Categoria: MUNDO

  • Taiwan detecta 26 aeronaves militares chinesas nas imediações da ilha

    Taiwan detecta 26 aeronaves militares chinesas nas imediações da ilha

    A República de Taiwan detectou 26 aeronaves militares chinesas a operar nas imediações da ilha nas últimas 24 horas, das quais 16 cruzaram a linha média do Estreito de Taiwan, anunciou hoje o Ministério da Defesa Nacional de Taiwan.

    De acordo com o boletim diário divulgado pelo Ministério da Defesa Nacional da República da China, citado pela agência de notícias EFE, as incursões ocorreram entre 6h de sexta-feira (19h em Brasília de quinta-feira) e 6h de sábado (19h em Brasília de sexta-feira).

    Nesse período, também foi detectada a presença de sete navios de guerra chineses em águas próximas da ilha de Taiwan.

    Do total de aeronaves registradas, 16 cruzaram a linha média do Estreito de Taiwan, uma fronteira não oficial que durante décadas funcionou como uma linha de separação tácita entre os dois lados, e entraram em áreas ao norte, centro e sudoeste da Zona de Identificação de Defesa Aérea (ADIZ) de Taiwan.

    Diante desses movimentos, as Forças Armadas de Taiwan mobilizaram caças, navios da Marinha e sistemas de mísseis terrestres para acompanhar a situação e responder caso fosse necessário, informou o ministério.

    Este é o maior número de aeronaves chinesas detectadas por Taiwan desde 25 de fevereiro, quando o Ministério da Defesa da ilha informou sobre a presença de 30 aeronaves no que China descreveu na época como uma “patrulha conjunta de preparação para combate”.

    Entre o fim de fevereiro e o início de março, Taiwan registrou uma atividade aérea chinesa muito menor do que o habitual, com vários dias sem relatos de incursões.

    A China considera Taiwan uma de suas províncias, cuja soberania não reconhece, enquanto o governo taiwanês afirma que a ilha é um território autônomo com sistema político e militar próprios. Nos últimos anos, Pequim aumentou a pressão militar ao redor de Taiwan, enviando quase diariamente aviões e navios de guerra para as proximidades da ilha — uma estratégia que Taipé denuncia como parte de uma campanha de intimidação destinada a desgastar suas forças armadas e reforçar as reivindicações territoriais chinesas.

    Taiwan detecta 26 aeronaves militares chinesas nas imediações da ilha

  • Ataques de Israel matam 10 adultos e quatro crianças no Líbano

    Ataques de Israel matam 10 adultos e quatro crianças no Líbano

    Pelo menos 14 pessoas, entre as quais quatro menores, morreram numa série de ataques israelenses contra várias localidades do Líbano, informou hoje a Agência Nacional de Notícias libanesa (NNA), citando as autoridades de saúde.

    Sete pessoas morreram em um ataque de Israel contra um bairro da cidade de Nabatieh, no sul do Líbano, incluindo quatro crianças, de acordo com dados do Centro de Operações de Emergência do Ministério da Saúde.

    O ataque também deixou cinco feridos, informou a Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA), citada pela agência espanhola EFE.

    Posteriormente, quatro pessoas morreram e duas ficaram feridas em um ataque na cidade de Sidon, enquanto outras três perderam a vida em um bombardeio contra a localidade de Al Qatrani, também no sul do país.

    O grupo xiita libanês Hezbollah arrastou o Líbano para a guerra no Oriente Médio em 2 de março, quando lançou mísseis contra Israel para vingar Ali Khamenei, líder iraniano morto no primeiro dia da ofensiva israelo-americana contra Teerã.

    Desde então, os bombardeios de Israel contra o Líbano causaram pelo menos 826 mortes e mais de 800 mil deslocados, segundo um balanço divulgado no sábado pelas autoridades libanesas.

    Aeronaves israelenses lançaram na sexta-feira panfletos em diferentes bairros de Beirute pedindo o desarmamento do grupo xiita, que paralelamente tem realizado ataques diários de alcance limitado contra o norte de Israel.

    Nos folhetos — uma manobra relativamente comum para ameaçar a população das zonas de fronteira, mas sem precedentes recentes na capital — Israel acusou o Hezbollah de agir como um escudo do Irã.

