Categoria: MUNDO

  • Hackers pró-Irã dizem ter invadido empresa dos EUA após ataque a escola

    Hackers pró-Irã dizem ter invadido empresa dos EUA após ataque a escola

    Criminosos dizem ter roubado cerca de 50 terabytes de dados da empresa norte-americana; ataque cibernético é o primeiro do tipo desde o início da guerra entre Estados Unidos e Irã

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS0 – Um grupo de hackers ligados ao Irã reivindicou a autoria de ataque cibernético contra uma empresa americana.

    O ataque teria ocorrido contra empresa de tecnologia médica Stryker. Segundo a reportagem da rede de TV NBC News, hackers invadiram o sistema e provocaram interrupções na rede global da companhia, afetando sistemas internos e ferramentas da Microsoft usadas pela companhia.

    Funcionários não identificados relataram problemas. Eles disseram que computadores e celulares corporativos pararam de funcionar, parte dos sistemas e dados foi apagada e a operação da empresa ficou comprometida temporariamente.

    “Não temos indícios de ransomware ou malware e acreditamos que o incidente esteja contido. Nossas equipes estão trabalhando rapidamente para entender o impacto do ataque em nossos sistemas”, disse Stryker, em comunicado enviado à imprensa.

    Grupo chamado Handala assumiu a autoria do ataque nas redes sociais e em canais de Telegram. Esse grupo surgiu em 2022 e está associado a interesses iranianos.

    Os criminosos dizem ter roubado cerca de 50 terabytes de dados da empresa. Além disso, eles garantem que o ataque foi realizado em retaliação ao assassinato de 175 estudantes em Minab.

    “Todos os dados estão nas mãos do povo livre”, disse Handala, em comunicado publicado nas redes sociais.

    O ataque cibernético é o primeiro do tipo desde o início da guerra entre EUA e Irã. Segundo o jornal Wall Street Journal, o logotipo do Handala foi exibido em páginas de login de empresas durante a invasão.

    Hackers pró-Irã dizem ter invadido empresa dos EUA após ataque a escola

  • Netanyahu diz que Israel está 'esmagando' o Irã e o Hezbollah

    Netanyahu diz que Israel está 'esmagando' o Irã e o Hezbollah

    Netanyahu declarou que Israel pretende impedir o Irã de transferir seus projetos nucleares e balísticos para o subsolo e reiterou que podem criar condições para uma mudança de regime

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou hoje que Israel está “esmagando” o regime iraniano e o grupo extremista Hezbollah. Essa é a primeira fala pública do premiê desde o início da guerra com o Irã, há 13 dias.

    Ele também afirmou que o Irã já não é o mesmo país depois de duas semanas de ataques conjuntos dos EUA e de Israel. Netanyahu disse ainda que desde o início da guerra conversou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quase todos os dias, e que o dois se falaram abertamente.

    Netanyahu declarou que Israel pretende impedir o Irã de transferir seus projetos nucleares e balísticos para o subsolo. “Estamos esmagando o regime terrorista no Irã. Estamos atacando e derrotando seus aliados – o Hezbollah no Líbano”, disse ele a repórteres israelenses em uma videoconferência.

    Questionado se Israel pretendia matar o novo líder supremo do Irã, ele respondeu: “Eu não assinaria um seguro de vida” para ele ou para os líderes de grupos militantes apoiados pelo Irã. Netanyahu descreveu o novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, como um “fantoche da Guarda Revolucionária” que “não pode mostrar o rosto em público”.

    Ele reiterou que podem criar condições para uma mudança de regime, mas que cabe aos iranianos irem às ruas. “No fim das contas, depende de vocês. Está em suas mãos”, disse em recado aos iranianos.

    “O Hezbollah está sentindo a força do nosso braço, e a sentirá ainda mais. Pagará um preço muito alto por sua agressão”, disse Netanyahu. “Por meio de uma união de forças sem precedentes entre Israel e os Estados Unidos, alcançamos conquistas extraordinárias -conquistas que estão mudando o equilíbrio de poder no Oriente Médio e até mesmo além dele”, acrescentou.

