Categoria: MUNDO

  • Explosão em festa na Suíça deixa dezenas de mortos

    Explosão em festa na Suíça deixa dezenas de mortos

    Tudo ocorreu quando se celebrava a entrada do ano novo. Mais de 100 pessoas estariam no interior do bar no momento da explosão.

    Um número ainda não determinado de pessoas morreu — e outras ficaram feridas — após uma explosão seguida de incêndio em um bar da estação de esqui de Crans-Montana, na Suíça.

    As causas do incidente “ainda são desconhecidas”, informou o jornal Blick. A explosão ocorreu por volta da 1h30 da madrugada (horário local), no Le Constellation Bar and Lounge, duas horas à frente do horário de Brasília.

    O mesmo veículo destaca que o incidente aconteceu durante as comemorações da chegada do Ano Novo. Mais de 100 pessoas estariam dentro do bar no momento da explosão.

    A polícia do cantão de Valais já divulgou uma nota em que o porta-voz Gaetan Lathion confirmou um “incidente em Crans-Montana”. “Várias pessoas feridas estão recebendo atendimento médico. Posso confirmar que há várias vítimas fatais”, acrescentou.

    Crans-Montana é uma estação de esportes de inverno que atrai turistas de todo o mundo.

    Explosão em festa na Suíça deixa dezenas de mortos

  • Trump anuncia retirada da Guarda Nacional de cidades norte-americanas

    Trump anuncia retirada da Guarda Nacional de cidades norte-americanas

    O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou hoje a retirada da Guarda Nacional, uma unidade de reserva militar dos Estados Unidos, de Chicago, Portland e Los Angeles, destacamentos que tinham sido amplamente contestados na justiça.

    Estamos retirando a Guarda Nacional de Chicago, Los Angeles e Portland”, anunciou o líder da Casa Branca em sua rede social, a Truth Social. Donald Trump não descartou a possibilidade de voltar a mobilizar essas unidades.

    O presidente dos Estados Unidos justificou a decisão afirmando que “o crime foi significativamente reduzido” nessas cidades do país.

    “Voltaremos, talvez de uma forma muito diferente e mais forte, quando o crime começar a aumentar novamente — é apenas uma questão de tempo!”, advertiu.

    O envio de efetivos da Guarda Nacional havia sido bloqueado pela Suprema Corte em Chicago e por juízes federais em Los Angeles e Portland.

    Os militares já haviam deixado Los Angeles depois de o presidente norte-americano tê-los enviado no início deste ano, como parte de uma repressão mais ampla ao crime e à imigração ilegal.

    As tropas também foram enviadas para Chicago e Portland, mas nunca chegaram às ruas devido aos questionamentos legais à decisão presidencial.

    Trump anuncia retirada da Guarda Nacional de cidades norte-americanas

  • Olá, 2026! Mundo celebra chegada do Ano Novo com fogos, luz e cor

    Olá, 2026! Mundo celebra chegada do Ano Novo com fogos, luz e cor

    O mundo celebrou a chegada de 2026 com espetáculos de fogo de artifício, luz e cor. As celebrações ocorreram em diversos locais, desde Sydney ao Japão, de Londres a Nova York, com milhões de pessoas a saírem à rua para assistir.

    Olá, 2026!!! O mundo recebeu o Ano Novo em festa com (muitos) fogos de artificio, luz e espetáculos de cor. O Kiribati foi o primeiro país a comemorar.

    De Sydney ao Japão, de Londres a Nova York, o ano de 2026 não começou modesto nas festividades e milhões de pessoas fizeram questão de sair às ruas para ver os espetáculos preparados em cada cidade. 

     

    Veja as celebrações de Ano Novo pelo mundo na galeria de imagens acima!

    Olá, 2026! Mundo celebra chegada do Ano Novo com fogos, luz e cor

  • CIA não encontrou indícios de ataque contra casa de Putin

    CIA não encontrou indícios de ataque contra casa de Putin

    A CIA não encontrou provas de que a Ucrânia tenha atacado uma residência do Presidente russo, Vladimir Putin, segundo responsáveis norte-americanos citados na quarta-feira pelo diário Wall Street Journal, contrariando as alegações de Moscovo.

