Categoria: MUNDO

  • Hospital nos EUA processa paciente que se recusa a deixar quarto após alta

    Hospital nos EUA processa paciente que se recusa a deixar quarto após alta

    Ação afirma que uma paciente segue no quarto e que a equipe tentou concluir a alta de forma segura; hospital diz que o impasse consome tempo de funcionários e recursos destinados a outros atendimentos

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Um hospital da Flórida entrou na Justiça para retirar uma ex-paciente que, mesmo após receber alta, continua ocupando um quarto de internação.

    O Tallahassee Memorial Hospital (TMH), em Tallahassee, pede uma ordem judicial para remover a mulher, dispensada em 6 de outubro de 2025. Detalhes de documentos do processo foram divulgados pelo USA Today e pela revista People.

    A ação afirma que a paciente segue no quarto e que a equipe tentou concluir a alta de forma segura. O hospital diz que o impasse consome tempo de funcionários e recursos destinados a outros atendimentos.

    O processo também relata que o hospital ofereceu ajuda prática para viabilizar a saída. Entre as medidas, o TMH diz ter buscado contato com familiares e alternativas de transporte.

    O hospital sustenta que a permanência impede que o leito seja usado por pacientes que precisam de cuidados agudos. A instituição afirma ter número limitado de leitos de internação.

    O QUE O HOSPITAL DIZ

    O TMH disse que não comenta o caso por estar em andamento na Justiça. Procurado pela revista People, o hospital não detalhou o histórico da paciente nem as razões para ela permanecer no local.

    O USA Today relata que o pedido inclui autorização para o Escritório do Xerife do Condado de Leon ajudar na remoção. O jornal afirma que a ex-paciente não respondeu aos contatos feitos para comentar o caso.

    Negociação com universidade ocorre em paralelo

    O processo ocorre enquanto o TMH negocia um acordo com a Florida State University para criar um centro médico acadêmico em Tallahassee. Segundo o USA Today, em 11 de março a cidade votou para transferir o hospital para a universidade.

    O jornal diz que não está claro o quão incomum é esse tipo de situação e com que frequência o TMH recorre a medidas desse tipo. A instituição, ainda de acordo com o veículo, recusou comentar além da nota enviada à People.

    Hospital nos EUA processa paciente que se recusa a deixar quarto após alta

  • Irã ameaça indústria de energia do Catar, Arábia Saudita e Emirados

    Irã ameaça indústria de energia do Catar, Arábia Saudita e Emirados

    O Irã ameaça bombardear as instalações de países do Golfo Pérsico em retaliação aos bombardeios de Israel e dos Estados Unidos (EUA) contra instalações da indústria petrolífera em South Pars

    Após sofrer ataques contra infraestruturas energéticas do país, o Irã emitiu um alerta, nesta terça-feira (18), para evacuação de cinco instalações de processamento de petróleo e gás no Catar, na Arábia Saudita, e nos Emirados Árabes Unidos. Os danos a esses complexos podem aprofundar a crise no mercado global.  

    “Esses locais agora são alvos legítimos e podem ser atingidos nas próximas horas, instando os moradores locais a se deslocarem imediatamente para locais seguros”, diz comunicado da Guarda Revolucionária Islâmica divulgada pela Press TV, empresa de mídia estatal do Irã.

    Os locais citados são a refinaria Samref e o complexo petroquímico Al-Jubail, na Arábia Saudita; o campo de gás Al-Hosn, nos Emirados Árabes; além do complexo petroquímico Al-Mesaieed e a refinaria de Ras Laffan, ambos no Catar.

    A Guarda Revolucionária pede ainda que as pessoas se mantenham afastadas de “qualquer infraestrutura petrolífera associada aos Estados Unidos”.

    A mídia estatal Fars News, do Irã, citou uma fonte militar do país persa dizendo que “os mercados de energia certamente sofrerão um novo choque, e essas chamas roubarão a estabilidade dos regimes que apoiam o inimigo na região”.

