Categoria: MUNDO

  • Filho de bilionário indiano quer acolher hipopótamos de Pablo Escobar

    Filho de bilionário indiano quer acolher hipopótamos de Pablo Escobar

    Proposta tenta evitar abate de animais descendentes de hipopótamos de Pablo Escobar; governo colombiano avalia controle populacional diante de impactos ambientais e alerta para crescimento acelerado da espécie no país.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O filho de um bilionário indiano se ofereceu para acolher 80 hipopótamos descendentes dos espécimes que foram introduzidos na Colômbia por Pablo Escobar. A medida seria uma forma de evitar que os animais sejam sacrificados, como planejam as autoridades do país.

    Anant Ambani, filho do magnata Mukesh Ambani, pediu formalmente ao governo colombiano que suspenda a decisão de sacrificar os animais, que provocam estragos nos ecossistemas do país.

    Neste mês, o governo anunciou que pretende esterilizar uma parte dos animais e sacrificar outra. O processo deve ser iniciado no segundo semestre deste ano. 

    O abate de cada animal é estimado em US$ 14 mil (R$ 69,8 mil).

    Cada esterilização pode custar até US$ 10 mil (R$ 49,8 mil). O procedimento é considerado de risco para os veterinários e também aos animais, que podem morrer devido a uma reação alérgica à anestesia.

    Ambani propôs que seja autorizada uma “realocação segura e cientificamente orientada, que levaria os 80 animais a um lar permanente” em seu zoológico Vantara, no estado de Gujarate, noroeste da Índia.

    O local é apresentado como “um dos maiores centros de resgate, cuidado e conservação de fauna silvestre do mundo”. Porém, especialistas têm alertado para o grande número de animais acolhidos em Vantara, incluindo espécies raras e em perigo crítico de extinção.

    Escobar importou quatro hipopótamos para a Colômbia na década de 1980. Após a morte do narcotraficante, em 1993, os animais conseguiram escapar do local onde eram mantidos em cativeiro. Eles se estabeleceram, então, nas margens do rio Magdalena, onde chegaram a atacar pescadores.

    Hoje, o país abriga cerca de 200 hipopótamos perto do rio. Se medidas de controle não forem adotadas, a população pode aumentar para até mil indivíduos até 2035, segundo Irene Vélez-Torres, ministra do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Colômbia.

    “Precisamos agir para reduzir a população de hipopótamos. Essas ações são essenciais para proteger nossos ecossistemas e espécies nativas”, afirmou Vélez-Torres, observando que o crescimento populacional ameaça espécies como tartarugas e peixes-boi, além de causar poluição da água.

    O programa tem um orçamento de quase US$ 2 milhões (R$ 10 milhões) e inclui medidas como confinamento e realocação.

    Embora a Colômbia tenha iniciado conversas há meses com oito governos, entre os quais México, Equador, Peru e África do Sul, para possivelmente transferir alguns animais para zoológicos ou santuários nesses países, as autorizações necessárias para o processo não haviam sido obtidas até o último dia 13, de acordo com Vélez-Torres.

    Segundo a ministra, a tentativa de realocar alguns deles a outros países fracassou devido a malformações apresentadas pelos animais. “Há uma mutação genética importante, por isso alguns países se recusam [a aceitá-los]”, disse ela, atribuindo o fenômeno à endogamia. “Acreditamos que tem a ver com a pobreza genética [dos espécimes]”.

    Filho de bilionário indiano quer acolher hipopótamos de Pablo Escobar

  • Irã condiciona reabertura de Hormuz ao fim da guerra com EUA e Israel

    Irã condiciona reabertura de Hormuz ao fim da guerra com EUA e Israel

    Teerã condiciona retomada do tráfego no Estreito de Hormuz ao fim da guerra e a garantias de segurança; rota segue com fluxo reduzido após restrições, bloqueio naval e episódios recentes de ataques e apreensões de navios.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O Irã diz que só vai liberar novamente a passagem de navios comerciais pelo Estreito de Hormuz depois do fim definitivo da guerra com EUA e Israel.

