Categoria: MUNDO

  • Deputada imigrante é atingida por líquido durante discurso em Minneapolis

    Deputada imigrante é atingida por líquido durante discurso em Minneapolis

    Durante um encontro com eleitores, Ilhan Omar foi atacada por um homem que a borrifou com um líquido usando uma seringa. O agressor foi rapidamente contido e preso. A deputada não se feriu, recebeu avaliação médica e retomou o discurso.

    A congressista democrata Ilhan Omar, alvo frequente de críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi interrompida durante um encontro com eleitores em Minneapolis por um homem que a borrifou com um líquido, informou a agência France-Presse.

    Enquanto Omar, uma das principais vozes da esquerda no Congresso, discursava atrás de um púlpito na terça-feira, o agressor se aproximou e usou uma seringa para lançar um líquido não identificado em sua direção. Ele foi rapidamente contido por um agente de segurança, segundo relato de um jornalista da AFP.

    Mesmo após o ataque, a deputada permaneceu no evento, realizado em uma cidade que vive semanas de tensão por operações de imigração e protestos contra essas ações. O público aplaudiu quando o homem foi imobilizado, com os braços algemados para trás.

    Minutos antes do episódio, Omar havia defendido a extinção da ICE, a agência de imigração dos EUA, e pedido a renúncia da secretária de Segurança Interna, Kristi Noem. “A ICE não pode ser reformada”, afirmou.

    A polícia de Minneapolis confirmou que os agentes viram o homem usar uma seringa para borrifar o líquido contra a congressista. Após a contenção, ele foi levado à prisão do condado, segundo o porta-voz da corporação, Trevor Folke, em declaração à Associated Press.

    Depois que o agressor foi retirado do local, Omar retomou o discurso e disse que não se deixaria intimidar. Jornalistas presentes relataram um cheiro forte, semelhante ao de vinagre, quando a seringa foi acionada. Ao deixar o evento, a deputada afirmou estar abalada, mas sem ferimentos, e passou por avaliação médica.

    “Estou bem. Sou uma sobrevivente, e esse pequeno agitador não vai me intimidar a fazer meu trabalho. Não deixo valentões vencerem. Sou grata aos meus eleitores incríveis que estiveram comigo”, escreveu mais tarde na rede social X.

    A Casa Branca não comentou o caso até a noite de terça-feira, apesar de pedido da Associated Press.

    Trump tem intensificado ataques verbais contra Omar nos últimos meses, especialmente com foco em Minneapolis. Em dezembro, durante uma reunião de gabinete, chegou a insultá-la, chamando-a de “lixo”. Horas antes do ataque, o presidente voltou a criticá-la em um discurso em Iowa, ao defender que apenas imigrantes que “provem que amam” os Estados Unidos possam entrar no país, fazendo referência à origem somali da congressista.

    A agressão foi condenada por políticos de diferentes partidos. A deputada republicana Nancy Mace, da Carolina do Sul, afirmou estar “profundamente perturbada” com o ataque e ressaltou que divergências políticas não justificam violência física. O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, também repudiou o episódio, classificando-o como inaceitável e afirmando que intimidação não tem lugar na cidade.

    O caso ocorre em meio a um aumento das ameaças contra membros do Congresso nos últimos anos, que atingiram um pico após o ataque ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021 e voltaram a crescer recentemente, segundo dados da Polícia do Capitólio dos Estados Unidos..

    Deputada imigrante é atingida por líquido durante discurso em Minneapolis

  • Ex-ministra da Suprema Corte do Chile é presa por suspeita de corrupção

    Ex-ministra da Suprema Corte do Chile é presa por suspeita de corrupção

    Ángela Vivanco exerceu o cargo de 2018 a 2024; ex-magistrada é investigada pelo Ministério Público chileno por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A ex-ministra da Suprema Corte do Chile Ángela Vivanco foi presa na noite de domingo (24) pela polícia do país, em Santiago. Destituída do cargo em outubro de 2024, ela é investigada pelo Ministério Público chileno por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro, no âmbito do caso conhecido como “trama belarrusa”.

    A apuração envolve decisões judiciais que beneficiaram o consórcio chileno-belorrusso Belaz Movitec e resultaram em derrota da estatal Codelco, que foi onerada em cerca de US$ 20 milhões (R$ 103 milhões).

    A prisão ocorreu na residência de Vivanco. Ela deixou o local algemada durante a noite, tentando esconder as mãos com a roupa. A detenção já era aguardada, segundo a mídia local, uma vez que a investigação tramita há mais de um ano na corte chilena.

    A ex-magistrada exerceu o cargo de 2018 a 2024. Ela nega as acusações de ter recebido pagamentos ilícitos, que, segundo a Promotoria, teriam ocorrido enquanto integrava o tribunal e substituía o então presidente do colegiado, Sergio Muñoz.

