Categoria: MUNDO

  • Avião turco faz pouso de emergência em Barcelona: "ameaça a bordo"

    Avião turco faz pouso de emergência em Barcelona: "ameaça a bordo"

    Avião saiu de Istambul, na Turquia, e acabou pousando em Barcelona, na Espanha. Polícia está no local!

    A polícia espanhola cercou um avião de passageiros que pousou, na manhã desta quinta-feira (15), no aeroporto de Barcelona, na Espanha, devido a uma “ameaça a bordo”.

    O avião, que pertence à companhia Turkish Airlines, partiu de Istambul e, pouco antes das 10h00 (hora local), começou a ser escoltado por aviões militares espanhóis e franceses sobre o Mar Mediterrâneo, relatou a imprensa espanhola, como o El Nacional. 

    O El Pais destaca que a aeronave foi obrigada a pousarno aeroporto de El Prat, após uma ameaça de bomba.

    Segundo fontes oficiais, o voo TK1853, um Airbus 321, teria partido de Istambul ao início da manhã com uma duração prevista de cerca de três horas e pouso em Barcelona às 10h30. Foi às dez horas, sobre o Mediterrâneo, que o protocolo de emergência foi ativado após a recepção de uma ameaça de bomba, o que ativou a escolta militar.

    O avião deu várias voltas antes de pousar e quando conseguiu foi cercado pela polícia. O incidente obrigou também a ativar o protocolo de segurança do aeroporto espanhol. 

    A bordo seguiam 148 passageiros e sete tripulantes de bordo.

    A aeronave foi direcionada para uma zona de segurança, permitindo que as operações do aeroporto retomassem a sua normalidade.

    Entretanto, o alerta foi desativado sem que tenha havido registro de nenhum incidente.

    Avião turco faz pouso de emergência em Barcelona: "ameaça a bordo"

  • Veja lista completa dos 75 países que tiveram vistos congelados pelos EUA

    Veja lista completa dos 75 países que tiveram vistos congelados pelos EUA

    O Brasil está entre os países incluídos na lista. Na América Latina, a medida também alcança Colômbia, Cuba e Uruguai. Fora da região, países como a Rússia, rival geopolítica dos Estados Unidos, também foram afetados.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Os Estados Unidos anunciaram, na quarta-feira (14), a suspensão da concessão de vistos para cidadãos de 75 países. A medida afeta apenas estrangeiros que pretendem se estabelecer no país e não se aplica a turistas, estudantes de intercâmbio nem a profissionais com contratos temporários de trabalho.

    Em publicações nas redes sociais, o governo americano informou que a decisão atinge nações cujos migrantes, segundo Washington, utilizam benefícios de assistência social “em níveis inaceitáveis”. Os critérios adotados para classificar uma eventual exploração indevida desses serviços, no entanto, não foram detalhados.

    O Brasil está entre os países incluídos na lista. Na América Latina, a medida também alcança Colômbia, Cuba e Uruguai. Fora da região, países como a Rússia, rival geopolítica dos Estados Unidos, também foram afetados.

    A seguir, a lista completa dos 75 países impactados, conforme divulgação do Departamento de Estado americano.

    Países afetados pela suspensão de vistos
    Afeganistão
    Albânia
    Argélia
    Antígua e Barbuda
    Armênia
    Azerbaijão
    Bahamas
    Bangladesh
    Barbados
    Belarus
    Belize
    Butão
    Bósnia
    Brasil
    Camboja
    Camarões
    Cabo Verde
    Cazaquistão
    Colômbia
    Congo
    Costa do Marfim
    Cuba
    Dominica
    Egito
    Eritreia
    Etiópia
    Fiji
    Gâmbia
    Geórgia
    Gana
    Granada
    Guatemala
    Guiné
    Haiti
    Irã
    Iraque
    Jamaica
    Jordânia
    Kosovo
    Kuwait
    Quirguistão
    Laos
    Líbano
    Libéria
    Líbia
    Macedônia do Norte
    Mianmar
    Moldávia
    Mongólia
    Montenegro
    Marrocos
    Nepal
    Nicarágua
    Nigéria
    Paquistão
    República Democrática do Congo
    Rússia
    Ruanda
    São Cristóvão e Névis
    Santa Lúcia
    São Vicente e Granadinas
    Senegal
    Serra Leoa
    Somália
    Sudão do Sul
    Sudão
    Síria
    Tanzânia
    Tailândia
    Togo
    Tunísia
    Uganda
    Uruguai
    Uzbequistão
    Iêmen

    Fonte: Departamento de Estado americano.

