Categoria: MUNDO

  • EUA enviam 2.500 fuzileiros e navio ao Oriente Médio

    EUA enviam 2.500 fuzileiros e navio ao Oriente Médio

    O exército dos EUA enviará tropas do corpo de Fuzileiros e navios adicionais para o Médio Oriente, adiantaram hoje meios de comunicação social norte-americanos, quando se aproxima a segunda semana da guerra com o Irã

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Os Estados Unidos enviaram cerca de 2.500 fuzileiros navais e um navio de assalto anfíbio para o Oriente Médio em meio à guerra contra o Irã, segundo a agência de notícias Associated Press. O envio de tropas e navios de guerra ocorre em meio à guerra entre EUA e Irã.

    Contingente faz parte da 31ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais, que está a bordo do navio USS Tripoli e de outras embarcações de assalto anfíbio. Pela localização atual, segundo a AP, os navios ainda estariam a mais de uma semana de distância das águas próximas ao Irã.

    Unidades Expedicionárias de Fuzileiros Navais são treinadas para realizar desembarques anfíbios, mas também atuam em missões como reforço de segurança em embaixadas, evacuação de civis e ajuda humanitária em desastres. Os fuzileiros navais se juntarão a mais de 50 mil militares americanos já presentes na região.

    Novo envio ocorre enquanto ataques do Irã no e perto do Estreito de Hormuz têm dificultado o tráfego marítimo por essa via essencial, abalando a economia global. Ainda não está claro como o novo contingente será utilizado.

    EUA enviam 2.500 fuzileiros e navio ao Oriente Médio

  • EUA investigam 60 países por omissão no combate ao trabalho escravo

    EUA investigam 60 países por omissão no combate ao trabalho escravo

    Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos apura se eventuais omissões afetam interesses comerciais do país norte-americano; entre as nações investigadas estão 60 dos maiores parceiros comerciais dos EUA

    O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (Ustr, do nome original inglês) anunciou que vai apurar se as medidas que 60 países, incluindo o Brasil, adotam para impedir a exportação de bens supostamente produzidos com o emprego de trabalho forçado são suficientes para evitar a concorrência desleal e eventuais prejuízos às empresas estadunidenses.

    “Essas investigações determinarão se os governos estrangeiros tomaram medidas suficientes para proibir a importação de produtos fabricados com trabalho forçado e como a falha em erradicar essas práticas abomináveis impacta os trabalhadores e as empresas americanas”, afirmou o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, em um comunicado que o Ustr divulgou nesta quinta-feira (12).

    Entre as nações investigadas estão 60 dos maiores parceiros comerciais dos EUA: China; União Europeia; México; Canadá; Israel; Reino Unido e Emirados Árabes, entre outros. Na América Latina, a medida atinge, além de Brasil e México, a Argentina; Colômbia; Costa Rica; Equador; El Salvador; Guatemala; Guiana; Nicarágua; Peru; Uruguai e Venezuela.

    “Por muito tempo, trabalhadores e empresas americanas foram forçados a competir com produtores estrangeiros que podem ter uma vantagem de custo artificial obtida com o flagelo do trabalho forçado”, acrescentou Greer, deixando claro que o foco da iniciativa é combater o que as autoridades estadunidenses interpretem como uma prática de concorrência desleal, e não possíveis violações aos direitos humanos.

    Vinculada diretamente ao gabinete do presidente dos Estados Unidos, a Ustr é a agência governamental responsável por negociar acordos comerciais com outros países e assessorar o mandatário estadunidense em relação à política comercial. Para começar a apurar se “os atos, políticas e práticas” das 60 economias escrutinadas “são desarrazoados ou discriminatórios e oneram ou restringem o comércio dos EUA”, a agência se vale de uma lei de 1974, que autoriza o representante comercial a instaurar uma investigação por iniciativa própria.

    A Seção 301 da Lei de Comércio visa a combater práticas estrangeiras que os EUA julguem desleais e que afetem seus interesses comerciais. Se a USTR determinar que um país investigado não impôs barreiras capazes de impedir a exportação de bens produzidos com o emprego de trabalho análogo à escravidão, a Casa Branca pode aplicar tarifas punitivas ou restrições comerciais contra esses mesmos produtos.