    O caso também envolve o companheiro de Vivanco, Gonzalo Migueles, preso desde outubro do ano passado, apontado como receptor dos valores investigados. Além dele, os advogados Eduardo Lagos e Mario Vargas, que atuaram em favor da Movitec no litígio com a Codelco, estão sendo processados e continuam detidos na penitenciária Capitán Yáber. A investigação sustenta que a proximidade entre os dois e a então juíza não foi declarada durante a análise do processo.

    A prisão de Vivanco aprofundou a crise no Judiciário chileno e é inédita, por envolver a detenção de alguém que ocupou os mais altos cargos da Suprema Corte. A queda da ex-porta-voz do tribunal começou após seu nome aparecer em mensagens ligadas a outro caso e culminou em sua destituição, em outubro de 2024, quando a corte apontou irregularidades funcionais e conduta inadequada no processo envolvendo a Codelco.

    “A senhora Ángela Vivanco Martínez não teve um bom comportamento no exercício de suas funções, e, em consequência, estabelece-se a remoção de seu cargo como ministra desta Suprema Corte de Justiça”, disse Ricardo Blanco, presidente do tribunal à época, em 2024.

    De acordo com declaração feita pela porta-voz do governo naquele momento, Camila Vallejo, este é “o maior caso de corrupção da história recente” do Chile.

    Segundo a decisão do Supremo, Vivanco “incorreu em um comportamento que afeta os princípios de independência, imparcialidade, probidade, integridade e transparência que regem os membros da magistratura”.

    Vivanco chegou à Suprema Corte em 2018, indicada pelo governo do ex-presidente Sebastián Piñera (2018-2022), que morreu em 2024 em um acidente de helicóptero, e ratificada pelo Senado.

    Ex-ministra da Suprema Corte do Chile é presa por suspeita de corrupção

  • Juiz intima chefe do ICE e critica despreparo do governo Trump durante operação em Minnesota

    Juiz intima chefe do ICE e critica despreparo do governo Trump durante operação em Minnesota

    Todd Lyons deve comparecer pessoalmente ao tribunal na próxima sexta-feira (30); decisão ocorre após dois americanos serem mortos por agentes federais em menos de um mês

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Um juiz federal de Minnesota, nos Estados Unidos, intimou o chefe do ICE, a agência de imigração americana, a comparecer ao tribunal nesta semana para explicar o que o magistrado descreveu como falhas repetidas no cumprimento de ordens judiciais relacionadas às operações no estado.

    Segundo o juiz, o governo de Donald Trump não cumpriu as ordens de realizar audiências para imigrantes detidos pelo ICE nas operações realizadas no estado. “A paciência do tribunal chegou ao fim”, afirma o juiz Patrick J. Schiltz na petição protocolada na noite de segunda-feira (26), segundo a imprensa americana.

    O diretor interino do ICE, Todd Lyons, deve comparecer pessoalmente ao tribunal na próxima sexta-feira (30). Minnesota tem sido palco de embate entre o governo democrata local e a Casa Branca após dois americanos terem sido mortos a tiros por agentes federais durante operações em menos de um mês.

    O juiz ameaçou instaurar procedimentos por desacato contra Lyons após, segundo o magistrado, a agência ter deixado de realizar audiências de fiança com imigrantes detidos, apesar de determinações judiciais emitidas por tribunais em Minneapolis que exigiam esse processo.

    Schiltz diz que o ICE não se preparou nem tomou providências para lidar “com as centenas de pedidos de habeas corpus e outras ações judiciais que certamente” seriam apresentados à Justiça em decorrência das operações.

    Manifestações em larga escala têm dominado as ruas de diferentes cidades do estado, em especial de Minneapolis, palco das operações que resultaram nos dois óbitos.

    A ordem judicial ocorre logo após Trump enviar a Minneapolis o encarregado das fronteiras, Tom Homan, que deve assumir o comando do ICE na cidade -hoje, é a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, quem controla os agentes federais no local.

    Segundo a imprensa americana, Trump também demitiu o comandante de operação do ICE em Minneapolis. Gregory Bovino, conhecido como um defensor da truculência das operações de deportação e por usar roupas que suscitaram comparações com trajes nazistas.

    Especialistas veem Bovino como a peça central da ofensiva de Trump. Agora, ele voltará ao cargo que tinha antes do governo Trump, como oficial do CBP, a agência de proteção de fronteiras, na Califórnia.

    No sábado (24), o enfermeiro Alex Pretti, 37, foi morto a tiros enquanto filmava uma operação do ICE em Minnesota. O governo Trump diz que Pretti havia ameaçado os policiais. Vídeos da cena não comprovam essa versão.