    O preço do barril do petróleo Brent no mercado internacional opera em alta de cerca de 5% nesta quarta-feira (18), vendido a US$ 108 dólares. O preço dos combustíveis tem subido desde o início da guerra, principalmente, por causa do fechamento do Estreito de Ormuz, por onde trafega cerca de 25% do óleo mundial. 

    Retaliação

    O país persa ameaça bombardear as instalações de países do Golfo Pérsico em retaliação aos bombardeios de Israel e dos Estados Unidos (EUA) contra instalações da indústria petrolífera iraniana em South Pars, considerado o maior campo de gás natural do mundo, na fronteira com o Catar, e contra as instalações de refino de Asaluyed, na região costeira.

    O comunicado das forças de defesa do Irã acrescentou que os governos árabes do Golfo Pérsico ignoraram os avisos do Irã, persistindo em uma “subserviência cega”.

    “Já alertamos repetidamente seus líderes contra seguirem esse caminho perigoso e arrastarem seus povos para uma grande aposta com seu destino”, diz a nota

    Monarquias reagem

    O ministro das relações exteriores do Catar, Majed Al Ansari, disse que o ataque israelense contra instalações de energia do Irã é uma medida “irresponsável” em meio à escalada do atual conflito.

    “Atacar infraestruturas energéticas constitui uma ameaça à segurança energética global, bem como aos povos da região e ao seu meio ambiente. Reiteramos, como já enfatizamos diversas vezes, a necessidade de evitar ataques contra instalações vitais”, disse o chanceler da monarquia árabe.

    A Arábia Saudita realiza na noite desta quarta-feira (18), na capital Riad, uma reunião com países árabes e islâmicos para discutir a escalada da guerra na região com objetivo “aprimorar a consulta e a coordenação sobre formas de apoiar a segurança e a estabilidade regional”.

    O país árabe informou que dois mísseis balísticos e um drone foram interceptados nesta quarta na região Leste da Arábia Saudita.

    Irã ameaça indústria de energia do Catar, Arábia Saudita e Emirados

  • Estados Unidos perdem status de 'democracia liberal' pela primeira vez em 50 anos

    Estados Unidos perdem status de 'democracia liberal' pela primeira vez em 50 anos

    Qualidade democrática brasileira supera americana em movimento inédito na história do V-Dem; instituto sueco, referência na pesquisa sobre o tema, alerta para declínio acentuado sob Trump

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Pela primeira vez em 50 anos, os Estados Unidos perderam o status de “democracia liberal” -o modelo mais evoluído dessa forma de governo- e passaram a ser considerados uma “democracia eleitoral” pelo V-Dem, instituto ligado à Universidade de Gotemburgo, na Suécia, que anualmente mede a qualidade das democracias globais.

    No relatório referente ao ano de 2025, divulgado nesta terça-feira (17), o instituto, um dos mais renomados do mundo no acompanhamento do tema, alerta para o rápido declínio da democracia americana sob Donald Trump.

    Pela primeira vez na história, o Brasil superou os Estados Unidos no índice da “democracia liberal”, que mede a qualidade democrática no contexto de aspectos eleitorais, como a existência de eleições livres, justas e competitivas, e de aspectos liberais, como a independência entre os poderes e o respeito às liberdades civis.

    O V-Dem, traduzido como Variedades da Democracia, conta com mais de 4.000 especialistas em todo o mundo para produzir sua base de dados e monitorar a evolução da democracia em cada país, considerando uma série de índices. Esses especialistas são geralmente acadêmicos ou profissionais com conhecimento especializado sobre o tema.

    A partir desta análise, o instituto classifica os países em quatro categorias, do menos ao mais democrático: “autocracia fechada”, “autocracia eleitoral”, “democracia eleitoral” e “democracia liberal”.

    No mais recente relatório, Brasil e Estados Unidos dividem o status de “democracia eleitoral” -as eleições são livres e justas, o voto é universal, há liberdade de expressão e associação. Por outro lado, alguns aspectos das democracias liberais -como o sistema de pesos e contrapesos e a submissão igualitária dos cidadãos às leis- não são plenamente respeitados.

