Categoria: MUNDO

  • El Salvador aprova prisão perpétua para 'homicidas, estupradores e terroristas'

    El Salvador aprova prisão perpétua para 'homicidas, estupradores e terroristas'

    Proposta de Nayib Bukele foi aprovada com rapidez por Congresso controlado pelo partido do governante; líder acusa organizações de direitos humanos de serem ‘escritórios de advocacia de criminosos’

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Congresso de El Salvador aprovou nesta terça-feira (17) proposta feita pelo líder do país, Nayib Bukele, uma emenda constitucional que estabelece a prisão perpétua para “homicidas, estupradores e terroristas”, após o chefe do Executivo acusar ONGs de protegerem membros de gangues.

    Bukele, que exerce o poder em El Salvador de forma quase absoluta, com o Congresso totalmente controlado, endurece ainda mais com essa iniciativa sua política de segurança, que vários países da América Latina buscam emular –depois de um grupo de juristas internacionais acusar seu governo de crimes contra a humanidade.

    “A pena perpétua só será imposta aos homicidas, estupradores e terroristas (membros de gangues)”, anunciou o ministro da Segurança, Gustavo Villatoro, ao apresentar a iniciativa à Assembleia Legislativa, dominada pelo partido de Bukele.

    Bukele publicou várias mensagens na rede social X nas quais acusa ONGs que atuam no país de se tornarem “escritórios de advocacia dos criminosos”. Ele rejeita as críticas ao seu modelo de segurança que reduziu a violência a mínimas históricas, mas é apontado por graves violações de direitos humanos e falta de acesso à Justiça.

    “Fomos questionados pelo uso legítimo de ferramentas para levar paz aos salvadorenhos. A segurança, junto com a justiça, nos leva a revisar o comportamento de homicídios e estupros”, afirmou o funcionário ao justificar a iniciativa de reforma.

    A pena máxima de prisão em El Salvador, antes da proposta, era de 60 anos. A despeito disso, milhares de salvadorenhos detidos em centros prisionais como o Cecot, prisão de segurança máxima para onde acusados de pertencer a gangues são levados.

    Pouco se sabe de fato sobre a prisão, visitada pela Folha em dezembro passado. Das poucas pessoas que foram detidas e deixaram o local, entre elas venezuelanos deportados pelo governo de Donald Trump nos EUA, ONGs colheram relatos de tortura sistemática.

    Um relatório divulgado em novembro pelas organizações afirma que os venezuelanos foram submetidos abuso sexual, sessões de espancamento e tiros de balas de borracha, entre outras formas de tortura. O texto é baseado em cerca de 200 depoimentos, além de documentos judiciais e fotografias de ferimentos analisadas por especialistas forenses.

    A ONG de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW) denunciou, nesta segunda-feira (16), que o governo de Bukele mantém em “desaparecimento forçado” pelo menos 11 imigrantes de seu país que foram deportados pelos EUA no ano passado.

    Os venezuelanos foram libertados quatro meses depois em uma troca com americanos presos pela Venezuela, mas se desconhece em quais prisões ou como se encontram os salvadorenhos, segundo um comunicado da HRW.

    “El Salvador submeteu ao desaparecimento forçado e deteve de forma arbitrária salvadorenhos deportados”, denunciou a organização, que urgiu o governo a “revelar seu paradeiro”.

    El Salvador aprova prisão perpétua para 'homicidas, estupradores e terroristas'

  • Guerra no Irã pode levar mais 45 milhões à fome aguda até junho, diz estudo

    Guerra no Irã pode levar mais 45 milhões à fome aguda até junho, diz estudo

    Paralisação virtual do transporte marítimo no Estreito de Hormuz e os riscos crescentes para o tráfego marítimo no Mar Vermelho já estão aumentando os custos de energia, combustível e fertilizantes, aprofundando a fome além do Oriente Médio

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) alertou hoje que o número total de pessoas no mundo com níveis agudos de fome pode atingir números recordes em 2026 se a guerra no Irã continuar a desestabilizar a economia global.

    Estima-se que quase 45 milhões de pessoas a mais podem cair em insegurança alimentar aguda ou pior se o conflito não terminar até junho. Isso se somaria aos 318 milhões de pessoas que já estão nesta situação.

