Categoria: MUNDO

  • Putin ganha apoio na Índia, e aliados de Kiev vivem crise

    Putin ganha apoio na Índia, e aliados de Kiev vivem crise

    Putin defendeu o colega Narendra Modi da pressão que sofre do presidente Donald Trump para não comprar petróleo da Rússia

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Enquanto a tensão entre os aliados europeus da Ucrânia sobre os rumos das negociações de paz promovidas pelos Estados Unidos só cresce, o presidente Vladimir Putin iniciou nesta quinta-feira (4) uma simbólica viagem de dois dias à Índia, aliada de Moscou.

    Em entrevista prévia a uma TV indiana, Putin defendeu o colega Narendra Modi da pressão que sofre do presidente Donald Trump para não comprar petróleo da Rússia. “Eu acho que a Índia tem de ter o mesmo privilégio dos Estados Unidos”, disse, sobre decidir de quem recebe o produto.

    Trump elevou em agosto de 25% a 50% as tarifas de importação de produtos indianos pelos EUA para que Modi, nas suas palavras, parasse de financiar a Guerra da Ucrânia. Até aqui, não foi muito eficaz, apesar de alegações americanas do contrário -até porque Nova Déli compra 40% do petróleo que consome dos russos.

    De seu lado, Putin demonstra romper o isolamento que lhe é imposto pelo Ocidente com o parceiro de Brics. Modi o recebeu com um abraço desajeitado na capital indiana, e depois o levou rumo a um jantar em um SUV da Toyota bem distante do luxo usual das limusines do russo.

    O russo quer retomar o papel de grande fornecedor militar de Nova Déli, além de garantir o fluxo de petróleo para a Índia. O país asiático decuplicou seu consumo e tornou-se o segundo maior comprador da commodity com os descontos generosos devido à guerra.

    Recentemente, a Índia investiu em caças franceses em vez dos usuais russos, e agora Putin quer emplacar o modelo de quinta geração Su-57, que só teve uma pequena venda externa até aqui, além de mais sistemas antiaéreos S-400. O arrendamento de um submarino nuclear de ataque por US$ 2 bilhões também está na mesa.

    O premiê da Índia tem uma relação turbulenta com Trump, que disse sem provas ter encerrado uma guerra fronteiriça entre Nova Délhi e o Paquistão em maio. Isso até o reaproximou da rival China. Putin, por sua vez, evitou criticar mais duramente o americano.

    “O presidente Trump age com boa fé, eu presumo”, disse, acerca das negociações que o americano tem forçado para tentar acabar com o conflito europeu.

    Na noite de terça (2), Putin recebeu uma delegação americana no Kremlin e, como a Folha relatou, manteve seus termos para aceitar a paz -que incluem ganhos territoriais e a neutralidade de Kiev. Empoderado por uma posição militar favorável, ele até endureceu sua posição.

    Nesta quinta, o negociador americano Steve Witkoff vai se reunir com enviados de Volodimir Zelenski em Miami, buscando avançar as encalacradas discussões. O cenário, como dissera Trump na véspera, é “incerto”.

    EUROPEUS MOSTRAM DIVISÃO

    Na Europa, o dia foi marcado pela exposição de rachaduras na unidade dos principais aliados de Kiev, amplamente deixados de lado por Trump nas negociações.

    O principal motivo é o plano da Comissão Europeia de tomar R$ 1,3 trilhão de reservas russas congeladas, a maior parte na Bélgica, para lastrear um empréstimo visando cobrir as despesas ucranianas em 2026 e 2027.

    Os belgas são contrários, dizendo que isso irá expor o país a processos internacionais. O premiê Bart de Wever causou furor nesta quinta ao dizer que “é uma ilusão achar que a Rússia pode perder a guerra”.

    Há outros fatores. Sem uma derrota, Moscou inevitavelmente será reintegrada ao sistema econômico global e aí poderá pedir a devolução de seu dinheiro. Nesse caso, segundo a proposta inicial dos europeus, quem bancará o empréstimos serão os próprios países do bloco continental.

