Categoria: MUNDO

  • UE aprova acordo com Mercosul após impasse agrícola e tensão política

    UE aprova acordo com Mercosul após impasse agrícola e tensão política

    Após anos de negociações e semanas de tensão política, uma maioria qualificada de países da União Europeia deu aval ao acordo de livre-comércio com o Mercosul. O sinal verde abre caminho para a assinatura do tratado, mesmo diante de protestos de agricultores e críticas de governos como o francês.

    A União Europeia decidiu avançar com o acordo de livre-comércio com o Mercosul após formar uma maioria qualificada entre os Estados-membros, encerrando um impasse político que se arrastava há semanas em Bruxelas, de acordo com a AFP. A decisão abre caminho para que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, viaje nos próximos dias ao Paraguai, país que ocupa a presidência rotativa do Mercosul em 2026, para formalizar a assinatura do tratado.

    O aval europeu ocorre depois de intensas negociações internas para contornar a resistência de países como França e Itália, que vinham bloqueando o acordo sob o argumento de que o texto não oferecia garantias suficientes ao setor agrícola do continente. A pressão de agricultores, que realizaram protestos e bloqueios em vários países, também pesou no debate.

    Para destravar o processo, a Comissão Europeia apresentou um pacote de medidas voltadas ao campo. Entre elas está o adiantamento de até 45 bilhões de euros em subsídios previstos no próximo orçamento da Política Agrícola Comum. O montante faz parte de um orçamento total de 293,7 bilhões de euros destinados ao setor, sinalização que foi decisiva para que a Itália recuasse de sua oposição.

    Com a mudança de posição italiana e apesar da continuidade das críticas francesas, os embaixadores dos 27 países da UE reunidos em Bruxelas consideraram que não havia mais uma minoria de bloqueio capaz de impedir o avanço do tratado.

    Negociado ao longo de 26 anos, o acordo é considerado um dos mais ambiciosos já firmados pela União Europeia. Ele prevê a criação de uma ampla zona de livre-comércio entre a UE e os países do Mercosul Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, reunindo um mercado potencial de mais de 720 milhões de consumidores e economias que, juntas, somam cerca de 22,3 trilhões de dólares em Produto Interno Bruto.

    A expectativa agora é de que a assinatura marque uma nova etapa nas relações comerciais entre Europa e América do Sul, embora o acordo ainda deva enfrentar debates políticos e pressões internas antes de sua plena implementação.

    UE aprova acordo com Mercosul após impasse agrícola e tensão política

  • Putin ataca Ucrânia com supermíssil, e Kiev convoca Otan

    Putin ataca Ucrânia com supermíssil, e Kiev convoca Otan

    Segundo o Ministério da Defesa russo, a ação foi uma vingança contra a tentativa de Kiev de alvejar uma residência de verão de Putin com aviões-robôs no fim de dezembro

    (CBS NEWS) – As forças de Vladimir Putin usaram o supermíssil Orechnik durante um grande ataque aéreo à Ucrânia na noite desta quinta-feira (8). O modelo balístico de alcance intermediário russo desenhado para guerras nucleares havia sido testado contra o país em novembro de 2024.

    Segundo o Ministério da Defesa russo, a ação foi uma vingança contra a tentativa de Kiev de alvejar uma residência de verão de Putin com aviões-robôs no fim de dezembro. O presidente Volodimir Zelenski negou a iniciativa e disse que Moscou queria tumultuar as negociações de paz que travava com os EUA e a Europa.

    O ataque também ocorre em meio à europeia por um acordo favorável a Kiev na guerra iniciada por Vladimir Putin em 2022, e um dia depois de forças dos Estados Unidos apreenderem um petroleiro de bandeira russa com óleo embargado venezuelano. Até aqui, Moscou havia reagido de forma discreta ao caso.

    Na manhã desta sexta (9), a chancelaria ucraniana convocou uma reunião de emergência com a Otan e do Conselho de Segurança da ONU. O alvo do Orechnik (aveleira, em russo) foi o maior depósito de gás subterâneo da Europa, em Strii. O local fica na região de Lviv, a principal cidade do oeste ucraniano, a menos de 100 km da fronteira da Polônia, país membro da aliança militar ocidental.

    Câmeras de segurança captaram os clarões às 23h46 (18h46 em Brasília), antecipando uma noite com diversos ataques em vários pontos do país. Foram empregados 36 mísseis e 242 drones. Em Kiev, ao menos quatro pessoas morreram.

