Categoria: MUNDO

  • Em telefonema, Lula e Macron conversam sobre Conselho da Paz de Trump

    Em telefonema, Lula e Macron conversam sobre Conselho da Paz de Trump

    Presidentes também discutiram o acordo comercial Mecosul-UE

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da França, Emmanuel Macron, conversaram na manhã desta terça-feira (27) sobre a proposta do Conselho da Paz. O colegiado foi idealizado, criado e é presidido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump para, segundo ele, pacificar e reconstruir a Faixa de Gaza.

     
    No telefonema, que durou cerca de 1 hora, Lula e Macron defenderam o fortalecimento da Organização das Nações Unidas (ONU) e concordaram que iniciativas em matéria de paz e segurança devem estar alinhadas aos mandatos do Conselho de Segurança e aos princípios e propósitos da Carta da ONU. O teor da conversa entre os presidentes foi divulgado pelo Palácio do Planalto.

    Lula foi um dos líderes convidados a ocupar um assento no conselho, mas ainda não respondeu ao convite. Na semana passada, em um evento em Salvador, ele chegou a 

    criticar a proposta de criação do Conselho da Paz, afirmando que Trump quer criar uma nova ONU para ser o dono. A França também foi convidada, mas já negou o convite.  Na últimas semanas, Lula tem feito e recebido ligações de importantes líderes mundiais, entre eles o presidente da China, Xi Jinping; da Rússia, Vladimir Putin; da Turquia, Recep Tayyip Erdogan; da Colômbia, Gustavo Petro; o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi; da Espanha, Pedro Sánchez; do Canadá, Mark Carney; e a presidenta do México, Claudia Sheinbaum.

    Nesta segunda-feira (26), Lula conversou, inclusive, com o presidente Trump. Ele sugeriu que o Conselho da Paz incluísse um assento para a Palestina e se limitasse a discutir as questões relacionadas à Faixa de Gaza. Também ficou combinada uma visita de Lula aos Estados Unidos, ainda este ano, em data a ser definida.

    Venezuela
    No telefonema, Lula e Macron também trocaram impressões relacionadas à Venezuela. Segundo o Planalto, ambos condenaram o uso da força em violação ao direito internacional e concordaram sobre a importância da paz e da estabilidade na América do Sul e no mundo.

    No dia 3 de janeiro, os Estados Unidos bombardearam a Venezuela e sequestraram o presidente do país, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores. Os dois foram levados para os Estados Unidos e a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodriguez, assumiu o comando do país interinamente.

    Acordo Mercosul-EU
    Ainda, os líderes de Brasil e França trataram sobre o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. Lula reafirmou sua visão de que a parceria é positiva para os dois blocos e “constitui uma importante contribuição para a defesa do multilateralismo e do comércio baseado em regras”.

    O acordo foi assinado no dia 17 de janeiro deste ano, após 26 anos de negociação. Entretanto, no dia 21, o Parlamento Europeu decidiu pedir ao Tribunal de Justiça da União Europeia uma avaliação jurídica sobre a parceria comercial com os sul-americanos. Na prática, a medida paralisa o processo de implementação do acordo; o tribunal costuma demorar cerca de dois anos para emitir um parecer.

    A França é um dos países que se opõem à ratificação sob o argumento de que o acordo ameaça a agricultura local ao criar “concorrências desleal” com as importações mais baratas do Mercosul.

    Por fim, o presidente Lula e o presidente Macron trataram sobre a agenda bilateral e se comprometeram a finalizar negociações em curso, para assinatura de acordos ainda no primeiro semestre de 2026. Segundo Planalto, os dois mantêm diálogo frequente sobre a cooperação entre os dois países, em especial nos temas de defesa, ciência e tecnologia e energia.

    Em telefonema, Lula e Macron conversam sobre Conselho da Paz de Trump

  • Volta de Trump acelera o Relógio do Juízo Final

    Volta de Trump acelera o Relógio do Juízo Final

    Mundo agora está a 85 segundos do apocalipse, mostra o indicador simbólico criado por cientistas nos EUA em 1947; comitê vê piora em todas as áreas consideradas para determinar a hora, do confronto nuclear à desinformação, passando pela mudança climática

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O ano do turbulento retorno de Donald Trump à Casa Branca viu os ponteiros do Relógio do Juízo Final, que já estavam no pior nível de sua história, se aproximarem ainda mais da meia-noite que simboliza o fim do mundo como o conhecemos.

