Categoria: MUNDO

  • Caso de irmãos apaixonados na Espanha provoca polêmica e disputa legal

    Caso de irmãos apaixonados na Espanha provoca polêmica e disputa legal

    Ana e Daniel Parra, irmãos por parte de pai e juntos há mais de dez anos, explicaram na TV espanhola como a relação começou, como contaram à família e por que querem alterar a lei para poder se casar. O caso gerou forte debate público na Espanha.

    Ana e Daniel Parra, um casal espanhol que se tornou conhecido por manter uma relação amorosa apesar de serem irmãos por parte de pai, voltou a gerar debate ao detalhar sua história em uma entrevista ao programa Fiesta, da emissora espanhola Telecinco. O caso ganhou grande repercussão na Espanha nos últimos meses, sobretudo depois de eles anunciarem que pretendem mudar a lei para poder se casar oficialmente. Juntos há mais de dez anos, eles são pais de duas crianças.

    Ana contou que só conheceu Daniel aos 20 anos, após pesquisar o nome do pai biológico nas redes sociais. “Coloquei o nome do meu pai e o perfil do Daniel apareceu como filho. Com um perfil que não era o meu, adicionei-o”, relembrou. A partir do contato inicial, os dois passaram a conversar e decidiram se encontrar pessoalmente. Pouco depois, Ana se mudou para viver perto de Daniel. “Eu tinha um companheiro quando o conheci e me separei. Foi aí que começamos a fazer mais planos e ele esteve muito ao meu lado”, disse.

    Segundo Ana, o relacionamento ultrapassou a barreira familiar em uma saída com amigos. “Ele me deu um beijo. Eu o afastei e chamei de porco. Depois, ele me levou para um lugar escuro e pensei que ele quisesse conversar, mas não, ele me apalpou. Foi aí que percebi que também não me importava. Não me desagradava”, afirmou.

     
     
     

     
     
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    Daniel, por sua vez, declarou que não sente Ana como irmã. “No final, dizem que somos irmãos, mas não é isso que sentimos. Se tivéssemos vivido juntos, isso não teria acontecido”, afirmou. Ana concorda: “Se tivéssemos sentido que éramos irmãos, se tivéssemos tido um vínculo, teria sido repugnante”.

    Os dois também contaram como revelaram a relação à família. “O meu pai não me criou, não está em posição de avaliar isso. Certamente foi difícil para ele, eu entendo”, disse Ana. “A minha mãe também não disse muita coisa porque fiquei grávida logo. No final, quem te ama quer ver você feliz”.

    Caso de irmãos apaixonados na Espanha provoca polêmica e disputa legal

  • Mulher morre nos Alpes a –20 ºC após ser deixada pelo namorado alpinista

    Mulher morre nos Alpes a –20 ºC após ser deixada pelo namorado alpinista

    Kerstin Gutner, sem experiência em alpinismo, foi abandonada pelo namorado a poucos metros do cume do Grossglockner, na Áustria, em meio a temperaturas de –20 ºC. A investigação aponta demora no pedido de socorro e uso inadequado do equipamento. Ele pode pegar até três anos.

    Um homem de 39 anos foi acusado de homicídio por negligência após a morte da namorada, que ficou sozinha e desamparada durante uma escalada nos Alpes austríacos, em janeiro. De acordo com o Ministério Público, a vítima foi deixada “desprotegida, exausta e em grave estado de hipotermia” a cerca de 50 metros do cume do Grossglockner, a montanha mais alta da Áustria, com 3.797 metros de altitude.

    O caso ocorreu em 19 de janeiro deste ano, em pleno inverno. A vítima, Kerstin Gutner, de 33 anos, não tinha experiência em alpinismo, enquanto o namorado, Thomas Plamberger, era considerado experiente no esporte e agora pode pegar até três anos de prisão.

    O casal teria se perdido por volta das 21h, enfrentando temperaturas em torno de –20 ºC. Segundo as investigações, o equipamento não foi usado de maneira adequada. A primeira chamada às autoridades só ocorreu às 1h35 da madrugada, cerca de quatro horas após o início da desorientação, sem justificativa clara para a demora.

    O Ministério Público afirma ainda que, mesmo tendo avistado um helicóptero por volta das 23h, eles não acionaram socorro. Após a ligação inicial, Plamberger teria colocado o celular no modo silencioso. Cerca de meia hora depois, desceu a montanha sozinho, deixando a namorada para trás, embora houvesse cobertores térmicos disponíveis e não utilizados.