    Na ocasião, o Kremlin havia dito que já tinha selecionado alvos para o ataque retaliatório, levando a temores de que o Orechnik fosse empregado. Em 2024, Putin havia chegado a dizer que poderia usar a arma contra “os centros de decisão” em Kiev, ou seja, matar Zelenski.

    Mais cedo nesta quinta, Zelenski havia dito em seu usual pronunciamento noturno que havia movimentações suspeitas no centro de lançamento de Kasputin Iar, em Astrakhan, de onde o Orechnik lançado contra Dnipro há pouco mais de um ano.

    O local fica a cerca de 1.800 km de Lviv. O supermíssil não tem alcance divulgado, mas se encaixa na categoria que pode variar de 550 km a 5.000 km, segundo as definições internacionais.

    Segundo o Comando Oeste da Força Aérea ucraniana, as ogivas atingiram o alvo a Mach 11 (13,5 mil km/h), exatamente o registrado no primeiro ataque do Orechnik, contra a cidade de Dnipro (leste).

    Vídeos gravados por moradores mostraram a reentrada na atmosfera de múltiplas ogivas em altíssima velocidade e envoltas em plasma incandescente, exatamente como ocorreu em Dnipro. Uma unidade de segurança nuclear de Lviv foi ao local procurar resíduos radioativos, mas não encontrou nada.

    Um alerta de lançamento de Kasputin Iar havia sido declarado 11 minutos antes das explosões. Houve apagões na região. O mesmo ocorrreu em outras regiões, como Kiev, onde cerca de metade da cidade ficou no escuro.

    O míssil, que emprega até seis ogivas independentes, uma formulação típica para o emprego de armas nucleares -que, por óbvio, não foram usadas agora. Quando atingiu Dnipro, um vídeo permitiu ver que cada ogiva tinha até seis submunições, que naquela ocasião não tinham explosivos, apenas sua força cinética.

    Ela é brutal: as cargas caem a 11 vezes a velocidade do som, ou 13,5 mil km/h. Como o míssil sai da atmosfera, sua detecção precisaria ter sido feita por sensores dos EUA ou da Europa inexistentes na Ucrânia. E Kiev não tem interceptadores capazes de atingir tais armas no espaço.

    Putin sempre que pode faz propaganda do míssil, considerado por ele invencível. Depois do alegado ataque à residência presidencial, a Rússia anunciou a abertura do primeiro batalhão operacional do Orechnik em Belarus, com alcance para atingir toda a Europa. Mas o lançamento desta quinta foi da base mais distante, na Rússia.

    Se o ataque for limitado à região de Lviv, cidade simbólica por ser distante das regiões de maioria étnica russa da Ucrânia e próxima da Polônia, foi uma sinalização de Putin ao Donald Trump.

    O Kremlin estava silente acerca das negociações de paz que ocorreram em Paris nesta semana, mas nesta quinta a chancelaria reafirmou que a proposta de envio de uma força de paz franco-britânica para monitorar na Ucrâsnia um eventual cessar-fogo tornaria as tropas “alvos legítimos”.

    Há diversos outros pontos que não estão claros nos termos, como a cessão territorial que Zelenski está disposto a aceitar. O foco na questão das garantias de segurança contra uma eventual agressão russa após a paz irritou o governo russo.

    Nesta quinta, o presidente ucraniano havia dito que estava tudo pronto para submeter o plano a Trump, o fiador das conversas. O negociador russo Kirill Dmitriev esteve nesta quinta em Paris e encontrou-se com o colega americano Steve Witkoff e o genro de Trump Jared Kushner, que participaram dos debates com Zelenski e europeus.

    O ataque com o Orechnik é uma demonstração de força de Putin para a hora em que for abordado pelo colega americano. Além disso, há a questão da apreensão do petroleiro de bandeira russa.

    Como a Folha mostrou, no governo russo há a impressão que o sucesso militar contra Nicolás Maduro no sábado (3) poderá fazer Trump endurecer sua posição, usualmente mais favorável a Moscou.

    O Orechnik foi desenvolvido a partir de um modelo anterior soviético. Em 2019, Trump em seu primeiro mandato determinou a saída dos EUA do tratado INF, sigla inglesa para Forças Nucleares Intermediárias, que proibia a instalação nos países da Europa de mísseis com o tal alcance: de 550 km a 5.500 km.