    Israel também pediu aos libaneses que exijam estabilidade para o Líbano.

    O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, visitou Beirute na sexta-feira e no sábado em solidariedade ao povo libanês, que, segundo ele, foi arrastado para a guerra sem desejar, em referência à intervenção do Hezbollah contra Israel.

    “Minha mensagem às partes em conflito é clara: parem os confrontos, parem os bombardeios. Não há solução militar. Apenas diplomacia, diálogo e a aplicação integral da Carta das Nações Unidas e das resoluções do Conselho de Segurança”, afirmou em Beirute.

    O atual conflito no Líbano, embora tenha antecedentes, faz parte da guerra em curso no Oriente Médio desencadeada pela ofensiva que os Estados Unidos e Israel lançaram contra o Irã em 28 de fevereiro.

    Teerã respondeu com ataques contra países da região, sobretudo contra bases norte-americanas, além de bombardeios em Israel.

    O Líbano é o segundo país com mais mortes nessa guerra, depois do Irã, onde mais de 1.200 pessoas morreram, segundo um balanço que ainda não foi atualizado pelas autoridades iranianas.

    Ataques de Israel matam 10 adultos e quatro crianças no Líbano

  • Zelensky acusa europeus de chantagem com oleoduto russo para a Hungria

    Zelensky acusa europeus de chantagem com oleoduto russo para a Hungria

    O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou os aliados europeus de chantagem por pressionarem Kiev a reparar o oleoduto Druzhba, que transporta petróleo russo, numa disputa que envolve a Hungria.

    Estão me forçando a restabelecer o Druzhba”, declarou o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, a um grupo de jornalistas no sábado (14), com embargo até hoje.

    Zelensky afirmou que o reparo do oleoduto Oleoduto Druzhba está sendo condicionado a um empréstimo de 90 bilhões de dólares, bloqueado pela Hungria, destinado à compra de armas para a Ucrânia.

    “Disse aos nossos amigos na Europa que isso se chama chantagem”, afirmou o líder ucraniano diante de um grupo de jornalistas, incluindo profissionais da agência de notícias francesa Agence France-Presse.

    A Ucrânia declarou, no entanto, estar disposta a trabalhar com qualquer líder húngaro que “não seja um aliado” de Vladimir Putin, a poucas semanas das eleições legislativas na Hungria, que podem resultar em uma mudança de governo.

    “Trabalharemos com qualquer líder na Hungria (…), desde que essa pessoa não seja um aliado de Putin”, afirmou o presidente ucraniano.

    Zelensky acusou ainda o atual governo ultranacionalista de Viktor Orbán de “difundir um sentimento anti-ucraniano” e de utilizar consultores de comunicação russos na campanha eleitoral.

    Ele também afirmou que a Ucrânia não quer perder o apoio dos Estados Unidos por causa da crise no Oriente Médio, onde os Estados Unidos e Israel estão em guerra contra o Irã desde 28 de fevereiro.

    “Demonstramos nossa vontade de ajudar os Estados Unidos e seus aliados no Oriente Médio”, oferecendo a experiência ucraniana no uso de drones, disse.

    “Esperamos muito que, por causa do Oriente Médio, os Estados Unidos não se afastem da questão da guerra na Ucrânia”, afirmou Zelensky, cujo país enfrenta uma invasão da Rússia desde fevereiro de 2022.

    Para combater as tropas russas, a Ucrânia tem contado com apoio financeiro e militar de aliados ocidentais, principalmente da União Europeia, do Reino Unido e dos Estados Unidos.

    A relação com a administração do presidente Donald Trump, no poder desde fevereiro de 2025, tem tido altos e baixos, sobretudo devido à proximidade do líder norte-americano com Putin.

    Os aliados de Kyiv impuseram sanções econômicas a Moscou, mas Trump autorizou temporariamente, na semana passada, a venda de petróleo russo já carregado em petroleiros, o que provocou duras críticas da Ucrânia e de países europeus.

    Zelensky também anunciou que a Ucrânia receberá ainda este ano da França um novo sistema de defesa aérea SAMP/T, que será testado contra mísseis balísticos russos como alternativa ao sistema norte-americano MIM-104 Patriot.

