Categoria: MUNDO

  • Criança britânica morre atropelada por carro elétrico: "acelerou sozinho"

    Criança britânica morre atropelada por carro elétrico: "acelerou sozinho"

    Motorista diz que carro acelerou sozinho, mas acusação destaca que veículo não mostrou sinais de ter qualquer problema e que só a ação humana o podia ter feito andar

    Uma criança de cinco anos morreu e outra ficou ferida depois de um carro elétrico ao qual estavm perto, e que pertencia ao pai de uma delas, ter começado “a acelerar por sua vontade própria”.

    Ashenafei Demisse, de 52 anos, revelou, em tribunal, que estava sentado no seu carro, um Volkswagen ID.4, quando a tragédia aconteceu, em novembro de 2022.

    O homem contou que estava estacionado junto ao seu prédio em Londres, quando Maryam Lemulu e o filho Fareed, de cinco anos, se aproximaram. 

    Mãe e filho faziam o percurso de regresso a casa da escola, quando decidiram parar junto ao carro para falar com a mulher e o filho, de 12 anos, do homem, dado que eram amigos próximos.

    Foi nesse momento que o condutor ofereceu comida ao pequeno Fareed, momento em que diz que o carro acelerou subitamente sozinho.

    O carro atingiu o menino de cinco anos bem como seu próprio filho, tendo ainda batido em cinco outros carros, antes de parar. 

    A mãe de Fareed levou a criança com seu próprio carro a um hospital nas redondezas, onde acabou por ser declarado o seu óbito. O menino foi vítima de múltiplas lesões traumáticas, incluindo uma fratura no crânio.

    Já Rafael, o filho do motorista, passou um mês internado no hospital com duas pernas quebradas, revelou o The Sun.

    Demisse está sendo julgado agora por condução imprudente ou negligente, embora o homem garanta que não foi responsável pela morte de Farreed.

    Em tribunal, o procurador Michael Williams disse não haver provas de falha no Volkswagen. Uma investigação policial destaca mesmo que o carro só conseguiu acelerar com o input do condutor, ou seja, através da ação humana, tendo o advogado afirmado que o réu teria “de forma inadvertida, carregado no acelerador, causando a colisão”. Acrescentou ainda que o carro estava “quase na velocidade máxima” e que o motorista teria acreditado “de forma errônea”  que estava pressionando o pedal do freio.

    A defesa do homem alega de forma vigorosa que ele não pressionou o acelerador. “O veículo elétrico se moveu por conta própria”, alega.

    Em tribunal a mulher do réu lembrou que ele trabalhava como taxista há vários anos e que nunca teve registos de incidentes na profissão, embora naquela ocasião  estivesse trabalhando há vários dias seguidos.

    Ambos mostraram as suas condolências à mãe de Fareed, a quem se referiram como sendo parte da sua família.

    O julgamento prossegue sem que tenha sido ainda tomada uma decisão final sobre a responsabilidade do homem.

    Criança britânica morre atropelada por carro elétrico: "acelerou sozinho"

  • Neve cobre a Europa e transforma cidades em cenários de cartão-postal

    Neve cobre a Europa e transforma cidades em cenários de cartão-postal

    Uma massa de ar polar derrubou as temperaturas em vários países europeus, cobriu grandes cidades de neve e afetou transportes, especialmente na França e na Espanha. O fenômeno provocou acidentes, cancelamentos de voos e deixou ao menos cinco mortos.

    Uma forte onda de frio atinge a Europa neste início de ano e provoca queda de neve em diversos países, afetando grandes cidades, serviços de transporte e a rotina da população. As temperaturas despencaram e transformaram paisagens urbanas em cenários típicos de inverno rigoroso.

    Na Espanha, a neve caiu em várias localidades. Madri voltou a registrar o fenômeno após cinco anos sem precipitação desse tipo, cobrindo ruas e praças da capital espanhola de branco e causando transtornos no trânsito.