    Na sua edição 2026, lançada pela ONG americana Boletim dos Cientistas Atômicos nesta terça-feira (27), os ponteiros foram de 89 para 85 segundos antes da fatídica hora. Desde 1947, um comitê de especialistas analisa aspectos da segurança global para determinar o quão perto do apocalipse o planeta está.

    “O Relógio é uma metáfora, mas também um chamado à ação”, disse a presidente do Boletim, Alexandra Bell. “Não houve avanços suficientes, e tivemos de mover o Relógio”, afirmou no evento de lançamento do instrumento.

    Os especialistas que elaboram o Relógio criticaram diversos aspectos da administração Trump, mas também citam o comportamento agressivo de potências como a Rússia e a China, exortando os líderes dos três países a mudarem de atitude apesar “de suas tendências autocráticas”.

    “Obviamente, os atos dessa administração [dos EUA] ajudaram a mover o Relógio. O presidente está destruindo 50 anos de controle de armas nucleares, atacando instrumentos para conter a crise climática, atacando a academia. Mas o Relógio vai além, é global”, disse Bell.

    Apesar de o republicano dizer que acabou com sete guerras, algo longe da realidade, e de ter pleiteado o Nobel da Paz, o mundo ficou mais instável em seu segundo mandato, marcado por voluntarismo e intervencionismo extremos.

    Se a guerra na Faixa de Gaza acabou com o território em ruínas, ele bombardeou o programa nuclear do Irã e ameaça repetir a dose de forma mais ampla. Um dos poucos acertos genuínos, um acordo entre os beligerantes Azerbaijão e Armênia, contrasta no espaço ex-soviético com o fracasso em acabar rapidamente com o conflito na Ucrânia.

    No mais, Trump minou o sistema multilateral em que o mundo no qual o Relógio nasceu se baseava. Retirou-se de dezenas de organismos internacionais, boa parte dele da cada dia mais obsoleta ONU, e atacou diretamente aliados na Europa -a ponto de ameaçar tomar à força a Groenlândia da Dinamarca.

    Por fim, elaborou uma Estratégia de Segurança Nacional, agora amparada pela regulamentação proposta pelo Departamento de Defesa, que ele chama de pasta da Guerra. O texto prevê a recriação de zona de influência explícita na América Latina, como Nicolás Maduro descobriu na madrugada do dia 3 deste mês.

    Não apenas isso. “Essa administração cortou fundos para usarmos a inteligência artificial de forma a nos proteger”, disse Asha George, uma das 16 pessoas que elaboraram o Relógio deste ano. Convidada a falar no lançamento, a jornalista filipina Maria Ressa, Nobel da Paz em 2021, enfatizou o risco do “apocalipse informativo” em curso.

    O planeta continuou em convulsão, com os 36 conflitos ativos registrados pelo londrino Instituto Internacional de Estudos Estratégicos.

    Israel guerreou em Gaza, no Líbano e no Iêmen, e protagonizou uma troca violenta de ataques com o Irã. Os embates africanos seguem intensos, os rivais nucleares Índia e Paquistão lutaram brevemente e a tensão segue alta na península coreana. A Europa se remilitariza, o que no passado levou a duas guerras mundiais.

    “Líderes falam abertamente sobre o uso de armas nucleares, Estados armados com elas se enfrentam”, disse Jon Wolfstahl, membro do comitê do Boletim.

    Na semana que vem, salvo alguma mudança de última hora, Trump dará mais argumentos para o painel do Boletim, um ente fundado em 1945 por gente envolvida na aurora da Era Atômica: Albert Einstein e J. Robert Oppenheimer à frente.

    “Pela primeira vez em 50 anos, não teremos para evitar uma corrida armamentista sem controle”, disse o especialista Daniel Holz.

    No dia 5 de fevereiro, expira o Novo Start, o último tratado de controle de armas nucleares vigente entre Washington e Moscou, donas de 90% das ogivas atômicas no planeta. Esses armamentos sempre foram o centro das preocupações do Boletim.

    A partir de 2007, a mudança climática passou a integrar o rol oficial de temas que impactam o ponteiro apocalíptico. Nos anos que se seguiram, a disseminação de novos vírus na esteira da pandemia e a ascensão descontrolada da IA (inteligência artificial) também passaram a ser analisados.

    “Em 2025, nós fracassamos em conter as ameaças em todas as áreas”, afirmou Steve Fetter, outro membro do comitê. “O uso de inteligência artificial para espalhar desinformação é adotado até pelo presidente Trump”, disse.