    Segundo o presidente ucraniano, esse foi o “tema mais importante” das discussões mantidas com Emmanuel Macron na última sexta-feira, em Paris.

    Zelensky acusa europeus de chantagem com oleoduto russo para a Hungria

  • Israel lança nova ofensiva e Teerã ataca base dos EUA e alvos israelenses

    Israel lança nova ofensiva e Teerã ataca base dos EUA e alvos israelenses

    Israel anunciou neste domingo (15), o lançamento de uma nova ofensiva no oeste do Irã e a Guarda Revolucionária iraniana reivindicou ataques com mísseis contra uma base aérea norte-americana e alvos israelenses, no 16.º dia de guerra.

    O exército de Israel lançou “uma onda de ataques contra infraestruturas do regime terrorista iraniano no oeste do Irã”, informaram os militares em comunicado citado pela Agence France-Presse (AFP).

    Desde o início da operação militar conjunta com os Estados Unidos, em 28 de fevereiro, Israel realizou mais de 400 ondas de bombardeios no Irã, segundo a agência de notícias espanhola EFE.

    Caças israelenses atacaram mais de 200 alvos no Irã ao longo do sábado, incluindo dezenas de lançadores de mísseis balísticos, sistemas de defesa aérea e depósitos de armas, informou o exército.

    Do lado iraniano, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou hoje ter lançado 10 mísseis e um número não especificado de drones contra as forças norte-americanas destacadas na Base Aérea de Al Dhafra, nos Emirados Árabes Unidos.

    A operação teve como alvo centros regionais de comando e controle e a gestão da frente interna israelense, em um ataque simultâneo contra instalações ligadas aos Estados Unidos e a Israel, informou a Guarda Revolucionária em comunicado divulgado pela agência iraniana Fars News Agency.

    A força ideológica do regime da República Islâmica dedicou a ação aos “84 mártires” do navio “Dena”, que teria sido afundado por um submarino norte-americano ao largo do Sri Lanka em 4 de março.

    Segundo o comunicado, também citado pela agência espanhola Europa Press, foram utilizados na operação mísseis hipersônicos e drones “com capacidade destrutiva”.

    A Guarda Revolucionária também afirmou que os alvos atingidos na base de Al Dhafra teriam servido como apoio informativo no planejamento de operações contra o Irã.

    “Com a graça de Deus, os contínuos e esmagadores ataques contra os alvos dos centros e interesses dos Estados Unidos e do regime sionista continuarão com maior poder e alcance até que o agressor se renda e seja castigado”, acrescentou.

    As forças israelenses disseram ter detectado mísseis lançados do Irã em direção a Israel, embora não tenham esclarecido o número exato de projéteis identificados.

    O exército afirmou que os sistemas de defesa estavam “trabalhando para interceptar a ameaça” e que o comando da frente interna distribuiu alertas por celular para moradores das áreas afetadas.

    A guerra em curso no Oriente Médio foi desencadeada por uma ofensiva militar em grande escala lançada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã, que respondeu com ataques contra países vizinhos.

    O conflito já causou mais de dois mil mortos, a maioria iranianos, e centenas de milhares de deslocados, especialmente no Líbano.

    A guerra também provocou uma crise nos mercados petrolíferos, com o preço do barril de petróleo bruto ultrapassando a barreira psicológica dos 100 dólares.

    Israel lança nova ofensiva e Teerã ataca base dos EUA e alvos israelenses

  • Afeganistão reivindica ataque no Paquistão com 14 mortos e 11 feridos

    Afeganistão reivindica ataque no Paquistão com 14 mortos e 11 feridos

    As forças dos talibãs afegãos mataram 14 militares paquistaneses e feriram 11 durante uma operação para tomar um posto de controlo na fronteira entre os dois países, anunciou hoje o Ministério da Defesa do Afeganistão.

    A operação ocorreu na zona de fronteira que abrange as províncias afegãs de Kunar e Nangarhar, no leste do país, com a fronteira ocidental do Afeganistão, disse o ministério num comunicado, citado pela agência francesa AFP.

    O ataque é uma retaliação direta a um bombardeamento paquistanês na sexta-feira contra o leste de Cabul, que causou quatro mortos, entre os quais mulheres e crianças, afirmou o ministério.

