Categoria: MUNDO

  • Europa esquenta mais rápido do que outros continentes; saiba o motivo

    Europa esquenta mais rápido do que outros continentes; saiba o motivo

    O continente esquenta aproximadamente 0,56°C por década nos últimos 30 anos

    A Europa enfrentou em 2025 ondas de calor recorde, incêndios florestais que queimaram a maior área já registrada no continente, redução das geleiras, incluindo a perda de 139 bilhões de toneladas de massa na Groenlândia e cobertura de neve 31% abaixo da média.

    O balanço produzido por cerca de 100 cientistas foi divulgado nesta quarta-feira, 29, no relatório Estado do Clima Europeu, pela Organização Meteorológica Mundial e o Centro Europeu de Previsões Meteorológicas a Médio Prazo.

    Impactos da mudança do clima são visíveis em todo o planeta, mas o que acontece na Europa é um alerta, já que é o continente que está esquentando mais rápido.

    Desde a década de 1980, a Europa vem aquecendo mais de duas vezes mais rápido que a média global, conforme os dados do observatório climático Copernicus. O continente esquenta aproximadamente 0,56°C por década nos últimos 30 anos.

    Embora a temperatura média global continue aumentando, a taxa de aquecimento das diferentes regiões varia. O aquecimento mais rápido acontece nas altas latitudes do norte, principalmente no Ártico, na Europa Central e do Leste e no Oriente Médio, segundo a Organização Meteorológica Mundial. Áreas terrestres aquecem mais rápido que os oceanos.

    A razão para esse aquecimento diferenciado na Terra é essencialmente física, e tem relação com as leis da termodinâmica, segundo explicou ao Estadão o professor da USP Paulo Artaxo, membro do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU.

    Ele é influenciado pelas diferentes capacidades térmicas dos materiais (a água precisa de muito mais energia para aquecer do que a superfície terrestre, por exemplo) e pelos processos de convecção (transporte de calor) na atmosfera e nos oceanos.

    Quatro fatores que explicam o aquecimento mais rápido da Europa, segundo relatório

    – Proximidade com o Ártico: parte da Europa, como a Noruega, se estende até a região polar no extremo norte da Terra, que tem a maior taxa de aquecimento por conta de mudanças atmosféricas e redução da neve (leia abaixo).

    – Mudanças nos padrões meteorológicos: Alterações na circulação atmosférica têm favorecido ondas de calor mais frequentes e intensas.

    – Diminuição da cobertura de neve: reduz a quantidade de radiação solar refletida de volta para o espaço, levando a um aquecimento mais rápido.

    – Menos poluição do ar: nos últimos 40 anos, houve aumento no controle e queda das emissões de aerossóis, que pioram a qualidade do ar e prejudicam a saúde, mas resfriam o planeta ao reduzir a quantidade de radiação solar que atinge a superfície.

    O aquecimento mais rápido na Europa não significa que os outros continentes devem se preocupar menos ou podem levar mais tempo para agir. Globalmente, a temperatura média já aumentou 1,4ºC em relação aos níveis pré-industriais, da segunda metade do século 19, o que tem gerado efeitos severos em todo o planeta.

    Embora a taxa de aquecimento tenha relação com a incidência dos eventos climáticos extremos, os impactos nos diferentes países e regiões também estão ligados ao nível de adaptação climática local, e países europeus têm em geral maior capacidade financeira e tecnológica para investir nessas medidas.

    “A Holanda está há mais de 50 anos aumentando a altura dos seus diques para lidar com o aumento do nível do mar, em Veneza, estão fazendo projetos de bilhões de dólares (com esse mesmo fim). Isso mal começou a ser discutido no Brasil, que está extremamente atrasado na implementação de estratégias de adaptação ao novo clima”, compara o professor da USP Paulo Artaxo. “Todos sentirão impactos, mas de maneira diferenciada”.

    Europa esquenta mais rápido do que outros continentes; saiba o motivo

  • Ônibus escolar cai no rio Sena após motorista 'perder o controle'

    Ônibus escolar cai no rio Sena após motorista 'perder o controle'

    Dentro do veículo seguia a condutora em treinamento, um professor e dois passageiros

    Um ônibus caiu, na manhã desta quinta-feira (30), ao rio Sena, na localidade de Juvisy, em Essonne, na França. Segundo o Le Parisien, o veículo estava sendo conduzido por uma motorista em treinamento e um erro em uma manobra ditaria o final aparatoso.  

    A bordo encontravam-se ainda outras três pessoas: o seu professor e dois passageiros.

    Antes de cair ao rio, a motorista bateu em outro veículo, sem ocupantes, que estava estacionado. Este também acabou caindo no rio.

