Categoria: MUNDO

  • 11 bombeiros são acusados de estupro de outro agente em Portugal

    11 bombeiros são acusados de estupro de outro agente em Portugal

    Um jovem bombeiro de 19 anos acusou os colegas de abusos sexuais na sede dos Bombeiros Voluntários do Fundão, em Portugal

    Nesta sexta-feira (28), o comandante dos Bombeiros Voluntários do Fundão, José Sousa, se demitiu após uma denúncia sobre supostos abusos sexuais dentro do quartel. O caso envolve 11 agentes que teriam participado do estupro coletivo de um jovem de 19 anos.

    De acordo com informações da ‘SIC Notícias’, o líder da corporação considera que, após os fatos denunciados, não está em condições de continuar assumindo funções no quartel. Deixou uma mensagem à corporação e se disse com “o coração pesado, mas com a dignidade que a casa merece”.

    Oito dos 11 bombeiros do Fundão foram presos pela Polícia Judiciária por suspeita dos crimes de estupro e coação sexual. A corporação informou que os oficiais foram suspensos, na sequência de uma investigação interna.

    José Sousa dirigiu-se ao quadro ativo dos bombeiros do Fundão e explicou a decisão tomada de se afastar. “Depois de tudo o que aconteceu (…) apresentei a minha demissão do cargo de comandante. Esta decisão foi tomada com sentido de responsabilidade e, acima de tudo, com respeito pelos superiores interesses da instituição e por todos vocês, que nada fizeram para merecer carregar este peso nos ombros”, disse.

    Na mensagem, o comandante pediu ainda à corporação para que “permaneça unida e que apoie o comando que continuará”. “Acompanhem a direção [da Associação Humanitária] neste período difícil. E, sobretudo, mantenham viva a essência do que somos: bombeiros, irmãos e mulheres e homens de palavra, honra e missão”, lê-se no comunicado.

    José Sousa destacou ainda que nunca abandonou os colegas, nem “jamais lhes virará as costas”.

    “Sei que este momento causa inquietação, tristeza e revolta a vocês, a mim também. Mas sei, ainda melhor, que o quadro ativo saberá estar à altura, como sempre esteve”.

    “Deixo o cargo. Mas, nunca deixarei esta família”, frisou.

    O caso

    Onze elementos da corporação de bombeiros do Fundão foram presos na terça-feira, dia 25 de novembro, por serem suspeitos da prática de um crime de estupro contra um jovem.

    A “vítima é um jovem bombeiro de 19 anos, que foi “sujeito a atos sexuais violentos, em um ‘trote’ duvidoso”.

    Os fatos, que teriam acontecido dentro do quartel, no âmbito de um trote ao novo membro da corporação, ocorreram no mês de setembro, tendo sido denunciado às autoridades pela própria vítima, com o apoio do Comando da corporação que, segundo a PJ, “em todo o momento colaborou com a Polícia”.

    Os 11 bombeiros ficaram proibidos de contatos com a vítima, também bombeiro, sendo que oito ficaram impedidos de entrarem e frequentarem o quartel.

    Segundo o tribunal, os 11 bombeiros estão ainda proibidos de frequentar e permanecer na residência e trabalho da vítima e de se aproximarem a menos de 500 metros e proibidos de contactar com os demais réus e testemunhas dos autos.

    A decisão do tribunal considerou os “elementos de prova recolhidos até ao momento” e verificou haver “perigos de continuação da atividade criminosa, perturbação do curso do inquérito e perturbação da ordem e tranquilidade públicas”.

    O Tribunal indicou ainda que nenhum dos 11 bombeiros prestou declarações durante o interrogatório.

    O agora ex-comandante dos Bombeiros Voluntários do Fundão, José Sousa, disse que os bombeiros iriam ser alvo de um processo de inquérito interno e adiantou que o resultado da investigação policial iria cruzar-se com o processo de diligências internas instaurado aos elementos da corporação.

    O comandante, que se demitiu, disse ainda que, assim que teve conhecimento do “comportamento absolutamente inqualificável que alguns bombeiros tiveram” contra o colega, a sua prioridade “foi, e continuará sempre sendo, a defesa, o apoio e a proteção da vítima e da sua família. Nada está acima da dignidade humana. Nada está acima da justiça”.

