Categoria: MUNDO

  • Líder do Japão pondera dissolver parlamento e convocar eleições

    Líder do Japão pondera dissolver parlamento e convocar eleições

    A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, está considerando dissolver o parlamento e convocar eleições antecipadas, já em janeiro, informou a imprensa japonesa.

    De acordo com a agência de notícias japonesa Kyodo, que cita fontes próximas às discussões, a dissolução pode ocorrer no início da sessão ordinária da Dieta (o Parlamento japonês), marcada para começar em 23 de janeiro.

    Caso o Parlamento seja dissolvido, a campanha para as eleições gerais poderá ter início já em 27 de janeiro ou em 3 de fevereiro, com a votação prevista para 8 ou 15 de fevereiro, dependendo da data de início da campanha.

    Segundo o jornal japonês Yomiuri Shimbun, que cita as mesmas datas, Takaichi considera dissolver a Dieta em razão dos altos índices de aprovação do governo desde que assumiu o poder, em outubro, após a renúncia de seu antecessor, Shigeru Ishiba, aos cargos de primeiro-ministro e líder do partido governista no Japão.

    Em função de uma série de resultados eleitorais desfavoráveis, o Partido Liberal Democrático, liderado por Takaichi, e seus aliados de coalizão detêm uma maioria mínima de apenas um assento na Câmara dos Representantes — a mais importante das duas casas da Dieta — e estão em minoria na Câmara dos Conselheiros.

    Até o momento, Takaichi tem rejeitado de forma consistente a possibilidade de convocar eleições antecipadas, ressaltando a importância de aprovar medidas para lidar com o impacto da inflação persistente e dos salários estagnados sobre as famílias.

    O governo da primeira-ministra mantém altos índices de aprovação, apesar do agravamento das tensões entre Tóquio e Pequim.

    Na quarta-feira, a China anunciou um veto à exportação de produtos de uso duplo para o Japão, medida que pode incluir determinados elementos de terras raras, essenciais para a fabricação de componentes de alta tecnologia.

    A decisão ocorre após, em novembro, a primeira-ministra ter admitido no Parlamento japonês uma possível resposta militar do Japão a um eventual ataque chinês contra Taiwan.

    Sanae Takaichi afirmou que, caso uma situação de emergência em Taiwan envolva “o envio de navios de guerra e o uso da força”, isso poderia representar “uma ameaça à sobrevivência do Japão”.

    Líder do Japão pondera dissolver parlamento e convocar eleições

  • Venezuela anuncia retorno de navio petroleiro em operação com EUA

    Venezuela anuncia retorno de navio petroleiro em operação com EUA

    “Graças a essa primeira exitosa operação conjunta, o navio se encontra navegando em regresso às águas venezuelanas para sua proteção e ações pertinentes”, afirma a nota.

    O governo da Venezuela anunciou, na noite de sexta (9), que uma operação conjunta com os Estados Unidos (EUA) determinou o retorno do navio petroleiro Minerva. Segundo o comunicado assinado pela estatal petrolífera do país, a PDVSA, a embarcação havia deixado o país sem pagamento ou autorização venezuelana.

    “Graças a essa primeira exitosa operação conjunta, o navio se encontra navegando em regresso às águas venezuelanas para sua proteção e ações pertinentes”, afirma a nota.

    O próprio presidente Donald Trump (dos Estados Unidos) divulgou em sua rede social que, em coordenação com as “autoridades interinas” da Venezuela, foi apreendido um navio-tanque que deixou o país sem autorização.

     

    “Este navio-tanque está agora a caminho de volta para a Venezuela, e o petróleo será vendido através do Grande Acordo Energético, que criamos para esse tipo de venda”, escreveu.

    Abertura de embaixadas

    A operação conjunta ocorreu no mesmo dia em que a presidente interina, Delcy Rodríguez, tratou do “processo diplomático” para a abertura de embaixadas dos Estados Unidos.

