Categoria: MUNDO

  • Marco Rubio diz que EUA tem plano de três fases para a Venezuela

    Marco Rubio diz que EUA tem plano de três fases para a Venezuela

    “Vamos pegar todo o petróleo que está na Venezuela, que eles não podem mexer por causa das nossas sanções. Vamos tomar em torno de 30 a 50 milhões de barris de petróleo e venderemos no mercado pelo preço que valem e não com os descontos que a Venezuela tinha”, disse Rubio

    O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, revelou que o governo de Donald Trump tem um plano em três etapas para a Venezuela após a queda do presidente Nicolás Maduro, retirado do poder pelos americanos no último sábado (3).

    Segundo Rubio, o plano consiste em estabilização, recuperação e transição, nesta ordem.

    “O primeiro passo é a estabilização do país. Nós não queremos que tudo descambe para o caos. Vamos pegar todo o petróleo que está na Venezuela, que eles não podem mexer por causa das nossas sanções. Vamos tomar em torno de 30 a 50 milhões de barris de petróleo e venderemos no mercado pelo preço que valem e não com os descontos que a Venezuela tinha.” Segundo o secretário, o dinheiro levantado com a venda do petróleo venezuelano será controlado pelos Estados Unidos. “Nós vamos determinar que esse recurso seja usado para benefício do povo venezuelano e não vá para a corrupção ou para o regime.”

    A segunda fase, que é a de recuperação, garantirá que os EUA, o Ocidente e empresas tenham acesso ao mercado venezuelano “de uma maneira que seja justa”. Nesta fase, a intenção do governo norte-americano também é promover a “reconciliação nacional” dentro da Venezuela, anistiando a oposição a Maduro, libertando da prisão as forças contrárias ao chavismo e “reconstruindo a sociedade civil”.

    A terceira e última etapa do plano de Rubio é a transição política. O secretário de Estado disse que “no fim [deste processo de transição] a transformação do país vai depender do povo venezuelano”.

    Marco Rubio diz que EUA tem plano de três fases para a Venezuela

  • Mulher é morta por agente de imigração durante operação nos EUA

    Mulher é morta por agente de imigração durante operação nos EUA

    Caso gerou protestos, críticas do prefeito e tensão em bairros de imigrantes; Prefeito de Minneapolis exigiu que os agentes de imigração deixem a cidade imediatamente

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Uma mulher morreu nesta quarta-feira (07) em Minneapolis, nos EUA, após um tiroteio envolvendo agentes de imigração que realizavam operações na cidade.

    Manifestantes violentos atropelaram os agentes, diz o Departamento de Segurança Interna. “Um agente do ICE [Serviço de Imigração e Alfândega], temendo por sua vida, pela vida de seus colegas e pela segurança pública, disparou em legítima defesa”, afirma em comunicado, reproduzido pela CNN Internacional.

    Vítima era uma “observadora” e estava “cuidando de nossos vizinhos imigrantes”, segundo conselho. A afirmação foi dada por Jason Chavez, membro do Conselho Municipal de Minneapolis, à ABC News.

    Agentes teriam sido atacados quando ficaram presos na neve. “Eles estavam tentando desatolar o veículo quando uma mulher os atacou, assim como as pessoas ao redor, e tentou atropelá-los com o carro”, afirmou Kristi Noem, secretária do Departamento de Segurança Interna.

    Prefeito de Minneapolis exigiu que os agentes de imigração deixem a cidade imediatamente. “A presença de agentes federais de imigração está causando caos em nossa cidade”, afirmou Jacob Frey nas redes sociais.

    Governador de Minnesota, Tim Walz, disse que está reunindo informações sobre o incidente. “Compartilharemos informações à medida que soubermos mais. Enquanto isso, peço a todos que mantenham a calma”, publicou no X.

