Categoria: MUNDO

  • Menina desaparecida há mais de cinco anos é encontrada viva nos EUA

    Menina desaparecida há mais de cinco anos é encontrada viva nos EUA

    Criança, hoje com 11 anos, havia sumido na Califórnia em 2020 e foi localizada na Carolina do Norte, a mais de 3 mil quilômetros de distância. Autoridades afirmam que ela está em segurança e investigam as circunstâncias do desaparecimento

    Uma menina que havia desaparecido há mais de cinco anos e meio foi encontrada viva nesta terça-feira nos Estados Unidos, a mais de 3 mil quilômetros do local onde foi vista pela última vez. A criança, hoje com 11 anos, desapareceu no estado da Califórnia e foi localizada na Carolina do Norte.

    Segundo informações divulgadas por autoridades locais, a menina foi vista pela última vez em 2 de junho de 2020. Desde então, vivia no condado de Washington, na Carolina do Norte, utilizando outro nome.

    Em comunicado publicado nas redes sociais, a polícia destacou que casos antigos como esse raramente têm um desfecho positivo.

    “É muito raro que um caso tão antigo tenha um resultado tão feliz. Isso mostra que, com trabalho duro, dedicação e cooperação entre diferentes agências, finais positivos ainda podem acontecer”, disseram as autoridades.

    A operação contou com colaboração entre equipes policiais de diferentes estados e também com apoio de um distrito escolar da Califórnia

     

    As autoridades confirmaram que a menina foi localizada em segurança, mas informaram que não podem divulgar muitos detalhes neste momento porque a investigação ainda está em andamento e a vítima é menor de idade.

    De acordo com a revista People, o desaparecimento foi denunciado às autoridades em 2020. No entanto, pouco tempo depois, a mãe da criança teria interrompido a comunicação com a polícia.

    Os investigadores acreditam que a própria mãe pode ter levado a menina na época do desaparecimento.

    A apuração do caso segue em andamento, com cooperação entre autoridades da Califórnia e da Carolina do Norte. Até o momento, não foi informado se houve alguma prisão relacionada ao caso.

    Menina desaparecida há mais de cinco anos é encontrada viva nos EUA

  • Israel lança ataques em grande escala contra Hezbollah em Beirute

    Israel lança ataques em grande escala contra Hezbollah em Beirute

    Bombardeios atingiram subúrbios ao sul da capital libanesa, reduto do grupo aliado ao Irã. Escalada ocorre após disparos de morteiros contra o norte de Israel e amplia o conflito regional iniciado após ataques de EUA e Israel ao Irã

    O Exército de Israel anunciou nesta quarta-feira que realizou uma série de bombardeios de grande escala contra posições do grupo xiita Hezbollah nos subúrbios ao sul de Beirute, capital do Líbano. As forças israelenses afirmaram que pretendem continuar os ataques com “força considerável” contra o movimento aliado ao Irã.

    Em comunicado, o Exército informou que iniciou ofensivas contra infraestruturas e posições estratégicas do Hezbollah localizadas na região sul da cidade, considerada um dos principais redutos do grupo.

    Pouco antes dos bombardeios, autoridades israelenses relataram que o Hezbollah teria disparado uma série de morteiros contra o norte de Israel.

    O porta-voz militar israelense em língua árabe, coronel Avichay Adraee, declarou nas redes sociais que a operação é uma resposta aos ataques do grupo libanês.

    “Após os graves crimes cometidos pela organização terrorista Hezbollah, o Exército israelense atuará com grande intensidade contra suas instalações, interesses e meios militares”, afirmou.

    De acordo com a agência estatal de notícias do Líbano, ao menos seis bombardeios intensos atingiram bairros da periferia sul de Beirute. Moradores relataram fortes explosões e a formação de grandes colunas de fumaça na região.

    O Líbano acabou sendo arrastado para a escalada militar que começou em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva contra o Irã. Poucos dias depois, em 2 de março, o Hezbollah entrou diretamente no conflito ao atacar território israelense.

    Desde então, Israel intensificou os bombardeios contra alvos no Líbano.