    “Seu principal objetivo é reiterar nossa condenação à agressão sofrida pelo nosso povo”, escreveu. Neste sábado (10), a intervenção armada dos estadunidenses (com o sequestro e prisão do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores),  completa uma semana
    Ela ponderou ainda que a resposta à intervenção estadunidense será por meio da diplomacia.

    “Usaremos nossa diplomacia bolivariana de paz para defender a estabilidade, o futuro e nossa sagrada soberania”.
     

    Delcy Rodrigues afirmou que esse será o caminho que “para proteger o povo e também para garantir o retorno do Presidente Nicolás Maduro e de Cilia Flores”. Ela cita que isso ocorrerá com “paciência e determinação estratégica”.

    Venezuela anuncia retorno de navio petroleiro em operação com EUA

  • Vaticano negociou asilo de Maduro na Rússia antes de operação dos EUA, diz jornal

    Vaticano negociou asilo de Maduro na Rússia antes de operação dos EUA, diz jornal

    De acordo com o veículo, a conversa ocorreu na véspera de Natal, quando o religioso convocou Brian Burch, embaixador dos EUA na Santa Sé, para obter detalhes dos planos dos Estados Unidos na Venezuela.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O cardeal italiano Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, procurou representantes americanos na Santa Sé no final do ano passado para tentar mediar um asilo para o ditador Nicolás Maduro na Rússia, diz o jornal The Washington Post.

    De acordo com o veículo, a conversa ocorreu na véspera de Natal, quando o religioso convocou Brian Burch, embaixador dos EUA na Santa Sé, para obter detalhes dos planos dos Estados Unidos na Venezuela.

    Embora confirme negociações no período natalino, o Vaticano afirmou ao jornal que é “decepcionante que partes de uma conversa confidencial tenham sido divulgadas sem refletir com precisão o conteúdo”. O Departamento de Estado americano não comentou, assim como o porta-voz do Kremlin.

    O Washington Post atribui a informação a documentos governamentais e entrevistas com quase 20 pessoas, que teriam pedido anonimato para discutir assuntos sensíveis.

    Durante a conversa com Burch na Cidade do Vaticano, Parolin teria perguntado se os EUA realmente buscavam uma mudança de regime e insistido em uma saída pacífica -admitindo, porém, que Maduro precisava sair do poder.

    Ele teria dito, então, que a Rússia estava pronta para receber o ditador e pedido paciência aos americanos para evitar instabilidade e derramamento de sangue no país da América Latina. O cardeal, que já atuou como embaixador do Vaticano em Caracas, tem um interesse especial na Venezuela.

    O documento sobre a reunião, diz o Washington Post, afirma que Parolin citou o que descreveu como um rumor: a Venezuela havia se tornado uma “peça fundamental” nas negociações entre Moscou e Kiev e a Rússia “abriria mão da Venezuela se estivesse satisfeita com a situação na Ucrânia”.

    O cardeal se referia à mudança na correlação de forças no mundo após o início da Guerra da Ucrânia, em fevereiro de 2022. Segundo analistas consultados pelo jornal, a Rússia, ocupada com o conflito no país vizinho, diminuiu seu apoio à Venezuela nos últimos anos, e a suposta oferta de asilo a Maduro teria sido uma forma garantir um acordo favorável sobre a Ucrânia.

    Parolin teria dito ainda que Maduro parecia estar disposto a renunciar após as eleições de 2024, nas quais foi declarado vencedor sem apresentar as provas exigidas pela lei venezuelana. Na época, ele teria sido convencido a permanecer no poder por seu ministro do Interior, Diosdado Cabello, face da repressão do regime.

    O cardeal disse estar “muito, muito, muito perplexo com a falta de clareza dos planos finais dos EUA na Venezuela”, segundo os documentos, e pediu que Washington desse um prazo para a saída de Maduro e garantias à sua família.

    Dias depois, porém, os EUA bombardearam cidades venezuelanas, incluindo Caracas, e capturaram o líder e sua esposa, Cilia Flores. Ambos estão agora em Nova York para serem julgados pela justiça americana por acusações de narcoterrorismo.