    O índice da “democracia liberal” nos Estados Unidos caiu de 0,75, em 2024, para 0,57 em 2025. Quanto mais perto de um, maior o nível da democracia. O índice da Dinamarca, primeiro país do ranking, é de 0,88. O do Brasil, 0,70.

    Com a nova medida, os Estados Unidos voltam para o patamar do início dos anos 1960, época do movimento pelos direitos civis, que visava abolir a discriminação e a segregação racial institucionalizadas no país.

    O relatório dedica um capítulo inteiro para destrinchar a deterioração da democracia americana sob Trump. O instituto afirma que seu novo mandato apresenta “concentração rápida e agressiva de poderes” na Presidência, e que “a velocidade com que a democracia americana está sendo desmantelada não tem precedentes na história moderna”.

    “O atual governo dos Estados Unidos vem enfraquecendo os freios e contrapesos institucionais, politizando o serviço público e os órgãos de fiscalização e intimidando o Poder Judiciário, além de atacar a imprensa, a academia, as liberdades civis e as vozes dissidentes”, diz o professor Staffan Lindberg, diretor do V-Dem, em nota publicada no site do instituto.

    Lindberg também afirma que as eleições de meio de mandato, a ocorrer em novembro, serão um teste decisivo para a democracia americana. “Se os indicadores eleitorais também piorarem, os EUA cairão ainda mais”, diz.

    As primeiras eleições após um episódio de autocratização costumam ser um fator decisivo para a recuperação da democracia.

    O instituto lembra que o Brasil reverteu seu mais recente processo de autocratização com a derrota do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para o presidente Lula (PT) em 2022.

    “A autocratização do Brasil teve início com o impeachment da presidente Dilma Rousseff e se acelerou após a eleição do populista de direita Jair Bolsonaro em 2018. Seguiram-se ataques à mídia, tentativas de minar as eleições, o Legislativo e o Judiciário”, afirma o recente relatório.

    “A reviravolta ocorreu quando Luiz Inácio ‘Lula’ da Silva, apoiado por uma coalizão de nove partidos, venceu as eleições de 2022.”

    O V-Dem lembra, por outro lado, que a sociedade brasileira “continua profundamente polarizada”, e alerta que as eleições de 2026 serão decisivas. “Bolsonaro, porém, está impedido de exercer o cargo após ter sido condenado por abuso de poder e tentativa de golpe de Estado.”

    Em um aspecto global, o instituto afirma que o nível da democracia é comparável ao de 1978, e que todos os ganhos com a terceira onda de democratização, que começou em Portugal, em 1974, estão quase perdidos.

    A comparação com os índices da democracia há 20 anos revela o impacto da terceira onda de autocratização que avança sobre o mundo.

    Em 2005, 27 países estavam se democratizando -hoje, são 18. Naquele ano, 12 países estavam em processo de autocratização, em comparação a 44 em 2025. A qualidade das eleições melhorava em 31 países, enquanto hoje melhora apenas em sete.

    O maior impacto foi em relação à liberdade de expressão. Em 2000, 52 países evoluíam neste quesito. Em 2025, 44 estão em declínio.

    No novo relatório, o V-Dem também passou a identificar dez novos países em processo de autocratização -entre eles, além dos Estados Unidos, estão a Itália, o Reino Unido, a Croácia, a Eslováquia e a Eslovênia.

    Segundo o instituto, há três padrões envolvidos nesta onda de autocratização.

    Um deles diz respeito ao declínio democrático em democracias tradicionalmente estáveis. Outro é observado em reversões significativas e, muitas vezes, no colapso da democracia em países que se democratizaram no final do século 20 e no início do século 21. Um terceiro acontece com o aprofundamento da autocracia em Estados já autocráticos.