    O incidente na fronteira representa o mais recente episódio do conflito que eclodiu em outubro de 2025, quando o Paquistão lançou uma operação de larga escala contra os talibãs paquistaneses que se escondem na região.

    O ministério afegão afirmou que o ataque resultou na tomada do posto de controle, bem como na destruição de um veículo blindado e de um outro “veículo internacional”, sem dar mais detalhes.

    O exército paquistanês não se pronunciou sobre este ataque, limitando-se a admitir que quatro civis ficaram feridos nas últimas horas devido à queda de destroços de “drones talibãs rudimentares”.

    Duas crianças ficaram feridas em Quetta e outros dois civis sofreram ferimentos em Kohat e Rawalpindi, afirmaram os militares paquistaneses.

    O Paquistão acusa o Afeganistão de abrigar militantes talibãs paquistaneses, que reivindicaram vários atentados no país, e do Estado Islâmico do Khorasan.

    Cabul nega as acusações paquistanesas.

    Após meses de escaramuças, os dois países vizinhos enfrentam-se desde 26 de fevereiro, quando o Afeganistão lançou uma ofensiva fronteiriça em resposta a ataques aéreos paquistaneses.

    O Paquistão declarou então “guerra aberta” às autoridades talibãs e bombardeou a capital afegã, Cabul, em 27 de fevereiro.

    Também foi visada a antiga base norte-americana de Bagram, a norte de Cabul, e Kandahar.

    Desde então, ocorrem regularmente confrontos nas áreas fronteiriças e bombardeamentos em Cabul que causaram a morte de mais de seis dezenas de civis no Afeganistão.

    O conflito provocou 115.000 deslocados internos no Afeganistão, de acordo com o Alto-Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR).

    O Paquistão, que tem armas nucleares, e o Afeganistão são vizinhos do Irã, alvo de uma ofensiva militar de grande escala lançada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel, que desencadeou uma nova guerra no Oriente Médio.

    Afeganistão reivindica ataque no Paquistão com 14 mortos e 11 feridos

  • Com duas semanas de guerra, Trump insiste em Irã derrotado, mas conflito persiste

    Com duas semanas de guerra, Trump insiste em Irã derrotado, mas conflito persiste

    As forças americanas afirmaram ter atingido mais de 90 alvos militares em Kharg, mas disseram ter poupado as instalações petrolíferas.

    PATRÍCIA CAMPOS MELLO
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Após duas semanas de guerra no Oriente Médio, o presidente Donald Trump insiste que o Irã foi “completamente derrotado”, embora Teerã continue atacando os países da região, o petróleo se mantenha em preços recordes e o regime islâmico esteja ameaçando reduzir “a cinzas” as infraestruturas energéticas ligadas aos Estados Unidos em caso de um ataque contra instalações petrolíferas em seu principal terminal de exportação.

    Os EUA foram direto na jugular econômica do Irã ao atacar, na sexta-feira (13), a ilha de Kharg. Situada no norte do golfo Pérsico, a cerca de 30 quilômetros da costa iraniana, a ilha abriga o maior terminal petrolífero do país persa, por onde passam quase 90% de suas exportações de petróleo.

    As forças americanas afirmaram ter atingido mais de 90 alvos militares em Kharg, mas disseram ter poupado as instalações petrolíferas.

    Trump está diante de um dilema: se atacar as instalações petrolíferas de Kharg, infligirá um duro golpe contra Teerã, mas os preços do óleo podem subir ainda mais.

    O barril chegou a bater em US$ 120 nos últimos dias, valor mais alto dos últimos quatro anos. A alta no petróleo já pressiona a inflação nos Estados Unidos e no mundo e pode ter custo politico alto para Trump nas eleições de meio de mandato, em novembro.

    Além disso, um bombardeio americano contra instalações petrolíferas em Kharg poderia levar o Irã a ampliar seus ataques retaliatórios a países do Golfo, mirando alvos de energia e dessalinização de água, impondo grandes custos humanitários.

    A guerra, desencadeada pelos ataques americanos e israelenses contra o Irã em 28 de fevereiro, colocou em risco o fornecimento mundial de petróleo, cujos preços dispararam devido ao bloqueio por parte de Teerã da estratégica passagem de Hormuz.