    Veja lista completa dos 75 países que tiveram vistos congelados pelos EUA

  • Venezuelano é baleado pelo ICE em Minneapolis

    Venezuelano é baleado pelo ICE em Minneapolis

    Segundo o relato do órgão de segurança do governo de Donald Trump, o homem foi alcançado e houve uma luta. Duas outras pessoas apareceram e teriam atacado o policial com uma pá e um cabo de vassoura.

    Um homem venezuelano foi baleado pelo ICE na noite desta quarta-feira (15) na cidade de Minneapolis, onde a população vem fazendo fortes manifestações após a morte de Renne Nicole Good na semana passada. Ela também foi baleada por um agente do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega).

    Segundo o Departamento de Segurança Interna (DHS, em inglês), em nota oficial, os agentes do ICE realizavam uma operação nas ruas da cidade e se depararam com o venezuelano (seu nome não foi divulgado), que fugiu do local em seu carro. Durante a fuga, ele teria batido num veículo parado e saiu correndo a pé.

    Ainda segundo o relato do órgão de segurança do governo de Donald Trump, o homem foi alcançado e houve uma luta. Duas outras pessoas apareceram e teriam atacado o policial com uma pá e um cabo de vassoura.

     

    O venezuelano teria conseguido se livrar do agente e, ainda segundo o DHS, passou a atacar o policial com a pá. O membro do ICE, então, atirou na perna do homem. O venezuelano e o agente foram levados ao hospital e as outras duas pessoas foram presas.

    Mais de 100 pessoas protestaram em Minneapolis na noite de ontem e houve confronto com a polícia. Várias manifestações contra o ICE vêm acontecendo em diferentes cidades dos EUA desde a morte de Rene Good, uma mulher norte-americana de 37 anos.

    Um policial do ICE disparou três tiros contra ela durante uma operação nas ruas de Minneapolis. O presidente dos EUA disse numa rede social que o agente agiu em legítima defesa, mas vídeos mostram que não foi isso o que aconteceu.

    Venezuelano é baleado pelo ICE em Minneapolis

  • Execução do iraniano Erfan Soltani é adiada em meio a sérias preocupações

    Execução do iraniano Erfan Soltani é adiada em meio a sérias preocupações

    Condenado à morte por participar de protestos contra o regime, jovem de 26 anos teve a execução suspensa sem nova data definida, enquanto ONGs alertam para julgamento sumário, isolamento da família e risco iminente de violações graves de direitos humanos.

    A execução de Erfan Soltani, jovem iraniano condenado à morte após participar de protestos contra o regime do Irã, foi suspensa temporariamente, segundo informações divulgadas nesta quarta-feira por uma organização de direitos humanos. A decisão ocorre em meio à crescente pressão internacional e a denúncias de julgamentos sumários contra manifestantes.

    De acordo com a Hengaw Organization for Human Rights, que cita familiares do jovem de 26 anos, a ordem de execução comunicada à família e marcada para esta quarta-feira não foi cumprida e teve a aplicação adiada por tempo indeterminado. A entidade afirmou que seguirá divulgando atualizações verificadas sempre que novas informações forem confirmadas, apesar das dificuldades impostas pelo bloqueio da internet e pelas severas restrições de comunicação no país.

    A Hengaw ressaltou que a interrupção dos serviços de internet no Irã impede o acompanhamento em tempo real do caso e dificulta a confirmação independente dos desdobramentos. Ainda assim, classificou o adiamento como um alívio momentâneo diante do risco iminente à vida do manifestante.

    Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter sido informado por “fontes confiáveis” de que os planos de execução de manifestantes no Irã teriam sido interrompidos, apesar de sinais contraditórios emitidos por autoridades em Teerã.

    Erfan Soltani foi detido na noite de 8 de janeiro, em sua residência, na cidade de Karaj, sob a acusação de envolvimento nos protestos contra o governo iraniano. Dias depois, segundo a Hengaw, familiares foram informados de que a execução ocorreria nesta quarta-feira, sem explicações adicionais.