    Mulher é morta por agente de imigração durante operação nos EUA

  • Trump avalia ativamente compra da Groenlândia, diz Casa Branca

    Trump avalia ativamente compra da Groenlândia, diz Casa Branca

    ‘A primeira opção do presidente, sempre, tem sido a diplomacia’, afirma secretária de imprensa Karoline Leavitt; Secretário de Estado, Marco Rubio, diz que planeja se reunir com representantes da Dinamarca na próxima semana

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discutiu a compra da Groenlândia com sua equipe, disse a Casa Branca nesta quarta-feira (7), acrescentando que ele prefere a diplomacia, mas não descartaria uma ação militar.

    “Isso é algo que está sendo ativamente discutido pelo presidente e sua equipe de segurança nacional”, disse a secretária de imprensa Karoline Leavitt quando questionada sobre uma possível oferta de Washington para comprar o território da Dinamarca. “Sua equipe está atualmente conversando sobre como seria uma potencial compra.”

    Leavitt reiterou que Trump acredita que adquirir a Groenlândia seria do interesse da segurança nacional de seu país. “Ele vê isso como sendo do melhor interesse dos EUA para deter a agressão russa e chinesa na região do Ártico. E é por isso que sua equipe está atualmente discutindo como seria uma potencial compra”, continuou.

    Quando questionada sobre por que Trump não descartaria uma ação militar contra um membro da Otan, a aliança militar ocidental, Leavitt afirmou que “todas as opções estão sempre na mesa para o presidente Trump”. “Mas eu apenas direi que a primeira opção do presidente, sempre, tem sido a diplomacia.”

    Paralelamente, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou também nesta quarta que planeja se reunir com representantes da Dinamarca na próxima semana.

    “Se o presidente identifica uma ameaça à segurança nacional dos EUA, todo presidente mantém a opção de abordá-la por meios militares. Como diplomata, que é o que sou agora, e no que trabalhamos, sempre preferimos resolver de maneiras diferentes -isso incluiu a Venezuela”, disse Rubio aos repórteres quando questionado se os EUA estariam dispostos a potencialmente arriscar a aliança da Otan ao avançar com uma opção militar.

    Trump avalia ativamente compra da Groenlândia, diz Casa Branca

  • Trump diz duvidar que aliados da Otan apoiem EUA em caso de necessidade

    Trump diz duvidar que aliados da Otan apoiem EUA em caso de necessidade

    Declaração ocorre após Casa Branca afirmar que via militar está entre opções para anexar Groenlândia; presidente americano ainda critica Noruega pelo fato de não ter recebido o Nobel da Paz no ano passado

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Após o ataque à Venezuela e a escalada retórica contra outros países em várias regiões do mundo, o presidente Donald Trump manifestou dúvidas nesta quarta-feira (7) de que seus parceiros da Otan, a aliança militar liderada pelos Estados Unidos, apoiem Washington em caso de necessidade.

    “Sempre estaremos lá para a Otan, mesmo que eles não estejam lá para nós”, escreveu Trump em sua plataforma, a Truth Social, sugerindo desconfiança quanto à disposição dos aliados de retribuir o compromisso de defesa mútua previsto no artigo 5 do estatuto da organização.

    A declaração ocorreu um dia após a Casa Branca afirmar que a via militar está entre as possibilidades consideradas para viabilizar a anexação da Groenlândia, território semiautônomo pertencente à Dinamarca, que integra a Otan.

    Na mesma publicação, Trump fez novas críticas aos gastos militares dos países da aliança. Segundo ele, Washington arcava de forma desproporcional com os custos do grupo, e os demais integrantes investiam valores insuficientes em defesa até sua intervenção.

    “Os EUA pagavam de forma tonta por eles”, escreveu Trump. “Eu os fiz chegar a 5% do PIB destinado ao orçamento de defesa”, acrescentou, sem detalhar como esse percentual teria sido alcançado.

    Como praxe, o presidente manteve o tom ambivalente que caracteriza suas declarações sobre a aliança. Apesar das críticas, afirmou que os países membros da Otan são todos seus amigos.