    Os ataques dos EUA e de Israel ao Irã bloquearam rotas chave de ajuda humanitária, o que tem atrasado envios de suprimentos. A paralisação virtual do transporte marítimo no Estreito de Hormuz e os riscos crescentes para o tráfego marítimo no Mar Vermelho já estão aumentando os custos de energia, combustível e fertilizantes, aprofundando a fome além do Oriente Médio.

    Quando a guerra na Ucrânia começou em 2022, a fome global atingiu níveis recordes, com 349 milhões de pessoas impactadas. As projeções mais recentes do PMA indicam que há risco de situação semelhante nos próximos meses se o conflito no Oriente Médio continuar.

    “Se esse conflito continuar, ele enviará ondas de choque pelo globo, e as famílias que já não conseguem pagar a próxima refeição serão as mais atingidas. Sem uma resposta humanitária adequadamente financiada, isso pode significar uma catástrofe para milhões que já estão à beira do abismo”, disse Carl Skau, vice-diretor executivo do PMA, a repórteres em Genebra.

    O PMA disse que os custos de transporte marítimo subiram 18% desde o início dos ataques e que alguns tiveram de ser redirecionados. Esses custos extras se somam a cortes profundos nos gastos, já que doadores estão focando mais em defesa.

    QUAIS REGIÕES PODEM SOFRER MAIS

    Países da África Subsaariana e da Ásia são os mais vulneráveis devido à dependência de importações de alimentos e combustível. As projeções indicam um aumento de 21% nas pessoas em insegurança alimentar na África Ocidental e Central e de 17% na África Oriental e Austral. Para a Ásia, prevê-se um aumento de 24%.

    O Sudão, por exemplo, importa cerca de 80% de seu trigo, e um preço mais alto para esse alimento básico empurrará mais famílias para a fome. Na Somália, país em meio a uma seca severa, o preço de alguns produtos essenciais subiu pelo menos 20% desde o início do conflito, segundo relatos locais. Ambos são países com altos níveis de insegurança alimentar que também enfrentaram fome nos últimos anos.

    COMO A PROJEÇÃO FOI FEITA

    Para calcular o impacto, analistas do PMA usaram o número pré-crise de pessoas incapazes de pagar uma dieta suficiente em energia (2.100 kcal/dia). Depois, modelaram o impacto sustentado pelo preço do petróleo em US$ 100 que eleva os custos de transporte e os preços globais de alimentos.

    “Ponderando os impactos pela dependência de cada país em energia e alimentos importados, recalcularam o número de pessoas que não conseguem mais pagar essa dieta e a diferença é o aumento projetado na insegurança alimentar aguda”, disse o PMA.

    O AUMENTO EM CADA REGIÃO

    Ásia: 10 países analisados; 9,1 milhões de pessoas a mais (aumento de 24%)
    África Oriental e Austral: 16 países; 17,7 milhões (aumento de 17,7%)
    América Latina e Caribe: 3 países; 2,2 milhões (aumento de 16%)
    Oriente Médio e Norte da África: 12 países; 5,2 milhões (aumento de 14%)
    África Ocidental e Central: 12 países; 10,4 milhões (aumento de 21%)

    Guerra no Irã pode levar mais 45 milhões à fome aguda até junho, diz estudo

  • Irã confirma morte de homem-forte do regime após ataque de Israel

    Irã confirma morte de homem-forte do regime após ataque de Israel

    Ali Larijani era a figura mais importante a ser alvejada por Israel desde o primeiro dia da guerra, em 28 de fevereiro, quando os ataques conjuntos lançados com os Estados Unidos mataram o líder Ali Khamenei

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O governo de Israel anunciou que matou em um ataque na madrugada desta terça-feira (17) Ali Larijani, considerado o principal operador do regime islâmico do Irã e o verdadeiro poder por trás da ascensão do novo líder supremo do país, Mojtaba Khamenei.

    Inicialmente, o a mídia estatal iraniana havia confirmado apenas a morte de Gholamreza Soleimani, comandante de uma das principais unidades paramilitares iranianas, a milícia Basij, responsável por reprimir protestos contra a teocracia. Mais tarde, confirmou também a morte de Larijani.

    Após o anúncio da ofensiva feita por Israel Katz (Defesa), a conta de Larijani no X publicou uma nota escrita à mão sem data pelo político na qual ele celebrava os marinheiros mortos por um ataque de um submarino americano contra uma fragata iraniana no oceano Índico.