    Câmeras instaladas na trilha registraram o momento em que Plamberger desceu por volta das 2h30. Uma hora depois, ele voltou a ligar para a polícia. Outras imagens mostraram o acampamento improvisado onde o corpo de Kerstin Gutner foi encontrado posteriormente.

    Mulher morre nos Alpes a –20 ºC após ser deixada pelo namorado alpinista

  • Tailândia lança ataque aéreo na fronteira com o Camboja

    Tailândia lança ataque aéreo na fronteira com o Camboja

    A morte de um militar tailandês reacendeu a tensão entre os dois países e levou o Exército da Tailândia a bombardear alvos militares cambojanos. Ambos os governos mobilizam tropas e evacuam civis, enquanto Camboja nega ter iniciado os disparos que desencadearam o conflito

    O Exército da Tailândia lançou ataques aéreos nesta segunda-feira (8) na região de fronteira com o Camboja, após a morte de um soldado tailandês, baleado por disparos que, segundo o governo de Bangcoc, teriam vindo do território cambojano. O episódio reacende a tensão militar entre os dois países.

    As Forças Armadas da Tailândia informaram, em comunicado, que quatro militares também ficaram feridos e que as ações aéreas são “uma resposta às operações militares cambojanas”. O governo do Camboja, porém, nega ter iniciado qualquer ataque.

    As autoridades tailandesas afirmam que os bombardeios miraram apenas “infraestruturas militares, depósitos de armas, centros de comando e rotas de apoio ao combate” que representariam ameaça à segurança do país.

    Relatórios militares apontam ainda para uma série de confrontos nas últimas 24 horas ao longo dos quase 820 quilômetros de fronteira. Os dois governos já iniciaram a evacuação de civis e a mobilização de tropas e equipamentos.

    O Camboja voltou a acusar a Tailândia de provocação e insiste que seus soldados não revidaram aos ataques.

    Tailândia lança ataque aéreo na fronteira com o Camboja

  • 'Amante' foge pela janela do 10º andar e vídeo viraliza

    'Amante' foge pela janela do 10º andar e vídeo viraliza

    As imagens, que se espalharam rapidamente pelas redes sociais chinesas, mostram a mulher tentando escapar ao perceber a chegada inesperada da esposa do homem com quem ela mantinha um relacionamento. Segundo relatos publicados em plataformas de mídia social do país, a situação ocorreu em um apartamento localizado no décimo andar de um edifício residencial.

    Um vídeo envolvendo uma mulher apontada nas redes como a suposta “amante” ganhou enorme repercussão na China após registrar uma fuga considerada tanto espetacular quanto extremamente arriscada.

    As imagens, que se espalharam rapidamente pelas redes sociais chinesas, mostram a mulher tentando escapar ao perceber a chegada inesperada da esposa do homem com quem ela mantinha um relacionamento. Segundo relatos publicados em plataformas de mídia social do país, a situação ocorreu em um apartamento localizado no décimo andar de um edifício residencial.

    Para evitar um confronto direto e impedir que a esposa a encontrasse dentro do imóvel, a mulher decidiu fugir pela janela, uma ação que chamou atenção pela ousadia e pelo evidente perigo envolvido. O episódio acabou se tornando viral, gerando grande curiosidade do público e destacando não apenas a tensão do momento, mas também a forma dramática como a tentativa de fuga foi realizada, impulsionando buscas e comentários em toda a internet chinesa.

     

    'Amante' foge pela janela do 10º andar e vídeo viraliza

  • Forças Armadas da Venezuela dizem estar prontas para defesa contra agressões

    Forças Armadas da Venezuela dizem estar prontas para defesa contra agressões

    O ministro venezuelano da Defesa, Vladimir Padrino López, afirmou hoje que as Forças Armadas da Venezuela estão “mais do que preparadas” para defender o país de eventuais agressões de Washington, que acusa de tentar provocar uma mudança de regime.

    “Tenho ao meu redor umas Forças Armadas Nacionais Bolivarianas refundadas em seus valores, princípios e caráter humanista. Forças Armadas independentistas, com espírito de liberdade e identidade nacional como nunca antes, e hoje mais coesas do que nunca, unidas ao povo, unidas como jamais visto na história da Venezuela”, disse.

