Categoria: MUNDO

  • Vídeo mostra momento em que agentes do ICE matam mulher nos EUA

    Vídeo mostra momento em que agentes do ICE matam mulher nos EUA

    O vídeo que o agente do ICE gravava enquanto disparou contra uma mulher em Minneapolis, no Minnesota, foi divulgado. Nele, é possível ouvir a vítima, Renee Nicole Good, dizendo: “Não estou zangada com você”. O agente dispara pouco depois enquanto faz insultos.

    O vídeo que estava sendo gravado por Jonathan Ross, o agente do ICE que disparou mortalmente contra uma mulher em Minneapolis, no estado de Minnesota, foi divulgado nesta sexta-feira — e pode ser visto abaixo.

    A mulher morta foi identificada como Renee Nicole Good, de 37 anos, uma cidadã americana e mãe de três filhos. Ela foi baleada na manhã de 7 de janeiro de 2026, durante uma grande operação de fiscalização migratória conduzida pelo ICE e pelo Departamento de Segurança Interna dos EUA em Minneapolis.

    Nas imagens, é possível ver Renee falando calmamente para a câmera: “Está tudo bem. Não estou brava com você.” O vídeo mostra também quem está filmando captando a placa do carro e uma outra pessoa dizendo que ela continuará no veículo: “Será a mesma quando você vier falar com a gente mais tarde”.

    Em seguida, ouve-se uma voz gritando “sai do carro” — um comando que já podia ser ouvido nos primeiros vídeos divulgados, mas agora é possível ver com mais clareza a posição do agente que fez os disparos.

    Renee tenta tirar o carro do local, virando o veículo e deixando a companheira para trás, momento em que o agente dispara três tiros contra ela sem hesitar. Também pode ser ouvido um insulto logo após os tiros.

    A mulher foi atingida dentro do carro e morreu pouco depois no hospital. A divulgação do vídeo intensificou protestos e críticas à abordagem dos agentes federais, que haviam dito oficialmente que o disparo ocorreu em legítima defesa, alegando que a motorista teria tentado atropelar os agentes. No entanto, imagens captadas por testemunhas e pelos próprios agentes colocam essa versão em dúvida.

    Este incidente ocorre em meio a uma operação de grande escala em Minneapolis e Saint Paul e tem gerado forte reação pública, com líderes locais e manifestantes pedindo responsabilização dos agentes envolvidos e maior transparência nas apurações.

    Vídeo mostra momento em que agentes do ICE matam mulher nos EUA

  • Conselho de Segurança da ONU se reúne a pedido da Ucrânia (após ataques)

    Conselho de Segurança da ONU se reúne a pedido da Ucrânia (após ataques)

    O Conselho de Segurança da ONU vai reunir-se na segunda-feira a pedido da Ucrânia, após novos ataques russos e a utilização por Moscou do míssil de última geração Orechnik.

    A informação consta na agenda do Conselho, que foi alterada e publicada na noite de sexta-feira.

    “A Rússia atingiu um novo e terrível patamar de crimes de guerra e crimes contra a humanidade em ataques contra civis e infraestruturas civis na Ucrânia”, denunciou o embaixador da Ucrânia na ONU, Andrii Melnyk, em uma carta na qual solicita a realização da reunião e à qual a agência France-Presse (AFP) teve acesso.

    Novos ataques russos na noite de quinta para sexta-feira deixaram metade dos edifícios residenciais de Kiev sem aquecimento, levando o prefeito da capital ucraniana a pedir que a população deixasse a cidade temporariamente.

    Nesses bombardeios, foi utilizado, pela segunda vez desde o início da guerra, em fevereiro de 2022, o míssil balístico russo Orechnik.

    “Hoje, a Federação Russa reivindicou oficialmente o uso do míssil balístico de médio alcance chamado ‘Orechnik’ na região de Lviv. Esse ataque representa uma ameaça grave e sem precedentes à segurança do continente europeu, minando a estabilidade regional e apresentando sérios riscos à paz e à segurança internacional”, destacou o embaixador ucraniano na carta.