    “De acordo com as primeiras informações, um ônibus saiu da sua trajetória, arrastando um carro na região do cais Timbaud, em Juvisy-sur-Orge, e acabou caindo na água”, esclareceu a Prefeitura de Essonne em comunicado.

    “Chocada” com este acidente, afirmou a presidente da Câmara de Juvisy, Lamia Bensarsa Reda.

    “É a primeira vez que vejo isto. Acho que passei pelo pior dia da minha vida. Felizmente, não houve vítimas graças à rápida reação das forças de segurança e das equipes de socorro”, acrescentou.

    Segundo a France 3, tratava-se de um ônibus escolar.

    Do acidente não resultaram feridos graves e todos os ocupantes do ônibus foram retirados em segurança.

    Decorrem ainda as operações para retirar o ônibus da água, sendo que as autoridades já afirmaram que vão investigar a origem do acidente.

    Ônibus escolar cai no rio Sena após motorista 'perder o controle'

  • Mamdani tenta "encorajar" Charles III a devolver diamante à Índia

    Mamdani tenta "encorajar" Charles III a devolver diamante à Índia

    O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, quis encorajar o Rei Charles III a devolver o diamante Koh-i-Noo, de 105,6 quilates. Há vários países que o reclamam, mas a joia, que está numa coroa usada pela Rainha-Mãe, está fechada na Torre de Londres

    O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, foi também um dos responsáveis por dar as boas-vindas ao Rei Charles III durante a sua visita aos Estados Unidos – mas deixou claro que encoraja que o monarca devolva uma das joias da coroa à Índia (um pedido que tem vindo a ser feito pelo país, de onde os pais do político nasceram). O pedido é sobre o diamante Koh-i-Noor, de 105,6 quilates.

    “Se eu pudesse falar com o rei separadamente, provavelmente iria encorajá-lo a devolver o diamante Koh-i-Noor”, disse Mamdani, citado pela Reuters, durante uma conferência de imprensa horas antes de o Rei Charles III visitar o Memorial do 11 de Setembro.

    Na cerimônia, Zohran Mamdani e o Rei Charles III estiveram juntos, sorridentes e falaram – mas não se sabe se sobre a possível devolução deste diamante. A Reuters contactou o Palácio de Buckingham sobre o assunto, questionado se o prefeito e o rei falaram sobre a joia, mas foi recusado um comentário acerca do assunto.

    Mas que diamante é este?

    Segundo a Reuters, o então governador-geral colonial britânico da Índia providenciou que o enorme diamante fosse apresentado à Rainha Vitória em 1850, depois que a Companhia das Índias Orientais anexar a região de Punjab em 1849 e ficar com o diamante de um líder indiano deposto.

    A Índia tornou-se independente do Império Britânico em 1947, e o tema da colonização é pouco falado. A devolução deste diamante é já tema há algum tempo e a joia é, segundo o país de origem, “uma valiosa obra de arte com profundas raízes na nação”.

    Notícias ao Minuto© Tim Graham Picture Library/Getty Images  

    Segundo a Reuters, muitos indianos consideram que a posse do diamante por parte dos britânicos é um símbolo das atrocidades coloniais cometidas durante o domínio britânico. Ainda de acordo com a organização Historic Royal Palaces, o diamante já pertenceu a imperadores da Índia, xás do Irã, líderes no Afeganistão e a marajás.

    O diamante está no Torre de Londres, tendo sido colocado em uma das coroas pertencentes à família real. Foi usada pela mãe da Rainha Elizabeth quando foi coroada juntamente com o Rei George VI, em 1937, e também quando a filha, Elizabeth II, foi coroada, em 1953.

    Quando morreu, em 2002, a coroa com o diamante seguiu juntamente com o caixão.

    Mamdani tenta "encorajar" Charles III a devolver diamante à Índia

  • Zelensky anuncia sanções a "frota fantasma" russa

    Zelensky anuncia sanções a "frota fantasma" russa

    Sanções de Zelensky têm como alvo os envolvidos na deportação de crianças. Ucrânia acusa a Rússia de boicotar os acordos em matéria de defesa entre a Ucrânia e países do Médio Oriente

    O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou novas sanções a 23 navios pertencentes à chamada “frota fantasma” russa e a pessoas envolvidas no sequestro de crianças ucranianas de territórios controlados pela Rússia durante a guerra.

    Zelensky explicou que a primeira rodada de sanções visa os envolvidos na “deportação” de crianças ucranianas dos territórios “temporariamente ocupados” no leste e sudeste do país, privando-as da sua identidade e laços familiares.

    “Entre os sancionados estão funcionários do sistema estatal russo, colaboradores no território temporariamente ocupado e propagandistas”, destacou o Presidente ucraniano numa mensagem nas redes sociais.