    Segundo autoridades locais, em cerca de dez dias de confrontos entre Israel e Hezbollah, mais de 634 pessoas morreram no território libanês, entre elas 91 mulheres e 47 crianças. O número de feridos já ultrapassa 1.500.

    A escalada também provocou uma crise humanitária, com aproximadamente 816 mil pessoas deslocadas de suas casas no país, sendo cerca de 126 mil acolhidas em centros de abrigo.
     
     

     

    Israel lança ataques em grande escala contra Hezbollah em Beirute

  • Irã ataca navios no golfo e fala em barril de petróleo a US$ 200

    Irã ataca navios no golfo e fala em barril de petróleo a US$ 200

    Ao menos três cargueiros foram atingidos por drones; americanos afundaram 16 navios com minas; quatro ficam feridos perto do aeroporto de Dubai; Israel lança novos bombardeios contra Teerã e Beirute

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A guerra no Oriente Médio entrou em seu 12º dia em alta intensidade, com o Irã atacando nesta quarta-feira (11) navios mercantes no golfo Pérsico para reafirmar sua disposição de manter fechado o estratégico estreito de Hormuz.

    “Se preparem para o petróleo a US$ 200 o barril, porque o preço depende da segurança regional que vocês desestabilizaram”, disse o porta-voz militar iraniano Ebrahim Zolfaqari. O referencial barril Brent está flutuando acima de US$ 90, depois de ter batido quase US$ 120.

    Na véspera, os EUA haviam anunciado ter afundado 16 navios lançadores de minas marítimas na região. O objetivo, disse o Pentágono, foi o de evitar que eles operassem agora que o grosso da Marinha de Teerã está inutilizado. Segundo relatos de militares, ao menos 12 minas chegaram a ser espalhadas.

    Pela estreita rota passam, normalmente, 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do planeta, o que levou a variações brutais no preço das commodities. O Irã militarizou o estreito, distribuindo ao menos 16 bases na sua costa norte e ilhas, e os EUA atacaram ao menos 10 desses pontos segundo imagens de satélite.

    Nesta quarta, um dos cinco cargueiros atingidos, de bandeira tailandesa, teve de ser evacuado devido a um incêndio a bordo perto de Omã -que registrou também um ataque com drone Shahed-136 que atingiu tanques de combustível. Os outros dois incidentes foram menos graves, e os navios foram levados para portos dos Emirados Árabes Unidos.

    Os iranianos disseram que o navio tailandês ignorou avisos e assumiram um segundo ataque, sem comentar o terceiro. Além disso, dois petroleiros carregando óleo do Iraque foram alvejados e pegaram fogo, segundo Bagdá. Cerca de 25 tripulantes foram retirados das embarcações.

    Os Emirados são o país mais atingido, em volume de ataques do Irã, na guerra. Também nesta quarta, ao menos quatro pessoas ficaram feridas durante uma ação com drones junto ao aeroporto de Dubai, que opera de forma parcial.

    No Bahrein, o aeroporto internacional também foi alvo de ações. O reino foi particularmente atingido por abrigar a estação naval da Quinta Frota dos EUA, que teve um radar avaliado em US$ 1,1 bilhão (R$ 5,7 bilhões) destruído no começo da guerra, em 28 de fevereiro.

    Com isso, sob forte pressão militar dos EUA e de Israel, o Irã muda o foco para o maior temor global em relação à guerra, a instabilidade no comércio de energia. Se não pode derrotar as forças mobilizadas contra si, Teerã tem vários recursos para causar caos neste setor.

    Após o Brent chegar a quase US$ 120 na segunda (9), falas do presidente Donald Trump dando a entender que o conflito será curto o levaram a níveis em torno de US$ 90, mas com forte oscilação.

    Nesta quarta, tanto Israel quanto o Irã foram na mão contrária do americano. O ministro Israel Katz (Defesa) disse que o conflito irá continuar “sem qualquer limite de tempo”, enquanto a poderosa Guarda Revolucionária do regime de Teerã reafirmou que lutará “até a sombra a guerra ser levantada”.