    Fontes dos serviços de inteligência de Washington ouvidas pelo jornal norte-americano afirmam que a Ucrânia tinha como alvo um objetivo militar que já havia sido atacado anteriormente na região de Novgorod, onde fica a residência de campo de Putin, mas não nas proximidades do alvo em Kyiv.

    A notícia foi divulgada no mesmo dia em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou nas redes sociais um editorial do New York Post que acusa Moscou de fabricar o ataque para sabotar o processo de paz com Kyiv.

    O artigo é bastante crítico ao líder do Kremlin, a quem acusa de basear toda a campanha contra a Ucrânia em uma mentira, de “desprezar os Estados Unidos” e de agir contra a agenda de Trump ao se aliar a países como Irã, Coreia do Norte e Venezuela.

    Na última segunda-feira, Trump afirmou que foi o próprio homólogo russo quem lhe contou por telefone sobre o suposto ataque à sua residência.

    Em uma primeira reação, o dirigente norte-americano expressou insatisfação com a alegada ação ucraniana, embora tenha admitido que a operação poderia não ter ocorrido da forma descrita por Putin.

    Anteriormente, o chefe da diplomacia de Moscou, Sergei Lavrov, afirmou que as forças russas frustraram um ataque contra a residência de Putin em Novgorod, alegação negada por Kyiv.

    “Na noite de 28 para 29 de dezembro de 2025, o regime de Kyiv lançou um ataque terrorista com 91 veículos aéreos não tripulados de longo alcance contra a residência oficial do presidente russo na região de Novgorod”, disse Lavrov.

    O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, destacou na terça-feira que os aliados de Kyiv têm a oportunidade de verificar a falsidade da acusação de Moscou.

    “Nossa equipe de negociação entrou em contato com a equipe norte-americana, analisamos os detalhes e descobrimos que é falsa. E, claro, nossos parceiros também podem verificar, usando seus recursos técnicos, que era falsa”, argumentou.

    A alta representante da União Europeia para a Política Externa, Kaja Kallas, questionou no dia seguinte a veracidade do suposto ataque ucraniano à residência do presidente russo, considerando tratar-se de “uma distração deliberada”.

    O governo ucraniano já havia declarado que Moscou não possui provas para sustentar a acusação, o que levou a diplomacia russa a ameaçar um endurecimento de sua posição nas negociações de paz promovidas pela Casa Branca.

    Essa tensão repentina ocorre logo após declarações dos Estados Unidos e da Ucrânia indicando avanços na busca por um entendimento.

    Em sua mensagem de Ano Novo, Zelensky afirmou que a proposta de um acordo de paz com a Rússia está 90% pronta, embora observe que a parte decisiva esteja nos 10% restantes.

    “O acordo de paz está 90% pronto. Faltam 10%. (…) Esses 10% contêm tudo, na verdade. São esses 10% que vão determinar o destino da paz, o destino da Ucrânia e da Europa”, declarou em uma mensagem em vídeo na plataforma Telegram, na qual destacou “10% para a paz”.

    O presidente ucraniano afirmou que seu país deseja o fim do conflito, mas não “a qualquer preço”, e que um acordo deverá incluir fortes garantias de segurança para impedir que a Rússia lance outra invasão.

    Outro ponto sensível que afasta as partes diz respeito às questões territoriais, com Moscou reivindicando a legitimação da anexação das regiões ocupadas na Ucrânia, algo que Kyiv tem se recusado a aceitar.

    CIA não encontrou indícios de ataque contra casa de Putin

  • Surto de síndrome de Guillain-Barré na Índia gera preocupações mundiais

    Surto de síndrome de Guillain-Barré na Índia gera preocupações mundiais

    Cerca de 160 casos foram relatados desde o início do surto

    Pune, uma grande cidade no oeste da Índia, tem testemunhado um número crescente de casos de síndrome de Guillain-Barré desde o início do ano. Investigações apontaram para Campylobacter jejuni, um patógeno responsável por doenças transmitidas por alimentos e reconhecido como um fator-chave por trás da síndrome de Guillain-Barré em todo o mundo. Essa ligação foi estabelecida pela primeira vez na década de 1990 na China rural, onde os surtos da doença coincidiram com as estações das monções devido a crianças brincando em água contaminada por resíduos de aves.