    Outro pacote de sanções tem como alvo 23 navios cargueiros com os quais Moscou tem tentado contornar as sanções internacionais ao seu petróleo. Estas restrições foram-lhes impostas, indicou, juntamente com os aliados da Ucrânia.

    Zelensky alertou também de que o Governo russo pretende boicotar os acordos em matéria de defesa que Kiev conseguiu firmar com países do Oriente Médio e do Golfo Pérsico, em especial os relacionados com o desenvolvimento do seu programa de drones.

    Segundo o chefe de Estado ucraniano, o Kremlin (presidência russa) identificou “a capacidade da Ucrânia para obter mais investimentos como um dos seus principais desafios” e, por isso, definiu como uma das suas “prioridades em matéria de política externa” tentar impedir e interromper esse tipo de parcerias.

    O Presidente referiu ainda a crescente pressão dos “contingentes russos” nos países africanos, em uma clara alusão ao apoio que o grupo paramilitar russo Afrika Korps prestou às Forças Armadas do Mali para travar uma tentativa de golpe de Estado há alguns dias.

    “A expansão dessa atividade militar russa pode inevitavelmente levar à modernização e ao fortalecimento das organizações terroristas, ao crime transfronteiriço e à instabilidade em regiões migratórias de importância fundamental no mundo”, disse Zelensky, instando os parceiros “a combaterem conjuntamente” estas dinâmicas.

    A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e “desnazificar” o país vizinho, independente desde 1991 – após o desmoronamento da União Soviética – e que tem vindo a afastar-se da esfera de influência de Moscou e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.

    A guerra na Ucrânia já provocou dezenas de milhares de mortos de ambos os lados, e os últimos meses foram marcados por ataques aéreos em grande escala da Rússia a cidades e infraestruturas ucranianas, ao passo que as forças de Kiev têm visado alvos militares em território russo e na península da Crimeia, ilegalmente anexada por Moscou em 2014.

    No plano diplomático, a Rússia rejeitou até agora qualquer cessar-fogo prolongado e exige, para pôr fim ao conflito, que a Ucrânia lhe ceda quatro regiões — Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia – além da península da Crimeia, e renuncie para sempre a aderir à OTAN.

    Estas condições para solucionar o conflito — constantes do plano de paz apresentado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump – são consideradas inaceitáveis pela Ucrânia, que exige um cessar-fogo antes de entabular negociações de paz com Moscou e que os aliados europeus lhe forneçam sólidas garantias de que não voltará a ser alvo de ataque.

    Zelensky anuncia sanções a "frota fantasma" russa

  • Guerra no Irã já custou US$ 25 bilhões aos EUA, diz secretário de Defesa

    Guerra no Irã já custou US$ 25 bilhões aos EUA, diz secretário de Defesa

    Pete Hegseth responde questionamento de parlamentares pela primeira vez desde o início dos ataques no Oriente Médio. Na quinta-feira, conflito completa dois meses e passa a ser considerado ilegal por falta de aprovação no Congresso

    WASHINGTON, EUA (CBS NEWS) – Pela primeira vez desde o início da guerra no Irã, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, depôs no Congresso na manhã desta quarta-feira (29).

    Durante a audiência, o governo americano afirmou que o custo dos bombadeios no Oriente Médio somam até agora US$ 25 bilhões, cerca de R$ 125 bilhões. O valor do ataque que já dura dois meses representa cerca de 2,7% do orçamento total do departamento, que teve US$ 901 bihões (R$ 4,5 trilhões) autorizados para 2026.

    Em termos comparativos, os EUA gastaram, até dezembro de 2025, US$ 188 bilhões com ajuda a Kiev na Guerra da Ucrânia. Além disso, foram US$ 3,12 trilhões em dez anos na Guerra do Iraque e US$ 2,8 trilhões em dez anos da guerra no Afeganistão (valores corrigidos pela inflação).

    Em meio a bate-boca com parlamentares, que pressionam sobre custo dos conflitos e reais motivos da guerra, o secretário esteve ali para defender o orçamento para 2027, previsto em US$ 1,5 trilhão pela Casa Branca, 40% maior que o deste ano. O montante precisa ser autorizado pelo Congresso.

    Apesar de o tema central ser o orçamento, a guerra de EUA e Israel contra o Irã tomou conta do debate. O conflito completa 60 dias na quinta-feira (30). O secretário não respondeu quanto tempo ainda deve durar.

    Ele repetiu, porém, os EUA são os vencedores. No início dos ataques, o presidente dos EUA, Donald Trump, previu que a guerra levaria quatro ou cinco semanas.

    A partir da quinta-feira, o governo americano enfrenta um novo desafio, uma vez que a Constituição prevê que 60 dias é o tempo limite para que o presidente comece a retirar as tropas ou busque autorização do Congresso para manter um conflito.