    Vladimir Padrino López falou durante o evento “Sábado Comunal Militar Natalício”, transmitido pela televisão estatal venezuelana, no qual lembrou que há 27 anos o falecido líder socialista Hugo Chávez foi eleito presidente da Venezuela.

    “E [tenho ao meu lado] umas Forças Armadas cada vez mais profissionais, mais populares e mais preparadas para dar uma resposta contundente a quem ousar agredir o espírito nacional, a integridade da pátria, nosso gentílico”, ressaltou.

    As declarações do ministro da Defesa venezuelano acontecem após o ministro do Interior e Justiça, Diosdado Cabello, afirmar hoje que a Venezuela “está em revolução pacífica, mas não em revolução desarmada”, assegurando que o país é capaz de “uma resistência ativa prolongada”.

    A Venezuela juramentou hoje cerca de 1.000 militares, com idades entre 18 e 22 anos, para “enfrentar qualquer circunstância” em meio às crescentes tensões com os Estados Unidos, país que enviou navios de guerra, aviões de combate e militares para combater o narcotráfico nas águas do Caribe.

    Washington acusa o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, de ser líder do Cartel de Los Soles e ofereceu uma recompensa de 50 milhões de dólares por informações que levem à sua detenção, mas Caracas nega ter vínculos com o narcotráfico.

    No dia 21 de novembro, a Administração Federal de Aviação (FAA) dos Estados Unidos alertou as companhias aéreas a terem “extrema cautela” ao sobrevoar a Venezuela e o sul do Caribe.

    Como consequência, várias companhias aéreas internacionais, entre elas a TAP, cancelaram seus voos na região, e o Ministério dos Transportes da Venezuela e o Instituto Nacional de Aeronáutica Civil (INAC) revogaram a concessão de voos de várias delas — decisão que afetou a companhia aérea portuguesa, a Iberia, a Avianca, a Latam Colômbia, a Turkish Airlines e a Gol, que Caracas acusou de “aderirem às ações de terrorismo” promovidas pelos Estados Unidos.

    Mais tarde, a concessão também foi revogada para a Air Europa e a Plus Ultra.

    Desde setembro, várias companhias aéreas têm denunciado interferências nos sinais de posicionamento global por satélite durante voos para a Venezuela.

    Forças Armadas da Venezuela dizem estar prontas para defesa contra agressões

  • Opositor venezuelano morreu na prisão por ataque cardíaco, diz governo

    Opositor venezuelano morreu na prisão por ataque cardíaco, diz governo

    O ex-governador do estado de Nueva Esparta, Alfredo Díaz, considerado prisioneiro político pela oposição, morreu na prisão vítima de ataque cardíaco, confirmou o Governo venezuelano.

    O governo venezuelano confirmou no sábado que o ex-governador do estado de Nueva Esparta, Alfredo Díaz, considerado preso político pela oposição, morreu na prisão vítima de um ataque cardíaco, como já haviam informado várias ONGs e partidos políticos.

    O Ministério do Serviço Penitenciário da Venezuela emitiu um comunicado informando que, neste sábado, por volta das 06h33 no horário local (10h33 GMT), Díaz apresentou “sintomas compatíveis com um infarto do miocárdio”, sendo “socorrido por seus companheiros de cela” e atendido “imediatamente” na emergência, onde recebeu “cuidados médicos primários”.

    Devido à gravidade do caso, segundo o ministério, ele foi transferido para o Hospital Universitário de Caracas, onde foi internado e “faleceu minutos depois”, apesar das tentativas de estabilizá-lo.

    O comunicado acrescentou que Díaz “estava sendo processado com plena garantia de seus direitos, de acordo com o ordenamento jurídico e o respeito pelos direitos humanos e sua defesa jurídica. Isso é comprovado por vídeos e registros correspondentes”, afirmou o ministério.

    Antes da nota oficial, os líderes da oposição María Corina Machado e Edmundo González Urrutia ressaltaram que a morte revela um “padrão contínuo de repressão estatal” e denunciaram que já são sete os presos políticos que morreram na prisão desde as eleições presidenciais de 28 de julho de 2024.

    Machado e González Urrutia detalharam, em um comunicado conjunto divulgado nas redes sociais, que as “circunstâncias” dessas sete mortes “incluem a negação de cuidados médicos, condições desumanas, isolamento e torturas, tratamentos cruéis, desumanos e degradantes”.