    De acordo com o jornal, Maduro pode ter recusado o asilo devido às restrições financeiras na Rússia. Acredita-se que o ditador tenha dinheiro em paraísos fiscais provenientes do comércio de ouro venezuelano, e ele não teria acesso a essas reservas na Rússia.

    Segundo na hierarquia do papa, Parolin liderou nas casas de apostas para ser o novo líder da Igreja Católica após a morte de Francisco, no ano passado. Ele era descrito como forte candidato por sua experiência diplomática e por não se comprometer ser aberto a continuar o caminho de reformas iniciado pelo argentino.

    Vaticano negociou asilo de Maduro na Rússia antes de operação dos EUA, diz jornal

  • Seis pessoas morrem em série de tiroteios nos EUA; suspeito foi preso

    Seis pessoas morrem em série de tiroteios nos EUA; suspeito foi preso

    Seis foram mortos em tiroteios relacionados no leste do estado. O xerife do condado de Clay, Eddie Scott, afirmou em uma publicação no Facebook que “várias vidas inocentes” foram perdidas “devido à violência” na cidade de West Point, perto da fronteira com o Alabama.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Uma pessoa foi presa na madrugada deste sábado (10) após seis pessoas terem sido mortas em tiroteios no Mississippi, nos EUA.

    Seis foram mortos em tiroteios relacionados no leste do estado. O xerife do condado de Clay, Eddie Scott, afirmou em uma publicação no Facebook que “várias vidas inocentes” foram perdidas “devido à violência” na cidade de West Point, perto da fronteira com o Alabama.

    Os ataques ocorreram em três locais diferentes do Mississippi. A informação foi confirmada pelo xerife em entrevista à ABC News.
    Um suspeito foi detido. “O indivíduo está sob custódia e não representa mais uma ameaça para nossa comunidade”, afirmou o policial ainda nas redes sociais.

    Ainda não se sabe as circunstâncias e motivação dos crimes. As autoridades policiais disseram que ainda estavam investigando o caso e que divulgariam novas informações assim que possível.

    Seis pessoas morrem em série de tiroteios nos EUA; suspeito foi preso

  • 'Não acho que será necessário', diz Trump sobre suposta captura de Putin

    'Não acho que será necessário', diz Trump sobre suposta captura de Putin

    “Não acho que será necessário”, falou. A declaração foi dada após ser questionado por um repórter, durante uma reunião com executivos do setor de petróleo, se pensava que algum dia ordenaria uma missão para captura do líder russo.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Donald Trump afirmou nesta sexta-feira (10) que não vê necessidade de ordenar uma operação para capturar o presidente da Rússia, Vladimir Putin, assim como fez com o ditador venezuelano Nicolás Maduro.

    “Não acho que será necessário”, falou. A declaração foi dada após ser questionado por um repórter, durante uma reunião com executivos do setor de petróleo, se pensava que algum dia ordenaria uma missão para captura do líder russo.

    O republicano disse que tem um “ótimo relacionamento” com Putin, mas assumiu estar decepcionado. Segundo ele, o desapontamento está relacionado com a falta de resolução da Guerra na Ucrânia, que dura há quase quatro anos.

    “Estou muito decepcionado, resolvi oito guerras. Achei que esta [o conflito na Ucrânia] estaria ali no meio ou talvez uma das mais fáceis”, disse Trump.

    O presidente americano destacou a situação da economia russa, além das milhares de mortes. “E não sei se você sabe, Peter, mas no último mês eles perderam 31 mil pessoas, muitas delas soldados russos. E a economia russa está em má situação. Acho que vamos acabar resolvendo isso”, respondeu ao jornalista.

    Trump afirmou que Putin tem medo dos EUA. “Gostaria que tivéssemos resolvido isso mais rápido. A Europa tem feito muito pela Ucrânia, mas não tem sido o suficiente e obviamente eu diria que o presidente Putin não tem medo da Europa, ele tem medo dos EUA, liderados por mim.”

