Categoria: MUNDO

  • Lutador de MMA confessa ter deixado a filha morrer de fome

    Lutador de MMA confessa ter deixado a filha morrer de fome

    Condenado à prisão perpétua, atleta admitiu ter deixado a filha morrer por abandono e fome em Nova York. Investigação revelou confinamento, uso de drogas e maus-tratos, além de outra criança mantida presa em casa considerada “deplorável” pelas autoridades

    O lutador de MMA Robert S. Buskey Jr., de 35 anos, foi condenado à prisão perpétua após confessar que deixou a própria filha, de 5 anos, morrer de fome no estado de Nova York, nos Estados Unidos. A sentença prevê o cumprimento mínimo de 27 anos antes de qualquer possibilidade de progressão de pena.

    O caso veio à tona em abril de 2024, quando equipes de emergência foram acionadas para atender uma criança encontrada inconsciente em uma residência. No local, os socorristas constataram a morte da menina, identificada como Charlotte, em estado extremo de desnutrição. Durante a ocorrência, os agentes também encontraram um menino de 3 anos mantido preso em uma estrutura improvisada dentro da casa, tipo uma gaiola.

    Segundo as autoridades, o imóvel apresentava condições consideradas “deploráveis” e indicava negligência prolongada. De acordo com a People, as investigações apontaram que as crianças viviam confinadas e sem cuidados básicos enquanto o pai passava o tempo usando drogas e jogando videogame.

    Em comunicado oficial, o Condado de Schenectady afirmou que Buskey afastou os filhos do convívio com familiares e nunca providenciou matrícula escolar. “O mundo deles se reduziu aos confins da casa deplorável do Sr. Buskey”, diz a nota divulgada pelas autoridades locais.

    A autópsia revelou que Charlotte sofria de desnutrição severa e desidratação extrema, com “olhos fundos e sinais claros de abandono”. De acordo com a investigação, a menina era mantida trancada em um quarto que continha apenas um berço portátil, o que a obrigava a permanecer deitada em posição fetal.

    Exames toxicológicos indicaram ainda que as duas crianças testaram positivo para cocaína. Durante o julgamento, Buskey admitiu que forneceu drogas ao filho mais novo, o que levou ao acréscimo de dois anos à pena aplicada pelo crime de homicídio.

     

    Lutador de MMA confessa ter deixado a filha morrer de fome

  • Queda de avião mata vice-ministro e outras quatro pessoas na Índia

    Queda de avião mata vice-ministro e outras quatro pessoas na Índia

    Aeronave de pequeno porte caiu durante tentativa de pouso em Baramati, a cerca de 250 km de Mumbai. Entre as vítimas está Ajit Pawar, vice-ministro do estado de Maharashtra, que viajava para compromissos de campanha eleitoral

    Cinco pessoas morreram na queda de um avião na manhã desta quarta-feira, 28, a cerca de 254 quilômetros de Mumbai, na Índia. Entre as vítimas está Ajit Pawar, vice-ministro do estado de Maharashtra, segundo a Associated Press.

    O acidente envolveu um jato executivo Bombardier Learjet 45, que havia decolado de Mumbai com destino a Baramati, cidade natal de Pawar. Além do vice-ministro, estavam a bordo dois integrantes de sua equipe e dois tripulantes. Nenhum dos ocupantes sobreviveu.

    De acordo com as informações iniciais, o piloto tentava realizar o pouso em Baramati sob condições de baixa visibilidade quando a aeronave caiu. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram uma grande coluna de fumaça após a explosão e a atuação de equipes de resgate no local.

    A viagem tinha como objetivo a participação de Ajit Pawar em compromissos de campanha eleitoral local. Considerado um dos políticos mais influentes de Maharashtra, ele iniciou a carreira política na década de 1980, impulsionado pela atuação do tio, líder de um importante partido político indiano.

    O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, lamentou a morte do vice-ministro. Em publicação nas redes sociais, Modi descreveu Pawar como um “líder do povo” e afirmou que ele tinha “paixão por empoderar os pobres e os oprimidos”.