    O pedido da Ucrânia foi apoiado por seis membros do Conselho — França, Reino Unido, Letônia, Dinamarca, Grécia e Libéria —, segundo fontes diplomáticas ouvidas pela AFP.

    Conselho de Segurança da ONU se reúne a pedido da Ucrânia (após ataques)

  • Trump avisa: "Vamos fazer algo sobre a Gronelândia, quer gostem quer não"

    Trump avisa: "Vamos fazer algo sobre a Gronelândia, quer gostem quer não"

    O presidente dos EUA, Donald Trump, reiterou esta sexta-feira o seu desejo de assumir o controle da Gronelândia, território autônomo da Dinamarca, afirmando que tomará medidas “quer gostem quer não”.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que sua administração tomará medidas em relação à Groenlândia “queiram eles ou não”, reiterando seu desejo de assumir o controle do território autônomo da Dinamarca.

    “Eu gostaria de fazer um acordo, sabe, da forma fácil. Mas, se não fizermos da forma fácil, faremos da forma difícil”, disse Trump a jornalistas na Casa Branca, segundo a CNBC.

    A agência de notícias Reuters informou, na quinta-feira, que a administração Trump estaria disposta a oferecer até 100 mil dólares (cerca de 86 mil euros) aos habitantes da Groenlândia para anexar a ilha.

    Questionado sobre o valor desses pagamentos, o presidente dos Estados Unidos respondeu: “Ainda não estamos falando de dinheiro para a Groenlândia. Talvez eu fale sobre isso, mas agora vamos fazer algo em relação à Groenlândia, queiram eles ou não”.

    “Porque, se não fizermos isso, a Rússia ou a China vão tomar a Groenlândia, e não queremos a Rússia ou a China como vizinhas”, argumentou.

    As declarações surgem no mesmo dia em que o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, conversou com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, sobre o reforço da segurança no Ártico.

    Rutte discutiu com Rubio “a importância do Ártico para a segurança comum e como a OTAN está trabalhando para desenvolver suas capacidades” na região, segundo um porta-voz da aliança citado pela agência France-Presse (AFP).

    O líder norte-americano tem preocupado aliados ao se recusar a descartar o uso da força militar para tomar esse território autônomo da Dinamarca, país membro da OTAN.

    Trump afirma que o controle da ilha, rica em recursos naturais, é crucial para a segurança nacional dos Estados Unidos, diante da crescente ameaça representada pela Rússia e pela China no Ártico.

    A OTAN tem trabalhado para reduzir o interesse de Washington na Groenlândia, destacando as medidas adotadas para reforçar a segurança na região.

    A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, alertou que um ataque militar norte-americano para tomar a Groenlândia poderia significar o fim da aliança militar ocidental, com 76 anos de existência.

    No entanto, o comandante das forças da OTAN na Europa, o general norte-americano Alexus Grynkewich, garantiu nesta sexta-feira que a aliança está longe de viver uma crise.

    “Até agora, isso não teve impacto no meu trabalho em nível militar, então eu diria simplesmente que estamos prontos para defender cada centímetro da Aliança, hoje como sempre”, afirmou o líder de operações da organização, ao comentar as declarações de Trump.

    A Casa Branca, embora não tenha descartado a opção militar, indicou que Trump estaria considerando ativamente a compra da vasta ilha ártica, sem especificar que forma essa transação poderia assumir.

    Além disso, Donald Trump reconheceu, em entrevista concedida na quinta-feira ao jornal The New York Times, que talvez tenha de escolher entre preservar a integridade da OTAN e controlar o território dinamarquês.

    Questionado sobre essas declarações em Vantaa, cidade ao norte de Helsinque, o Comandante Supremo Aliado se recusou a comentar o “aspecto político” da questão da Groenlândia.