    Alvo de ataques na noite de terça (10), a Arábia Saudita está especialmente preocupada, já que 90% de sua produção é escoada por Hormuz. Segundo a estatal Saudi Aramco, o prolongamento do conflito pode levar a uma “tragédia”, enquanto o país tenta ampliar o funcionamento de oleodutos rumo ao mar Vermelho.

    Os EUA parecem atentos a esse ponto, talvez de olho na hipótese hoje improvável de uma acomodação com o Irã após a guerra. Até aqui, nem os americanos, nem os israelenses atacaram a ilha de Kargh, que concentra a infraestrutura para exportar de 80% a 90% do petróleo iraniano no golfo.

    Entra na equação a pressão da China, com quem Trump trava duras negociações comerciais. Pequim comprou em 2025 quase 15% de seu petróleo, a preço com desconto, de Teerã. A destruição dos terminais de escoamento da commodity impactaria duramente a economia dos rivais, dando assim uma carta a mais para os americanos.

    A madrugada e a manhã seguiram violentas do lado de quem começou a guerra. Os EUA promoveram diversos ataques, alguns com bombardeiros saídos de bases antes vetadas para seu uso no Reino Unido, mirando principalmente a infraestrutura de mísseis balísticos do Irã.

    Nesta quarta, modelos B-1B em Fairford (Inglaterra) tiveram seus sistemas de lançamento de mísseis removidos e substituídos por bombas de ataque direto contra bunkers, o que pressupõe ações mais precisas e confiança no controle do espaço aéreo. A troca foi feita junto à cerca da base, para quem quisesse filmar.

    Os ataques ao país persa já deixaram, segundo o governo, mais de 1.300 mortos. O Crescente Vermelho, órgão humanitário análogo da Cruz Vermelha em países islâmicos, disse nesta quarta que 19.734 edifícios civis foram danificados no Irã, incluindo 77 centros médicos e 65 escolas.

    Já Israel fez uma nova onda de ataques a Teerã e a posições do grupo libanês Hezbollah em Beirute. O Hezbollah, aliado da teocracia iraniana, lançou ataques contra o norte e centro do Estado judeu.

    Ao menos 630 pessoas já morreram no país árabe, cujo governo viu sua tentativa de mediar o conflito entre os fundamentalistas xiitas e o Estado judeu fracassar.

    No começo da noite, o Hezbollah reagiu com a maior barragem até aqui de foguetes, cerca de cem projéteis, disparados contra a região de Haifa, no norte israelense. O céu ficou iluminado com os rastros e as interceptações do sistema Domo de Ferro, que não conseguiu atingir ao menos 12 projeteis segundo a mídia local.

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  • Trump diz que EUA derrubaram liderança do Irã 'duas vezes'

    Trump diz que EUA derrubaram liderança do Irã 'duas vezes'

    “Derrubamos a liderança deles duas vezes. Agora há um novo grupo assumindo. Vamos ver o que acontece com eles”, disse Donald Trump sobre a guerra dos Estados Unidos contra o Irã

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (11) que as forças americanas “derrubaram” a liderança do Irã duas vezes.

    Trump afirmou que as forças americanas destruíram a Marinha iraniana. Em conversa com repórteres em Cincinnati, no estado de Ohio, o presidente falou sobre o conflito e a liderança do Irã, mas não citou nomes.

    “Derrubamos a liderança deles duas vezes. Agora há um novo grupo assumindo. Vamos ver o que acontece com eles”, disse Donald Trump.

    Mais cedo, a agência de notícias Reuters informou que o recém-empossado líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, teria sofrido ferimentos leves, mas que seguia no comando do país, segundo uma autoridade iraniana.

    A fonte não deu detalhes sobre quando Khamenei teria se ferido nem explicou por que ele não fez nenhuma declaração pública desde a nomeação.

    Trump diz que EUA derrubaram liderança do Irã 'duas vezes'

  • Pentágono diz que 6 dias de guerra já custaram bilhões aos EUA, diz jornal

    Pentágono diz que 6 dias de guerra já custaram bilhões aos EUA, diz jornal

    Estados Unidos estão em conflito contra o Irã desde o final de fevereiro deste ano; a estimativa apontada não incluiu alguns dos custos associados à operação, revelou o The New York Times

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Autoridades do Pentágono disseram, em uma reunião a portas fechadas com parlamentares, que a guerra no Irã já custou aos Estados Unidos o valor de US$ 11,3 bilhões (ou R$ 57,9 na cotação atual) em apenas seis dias, segundo informou o jornal The New York Times.

