas

    Duas das cinco pessoas detidas na última quarta-feira por serem suspeitas de terem estado envolvidas no assalto ao Museu do Louvre, em Paris, França, foram formalmente acusadas, este sábado. Outras três foram libertadas.

    O primeiro suspeito, de 37 anos, já era “conhecido das autoridades judiciais, particularmente por furto”, apontou a procuradora de Paris, Laure Beccuau, citada pelo Le Monde.

    O indivíduo foi formalmente acusado pelos crimes de roubo organizado e de conspiração criminosa, encontrando-se em prisão preventiva e aguardando uma audiência “que ocorrerá nos próximos dias”, de acordo com a mesma fonte.

    Uma mulher de 38 anos foi indiciada por ser cúmplice do crime de roubo agravado e de conspiração para cometer um crime de roubo organizado, tendo também ficado em prisão preventiva, a pedido do Ministério Público.

    Durante os interrogatórios, os dois suspeitos negaram estarem envolvidos no roubo do dia 19 de outubro, cujo valor estimado é de 88 milhões de euros (cerca de 550 milhões de reais).

    Vale lembrar ainda que as joias, que continuam desaparecidas, estão sendo procuradas pelo Escritório Central de Combate ao Tráfico de Bens Culturais (OCBC) em “vários mercados paralelos”, tendo em conta que é improvável que surjam em mercados legais. Ainda assim, as autoridades acreditam que é possível que as joias possam “ser usadas para lavagem de dinheiro ou para tráfico dentro do mundo criminoso”.

    Auditoria revela que senha do sistema de segurança do Louvre é… Louvre

  • EUA admitem usar tropas na Coreia do Sul em caso de conflito com China

    EUA admitem usar tropas na Coreia do Sul em caso de conflito com China

    O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que as tropas americanas na Coreia do Sul podem ser usadas em um eventual conflito com a China. A declaração reforça o alinhamento entre Washington e Seul em meio à crescente tensão regional envolvendo Taiwan e o mar do Sul da China

    O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, admitiu nesta terça-feira que as tropas norte-americanas estacionadas na Coreia do Sul (USFK) poderiam ser utilizadas em um eventual conflito com a China.

    “A flexibilidade das forças dos EUA na Coreia do Sul para responder a contingências regionais é algo que devemos, definitivamente, considerar”, declarou Hegseth.

    A fala ocorre em meio aos esforços do governo Donald Trump para reforçar alianças no Indo-Pacífico e conter a crescente influência chinesa. A possibilidade de uso das tropas poderia ser motivada por tensões em torno de Taiwan — cuja invasão por Pequim não é descartada — ou por disputas no mar do Sul da China.

    Hegseth ressaltou, porém, que o principal objetivo das forças norte-americanas na península continua sendo conter ameaças da Coreia do Norte. As declarações foram dadas em Seul, ao lado do ministro da Defesa sul-coreano, Ahn Gyu-back, após a 57ª Reunião Consultiva de Segurança (SCM), principal fórum anual de defesa entre os dois países.

    O secretário elogiou o aumento do investimento militar da Coreia do Sul, destacando o desenvolvimento de novas capacidades estratégicas, como mísseis de longo alcance. “Enfrentamos um cenário de segurança perigoso, mas nossa aliança é mais forte do que nunca”, afirmou.

    Na semana passada, Trump anunciou nas redes sociais que os Estados Unidos compartilharão tecnologia de ponta para que Seul possa construir um submarino de propulsão nuclear — decisão tomada após encontro com o presidente sul-coreano, Lee Jae-myung.

    Hegseth apoiou a iniciativa, destacando que o projeto reforçará a segurança regional. Segundo o Ministério da Defesa da Coreia do Sul, o país pretende lançar seu primeiro submarino nuclear na segunda metade da década de 2030, utilizando tecnologia própria.

    Apesar disso, o ministro Ahn reiterou que Seul continuará comprometida com a desnuclearização da península e não desenvolverá armas nucleares, conforme o Tratado de Não Proliferação, que busca limitar a disseminação de arsenais e promover o uso pacífico da energia nuclear.
     