    Os números mais recentes indicam que Pune presenciou 160 casos, com cinco mortes suspeitas. Atualmente, 48 pacientes permanecem em terapia intensiva, 21 estão em ventiladores e 38 receberam alta após o tratamento.

    Conforme mencionado, a disseminação da síndrome de Guillain-Barré ligada à Campylobacter jejuni e não é exclusiva da Índia. Além da China, em 2023, o Peru registrou mais de 200 casos suspeitos e quatro mortes em apenas sete meses, levando o governo a declarar uma emergência nacional de saúde. Dois terços dos afetados foram diagnosticados com infecções causadas por Campylobacter. 

    A enfermidade chamou a atenção dos brasileiros em julho de 2023, quando houve um surto na América do Sul. Na ocasião, o governo do Peru decretou estado emergência sanitária nacional devido ao “aumento incomum” de casos. Segundo os dados do Ministério da Saúde local, o país vizinho registrou 182 pacientes com a doença no primeiro semestre de 2023. Desse total, quatro morreram. Além disso, até um famoso desenvolveu a doença. No dia 11 de junho de 2024, o ator Reynaldo Gianecchini revelou que desenvolveu a condição. Em entrevista ao podcast PodDelas, o artista contou que a síndrome afetou parte de seus movimentos.

    De todas as doenças autoimunes que existem, a síndrome de Guillain-Barré é definitivamente uma das menos comuns. Essa condição, que afeta os nervos do corpo e causa fraqueza muscular que evolui para paralisia, é grave e pode matar. A boa notícia é que pode ser tratada com um rápido diagnóstico.

    Surto de síndrome de Guillain-Barré na Índia gera preocupações mundiais

  • Dez anos após fim da política de filho único, 'sonho chinês' de nação rejuvenescida ainda não se realizou

    Dez anos após fim da política de filho único, 'sonho chinês' de nação rejuvenescida ainda não se realizou

    Lançado pelo líder do regime, Xi Jinping, em 2012, o “sonho chinês” defende que uma nação mais jovem é o caminho para a prosperidade -o que significa, nas entrelinhas, manter o status de potência e avançar ainda mais economicamente, sobretudo em relação ao Ocidente.

    VICTORIA DAMASCENO
    PEQUIM, CHINA (CBS NEWS) – Por mais de 35 anos os casais chineses só podiam, por lei, ter um filho, até uma diretriz entrar em vigor em 1º de janeiro de 2016 e autorizá-los, naquele momento, a ter dois. Hoje, dez anos após o fim da Política do Filho Único, a China ainda colhe os efeitos de décadas de restrição e enfrenta uma crise demográfica que dificulta a realização do chamado “sonho chinês”.

    Se, em 1979, quando foi criada, a política buscava conter um crescimento populacional visto como ameaça ao desenvolvimento social e econômico do país, hoje as lideranças do Partido Comunista batem cabeça para estimular o rejuvenescimento da população e garantir que a força produtiva continue sustentando o crescimento econômico.

    Lançado pelo líder do regime, Xi Jinping, em 2012, o “sonho chinês” defende que uma nação mais jovem é o caminho para a prosperidade -o que significa, nas entrelinhas, manter o status de potência e avançar ainda mais economicamente, sobretudo em relação ao Ocidente. O conceito também se opõe ao sonho americano, ao subordinar a realização individual ao sucesso coletivo e à liderança do PC.

    “A história demonstra que o futuro e o destino de cada um de nós estão intimamente ligados aos de nosso país e de nossa nação. Só podemos prosperar quando nosso país e nossa nação prosperarem. Alcançar o rejuvenescimento da nação chinesa é uma missão gloriosa e árdua, que exige o esforço dedicado do povo chinês, geração após geração”, disse Xi em discurso naquele ano. “Agora estamos mais próximos desse objetivo e mais confiantes e capazes de alcançá-lo do que em qualquer outro momento da história.”

    Mais de uma década depois, em outubro deste ano, durante as comemorações do aniversário de fundação da República Popular da China, o dirigente afirmou que “alcançar o grande rejuvenescimento da nação chinesa é uma causa sem precedentes”, indicando que atingir o objetivo ainda está distante.