    Queda de avião mata vice-ministro e outras quatro pessoas na Índia

  • Rubio ameaça Delcy Rodríguez e diz que final pode ser igual ao de Maduro

    Rubio ameaça Delcy Rodríguez e diz que final pode ser igual ao de Maduro

    Discurso do secretário de Estado dos EUA, já divulgado pela imprensa americana, detalha operação que levou à prisão de Nicolás Maduro e afirma que Washington pode usar força para obter cooperação da Venezuela

    O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirma em um discurso já divulgado pela imprensa americana que a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, pode ter o mesmo destino de Nicolás Maduro caso não colabore com os interesses de Washington. O texto será apresentado oficialmente nesta quarta-feira, 28, durante uma audiência em uma comissão do Senado dos Estados Unidos.

    No discurso, Rubio detalha a operação realizada em 3 de janeiro, em Caracas, que resultou na captura de Maduro. Segundo ele, a ação teve caráter policial e não militar. O secretário afirma que os Estados Unidos não prenderam um chefe de Estado legítimo, mas sim “dois narcotraficantes”, ao se referir a Maduro e à esposa.

    Rubio afirma ainda que Delcy Rodríguez conhece claramente o destino de Maduro e que seus interesses pessoais podem se alinhar aos principais objetivos do governo americano. No texto divulgado, ele reforça que o governo do presidente Donald Trump está disposto a recorrer ao uso da força caso outros meios não garantam cooperação. Segundo Rubio, Washington buscará primeiro soluções diplomáticas, mas não descarta medidas mais duras.

    Apesar do tom de ameaça, o secretário ressalta que os Estados Unidos não estão em guerra com a Venezuela. Ele afirma que a operação foi concluída sem a morte de cidadãos americanos e sem a manutenção de ocupação militar no território venezuelano.

    Autoridades venezuelanas, por sua vez, informaram que mais de 100 pessoas morreram durante os confrontos relacionados à ação, incluindo venezuelanos e cubanos que tentaram proteger Maduro.

    Ao final do discurso, Rubio também destaca a pressão exercida pelo governo Trump para que Delcy Rodríguez atue em favor das companhias petrolíferas americanas, deixando explícitos os interesses econômicos e estratégicos que orientam a atuação dos Estados Unidos em relação à Venezuela.

    Rubio ameaça Delcy Rodríguez e diz que final pode ser igual ao de Maduro

  • Avalanche ‘engole’ zona turística na Caxemira; veja o vídeo

    Avalanche ‘engole’ zona turística na Caxemira; veja o vídeo

    Grande volume de neve atingiu casas e hotéis em Sonamarg, no norte da Índia, região disputada entre Índia, Paquistão e China; não houve vítimas, mas dezenas de voos foram cancelados e turistas ficaram retidos devido às más condições nas pistas

    Um vídeo que circula nas redes sociais registrou o momento em que uma avalanche atingiu, na terça-feira, uma estância turística em Sonamarg, localizada na Caxemira, área montanhosa situada entre a Índia, o Paquistão e a China. As imagens mostram grandes volumes de neve avançando e soterrando casas e hotéis da região.

    Apesar do impacto, não houve registro de mortos ou feridos, segundo as autoridades locais. A imprensa indiana informou que o risco de avalanche já havia sido identificado e que um alerta preventivo foi emitido ainda na segunda-feira.

    Avalanche ‘engole’ zona turística na Caxemira; veja o vídeo

  • China reafirma que nunca renunciará ao uso da força contra Taiwan

    China reafirma que nunca renunciará ao uso da força contra Taiwan

    Declaração ocorre após investigação contra altos comandos do Exército chinês e reforça que Pequim prioriza a reunificação pacífica, mas não descarta ação militar contra qualquer movimento de independência da ilha

    O governo da China reafirmou nesta quarta-feira, 28, que nunca renunciará ao uso da força para assumir o controle de Taiwan. A declaração ocorre dias após autoridades chinesas anunciarem a abertura de uma investigação contra o general Zhang Youxia, considerado o segundo nome mais importante do Exército do país.

    Durante entrevista coletiva, a porta-voz do Gabinete para Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado, Zhang Han, afirmou que a investigação demonstra que o Comitê Central do Partido Comunista e a Comissão Militar Central não têm zonas proibidas, abrangem todos os níveis da hierarquia e mantêm tolerância zero no combate à corrupção.