    Larijani, 67, é a figura mais importante a ser alvejada por Israel desde o primeiro dia da guerra, em 28 de fevereiro, quando os ataques conjuntos lançados com os Estados Unidos mataram o pai de Mojtaba, Ali Khamenei, que comandava o país havia 37 anos.

    Cerca de 40 lideranças militares e políticas da teocracia também foram mortas naquela onda inicial de ataques, da qual Larijani emergiu como o nome mais forte do regime. Ele era homem de confiança do antigo líder e chefe de seu Conselho de Segurança Nacional.

    Imediatamente, assumiu o controle da comunicação do governo, suplantando o presidente Masoud Pezeshkian, que integrava uma trinca constitucional de transição até a escolha do novo líder. Isso ocorreu rapidamente, em uma semana, e Mojtaba foi eleito pela Assembleia dos Especialistas.

    Houve queixas algo abafadas entre alguns dos 88 integrantes do colegiado acerca da falta de transparência do processo, conduzido com mão de ferro por Larijani para manter o edifício da teocracia em pé.

    Larijani era muito próximo da estrutura da Guarda Revolucionária, incrustada em diversos aspectos da vida econômica e civil iraniana. Ele era amplamente visto como o fiador de Mojtaba, figura também próxima da Guarda, mas muito mais reclusa.

    Há relatos, contudo, de que Larijani preferia um nome mais moderado para a liderança. Seja como for, o novo líder supremo, que não apareceu em público até agora, terá de lidar com uma nova estrutura de poder.

    Dada a natureza opaca do regime, é provável que outras figuras ocupem o vácuo, e hoje o maior cacife para estar com a linha-dura da Guarda. Larijani também era visto, apesar de suas posições duras, como o canal confiável para uma eventual negociação -algo que os israelenses não querem, pelas indicações existentes.

    O fato é que nem a presença de Mojtaba é uma certeza. Ele só fez um pronunciamento até aqui, na semana passada, e foi um texto lido pela mídia estatal. Segundo membros do governo, ele foi ferido no ataque em que seu pai e outros cinco membros da família morreram, mas está bem.

    O presidente americano, Donald Trump, já colocou em dúvida essa versão. Na segunda (16), afirmou que não sabe se o líder “está vivo ou morto”.

    Já a agência Reuters disse que autoridades da chancelaria iraniana tiveram nesta terça a primeira reunião com Mojtaba, e que ele manteve a posição de não negociar com EUA e Israel agora, recusando propostas que haviam sido enviadas por intermediários não revelados.

    Com a confirmação da morte de Larijani, o processo de decapitação do regime promovido por Washington e Tel Aviv ganha novo capítulo.

    Nele, a morte de Soleimani, 61, ganha destaque porque a milícia Basij, parte da Guarda, é constituída pelos jovens mais ideológicos ligados ao regime. Foi ela que comandou a repressão aos atos contra a teocracia em janeiro, os maiores em 47 anos de regime, que deixaram milhares de mortos.

    Nos ataques desta noite, segundo a mídia israelense e o New York Times, foi alvejado também o chefe da ala militar do grupo terrorista palestino Jihad Islâmica, Akram al-Ajouri, que está no Irã. Ele também morreu, segundo relatos iniciais ainda não confirmados.

    O premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, foi mais econômico do que Katz. Disse apenas que o político havia determinado “a eliminação de altas autoridades do regime iraniano”. Tanto ele quanto Katz já afirmaram que o novo líder iraniano também está marcado para morrer, dado que manteve a política do pai de pregar destruição do Estado judeu.

    Irã confirma morte de homem-forte do regime após ataque de Israel

  • 'Posso morrer presa', diz Cristina Kirchner em novo julgamento por corrupção

    'Posso morrer presa', diz Cristina Kirchner em novo julgamento por corrupção

    Ex-presidente da Argentina, que está em prisão domiciliar, é investigada em caso de suposta cobrança de propinas; além dela, outros 86 réus serão ouvidos, incluindo ex-funcionários e empresários, e 626 testemunhas

    BUENOS AIRES, ARGENTINA (CBS NEWS) – Ao deixar o endereço em Buenos Aires onde cumpre prisão domiciliar para prestar um depoimento na manhã desta terça-feira (16), a ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner acenou para um grupo de apoiadores que a esperava, entrou em um carro e foi até a sede dos tribunais federais enfrentar um novo julgamento por corrupção.

