Categoria: MUNDO

  • Ataque a tiros deixa 11 mortos em campo de futebol no México

    Ataque a tiros deixa 11 mortos em campo de futebol no México

    O crime ocorreu em uma região marcada pela violência entre grupos criminosos que disputam o tráfico de drogas e roubo de combustível

    Um ataque armado após uma partida de futebol, neste domingo (25), deixou 11 mortos e 12 feridos no Estado de Guanajuato, na região central do México. Um homem armado abriu fogo contra pessoas no campo de futebol de Salamanca após o fim de uma partida.

    O prefeito da cidade contou  que dez pessoas morreram no local e outra morreu no hospital. Em publicação nas redes sociais, Cesar Prieto afirmou que uma mulher e uma criança estão entre os feridos.

    O estado de Guanajuato, onde fica Salamanca, tem a maior taxa de homicídios do país, com 2.035 crimes do tipo no ano passado. A maior parte dessas mortes tem relação com a disputa territorial entre o cartel da Nova Geração de Jalisco e o cartel de Santa Rosa de Lima, que nasceu na região.

    Autoridades federais foram acionadas para investigar o crime. A suspeita inicial da polícia é de que o crime tenha relação com a briga de cartéis na região. 

    O México tem tentado combater os carteis com a transferência de presos para os EUA e com operações policiais. Entre os presos em operações recentes no país está o ex-atleta olímpico canadense Ryan Wedding, acusado de tráfico de cocaína.

    Ataque a tiros deixa 11 mortos em campo de futebol no México

  • Clinton e Obama pedem que americanos se manifestem contra mortes pelo ICE

    Clinton e Obama pedem que americanos se manifestem contra mortes pelo ICE

    Bill Clinton e Barack Obama pediram uma reação do povo norte-americano contra as mortes violentas que vem acontecendo pela polícia anti-imigração dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês)

    O ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton pediu aos norte-americanos para se manifestarem, denunciando as “cenas horríveis” em Minneapolis, onde duas pessoas foram mortas pela polícia de imigração, comandada por Donald Trump.

    “Cabe a todos nós que acreditamos na promessa da democracia norte-americana manifestarmo-nos”, disse no domingo o ex-líder democrata, acusando o governo Trump de mentir sobre as duas mortes.

    Também o ex-presidente norte-americano Barack Obama já tinha reagido, considerando a morte de mais um cidadão norte-americano por agentes da polícia anti-imigração dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) uma “tragédia desoladora” e apelando a uma reação face ao que considera serem ataques perpetrados contra os valores fundamentais dos Estados Unidos.

    “Cabe a cada cidadão levantar-se contra a injustiça, de proteger as nossas liberdades fundamentais, e responsabilizar o nosso Governo”, refere Barack Obama, em um comunicado citado pela agência de notícias France Presse, no qual acusa a Administração de Donald Trump de estar “ansiosa por agravar a situação”.

    Agentes da ICE mataram no sábado de manhã um homem na cidade de Minneapolis, estado do Minnesota (centro-norte).

    Mais tarde foi divulgado que se tratava de Alex Jeffrey Pretti, de 37 anos, um enfermeiro de cuidados intensivos da Administração de Veteranos, departamento governamental que lida com assuntos dos ex-militares.

    Alex Pretti era um cidadão norte-americano, nascido no estado do Illinois (centro). Tal como Renee Good, morta em 07 de janeiro, Pretti não tinha antecedentes criminais e a família contou à agência de notícias Associated Press (AP) que nunca tinha tido interações com a polícia, excetuando algumas multas de trânsito.

    Entretanto, as autoridades federais norte-americanas anunciaram que o agente que matou a tiro Pretti tem oito anos de experiência na Patrulha Fronteiriça dos Estados Unidos (USBP, na sigla em inglês) e “possui vasta formação como agente de segurança em campos de tiro e como agente especializado no uso de armas não letais”.

    Um alto funcionário da USBP, Greg Bovino, em uma coletiva de imprensa em Minneapolis no sábado, referiu que o tiroteio aconteceu às 09:05, quando agentes realizavam uma operação contra um “imigrante indocumentado”, chamado José Huerta Chuma.

    Durante a operação, “um homem aproximou-se dos agentes da patrulha fronteiriça com uma pistola semiautomática de nove milímetros, os agentes tentaram desarmá-lo, mas ele resistiu violentamente”, relatou Bovino, acrescentando que, “temendo pela sua vida e dos seus companheiros, um agente disparou em legitima defesa”.

    Vários vídeos analisados pela AP desmentem a versão do governo Trump, mostrando um agente ICE disparando contra Pretti após uma confusão, onde ele segurava apenas um celular.