    Na França, o impacto foi ainda maior. Paris e outras regiões do norte do país amanheceram cobertas de neve, em imagens que lembram cartões-postais, mas que também trouxeram problemas práticos. A Direção-Geral da Aviação Civil francesa solicitou que as companhias aéreas reduzissem em 15% os voos programados nos aeroportos da capital, devido às condições climáticas adversas que atingem o noroeste do país.

    Uma tempestade avançou pelo território francês desde a madrugada de segunda-feira, provocando nevascas intensas inicialmente na Bretanha e na Normandia e, ao longo do dia, na região de Île-de-France, onde fica Paris. Em algumas áreas, a neve acumulou vários centímetros.

    Apesar do cenário visualmente bonito, os efeitos são graves. Pelo menos 26 regiões francesas estão sob alerta laranja por causa do frio extremo. Até o momento, há registro de cinco mortes, todas causadas por acidentes de trânsito relacionados às estradas cobertas de neve e gelo, segundo informações da emissora BFM TV.

    Neve cobre a Europa e transforma cidades em cenários de cartão-postal

  • Trump descarta eleições na Venezuela em 30 dias e diz que precisa 'consertar o país primeiro'

    Trump descarta eleições na Venezuela em 30 dias e diz que precisa 'consertar o país primeiro'

    O prazo foi mencionado pelo presidente americano porque a Constituição venezuelana estipula que, em casos de “ausência absoluta” de um presidente, como impeachment ou morte, um novo pleito precisa acontecer no espaço de um mês

    (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse em entrevista nesta segunda-feira (5) que a Venezuela, país que o republicano diz querer governar, não terá eleições nos próximos 30 dias.

    “Precisamos consertar o país primeiro, não dá pra ter uma eleição. As pessoas nem conseguiriam votar. Precisamos revitalizar o país”, disse Trump à emissora NBC News.

    O prazo foi mencionado pelo presidente americano porque a Constituição venezuelana estipula que, em casos de “ausência absoluta” de um presidente, como impeachment ou morte, um novo pleito precisa acontecer no espaço de um mês.

    Entretanto, em caso de “ausência temporária”, cenário sem exemplos explícitos no texto constitucional, o vice pode assumir o comando do país por noventa dias, prorrogáveis por mais noventa, quando, então, devem ser realizadas novas eleições.

    O americano disse ainda que os EUA não estão em guerra com a Venezuela, e sim com traficantes de drogas. “Estamos numa guerra contra as pessoas que vendem drogas, que esvaziam suas prisões e hospitais de saúde mental e mandam criminosos, viciados e doentes mentais para os EUA”, afirmou, repetindo a retórica que usa desde as campanhas eleitorais com a bandeira anti-imigração.

    Na entrevista, Trump repetiu que estará “no controle” da Venezuela no futuro, auxiliado por integrantes do primeiro escalão de seu governo, como o secretário de Estado, Marco Rubio, o de Defesa, Pete Hegseth, e o vice-presidente, J. D. Vance.

    Nesta segunda, a chavista Delcy Rodríguez, vice de Nicolás Maduro, foi empossada como líder interina da Venezuela em cerimônia na Assembleia Nacional pelo prazo inicial de 90 dias, indicando que o regime enxergou, ao menos constitucionalmente, a captura do ditador como “ausência temporária”.

    Em discurso, Delcy declarou lealdade ao ditador, disse que assumia “com pesar” após uma “agressão militar ilegítima” e não deu sinais de que estará mais disposta a ceder às exigências de Washington do que Maduro.

    Trump, entretanto, disse na entrevista à NBC que Delcy vem cooperando com os EUA, sugerindo que sanções americanas contra a líder interina podem ser suspensas em breve. Questionado se houve anuência de Delcy ou de militares venezuelanos para a captura de Maduro no sábado (3), Trump negou: “Muitas pessoas queriam fazer esse acordo, mas decidimos fazer do jeito que foi”.

    O presidente disse que Rubio, chefe da diplomacia americana, está em contato direto com a líder interina. “O relacionamento tem sido muito forte. Ele fala com ela em espanhol fluente”, disse Trump -Rubio é filho de cubanos exilados.