    Teerã afirmou que a reabertura do canal depende do encerramento do conflito e do cumprimento de regras de segurança definidas pelo país. A informação foi divulgada hoje pela agência iraniana Fars News Agency.

    Vice-ministro da Defesa iraniano, Reza Talaei-Nik, disse que a retomada do trânsito vai exigir garantias de que a segurança do Irã não será afetada. “Permitir o trânsito tranquilo de navios comerciais estará na pauta após o fim da guerra, desde que sejam observados protocolos que não comprometam a segurança do Irã”, afirmou Talaei-Nik à Fars.

    A declaração ocorreu durante uma reunião de ministros da Defesa da Organização para Cooperação de Xangai, em Bishkek, no Quirguistão. O Estreito de Hormuz é uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo e gás.

    Fluxo de embarcações segue reduzido por causa de restrições impostas pelo Irã e por um bloqueio naval dos EUA nos portos iranianos. A região também teve ataques e apreensões de navios nas últimas semanas, segundo o relato divulgado pela Fars.

    Autoridades iranianas têm indicado que a segurança para quem atravessa Hormuz terá custo. No mês passado, a Comissão de Segurança do Parlamento iraniano aprovou um plano para impor tarifas a navios que usem a passagem.

    Porta-voz do Exército iraniano, Mohammad Akraminia, afirmou que o país não considera encerrada a guerra com EUA e Israel. “Não consideramos que a guerra tenha acabado. Nossa situação atual ainda é considerada de guerra”, declarou Akraminia à Fars.

    Akraminia disse que, se houver novos ataques, a resposta iraniana será mais dura do que nas ofensivas anteriores. Ele também afirmou que o Irã manteve a produção de drones durante o conflito e que parte dos equipamentos foi fabricada e usada em plena guerra.

    Segundo o porta-voz, as forças iranianas derrubaram mais de 170 drones e 16 aeronaves militares durante os confrontos. Ele atribuiu as interceptações às unidades de defesa do Exército iraniano e à Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária Islâmica.

    Irã condiciona reabertura de Hormuz ao fim da guerra com EUA e Israel

  • Viúva relembra tragédia do Titan e diz que recebeu “lama” dos corpos

    Viúva relembra tragédia do Titan e diz que recebeu “lama” dos corpos

    Quase três anos após implosão do submersível, Christine Dawood relata perda do marido e do filho, fala sobre identificação de restos mortais e afirma que alívio veio ao saber que eles não sofreram na morte.
    Shahzada Dawood, Suleman Dawood

    Quase três anos após a implosão do submersível Titan, a paquistanesa-britânica Christine Dawood falou pela primeira vez sobre a morte do marido e do filho, vítimas da tragédia ocorrida em 18 de junho de 2023, durante uma expedição ao Titanic.

    O empresário Shahzada Dawood, de 48 anos, e o filho Suleman Dawood, de 19, estavam a bordo do submersível Titan ao lado de outras três pessoas: o CEO da OceanGate, Stockton Rush, o explorador britânico Hamish Harding e o mergulhador francês Paul-Henri Nargeolet. O grupo participava de uma viagem a cerca de 4 mil metros de profundidade, no Atlântico Norte, para visitar os destroços do RMS Titanic.

    O contato com o submersível foi perdido cerca de 90 minutos após o início da descida. Dias depois, autoridades confirmaram que a embarcação havia sofrido uma implosão catastrófica.

    Em entrevista ao jornal The Guardian, Christine relatou que só recebeu os restos mortais da família nove meses após o acidente. “Só recebi os corpos nove meses depois. Bem, quando digo corpos, quero dizer a lama que sobrou. Eles vieram em duas caixas pequenas, parecidas com caixas de sapatos”, afirmou.

    Notícias ao Minuto [Legenda]© Twitter  

    Segundo ela, o material entregue correspondia a fragmentos genéticos recuperados no fundo do oceano. Durante meses, equipes trabalharam na identificação das amostras. “Não encontraram muita coisa. Eles têm uma pilha enorme que não conseguem separar, tudo com DNA misturado, e perguntaram se eu queria um pouco disso também. Mas eu disse que não. Só quero o que se sabe que é do Suleman e do Shahzada”, disse.