    Cerca de 20% a 25% do fornecimento do petróleo do mundo passa pelo estreito. A agência de operações comerciais marítimas do Reino Unido informou que 16 navios foram atacados no golfo da Arábia, no estreito de Hormuz e no golfo de Omã.

    Trump disse que a Marinha americana começará “muito em breve” a escoltar petroleiros nessa zona, embora analistas questionem a viabilidade de uma operação dessas.

    Segundo a imprensa americana, os Estados Unidos também enviarão reforços ao Oriente Médio: o jornal The New York Times fala em cerca de 2.500 fuzileiros navais e mais três navios, e o Wall Street Journal menciona o navio de assalto Tripoli, baseado no Japão.

    Neste sábado (14), Trump afirmou, na rede Truth Social, que “de um jeito ou de outro, em breve teremos o estreito de Hormuz ABERTO, SEGURO e LIVRE!”.

    Ele disse esperar que China, França, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido enviem navios de guerra ao canal de navegação estratégico para que ele “não seja mais uma ameaça” por parte do Irã.

    Trump acrescentou que muitos países enviarão navios de guerra para manter o canal de navegação estratégico “aberto e seguro”.

    Diante dos ataques a Kharg, um porta-voz do comando operacional central do Exército iraniano, conhecido como Khatam al-Anbiya, afiliado à Guarda Revolucionária do Irã, ameaçou com represálias.

    Todas as instalações petrolíferas, econômicas e energéticas pertencentes a empresas de petróleo da região que sejam em parte propriedade dos Estados Unidos ou que cooperem com Washington serão imediatamente destruídas e reduzidas a cinzas”, afirmou.

    No sábado (14), uma das maiores instalações petrolíferas do Oriente Médio, o porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, foi atingida por destroços de um drone iraniano interceptado.

    No Líbano, o número de vítimas dos ataques de Israel chegou a 773. O Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, arrastou os libaneses para a guerra em 2 de março, quando lançou mísseis contra Israel para vingar a morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei, morto no primeiro dia da ofensiva israelo-americana.

    Ele foi substituído por seu filho Mojtaba Khamenei, que segue sem aparecer em público.

    O presidente francês, Emmanuel Macron, pediu a Israel que realize negociações diretas com o Líbano e se ofereceu para sediar conversas de cessar-fogo em Paris.

    Em uma publicação no X, ele disse que conversou com o presidente libanês Joseph Aoun, o primeiro-ministro Nawaf Salam e o presidente do Parlamento Nabih Berri, acrescentando que “tudo deve ser feito para evitar que o Líbano mergulhe no caos”.

    Ele pediu ao Hezbollah que não escale o conflito e que Israel pare com sua “campanha intensiva de bombardeios” e “ofensiva em larga escala”, que fez centenas de milhares de pessoas fugirem.
    Na manhã deste sábado, o Exército israelense pediu aos moradores de alguns bairros de Tabriz, no norte do Irã, que saíssem do local, diante da previsão de operações militares.

    Os países do Golfo continuam sendo alvo de represálias aéreas iranianas por seus vínculos econômicos com os Estados Unidos e a presença de bases americanas.

    O Qatar anunciou no sábado que havia interceptado dois mísseis, após ter evacuado várias zonas previamente. No início da manhã, interceptadores foram vistos derrubando dois projéteis sobre o centro de Doha, e os jornalistas da AFP ouviram explosões.

    Em Omã, Washington ordenou que o pessoal de sua embaixada considerado não essencial e seus familiares deixassem o país.
    Em uma mensagem inesperada, o Hamas, no poder na Faixa de Gaza, instou neste sábado seu aliado Irã a cessar os ataques contra o golfo.

    “Embora reafirme o direito da República Islâmica do Irã de responder a esta agressão por todos os meios disponíveis, em conformidade com as normas e o direito internacional, o movimento faz um apelo a seus irmãos no Irã para que não ataquem os países vizinhos”, declarou.

    No Iraque, a embaixada americana em Bagdá foi alvo de um ataque com drones neste sábado, segundo um alto funcionário de segurança iraquiano.

    Uma série de bombardeios também teve como alvo no sábado, antes do amanhecer, um grupo armado pró-iraniano, deixando dois mortos, segundo outros funcionários de segurança.