    Segundo Zhang, o processo é uma demonstração clara da determinação e da capacidade do Partido e das Forças Armadas de enfrentar irregularidades internas. Ela acrescentou que, sob a liderança firme do Comitê Central e do presidente Xi Jinping, Pequim continuará a manter a iniciativa e a capacidade de liderança nas relações através do Estreito de Taiwan.

    A porta-voz ressaltou que a China está disposta a criar um amplo espaço para a chamada reunificação pacífica e a envidar o máximo de esforços nesse sentido. No entanto, deixou claro que o governo chinês nunca prometerá abandonar o uso da força nem permitirá qualquer forma de atividade separatista relacionada à independência de Taiwan.

    As declarações foram feitas quatro dias depois de o Ministério da Defesa da China anunciar investigações contra Zhang Youxia e Liu Zhenli, primeiro vice-presidente da Comissão Militar Central e chefe do Departamento do Estado-Maior Conjunto. Ambos são acusados de graves violações da disciplina e da lei, expressão frequentemente utilizada pelas autoridades chinesas para se referir a crimes de corrupção.

    As investigações afetam diretamente a estrutura de comando das Forças Armadas chinesas. Dos sete integrantes da Comissão Militar Central no fim de 2022, restam atualmente apenas dois: o próprio Xi Jinping, que preside o órgão, e Zhang Shengmin, vice-presidente responsável pela campanha anticorrupção no Exército.

    Analistas avaliam que as purgas no alto escalão militar não alteram o objetivo estratégico de Xi Jinping de assumir o controle de Taiwan, ilha governada de forma autônoma desde 1949 e considerada por Pequim parte inalienável do território chinês.

    Após o anúncio das investigações, o ministro da Defesa de Taiwan, Wellington Koo, afirmou que a ilha não reduzirá o nível de alerta nem o preparo militar. Segundo ele, Taiwan continuará acompanhando de perto as mudanças nas cúpulas do Partido Comunista Chinês, do governo e das Forças Armadas da China, mantendo sua postura defensiva diante do fato de que Pequim jamais abandonou a possibilidade do uso da força contra o território.

    China reafirma que nunca renunciará ao uso da força contra Taiwan

  • Ex-primeira-dama sul-coreana condenada a 20 meses de prisão por corrupção

    Ex-primeira-dama sul-coreana condenada a 20 meses de prisão por corrupção

    Kim Keon-hee foi absolvida de outras acusações, como manipulação do mercado e financiamento eleitoral irregular; condenação ocorre após a prisão do ex-presidente Yoon Suk-yeol por atos ligados à lei marcial decretada em 2024

    Um tribunal da Coreia do Sul condenou nesta quarta-feira, 28, a ex-primeira-dama Kim Keon-hee a 20 meses de prisão por corrupção. A decisão ocorre meses após a prisão do marido, o ex-presidente Yoon Suk-yeol, por atos relacionados à decretação da lei marcial em 2024.

    “A ré é condenada a um ano e oito meses de prisão”, afirmou o juiz Woo In-sung, do Tribunal Distrital Central de Seul. Kim, no entanto, foi absolvida das acusações de manipulação do mercado de ações e de violação das leis de financiamento de campanhas eleitorais. O Ministério Público havia pedido 15 anos de prisão pelos crimes de corrupção e fraude.

    Os escândalos envolvendo Kim Keon-hee, de 53 anos, marcaram a presidência de Yoon Suk-yeol, líder conservador destituído após uma breve decretação de lei marcial no fim de 2024. Ele segue preso enquanto aguarda o desfecho de vários processos judiciais, um deles com possibilidade de pena máxima.

    Kim também chegou a ser detida e era acusada de manipulação do mercado acionário, interferência eleitoral, recebimento de presentes de alto valor da Igreja da Unificação, conhecida como seita Moon, além de cerca de 170 mil euros em subornos pagos por empresários e políticos.

    Durante as alegações finais, em dezembro, a acusação afirmou que a ex-primeira-dama se colocou acima da lei, cometeu abusos de poder e colaborou com a Igreja da Unificação, violando o princípio constitucional da separação entre Estado e religião. A defesa sustentou a inocência de Kim, que classificou as acusações como profundamente injustas, embora tenha pedido desculpas por ter causado transtornos. Ao final do julgamento, ela reconheceu ter cometido erros ao refletir sobre seu papel e responsabilidades.