    O tratado era parte do tripé que sustentou o fim da Guerra Fria. O último acordo remanescente, de armas estratégicas, vence no dia 5 de fevereiro. Putin ofereceu uma extensão, mas Trump indicou nesta quinta que não topará. “Se expirar, expirou”, disse ao jornal New York Times.

    Putin ataca Ucrânia com supermíssil, e Kiev convoca Otan

  • Trump declara que EUA vão "iniciar ataques terrestres" contra cartéis

    Trump declara que EUA vão "iniciar ataques terrestres" contra cartéis

    Após bombardeios a embarcações no Caribe e no Pacífico, o presidente dos Estados Unidos afirmou que o país ampliará a ofensiva contra o narcotráfico, com ações em terra contra cartéis. Trump citou o México, mas não detalhou locais nem prazos.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que o país planeja iniciar ataques terrestres contra cartéis de droga nas Américas, citando especialmente o México como um dos principais locais de atuação, sem, no entanto, especificar exatamente onde essas operações ocorreriam.

    Em entrevista à Fox News, Trump declarou que os cartéis “controlam o México” e que os Estados Unidos devem agir para enfrentar o narcotráfico com maior contundência, indo além dos bombardeios de embarcações nos mares do Caribe e do Oceano Pacífico que já vinham sendo realizados pelos EUA sob a justificativa de combate ao tráfico de drogas.

    O presidente também pressionou o México a “retomar o controle” diante da atuação dos grupos criminosos e disse ter pedido à presidente mexicana Claudia Sheinbaum autorização para que forças dos Estados Unidos possam combater os cartéis em território mexicano — proposta que já havia sido rejeitada anteriormente pela governante.

    Trump tem defendido que as ações militares fazem parte de um esforço mais amplo para enfrentar o narcotráfico na região, em um momento em que os Estados Unidos ampliaram o uso das forças armadas após operações marítimas que visam embarcações supostamente ligadas ao tráfico, embora Washington ainda não tenha apresentado provas de que essas embarcações transportavam drogas.

    A postura de Trump ocorre poucos dias depois da operação militar dos EUA na Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, acusados pela Justiça americana de narcoterrorismo e tráfico de cocaína.

    O anúncio dos possíveis ataques terrestres contra cartéis amplia o debate sobre intervenções militares e soberania na região, recebendo reações contrárias de autoridades latino-americanas e gerando preocupações sobre o respeito ao direito internacional.

    Trump declara que EUA vão "iniciar ataques terrestres" contra cartéis

  • EUA considera pagar até US$ 100 mil a habitantes da Groenlândia para anexar ilha, diz agência

    EUA considera pagar até US$ 100 mil a habitantes da Groenlândia para anexar ilha, diz agência

    Governos da Groenlândia e da Dinamarca afirmam que território não esta à venda; vice-presidente dos EUA diz que Europa deve levar Trump a sério

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O governo Trump discutiu o envio de pagamentos diretos aos habitantes da Groenlândia como parte de uma tentativa de convencê-los a se separarem da Dinamarca e se juntarem aos Estados Unidos, segundo uma reportagem publicada pela agência de notícias Reuters nesta quinta-feira (8).

    De acordo com a agência, autoridades americanas, incluindo assessores da Casa Branca, discutiram valores entre US$10.000 (R$ 53.883,00, na cotação atual) e US$100.000 (R$ 538.960,00) por pessoa. O salário mensal médio na Groenlândia é de 30 mil coroas dinamarquesas (R$ 25 mil), segundo estimativas.

    A ideia é vista como uma tentativa de comprar o território ultramarino da Dinamarca, que tem 57 mil habitantes. Autoridades de Copenhague e da Groenlândia insistem que a ilha não está à venda.

    “Chega de pressão. Chega de insinuações. Chega de fantasias de anexação”, escreveu o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, em uma publicação no Facebook no domingo, após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar novamente à imprensa que os EUA precisavam adquirir a ilha.

    Segundo a agência, a tática está entre vários planos discutidos pela Casa Branca para adquirir a Groenlândia, incluindo a possibilidade de intervenção militar. O vice-presidente dos EUA, J. D. Vance, afirmou nesta quinta que líderes europeus deveriam levar Donald Trump a sério no que se refere à ilha.

