Categoria: MUNDO

  • ONU pede investigação à morte de mulher por agente do ICE em Minneapolis

    ONU pede investigação à morte de mulher por agente do ICE em Minneapolis

    Renee Good foi morta a tiros há cinco dias, dentro de um carro, durante uma operação conduzida por agentes federais de imigração. Desde então, manifestações tomaram as ruas de Minneapolis e se espalharam para outras cidades, como Nova Iorque, Los Angeles e Bosto

    A Organização das Nações Unidas cobrou, nesta terça-feira, a abertura de uma investigação rápida, independente e transparente sobre a morte de Renee Nicole Good, de 37 anos, baleada por um agente do serviço de imigração em Minneapolis, nos Estados Unidos. O caso provocou uma onda de protestos em diversas cidades do país.

    “O uso intencional de força letal só é admissível como último recurso, quando há uma ameaça iminente à vida”, afirmou Jeremy Laurence, porta-voz do Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas para os Direitos Humanos, durante entrevista coletiva em Genebra.

    Segundo Laurence, a ONU tem conhecimento de que o caso está sendo investigado pelo FBI, mas reforça a necessidade de um inquérito independente e conduzido com rapidez para esclarecer as circunstâncias da morte.

    Renee Good foi morta a tiros há cinco dias, dentro de um carro, durante uma operação conduzida por agentes federais de imigração. Desde então, manifestações tomaram as ruas de Minneapolis e se espalharam para outras cidades, como Nova Iorque, Los Angeles e Boston.

    Mesmo diante dos protestos, o governo dos Estados Unidos anunciou no domingo o envio de centenas de agentes federais adicionais para Minneapolis. A ONU pediu que as autoridades adotem medidas para reduzir as tensões e evitem ações que possam estimular a violência.

    Na segunda-feira, a cidade de Minneapolis e o estado de Minnesota informaram que entraram com uma ação judicial contra o governo do presidente Donald Trump, em razão das operações de grande escala realizadas pela imigração federal nas últimas semanas.

    De acordo com informações oficiais, Renee Good participava de um protesto para tentar interromper uma dessas operações quando foi atingida pelos disparos. No início da semana, autoridades federais mobilizaram cerca de dois mil agentes para realizar uma série de detenções na cidade.

    Após o episódio, Trump declarou apoio imediato à versão de legítima defesa apresentada pelo agente do ICE envolvido no caso. A justificativa, no entanto, vem sendo contestada por autoridades democratas locais, que afirmam possuir imagens de vídeo que contradizem o relato oficial.

    O Illinois, também governado por democratas e alvo de operações federais de imigração, especialmente em Chicago, anunciou que pretende ingressar com uma ação judicial semelhante contra o governo Trump.
     
     

     

     
     
     

    ONU pede investigação à morte de mulher por agente do ICE em Minneapolis

  • Donald Trump incentiva protestos no Irã e diz que “ajuda está a caminho”

    Donald Trump incentiva protestos no Irã e diz que “ajuda está a caminho”

    Presidente dos Estados Unidos usou as redes sociais para apoiar manifestantes iranianos, ameaçou suspender negociações com Teerã e voltou a mencionar a possibilidade de sanções e ações mais duras, enquanto a repressão aos protestos já deixou centenas de mortos.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, incentivou nesta terça-feira a população do Irã a manter os protestos contra o regime, afirmando que a “ajuda está a caminho”.

    A mensagem foi publicada na rede social Truth Social, onde Trump encorajou os manifestantes a seguir mobilizados até a derrubada das autoridades iranianas. “Patriotas iranianos, continuem em protesto, retomem o controle das instituições”, escreveu. O presidente norte-americano também afirmou ter cancelado todas as reuniões com representantes do governo iraniano até que “cessem os assassinatos sem sentido de manifestantes” e encerrou a publicação com o slogan “MIGA” (Make Iran Great Again).