    Segundo o Ustr, autoridades dos 60 países alvos da iniciativa já foram notificados. O escritório realizará audiências em 28 de abril, para ouvir os argumentos dos interessados. Para garantir que suas considerações sejam levadas em conta, as partes interessadas devem enviar comentários por escrito, solicitações para comparecer à audiência, juntamente com um resumo do depoimento, até 15 de abril de 2026.

    A reportagem da Agência Brasil entrou em contato com os ministérios do Trabalho e Emprego (MTE) e Público do Trabalho (MPT) e aguarda por suas manifestações. 

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  • Líder de Cuba confirma negociações com os EUA para encerrar bloqueio

    Líder de Cuba confirma negociações com os EUA para encerrar bloqueio

    Miguel Díaz-Canel disse que nenhum combustível entrou no país nos últimos três meses; ilha enfrenta grave crise econômica e humanitária, agravada pelo veto ao comércio de petróleo

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O líder de Cuba, Miguel Díaz-Canel, admitiu nesta sexta-feira (13), em um raro pronunciamento transmitido pela televisão estatal, que autoridades cubanas conversaram com representantes do governo dos Estados Unidos em busca de uma saída para o bloqueio petroleiro de Washington.

    Segundo ele, nenhum combustível entrou em Cuba nos últimos três meses.
    O país enfrenta uma de suas mais graves crises econômicas e humanitárias desde a revolução de 1959, agravada pelo veto ao comércio de petróleo venezuelano com a ilha, imposto por Donald Trump depois da captura do ditador Nicolás Maduro. Cuba tem convivido com apagões de até 20 horas diárias, hotéis fechados, voos cancelados e suspensão de coleta de lixo e serviços básicos.

    “Essas conversas tiveram como objetivo encontrar soluções por meio do diálogo para as diferenças bilaterais que temos entre as duas nações”, afirmou Díaz-Canel. O líder cubano disse ainda que a ilha está disposta a continuar as negociações e que buscará entender se existe vontade de ambos os lados para chegar a um acordo.

    A situação, afirmou ele, trouxe angústia à população e instabilidade dos serviços básicos. “Me pergunto que países teriam a capacidade de manter a geração elétrica em meio a um bloqueio como esse? Isso só foi possível porque fizemos um uso racional -e até criativo- dos recursos disponíveis”, completou.

    Díaz-Canel disse que o país está aumentando a produção de petróleo bruto e gás domésticos. O líder chamou o bloqueio de perverso, afirmando que a falta de luz está afetando o sistema de saúde e que há uma fila de milhares de pessoas esperando para realizar procedimentos cirúrgicos. Segundo ele, padarias também estão recorrendo ao uso de lenha e carvão para seguir funcionando.

    Cuba anunciou na noite de quinta-feira (12) a libertação “nos próximos dias” de 51 prisioneiros, como demonstração de “boa vontade” em relação ao Vaticano, mediador histórico entre Havana e Washington. No discurso, o líder cubano disse que a decisão foi tomada de maneira autônoma pelo regime e que não foi imposta por nenhum outro país.

    A declaração confirmou relatos divulgados pela imprensa americana de reuniões entre funcionários de alto escalão da Casa Branca e cubanos próximos do ex-líder Raúl Castro, que ainda exerce grande influência política. O próprio Trump já tinha dado declarações anteriores de que a ilha “deseja muito fechar um acordo” com os EUA.

    Na segunda-feira, ele disse que Cuba poderia ser alvo de uma “tomada amigável”, acrescentando em seguida: “Pode não ser uma tomada não amigável”.

    No início deste mês, o americano afirmou que os EUA vão se voltar para a ilha após a guerra no Irã. “Queremos terminar isso primeiro”, disse o americano, referindo-se ao conflito contra no Oriente Médio. “Mas isso será apenas uma questão de tempo até que […] um monte de gente inacreditável volte para Cuba.”

    Desde a operação militar americana na Venezuela, Cuba deixou de receber petróleo de Caracas, que era crucial para o funcionamento de sua economia. Após pressão de Trump, o México, outro importante fornecedor, também interrompeu as remessas à ilha.

    Washington ainda ameaçou impor tarifas contra países que vendam petróleo a Cuba. Estima-se que o país produza menos da metade do petróleo de que necessita.