    “Estamos tentando impedir qualquer ação contra o território da Aliança. Acho que estamos conseguindo. Vemos isso todos os dias”, destacou.

    A Dinamarca já recebeu manifestações de apoio da Itália, França, Alemanha, Polônia, Espanha e Reino Unido para enfrentar as exigências de Trump.

    Trump avisa: "Vamos fazer algo sobre a Gronelândia, quer gostem quer não"

  • Como o aborto pode definir o futuro da saúde nos Estados Unidos

    Como o aborto pode definir o futuro da saúde nos Estados Unidos

    O presidente Donald Trump criou mal-estar entre sua própria base ao sugerir que os deputados flexibilizem seus discursos sobre restrição ao aborto

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira (9) a renovação dos subsídios do ACA (Affordable Care Act), conhecido como Obamacare. O programa de redução de custos de saúde, entre outras medidas, direciona impostos para cobrir parte dos custos dos planos de saúde de famílias de baixa e média renda.

    Esses subsídios expiraram em dezembro de 2025, elevando o custo de saúde para a população e gerando um problema político para o Partido Republicano, que historicamente se opõe ao ACA desde que foi criado pelo então presidente Barack Obama em 2010.

    Na quinta, 17 deputados republicanos se uniram aos democratas para aprovar o projeto de lei que restaura os subsídios. Agora, a proposta segue para o Senado, onde um tema promete dificultar as negociações: o aborto.

    Desde 1976, a chamada Emenda Hyde impede que impostos sejam usados para financiar abortos que não sejam em casos de gravidez resultante de estupro ou por risco de vida da gestante. Na terça-feira (6) o presidente Donald Trump criou mal-estar entre sua própria base ao sugerir que os deputados flexibilizem seus discursos sobre essa restrição.

    É que o Partido Republicano tem sua própria proposta para o programa de saúde. O projeto aprovado na Câmara, que estende os subsídios do Obamacare por três anos, é considerado impossível de aprovação no Senado, onde o partido do presidente é maioria.

    Apesar disso, a votação dos deputados -especialmente com a adesão de parte dos republicanos- pode pressionar os senadores. O esperado é que se chegue a um acordo para mudar o formato dos subsídios, com, por exemplo, pagamentos diretos às famílias.

    Atualmente, planos de saúde que cobrem abortos nos estados onde o procedimento é legal têm que separar o procedimento, garantindo que os subsídios federais não serão utilizados para custeá-lo. Mas a base republicana e grupos da sociedade civil como a National Right to Life querem criar novas restrições, excluindo planos que tenham cobertura para o procedimento de receber qualquer ajuda federal.

    Essa proposta, é claro, é extremamente impopular entre os democratas, que têm proposto o fim da Emenda Hyde nas negociações. A proposta aprovada na Câmara não fala sobre aborto explicitamente. Esse foi um dos pontos que levaram à pressão de grupos antiaborto para que ela não fosse votada em dezembro. A falta de acordo levou à expiração dos subsídios.

    Em seu discurso no Kennedy Center, em Washington, para deputados republicanos, o presidente disse que eles têm que ser “um pouco flexíveis” no assunto, para conseguir chegar a um acordo para aprovar a versão da gestão Trump do programa de saúde, uma prioridade do governo para coibir a alta no custo de vida.

    Mas a declaração do presidente foi mal recebida por seus aliados. “Acho que está claro que nós não somos flexíveis com isso”, disse ao site “The Hill” o senador Kevin Cramer, um republicano de North Dakota.

    A presidente da organização antiaborto Susan B. Anthony, Marjorie Dannenfelser, afirmou em nota que se o Partido Republicano abandonar “um compromisso de décadas”, ele azedará a relação com os eleitores e “com certeza perderá em novembro”.

    No final de 2026, acontecem as eleições legislativas conhecidas como “midterms”, que marcam a metade do mandato presidencial. Elas servem como um termômetro da popularidade do governo e podem mudar as correlações de forças entre democratas e republicanos no Congresso. Atualmente o partido de Trump controla as duas Casas, mas com margem menor na Câmara.