     
     

     

    Desde o início das manifestações no país, Trump vem fazendo reiteradas ameaças de uma possível intervenção militar dos Estados Unidos. A repressão aos protestos que ocorrem no Irã já deixaram cerca de 2.000 pessoas mortas, confirmou nesta terça-feira (13) um membro do governo iraniano à agência de notícias Reuters.

    O governo iraniano, por sua vez, reagiu com ameaças de retaliação, incluindo ataques a instalações militares e embarcações norte-americanas. O Catar abriga a maior base militar dos Estados Unidos na região. Em junho do ano passado, durante o conflito entre Irã e Israel, Teerã lançou mísseis contra a base como resposta a um ataque americano a instalações nucleares iranianas.

    Apesar da escalada de tensões, autoridades catarianas afirmaram que ainda há espaço para uma saída negociada. “Estamos em uma fase em que acreditamos que uma solução diplomática pode ser encontrada”, disse Al-Ansari, porta-voz do governo do Catar. Segundo ele, conversas estão em andamento com países da região e parceiros internacionais.

    Também nesta terça-feira, Trump anunciou novas tarifas contra parceiros comerciais do Irã. A Casa Branca informou que a possibilidade de ataques aéreos continua sobre a mesa, embora a diplomacia siga sendo tratada como a principal alternativa.

    A violência contra manifestantes no Irã foi condenada por diversos países e organismos internacionais, entre eles Portugal, Espanha, Reino Unido, Alemanha, França, o Conselho Europeu e a Organização das Nações Unidas.

    Donald Trump incentiva protestos no Irã e diz que “ajuda está a caminho”

  • Onda gigante mata um e deixa 35 feridos em praia da Argentina; veja

    Onda gigante mata um e deixa 35 feridos em praia da Argentina; veja

    Fenômeno inesperado atingiu turistas em Santa Clara del Mar, na província de Buenos Aires, arrastando dezenas de pessoas. Autoridades investigam a ocorrência, classificada como um possível meteotsunami, evento raro provocado por alterações bruscas na atmosfera.

    Uma pessoa morreu e outras 35 ficaram feridas após serem arrastadas por uma onda de grandes proporções na tarde desta segunda-feira, 12 de janeiro, em uma praia de Santa Clara del Mar, na província de Buenos Aires.

    A onda, estimada entre cinco e seis metros de altura, surpreendeu turistas que estavam na praia em um momento de grande movimento. Imagens que circulam nas redes sociais mostram o cenário logo após a chegada da água, com banhistas em pânico e equipes de resgate atuando no local.

    De acordo com autoridades citadas pelo jornal 20 Minutos, o fenômeno ocorreu de forma repentina e atingiu dezenas de pessoas com força. A vítima fatal sofreu uma pancada na cabeça ao ser lançada contra uma rocha. O corpo foi levado até a faixa de areia, onde equipes tentaram reanimá-la, sem sucesso. Entre os feridos, uma pessoa está em estado grave.

    Testemunhas relataram que passavam a tarde na California Beach quando o mar recuou de maneira incomum, pouco antes da chegada de uma sequência de ondas descritas como “gigantes”. A água avançou sobre áreas onde turistas tomavam sol, arrastando malas, cadeiras e outros objetos pessoais.

    Segundo o jornal Página 12, os próprios frequentadores da praia precisaram se ajudar para evitar consequências ainda mais graves. O episódio foi classificado como um possível meteotsunami.

    Conhecida por suas águas calmas e pelo clima tranquilo, Santa Clara del Mar raramente registra esse tipo de ocorrência, o que contribuiu para que todos fossem pegos de surpresa.

     

    O que é um Meteotsunami

    O fenômeno foi descrito como um meteotsunami, uma onda de grande dimensão provocada por mudanças bruscas na atmosfera, e não por atividade sísmica, como ocorre nos tsunamis tradicionais. Trata-se de um evento raro e de difícil previsão.

    “É necessário realizar os estudos adequados para confirmar, mas tudo indica que se trata de um meteotsunami”, afirmou Fernando Oreiro, engenheiro especializado em marés.