    Desde que assumiu o cargo, Xi anunciou medidas para enfrentar a crise demográfica. Além de encerrar a política do filho único, em 2021 ampliou para três o número de filhos permitidos por casal. Outros incentivos, como subsídios nacionais para o cuidado de crianças pequenas e a redução dos custos associados à gravidez, também foram implementados.

    Apesar dos esforços, a natalidade na China segue em queda, apontando para uma população cada vez mais envelhecida e para uma sobrecarga econômica associada ao fenômeno.

    Quando a política foi criada, em 1979, nasciam mais pessoas do que morriam. Eram registrados 17,8 nascimentos e 6,2 mortes por mil habitantes, o que levou o regime a considerar urgente a contenção do crescimento populacional. Já os dados mais recentes, de 2024, mostram que essa relação se inverteu, com a mortalidade chegando a 7,8 por mil, superando a taxa de nascimentos, de 6,8.
    Na prática, a China passou de um crescimento natural positivo de 11,6 por mil para um declínio populacional de cerca de -1, consolidando uma tendência que já se arrasta há anos.

    Para Yi Fuxian, pesquisador da Universidade de Wisconsin-Madison (EUA) e autor de “Big Country with an Empty Nest” (País Grande com um Ninho Vazio, em português), a China enfrenta uma crise demográfica e civilizacional sem precedentes. “Se esta crise não for resolvida, o chamado ‘sonho chinês’ não será um sonho de grande rejuvenescimento da nação chinesa, mas um pesadelo de colapso demográfico e civilizacional”, afirma.

    Um relatório de 2024 do Banco Mundial atribui parte da desaceleração da economia chinesa ao envelhecimento da população, apontando que, de 2003 a 2012, o crescimento médio anual foi de 10,5%, enquanto de 2013 a 2022 caiu para 6,2%.

    “Sem políticas e ajustes comportamentais que mitiguem esses efeitos, o envelhecimento pode reduzir ainda mais o tamanho da força de trabalho, diminuir a poupança das famílias -o que pode reduzir os recursos disponíveis para investimento e para o reequilíbrio da economia-, pressionar as finanças do governo e afetar negativamente a produtividade”, diz o documento.

    Remédios como reforma previdenciária, estímulo à participação feminina no mercado de trabalho e automação de processos industriais vêm sendo administrados. Ainda assim, as medidas têm se mostrado insuficientes para conter a crise e transformar o “sonho chinês” em realidade.

    O status da China como potência, para Yi, decorre de sua grande população. Em 1800, o país respondia por cerca de 34% da população mundial, segundo o projeto Our World in Data, uma parceria da Universidade de Oxford com a organização Global Change Data Lab. De 1950 a 1980, essa proporção permaneceu estável, em torno de 22%.

    Em 2025, porém, a China representa cerca de 17% da população global, segundo estimativas do Worldometer. O cenário é considerado desfavorável às ambições do PC.

    “Se a China tiver a sorte de estabilizar sua taxa de fecundidade em 0,8, sua população total cairá para 1 bilhão em 2050 e para 320 milhões em 2100, o que representaria, respectivamente, 11% e 3% da população mundial”, diz o pesquisador.

    Dez anos após fim da política de filho único, 'sonho chinês' de nação rejuvenescida ainda não se realizou

  • Israel proíbe atuação de 37 ONGs na Faixa de Gaza, incluindo Médicos Sem Fronteiras

    Israel proíbe atuação de 37 ONGs na Faixa de Gaza, incluindo Médicos Sem Fronteiras

    Entre as organizações proscritas estão algumas das ONGs mais reconhecidas do mundo, como a Médicos sem Fronteiras (MSF) e a ActionAid. Os grupos dizem que as novas regras estipuladas por Israel e comunicadas no início de 2025 violam leis de privacidade da União Europeia e podem colocar em risco a vida dos trabalhadores.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O governo de Israel vai proibir a atuação de 37 organizações de ajuda humanitária na Faixa de Gaza a partir desta quinta-feira (1º) depois que as ONGs se recusaram a acatar novas exigências para operar no território -como fornecer a Tel Aviv informações detalhadas de seus trabalhadores palestinos.