    Cristina foi depor no caso judicial conhecido como “Cuadernos”, que é diferente daquele investigava propinas na construção de estradas no sul do país e que a levou a ter sua condenação confirmada no ano passado.

    O caso atual envolve oito cadernetas com anotações de Oscar Centeno, ex-motorista de um funcionário do governo, que mencionam pagamentos de propinas a autoridades. Centeno afirmou que Cristina estava envolvida no esquema.

    Este material foi exposto por um jornalista em 2018 e sugere que Centeno transportava dinheiro para funcionários do governo.

    Em sua declaração no tribunal, a ex-presidente afirmou que uma “máfia” coagiu empresários a depor contra ela e a incriminá-la. Ela classificou a investigação como “absurda” e disse ter dificuldade em acreditar nas instituições.

    “Estamos enfrentando juízes que não são mais imparciais, estamos em um caso onde o juiz e o promotor são mafiosos”, disse ela. “Não se trata mais de condenar sem provas, mas forjar provas para condenar pessoas”, completou, ao mencionar que os cadernos originais foram destruídos e que o caso está baseado em fotocópias.

    “Com este sistema judicial, posso morrer presa”, declarou antes de concluir seu depoimento. “Mas acreditem que em algum momento isso vai terminar […] Chegará um momento em que finalmente as coisas vão mudar”, afirmou ao mencionar que o peronismo poderá voltar ao poder quando os argentinos perceberem que o modelo de Javier Milei não funciona.

    A ex-chefe de Estado também argumentou que Milei violou a Constituição ao declarar, na abertura do Congresso, que ela vai ser declarada culpada neste caso e que permaneceria presa.

    No caso “Cuadernos”, a ex-presidente da Argentina é acusada de liderar uma associação ilícita que recebia propinas de empresas ligadas a projetos de obras públicas concedidos por seu governo.

    As acusações contra Cristina incluem liderança de uma organização criminosa e suborno, com penas que podem chegar a dez anos. Caso seja declarada culpada, a líder do Partido Justicialista somará essa pena à sua condenação anterior, de seis anos.

    Outros 86 réus serão ouvidos, incluindo ex-funcionários e empresários, e 626 testemunhas.

    Na frente da casa de Cristina, militantes kirchneristas seguravam bandeiras e gritavam palavras de apoio para a ex-presidente, mas em um número bem menor do que em eventos anteriores, como a prisão da ex-presidente, em junho, e a visita de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no mês seguinte.

    O movimento peronista vive um momento de baixa, após ser derrotado pelo grupo político de Milei nas eleições legislativas de 2025 e vê sua força no Congresso minguar.

    A centralidade do kirchnerismo dentro do peronismo também passou a ser cada vez mais questionada após a prisão de Cristina, e diferentes forças internas agora buscam liderar a oposição.

    'Posso morrer presa', diz Cristina Kirchner em novo julgamento por corrupção

  • Netanyahu quer provar que está vivo, mas imagens deixam mais dúvidas

    Netanyahu quer provar que está vivo, mas imagens deixam mais dúvidas

    Internautas têm detectado falhas nos vídeos compartilhados por Benjamin Netanyahu, o que os leva a especular sobre o paradeiro e o bem estar do primeiro-ministro israelense

    Depois de se ter especulado sobre a sua morte, Benjamin Netanyahu tem publicado vários vídeos que comprovam que afinal está vivo e bem de saúde.

    O primeiro vídeo compartilhado mostrava o primeiro-ministro de Israel bebendo café e afirmando de forma sarcástica que estava “mortinho… por um café”.

    Já esta segunda-feira (16), houve uma nova imagem compartilhada. Desta vez, Netanyahu surgia ao ar livre tirando fotografias em Jerusalém, interagindo com várias pessoas e brincando com um cão.

    Porém quanto mais se esforça por provar que está vivo, mais especulações têm surgido sobre se os vídeos que compartilha são reais. Isto porque os internautas, especialistas em estar atentos ao mais ínfimo detalhe, têm detectado pequenos erros que os leva a crer que os vídeos podem não ser reais.