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  • Homem é inocentado após ficar preso quase 20 anos por roubo de R$ 3 mil

    Homem é inocentado após ficar preso quase 20 anos por roubo de R$ 3 mil

    Kenneth Windley ficou preso durante quase 20 anos por um crime que não cometeu. Recentemente, o tribunal reviu o caso e declarou a sua inocência, após surgirem novas provas que comprovam a sua versão dos fatos

    Kenneth Windley esteve preso durante quase 20 anos por supostamente roubar 500 dólares em 2005. Na segunda-feira, após uma revisão do caso, o tribunal declarou que o homem, afinal, era inocente – tal como dizia ser há duas décadas.

    Windley foi preso em 2005 depois de comprar um fogão para a mãe com um vale que, veio a se descobrir, tinha sido roubado. Desde o primeiro momento, o norte-americano tinha garantido que não tinha cometido o crime e que tinha comprado o vale de 542,77 dólares (, que estava em desconto, de uns conhecidos, que tinham assegurado que o vale estava válido, mas que eles não o podiam usar por razões burocráticas.

    “Ele foi enganado”, argumentou o advogado de Windley, David Shanies, durante a audiência na segunda-feira, citado pela Associated Press.

    O vale, de fato, tinha sido roubado, mas não por por Windley. Pertencia a Gerald Ross, na época com 70 anos, que regularmente levantava os cheques para pagar o aluguel e os pagamentos do seu seguro de vida em um posto de correios em Brooklyn, nos Estados Unidos. Foi numa dessas viagens, já de volta a casa, que o homem foi seguido por dois assaltantes.

    Os ladrões agarraram-nos por trás, e prenderam-no com um braço ao redor do seu pescoço, roubando-lhe os vales, o dinheiro e o livro de cheques que tinha com ele.

    Ross reportou o crime à polícia que aproveitou o fato de o homem receber vales do Estado para seguir o seu rastro (dado que cada um está identificado e registrado). Não demorou até encontrarem o vale usado por Windley que, na compra do fogão, tinha fornecido o seu nome, a carteira de motorista e o endereço onde vivia.

    O norte-americano foi detido e, mais tarde, identificado pela vítima, tanto em fotografias como depois ao vivo. As identificações, note-se, foram feitas seis semanas ou mais depois do crime ter acontecido.

    Desde o início, Windley disse aos procuradores o que sabia sobre os dois homens que lhe tinham vendido o vale, incluindo os seus nomes legais e os apelidos pelas quais eram conhecidos. Durante o julgamento, reiterou a mesma história, mas o júri não acreditou na sua versão dos eventos e acabou por o condenar entre 20 anos a prisão perpétua. Os recursos subsequentes falharam.

    Após a condenação, um amigo de Windley e um investigador privado conseguiram encontrar os verdadeiros culpados e os persuadiram a admitir o que realmente tinha acontecido. Em depoimentos sob juramento e, posteriormente, em entrevistas com representantes da procuradoria, os dois homens acabaram admitindo que tinham assaltado Ross e que Windley não estava envolvido no crime.

    O “Suspeito 1” e o “Suspeito 2”, como estão identificados no relatório da procuradoria norte-americana sobre o caso, estão ambos na prisão por crimes cometidos contra pessoas com idades a partir dos 60 anos, que foram seguidas de bancos ou escritórios de levantamento de cheques, no Brooklyn, entre 2005 e 2006.

    “Me custou 20 anos, mas eles corrigiram a situação agora. É tudo o que importa. Estou bem com isso”, admitiu Windley, após o julgamento.

    À saída do tribunal, depois de o seu caso ser arquivado, Windley, hoje com 61 anos, não se mostrou triste pelos anos perdidos ou pela injustiça, apenas feliz por agora poder reunir-se de novo com a família: “Vou simplesmente seguir em frente”.

    Homem é inocentado após ficar preso quase 20 anos por roubo de R$ 3 mil

  • Líder de Cuba promete 'resistência inexpugnável' a novas ameaças de Trump

    Líder de Cuba promete 'resistência inexpugnável' a novas ameaças de Trump

    A ilha vive uma crise generalizada e um bloqueio imposto pelos Estados Unidos ao envio de petróleo, fundamental para a sobrevivência do setor energético da ilha. O embargo já dura cerca de três meses, aprofundado pela captura do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, no início de janeiro

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O líder de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou nesta terça-feira (17) que o país manterá uma “resistência inexpugnável” diante das ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que voltou a mencionar a possibilidade de assumir o controle da ilha.