    NEGOCIAÇÕES DE PAZ

    As negociações de paz foram retomadas nesta semana. As delegações dos EUA e da Ucrânia estiveram em Paris para rodadas de conversações entre os aliados de Kiev sobre as garantias de segurança para a Ucrânia no caso de um cessar-fogo com a Rússia, que tem sido fria no processo.

    Os negociadores teriam revisado questões espinhosas do acordo. “Esperamos, em particular, que as questões mais difíceis da estrutura básica para acabar com a guerra sejam discutidas — ou seja, questões relacionadas à Usina Nuclear de Zaporizhzhia e aos territórios”, escreveu Zelensky no X.

    'Não acho que será necessário', diz Trump sobre suposta captura de Putin

  • Após 40 anos no oceano, maior iceberg do mundo vai a colapsar, diz Nasa

    Após 40 anos no oceano, maior iceberg do mundo vai a colapsar, diz Nasa

    Imagens divulgadas pela Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos, nesta quinta-feira (8) mostram que o imenso bloco de gelo, que já foi considerado o maior do planeta, está prestes a se desintegrar completamente, enquanto deriva no Atlântico entre a ponta oriental da América do Sul e a ilha Geórgia do Sul.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O iceberg A23a, um dos maiores e mais longevos já rastreados por cientistas, está derretendo -e mudando de cor. Quatro décadas depois de se soltar da Plataforma de Gelo Filchner, na Antártida, ele está se enchendo de degelo e ficando azul.

    Imagens divulgadas pela Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos, nesta quinta-feira (8) mostram que o imenso bloco de gelo, que já foi considerado o maior do planeta, está prestes a se desintegrar completamente, enquanto deriva no Atlântico entre a ponta oriental da América do Sul e a ilha Geórgia do Sul.

    A foto foi capturada no último dia 26 de dezembro por um satélite e mostra extensas piscinas de água de degelo azul em sua superfície. Embora muito menor do que já foi, o A23a ainda está entre os maiores icebergs do oceano.

    Em 1986, quando foi formado, o iceberg tinha cerca de 4.000 km², mais do que o dobro do tamanho da cidade de São Paulo (1.521 km²). Agora, após ter quebrado e perdido partes consideráveis, estimativas do Centro Nacional de Gelo dos EUA indicam sua área seja de 1.182 km².

    Um astronauta a bordo da Estação Espacial Internacional também registrou uma fotografia mostrando uma visão mais próxima, evidenciando uma extensa piscina de degelo.

    Segundo um comunicado da Nasa, os padrões lineares de azul e branco ao longo do iceberg provavelmente são “estrias” que se formaram centenas de anos atrás, quando ele fazia parte de uma geleira que se arrastava sobre o leito rochoso antártico.

    Além disso, as imagens de satélite também sugerem que pode ter havido um vazamento -fazendo com que a água doce do iceberg se misture com a água salgada do oceano e deixando aparente a área branca à esquerda do bloco.

    Esses sinais indicam, ainda de acordo com a agência, que o A23a pode estar a apenas dias ou semanas de se desintegrar completamente.

    O A-23A teve uma jornada longa e sinuosa, cuja observação melhorou a compreensão dos cientistas sobre os “megaicebergs”.

    Ele passou mais de 30 anos encalhado nas águas rasas do mar de Weddell, no oceano Antártico, até se soltar, em 2020. Então, passou vários meses em um vórtice oceânico giratório chamado coluna de Taylor.

    Eventualmente, se soltou e seguiu para o norte, quase colidindo com a ilha Geórgia do Sul e alojando-se em águas rasas por vários meses. Dali, partiu para o oceano aberto, onde vinha se fragmentado rapidamente ao longo de 2025.

    Após 40 anos no oceano, maior iceberg do mundo vai a colapsar, diz Nasa

  • Vídeo mostra momento em que agentes do ICE matam mulher nos EUA

    Vídeo mostra momento em que agentes do ICE matam mulher nos EUA

    O vídeo que o agente do ICE gravava enquanto disparou contra uma mulher em Minneapolis, no Minnesota, foi divulgado. Nele, é possível ouvir a vítima, Renee Nicole Good, dizendo: “Não estou zangada com você”. O agente dispara pouco depois enquanto faz insultos.

