Categoria: MUNDO

  • Japão e Coreia do Sul evitam apoiar envio de navios ao Estreito de Ormuz

    Japão e Coreia do Sul evitam apoiar envio de navios ao Estreito de Ormuz

    Após pedido dos Estados Unidos, países destacam importância da segurança na região, mas mantêm cautela e não confirmam participação em eventual operação militar em meio às tensões no Oriente Médio

    Em conversas realizadas na noite de segunda-feira com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, os ministros das Relações Exteriores do Japão e da Coreia do Sul, Toshimitsu Motegi e Cho Hyun, destacaram a importância de garantir a navegação segura no Estreito de Ormuz, ponto estratégico onde as tensões já afetam o fornecimento global de combustível. Apesar disso, não deixaram clara a posição de seus países sobre o apoio solicitado por Washington.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um apelo no domingo e reforçou na segunda-feira para que diversos países, incluindo aliados da Otan e grandes importadores de petróleo como a China, enviem navios militares para a região. O objetivo é assegurar a circulação pelo estreito, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

    Trump também pediu diretamente a Japão e Coreia do Sul que contribuam para manter a rota aberta, lembrando que os Estados Unidos mantêm tropas nos dois países e que ambos dependem fortemente do petróleo do Oriente Médio.

    Antes disso, o governo japonês afirmou que não recebeu um pedido formal para enviar navios militares, mas já indicou que não pretende realizar uma operação de segurança marítima. A declaração foi feita pelo ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi, no Parlamento.

    A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, reforçou que uma eventual missão desse tipo seria extremamente complexa do ponto de vista jurídico. Segundo ela, o governo ainda avalia possíveis medidas dentro dos limites legais para proteger embarcações japonesas e suas tripulações.

    O envio de tropas ao exterior é um tema sensível no Japão, que mantém uma postura pacifista desde a Constituição de 1947, que limita a atuação militar fora do território nacional.

    Durante a conversa com Rubio, o chanceler japonês destacou que a segurança no Estreito de Ormuz é vital para a comunidade internacional, especialmente em relação à segurança energética. Ele também condenou ações do Irã, incluindo ataques a instalações civis e energéticas na região do Golfo e ameaças à navegação.

    Já o governo sul-coreano afirmou que está em contato próximo com os Estados Unidos e que tomará uma decisão cautelosa sobre o envio de apoio militar.

    As conversas ocorreram dois dias antes da visita da primeira-ministra japonesa aos Estados Unidos. Motegi e Rubio também concordaram em reforçar a cooperação entre os dois países, destacando a importância da aliança bilateral.

    O chanceler sul-coreano afirmou ainda que a estabilidade no Oriente Médio e a livre navegação no Estreito de Ormuz são essenciais para a economia e a segurança global. Ele também expressou condolências pelas mortes de cidadãos americanos no conflito e agradeceu o apoio dos Estados Unidos na retirada de sul-coreanos da região.
     
     

    Japão e Coreia do Sul evitam apoiar envio de navios ao Estreito de Ormuz

  • Mojtaba Khamenei teria escapado da morte por segundos, revela áudio

    Mojtaba Khamenei teria escapado da morte por segundos, revela áudio

    Gravação obtida pelo The Telegraph indica que líder supremo do Irã deixou o local instantes antes do ataque que matou seu pai, Ali Khamenei, levantando dúvidas sobre seu estado de saúde

    Mojtaba Khamenei, atual líder supremo do Irã, escapou de morrer após o ataque realizado por Estados Unidos e Israel ao complexo do aiatolá em 28 de fevereiro. O pai dele, Ali Khamenei, morreu na ofensiva.

    Segundo um áudio obtido pelo The Telegraph, Mojtaba estava com o pai no momento do ataque e também era alvo da operação. No entanto, ele teria saído de casa poucos minutos antes do impacto dos mísseis, por volta das 9h32 no horário local.

    O relato, atribuído ao chefe de protocolo do gabinete de Ali Khamenei, Mazaher Hosseini, descreve os primeiros momentos após a explosão dentro do complexo. De acordo com ele, Mojtaba sofreu um ferimento leve na perna, enquanto a esposa e o filho morreram no local. O cunhado também teria sido morto de forma violenta.