    Onda gigante mata um e deixa 35 feridos em praia da Argentina; veja

  • ONG confirma libertação de pelo menos 56 presos políticos na Venezuela

    ONG confirma libertação de pelo menos 56 presos políticos na Venezuela

    ONGs e líderes opositores confirmam ao menos 56 libertações desde quinta-feira, enquanto o governo fala em 116 pessoas soltas sem divulgar nomes. Famílias seguem mobilizadas e cobram transparência e a libertação de todos os detidos por motivos políticos.

    Organizações não governamentais e a oposição da Venezuela confirmaram que pelo menos 56 presos políticos foram libertados desde quinta-feira. Já o governo afirma que 116 pessoas deixaram a prisão, mas não divulgou os nomes.

    A ONG venezuelana Foro Penal, que até domingo contabilizava pouco mais de 800 presos políticos, confirmou a libertação de 56 pessoas até as 21h15 de segunda-feira, no horário local. Segundo o levantamento mais recente da entidade, entre os detidos havia 86 pessoas com nacionalidade estrangeira ou dupla nacionalidade, incluindo cinco luso-venezuelanos.

    O principal bloco de oposição do país informou que contabilizou 73 libertações até o mesmo horário e cobrou das autoridades mais agilidade no processo para que “o sofrimento dos presos políticos e de suas famílias finalmente chegue ao fim”.

    “Seguimos vigilantes, aguardando novas libertações, até que todos os presos políticos sejam libertados”, declarou a Plataforma Democrática Unitária, que também divulgou uma lista com os nomes das pessoas soltas.

    A coalizão destacou que “quase mil pessoas” continuam presas por motivos políticos, situação classificada como uma “tática deliberada de protelação” e um “escárnio inaceitável”. Segundo a PDU, o cenário é agravado pelo fato de muitos libertados estarem submetidos a medidas cautelares rigorosas.

    Horas antes, o governo venezuelano anunciou a libertação de 116 presos políticos, afirmando que a decisão resulta de uma revisão ampla dos processos, dentro de uma política de “justiça, diálogo e preservação da paz”.

    Em comunicado, o Ministério do Serviço Penitenciário afirmou que as medidas beneficiaram pessoas privadas de liberdade por fatos relacionados à perturbação da ordem constitucional e à preservação da estabilidade nacional.

    Na quinta-feira, o presidente do Parlamento da Venezuela, Jorge Rodríguez, havia anunciado a libertação de um “número significativo” de detidos.

    Desde então, familiares de presos políticos passaram a se concentrar durante a noite em frente a unidades prisionais, como El Rodeo I, nos arredores de Caracas, à espera da libertação de parentes.

    Na segunda-feira, familiares de colombianos detidos na Venezuela realizaram uma vigília com velas na Ponte Internacional Simón Bolívar, que liga os dois países. Com o lema “Apoiem as famílias dos presos políticos”, dezenas de pessoas pediram a libertação de 19 colombianos que, segundo os manifestantes, estão presos injustamente há anos em cadeias venezuelanas.

    A ONG Justiça, Encontro e Perdão pediu, por meio da rede social X, que o processo ocorra com total transparência, informações verificáveis e sem atrasos.

    O anúncio das libertações ocorreu após pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou ter influência direta sobre o processo político em Caracas após a captura de Nicolás Maduro.
     
     

     

    ONG confirma libertação de pelo menos 56 presos políticos na Venezuela

  • Illinois e Minnesota processam governo Trump por uso de forças federais em seus territórios

    Illinois e Minnesota processam governo Trump por uso de forças federais em seus territórios

    Estado de Minnesota processou nesta segunda a secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, e vários funcionários da imigração americana

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O estado de Illinois, nos Estados Unidos, processou a gestão do presidente Donald Trump nesta segunda-feira (12) pelo uso que o governo federal faz de agentes fortemente armados em operações anti-imigração. O governador democrata JB Pritzker afirmou que a ação judicial foi movida devido ao “uso perigoso da força” pelo Departamento de Segurança Interna.