    O vídeo que estava sendo gravado por Jonathan Ross, o agente do ICE que disparou mortalmente contra uma mulher em Minneapolis, no estado de Minnesota, foi divulgado nesta sexta-feira — e pode ser visto abaixo.

    A mulher morta foi identificada como Renee Nicole Good, de 37 anos, uma cidadã americana e mãe de três filhos. Ela foi baleada na manhã de 7 de janeiro de 2026, durante uma grande operação de fiscalização migratória conduzida pelo ICE e pelo Departamento de Segurança Interna dos EUA em Minneapolis.

    Nas imagens, é possível ver Renee falando calmamente para a câmera: “Está tudo bem. Não estou brava com você.” O vídeo mostra também quem está filmando captando a placa do carro e uma outra pessoa dizendo que ela continuará no veículo: “Será a mesma quando você vier falar com a gente mais tarde”.

    Em seguida, ouve-se uma voz gritando “sai do carro” — um comando que já podia ser ouvido nos primeiros vídeos divulgados, mas agora é possível ver com mais clareza a posição do agente que fez os disparos.

    Renee tenta tirar o carro do local, virando o veículo e deixando a companheira para trás, momento em que o agente dispara três tiros contra ela sem hesitar. Também pode ser ouvido um insulto logo após os tiros.

    A mulher foi atingida dentro do carro e morreu pouco depois no hospital. A divulgação do vídeo intensificou protestos e críticas à abordagem dos agentes federais, que haviam dito oficialmente que o disparo ocorreu em legítima defesa, alegando que a motorista teria tentado atropelar os agentes. No entanto, imagens captadas por testemunhas e pelos próprios agentes colocam essa versão em dúvida.

    Este incidente ocorre em meio a uma operação de grande escala em Minneapolis e Saint Paul e tem gerado forte reação pública, com líderes locais e manifestantes pedindo responsabilização dos agentes envolvidos e maior transparência nas apurações.

    Vídeo mostra momento em que agentes do ICE matam mulher nos EUA

  • Conselho de Segurança da ONU se reúne a pedido da Ucrânia (após ataques)

    Conselho de Segurança da ONU se reúne a pedido da Ucrânia (após ataques)

    O Conselho de Segurança da ONU vai reunir-se na segunda-feira a pedido da Ucrânia, após novos ataques russos e a utilização por Moscou do míssil de última geração Orechnik.

    A informação consta na agenda do Conselho, que foi alterada e publicada na noite de sexta-feira.

    “A Rússia atingiu um novo e terrível patamar de crimes de guerra e crimes contra a humanidade em ataques contra civis e infraestruturas civis na Ucrânia”, denunciou o embaixador da Ucrânia na ONU, Andrii Melnyk, em uma carta na qual solicita a realização da reunião e à qual a agência France-Presse (AFP) teve acesso.

    Novos ataques russos na noite de quinta para sexta-feira deixaram metade dos edifícios residenciais de Kiev sem aquecimento, levando o prefeito da capital ucraniana a pedir que a população deixasse a cidade temporariamente.

    Nesses bombardeios, foi utilizado, pela segunda vez desde o início da guerra, em fevereiro de 2022, o míssil balístico russo Orechnik.

    “Hoje, a Federação Russa reivindicou oficialmente o uso do míssil balístico de médio alcance chamado ‘Orechnik’ na região de Lviv. Esse ataque representa uma ameaça grave e sem precedentes à segurança do continente europeu, minando a estabilidade regional e apresentando sérios riscos à paz e à segurança internacional”, destacou o embaixador ucraniano na carta.

    O pedido da Ucrânia foi apoiado por seis membros do Conselho — França, Reino Unido, Letônia, Dinamarca, Grécia e Libéria —, segundo fontes diplomáticas ouvidas pela AFP.