    Na Rússia, que chama a proposta de roubo, o ex-presidente Dmitri Medvedev, expoente da ala mais radical do governo, disse que tal medida equivalerá a “uma declaração de guerra”. Ele exagera, mas o fato é que a linha dura do Kremlin tem influenciado as decisões recentes de Putin.

    O premiê alemão, Friedrich Merz, disse que o que está em debate “é o futuro da Europa” ante “a ameaça imperialista russa”. Ele e outros líderes se reunirão nesta sexta (5) em Bruxelas para tentar chegar a um acordo.

    Já no campo político, a confusão ficou na conta de Emmanuel Macron. Segundo uma transcrição da conversa entre o presidente francês e outros líderes europeus na segunda (1º) divulgada pela revista alemã Der Spiegel, ele disse que “há uma chance de que os EUA irão trair a Ucrânia sobre [cessão de] territórios sem clareza acerca de garantias de segurança [contra novos ataques russos]”.

    A França negou o teor da conversa, mas ela foi vista como bastante verossímil por analistas, exibindo a desconfiança já deixada clara por Zelenski e pelo próprio Macron antes sobre qual o rumo que Trump quer seguir.

    Putin ganha apoio na Índia, e aliados de Kiev vivem crise

  • Pantone elege Cloud Dancer como a cor de 2026

    Pantone elege Cloud Dancer como a cor de 2026

    Marca aposta em tom branco e etéreo para representar calma, foco e introspecção no próximo ano; seleção também amplia a linha de tons suaves que a marca vem consolidando nos últimos anos

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Pantone anuncia sua nova aposta cromática para o ano: Cloud Dancer, um branco leve e vaporoso que, segundo a empresa, traduz a busca global por serenidade em meio ao excesso de estímulos.

    A aposta foi feita nesta quinta-feira (4) nas redes sociais oficiais da marca, que há mais de duas décadas define a cor que deve orientar tendências de moda, design, decoração e comportamento.

    Descrita como um “neutro elevado, arejado e silencioso”, a Cloud Dancer chega para simbolizar um movimento de desaceleração e reconexão com espaços mais íntimos. Para a Pantone, o tom representa um respiro necessário em um mundo hiperconectado.

    “Trata-se de uma influência tranquilizadora em uma sociedade que redescobre o valor da reflexão silenciosa”, afirmou a empresa. O branco, segundo a marca, é um convite ao relaxamento, à contemplação e a um tipo de criatividade que nasce justamente da pausa.

    A seleção de 2026 também amplia a linha de tons suaves que a Pantone vem consolidando nos últimos anos. Em 2025, o escolhido foi o Mocha Mousse, um marrom cremoso que remetia ao conforto. Já em 2024, o mundo acompanhou o protagonismo do Peach Fuzz, enquanto 2023 ficou marcado pelo vibrante Viva Magenta.

    Antes disso, 2022 trouxe o arroxeado Very Peri, seguido pelo Classic Blue de 2020, considerado um dos maiores sucessos da marca. Em 2021, a Pantone apostou em uma combinação dupla: o cinza Ultimate Gray com o amarelo Illuminating.

    Pantone elege Cloud Dancer como a cor de 2026

  • Justiça italiana adia julgamento de extradição de Carla Zambelli para 18 de dezembro

    Justiça italiana adia julgamento de extradição de Carla Zambelli para 18 de dezembro

    Defesa tenta incluir no processo documentos que alegam perseguição política no Brasil; deputada está presa na Itália após ter sido condenada pelo STF e fugido para escapar da pena

    MILÃO, ITÁLIA (CBS NEWS) – A Justiça italiana adiou o início do julgamento do processo de extradição da deputada Carla Zambelli (PL-SP) para 18 de dezembro. A Corte de Apelação de Roma marcou a nova data em audiência ocorrida nesta quinta-feira (4). O tribunal vai decidir se aceita o pedido da defesa para incluir no processo o que seriam novas provas favoráveis à congressista.