    Nos vídeos, o cidadão é visto gravando uma discussão, descreve a agência. Durante a luta, os agentes descobriram que ele estava na posse de uma pistola semiautomática de 9 mm e abriram fogo com vários tiros.

    De acordo com a família, o enfermeiro possuía uma arma, para a qual tinha licença de porte oculto no Minnesota, mas nunca o viram a usá-la.

    A tensão no estado de Minnesota e os protestos aumentaram após a morte, em 07 de janeiro, de Renee Good, cidadã norte-americana de 37 anos e mãe de três filhos, que foi baleada por um agente da ICE quando dirigia, embora o Governo de Donald Trump a acuse de “terrorismo doméstico”.

    Além disso, a detenção de vários menores, entre eles uma criança de 5 anos que permanece detida com o pai em um centro de detenção em San Antonio, Texas (sul), aumentou a indignação de muitos cidadãos, que acusam a ICE de abuso.

    O presidente da Câmara de Minneapolis, Jacob Frey, o chefe da polícia local, Brian O’Hara, e o governador do Minnesota, o democrata Tim Walz, já pediram ao Presidente norte-americano para pôr fim às operações na cidade.

    Clinton e Obama pedem que americanos se manifestem contra mortes pelo ICE

  • Minneapolis pede reforço para conter situação tensa na cidade

    Minneapolis pede reforço para conter situação tensa na cidade

    Neste sábado, um enfermeiro estadunidense de 37 anos identificado como Alex Pretti foi morto por um agente de imigração do Departamento de Segurança Interna (DHS), o que gerou protestos pela cidade.

    O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, solicitou formalmente ao governador do Minnesota, Tim Walz, o auxílio da Guarda Nacional do Minnesota para reforçar os recursos policiais da cidade.

    Neste sábado, um enfermeiro estadunidense de 37 anos identificado como Alex Pretti foi morto por um agente de imigração do Departamento de Segurança Interna (DHS), o que gerou protestos pela cidade.

    A prefeitura apontou que os recursos policiais locais estão sobrecarregados, com as manifestações causadas pelo que classificou de “perturbação da segurança pública decorrente da ação de milhares de agentes federais de imigração nos bairros de Minneapolis”.

     

    A administração contou que os integrantes da Guarda Nacional do Minnesota vão auxiliar a polícia local e os serviços de emergência na proteção da segurança da comunidade na área próxima da Rua 26 e da Avenida Nicollet, região onde ocorreu o enfermeiro foi morto. Se necessário, os agentes da Guarda podem atuar em outros postos da cidade.
    Ainda seguindo a nota da prefeitura, para diferenciar de outros agentes com uniformes semelhantes, que atuam na região, os membros da Guarda Nacional de Minnesota usarão coletes refletores néon e estarão sempre em contacto próximo com os agentes da polícia de Minneapolis que estiverem na operação.
    A prefeitura informou que o destacamento da Guarda Nacional do Minnesota foi a pedido das autoridades locais, não tendo, qualquer, envolvimento do governo federal nas atividades.

    Em uma medida para a área de segurança pública, o Departamento de Polícia de Minneapolis (MPD) determinará, temporariamente, um perímetro de restrição de circulação de veículos junto ao local onde ocorreu o tiroteio. Somente o tráfego residencial terá acesso ao local.

    “Pedimos a todos os que estão reunidos na zona que se retirem para garantir a segurança pública. Caso as autoridades municipais observem materiais a serem recolhidos para barricadas ou incêndios, esses materiais serão removidos e quaisquer incêndios serão extintos”, apontou a prefeitura em nota.
    Durante do sábado, autoridades democratas reagiram ao terceiro tiroteio envolvendo agentes federais na cidade, demonstrando indignação pelo medo e pela degradação da segurança pública, além das perdas de vidas provocada pela ação de milhares de agentes federais em Minneapolis. Aconselharam também que a comunidade continue dando prioridade à segurança de todos e que participem pacificamente dos protestos.
    “Pedimos que a administração Trump e a invasão de agentes federais abandonem a nossa cidade. Quantas pessoas mais precisam morrer?”, disse o presidente da Câmara, Jacob Frey, conforme a nota, acrescentando que espera que os agentes federais reflitam o que ocorre na cidade. Frey afirmou que eles precisam defender a América e não dividir a nação como estão fazendo.

    “Sabemos que há muita raiva, mas também pedimos à nossa comunidade que mantenha a calma enquanto trabalhamos nos detalhes desta tragédia”, disse o chefe da polícia de Minneapolis, Brian O’Hara.