    O agravamento dos períodos sem energia elétrica levou algumas famílias a instalar painéis solares em suas casas, mas a solução é limitada. À crise energética soma-se a prolongada crise econômica de Cuba, que deve piorar com o colapso do setor turístico frente a escassez de petróleo. Linhas aéreas como a Air France anunciaram que vão suspender suas operações no país por falta de combustível de aviação, mais um golpe para o turismo, importante fonte de renda para o regime.

    O governo Trump justifica sua política de asfixiamento econômico contra Cuba dizendo que o país de cerca de 10 milhões de habitantes a apenas 150 km de distância da Flórida representa uma “ameaça excepcional” à segurança dos EUA, dadas as relações do regime comunista com Rússia, China e Irã.

    Líder de Cuba confirma negociações com os EUA para encerrar bloqueio

  • Maduro passa as noites do 'inferno na terra' gritando: "Sou presidente"

    Maduro passa as noites do 'inferno na terra' gritando: "Sou presidente"

    Há relatos de que Nicolás Maduro passa as noites gritando que ainda ocupa o cargo de presidente da Venezuela; ex-líder está em uma cela pequena, numa prisão que dizem ser “o inferno na terra”

    Em cerca de dois meses e meio, Nicolás Maduro deixou de ser visto rodeado por líderes mundiais, nacionais ou mesmo da família e amigos, para ser ouvido apenas por outros reclusos em uma prisão em Nova York – em um espaço que é descrito como “o inferno na terra.”

    Ao jornal espanhol ABC, o advogado de um dos reclusos que compartilha o mesmo espaço que Maduro, agora acusado de narcoterrorismo pelos Estados Unidos, conta que o venezuelano grita durante a noite, fazendo barulho na cela e querendo manter a sua posição de líder – que, já foi realidade e hoje não passa de um sonho distante. Da cela, Maduro grita em espanhol: “Sou o presidente da Venezuela. Digam ao meu país que eu fui raptado e que estamos sendo maltratados aqui.”

    A publicação espanhola descreve a cena de desespero de Maduro dando conta de que esta é uma diferença extraordinária do homem que ‘calava’ milhares ao iniciar discursos que todos ouviam, até aos gritos que, por mais altos que se façam ouvir, não movem ninguém. Maduro passa as noites gritando em espanhol e repete ainda que a acusação de sequestro seja transmitida à sua família e ao povo venezuelano

    Na operação que foi realizada pelos EUA em 3 de janeiro, também a sua esposa, Cilia Flores, foi detida – e lavada para os Estados Unidos. Maduro declarou-se inocente e volta a ser ouvido ainda em março. Vale destacar que, para além de dizer que é inocente, disse em tribunal que continuava sendo o presidente legítimo do país, alegando que o Estado venezuelano deveria pagar-lhe as despesas judiciais.

    O “inferno na terra” onde ninguém estar

    Fontes próximas da detenção falaram ainda ao ABC acerca das condições deste centro de detenção, localizado no bairro nova-iorquino de Brooklyn, e que já recebeu outros nomes como produtor Sean Diddy Combs, Ghislaine Maxwell (cúmplice de Jeffrey Epstein), o ex-presidente das Honduras Juan Orlando Hernández, entre outros.

    Segundo estas fontes, o ex-líder venezuelano está em uma unidade especial, isolado de todos. Oficialmente, esta ala tem por objetivo prevenir eventuais suicídios, proteger detidos ou mesmo corrigir algum comportamento.

    A cela será um espaço muito reduzido, com três metros de comprimento por dois de largura. Tem uma cama metálica, uma privada e pia, assim como uma pequena janela. Os detidos nesta ala podem sair da cela três vezes por semana durante uma hora, sempre algemados – e também com os pés com um aparelho que reduz a mobilidade. É nesse tempo que os detidos podem tomar banho, ver alguma correspondência e também usar o telefone (apesar de terem limitações mensais).

    Um porta-voz do Departamento Federal das Prisões recusou comentar a situação de Maduro, dizendo que “por razões de segurança e privacidade” não são dadas informações sobre as condições em que o antigo presidente se encontra.