    “Embora os acusados descrevam esse ataque como ‘fiscalização da imigração’, a realidade é que agentes uniformizados e com treinamento militar, portando armas semiautomáticas e armamento de nível militar, têm atuado indiscriminadamente por meses em Chicago e arredores, parando, interrogando e prendendo moradores ilegalmente”, diz a ação.

    O processo, apresentado no Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Norte de Illinois, acusa o governo Trump de “causar tumulto e impor um clima de medo” no estado, cuja maior cidade é Chicago, alvo de batidas contra imigrantes do governo Trump.

    Nessa mesma linha, o estado de Minnesota processou nesta segunda a secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, e vários funcionários da imigração americana. A ação busca impedir o aumento da fiscalização imigratória no estado após a morte de Renee Nicole Good por um agente federal na semana passada.

    O processo, apresentado no Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito de Minnesota, pede que o tribunal declare o aumento da fiscalização inconstitucional e ilegal e que impeça o governo federal de prender cidadãos americanos e portadores de visto sem suspeita de que tenham cometido um crime.

    O estado também busca a proibição de agentes federais ameaçarem usar força física ou exibirem armas contra pessoas que não estejam sujeitas a prisão por questões de imigração, além de outras restrições à atuação das tropas.

    No último dia de 2025, Trump anunciou a retirada da Guarda Nacional de Chicago, Los Angeles e Portland, mas acrescentou que as forças federais voltariam “quando a criminalidade começar a disparar novamente”.

    Segundo ele, a decisão se deu “apesar do fato de que a criminalidade foi bastante reduzida graças à presença desses grandes patriotas nessas cidades, e SOMENTE por esse fato”. Trump já havia usado o suposto aumento no número de crimes como justificativa para os envios, mas não apresentou dados que comprovassem o alto patamar ou, com a retirada, a queda relatada.

    Durante 2025, Trump enviou agentes da Guarda Nacional para cidades governadas por democratas em um movimento que críticos avaliam como uma tentativa de punir adversários e reprimir dissidência. Ao ameaçar uma volta “talvez de uma forma muito diferente e mais forte”, o presidente a defendeu como “apenas uma questão de tempo”.

    Em Minnesota, a morte de Renee Good durante uma operação de fiscalização inflamou o debate sobre as políticas anti-imigração de Trump, que classificou o episódio de “legítima defesa” por parte do agente.

    Dezenas de milhares de pessoas marcharam por Minneapolis durante o final de semana para protestar contra o ICE, o serviço de imigração do país. Mais de mil manifestações foram convocadas em todo o país contra a campanha de deportação do governo Trump.

    Illinois e Minnesota processam governo Trump por uso de forças federais em seus territórios

  • Líder da Venezuela nomeia ex-guarda-costas de Maduro como chefe de gabinete

    Líder da Venezuela nomeia ex-guarda-costas de Maduro como chefe de gabinete

    Capitão Juan Escalona integrava equipe de segurança do ditador capturado pelos EUA em 3 de janeiro; ele se descreve como leal à revolução bolivariana, a Chávez e a Maduro

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, escolheu nesta segunda (12) um guarda-costas do ditador deposto Nicolás Maduro para assumir o posto de chefe de gabinete, um dos cargos mais estratégicos do regime e responsável por coordenar a agenda presidencial e articular a relação com os diferentes órgãos do Estado.

    O escolhido foi o capitão Juan Escalona, que fazia parte da equipe de segurança de Maduro, capturado em 3 de janeiro junto com a esposa, Cilia Flores, em uma operação militar dos EUA. No ataque, cerca de 50 agentes que protegiam o então ditador foram mortos, entre eles 32 cubanos.

    A nomeação de Escalona é uma das primeiras mudanças formais do novo governo, que atua sob forte pressão de Washington. Além dele, Rodríguez também escolheu outro militar, Aníbal Coronado, para o cargo de ministro do Ambiente. Os anúncios foram feitos pela líder interina em sua conta no Telegram.