    A polícia de Minneapolis informou que foi montado um posto de comando desta força de segurança e que a Patrulha Rodoviária de Minnesota e outras forças policiais da área metropolitana de Minneapolis-Saint Paul estão prontas para auxiliar, caso seja necessário. As forças policiais da área metropolitana ajudam a polícia da cidade no atendimento de chamadas de emergência.
    “A nossa exigência hoje é que os agentes federais da nossa cidade ajam com a disciplina e a integridade que esperamos dos nossos próprios agentes todos os dias”, disse O’Hara.
    No entendimento da diretora de Gestão de Emergências de Minneapolis, Rachel Sayre, que tem vasta experiência em operações de emergência internacionais em países como a Síria e o Iémen, eventos deste tipo provocam impacto duradouro e intergeracional nas famílias da comunidade.

    De acordo com a diretora, nestes momentos, surgem o melhor e o pior da comunidade, sendo o pior o terror e o medo em famílias por toda a cidade até em uma ida ao supermercado ou à escola.

    “Mas o melhor, sem dúvida, é a resposta pacífica da comunidade neste momento e o cuidado com os seus vizinhos. Além disso, a nossa equipe da Câmara Municipal trabalha incansavelmente para garantir que os recursos disponíveis sejam disponibilizados”, completou na nota.

    A morte de Alex Pretti elevou o nível de tensões entre as autoridades federais e estaduais, na escalada que vem desde o assassinato da norte-americana Renee Good, em 7 de janeiro, também na cidade e ainda e foi reforçada com a detenção de um norte-americano levado de casa de bermuda e com a detenção de crianças em idade escolar, incluindo um menino de 5 anos.

    Minneapolis pede reforço para conter situação tensa na cidade

  • Homem encontra tesouro romano antigo de R$ 34 milhões no quintal de casa

    Homem encontra tesouro romano antigo de R$ 34 milhões no quintal de casa

    O episódio ocorreu na cidade de Hoxne e resultou na localização de um tesouro avaliado em milhões, além de possuir enorme importância histórica.

    O desaparecimento de um simples martelo no quintal de uma propriedade rural levou a uma das descobertas arqueológicas mais relevantes do Reino Unido. O episódio ocorreu na cidade de Hoxne e resultou na localização de um tesouro avaliado em milhões de libras, além de possuir enorme importância histórica.

    Em 1992, o fazendeiro Peter Whatling percebeu que havia perdido uma ferramenta em suas terras e decidiu pedir ajuda a um amigo, Eric Lawes, jardineiro aposentado e entusiasta da detecção de metais. Em 16 de novembro daquele ano, enquanto procuravam pelo objeto, os dois acabaram encontrando diversos artefatos antigos enterrados no solo, incluindo moedas e colheres.

    Após a descoberta inicial, os amigos optaram por informar as autoridades locais e o serviço arqueológico, permitindo que especialistas analisassem o material e realizassem uma investigação completa da área. Essa escolha foi fundamental para que os arqueólogos conseguissem registrar com precisão o posicionamento de cada objeto, em vez de uma escavação improvisada que poderia comprometer as informações históricas.

    O conjunto ficou conhecido como Tesouro de Hoxne e é considerado um dos mais importantes achados de ouro e prata do final do período romano na Grã-Bretanha. No ranking internacional, ocupa o quinto lugar entre os dez maiores tesouros de metais preciosos datados entre os séculos 2 e 7 d.C. Ao todo, foram catalogadas 15.233 moedas, além de vasos de prata, joias de ouro, colheres e itens de higiene pessoal.

    Durante a escavação, também foram encontrados vestígios de madeira e outros materiais orgânicos. Essas evidências indicaram que os objetos estavam guardados em um baú de carvalho, com divisórias internas protegidas por palha e tecido.

    Os estudiosos acreditam que o tesouro tenha sido enterrado no século 5 d.C., já que algumas moedas datam dos anos 407 e 408, embora a maioria seja mais antiga. A identidade do proprietário e o motivo do esconderijo permanecem desconhecidos, podendo estar ligados a um período de instabilidade ou ao resultado de um roubo.

    Em 1993, as peças foram entregues à Coroa britânica e posteriormente vendidas a museus. Parte do acervo está exposta no Museu Britânico, em Londres. O valor obtido foi repassado ao descobridor e ao dono do terreno, que dividiram 1,75 milhão de libras, quantia equivalente a cerca de 4,7 milhões atualmente, quase R$ 34 milhões.

    Homem encontra tesouro romano antigo de R$ 34 milhões no quintal de casa

  • Vance critica "caos" em Minneapolis: "Consequência da extrema-esquerda"

    Vance critica "caos" em Minneapolis: "Consequência da extrema-esquerda"

    JD Vance reiterou as suas críticas à “extrema-esquerda” e às autoridades de Minnesota depois de, no sábado (24), agentes do ICE terem baleado um homem, de 37 anos, na cidade de Minneapolis.