    O ataque contra a Venezuela envolveu cerca de 200 soldados americanos, que invadiram Caracas e enfrentaram resistência mínima enquanto capturavam o ditador. Nenhum militar dos EUA foi morto, enquanto pelo menos 40 pessoas, entre guarda-costas cubanos de Maduro e militares e civis venezuelanos, foram mortos pelos americanos.

    A facilidade com a qual a operação transcorreu levantou suspeitas de que houvesse um acordo secreto entre setores do regime e os EUA para que Maduro fosse removido -Trump negou a sugestão nesta segunda.

    O presidente também desmentiu uma reportagem do The Washington Post segundo a qual ele teria decidido escantear María Corina Machado, principal líder da oposição venezuelana, porque ela ganhou o prêmio Nobel da Paz, cobiçado por Trump. “Ela não deveria ter vencido, mas isso não teve nada a ver com a minha decisão” de não colocá-la no comando do país, afirmou.

    No domingo (4), o ex-diplomata Edmundo González, que afirma ter sido o vencedor das eleições presidenciais de 2024, disse ser o novo presidente da Venezuela. Em vídeo, González instou as Forças Armadas a reconhecer sua autoridade.

    Trump voltou a dizer na entrevista que pretende abrir a indústria petrolífera da Venezuela, nacionalizada desde os anos 1970, a empresas americanas, afirmando que seu governo pode subsidiar o retorno das petroleiras dos EUA ao país, dono das maiores reservas do mundo.

    Segundo o republicano, o projeto de modernizar a extração de petróleo venezuelano pode ser concluído em 18 meses -especialistas acreditam que qualquer esforço do tipo seria uma empreitada de décadas. “Acho que podemos fazer em até menos tempo [do que um ano e meio], mas vai custar caro”, disse Trump.

    “Uma quantidade gigantesca de dinheiro terá que ser gasta, e as petroleiras vão gastar, mas podem ser reembolsadas por nós”, disse. Analistas que acompanham o setor energético expressam dúvidas sobre o desejo das grande petroleiras de fazer as vontade de Trump, dado o histórico venezuelano de nacionalizações e o nível de investimentos necessário para lucrar em um momento de baixa no preço da commodity.

    Líderes das três maiores empresas de petróleo dos EUA -a Exxon, a ConocoPhilips e a Chevron- se reunirão na próxima quinta-feira (8) com o secretário de Energia do governo Trump, Chris Wright, segundo a imprensa americana.

    Trump descarta eleições na Venezuela em 30 dias e diz que precisa 'consertar o país primeiro'

  • Polícia reage a drones próximos ao palácio presidencial em Caracas

    Polícia reage a drones próximos ao palácio presidencial em Caracas

    Disparos foram feitos para impedir a aproximação de aeronaves não autorizadas na área do Palácio de Miraflores, dois dias após a captura de Nicolás Maduro. Autoridades afirmam que não houve confronto e dizem que a situação está sob controle.

    A polícia da Venezuela efetuou disparos para afastar drones que sobrevoavam a área ao redor do Palácio de Miraflores, sede da Presidência, em Caracas, na noite de segunda-feira. A informação foi confirmada por uma fonte oficial à imprensa. O episódio ocorreu por volta das 20h no horário local, 21h em Brasília, pouco mais de dois dias após a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, por tropas dos Estados Unidos, ao fim de um ataque à capital.

    “O que aconteceu no centro de Caracas foi a presença de drones que sobrevoaram a região sem autorização. A polícia efetuou disparos para impedir a aproximação. Não houve qualquer confronto”, afirmou a fonte oficial, citada pela agência France-Presse (AFP). Segundo ela, o país permanece em “perfeita tranquilidade”.