    O cálculo político dos republicanos terá que ser entender qual questão afetará mais o eleitorado: a flexibilização das posições em relação ao aborto ou o aumento dos custos de saúde. Trump tem dado sinais de que o segundo tema, econômico, é sua prioridade.

    O presidente americano já mudou algumas vezes sua posição pública sobre o aborto. Embora tenha feito alguns acenos a grupos que defendem a criminalização completa do procedimento, perdoando ativistas presos por protestos violentos em frente a clínicas, por exemplo, Trump tem se mantido distante desse tema em seu segundo mandato.

    Como o aborto pode definir o futuro da saúde nos Estados Unidos

  • Trump e Petro vão se reunir na Casa Branca em fevereiro

    Trump e Petro vão se reunir na Casa Branca em fevereiro

    Presidentes dos EUA e da Colômbia tiveram conversa telefônica

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai se reunir com o presidente colombiano Gustavo Petro na Casa Branca no início do próximo mês, disse o líder norte-americano nesta sexta-feira, na esteira de conversa telefônica entre os dois líderes após ameaças de Trump ao país latino-americano.

    “Tenho certeza de que funcionará muito bem para a Colômbia e para os Estados Unidos, mas é preciso impedir que a cocaína e outras drogas entrem nos EUA”, escreveu Trump em uma postagem em rede social, acrescentando que a reunião com o presidente Gustavo Petro deve ocorrer na primeira semana de fevereiro.

     


    Trump e Petro vão se reunir na Casa Branca em fevereiro

  • Protestos atingem todo o Irã, e líder supremo ameaça manifestantes

    Protestos atingem todo o Irã, e líder supremo ameaça manifestantes

    País segue isolado do mundo devido a corte de internet; atos começaram com crise econômica e se espalharam; Aiatolá Khamenei diz que ataques a prédios do regime foram orquestrados por mercenários a serviço de Trump e Israel

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Com as manifestações contra o governo atingindo todas as 31 províncias do Irã, o líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, adotou a linha dura. Disse que Teerã “não irá tolerar cidadãos agindo como mercenários para estrangeiros”.

    Em discurso nesta sexta-feira (9), Khamenei apontou o dedo para Donald Trump, o presidente americano que havia prometido intervir militarmente no país caso houvesse mortes na repressão ao protestos -até quinta, segundo a ONG norueguesa Iran Human Rights, foram 45, além de dois policiais.

    “Na noite passada em Teerã, um bando de vândalos e arruaceiros veio e destruiu um prédio que pertence ao Estado, ao povo, só para agradar o coração do presidente dos Estados Unidos”, disse. Trump deve “cuidar do próprio país”, completou o líder supremo.

    Foi uma rara admissão da escala dos problemas, que segundo redes de ativistas já atingiram 300 cidades. A capital teve sua noite mais agitada desde o começo da crise, no fim do ano, com carros queimados e multidões nas ruas.

    Enquanto ameaça a população, o regime manteve a rotina já observada nos dia anteriores de cortes na internet, para tentar coibir a organização de atos. Além disso, celulares e mesmo linhas terrestres pararam de funcionar de forma constante.

    Segundo disse à Folha de S.Paulo uma ativista iraniana chamada Noor, que pediu para omitir seu sobrenome, as manifestações não são centralizadas, sendo convocadas por aplicativos de mensagem.

    Os protestos começaram a engrossar em 28 de dezembro. A faísca, na expressão de Noor, foi a carestia: inflação de 42,5% ao ano e uma aceleração na desvalorização do rial ante o dólar, que fechou o ano tirando metade do valor da moeda local ante a americana.

    Isso encarece os bens de consumo importados a que a classe média tem acesso. Para piorar, uma crise hídrica sem precedentes fez o governo anunciar um plano para evacuar Teerã.