    No áudio, Hosseini afirma que Mojtaba estava do lado de fora do prédio quando o local foi atingido. A explosão teria alcançado diferentes áreas do complexo, incluindo a residência do líder supremo e espaços utilizados pela família.

    Segundo o relato, o ataque envolveu múltiplos mísseis e teria como objetivo atingir toda a família Khamenei. Outras residências dentro do complexo também foram atingidas, mas alguns familiares conseguiram escapar sem ferimentos graves.

    Desde então, nenhum dos irmãos de Mojtaba apareceu publicamente ou comentou sua nomeação como líder supremo.

    O ataque também matou o chefe do gabinete militar de Khamenei, Mohammad Shirazi, considerado peça-chave na ligação entre o comando militar e o líder do país. De acordo com o relato, o corpo dele ficou extremamente mutilado após a explosão.

    As informações surgem em meio a dúvidas sobre o estado de saúde de Mojtaba Khamenei. Desde o ataque, circularam versões de que ele teria morrido, entrado em coma, sofrido amputações ou ficado gravemente desfigurado.

    Nos últimos dias, surgiram relatos de que Mojtaba teria sido levado para Moscou, onde teria passado por uma cirurgia em uma estrutura ligada ao governo de Vladimir Putin. Segundo o jornal kuwaitiano Al-Jarida, o procedimento teria sido bem-sucedido, embora não haja confirmação oficial.

    De acordo com uma fonte citada pelo veículo, a transferência teria ocorrido em um avião militar russo após recomendação direta de Putin, diante da gravidade dos ferimentos.

    Paralelamente, documentos da inteligência americana indicam que Ali Khamenei não apoiava a ascensão do filho ao poder, por considerá-lo despreparado para o cargo. Fontes iranianas também afirmam que a escolha de Mojtaba não refletia a vontade do antigo líder.

    Apesar disso, ele acabou assumindo a liderança em meio à crise, enquanto persistem dúvidas sobre sua condição de saúde e capacidade de governar.

    Mojtaba Khamenei teria escapado da morte por segundos, revela áudio

  • Trump teria exigido saída de presidente cubano para avançar negociações

    Trump teria exigido saída de presidente cubano para avançar negociações

    Governo Trump pressiona por mudanças políticas e econômicas na ilha, incluindo reformas estruturais, afastamento de aliados do regime e liberação de presos, enquanto Havana evita comentar as exigências

    A administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria sinalizado ao governo de Cuba que a continuidade das negociações entre os dois países dependeria do afastamento do presidente Miguel Díaz-Canel, segundo informações publicadas pelo The New York Times.

    De acordo com a reportagem, baseada em fontes familiarizadas com as conversas diplomáticas, a proposta dos Estados Unidos inclui a saída de Díaz-Canel como condição para avançar em acordos mais amplos. O país é governado por um regime comunista há mais de seis décadas.

    As mesmas fontes indicam que, até o momento, Washington não estaria buscando mudanças diretas envolvendo membros da família Castro, que ainda exercem influência política no país.

    Segundo integrantes da administração americana, a substituição do atual presidente poderia abrir caminho para reformas econômicas e estruturais em Cuba, consideradas pouco prováveis sob a liderança de Díaz-Canel.

    Ainda de acordo com o jornal, caso o governo cubano aceite essa possibilidade, o movimento representaria uma das mudanças políticas mais significativas no contexto das negociações entre os dois países.

    Uma das fontes ouvidas afirmou que a saída do presidente cubano também teria valor simbólico para Trump, que poderia apresentar o gesto como uma vitória política diante de um governo historicamente adversário dos Estados Unidos.

    Negociadores americanos também defendem o afastamento de figuras antigas do regime, associadas às diretrizes de Fidel Castro, além da liberação de presos políticos como parte das exigências.

    Segundo autoridades dos Estados Unidos, o objetivo das negociações é promover uma abertura gradual da economia cubana para empresas e investidores americanos.