    “Diante do pior cenário, Cuba tem uma certeza: qualquer agressor externo encontrará uma resistência inexpugnável”, escreveu Díaz-Canel na rede X.

    Na segunda-feira (16), Trump disse a jornalistas que “acredita que terá a honra de tomar Cuba” e que “pode fazer o que quiser” com a ilha. “Ouvi minha vida toda sobre os Estados Unidos e Cuba. ‘Quando é que os EUA vão fazer isso?’. Eu realmente acredito que terei a honra de tomar Cuba”, afirmou o republicano no Salão Oval da Casa Branca.

    A ilha vive uma crise generalizada e um bloqueio imposto pelos Estados Unidos ao envio de petróleo, fundamental para a sobrevivência do setor energético da ilha. O embargo já dura cerca de três meses, aprofundado pela captura do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, no início de janeiro. Caracas e México, importantes fornecedores, interromperam as remessas ao país.

    Díaz-Canel afirmou que os EUA “ameaçam publicamente Cuba quase diariamente”. “E usam um pretexto indignante: as duras limitações da enfraquecida economia que eles próprios têm agredido e tentado isolar há mais de seis décadas”, disse ainda, em referência ao embargo histórico de Washington em vigor desde 1962.

    A ilha tem convivido com apagões, hotéis fechados, voos cancelados e suspensão de coleta de lixo e serviços básicos. Na segunda, a rede do país colapsou, deixando todos os cerca de 10 milhões de habitantes sem luz por mais de 29h.

    A energia foi estabelecida no dia seguinte, às 18h11 do horário local, segundo o regime, que informou ter colocado em operação sua maior usina termoelétrica movida a óleo. Ainda assim, autoridades afirmaram que podem persistir cortes de energia, já que a geração permanece insuficiente para atender à demanda.

    Cuba ainda não informou a causa da falha nacional, a primeira desse tipo desde que os Estados Unidos interromperam o fornecimento de petróleo à ilha. A maioria da população, inclusive na capital, Havana, já vinha enfrentando cortes de 16 horas por dia.

    Há semanas, Trump vem multiplicando declarações ofensivas contra Havana e seus dirigentes, ao mesmo tempo em que afirma que a ilha deseja “concluir um acordo” com os Estados Unidos.

    Diáz-Canel admitiu na última sexta-feira (13) que o regime cubano tem conversado com a Casa Branca.

    O contato não é inédito. Embora antagonistas, os dois países já passaram por outros momentos de negociação desde que a Revolução Cubana tirou do poder o ditador Fulgencio Batista, aliado dos EUA, em 1959. De lá para cá, ao menos 13 presidentes americanos tentaram, sem sucesso, alterar o status quo da ilha, combinando pressões estratégicas e cálculos domésticos.

    Em nenhum momento, porém, os ventos pareceram tão favoráveis a Washington, que coloca a ilha como próximo alvo de movimentos agressivos da diplomacia do segundo mandato de Trump que refletem sua “Doutrina Donroe” de intervenções no Hemisfério Ocidental.

    Líder de Cuba promete 'resistência inexpugnável' a novas ameaças de Trump

  • Ataque dos EUA e Israel atinge maior reserva de gás do mundo

    Ataque dos EUA e Israel atinge maior reserva de gás do mundo

    Instalação estratégica de South Pars, responsável por grande parte do gás consumido no país, foi atingida por projéteis e registrou incêndio. Conflito no Oriente Médio entra na terceira semana e amplia tensões na região

    Israel e Estados Unidos atacaram nesta quarta-feira uma importante instalação de gás no Irã, localizada no Golfo, considerada a maior do mundo. O bombardeio provocou um incêndio no local, segundo informou a televisão estatal iraniana.

    De acordo com autoridades locais, partes da refinaria de South Pars, situada na cidade portuária de Kangan, foram atingidas por projéteis. Equipes de bombeiros foram mobilizadas para conter as chamas.