    O presidente ainda voltou a reclamar do fato de não ter recebido o Prêmio Nobel da Paz em 2025, apesar de afirmar que encerrou oito guerras. Ele mencionou a Noruega, país integrante da Otan responsável pela concessão do prêmio, acusando-a de ter tomado uma “decisão estúpida”.

    “Mas isso não importa! O que importa é que eu salvei milhões de vidas. A Rússia e a China não têm nenhum medo da Otan sem os EUA”, escreveu Trump. A láurea foi concedida à María Corina Machado, líder opositora na Venezuela que, segundo o presidente americano, não tem o respeito necessário para assumir o poder em Caracas.

    Em entrevista publicada pela revista The Atlantic no domingo (4), Trump, embalado pela intervenção na Venezuela, voltou a dizer que a Groenlândia, território dinamarquês no Ártico, é de interesse dos EUA. No mesmo dia, afirmou que a região é essencial “do ponto de vista da segurança” de Washington.

    Vários países europeus saíram em defesa da Groenlândia. Em comunicado, líderes da União Europeia afirmaram que a população do território é soberana para decidir seu futuro político.

    “Chega de insinuações. Chega de fantasias sobre anexação”, respondeu a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen. “Infelizmente, acho que o presidente americano deve ser levado a sério”, acrescentou ela à DR, a emissora pública dinamarquesa.

    Trump diz duvidar que aliados da Otan apoiem EUA em caso de necessidade

  • Guerra contra a Ucrânia é uma "missão sagrada", considera Putin

    Guerra contra a Ucrânia é uma "missão sagrada", considera Putin

    O presidente russo fez a declaração durante uma missa da Igreja Ortodoxa, ao lado de soldados e famílias, ao defender a ofensiva como um dever de defesa da pátria, enquanto negociações de paz seguem travadas por disputas territoriais.

    O presidente da Rússia, Vladimir Putin, classificou a guerra contra a Ucrânia como uma “missão sagrada” de defesa da pátria. A declaração foi feita durante uma missa de Natal da Igreja Ortodoxa Russa, celebrada em 7 de janeiro, quando o chefe do Kremlin discursou a fiéis em uma igreja próxima a Moscou.

    Putin falou diante de soldados e militares uniformizados que acompanhavam a cerimônia ao lado de esposas e filhos. Em meio a eles, o presidente vestia um terno escuro, sem gravata. No pronunciamento, destacou temas como união, caridade e apoio às Forças Armadas russas.

    “Muitas vezes chamamos Cristo de Salvador, porque Ele desceu à Terra para salvar seu povo”, afirmou. “Os guerreiros russos, como se estivessem sob comando do Senhor, cumprem essa missão de defender a terra natal e seus cidadãos, de salvar a pátria e o povo”, completou. Segundo Putin, historicamente a sociedade russa enxerga seus soldados dessa forma, como responsáveis por uma missão que considera sagrada.

    O discurso ocorre quando o conflito com a Ucrânia se aproxima de completar quatro anos. O Kremlin tem tratado a ofensiva militar como um dever nacional, recorrendo ao patriotismo e à religião para sustentar a narrativa de legitimidade da guerra.

    No campo diplomático, Estados Unidos e Ucrânia demonstram otimismo cauteloso. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou recentemente que um plano de paz estaria “90% pronto”. “Esses 10% restantes, na verdade, contêm tudo. São eles que vão determinar o destino da paz, da Ucrânia e da Europa”, disse em mensagem publicada no Telegram.

    Zelensky ressaltou que o país deseja o fim do conflito, mas não “a qualquer preço”, defendendo que um eventual acordo inclua garantias de segurança robustas para evitar novas invasões russas. O principal impasse segue sendo territorial, especialmente em relação ao Donbass, região industrial que Moscou quer anexar e que Kiev se recusa a ceder.