    Especificamente sobre Díaz, afirmaram que sua integridade e vida eram “responsabilidade exclusiva daqueles que o mantinham arbitrariamente sequestrado” em El Helicoide, como é conhecida a sede do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin) em Caracas. Portanto, acrescentaram, “não pode ser tratada como uma morte comum”.

    González Urrutia também afirmou na rede social X que Díaz “deveria ter recebido os cuidados médicos de que necessitava, assim como tantos presos políticos a quem é negado um direito básico que deveria ser garantido sem exceções”.

    Ex-governador — ativista do partido opositor Ação Democrática e também ex-vereador e ex-prefeito —, Díaz foi detido em novembro de 2024, em meio à crise política após as eleições presidenciais daquele ano, nas quais a maior coalizão da oposição denunciou como fraudulento o resultado que garantiu a reeleição do presidente Nicolás Maduro.

    Díaz havia questionado a falta de divulgação dos resultados detalhados das eleições presidenciais e, dias antes de ser preso, denunciou a crise elétrica que Nueva Esparta enfrentou em novembro, a qual o governo atribuiu a supostos ataques da oposição.

    Opositor venezuelano morreu na prisão por ataque cardíaco, diz governo

  • Japão acusa aviação chinesa de atos hostis perto de Okinawa

    Japão acusa aviação chinesa de atos hostis perto de Okinawa

    O Japão acusa a aviação chinesa de atos hostis perto de Okinawa. Segundo o ministro da Defesa do Japão, aviões militares chineses bloquearam os radares de caças japoneses, um incidente que ele classificou como “perigoso e extremamente lamentável”.

    O ministro da Defesa do Japão, Shinjiro Koizumi, afirmou hoje que aviões militares chineses bloquearam os radares na véspera contra caças japoneses ao largo da ilha de Okinawa, e denunciou incidentes “perigosos e extremamente lamentáveis”.

    Tóquio enviou a Pequim “um protesto enérgico” após os incidentes, que não deixaram vítimas nem causaram danos, disse Koizumi em uma coletiva de imprensa não programada, realizada na manhã de hoje.

    Segundo o ministro, o confronto ocorreu em alto-mar, a sudeste da ilha japonesa de Okinawa, no extremo sul do arquipélago.

    “Um caça J-15 lançado do porta-aviões da Marinha chinesa Liaoning ligou intermitentemente seu radar” para mirar um caça japonês F-15 que havia ido interceptá-lo, informou o ministério em um comunicado.

    Um incidente semelhante, envolvendo outro avião chinês proveniente do Liaoning e também outro avião japonês, ocorreu cerca de duas horas depois, acrescentou o ministério, denunciando “um ato perigoso que excede o necessário para a segurança dos voos”.

    O “bloqueio” é a ação pela qual o radar de um avião militar deixa de simplesmente varrer o céu e passa a seguir um alvo específico, com o objetivo de obter uma solução de tiro. Os caças modernos possuem sistemas que permitem detectar quando estão sendo visados dessa forma.

    As relações entre Pequim e Tóquio ficaram particularmente tensas desde que a nova primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, sugeriu em novembro, em declarações no Parlamento, que o país poderia intervir militarmente caso a China atacasse Taiwan, cuja soberania é reivindicada por Pequim.

    Desde então, ocorreram vários incidentes envolvendo navios japoneses e chineses no Mar da China Oriental, perto das ilhas Senkaku — chamadas Diaoyu pelos chineses — administradas por Tóquio, mas reivindicadas por Pequim.

    Japão acusa aviação chinesa de atos hostis perto de Okinawa

  • Já montou a sua? Casal bate próprio recorde com 621 árvores de Natal

    Já montou a sua? Casal bate próprio recorde com 621 árvores de Natal

    Um casal alemão superou o seu próprio recorde pelo número de árvores de Natal montadas num só local. Este ano, a sua modesta casa em Rinteln alberga 621 árvores – mais 21 do que no ano passado.

    Um casal alemão voltou a superar o próprio recorde pelo número de árvores de Natal montadas em um só local. Este ano, sua modesta casa em Rinteln, no estado da Baixa Saxônia, abriga 621 árvores — 21 a mais do que no ano passado.

    O feito de Thomas e Sussanne Jeromin foi confirmado por um oficial do Instituto Alemão de Recordes (RID, na sigla em alemão), que visitou a residência na quinta-feira, 4 de dezembro.