    Além da duração da guerra, Hegseth deixou diversos questionamentos em aberto, como o do custo para o bolso dos americanos ou quanto o departamento está disposto a gastar com os ataques. Ele revidou perguntando aos parlamentares: “Quanto vocês estariam dispostos a pagar para garantir que o Irã não tenha uma arma nuclear?”.

    O secretário foi também indagado se aconselhou o presidente Trump a dar início nos ataques, mas se recusou a responder. Hegseth ainda se esquivou sobre questionamentos relacionados ao ataque na escola de meninas, no início do conflito, que deixou ao menos 150 vítimas em Minab, no sul do Irã.

    Apesar de investigações preliminares do Pentágono indicarem que a explosão foi causada pelos EUA, o secretário defende que o episódio está sob análise.

    O caso foi levantado por alguns dos parlamentares, entre eles o deputado democrata Adam Smith, que afirma que, para ele, não há “qualquer dúvida do que aconteceu: cometemos um erro e isso acontece em guerra”.

    “Mesmo assim, dois meses depois disso ter acontecido, nós nos recusamos a falar disso dando a impressão ao resto do mundo de que nós não nos importamos, e deveríamos nos importar”, afirmou Smith.

    Em outro momento de tensão da audiência, o deputado democrata John Garamendi insistiu que o governo americano não explicou o motivo da guerra e criticou que as justificativas foram constantemente mudadas. “Vocês têm mentido para o povo americano desde o primeiro dia”, afirmou o político, que acusou o secretário de “incompetência”.

    Já o democrata Salud Carbajal apostou na ironia para criticar Hegseth. O deputado afirmou ter uma semelhança com o secretário: ambos são fãs do filme “Pulp Fiction” (1994), do diretor Quentin Tarantino. “Mas eu sei que o filme não é uma cópia fiel da Bíblia. Você sabe do que eu estou falando”, alfinetou.

    Em 15 de abril, durante uma oração no Pentágono, Hegseth recitou uma adaptação de um falso trecho bíblico que aparece no filme. Na ocasião, ele afirmou que recebeu o trecho de um oficial responsável pelo planejamento de uma missão que resgatou um militar americano no Irã.

    Hegseth é cristão e incorpora símbolos religiosos em seus discursos. Durante o conflito com o Irã, ele comparou o resgate de um militar americano desaparecido, após ter seu caça abatido sobre o Irã no Domingo de Páscoa, à ressurreição de Jesus Cristo e também pediu que os americanos rezassem de joelhos pelas tropas em meio à guerra.

    Guerra no Irã já custou US$ 25 bilhões aos EUA, diz secretário de Defesa

  • Milei transforma em ato político sessão no Congresso com ministro investigado

    Milei transforma em ato político sessão no Congresso com ministro investigado

    Braço direito de presidente argentino, Manuel Adorni é acusado de enriquecimento ilícito após viagens de luxo. Ministro é o mais impopular do gabinete de Milei; ultraliberal resiste em demiti-lo em meio a queda de popularidade

    BUENOS AIRES, ARGENTINA (CBS NEWS) – O chefe de gabinete de Javier Milei, Manuel Adorni, falou ao Congresso da Argentina nesta quarta-feira (29) pela primeira vez desde que suas viagens de luxo em família e compras de imóveis se transformaram no maior escândalo do governo ultraliberal.

    A presença no Congresso deveria ser rotineira, já que a Constituição argentina determina que o chefe de gabinete apresente relatórios mensais ao Legislativo. Esta, no entanto, é a primeira vez que Adorni cumpre a exigência desde sua nomeação, em novembro do ano passado -o que transformou a sessão em uma espécie de interrogatório sobre as suspeitas de enriquecimento ilícito do ministro.

    A trilha sonora de um vídeo compartilhado pela equipe de Milei minutos antes da entrada de Adorni resume o clima no Congresso. Na gravação, o presidente argentino aparece em meio a aliados ao som de “Eye Of The Tiger”, do filme Rocky Balboa.

    Manter o ministro no cargo tem sido uma odisséia parecida com a do protagonista do clássico. Ao lado de Karina, irmã de Milei e secretária-geral da Presidência, Adorni se tornou o membro do gabinete mais rejeitado pelos argentinos -68% o avaliam negativamente, segundo uma pesquisa divulgada nesta semana pela Universidade de San Andrés.

    O político foi o que sofreu a maior queda no nível de aprovação em um mês, segundo o levantamento -foram nove pontos percentuais desde a publicação da última pesquisa, em março deste ano. Foi justamente o momento em que o caso teve início, quando veio à tona que sua esposa, Betina Angeletti, havia viajado com a comitiva oficial da Presidência a Nova York, mesmo sem nenhuma função oficial.