    O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, voltou a criticar, neste domingo, a “extrema esquerda” e as autoridades de Minnesota após agentes do serviço de imigração (ICE) terem baleado um homem na cidade de Minneapolis, no sábado.

    “Esse nível de caos organizado é exclusivo de Minneapolis. É a consequência direta de agitadores da extrema esquerda, que trabalham junto com as autoridades locais”, escreveu em uma publicação no X (antigo Twitter).

    Vale destacar que, há dois dias, JD Vance já havia responsabilizado a extrema esquerda e as autoridades locais pelo caos que tem ocorrido no estado de Minnesota, enquanto a administração de Donald Trump mantém sua política anti-imigração.

    A recente turbulência “foi criada, penso eu, por muitas pessoas, francamente, da extrema esquerda, e também por algumas autoridades policiais estaduais e locais que poderiam fazer um trabalho muito melhor na cooperação”, afirmou o vice-presidente na sexta-feira.

    Segunda morte às mãos do ICE no espaço de três semanas

    Alex Pretti, de 37 anos, foi morto a tiros por um agente do ICE no sábado, em Minneapolis. Essa é a segunda morte causada por agentes do serviço de imigração no intervalo de três semanas na cidade do estado norte-americano de Minnesota.

    A vítima, cidadã dos Estados Unidos, teria sido cercada e agredida por várias pessoas, sendo ouvidos cerca de dez disparos em seguida.

    A porta-voz do Departamento de Segurança Interna, Tricia McLaughlin, disse à Associated Press (AP), por meio de mensagens de texto, que o homem portava uma arma de fogo com dois carregadores e que a situação estava “em evolução”, alegando que os agentes teriam agido em legítima defesa.

    No entanto, testemunhas oculares, familiares e autoridades afirmam que Alex Pretti não estava armado, contrariando a versão da administração Trump.

    As imagens da agressão

    Horas após o ocorrido, diversos vídeos já circulavam nas redes sociais, mostrando o momento em que o homem de 37 anos é morto pelos agentes.

    Nas imagens, é possível ver um grupo de cerca de cinco agentes do serviço de imigração em volta de Alex Jeffrey Pretti, enfermeiro de profissão, imobilizando-o no chão.

    Em determinado momento, o homem parece conseguir se ajoelhar e começar a se levantar, mas, de repente, os tiros são disparados. Em um dos vídeos, a mulher que grava a cena — e que está relativamente perto do local — começa imediatamente a correr para longe, enquanto grita. Em outro, gravado no interior de um estabelecimento, é possível ouvir um jovem, completamente incrédulo com o que acabou de acontecer, repetindo: “Ele está morto. Mataram ele.”

    Vance critica "caos" em Minneapolis: "Consequência da extrema-esquerda"

  • China investiga general por minar autoridade do presidente Xi Jinping

    China investiga general por minar autoridade do presidente Xi Jinping

    O Exército chinês detalhou hoje as razões pelas quais foi aberta uma investigação contra o general de mais alta patente do país, Zhang Youxia, acusado de “minar” a autoridade do Presidente Xi Jinping.

    Um editorial publicado no PLA Daily, o jornal oficial do Exército Popular de Libertação (EPL), indica que as investigações anunciadas neste sábado contra Zhang, assim como contra o chefe do Departamento do Estado-Maior Conjunto da Comissão Militar Central (CMC, órgão máximo do Exército), Liu Zhenli, mostram que “não há tolerância na luta contra a corrupção”.

    Zhang, de 75 anos, é o primeiro vice-presidente da CMC, o que o coloca como o “número 2” militar do país, com uma patente apenas abaixo da de Xi Jinping, que lidera o órgão. Ele também é um dos 24 membros do Politburo, o segundo escalão de comando do Partido Comunista Chinês (PCC), que está no poder.

    “Zhang e Liu, como altos comandantes do Partido e do Exército, traíram profundamente a confiança que lhes foi depositada (…) e violaram gravemente o sistema de responsabilidade suprema que reside no presidente da CMC [Xi]”, afirma o texto, também divulgado pela agência oficial Xinhua.

    O artigo acusa os dois generais de “agravarem os problemas políticos e de corrupção que ameaçam a autoridade absoluta do Partido sobre as Forças Armadas” e de “mancharem a imagem e a autoridade dos líderes da CMC”.

    “Eles causaram graves danos aos esforços para reforçar a lealdade política no Exército, ao ambiente político das Forças Armadas e à preparação geral para o combate, o que representa um impacto negativo significativo para o Partido, o país e o Exército”, acrescenta o documento.