    Rapidamente, os atos passaram a mirar o governo, incorporando agendas de manifestações passadas: houve grandes jornadas de protestos em 2009, 2017, 2019 e 2022-23. A mais recente havia sido disparada pela morte na cadeia de uma jovem presa por usar o véu islâmico de forma que a polícia religiosa achou errada.

    Inicialmente, os protestos se concentraram no sensível oeste do país, onde há maioria étnica curda e a instável fronteira com o Iraque. A maioria das mortes ocorreu na quarta (7) na província de Ila, na região.

    Mas entre quinta e sexta houve um espraiamento ainda maior. Atos isolados em cidades grandes, como Teerã e Isfahan, viraram movimentos maiores e mais violentos, como vandalismo de que Khamenei se queixou, numa rara admissão de que o problema para o governo é sério.

    Na madrugada desta sexta, houve um grande protesto em Mashhad (leste), a segunda maior cidade do país e considerada o coração espiritual da República Islâmica.

    Na província sulista de Fars, manifestantes derrubaram uma estátua do general Qassem Suleimani, que foi o principal militar do país e é incensado pelo regime como herói nacional, morto em um ataque ordenado por Trump em 2020.

    Houve incêndios relatados na madrugada, nos momentos em que vídeos conseguiam escapar dos mecanismos de controle e atingir redes sociais, em diversas cidades. Na capital, além do prédio vandalizado, houve grandes concentrações em praças.

    Mesmo na TV estatal os relatos abundam. “Isso aqui parece uma zona de guerra, todos as lojas foram destruídas”, disse um jornalista em frente a incêndios no porto de Rasht, no mar Cáspio. Ao menos seis voos internos no país tiveram de ser cancelados.

    Como contou Noor, não há uma liderança oposicionista clara. Quem está tentando ocupar esse lugar é o filho do xá Reza Pahlavi, o líder que foi derrubado pela revolução islâmica em 1979. O príncipe herdeiro homônimo, que mora nos EUA, publicou vídeos pedindo manifestações pacíficas. “Vão às ruas”, disse.

    Sua fala tem tido ressonância em jovens como Noor, mas é incerto se ele teria densidade para entrar em campo no caso de um colapso da teocracia fundada por Ruhollah Khomeini, o aiatolá sucedido por Khamenei após sua morte em 1989.

    REGIME ESTÁ ACUADO

    Os atos, segundo os relatos, ainda não foram tão grandes quantos os do biênio 2022-23, mas estão crescendo em violência. Mas eles pegam a teocracia num momento de extrema fragilidade.

    Em 2024, o presidente Ebrahim Raisi, sucessor presumido de Khamenei, morreu numa nebulosa queda de helicóptero. O país trocou fogo em duas ocasiões naquele ano com Israel, na esteira do ataque de seu preposto Hamas ao Estado judeu, que levou a uma campanha que desarticulou a rede de proteção de Teerã na região.

    Os grupos palestinos Hamas e Jihad Islâmico, além do libanês Hezbollah, foram duramente atingidos pela guerra de Israel. Em junho de 2025, os rivais foram às vias de fato numa violenta guerra aérea de 12 dias que teve participação especial de Trump: o americano bombardeou as instalações do programa nuclear iraniano pela primeira vez.

    Um instável cessar-fogo se seguiu, mas a crise econômica só fez piorar. O Irã está sob sanções mais duras dos EUA desde que Trump, no primeiro mandato, abandonou o acordo no qual a teocracia abdicava de ter a bomba atômica em troca de comércio mais livre.

    Agora, o governo do presidente Masoud Pezeshkian tenta se equilibrar na crise. Ele demitiu o chefe do Banco Central e tem feito declarações mais amenas, contemporizando acerca da dureza da crise. Mas seu superior, Khamenei, manteve a linha mais dura e a poderosa Guarda Revolucionária, o verdadeiro poder no país, tem apertado a repressão.