    A reunião entre governo Trump e parlamentares ocorreu no Capitólio. A estimativa apontada não incluiu alguns dos custos associados à operação. O jornal citou três pessoas familiarizadas com o evento.

    “Por esse motivo, os parlamentares esperam que o número aumente consideravelmente à medida que o Pentágono continua a calcular os custos acumulados apenas na primeira semana” – The New York Times

    EUA estão em conflito contra o Irã desde o final de fevereiro. Ao lado de Israel, o país lançou ofensiva militar em Teerã que resultou na morte do líder supremo Ali Khamenei. O segundo filho dele, Mojtaba Khamenei, foi eleito para sucedê-lo.

    Os Estados Unidos atingiram pelo menos 5.000 alvos durante os 12 dias de conflito. Segundo a rede de TV americana CBS News, dos cinco mil alvos, 50 navios iranianos foram destruídos ou danificados e 30 bases ou instalações militares atingidas. Os dados foram fornecidos pelo Centcom (Comando Central dos Estados Unidos).

    VEJA ABAIXO:

    • Navios iranianos destruídos ou danificados: 50
    • Bases ou instalações militares: 30
    • Locais de lançamento de mísseis (incluindo pelo menos 200 lançadores): 23
    • Instalações de liderança governamental: 11
    • Instalações de comando, controle e inteligência: 28
    • Instalações industriais de defesa: 9
    • Instalações de energia (incluindo refinarias de petróleo): 4
    • Aeroportos: 4
    • Instalações de pesquisa nuclear: 2
    • Instalações de mídia administradas pelo Estado: 2

    Dados foram contabilizados até a manhã desta terça (10). Teoricamente, nessa conta, não foram contabilizados os 16 navios minadores inativos destruídos pelos americanos no Estreito de Hormuz. O número de drones abatidos também não.

    Suspeita de bombardear escola em Teerã. Os Estados Unidos são acusados de terem promovido ataque a uma escola de meninas, que causou a morte de 168 crianças no primeiro dia de guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã. Após pressão internacional, os americanos anunciaram a abertura de investigação.

    Emissora também mapeou alvos atingidos pelo Irã. O número é significativamente menor do que o registrado pelos EUA.

    ALVOS ATINGIDOS PELO IRÃ

    • Instalações militares dos EUA e aliados: 18
    • Unidades ou posições militares: 6
    • Instalações e embarcações de energia: 6
    • Embaixadas e consulados: 4
    • Aeroportos (quase todos civis em cinco países):6
    • Instalações civis (incluindo vários hotéis): 8
    • Instalações portuárias: 3
    • Navios comerciais civis: 3

    Número de mortos aumenta no Irã. Até agora, os ataques de Israel e EUA já mataram 1.262 pessoas, segundo reportou a Hrana (Human Rights Activists News Agency), uma agência de notícias iraniana focada em direitos humanos. A maior parte das vítimas são civis, incluindo 200 crianças.

    Pentágono diz que 6 dias de guerra já custaram bilhões aos EUA, diz jornal

  • Os 30 países mais endividados hoje: Brasil está melhor que potências mundiais

    Os 30 países mais endividados hoje: Brasil está melhor que potências mundiais

    Essas nações agora carregam dívidas que superam em muito sua produção econômica anual.

    Os níveis de endividamento estão aumentando em todo o mundo e, em algumas economias, os totais atingiram patamares impressionantes. De acordo com dados do Global Debt Monitor do Instituto de Finanças Internacionais, diversos países agora possuem dívidas combinadas de famílias, empresas e governos superiores a 300% do PIB: mais de três vezes o que produzem em um ano.