    Christine contou que deveria ter participado da expedição, mas decidiu ceder seu lugar ao filho. A despedida, segundo ela, foi breve. “Foi muito rápida”, lembrou. Enquanto os dois embarcavam em um bote rumo ao submersível, ela seguiu para o navio de apoio.

    Cerca de uma hora e meia depois, a equipe perdeu comunicação com o Titan. Inicialmente, não houve alarme. “Não se preocupe, não é nada de anormal”, disseram à época. Christine afirmou que confiou na equipe e só percebeu a gravidade da situação com o passar das horas.

    Quando a Guarda Costeira dos Estados Unidos anunciou que o submersível havia implodido, a reação foi inesperada. “O meu primeiro pensamento foi: ‘Graças a Deus’. Quando disseram que foi catastrófico, eu soube que o Shahzada e o Suleman não tiveram noção de nada. Num momento estavam lá e, no seguinte, já não. Saber que não sofreram foi muito importante”, afirmou.

    Em relatório divulgado no ano passado, a Guarda Costeira classificou o acidente como uma “tragédia evitável” e atribuiu responsabilidade à OceanGate. Segundo o documento, a empresa foi negligente no cumprimento de normas de segurança, o que contribuiu diretamente para a morte dos cinco ocupantes do submersível.
     
     
     

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    Viúva relembra tragédia do Titan e diz que recebeu “lama” dos corpos

  • EUA vão emitir passaportes comemorativos com rosto e assinatura de Trump

    EUA vão emitir passaportes comemorativos com rosto e assinatura de Trump

    Ilustrações do presidente aparecerão na parte interna do documento, segundo Departamento de Estado americano. Republicano já colocou sua imagem em moedas, seu nome em departamentos e suas fotografias em prédios do governo

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Os Estados Unidos começarão a emitir passaportes com um design que inclui a imagem do presidente Donald Trump, informou um porta-voz do Departamento de Estado americano nesta terça-feira (28).

    A iniciativa faz parte das comemorações dos 250 anos da independência dos EUA e representa mais um uso da imagem de Trump em itens oficiais ligados à data. Anteriormente, o governo já havia informado sobre a emissão de objetos comemorativos, incluindo moedas e ingressos de parques nacionais, com a imagem do presidente. O anúncio desta terça, entretanto, é o primeiro que envolve um documento pessoal.

    De acordo com um modelo divulgado, o rosto do presidente e sua assinatura aparecerão na parte interna do documento. “Enquanto os EUA celebram o 250º aniversário em julho, o Departamento de Estado está se preparando para lançar um número limitado de passaportes americanos especialmente desenhados para comemorar esta ocasião histórica”, disse o porta-voz Tommy Pigott.

    “Esses passaportes apresentarão arte personalizada e imagens aprimoradas, mantendo os mesmos recursos de segurança que fazem do passaporte americano o documento mais seguro do mundo”, acrescentou ele.

    A informação foi publicada inicialmente pelo site The Bulwark, e a Fox News divulgou a primeira imagem do modelo do novo passaporte.

    A expectativa é que os documentos com o design comecem a ser emitidos nos próximos meses. Ainda não há detalhes sobre a quantidade que será disponibilizada nem se será necessário solicitar especificamente essa versão.

    Outras iniciativas semelhantes vêm sendo adotadas pelo governo Trump no contexto das comemorações. O Departamento do Interior anunciou no ano passado novos designs comemorativos para passes de parques nacionais -um deles traz Trump ao lado de George Washington.

    “É uma honra para o departamento apresentar o passe America the Beautiful [América, a linda, em tradução livre], que homenageia o 250º aniversário dos EUA e as gerações que protegeram nossas terras”, disse o secretário Doug Burgum.