    Guerra contra a Ucrânia é uma "missão sagrada", considera Putin

  • Trump manda Venezuela parar de fornecer petróleo à Rússia e China, diz TV

    Trump manda Venezuela parar de fornecer petróleo à Rússia e China, diz TV

    Além de cortar os laços com os países, os EUA também exigiram que a Venezuela tivesse “uma parceria exclusiva” para fornecer petróleo ao país. Na venda de petróleo bruto, por sua vez, os Estados Unidos devem ser favorecidos em relação a outras nações, afirmou o canal

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O Governo Trump pediu que a Venezuela cortasse o fornecimento de petróleo para a Rússia, China, Irã e Cuba, afirmou o canal de TV ABC News.

    Demanda foi feita durante conversa com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, após a prisão de Maduro. Nesta terça-feira (6), Trump já tinha informado que o governo venezuelano entregaria “entre 30 e 50 milhões de barris” aos EUA” a preço de mercado”.

    Além de cortar os laços com os países, os EUA também exigiram que a Venezuela tivesse “uma parceria exclusiva” para fornecer petróleo ao país. Na venda de petróleo bruto, por sua vez, os Estados Unidos devem ser favorecidos em relação a outras nações, afirmou o canal.

    Caracas só conseguirá passar “algumas semanas” independente antes de precisar vender reservas, estimou Rubio. O secretário de Estado se reuniu com legisladores nesta terça-feira (6) e disse, segundo fontes do canal, que os EUA têm condições de forçar a venda do petróleo já extraído por causa das condições financeiras do país latino.

    China reagiu ao pedido de exclusividade, afirmando que os EUA estão intimidando a Venezuela. “O uso da força contra a Venezuela e a exigência de que o país favoreça os Estados Unidos na gestão de seus próprios recursos constituem um típico ato de intimidação, violam o direito internacional e a soberania”, afirmou Mao Ning, porta-voz das Relações Exteriores do país.

    EXPORTAÇÃO DO PETRÓLEO PARA OUTROS PAÍSES ESTÁ BLOQUEADA

    EUA manterão exportação em “quarentena” até que a situação política seja resolvida, afirmou Marco Rubio. “Esse bloqueio permanecerá em vigor até que vejamos mudanças que não apenas promovam o interesse nacional dos Estados Unidos, que é o número um, mas que também levem a um futuro melhor para o povo venezuelano”, disse, ao canal CBS.

    Rubio projeta demanda por petróleo pesado de empresas “não russas” e “não chinesas”. Segundo ele, há escassez global de petróleo bruto pesado, fator que deve favorecer o interesse de petroleiras pela atuação na Venezuela.

    Petroleiras americanas vão entrar na Venezuela, disse Trump após ataque e prisão de Maduro. Ao comentar sobre a prisão do ditador, Trump disse que as companhias investiriam bilhões para “atuar para elevar a produção da indústria petrolífera venezuelana”.

    Petróleo venezuelano é diferente do americano. Os Estados Unidos produzem, em sua maioria, petróleo leve e doce, com baixo teor de enxofre, que exige menos etapas no refino e é utilizado principalmente para a fabricação de gasolina. Já a Venezuela possui petróleo pesado e extrapesado, mais usados para produção de diesel, com alta viscosidade e maior acidez, o que torna sua extração e processamento mais complexos e caros.

    Dona da maior reserva de petróleo do mundo, a Venezuela enfrenta dificuldades para ampliar sua produção e refino do combustível. País detém 17,5% da reserva de petróleo do mundo, com 303,8 bilhões de barris do combustível, segundo relatório do Instituto de Estatística de Energia, mas produção caiu mais de 70% desde a estatização do setor, em 2007, para 960 mil barris diariamente em 2024.

    Trump manda Venezuela parar de fornecer petróleo à Rússia e China, diz TV

  • Esquiadores homenageiam vítimas do incêndio em bar na Suíça; veja

    Esquiadores homenageiam vítimas do incêndio em bar na Suíça; veja

    Crans-Montana divulgou vídeo simbólico em solidariedade às 40 vítimas fatais e aos 116 feridos do incêndio ocorrido na virada do ano em um bar da estação de esqui; imagens mostram homenagem coletiva e agradecimento às equipes de resgate

    O escritório de turismo de Crans-Montana, na Suíça, divulgou um vídeo em homenagem às vítimas e aos feridos do incêndio ocorrido em um bar da estação de esqui, na madrugada da virada do ano.