    Os advogados italianos pedem que sejam acrescentados cerca de 70 documentos. Segundo a reportagem, há textos publicados no Brasil sobre o caráter político dos processos contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados, registros de que o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal) foi sancionado nos Estados Unidos pela Lei Magnitsky e reportagens sobre a situação dos presídios no Brasil. Alguns dos documentos são anônimos e outros são antigos.

    Entre os documentos também está o parecer do deputado Diego Garcia (Republicanos-PR) apresentado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara no processo sobre a perda de mandato da deputada. O relatório, divulgado na última terça-feira (2), afirma que Zambelli é vítima de perseguição política de Moraes.

    A defesa italiana de Zambelli já havia anunciado anteriormente que sustentaria a tese de que ela é vítima de perseguição política no Brasil e por isso não pode ser extraditada.

    O advogado italiano Alessandro Gentiloni, que representa o Brasil, por meio da AGU (Advocacia-Geral da União), se opôs na audiência contra a inclusão dos documentos, alegando que não cumprem normas de prazo e de formatos.

    Na audiência do dia 18 de dezembro, a Corte de Apelação vai decidir se os novos papéis podem ser admitidos no processo ou não. Se aceitá-los, poderá alongar o prazo para o início do julgamento da extradição, para que o representante do Brasil e o Ministério Público avaliem o conteúdo. Se rejeitá-los, poderá entrar no mérito da extradição e iniciar a decisão nessa mesma audiência.

    Zambelli participou pessoalmente da audiência desta quinta. Ela está presa desde o fim de julho no complexo penitenciário de Rebibbia, na capital italiana.

    O julgamento na corte, como primeira instância, já havia sido adiado na semana passada depois que os defensores de Zambelli aderiram a uma greve de advogados penalistas de Roma.

    O Ministério Público italiano já se declarou, em documento enviado ao tribunal em outubro, favorável à extradição, como pede o Brasil. O órgão argumenta que existem todos os requisitos legais para a extradição, sem nenhum motivo impeditivo.

    Zambelli fugiu do país em junho para escapar da pena de dez anos de prisão referente à invasão do sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e à emissão de um mandado falso de prisão contra Moraes. Quando já estava na Itália, foi condenada a outros cinco anos por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. Os dois casos compõem um único processo de extradição.

    Após a decisão da Corte de Apelação, as duas parte podem recorrer à Corte de Cassação, última instância do Judiciário italiano. Em seguida, o caso vai para o governo italiano, que tem a palavra final sobre a extradição, por meio do Ministério da Justiça. O governo terá 45 dias para se manifestar. Por fim, as partes poderão recorrer ao Tribunal Administrativo Regional, para contestar a decisão do governo, como órgão de administração pública.

    Em conversa com jornalistas no fim de novembro, em Roma, o embaixador brasileiro na Itália, Renato Mosca, estimou que a decisão final sobre a extradição de Zambelli possa sair por volta de março de 2026. Segundo ele, de toda forma, o processo deverá ser concluído em menos de um ano a partir da prisão, com todos os recursos e direitos de defesa.

    Antes de chegar à Itália, após passagem por Argentina e Estados Unidos, Zambelli, que tem dupla cidadania, disse que o passaporte italiano a tornaria “intocável” e impediria que ela fosse mandada de volta ao país.

    Desde que foi presa, ela teve duas decisões desfavoráveis na Justiça italiana. A Corte de Apelação rejeitou pedido da defesa para que ela aguardasse o processo em prisão domiciliar ou em liberdade, por avaliar que havia risco de fuga. Em outubro, a Corte de Cassação, última instância, negou recurso e manteve Zambelli no cárcere.