    Além disso, no mês passado, a Comissão de Belas Artes dos EUA -cujos membros foram indicados por Trump- aprovou uma moeda comemorativa pelos 250 anos do país com a imagem do presidente.

    Ainda em 2025, o republicano rebatizou o Kennedy Center para Trump-Kennedy Center. Além do centro cultural, um dos mais famosos dos EUA, o nome do presidente foi incluído no Instituto da Paz -e Trump disse durante evento que essa foi uma surpresa do secretário de Estado, Marco Rubio- e banners com seu rosto foram instalados em três departamentos, o mais recente no Departamento de Justiça, que historicamente mantinha certa independência do chefe do Executivo.

    A prática tem sido comparada ao culto à personalidade usado em regimes ditatoriais como a Coreia do Norte para reforçar a autoridade do líder e moldar a percepção do público.

    EUA vão emitir passaportes comemorativos com rosto e assinatura de Trump

  • México classifica vira-lata caramelo como raça oficial do país

    México classifica vira-lata caramelo como raça oficial do país

    Decisão busca incentivar adoção de cães sem pedigree e combater abandono de animais; brasileiros brincam nas redes que país latino estaria ‘tomando’ símbolo nacional

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O cachorro conhecido no Brasil como “vira-lata caramelo” foi classificado oficialmente como raça no México, onde é chamado de “perrito amarillo”. O animal passou a integrar a lista de raças mexicanas ao lado do Xoloitzcuintli, do Chihuahua e do Calupoh.

    A decisão foi anunciada pela Procuraduría de Protección al Ambiente del Estado de México e repercutiu entre brasileiros nas redes sociais, com internautas brincando que o país latino estaria “tomando” um símbolo nacional. Segundo o órgão, a medida simbólica busca incentivar a adoção de cães sem pedigree e chamar atenção para o abandono de animais.

    A iniciativa teria sido inspirada em campanhas brasileiras lançadas em 2025 para valorizar o caramelo e estimular a adoção de cães sem raça definida, que costumam ter menos chances de conseguir um lar.

    Embora seja tratado popularmente como um “cachorro brasileiro”, o vira-lata caramelo não corresponde a uma raça padronizada e é resultado do cruzamento de diferentes linhagens ao longo do tempo. A proposta mexicana, nesse contexto, tem caráter mais simbólico do que técnico.

    México classifica vira-lata caramelo como raça oficial do país

  • Exército de Israel ordena esvaziamento de 16 cidades no sul do Líbano

    Exército de Israel ordena esvaziamento de 16 cidades no sul do Líbano

    Tel Aviv cita violação do cessar-fogo pelo Hezbollah; Ministro da Defesa israelense afirma que grupo armado ‘está brincando com fogo’

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Exército de Israel emitiu nesta terça-feira (28) um novo alerta de evacuação para 16 cidades e vilarejos no sul do Líbano. O comunicado ordena que os moradores desses locais deixem imediatamente suas casas e se dirijam à região de Sidon.

    Tel Aviv justificou os ataques contra o país vizinho por a uma suposta violação do cessar-fogo pelo grupo Hezbollah -acusação recorrente de ambos lados na guerra. Além disso, o Exército libanês afirmou que um ataque de Israel durante uma operação de resgate em Majdal Zoun feriu dois soldados das suas forças.

    A ofensiva ocorre um dia após o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmar que o Hezbollah “está brincando com fogo” e arrastará o Líbano para uma catástrofe. “Naim Qassem [líder do grupo armado] está brincando com fogo, e esse fogo queimará o Hezbollah e todo o Líbano”, disse Katz.

    “Se o governo libanês continuar se abrigando sob a proteção da organização terrorista Hezbollah, um incêndio eclodirá e queimará os cedros do Líbano.”

    Apesar da trégua, Israel diz reservar-se o direito de agir contra “ataques planejados, iminentes ou em andamento”. O Exército israelense realizou ataques repetidos no Líbano desde que o cessar-fogo entrou em vigor, em 17 de abril, e ocupou parrte do território sul.