    Em 7 de janeiro, a poeta Renee Nicole Good, 37, também foi morta a tiros em seu próprio carro. A Casa Branca também tentou culpá-la pelo episódio afirmando que ela teria tentado atropelar um agente -versão também contestada pelas imagens do incidente.

    Em entrevista à Folha de S. Paulo, o comissário de Segurança Comunitária de Minneapolis, Todd Barnette, criticou a atuação dos agentes federais e disse que batidas, detenções e agressões conduzidas pelo ICE estão fazendo com que imigrantes revivam traumas de seus países de origem.

    Juiz intima chefe do ICE e critica despreparo do governo Trump durante operação em Minnesota

  • Letalidade do Nipah vírus, em circulação na Índia, pode chegar a 75%

    Letalidade do Nipah vírus, em circulação na Índia, pode chegar a 75%

    Segundo a Organização Mundial da Saúde, morcegos frutíferos da família Pteropodidae são os hospedeiros naturais do vírus Nipah

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Um novo surto do Nipah vírus na Índia colocou o país em alerta. Segundo boletim epidemiológico mais recente do Programa de Emergências de Saúde da OMS (Escritório Regional para o Sudeste Asiático), em 12 de janeiro foram relatados dois casos suspeitos de infecção em Bengala Ocidental. O documento afirma que os pacientes -profissionais de saúde– são monitorados por uma equipe médica especializada.

    Não houve registro de mortes no surto atual, porém, a taxa de letalidade do vírus Nipah é de 40% a 75%, segundo a OMS.

    Investigações preliminares indicam que ambos podem ter sido expostos ao vírus durante uma visita de trabalho ao distrito indiano de Purba Bardhaman. O último caso de infecção pelo patógeno em Bengala Ocidental havia ocorrido em 2007.

    Segundo a OMS, o governo de Bengala Ocidental implementou medidas preventivas para evitar a propagação da doença. Uma equipe de resposta a surtos foi enviada ao local para apoiar a contenção do vírus. O Centro Nacional de Controle de Doenças do governo indiano está fornecendo suporte técnico, logístico e operacional para o gerenciamento e a prevenção de surtos.

    A vigilância foi intensificada nos distritos de Purba Bardhaman, North 24 Parganas e Nadia, com o rastreamento de contatos de alto risco. A OMS já tinha classificado o Nipah vírus como prioritário, devido ao seu potencial de desencadear uma epidemia.

    Para Evaldo Stanislau de Araújo, infectologista do Hospital das Clínicas de São Paulo, o risco de o Nipah chegar ao Brasil é baixo, “quase zero”.

    “O histórico do vírus é de transmissão inter-humana, mas o número de reprodução é baixo, de 0,3 aproximadamente. E os perfis de maior risco são os profissionais de saúde, que têm um contato prolongado, eventualmente, com o paciente”, afirma.

    Segundo Araújo, com o uso de medidas de proteção habitual, máscara, equipamentos de proteção individual, higiene das mãos, é improvável que um surto localizado, se extrapole para outra região.

    “Seria uma possibilidade o vírus sofrer mutação, que dê a ele uma capacidade maior de patogenicidade, mas isso é especulativo, não tem nenhuma evidência que vá acontecer. É necessário que tenham ações de vigilância e contenção, mas sem alarde. O problema é muito mais restrito aos focos na Ásia”, explica o infectologista.

    Em nota, o Ministério da Saúde do Brasil disse que não há risco de pandemia, mesmo que o Nipah esteja classificado pela OMS como de alta patogenicidade. O órgão mantém protocolos de vigilância e resposta de emergência para agentes altamente patogênicos, em parceria com instituições como o Instituto Evandro Chagas e a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), com participação da Opas (Organização Pan-Americana de Saúde).

    Saiba mais sobre o vírus Nipah, segundo informações divulgadas pela OMS:

    O que é e qual a origem do Nipah vírus?

    É um vírus zoonótico (passado de animais para humanos) e que também pode ser transmitido por alimentos contaminados ou diretamente entre as pessoas.
    Foi reconhecido pela primeira vez no final da década de 1990 durante um surto em criadores de porcos na Malásia.

    O filme “Contágio” (2011) foi inspirado em diversos vírus reais, entre eles o Nipah.

    Quais os sinais e sintomas da doença que provoca?

    Febre, dores de cabeça, muscular, de garganta e vômito. Os sintomas iniciais podem ser seguidos por tontura, sonolência, alteração da consciência e sinais neurológicos que indicam encefalite aguda.