    Justiça italiana adia julgamento de extradição de Carla Zambelli para 18 de dezembro

  • Homem morre de ataque cardíaco após saber que esposa morreu em acidente

    Homem morre de ataque cardíaco após saber que esposa morreu em acidente

    Uma mulher de 51 anos morreu, na noite de quarta-feira (3), após acidente de trânsito em Ourense. O marido da vítima mortal teve um ataque cardíaco e não resistiu, menos de uma hora depois de receber a notícia

    Uma mulher de 51 anos morreu, na noite de quarta-feira (3), após se envolver em uma colisão frontal no município de Muíños, na província espanhola de Ourense. Menos de uma hora depois de ter recebido a notícia, o marido da vítima mortal teve um ataque cardíaco e não resistiu.

    A mulher, que dirigia um Citroën Saxo, ficou presa nas ferrangens do veículo e morreu no local, de acordo com o El Correo Gallego.

    O outro motorista, um homem de 40 anos que seguia em um veículo comercial Opel Combo, sofreu ferimentos leves e foi transportado para o hospital de Ourense. Duas horas depois do acidente, agentes da Unidade de Trânsito da Guardia Civil submeteram o indivíduo a um teste de bafômetro, já na instituição de saúde, e confirmaram que estava sob efeito de bebidas alcoólicas.

    O suspeito foi preso e acusado não só de condução sob efeito de álcool, mas também de homicídio, devendo ser apresentado a um juiz ainda esta quinta-feira (4).

    As autoridades suspeitam que o carro comercial entrou em contramão, colidindo de frente com o automóvel onde seguia a vítima mortal. Isto porque, segundo a imprensa espanhola, aquela estrada não tem registro de acidentes e tem faixas bem definidas. Além disso, a colisão aconteceu em uma leve curva com boa visibilidade.

    Ao darem conta de que a mulher não regressava do trabalho e não atendia o celular, o marido e o filho da vítima foram procurá-la. O primeiro chegou ao local do acidente pelas 23h00 (hora local), onde ficou sabendo do que tinha acontecido. Menos de uma hora depois, pelas 23h49, o homem de 59 anos sentiu-me mal, teve um ataque cardíaco e não resistiu, apesar os esforços dos serviços de emergência, que realizaram manobras de reanimação durante uma hora.

    O casal deixa um filho com pouco mais de vinte anos, que recebeu a notícia da morte dos pais no local do acidente.

    Homem morre de ataque cardíaco após saber que esposa morreu em acidente

  • Mulher mata 3 crianças e o filho por serem "bonitas demais"

    Mulher mata 3 crianças e o filho por serem "bonitas demais"

    Uma mulher foi presa na Índia após confessar quatro assassinatos, incluindo o do próprio filho, todos encenados como afogamentos acidentais. Segundo a polícia, ela escolhia vítimas que considerava “bonitas demais”, revelando uma obsessão doentia com aparência que só veio à tona após o último crime.

    Uma mulher de aproximadamente 30 anos foi presa em Panipat, no norte da Índia, acusada de matar quatro crianças ao longo de dois anos, entre elas o próprio filho e duas sobrinhas. Segundo a polícia, ela escolhia vítimas que considerava “bonitas demais”, motivada por uma obsessão doentia com aparência.

    Em entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira, 3 de dezembro, as autoridades informaram que os crimes foram cuidadosamente encenados para parecerem mortes acidentais por afogamento. A investigação aponta que a mulher, identificada como Poonam, confessou todos os homicídios durante o interrogatório.

    De acordo com o Indian Express, a polícia concluiu que ela não aceitava que outras crianças fossem “mais atraentes” que as dela. O primeiro crime ocorreu em 2023, quando matou a sobrinha e, em seguida, o próprio filho de três anos, que teria testemunhado o assassinato. As duas crianças foram encontradas em um tanque, e Poonam afirmou na época que ambas haviam caído na água enquanto brincavam.