    As imagens, registradas por um drone, mostram esquiadores formando um grande coração na neve como gesto simbólico de solidariedade às vítimas do incêndio, além de reconhecimento ao trabalho dos bombeiros e das equipes médicas que atuaram no resgate.

    “Em solidariedade, Crans-Montana e toda a comunidade do esqui se unem neste momento de luto. Nossos pensamentos estão com todas as vítimas e também com aqueles que prestam cuidados, ajuda e apoio. Permanecemos unidos neste momento difícil”, diz a mensagem que acompanha a publicação.

    Veja o vídeo acima.

     
     
     

     
     
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    As autoridades suíças informaram no domingo, 4 de janeiro, que todas as vítimas fatais já foram identificadas. Ao todo, 40 pessoas morreram no incêndio, mas detalhes individuais não serão divulgados por respeito às famílias.

    Segundo a polícia, entre os mortos estão 21 suíços, nove franceses, incluindo um cidadão com dupla nacionalidade franco-suíça, uma pessoa com nacionalidade francesa, israelense e britânica, seis italianos, entre eles um ítalo-emiradense, além de uma belga, uma portuguesa, um romeno e um turco. As vítimas tinham entre 14 e 34 anos, sendo que cerca da metade eram menores de idade.

    Também foram identificados os 116 feridos. Entre eles estão 68 suíços, 21 franceses, 10 italianos, quatro sérvios, dois poloneses, um belga, uma portuguesa, um tcheco, um australiano, um bósnio, um congolês, um luxemburguês e quatro pessoas com dupla nacionalidade. De acordo com a polícia, 83 feridos seguem internados em hospitais da região.

    Esquiadores homenageiam vítimas do incêndio em bar na Suíça; veja

  • Trump diz que avalia opções para adquirir a Groenlândia: "É prioridade"

    Trump diz que avalia opções para adquirir a Groenlândia: "É prioridade"

    Casa Branca afirma que o território é prioridade de segurança nacional e fala em diferentes caminhos para anexação, incluindo medidas militares. Declarações geram reação da Groenlândia, da Dinamarca e da União Europeia.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o governo norte-americano está analisando “uma série de opções” para adquirir a Groenlândia, classificando o território como uma prioridade de segurança nacional para o país. A informação foi divulgada pela Casa Branca nesta terça-feira.

    Segundo comunicado citado pela agência Reuters, Trump considera a aquisição da Groenlândia “vital para dissuadir adversários na região do Ártico”. De acordo com o texto, o presidente e sua equipe avaliam diferentes caminhos para alcançar esse objetivo de política externa, e o uso das Forças Armadas dos Estados Unidos segue sendo uma possibilidade, já que está entre as prerrogativas do comandante em chefe.

    Horas após a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, Trump voltou a mencionar publicamente a intenção de anexar a Groenlândia. Ele afirmou que pretende falar mais detalhadamente sobre o tema dentro de 20 dias. “Precisamos da Groenlândia do ponto de vista da segurança nacional”, declarou, argumentando que a ilha estaria cercada por navios russos e chineses.

    As declarações provocaram reação imediata das autoridades locais. O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens Frederik Nielsen, afirmou que chegou o momento de o presidente dos Estados Unidos cessar as pressões e insinuações. Ele rejeitou qualquer comparação entre a situação do território dinamarquês e a da Venezuela e ressaltou que a Groenlândia é uma sociedade democrática.

    A União Europeia também se manifestou, afirmando que a Groenlândia não é “um pedaço de terra à venda” e informou estar em contato com o governo da região. Já a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, alertou para as consequências de um eventual ataque norte-americano a um país membro da Otan, dizendo que isso representaria “o fim de tudo”, incluindo a própria aliança militar e o sistema de segurança construído desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

    Frederiksen afirmou ainda que o governo dinamarquês está fazendo “todo o possível” para evitar uma escalada da tensão. Ela rejeitou as alegações de Washington sobre falhas de segurança no Ártico e destacou que a Dinamarca destinou o equivalente a 1,2 bilhão de euros para reforçar a segurança na região até 2025.