    Vídeo bebendo café 

    No primeiro vídeo, por exemplo, Netanyahu faz questão de mostrar as mãos, para provar que tem cinco dedos em cada uma delas e que as imagens são reais. Este detalhe está relacionado com o facto de se ter propagado a ideia de que, em um vídeo dias antes, numa coletiva, o israelense surgia com um dedo a mais, o que levava muitos a suspeitarem que as imagens tinham sido criadas com Inteligência Artificial (IA).

    Porém, ao tentar desmistificar essa ideia, o governante acabou por aumentar os rumores. É que no mesmo vídeo, Netanyahu culmina dando um gole num café. Porém, ao baixar o copo, percebe-se que o nível de café no copo mantém-se o mesmo.

    Roupa repetida em novo vídeo

    Entretanto, na segunda-feira um novo vídeo foi compartilhado. Neste, Netanyahu surge ao ar livre tirando fotografias ao lado de duas jovens em Jerusalém.

    “Às vezes, também dá para passear um pouco, respirar um pouco de ar. Só que é sempre preciso ter um abrigo por perto”, referiu no final do vídeo.

    Porém, aquilo que se destaca o fato dele estar precisamente com a mesma roupa que ostenta no vídeo do dia anterior. Além disso, em questões de segundos, uma aliança aparece e desaparece da mão dele.

    Os detalhes tem levado os internautas a supor que os vídeos foram filmados no mesmo dia, e que poderão ser mais uma vez uma prova de que Israel está difundindo vídeos falsos ou manipulados.

    Teorias da morte de Netanyahu

    Os rumores da morte de Netanyahu começaram a se desenvolver na sexta-feira, quando um vídeo compartilhado pelo Gabinete de Comunicação do Governo de Israel mostrava o primeiro-ministro com seis dedos.

    De imediato começou a falar-se que as imagens tinham sido criadas com Inteligência Artificial, e isto acontecia porque o homem teria sido morto num ataque iraniano. As alegações ganharam intensidade quando o homem não participou, no sábado, na reunião de segurança do país.

    Vale lembrar que a guerra no Médio Oriente subiu de tom há cerca de duas semanas, quando os Estados Unidos e Israel lançaram uma operação conjunta contra o Irã, que respondeu de imediato. Apesar de inicialmente se ter alegado que seria uma guerra curta, facto é que o Irã tem feito frente ao inimigo e diz-se preparado para resistir durante o tempo que for necessário.

    Netanyahu quer provar que está vivo, mas imagens deixam mais dúvidas

  • Homem estuprado pela mãe teme que o irmão possa ser seu filho

    Homem estuprado pela mãe teme que o irmão possa ser seu filho

    Logan Gifford, vítima de abuso sexual cometido pela mãe na infância, relata a suspeita de que o irmão mais novo possa ter nascido durante o período das agressões. Ele busca respostas por meio de um teste de paternidade enquanto tenta reconstruir a própria vida

    Um morador de Los Angeles, nos Estados Unidos, relatou viver um conflito profundo desde que passou a suspeitar que seu irmão mais novo possa, na verdade, ser seu filho biológico. Logan Gifford foi vítima de abuso sexual cometido pela própria mãe, Doreene Gifford, entre os 10 e os 16 anos.

    Os abusos vieram à tona quando Logan decidiu denunciar a mãe, o que levou à prisão dela em 2015. Doreene foi condenada a uma pena que varia de 8 a 20 anos. Em entrevista ao Las Vegas Review‑Journal, ele relembrou o início da violência, que ocorreu no quarto dos pais enquanto um filme adulto passava na televisão.

    Hoje adulto, Logan se tornou uma voz ativa na defesa de homens sobreviventes de violência sexual. Ele afirma que a possibilidade de o irmão, atualmente com 15 anos, ter nascido em decorrência dos abusos o acompanha desde 2008, ano do nascimento do adolescente.

    O irmão mais novo apresenta dificuldades cognitivas, o que intensifica a preocupação de Logan, já que estudos apontam maior risco de problemas de saúde em crianças geradas em relações incestuosas.

    “Eu era uma criança quando tudo aconteceu, mas ainda hoje sou eu quem tenta juntar as peças do que isso causou na minha vida”, disse ele ao jornal. Logan solicitou um teste de paternidade para esclarecer a situação e, caso a paternidade seja confirmada, pretende assumir responsabilidades legais.