    Os eventos analisados são aqueles ocorridos no ano anterior à mudança do Relógio. Assim, os 90 segundos de 2023 diziam respeito ao choque da invasão russa da Ucrânia, ocorrida em 24 de fevereiro de 2022.

    O mundo nunca foi tão perigoso, na análise do prestigioso Boletim. Antes da fase atual, o mais próximo do fim simbólico que o Relógio havia apontado foram dois minutos para a meia-noite em 1953, durante tensões na Europa e com a Guerra da Coreia em curso.

    Já a crise mais conhecida da Guerra Fria, a dos mísseis soviéticos em Cuba de 1962, colocou os ponteiros a 12 minutos do fim, um dos mais seguros níveis, porque o Boletim entendeu que ela fez as então superpotências melhorarem seu grau de comunicação.

    Em 1991, com o fim da União Soviética à vista, o Relógio marcou seu horário mais confortável: 17 minutos para a meia-noite.

    Para começar a voltar àquela situação, o Boletim fez quatro sugestões imediatas: retomada do controle de amas nucleares, cooperação internacional para evitar que a IA seja usada para criar riscos biológicos, a derrubada pelo Congresso da guerra de Trump contra energia renovável e um acordo entre EUA, Rússia e China para regular o emprego da IA no comando de arsenais atômicos.

    “Nossa trajetória atual é insustentável”, sumariza o relatório explicativo do Boletim.

    Volta de Trump acelera o Relógio do Juízo Final

  • Lula pede a Trump reforço conjunto no "combate ao crime organizado"

    Lula pede a Trump reforço conjunto no "combate ao crime organizado"

    O presidente Lula pediu nesta segunda-feira (26) ao homólogo norte-americano, Donald Trump, o “fortalecimento da cooperação no combate ao crime organizado”

    Durante uma conversa telefônica que durou cerca de 50 minutos, Lula reiterou a proposta, encaminhada ao Departamento de Estado em dezembro, de fortalecimento da cooperação no combate ao crime organizado.

    O chefe de Estado brasileiro “manifestou interesse em estreitar a parceria na repressão à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas, bem como no congelamento de ativos de grupos criminosos e no intercâmbio de dados sobre transações financeiras”.

    De acordo com o Palácio do Planalto, “a proposta foi bem recebida pelo Presidente norte-americano”.

    Em dezembro, os dois líderes já tinham abordado este tema, com Lula dizendo que era “urgente” o reforço da cooperação entre os dois países contra o crime organizado.

    Dias depois dessa conversa, o Governo brasileiro identificou mais de uma dezena de fundos norte-americanos que lavam dinheiro do crime organizado do Brasil.

    De acordo com o governo brasileiro, cerca de 15 fundos no estado norte-americano de Delaware servem para “lavar dinheiro do crime organizado do Brasil e remeter esse dinheiro para o Brasil, ‘limpo’, como investimento direto estrangeiro para aquisição de empresas brasileiras, de ativos brasileiros, propriedades brasileiras”.

    Na conversa, para além de terem abordado temas globais como Gaza e Venezuela, os dois chefes de Estado “trocaram informações sobre indicadores econômicos dos dois países, que apontam boas perspectivas para as duas economias.

    “Ambos saudaram o bom relacionamento construído nos últimos meses, que resultou no levantamento de parte significativa das tarifas aplicadas a produtos brasileiros”, frisou o Governo brasileiro, acrescentando ainda que ambos “acordaram a realização de uma visita do Presidente, Lula [da Silva] a Washington após a viagem do brasileiro à Índia e à Coreia do Sul em fevereiro, em data a ser fixada em breve”.

    Lula pede a Trump reforço conjunto no "combate ao crime organizado"

  • Bebê é arremessado de carro em movimento; vídeo viralizar e mãe é presa

    Bebê é arremessado de carro em movimento; vídeo viralizar e mãe é presa

    Incidente aconteceu em um movimentado cruzamento da Califórnia, nos Estados Unidos. Vídeo se tornou viral e levou a polícia a investigar o caso e quem seria o motorista

    Uma mãe foi presa, na Califórnia, nos Estados Unidos, depois de o seu filho bebê ter sido arremessado de um carro em andamento. O momento ficou registrado em vídeo e acabou viralizando nas redes sociais.

    Jacqueline Hernandez, de 35 anos, foi detida nesta segunda-feira (26), após o incidente, que aconteceu em um cruzamento movimentado em Fullerton.