    Moradores libaneses foram alertados a não retornar a suas casas, enquanto tropas permanecem posicionadas em uma faixa de 5 a 10 km ao longo de toda a fronteira do Líbano.

    O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, afirmou nesta terça que o país não pretende tomar o controle de território. “Israel não tem ambições territoriais no Líbano. Nossa presença nas áreas vizinhas à nossa fronteira norte tem apenas um propósito: proteger nossos cidadãos”, declarou.
    Já Hezbollah, apoiado pelo Irã, afirma ter “direito de resistir” à ocupação.

    O Itamaraty confirmou que dois brasileiros, uma mãe e seu filho, foram mortos em ataques de Israel no Líbano ocorridos no domingo (26). Segundo o governo libanês, o número total de mortos no país durante o conflito chegou a 2.521, com mais de 7.800 feridos.

    O presidente do Líbano, Joseph Aoun, defende negociações diretas com Israel para pôr fim à ofensiva israelense, enquanto o Hezbollah se opõe às conversas. Aoun afirmou que o objetivo das negociações é interromper os ataques israelenses, retirar as tropas do país e posicionar tropas libanesas ao longo da fronteira.

    A invasão terrestre israelense no sul do Líbano impediu que moradores retornassem às suas casas em cerca de 55 vilarejos, segundo a organização Médicos Sem Fronteiras, que condenou a destruição e demolição de cidades inteiras por Tel Aviv.

    O Líbano foi arrastado para o conflito após o Hezbollah atacar Israel em 2 de março, em apoio ao Irã. O país persa, por sua vez, havia sido atacado por Washington e Tel Aviv em 28 de março, o que desencadeou um conflito que se espalhou pelo Oriente Médio.

    O cessar-fogo no Líbano foi negociado separadamente das tentativas de Washington de resolver o conflito com Teerã, embora o Irã tenha defendido a inclusão do país árabe em uma trégua mais ampla enquanto negocia acordo para encerrar a guerra com os EUA.

    Exército de Israel ordena esvaziamento de 16 cidades no sul do Líbano

  • Idoso de 89 anos é preso em Atenas após ataques a tiros

    Idoso de 89 anos é preso em Atenas após ataques a tiros

    Suspeito foi preso em hotel a 200 km da capital grega, horas após a ação; cinco pessoas ficaram feridas; homem enfrentava atrasos em sua aposentadoria e queria matar funcionários da Previdência Social

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A polícia prendeu um homem de 89 anos suspeito de ferir cinco pessoas em dois ataques a tiros separados em Atenas, nesta terça-feira (28), informou o Ministério da Proteção ao Cidadão da Grécia.
    De acordo com a imprensa local, o homem entrou em uma agência do EFKA, órgão de Previdência Social da Grécia, com uma espingarda debaixo de seu casaco, disparando e ferindo um funcionário na perna.

    O atirador, então, viajou de táxi até um prédio de um tribunal, onde disparou vários outros tiros, ferindo levemente quatro funcionárias, sendo elas autoridades judiciais e integrantes do sindicato dos servidores do Judiciário, segundo a polícia.

    O atirador deixou a espingarda no local, junto com cartas endereçadas a jornais, e fugiu a pé, informou a imprensa local. Nas cartas, o idoso afirma que foi tratado “como um cão” pela EFKA e que, portanto, “os morderia como um cão”.

    O homem foi preso horas depois dos ataques em um hotel na cidade portuária de Pátras, a cerca de 200 km de Atenas. Segundo testemunhas, o idoso não apresentou resistência aos policiais e sorria, dizendo que eles iriam vê-lo no “noticiário desta noite”.

    Durante a prisão, um revólver calibre .38 também foi encontrado. A imprensa grega identificou o suspeito como um coletor de lixo da região de Atenas, que já foi internado em uma clínica psiquiátrica, em 2018, após ameaçar uma promotora de Justiça.

    A polícia não comentou sobre uma possível motivação, mas de acordo com informações da emissora estatal grega ERT, o homem ia constantemente à agência da EFKA por enfrentar problemas com atrasos em sua aposentadoria, e conhecia os funcionários do local.