    Netanyahu diz que Israel está 'esmagando' o Irã e o Hezbollah

  • Elon Musk diz que prisão de Moraes 'está a caminho' por envolvimento com Banco Master

    Elon Musk diz que prisão de Moraes 'está a caminho' por envolvimento com Banco Master

    Dono do X respondeu a uma publicação do jornalista norte-americano Glenn Greenwald, que apoia discursos de extrema-direita, na rede social sobre uma eventual prisão do ministro do STF, afirmando que ocorreria em breve

    O bilionário Elon Musk, dono do X (antigo Twitter), alfinetou nesta quinta-feira, 12, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Musk respondeu a uma publicação do jornalista norte-americano Glenn Greenwald na rede social sobre uma eventual prisão do magistrando, afirmando que ocorreria em breve.

    Greenwald compartilhou em seu perfil uma notícia sobre as ligações de Moraes com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, investigado por fraudes financeiras. Em seguida, o jornalista relembrou uma publicação de Elon Musk, de agosto de 2024, que mostrava uma foto feita por inteligência artificial (IA) representando o ministro na cadeia, com a legenda: “Um dia, Alexandre, essa foto da sua prisão será real. Guarde minhas palavras”.

    Musk, então, respondeu à publicação de Greenwald dizendo: “Ainda não, mas (a prisão) está a caminho. Por que arrumar briga comigo? Que bobagem”.

    O embate de Elon Musk e Alexandre de Moraes se refere ao inquérito das milícias digitais no STF, que apura a atuação de grupos suspeitos de disseminar notícias falsas em redes sociais.

    O bilionário é um dos alvos da investigação instaurada em abril de 2024 por Moraes, por suspeita de “instrumentalização criminosa” do X, além de suspeitas de desobediência a decisões judiciais, obstrução à Justiça em contexto de organização criminosa e incitação ao crime. Nesta terça-feira, 10, Moraes arquivou o inquérito contra o empresário.

    A notícia comentada por Elon Musk nesta quinta diz respeito à ligação da esposa do ministro, a advogada Viviane Barci de Moraes, com o Master. No final do ano passado, o jornal O Globo revelou que Viviane firmou um contrato de R$ 129 milhões com banco, que previa que o escritório da família trabalhasse na defesa dos interesses da instituição e de Vorcaro no Banco Central, na Receita Federal e no Congresso Nacional.

    Além disso, conforme as investigações da Polícia Federal, Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes conversaram por WhatsApp ao longo do dia 17 de novembro de 2025, data na qual foi cumprida a primeira ordem de prisão contra o banqueiro.

    Em nota, Viviane afirmou que a prestação de serviços ao Master concentrou-se na implementação de mecanismos de compliance e na revisão do código de ética e conduta da instituição. Em posicionamento divulgado pelo STF, Moraes disse que mensagens não foram destinadas ao telefone do ministro, mas a outros contatos que constam na agenda de Vorcaro. Como mostrou o Estadão, o código-fonte de programa da PF põe em xeque versão de Moraes sobre destinatários do banqueiro.

    Elon Musk diz que prisão de Moraes 'está a caminho' por envolvimento com Banco Master

  • Sinagoga é alvo de tiros em Michigan

    Sinagoga é alvo de tiros em Michigan

    Pelas redes sociais, governadora diz que a comunidade judaica ‘deve poder viver e praticar sua fé em paz’; Federação Judaica de Detroit afirma que está monitorando a situação e pede que as pessoas não se aproximem da região

    WASHINGTON, EUA (CBS NEWS) – Um templo judaico foi alvo de ataque de disparos e tiros na cidade de West Bloomfield Township, no estado de Michigan, nesta quinta-feira (12). Pelas redes sociais, a governadora Gretchen Whitmer afirma que está acompanhando relatos do ataque no Temple Israel.