    Meses depois, em agosto, outra criança da aldeia de Sivah foi morta da mesma forma, sem levantar suspeitas. O padrão só começou a ser identificado quando, recentemente, a sobrinha de seis anos da suspeita, Vidhi, desapareceu durante um casamento. Ela foi encontrada pela avó boiando em uma banheira no local da festa.

    O avô da menina, ex-investigador, achou a posição do corpo suspeita e alertou as autoridades, desencadeando uma apuração mais profunda. Chamado para depor, ele afirmou acreditar que a neta havia sido afogada propositalmente. A partir daí, a polícia ligou o caso às mortes anteriores e passou a investigar possíveis conexões.

    Durante o interrogatório, Poonam admitiu ter seguido Vidhi até o terraço do prédio durante o casamento. De acordo com a polícia, ela colocou a criança em uma banheira plástica cheia de água e a afogou antes de trancar a porta e retornar à festa. Os investigadores disseram que a suspeita “se irritava com meninas bonitas”.

    A polícia publicou no X um vídeo que mostra Poonam chegando ao tribunal com o rosto coberto por um lenço vermelho, deixando à mostra apenas os olhos. As autoridades afirmam que ela apresenta sinais de psicopatia, mas continuará sob custódia judicial enquanto a investigação prossegue.
     
     

    Mulher mata 3 crianças e o filho por serem "bonitas demais"

  • Casa Branca admite rigor com imigrantes durante a Copa do Mundo de 2026

    Casa Branca admite rigor com imigrantes durante a Copa do Mundo de 2026

    A Casa Branca afirmou que decisões sobre vistos e operações policiais poderão seguir critérios de segurança nacional durante a Copa do Mundo de 2026. A Human Rights Watch alertou para riscos a torcedores estrangeiros e pediu que a FIFA pressione o governo por garantias de proteção.

    O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não descarta operações policiais e detenções de imigrantes durante a Copa do Mundo de 2026. A informação foi dada nesta quarta-feira por Andrew Giuliani, líder do grupo de trabalho da Casa Branca responsável pela organização do evento.

    “Devo destacar que o presidente Trump não descarta nada que torne este país mais seguro”, afirmou Giuliani em coletiva de imprensa em Washington, realizada antes do sorteio dos grupos da Copa, marcado para sexta-feira no Kennedy Center, com presença do próprio presidente.

    Segundo Giuliani, o governo está atento a possíveis episódios de violência durante o torneio. “O que não toleraremos são tumultos que coloquem a segurança em risco”, disse. Ele reforçou que o evento deve provar que “segurança e hospitalidade podem caminhar juntas”.

    A Copa do Mundo de 2026, marcada para ocorrer entre 11 de junho e 19 de julho do próximo ano, será sediada pelos Estados Unidos, Canadá e México. A preparação acontece em meio às políticas migratórias rígidas adotadas pela administração Trump.

    Quando questionado sobre a possibilidade de negar vistos a torcedores que desejam entrar nos EUA para assistir aos jogos, Giuliani disse que, para o governo, “cada decisão sobre visto é uma decisão de segurança nacional”.

    Ele reforçou, porém, o compromisso anunciado recentemente por Trump e pela FIFA: qualquer pessoa com ingresso para um jogo terá acesso facilitado às autoridades migratórias para solicitar visto de entrada no país.

    Giuliani, filho do ex-prefeito de Nova York Rudy Giuliani, afirmou que o tempo de espera para emissão de vistos já foi reduzido para menos de dois meses em países como Brasil, Argentina e Equador. Ele também lembrou que cidadãos de países europeus e do Japão possuem isenção de visto.

    No caso das delegações de Haiti e Irã, países incluídos na lista de 19 nações com entrada proibida nos EUA por ordem do governo Trump, Giuliani explicou que “alguns membros das equipes receberam autorizações especiais” para ingressar no território norte-americano. Sobre torcedores haitianos e iranianos, ele disse que a decisão cabe ao Departamento de Estado.