    Na terça-feira, um parente de Soltani declarou à BBC que a sentença de morte foi proferida em um processo considerado extremamente rápido, concluído em apenas dois dias. A irmã do jovem, que é advogada, tentou intervir no caso, mas foi informada de que não havia recursos possíveis. “Ele é apenas alguém que se opôs à situação atual do Irã e agora recebeu uma sentença de morte por expressar sua opinião”, afirmou um representante da Hengaw.

    O adiamento ocorre em um contexto de endurecimento da repressão estatal. Na terça-feira, o Ministério Público de Teerã informou que um número não especificado de manifestantes será julgado por “moharebeh”, expressão em persa para “guerra contra Deus”, uma das acusações mais graves no país e que pode resultar em pena de morte.

    Segundo a Iran Human Rights, o Irã ocupa a segunda posição mundial em número de execuções, atrás apenas da China. Em 2025, ao menos 1.500 pessoas foram executadas no país. Durante a onda de protestos entre 2022 e 2023, 12 manifestantes foram mortos após condenações capitais, além de outras 12 pessoas executadas por acusações de espionagem para Israel após o conflito entre os dois países.

    A Iran Human Rights elevou para 734 o número de mortes confirmadas nos protestos atuais, mas admite que o total real pode chegar a milhares. A entidade também estima que mais de 10 mil pessoas tenham sido presas desde o início das manifestações, em 28 de dezembro.

    A Human Rights Watch denunciou uma escalada da repressão no Irã e pediu que a comunidade internacional pressione Teerã a respeitar os direitos humanos e a cooperar com investigações das Nações Unidas. A organização alertou que o bloqueio da internet dificulta a apuração de execuções ilegais e outras violações cometidas durante a repressão.

    Execução do iraniano Erfan Soltani é adiada em meio a sérias preocupações

  • Trump diz que, sem os EUA, China ou Rússia vão tomar a Gronelândia

    Trump diz que, sem os EUA, China ou Rússia vão tomar a Gronelândia

    Após reunião sem acordo com autoridades da Dinamarca, presidente dos Estados Unidos reforça discurso expansionista, afirma que a ilha é vital para a segurança nacional e diz não descartar nenhuma opção para assumir o controle do território no Ártico.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender nesta quarta-feira (14) que a Gronelândia passe ao controle norte-americano, horas depois de uma reunião sem avanços na Casa Branca com uma delegação da Dinamarca sobre o tema.

    “Vamos ver o que acontece com a Gronelândia. Precisamos da Gronelândia por razões de segurança nacional”, afirmou Trump a jornalistas no Salão Oval. Ele disse manter “uma relação muito boa” com Copenhague, mas reiterou que considera estratégica a incorporação do território.

    Segundo o presidente, se os Estados Unidos não assumirem o controle da ilha, “Rússia e China vão entrar”. “A Dinamarca não teria como impedir, mas nós podemos”, declarou, reforçando que a questão envolve, em sua avaliação, a segurança nacional americana e também a dinamarquesa.

    Trump evitou detalhar quais medidas estaria disposto a adotar para alcançar esse objetivo, mas afirmou que não pretende excluir nenhuma alternativa. “Não vou dizer o que estou disposto a fazer. Certamente não descarto nenhuma opção. A Gronelândia é muito importante para a segurança nacional”, disse.

    O presidente confirmou ainda ter conversado com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, que, segundo Trump, teria manifestado interesse em ver algum avanço na questão.

    As declarações ocorreram após o ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, e a chanceler da Gronelândia, Vivian Motzfeldt, admitirem que a reunião em Washington não mudou a posição dos Estados Unidos. Ambos classificaram o encontro como “franco” e “construtivo”, mas reconheceram a existência de um “profundo desacordo” sobre o futuro do território.

    Diante do impasse, Dinamarca e Gronelândia anunciaram a criação de um grupo de trabalho de alto nível para tentar construir uma “solução comum” para as divergências com Washington a respeito da ilha do Ártico.

    Trump diz que, sem os EUA, China ou Rússia vão tomar a Gronelândia

  • Alimentação de Trump vira alvo de críticas:“Não sei como ainda está vivo"

    Alimentação de Trump vira alvo de críticas:“Não sei como ainda está vivo"

    Secretário da Saúde dos EUA, Robert F. Kennedy Jr., afirmou que o presidente mantém hábitos alimentares considerados ruins, com consumo frequente de fast food, doces e refrigerante, apesar do discurso oficial de promoção de uma vida mais saudável no país.