    Os 30 países mais endividados hoje: Brasil está melhor que potências mundiais

  • EUA alertam para ataques contra portos civis do Irã no Estreito de Hormuz

    EUA alertam para ataques contra portos civis do Irã no Estreito de Hormuz

    EUA alertaram civis iranianos para que se mantenham afastados dos portos ao longo do Estreito de Ormuz; Trump prometeu que, “em breve”, a rota marítima voltará a ser segura para as empresas petrolíferas

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O Comando Central dos Estados Unidos para o Oriente Médio emitiu alerta na manhã de hoje para a possibilidade de ataques norte-americanos contra portos civis do Irã no Estreito do Hormuz. A região se tornou um ponto crucial da guerra desde que a República Islâmica bloqueou a circulação de navios petrolíferos na semana passada.

    EUA alertaram civis iranianos para que se mantenham afastados dos portos ao longo do Estreito de Ormuz. No comunicado, o governo norte-americano alegou que esses estão sendo usados por Teerã para fins militares e, por esse motivo, serão atacados.

    Ações do Irã ameaçam a circulação de navios na rota, alegou o governo do presidente Donald Trump. “O regime iraniano está usando portos civis ao longo do Estreito de Ormuz para conduzir operações militares que ameaçam o transporte marítimo internacional”, afirmou Washington.

    EUA afirmam que “essas ações perigosas colocam em risco a vida de pessoas inocentes”. “O Comando Central insta os civis no Irã a evitarem imediatamente todos os portos onde as forças navais iranianas operam. Os estivadores iranianos, o pessoal administrativo e as tripulações de navios comerciais devem manter-se afastados dos navios da Marinha iraniana e do equipamento militar”.

    Trump prometeu que, “em breve”, a rota marítima voltará a ser segura para as empresas petrolíferas. “Acho que vocês vão ver uma grande segurança e vai ser muito, muito em breve”, falou ao ser questionados por jornalistas na Casa Branca.

    Ontem, os Estados Unidos informaram ter destruído 16 navios minadores que poderiam ter sido usados para bloquear o estreito. Essa região é uma rota marítima vital para as exportações de petróleo e gás do Golfo.

    BLOQUEIO DO ESTREITO DE HORMUZ

    Irã tem bloqueando o estreito de Hormuz por onde passa boa parte da produção mundial de petróleo, além de atacar infraestruturas energéticas no Golfo. Um ataque de drone iraniano provocou, ontem, o fechamento da refinaria de Ruwais, nos Emirados Árabes Unidos, uma das maiores do mundo.

    Diante da alta dos preços do petróleo, Donald Trump ameaçou o Irã com “consequências militares sem precedentes”. O republicano advertiu que, caso o país destruísse o estreito de Hormuz, por onde normalmente transita 20% da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito, os EUA vão revidar com até “20 vezes mais força”.

    O Irã, no entanto, não deu sinais de recuo. Durante a noite de ontem, a Guarda Revolucionária reivindicou a onda de ataques “mais violenta e mais pesada desde o início da guerra” em toda a região.

    Pelo menos quatro navios foram atacados na área do Estreito de Hormuz nas últimas 24 horas. Entre as embarcações atacadas estão um porta-contêineres britânico e um graneleiro com bandeira da Tailândia também foi atacado. As outras duas embarcações alvos dos iranianos não foram identificadas até o momento.

    Gigantes do transporte marítimo de contêineres suspenderam as operações na região. Os navios foram redirecionados para ao redor da ponta sul da África. Não há previsão de quando a rota por Hormuz voltará a ser segura para as empresas petrolíferas.

    EUA alertam para ataques contra portos civis do Irã no Estreito de Hormuz

  • Com posse de Kast, governo mais à direita desde Pinochet tem início no Chile

    Com posse de Kast, governo mais à direita desde Pinochet tem início no Chile

    Sem Lula e com Flávio, cerimônia em Valparaíso marca guinada política após governo Boric; durante sua campanha, José Antonio Kast explorou crises econômica e de segurança

    VALPARAÍSO, CHILE (CBS NEWS) – Às 12h28 desta quarta-feira (11), o Chile deu início ao governo mais à direita do país desde a volta da democracia. Cercado de apoiadores, José Antonio Kast tomou posse como presidente, após receber o broche O’Higgins e a faixa presidencial de seu antecessor, Gabriel Boric.