    O governo de Cuba, por sua vez, não comentou oficialmente as informações.

    Ainda segundo o New York Times, a posição americana não foi apresentada como um ultimato, mas como uma proposta que poderia facilitar avanços nas negociações. Representantes cubanos envolvidos nas conversas teriam reconhecido dificuldades na atual gestão, mas ressaltaram a necessidade de conduzir qualquer mudança sem aparentar interferência direta da Casa Branca.

    Do lado americano, a sinalização é de que um acordo não será fechado enquanto Díaz-Canel permanecer no poder.

    Como forma de pressão, o governo Trump teria adotado medidas como o bloqueio de importações de petróleo estrangeiro para Cuba.

    Nesta segunda-feira, o país também enfrentou um apagão que deixou grande parte do território sem energia elétrica.

    Miguel Díaz-Canel, de 65 anos, está na presidência desde 2018 e ainda tem cerca de dois anos de mandato. Ele também ocupa a liderança do Partido Comunista.

    O atual presidente é o primeiro governante cubano em décadas que não pertence à família Castro, que esteve no poder desde a Revolução de 1959.

    Durante seu governo, Cuba registrou os maiores protestos recentes da população, em julho de 2021.
     

    Trump teria exigido saída de presidente cubano para avançar negociações

  • Países recusam ajuda a Trump no estreito de Hormuz, e Irã ataca oleoduto

    Países recusam ajuda a Trump no estreito de Hormuz, e Irã ataca oleoduto

    Aliados europeus e Austrália negam envio de navios de guerra para garantir trânsito de petróleo; Japão e Coreia avaliam; presidente diz que há interessados em agir, mas se queixa dos outros; primeiro petroleiro não iraniano atravessou a região

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O misto de apelo e ameaça feito por Donald Trump para que outros países enviem navios de guerra para escoltar petroleiros pelo estreito de Hormuz, na prática controlado hoje pelo Irã, por ora não surtiu muito efeito.

    Nesta segunda-feira (16), os governos do Reino Unido, Alemanha, Itália, Grécia e Austrália rejeitaram a ideia, enquanto Japão, Coreia do Sul e Holanda disseram estar avaliando se enviarão navios, mas tendem a não fazer nada. Outros europeus, como a Espanha, já descartaram operações militares.

    “Alguns [países] estão muito entusiasmados com isso, outros não. Alguns são países que ajudamos há muitos e muitos anos. Nós os protegemos de fontes externas terríveis, e eles não se mostraram tão entusiasmados. E o nível de entusiasmo importa para mim”, disse Trump na Casa Branca.

    Como é usual, o presidente não listou os interessados. Ele se queixou dos britânicos, com quem vem se estranhando há tempos: “Estou bastante surpreso com o Reino Unido. Não estou feliz”. Antes, em Londres, o premiê Keir Starmer disse que seu país “não se deixará arrastar para uma guerra mais ampla no Oriente Médio”.

    Trump ainda disse acreditar que a França irá ajudar de alguma forma, citando uma conversa com o presidente Emmanuel Macron, embora Paris tenha até aqui criticado a guerra e dito que não enviaria navios a Hormuz.

    No sábado (14), o republicano havia feito um pedido na sua rede social Truth, dizendo que seria do interesse de países como “China, França, Japão, Coreia do Sul e outros” manter o estreito por onde passam cerca de um quinto da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito aberto.

    Com a guerra iniciada há pouco mais de duas semanas pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã, o maior sucesso até agora da teocracia, além de se manter no controle do país, foi o de criar caos no comércio de petróleo global, obrigando o acesso a reservas de emergência de diversos países.

    A estratégia é contar com que o mundo pressione pelo fim da guerra em nome da estabilidade econômica, mantendo o regime islâmico em pé. Com a extensa campanha aérea contra o Irã em curso, contudo, o sucesso é incerto.

    Sem obter resposta ao longo do fim de semana, Trump passou ao campo da ameaça em uma entrevista ao jornal britânico Financial Times no domingo (15). Nela, disse que a falta de apoio europeu “será muito ruim para o futuro da Otan”.