    O secretário de Saúde dos Estados Unidos, Robert F. Kennedy Jr., afirmou que o integrante da Casa Branca com os hábitos alimentares mais “estranhos” é o próprio presidente Donald Trump. Segundo ele, o republicano mantém uma dieta considerada pouco saudável, baseada em fast food, doces e consumo frequente de refrigerante diet.

    A declaração foi feita durante participação no podcast Katie Miller Pod. Questionado sobre quem teria a alimentação mais inadequada no entorno presidencial, Kennedy Jr. respondeu de forma direta: “O presidente”. Em seguida, detalhou que Trump “se alimenta muito mal”, citando McDonald’s, doces e Coca-Cola Diet como itens recorrentes em sua rotina. “Ele está sempre bebendo Coca-Cola Diet”, afirmou.

    Apesar das críticas à dieta, o secretário de Saúde elogiou a condição física do presidente. Segundo Kennedy Jr., Trump tem uma “constituição extraordinária”. “Não sei como ele ainda está vivo, mas está”, disse, acrescentando que o próprio presidente admite consumir “porcarias”, especialmente durante viagens.

    De acordo com Kennedy Jr., Trump prefere alimentos de grandes redes quando está fora de casa por confiar mais nesses produtos e por receio de passar mal durante compromissos oficiais. “Quando está em Mar-a-Lago ou na Casa Branca, ele come muito bem”, afirmou.

    O secretário relatou ainda que acompanhar o presidente em viagens causa surpresa. “Se você viaja com ele, tem a impressão de que ele está se envenenando o dia todo. Mesmo assim, continua sendo a pessoa mais energética entre nós”, disse. Kennedy Jr. afirmou também que registros médicos indicariam níveis elevados de testosterona para alguém com mais de 70 anos.

    As declarações surgem em um momento em que o governo norte-americano divulga novas recomendações nutricionais à população, em meio a altas taxas de obesidade e diabetes no país. As orientações desestimulam o consumo de alimentos ultraprocessados e com açúcar adicionado, e incentivam uma dieta com mais proteínas, laticínios, frutas e vegetais.

    No início de janeiro, Trump afirmou publicamente estar em “perfeita saúde” após concluir seu terceiro exame médico desde o retorno à Casa Branca. O presidente disse ter sido aprovado novamente em um teste cognitivo e defendeu que candidatos à Presidência e à Vice-Presidência sejam obrigados a passar por avaliações semelhantes.

    Aos 79 anos, Trump sustenta que mantém uma saúde excelente graças à genética e à prática de exercícios, ainda que restritos ao golfe. Em entrevistas recentes, ele também reconheceu o uso frequente de aspirina e admitiu recorrer a maquiagem para esconder hematomas e pequenos ferimentos, mas reforçou que se considera em plena forma física.

    Alimentação de Trump vira alvo de críticas:“Não sei como ainda está vivo"

  • ONG diz que Irã adiou execução de manifestante

    ONG diz que Irã adiou execução de manifestante

    Mais cedo, Trump havia dito que não haveria execuções no país persa e que mortes em protestos diminuíram; comerciante Erfan Soltani, 26, foi preso no dia 8 e condenado a morte por enforcamento, dizem organizações

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Irã adiou a execução do manifestante Erfan Soltani, 26, que estava marcada para acontecer nesta quarta-feira (14) e seria a primeira vez que a pena de morte seria aplicada contra um opositor do regime desde o início da onde de protestos que abala o país.

    Soltani havia sido preso no último dia 8 na cidade de Karaj, nos arredores de Teerã, e sua família havia sido comunicada a respeito de sua execução, de acordo com a ONG Iran Human Rights (IHR), com sede na Noruega. Agora, a organização Hengaw afirma que a execução de Soltani, que se daria por meio de enforcamento, foi adiada. A ONG diz estar em contato com a família do manifestante preso.

    Segundo a IHR, Soltani não recebeu um julgamento e não teve direito à defesa, e não há informações sobre os crimes pelos quais foi acusado.

    ONG diz que Irã adiou execução de manifestante

  • Encontro sobre a Groenlândia nos EUA acaba sem acordo

    Encontro sobre a Groenlândia nos EUA acaba sem acordo

    Perspectivas continuam a ser diferentes, diz chanceler da Dinamarca após encontro com vice de Trump; antes da reunião, americano voltou a dizer que não aceita nada menos do que o controle da ilha e provocou a Otan

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O primeiro encontro de alto nível entre delegações dos Estados Unidos e da Dinamarca para discutir a campanha de Donald Trump para tomar a Groenlândia, ilha que pertence ao reino europeu, acabou sem nenhum acordo no horizonte.