    Essa cerimônia, na sede do Senado chileno, em Valparaíso, marca uma grande mudança política após os quatro anos de governo de Boric.

    Kast se despediu do Partido Republicano, que fundou em 2019 e do qual prometeu se licenciar caso fosse eleito no fim do ano passado.

    Antes de assumir oficialmente, ele posou para a primeira foto com seu novo gabinete no Palácio Cerro Castillo, em Viña del Mar, no qual se comprometeu a fazer um “governo de emergência” e combater o crime organizado e a imigração irregular.

    Ele moderou seu discurso durante a campanha e prometeu diálogo com a oposição.

    Durante sua campanha, Kast destacou os desafios do Chile, como a crise econômica e de segurança, além da reconstrução após incêndios florestais em várias regiões.

    Seus apoiadores expressaram preocupações sobre a situação do país. A posse aconteceu no Salão de Honra do Senado em Valparaíso, com a presença de mais de 1.150 convidados, incluindo parlamentares, senadores e convidados internacionais, como o rei Felipe 6º da Espanha e o presidente da Argentina, Javier Milei. Embora Kast tivesse planejado um encontro com Milei, isso não ocorreu devido a conflitos de agenda.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a confirmar presença, mas cancelou a viagem no dia anterior. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) veio e criticou a ausência de Lula.

    Após a cerimônia, conforme a tradição, Boric se retirou como ex-chefe de Estado, e a posse dos ministros aconteceu antes de Kast assumir a presidência no Palácio de La Moneda.

    Centro progressista no Chile, Valparaíso aplaudiu mais a entrada de Boric do que a de Kast, com gritos de “Boric, amigo, o povo está contigo”.

    Com posse de Kast, governo mais à direita desde Pinochet tem início no Chile

  • Casal que manteve filhos presos em casa durante 4 anos culpa pandemia

    Casal que manteve filhos presos em casa durante 4 anos culpa pandemia

    Defesa do casal vai alegar em tribunal da Espanha que eles padecem de “problemas de saúde mentais leves” provocados pela pandemia

    Em maio do ano passado, três crianças foram resgatadas da chamada “casa dos horrores”, em Oviedo, Espanha, onde estavam presas desde 2021. Agora, os pais das crianças começam ser julgados.

    Os dois principais réus, um homem alemão de 53 anos, e uma mulher com dupla nacionalidade alemã e norte-americana, de 48 anos, foram apresentados ao tribunal nesta quarta-feira (11).

    A defesa alegou que o casal, que manteve os filhos presos em casa durante quatro anos, padece de “problemas de saúde mentais leves” provocados pela pandemia.

    Vale lembrar que as três crianças, com idades entre os oito e os dez anos, estiveram pelo menos quatro anos fechadas em casa, sem acesso a escola ou cuidados médicos e em condições extremas de abandono.

    Em declarações ao ‘El Comercio’, o advogado do casal afirmou que acusados iriam defender a sua inocência e alegar que, entre as causas que os levaram a se autoconfinar, estaria um “medo racional e insuperável” de sair à rua depois de terem sofrido de Covid-19 e de terem “estado doentes durante meses”. Acrescenta ainda que o fato de serem estrangeiros agudizou a sua situação, levando-os a querer educar os filhos em casa.

    O caso veio a público depois de uma vizinha ter alertado as autoridades que ouvia vozes e via crianças pelas janelas, mas que os menores nunca saíam de casa. Ao fim de vários dias de vigilância, a polícia verificou que a porta de casa, que estava em nome do homem, só era aberta para recolher encomendas de comida dos supermercados.

    Viriam a descobrir que os menores eram tratados como bebês, eram sujeitos a um horário rígido para ir ao banheiro e instruídos a usar fraldas e dormir em berços. Além disso, só podiam olhar pela janela por pequenos períodos temporais, e tinham de baixar as persianas de seguida.

    Após uma reunião com o Tribunal de Menores, foi emitida uma ordem de entrada na residência, em abril de 2025 e, cerca de um mês depois, os pais acabariam sendo acusados dos crimes de violência doméstica, maus-tratos psicológicos e abandono de crianças.