    Um morador que vive a cerca de cinco quarteirões do palácio contou à AFP que ouviu sons semelhantes a detonações. “Pareciam explosões, bem próximas. Não eram tão altas quanto as do ataque de sábado”, relatou, sob condição de anonimato. “A primeira coisa que pensei foi verificar se havia aviões sobrevoando o bairro, mas não havia. Só vi duas luzes vermelhas no céu. Durou cerca de um minuto. As pessoas ficaram olhando pelas janelas para tentar entender o que estava acontecendo.”

    Vídeos divulgados nas redes sociais mostram o que aparentam ser balas traçantes, munições com carga pirotécnica cuja trajetória fica visível no ar, disparadas em direção ao céu contra um alvo que não aparece nas imagens. As gravações também indicam a mobilização de várias forças de segurança no entorno do palácio presidencial.

    No sábado, os Estados Unidos lançaram o que classificaram como um ataque em grande escala contra a Venezuela para capturar e julgar o presidente deposto e sua esposa, anunciando que vão administrar o país até a conclusão de uma transição de poder.

    Na segunda-feira, Nicolás Maduro e a mulher prestaram breves depoimentos em um tribunal de Nova York, onde respondem a acusações de tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro. Ambos se declararam inocentes. A próxima audiência foi marcada para 17 de março.

    A vice-presidente executiva, Delcy Rodríguez, assumiu a Presidência interina da Venezuela com o apoio das Forças Armadas. No cenário internacional, a reação à ofensiva norte-americana dividiu governos entre críticas ao ataque a Caracas e manifestações favoráveis à queda de Maduro.

    A União Europeia defendeu que qualquer transição política no país inclua líderes da oposição, como María Corina Machado e Edmundo González. Já o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que a ação militar dos Estados Unidos pode ter implicações preocupantes para a região, especialmente pelo risco de intensificação da instabilidade interna na Venezuela.

    Polícia reage a drones próximos ao palácio presidencial em Caracas

  • Israel ataca alvos que seriam dos grupos Hamas e Hezbollah no Líbano

    Israel ataca alvos que seriam dos grupos Hamas e Hezbollah no Líbano

    O Líbano enfrenta crescente pressão de Washington e de Israel para desarmar o Hezbollah, e seus líderes temem que Tel Aviv intensifique os ataques em todo o país

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Israel começou a atacar nesta segunda-feira (5) o que descreveu como alvos dos grupos extremistas Hamas e Hezbollah no Líbano, após emitir alertas de retirada para quatro aldeias no leste e sul do país.

    Antes, um porta-voz israelense disse que o Exército planejava uma ofensiva à infraestrutura militar das organizações nas aldeias de Hammara e Ain el-Tineh, no leste da nação, e Kfar Hatta e Aanan, no sul.

    Tel Aviv e Beirute concordaram, em novembro de 2024, com um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos, encerrando mais de um ano de combates entre o Estado judeu e o Hezbollah que enfraqueceram o grupo extremista apoiado pelo Irã. Desde então, os lados têm trocado acusações sobre violações.

    O Líbano enfrenta crescente pressão de Washington e de Israel para desarmar o Hezbollah, e seus líderes temem que Tel Aviv intensifique os ataques em todo o país já devastado para pressionar o confisco do arsenal do Hezbollah mais rapidamente.

    Israel ampliou os ataques contra alvos no Líbano no último mês. Em visita à capital libanesa no início de dezembro, o papa Leão 14 pediu o fim dos ataques e das hostilidades entre os dois países.

    Israel ataca alvos que seriam dos grupos Hamas e Hezbollah no Líbano

  • Após fala de Trump, Petro diz que pegará em armas se necessário

    Após fala de Trump, Petro diz que pegará em armas se necessário

    Presidente colombiano deu ordem às forças para atirar no invasor

    O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, disse nesta segunda-feira (5) que, se necessário, poderá voltar a pegar em armas para defender o país. O mandatário ressaltou ainda que deu ordem à força pública colombiana para atirar contra o “invasor”. 

    As declarações, escritas no X, foram dadas em resposta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que, neste domingo (4), ameaçou armar uma operação militar contra a Colômbia.    