    Ao longo do mandato, Yoon Suk-yeol vetou três tentativas do Parlamento de abrir investigações formais contra a esposa. A última ocorreu em novembro de 2024, uma semana antes da decretação da lei marcial.

    O desfecho do julgamento de Kim Keon-hee ocorre uma semana após a condenação do ex-primeiro-ministro Han Duck-soo a 23 anos de prisão por cumplicidade no caso da lei marcial, pena superior à solicitada pela acusação. As investigações relacionadas ao caso também resultaram na prisão de Han Hak-ja, líder da Igreja da Unificação, organização que afirma ter milhões de seguidores e controla um vasto império econômico.
     
     

     

    Ex-primeira-dama sul-coreana condenada a 20 meses de prisão por corrupção

  • Deputada imigrante é atingida por líquido durante discurso em Minneapolis

    Deputada imigrante é atingida por líquido durante discurso em Minneapolis

    Durante um encontro com eleitores, Ilhan Omar foi atacada por um homem que a borrifou com um líquido usando uma seringa. O agressor foi rapidamente contido e preso. A deputada não se feriu, recebeu avaliação médica e retomou o discurso.

    A congressista democrata Ilhan Omar, alvo frequente de críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi interrompida durante um encontro com eleitores em Minneapolis por um homem que a borrifou com um líquido, informou a agência France-Presse.

    Enquanto Omar, uma das principais vozes da esquerda no Congresso, discursava atrás de um púlpito na terça-feira, o agressor se aproximou e usou uma seringa para lançar um líquido não identificado em sua direção. Ele foi rapidamente contido por um agente de segurança, segundo relato de um jornalista da AFP.

    Mesmo após o ataque, a deputada permaneceu no evento, realizado em uma cidade que vive semanas de tensão por operações de imigração e protestos contra essas ações. O público aplaudiu quando o homem foi imobilizado, com os braços algemados para trás.

    Minutos antes do episódio, Omar havia defendido a extinção da ICE, a agência de imigração dos EUA, e pedido a renúncia da secretária de Segurança Interna, Kristi Noem. “A ICE não pode ser reformada”, afirmou.

    A polícia de Minneapolis confirmou que os agentes viram o homem usar uma seringa para borrifar o líquido contra a congressista. Após a contenção, ele foi levado à prisão do condado, segundo o porta-voz da corporação, Trevor Folke, em declaração à Associated Press.

    Depois que o agressor foi retirado do local, Omar retomou o discurso e disse que não se deixaria intimidar. Jornalistas presentes relataram um cheiro forte, semelhante ao de vinagre, quando a seringa foi acionada. Ao deixar o evento, a deputada afirmou estar abalada, mas sem ferimentos, e passou por avaliação médica.

    “Estou bem. Sou uma sobrevivente, e esse pequeno agitador não vai me intimidar a fazer meu trabalho. Não deixo valentões vencerem. Sou grata aos meus eleitores incríveis que estiveram comigo”, escreveu mais tarde na rede social X.

    A Casa Branca não comentou o caso até a noite de terça-feira, apesar de pedido da Associated Press.

    Trump tem intensificado ataques verbais contra Omar nos últimos meses, especialmente com foco em Minneapolis. Em dezembro, durante uma reunião de gabinete, chegou a insultá-la, chamando-a de “lixo”. Horas antes do ataque, o presidente voltou a criticá-la em um discurso em Iowa, ao defender que apenas imigrantes que “provem que amam” os Estados Unidos possam entrar no país, fazendo referência à origem somali da congressista.

    A agressão foi condenada por políticos de diferentes partidos. A deputada republicana Nancy Mace, da Carolina do Sul, afirmou estar “profundamente perturbada” com o ataque e ressaltou que divergências políticas não justificam violência física. O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, também repudiou o episódio, classificando-o como inaceitável e afirmando que intimidação não tem lugar na cidade.

    O caso ocorre em meio a um aumento das ameaças contra membros do Congresso nos últimos anos, que atingiram um pico após o ataque ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021 e voltaram a crescer recentemente, segundo dados da Polícia do Capitólio dos Estados Unidos..