    Um consultor que trabalhou em prisões durante muitos anos, Sam Mangel, explicou ao ABC que este centro é como um “inferno na terra”, tendo-lhe algumas pessoas relatado as más condições que existem neste centro: “Está totalmente abandonado, sem investimento ou trabalhadores suficientes. É um lugar em que ninguém gostaria de estar, nem por alguns minutos.”

    No caso de Maduro, especialistas ouvidos pelo ABC dizem que o encaminhamento para esta ala se deve a razões de segurança, por forma a evitar um incidente.

    Maduro passa as noites do 'inferno na terra' gritando: "Sou presidente"

  • Brasileira que sumiu na Inglaterra usou barco e ficou à deriva, diz polícia

    Brasileira que sumiu na Inglaterra usou barco e ficou à deriva, diz polícia

    A brasileira Vitória Figueiredo Barreto saiu na última terça-feira (3) para um passeio na cidade de Brightlingsea, a cerca de 130 km de Londres, quando desapareceu

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Novas provas colhidas pela polícia da Inglaterra mostram que a brasileira desaparecida no país há 10 dias pode ter tentado fazer ligação direta em um barco que desapareceu de um porto e usado ele para se locomover, ficando à deriva, segundo a polícia.

    Vitória Figueiredo Barreto teria tentado ligar o motor do barco e o colocado na água no porto de Brightlingsea. A cearense desapareceu no dia 3 de março e foi vista pela última vez em câmeras de segurança na madrugada de 4 de março.

    A investigação da polícia acredita que Vitória passou por cercas de um estaleiro e entrou em um barco pequeno. Na sequência, ela abandonou a primeira embarcação, de menor porte, e tentou pegar uma a motor, que não ligou — ficando à deriva. Ela teria feito tudo isso sozinha, segundo disseram agentes da polícia de Essex ao canal Sky News.

    Câmeras identificaram uma pessoa que seria a brasileira dentro do porto, disse a polícia. Após ela pegar o outro barco, a corrente levou a embarcação até um banco de areia perto de Bradwell, outra região próxima ao porto.

    A polícia segue buscando a psicóloga. No momento do desaparecimento, ela usava casaco escuro com gola alta azul e tênis pretos.

    O barco que ela teria utilizado foi encontrado em uma área que não tem profundidade. A boia salva-vidas não foi localizada, dando a entender que alguém teria utilizado o objeto.

    Na última quarta-feira a polícia expandiu as buscas. Agora, agentes trabalham no rio Blackwater, na península de Dengie, e nas costas do rio Crouch e da Ilha de Mersea, segundo o canal inglês.

    Uma bolsa que seria da brasileira foi encontrada na rua Copperas Road, perto do porto de Brightlingsea. Segundo a Polícia de Essex, o objeto foi encontrado por um morador da região na tarde de anteontem. A bolsa tem a frase “People Over Profit” (Pessoas acima de lucro, em português), que corresponde à descrição do acessório usado pela brasileira.

    Vitória saiu na última terça-feira (3) para um passeio na cidade de Brightlingsea, a cerca de 130 km de Londres, quando desapareceu. Naquele momento, enviou um alerta de socorro emitido pelo celular, mostrando uma geolocalização de que estava no mar.

    A também psicóloga Fernanda Silvestre, 30, recebeu a notificação no mesmo dia. Além de amiga de Vitória, Fernanda divide a casa com ela em Fortaleza e contou ao UOL que as duas têm os celulares emparelhados. A notificação de socorro foi feita por meio de um dispositivo do iPhone que permite acionar contatos de emergência mostrando a localização do telefone via satélite.

    “Ela mandou um sinal de socorro do iPhone que é justamente bem já dentro do mar, na orla marítima. E pra chegar naquele ponto você precisa estar minimamente dentro de uma embarcação. Assim que eu olhei o telefone, fui ver a localização dela e era essa localização do mar. (…) A gente tem o hábito de falar todos os dias pela manhã. E a última vez que nos falamos foi normal”, disse Fernanda Silvestre, 30, amiga.

    Psicóloga estava hospedada na casa de uma amiga em Colchester. Segundo Fernanda, Vitória foi para um congresso no Marrocos. Nas redes sociais, a psicóloga compartilhou imagens do evento. Depois, ela seguiu viagem para a Inglaterra, onde tentaria um doutorado. Vitória é poliglota e está acostumada a fazer viagens internacionais.