    Os chanceleres dinamarquês, Lokke Rasmussen, e groenlandesa, Vivian Motzfeldt, rejeitaram a venda do território autônomo ou sua entrega em caso de invasão militar do aliado nominal. “Nós não mudamos a posição dos americanos”, disse o diplomata.

    Seu anfitriões, o vice-presidente J. D. Vance e o secretário de Estado, Marco Rubio, ainda não se pronunciaram, mas o chefe deles deixou claro o tom que seria apresentado.

    Mais cedo, Trump havia reiterado que não abria mão de tomar a Groenlândia, estrategicamente posicionada perto de rotas marítimas importantes e no caminho de qualquer ataque nuclear a partir de silos terrestres russos ou chineses, além de rica nas desejadas terras raras.

    Na rede Truth Social, escreveu que “ela é vital para o Domo Dourado que estamos construindo”, em referência ao ainda incipiente escudo antimísseis que ele pretende montar. Os EUA já têm uma base para rastreio de mísseis na ilha.

    E voltou a provocar a Otan, aliança militar criada pelos EUA cujos parceiros europeus têm se revezado na promessa de defender a ilha. Citando uma inexistente presença da Rússia e da China na região, escreveu em seu estilo usual.

    “Otan: Diga à Dinamarca para tirar eles de lá. AGORA! Dois trenós de cachorros não vão funcionar. Só os EUA podem!!!”, disse. Para ele, a aliança da qual Copenhague é 1 dos 32 membros ficará melhor com a Groenlândia americana: “Qualquer coisa menos do que isso é inaceitável”.

    Para os dois chanceleres visitantes, que haviam requisitado a reunião, “há linhas vermelhas” para o reino que representam. “Temos de respeitá-las”, afirmou Motzfeldt.

    O encontro durou cerca de 50 minutos e ocorreu a portas fechadas no Edifício de Escritórios Executivos Eisenhower, anexo do complexo da Casa Branca.

    Com isso, os visitantes evitaram o risco de uma exposição ao estilo a que foi submetido o ucraniano Volodimir Zelenski em fevereiro passado, quando foi admoestado por Trump e Vance ao vivo no Salão Oval.

    Os europeus afirmaram que um grupo de trabalho continuará a discutir formas de “garantir a segurança da Groenlândia”, mas Rasmussen foi claro ao dizer que isso servirá para derrubar a narrativa de Trump sobre a cobiça sino-russa da ilha.

    “Se é possível chegar a um acordo, eu não sei, A conversa foi franca, mas construtiva”, disse o dinamarquês. “A visão do presidente é clara, e nós temos uma posição diferente”, afirmou. Ele lembrou o apoio dinamarquês à ocupação militar dos EUA no Afeganistão e disse ter relatado o seguinte lamento aos americanos: “É difícil chegar a soluções inovadoras quando todo dia você acorda com uma ameaça diferente”.

    Em Bruxelas, uma declaração conjunta dos líderes do Parlamento Europeu pediu ações mais concretas da União Europeia para oferecer “apoio tangível e concreto” à Dinamarca.

    “As falas da administração Trump são um desafio descarado à lei internacional e à soberania de um membro da Otan”, afirmou o texto. A imprensa alemã disse que o país poderá enviar militares para a ilha, assim como a Suécia anunciou. A Noruega, por sua vez, disse que dois oficiais irão à Groenlândia para examinar as condições de instalação de uma força no local.

    AQUISIÇÃO FARIA DOS EUA 2º MAIOR PAÍS DO MUNDO

    Além da posição geográfica estratégica, perto das principais rotas que são cada vez mais navegáveis devido ao derretimento do gelo ártico, no processo de aquecimento global negado por Trump, e das reservas minerais, outro ponto atrai o americano à Groenlândia.

    Se adquirir a ilha, a de maior extensão territorial não continental do mundo, o republicano poderá dizer que governa o segundo maior país do mundo. Para alguém tão obcecado pela escala e a opulência a seu redor, não é um título desprezível.