    Deputada imigrante é atingida por líquido durante discurso em Minneapolis

  • Ex-ministra da Suprema Corte do Chile é presa por suspeita de corrupção

    Ex-ministra da Suprema Corte do Chile é presa por suspeita de corrupção

    Ángela Vivanco exerceu o cargo de 2018 a 2024; ex-magistrada é investigada pelo Ministério Público chileno por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A ex-ministra da Suprema Corte do Chile Ángela Vivanco foi presa na noite de domingo (24) pela polícia do país, em Santiago. Destituída do cargo em outubro de 2024, ela é investigada pelo Ministério Público chileno por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro, no âmbito do caso conhecido como “trama belarrusa”.

    A apuração envolve decisões judiciais que beneficiaram o consórcio chileno-belorrusso Belaz Movitec e resultaram em derrota da estatal Codelco, que foi onerada em cerca de US$ 20 milhões (R$ 103 milhões).

    A prisão ocorreu na residência de Vivanco. Ela deixou o local algemada durante a noite, tentando esconder as mãos com a roupa. A detenção já era aguardada, segundo a mídia local, uma vez que a investigação tramita há mais de um ano na corte chilena.

    A ex-magistrada exerceu o cargo de 2018 a 2024. Ela nega as acusações de ter recebido pagamentos ilícitos, que, segundo a Promotoria, teriam ocorrido enquanto integrava o tribunal e substituía o então presidente do colegiado, Sergio Muñoz.

    O caso também envolve o companheiro de Vivanco, Gonzalo Migueles, preso desde outubro do ano passado, apontado como receptor dos valores investigados. Além dele, os advogados Eduardo Lagos e Mario Vargas, que atuaram em favor da Movitec no litígio com a Codelco, estão sendo processados e continuam detidos na penitenciária Capitán Yáber. A investigação sustenta que a proximidade entre os dois e a então juíza não foi declarada durante a análise do processo.

    A prisão de Vivanco aprofundou a crise no Judiciário chileno e é inédita, por envolver a detenção de alguém que ocupou os mais altos cargos da Suprema Corte. A queda da ex-porta-voz do tribunal começou após seu nome aparecer em mensagens ligadas a outro caso e culminou em sua destituição, em outubro de 2024, quando a corte apontou irregularidades funcionais e conduta inadequada no processo envolvendo a Codelco.

    “A senhora Ángela Vivanco Martínez não teve um bom comportamento no exercício de suas funções, e, em consequência, estabelece-se a remoção de seu cargo como ministra desta Suprema Corte de Justiça”, disse Ricardo Blanco, presidente do tribunal à época, em 2024.

    De acordo com declaração feita pela porta-voz do governo naquele momento, Camila Vallejo, este é “o maior caso de corrupção da história recente” do Chile.

    Segundo a decisão do Supremo, Vivanco “incorreu em um comportamento que afeta os princípios de independência, imparcialidade, probidade, integridade e transparência que regem os membros da magistratura”.

    Vivanco chegou à Suprema Corte em 2018, indicada pelo governo do ex-presidente Sebastián Piñera (2018-2022), que morreu em 2024 em um acidente de helicóptero, e ratificada pelo Senado.

    Ex-ministra da Suprema Corte do Chile é presa por suspeita de corrupção

  • Juiz intima chefe do ICE e critica despreparo do governo Trump durante operação em Minnesota

    Juiz intima chefe do ICE e critica despreparo do governo Trump durante operação em Minnesota

    Todd Lyons deve comparecer pessoalmente ao tribunal na próxima sexta-feira (30); decisão ocorre após dois americanos serem mortos por agentes federais em menos de um mês

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Um juiz federal de Minnesota, nos Estados Unidos, intimou o chefe do ICE, a agência de imigração americana, a comparecer ao tribunal nesta semana para explicar o que o magistrado descreveu como falhas repetidas no cumprimento de ordens judiciais relacionadas às operações no estado.

    Segundo o juiz, o governo de Donald Trump não cumpriu as ordens de realizar audiências para imigrantes detidos pelo ICE nas operações realizadas no estado. “A paciência do tribunal chegou ao fim”, afirma o juiz Patrick J. Schiltz na petição protocolada na noite de segunda-feira (26), segundo a imprensa americana.

    O diretor interino do ICE, Todd Lyons, deve comparecer pessoalmente ao tribunal na próxima sexta-feira (30). Minnesota tem sido palco de embate entre o governo democrata local e a Casa Branca após dois americanos terem sido mortos a tiros por agentes federais durante operações em menos de um mês.