    Na Inglaterra, Vitória ficou hospedada na casa de uma amiga brasileira, que leciona em uma universidade no país. A cearense havia combinado de almoçar com essa amiga quando retornasse de Brightlingsea, mas não apareceu para o compromisso.

    “Vitória pegou um ônibus e foi para as docas de Brightlingsea. Ela disse para a amiga que, quando terminasse o passeio, ela voltaria para que elas almoçassem juntas. E ela não voltou. Na hora combinada, ela já nem tinha mais sinal de telefone”, disse Fernanda Silvestre

    Família diz que há imagens de Vitória nas docas. Fernanda conta que a polícia teria conseguido confirmar a presença da psicóloga no local, no entanto, a família não viu essas imagens até o momento. Segundo informações transmitidas à Fernanda, Vitória teria conversado com um casal e depois com uma mulher que estava acompanhada de um bebê.

    A psicóloga ainda teria entrado em uma igreja próxima às docas. “Chega um determinado ponto que não tem mais imagens dela”, diz Fernanda, ressaltando que a amiga é bastante comunicativa.

    Polícia divulgou imagens de Vitória no dia do desaparecimento. Em publicação feita nas redes sociais, a Polícia de Essex divulgou cenas de Vitória em um ônibus. “Acreditamos que, mais tarde naquela mesma noite, ela possa ter estado na área do porto de Brightlingsea. Estamos trabalhando arduamente para localizar Vitória. Estamos muito preocupados e precisamos encontrá-la para garantir que ela esteja bem”, diz comunicado das autoridades.

    Fernanda diz que o namorado de Vitória e a mãe dela estão na capital inglesa. A amiga critica que ainda não houve buscas pelo mar, uma vez que a geolocalização mostrava que o celular estava nas águas.

    “Estão fazendo buscas em terra e tudo o que foi feito foi graças à localização que mandei. Mas estou sentindo falta de buscas marítimas. O nosso apelo é que sejam utilizados todos os recursos disponíveis. E tudo isso está sendo feito com a esperança de que a minha amiga volte, disse Fernanda Silvestre.

    Itamaraty acompanha o caso. Em nota enviada ao UOL, o Ministério das Relações Exteriores, por meio do Consulado-Geral do Brasil em Londres, informou que acompanha o caso e que está em contato com as autoridades locais e com a família da brasileira.

    Brasileira que sumiu na Inglaterra usou barco e ficou à deriva, diz polícia

  • Homem vai ao hospital após acordar com pele azul e descobre motivo

    Homem vai ao hospital após acordar com pele azul e descobre motivo

    Britânico assustou médicos ao chegar ao pronto-socorro com a pele azulada, mas o mistério foi rapidamente resolvido: a coloração havia sido causada pelo corante de lençóis novos que soltou durante a noite

    Um homem procurou atendimento no pronto-socorro de um hospital em Derbyshire, na Inglaterra, depois de acordar com a pele completamente azul. O caso causou preocupação inicial na equipe médica, mas a causa acabou sendo bem menos grave do que parecia: o corante dos lençóis novos que ele havia usado durante a noite.

    Segundo a BBC, Tommy Lynch, de 42 anos, contou que acordou após uma longa noite de sono com a pele azulada depois de dormir em uma roupa de cama azul-marinho que havia ganhado de presente em novembro.

    Ele disse que parecia um personagem do filme Avatar, referência aos seres azuis da famosa saga dirigida por James Cameron.

    Um amigo insistiu para que ele fosse ao hospital, e ao chegar ao pronto-socorro os médicos iniciaram rapidamente o atendimento e chegaram a administrar oxigênio enquanto investigavam o que poderia estar acontecendo.

    “Todos na recepção das urgências me encaravam como se tivessem visto um fantasma”, relatou. “Me atenderam rapidamente, deram oxigênio e começaram a fazer um monte de perguntas. Cheguei a ter uns 10 médicos à minha volta.”

    O mistério só foi resolvido quando um dos médicos esfregou um cotonete no braço de Lynch e percebeu que o objeto ficou azul.