    Os EUA lideram a aliança militar criada em 1949 para conter Moscou, que tem também o Canadá e 30 membros europeus. Desde seu primeiro mandato, de 2017 a 2021, Trump se dedica a pressionar os aliados, a quem considera frágeis e dependentes em excesso de Washington.

    Ele já havia passado a conta do apoio à Ucrânia contra a invasão russa para os europeus no ano passado, suspendendo completamente o envio de dinheiro e armas para Kiev -a ajuda que chegou foi por meio de um esquema em que a Otan compra equipamento de estoques americanos e o repassa aos ucranianos.

    Em resposta à pressão, o premiê alemão, Friedrich Merz, disse por meio de seu porta-voz que “a guerra no Irã não é assunto da Otan”.

    Nesta nova guerra contra o Irã, Trump está sozinho com Binyamin Netanyahu. Diversos países europeus criticaram a ação militar, dizendo que a diplomacia era o melhor caminho para lidar com Teerã.

    Agora, estão pressionados por uma crise global, e viram os EUA relaxarem parcialmente o embargo ao petróleo russo que financia a guerra de Vladimir Putin para evitar uma escalada descontrolada de preços. A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, disse nesta segunda que o bloco não “tem apetite” para agir em Hormuz. “Esta guerra não é da Europa”, afirmou a estoniana.

    Trump também buscou atrair a China, sua rival estratégica e compradora de quase todo o petróleo do Irã, para o jogo. Na sexta (13), atacou a ilha de Kharg, centro de produção da teocracia, mas aparentemente deixou os terminais de embarque intactos. Depois, disse que poderia destruí-los “só por diversão”.

    Na entrevista ao FT, o presidente tentou pressionar os chineses dizendo que poderia adiar a visita prevista no mês que vem a Xi Jinping. Nesta segunda, confirmou o pedido a Pequim, que antes havia dito esperar a manutenção da visita. “Tenho de estar nos EUA”, justificou Trump.

    O Irã também manobra. Primeiro, logo após o início da guerra, disse que o estreito estava fechado e passou a atacar navios e infraestrutura petrolífera dos vizinhos árabes. Recentemente, adotou um discurso de que Hormuz só não é acessível para os EUA, Israel e seus aliados.

    “Do nosso ponto de vista, o estreito está aberto”, disse nesta segunda o chanceler Abbas Araghchi. Como prova de boa vontade, Teerã permitiu sem incidentes o trânsito de um petroleiro paquistanês com óleo dos Emirados Árabes Unidos.

    Segundo o monitor Marine Traffic, o navio Karachi completou o percurso ao longo do domingo, chegando nesta segunda à costa de Omã. A rota que ele fez, passando por entre ilhas iranianas e navegando junto a águas territoriais de Teerã, sugere que o caminho normal possa estar minado.

    Trump afirmou nesta segunda que os EUA destruíram 30 navios que posicionam minas marítimas, mas que não sabe quantas já haviam sido posicionadas. Segundo ele, isso “espanta os donos de navios” da região.

    Por outro lado, os iranianos mantêm a pressão com ataques de mísseis e drones em todo o Oriente Médio, e nesta segunda atingiram o terminal de Fujairah, 1 dos 7 emirados árabes sob a presidência de Abu Dhabi.

    O porto no golfo de Omã tem importância estratégica pois é onde chega o único oleoduto dos Emirados que dribla o estreito de Hormuz, trazendo petróleo dos campos de Habshan, em Abu Dhabi. Embarques de navios foram suspensos.

    Os Emirados são o principal alvo da retaliação iraniana na guerra, sofrendo mais ataques do que Israel. Nesta segunda, o aeroporto de Dubai, em tempos de paz um dos mais movimentados do mundo, foi fechado após um drone de Teerã explodir um tanque de combustível próximo do terminal.