    A mulher dirigia um SUV de cor preta, quando ao tentar virar à esquerda no dito cruzamento a porta do passageiro abriu e uma criança, de 19 meses, caiu para a rua.

    Jacqueline freou imediatamente, obrigando a que o carro que seguia atrás travasse repentinamente e embora quase tenha provocado uma colisão, possivelmente teria sido essa freada que impediu que o carro atropelasse a criança, evitando uma tragédia ainda maior.

    O momento – que pode ver no vídeo acima – ficou registrado em imagens que se tornaram virais nas redes sociais e levaram à detenção da mãe da criança. 

     
     
     

     
     
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    Segundo relata a polícia local, eles tiveram conhecimento do vídeo que estava circulando na internet e iniciaram as diligências necessárias para tentar identificar quem dirigia o carro. No dia 24 de janeiro, uma testemunha deslocou-se à delegacia e concedeu informações relevantes que lhes permitiram chegar à suspeita.

    A polícia deteve a mulher de 35 anos por maus-tratos a uma criança. E o bebê foi transportado para o hospital, com ferimentos coincidentes com uma queda. Mas é esperado que se recupere na totalidade em breve.

    A chefe da polícia de Fullerton, após o sucedido, pediu a todos para usarem cadeiras de bebê para realizarem o transporte de menores, em qualquer distância.

    A polícia refere que o incidente, que se crê que aconteceu a 20 de janeiro entre as 8h00 e a 9h00 da manhã (hora local), ainda está sob investigação.

     

     

    Bebê é arremessado de carro em movimento; vídeo viralizar e mãe é presa

  • Prefeito de Minneapolis anuncia saída de agentes do ICE da cidade

    Prefeito de Minneapolis anuncia saída de agentes do ICE da cidade

    No último sábado (24), os agentes do ICE assassinaram Alex Pretti, cidadão norte-americano, de 37 anos, que trabalhava como enfermeiro em um hospital de veteranos de guerra

    O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, anunciou em uma rede social na noite desta segunda-feira (26) que conversou com o presidente dos EUA Donald Trump, e que parte dos agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) vão deixar a cidade.

    “Conversei com o presidente Trump nesta tarde e mostrei como Minneapolis se beneficia da presença da comunidade de imigrantes e deixei claro que meu maior pedido é que a operação Metro Surge [do ICE] precisa acabar. O presidente concordou que a atual situação não pode continuar.”

    Ainda segundo a publicação de Frey, os agentes federais começam a sair da cidade nesta terça (27).

    “Vou continuar insistindo na saída dos demais policiais envolvidos nesta operação”, escreveu.

     
     
     

     
     
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    Crimes

    Em sua declaração, Frey informou ainda que a cidade de Minneapolis continuará cooperando com o governo federal nas investigações de crimes, mas que não participará de prisões inconstitucionais: “Criminosos violentos devem ser responsabilizados pelos crimes que cometeram, não com base em sua origem”.

    O governador de Minnesota, estado onde fica Minneapolis, Tim Walz, também conversou com Trump nesta segunda-feira (26) e houve um acordo em relação à atuação do ICE no estado.

    No último sábado (24), os agentes do ICE assassinaram Alex Pretti, cidadão norte-americano, de 37 anos, que trabalhava como enfermeiro em um hospital de veteranos de guerra.

    Pretti foi imobilizado por cinco homens da corporação federal e, em seguida, já completamente dominado, foi atingido por dez disparos de arma de fogo feitos por um dos agentes do ICE.

    Há duas semanas, o ICE também matou Renee Good, também cidadã norte-americana. Um agente atirou três vezes e matou Renee dentro de seu carro.

    Troca de comando

    Segundo informações da agência internacional Reuters, Gregory Bovino, uma das principais autoridades da Patrulha de Fronteira dos EUA, deixará de atuar no estado de Minnesota.

    Bovino vinha sendo criticado pelas ações do ICE. Ainda segundo a Reuters, ele será transferido e deve ser substituído por Tom Homan.

    Nas redes sociais, Tricia McLaughlin, porta-voz do Departamento de Segurança Interna dos EUA, negou que Bovino tenha sido dispensado de suas funções.

     

    Prefeito de Minneapolis anuncia saída de agentes do ICE da cidade

  • Primeira-ministra do Japão volta a falar sobre Taiwan e gera reação da China

    Primeira-ministra do Japão volta a falar sobre Taiwan e gera reação da China

    Em entrevista nesta segunda-feira (27), a governante afirmou que a relação entre Tóquio e Washington colapsaria caso seu país fugisse de um possível conflito que envolvesse China, Taiwan e Estados Unidos

    (CBS NEWS) – A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, voltou a falar sobre um possível envolvimento do Japão em caso de incursão militar chinesa em Taiwan, gerando resposta de Pequim após semanas de leve trégua entre os países.