    Uma autoridade americana afirmou à Reuters que os assessores da Casa Branca estavam ansiosos para manter o “impulso” da intervenção na Venezuela para realizar outros objetivos geopolíticos de longa data de Trump.

    Questionada sobre as discussões, a secretária de imprensa dos EUA Karoline Leavitt afirmou que Trump e seus assessores de segurança nacional analisam “uma potencial compra”.

    O secretário de Estado americano, Marco Rubio, planeja se reunir com seu homólogo dinamarquês na próxima semana, em Washington, para discutir a questão.

    Na terça-feira, França, Alemanha, Itália, Polônia, Espanha, Reino Unido e Dinamarca emitiram uma declaração conjunta, afirmando que apenas a Groenlândia e a Dinamarca podem decidir questões relacionadas às suas relações.

    EUA considera pagar até US$ 100 mil a habitantes da Groenlândia para anexar ilha, diz agência

  • Irã sofre apagão de internet em meio a protestos contra o regime

    Irã sofre apagão de internet em meio a protestos contra o regime

    Organização NetBlocks registra interrupção enquanto manifestantes ocupam ruas de Teerã e outras cidades. Trump ameaça atingir Teerã se forças matarem manifestantes; ao menos 36 já foram mortos, segundo ativistas

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Irã registra nesta quinta-feira (8) um apagão da internet, de acordo com a ONG NetBlocks, que monitora redes de telecomunicações no mundo, num momento de crise política em que protestos contra o regime e as dificuldades econômicas ganham força em todo o país.

    Relatos de moradores de Teerã e de outras cidades grandes, caso de Mashhad e Isfahan, indicam que manifestantes voltaram a ocupar as ruas, gritando palavras de ordem contra os líderes clericais da República Islâmica. As manifestações foram também incentivadas por Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã deposto na Revolução Islâmica de 1979, que divulgou um vídeo nas redes convocando mais protestos.

    Não foram divulgados detalhes sobre a extensão ou as causas da interrupção do serviço. A mídia estatal, por sua vez, afirmou que as cidades do país permaneciam calmas.

    Esta é considerada a maior onda de protestos no Irã em três anos. As manifestações começaram no mês passado, quando comerciantes protestaram contra a rápida desvalorização do rial iraniano. Desde então, os atos se espalharam por todo o país, impulsionados pelo descontentamento com a inflação alta, atribuída à má gestão econômica, às sanções ocidentais e às restrições políticas e sociais.

    Segundo a rede de ativistas Hrana, sediada nos Estados Unidos, ao menos 36 pessoas tinham morrido de 28 de dezembro a 7 de janeiro no país.

    Diante do agravamento da crise, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, advertiu fornecedores domésticos contra a prática de estocagem e aumento abusivo de preços. Segundo ele, a população não deve enfrentar escassez de produtos, e o regime deve garantir o abastecimento e a fiscalização dos preços em todo o país.

    O cenário ocorre sob forte pressão internacional, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adotando um tom mais duro em relação às autoridades iranianas. Em entrevista a um programa de rádio conservador, Trump afirmou que o Irã será “atingido muito duramente” caso as forças de segurança passem a matar manifestantes.

    “Deixei claro para eles que, se começarem a matar pessoas -o que tendem a fazer durante seus distúrbios-, se fizerem isso, nós os atingiremos muito duramente”, disse Trump.

    A ameaça ocorre poucos dias após o ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela e cerca de sete meses após a ofensiva conduzida por Washington e Israel contra instalações nucleares iranianas, o que aumenta a tensão.

    Irã sofre apagão de internet em meio a protestos contra o regime

  • Em crítica aos EUA, presidente da Alemanha diz que ordem mundial não pode virar 'covil de ladrões'

    Em crítica aos EUA, presidente da Alemanha diz que ordem mundial não pode virar 'covil de ladrões'

    Steinmeier não cita Venezuela nem Groenlândia, mas fala de ‘colapso de valores’ do parceiro estratégico; em Paris, Macron afirma que americanos estão se afastando de aliados e das regras internacionais

    BERLIM, ALEMANHA (CBS NEWS) – O presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, fez fortes críticas à política externa dos EUA e disse que a ordem mundial não pode se transformar em um “covil de ladrões”.

    Em um evento na noite de quarta-feira (7), Steinmeier, que representa o Estado alemão e não o governo de turno, de Friedrich Merz, não citou diretamente a operação americana na Venezuela, mas falou em uma “segunda ruptura histórica”.