    Conselho de Segurança da ONU se reúne a pedido da Ucrânia (após ataques)

  • Trump avisa: "Vamos fazer algo sobre a Gronelândia, quer gostem quer não"

    Trump avisa: "Vamos fazer algo sobre a Gronelândia, quer gostem quer não"

    O presidente dos EUA, Donald Trump, reiterou esta sexta-feira o seu desejo de assumir o controle da Gronelândia, território autônomo da Dinamarca, afirmando que tomará medidas “quer gostem quer não”.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que sua administração tomará medidas em relação à Groenlândia “queiram eles ou não”, reiterando seu desejo de assumir o controle do território autônomo da Dinamarca.

    “Eu gostaria de fazer um acordo, sabe, da forma fácil. Mas, se não fizermos da forma fácil, faremos da forma difícil”, disse Trump a jornalistas na Casa Branca, segundo a CNBC.

    A agência de notícias Reuters informou, na quinta-feira, que a administração Trump estaria disposta a oferecer até 100 mil dólares (cerca de 86 mil euros) aos habitantes da Groenlândia para anexar a ilha.

    Questionado sobre o valor desses pagamentos, o presidente dos Estados Unidos respondeu: “Ainda não estamos falando de dinheiro para a Groenlândia. Talvez eu fale sobre isso, mas agora vamos fazer algo em relação à Groenlândia, queiram eles ou não”.

    “Porque, se não fizermos isso, a Rússia ou a China vão tomar a Groenlândia, e não queremos a Rússia ou a China como vizinhas”, argumentou.

    As declarações surgem no mesmo dia em que o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, conversou com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, sobre o reforço da segurança no Ártico.

    Rutte discutiu com Rubio “a importância do Ártico para a segurança comum e como a OTAN está trabalhando para desenvolver suas capacidades” na região, segundo um porta-voz da aliança citado pela agência France-Presse (AFP).

    O líder norte-americano tem preocupado aliados ao se recusar a descartar o uso da força militar para tomar esse território autônomo da Dinamarca, país membro da OTAN.

    Trump afirma que o controle da ilha, rica em recursos naturais, é crucial para a segurança nacional dos Estados Unidos, diante da crescente ameaça representada pela Rússia e pela China no Ártico.

    A OTAN tem trabalhado para reduzir o interesse de Washington na Groenlândia, destacando as medidas adotadas para reforçar a segurança na região.

    A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, alertou que um ataque militar norte-americano para tomar a Groenlândia poderia significar o fim da aliança militar ocidental, com 76 anos de existência.

    No entanto, o comandante das forças da OTAN na Europa, o general norte-americano Alexus Grynkewich, garantiu nesta sexta-feira que a aliança está longe de viver uma crise.

    “Até agora, isso não teve impacto no meu trabalho em nível militar, então eu diria simplesmente que estamos prontos para defender cada centímetro da Aliança, hoje como sempre”, afirmou o líder de operações da organização, ao comentar as declarações de Trump.

    A Casa Branca, embora não tenha descartado a opção militar, indicou que Trump estaria considerando ativamente a compra da vasta ilha ártica, sem especificar que forma essa transação poderia assumir.

    Além disso, Donald Trump reconheceu, em entrevista concedida na quinta-feira ao jornal The New York Times, que talvez tenha de escolher entre preservar a integridade da OTAN e controlar o território dinamarquês.

    Questionado sobre essas declarações em Vantaa, cidade ao norte de Helsinque, o Comandante Supremo Aliado se recusou a comentar o “aspecto político” da questão da Groenlândia.

    “Estamos tentando impedir qualquer ação contra o território da Aliança. Acho que estamos conseguindo. Vemos isso todos os dias”, destacou.

    A Dinamarca já recebeu manifestações de apoio da Itália, França, Alemanha, Polônia, Espanha e Reino Unido para enfrentar as exigências de Trump.

    Trump avisa: "Vamos fazer algo sobre a Gronelândia, quer gostem quer não"

  • Como o aborto pode definir o futuro da saúde nos Estados Unidos

    Como o aborto pode definir o futuro da saúde nos Estados Unidos

    O presidente Donald Trump criou mal-estar entre sua própria base ao sugerir que os deputados flexibilizem seus discursos sobre restrição ao aborto

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira (9) a renovação dos subsídios do ACA (Affordable Care Act), conhecido como Obamacare. O programa de redução de custos de saúde, entre outras medidas, direciona impostos para cobrir parte dos custos dos planos de saúde de famílias de baixa e média renda.