     

    EUA admitem usar tropas na Coreia do Sul em caso de conflito com China

  • Hamas diz ter encontrado corpo de mais um refém em Gaza, enquanto ONU denuncia violações de trégua

    Hamas diz ter encontrado corpo de mais um refém em Gaza, enquanto ONU denuncia violações de trégua

    O Hamas anunciou ter encontrado o corpo de mais um refém israelense em Gaza, elevando para 21 o número de vítimas localizadas desde o início da trégua com Israel. O caso reacende tensões sobre o cumprimento do cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos em meio à devastação do conflito

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O braço militar do grupo terrorista Hamas afirmou nesta terça (4) ter localizado o corpo de mais um refém na Faixa de Gaza, durante escavações feitas no bairro de Shejaiya, na Cidade de Gaza. Segundo a facção, os restos mortais foram encontrados dentro da “linha amarela”, área atualmente sob controle de Israel

    O Hamas não revelou a identidade da vítima e informou apenas que está tomando providências para a transferência do corpo a autoridades israelenses, sem especificar um prazo, segundo o jornal The Times of Israel.

    O grupo palestino entregou, até esta terça, os corpos de 20 dos 28 reféns mortos que permaneciam em Gaza e que deveriam ser devolvidos no início da trégua em outubro. Na segunda (3), as autoridades israelenses identificaram os restos mortais de mais três pessoas sequestradas pelo Hamas.

    Os cadáveres são do capitão americano-israelense Omer Neutra, 21, que morreu ao ser sequestrado, do cabo Oz Daniel, 19, e do coronel Asaf Hamami, 40, o oficial de mais alta patente assassinado pelo Hamas.

    O anúncio feito pela facção nesta terça ocorre num contexto de tensão sobre o cumprimento do cessar-fogo firmado entre Israel e o grupo palestino após dois anos de guerra. O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse estar “profundamente preocupado com as contínuas infrações” ao acordo.

    “[Essas violações] devem cessar, e todas as partes precisam respeitar as decisões da primeira fase do acordo de paz”, disse Guterres, durante cúpula para o desenvolvimento social em Doha, no Qatar.

    A trégua, negociada pelos Estados Unidos, entrou em vigor em 10 de outubro e permitiu a libertação de todos os reféns vivos sequestrados em Israel durante o ataque de 7 de outubro de 2023. No entanto, há atrasos no cronograma para a devolução dos corpos dos reféns mortos, prevista no mesmo pacto.

    Israel acusa o Hamas de descumprir o acordo ao não entregar os corpos, enquanto o grupo palestino afirma que a busca é dificultada pela destruição causada pela guerra.

    O Exército israelense também tem sido acusado de violar o cessar-fogo com novos bombardeios em Gaza, justificados como represálias a disparos que mataram três soldados. Segundo autoridades palestinas, os ataques mataram ao menos 45 pessoas, em 19 de outubro, e outras 104, incluindo quase 50 crianças, no dia 28 do mesmo mês.

    O conflito teve início após o ataque de 7 de outubro de 2023, quando terroristas do Hamas invadiram Israel e mataram cerca de 1.200 pessoas, a maioria civis. A ofensiva de retaliação israelense já deixou mais de 68,8 mil mortos em Gaza, também majoritariamente civis, de acordo com o Ministério da Saúde palestino, controlado pela facção, cujos números são considerados confiáveis pela ONU.

    Hamas diz ter encontrado corpo de mais um refém em Gaza, enquanto ONU denuncia violações de trégua

  • Morre Dick Cheney, ex-vice dos EUA e articulador da guerra ao terror

    Morre Dick Cheney, ex-vice dos EUA e articulador da guerra ao terror

    Ex-vice-presidente de George W. Bush, Dick Cheney morreu aos 84 anos. Figura central da política americana nos anos 2000, foi um dos idealizadores da invasão do Iraque. Sofreu vários infartos ao longo da vida e passou por um transplante de coração em 2012

    Morreu aos 84 anos o político republicano Dick Cheney, que foi vice-presidente dos Estados Unidos durante os dois mandatos de George W. Bush, entre 2001 e 2009.

    A informação foi confirmada pela família. Cheney ficou conhecido como o principal articulador da “guerra ao terror”, estratégia que levou os EUA à controversa invasão do Iraque, baseada em informações incorretas sobre armas de destruição em massa, segundo a CNN Internacional.

    Ao longo da vida, Cheney enfrentou diversos problemas cardíacos e sobreviveu a uma série de infartos. Em 2012, ele passou por um transplante de coração e se aposentou da vida pública pouco tempo depois.