    A infância de Logan foi marcada por instabilidade. Ele relata ter crescido em um ambiente familiar violento, com pais que alternavam períodos dentro e fora da prisão e que enfrentavam problemas com drogas. O jovem que pode ser seu filho vive atualmente com Logan, e, se a paternidade for comprovada, ele poderá pedir a guarda definitiva, segundo o Daily Mail.

    Homem estuprado pela mãe teme que o irmão possa ser seu filho

  • British Airways suspende voos para o Oriente Médio até 31 de maio

    British Airways suspende voos para o Oriente Médio até 31 de maio

    Companhia interrompe operações para destinos como Dubai, Tel Aviv e Amã até o fim de maio, diante da instabilidade na região. Medida ocorre após ataques recentes e aumento do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.

    A British Airways anunciou a suspensão de voos para alguns destinos do Oriente Médio até 31 de maio, em razão da instabilidade provocada pela escalada do conflito na região.

    A decisão afeta rotas para Amã, no Jordânia, Bahrein, Dubai e Tel Aviv. Segundo a companhia, a medida foi tomada por causa da incerteza persistente no cenário de segurança.

    Os voos para Doha seguem suspensos até 30 de abril, enquanto as operações para Riad e Jidá, na Arábia Saudita, continuam normalmente.

    Já a rota de inverno para Abu Dhabi será retomada em 25 de outubro, conforme planejamento anterior.

    A decisão ocorre após um ataque com drones ao aeroporto de Dubai, que atingiu um depósito de combustível e causou incêndio, levando à interrupção temporária das operações no local.

    A região vive um aumento das tensões desde o fim de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irã, alegando neutralizar ameaças do regime.

    Em resposta, Teerã realizou ataques com mísseis e drones contra bases americanas e alvos israelenses, ampliando o risco para operações aéreas na região.

    British Airways suspende voos para o Oriente Médio até 31 de maio

  • Guerra vai empurrar mais 45 milhões de pessoas para a fome aguda no mundo

    Guerra vai empurrar mais 45 milhões de pessoas para a fome aguda no mundo

    Conflito no Oriente Médio pode elevar preços de energia e alimentos e ampliar crise global, segundo a ONU. Ásia e África devem ser as regiões mais afetadas, com milhões de pessoas em risco caso as hostilidades se prolonguem e o petróleo siga em alta

    A ONU alertou nesta terça-feira que cerca de 45 milhões de pessoas podem passar a enfrentar insegurança alimentar aguda como consequência da guerra envolvendo o Irã e seus impactos no Oriente Médio. O número representa um novo recorde, com maior impacto em países da Ásia e da África.

    De acordo com análise do Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas, esse cenário deve se concretizar caso o conflito se prolongue até meados do ano e o preço do petróleo permaneça acima de 100 dólares por barril.

    Segundo o organismo, a situação já começa a pressionar cadeias globais de abastecimento. A paralisação quase total do transporte marítimo no estreito de Ormuz e os riscos crescentes à navegação no mar Vermelho estão elevando os preços da energia, dos combustíveis e dos fertilizantes, o que agrava a crise alimentar para além do Oriente Médio.

    Atualmente, cerca de 318 milhões de pessoas no mundo já enfrentam insegurança alimentar.

    A ONU alerta que o planeta pode caminhar para uma crise semelhante à registrada em 2022, após o início da guerra na Ucrânia, quando o número de afetados chegou a 349 milhões.

    Embora o conflito atual esteja concentrado em uma região estratégica para a produção de energia, e não agrícola, o impacto pode ser semelhante devido à forte relação entre os mercados de energia e alimentos.

    “Sem uma resposta humanitária com financiamento adequado, isso pode se transformar em uma catástrofe para milhões de pessoas que já vivem no limite”, afirmou o diretor executivo adjunto do Programa Alimentar Mundial, Carl Skau.

    O relatório destaca que as regiões mais vulneráveis são a África Subsaariana e partes da Ásia, devido à dependência de importações de alimentos e combustíveis.

    A previsão é de aumento da insegurança alimentar de 24% na Ásia, 21% na África Ocidental e Central e 17% na África Oriental e Austral.

    O cenário de tensão se intensificou após a ofensiva militar lançada por Estados Unidos e Israel contra o Irã no fim de fevereiro, com o objetivo declarado de neutralizar ameaças do regime iraniano. Em resposta, Teerã realizou ataques com mísseis e drones contra bases americanas e alvos israelenses na região.
     