    “Eu queria que ela viesse comigo porque ela é minha companheira. É ela quem me ajuda aqui também”, justificou o ministro na ocasião. “Fui à Nova York a ‘deslomarme’”, continuou, para dizer que trabalhou muito -nesta quarta, ele foi recebido pela oposição aos gritos de “deslomado”, expressão que viralizou na internet, e aplausos do bloco governista.

    A viagem da esposa foi a ponta do novelo de uma série de revelações que indicam uma possível inconsistência patrimonial. Dias depois, a descoberta de uma viagem em um jato privado a Punta del Este, no Uruguai, durante o carnaval deste ano, aumentou a pressão sobre o ministro.

    Somou-se à investigação revelações como uma viagem com a família às ilhas caribenhas de Aruba, que pode ter ficado entre US$ 14 mil a US$ 15 mil, e a compra de dois imóveis em 2024 e 2025 -uma casa em nome de sua esposa em um condomínio a 80 km de Buenos Aires e um apartamento de US$ 230 mil no bairro de Caballito, na capital.

    Os gastos parecem incompatíveis com o atual salário do ministro e sua situação econômica em um passado recente. Em 2023, Adorni pagou um processo judicial de US$ 500 em 12 parcelas, revelou o Clarín, e atualmente ganha US$ 2.500 por mês.

    O caso não foi suficiente para Milei o afastar de suas funções, como ocorreu na semana passada com o agora ex-secretário de Coordenação de Infraestrutura do Ministério da Economia Carlos Frugoni, também envolvido em um caso de imóveis não declarados.

    Pelo contrário -o presidente estava em um balcão do plenário nesta quarta para assistir à exposição de mais de uma hora de Adorni e chegou a discutir com opositores que protestaram à medida que a fala se alongava. “Vocês são os assassinos. Suas ideias mataram 150 milhões de pessoas”, gritou o ultraliberal a deputados de esquerda.

    O discurso do ministro incluiu a conhecida cartilha do governo: elogios a responsabilidade fiscal, abertura econômica, cortes da máquina pública e controle da inflação interrompidos por palmas a cada poucos minutos, quando o político atacava governos anteriores ou apresentava números da gestão.

    Ao final, Adorni se antecipou às esperadas contestações sobre o seu patrimônio. “Não cometi nenhum delito e vou provar isso na Justiça”, disse.

    Sobre a viagem de sua esposa, negou qualquer irregularidade. “Pedi desculpas ao povo argentino, entendendo que minha conduta deve ser sempre transparente, e me coloquei à disposição do sistema judiciário diante de cada denúncia”, afirmou.

    Já as viagens foram pagas por seu próprio patrimônio, segundo ele. “O governo nacional não possui nenhum registro de custos associados às minhas viagens pessoais”, disse.

    “Ninguém está questionando se você pode gastar o dinheiro, o que estamos questionando é se ele foi ganho legitimamente ou não”, afirmou a deputada federal Mónica Frade, ao tomar a palavra após o discurso.

    Já o deputado Néstor Pitrola disse que a presença de todo o gabinete era uma prova de que o ministro era um “cadáver político”. “Desculpe, mas eu tinha que dizer isso, porque você não conseguiu explicar ao povo argentino o aumento vertiginoso da sua riqueza e da riqueza da sua esposa”, concluiu.

    Não se sabe por que Milei tem insistido em manter o aliado, que antes de ser chefe de gabinete foi um porta-voz agressivo da Presidência. Fato é que, apesar da vitória nas eleições de meio de mandato em outubro do ano passado e das recentes aprovações de reformas, o presidente não está em seu melhor momento diante dos eleitores.

    Em março, a inflação acelerou pelo décimo mês consecutivo, chegando a 3,4% -menor do que os 13% do momento em que Milei assumiu, mas distante das expectativas. A isso se somam as quedas nas atividades de construção civil e na produção industrial, resultando no recuo da popularidade do presidente.

    Questionado sobre por que mantinha Adorni no cargo ao sair do Congresso, Milei chamou os jornalistas presentes de “ladrões e corruptos”.

    Milei transforma em ato político sessão no Congresso com ministro investigado

  • Ataque terrorista a faca em Londres deixa 2 feridos em bairro judaico

    Ataque terrorista a faca em Londres deixa 2 feridos em bairro judaico

    Suspeito foi detido pela organização Shomrim, de patrulhamento comunitário, e entregue à polícia; em março, ambulâncias de outra ONG judaica do bairro foram incendiadas

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Um homem esfaqueou duas pessoas em Golders Green, um bairro com alta concentração de população judaica no noroeste de Londres, nesta quarta-feira (29). O incidente foi confirmado pelas autoridades britânicas e gerou cobranças por parte de líderes israelenses.