    Além de revelar as acusações contra os dois generais, o editorial enfatiza o objetivo das purgas militares promovidas por Xi: “Ficou demonstrado que, quanto mais o Exército combate a corrupção, mais forte e puro ele se torna, com maior capacidade de combate. Se a corrupção for erradicada de forma profunda, as Forças Armadas serão mais capazes e terão mais confiança”, escreve o PLA Daily.

    Zhang era considerado uma figura-chave nos planos de Xi para modernizar as Forças Armadas e também o aliado militar mais próximo do presidente chinês, em parte porque os pais de ambos — o general Zhang Zongxun e o vice-primeiro-ministro (1959–1965) Xi Zhongxun — lutaram juntos na guerra civil que culminou na fundação da República Popular da China, em 1949.

    De acordo com fontes anônimas citadas pelo jornal de Hong Kong South China Morning Post, a acusação contra Zhang — que teria sido detido na última segunda-feira — envolve corrupção, “falha no controle” de colaboradores próximos e familiares, além de não ter comunicado os problemas à cúpula do PCC de forma imediata.

    Tanto Zhang quanto Liu, heróis de guerra condecorados e os únicos membros da liderança da CMC com experiência real de combate — ambos participaram das campanhas contra o Vietnã no fim dos anos 1970 — estiveram ausentes de um seminário do PCC presidido por Xi nesta semana, o que gerou especulações sobre seu paradeiro.

    Desde que chegou ao poder, em 2012, Xi promoveu sucessivas purgas no alto comando das Forças Armadas, com o objetivo tanto de combater a corrupção em suas fileiras quanto de reforçar a lealdade dos comandantes militares ao PCC e à sua liderança.

    Durante o terceiro mandato de Xi, iniciado em 2022, como consequência dessas purgas, o número de membros da CMC foi reduzido de sete para quatro, a estrutura mais enxuta desde o fim do maoísmo, em 1976.

    Comandantes de diferentes ramos das Forças Armadas, comissários políticos e até ministros da Defesa estiveram na mira nos últimos anos, com um ponto culminante em outubro do ano passado, quando as autoridades chinesas anunciaram a expulsão do Exército e do PCC de até nove generais.

    O caso mais notório foi o de He Weidong, que chegou a ser o “número 3” do Exército após uma ascensão meteórica em 2022 e que, depois de se posicionar logo atrás de Xi e Zhang na hierarquia militar, desapareceu da cena pública em março de 2025, antes de ser formalmente acusado de corrupção.

    A expulsão de He do EPL e do PCC foi histórica, pois ele se tornou o primeiro vice-presidente uniformizado da CMC a ser destituído durante o exercício do cargo em quase seis décadas. O último caso semelhante havia sido o de He Long, em 1967, durante a Revolução Cultural chinesa (1966–1976).

    Outros líderes militares de destaque recentemente expurgados incluem Miao Hua, um almirante considerado próximo de Xi; os ex-ministros da Defesa Wei Fenghe (2018–2023) e Li Shangfu (março–outubro de 2023); e os comandantes da Força de Foguetes Li Yuchao e Wang Houbin.

    China investiga general por minar autoridade do presidente Xi Jinping

  • Trump não vai ao Super Bowl e critica Bad Bunny e Green Day: "Terrível"

    Trump não vai ao Super Bowl e critica Bad Bunny e Green Day: "Terrível"

    Donald Trump revelou que, este ano, não irá assistir ao Super Bowl, que se realiza em 8 de fevereiro, no estado da Califórnia. Apesar da sua ausência não ser motivada pelos artistas que vão atuar, o presidente dos EUA não poupou críticas a Bad Bunny e à banda Green Day.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não pretende comparecer ao Super Bowl neste ano e criticou os artistas escolhidos para se apresentar no show do intervalo do evento esportivo, marcado para o dia 8 de fevereiro.

    Em entrevista ao jornal New York Post, o líder norte-americano disse não ter ficado nada satisfeito com a escolha do cantor porto-riquenho Bad Bunny e da banda Green Day, ambos críticos das políticas de seu governo.

    “Sou contra eles. Acho que é uma escolha terrível. Tudo o que fazem é espalhar ódio. Terrível”, afirmou Trump.

    Ainda assim, o presidente justificou que os artistas não seriam o principal motivo de sua ausência, mas sim o fato de o jogo acontecer “longe”.

    “Eu iria, mas é muito longe”, declarou.