    “Estamos trabalhando com a Polícia Estadual de Michigan para obter mais informações”, relatou ela. Ainda não há informações de feridos. “Isso é devastador. A comunidade judaica de Michigan deve poder viver e praticar sua fé em paz. O antissemitismo e a violência não têm lugar em Michigan. Espero que todos estejam seguros”, completou a governadora.

    A secretária do Departamento de Justiça, Pam Bondi, afirmou que agentes federais estão no local prestando apoio as autoridades da região. “Por favor, orem”, diz ela.

    Sinagoga é alvo de tiros em Michigan

  • Juiz rejeita pedido de divórcio no Afeganistão: "Umas surras não matam"

    Juiz rejeita pedido de divórcio no Afeganistão: "Umas surras não matam"

    Um juiz rejeitou o pedido de divórcio de uma mulher vítima de violência doméstica, no Afeganistão, justificando que “umas surras não a vão matar”; decisão reflete uma alteração à lei talibã que legaliza que um marido bata na mulher

    No início deste ano, o governo talibã no Afeganistão legalizou, oficialmente, a violência doméstica, permitindo que os maridos espanquem as mulheres sem qualquer consequência, desde que não quebrem ossos ou deixem feridas abertas na esposa.

    O resultado desta alteração à lei é já bastante claro: uma mulher que queira se divorciar por ser vítima de violência doméstica tem o seu pedido negado.

    Foi o caso de Farzana (nome fictício). Ao The Guardian, a afegã contou que o marido sempre teve um temperamento difícil e que regularmente lhe batia e a humilhava, chamando-lhe “deficiente” por ter uma perna mais curta do que a outra. Farzana tolerou os abusos durante anos pelos filhos… até não conseguir mais.

    “Houve um dia em que eu estava muito doente e não tinha energia para cozinhar o jantar. Quando ele chegou a casa do trabalho disse: ‘Agora nem faz as tarefas domésticas?’. Respondi-lhe que estava doente, mas ele me bateu com o fio do carregador do celular”, contou Farzana. “As marcas nas minhas costas e nos meus braços permaneceram durante dias, mas nunca pensei sequer em tirar fotografias para usar em tribunal”, acrescentou.

    Depois do ataque, Farzana tomou a decisão de pedir um divórcio, mas quando chegou ao tribunal talibã acabou não só com o processo recusado, como com uma ‘bronca’ do juiz.

    “Um pouco de raiva e umas surras não a vão matar”

    “Quando eu disse que ele [o marido] me batia e me humilhava constantemente e me insultava e que eu queria um divórcio, o juiz perguntou: ‘Quer um divórcio só por causa disso? Não tem outra razão?’”, recordou Farzana.

    A afegã descreveu depois o último episódio de violência ao que o juiz perguntou, prontamente, se a mulher tinha provas da agressão.

    “Quando eu respondi que não ele me disse: ‘Era jovem e aproveitou o seu marido. Agora que ele está ficando mais velho está inventando desculpas para se divorciar dele, para que possa casar com outro. Volte para casa. Tem um bom marido, viva com ele. Um pouco de raiva e umas surras não a vão matar. O Islã permite que um homem bata na mulher se ela lhe desobedecer, para a disciplinar. Vá e não regresse a pedir um divórcio por coisas destas’.”

    Ao The Guardian, a ativista Shaharzad Akbar, atualmente diretora da organização de direitos humanos Rawadari, afirmou que casos como os de Farzana são comuns no Afeganistão. As mulheres têm de viver sujeitas a violência doméstica ou procurar justiça nos tribunais talibãs “onde são muitas vezes repreendidas e enviadas de volta às suas casas abusivas ou pior, são punidas por ‘desobedecer’ aos maridos”.

    Depois da decisão do tribunal, Farzana foi forçada a regressar ao marido que, depois do incidente, se tornou ainda mais violento. “Ele me diz: ‘Ou  aguenta ou morre’. Ele nem sequer me deixa ir a casa do meu pai”.