    “Embora eu não tenha sido militar, conheço a guerra e a clandestinidade. Jurei não empunhar mais uma arma desde o Pacto de Paz de 1989, mas pela Pátria pegarei novamente em armas, ainda que não queira”, disse Petro, que participou do movimento de guerrilha M19 (Movimento 19 de Abril), nos anos 1980. O presidente da Colômbia afirmou ainda que os comandantes da força pública que não defendam a soberania popular deverão deixar a corporação.

    “Cada soldado da Colômbia tem agora uma ordem: todo comandante da força pública que preferir a bandeira dos Estados Unidos à bandeira da Colômbia deve se retirar imediatamente da instituição, por ordem das bases, da tropa e minha. A Constituição ordena à força pública que defenda a soberania popular”.

    O presidente acrescentou que a ordem à força pública é não atirar contra o povo, mas sim contra o invasor.

    Petro listou uma série de ações do seu governo contra a produção e o tráfico de drogas e destacou que foi eleito democraticamente e não tem envolvimento com o narcotráfico. “Não sou ilegítimo, nem sou narcotraficante. Só possuo minha casa de família, que ainda pago com meu salário. Meus extratos bancários foram publicados. Ninguém pôde dizer que gastei mais do que ganho. Não sou ambicioso”.  

    “Tenho enorme confiança no meu povo, e por isso pedi que o povo defenda o presidente de qualquer ato violento ilegítimo contra ele”, acrescentou.

    Ontem, Trump ameaçou deflagrar uma ação militar contra a Colômbia, disse que o país está doente e é administrado por um homem doente. O presidente dos EUA acusou, sem provas, o presidente Petro de gostar de produzir cocaína e de vender a droga aos Estados Unidos. As afirmações foram feitas após os Estados Unidos sequestrarem o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em uma operação no sábado (3), e o levarem para Nova York para ser julgado.

    Após fala de Trump, Petro diz que pegará em armas se necessário

  • 'A pátria está em boas mãos, pai', diz filho de Maduro em abertura da Assembleia

    'A pátria está em boas mãos, pai', diz filho de Maduro em abertura da Assembleia

    Herdeiro de chavista diz ser acusado pelos mesmos crimes que seu pai nos EUA e que é perseguido; deputados venezuelanos tomam posse nesta segunda-feira (5), dois dias depois de captura de ditador

    BUENOS AIRES, ARGENTINA (CBS NEWS) – Era para ser mais uma cerimônia protocolar de início do ano legislativo na Assembleia Nacional da Venezuela, dominada pelo PSUV (o partido do regime). A abertura dos trabalhos nesta segunda-feira (5), no entanto, ocorre dois dias depois do ataque dos Estados Unidos ao país latino e da captura do ditador Nicolás Maduro e de sua mulher, Cilia Flores.

    Coube ao filho de Maduro, Nicolás Maduro Guerra, transformar seu discurso de posse em um manifesto contra a captura de seu pai no último sábado (3).

    Emocionado, ele dirigiu parte do discurso diretamente a Maduro: “A você, pai, digo que criou uma família de pessoas fortes. A pátria está em boas mãos, pai, e logo vamos nos abraçar aqui na Venezuela”, disse, com a voz embargada. “E também nos veremos, Cilia.”

    Ele reforçou o apoio do bloco governista, que controla o Legislativo, à vice Delcy Rodríguez e reafirmou que o regime não irá se render.

    “Estamos comprometidos em defender a dignidade da Venezuela. Hoje, cabe a mim falar e escrever, meu pai e minha segunda mãe foram sequestrados, com eles cresci, no amor de um lar bolivariano. Nos forjaram na luta revolucionária, que sempre foi o sonho do meu pai”, disse o deputado.

    Ele criticou a ação perpetrada pelos Estados Unidos e afirmou que além de atingir o líder de um país, também atingiu um pai e avô amoroso e uma combatente e advogada competente.

    “Com eles, aprendi a serenidade e a paz, a verdade triunfará. Mais cedo ou mais tarde, eles estarão conosco. Nossos olhos os verão, seremos testemunhas desse momento histórico.”