    Em entrevista nesta segunda-feira (27), a governante afirmou que a relação entre Tóquio e Washington colapsaria caso seu país fugisse de um possível conflito que envolvesse China, Taiwan e Estados Unidos.

    Há dois meses, Takaichi afirmou que uma tentativa do regime chinês de submeter Taiwan ao seu domínio por meio da força militar era um exemplo de situação na qual ela poderia acionar as Forças de Autodefesa do Japão. A fala criou um dos maiores conflitos diplomáticos entre Pequim e Tóquio nas últimas décadas.

    Segundo a primeira-ministra, a ação japonesa seria necessária, pois um ataque a navios de guerra americanos usados para romper um bloqueio chinês poderia exigir o envolvimento de Tóquio para defender os EUA, seu aliado e defensor da soberania da ilha.

    Nas novas falas, Takaichi se distanciou parcialmente de comentários que sugerem ação militar. “Quero deixar absolutamente claro que não se trata de o Japão sair por aí tomando medidas militares caso a China e os EUA entrem em conflito”, disse. “Se algo grave acontecer lá, teremos que ir resgatar os cidadãos japoneses e americanos em Taiwan. Nessa situação, pode haver casos em que tomemos medidas conjuntas.”

    As novas falas de Takaichi vão na contramão do que é esperado por Donald Trump em relação à aliança militar entre os países. Trump pressiona seus aliados na região, Japão e Coreia do Sul, para aumentar os gastos com a defesa, comprando tecnologias americanas, e em decorrência do ambiente considerado instável para Washington.

    O aumento dos gastos seria uma forma de apoio em caso de conflito com a China para a defesa de Taiwan e para diminuir a ameaça militar da Coreia do Norte.

    A pacifista Constituição japonesa impede, porém, que o Japão realize ações militares diretas. Mas uma reinterpretação do artigo permite que o país use suas Forças Armadas para defender aliados próximos mediante a autorização do chefe de governo -atualmente, Takaichi.

    Os comentários da governante à TV japonesa geraram reação de Pequim, que instou o Japão a “fazer um exame profundo de consciência, corrigir seus erros e cessar a manipulação e as ações irresponsáveis e imprudentes sobre a questão de Taiwan”.

    “O Japão cometeu inúmeros crimes durante seu domínio colonial sobre Taiwan por mais de 50 anos e carrega sérias responsabilidades históricas perante o povo chinês”, disse Guo Jiakun durante entrevista coletiva no Ministério de Relações Exteriores nesta terça-feira (27). “Seja sob a perspectiva histórica ou jurídica, o lado japonês não está em posição de interferir nos assuntos da região de Taiwan da China.”

    Antes dos novos comentários de Takaichi, Pequim alertou seus cidadãos para que evitem viagens para o Japão durante o feriado do Festival da Primavera, o mais longo do ano, que ocorre em fevereiro. O documento publicado na agência de notícias estatal Xinhua cita “um período de agitação social, com um aumento nos crimes contra cidadãos chineses”, além da possibilidade de novos terremotos.

    Primeira-ministra do Japão volta a falar sobre Taiwan e gera reação da China

  • EUA planejam estabelecer uma base da CIA na Venezuela, diz site

    EUA planejam estabelecer uma base da CIA na Venezuela, diz site

    No domingo (25), Delcy disse que não quer mais ordens dos Estados Unidos. “Chega de ordens de Washington sobre políticos na Venezuela. Que seja a política venezuelana quem resolva nossas divergências e nossos conflitos internos. Chega de potências estrangeiras”, afirmou ela

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Os Estados Unidos planejam estabelecer uma base permanente da CIA, a agência de espionagem americana, na Venezuela, segundo uma reportagem da CNN americana publicada nesta terça-feira (27), que ouviu funcionários familiarizados com o assunto.

    A movimentação ocorre na esteira de uma operação das Forças Armadas dos EUA que capturou o ditador Nicolás Maduro e o levou para Nova York para enfrentar acusações de tráfico de drogas. Desde então, o regime tem sido comandado por Delcy Rodríguez.