    O juiz ameaçou instaurar procedimentos por desacato contra Lyons após, segundo o magistrado, a agência ter deixado de realizar audiências de fiança com imigrantes detidos, apesar de determinações judiciais emitidas por tribunais em Minneapolis que exigiam esse processo.

    Schiltz diz que o ICE não se preparou nem tomou providências para lidar “com as centenas de pedidos de habeas corpus e outras ações judiciais que certamente” seriam apresentados à Justiça em decorrência das operações.

    Manifestações em larga escala têm dominado as ruas de diferentes cidades do estado, em especial de Minneapolis, palco das operações que resultaram nos dois óbitos.

    A ordem judicial ocorre logo após Trump enviar a Minneapolis o encarregado das fronteiras, Tom Homan, que deve assumir o comando do ICE na cidade -hoje, é a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, quem controla os agentes federais no local.

    Segundo a imprensa americana, Trump também demitiu o comandante de operação do ICE em Minneapolis. Gregory Bovino, conhecido como um defensor da truculência das operações de deportação e por usar roupas que suscitaram comparações com trajes nazistas.

    Especialistas veem Bovino como a peça central da ofensiva de Trump. Agora, ele voltará ao cargo que tinha antes do governo Trump, como oficial do CBP, a agência de proteção de fronteiras, na Califórnia.

    No sábado (24), o enfermeiro Alex Pretti, 37, foi morto a tiros enquanto filmava uma operação do ICE em Minnesota. O governo Trump diz que Pretti havia ameaçado os policiais. Vídeos da cena não comprovam essa versão.

    Em 7 de janeiro, a poeta Renee Nicole Good, 37, também foi morta a tiros em seu próprio carro. A Casa Branca também tentou culpá-la pelo episódio afirmando que ela teria tentado atropelar um agente -versão também contestada pelas imagens do incidente.

    Em entrevista à Folha de S. Paulo, o comissário de Segurança Comunitária de Minneapolis, Todd Barnette, criticou a atuação dos agentes federais e disse que batidas, detenções e agressões conduzidas pelo ICE estão fazendo com que imigrantes revivam traumas de seus países de origem.

    Juiz intima chefe do ICE e critica despreparo do governo Trump durante operação em Minnesota

  • Letalidade do Nipah vírus, em circulação na Índia, pode chegar a 75%

    Letalidade do Nipah vírus, em circulação na Índia, pode chegar a 75%

    Segundo a Organização Mundial da Saúde, morcegos frutíferos da família Pteropodidae são os hospedeiros naturais do vírus Nipah

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Um novo surto do Nipah vírus na Índia colocou o país em alerta. Segundo boletim epidemiológico mais recente do Programa de Emergências de Saúde da OMS (Escritório Regional para o Sudeste Asiático), em 12 de janeiro foram relatados dois casos suspeitos de infecção em Bengala Ocidental. O documento afirma que os pacientes -profissionais de saúde– são monitorados por uma equipe médica especializada.

    Não houve registro de mortes no surto atual, porém, a taxa de letalidade do vírus Nipah é de 40% a 75%, segundo a OMS.

    Investigações preliminares indicam que ambos podem ter sido expostos ao vírus durante uma visita de trabalho ao distrito indiano de Purba Bardhaman. O último caso de infecção pelo patógeno em Bengala Ocidental havia ocorrido em 2007.

    Segundo a OMS, o governo de Bengala Ocidental implementou medidas preventivas para evitar a propagação da doença. Uma equipe de resposta a surtos foi enviada ao local para apoiar a contenção do vírus. O Centro Nacional de Controle de Doenças do governo indiano está fornecendo suporte técnico, logístico e operacional para o gerenciamento e a prevenção de surtos.

    A vigilância foi intensificada nos distritos de Purba Bardhaman, North 24 Parganas e Nadia, com o rastreamento de contatos de alto risco. A OMS já tinha classificado o Nipah vírus como prioritário, devido ao seu potencial de desencadear uma epidemia.

    Para Evaldo Stanislau de Araújo, infectologista do Hospital das Clínicas de São Paulo, o risco de o Nipah chegar ao Brasil é baixo, “quase zero”.