    “Eles foram recolher o meu sangue e, assim que a médica limpou meu braço, o cotonete ficou azul. Depois a ficha caiu. Eu disse: ‘Meu Deus, peço desculpa’”, contou. “Eles foram absolutamente fantásticos, mas fiquei muito envergonhado.”

    Ele ainda comentou a reação da equipe médica diante da situação inesperada. “Fiquei mortificado, mas disseram que os fiz rir bastante. Normalmente não têm histórias engraçadas nas urgências.”

    Depois de receber alta, Lynch contou que ainda levou alguns dias para que a coloração azul desaparecesse completamente da pele.

    “As pessoas ainda me olhavam de forma estranha enquanto eu tomava banho atrás de banho, mas demorou cerca de uma semana. A água ficava azul”, disse.

    O britânico acredita que o corante dos lençóis acabou soltando porque ele passou calor durante a noite e suou bastante.

    “A primeira coisa que fiz quando cheguei em casa foi lavar os lençóis. Desde então, não voltei a ficar azul. Lave sempre os lençóis antes de dormir neles. A não ser que queira furar a fila das urgências”, brincou.
     

    Homem vai ao hospital após acordar com pele azul e descobre motivo

  • Ataque de Israel a prédio no sul do Líbano deixa ao menos oito mortos

    Ataque de Israel a prédio no sul do Líbano deixa ao menos oito mortos

    Bombardeio atingiu edifício na região de Saida e deixou também nove feridos. Israel ordenou evacuação de moradores de uma cidade próxima antes de novos ataques contra posições do Hezbollah, em meio à escalada do conflito no Oriente Médio

    Pelo menos oito pessoas morreram nesta sexta-feira após um ataque aéreo israelense atingir um edifício na região de Saida, no sul do Líbano. A informação foi divulgada pelo Ministério da Saúde libanês, que também confirmou que outras nove pessoas ficaram feridas.

    Segundo o órgão, o número de vítimas ainda é provisório e pode aumentar nas próximas horas. O comunicado descreve o episódio como um “ataque inimigo israelense”.

    Um fotógrafo da agência France-Presse que estava no local relatou que equipes de resgate trabalhavam para retirar corpos dos escombros em um bairro habitado majoritariamente por refugiados palestinos.

    Ao mesmo tempo, Israel ordenou a evacuação imediata de moradores da cidade de Al-Abasiya, no distrito de Tiro, também no sul do Líbano. A medida foi anunciada após o exército israelense indicar que prepara novos ataques contra posições do Hezbollah.

    Em comunicado divulgado em canais de televisão em árabe, o porta-voz militar de Israel, Avichay Adraee, afirmou que as forças israelenses pretendem atingir instalações militares do grupo xiita apoiado pelo Irã.

    O militar pediu que moradores deixem imediatamente os edifícios marcados em um mapa divulgado pelas Forças Armadas e também os prédios próximos, recomendando uma distância mínima de 300 metros por questões de segurança.

    Israel tem intensificado os bombardeios contra o sul e o leste do Líbano, além de áreas periféricas do país. Segundo autoridades libanesas, a ofensiva já deixou mais de 640 mortos, mais de 1.500 feridos e cerca de 800 mil pessoas deslocadas.

    Do lado israelense, o Hezbollah tem realizado ataques de menor escala contra regiões do norte de Israel.

    O Líbano acabou sendo arrastado para o conflito regional no dia 2 de março, poucos dias após o início da ofensiva militar lançada por Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro. Desde então, os confrontos na região se intensificaram.
     
     
     
     

     
     
     
     

     
     
     

    Ataque de Israel a prédio no sul do Líbano deixa ao menos oito mortos

  • Menino de 11 anos é detido suspeito de matar irmão de 5 nos EUA

    Menino de 11 anos é detido suspeito de matar irmão de 5 nos EUA

    Criança foi encontrada morta dentro de casa no Colorado, e investigadores apontaram o irmão mais velho como principal suspeito. Caso é tratado como homicídio e autoridades evitam divulgar detalhes por envolver menores de idade

    Um menino de 11 anos foi detido nos Estados Unidos suspeito de matar o próprio irmão, de apenas cinco anos, no estado do Colorado. O caso aconteceu na cidade de Centennial e está sendo investigado como homicídio pelas autoridades locais.