    As pessoas também podem apresentar pneumonia e problemas respiratórios. Encefalite e convulsões ocorrem em casos graves –progressão para o coma ocorre de 24 a 48 horas. A taxa de letalidade é estimada entre 40% e 75%, podendo variar conforme o surto, a depender das capacidades locais para vigilância epidemiológica e manejo clínico.

    O período de incubação (intervalo entre a infecção e o início dos sintomas) se dá de quatro a 14 dias.

    Cerca de 20% dos pacientes ficam com consequências neurológicas residuais, como transtorno convulsivo, por exemplo. Em alguns casos, a infecção pode ser assintomática.

    Tem tratamento?

    Não existe vacina nem tratamento para combater o vírus. O cuidado intensivo de suporte é recomendado para tratar quadros respiratórios graves e complicações neurológicas.

    Quais as formas de prevenção?

    O monitoramento e quarentena de animais infectados é o principal método de prevenção recomendado pela OMS, além da limpeza e desinfecção contínua de fazendas de porcos. Equipamentos de proteção devem ser usados para manusear animais com o vírus. Também é importante diminuir o acesso de morcegos a comidas frescas, que devem ser fervidas ou lavadas antes do consumo.

    Entre humanos, o contato com pacientes infectados deve ser limitado, e aqueles que o fizerem devem lavar as mãos após contatos e visitas. Prestadores de cuidados devem usar equipamentos de proteção.

    Como é feito o diagnóstico?

    Os sintomas pouco específicos do vírus dificultam seu diagnóstico, controle e combate. Ele é principalmente detectado por meio de testes RT-PCR (também usados para detectar o coronavírus) e Elisa (que verifica a presença de anticorpos no paciente).

    Outros testes utilizados incluem ensaio de reação em cadeia da polimerase (PCR) e isolamento viral por cultura celular.

    HOSPEDEIROS DO VÍRUS

    Segundo a OMS, morcegos frutíferos da família Pteropodidae são os hospedeiros naturais do vírus Nipah.

    Nipah em animais domésticos

    Surtos do vírus Nipah em porcos, cavalos, cabras, ovelhas, gatos e cães foram relatados pela primeira vez na Malásia, em 1999. O vírus é altamente contagioso em porcos.

    Letalidade do Nipah vírus, em circulação na Índia, pode chegar a 75%

  • Em telefonema, Lula e Macron conversam sobre Conselho da Paz de Trump

    Em telefonema, Lula e Macron conversam sobre Conselho da Paz de Trump

    Presidentes também discutiram o acordo comercial Mecosul-UE

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da França, Emmanuel Macron, conversaram na manhã desta terça-feira (27) sobre a proposta do Conselho da Paz. O colegiado foi idealizado, criado e é presidido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump para, segundo ele, pacificar e reconstruir a Faixa de Gaza.

     
    No telefonema, que durou cerca de 1 hora, Lula e Macron defenderam o fortalecimento da Organização das Nações Unidas (ONU) e concordaram que iniciativas em matéria de paz e segurança devem estar alinhadas aos mandatos do Conselho de Segurança e aos princípios e propósitos da Carta da ONU. O teor da conversa entre os presidentes foi divulgado pelo Palácio do Planalto.

    Lula foi um dos líderes convidados a ocupar um assento no conselho, mas ainda não respondeu ao convite. Na semana passada, em um evento em Salvador, ele chegou a 

    criticar a proposta de criação do Conselho da Paz, afirmando que Trump quer criar uma nova ONU para ser o dono. A França também foi convidada, mas já negou o convite.  Na últimas semanas, Lula tem feito e recebido ligações de importantes líderes mundiais, entre eles o presidente da China, Xi Jinping; da Rússia, Vladimir Putin; da Turquia, Recep Tayyip Erdogan; da Colômbia, Gustavo Petro; o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi; da Espanha, Pedro Sánchez; do Canadá, Mark Carney; e a presidenta do México, Claudia Sheinbaum.

    Nesta segunda-feira (26), Lula conversou, inclusive, com o presidente Trump. Ele sugeriu que o Conselho da Paz incluísse um assento para a Palestina e se limitasse a discutir as questões relacionadas à Faixa de Gaza. Também ficou combinada uma visita de Lula aos Estados Unidos, ainda este ano, em data a ser definida.

    Venezuela
    No telefonema, Lula e Macron também trocaram impressões relacionadas à Venezuela. Segundo o Planalto, ambos condenaram o uso da força em violação ao direito internacional e concordaram sobre a importância da paz e da estabilidade na América do Sul e no mundo.

    No dia 3 de janeiro, os Estados Unidos bombardearam a Venezuela e sequestraram o presidente do país, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores. Os dois foram levados para os Estados Unidos e a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodriguez, assumiu o comando do país interinamente.