    Esses subsídios expiraram em dezembro de 2025, elevando o custo de saúde para a população e gerando um problema político para o Partido Republicano, que historicamente se opõe ao ACA desde que foi criado pelo então presidente Barack Obama em 2010.

    Na quinta, 17 deputados republicanos se uniram aos democratas para aprovar o projeto de lei que restaura os subsídios. Agora, a proposta segue para o Senado, onde um tema promete dificultar as negociações: o aborto.

    Desde 1976, a chamada Emenda Hyde impede que impostos sejam usados para financiar abortos que não sejam em casos de gravidez resultante de estupro ou por risco de vida da gestante. Na terça-feira (6) o presidente Donald Trump criou mal-estar entre sua própria base ao sugerir que os deputados flexibilizem seus discursos sobre essa restrição.

    É que o Partido Republicano tem sua própria proposta para o programa de saúde. O projeto aprovado na Câmara, que estende os subsídios do Obamacare por três anos, é considerado impossível de aprovação no Senado, onde o partido do presidente é maioria.

    Apesar disso, a votação dos deputados -especialmente com a adesão de parte dos republicanos- pode pressionar os senadores. O esperado é que se chegue a um acordo para mudar o formato dos subsídios, com, por exemplo, pagamentos diretos às famílias.

    Atualmente, planos de saúde que cobrem abortos nos estados onde o procedimento é legal têm que separar o procedimento, garantindo que os subsídios federais não serão utilizados para custeá-lo. Mas a base republicana e grupos da sociedade civil como a National Right to Life querem criar novas restrições, excluindo planos que tenham cobertura para o procedimento de receber qualquer ajuda federal.

    Essa proposta, é claro, é extremamente impopular entre os democratas, que têm proposto o fim da Emenda Hyde nas negociações. A proposta aprovada na Câmara não fala sobre aborto explicitamente. Esse foi um dos pontos que levaram à pressão de grupos antiaborto para que ela não fosse votada em dezembro. A falta de acordo levou à expiração dos subsídios.

    Em seu discurso no Kennedy Center, em Washington, para deputados republicanos, o presidente disse que eles têm que ser “um pouco flexíveis” no assunto, para conseguir chegar a um acordo para aprovar a versão da gestão Trump do programa de saúde, uma prioridade do governo para coibir a alta no custo de vida.

    Mas a declaração do presidente foi mal recebida por seus aliados. “Acho que está claro que nós não somos flexíveis com isso”, disse ao site “The Hill” o senador Kevin Cramer, um republicano de North Dakota.

    A presidente da organização antiaborto Susan B. Anthony, Marjorie Dannenfelser, afirmou em nota que se o Partido Republicano abandonar “um compromisso de décadas”, ele azedará a relação com os eleitores e “com certeza perderá em novembro”.

    No final de 2026, acontecem as eleições legislativas conhecidas como “midterms”, que marcam a metade do mandato presidencial. Elas servem como um termômetro da popularidade do governo e podem mudar as correlações de forças entre democratas e republicanos no Congresso. Atualmente o partido de Trump controla as duas Casas, mas com margem menor na Câmara.

    O cálculo político dos republicanos terá que ser entender qual questão afetará mais o eleitorado: a flexibilização das posições em relação ao aborto ou o aumento dos custos de saúde. Trump tem dado sinais de que o segundo tema, econômico, é sua prioridade.

    O presidente americano já mudou algumas vezes sua posição pública sobre o aborto. Embora tenha feito alguns acenos a grupos que defendem a criminalização completa do procedimento, perdoando ativistas presos por protestos violentos em frente a clínicas, por exemplo, Trump tem se mantido distante desse tema em seu segundo mandato.

    Como o aborto pode definir o futuro da saúde nos Estados Unidos