    “A inspeção terminou. Há um novo recorde mundial. Contei 621 árvores aqui e, com esse número, o RID confirma o novo recorde. Aqui está o seu certificado. Parabéns!”, diz o oficial em um vídeo compartilhado pela agência Reuters.

    As árvores decoradas ocupam quase toda a casa — incluindo o banheiro — e, ao contrário do que se possa imaginar, o processo começa em junho.

    “Claro que decorar é divertido, pelo menos para mim, mesmo que dê muito trabalho e as pessoas sempre digam que sou louco, porque começo a decorar em junho”, comentou Thomas.

    Ele acrescentou: “É maravilhoso quando passam por aqui, até mesmo os transeuntes que vêm dar uma olhada, sejam jovens ou idosos. As pessoas entram aqui e saem com um sorriso no rosto.”

    Vale destacar que o casal já alcançou esse recorde seis vezes: manteve o título de 2017 a 2021, além de 2023 e 2024.

    No ano passado, os Jeromin usaram mais de 108 mil enfeites natalinos com vários temas, desde o tradicional Papai Noel até a saga Star Wars.

    O RID é o equivalente direto do Guinness World Records para Alemanha, Áustria e Suíça, reconhecendo recordes mundiais nesses países.

    Já montou a sua? Casal bate próprio recorde com 621 árvores de Natal

  • Rússia faz novo mega-ataque à Ucrânia e provoca apagões em meio a negociação de paz

    Rússia faz novo mega-ataque à Ucrânia e provoca apagões em meio a negociação de paz

    O Exército ucraniano afirma que foram lançados 653 drones e 51 mísseis contra seu território durante a madrugada; 585 drones e 30 mísseis foram derrubados, ainda segundo os militares. Mais tarde, as Forças Armadas de Kiev disseram ter atingido uma refinaria de petróleo em Riazan, próximo a Moscou, sem fornecer mais detalhes.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Rússia realizou novo mega-ataque com drones e mísseis contra a infraestrutura energética da Ucrânia neste sábado (6) em diversas regiões do país. Houve apagões e cortes no fornecimento de energia em várias delas, em um momento crítico de aproximação do inverno no hemisfério norte e em meio a negociações entre Moscou e os Estados Unidos para o fim do conflito.

    O Exército ucraniano afirma que foram lançados 653 drones e 51 mísseis contra seu território durante a madrugada; 585 drones e 30 mísseis foram derrubados, ainda segundo os militares. Mais tarde, as Forças Armadas de Kiev disseram ter atingido uma refinaria de petróleo em Riazan, próximo a Moscou, sem fornecer mais detalhes.

    O ataque afetou o fornecimento de energia em Zaporíjia, Lviv, Chernihiv e Dnipropetrovsk. A usina nuclear de Zaporíjia chegou a ficar sem fornecimento de eletricidade de fontes externas por cerca de meia hora, de acordo com a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica).

    Em mensagens no aplicativo Telegram, a pasta responsável pelo desenvolvimento de comunidades afirma que ao menos 9.500 pessoas ficaram sem aquecimento e 34 mil, sem água.

    Um centro ferroviário próximo a Kiev também foi atingido pelo ataque, com um armazém e vagões danificados, de acordo com a empresa pública de trens. Não houve feridos, segundo a companhia.

    “A Rússia continua a ignorar qualquer esforço de paz e, em vez disso, ataca infraestrutura civil crucial, incluindo nossos sistemas de energia e ferroviais”, afirmou o chanceler ucraniano, Andrii Sibiha.

    O Kremlin intensificou, nas últimas semanas, ataques contra instalações de geração e distribuição de energia da Ucrânia. Ao mesmo tempo, enviados do governo de Donald Trump mantêm negociações diplomáticas em Moscou na tentativa de avançar para uma solução do conflito.

    As conversas continuam neste sábado (6), mas, até o momento, não há previsão de acordo no horizonte. O presidente russo, Vladmir Putin, endureceu ainda mais sua posição em relação às negociações atuais, a terceira tentativa de Trump de acabar com a guerra.

    De acordo com relatos ouvidos pela Folha, o Kremlin rejeitou todas as ideias mais favoráveis a Kiev, como a negociação territorial a partir das linhas de batalha atuais -o que deixaria cerca de 15% da vital área da região de Donetsk ainda sob controle ucraniano.

    Aliados europeus da Ucrânia e dos EUA, que têm defendido um acordo favorável a Kiev e com punições a Moscou, estão na prática apartados das discussões. Mesmo entre si, têm também mostrado discordâncias sobre os termos da paz, até aqui ditada por Putin.