    Acordo Mercosul-EU
    Ainda, os líderes de Brasil e França trataram sobre o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. Lula reafirmou sua visão de que a parceria é positiva para os dois blocos e “constitui uma importante contribuição para a defesa do multilateralismo e do comércio baseado em regras”.

    O acordo foi assinado no dia 17 de janeiro deste ano, após 26 anos de negociação. Entretanto, no dia 21, o Parlamento Europeu decidiu pedir ao Tribunal de Justiça da União Europeia uma avaliação jurídica sobre a parceria comercial com os sul-americanos. Na prática, a medida paralisa o processo de implementação do acordo; o tribunal costuma demorar cerca de dois anos para emitir um parecer.

    A França é um dos países que se opõem à ratificação sob o argumento de que o acordo ameaça a agricultura local ao criar “concorrências desleal” com as importações mais baratas do Mercosul.

    Por fim, o presidente Lula e o presidente Macron trataram sobre a agenda bilateral e se comprometeram a finalizar negociações em curso, para assinatura de acordos ainda no primeiro semestre de 2026. Segundo Planalto, os dois mantêm diálogo frequente sobre a cooperação entre os dois países, em especial nos temas de defesa, ciência e tecnologia e energia.

    Em telefonema, Lula e Macron conversam sobre Conselho da Paz de Trump

  • Volta de Trump acelera o Relógio do Juízo Final

    Volta de Trump acelera o Relógio do Juízo Final

    Mundo agora está a 85 segundos do apocalipse, mostra o indicador simbólico criado por cientistas nos EUA em 1947; comitê vê piora em todas as áreas consideradas para determinar a hora, do confronto nuclear à desinformação, passando pela mudança climática

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O ano do turbulento retorno de Donald Trump à Casa Branca viu os ponteiros do Relógio do Juízo Final, que já estavam no pior nível de sua história, se aproximarem ainda mais da meia-noite que simboliza o fim do mundo como o conhecemos.

    Na sua edição 2026, lançada pela ONG americana Boletim dos Cientistas Atômicos nesta terça-feira (27), os ponteiros foram de 89 para 85 segundos antes da fatídica hora. Desde 1947, um comitê de especialistas analisa aspectos da segurança global para determinar o quão perto do apocalipse o planeta está.

    “O Relógio é uma metáfora, mas também um chamado à ação”, disse a presidente do Boletim, Alexandra Bell. “Não houve avanços suficientes, e tivemos de mover o Relógio”, afirmou no evento de lançamento do instrumento.

    Os especialistas que elaboram o Relógio criticaram diversos aspectos da administração Trump, mas também citam o comportamento agressivo de potências como a Rússia e a China, exortando os líderes dos três países a mudarem de atitude apesar “de suas tendências autocráticas”.

    “Obviamente, os atos dessa administração [dos EUA] ajudaram a mover o Relógio. O presidente está destruindo 50 anos de controle de armas nucleares, atacando instrumentos para conter a crise climática, atacando a academia. Mas o Relógio vai além, é global”, disse Bell.

    Apesar de o republicano dizer que acabou com sete guerras, algo longe da realidade, e de ter pleiteado o Nobel da Paz, o mundo ficou mais instável em seu segundo mandato, marcado por voluntarismo e intervencionismo extremos.

    Se a guerra na Faixa de Gaza acabou com o território em ruínas, ele bombardeou o programa nuclear do Irã e ameaça repetir a dose de forma mais ampla. Um dos poucos acertos genuínos, um acordo entre os beligerantes Azerbaijão e Armênia, contrasta no espaço ex-soviético com o fracasso em acabar rapidamente com o conflito na Ucrânia.

    No mais, Trump minou o sistema multilateral em que o mundo no qual o Relógio nasceu se baseava. Retirou-se de dezenas de organismos internacionais, boa parte dele da cada dia mais obsoleta ONU, e atacou diretamente aliados na Europa -a ponto de ameaçar tomar à força a Groenlândia da Dinamarca.

    Por fim, elaborou uma Estratégia de Segurança Nacional, agora amparada pela regulamentação proposta pelo Departamento de Defesa, que ele chama de pasta da Guerra. O texto prevê a recriação de zona de influência explícita na América Latina, como Nicolás Maduro descobriu na madrugada do dia 3 deste mês.

    Não apenas isso. “Essa administração cortou fundos para usarmos a inteligência artificial de forma a nos proteger”, disse Asha George, uma das 16 pessoas que elaboraram o Relógio deste ano. Convidada a falar no lançamento, a jornalista filipina Maria Ressa, Nobel da Paz em 2021, enfatizou o risco do “apocalipse informativo” em curso.

    O planeta continuou em convulsão, com os 36 conflitos ativos registrados pelo londrino Instituto Internacional de Estudos Estratégicos.