    Ao confirmar a nomeação de Escalona, Rodríguez exaltou sua trajetória. “Sei que sua lealdade, capacidade e compromisso levarão adiante o acompanhamento do desenvolvimento dos planos do nosso governo bolivariano junto ao povo”, escreveu.

    Escalona foi ajudante de Hugo Chávez e, após a morte do líder chavista em 2013, passou a integrar a segurança pessoal de Maduro.

    Ele havia tomado posse como deputado do Parlamento no dia 5 de janeiro, após vencer uma vaga nas eleições de maio do ano passado. Em sua biografia no Instagram, Escalona se descreve como “leal à revolução bolivariana, a Chávez e a Maduro”.

    Nos últimos dias, Rodríguez também fez outras mudanças sensíveis, como a substituição do chefe da guarda presidencial, que comanda o temido serviço de contrainteligência, além da nomeação de um novo responsável pela área econômica.

    A nova liderança vem promovendo uma guinada na relação de Caracas com Washington. O presidente americano, Donald Trump, declarou-se satisfeito com Delcy e chegou a sugerir que pretende se reunir com ela.

    Enquanto isso, Nicolás Maduro e Cilia Flores permanecem nos EUA, onde respondem em Nova York a acusações relacionadas ao narcotráfico.

    Líder da Venezuela nomeia ex-guarda-costas de Maduro como chefe de gabinete

  • Após ameaça de Trump, líder de Cuba diz que não está em negociações com os EUA

    Após ameaça de Trump, líder de Cuba diz que não está em negociações com os EUA

    Presidente americano afirmou que a ilha não terá mais petróleo e dinheiro venezuelano e deveria fazer acordo logo; cubanos que faziam segurança de Nicolás Maduro morreram em ataque dos EUA que capturou o ditador

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O líder de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou nesta segunda-feira (12) que não há negociações em andamento com o governo dos Estados Unidos. A declaração é uma resposta aos comentários feitos no dia anterior pelo presidente americano, Donald Trump, que sugeriam que os dois abriram diálogo.

    Trump afirmou aos repórteres no domingo (11) que os EUA estavam “conversando com Cuba”. Ele não especificou o que havia sido discutido nas supostas conversas, mas disse que “vocês descobrirão muito em breve”.

    Díaz-Canel negou qualquer diálogo em andamento, exceto contatos técnicos na área de migração.

    “Como a história demonstra, para que as relações entre os EUA e Cuba avancem, elas devem ser baseadas no direito internacional em vez de hostilidade, ameaças e coerção econômica”, disse o líder cubano.

    O presidente americano afirmou neste domingo (11) que Cuba não terá mais acesso ao petróleo oriundo da Venezuela ou acesso a qualquer valor ou investimento feito pelo país sul-americano na ilha caribenha.

    “Cuba viveu, por muitos anos, com grandes quantidades de PETRÓLEO e DINHEIRO da Venezuela. Em troca, Cuba forneceu ‘Serviços de Segurança’ para os dois últimos ditadores venezuelanos, MAS NÃO MAIS! A maioria desses cubanos está MORTA após o ataque dos EUA da semana passada, e a Venezuela não precisa mais de proteção contra os bandidos e estelionatários que os mantiveram reféns por tantos anos”, disse Trump em uma publicação feita na rede Truth Social, com as habituais maiúsculas.

    “A Venezuela agora tem os Estados Unidos da América, o Exército mais poderoso do Mundo (de longe!), para protegê-los, e nós os protegeremos. NÃO HAVERÁ MAIS PETRÓLEO OU DINHEIRO INDO PARA CUBA -ZERO! Eu sugiro fortemente que eles façam um acordo, ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS”, continuou o líder americano.

    Em resposta, o dirigente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, publicou uma sequência de mensagens no X nas quais escreveu que os EUA “não têm moral de apontar o dedo a Cuba para nada, absolutamente nada”, pois “convertem tudo em negócio, inclusive vidas humanas”.