    O político afirmou que se eles [os Estados Unidos] são Monroe, em referência a Doutrina Monroe, de “América para os americanos”, os venezuelanos são Simón Bolívar -libertador da América Latina e herói nacional.

    O filho de Maduro acrescentou que o direito internacional serve para conter os mais poderosos e evitar que a lei da selva substitua a razão. “Estamos diante de uma regressão perigosa para toda a comunidade internacional.”

    O economista também disse ser acusado nos Estados Unidos pelos mesmos crimes que Maduro e a primeira-dama e que sua família está sendo perseguida. “Pedimos que nos deixem em paz para que as nossas instituições se desenvolvam de forma livre e independente, para que a nossa economia cresça e para que o nosso povo tenha paz.

    “Vamos lutar com inteligência e audácia pela libertação de Maduro e de sua mulher”, seguiu. “Talvez tenham sequestrado Maduro e Cilia, mas não sequestraram a consciência de um povo.”

    No fim de seu discurso, Maduro Guerra indicou Jorge Rodríguez, irmão da vice Delcy Rodríguez, para um novo mandato na Presidência da Assembleia Nacional. Ele foi reeleito para o cargo.

    Ao falar para o Parlamento, Rodríguez pediu que “as lágrimas se transformem em força” e que a Venezuela nunca buscou uma guerra.

    “Minha função será recorrer a todos os procedimentos, tribunas e espaços para trazer de volta Nicolás Maduro, meu irmão e meu presidente. Falta uma deputada neste lugar, que corresponde à minha irmã, Cilia Flores, que uma flor vermelha em seu lugar nos recorde que estamos em dívida com ela”, disse ele.
    Em um pleito, em maio do ano passado, marcado pela ausência de eleitores e pelo boicote da oposição, os apoiadores de Nicolás Maduro conquistaram em 2025 23 dos 24 governos estaduais na Venezuela e uma maioria contundente na Assembleia Nacional.

    O governista PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela) venceu em todos os estados, exceto em Cojedes, e a coalizão de Maduro obteve 82,68% dos votos nas listas nacionais do Parlamento, de acordo com o CNE (Conselho Nacional Eleitoral), controlado pelo chavismo.

    A autoridade eleitoral divulgou que a coalizão de partidos que apoia Maduro conquistou 256 das 285 cadeiras no Parlamento.

    'A pátria está em boas mãos, pai', diz filho de Maduro em abertura da Assembleia

  • China e Rússia pedem na ONU libertação imediata de Maduro

    China e Rússia pedem na ONU libertação imediata de Maduro

    Militares americanos retiraram à força Maduro e sua esposa de território venezuelano, em uma ação que matou integrantes das forças de segurança do presidente e causou explosões em Caracas, capital do país; embaixadores participaram de reunião do Conselho de Segurança

    Representantes da China e a Rússia condenaram fortemente o ataque militar dos Estados Unidos na Venezuela no sábado (3) e pediram a libertação imediata do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Eles participaram de reunião de emergência convocada pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta segunda-feira (5).

    O embaixador chinês na ONU, Fu Cong, disse que a China está profundamente chocada com a ação militar e condenou fortemente “os atos ilegais e de bullying” dos Estados Unidos.

    Segundo o diplomata, a comunidade internacional tem expressado preocupações com as sanções, bloqueios e ameaças de uso da força norte-americanos contra a Venezuela. “Como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, os Estados Unidos têm ignorado as graves preocupações da comunidade internacional em relação à soberania venezuelana e infringiram a não interferência em assuntos internos e a proibição do uso da força nas relações internacionais”, afirmou Fu Cong. 

    O representante da Rússia na ONU, Vasily Nebenzya, disse que o começo do ano chocou a todos pela falta de respeito às leis internacionais e ao princípio da não intervenção em assuntos internos de outros países.