    Os maiores países do mundo Extensão (km2)

    Rússia 17.098.242
    Canadá 9.984.670
    China 9.706.961
    EUA 9.372.610
    Brasil 8.515.767
    Groenlândia (12º lugar) 2.166.086

    Fonte: Woldometer

    Hoje, os EUA são a quarta nação do planeta em território, logo à frente do Brasil. Se somar a seus 9.372.610 km2 os 2.166.086 km2 da Groenlândia, que é 12ª no ranking, ultrapassa China e Canadá, ficando atrás apenas a Rússia e seus incomparáveis 17.098.242 km2.

    Encontro sobre a Groenlândia nos EUA acaba sem acordo

  • Premiê da França sobrevive a 2 votações no Parlamento que visavam derrubá-lo

    Premiê da França sobrevive a 2 votações no Parlamento que visavam derrubá-lo

    Sessões ocorreram por iniciativa dos dois extremos, esquerda e direita, em protesto pela aprovação do acordo UE-Mercosul; o primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, acusa oposição de sabotagem; Legislativo ainda não aprovou orçamento de 2026

    PARIS, FRANÇA (CBS NEWS) – O gabinete do primeiro-ministro Sébastien Lecornu sobreviveu, nesta quarta-feira (14), a duas moções de censura na Assembleia Nacional, apresentadas separadamente pela ultraesquerda e pela ultradireita. O motivo de ambas foi a aprovação na semana passada, pelo Conselho Europeu, do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul.

    No sistema político francês, a moção de censura é um instrumento para a oposição derrubar o governo. É necessário o voto favorável da maioria absoluta dos 575 deputados em exercício -ou seja, 288 votos. O primeiro voto, proposto pela esquerda, obteve 256 votos, e o segundo, da direita, atingiu apenas 142. Com isso, Lecornu fica no cargo.

    As tentativas de derrubar o primeiro-ministro foram votadas em separado porque a agremiação da ultraesquerda LFI (França Insubmissa) se recusou a apoiar a proposta apresentada pelo partido de ultradireita RN (Reunião Nacional). Ainda assim, mesmo unidas, as duas siglas não teriam os 288 votos necessários para aprovar a moção.

    Lecornu acusou os dois extremos do plenário da Assembleia Nacional de sabotagem e de enviar ao mundo a imagem de uma França dividida em um momento de tensão global, em meio às crises da Venezuela, do Irã e da Groenlândia.

    “Neste momento, protocolar moções de censura tem um impacto, e ele será pago pelo povo francês. É o momento de privar a França de estabilidade?”, perguntou.

    Tanto esquerda quanto direita acusam Lecornu e o presidente Emmanuel Macron de terem traído os agricultores franceses ao não barrarem o tratado UE-Mercosul. A França foi voto vencido no Conselho Europeu. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, é aguardada em Assunção, no Paraguai, no sábado (17), para a assinatura formal do documento.

    Os produtores rurais ocuparam Paris com tratores duas vezes nos últimos dias e continuam bloqueando estradas em alguns pontos do país. Eles também se queixam das medidas draconianas para conter a dermatose nodular contagiosa, uma zoonose que atingiu parte do rebanho bovino francês.

    O governo prometeu propor em breve uma lei que reforce ainda mais a proteção aos agricultores, embora eles já recebam subsídios bilionários da União Europeia.

    O resultado das votações desta quarta era esperado, já que o Partido Socialista, da esquerda moderada, havia anunciado que não apoiaria nenhuma das moções. Os 69 deputados do PS eram indispensáveis para a vitória da oposição -faltaram 32 votos para que a moção da ultraesquerda fosse bem-sucedida.

    Embora não façam parte do governo, os socialistas decidiram apoiá-lo pontualmente, a pretexto de arrancar concessões. A principal delas foi o congelamento da reforma das aposentadorias, cuja idade mínima passaria de 62 para 64 anos, e agora está em 62 anos e 9 meses. Além disso, o PS teme uma dissolução do governo e convocação de novas eleições neste momento -pesquisas apontam que a sigla elegeria apenas 20 deputados se houvesse um pleito hoje.

    Lecornu é o premiê da França desde setembro. Governa graças a uma frágil coalizão de centro-direita, que não dispõe da maioria parlamentar. Neste momento, ele enfrenta problemas para aprovar o orçamento de 2026.

    “Estamos em 14 de janeiro, a França não tem orçamento. Os dois grupos que protocolaram as moções de censura são os que mais fizeram obstrução”, acusou o primeiro-ministro.