    Mais cedo, a Human Rights Watch expressou preocupação com a segurança de estrangeiros que pretendem assistir à Copa de 2026. A organização citou o caso de um solicitante de asilo que levou seus filhos à final do Mundial de Clubes nos EUA, em julho, em Nova Jersey, e acabou detido pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE).

    “Um pai apaixonado por futebol, que planejou um dia especial com os filhos em um torneio da FIFA, acabou detido por três meses e depois foi enviado de volta a um país onde, segundo ele, sua vida corre risco”, afirmou Minky Worden, diretora de iniciativas globais da HRW.

    A ONG disse que o episódio “mostra as falhas dos esforços da FIFA diante dos graves riscos aos direitos humanos enfrentados por estrangeiros em eventos esportivos”. Além de criticar a entidade, a organização também apontou para as políticas migratórias do governo Trump.

    Worden alertou que a forma como os EUA aplicam suas leis de imigração durante grandes eventos esportivos “pode separar famílias e colocar pessoas que fogem de perseguição em risco mortal”.

    A HRW defendeu que a FIFA pressione o governo norte-americano a não usar a Copa do Mundo como oportunidade para intensificar operações migratórias, como ocorreu durante o Mundial de Clubes deste ano.

    Casa Branca admite rigor com imigrantes durante a Copa do Mundo de 2026

  • Momento divertido entre Tedros Adhanom e Lula viraliza nas redes sociais

    Momento divertido entre Tedros Adhanom e Lula viraliza nas redes sociais

    A gravação feita na Cúpula do G20 mostra Lula brincando com Tedros Adhanom Ghebreyesus, gesto que viralizou nas redes e recebeu milhares de curtidas, compartilhamentos e comentários que destacam a leveza do presidente brasileiro em ambientes diplomáticos.

    O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, publicou nas redes sociais um vídeo bem-humorado ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A postagem, feita no sábado, já acumulava milhares de curtidas e compartilhamentos.

    O registro foi feito durante a Cúpula do G20, realizada nos dias 22 e 23 de novembro, em Joanesburgo, na África do Sul. Nas imagens, Tedros aparece sentado quando Lula surge por trás, cobre seus olhos e o convida a adivinhar quem está ali. Os dois caem na risada e se abraçam em seguida.

    “Um momento descontraído com o presidente Lula na Cúpula do G20 em Joanesburgo”, escreveu Tedros na publicação. O vídeo já ultrapassa mil compartilhamentos, dez mil curtidas e reúne centenas de comentários.

    No X, antigo Twitter, um usuário destacou que é “impressionante” como Lula “leva leveza para qualquer ambiente”. Um escritor nigeriano também comentou que o presidente brasileiro é “sem dúvida, o chefe de Estado mais adoravelmente levado da atualidade”.

     
     
     

    Momento divertido entre Tedros Adhanom e Lula viraliza nas redes sociais

  • Putin endureceu posição em reunião com enviados de Trump

    Putin endureceu posição em reunião com enviados de Trump

    O presidente russo insinuou aumentar seu pedido inicial por terras do vizinho, que numa minuta oficial em junho incluía só as quatro províncias que anexou ilegalmente em 2022: Donetsk, Lugansk, Zaporíjia e Kherson

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente da Rússia, Vladimir Putin, endureceu ainda mais sua posição em relação às negociações para chegar a um acordo que encerre a Guerra da Ucrânia, maior conflito em solo europeu desde 1945.

    Segundo relato feito à Folha por duas pessoas com conhecimento do assunto em Moscou, a reunião de cinco horas do russo com o negociador americano Steve Witkoff e o genro de Donald Trump Jared Kushner serviu para que Putin rejeitasse quaisquer concessões a Volodimir Zelenski.

    A dupla enviada pelo presidente americano tentava uma solução de consenso para a terceira tentativa de Trump de acabar com a guerra que ele prometeu, na campanha que o levou de volta à Casa Branca, encerrar em 24 horas.