    Sentença de 15 dias para homens condenados por violência doméstica 

    A alteração à lei no Afeganistão foi apenas conhecida depois de o documento ser divulgado pela Rawadari e depois traduzido para inglês pela Rede de Analistas Afegãos.

    “Se um marido espancar a mulher de forma tão severa que resulte em ossos quebrados ou em feridas abertas, ou se manchas aparecerem no corpo dela, e a mulher levar o caso a tribunal, então o marido deve ser considerado um agressor”, pode ler-se na nova lei. “O juiz deve condená-lo a 15 dias de prisão”.

    Na prática, a lei afegã agora condena mais severamente abusos a animais do que a mulheres. Por exemplo, que for condenado a forçar cães ou aves a lutarem recebe uma sentença de cinco meses de prisão.

    O regime talibã regressou ao poder no Afeganistão em 2021. Desde então, o regime pôs em prática uma série de leis que restringem a liberdade das mulheres, impedindo-as de prosseguir os estudos para além do ensino básico e sendo banidas de praticamente todo o mercado de trabalho (devendo focar-se nos deveres domésticos). Uma mulher no Afeganistão não pode sequer sair à rua sem estar acompanhada por um homem.

    “Isto não é cultura. Isto não é religião. Isto é um sistema de segregação e de domínio. Devemos chamar o regime no Afeganistão pelo seu nome verdadeiro: um apartheid de gênero”, afirmou a vencedora do prémio Nobel da Paz, Malala Yousafzai, nas Nações Unidas esta semana.

    A paquistanesa, vale lembrar, foi baleada por talibãs quando regressava da escola quando tinha apenas 15 anos. Desde então, tornou-se uma voz pelos direitos das mulheres na região.

    Juiz rejeita pedido de divórcio no Afeganistão: "Umas surras não matam"

  • Israel ameaça tomar território do Líbano e expande ordens de retirada no sul

    Israel ameaça tomar território do Líbano e expande ordens de retirada no sul

    Israel ordena expansão das operações após onda de foguetes do Hezbollah. Exército amplia áreas de evacuação no sul do Líbano enquanto o conflito se intensifica e já deixou centenas de mortos e mais de 800 mil deslocados no país

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – As Forças Armadas de Israel receberam instruções para ampliar as operações militares no Líbano, afirmou nesta quinta-feira (12) o ministro da Defesa israelense, Israel Katz. A decisão ocorre após o Hezbollah lançar uma nova onda de ataques com foguetes contra o território israelense na noite de quarta-feira (11).

    Katz afirmou ter alertado o governo libanês de que, caso não consiga impedir as ações do grupo extremista, Israel poderá avançar por conta própria sobre o território. “O Hezbollah lançou ontem uma forte barragem de foguetes contra o Estado de Israel. As Forças de Defesa de Israel responderam com força em Dahiyeh e contra alvos do Hezbollah em todo o Líbano”, disse o ministro.

    Segundo ele, o governo libanês precisa controlar o território e evitar novos ataques. “Alertei o presidente do Líbano que, se o governo não souber controlar o território e impedir o Hezbollah de ameaçar as comunidades do norte e disparar contra Israel, tomaremos o território e faremos isso nós mesmos”, afirmou.

    Katz acrescentou que ele e o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, determinaram que o Exército se prepare para ampliar as operações militares no país vizinho. O objetivo, segundo o ministro, é restabelecer a segurança nas comunidades do norte de Israel.

    Após as declarações, o Exército israelense emitiu novas ordens de evacuação para áreas do sul do Líbano, ampliando significativamente a zona que os moradores devem abandonar. As forças orientaram que a população se desloque para regiões ao norte do rio Zahrani.

    De acordo com um mapa divulgado na rede social X por um porta-voz militar, as áreas destacadas em vermelho indicam que cerca de 10% do território libanês já foi alvo de ordens de evacuação emitidas por Israel.