    Entre as organizações proscritas estão algumas das ONGs mais reconhecidas do mundo, como a Médicos sem Fronteiras (MSF) e a ActionAid. Os grupos dizem que as novas regras estipuladas por Israel e comunicadas no início de 2025 violam leis de privacidade da União Europeia e podem colocar em risco a vida dos trabalhadores.

    Tel Aviv, por sua vez, acusa a MSF de contratar pessoas ligadas ao grupo terrorista Hamas e diz que a medida é necessária para que incidentes do tipo não se repitam. A ONG nega.

    Uma vez que as Forças Armadas israelenses controlam todo o acesso a Gaza por terra, mar e ar, grupos humanitários que prestam serviços à população no território palestino precisam seguir uma série de restrições estipuladas por Israel para operar no local.

    As Nações Unidas condenaram a medida. “A suspensão (…) é revoltante”, disse em nota o alto comissário da ONU para Direitos Humanos, o austríco Volker Türk. “Trata-se do episódio mais recente em um padrão de restrições ilegais ao acesso humanitário, incluindo a proibição de Israel à UNRWA [agência para refugiados palestinos da ONU, que Israel acusa de ligações com o Hamas]”.

    “Insto todos os Estados-membros, em especial aqueles com influência, a tomar medidas urgentes e insistir que Israel permita a entrada imediata e irrestrita de ajuda humanitária em Gaza. Suspensões arbitrárias pioram ainda mais o que já é uma situação intolerável para a população de Gaza”, afirmou Türk.

    Em comunicado, os ministros das Relações Exteriores de dez países desenvolvidos expressaram “grave preocupação” com a situação humanitária em Gaza. “Com o inverno se intensificando, civis em Gaza enfrentam condições terríveis, com chuvas e baixas temperaturas”, diz o texto assinado por Canadá, Dinamarca, Finlândia, França, Islândia, Japão, Noruega, Reino Unido, Suécia e Suíça.

    “A situação é catastrófica. 1,3 milhão de pessoas ainda precisam de abrigos, mais da metade da infraestrutura médica não funciona plenamente e enfrenta escassez de suprimentos e equipamento. O colapso total do saneamento básico deixou 740 mil pessoas vulneráveis a enchentes tóxicas”, diz a nota, que pede a suspensão de “restrições desmedidas [de Israel]”.

    Israel proíbe atuação de 37 ONGs na Faixa de Gaza, incluindo Médicos Sem Fronteiras

  • Rússia divulga vídeo de drone usado em suposto ataque da Ucrânia contra residência de Putin

    Rússia divulga vídeo de drone usado em suposto ataque da Ucrânia contra residência de Putin

    Moscou fez a acusação pouco depois de o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, ter se reunido com Donald Trump na Flórida. Segundo a Ucrânia, o suposto ataque foi uma “fabricação” para sabotar o processo de paz.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Ministério da Defesa da Rússia divulgou nesta quarta-feira (31) um vídeo do que seria um drone abatido, supostamente lançado pela Ucrânia contra a residência do presidente Vladimir Putin, no noroeste da Rússia, nesta semana -o que Kiev e a União Europeia classificaram de mentira.

    Moscou fez a acusação pouco depois de o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, ter se reunido com Donald Trump na Flórida. Segundo a Ucrânia, o suposto ataque foi uma “fabricação” para sabotar o processo de paz.

    O vídeo mostra o major-general Alexander Romanenkov, vestido com equipamento antibombas, detalhando as características do drone, que Moscou afirma teria o objetivo de atacar a residência de Putin em Dolgie Borodi, às margens do lago Valdai, na província de Novgorod. Segundo Romanenkov, o drone não teve a carga explosiva detonada, apesar de ter sido derrubado pelas defesas aéreas russas.

    O vídeo não dá detalhes de como as Forças Armadas da Rússia sabiam que o objetivo do ataque era a residência de Putin em Dolgie Borodi. A chefe da diplomacia da União Europeia, a estoniana Kaja Kallas, afirmou nesta quarta que ninguém deveria acreditar no que diz “o país agressor que ataca de maneira indiscriminada a infraestrutura e civis ucranianos desde o início da guerra”.