    A proposta era uma revisão do texto com 28 pontos montado por Witkoff e pelo negociador russo Kirill Dmitriev, que estava ao lado de Putin com o assessor presidencial Iuri Uchakov no encontro encerrado na madrugada desta quarta-feira (3, início da noite de terça no Brasil).

    Pelos poucos detalhes disponíveis, ela retirava os itens que não tinham ligação com a guerra em si, como selar a paz entre a Rússia e a aliança ocidental Otan, e amenizava as demandas russas atendidas em quase toda sua totalidade no primeiro documento -que Putin nunca chancelou como seu.

    De acordo com os relatos ouvidos pela reportagem, o presidente rejeitou todas as ideias mais favoráveis a Kiev, como a negociação territorial a partir das linhas de batalha atuais -o que deixaria cerca de 15% da vital área de Donetsk ainda sob controle ucraniano.

    Além disso, Putin insinuou aumentar seu pedido inicial por terras do vizinho, que numa minuta oficial em junho incluía só as quatro províncias que anexou ilegalmente em 2022: Donetsk, Lugansk, Zaporíjia e Kherson.

    Ele mencionou, segundo o relato, os ganhos militares recentes na região de Kharkiv, no norte do país, visando estabelecer o que ele chama de área de segurança -um tampão isolando o local do sul da Rússia, que Zelenski chegou a invadir por oito meses.

    É uma região que a elite russa considera sua. Como a Folha mostrou no ano passado, o Kremlin até bancou a edição de cartilhas infantis para as escolas das quatro regiões anexadas e também Kharkiv.

    Com efeito, o único comentário público feito no Kremlin sobre detalhes da reunião, feito por Uchakov, enfatizava a diferença de visões sobre questões territoriais. O porta-voz Dmitri Peskov apenas negou que o chefe tivesse rejeitado o plano como um todo, dizendo que as negociações continuam.

    Outros dois pontos citados como inaceitáveis na conversa foram a manutenção da possibilidade de a Ucrânia ingressar na Otan no futuro e o emprego de parte das reservas russas congeladas no exterior, objeto de uma ofensiva da União Europeia nesta quarta, para reconstruir a Ucrânia.

    Segundo agências de notícias, Witkoff e Kushner já relataram a conversa a Trump na tarde desta quarta. Os observadores russos consultados dizem que a impressão no Kremlin é de que eles ouviram, anotaram e iriam passar o recado. Houve pouca contestação além da apresentação dos pontos em si.

    Agora resta saber como Trump reagirá. Ele já foi e voltou na pressão sobre Moscou, mas o temor maior já expressado por Zelenski é de que a negociação esmoreça e o americano deixe Kiev na mão com seus mais limitados aliados europeus.

    Pesa em favor desse cenário a renovada disposição bélica da Putin. O russo anunciou avanços importantes nesta semana, alguns negados por Kiev, e parece convencido de que pode ao menos conquistar seus objetivos já colocados “manu militari”.

    Um sinal claro disso foi a provocação que fez à Europa minutos antes de se encontar com os americanos, dizendo que iria à guerra agora se os rivais assim quisessem. Com as sanções econômicas atrapalhando, mas não inviabilizando a guerra até aqui, ele tem fôlego para manter a ofensiva.

    Desta forma, como disse nesta quarta o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, apenas Trump poderá mediar o fim do conflito, embora talvez não como desfecho que o holandês deseja.

    Putin endureceu posição em reunião com enviados de Trump

  • EUA: Departamento de Justiça demite 8 juizes que trabalhavam em imigração

    EUA: Departamento de Justiça demite 8 juizes que trabalhavam em imigração

    A Justiça dos Estados Unidos está promovendo demissão em massa de juízes e profissionais que não estejam alinhados com a poítica do governo de Donald Trump

    Oito juízes responsáveis por questões de imigração em Nova York foram demitidos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, segundo informações divulgadas na terça-feira (2).

