Categoria: MUNDO

  • Embaixada dos Estados Unidos na capital do Iraque é atingida por míssil

    Embaixada dos Estados Unidos na capital do Iraque é atingida por míssil

    Um heliporto situado dentro do complexo da embaixada dos Estados Unidos (EUA) na capital Bagdá foi atingida por um míssil, neste sábado (14), disseram dois dirigentes das forças do segurança do Iraque.

    Imagens da agência de notícias Associated Press mostram uma coluna de fumaça subindo sobre o complexo da embaixada, que até o momento não fez nenhum comentário público.

    O complexo, uma das maiores instalações diplomáticas dos EUA no mundo, tem sido alvo repetido de foguetes e drones disparados por milícias alinhadas ao Irã.

    Na sexta-feira, a embaixada renovou o alerta de segurança Nível 4 para o Iraque, avisando que o Irã e grupos de milícias alinhados a Teerã já realizaram ataques contra cidadãos, interesses e infraestruturas dos EUA e “podem continuar a atacá-los”.

    Um dirigente das forças de segurança iraquianas disse à agência de notícias Agence France-Presse (AFP) que um ataque com drone atingiu a embaixada norte-americana.

    “Um drone atingiu a embaixada”, afirmou o responsável. Um segundo dirigente confirmou o ataque.

    O ataque ocorre após uma série de ofensivas contra as Brigadas do Hezbollah, que deixaram dois mortos na capital iraquiana, incluindo “um dirigente importante” do influente grupo armado pró-Irã, também segundo fontes das forças de segurança.

    As fontes não divulgaram as identidades das duas vítimas fatais, e as Brigadas do Hezbollah — classificadas como grupo terrorista pelos EUA — não fizeram até agora qualquer declaração pública.

    Pouco depois das 2h (20h de sexta-feira em Brasília), no bairro nobre de Arassat, onde estão sediadas facções armadas pró-Irã, um ataque com mísseis atingiu uma casa utilizada como quartel-general das Brigadas Hezbollah, disse um responsável de segurança à AFP.

    “Uma figura proeminente foi morta” e outras duas pessoas ficaram feridas no ataque, segundo a mesma fonte.

    Jornalistas da AFP ouviram fortes explosões antes do som das sirenes das ambulâncias. Testemunhas relataram ter visto fumaça branca subindo do bairro.

    Duas horas depois, um ataque aéreo atingiu um veículo perto de uma ponte no leste de Bagdá, matando uma pessoa, segundo outras duas fontes de segurança.

    A vítima também era membro das Brigadas Hezbollah, segundo um oficial das Forças de Mobilização Popular.

    Essa coalizão de ex-paramilitares, integrada às forças regulares iraquianas, inclui grupos armados pró-Irã, como as Brigadas Hezbollah, que têm a reputação de operar de forma independente.

    As Brigadas do Hezbollah também fazem parte da “Resistência Islâmica no Iraque”, uma rede pró-Irã que reivindica diariamente, desde o início da guerra, a responsabilidade por dezenas de ataques com drones e foguetes contra bases que abrigam soldados norte-americanos no Iraque e no Oriente Médio.

    O Iraque está sendo apanhado no fogo cruzado da guerra com o Irã, sendo o único país a enfrentar ataques de ambos os lados.

    Em retaliação pela ofensiva militar de grande escala lançada pelos Estados Unidos e por Israel em 28 de fevereiro, o Irã condicionou o tráfego no Estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

    Incidentes com projéteis iranianos também foram registrados em Chipre, Turquia e Azerbaijão.

    Embaixada dos Estados Unidos na capital do Iraque é atingida por míssil

  • Infraestrutura petrolífera de Kharg sem danos após ataque dos EUA

    Infraestrutura petrolífera de Kharg sem danos após ataque dos EUA

    A agência de notícias oficial do Irã Fars disse hoje que o ataque lançados pelos Estados Unidos (EUA) não causou quaisquer danos às infraestruturas petrolíferas na ilha iraniana de Kharg.

    Durante o ataque, foram ouvidas 15 explosões, mas “nenhuma infraestrutura petrolífera foi danificada”, garantiu a agência Fars, citando “fontes no local” não identificadas.

    Segundo a agência, os Estados Unidos tentaram “danificar as defesas militares, a base naval de Joshan, a torre de controle do aeroporto e o hangar de helicópteros da Continental Shelf Oil Company”.

    Kharg, uma ilha árida a cerca de 30 quilômetros da costa, abriga o maior terminal de exportação de petróleo do Irã, responsável por aproximadamente 90% das exportações de petróleo bruto do país, de acordo com um relatório recente do banco norte-americano JP Morgan.

    Na sexta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que as forças norte-americanas aniquilaram alvos militares na ilha de Kharg e alertou que a infraestrutura petrolífera local pode ser o próximo alvo.

    O exército norte-americano “realizou um dos ataques aéreos mais poderosos da história do Oriente Médio e destruiu completamente todos os alvos militares” em Kharg, escreveu Trump na rede social de sua propriedade, a Truth Social.