    A líder interina foi apoiada pelo governo Donald Trump por ser vista como uma figura capaz de conduzir um processo de estabilização da economia venezuelana. Desde então, houve uma reaproximação entre Washington e Caracas, com negociações para impulsionar a indústria petrolífera do país latino-americano, que detém as maiores reservas de petróleo do mundo, mas cuja infraestrutura está deteriorada.

    Segundo a reportagem da CNN, a CIA deve liderar, por ora, os planos de Trump de exercer influência sobre o futuro do país. Funcionários da agência e do Departamento de Estado têm discutido como será a presença americana no país a curto e a longo prazo.

    Embora o Departamento de Estado deva assumir o papel de principal representante diplomático no futuro, funcionários relataram à CNN que os EUA já querem implementar uma espécie de escritório da CIA.

    O papel da agência é visto como fundamental neste primeiro momento, devido à questão da transição política e do cenário ainda instável, do ponto de vista da segurança, após a queda de Maduro.

    Ou seja, antes da abertura de uma embaixada oficial, que já é avaliada pelo governo, os americanos devem atuar a partir de uma estrutura operacional da CIA, em um modelo semelhante ao adotado pela agência na Ucrânia.

    A estratégia permitiria o início de contatos informais com diferentes membros do regime venezuelano, lideranças da oposição, além de mapear figuras que poderiam representar uma potencial ameaça.

    A CIA não respondeu a um pedido de comentário da CNN.

    Já houve uma aproximação pública neste sentido. No último dia 15, Delcy recebeu o diretor da CIA, John Ratcliffe, em Caracas, marcando a visita oficial mais importante de um funcionário americano desde a captura de Maduro.

    Trump pediu que Ratcliffe transmitisse a mensagem de que os EUA esperam uma relação de trabalho melhorada, segundo um funcionário ouvido pela Reuters na época. Eles discutiram cooperação de inteligência e estabilidade econômica.

    Delcy tem adotado uma postura morde-e-assopra em relação aos EUA. Ela tem variado entre uma retórica de enfrentamento a Washington, voltada para sua base de apoio interna, e um tom mais conciliatório com Trump, direcionado à comunidade internacional.

    No domingo (25), Delcy disse que não quer mais ordens dos Estados Unidos. “Chega de ordens de Washington sobre políticos na Venezuela. Que seja a política venezuelana quem resolva nossas divergências e nossos conflitos internos. Chega de potências estrangeiras”, afirmou ela em uma mensagem a petroleiros no estado de Anzoátegui, no norte do país.

    Delcy era a número dois do regime de Maduro. Desde então, a Venezuela tem aberto canais de diálogo em meio à pressão americana, e a líder foi convidada pelo governo Trump para visitar Washington, embora ainda não haja data para a reunião, segundo a Casa Branca.

    EUA planejam estabelecer uma base da CIA na Venezuela, diz site

  • Menino de 13 anos é morto na Espanha, e confissão levanta dúvidas

    Menino de 13 anos é morto na Espanha, e confissão levanta dúvidas

    Um homem se apresentou à polícia dizendo ter matado o amigo do filho após um suposto surto, mas investigadores apuram versões contraditórias, incluindo a possibilidade de que o próprio adolescente esteja envolvido no crime ocorrido em Sueca, na região de Valência

    Um adolescente de 13 anos foi morto neste fim de semana na cidade de Sueca, na Espanha, em um caso que vem ganhando novos contornos à medida que a investigação avança. A polícia trabalha agora para esclarecer versões contraditórias e hipóteses levantadas desde a confissão inicial.

    A vítima é Álex, de 13 anos, jogador de futebol do clube local Promeses Sueca. Na tarde do crime, depois de disputar uma partida pelo time, por volta das 15h, o garoto foi até a casa de um amigo da mesma idade para jogar videogame e usar o computador.

    Por volta das 18h30 do sábado, dia 24 de janeiro, o pai do amigo de Álex se apresentou espontaneamente a agentes da Guardia Civil, com as mãos sujas de sangue, afirmando ser o autor do homicídio. Antes disso, segundo o jornal El Mundo, ele havia deixado o próprio filho na casa dos avós.

    A confissão fez supor, inicialmente, que o caso teria uma resolução simples. No entanto, as circunstâncias da morte levantaram dúvidas e levaram as autoridades a aprofundar as investigações.

    De acordo com o relato inicial, Álex foi esfaqueado dentro do banheiro da residência. O homem, identificado como Juan Francisco, disse ter cometido o crime em um momento de descontrole. Apesar disso, investigadores analisam com cautela a veracidade dessa versão.