    Quando entrevistada pela emissora, a sobrinha do homem afirmou que seu tio estava obcecado pela situação, expressando ameaças e dizendo que “iria matá-los”.
    Todas as pessoas feridas nos ataques estão sendo tratadas em hospitais e se encontram estáveis, sem risco de morte.

    Idoso de 89 anos é preso em Atenas após ataques a tiros

  • Baleia encalhada na Alemanha é colocada em balsa, em operação polêmica de milionários

    Baleia encalhada na Alemanha é colocada em balsa, em operação polêmica de milionários

    Timmy, como é chamado o animal, estava preso em baía alemã desde março; macho foi acomodado em aquário de aço para ser rebocado até águas mais profundas no mar do Norte

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Timmy, baleia-jubarte encalhada na costa da Alemanha no mar Báltico desde março, foi colocada a bordo de uma balsa nesta terça-feira (28), em uma operação de resgate que tem mobilizado a população do país e dividido opiniões. O animal será levado agora para o mar do Norte, com águas mais profundas, segundo os organizadores de um projeto de salvamento pago por milionários.

    O jovem macho estava preso numa baía lateral perto da ilha de Poel desde o final de março, após vagar pela região e encalhar diversas vezes. Nesta terça, ele foi acomodado em uma espécie de aquário de aço criado para transportá-lo com segurança nas próximas horas até o mar do Norte.

    O projeto recebeu aval do ministro do Meio Ambiente de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, Till Backhaus (cargo equivalente a secretário), embora seja conduzido por uma equipe privada de resgate.

    Enquanto os organizadores da missão acreditam que a baleia está em condições de transporte, especialistas do Museu Oceanográfico Alemão alertam que as chances de sucesso são baixas.

    “As chances de um resgate bem-sucedido são muito pequenas devido ao estado de saúde precário do animal e ao prognóstico geralmente desfavorável”, disse o museu em comunicado antes da operação.

    A tentativa significa “muito estresse e alto risco de lesões” para a baleia e pode gerar “níveis de ruído muito altos na balsa devido ao alto nível de reflexão sonora”, acrescentou a entidade.

    Usuários do X, antigo Twitter, comemoraram a primeira etapa do resgate.

    “Timmy está na barca! Um grande marco foi alcançado”, disse um internauta. “Que lutador e que equipe incrível. Uma mega conquista. Foi uma verdadeira façanha heroica hoje”, escreveu outro.

    DOIS MILIONÁRIOS PAGAM RESGATE

    O resgate é financiado por dois milionários, um dos quais está ligado à rede alemã de varejo de eletrônicos MediaMarkt. Constanze von der Meden, porta-voz da missão de resgate, não respondeu a um pedido de comentário.

    O custo da operação não foi divulgado.

    Timmy, batizado em homenagem à praia de Timmendorfer, que fica perto da ilha do Báltico onde ele está encalhado, foi avistado pela primeira vez há cerca de um mês em águas de baixa salinidade, que as baleias geralmente evitam.

    Cientistas afirmaram que a localização sugeria que o animal estava desorientado ou doente. Nas semanas seguintes, a baleia encalhou repetidamente em bancos de areia.

    Desde então, autoridades do estado de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental disseram que sua estratégia se concentraria em minimizar o estresse, rejeitando apelos públicos para que a baleia fosse sacrificada, para evitar sofrimento prolongado.

    Milhares de emails da população foram enviados às autoridades, alguns contendo ameaças de morte. Backhaus disse que queixas criminais serão apresentadas conforme necessário.

    Ao longo das últimas semanas, ativistas montaram acampamento perto do local de encalhe da baleia, para observar o resgate.

    Antigamente caçadas pelos humanos, até quase serem extintas, as baleias-jubarte se recuperaram e hoje correm risco baixo de desaparecer, embora duas subpopulações ainda sejam consideradas ameaçadas.