    “É igualmente fundamental afirmar, de forma clara e inequívoca, que nunca tive conhecimento prévio de quaisquer atos semelhantes por parte dos suspeitos, dentro ou fora da instituição”.

    Disse ainda que determinou de imediato “o apoio integral à vítima, recolhendo informação rigorosa sobre o sucedido; a abertura de um processo disciplinar, com o objetivo de apurar sem hesitações todos os factos e responsabilidades”.

    “Quero deixar uma mensagem absolutamente clara: como comandante, estive sempre próximo, vigilante e empenhado na proteção da vítima. Não hesitei, não hesitarei. Não posso aceitar, nem aceitarei, qualquer conduta que desrespeite os valores, princípios e a dignidade humana que devem reger um Corpo de Bombeiros. Quem pratica atos desta natureza não tem lugar nesta, nem em qualquer outra instituição que viva da confiança do povo”.

    11 bombeiros são acusados de estupro de outro agente em Portugal

  • Alarmes não dispararam em prédios de Hong Kong, e 80 corpos não puderam ser identificados

    Alarmes não dispararam em prédios de Hong Kong, e 80 corpos não puderam ser identificados

    Ao menos 128 morreram em fogo em oito torres residenciais; incidente foi o mais mortal do tipo na cidade desde 1948; feridos vão a 79, e situação de 200 pessoas ainda é incerta, o que inclui os 80 corpos não identificados

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Os alarmes de incêndio nas oito torres do conjunto residencial de Wang Fuk Court, em Hong Kong, não funcionaram após testes, afirmou o Corpo de Bombeiros após a conclusão dos trabalhos para apagar o fogo que deixou ao menos 128 mortos.

    Os testes dos bombeiros confirmam relatos de residentes que conseguiram escapar das chamas e disseram não ter escutado alarmes. O diretor do Corpo de Bombeiros, Andy Yeung Yan-kin, afirmou que a corporação vai processar a empreiteira responsável pela reforma por causa do mal funcionamento dos equipamentos.

    Desses 128 mortos, 108 foram encontrados já sem vida nos prédios, segundo autoridades. Entre as pessoas mortas, 80 não puderam ser identificadas, segundo o secretário de Segurança de Hong Kong, Chris Tang Ping-keung. Ele não especificou o motivo. Tang afirma ainda que 200 pessoas estão desaparecidas, o que inclui as 80 cujos corpos não puderam ser identificados.

    “Não descartamos a possibilidade de que mais corpos podem ser descobertas quando a polícia entrar nos prédios para investigações detalhadas”, afirmou Tang. Segundo ele, os esforços de resgate já foram concluídos, e o número de feridos foi a 79, incluindo 12 bombeiros.

    “Nossa meta agora é garantir que a temperatura do prédio abaixe e, assim que tudo seja considerado seguro, a polícia vai coletar evidência”, disse ele.

    Os moradores do complexo habitacional foram informados pelas autoridades no ano passado que enfrentavam “riscos de incêndio relativamente baixos” após reclamarem repetidamente sobre os perigos de incêndio representados pelas obras de renovação nos prédios, disse à agência Reuters o Departamento do Trabalho da cidade.

    Os residentes haviam manifestado preocupações sobre as reformas em setembro de 2024, incluindo sobre o potencial inflamável da malha protetora verde que os empreiteiros usavam para cobrir os andaimes de bambu erguidos ao redor dos edifícios, disse um porta-voz do departamento em um email à agência de notícias.

    Enquanto os bombeiros terminavam de conter o incêndio, as famílias de vítimas tiveram de lidar com a tarefa de olhar fotografias dos mortos tiradas pelos socorristas para identificar corpos.

    Mirra Wong, cujos pais moravam em Wang Fuk Court, estava procurando notícias do pai. “Apenas olhei alguma foto que talvez seja do corpo do meu pai. O corpo do meu pai ainda está desaparecido aqui”, disse Wong, 48.