    O principal deles é o plano da Comissão Europeia de tomar R$ 1,3 trilhão de reservas russas congeladas, a maior parte na Bélgica, para lastrear um empréstimo visando cobrir as despesas ucranianas em 2026 e 2027.

    Os belgas são contrários, dizendo que isso irá expor o país a processos internacionais. O premiê Bart de Wever causou furor na quinta (4) ao dizer que “é uma ilusão achar que a Rússia pode perder a guerra”.

    Sem uma derrota, Moscou inevitavelmente será reintegrada ao sistema econômico global e poderá pedir a devolução de seu dinheiro. Nesse caso, segundo a proposta inicial dos europeus, quem bancará o empréstimos serão os próprios países do bloco continental.

    A chefe da política externa da União Europeia, Kaja Kallas, afirmou neste sábado que os EUA continuam como o principal aliado do bloco. Além dos desdobramentos da negociação, até aqui sem avanços, a declaração sucede ainda a divulgação de um documento estratégico de política externa do governo Trump em que a Europa é apontada como vítima de um “apagão civilizatório”, indicando que o continente pode, no futuro, deixar de ser considerado um aliado confiável.

    Rússia faz novo mega-ataque à Ucrânia e provoca apagões em meio a negociação de paz

  • Influencer é preso após postar selfie em frente a incêndio com 159 mortos

    Influencer é preso após postar selfie em frente a incêndio com 159 mortos

    Segundo o jornal Global Times, além de posar diante da tragédia, Kenny fez declarações ofensivas, chamando os mortos de “pecadores” e afirmando que o incêndio seria uma forma de “retribuição”, que não mereceria qualquer solidariedade. As falas provocaram forte reação nas redes sociais, onde usuários classificaram o comportamento do influenciador como cruel e desrespeitoso.

    O influenciador digital Kenny, de 26 anos, foi detido em Hong Kong após publicar vídeos e fotos zombando das vítimas do incêndio que devastou um complexo residencial no distrito de Tai Po, considerado o mais mortal da história moderna da cidade. Conhecido no YouTube pelo canal “Kowloon King”, o chinês registrou imagens sorrindo e fazendo o sinal de “V” em frente ao prédio em chamas, onde 159 pessoas morreram no início deste mês.

    Segundo o jornal Global Times, além de posar diante da tragédia, Kenny fez declarações ofensivas, chamando os mortos de “pecadores” e afirmando que o incêndio seria uma forma de “retribuição”, que não mereceria qualquer solidariedade. As falas provocaram forte reação nas redes sociais, onde usuários classificaram o comportamento do influenciador como cruel e desrespeitoso.

    A polícia de Hong Kong prendeu Kenny sob suspeita de “cometer um ato com intenção sediciosa”, crime previsto nas leis locais. Ele já era conhecido por atitudes polêmicas e, de acordo com a imprensa chinesa, é integrante do grupo chamado “White Card Alliance”, que incentiva seus membros a ultrapassar limites e promover ações consideradas transgressoras. Caso seja condenado, Kenny pode pegar até sete anos de prisão.

    Enquanto o caso envolvendo o influenciador repercute, as autoridades continuam investigando as causas do incêndio em Tai Po. As chamas atingiram um complexo de oito edifícios construídos nos anos 1980, que passavam por reformas. A tragédia mobilizou mais de 800 bombeiros, que trabalharam por mais de 24 horas para controlar o fogo.

    As primeiras apurações revelaram que os materiais instalados nas paredes externas das torres não atendiam às normas de resistência ao fogo, o que favoreceu a propagação rápida das chamas. Investigadores também encontraram painéis de espuma plástica altamente inflamável próximos aos elevadores de uma das torres, agravando o cenário.

    A polícia prendeu dois diretores e um consultor ligados à empresa responsável pela obra no local. Eles são suspeitos de homicídio culposo por “negligência grosseira”, por supostamente não assegurarem condições adequadas de segurança durante a reforma.

    O incêndio chocou Hong Kong e levantou discussões sobre a fiscalização de reformas em prédios antigos e o uso de materiais inadequados em construções. A detenção do influenciador reacendeu o debate sobre limites da liberdade de expressão e responsabilidades de criadores de conteúdo em situações de tragédia.

    Influencer é preso após postar selfie em frente a incêndio com 159 mortos