    O Hezbollah afirmou na noite de quarta-feira que disparou dezenas de foguetes contra Israel na maior operação do grupo desde o início do atual conflito. Em comunicado, a milícia declarou que a ofensiva foi uma resposta aos ataques israelenses contra cidades e bairros do sul de Beirute.

    Segundo o governo israelense, aproximadamente 200 foguetes e cerca de 20 drones foram lançados contra o país durante a noite, em uma ação coordenada com ataques vindos do Irã, que teriam incluído também mísseis balísticos. O Hezbollah e o governo iraniano não confirmaram esses números.

    O ministro da Informação do Líbano informou que os ataques israelenses já deixaram pelo menos 687 mortos no país desde 2 de março. De acordo com Paul Marcos, entre as vítimas estão 98 crianças e 52 mulheres.

    Na quarta-feira, a ministra de Assuntos Sociais do Líbano, Haneen Sayed, afirmou que o número de deslocados internos já chega a 816 mil pessoas. Desse total, cerca de 126 mil estão abrigadas em centros de acolhimento.

    O Hezbollah entrou no conflito em apoio ao Irã, que foi alvo de ataques militares dos Estados Unidos e de Israel no início do mês. O presidente americano Donald Trump e o primeiro-ministro israelense Binyamin Netanyahu afirmam que a ofensiva busca enfraquecer o programa nuclear iraniano e promover mudanças no regime do país.

    Durante os ataques, o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, foi morto. Dias depois, seu filho Mojtaba Khamenei assumiu a liderança do país.

    Israel ameaça tomar território do Líbano e expande ordens de retirada no sul

  • Irã mira setor de petróleo; EUA e Israel ampliam ataques

    Irã mira setor de petróleo; EUA e Israel ampliam ataques

    Conflito iniciado por Estados Unidos e Israel entra no 13º dia com ataques a petroleiros, bombardeios no Irã e ofensiva no Líbano, enquanto tensão no mercado de petróleo e número de mortos continuam crescendo.

    IGOR GIELOW (CBS NEWS) — Um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que “na primeira hora a guerra já tinha acabado”, o conflito iniciado por Estados Unidos e Israel no Oriente Médio chegou ao 13º dia nesta quinta-feira (12) com aumento da violência e novas frentes de ataque.

    O Irã, alvo da ofensiva iniciada em 28 de fevereiro por forças americanas e israelenses, passou a intensificar ações com foco no setor de petróleo, numa tentativa de pressionar economicamente os adversários. Sem condições de vencer militarmente, Teerã aposta em gerar instabilidade no mercado global de energia. O preço do barril voltou a ultrapassar a marca de US$ 100.

    Ao mesmo tempo, os Estados Unidos ampliaram os bombardeios contra estruturas militares iranianas, utilizando bombas capazes de destruir bunkers subterrâneos. Já Israel lançou uma nova onda de ataques no Líbano e prometeu retaliar a maior ofensiva do Hezbollah desde o início da guerra.

    A resposta iraniana tem sido uma das ações mais visíveis do conflito. Ataques contra navios no golfo Pérsico continuaram nesta quinta-feira, depois que ao menos cinco embarcações foram atingidas no dia anterior. Dois petroleiros ainda estavam em chamas perto do Iraque quando outra embarcação foi atacada pela Guarda Revolucionária nas proximidades do estreito de Ormuz.

    A interrupção do tráfego marítimo nessa região, responsável por cerca de um quinto da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito, tornou-se um dos efeitos mais graves da guerra. Mesmo sabendo que também pode ser prejudicado — já que a China é praticamente o único grande comprador de seu petróleo — o Irã aposta no impacto global dessa instabilidade.

    Nesta quinta-feira, o petróleo Brent voltou a ultrapassar os US$ 100 por barril. Um dia antes, autoridades iranianas afirmaram que o mundo deveria se preparar para um possível preço de US$ 200.