    A primeira, segundo o presidente, havia sido a anexação da Crimeia, pela Rússia, em 2014, e a subsequente invasão da Ucrânia, em 2022. “Depois, há o colapso dos valores por parte de nosso parceiro mais importante, os EUA, que ajudaram a construir essa ordem mundial.”

    “Trata-se de impedir que o mundo se transforme em um covil de ladrões, onde os mais inescrupulosos pegam o que querem, onde regiões ou países inteiros são tratados como propriedade de algumas grandes potências”, declarou o presidente.

    Steinmeier defendeu que situações de ameaça à ordem mundial deveriam ser enfrentadas e que países como Brasil e Índia deveriam ser convencidos a participar desse esforço.

    Ainda que não tenha citado a operação americana que extraiu Nicolás Maduro de Caracas e do comando da ditadura venezuelana, o presidente alemão tem currículo para abordar o assunto. Ministro das Relações Exteriores no governo Gerhard Schröder e em parte da administração Angela Merkel, Steinmeier usa com frequência a liberdade do cargo, quase protocolar, para passar recados.

    Na quarta, o social-democrata comemorava seu 70° aniversário em uma noite de jazz e discussão sobre democracia, duas de suas preferências, com convidados como o ex-secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg. Foi nesse evento que ele fez as declarações.

    Se o ambiente festivo permitia a distensão do discurso, seu próprio partido, o SPD, na mesma noite, elaborava uma manifestação com implicações políticas evidentes.

    Segundo o jornal alemão Die Zeit, o grupo parlamentar da legenda no Bundestag, o Parlamento do país, prepara uma menção aos EUA para sua reunião anual. O documento obtido pelo periódico afirma que “o governo americano está se distanciando ainda mais da Europa liberal e que não se pode mais confiar incondicionalmente nos EUA como potência protetora”.

    Isso também teria ficado evidente nas “ameaças flagrantes” contra a Groenlândia, outro fantasma resgatado por Trump nos últimos dias que assombra os europeus.

    Assim como Steinmeier, o grupo parlamentar do SPD não fala pela coalizão de governo, que a sigla compõe com a aliança conservadora CDU/CSU, de Merz, mas inserir o assunto na discussão do Bundestag serve como pressão sobre o premiê.

    Merz, até aqui, vem buscando ser cuidadoso na crítica aos americanos, apesar de o governo alemão ter pedido respeito ao direito internacional e à Carta da ONU logo após os eventos do fim de semana. Merz também é signatário da carta de apoio à Groenlândia, obtida pela Dinamarca na última terça-feira (6), a mais forte manifestação da União Europeia sobre o assunto.

    Em Paris, Emmanuel Macron, que também guardava distância segura do assunto nos últimos dias, nesta quinta-feira (8) mudou o tom. Em discurso a embaixadores franceses, declarou que os EUA estão “se afastando gradualmente” de alguns aliados e “se libertando das regras internacionais”.

    “As instâncias do multilateralismo estão funcionando cada vez menos bem. Vivemos em um mundo de grandes potências com uma verdadeira tentação de dividir o mundo”, disse o presidente francês, cujo cargo tem papel político bem mais forte do que o colega alemão.

    Segundo Macron, há “uma agressividade neocolonial” cada vez mais evidente nas relações diplomáticas, em clara alusão à ofensiva americana na América Latina e no Ártico.

    Em crítica aos EUA, presidente da Alemanha diz que ordem mundial não pode virar 'covil de ladrões'

  • Vidente Baba Vanga previu contato com alienígenas e guerra mundial em 2026

    Vidente Baba Vanga previu contato com alienígenas e guerra mundial em 2026

    Seguidores afirmam que ela antecipou eventos como 11 de setembro e tsunami de 2004; Búlgara nunca deixou registros escritos e previsões foram anotadas por terceiros

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A famosa vidente búlgara Baba Vanga teria previsto que 2026 marcaria dois eventos extremos: o primeiro contato da humanidade com extraterrestres e o início de uma Terceira Guerra Mundial.

    De acordo com relatos de seguidores, Baba Vanga afirmava que uma nave alienígena de grandes proporções entraria na atmosfera da Terra em novembro de 2026, sem deixar claro se os visitantes teriam intenções hostis ou pacíficas. A previsão ganhou mais atenção recentemente diante do crescimento de registros de fenômenos aéreos não identificados e de especulações em torno do cometa 3I/ATLAS.