    Vale lembrar que o Super Bowl — final da National Football League (NFL) — será realizado no dia 8 de fevereiro, no Levi’s Stadium, na Califórnia. No ano passado, a final de um dos maiores eventos esportivos dos Estados Unidos — e também um dos maiores espetáculos de entretenimento por conta do show do intervalo — ocorreu em Nova Orleans, no estado da Louisiana. Em comparação com a Casa Branca, a Califórnia fica no extremo oposto do país, na costa oeste, enquanto a residência oficial do presidente está localizada na costa leste. Nova Orleans, por sua vez, fica consideravelmente mais próxima de Washington.

    Bad Bunny? “É uma decisão terrível”

    Em outubro do ano passado, o presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Mike Johnson, também criticou a escolha de Bad Bunny para o show do intervalo do Super Bowl, classificando-a como uma “decisão terrível”, segundo a agência EFE.

    “Eu nem sabia quem era Bad Bunny, mas acho que é uma decisão terrível”, disse o parlamentar após ser questionado por um repórter nos corredores do Congresso.

    Mike Johnson afirmou ainda que o artista “não atrai um público amplo” e destacou que o Super Bowl é um evento acompanhado por “muitas pessoas, incluindo crianças e jovens impressionáveis”.

    O congressista sugeriu que o cantor de música country Lee Greenwood seria uma escolha melhor do que Bad Bunny.

    Bad Bunny aceita convite após excluir os EUA de turnê

    Bad Bunny foi o artista escolhido para se apresentar no show do intervalo da próxima edição do Super Bowl. A informação foi anunciada em setembro pela NFL, Apple Music e pela produtora Roc Nation.

    Em comunicado divulgado à imprensa internacional, o cantor porto-riquenho, de 31 anos, declarou: “O que estou sentindo vai além de mim. É por aqueles que vieram antes de mim e correram muito para que eu pudesse entrar em campo e marcar um touchdown”.

    “Isso é para o meu povo, para a minha cultura e para a nossa história. Vai e conta para a sua avó que seremos o show do intervalo do Super Bowl”, completou.

    “O show do intervalo é a maior celebração de música e cultura, e poucos artistas representam essa interseção de forma tão perfeita e autêntica quanto Bad Bunny”, afirmou, por sua vez, Oliver Schusser, vice-presidente da Apple para música e esportes, no mesmo comunicado.

    Vale destacar, no entanto, que Bad Bunny deixou os Estados Unidos fora de sua turnê mundial, iniciada em 2025 e com encerramento previsto para este ano, e explicou o principal motivo.

    “Houve muitos motivos pelos quais não me apresentei nos Estados Unidos, e nenhum deles foi por ódio — já toquei lá muitas vezes”, disse o artista em entrevista à revista britânica i-D, há cerca de duas semanas. Ele acrescentou que “todos os shows foram um sucesso” e que gostou “de se conectar com os latino-americanos que vivem nos EUA”.

    Ainda assim, Bad Bunny afirmou temer que “o maldito ICE (Immigration and Customs Enforcement)” pudesse “ficar do lado de fora [dos shows]”, já que tanto porto-riquenhos quanto outras pessoas da América Latina poderiam ir aos concertos e acabar sendo alvo de fiscalizações e deportações.

    Trump não vai ao Super Bowl e critica Bad Bunny e Green Day: "Terrível"

  • Imobilizado e no chão! O que mostram os vídeos da morte em Minneapolis?

    Imobilizado e no chão! O que mostram os vídeos da morte em Minneapolis?

    Um homem de 37 anos foi morto pelo ICE durante um protesto em Minneapolis, no estado do Minnesota, este sábado (24). Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram o momento que levou à morte do enfermeiro Alex Jeffrey Pretti: nas imagens é possíovel ver que o homem estava imobilizado no chão.

    Horas depois de o ICE (Serviço de Imigração dos Estados Unidos) ter matado outro cidadão norte-americano durante um protesto em Minneapolis, no estado de Minnesota, vídeos já circulavam amplamente nas redes sociais, mostrando o momento em que o homem de 37 anos é morto pelos agentes.

    Nas imagens, que podem ser vistas acima, é possível observar um grupo de cerca de cinco agentes do serviço de imigração ao redor de Alex Jeffrey Pretti, enfermeiro de profissão, imobilizando-o no chão.

    Em determinado momento, o homem parece conseguir se ajoelhar e começar a se levantar, mas, de repente, os tiros são disparados. Em um dos vídeos, a mulher que grava a cena — e que está relativamente próxima do local — começa imediatamente a correr para longe, enquanto grita. Em outro vídeo, gravado do interior de um estabelecimento, é possível ouvir um jovem, completamente incrédulo com o que acabou de acontecer, repetindo: “Ele está morto. Mataram ele.”

    Pais pediram que ele tivesse cuidado durante os protestos

    O homem de 37 anos era enfermeiro de terapia intensiva da Administração de Veteranos, órgão governamental responsável por assuntos relacionados a veteranos de guerra.