    Israel guerreou em Gaza, no Líbano e no Iêmen, e protagonizou uma troca violenta de ataques com o Irã. Os embates africanos seguem intensos, os rivais nucleares Índia e Paquistão lutaram brevemente e a tensão segue alta na península coreana. A Europa se remilitariza, o que no passado levou a duas guerras mundiais.

    “Líderes falam abertamente sobre o uso de armas nucleares, Estados armados com elas se enfrentam”, disse Jon Wolfstahl, membro do comitê do Boletim.

    Na semana que vem, salvo alguma mudança de última hora, Trump dará mais argumentos para o painel do Boletim, um ente fundado em 1945 por gente envolvida na aurora da Era Atômica: Albert Einstein e J. Robert Oppenheimer à frente.

    “Pela primeira vez em 50 anos, não teremos para evitar uma corrida armamentista sem controle”, disse o especialista Daniel Holz.

    No dia 5 de fevereiro, expira o Novo Start, o último tratado de controle de armas nucleares vigente entre Washington e Moscou, donas de 90% das ogivas atômicas no planeta. Esses armamentos sempre foram o centro das preocupações do Boletim.

    A partir de 2007, a mudança climática passou a integrar o rol oficial de temas que impactam o ponteiro apocalíptico. Nos anos que se seguiram, a disseminação de novos vírus na esteira da pandemia e a ascensão descontrolada da IA (inteligência artificial) também passaram a ser analisados.

    “Em 2025, nós fracassamos em conter as ameaças em todas as áreas”, afirmou Steve Fetter, outro membro do comitê. “O uso de inteligência artificial para espalhar desinformação é adotado até pelo presidente Trump”, disse.

    Os eventos analisados são aqueles ocorridos no ano anterior à mudança do Relógio. Assim, os 90 segundos de 2023 diziam respeito ao choque da invasão russa da Ucrânia, ocorrida em 24 de fevereiro de 2022.

    O mundo nunca foi tão perigoso, na análise do prestigioso Boletim. Antes da fase atual, o mais próximo do fim simbólico que o Relógio havia apontado foram dois minutos para a meia-noite em 1953, durante tensões na Europa e com a Guerra da Coreia em curso.

    Já a crise mais conhecida da Guerra Fria, a dos mísseis soviéticos em Cuba de 1962, colocou os ponteiros a 12 minutos do fim, um dos mais seguros níveis, porque o Boletim entendeu que ela fez as então superpotências melhorarem seu grau de comunicação.

    Em 1991, com o fim da União Soviética à vista, o Relógio marcou seu horário mais confortável: 17 minutos para a meia-noite.

    Para começar a voltar àquela situação, o Boletim fez quatro sugestões imediatas: retomada do controle de amas nucleares, cooperação internacional para evitar que a IA seja usada para criar riscos biológicos, a derrubada pelo Congresso da guerra de Trump contra energia renovável e um acordo entre EUA, Rússia e China para regular o emprego da IA no comando de arsenais atômicos.

    “Nossa trajetória atual é insustentável”, sumariza o relatório explicativo do Boletim.

    Volta de Trump acelera o Relógio do Juízo Final

  • Lula pede a Trump reforço conjunto no "combate ao crime organizado"

    Lula pede a Trump reforço conjunto no "combate ao crime organizado"

    O presidente Lula pediu nesta segunda-feira (26) ao homólogo norte-americano, Donald Trump, o “fortalecimento da cooperação no combate ao crime organizado”

    Durante uma conversa telefônica que durou cerca de 50 minutos, Lula reiterou a proposta, encaminhada ao Departamento de Estado em dezembro, de fortalecimento da cooperação no combate ao crime organizado.

    O chefe de Estado brasileiro “manifestou interesse em estreitar a parceria na repressão à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas, bem como no congelamento de ativos de grupos criminosos e no intercâmbio de dados sobre transações financeiras”.

    De acordo com o Palácio do Planalto, “a proposta foi bem recebida pelo Presidente norte-americano”.

    Em dezembro, os dois líderes já tinham abordado este tema, com Lula dizendo que era “urgente” o reforço da cooperação entre os dois países contra o crime organizado.

    Dias depois dessa conversa, o Governo brasileiro identificou mais de uma dezena de fundos norte-americanos que lavam dinheiro do crime organizado do Brasil.

    De acordo com o governo brasileiro, cerca de 15 fundos no estado norte-americano de Delaware servem para “lavar dinheiro do crime organizado do Brasil e remeter esse dinheiro para o Brasil, ‘limpo’, como investimento direto estrangeiro para aquisição de empresas brasileiras, de ativos brasileiros, propriedades brasileiras”.