    Outra moradora, que não quis ser identificada, disse que a esposa de um amigo estava entre os desaparecidos. “Racionalmente falando, não há esperança”, disse ela. “Mas os corpos ainda precisam ser encontrados, certo? É simplesmente muito doloroso. Quando envolve pessoas que você conhece, é ainda mais doloroso.” As doações para o fundo de auxílio às vítimas já ultrapassaram US$ 100 milhões.

    Na quinta, o Corpo de Bombeiros disse ter recebido relatos de que um incêndio havia começado em Wang Fuk Court, complexo habitacional composto por oito blocos e quase 2.000 unidades residenciais próximo à divisa do território autônomo chinês com o restante da China. O complexo faz parte de um programa de subsídios para casa própria do governo local e foi inaugurado em 1983.

    A polícia informou que, além de os prédios estarem cobertos com telas de proteção e plástico que não atendiam aos padrões de segurança contra incêndio, as janelas de uma construção não afetada estavam seladas com um material de espuma instalado por uma construtora que fazia trabalhos de manutenção.

    “Temos motivos para acreditar que os responsáveis da empresa foram extremamente negligentes, o que levou a este acidente e fez com que o fogo se alastrasse de forma descontrolada, resultando em um grande número de vítimas”, disse Eileen Chung, superintendente da polícia de Hong Kong.

    A Comissão Independente contra a Corrupção de Hong Kong afirmou nesta sexta que prendeu mais 6 pessoas suspeitas relacionadas à reforma dos prédios, além de dois diretores da empresa responsável que também já haviam sido detidos.

    O incêndio é o mais mortal de Hong Kong desde 1948, quando 176 pessoas morreram em fogo em um armazém.

    Alarmes não dispararam em prédios de Hong Kong, e 80 corpos não puderam ser identificados

  • Britânico desaparece no mar após cair de navio de cruzeiro na Espanha

    Britânico desaparece no mar após cair de navio de cruzeiro na Espanha

    Um homem britânico de 76 anos desapareceu após cair de um cruzeiro em Tenerife, na manhã de quinta-feira (27); navio partiu da Madeira e tinha como destino San Sebastián de La Gomera, nas Canárias, Espanha

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Autoridades espanholas fazem buscas nesta sexta-feira (28) por um turista britânico que caiu de um navio de cruzeiro na Ilha das Canárias, em Tenerife.

    Desde ontem, estão em curso as buscas pelo homem de 76 anos. Ele teria caído no mar por volta das 9h40 do horário local, momento em que a guarda costeira da Espanha foi acionada, informou o órgão pelas redes sociais.

    O incidente ocorreu no navio Marella Explorer 2, operado pela TUI. A embarcação ia em direção a outra ilha, a de La Gomera, quando o idoso foi visto entrando na água.

    No mesmo momento, um alarme tocou em todo navio com anúncio de “homem ao mar”. À BBC, uma passageira da viagem, Lesney-Anne Kelly, contou que tomava café da manhã com a mãe quando o capitão informou que o veículo teria que permanecer no local até que a guarda o autorizasse a partir.

    Buscas foram temporariamente suspensas na noite de ontem devido à escuridão. “O clima estava bastante sombrio ontem à noite, especialmente depois do anúncio de que estavam encerrando as buscas”, disse a passageira à publicação britânica.

    Navio participou da operação inicial de resgate, mas atracou em Santa Cruz durante a madrugada. Os guardas informaram que a procura pela vítima, que foi retomada no dia de nesta sexta-feira, acontece pelo mar e pelo ar -com embarcações, helicópteros e aeronave especializada.

    Cruzeiro teria sido iniciado no dia 21 de novembro. Ele havia partido de Tenerife e estava retornando ao mesmo local quando o acidente ocorreu.

    Empresa responsável pela viagem ainda não se pronunciou publicamente sobre o caso. Segundo seu site, o navio Marella Explores 2 é exclusivo para adultos e tem 907 cabines, enquanto o valor médio de um passeio como o que fez o britânico é de 1.100 euros (cerca de R$ 6 mil na cotação atual).