    Países recusam ajuda a Trump no estreito de Hormuz, e Irã ataca oleoduto

  • Investigações contradizem explicações de Javier Milei sobre escândalo com criptomoeda

    Investigações contradizem explicações de Javier Milei sobre escândalo com criptomoeda

    Documentos e ligações sugerem acordo de US$ 5 milhões relacionado ao apoio do presidente a $Libra; por outro lado, chefe de Gabinete diz que governo não comenta ‘versões’; mandatário ignora tema

    BUENOS AIRES, ARGENTINA (CBS NEWS) – Arquivos encontrados no celular de um empresário reacenderam as discussões sobre a participação do presidente argentino Javier Milei no escândalo de promoção do criptoativo $Libra.

    Documentos e registros de ligações que foram divulgados após uma investigação do Ministério Público argentino sugerem um acordo de US$ 5 milhões (R$ 26,3 milhões) relacionado ao apoio de Milei a Hayden Davis, CEO da Kelsier Ventures, empresa responsável pelo lançamento da criptomoeda.

    O dono do celular é o empresário Mauricio Novelli, também envolvido na divulgação do ativo digital no início do ano passado. Na ocasião, Milei divulgou o ativo em sua conta no X (ex-Twitter), apagou o post momentos depois e o valor da criptomoeda colapsou.

    Um memorando no celular de Novelli detalha um suposto acordo que incluía US$ 1,5 milhão (R$ 7,9 milhões) como adiantamento, US$ 1,5 milhão em troca de uma publicação no X de Milei anunciando Davis como conselheiro e mais US$ 2 milhões (R$ 10,5 milhões) após a assinatura do contrato pessoalmente com a irmã de Milei, Karina.

    Nos dias que se seguiram ao escândalo $Libra, Milei disse em entrevistas que não tinha proximidade com os empresários envolvidos e que não conhecia o criptoativo em detalhes, além de afirmar que promoveu o investimento como pessoa física e não como presidente.

    Ao contrário do que o presidente argentino havia dito após o escândalo estourar, o material encontrado durante uma perícia no telefone de Novelli sugere que o apoio de Milei a $Libra estava sendo negociado.

    Questionada, a Presidência da Argentina disse que Milei já forneceu explicações por meio de publicações no X. O chefe de Gabinete, Manuel Adorni, disse que o governo não falaria de “versões, notas ou análises jornalísticas”.

    “Nunca falamos disso. Parte do processo está sendo contestada porque é nula e sem efeito. O sistema judiciário precisa continuar investigando e terminar de esclarecer tudo o que aconteceu”, disse em uma entrevista na TV no domingo (15).

    Pelo documento, Novelli e Davis discutiram a implementação do token de criptomoeda a partir de um hotel de luxo enquanto Milei promovia o lançamento em suas redes sociais.

    No dia 30 de janeiro de 2025, Milei fez uma publicação no X mencionando Davis, destacando a ajuda que estava recebendo sobre tecnologia blockchain e inteligência artificial.

    Em 14 de fevereiro, Milei promoveu a criptomoeda em sua conta no X, afirmando que ela serviria para financiar pequenas e médias empresas argentinas. Horas depois, recuou.

    Traders compraram o criptoativo a preços baixos e o venderam após o apoio do presidente, obtendo grandes lucros, enquanto a maior parte dos investidores perdeu dinheiro quando o valor caiu.

    Dias depois, quando o escândalo estourou, o governo anunciou que abriria uma investigação pelo Escritório Anticorrupção sobre possíveis irregularidades, incluindo ações do próprio presidente. Em maio, no entanto, a unidade de investigação foi fechada. O Congresso argentino também criou uma comissão para investigar o tema, ainda com poucos avanços.

    As anotações no celular de Novelli também sugerem que havia planos para uma nova publicação nas redes sociais de Milei, que reforçaria o apoio ao projeto.

    O caso indica que as transações financeiras que sustentavam o esquema de $Libra estavam sendo planejadas há meses, com registros de encontros entre Novelli, Davis e o presidente, bem como transferências financeiras para contas vinculadas.

    O escândalo continua a ser investigado na Argentina e nos Estados Unidos, enquanto os detalhes emergem.