    Na conversa, para além de terem abordado temas globais como Gaza e Venezuela, os dois chefes de Estado “trocaram informações sobre indicadores econômicos dos dois países, que apontam boas perspectivas para as duas economias.

    “Ambos saudaram o bom relacionamento construído nos últimos meses, que resultou no levantamento de parte significativa das tarifas aplicadas a produtos brasileiros”, frisou o Governo brasileiro, acrescentando ainda que ambos “acordaram a realização de uma visita do Presidente, Lula [da Silva] a Washington após a viagem do brasileiro à Índia e à Coreia do Sul em fevereiro, em data a ser fixada em breve”.

    Lula pede a Trump reforço conjunto no "combate ao crime organizado"

  • Bebê é arremessado de carro em movimento; vídeo viralizar e mãe é presa

    Bebê é arremessado de carro em movimento; vídeo viralizar e mãe é presa

    Incidente aconteceu em um movimentado cruzamento da Califórnia, nos Estados Unidos. Vídeo se tornou viral e levou a polícia a investigar o caso e quem seria o motorista

    Uma mãe foi presa, na Califórnia, nos Estados Unidos, depois de o seu filho bebê ter sido arremessado de um carro em andamento. O momento ficou registrado em vídeo e acabou viralizando nas redes sociais.

    Jacqueline Hernandez, de 35 anos, foi detida nesta segunda-feira (26), após o incidente, que aconteceu em um cruzamento movimentado em Fullerton.

    A mulher dirigia um SUV de cor preta, quando ao tentar virar à esquerda no dito cruzamento a porta do passageiro abriu e uma criança, de 19 meses, caiu para a rua.

    Jacqueline freou imediatamente, obrigando a que o carro que seguia atrás travasse repentinamente e embora quase tenha provocado uma colisão, possivelmente teria sido essa freada que impediu que o carro atropelasse a criança, evitando uma tragédia ainda maior.

    O momento – que pode ver no vídeo acima – ficou registrado em imagens que se tornaram virais nas redes sociais e levaram à detenção da mãe da criança. 

     
     
     

     
     
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    Segundo relata a polícia local, eles tiveram conhecimento do vídeo que estava circulando na internet e iniciaram as diligências necessárias para tentar identificar quem dirigia o carro. No dia 24 de janeiro, uma testemunha deslocou-se à delegacia e concedeu informações relevantes que lhes permitiram chegar à suspeita.

    A polícia deteve a mulher de 35 anos por maus-tratos a uma criança. E o bebê foi transportado para o hospital, com ferimentos coincidentes com uma queda. Mas é esperado que se recupere na totalidade em breve.

    A chefe da polícia de Fullerton, após o sucedido, pediu a todos para usarem cadeiras de bebê para realizarem o transporte de menores, em qualquer distância.

    A polícia refere que o incidente, que se crê que aconteceu a 20 de janeiro entre as 8h00 e a 9h00 da manhã (hora local), ainda está sob investigação.

     

     

    Bebê é arremessado de carro em movimento; vídeo viralizar e mãe é presa

  • Prefeito de Minneapolis anuncia saída de agentes do ICE da cidade

    Prefeito de Minneapolis anuncia saída de agentes do ICE da cidade

    No último sábado (24), os agentes do ICE assassinaram Alex Pretti, cidadão norte-americano, de 37 anos, que trabalhava como enfermeiro em um hospital de veteranos de guerra

    O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, anunciou em uma rede social na noite desta segunda-feira (26) que conversou com o presidente dos EUA Donald Trump, e que parte dos agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) vão deixar a cidade.

    “Conversei com o presidente Trump nesta tarde e mostrei como Minneapolis se beneficia da presença da comunidade de imigrantes e deixei claro que meu maior pedido é que a operação Metro Surge [do ICE] precisa acabar. O presidente concordou que a atual situação não pode continuar.”

    Ainda segundo a publicação de Frey, os agentes federais começam a sair da cidade nesta terça (27).

    “Vou continuar insistindo na saída dos demais policiais envolvidos nesta operação”, escreveu.

     
     
     

     
     
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    Crimes

    Em sua declaração, Frey informou ainda que a cidade de Minneapolis continuará cooperando com o governo federal nas investigações de crimes, mas que não participará de prisões inconstitucionais: “Criminosos violentos devem ser responsabilizados pelos crimes que cometeram, não com base em sua origem”.

    O governador de Minnesota, estado onde fica Minneapolis, Tim Walz, também conversou com Trump nesta segunda-feira (26) e houve um acordo em relação à atuação do ICE no estado.

    No último sábado (24), os agentes do ICE assassinaram Alex Pretti, cidadão norte-americano, de 37 anos, que trabalhava como enfermeiro em um hospital de veteranos de guerra.