    Protestos atingem todo o Irã, e líder supremo ameaça manifestantes

  • EUA capturam mais um petroleiro perto da Venezuela

    EUA capturam mais um petroleiro perto da Venezuela

    Navio com bandeira dO Timor Leste tentava furar bloqueio naval determinado por Trump, na quinta ação do tipo desde dezembro; americanos monitoram outros 15 navios, inclusive ao menos 3 que assumiram bandeira russa e estão no Atlântico

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Os Estados Unidos ampliaram nesta sexta-feira (9) o bloqueio naval contra a venda de petróleo da Venezuela, abordando e apreendendo mais um navio no Caribe. É a quinta ação do tipo desde que Donald Trump começou essa campanha, em dezembro.

    Segundo agências de notícias, forças americanas interceptaram o petroleiro Olina perto da costa de Trinidad e Tobago, perto do território venezuelano. Ele voltava de uma viagem à China na qual, suspeitam as autoridades dos EUA, havia transportado petróleo de Caracas.

    Segundo monitores de tráfego marítimo, o Olina tem bandeira do Timor Leste, o que sugere sua participação na chamada frota fantasma que usa identidades nebulosas para driblar sanções internacionais. O navio de 252 metros havia partido do porto chinês de Liuheng em 19 de dezembro.

    O americano Wall Street Journal disse que a embarcação havia feito transporte de petróleo e derivados russos diversas vezes e estava sob sanção.

    A operação ocorre dois dias depois da mais espetaculosa ação desta crise, quando forças dos EUA finalizaram uma perseguição de duas semanas ao petroleiro Marinera, que mudou de nome e assumiu a bandeira da Rússia na esperança de evitar a apreensão.

    Além de caçar, abordar e apreender o navio já perto da costa da Islândia, os americanos fecharam a porta na região ao deslocar para o Reino Unido vários aviões de patrulha e sensoriamento remoto, visando identificar embarcações no Atlântico Norte.

    A Rússia protestou contra o que chamou de pirataria, mas evitou reclamar o Marinera para si -ao menos três marinheiros do país no navio já foram libertados. Ao mesmo tempo, ao fazer o segundo uso na Guerra da Ucrânia do poderoso míssil Orechnik, nesta noite de quinta (8), Moscou também deu uma sinalização militar aos EUA.

    Segundo monitores marítimos, há ainda ao menos 15 embarcações que desligaram seus transponders, o equipamento que permite o rastreio via satélite, tentando fugir do bloqueio de Trump. Dessas, analistas russos estimam que ao menos três navegam com a bandeira do país de Vladimir Putin.

    Trump não dá sinais de que isso o irá demover. No sábado, sua campanha para tomar controle econômico da Venezuela teve uma etapa dramática, com o ataque militar e a captura do ditador Nicolás Maduro, e sua mulher Cilia Flores, em Caracas.

    Eles foram levados para Nova York, onde serão julgados sob a acusação de narcoterrorismo, ainda que os termos do indiciamento já tenham sido mudados. O ditador era o principal aliado de Putin no Hemisfério Ocidental, que Trump decretou como zona de influência exclusiva americana em sua nova Estratégia de Segurança Nacional.

    Antes do episódio do Olina, houve a apreensão do Marinera e do Sophia, este no Caribe, na quarta. Em 10 de dezembro, o Skipper, que levava petróleo venezuelano para Cuba, também foi interceptado. Em 20 de dezembro, foi a vez do Centuries.

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  • Venezuela e EUA retomam contato diplomático limitado e avaliam reabertura de embaixadas

    Venezuela e EUA retomam contato diplomático limitado e avaliam reabertura de embaixadas

    Regime da líder interina Delcy Rodríguez busca restabelecer missões nos dois países quase uma semana após ataque; delegação americana chega a Caracas para avaliar condições de reaproximação; relações estão rompidas desde 2019

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Quase uma semana após o ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela, Washington e Caracas retomaram os contatos diplomáticos, ainda que de forma limitada, e já avaliam a reabertura de embaixadas nos dois países.