    O campo de gás South Pars/North Dome é a maior reserva conhecida do mundo e é compartilhado entre Irã e Qatar. A instalação é estratégica para o país, sendo responsável por cerca de 70% do gás natural consumido internamente.

    Essa não é a primeira vez que a região é alvo de ataques. Em junho de 2025, durante um conflito anterior, instalações no mesmo local já haviam sido atingidas.

    A ofensiva mais recente ocorre no contexto da escalada militar iniciada em 28 de fevereiro, quando Israel e Estados Unidos lançaram ataques contra o Irã. Desde então, o confronto se intensificou e já se estende por várias regiões do Oriente Médio.

    Ataque dos EUA e Israel atinge maior reserva de gás do mundo

  • Mãe tira proteção de janela e filho cai do 17.º andar de prédio nos EUA

    Mãe tira proteção de janela e filho cai do 17.º andar de prédio nos EUA

    Criança de 5 anos morreu após cair do 17º andar de um prédio no Kansas, nos Estados Unidos. Segundo as investigações, a mãe havia retirado a proteção da janela e não acionou o socorro, sendo posteriormente condenada por negligência

    Um menino de 5 anos morreu após cair do 17º andar do prédio onde morava, no estado do Kansas, nos Estados Unidos.

    Grayson O’Connor estava em casa com a mãe, Corrinne, no momento da tragédia. A mulher foi condenada a 10 anos de prisão pelo caso.

    Segundo as investigações, no dia 27 de novembro de 2023, ela retirou a proteção da janela do apartamento, instalada para evitar acidentes com crianças. Foi dessa mesma janela que o menino caiu.

    Após a queda, a mãe não acionou o serviço de emergência. O socorro foi chamado por um pedestre que encontrou a criança no chão.

    Quando chegaram ao local, policiais encontraram a mulher apoiada na única janela aberta do imóvel, justamente a mesma de onde o filho havia caído. A morte da criança foi confirmada ainda no local, por volta das 11h.

    Dentro do apartamento, os agentes encontraram o celular da mãe desligado sobre um balcão, vestígios de fezes no tapete da sala e constataram que não havia camas no imóvel.

    Inicialmente, Corrinne foi acusada de colocar em risco o bem-estar de uma criança, crime que exigia a comprovação de que ela agiu de forma consciente ao expor o filho ao perigo. Posteriormente, a acusação foi alterada para homicídio culposo, que considera a morte causada por negligência.

    Durante o julgamento, a promotoria sustentou que a mãe criou um risco significativo à vida do menino ao não supervisioná-lo em um ambiente inseguro, com a janela aberta e sem proteção.

    Ela confessou a culpa e recebeu pena de prisão em regime fechado. A promotora do caso afirmou que a sentença também considerou o estado emocional da mulher e expressou a expectativa de que ela tenha acesso a apoio psicológico durante o cumprimento da pena.

     

    Mãe tira proteção de janela e filho cai do 17.º andar de prédio nos EUA

  • Trump sugere transformar Venezuela em estado dos EUA; entenda

    Trump sugere transformar Venezuela em estado dos EUA; entenda

    Declaração foi feita após vitória venezuelana sobre os Estados Unidos no Clássico Mundial de Beisebol. Comentário reforça falas anteriores do presidente e ocorre em meio a reaproximação diplomática entre os dois países

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a sugerir que a Venezuela poderia se tornar o 51º estado americano após a vitória do país sobre os EUA na final do Clássico Mundial de Beisebol. A seleção venezuelana venceu por 3 a 2, em Miami, conquistando o título pela primeira vez. 

    Em uma publicação na rede Truth Social, Trump escreveu apenas “Estado”, reforçando comentários feitos anteriormente, quando já havia insinuado a possibilidade de anexação após a campanha da equipe no torneio. 

    A declaração ocorre em meio a um momento de aproximação diplomática entre os dois países. No início de março, o Departamento de Estado dos EUA anunciou um acordo com o governo interino venezuelano para restabelecer relações diplomáticas e consulares.