    Britânico desaparece no mar após cair de navio de cruzeiro na Espanha

  • Trump e Maduro conversaram por telefone em meio a tensão militar no Caribe, diz jornal

    Trump e Maduro conversaram por telefone em meio a tensão militar no Caribe, diz jornal

    Líderes se falaram apesar da crise diplomática e pressão para que ditador deixe o poder, afirma The New York Times; um possível encontro entre o americano e o venezuelano nos EUA teria sido discutido, segundo reportagem

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, conversaram por telefone na semana passada, de acordo com uma reportagem publicada nesta sexta-feira (28) pelo jornal americano The New York Times.

    A ligação ocorre em meio à maior mobilização militar dos EUA na América Latina em décadas -um acúmulo de tropas, aviões e navios de guerra com o objetivo declarado de combater o tráfico de drogas e implícito de pressionar Maduro a deixar o poder.

    A reportagem do New York Times diz que o telefonema ocorreu em algum momento no final da semana passada, de acordo com autoridades americanas que falaram sob condição de anonimato. Os dois líderes conversaram sobre uma possível visita de Maduro aos EUA e um encontro com Trump —o ditador é oficialmente procurado pelas agências antidrogas americanas como suposto líder de uma facção de narcotraficantes, o que o venezuelano nega.

    Pessoas próximas ao regime disseram ao jornal que não há nenhuma visita programada. Desde que assumiu o poder na Venezuela, Maduro só esteve nos Estados Unidos em três ocasiões: 2014, 2015 e 2018, sempre para discursar à Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova York. A última vez em que um líder venezuelano visitou os EUA para uma reunião bilateral com um presidente americano foi em 1999, quando o recém-eleito Hugo Chávez encontrou Bill Clinton.

    O secretário de Estado, Marco Rubio, também teria participado da ligação entre Trump e Maduro. Rubio lidera a linha dura da Casa Branca que apoia uma intervenção militar dos EUA na Venezuela a fim de derrubar o regime —filho de cubanos exilados, o chefe da diplomacia americana defende há anos que Washington trabalhe ativamente para remover do poder os regimes de esquerda na América Latina.

    Também nesta sexta, o jornal Washington Post disse em reportagem que o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, deu uma ordem verbal para “matar todos” os homens suspeitos de traficar drogas no primeiro ataque americano contra uma embarcação no Caribe este ano.

    Trump e Maduro conversaram por telefone em meio a tensão militar no Caribe, diz jornal

  • Itália desarticula esquema de fraude em residências para obtenção de cidadania, diz agência

    Itália desarticula esquema de fraude em residências para obtenção de cidadania, diz agência

    Seis pessoas foram denunciadas por falsidade ideológica, de acordo com a polícia da Itália, incluindo servidores públicos; esquema teria sido operado por uma mulher albanesa e um homem brasileiro

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Uma organização criminosa que fraudava comprovantes de residência com o objetivo de facilitar a obtenção da cidadania italiana por brasileiros foi desmantelada pela polícia da Itália, revelou nesta sexta-feira (28) a agência de notícias Ansa.

    Segundo as autoridades, o esquema funcionava na pequena cidade de Moggio Udinese, na fronteira entre a Itália e a Áustria. Entre 2018 e 2024, os acusados teriam reconhecido a residência no município de 84 brasileiros que não moravam ali.

    Com esse comprovante em mãos, os beneficiados conseguiam furar as longas filas dos consulados e obter em poucos meses a cidadania italiana -a lei facilita o processo caso a pessoa com ascendência italiana decida morar no país europeu, escolha feita por uma pequena fração dos latino-americanos que buscam reivindicar a cidadania.

    Seis pessoas foram denunciadas por falsidade ideológica, de acordo com a polícia da Itália, incluindo servidores públicos. O esquema teria sido operado por uma mulher albanesa de 61 anos e um homem brasileiro de 54, que agora são acusados de forjar contratos de aluguel, documentos e organizar viagens curtas à Itália para concluir o processo de cidadania.

    Os beneficiados pagavam um valor aproximado de EUR 6.000 (R$ 37 mil) por pessoa para obter o comprovante de residência fraudulento e tinham a opção de desembolsar mais para completar o processo sem precisar viajar à Itália. No total, os operadores do esquema movimentaram mais de EUR 500 mil (R$ 3 milhões).