    A agência Associated Press (AP) conversou com familiares do enfermeiro e apurou que ele era amante da natureza e havia participado dos protestos realizados em Minneapolis após o assassinato de Renee Good, também pelo ICE, no início do mês.

    “Ele se importava profundamente com as pessoas e estava muito chateado com o que vinha acontecendo em Minneapolis e nos Estados Unidos com o ICE, assim como milhões de outras pessoas. E sentia que protestar era uma forma de expressar isso, sua preocupação com os outros”, disse o pai do enfermeiro, Michael Pretti, à Associated Press.

    Alex Pretti era cidadão norte-americano, nascido no estado de Illinois. Assim como Renee Good, não tinha antecedentes criminais, e a família relatou que ele nunca havia tido interações com a polícia, exceto por algumas multas de trânsito.

    Em uma conversa recente com o filho, os pais de Alex Pretti, que vivem no estado de Wisconsin, pediram que ele tivesse cuidado durante os protestos.

    “Tivemos essa conversa com ele há duas semanas, dizendo para protestar, mas sem se envolver, sem fazer nada estúpido, basicamente. E ele disse que sabia disso. Ele sabia disso”, contou Michael Pretti.

    ICE alega que Alex se aproximou dos agentes armado

    O Departamento de Segurança Interna afirmou que o enfermeiro foi baleado após “se aproximar” de agentes do ICE portando uma arma semiautomática de 9 milímetros. As autoridades não especificaram se Alex Pretti chegou a empunhar a arma, que não é visível em um vídeo do tiroteio analisado pela AP — nem nos vídeos encontrados pelo Notícias ao Minuto nas redes sociais.

    De acordo com a família, o enfermeiro possuía uma arma, para a qual tinha licença de porte oculto em Minnesota, mas nunca o viram utilizá-la.

    A família de Alex Pretti tomou conhecimento do tiroteio quando foi contatada pela AP.

    Enquanto isso, autoridades federais norte-americanas anunciaram que o agente que matou Alex Pretti a tiros possui oito anos de experiência na Patrulha de Fronteira dos Estados Unidos (USBP, na sigla em inglês).

    “O agente era altamente capacitado e contava com oito anos de atuação na patrulha de fronteira. Possui ampla formação como agente de segurança em campos de tiro e como agente especializado no uso de armas não letais”, afirmou, em entrevista coletiva realizada nesta terça-feira em Minneapolis, um alto funcionário da USBP.

    Greg Bovino informou que o tiroteio ocorreu às 9h05 no horário local (15h05 em Lisboa), quando agentes realizavam uma operação contra um “imigrante indocumentado”, identificado como José Huerta Chuma, que, segundo ele, tinha antecedentes de violência doméstica e perturbação da ordem pública.

    Durante a operação, “um homem se aproximou dos agentes da patrulha de fronteira com uma pistola semiautomática de nove milímetros. Os agentes tentaram desarmá-lo, mas ele resistiu violentamente”, relatou Bovino, acrescentando que, “temendo por sua própria vida e pela de seus colegas, um agente disparou em legítima defesa”.

    Greg Bovino afirmou ainda que equipes médicas prestaram atendimento imediato à vítima, que foi declarada morta no local, e que o homem “também portava dois carregadores cheios e não tinha documentos de identificação visíveis”.

    A tensão no estado de Minnesota e os protestos aumentaram após a morte, em 7 de janeiro, de Renee Good, cidadã americana de 37 anos e mãe de três filhos, que foi baleada por um agente do ICE enquanto dirigia seu veículo, embora o governo de Donald Trump a acuse de “terrorismo doméstico”.

    Além disso, a detenção de vários menores — entre eles uma criança de cinco anos que permanece detida com o pai em um centro de detenção em San Antonio, no Texas — aumentou a indignação de muitos cidadãos, que acusam o ICE de abuso.

    Imobilizado e no chão! O que mostram os vídeos da morte em Minneapolis?

  • Mais de 9.000 voos são cancelados nos EUA em preparação para nevasca

    Mais de 9.000 voos são cancelados nos EUA em preparação para nevasca

    O diretor do Serviço Nacional de Meteorologia, Ken Graham, disse que “esta é uma tempestade perigosa”, e afirmou que deve afetar quase 200 milhões de pessoas até segunda-feira.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Mais de 9.000 voos foram cancelados nos Estados Unidos neste fim de semana, de acordo com o Flight Aware, um site de rastreamento aéreo. Diversas regiões do paíse se preparam para uma nevasca que começou a atingir ao menos 14 estados nesta sexta.