    Além dos ataques a navios, Teerã voltou a atingir instalações energéticas em países aliados dos Estados Unidos no golfo. No Bahrein, instalações petrolíferas foram atacadas. Em Omã, um incêndio de grandes proporções foi registrado no porto de Salalah, enquanto o terminal petrolífero de Basra, no Iraque, também foi atingido por drones, interrompendo o escoamento da produção.

    Do lado americano, as operações militares passaram a focar na destruição da infraestrutura aérea do Irã. Bombardeiros B-1B posicionados no Reino Unido foram vistos sendo carregados com bombas de penetração capazes de destruir estruturas subterrâneas.

    Vídeos divulgados pelo Comando Central das Forças Armadas dos EUA indicam que um dos objetivos é eliminar o que resta da força aérea iraniana. Entre os equipamentos atingidos estariam os caças F-14, comprados ainda na década de 1970, antes da revolução islâmica, e que continuavam em operação.

    Israel também intensificou os ataques contra o Hezbollah no Líbano, atingindo áreas no sul de Beirute e cidades próximas à zona de segurança entre o território israelense e o rio Litani. A ofensiva foi apresentada como resposta ao maior ataque já realizado pelo grupo desde o início da guerra.

    Na noite de quarta-feira, mais de 100 foguetes foram lançados contra o norte de Israel em uma ação coordenada entre Hezbollah e Irã. Desde a semana passada, os adversários do país têm realizado ataques combinados para tentar sobrecarregar o sistema de defesa aérea israelense. Não houve registros de mortes nesses ataques.

    Apesar da intensidade dessa ofensiva, o número de ataques contra Israel vinha diminuindo nos últimos dias. No dia 4, o Hezbollah havia lançado 47 barragens de foguetes contra o país, número que caiu para seis na quarta-feira, segundo levantamento da Universidade de Tel Aviv. O Irã também tem adotado uma estratégia de dispersar seus ataques com drones e mísseis pela região.

    Enquanto a guerra se prolonga, o impacto humanitário cresce rapidamente. No Irã, mais de 1.300 pessoas já morreram e cerca de 3,2 milhões dos 93 milhões de habitantes tiveram de deixar suas casas, segundo dados divulgados pela ONU.

    No Líbano, o número de mortos ultrapassa 630, com cerca de 810 mil deslocados. Também há vítimas em países do golfo atingidos por ataques iranianos.

    Em Israel, o balanço registra 14 mortos e cerca de 3.400 deslocados internos. Já os Estados Unidos confirmaram a morte de sete militares e cerca de 140 feridos desde o início da guerra.

    Apesar da destruição significativa da capacidade militar iraniana, o cenário se mostra cada vez mais complexo e assimétrico, colocando em dúvida a declaração feita por Trump na quarta-feira à noite.

    “Nós vencemos. Deixe-me dizer uma coisa: nós vencemos. Nunca queremos dizer que ganhamos antes da hora, mas nós ganhamos. Na primeira hora, a guerra já tinha acabado”, afirmou o presidente americano.

    Irã mira setor de petróleo; EUA e Israel ampliam ataques

  • Ataque do Irã à Califórnia? “Estamos vulneráveis”, alerta militar

    Ataque do Irã à Califórnia? “Estamos vulneráveis”, alerta militar

    Ex-operador militar de drones dos Estados Unidos afirma que o Irã já possui tecnologia e capacidade para lançar ataques a longa distância. Segundo ele, o país estaria vulnerável a ofensivas desse tipo em meio à escalada da guerra no Oriente Médio.

    Um especialista militar dos Estados Unidos alertou que o Irã poderia lançar, a qualquer momento, um ataque com drones contra o território americano, incluindo o estado da Califórnia. O alerta foi feito por Brett Velicovich, especialista em operações com drones e ex-integrante de missões militares norte-americanas.

    Segundo ele, o Irã já possui tecnologia, capacidade operacional e motivação suficientes para realizar esse tipo de ofensiva. Para Velicovich, a possibilidade de um ataque não pode ser descartada e deve ser considerada com seriedade pelas autoridades de segurança.