    “O histórico do vírus é de transmissão inter-humana, mas o número de reprodução é baixo, de 0,3 aproximadamente. E os perfis de maior risco são os profissionais de saúde, que têm um contato prolongado, eventualmente, com o paciente”, afirma.

    Segundo Araújo, com o uso de medidas de proteção habitual, máscara, equipamentos de proteção individual, higiene das mãos, é improvável que um surto localizado, se extrapole para outra região.

    “Seria uma possibilidade o vírus sofrer mutação, que dê a ele uma capacidade maior de patogenicidade, mas isso é especulativo, não tem nenhuma evidência que vá acontecer. É necessário que tenham ações de vigilância e contenção, mas sem alarde. O problema é muito mais restrito aos focos na Ásia”, explica o infectologista.

    Em nota, o Ministério da Saúde do Brasil disse que não há risco de pandemia, mesmo que o Nipah esteja classificado pela OMS como de alta patogenicidade. O órgão mantém protocolos de vigilância e resposta de emergência para agentes altamente patogênicos, em parceria com instituições como o Instituto Evandro Chagas e a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), com participação da Opas (Organização Pan-Americana de Saúde).

    Saiba mais sobre o vírus Nipah, segundo informações divulgadas pela OMS:

    O que é e qual a origem do Nipah vírus?

    É um vírus zoonótico (passado de animais para humanos) e que também pode ser transmitido por alimentos contaminados ou diretamente entre as pessoas.
    Foi reconhecido pela primeira vez no final da década de 1990 durante um surto em criadores de porcos na Malásia.

    O filme “Contágio” (2011) foi inspirado em diversos vírus reais, entre eles o Nipah.

    Quais os sinais e sintomas da doença que provoca?

    Febre, dores de cabeça, muscular, de garganta e vômito. Os sintomas iniciais podem ser seguidos por tontura, sonolência, alteração da consciência e sinais neurológicos que indicam encefalite aguda.

    As pessoas também podem apresentar pneumonia e problemas respiratórios. Encefalite e convulsões ocorrem em casos graves –progressão para o coma ocorre de 24 a 48 horas. A taxa de letalidade é estimada entre 40% e 75%, podendo variar conforme o surto, a depender das capacidades locais para vigilância epidemiológica e manejo clínico.

    O período de incubação (intervalo entre a infecção e o início dos sintomas) se dá de quatro a 14 dias.

    Cerca de 20% dos pacientes ficam com consequências neurológicas residuais, como transtorno convulsivo, por exemplo. Em alguns casos, a infecção pode ser assintomática.

    Tem tratamento?

    Não existe vacina nem tratamento para combater o vírus. O cuidado intensivo de suporte é recomendado para tratar quadros respiratórios graves e complicações neurológicas.

    Quais as formas de prevenção?

    O monitoramento e quarentena de animais infectados é o principal método de prevenção recomendado pela OMS, além da limpeza e desinfecção contínua de fazendas de porcos. Equipamentos de proteção devem ser usados para manusear animais com o vírus. Também é importante diminuir o acesso de morcegos a comidas frescas, que devem ser fervidas ou lavadas antes do consumo.

    Entre humanos, o contato com pacientes infectados deve ser limitado, e aqueles que o fizerem devem lavar as mãos após contatos e visitas. Prestadores de cuidados devem usar equipamentos de proteção.

    Como é feito o diagnóstico?

    Os sintomas pouco específicos do vírus dificultam seu diagnóstico, controle e combate. Ele é principalmente detectado por meio de testes RT-PCR (também usados para detectar o coronavírus) e Elisa (que verifica a presença de anticorpos no paciente).

    Outros testes utilizados incluem ensaio de reação em cadeia da polimerase (PCR) e isolamento viral por cultura celular.

    HOSPEDEIROS DO VÍRUS

    Segundo a OMS, morcegos frutíferos da família Pteropodidae são os hospedeiros naturais do vírus Nipah.

    Nipah em animais domésticos

    Surtos do vírus Nipah em porcos, cavalos, cabras, ovelhas, gatos e cães foram relatados pela primeira vez na Malásia, em 1999. O vírus é altamente contagioso em porcos.

    Letalidade do Nipah vírus, em circulação na Índia, pode chegar a 75%