    Mais cedo, o chanceler de Cuba, Bruno Rodríguez, afirmara que a ilha tem o direito absoluto de importar combustível de mercados dispostos a exportá-lo, sem interferência dos EUA. O país vive há mais de seis décadas sob embargo americano.

    As declarações de Trump ocorrem pouco mais de uma semana depois de os EUA terem capturado o ditador venezuelano Nicolás Maduro. A operação militar noturna em Caracas resultou na morte de dezenas de membros das forças de segurança venezuelanas e cubanas.

    Após ameaça de Trump, líder de Cuba diz que não está em negociações com os EUA

  • Governo Trump diz ter revogado mais de 100 mil vistos em 2025

    Governo Trump diz ter revogado mais de 100 mil vistos em 2025

    Departamento de Estado afirma que continuará cassando permissão de pessoas que chama de criminosos; governo criou diretrizes para verificação de redes sociais para barrar candidatos a visto com histórico de crítica aos EUA

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou nesta segunda-feira (12) que revogou mais de 100 mil vistos desde que o presidente Donald Trump voltou à Casa Branca no ano passado, estabelecendo o que chamou de um novo recorde em meio a política agressiva de deportações.

    A extensão das revogações reflete a ampla repressão do governo federal a imigrantes, que conta com batidas de agentes sem identificação em cidades por todo país e a deportação até mesmo de imigrantes com vistos válidos. A gestão Trump também adotou uma política mais rigorosa na concessão de vistos, com verificação de redes sociais e triagem expandida dos candidatos.

    “O Departamento de Estado já revogou mais de 100 mil vistos, incluindo cerca de 8.000 vistos de estudantes e 2.500 vistos especializados para indivíduos abordados por forças de segurança dos EUA por atividade criminosa. Continuaremos a deportar esses bandidos para manter a América segura”, disse o departamento em uma publicação no X.

    As quatro principais causas para revogações de vistos foram permanências além do prazo permitido, dirigir sob influência de álcool, agressão e roubo, disse o porta-voz do Departamento de Estado Tommy Pigott. As revogações marcaram um aumento de 150% em relação a 2024, segundo ele.

    O Departamento de Estado também lançou um Centro de Verificação Contínua para assegurar que “todos os estrangeiros em solo americano cumpram nossas leis -e que os vistos daqueles que representam uma ameaça aos cidadãos americanos sejam rapidamente revogados”, afirmou Pigott.

    Em novembro, o Departamento de Estado disse ter revogado cerca de 80 mil vistos de não imigrantes desde a posse de Trump, em 20 de janeiro de 2025, por infrações que vão desde dirigir sob influência de álcool até agressão e roubo.

    Diretrizes do departamento neste ano ordenam que diplomatas americanos no exterior estejam vigilantes contra quaisquer candidatos a vistos aos EUA que Washington possa considerar hostis aos EUA e que tenham um histórico de ativismo político.

    Funcionários da gestão Trump dizem que portadores de vistos de estudantes e residentes permanentes legais com green cards estão sujeitos à deportação por seu apoio aos palestinos e críticas à conduta de Israel na guerra na Faixa de Gaza, chamando suas ações de ameaça à política externa dos EUA e acusando-os de serem apoiadores do Hamas.

    A nova diretriz foi divulgada em junho. O anúncio de retomada dos agendamentos de vistos estudantis foi feito junto da promessa de apertar a verificação de redes sociais dos postulantes à autorização de entrada no país.

    Funcionários consulares passaram então a exigir que os candidatos a um visto estudantil concedam acesso a perfis em redes sociais que estejam no modo privado, ou seja, sem acesso para usuários que não sejam autorizados.

    “Lembre ao candidato que o acesso limitado à presença online poderia ser interpretado como um esforço para evadir ou esconder certas atividades”, diz comunicado interno que instrui funcionários consulares dos EUA sobre como proceder na retomada das análises para emissão de visto.