    A Venezuela anunciou nesta sexta-feira (9) o início do que chamou de “processo exploratório” para retomar as relações com Washington, rompidas desde 2019. Os EUA, por sua vez, enviaram ao país sul-americano uma delegação liderada por John McNamara, encarregado de negócios americano na Colômbia, para fazer uma avaliação de uma possível volta gradual das operações diplomáticas.

    Segundo comunicado divulgado pelo chanceler venezuelano, Yván Gil, o regime da líder interina do país, Delcy Rodríguez, decidiu abrir um canal preliminar com Washington para restabelecer representações nos dois países. No texto, Caracas afirma que a medida tem o objetivo de avaliar as condições para a retomada formal das relações bilaterais.

    O regime venezuelano confirmou também a chegada da delegação dos EUA a Caracas e informou que enviará uma representação oficial a Washington como parte desse processo inicial de aproximação.

    Em comunicado separado, a Venezuela reiterou que a fase atual é de “caráter exploratório”, sem explicar o que isso significa, e voltada à reconstrução da presença diplomática mútua. Do lado americano, funcionários do Departamento de Estado disseram que farão avaliações técnicas e logísticas.

    A movimentação marca um gesto raro de diálogo direto entre os dois países após anos de ruptura diplomática. Ocorre também num contexto ainda de tensão política e militar entre Caracas e Washington.

    Apesar dos movimentos iniciais para reaproximação, diplomatas ouvidos pela agência de notícias AFP afirmam que Washington ainda não tomou uma decisão sobre a reabertura da embaixada. Segundo as autoridaades, questões logísticas continuam em análise, embora os EUA estejam preparados para retomar a missão diplomática assim que o presidente Donald Trump autorizar.

    Desde o fechamento da embaixada na Venezuela, as operações americanas relacionadas ao país passaram a ser conduzidas a partir da embaixada na Colômbia, que também funcionou sem um embaixador titular durante esse período.

    Venezuela e EUA retomam contato diplomático limitado e avaliam reabertura de embaixadas

  • Trump diz que suspendeu novos ataques contra a Venezuela após regime libertar presos políticos

    Trump diz que suspendeu novos ataques contra a Venezuela após regime libertar presos políticos

    Ao menos oito pessoas foram soltas; ativistas eram perseguidos pela ditadura de Nicolás Maduro; presidente americano diz que Washington e Caracas estão ‘trabalhando bem juntos’

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (8) que suspendeu novos ataques contra a Venezuela porque, em suas palavras, Washington e Caracas estão “trabalhando bem juntos”. O anúncio ocorre um dia após o regime anunciar a libertação de presos políticos no país.

    Ao menos oito pessoas foram soltas, segundo a ONG venezuelana Foro Penal. A ditadura de Nicolás Maduro realizava detenções arbitrárias como forma de perseguição política, e opositores eram detidos sob acusações de terrorismo, conspiração e traição à pátria.

    “A Venezuela está libertando um grande número de presos políticos como sinal de que está buscando a paz”, afirmou o republicano em um post em sua rede, a Truth Social. “Em razão dessa cooperação, cancelei a segunda onda de ataques que era anteriormente esperada, a qual tudo indica não será necessária.”

    A mobilização militar na região, porém, deve continuar, já que Trump afirmou que os navios de guerra enviados ao mar do Caribe permanecerão onde estão para garantir “ordem e proteção”.

    O número de pessoas liberadas ainda é menos de 1% do total de detenções realizadas nos últimos anos. A Foro Penal estima em 806 os presos por motivos políticos na Venezuela, mas o levantamento final pode ser ainda maior -a organização venezuelana Justiça, Encontro e Perdão, por exemplo, contabilizou mais de mil presos políticos no país em novembro do ano passado.