    Na mesma linha apocalíptica, a vidente também teria associado 2026 ao início da Terceira Guerra Mundial. A leitura reaparece em um momento marcado por conflitos armados e disputas diplomáticas, como a guerra entre Rússia e Ucrânia, tensão na faixa de Gaza e o impasse envolvendo China e Taiwan.

    Mas, segundo essas versões, o conflito não representaria o fim da humanidade: Baba Vanga teria afirmado que o mundo só acabaria em 5079.

    Nascida em 1911, em uma região que hoje faz parte da Macedônia do Norte, Vangeliya Pandeva Gushterova perdeu a visão aos 12 anos, após um episódio atribuído a um tornado. A partir daí, passou a ser considerada clarividente e ganhou notoriedade ao receber visitantes em busca de previsões, conselhos espirituais e curas alternativas, especialmente durante e após a Segunda Guerra Mundial.

    Apesar da popularidade, o legado da vidente é cercado de controvérsias. Baba Vanga nunca deixou registros escritos -era analfabeta- e todas as profecias que lhe são atribuídas foram anotadas por terceiros, muitas vezes após sua morte.

    Mas 2026 não é a primeira vez que Baba Vanga teria previsto a Terceira Guerra Mundial. Segundo alguns seguidores, o conflito começaria em 2010 e terminaria em 2014, o que não se concretizou. Outro exemplo de previsão errado envolve a Copa do Mundo de 1994, em que ela teria dito que a final seria disputada por duas seleções que começariam com a letra B, algo que não ocorreu.

    Ainda assim, defensores da vidente afirmam que ela teria antecipado eventos como os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, o desastre nuclear de Chernobyl, a morte da princesa Diana, o tsunami de 2004 e o aquecimento global.

    Vidente Baba Vanga previu contato com alienígenas e guerra mundial em 2026

  • Venezuela anuncia que irá libertar presos políticos, incluindo estrangeiros

    Venezuela anuncia que irá libertar presos políticos, incluindo estrangeiros

    Governo da Espanha confirma liberação de cinco cidadãos do país, que agora se prepararam para viajar; Presidente da Assembleia fez pronunciamento nesta quinta, sem citar nomes dos presos que seriam liberados

    BUENOS AIRES, ARGENTINA (CBS NEWS) – O regime chavista anunciou nesta quinta-feira (8) que irá libertar presos políticos na Venezuela, incluindo estrangeiros. O anúncio foi feito pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, irmão da líder interina, Delcy Rodríguez.

    “Para a convivência pacífica, o governo bolivariano, junto com as instituições do Estado, decidiu liberar um número significativo de venezuelanos e estrangeiros”, afirmou ele.

    “É um gesto unilateral de paz e não foi acordado com nenhuma outra parte”, disse ele. Sem dar detalhes sobre a identidade dos presos, ele acrescentou que “esses processos de liberação estão acontecendo a partir deste exato momento.”

    Aos jornalistas que acompanhavam o discurso, Rodríguez apenas disse, em seguida, que a libertação dos presos ocorreria “em algumas horas”.

    Na mesma ocasião, o líder parlamentar agradeceu ao político espanhol José Luis Rodríguez Zapatero, ao presidente Lula (PT) e ao Qatar, “que responderam prontamente ao apelo” da líder interina, disse.

    O parlamentar também disse que a pressão do governo de Donald Trump por petróleo venezuelano é algo que faz parte de acordos entre dois governos soberanos que fazem negócios há anos.

    Se confirmadas, essas são as primeiras libertações sob Delcy Rodríguez, que assumiu após a captura do ditador Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, em uma operação militar dos EUA, no sábado (3). Ambos estão presos em Nova York.

    A ONG Fórum Penal registra 806 presos por motivos políticos na Venezuela, incluindo 175 militares.

    Venezuela anuncia que irá libertar presos políticos, incluindo estrangeiros

  • Delcy Rodríguez demitiu general após captura de Nicolás Maduro

    Delcy Rodríguez demitiu general após captura de Nicolás Maduro

    Delcy Rodríguez, demitiu Javier Marcano Tábata, o general que liderava a guarda de honra presidencial e que não conseguiu proteger Nicolás Maduro durante a operação militar dos Estados Unidos, na madrugada de sábado (3)

    A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, demitiu nesta quarta-feira (7), Javier Marcano Tábata, o general que liderava a guarda de honra presidencial e que não conseguiu proteger Nicolás Maduro durante a operação militar dos Estados Unidos, na madrugada de sábado.