    Esquemas do tipo já foram desmontados pelas autoridades italianas no passado. A Itália, como a maioria dos países europeus, reconhece a cidadania por meio do direito do jus sanguinis, isto é, o direito do sangue -é cidadão a pessoa que tem antepassados italianos.

    A regra difere do direito do jus solis, praticado por quase todos os países das Américas, segundo o qual é cidadão a pessoa nascida em território nacional, não importa a origem de seus pais.

    Até pouco tempo, entretanto, a legislação italiana divergia da de países como a França e a Alemanha ao reconhecer a cidadania de pessoas cujos antepassados distantes emigraram da Itália. O governo Giorgia Meloni restringiu essa possibilidade.

    Itália desarticula esquema de fraude em residências para obtenção de cidadania, diz agência

  • Escândalo de corrupção derruba braço-direito de Zelenski na Ucrânia

    Escândalo de corrupção derruba braço-direito de Zelenski na Ucrânia

    Chefe de gabinete Andrii Iermak, que negociou revisão do acordo de paz proposto por Trump, sofre busca em casa; caso não foi detalhado, mas Ucrânia está sob impacto da apuração de escândalo de desvio na área de energia

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Uma investigação sobre corrupção derrubou nesta sexta-feira (28) Andrii Iermak, o chefe de gabinete do presidente Volodimir Zelenski e segundo homem mais poderoso do país, responsável pela negociação do acordo de paz com a Rússia proposto pelo governo dos Estados Unidos.

    Em nota, o Escritório Nacional Anticorrupção (Nabu, na sigla local) e a Procuradoria especializada Anticorrupção (Sapo) afirmaram que a Justiça autorizou uma batida na casa do político, mas não revelaram o teor da investigação. Sua saída foi anunciada pelo presidente logo depois, com o presidente alegando ser vital manter “a unidade nacional”.

    A ação provavelmente teve a ver com o megaescândalo de desvio de ao menos US$ 100 bilhões (R$ 530 bilhões) do setor de energia, que derrubou os ministros da área e da Justiça. Iermak afirmou que está colaborando com as apurações.

    As duas agências que investigam seu então número 2, visto amplamente como quem dá as cartas na política ucraniana pelo lado do governo, tinham sido objeto de polêmica em junho.

    O presidente tentou tirar o poder delas investigar pessoas em altos cargos, caso de Iermak, o que levou aos primeiros grandes protestos de rua contra Zelenski desde que Vladimir Putin invadiu seu país, em fevereiro de 2022.

    Pressionado em casa e pelos aliados, que doaram algo como US$ 1,5 trilhão (R$ 8 trilhões) para o esforço de guerra até agora e querem saber para onde vai o dinheiro, o presidente recuou da proposta. Agora, vê a Nabu e a Sapo agindo na cozinha do governo.

    O momento não poderia ser pior para o ucraniano, que tem no ex-chefe das Forças Armadas Valeri Zalujni o principal candidato a sucessor -quando houver eleições, já que o estado de sítio impede a realização de pleitos mesmo com o mandato de Zelenski tendo expirado em maio do ano passado.

    Putin se aproveita da situação sempre que pode. Na quinta (27), ele disse no Quirguistão que Zelenski era “ilegítimo” e que “não fazia sentido assinar nenhum documento” a seu lado. Nesta sexta, o Kremlin disse que mesmo achando isso a Rússia seguirá negociando.

    O próprio Trump, que não esconde sua preferência pessoal pelo russo ante o ucraniano, já chamou Zelenski de “ditador sem voto”, apesar de ele ter sido eleito democraticamente em 2019.

    Iermak, 54, é amigo de Zelenski, 47, desde que o presidente era um comediante que fez carreira nas TVs russa e ucraniana.

    Ele foi o chefe da delegação que negociou a mudança no plano pró-Rússia apresentado pelos EUA na semana passada, num encontro em Genebra no domingo (23) com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, e o enviado de Trump Steve Witkoff.