    Baleia encalhada na Alemanha é colocada em balsa, em operação polêmica de milionários

  • Israel usa privação de água como arma de punição em Gaza, denuncia MSF

    Israel usa privação de água como arma de punição em Gaza, denuncia MSF

    Com sistema hídrico destruído e bloqueio à entrada de suprimentos essenciais, população vive sem o mínimo para sobrevivência

    As autoridades israelenses têm usado o acesso à água como arma contra a população palestina, privando sistematicamente as pessoas em Gaza do abastecimento hídrico em uma campanha de punição coletiva, de acordo com um relatório divulgado por Médicos Sem Fronteiras (MSF).

    MSF insta as autoridades israelenses a restabelecerem imediatamente o abastecimento de água para a população de Gaza nos níveis necessários. Os aliados de Israel devem usar sua influência para pressionar Israel a parar de impedir o acesso humanitário, incluindo os suprimentos de infraestrutura hídrica.

    A negação deliberada de água aos palestinos é parte integrante do genocídio perpetrado por Israel.

    O relatório de MSF, “Água como arma: a destruição e privação hídrica e de saneamento por Israel em Gaza”, documenta como o uso repetido da água como arma pelas autoridades israelenses não é um ato isolado, mas parte de um padrão recorrente, sistemático e cumulativo.

    Isso ocorre paralelamente à morte direta de civis, à devastação de instalações de saúde e à destruição de casas, forçando deslocamentos populacionais em massa. Juntos, constituem uma imposição deliberada de condições destrutivas e desumanas aos palestinos em Gaza.

    “As autoridades israelenses sabem que sem água a vida acaba, mas, mesmo assim, destruíram deliberada e sistematicamente a infraestrutura hídrica em Gaza, ao mesmo tempo em que bloqueiam consistentemente a entrada de suprimentos relacionados ao [abastecimento de] água”, alerta Claire San Filippo, coordenadora de emergência de MSF.

    “Palestinos têm sido feridos e mortos simplesmente por tentarem ter acesso à água”, relata San Filippo. “Essa privação, combinada com condições de vida precárias, superlotação extrema e um sistema de saúde colapsado, cria o cenário perfeito para a propagação de doenças.”

    Infraestrutura destruída e violência durante distribuições de água

    Israel destruiu ou danificou quase 90% da infraestrutura de água e saneamento em Gaza, incluindo usinas de dessalinização, poços, tubulações e sistemas de esgoto*.

    Equipes de MSF documentaram o Exército israelense atirando em caminhões-pipa claramente identificados e destruindo poços que eram a única fonte de água para dezenas de milhares de pessoas.

    Episódios violentos ocorreram com frequência durante a distribuição de água à população, ferindo palestinos e profissionais humanitários e danificando equipamentos.

    “Meu neto estava em Nuseirat, em julho [de 2025]. Ele foi buscar água potável”, diz Hanan, uma mulher palestina na Cidade de Gaza. “Ele estava na fila com outras crianças, e eles [as forças israelenses] o mataram. Ele tinha 10 anos… Buscar água não deveria ser perigoso.”

    Ordens de deslocamento dificultam fornecimento de água

    Com a escassez hídrica provocada pelas autoridades israelenses, simplesmente não é possível fornecer água suficiente à população.

    Depois das autoridades locais, MSF é a maior produtora e uma das principais distribuidoras de água potável em Gaza.

    No entanto, entre maio e novembro de 2025, uma em cada cinco de nossas distribuições de água terminou sem conseguir atender à demanda. Nossos caminhões não conseguiram transportar água suficiente para todas as pessoas que aguardavam na fila. As ordens de deslocamento do Exército israelense impediram o acesso de nossas equipes a áreas onde fornecíamos água a centenas de milhares de pessoas, levando à interrupção de serviços essenciais e à perda de infraestrutura vital.

    Bloqueio de Israel impede entrada de materiais essenciais

    As autoridades israelenses têm impedido a entrada de materiais essenciais para o abastecimento de água e saneamento em Gaza.

    Desde outubro de 2023, o fornecimento de eletricidade, combustível e suprimentos como geradores, suas peças de reposição e óleo de motor — essenciais para o funcionamento dos sistemas de tratamento e distribuição de água — foi suspenso ou severamente restringido.