    O diretor do Serviço Nacional de Meteorologia, Ken Graham, disse que “esta é uma tempestade perigosa”, e afirmou que deve afetar quase 200 milhões de pessoas até segunda-feira.

    Pelo menos 14 estados e o distrito federal declararam situação de emergência. Com isso, autoridades locais podem destravar mais recursos e mobilizar equipes para mitigar o impacto do evento climático. Trabalhadores despejaram sal nas estradas de várias regiões, uma medida que diminui as chances de acidentes ao dificultar a formação de gelo.

    De acordo com autoridades do estado da Pensilvânia, não é apenas a quantidade de neve que pode tornar a tempestade um desafio, mas também a velocidade com que ela cairá.

    O Serviço Nacional ainda alertou para o “acúmulo catastrófico de gelo” que pode atingir algumas regiões. O fenômeno ocorre quando a neve derrete e congela novamente, formando gelo no solo, e pode afetar as áreas sul e sudeste do país.

    À medida que a tempestade avança para o leste neste sábado e domingo (25), mais de meio centímetro de gelo pode se acumular em Atlanta, Charlotte e Raleigh, na Carolina do Norte, neste fim de semana, o que reflete a grande extensão do país que será impactada -1.500 km separam Oklahoma City de Charlotte.

    No domingo, de 10 a 20 centímetros de neve devem cair sobre a capital, Washington, além de Baltimore, Nova York e Boston.

    Mais de 9.000 voos são cancelados nos EUA em preparação para nevasca

  • China investiga generais da alta cúpula militar por suspeita de corrupção

    China investiga generais da alta cúpula militar por suspeita de corrupção

    O anúncio ocorre em meio a uma ampla campanha que, segundo o líder Xi Jinping, no poder há mais de uma década, visa erradicar a corrupção dentro do partido e do país.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A China anunciou neste sábado (24) a abertura de uma investigação contra um vice-presidente de sua Comissão Militar Central (CMC) e outro funcionário de alto escalão do órgão, sob suspeita de “graves violações disciplinares” -expressão geralmente usada pelo regime como um eufemismo para corrupção.

    O anúncio ocorre em meio a uma ampla campanha que, segundo o líder Xi Jinping, no poder há mais de uma década, visa erradicar a corrupção dentro do partido e do país.

    “Após análise, foi decidido abrir uma investigação contra Zhang Youxia e Liu Zhenli”, disse o Ministério da Defesa em um comunicado. Os dois são suspeitos de cometer “graves violações disciplinares e da lei”, afirmou o texto.

    A CMC é o órgão supremo de comando militar do aparato estatal chinês e é responsável pelo controle do Partido Comunista sobre as Forças Armadas e pela coordenação da defesa nacional.

    “Essa medida é sem precedentes na história das Forças Armadas chinesas e representa a total aniquilação do alto comando”, afirmou Christopher Johnson, um ex-analista da agência americana de inteligência, ao jornal The New York Times.

    Zhang Youxia, 75, é o general mais graduado entre os dois vice-presidentes da CMC. Ele divide o cargo com Zhang Shengmin, um general da Força de Foguetes de Pequim, que assumiu o posto em outubro, após Pequim destituir seu antecessor em operação semelhante.

    Liu, 61, é o presidente do Estado-Maior Conjunto da CMC. Ambos os generais são subordinados do líder chinês Xi Jinping.

    Com as novas investigações e afastamento dos envolvidos, a Comissão Militar Central fica com apenas dois membros: Xi e o general Shengmin, que supervisionou os expurgos militares anteriores promovidos pelo líder. Todos os seis comandantes que Xi nomeou para a comissão em 2022 foram removidos.

    O dirigente chinês havia lançado uma campanha para impor disciplina no Partido Comunista e combater a corrupção nas Forças Armadas do país em meados de 2023. Naquele momento, já foi entendida como um sinal de que o esforço que o líder vinha fazendo há uma década para exercer controle rígido sobre os militares não tinha surtido o efeito desejado.

    Em duas reuniões de alto nível em Pequim, em agosto daquele ano, Xi disse a líderes militares que eles precisavam “se concentrar em resolver os maiores problemas que persistem nas organizações partidárias em todos os níveis, visando a impor a liderança absoluta sobre as Forças Armadas”.

    Mais tarde, em dezembro de 2023, a China nomeou o então comandante da Marinha, Dong Jun, como ministro da Defesa, substituindo o titular anterior, general Li Shangfu, demitido sem explicações e destituído do cargo de conselheiro de Estado meses antes.

    Havia consenso entre analistas que Li era investigado por corrupção. Ele chefiava o departamento responsável pela aquisição e pesquisa de equipamentos antes de assumir o cargo de defesa.

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