    Da reunião saiu uma versão revisada da proposta, que havia sido rascunhada por Witkoff com o russo Kirill Dmitriev. Ela não foi totalmente divulgada, mas o que emergiu sugere algo ao gosto de Kiev, enquanto a primeira minuta era francamente favorável a Putin.

    O presidente russo disse que é possível negociar a paz a partir do texto atual, mas ele terá de ser alterado. O jornal britânico Telegraph diz que o novo documento garantirá a Putin os ganhos até aqui no conflito.

    Entre os pontos que o Kremlin diz se inegociáveis está a neutralidade militar da Ucrânia e o reconhecimento das quatro regiões que anexou ilegalmente em 2022, mais o da Crimeia anexada em 2014, entre outros.

    Ainda é preciso saber do que Iermak foi acusado, mas o histórico de corrupção na Ucrânia e o fato de que Zelenski tentou amordaçar as agências independentes que apuram o caso não sugerem um cenário róseo, o que foi evidenciado por sua degola.

    Segundo o ranking de percepção de corrupção da ONG Transparência Internacional, Kiev está no 105º lugar entre 180 países, sendo a primeira posição a melhor.

    Escândalo de corrupção derruba braço-direito de Zelenski na Ucrânia

  • Planos de paz: Trump quer conceder territórios ocupados à Rússia

    Planos de paz: Trump quer conceder territórios ocupados à Rússia

    Putin já havia informado que a ocupação de territórios era uma das condições para aceitar o plano de paz; Trump parece estar disposto a conceder-lhe estes áreas para pôr fim ao conflito entre a Rússia e a Ucrânia

    Nesta sexta-feira (28), o jornal The Telegraph revelou que Donald Trump está disposto a reconhecer os territórios ucranianos ocupados como sendo parte da Rússia. A posição do norte-americano pretende acelerar um acordo de paz entre a Ucrânia e a Rússia.

    Segundo a publicação britânica, o presidente dos Estados Unidos da América enviou o seu enviado especial Steve Witkoff e o seu genro Jared Kushner à Rússia para apresentarem esta proposta pessoalmente a Vladimir Putin.

    Em discussão está o reconhecimento de regiões como a Crimeira, Lugansk ou Donetsk como sendo territórios russos.

    Vale lembrar que nesta quinta-feira, o Presidente russo, Vladimir Putin, afirmou  que Moscou cessará as hostilidades com a Ucrânia caso Kyiv retire as suas forças dos territórios que a Rússia supostamente teria anexado.

    “Se as tropas ucranianas abandonarem os territórios ocupados, cessaremos as hostilidades. Se não saírem, iremos expulsá-las pela força militar”, declarou em uma coletiva de imprensa em Bishkek, capital do Quirguistão, onde realizava uma visita de Estado.

    O líder russo não especificou se era referente apenas às regiões de Donetsk e Lugansk, no leste da Ucrânia, consideradas alvos prioritários pelo Kremlin, ou também às de Kherson e Zaporijjia, no sul.

    Em setembro de 2022, a Rússia reivindicou a anexação destes quatro territórios, que não controla totalmente.

    Entretanto, a Ucrânia e os Estados Unidos têm-se esforçado ao longo das últimas semanas em um plano de paz e nas garantias de segurança para Kyiv.

    Uma proposta de Washington divulgada na semana passada, que incluía as principais exigências de Moscou, foi inicialmente bem acolhida pelo Kremlin, mas sofreu entretanto alterações no seguimento de negociações entre norte-americanos, ucranianos e europeus.

    Em 23 de novembro decorreu em Genebra uma reunião entre as autoridades ucranianas, norte-americanas e europeias, onde as partes discutiram uma proposta de plano de paz apresentada por Washington com o objetivo de pôr fim à guerra na Ucrânia.

    Após as negociações em Genebra, a Ucrânia e os Estados Unidos concordaram em continuar trabalhando em propostas conjuntas para um acordo de paz, destacou a Ukrinform.

    O enviado norte-americano, Steve Witkoff, é esperado em Moscovo na próxima semana para discutir o plano com responsáveis russos.