    “O sequestro do líder da Venezuela, Nicolás Maduro, acompanhado da morte de dezenas de cidadãos venezuelanos e cubanos, aos olhos de muitos, se tornou um retrocesso para a época de um mundo sem leis e a dominação norte-americana pela força e pelo caos. Não há justificativa para os crimes cometidos pelos Estados Unidos em Caracas. Nós condenamos firmemente a agressão dos Estados Unidos contra a Venezuela em desacordo com todas as normas internacionais. Pedimos a libertação imediata de Maduro e sua esposa. Ele é o presidente legítimo da Venezuela eleito”, afirmou o diplomata russo.

    Vasily Nebenzya destacou que o povo russo se solidariza com os venezuelanos perante a agressão externa. “Apoiamos incondicionalmente o governo bolivariano da Venezuela.”

    O embaixador russo acrescentou que os Estados Unidos não escondem seu desejo pelo petróleo venezuelano e deixam claro seu imperialismo em relação à América Latina. “É importante a comunidade internacional se unir contra os métodos norte-americanos de uso da força como demonstrado no caso venezuelano”, afirmou.

    Militares americanos retiraram à força Maduro e sua esposa de território venezuelano, em uma ação que matou integrantes das forças de segurança do presidente e causou explosões em Caracas, capital do país. Maduro foi levado para Nova York e, segundo o governo dos Estados Unidos, vai responder no país a acusações por uma suposta ligação com o tráfico internacional de drogas.O casal foi levado nesta segunda-feira ao Tribunal Federal, em Nova York, para uma audiência de custódia na Justiça norte-americana. Eles serão notificados de maneira oficial sobre seus supostos crimes. O casal está detido num presídio federal no bairro do Brooklyn, também em Nova York.

    China e Rússia pedem na ONU libertação imediata de Maduro

  • Delcy Rodríguez é empossada como líder interina da Venezuela

    Delcy Rodríguez é empossada como líder interina da Venezuela

    Vice de Maduro diz que assume ‘com pesar’ enquanto ditador segue em Nova York; juramento foi feito ao lado do irmão dela, reeleito presidente da Assembleia, e acompanhado por filho de Maduro

    BUENOS AIRES, ARGENTINA (CBS NEWS) – Enquanto Nicolás Maduro segue em Nova York, onde compareceu perante um tribunal após ser capturado pelos Estados Unidos, a vice do ditador deposto, Delcy Rodríguez, assumiu nesta segunda-feira (5) como líder interina da Venezuela.

    Diante dos deputados que acabavam de tomar posse, dois dias após a deposição de Maduro, ela declarou lealdade a Maduro e disse que prestava o juramento “com pesar”.

    “Venho, como vice-presidente do presidente constitucional da República Bolivariana da Venezuela, Nicolás Maduro Moros, prestar juramento”, iniciou ela. “Venho com pesar, pelo sofrimento causado ao povo venezuelano, por uma agressão militar ilegítima contra a nossa pátria. Venho com pesar, pelo sequestro de dois heróis que são reféns nos Estados Unidos.”

    “Mas devo dizer que tenho a honra de jurar, em nome de todos os venezuelanos, pelo nosso pai libertador, Simón Bolívar, cujo sangue libertador corre pelas veias dos venezuelanos. Juro pelo comandante Hugo Chávez, que devolveu a dignidade de milhões de venezuelanos”, seguiu.

    O Supremo Tribunal havia ordenado que Delcy assumisse o cargo por 90 dias, prazo que pode ser prorrogado.

    Na cerimônia, ela afirmou que não irá descansar até ver a Venezuela como uma nação livre e independente e garantir a tranquilidade econômica e social do povo venezuelano.

    “Juro pelas bases do nosso pai libertador garantir um governo que dê felicidade social, estabilidade política e segurança política”, disse. “Que juremos como um só país, para levar a Venezuela adiante, nessas horas terríveis de instabilidade.”

    O juramento foi tomado pelo irmão de Delcy, o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, e acompanhado pelo filho de Nicolás Maduro, o deputado Nicolás Maduro Guerra. No domingo (4), a líder interina pediu a Donald Trump que Venezuela e EUA tenham uma relação equilibrada e respeitosa.