    Segundo Moscou, o ataque envolveu 91 drones, que teriam sido abatidos sem deixar feridos.

    A residência atacada é um antigo complexo com três datchas, as famosas casas de campo que quase toda família russa mais abastadas tem. É uma das regiões favoritas de Putin, natural de São Petersburgo, com vegetação bastante densa. O complexo é usado principalmente como casa de férias de verão e tem espaço para 320 hóspedes.

    Putin passa boa parte do tempo nos arredores da capital, em sua residência principal, mas tem diversos palácios à sua disposição pelo país. Segundo imagens do Kremlin, o presidente estava em Moscou durante o ataque, comandando uma reunião com seus generais principais, que lhe pintaram um quadro positivo acerca dos ganhos da guerra neste ano.

    Rússia divulga vídeo de drone usado em suposto ataque da Ucrânia contra residência de Putin

  • Regime iraniano promete resposta firme contra protestos no país; prédio de governador é atacado no sul

    Regime iraniano promete resposta firme contra protestos no país; prédio de governador é atacado no sul

    Horas antes, o regime iraniano havia prometido uma resposta firme contra os protestos organizados por lojistas e estudantes caso as manifestações, que começaram no domingo (28), levem a “desestabilização” do país.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O escritório de um governador local na província de Fars, no sul do Irã, foi atacado nesta quarta-feira (31) por um grupo de pessoas em meio aos protestos diante da crise econômica e hiperinflação pela qual passa o país persa. O ataque na cidade de Fasa, a cerca de 800 quilômetros da capital Teerã, destruiu janelas e portas e não deixou feridos, de acordo com a imprensa local.

    Horas antes, o regime iraniano havia prometido uma resposta firme contra os protestos organizados por lojistas e estudantes caso as manifestações, que começaram no domingo (28), levem a “desestabilização” do país.

    Segundo o procurador-geral, Mohammad Movahedi-Azad, “qualquer tentativa de transformar as manifestações econômicas em instrumento de insegurança, destruição de bens públicos ou execução de planos elaborados no exterior será respondida com medidas legais proporcionais e firmes”.

    Os protestos contra a hiperinflação e a crise econômica pela qual atravessa o Irã começaram depois que comerciantes fecharam lojas no maior mercado de telefones móveis de Teerã. Na terça (30), estudantes do ensino superior se juntaram às manifestações, com atos em sete universidades da capital iraniana.

    Ao mesmo tempo, Movahedi-Azad disse que “do ponto de vista judicial, as manifestações pacíficas para defender os meios de subsistência são compreensíveis”, repetindo uma fala no mesmo sentido feita pelo presidente Masoud Pezeshkian.

    “Pedi ao ministro do Interior que ouvisse as demandas legítimas dos manifestantes, dialogando com seus representantes para que o governo possa fazer tudo ao seu alcance para resolver os problemas e agir com responsabilidade”, disse Pezeshkian após se reunir com líderes sindicais na terça.

    Por sua vez, o serviço de inteligência exterior de Israel, o Mossad, convidou os manifestantes iranianos a intensificar sua mobilização. “Estamos com vocês”, afirmou a agência de espionagem em publicação na rede social X.

    Em Teerã, os protestos dos comerciantes estão, por enquanto, limitados e concentrados no centro. A grande maioria dos negócios em outras zonas da cidade continuaram operando, como atestado pela agência de notícias AFP.

    Na quarta, as ruas de Teerã estavam tranquilas, longe do tráfego caótico habitual, após a decisão das autoridades de fechar escolas, bancos e estabelecimentos públicos devido ao frio intenso, com mínimas de -6 ºC, e para economizar energia. A capital também vive uma grave crise hídrica causada por secas cuja intensidade vem aumentando graças às mudanças climáticas.

    A economia iraniana há anos sofre turbulências causadas pelas fortes sanções aplicadas pelos Estados Unidos e pela União Europeia. O rial iraniano caiu em relação ao dólar e outras moedas mundiais -quando os protestos eclodiram no domingo, o dólar americano era negociado a cerca de 1,42 milhão de riais, em comparação com 820 mil riais um ano atrás-, forçando a alta dos preços de importação e prejudicando os varejistas.