    Planos de paz: Trump quer conceder territórios ocupados à Rússia

  • Balões gigantes e multidões: o desfile de Ação de Graças em Nova York

    Balões gigantes e multidões: o desfile de Ação de Graças em Nova York

    A tradicional parada de Ação de Graças abriu a temporada de festas nos Estados Unidos com personagens famosos, artistas renomados e milhares de pessoas acompanhando o trajeto pelas ruas de Manhattan, dando início ao clima natalino na cidade.

    O tradicional desfile do Dia de Ação de Graças da rede Macy’s abriu oficialmente a temporada de festas de 2025 nos Estados Unidos. Muito conhecido pelos brasileiros que acompanham a cultura americana, o evento é um dos maiores símbolos do feriado e marca a chegada do Papai Noel em Nova York. A tradição existe desde 1924 e reúne milhares de pessoas nas ruas de Manhattan e milhões diante da televisão.

    Nesta edição, o desfile trouxe 32 balões gigantes, três superbalões, 27 personagens infláveis, 33 grupos de palhaços, 11 bandas marciais e diversos carros alegóricos. Entre os destaques estavam personagens populares do público jovem, como Labubus e figuras do sucesso de K-pop Demon Hunters, além de clássicos que fazem parte do imaginário coletivo, como Bob Esponja e Homem-Aranha.

    O desfile, que durou três horas e meia, também contou com apresentações musicais de grandes nomes. Subiram ao palco móvel artistas como Cynthia Erivo, estrela do musical “Wicked”, o rapper Busta Rhymes, a cantora country Lainey Wilson, Conan Gray e Taylor Momsen, entre outros convidados.

    Para muitas famílias americanas, o Dia de Ação de Graças só começa depois de acompanhar o desfile da Macy’s, seja pela TV, direto do sofá, seja ao vivo, ao longo das ruas de Nova York. O percurso inicia no Upper West Side e segue por aproximadamente quatro quilômetros até chegar à famosa loja da Macy’s na Herald Square, na West 34th Street, onde Papai Noel encerra a celebração e abre oficialmente a temporada natalina.

    Balões gigantes e multidões: o desfile de Ação de Graças em Nova York

  • Trump promete barrar entrada de imigrantes de 'países de terceiro mundo'

    Trump promete barrar entrada de imigrantes de 'países de terceiro mundo'

    Donald Trump anunciou que pretende “pausar permanentemente” a entrada de imigrantes de países que chama de “terceiro mundo”, retirar benefícios de não cidadãos e revisar Green Cards de 19 nações. Criticou Biden, defendeu “migração reversa” e associou imigração a criminalidade e pressão sobre serviços públicos.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender medidas rígidas contra a imigração e fez novos anúncios polêmicos na madrugada desta sexta-feira (28). Em uma série de publicações nas redes sociais, o republicano afirmou que pretende “pausar permanentemente” a entrada de imigrantes vindos de países que ele descreve como “terceiro mundo”, sem indicar quais nações seriam afetadas.

    “Vou pausar permanentemente a imigração de todos os países do terceiro mundo para permitir que o sistema dos EUA se recupere totalmente”, escreveu Trump. Ele ainda declarou que planeja retirar benefícios e subsídios concedidos a não cidadãos que já vivem no país. Segundo o presidente, sua intenção é “desnaturalizar imigrantes que minam a tranquilidade doméstica e deportar qualquer estrangeiro que seja um encargo público, risco à segurança ou incompatível com a Civilização Ocidental”.

    As declarações vieram acompanhadas de críticas ao governo Biden. Trump afirmou que milhões de imigrantes teriam sido admitidos ilegalmente durante a gestão anterior e prometeu reverter todas essas autorizações, incluindo aquelas que, segundo ele, teriam sido aprovadas por meio de “Autopen”.

    O republicano também voltou a defender o que chama de “migração reversa”, que, de acordo com ele, seria a única forma de resolver o que descreve como problemas sociais relacionados à chegada de estrangeiros. Nas mensagens, Trump ampliou os ataques a comunidades específicas de imigrantes, além de criticar governadores, prefeitos e parlamentares democratas, associando imigração a criminalidade, pressão sobre serviços públicos e deterioração urbana.