     

     

    Guerra vai empurrar mais 45 milhões de pessoas para a fome aguda no mundo

  • Israel anuncia morte de líder do Conselho Supremo de Segurança iraniano

    Israel anuncia morte de líder do Conselho Supremo de Segurança iraniano

    Ataques aéreos durante a noite no Irã também teriam matado o comandante da milícia Basij. Governo israelense afirma que ofensiva busca enfraquecer o regime e reduzir a capacidade militar do país

    O governo de Israel anunciou nesta terça-feira a morte de dois importantes nomes do regime iraniano após ataques aéreos realizados durante a noite no Irã. Segundo as autoridades israelenses, foram mortos Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, e Gholamreza Soleimani, comandante da milícia Basij.

    A informação foi confirmada pelo ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, que afirmou ter recebido o relatório do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas.

    O Exército israelense já havia informado anteriormente a morte de Soleimani, responsável pela Basij, força paramilitar ligada à Guarda Revolucionária do Irã e considerada um dos principais instrumentos de repressão interna do país.

    Katz afirmou que as operações militares continuarão com intensidade, com foco na destruição de estruturas estratégicas e na redução da capacidade iraniana de lançar mísseis.

    Segundo ele, o objetivo é enfraquecer o regime iraniano por meio da eliminação de lideranças e de recursos militares.

    Os ataques fazem parte da escalada de tensão iniciada em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva conjunta contra o Irã, que resultou na morte do então líder supremo Ali Khamenei.

    Em resposta, o Irã fechou o estreito de Ormuz e passou a realizar ataques contra alvos israelenses, bases militares dos Estados Unidos e instalações estratégicas em países da região, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.
     
     

     

    Israel anuncia morte de líder do Conselho Supremo de Segurança iraniano

  • Autora que escreveu livro sobre luto do marido é condenada por matá-lo

    Autora que escreveu livro sobre luto do marido é condenada por matá-lo

    Escritora infantil Kouri Richins foi considerada culpada pelo assassinato do marido nos Estados Unidos. Após a morte, ela lançou um livro sobre luto para crianças. A Justiça apontou motivação financeira e tentativa de obter seguro de vida

    A escritora infantil Kouri Richins foi considerada culpada nesta segunda-feira pelo assassinato do marido, Eric Richins, ocorrido em 4 de março de 2022, nos Estados Unidos. De acordo com a decisão do júri, o crime foi motivado por interesses financeiros, incluindo o recebimento do seguro de vida, além do desejo de iniciar uma nova vida com um amante.

    Após cerca de três semanas de julgamento, os jurados levaram apenas três horas para chegar ao veredito. As investigações apontaram que Eric morreu após ingerir uma bebida adulterada com uma dose letal de fentanil, substância altamente potente.

    O caso chamou atenção internacional também pelo comportamento da autora após a morte do marido. Meses depois do crime, Kouri lançou o livro infantil “Are You With Me?”, no qual aborda o luto sob a perspectiva de crianças que perdem um dos pais, obra inspirada, segundo ela, na experiência dos próprios filhos.

    Durante o processo, a promotoria apresentou evidências de que a escritora já havia tentado envenenar o marido anteriormente, no Dia dos Namorados daquele mesmo ano, ao adulterar um alimento. A tentativa não teve sucesso, mas reforçou a tese de premeditação.

    Além do homicídio qualificado, Kouri foi condenada por tentativa de homicídio, fraude de seguro e falsificação. Segundo os promotores, ela enfrentava sérios problemas financeiros, com dívidas que ultrapassavam 4 milhões de dólares relacionadas a negócios imobiliários.

    A acusação sustentou que a ré planejou o crime para acessar o dinheiro do seguro de vida do marido e resolver suas pendências financeiras, além de viabilizar uma nova vida ao lado de outra pessoa.

    Durante o julgamento, a promotoria descreveu Kouri como alguém que mantinha uma imagem pública de sucesso, mas que, na realidade, enfrentava dificuldades financeiras significativas.

    O casal vivia com os três filhos na cidade de Kamas, em Utah, região próxima a Park City. Segundo a investigação, Kouri considerava o divórcio, mas não queria abrir mão dos recursos financeiros do marido, o que teria contribuído para a motivação do crime.

     

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