    A polícia inglesa classificou o ataque como terrorista. As duas vítimas, uma na casa dos 70 anos e outra na casa dos 30, estão em condição estável no hospital.

    Os policiais prenderam um homem de 45 anos após imobilizá-lo com um taser e estavam considerando “todos os possíveis motivos” como parte da investigação, disseram.

    O chefe da Polícia Metropolitana de Londres, Mark Rowley, disse em entrevista coletiva que o suspeito tem um histórico de violência grave e problemas de saúde mental. A identidade do homem não foi divulgada.

    Rowley afirmou que o ataque foi um “ato horrendo de violência” direcionado contra a comunidade judaica.

    O prefeito de Londres, Sadiq Khan, condenou o ataque e confirmou que a polícia prendeu o suspeito. “Houve um ataque terrível contra dois judeus londrinos em Golders Green. A polícia efetuou uma prisão e gostaria de agradecer a todos os serviços de emergência e voluntários heroicos… pela resposta rápida”, disse Khan em uma publicação no X.

    “A comunidade judaica de Londres tem sido alvo de uma série de ataques antissemitas chocantes. Não pode haver absolutamente nenhum espaço para o antissemitismo na sociedade”, acrescentou.

    De acordo com a organização, os dois feridos estão sendo atendidos pela Hatzola, uma ONG judaica de serviço médico voluntário. A mesma organização teve quatro ambulâncias incendiadas em março, também em Golders Green. Três homens foram presos pelo ataque à Hatzola.

    O primeiro-ministro, Keir Starmer, disse que o incidente é “profundamente preocupante”.

    “É profundamente preocupante para todos nesta Casa”, disse Starmer a parlamentares, afirmando que havia sido informado sobre o incidente antes da sessão em que participa no Parlamento de Westminster.

    “Agora há uma investigação policial, e acho que todos nós precisamos fazer tudo o que pudermos para apoiar essa investigação e ser absolutamente claros em nossa determinação de lidar com qualquer um desses crimes, os quais temos visto demais recentemente.”

    Starmer chamou uma reunião de emergência com membros do gabinete em resposta ao incidente.

    O presidente de Israel, Isaac Herzog, escreveu nas redes sociais que governos precisam agir imediatamente contra o antissemitismo. “Estou aqui em Londres no momento em que recebemos a terrível notícia de um ataque a facadas contra judeus em Golders Green”, escreveu.

    “Estou orando por todos os feridos, pelos corajosos serviços de emergência e pela comunidade judaica aqui em Londres. O aumento da violência antissemita na Grã-Bretanha e em todo o mundo é profundamente preocupante. O ódio pode começar com os judeus, mas nunca termina com os judeus. Líderes de todos os lugares devem tomar medidas imediatas nesta batalha crucial contra o ódio aos judeus.”

    No último mês, a polícia londrina prendeu mais de duas dúzias de pessoas por suspeita de participação em ataques a estabelecimentos ligados à comunidade judaica, incluindo o incêndio das ambulâncias e tentativas de incendiar sinagogas.

    A polícia afirmou estar investigando possíveis ligações iranianas com alguns dos incidentes, e o grupo pró-Irã Harakat Ashab al-Yamin al-Islamiyya reivindicou alguns dos ataques mais recentes nas redes sociais.

    Autoridades alertaram recentemente que o Irã tem buscado usar intermediários criminosos para realizar atividades hostis no Reino Unido.

    O alerta vem em um momento em que os ataques antissemitas têm aumentado na Grã-Bretanha, desde o ataque do Hamas a Israel em outubro de 2023, que desencadeou a guerra em Gaza.

    O incidente antissemita mais grave de 2025 foi o ataque em Manchester, que matou dois fiéis judeus durante o Yom Kippur, o dia mais sagrado do calendário judaico.

    Ataque terrorista a faca em Londres deixa 2 feridos em bairro judaico

  • Macron alfineta Rei Charles: 'EUA falariam francês? Seria chique!'

    Macron alfineta Rei Charles: 'EUA falariam francês? Seria chique!'

    Emmanuel Macron deixou uma breve mensagem na rede social X onde comentou as palavras do rei Charles III. Em discurso nos Estados Unidos, o monarca afirmou, em tom de brincadeira, que “se não fosse por nós, vocês falariam francês”

    Emmanuel Macron comentou, esta quarta-feira (29), as palavras de Charles III, durante um discurso nos Estados Unidos – onde o monarca se encontra em visita oficial. O britânico afirmou que, “se não fosse por nós, vocês [os Estados Unidos] falariam francês”, o que levou o presidente de França a ‘reagir’, deixando uma mensagem na rede social X: “Isso seria chique!”

    Acompanhando o post, Macron deixou ainda um breve vídeo do momento, ocorrido no jantar de Estado, na terça-feira, na Casa Branca, no qual Charles III ‘provocou’ Donald Trump.