    O especialista afirmou que os Estados Unidos ainda apresentam vulnerabilidades diante desse tipo de ameaça. “Estamos muito vulneráveis a ataques”, disse. Ele também avalia que o país não está totalmente preparado para enfrentar uma ofensiva desse tipo caso ela ocorra.

    Velicovich explicou que o Irã possui milhares de drones de ataque capazes de operar a longas distâncias. Alguns desses equipamentos podem ser controlados remotamente a milhares de quilômetros ou até operar de forma autônoma, voando centenas de quilômetros antes de atingir um alvo.

    O especialista ficou conhecido por sua atuação em operações militares com drones usadas para localizar e atacar líderes do grupo extremista Estado Islâmico e de outras organizações terroristas. Em julho do ano passado, ele chegou a ser elogiado publicamente pelo presidente Donald Trump por sua experiência militar.

    O alerta acontece em meio ao agravamento do conflito no Oriente Médio. Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irã. Durante os ataques, morreu o aiatolá Ali Khamenei, que ocupava o cargo de líder supremo do país desde 1989.

    Desde então, as tensões entre as nações continuam elevadas. O presidente americano Donald Trump tem feito declarações diferentes sobre a duração da operação militar. Em um comício realizado em Hebron, no estado do Kentucky, ele afirmou que os Estados Unidos precisam “terminar o trabalho” no Irã.

    “Não queremos sair antes da hora, certo? Precisamos terminar o trabalho”, declarou o presidente.

    Horas antes, no entanto, Trump havia sugerido que o conflito poderia estar próximo do fim, dizendo em entrevista ao site Axios que “praticamente não há mais nada para atacar” no território iraniano.

    As autoridades israelenses também indicaram que ainda existem diversos alvos militares no Irã que podem ser atingidos. Paralelamente, a Guarda Revolucionária iraniana tem feito ameaças de prolongar o confronto por meio de uma chamada “guerra de desgaste”, que poderia impactar a economia global.

    Entre as ações já adotadas por Teerã está a pressão sobre o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes para o transporte de petróleo no mundo. A instabilidade na região já provocou alta nos preços do combustível no mercado internacional.
     

     
     
     
     
     
     
     

    Ataque do Irã à Califórnia? “Estamos vulneráveis”, alerta militar

  • Imagem de menino antes de morrer em ataque no Irã viraliza nas redes

    Imagem de menino antes de morrer em ataque no Irã viraliza nas redes

    Imagem mostra criança acenando para a mãe antes de sair para a escola em Minab, pouco antes do bombardeio que atingiu o local no primeiro dia da guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel e deixou dezenas de mortos.

    Uma fotografia simples, tirada poucos minutos antes de uma criança sair para a escola, acabou se transformando em um dos símbolos mais compartilhados da guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel. A imagem mostra um menino iraniano acenando para a mãe enquanto desce as escadas de casa para começar mais um dia de aula. Horas depois, ele estaria entre as vítimas de um ataque que atingiu uma escola na cidade de Minab, no sul do Irã.

    O garoto foi identificado como Mikaeil Mirdoraghi, aluno do terceiro ano do ensino fundamental. Na foto, ele aparece usando mochila e lancheira azuis e olhando para trás enquanto se despede da mãe, que registrava o momento. A imagem foi feita na manhã de 28 de fevereiro, data que marcou o início da ofensiva militar lançada por Estados Unidos e Israel contra o Irã.

    Poucas horas depois do registro, uma escola primária em Minab foi atingida durante os ataques. Segundo informações divulgadas por autoridades e pela imprensa iraniana, cerca de 175 pessoas morreram no bombardeio, a maioria crianças e professores.

    Desde então, a fotografia do menino passou a circular intensamente nas redes sociais e em veículos de comunicação, sendo utilizada pelo governo iraniano como símbolo das crianças mortas nos ataques. Em publicações oficiais, Mikaeil e outras vítimas passaram a ser chamados de “mártires” do conflito.