    A defesa  quer tentar provar neste julgamento que o sucedido aconteceu na sequência de um distúrbio mental comum leve e que “não há responsabilidade penal”.

    Casal que manteve filhos presos em casa durante 4 anos culpa pandemia

  • Novo líder supremo do Irã desaparece após ataque que matou Ali Khamenei

    Novo líder supremo do Irã desaparece após ataque que matou Ali Khamenei

    Escolhido para suceder o pai no comando do regime iraniano, Mojtaba Khamenei não apareceu em público desde a nomeação. Segundo autoridades, ele teria ficado ferido nos ataques de EUA e Israel e estaria em local secreto por motivos de segurança

    Mojtaba Khamenei foi escolhido no último domingo para suceder o pai, Ali Khamenei, como novo líder supremo do Irã. No entanto, três dias após a indicação, o religioso de 56 anos ainda não apareceu em público, não divulgou vídeos nem publicou qualquer declaração oficial, o que tem alimentado especulações sobre seu paradeiro.

    Nesta quarta-feira, Yousef Pezeshkian, filho do presidente iraniano Masoud Pezeshkian, afirmou que Mojtaba está vivo e em segurança. A informação foi divulgada por ele em uma mensagem publicada no Telegram.

    “Ouvi relatos de que o senhor Mojtaba Khamenei teria sido ferido. Perguntei a amigos que têm contato com ele e disseram que, graças a Deus, ele está bem e seguro”, escreveu.

    Segundo fontes ligadas às autoridades iranianas ouvidas pelo jornal The New York Post, o silêncio do novo líder supremo estaria ligado principalmente a questões de segurança. Qualquer comunicação pública poderia revelar sua localização em meio ao cenário de tensão após os ataques realizados por Estados Unidos e Israel no fim de fevereiro.

    Além disso, Mojtaba teria ficado ferido durante o bombardeio que matou seu pai. De acordo com as mesmas fontes, ele sofreu lesões nas pernas e permanece isolado em um local altamente protegido, com acesso limitado a comunicações.

    Apesar disso, os detalhes sobre seu estado de saúde e sobre as circunstâncias exatas dos ferimentos ainda não foram confirmados oficialmente.

    Os ataques que atingiram o Irã também teriam provocado perdas pessoais para o novo líder supremo. Além do pai, Mojtaba teria perdido a mãe, Mansoureh Khojasteh Bagherzadeh, a esposa Zahra Adel e um de seus filhos.

    Quem é Mojtaba Khamenei
    Nascido em Mashhad, Mojtaba Khamenei cresceu em meio ao ambiente político e religioso que moldou o regime iraniano após a Iranian Revolution. Durante décadas, ele foi apontado como uma figura influente nos bastidores do poder em Teerã.

    Apesar de nunca ter ocupado cargos públicos de destaque, Mojtaba construiu uma forte rede de influência dentro do regime.

    Na década de 1980, ele chegou a participar da Iran–Iraq War, atuando em uma unidade ligada à Islamic Revolutionary Guard Corps. Muitos integrantes dessa divisão acabaram assumindo posteriormente posições relevantes em serviços de inteligência e segurança do país.

    Com a ascensão de Ali Khamenei ao posto de líder supremo em 1989, Mojtaba passou a ter ainda mais influência nas estruturas de poder do Irã.

    Documentos diplomáticos norte-americanos divulgados pelo WikiLeaks descrevem Mojtaba como “o poder por trás das cortinas”, sugerindo que ele exercia grande influência nos bastidores do regime.

    Ele também manteve relação próxima com setores da Guarda Revolucionária e com a Basij, uma força paramilitar ligada ao governo iraniano.

    Em 2019, durante o primeiro governo de Donald Trump, Mojtaba Khamenei foi incluído na lista de sanções dos Estados Unidos, acusado de apoiar políticas consideradas desestabilizadoras na região e de colaborar com a repressão interna no Irã.

    Analistas também o associam ao apoio à eleição do ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad em 2005 e à controversa reeleição em 2009, que desencadeou grandes protestos conhecidos como Movimento Verde.
     
     

     

    Novo líder supremo do Irã desaparece após ataque que matou Ali Khamenei