    “Recentemente comentou, presidente, que se não fosse pelos Estados Unidos, os países europeus falariam alemão”, começou dizendo o monarca, acrescentando em seguida: “Me atrevo a dizer que, se não fosse por nós [Reino Unido], vocês falariam francês”. 

    Este momento ‘arrancou’ muitas risadas dos presentes. Veja abaixo a publicação de Emmanuel Macron:

    Na mesma ocasião, o Rei Charles III prestou homenagem a Trump e à primeira-dama, Melania Trump, pela “coragem e firmeza”, bem como aos agentes do Serviço Secreto que responderam durante o atentado ocorrido no jantar dos correspondentes da Casa Branca, no último sábado, no hotel Hilton.

    A visita do monarca é marcada por atritos entre Washington e Londres, sobretudo devido às críticas de Trump ao governo britânico por não se querer envolver militarmente na guerra com o Irã e na reabertura do estreito de Ormuz, bloqueado parcialmente pela República Islâmica.

    Macron alfineta Rei Charles: 'EUA falariam francês? Seria chique!'

  • EUA analisam proposta para reabertura do estreito de Hormuz, e Trump diz que Irã está 'em colapso'

    EUA analisam proposta para reabertura do estreito de Hormuz, e Trump diz que Irã está 'em colapso'

    Governo dos EUA analisa proposta iraniana para reabrir rota estratégica, mas impasse persiste diante de divergências sobre programa nuclear e fim do conflito; fluxo de petróleo segue impactado e negociações avançam sem acordo.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Casa Branca anunciou que está analisando a proposta mais recente do Irã para reabrir o estreito de Hormuz, rota marítima por onde passa cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo, dois meses após o início da guerra.

    As negociações de paz entre Washington e Teerã para acabar com o conflito não apresentaram resultados até o momento.

    A mais recente rodada de negociações fracassou em meio a um frágil acordo de cessar-fogo em vigor.

    O presidente Donald Trump se reuniu na segunda-feira com seus principais conselheiros de segurança para discutir a nova proposta de Teerã. Segundo a agência estatal iraniana Fars, a República Islâmica enviou “mensagens escritas” a Washington com a ajuda do país mediador, o Paquistão.

    O plano contemplaria a flexibilização de seu controle sobre Hormuz e o fim do bloqueio dos EUA aos portos iranianos, mas adiaria as negociações sobre a questão nuclear. Nesta terça, Trump foi às redes sociais dizer que o Irã “está em estado de colapso”.

    “O Irã acaba de nos informar que está em um ‘estado de colapso’. Eles querem que ‘abramos o estreito de Hormuz’ o mais rápido possível, enquanto tentam resolver sua situação de liderança (o que acredito que conseguirão fazer!)”, escreveu Trump, sem dar detalhes de como teria sido esse contato.

    A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou anteriormente em conversa com jornalistas que a oferta estava “sendo discutida”. De acordo com a agência Reuters, que ouviu relatos de funcionários do governo Trump, o presidente estaria insatisfeito com o plano apresentado.

    O republicano quer que as negociações em torno de um acordo nuclear sejam tratadas desde o início, enquanto Teerã defende que o tema seja deixado de lado até que a ofensiva militar seja encerrada e as disputas sobre o transporte marítimo no Golfo sejam resolvidas.

    A proposta prevê negociações em etapas, ainda de acordo com esses relatos. 

    Um primeiro passo exigiria o fim da guerra e garantias de que os EUA não possam retomá-la. Em seguida, os negociadores tratariam do bloqueio naval americano aos portos iraniano e do futuro de Hormuz, que o Irã pretende reabrir sob seu controle.

    Somente depois disso as negociações abordariam outras questões, incluindo a disputa sobre o programa nuclear iraniano, com Teerã ainda buscando algum tipo de reconhecimento por parte dos EUA de seu direito de enriquecer urânio.

    Um acordo anterior, firmado em 2015 entre o Irã e vários outros países, incluindo os EUA, restringiu fortemente o programa nuclear iraniano, que Teerã sempre afirmou ter fins pacíficos e civis. Mas o pacto ruiu quando Trump se retirou unilateralmente dele durante seu primeiro mandato.

    Enquanto a Casa Branca analisa a proposta, o porta-voz do Ministério de Defesa do Irã, Reza Talaei Nik, afirmou que os EUA “já não estão em condições de ditar sua política” a outros países. Segundo a televisão estatal, ele ainda disse que Washington terá que “aceitar que deve abandonar suas exigências ilegais e irracionais”.

    Ao ser questionado sobre os termos da proposta do Irã, o secretário de Estado, Marco Rubio, disse ao canal Fox News que era “melhor” do que Washington pensava, mas questionou a sinceridade do plano.