    Governo Trump diz ter revogado mais de 100 mil vistos em 2025

  • Presidente do México descarta invasão dos Estados Unidos

    Presidente do México descarta invasão dos Estados Unidos

    Trump disse publicamente que os EUA fariam ataques por terra contra os cartéis mexicanos; Claudia Sheinbaum conversou por telefone com Donald Trump

    A presidente do México, Claudia Sheinbaum, informou que os Estados Unidos não vão invadir seu país para combater o tráfico de drogas, como havia afirmado Donald Trump há alguns dias.

    Sheinbaum escreveu em uma rede social que telefonou nesta segunda-feira (12) para o norte-americano e teve “uma boa conversa”. A líder mexicana informou que conversaram sobre vários assuntos “incluindo segurança com respeito às nossas soberanias, a diminuição do tráfico de drogas, o comércio e investimentos”. 

    Segundo a presidente, “a colaboração e a cooperação num contexto de respeito mútuo sempre produzem resultados”. 

    Trump chegou a dizer publicamente que os EUA fariam ataques por terra contra os cartéis mexicanos. Disse ainda que “é muito triste ver e observar o que aconteceu neste país”, referindo-se ao país vizinho.

    Depois de invadir a Venezuela e sequestrar Nicolás Maduro, Trump tem ameaçado outros países latino-americanos. Neste domingo (11), em sua rede social, o presidente dos EUA disse que Cuba não tem mais o petróleo e nem o dinheiro vindos da Venezuela. 

    O líder norte-americano escreveu também que seria melhor Cuba “fazer um acordo [com os EUA] antes que seja tarde”.Miguel Diaz-Canel, presidente cubano, reagiu e disse que “Cuba é uma nação livre, independente e soberana”. 

    “Ninguém nos dirá o que fazer”, afirmou.

    Presidente do México descarta invasão dos Estados Unidos

  • O que é o ICE? Quais os seus poderes nos Estados Unidos? Entenda!

    O que é o ICE? Quais os seus poderes nos Estados Unidos? Entenda!

    O Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, sigla em inglês) ganhou uma nova expressão com o regresso de Donald Trump à Casa Branca, em janeiro de 2025. Durante a sua campanha eleitoral, o presidente dos Estados Unidos assumiu que uma das suas prioridades era combater a imigração no país

    Na última semana, o Serviço de Imigração e Alfândega norte-americano (ICE, sigla em inglês) têm estado no debate público, não só nos Estados Unidos como também um pouco por todo o mundo, depois de, na quarta-feira, um agente do ICE ter baleado fatalmente uma mulher em Minneapolis, no Minnesota.

    Mas, afinal, o que é o ICE? 

    Desde que regressou à Casa Branca, Donald Trump expandiu significativamente o orçamento e a missão do Serviço de Imigração e Alfândega, uma vez que uma das promessas eleitorais do presidente norte-americano tem que ver com a deportação em massa de imigrantes.

    O ICE é uma agência que aplica leis de imigração e conduz investigações sobre imigração irregular, desempenhando também um papel importante na retirada de imigrantes dos Estados Unidos. 

    Este serviço foi criado como parte da Lei de Segurança Interna, em 2002, como resposta aos ataques terroristas do 11 de Setembro de 2001. Na época, foi criado o Departamento de Segurança Interna (DHS), com o ICE sendo uma das suas agências subsidiárias. 

    Em que circunstâncias pode o ICE prender pessoas?

    A missão do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) abrange a segurança pública, assim como a segurança nacional. No entanto, os poderes de um agente do ICE são diferentes dos de um agente da polícia local dos Estados Unidos, de acordo com a BBC. 

    Os agentes do ICE têm o poder de parar, deter ou prender pessoas que possam ser suspeitas de estarem com documentação irregular nos Estados Unidos. Podem também deter cidadãos americanos em circunstâncias limitadas como, por exemplo, se um cidadão interferir em uma prisão, agredir um agente ou até cidadãos (americanos) que consideram estar irregulares.