    Com duas semanas de guerra, Trump insiste em Irã derrotado, mas conflito persiste

  • Escola judaica é alvo de explosão em Amsterdã

    Escola judaica é alvo de explosão em Amsterdã

    Uma explosão ocorreu na madrugada deste sábado(14) contra a parede exterior de uma escola judaica em Amesterdã, anunciou a presidente da câmara da capital holandesa, Femke Halsema, denunciando “um ato covarde de agressão” contra a comunidade judaica.

    A polícia, que abriu uma investigação, tem imagens de videovigilância de um homem colocando o artefato explosivo, que não deixou feridos, segundo Femke Halsema.

    “A polícia e os bombeiros chegaram rapidamente ao local”, no bairro de Buitenveldert, no sul de Amsterdã, e “os danos materiais são limitados”, acrescentou a prefeita em um comunicado citado pela Agence France-Presse (AFP).

    Os judeus de Amsterdã estão “cada vez mais confrontados com o antissemitismo e isso é inaceitável”, afirmou Halsema, acrescentando que “uma escola deve ser um local onde as crianças possam ter aulas em total segurança”.

    A explosão, que teve como alvo um local judaico, lembra incidentes semelhantes ocorridos esta semana, também durante a noite, em frente a sinagogas em Liège (Bélgica) e em Roterdã (Países Baixos).

    “É terrível. O antissemitismo não tem lugar na Holanda”, reagiu na rede X o primeiro-ministro dos Países Baixos, Rob Jetten.

    “Entendo a raiva e o medo que isso provoca e vou me reunir em breve com a comunidade judaica. Ela deve sempre se sentir segura em nosso país”, acrescentou.

    Na sexta-feira, após a explosão em frente a uma sinagoga em Roterdã, as autoridades neerlandesas anunciaram a detenção de quatro jovens suspeitos de envolvimento no ataque.

    Em uma coletiva de imprensa, Rob Jetten já havia condenado qualquer ato de violência ou intimidação contra a comunidade judaica — ou qualquer outra minoria religiosa.

    Essa série de ataques ocorre no contexto da guerra no Oriente Médio, na qual Israel está entre as partes envolvidas.

    Na segunda-feira, pouco antes das 03h, na vizinha Bélgica, uma explosão abalou uma sinagoga em Liège, causando danos, mas também sem deixar feridos.

    O ataque foi firmemente condenado pela classe política belga e por autoridades europeias. O ministro do Interior da Bélgica, Bernard Quintin, condenou veementemente “um ato antissemita abjeto”.

    A investigação foi confiada ao Ministério Público Federal belga, responsável por casos de terrorismo, que, 48 horas após o ocorrido, afirmou estar analisando um vídeo potencialmente gravado por jihadistas, no qual a explosão é reivindicada.

    No caso do ataque em Roterdã, circulou nas redes sociais na sexta-feira um vídeo não autenticado que mostrava uma explosão perto de um edifício semelhante à sinagoga atingida.

    Escola judaica é alvo de explosão em Amsterdã

  • Toda a tripulação morreu após avião militar dos EUA cair no Iraque

    Toda a tripulação morreu após avião militar dos EUA cair no Iraque

    “As circunstâncias do incidente estão sob investigação. Contudo, a perda da aeronave não ocorreu devido a fogo hostil ou fogo amigo”, disse o Comando Central das Forças Armadas dos EUA em nota. Até aqui, 13 militares americanos morreram no conflito.

    IGOR GIELOW
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Seis militares americanos morreram na queda de um avião de reabastecimento aéreo KC-135 Stratotanker no norte do Iraque.

    O Pentágono afirmou que a queda ocorreu na noite de quinta-feira (12) após a colisão com outra aeronave militar participando das operações da guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã há quase duas semanas.

    “As circunstâncias do incidente estão sob investigação. Contudo, a perda da aeronave não ocorreu devido a fogo hostil ou fogo amigo”, disse o Comando Central das Forças Armadas dos EUA em nota. Até aqui, 13 militares americanos morreram no conflito.

    Seus adversários na guerra contaram outra versão. O Exército do Irã afirmou que o ataque foi obra de um grupo aliado de Teerã no país árabe -em comunicado, a aliança de rebeldes Resistência Islâmica no Iraque reivindicou a autoria.