    Poucos dias depois, autoridades americanas também reconheceram formalmente Delcy Rodríguez como chefe de Estado da Venezuela, após a captura do então presidente Nicolás Maduro.

    A vitória da seleção venezuelana gerou grande repercussão dentro e fora do país. A líder da oposição María Corina Machado celebrou o título nas redes sociais, destacando o orgulho nacional.

    Outros nomes da oposição também comemoraram o resultado, apontando o feito como um símbolo de união entre os venezuelanos, independentemente de posições políticas.

    A classificação da Venezuela para a final já havia mobilizado o país, com manifestações de apoio e celebração em diferentes setores da sociedade.

    O título inédito no beisebol reforçou o sentimento de identidade nacional em meio a um cenário político ainda marcado por tensões internas e mudanças nas relações internacionais.
     

     
     

    Trump sugere transformar Venezuela em estado dos EUA; entenda

  • Pelo menos 19 mortos em novos ataques de Israel contra o Líbano

    Pelo menos 19 mortos em novos ataques de Israel contra o Líbano

    Ataques atingem diferentes regiões do Líbano e elevam tensão com o Hezbollah, que também respondeu com ofensivas contra o norte de Israel. Conflito se intensifica desde o início de março e já deixou centenas de mortos e milhares de feridos

    O Exército de Israel anunciou nesta terça-feira novos ataques contra o Líbano. Segundo autoridades libanesas, ao menos 19 pessoas morreram em bombardeios realizados durante a madrugada.

    Em comunicado divulgado na rede Telegram, as Forças de Defesa de Israel informaram que iniciaram operações contra alvos do Hezbollah no sul do país.

    Antes dos ataques, o Exército israelense havia orientado a retirada de civis da região de Tiro, no sul do Líbano, e posteriormente pediu também a evacuação do bairro de Bashoura, em Beirute.

    De acordo com a Agência Nacional de Notícias do Líbano, que cita o Ministério da Saúde, oito pessoas morreram em um ataque na cidade de Haboush. Outras quatro, de nacionalidade síria, morreram em um bombardeio em Jibchit, ambas localidades no distrito de Nabatieh.

    Na região de Baalbek, a nordeste de Beirute, mais quatro pessoas morreram após um ataque aéreo. Já na cidade de Qanarit, no distrito de Sidon, foram registradas três mortes.

    O Hezbollah, grupo armado libanês alvo das ofensivas israelenses, também afirmou ter realizado ataques contra o norte de Israel.

    Os confrontos entre Israel e o Hezbollah se intensificaram desde o dia 2 de março, quando o grupo lançou ataques contra território israelense em resposta à ofensiva de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã.

    Desde então, os bombardeios israelenses no Líbano já deixaram 912 mortos e 2.221 feridos, segundo dados oficiais. Já os ataques do Hezbollah, de acordo com os mesmos registros, não causaram mortes até o momento e tiveram impacto limitado.

    Pelo menos 19 mortos em novos ataques de Israel contra o Líbano

  • Petro sugere que Equador lançou bombas na Colômbia; Noboa nega ação

    Petro sugere que Equador lançou bombas na Colômbia; Noboa nega ação

    Declarações de Gustavo Petro sobre supostos bombardeios vindos do Equador aumentam tensão entre os países, enquanto Quito nega as acusações. Crise diplomática se intensifica em meio a disputas comerciais, questões de segurança na fronteira e aproximação equatoriana com os Estados Unidos

    Os atritos entre os governos da Colômbia e do Equador voltaram a escalar após o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, sugerir que o país vizinho teria jogado bombas dentro do território colombiano. Petro ponderou que é preciso ainda confirmar se o artefato foi lançado pelas forças de segurança do Equador.

    “Apareceram bombas, atiradas de avião, se vai investigar bem, muito na fronteira com Equador, ratificando um pouco minha suspeita. Tem que investigar bem. Estão nos bombardeando a partir do Equador, e não são grupos armados. Já houve muitas explosões”, afirmou Petro.  