    As acusações giram em torno da fraude conhecida como “rug pull”, na qual se cria uma criptomoeda e se infla o seu valor com investimentos e divulgações de peso nas redes (como a de Milei) para logo retirar todo o dinheiro, com a consequência de que milhares de investidores menores perdem seus aportes.

    Sem mencionar o caso $Libra ou uma outra controvérsia, em torno das viagens da mulher de Adorni que teriam sido pagas pelos argentinos, Milei discursou por cerca de 90 minutos em Córdoba nesta segunda-feira (16), onde focou seu discurso na defesa da gestão econômica.

    Investigações contradizem explicações de Javier Milei sobre escândalo com criptomoeda

  • Trump diz acreditar que 'terá a honra' de tomar Cuba

    Trump diz acreditar que 'terá a honra' de tomar Cuba

    Desde janeiro, o governo de Donald Trump impôs um embargo energético a ilha; Cuba confirmou na sexta-feira (13) que está em negociações com os Estados Unidos

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou hoje acreditar que terá “a honra” de tomar Cuba.

    “Eu acredito que terei a honra de tomar Cuba. Isso é uma grande honra. (…) Tomar Cuba de alguma forma, sim, tomar Cuba. Quer dizer, seja libertando-a, tomando-a, acho que posso fazer o que quiser com ela”, disse Donald Trump.

    Mesmo pressionado, o republicano não compartilhou detalhes de como poderia ser uma suposta operação militar contra o país.

    Acordo com Cuba

    Ontem, o norte-americano declarou que Cuba quer chegar a um acordo com os EUA, o qual, segundo ele, será alcançado “muito em breve”. “Cuba também quer fechar um acordo, e acho que muito em breve chegaremos a um acordo ou faremos o que for necessário”, disse o presidente americano a repórteres a bordo do Air Force One.

    “Estamos em negociações com Cuba”, acrescentou. Ele enfatizou que “irá lidar com o Irã antes de Cuba”. Um ataque conjunto entre Israel e os EUA matou o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, em 28 de fevereiro. “Acho que algo vai acontecer em Cuba muito em breve”, afirmou.

    Cuba confirmou na sexta-feira (13) que está em negociações com os Estados Unidos. A ilha disse ter liberto presos políticos como parte de um acordo com o Vaticano, mediador de longa data entre esses dois inimigos ideológicos.

    Trump tem feito declarações cada vez mais ofensivas contra Cuba. Desde meados de janeiro, o republicano afirmava que negociações estavam em andamento com altos funcionários da ilha, mas Havana havia negado esses contatos até então.

    Desde janeiro, Washington impôs um embargo energético a Cuba. Os EUA invocam a “ameaça excepcional” que esta ilha, localizada a apenas 150 quilômetros da costa da Flórida, representa para a segurança nacional dos EUA.

    A rede elétrica nacional de Cuba entrou em colapso novamente hoje, deixando cerca de 10 milhões de pessoas sem energia. A UNE, operadora da rede do país, informou afirmou nas redes sociais que está investigando as causas do apagão. “Não foram relatadas avarias em nenhuma das unidades térmicas que estavam em operação no momento da desconexão do SEN”, diz publicação.

    Na última semana, Trump declarou que Cuba estava em “sérios apuros”. Ele ressaltou que os EUA poderiam ou não fazer parte de uma “tomada amigável” do país. “Eles estão, como se diz, à beira do colapso”, informou a CNN Internacional.

    Já no dia 5 de março, o republicano afirmou que uma operação contra o território cubano é “uma questão de tempo”. “Queremos terminar com esse [conflito] primeiro”, afirmou, se referindo à guerra com o Irã. A fala foi dita pelo republicano durante discurso para receber o time de futebol Inter Miami, campeão da Major League Soccer.

    Trump diz acreditar que 'terá a honra' de tomar Cuba

  • Sob bloqueio dos EUA, Cuba sofre falha total da rede elétrica e fica no escuro

    Sob bloqueio dos EUA, Cuba sofre falha total da rede elétrica e fica no escuro

    Ilha vive grave desabastecimento energético e tumultos em meio à crise, que piora desde janeiro; movimentos agressivos da diplomacia de Washington colocam Havana sob apreensão de possível ação americana

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O operador estatal de energia elétrica de Cuba afirmou que a rede de energia do país colapsou nesta segunda-feira (16), deixando todos os cerca de 10 milhões de habitantes da ilha sem luz. O país vive atualmente um bloqueio imposto pelos Estados Unidos sobre o petróleo, fundamental para a sobrevivência do setor energético da ilha.