    Delcy Rodríguez está promovendo uma reformulação do círculo íntimo de Nicolás Maduro, sendo a demissão do general a primeira grande mudança, que acontece depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter ameaçado a agora presidente interina de que poderia enfrentar um “destino pior que Maduro”, caso não cumpra as exigências dos EUA.

    Tudo indica, de acordo com a BBC, que Javier Marcano Tábata teria assumido a culpa pela captura de Nicolás Maduro – que aconteceu no dia 3 de janeiro -, uma vez que é o comandante da guarda de honra presidencial da Venezuela.

    A guarda de honra presidencial é a força militar que fornece os guarda-costas para protegerem o chefe de Estado. 

    Rodríguez foi empossada na segunda-feira

    A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodriguez, tomou posse, na segunda-feira, como presidente interina da Venezuela, depois de ter prestado juramento perante a Assembleia Nacional.

    “É com pesar que aqui estou, pelo rapto de dois heróis que estão reféns nos Estados Unidos [Maduro e a mulher, Cilia Flores] (…) Tenho também a honra de prestar juramento em nome de todos os venezuelanos”, declarou Delcy Rodríguez.

    Quem é Delcy Rodríguez?

    Mulher de confiança de Nicolás Maduro, com ligações ao patronato e agora presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez afirma-se como o rosto pragmático da transição perante os Estados Unidos, se Washington trabalhar com a administração do ex-presidente venezuelano.

    Nomeada no sábado pelo Supremo Tribunal, após a captura de Nicolás Maduro pelas forças norte-americanas, Delcy Eloína Rodríguez Gómez, de 56 anos, era vice-presidente desde 2018 e é a primeira mulher na história do país a liderar o executivo.

    Maduro já foi presente a tribunal e declarou-se “inocente”

    Nicolás Maduro declarou-se, na segunda-feira, inocente na sua primeira aparição perante um tribunal de Nova York, após ter sido capturado pelas autoridades norte-americanas.

    “Sou inocente. Não sou culpado de nada do que foi aqui mencionado”, afirmou Maduro, ao ser questionado sobre como se declarava, quando foi apresentado, pela primeira vez, a um juiz de Nova York dois dias depois de ter sido detido em Caracas durante uma operação conduzida por forças especiais dos Estados Unidos, cujos contornos continuam a ser contestados por Caracas.

    A próxima audiência está marcada para 17 de março.

    Delcy Rodríguez demitiu general após captura de Nicolás Maduro

  • Corpo de DJ brasileiro desaparecido é encontrado em praia de Portugal

    Corpo de DJ brasileiro desaparecido é encontrado em praia de Portugal

    Maycon Douglas desapareceu na manhã do dia 31 de dezembro, após tocar em um bar da cidade. O carro dele foi encontrado submerso perto do farol de São Miguel Arcanjo, de onde teria despencado

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O corpo de um brasileiro de 26 anos que estava desaparecido em Portugal foi encontrado nesta quarta-feira (7) em uma praia de Nazaré.

    Maycon Douglas desapareceu na manhã do dia 31 de dezembro, após tocar em um bar da cidade. O carro dele foi encontrado submerso perto do farol de São Miguel Arcanjo, de onde teria despencado.

    O corpo do homem foi encontrado nesta quarta-feira (7) na Praia do Sul, a mais de dois quilômetros de distância de onde o carro dele teria caído. Segundo a Autoridade Marítima Nacional, o corpo dele vai ser levado ao IML de Leiria.

    Maycon ficou conhecido em Portugal após participar da oitava temporada do programa Casa dos Segredos, veiculada em 2024. O TVI, canal que transmite o reality show, lamentou a morte nas redes sociais. “Recordaremos sempre o Maycon pelo seu sorriso fácil e pela forma tranquila de estar”, afirmou o canal.

    Maycon foi criado em Portugal, para onde se mudou aos quatro anos. Em 2024, ele afirmou à equipe da TVI que entrou na Casa dos Segredos para poder comprar uma casa para a mãe. Ele não conseguiu ganhar o prêmio.

    Corpo de DJ brasileiro desaparecido é encontrado em praia de Portugal