    Delcy transformou-se em uma figura importante na cúpula do chavismo. Ela nasceu em Caracas em 18 de maio de 1969 e foi ministra da Comunicação entre 2013 e 2014, além de chanceler entre 2014 e 2017. Formada em direito, em 2017 tornou-se presidente da Assembleia Nacional Constituinte. Em 2018, Maduro a nomeou vice-presidente, destacando suas qualidades como mulher corajosa e revolucionária.

    Desde 2013, ela e seu irmão, Jorge Rodríguez, ganharam destaque na elite do poder venezuelano, sendo responsáveis por decisões importantes e pela ideologia do regime. Jorge, que também foi vice de Hugo Chávez, tem um histórico familiar ligado à luta socialista, já que seu pai foi um guerrilheiro marxista.

    A partir de agosto de 2024, Delcy passou a comandar o Ministério do Petróleo, lidando com as sanções dos EUA e a indústria petrolífera do país.

    Horas antes do juramento de Delcy, na cerimônia de posse dos deputados, coube ao filho de Maduro, Nicolás Maduro Guerra, transformar seu discurso em um manifesto contra a captura de seu pai.

    Emocionado, ele dirigiu parte do discurso diretamente a Maduro: “A você, pai, digo que criou uma família de pessoas fortes. A pátria está em boas mãos, pai, e logo vamos nos abraçar aqui na Venezuela”, disse, com a voz embargada. “E também nos veremos, Cilia [Flores, mulher de Maduro].”

    Ao falar para o Parlamento, Jorge Rodríguez pediu que “as lágrimas se transformem em força” e disse que a Venezuela nunca buscou uma guerra.

    “Minha função será recorrer a todos os procedimentos, tribunas e espaços para trazer de volta Nicolás Maduro, meu irmão e meu presidente. Falta uma deputada neste lugar, que é da minha irmã, Cilia Flores, que uma flor vermelha em seu lugar nos recorde que estamos em dívida com ela”, disse ele.

    Delcy Rodríguez é empossada como líder interina da Venezuela

  • Governo venezuelano manda prender envolvidos no sequestro de Maduro

    Governo venezuelano manda prender envolvidos no sequestro de Maduro

    Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores, se declararam inocente das acusações impostas pelos Estados Unidos em Tribunal de Nova York; Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) se reuniu hoje também para discutir o ataque à Venezuela e o sequestro de Maduro

    O governo da Venezuela, através da presidente interina Delcy Rodríguez, ordenou nesta segunda-feira (5) que a polícia “inicie de imediato a busca e captura em nível nacional de qualquer pessoa envolvida na promoção ou apoio ao ataque armado dos Estados Unidos”.

    A ordem foi feita através de um decreto publicado no sábado (3), dia do sequestro de Nicolás Maduro e sua mulher, mas o texto completo só foi divulgado hoje.

    Nesta segunda, Maduro e mulher dele, Cilia Flores, também raptada pelos militares norte-americanos, passaram por audiência de custódia numa corte em Nova York. O presidente venezuelano se declarou inocente das acusações impostas pelos Estados Unidos. 

    O Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) se reuniu hoje também para discutir o ataque à Venezuela e o sequestro de Maduro. Rosemery DiCarlo, subsecretária-geral para assuntos políticos e de construção da paz na ONU declarou que está “profundamente preocupada que as leis do direito internacional não foram respeitadas na ação militar do dia 3 de janeiro”.

    Maduro e a esposa foram retirados à força da Venezuela por militares dos EUA. O país norte-americano promoveu um ataque à capital Caracas na madrugada de sábado (3). O político venezuelano foi enviado de navio a Nova York e está num presídio federal no bairro do Brooklyn.

    Maduro e Cilia são acusados de comandar um governo corrupto e sem legitimidade. Também há acusações de promover o narcoterrorismo e conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos e conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos explosivos.Delcy Rodríguez, vice-presidente, está no comando da Venezuela como presidente interina.

    Governo venezuelano manda prender envolvidos no sequestro de Maduro