    No entanto, uma evidência que sugere que houve o choque no ar surgiu em Tel Aviv, onde um KC-135 pousou avariado nesta madrugada. O avião tinha parte do estabilizador vertical cortada horizontalmente, sugerindo uma colisão.

    Mísseis antiaéreos deixariam marcas típicas na fuselagem, dado que suas ogivas explodem antes de chegar ao alvo, lançando uma nuvem de pequenos fragmentos que visam atingir o máximo de áreas sensíveis.

    Seja como for, é o segundo episódio de perda de aeronaves americanas na guerra. Na semana passada, três caças F-15E foram abatidos por fogo amigo sobre o Kuwait, com os seis tripulantes conseguindo se ejetar.

    O caso é nebuloso. Inicialmente, foi sugerido que os aviões haviam sido abatidos por defesas antiaéreas. Depois, vídeos surgiram com imagens de um caça F/A-18 da Força Aérea do emirado perto da ação, o que levou a especulações de que o piloto árabe derrubou os aliados -algo que ainda está sob investigação.

    O KC-135 é o esteio da frota de aviões-tanque dos EUA. Ele é um modelo bastante antigo, baseado no Boeing-707, e voou pela primeira vez em 1957. A produção em si acabou em 1965, mas os aviões remanescentes foram sendo modernizados, ganhando novos motores e sistemas aviônicos.

    Até a guerra, os EUA operavam 371 KC-135, sendo 59 deles da reserva da Força Aérea. O avião está sendo gradativamente substituído pelo mais moderno KC-46 Pegasus, baseado no Boeing-767. Esse modelo teve um desenvolvimento problemático, mas há agora 97 deles voando, 12 como reserva, segundo o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (Londres).

    Toda a tripulação morreu após avião militar dos EUA cair no Iraque

  • Exército do Irã ameaça destruir infraestruturas energéticas ligadas a EUA

    Exército do Irã ameaça destruir infraestruturas energéticas ligadas a EUA

    As Forças Armadas do Irã prometeram hoje “reduzir a cinzas” as instalações petrolíferas e energéticas ligadas aos Estados Unidos (EUA) no Oriente Médio, após Washington atacar a ilha iraniana de Kharg.

    Todas as instalações petrolíferas, econômicas e energéticas pertencentes a empresas da região que sejam parcialmente controladas pelos Estados Unidos ou que cooperem com os Estados Unidos serão imediatamente destruídas e reduzidas a cinzas”, anunciou o porta-voz do quartel-general central de Khatam al-Anbiya, afiliado à Guarda Revolucionária do Irã, citado pela imprensa local.

    Esse anúncio, acrescentou o porta-voz militar, é uma “resposta às declarações do presidente agressivo e terrorista dos Estados Unidos”.

    Na sexta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que as forças norte-americanas aniquilaram alvos militares na Ilha de Kharg e alertou que a infraestrutura petrolífera local pode ser o próximo alvo.

    O exército norte-americano “realizou um dos ataques aéreos mais poderosos da história do Oriente Médio e destruiu completamente todos os alvos militares” em Kharg, escreveu o presidente na rede social de sua propriedade, a Truth Social.

    “Optei por não destruir as infraestruturas petrolíferas da ilha. No entanto, se o Irã, ou qualquer outro país, fizer algo para impedir a passagem segura e livre de navios pelo Estreito de Ormuz, reconsiderarei imediatamente minha decisão”, afirmou.

    A pequena ilha do Golfo Pérsico é o principal terminal por onde passam as exportações de petróleo do Irã.

    Trump anunciou a ação em uma publicação nas redes sociais enquanto se preparava para viajar para a Flórida para o fim de semana.

    O presidente do parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, alertou na quinta-feira que Teerã abandonaria “toda a contenção” caso os Estados Unidos e Israel atacassem as ilhas iranianas no Golfo.

    As Forças Armadas dos EUA informaram na sexta-feira que enviaram 2.500 fuzileiros navais e um navio de assalto anfíbio para o Oriente Médio, em um grande reforço de tropas na região após quase duas semanas de guerra com o Irã.