    De acordo com a Associação Nacional de Juízes de Imigração (NAIJ, na sigla em inglês), que confirmou informações divulgadas pela imprensa norte-americana, os oito magistrados atuam nº 26 da Federal Plaza, em Manhattan, que abriga um tribunal encarregado de analisar os casos de migrantes que tentam regularizar a situação de permanência nos Estados Unidos.

    Desde há meses, agentes da polícia federal com rostos encobertos percorrem diariamente os corredores daquele edifício e procedem à detenção de migrantes à saída de audiências, sob o olhar da imprensa, também presente todos os dias.

    Várias cenas de confrontos com a polícia e famílias separadas deram a volta ao mundo, tornando o nº 26 da Federal Plaza um local emblemático do endurecimento da política da Administração do Presidente Donald Trump em relação aos migrantes em situação irregular no país.

    Não se sabe o que motivou a escolha dos oito juízes demitidos, que se juntam a cerca de outros 90, segundo um cálculo do New York Times, demitidos durante o ano em todo o país (de um total de cerca de 600 com responsabilidades semelhantes).

    Para as associações de defesa dos migrantes, essas demissões visam substituir os juízes cessantes por profissionais mais alinhados com a política governamental.

    Este anúncio surge depois de, durante o fim de semana, várias dezenas de pessoas se terem reunido em Manhattan para impedir uma possível intervenção da Immigration and Costums Enforcement (ICE, polícia de imigração) contra vendedores ambulantes. A polícia de Nova York procedeu a várias prisões.

    No final de outubro, uma operação semelhante da polícia federal na muito turística Canal Street também provocou manifestações de pessoas que tentaram opor-se à mesma.

    “Cidade santuário” para os migrantes, Nova York tem limitado a cooperação entre as autoridades locais e os serviços federais de imigração.

    EUA: Departamento de Justiça demite 8 juizes que trabalhavam em imigração

  • Número de mortos nas cheias na Indonésia já ultrapassa os 800

    Número de mortos nas cheias na Indonésia já ultrapassa os 800

    Com mais de 650 desaparecidos e centenas de milhares de desabrigados, o governo indonésio é cobrado a decretar estado de emergência, enquanto organizações humanitárias afirmam que a medida é essencial para ampliar a resposta ao desastre.

    As inundações que devastaram a ilha de Sumatra, na Indonésia, alcançaram um número de vítimas ainda mais alarmante. A Agência Nacional de Gestão de Desastres do país (BNPB) informou nesta quarta-feira que o total de mortos subiu para 804, um salto significativo em relação ao balanço anterior, que contabilizava 631 vítimas. Mais de 650 pessoas seguem desaparecidas e centenas de milhares foram obrigadas a deixar suas casas.

    Mesmo diante da tragédia, que inclui milhares de feridos e destruição generalizada em várias regiões de Sumatra, o governo indonésio ainda resiste às pressões para decretar estado de emergência. A medida é considerada essencial por especialistas e organizações humanitárias, que afirmam que isso permitiria ampliar recursos e melhorar a coordenação dos esforços de assistência.

    A Indonésia decretou estado de emergência apenas em três ocasiões desde que existem registros: durante o terremoto e tsunami de 1992, no tsunami de 2004 que deixou dezenas de milhares de mortos e na pandemia de covid-19.

    A comparação com o Sri Lanka, que enfrenta enchentes e já declarou estado de emergência solicitando ajuda internacional, tem aumentado a cobrança sobre Jacarta. A Amnistia Internacional na Indonésia afirmou que a medida é “urgentemente necessária” para mobilizar forças nacionais e internacionais no apoio às vítimas.

    Segundo as autoridades locais, a catástrofe foi agravada pelo volume excepcional de chuva que atingiu a região por um período prolongado, levando rios ao transbordamento e causando destruição em larga escala.
     
     

    Número de mortos nas cheias na Indonésia já ultrapassa os 800