    O bloqueio já dura cerca de três meses, aprofundado pela captura do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, no início de janeiro. Caracas, agora liderado por Delcy Rodríguez sob a tutela de Washington, era o principal fiador energético da Havana.

    A ilha já vivia sob apagões constantes há anos, o que se aprofundou já no ano passado.

    No sábado (14), manifestantes críticos ao regime atacaram um escritório do Partido Comunista no centro de Cuba, informou um jornal estatal, em uma rara explosão de dissidência pública provocada pelos apagões.

    O regime cubano tem conversado com a Casa Branca desde então, conforme admitiu o líder Miguel Díaz-Canel, em anúncio televisionado na última sexta-feira (13).

    O contato não é inédito. Embora antagonistas, os dois países já passaram por outros momentos de negociação desde que a Revolução Cubana tirou do poder o ditador Fulgencio Batista, aliado dos EUA, em 1959. De lá para cá, ao menos 13 presidentes americanos tentaram, sem sucesso, alterar o status quo da ilha, combinando pressões estratégicas e cálculos domésticos.

    Em nenhum momento, porém, os ventos pareceram tão favoráveis a Washington, que coloca a ilha como próximo alvo de movimentos agressivos da diplomacia do segundo mandato de Trump que refletem sua “Doutrina Donroe” de intervenções no Hemisfério Ocidental.

    Sob bloqueio dos EUA, Cuba sofre falha total da rede elétrica e fica no escuro

  • Chefe de gabinete da Casa Branca recebe diagnóstico de câncer de mama

    Chefe de gabinete da Casa Branca recebe diagnóstico de câncer de mama

    Susie Wiles recebeu um diagnóstico de câncer de mama e afirmou que detectou o câncer de forma precoce e que está “encorajada por um prognóstico positivo”; Trump comentou sobre a saúde da funcionária

    WASHINGTON, EUA (CBS NEWS) – A chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, recebeu um diagnóstico de câncer de mama. A informação foi divulgada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelas redes sociais e durante um evento ao lado de Wiles, no início da tarde desta segunda-feira (16).

    Wiles, conhecida como “dama de gelo”, já teria iniciado um tratamento e não deve sair do cargo. Em um depoimento encaminhado ao jornal The New York Times, ela afirma que detectou o câncer de forma precoce e que está “encorajada por um prognóstico positivo” e agradeceu a Trump.

    “Sou profundamente grata pelo apoio e incentivo do presidente Trump enquanto passo pelo tratamento e continuo desempenhando as funções de meu cargo atual”.

    Trump afirma que “durante o período do tratamento, ela passará praticamente todo o tempo na Casa Branca, o que me deixa, como presidente, muito feliz”.

    “Sua força e compromisso em continuar fazendo tão bem o trabalho que ama enquanto passa pelo tratamento dizem tudo o que você precisa saber sobre ela”, prosseguiu o presidente. “Em breve ela estará melhor do que nunca.”

    O cargo de Wiles faz dela a pessoa mais poderosa do governo depois do próprio presidente, e uma das mais próximas a ele. Chefe de gabinete, ela é a primeira mulher a exercer a função e foi descrita como peça chave durante a campanha de 2024, que levou Trump de volta a Casa Branca.

    Trump falou durante um evento com o conselho do Trump Kennedy Center sobre a saúde de Wiles e ela, que estava presente, agradeceu ao presidente. “Ela vai cuidar disso ao invés de esperar. Eu disse ‘faça imediatamente’ porque esse tipo de elemento, a única coisa que eu sei, é que quanto mais rápido [o tratamento], melhor.”