    O Irã continuou lançando ataques generalizados com mísseis e drones contra Israel e países vizinhos do Golfo e fechou efetivamente o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo, enquanto aviões de guerra norte-americanos e israelenses bombardeiam alvos militares e outros objetivos em todo o território iraniano.

    Em entrevista à Fox News, Donald Trump afirmou que a guerra vai acabar “quando eu sentir isso nos ossos”, mas mostrou-se mais cauteloso sobre a possibilidade de os opositores derrubarem o governo islâmico.

    Em Washington, D.C., o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que mais de 15 mil alvos inimigos já foram atingidos — mais de mil por dia desde o início da guerra.

     

    Exército do Irã ameaça destruir infraestruturas energéticas ligadas a EUA

  • Embaixada dos Estados Unidos na capital do Iraque é atingida por míssil

    Embaixada dos Estados Unidos na capital do Iraque é atingida por míssil

    Um heliporto situado dentro do complexo da embaixada dos Estados Unidos (EUA) na capital Bagdá foi atingida por um míssil, neste sábado (14), disseram dois dirigentes das forças do segurança do Iraque.

    Imagens da agência de notícias Associated Press mostram uma coluna de fumaça subindo sobre o complexo da embaixada, que até o momento não fez nenhum comentário público.

    O complexo, uma das maiores instalações diplomáticas dos EUA no mundo, tem sido alvo repetido de foguetes e drones disparados por milícias alinhadas ao Irã.

    Na sexta-feira, a embaixada renovou o alerta de segurança Nível 4 para o Iraque, avisando que o Irã e grupos de milícias alinhados a Teerã já realizaram ataques contra cidadãos, interesses e infraestruturas dos EUA e “podem continuar a atacá-los”.

    Um dirigente das forças de segurança iraquianas disse à agência de notícias Agence France-Presse (AFP) que um ataque com drone atingiu a embaixada norte-americana.

    “Um drone atingiu a embaixada”, afirmou o responsável. Um segundo dirigente confirmou o ataque.

    O ataque ocorre após uma série de ofensivas contra as Brigadas do Hezbollah, que deixaram dois mortos na capital iraquiana, incluindo “um dirigente importante” do influente grupo armado pró-Irã, também segundo fontes das forças de segurança.

    As fontes não divulgaram as identidades das duas vítimas fatais, e as Brigadas do Hezbollah — classificadas como grupo terrorista pelos EUA — não fizeram até agora qualquer declaração pública.

    Pouco depois das 2h (20h de sexta-feira em Brasília), no bairro nobre de Arassat, onde estão sediadas facções armadas pró-Irã, um ataque com mísseis atingiu uma casa utilizada como quartel-general das Brigadas Hezbollah, disse um responsável de segurança à AFP.

    “Uma figura proeminente foi morta” e outras duas pessoas ficaram feridas no ataque, segundo a mesma fonte.

    Jornalistas da AFP ouviram fortes explosões antes do som das sirenes das ambulâncias. Testemunhas relataram ter visto fumaça branca subindo do bairro.

    Duas horas depois, um ataque aéreo atingiu um veículo perto de uma ponte no leste de Bagdá, matando uma pessoa, segundo outras duas fontes de segurança.

    A vítima também era membro das Brigadas Hezbollah, segundo um oficial das Forças de Mobilização Popular.

    Essa coalizão de ex-paramilitares, integrada às forças regulares iraquianas, inclui grupos armados pró-Irã, como as Brigadas Hezbollah, que têm a reputação de operar de forma independente.

    As Brigadas do Hezbollah também fazem parte da “Resistência Islâmica no Iraque”, uma rede pró-Irã que reivindica diariamente, desde o início da guerra, a responsabilidade por dezenas de ataques com drones e foguetes contra bases que abrigam soldados norte-americanos no Iraque e no Oriente Médio.

    O Iraque está sendo apanhado no fogo cruzado da guerra com o Irã, sendo o único país a enfrentar ataques de ambos os lados.

    Em retaliação pela ofensiva militar de grande escala lançada pelos Estados Unidos e por Israel em 28 de fevereiro, o Irã condicionou o tráfego no Estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

    Incidentes com projéteis iranianos também foram registrados em Chipre, Turquia e Azerbaijão.

    Embaixada dos Estados Unidos na capital do Iraque é atingida por míssil