     

    O presidente colombiano acrescentou que “existe uma gravação” sobre o episódio que ele defende que seja divulgada ao público, gravação que, segundo ele, “se originou no Equador”. Petro acrescentou que falou com o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, sobre o ocorrido.

     

    “Há algo estranho. Eu pedi a Trump que atue e chame o presidente do Equador, porque não queremos entrar em guerra”, completou o chefe de Estado, durante reunião com ministros, em Bogotá, nesta segunda-feira (16). Petro destacou que  “a soberania nacional deve ser respeitada”. Equador nega

    Por meio de uma rede social, o presidente do Equador, Daniel Noboa, negou nesta terça-feira (17) que tenha realizado operações no país vizinho.

    “Presidente Petro, suas declarações são falsas; estamos agindo em nosso território, não no seu. Não vamos recuar”, disse Noboa, acusando a Colômbia de dar espaço a família de Fito, líder de organização do narcotráfico no Equador.

    “Hoje, em cooperação internacional, continuamos esta luta, bombardeando os locais que serviram de esconderijo para esses grupos, em sua maioria colombianos que o seu próprio governo permitiu infiltrar em nosso país devido à negligência em suas fronteiras”, completou o presidente Noboa, em Quito.

    Relações deterioradas

    O episódio amplia a deterioração das relações entre os dois governos sul-americanos que vem se agravando, em especial, depois que Quito elevou as tarifas de importação dos produtos colombianos em 30% no início de fevereiro.

    Noboa chamou a medida de “taxa de segurança” após reclamações sobre a falta de eficácia da Colômbia no combate ao crime na fronteira entre os dois países. A Colômbia, em resposta, suspendeu a venda de energia elétrica ao Equador e impôs uma tarifa de 30% sobre 70 produtos vindos do país andino.

    Equador estreita laços com EUA

    O Equador tem firmado acordos de cooperação com os Estados Unidos (EUA) sob a justificativa de combate ao narcotráfico, que foi classificado pelo governo equatoriano de “organizações terroristas”, igualando à política do governo Trump sobre o tema. 

    O governo de Daniel Noboa chegou a consultar a população para autorizar a abertura de uma base militar estrangeira no país, mas a medida acabou rejeitada por 60% dos votos. 

    Na semana passada, o Equador abriu, em Quito, a primeira sede oficial do FBI, o serviço de inteligência dos EUA. Além disso, tem firmado acordos com Washington para operações conjuntas dentro do Equador, editando seguidos decretos de estados de emergência e toques de recolher.  

    Também na semana passada, a Justiça Eleitoral do Equador suspendeu, por nove meses, o registro do principal partido de oposição do Equador, o Revolução Cidadã, do ex-presidente Rafael Corrêa, o que deve prejudicar a participação da legenda nas eleições locais de 2027.

    O Tribunal eleitoral suspendeu o registro do partido do Corrêa em meio a uma investigação sobre lavagem de dinheiro. A candidata derrotada por Noboa em 2025, Luisa González, do Revolução Cidadã, vem sendo investigada por supostamente receber recursos da Venezuela. González nega as acusações e afirma ser vítima de perseguição política.

    EUA na América Latina

    Nas últimas semanas, o governo dos EUA vem estreitando relações militares com diversos países da América Latina sob o argumento duplo de combater os cartéis de drogas na região e afastar a influência econômica de atores externos, como China e Rússia, adversários comerciais dos EUA.

    As medidas expressam a política da Casa Branca do Corolário Trump à Doutrina Monroe. Incluída na Estratégia de Segurança Nacional, anunciada em dezembro pelos Estados Unidos, a política reafirma a doutrina criada em 1823 e prega a “proeminência” de Washington sobre as Américas

    Ao lançar uma dessas iniciativas, o secretário de Defesa da Casa Branca, Pete Hegseth, chegou a ameaçar “agir sozinho” nos países latino-americanos “se necessário”, para supostamente combater cartéis, o que violaria a soberania nas nações da região sob o próprio território. 

     

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