    Morre Dick Cheney, ex-vice dos EUA e articulador da guerra ao terror

  • Influencer viraliza ao tatuar sardas no rosto e rebate críticas na web

    Influencer viraliza ao tatuar sardas no rosto e rebate críticas na web

    Sierra Cannon, de 26 anos, mostrou no TikTok o resultado da tatuagem estética que imita sardas naturais. O procedimento, que custa até R$ 1.800, dividiu opiniões, mas a influenciadora afirmou estar “obcecada” com o novo visual

    A influenciadora norte-americana Sierra Cannon, de 26 anos, viralizou ao compartilhar no TikTok o resultado de uma tatuagem inusitada: sardas artificiais no rosto. Com mais de 647 mil seguidores, ela registrou todas as etapas do procedimento estético que imita o efeito natural das manchas na pele.

    Sierra descreveu a sensação como “o meu gato lambendo o meu rosto”, em tom de humor, enquanto exibia o resultado ainda recente. A novidade, no entanto, dividiu opiniões entre os internautas. “Você tem uma pele linda, aproveite isso, mas não faça de novo quando elas sumirem”, comentou uma seguidora. Outra lembrou: “Fui zoada por ter sardas e agora as pessoas estão pagando para ter.”

    Uma semana após o procedimento, a influenciadora voltou às redes para mostrar o visual já cicatrizado e rebateu as críticas. “Faz sete dias desde que, aparentemente, eu ‘arruinei’ meu rosto. Cada um tem direito à sua opinião, mas o rosto é meu”, afirmou.

    @sierracannon Replying to @madison so now the question is, do I get a touch-up or leave as is?🫣🤭 done by @Blushingwithalo original sound – sierra cannon

    Sierra contou que o processo de cicatrização leva de quatro a seis semanas e disse estar apaixonada pelo resultado. “Estou completamente obcecada”, declarou.

    Em entrevista à revista People, ela revelou que o custo da tatuagem variou entre US$ 185 e US$ 350 (cerca de R$ 990 a R$ 1.800 na cotação atual).

    .

    Influencer viraliza ao tatuar sardas no rosto e rebate críticas na web

  • Casal salva jovem de cair de montanha-russa a 120 km/h nos Estados Unidos

    Casal salva jovem de cair de montanha-russa a 120 km/h nos Estados Unidos

    Chris e Cassie Evins perceberam que o cinto de segurança da garota estava solto e agiram rapidamente durante o percurso, evitando uma tragédia no parque Worlds of Fun, em Kansas City

    Um casal salvou a vida de uma jovem desconhecida depois de perceber que ela estava em perigo em uma montanha-russa em um parque de diversões nos Estados Unidos.

    A jovem notou, já com o brinquedo em movimento, que seu cinto de segurança não estava preso corretamente e começou a gritar desesperadamente por ajuda.

    Ao ouvir os gritos, Chris e Cassie Evins agiram imediatamente para tentar salvá-la. O incidente aconteceu em 11 de outubro, no parque Worlds of Fun, na cidade de Kansas City.

    “Entramos na montanha-russa e, logo na primeira subida, a garota sentada atrás da minha esposa soltou um grito de tirar o fôlego. Nunca tinha ouvido algo assim”, contou Chris. Ele pensou, a princípio, que a jovem estava apenas assustada por ser sua primeira vez em um brinquedo daquele tipo.

    Logo ficou claro que o problema era grave: o cinto de segurança dela não estava preso.

    Sem hesitar, Chris e Cassie se viraram e tentaram, de todas as formas possíveis, segurar a jovem, enquanto o carrinho chegava a 120 km/h.

    “Passei meu braço por baixo da barra de segurança, que tinha uma folga grande, e percebi que havia um espaço enorme. Ela realmente não tinha o cinto”, relatou Chris.

    “Segurei o pulso dela com força enquanto minha esposa empurrava suas pernas para baixo. Em determinado momento, percebemos que ela poderia cair, então começamos a empurrá-la contra o assento para mantê-la firme”, completou.

    Graças à ação rápida do casal, a jovem conseguiu terminar o percurso sem se ferir. Após o passeio, eles seguiram caminhos diferentes, mas a história rapidamente viralizou nas redes sociais.

    Uma foto tirada pelo sistema automático da montanha-russa registrou o momento e foi divulgada por Chris e Cassie, que decidiram contar o ocorrido à imprensa. Desde então, o casal deu várias entrevistas relatando os detalhes do resgate.

    Embora não tenham voltado a ter contato com a jovem, os dois afirmam estar aliviados por saber que ela sobreviveu e passa bem.

    Após a denúncia, autoridades do parque realizaram uma inspeção no brinquedo, que acabou interditado para novas verificações de segurança.

    Casal salva jovem de cair de montanha-russa a 120 km/h nos Estados Unidos