    Um terço de nossos pedidos para levar suprimentos essenciais para o fornecimento de água e saneamento foi rejeitado ou não obteve respostas.

    Esses itens incluem unidades de dessalinização de água, bombas, cloro e outros produtos químicos para o tratamento hídrico, tanques de água, repelentes de insetos e latrinas.

    Muitos dos materiais aprovados pelas autoridades israelenses foram posteriormente barrados na fronteira.

    “Precisamos de água”, diz Ali, um homem palestino deslocado que vive em um acampamento em Deir Al-Balah. “Isso não faz sentido. É como se estivéssemos pedindo ao mundo o essencial para viver.”

    Sem água, riscos à saúde são enormes

    As consequências dessa privação de acesso à água são grandes para a saúde, a higiene e a dignidade das pessoas, particularmente para mulheres e pessoas com deficiência.

    O acesso à higiene básica, incluindo água potável, sabão, fraldas e produtos de higiene menstrual, tornou-se extremamente difícil.

    As pessoas são forçadas a cavar buracos na areia para servir de banheiros, que inundam e contaminam os arredores e as águas subterrâneas com matéria fecal.

    A falta de acesso à água e à higiene, juntamente as condições de vida precárias e indignas, como tendas superlotadas e abrigos improvisados, também leva ao aumento de doenças, incluindo infecções respiratórias, doenças dermatológicas e diarreicas.

    As doenças de pele representaram quase 18% das consultas de cuidados de saúde gerais de MSF em 2025. Entre maio e agosto de 2025, constatamos que quase 25% das pessoas haviam sofrido de doenças gastrointestinais no mês anterior.

    Israel usa privação de água como arma de punição em Gaza, denuncia MSF

  • Suécia emite alerta para escassez de combustível para aviões na Europa

    Suécia emite alerta para escassez de combustível para aviões na Europa

    Governo cita conflito no Oriente Médio e bloqueio do Estreito de Ormuz como fatores de risco e recomenda que passageiros acompanhem a situação; autoridades dizem que não há ameaça imediata de racionamento no curto prazo.

    O governo da Suécia emitiu um alerta nesta terça-feira sobre o risco de escassez de combustível para a aviação na Europa, em meio ao conflito no Oriente Médio e ao bloqueio do Estreito de Ormuz. “Alertamos com antecedência para o risco de não haver combustível suficiente para a aviação”, afirmou a ministra da Energia, Ebba Busch, durante coletiva de imprensa.

    O governo recomenda que passageiros, especialmente em voos internacionais fora da Europa, acompanhem a situação e verifiquem a cobertura dos seguros de viagem.

    O alerta tem como base uma análise da Agência Sueca de Energia, que, no entanto, não vê risco imediato de racionamento. “No pior cenário, poderia haver racionamento, mas isso está distante. Não é algo para agora”, disse a diretora do órgão, Caroline Asserup.

    Segundo ela, o abastecimento de gasolina e diesel na Suécia não está ameaçado, nem no curto nem no longo prazo. “A Suécia e os países nórdicos têm ampla capacidade de refino e utilizam principalmente petróleo do Mar do Norte”, afirmou, classificando como “baixo” o risco de racionamento desses combustíveis.

    Ebba Busch destacou que, mesmo com um eventual acordo de paz, a normalização da oferta global de petróleo e gás levaria tempo. Como exemplo, citou a situação na Itália, onde alguns aeroportos já precisaram priorizar determinados voos por falta de combustível.

    O primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, afirmou que, embora a crise energética seja global, seus impactos na Europa são menores, e ainda mais reduzidos na Suécia.

    Na semana passada, o governo já havia sinalizado que não descarta adotar medidas para reduzir o consumo de energia ou racionar combustíveis caso o conflito no Irã se prolongue, embora ressalte que essa possibilidade não é considerada no curto prazo.
     
     

     

    Suécia emite alerta para escassez de combustível para aviões na Europa