    De acordo com o Gabinete do Xerife do Condado de Arapahoe, a criança de cinco anos foi encontrada morta dentro de casa na terça-feira. As autoridades informaram que foram acionadas por volta das 17h30.

    “O Gabinete do Xerife do Condado de Arapahoe está investigando a morte de uma criança de cinco anos em uma residência em Centennial”, informou a corporação em comunicado divulgado na quarta-feira.

    Após as primeiras apurações, os investigadores identificaram o principal suspeito do crime.

    “Os investigadores determinaram que o suspeito da morte de um menino de cinco anos é o irmão da vítima, de 11 anos”, informou o gabinete do xerife, acrescentando que “o caso está sendo investigado como homicídio”.

    O xerife do condado de Arapahoe, Tyler Brown, lamentou o episódio e destacou a gravidade de ocorrências desse tipo.

    “Os nossos corações estão com a família desses dois meninos e com todos na nossa comunidade que estão sofrendo com essa perda”, afirmou. “Casos que envolvem homicídio de crianças estão entre os mais difíceis que nossos policiais e investigadores enfrentam.”

    A causa da morte da criança ainda não foi divulgada e segue sob investigação. O menino de 11 anos foi encaminhado para o Centro de Serviços para Jovens Marvin W. Foote, também localizado em Centennial.

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    Por envolver menores de idade, as autoridades não divulgaram mais detalhes sobre o caso nem a identidade das crianças.

    A escola frequentada pela vítima também evitou fornecer informações adicionais. Em comunicado enviado às famílias, a diretora da Escola Primária Timberline confirmou apenas a morte de um aluno.

    “É com grande tristeza que compartilho com vocês que um de nossos alunos do jardim de infância faleceu inesperadamente”, escreveu a diretora Mary Bowens em carta enviada aos pais. “Há uma investigação policial em andamento e as autoridades pediram que não divulgássemos o nome do aluno.”

    Menino de 11 anos é detido suspeito de matar irmão de 5 nos EUA

  • Ataque a sinagoga nos EUA é investigado como crime contra judeus

    Ataque a sinagoga nos EUA é investigado como crime contra judeus

    FBI afirma que incidente na Temple Israel, em Michigan, foi um ato de violência direcionado à comunidade judaica. Suspeito morreu após bater carro contra o prédio, onde funcionam escola e creche com cerca de 140 crianças.

    O FBI classificou como um “ato de violência direcionado contra a comunidade judaica” o ataque ocorrido na sinagoga Temple Israel, localizada em West Bloomfield, no estado de Michigan, nos Estados Unidos.

    A agente especial responsável pelo FBI em Detroit, Jennifer Runyan, afirmou que o incidente, agora investigado por autoridades federais, foi “profundamente perturbador e trágico”, segundo informações da Associated Press.

    Até o momento, as autoridades ainda não determinaram a motivação do ataque, que terminou com a morte do agressor. O homem, que estava armado com uma espingarda, bateu o carro contra a sinagoga. Após a colisão, o veículo pegou fogo.

    No local funcionam também uma creche e uma escola. Apesar do susto, nenhum funcionário, professor ou as cerca de 140 crianças que estavam no prédio ficaram feridos, de acordo com o xerife do condado de Oakland, Mike Bouchard.

    Segundo o responsável, algo dentro do carro começou a pegar fogo depois que o suspeito atravessou um conjunto de portas do edifício.

    Um dos seguranças da sinagoga foi atropelado e ficou inconsciente, mas não sofreu ferimentos graves, afirmou Bouchard. Cerca de 30 policiais também precisaram de atendimento médico após inalarem fumaça durante a ocorrência.

    Pelo menos um segurança da Temple Israel disparou contra o suspeito, que foi posteriormente encontrado morto dentro do veículo. Ainda não está claro se ele morreu após ser atingido por tiros ou se tirou a própria vida.

    Durante as buscas, as autoridades encontraram ainda uma grande quantidade de explosivos na parte traseira do carro. A polícia abriu uma investigação para esclarecer as circunstâncias do ataque e determinar se o homem agiu sozinho.

    Em uma coletiva anterior, Bouchard afirmou que as autoridades vinham discutindo, há cerca de duas semanas, a possibilidade de um ataque desse tipo, ressaltando que “não houve falta de preparação”.