    Apesar das críticas, o vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, reforçou na segunda-feira que, na visão do governo Trump, a Groenlândia deveria integrar o sistema de segurança dos Estados Unidos. Em entrevista à CNN, ele afirmou que o presidente vem deixando claro, há meses, que o país precisa ter a ilha como parte de sua estratégia de defesa.

    Com cerca de 57 mil habitantes, a Groenlândia é a maior ilha do mundo e ocupa uma posição estratégica no Ártico. O território possui vastos recursos minerais ainda pouco explorados e já abriga uma base militar norte-americana. Durante a Guerra Fria, os Estados Unidos chegaram a operar cerca de dez instalações militares na região.

    Trump diz que avalia opções para adquirir a Groenlândia: "É prioridade"

  • Influenciadora vítima de tráfico humano é encontrada ferida no Cambodja

    Influenciadora vítima de tráfico humano é encontrada ferida no Cambodja

    A jovem de 20 anos foi atraída por uma falsa promessa de emprego no exterior e encontrada em estado grave em Sihanoukville. O caso expôs a atuação de redes internacionais de golpes e tráfico humano no Sudeste Asiático.

    Uma influenciadora digital chinesa de 20 anos foi encontrada em estado grave nas ruas de Sihanoukville, no Camboja, após ter sido vítima de tráfico humano para o país. O caso foi revelado pela imprensa estatal chinesa.

    Segundo o semanário China Newsweek, a jovem, identificada como Wu Zhenzhen, natural da província de Fujian, na China, contou que foi atraída para o exterior com a promessa de um emprego bem remunerado. Em vez disso, acabou abandonada na cidade costeira cambojana, que organizações não governamentais apontam como um polo de centros de golpes e fraudes.

    Uma foto em que Wu aparece sentada na rua, segurando uma radiografia das pernas que indicaria possíveis anomalias, viralizou nas redes sociais chinesas e levou a Embaixada da China no Camboja a confirmar oficialmente o episódio.

    Em nota publicada nas redes sociais, a embaixada alertou que muitas supostas “ofertas de emprego bem remunerado no exterior” estão ligadas a atividades ilegais, como fraudes online, prostituição, jogos de azar e tráfico de drogas. Segundo o comunicado, pessoas envolvidas nesses esquemas ficam altamente vulneráveis a detenções ilegais, violência física e até risco de morte.

    O consulado chinês em Sihanoukville providenciou a internação de Wu em um hospital local no último sábado. De acordo com a equipe médica, ela foi diagnosticada com infecção pulmonar, pleurisia, derrame pleural, retenção urinária e deficiência de albumina. Exames toxicológicos também deram positivo para drogas estimulantes, como metanfetamina e cetamina.

    Em entrevista ao China Newsweek, Wu foi descrita como confusa e relutante em fornecer detalhes. Ela mencionou ter ficado detida por vários dias, sem conseguir explicar onde ou por quê. Também afirmou repetidas vezes que trabalhou como garçonete no Camboja, mas se recusou a aprofundar informações sobre essa atividade.

    Milhares de pessoas são traficadas todos os anos para centros de golpes no Sudeste Asiático, onde são submetidas a tortura e obrigadas a aplicar fraudes contra vítimas em diferentes países. O esquema é considerado uma forma de escravidão moderna que movimenta milhões de dólares. Sobreviventes e organizações não governamentais já relataram esse tipo de violência em diversas ocasiões.

    A organização sem fins lucrativos EOS Collective, que investiga fraudes online, afirma que esses esquemas se transformaram em operações altamente sofisticadas sustentadas pelo tráfico humano em larga escala. A cofundadora do grupo, Li Ling, alerta que apenas no Camboja existam mais de 250 centros de golpes, sendo que o maior pode abrigar mais de 15 mil pessoas.