    Descrito por moradores como uma pessoa tranquila e respeitada na comunidade, Juan Francisco não corresponde ao perfil esperado para um crime dessa natureza, o que alimentou especulações de que o próprio filho possa ter se envolvido em uma briga com o amigo. Uma das hipóteses consideradas é que o pai tenha assumido a culpa para proteger o menor, após um possível desentendimento entre os dois adolescentes durante o jogo.

    Uma autópsia foi realizada nesta segunda-feira, mas os resultados ainda não foram divulgados. A polícia apreendeu uma faca que pode ter sido usada no crime e o objeto passa por exames de DNA.

    Álex vestia a camisa número 40 do time infantil de Sueca e era capitão da equipe. A morte do jovem causou grande comoção na cidade. O clube e a comunidade organizaram homenagens no campo de futebol local, e protocolos de apoio psicológico foram acionados na escola onde o adolescente estudava, para atender colegas e amigos.

    A prefeitura decretou dois dias de luto oficial e suspendeu todas as atividades municipais nesse período. A prefeita informou que as duas famílias são naturais de Sueca e que os meninos eram colegas de escola.
     
     

     

    Menino de 13 anos é morto na Espanha, e confissão levanta dúvidas

  • Portugal precisará de 1,3 milhão de trabalhadores para sustentar pensões

    Portugal precisará de 1,3 milhão de trabalhadores para sustentar pensões

    Estudo aponta que o envelhecimento da população e a saída de trabalhadores para a reforma exigirão um reforço expressivo da mão de obra ativa nos próximos anos. Imigrantes já têm papel central nas contribuições, mas entraves à integração ameaçam o equilíbrio futuro da Segurança Social.

    Portugal precisará de 1,3 milhão de novos trabalhadores até 2030 para garantir o equilíbrio financeiro da Segurança Social, segundo um estudo desenvolvido pelo Centro de Formação Prepara Portugal, com base em dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (Aima), da Pordata e do próprio sistema previdencial. A investigação parte de um indicador central da sustentabilidade das pensões, que é o equilíbrio entre quem trabalha e quem já está reformado. 

    Estudos atuariais e relatórios de referência apontam que Portugal precisa aproximar-se de um patamar de dois trabalhadores e meio no ativo por cada pensionista para assegurar o financiamento regular das pensões nas próximas décadas. Atualmente, esse rácio situa-se em torno de 1,7 trabalhador por reformado.

    O cenário evidencia um desafio estrutural para o país e tem sido analisado de forma continuada por Higor Cerqueira, criador e diretor pedagógico da instituição, reconhecido pelo seu trabalho junto da comunidade imigrante e pela leitura técnica dos impactos da mobilidade internacional na economia nacional. 

    “Com base nos registos oficiais, o estudo estima que, para atingir esse equilíbrio até 2030, seria necessário um reforço acumulado entre 1,2 e 1,3 milhões de trabalhadores ativos líquidos. Em termos estruturais, este volume corresponde à necessidade de compensar a saída de cerca de 500 mil pessoas para a reforma, num país marcado pelo envelhecimento da população”, explica Cerqueira que, em março, comanda o Estrela do Atlântico, prêmio que valoriza iniciativas de imigrantes na Europa. 

    As investigações, coordenadas pelo formador Pedro Stob no âmbito do curso de Análise de Dados e TI Aplicada à Gestão, recorrem a séries estatísticas públicas, abrangendo o período entre 2010 e 2025.

    Os indicadores mostram ainda que o número de imigrantes residentes no país passou de cerca de 430 mil em 2010 para mais de 1,5 milhões em 2024. Tão relevante quanto o crescimento absoluto é a composição etária desta população. Cerca de 85% dos imigrantes encontram-se em idade ativa, entre os 18 e os 64 anos. A taxa de emprego desta população atingiu 67% em 2025, segundo dados do INE e da Segurança Social, aproximando-se da taxa de emprego dos nacionais, que se situa em torno dos 72% no mesmo período.

    Este reforço da população ativa tem impacto direto no sistema de proteção social. Portugal apresenta atualmente uma taxa de dependência de idosos superior a 37%, ainda de acordo com o Instituto Nacional de Estatística, o que significa que existe um número crescente de pensionistas para cada trabalhador ativo.

    “Um cenário de rutura entre contribuintes e pensionistas ocorre quando o volume de contribuições arrecadadas deixa de ser suficiente para assegurar o pagamento regular das pensões, obrigando o Estado a recorrer, de forma continuada, a transferências do Orçamento do Estado, ao aumento de impostos ou à redução das prestações”, alerta o diretor pedagógico.