    O anúncio da liberação dos presos foi feito na quinta-feira (8) pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez -irmão da líder interina, Delcy Rodríguez. Ele disse que a decisão foi um “gesto unilateral de paz” e que, portanto, não teria sido acordado com nenhuma outra parte.

    A renomada ativista Rocío San Miguel, que tem dupla cidadania venezuelana e espanhola e que foi presa em fevereiro de 2024 ao tentar deixar a Venezuela, está entre os libertados. Ela estava detida no Helicoide, prisão rotulada por organizações de direitos humanos como “centro de tortura” da ditadura.

    Outro libertado foi Enrique Márquez, ex-candidato à Presidência da Venezuela detido após denunciar irregularidades nas eleições de 2024, que deram um terceiro mandato a Maduro apesar de diversas evidências de fraude.

    São as primeiras libertações sob Delcy Rodríguez, que assumiu após a captura de Maduro e sua esposa, Cilia Flores, em uma operação militar dos EUA. Ambos estão presos em Nova York.

    Delcy participou na quinta-feira (8) de um ato em homenagem aos mortos durante a ação americana que levou Maduro. Numa aparente tentativa de afastar especulações de traição e de que a nova líder teria negociados com os EUA, ela disse que houve resistência das forças segurança da Venezuela.

    “Aqui ninguém se entregou. Aqui houve combate e houve combate por esta pátria”, disse ela durante a cerimônia. “Não estamos subordinados nem estamos submetidos. Temos dignidade histórica e temos compromisso e lealdade com o presidente Nicolás Maduro.”

    Trump diz que suspendeu novos ataques contra a Venezuela após regime libertar presos políticos

  • Polícia encontra centenas de ossadas em porão de homem: "Filme de terror"

    Polícia encontra centenas de ossadas em porão de homem: "Filme de terror"

    Homem de 34 anos tinha centenas de ossadas guardadas no porão de sua casa. Algumas tinham 200 anos, outras eram mais recentes

    Mais de 100 esqueletos humanos foram encontrados dentro da casa de um homem, de 34 anos, em Pensilvânia, nos Estados Unidos.

    Jonathan Gerlach enfrenta cerca de 500 acusações por, supostamente, ter colecionado ossadas humanas, que conseguiu através da profanação de túmulos e monumentos funerários, revela o Daily Mail.

    A sua coleção teria começado no Halloween e a polícia de Delaware County define toda a situação como um “verdadeiro filme de terror”.

    “Os detetives recuperaram um número lamentável de ossos até agora, e ainda estamos tentando juntar as peças para perceber a quem pertencem e de onde vêm”, disse o advogado Tanner Rouse.

    As autoridades encontraram crânios, ossos, pés mumificados e troncos em decomposição, que estavam armazenados no porão do homem.

    “Os detetives entraram em um filme de terror. É um cenário inimaginável”, disse. “Sinto muito por aqueles que estão tristes com isto, que estão passando por isso, que estão tentando descobrir se é, de fato, o seu ente querido ou o seu filho — porque encontramos restos mortais que acreditamos serem de bebés com meses de idade”, completa, referindo que alguns dos restos mortais teriam 200 anos enquanto outros são mais recentes. 

    “Estavam em vários estados. Alguns estavam pendurados, por assim dizer. Outros estavam reunidos em pedaços, outros eram apenas crânios em uma prateleira”, detalhou. 

    Os agentes afirmaram que a prisão de Jonathan Gerlach, que aconteceu na terça-feira à noite, foi o culminar de uma investigação de vários meses sobre arrombamentos no cemitério Mount Moriah, onde pelo menos 26 mausoléus e criptas foram abertos à força. Depois disso, as autoridades encontraram ossos e crânios no banco traseiro de um carro estacionado perto de um cemitério abandonado nos arredores de Filadélfia.

    O homem foi preso quando estava saindo do cemitério e agora é acusado de 500 crimes.

    Polícia encontra centenas de ossadas em porão de homem: "Filme de terror"