    A mãe do menino relatou em entrevista a um jornal iraniano que o filho pediu para ser fotografado antes de sair para a escola naquela manhã. Segundo ela, na noite anterior o garoto havia feito elogios incomuns ao jantar preparado pela família.

    “Naquela noite ele disse: ‘Mãe, a comida que você fez é muito boa, parece comida do paraíso’”, contou.

    Ela também recordou um momento de brincadeira entre Mikaeil e o irmão. Usando travesseiros como se fossem barricadas, os dois fingiam participar de uma batalha. “Ele disse: ‘Eu sou o Irã, e você é os Estados Unidos’. Depois comemorou dizendo: ‘O Irã venceu’”, lembrou a mãe.

    A autoria do ataque ainda é tema de investigação. Análises preliminares indicam que o bombardeio pode ter sido resultado de um erro nas coordenadas utilizadas pelos militares dos Estados Unidos, que teriam trabalhado com informações de inteligência desatualizadas sobre o alvo.

    O episódio ocorreu logo no primeiro dia da guerra que começou em 28 de fevereiro, quando forças americanas e israelenses lançaram ataques contra território iraniano. O conflito já deixou milhares de mortos e intensificou a instabilidade em todo o Oriente Médio.

    Enquanto as investigações continuam, a imagem do menino acenando para a mãe permanece circulando pelo mundo, transformando um gesto cotidiano de despedida em um retrato marcante do impacto da guerra sobre civis, especialmente crianças.

    Imagem de menino antes de morrer em ataque no Irã viraliza nas redes

  • Pai e filho são presos por abusar de funcionária mantida em cativeiro

    Pai e filho são presos por abusar de funcionária mantida em cativeiro

    Mulher foi atraída com promessa de trabalho durante a festa de Las Fallas, em Valência. Segundo a polícia, ela acabou mantida em condições precárias e sofreu tentativas de abuso sexual antes de conseguir denunciar os suspeitos.

    Dois homens, de 50 e 25 anos, foram presos na segunda-feira na Espanha suspeitos de abusar sexualmente de uma mulher colombiana que havia sido contratada para trabalhar durante as festividades de Las Fallas, tradicional celebração realizada na cidade de Valência. Segundo a polícia, a vítima também teria sido mantida em cativeiro.

    De acordo com informações divulgadas pela emissora espanhola Telecinco, os suspeitos, pai e filho, teriam pago a viagem da mulher da Colômbia para a Espanha após ela ser colocada em contato com eles por outra imigrante colombiana. A promessa era de um emprego em uma churrascaria durante as festas locais.

    No entanto, segundo as investigações, a mulher nunca chegou a trabalhar no estabelecimento. Em vez disso, teria sido mantida presa na casa de um dos suspeitos, em condições precárias.

    Ainda de acordo com o relato da vítima, um dos homens tentou manter relações sexuais com ela na mesma noite em que chegou à Espanha, em 18 de fevereiro. Durante o período em que permaneceu na residência, o homem de 25 anos também teria tentado abusar dela.

    A polícia informou que a mulher era mantida com pouca comida e sem liberdade para sair ou sequer usar o banheiro adequadamente.

    No dia 2 de março, pai e filho disseram à vítima que precisariam do quarto para outro funcionário e se ofereceram para levá-la até um albergue. Antes disso, exigiram que ela pagasse o valor da passagem aérea, embora tenham lhe entregue apenas 20 euros como pagamento pelo trabalho que supostamente teria realizado.

    Após conseguir sair da casa, a mulher procurou as autoridades e denunciou o caso.

    Os dois suspeitos foram presos por volta das 10h de segunda-feira. A investigação está sendo conduzida pela Unidade contra Redes de Imigração Ilegal e Falsificação Documental (UCRIF) da Polícia Nacional da Espanha.
     
     

    Pai e filho são presos por abusar de funcionária mantida em cativeiro