    Chefe de gabinete da Casa Branca recebe diagnóstico de câncer de mama

  • Irã divulga nova carta de líder; Trump ironiza que Mojtaba ainda não falou

    Irã divulga nova carta de líder; Trump ironiza que Mojtaba ainda não falou

    Novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, divulga carta sobre continuidade no governo em meio a dúvidas sobre sua saúde após ataques; autoridades iranianas confirmaram que o novo líder se feriu em ataque

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Em meio a especulações sobre o real estado de saúde do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, o governo iraniano divulgou hoje uma nova carta assinada pelo aiatolá.

    Anúncio assinado por Mojtaba diz que funcionários da República Islâmica nomeados por Ali Khamenei serão mantidos em suas funções. O último líder supremo do Irã foi morto em um ataque coordenado entre os Estados Unidos e Israel no fim de fevereiro. Dias depois, em 8 de março, Mojtaba foi nomeado sucessor do pai.

    “Após consultas de alguns gestores e funcionários das instituições que foram nomeados diretamente pelo Líder Mártir (Ali Khamenei ), anuncio que nenhum deles precisa renovar suas nomeações neste momento e que devem continuar trabalhando com base nas medidas e políticas que receberam durante sua vida”, disse carta assinada por Mojtaba Khamenei.

    Autoridades iranianas confirmaram que o novo líder se feriu no primeiro ataque dos EUA e Israel ao país. O filho do presidente iraniano, Yousef Pezeshkian, disse em sua conta no Telegram que Mojtaba está “são e salvo”. Por outro lado, o governo Donald Trump chegou a afirmar que Mojtaba está “desfigurado”, com diversas fraturas.

    A ausência de imagens e discursos do novo líder supremo alimenta especulações sobre seu real estado de saúde, o que tem sido ironizado por Trump. Hoje, o presidente norte-americano especulou novamente sobre a situação de Mojtaba.

    Muita gente diz que ele está gravemente desfigurado. Dizem que ele perdeu a perna, (…) outros dizem que ele morreu. Ninguém diz que ele está 100% saudável, e ele não se pronunciou (…) Donald Trump, durante coletiva de imprensa

    Irã divulga nova carta de líder; Trump ironiza que Mojtaba ainda não falou

  • Trump começou uma guerra "porque é divertido", diz ministro iraniano

    Trump começou uma guerra "porque é divertido", diz ministro iraniano

    O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano disse que o Irã está pronto para se defender enquanto for preciso, destacando que já várias pessoas morreram porque o presidente dos Estados Unidos quis começar uma guerra “porque é divertido”

    O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, apontou o dedo ao presidente dos Estados Unidos, dizendo que Donald Trump decidiu atacar o Irã “porque é divertido” e o acusou de começar uma “guerra ilegal”. 

    “Estamos prontos para nos defender durante o tempo necessário. Há pessoas mortas simplesmente porque o presidente Trump quer se divertir. Eles estão afundando navios e atacando lugares diferente porque é divertido”, disse o ministro durante uma entrevista ao programa “Face the Nation”.

    Estes comentários surgem em um momento em que o conflito no Oriente Médio tem vindo a ganhar novos contornos, uma vez que Donald Trump já afirmou que a guerra poderá prolongar-se mais do que inicialmente estava previsto. 

    Vale lembrar que, em uma recente entrevista à Fox News Radio, o presidente norte-americano disse que saberá quando a guerra estiver perto do fim, notando que reconhecerá esse momento “quando o sentir na pele”. 

    O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano foi ainda pressionado para responder sobre os ataques do Irã a outros países do Médio Oriente, tendo defendido as ações do seu país e alegando que Teerã está apenas atacando as bases militares norte-americanas.

    “O nosso alvo são apenas os nativos americanos, instalações americanas, bases militares americanas. Eles estão usando o nosso território para nos atacar. Eles usam o território dos Emirados Árabes Unidos para nos atacar”, disse.

    Vale lembrar que os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irã, tendo matado durante a ofensiva o ex-líder supremo Ali Khamenei, no cargo desde 1989.

    O Irã fechou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região.

    Trump começou uma guerra "porque é divertido", diz ministro iraniano