    Pedro Stob acrescenta que o estudo permite quantificar esta pressão de forma objetiva. Cada variação de 0,1 neste equilíbrio entre ativos e pensionistas corresponde, na prática, à necessidade de mais 150 mil a 170 mil pessoas a trabalhar e a descontar. “Em termos simples, pequenas alterações demográficas traduzem-se rapidamente em dezenas de milhares de novos contribuintes necessários para manter o equilíbrio financeiro da Segurança Social”, pontua o formador. 

    Entre 2010 e 2025, a participação dos trabalhadores imigrantes na base de contribuições da Segurança Social em Portugal mais que duplicou, de cerca de 3%, para uma projeção de 6% do total. Em termos absolutos, os números confirmam esta tendência e mostram que, em 2024, as contribuições dos estrangeiros ultrapassaram os 3,6 mil milhões de euros, representando mais de 12% do total arrecadado pelo regime contributivo, com um saldo líquido positivo face às prestações recebidas pelos imigrantes.

    Apesar destes indicadores, o estudo alerta para um risco estrutural. A demora no reconhecimento de qualificações académicas e profissionais, na validação de competências adquiridas no estrangeiro e nos processos administrativos associados à obtenção e renovação da residência legal tem levado muitos trabalhadores a procurar outros países europeus, reduzindo a capacidade de Portugal de reter capital humano que contribua para a economia e para o sistema social.

    Para Higor Cerqueira, este é o ponto central do debate atual. “A questão que Portugal precisa de enfrentar é quantas pessoas conseguem efetivamente trabalhar, contribuir e permanecer. Quando um profissional qualificado fica meses ou anos impedido de exercer, existe um custo direto para a economia e para a Segurança Social, porque essas contribuições deixam de existir”, afirma.

    Ele sublinha que a integração eficaz passa, além de políticas públicas mais céleres, pelo acesso à informação e formação alinhada com as necessidades reais do mercado de trabalho. 

    “O Prepara Portugal atua precisamente neste cruzamento entre análise de dados, capacitação técnica e experiência prática de quem vive diariamente o processo migratório em Portugal”, destaca.

    Portugal precisará de 1,3 milhão de trabalhadores para sustentar pensões

  • Tempestade coloca localidade da Sicília (literalmente) à beira do abismo

    Tempestade coloca localidade da Sicília (literalmente) à beira do abismo

    Chuvas intensas causadas pela tempestade Harry provocaram o colapso de uma encosta em Niscemi, no sul da Itália, destruíram casas, forçaram a retirada de mais de mil moradores e colocaram autoridades em alerta máximo diante do risco de novos deslizamentos e danos estruturais

    Um deslizamento de terra provocado pelas chuvas intensas da tempestade Harry causou o colapso de uma encosta na Sicília, no sul da Itália, destruindo diversas casas e deixando mais de mil pessoas fora de suas residências.

    A situação levou as autoridades locais a decretarem alerta máximo. O fenômeno atingiu o município de Niscemi, onde uma grande faixa de terreno cedeu após vários dias de chuva intensa, forçando a retirada de cerca de mil moradores.

    “Temos uma frente de deslizamento com pelo menos quatro quilômetros de extensão, que continua avançando”, afirmou o prefeito de Niscemi, Massimiliano Conti, em declarações à imprensa local. Segundo ele, será delimitada uma “zona vermelha” onde as famílias não poderão retornar às casas por tempo indeterminado.

    Imagens divulgadas pela mídia italiana mostram prédios à beira de um precipício, com estruturas parcialmente suspensas após o colapso de uma ampla área do solo. Os moradores retirados da região foram levados provisoriamente para um ginásio municipal.

     

    Danos na Sicília

    A Sicília vem sendo fortemente afetada nesta semana por eventos climáticos extremos. De acordo com o governador da região, Renato Schifani, a combinação de ventos intensos, chuvas torrenciais e tempestades já provocou prejuízos estimados em cerca de 1,5 bilhão de euros apenas na ilha.

    “Foi um evento extraordinário, que colocou de joelhos uma das principais áreas de turismo e hospitalidade da Sicília, a região de Taormina”, afirmou Schifani. Segundo o governador, há preocupação com o possível colapso de estruturas turísticas em uma área considerada fundamental para o Produto Interno Bruto do setor turístico da região.

    Tempestade coloca localidade da Sicília (literalmente) à beira do abismo