    Pretti foi imobilizado por cinco homens da corporação federal e, em seguida, já completamente dominado, foi atingido por dez disparos de arma de fogo feitos por um dos agentes do ICE.

    Há duas semanas, o ICE também matou Renee Good, também cidadã norte-americana. Um agente atirou três vezes e matou Renee dentro de seu carro.

    Troca de comando

    Segundo informações da agência internacional Reuters, Gregory Bovino, uma das principais autoridades da Patrulha de Fronteira dos EUA, deixará de atuar no estado de Minnesota.

    Bovino vinha sendo criticado pelas ações do ICE. Ainda segundo a Reuters, ele será transferido e deve ser substituído por Tom Homan.

    Nas redes sociais, Tricia McLaughlin, porta-voz do Departamento de Segurança Interna dos EUA, negou que Bovino tenha sido dispensado de suas funções.

     

    Prefeito de Minneapolis anuncia saída de agentes do ICE da cidade

  • Primeira-ministra do Japão volta a falar sobre Taiwan e gera reação da China

    Primeira-ministra do Japão volta a falar sobre Taiwan e gera reação da China

    Em entrevista nesta segunda-feira (27), a governante afirmou que a relação entre Tóquio e Washington colapsaria caso seu país fugisse de um possível conflito que envolvesse China, Taiwan e Estados Unidos

    (CBS NEWS) – A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, voltou a falar sobre um possível envolvimento do Japão em caso de incursão militar chinesa em Taiwan, gerando resposta de Pequim após semanas de leve trégua entre os países.

    Em entrevista nesta segunda-feira (27), a governante afirmou que a relação entre Tóquio e Washington colapsaria caso seu país fugisse de um possível conflito que envolvesse China, Taiwan e Estados Unidos.

    Há dois meses, Takaichi afirmou que uma tentativa do regime chinês de submeter Taiwan ao seu domínio por meio da força militar era um exemplo de situação na qual ela poderia acionar as Forças de Autodefesa do Japão. A fala criou um dos maiores conflitos diplomáticos entre Pequim e Tóquio nas últimas décadas.

    Segundo a primeira-ministra, a ação japonesa seria necessária, pois um ataque a navios de guerra americanos usados para romper um bloqueio chinês poderia exigir o envolvimento de Tóquio para defender os EUA, seu aliado e defensor da soberania da ilha.

    Nas novas falas, Takaichi se distanciou parcialmente de comentários que sugerem ação militar. “Quero deixar absolutamente claro que não se trata de o Japão sair por aí tomando medidas militares caso a China e os EUA entrem em conflito”, disse. “Se algo grave acontecer lá, teremos que ir resgatar os cidadãos japoneses e americanos em Taiwan. Nessa situação, pode haver casos em que tomemos medidas conjuntas.”

    As novas falas de Takaichi vão na contramão do que é esperado por Donald Trump em relação à aliança militar entre os países. Trump pressiona seus aliados na região, Japão e Coreia do Sul, para aumentar os gastos com a defesa, comprando tecnologias americanas, e em decorrência do ambiente considerado instável para Washington.

    O aumento dos gastos seria uma forma de apoio em caso de conflito com a China para a defesa de Taiwan e para diminuir a ameaça militar da Coreia do Norte.

    A pacifista Constituição japonesa impede, porém, que o Japão realize ações militares diretas. Mas uma reinterpretação do artigo permite que o país use suas Forças Armadas para defender aliados próximos mediante a autorização do chefe de governo -atualmente, Takaichi.

    Os comentários da governante à TV japonesa geraram reação de Pequim, que instou o Japão a “fazer um exame profundo de consciência, corrigir seus erros e cessar a manipulação e as ações irresponsáveis e imprudentes sobre a questão de Taiwan”.

    “O Japão cometeu inúmeros crimes durante seu domínio colonial sobre Taiwan por mais de 50 anos e carrega sérias responsabilidades históricas perante o povo chinês”, disse Guo Jiakun durante entrevista coletiva no Ministério de Relações Exteriores nesta terça-feira (27). “Seja sob a perspectiva histórica ou jurídica, o lado japonês não está em posição de interferir nos assuntos da região de Taiwan da China.”

    Antes dos novos comentários de Takaichi, Pequim alertou seus cidadãos para que evitem viagens para o Japão durante o feriado do Festival da Primavera, o mais longo do ano, que ocorre em fevereiro. O documento publicado na agência de notícias estatal Xinhua cita “um período de agitação social, com um aumento nos crimes contra cidadãos chineses”, além da possibilidade de novos terremotos.

    Primeira-ministra do Japão volta a falar sobre Taiwan e gera reação da China