    No início da semana, Lecornu aventou a possibilidade de uma dissolução da Assembleia Nacional, caso uma das moções de censura fosse aprovada. A atitude foi vista como uma forma de pressionar a oposição moderada a apoiá-lo, já que as pesquisas apontam a RN de ultradireita, como favorita em caso de eleições legislativas antecipadas.

    A RN é o partido de Marine Le Pen, líder nas sondagens para a eleição presidencial de 2027. No ano passado, porém, ela foi condenada a cinco anos de inelegibilidade por desvio de fundos do Parlamento Europeu. O julgamento de seu recurso começou na terça (13) e a sentença deve levar meses para ser anunciada.

    Premiê da França sobrevive a 2 votações no Parlamento que visavam derrubá-lo

  • Ucrânia declara emergência energética devido a ataques

    Ucrânia declara emergência energética devido a ataques

    País vive pior inverno desde a invasão russa de 2022, e vai aumentar a importação de eletricidade para evitar colapso; sistemas de aquecimento e distribuição de água estão seriamente afetados por bombardeios mais recentes, em especial na capital

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O governo da Ucrânia decretou emergência em seu setor energético, combalido ao ponto de colapso devido a uma campanha renovada de ataques aéreos da Rússia. O país vive o que é descrito como o pior inverno desde que Vladimir Putin o invadiu, há quase quatro anos.

    Segundo o presidente Volodimir Zelenski, será criado um gabinete com poderes emergenciais para direcionar recursos a consertos urgentes. Duas ondas de ataque, na quinta (8) e na segunda (12), deixaram mais da metade de Kiev sem energia.

    A capital será o foco inicial do trabalho, mas como a degradação das redes ocorre em todo o país, também será aumentada a importação de energia dos vizinhos. Em dezembro, diz a consultoria local DiXi Group, o país aumentou em 54% o volume comprado em comparação com junho.

    Os problemas ocorrem em cascata. Durante as noites, as temperaturas têm caído para -20 graus Celsius, e permanecem negativas ao longo do dia. Isso dificulta o trabalho de reparo em subestações e linhas de transmissão atingidas por drones e mísseis.

    A Rússia diz que os ataques visam tolher a capacidade da indústria de defesa do vizinho, o que é fato. Mas o objetivo evidente é a desmoralização da população, que tem enfrentado a crise com dificuldade crescente.

    Moradores de Kiev e Kharkiv, por exemplo, têm apelado a ao derretimento da neve abundante para ter água para beber -sem eletricidade, as bombas que fazem a distribuição do sistema não funcionam.

    Além disso, lareiras improvisadas e fogueiras são vistas dentro de apartamentos, elevando o risco de incêndios. O aquecimento também depende de energia, e os russos têm atingido os depósitos de gás do país, reduzindo segundo a estatal Ukrenergo a capacidade de produção e distribuição a zero em dias de ataques.

    O governo tem estocado grandes quantidades de madeira para distribuir a pontos sensíveis, como hospitais e acampamentos militares na frente de batalha. Em Kiev, além dos 1.200 abrigos antiaéreos aquecidos, o governo montou 68 pontos com geradores para as pessoas buscarem calor e recarregarem celulares.

    “As consequências dos ataques russos e da degradação das condições do tempo são severas”, escreveu no X Zelenski.

    Ele nomeou o vice-premiê Denis Chmial como novo ministro da energia. O político terá poderes extraordinários, e pode haver mudanças nas regras do toque de recolher em algumas cidades para manter os cidadãos abrigados.

    O novo ministro cedeu seu posto na mais vital pasta da Defesa a Mikhailo Fedorov, um jovem de 34 anos com carreira de tecnocrata. A indicação sofreu críticas por parte de blogueiros militares ucranianos. Ao aceitar a função, ele disse que irá concentrar esforços na modernização tecnológica no campo de batalha.

    Enquanto isso, seguem as tratativas para tentar colocar um fim ao conflito, a passo de tartaruga. Segundo a agência Bloomberg, o negociador americano Steve Witkoff irá em breve a Moscou debate a versão revisada do plano de Donald Trump, agora com uma redação mais pró-Kiev, com Putin.

    A chancelaria russa não confirmou o encontro, mas disse que o país está aberto a quaisquer negociações, sinalizando que ele irá ocorrer. Na atual versão, o ponto nevrálgico da proposta é a sugestão de uma força de paz europeia para monitorar o eventual cessar-fogo, algo que Putin não aceita.

    Ucrânia declara emergência energética devido a ataques