    Na terça, o governo Donald Trump anunciou novas sanções contra o Irã em razão do comércio de drones e susbtâncias químicas bélicas entre o país persa e a Venezuela. “O contínuo fornecimento de armas convencionais do Irã a Caracas é uma ameaça aos interesses dos Estados Unidos na nossa região”, disse Thomas Piggot, porta-voz do Departamento de Estado, em outro comunicado.

    “As organizações e os indivíduos [sancionados] demonstram que o Irã está promovendo ativamente seus veículos aéreos não tripulados e continua adquirindo artigos relacionados com mísseis, violando as restrições da ONU”, acrescentou Piggot.

    Por enquanto, os protestos no Irã têm escala menor do que as grandes manifestações que abalaram o Irã no final de 2022 após a morte sob custódia policial de Mahsa Amini, uma jovem iraniana.

    Seu falecimento após ser presa por supostamente usar incorretamente o véu islâmico, em violação do estrito código de vestimenta vigente no Irã, provocou uma onda de indignação na qual morreram várias centenas de pessoas, entre elas dezenas de membros das forças de segurança.

    Regime iraniano promete resposta firme contra protestos no país; prédio de governador é atacado no sul

  • Morre o homem mais pesado do mundo: Juan tinha 41 anos e quase 600 kg

    Morre o homem mais pesado do mundo: Juan tinha 41 anos e quase 600 kg

    O homem mais pesado do mundo morreu no dia 24 de dezembro, aos 41 anos, vítima de uma infeção renal grave. Juan Pedro Franco tinha 595 kg quando bateu o recorde do Guinness.

    O homem mais pesado do mundo, Juan Pedro Franco, morreu no dia 24 de dezembro, em um hospital do estado de Aguascalientes, no México, aos 41 anos, vítima de uma grave infecção renal. A informação foi confirmada por seu médico, José Antonio Castañeda, ao Daily Star.

    Juan, que bateu o recorde do Guinness como o homem mais pesado do mundo, com 595 quilos, em 2017, quando tinha 32 anos, “desenvolveu complicações sistêmicas nos dias que antecederam sua morte”.

    De acordo com a imprensa internacional, Juan Pedro Franco encontrava-se “praticamente imóvel”, acamado em decorrência da obesidade mórbida e dos problemas de saúde associados ao excesso extremo de peso.

    Em 2017, ano em que entrou para o Guinness World Records, Juan iniciou um programa médico intensivo sob a supervisão do médico José Antonio Castañeda. O tratamento incluía uma dieta mediterrânea rica em frutas e vegetais, seguida por duas cirurgias bariátricas. Como resultado, o mexicano chegou a perder 208 quilos.

    Em 2020, Juan contraiu Covid-19 e correu risco de vida, mas conseguiu se recuperar. No entanto, cinco anos depois, acabou morrendo em decorrência de uma grave infecção renal.

    A imprensa internacional destaca que o México enfrenta uma grave epidemia de obesidade infantil, sendo um dos países com as maiores taxas do mundo. Quase 40% das crianças em idade escolar apresentam excesso de peso ou obesidade.

    Essa situação é impulsionada pelo alto consumo de alimentos ultraprocessados e bebidas açucaradas, além do sedentarismo.

    O país já implementou diversas medidas para combater o problema, mas os resultados ainda não são visíveis.

    Um dos casos mais complexos do mundo

    O médico de Juan chegou a descrever o caso como um dos mais complexos que já tratou e elogiou a “honestidade” do paciente ao reconhecer as dificuldades para emagrecer.

    Quando entrou para o livro de recordes do Guinness, Juan revelou que tentou fazer dieta, mas que “nada funcionava”, o que apenas o deixava “desesperado”.

    O programa de emagrecimento conduzido por José Antonio Castañeda acabou se tornando, assim, uma “luz no fim do túnel”. “O simples fato de conseguir levantar os braços, levantar todos os dias e me esforçar para beber um copo d’água ou ir ao banheiro já me faz sentir ótimo. É fantástico poder me movimentar mais e ser mais autossuficiente”, afirmou na época.

    Morre o homem mais pesado do mundo: Juan tinha 41 anos e quase 600 kg