    Na quinta-feira (27), Trump já havia pedido a revisão dos Green Cards concedidos a cidadãos de 19 países: Afeganistão, Chade, Congo, Eritreia, Guiné Equatorial, Haiti, Irã, Iêmen, Líbia, Mianmar, Somália, Sudão, Burundi, Cuba, Laos, Serra Leoa, Togo, Turcomenistão e Venezuela. O Green Card é o documento que garante residência permanente nos Estados Unidos, permitindo trabalhar, viver no país e futuramente solicitar cidadania.

    As novas declarações de Trump surgem após a morte de uma integrante da Guarda Nacional, ferida em um ataque ocorrido perto da Casa Branca na quarta-feira (26). Dois soldados foram baleados na ocasião, e um deles permanece em estado grave.
     
     

     

    Trump promete barrar entrada de imigrantes de 'países de terceiro mundo'

  • Incêndio em Hong Kong deixa 94 mortos e expõe falhas estruturais no país

    Incêndio em Hong Kong deixa 94 mortos e expõe falhas estruturais no país

    As autoridades concluíram o combate às chamas no complexo residencial, no pior incêndio em décadas. O desastre gerou comoção, levou a prisões, abriu investigação por corrupção e levantou dúvidas sobre práticas de construção e segurança urbana.

    Os bombeiros de Hong Kong concluíram nesta sexta-feira (28) as operações de combate ao incêndio que deixou pelo menos 94 mortos em um complexo residencial, o pior desastre do tipo na cidade em décadas, informou o governo local. Segundo um porta-voz, as chamas estavam “amplamente extintas” às 10h18 no horário local e o trabalho de contenção havia sido finalizado. No horário de Brasília, isso corresponde às 23h18 da noite anterior.

    As autoridades elevaram o número de vítimas para 94 na noite de quinta-feira, incluindo um bombeiro. Ainda há pessoas desaparecidas. O incêndio, o mais grave desde 1948, provocou grande comoção na região administrativa especial chinesa e expôs vulnerabilidades ligadas à alta densidade populacional. A tragédia também motivou uma revisão das práticas de construção e o início de uma investigação sobre possível corrupção.

    Moradores do conjunto habitacional, que possui quase duas mil unidades e foi inaugurado em 1983 no distrito de Tai Po, no norte de Hong Kong, disseram à AFP que não ouviram alarmes e que precisaram bater nas portas dos vizinhos para alertá-los. “O fogo se espalhou muito rápido”, contou um morador identificado como Suen. “Tocávamos a campainha e batíamos nas portas mandando o pessoal correr. Foi assim que aconteceu.”

    A polícia prendeu três homens suspeitos de “negligência grosseira” depois que materiais inflamáveis deixados para trás durante obras foram encontrados no local. O vento forte teria facilitado a propagação das chamas. A participação exata dos detidos no início do incêndio ainda está sendo investigada.

    O chefe do Executivo, John Lee Ka-chiu, anunciou que todos os grandes projetos de renovação urbana da cidade serão inspecionados. Já o secretário-chefe do governo, Eric Chan, afirmou ser essencial acelerar a substituição completa dos tradicionais andaimes de bambu por estruturas metálicas, ainda muito comuns em Hong Kong.

    O incêndio também levanta dúvidas sobre a concessão e a execução de contratos de construção. A Comissão Independente de Combate à Corrupção informou que, diante da indignação pública, foi criada uma força-tarefa para investigar possíveis atos de corrupção no projeto de reforma do Wang Fuk Court, em Tai Po.

    A Hong Kong Horse Racing Corporation, instituição centenária, anunciou que as corridas de domingo em Sha Tin serão realizadas sem público e que os jóqueis usarão braçadeiras pretas em sinal de luto.

    Com 7,5 milhões de habitantes e uma média de mais de 7.100 pessoas por quilômetro quadrado, Hong Kong está entre as regiões mais densamente povoadas do mundo. Nas áreas mais urbanizadas, essa densidade pode triplicar. Por causa da limitação territorial, a cidade concentra dezenas de torres residenciais, algumas com mais de 50 andares.

    Incêndio em Hong Kong deixa 94 mortos e expõe falhas estruturais no país