    Dados da polícia de Macau indicam que, entre 2024 e 2025, ao menos dois moradores da região administrativa especial chinesa foram mantidos presos em centros de fraude no Camboja.

    O problema tem alcance global. A Interpol informa que vítimas de 66 países já foram traficadas para esses centros de golpes online. Aproximadamente 74% delas foram levadas para o Sudeste Asiático, mas novos polos também vêm surgindo na África Ocidental, no Oriente Médio e na América Central.
     
     

     

    Influenciadora vítima de tráfico humano é encontrada ferida no Cambodja

  • Pelo menos 8,6 milhões de venezuelanos vivem fora de seu país; veja números

    Pelo menos 8,6 milhões de venezuelanos vivem fora de seu país; veja números

    O Brasil tem 626,9 mil imigrantes vindos do vizinho ao norte, e Colômbia tem 2,8 milhões; nos EUA, 620,1 mil aguardam aprovação de pedido de asilo

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Há pelo menos 8,6 milhões de venezuelanos vivendo fora de seu país de origem atualmente, como refugiados ou apenas como imigrantes.

    Destes, 6,9 milhões de venezuelanos migrantes e refugiados estão na América Latina. A última atualização desse número é de novembro de 2025.

    Os dados foram compilados pela Plataforma de Coordenação Interagencial para Refugiados e Migrantes da Venezuela (R4V), rede composta por agências da ONU, sociedade civil, organizações religiosas e ONGs.

    O país que mais recebeu venezuelanos é a vizinha Colômbia, onde estão 2,8 milhões de venezuelanos. Em segundo lugar está o Peru, com 1,7 milhão.

    O Brasil é o terceiro país com mais imigrantes venezuelanos, com 626,9 mil, segundo a última contagem. Em seguida vem Chile, com 669,4 mil, e Espanha, com 602,5 mil.

    Do total de venezuelanos deslocados, mais de 395 mil são hoje reconhecidos oficialmente como refugiados. A Espanha é o país que mais recebeu refugiados venezuelanos, seguida pelo Brasil.

    Dos refugiados, 150 mil estão na Espanha e 145,2 mil estão no Brasil. Em seguida, vêm os Estados Unidos, com 28,1 mil refugiados venezuelanos, e México, com 26,9 mil.

    Os dados mais recentes da plataforma mostram que há 1,36 milhão de pedidos de asilo pendentes de pessoas venezuelanas no mundo. O maior número de pedidos pendentes está parado nos Estados Unidos, onde 620,1 mil aguardam a aprovação de seu status de refugiado. Em seguida vem o Peru, onde 530,4 mil aguardam serem reconhecidas como refugiadas. Na Espanha, o número é de 112,5 mil e, no Brasil, 27 mil.

    A saída forçada de Nicolás Maduro da Venezuela provocou, inicialmente, comemoração entre a diáspora venezuelana. Mas para vários dos milhões de venezuelanos exilados na última década, a alegria de ver Maduro comparecer perante um tribunal de Nova York foi ofuscada ao saber que seus altos funcionários continuam no comando.

    Em suas primeiras declarações após a captura de Maduro e de sua esposa Cilia Flores, o presidente americano, Donald Trump, mostrou-se disposto a trabalhar com a líder interina, Delcy Rodríguez, deixando de lado a líder opositora e Nobel da Paz, María Corina Machado.

    Delcy, que era a vice de Maduro, tomou posse na segunda-feira à frente do mesmo governo que dirigia o líder deposto e que inclui os ministros do Interior, Diosdado Cabello, e da Defesa, Vladimir Padrino.

    Cabello é uma figura temida, após ter ordenado reprimir os protestos pós-eleitorais de 2024, nos quais foram detidas cerca de 2.400 pessoas.

    A União Europeia exigiu na segunda-feira que qualquer transição inclua María Corina e seu candidato nas presidenciais de 2024, Edmundo González Urrutia, cuja vitória é reivindicada pela oposição.

    Pelo menos 8,6 milhões de venezuelanos vivem fora de seu país; veja números