    “Temos que garantir que qualquer acordo que seja feito, qualquer acordo que seja alcançado, seja um que impeça definitivamente que desenvolvam uma arma nuclear a qualquer momento”, afirmou.

    Na segunda (27), o chanceler do Irã, Abbas Araghchi, culpou as “exigências excessivas” de Washington pelo fracasso das negociações de paz. Ele viajou à Rússia, onde o presidente Vladimir Putin prometeu o apoio de Moscou para acabar com a guerra.

    Araghchi desembarcou em São Petersburgo após visitar Omã e Paquistão.

    Islamabad recebeu a primeira rodada de negociações entre as duas partes, que fracassaram, e a visita de Araghchi no fim de semana havia suscitado esperanças de novos diálogos. Trump, no entanto, cancelou a viagem prevista de seus enviados Steve Witkoff e Jared Kushner à capital paquistanesa.
    “Eles podem nos ligar”, justificou o republicano.

    Em uma reunião do Conselho de Segurança da ONU, o embaixador do Irã disse que o país exige “garantias críveis” para sua segurança antes de uma normalização na passagem no Golfo.

    O Parlamento iraniano prepara uma lei que pretende colocar Hormuz sob a autoridade das Forças Armadas. Segundo o texto, os navios israelenses serão proibidos de passar pela via estratégica e os pedágios deverão ser pagos na moeda iraniana.

    “Não podemos tolerar que os iranianos tentem instaurar um sistema em que eles decidam quem pode utilizar uma via marítima internacional e quanto deve ser pago a eles para utilizá-la”, disse Rubio ao canal Fox News.

    Entre 125 e 140 navios costumavam cruzar o estreito diariamente antes da guerra, mas apenas sete o fizeram no último dia, segundo dados da Kpler e análise de satélite da SynMax – e nenhum transportava petróleo destinado ao mercado global.

    Com a queda em seus índices de aprovação, Trump enfrenta pressão interna para encerrar a guerra.

    EUA analisam proposta para reabertura do estreito de Hormuz, e Trump diz que Irã está 'em colapso'

  • Funcionário diz ter incinerado corpo da mulher em zoológico no Japão

    Funcionário diz ter incinerado corpo da mulher em zoológico no Japão

    Parque em Asahikawa segue fechado após funcionário confessar ter usado incinerador de animais; polícia investiga desaparecimento da mulher e possibilidade de destruição do corpo, enquanto autoridades mantêm operação interna e avaliam reabertura

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Um zoológico no norte do Japão adiou a reabertura da temporada de verão após a polícia investigar a suspeita de que um funcionário teria colocado o corpo da esposa no incinerador usado para cremar animais.

    O Asahiyama Zoo, na cidade de Asahikawa, deveria reabrir ao público hoje durante o feriado prolongado. De acordo com a BBC, a prefeitura informou que o parque seguirá fechado até sexta-feira, enquanto a investigação avança.

    Policiais passaram a vasculhar o zoológico depois que o funcionário relatou ter descartado o corpo da mulher no incinerador do local. O equipamento é usado para incinerar carcaças de animais que morrem no zoológico.

    Autoridades apuram se o corpo pode ter virado cinzas, já que nada foi localizado até agora. Conforme o jornal japonês Mainichi, o homem é um servidor municipal na casa dos 30 anos e está sendo investigado por descarte ilegal de cadáver.

    A suspeita começou após pessoas próximas da mulher relatarem à polícia que não conseguiam contato com ela desde o fim de março. A polícia de Hokkaido iniciou o interrogatório do funcionário em 23 de abril e fez buscas no zoológico e também na casa do casal.

    O prefeito de Asahikawa afirmou que a cidade lida com uma situação fora do comum. “Ninguém poderia ter previsto isso”, disse Hirosuke Imazu, em entrevista coletiva.

    A prefeitura disse que o zoológico pode voltar a fechar sem aviso prévio, dependendo das necessidades da investigação. Imazu afirmou: “Estou tomado por uma enorme ansiedade e enfrento uma crise de magnitude sem precedentes”. Autoridades municipais afirmam que o parque tenta manter a operação interna enquanto prepara a volta do público.

    Inaugurado em 1967, o Asahiyama Zoo é um dos zoológicos mais conhecidos do Japão por recintos que aproximam o visitante dos animais. Dentre eles, estão domos de vidro e passarelas elevadas, que permitem observar os bichos de perto.

    O parque costuma receber mais de um milhão de visitantes por ano e estava fechado desde 8 de abril para manutenção e ajustes de temporada. O Asahi informou que, no ano de 2025, o zoológico atraiu cerca de 1,33 milhão de pessoas.

    Funcionário diz ter incinerado corpo da mulher em zoológico no Japão