    A Temple Israel se apresenta como a maior sinagoga do judaísmo reformista dos Estados Unidos. A instituição conta com cerca de 12 mil membros, mantém um centro de educação infantil e oferece programas educacionais voltados para famílias e adultos.

    Ataque a sinagoga nos EUA é investigado como crime contra judeus

  • Hungria pede à UE suspender sanções ao petróleo russo como os EUA

    Hungria pede à UE suspender sanções ao petróleo russo como os EUA

    Hungria pressiona União Europeia a suspender sanções ao petróleo russo após decisão dos Estados Unidos de liberar temporariamente vendas já em trânsito. Medida ocorre em meio à disparada do preço do petróleo causada pela guerra no Oriente Médio e pelo fechamento do estreito de Ormuz

    A Hungria pediu nesta sexta-feira (13) que a União Europeia siga o exemplo dos Estados Unidos e suspenda temporariamente as sanções ao petróleo russo que já está em trânsito, como forma de conter a alta nos preços da energia.

    Segundo o ministro das Relações Exteriores da Hungria, Peter Szijjarto, a Europa deveria adotar medidas semelhantes às tomadas por Washington. Ele defendeu que as restrições ao petróleo russo sejam suspensas e que os combustíveis do país voltem a circular no mercado europeu.

    O governo húngaro, liderado pelo ultranacionalista Viktor Orbán, é um dos mais dependentes do petróleo russo dentro da União Europeia e mantém posição próxima de Moscou. Budapeste também tem se distanciado das decisões do bloco em relação à guerra entre Rússia e Ucrânia, criticando sanções contra o Kremlin e medidas de apoio a Kiev.

    Na quinta-feira, os Estados Unidos anunciaram uma autorização temporária para a venda de petróleo russo armazenado em navios. A medida foi adotada após a disparada nos preços da commodity desde o início da guerra envolvendo o Irã.

    O Departamento do Tesouro norte-americano concedeu uma licença que permite, por um período de um mês, a comercialização de petróleo bruto e derivados russos carregados em embarcações antes da última quinta-feira.

    De acordo com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, a decisão não deve gerar benefícios financeiros significativos para o governo russo.

    A medida foi comentada por Kirill Dmitriev, enviado do presidente russo Vladimir Putin para assuntos econômicos. Ele afirmou que o petróleo russo é fundamental para manter o equilíbrio do mercado energético global.

    No início da semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já havia indicado que poderia suspender algumas sanções relacionadas ao petróleo russo para ajudar a reduzir os preços internacionais, após uma conversa telefônica com Putin.

    Szijjarto afirmou que a decisão de Washington tende a ampliar a oferta de petróleo no mercado mundial, contribuindo para frear a escalada dos preços. Segundo ele, no entanto, esse efeito não será percebido na Europa enquanto o bloco mantiver as sanções.

    O ministro também criticou a postura da União Europeia, acusando o bloco de tomar decisões alinhadas aos interesses da Ucrânia. Ele afirmou que a Hungria defenderá suas próprias prioridades e não permitirá que ações do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky provoquem aumento no preço da energia.

    Budapeste acusa Kiev de bloquear o trânsito de petróleo russo pelo oleoduto Druzhba, rota tradicional de abastecimento da região. Parte da infraestrutura foi danificada durante ataques russos no conflito.

    O governo de Viktor Orbán também vetou recentemente um empréstimo de 90 bilhões de euros destinado à Ucrânia. A justificativa foi a interrupção do fluxo de petróleo russo pelo oleoduto Druzhba, que afetou Hungria e Eslováquia.

    Nos últimos dias, o preço do petróleo ultrapassou a marca de 100 dólares por barril, pressionado pela escalada da guerra no Oriente Médio. O cenário reacendeu temores de uma nova crise econômica global.

    Diversos países que dependem do petróleo exportado pelos produtores do Golfo Pérsico enfrentam dificuldades adicionais, já que o tráfego de navios pelo estreito de Ormuz foi praticamente interrompido.

    O conflito na região teve início após ataques em larga escala lançados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã em 28 de fevereiro. Em resposta, Teerã passou a atacar países vizinhos e petroleiros que transitam pela região estratégica do Golfo.

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