    No entanto, segundo uma investigação da ProPublica, durante os primeiros nove meses de presidência de Donald Trump, houve mais de 170 detenções de cidadãos americanos. Nestes casos, os agentes suspeitavam que os cidadãos americanos eram imigrantes sem documentos. 

    Aliás, vale lembrar que, na semana passada, uma cidadã norte-americana foi morta por um agente do ICE, em Minneapolis. O governo de Donald Trump considerou que o agente agiu em legítima defesa, mas há versões contraditórias. As autoridades locais, por exemplo, referiram que Renee Goode não representava qualquer tipo de perigo e foi assassinada por agentes do governo.

    E usar a força?

    O uso de força pelo ICE é regido por uma combinação da Constituição dos Estados Unidos, da legislação e das diretrizes política do Departamento de Segurança Interna. 

    De acordo com a Constituição norte-americana, as autoridades “só podem usar força letal se a pessoa representar um perigo grave para si ou para outras pessoas ou se tiver cometido um crime violento”, explicou o diretor do programa de Justiça Criminal da Faculdade de Direito da Universidade Vanderbilt, Chris Slobogin.

    No entanto, a Suprema Corte dos Estados Unidos concedeu indulgência (perdão ou clemência) aos polícias que tomam decisões no calor do momento, sem o benefício da retrospectiva.

    Há, também, um memorando do Departamento de Segurança Interna de 2023 que afirma que os agentes federais “podem usar a força letal somente quando necessário”, quando tiverem “uma crença razoável de que o alvo representa uma ameaça iminente de morte ou lesão corporal grave” a si ou contra terceiros. 

    Onde é que o ICE opera? E o que acontece com as pessoas detidas?

    O ICE opera nos Estados Unidos, embora haja agentes que são alocados no exterior. Este serviço tem uma agência irmã – a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA -, que é responsável pelo patrulhamento das fronteiras americanas.

    Mas, segundo a BBC, estes dois papéis distintos têm-se começado a tornar mais difusos, tendo em conta que a administração de Donald Trump tem recrutado agentes de diversas agências federais de Segurança Pública para participar na fiscalização de imigrantes. 

    O ICE e outras agências mobilizaram centenas de agentes para a cidade de Los Angeles, Chicago e, agora, Minneapolis, em parceria com outra agências federais.

    De acordo com a Associated Press, serão enviados até 2.000 agentes federais para Minneapolis, na sequência do recente tiroteio.

    Entre 20 de janeiro e 10 de dezembro de 2025, a administração destacou que foram deportados 605 mil pessoas. Acrescentou também que 1,9 milhões de imigrantes se “autodeportaram voluntariamente”, após uma intensa campanha pública que incentivava as pessoas a deixarem o país.

    Caso um imigrante se depare com um ICE, pode haver uma variedade de consequências. Por exemplo, às vezes, a pessoa é detida temporariamente e libertada após um interrogatório. Em outras circunstâncias, o ICE detém e transfera essa pessoa para um centro de detenção maior. 

    Há muitos imigrantes que, embora estejam detidos, continuam lutando para obter um visto válido, mas se não tiverem sucesso, pode acabar sendo deportados para os seus países de origem. 

    O que pensam os americanos do ICE?

    De acordo com a BBC, as pesquisas dão conta que os americanos têm uma visão complexa sobre os planos de Donald Trump para lidar com a imigração. 

    Segundo uma pesquisa do Pew Research Center, realizada em outubro de 2025, mais de metade das pessoas acredita que é necessário algum nível de controle. No entanto, aponta que os americanos também mostram alguma preocupação quanto ao método de Trump.

    A pesquisa revelou que cerca de 53% dos adultos americanos acreditava que o governo de Donald Trump estava exagerando quanto à deportação de imigrantes sem documentos. Apenas 36% apoiava esta abordagem.

    O que é o ICE? Quais os seus poderes nos Estados Unidos? Entenda!