    “Optei por não destruir as infraestruturas petrolíferas da ilha. No entanto, se o Irã, ou qualquer outro país, fizer algo para impedir a passagem segura e livre de navios pelo estreito de Ormuz, reconsiderarei imediatamente minha decisão”, afirmou.

    As Forças Armadas do Irã prometeram hoje “reduzir a cinzas” as instalações petrolíferas e energéticas ligadas aos EUA no Oriente Médio, após Washington atacar Kharg.

    “Todas as instalações petrolíferas, econômicas e energéticas pertencentes a empresas da região que sejam parcialmente controladas pelos Estados Unidos ou que cooperem com os Estados Unidos serão imediatamente destruídas e reduzidas a cinzas”, anunciou o porta-voz do quartel-general central de Khatam al-Anbiya, afiliado à Guarda Revolucionária do Irã, citado pela imprensa local.

    Esse anúncio, acrescentou o porta-voz militar, é uma “resposta às declarações do presidente agressivo e terrorista dos Estados Unidos”.

    As Forças Armadas dos EUA divulgaram na sexta-feira que enviaram 2.500 fuzileiros navais e um navio de assalto anfíbio para o Oriente Médio, em um grande reforço de tropas na região após quase duas semanas de guerra com o Irã.

    O Irã continuou a lançar ataques generalizados com mísseis e drones contra Israel e países vizinhos do Golfo, e fechou efetivamente o estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo, enquanto aviões de guerra norte-americanos e israelenses bombardeiam alvos militares e outros objetivos em todo o território iraniano.

    Infraestrutura petrolífera de Kharg sem danos após ataque dos EUA

  • Justiça da Espanha decide que netos do ditador Franco entreguem palácio

    Justiça da Espanha decide que netos do ditador Franco entreguem palácio

    A sentença confirma decisões de instâncias inferiores, de 2020 e 2021, e põe fim a um processo judicial iniciado em 2019 pelo Governo de Espanha; os netos, porém, terão direito a indenização

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O Tribunal Supremo da Espanha decidiu que os netos do ditador Francisco Franco devem devolver o palácio Pazo de Meirás, residência de verão do falecido general, ao Estado espanhol.

    A decisão saiu ontem e foi publicada no site oficial do Poder Judicial espanhol. Localizado no município de Sada, na comunidade de Galiza, no litoral noroeste, o palácio continuou sendo usado pela família do general Franco durante várias décadas, até 2020.

    Os netos, porém, terão direito a indenização. Eles serão ressarcidos pelas obras de manutenção feitas no imóvel ao longo de décadas, desde a morte de Franco, em 1975. O Supremo espanhol tomou a decisão alegando que eles ‘não tiveram má-fé’.

    “A Audiência Provincial havia resolvido, resumidamente, que o Pazo de Meirás era propriedade do Estado, que os irmãos Martínez-Bordiú deveriam devolver sua posse e que tinham direito a indenização pelos gastos necessários e úteis realizados no imóvel durante o tempo de sua posse, pois não haviam sido possuidores de má-fé”, disse o tribunal supremo da Espanha.

    A sentença confirma decisões de instâncias inferiores, de 2020 e 2021, e põe fim a um processo judicial iniciado em 2019 pelo Governo de Espanha. De acordo com o comunicado, o Supremo espanhol “confirma a propriedade do Estado e conclui que desde 1938” esteve “destinado ao serviço da chefia do Estado”, ou seja, da instituição e não de quem ocupava o cargo.

    No recurso apresentado ao Supremo, os netos de Franco alegaram que eram donos da propriedade por usucapião. Eles não contestaram a nulidade da doação em 1938 ou da compra do palácio pelo avô em 1941.

    O Pazo de Meiras foi Construído entre 1893 e 1907 pela escritora Emilia Pardo-Bazán. Franco tomou posse plena do palácio, comprado com doações públicas, em 1938, durante a guerra civil. O imóvel foi avaliado em mais de 5,93 milhões de dólares pela família no ano de 2019, segundo a Reuters.

    Francisco Franco, ou ‘general Franco’, é considerado o maior ditador da história da Espanha. Ele impôs uma ditadura conservadora aliada à Igreja Católica e à monarquia por quase 40 anos, de 1939 a 1975.

    Justiça da Espanha decide que netos do ditador Franco entreguem palácio

  • Hezbollah se prepara para longo confronto com Israel e não teme ameaças

    Hezbollah se prepara para longo confronto com Israel e não teme ameaças

    Naim Qassem, líder do Hezbollah, disse que os israelenses serão surpreendidos no campo de batalha; por outro lado, Israel afirmou que Qassem é um “alvo marcado para eliminação” no início do mês

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O líder do Hezbollah, Naim Qassem, disse nesta sexta-feira (13) que o grupo armado libanês está preparado para um longo confronto com Israel.

    Qassem disse que os israelenses serão surpreendidos no campo de batalha. Ele fez um discurso televisionado e acrescentou que as ameaças de matá-lo são “inúteis”.

    “Nos preparamos para um longo confronto e, se Deus quiser, eles (os israelenses) serão surpreendidos no campo de batalha”, disse Qassem.

    Israel afirmou que Qassem é um “alvo marcado para eliminação” no início do mês. Em mensagem publicada nas redes sociais, o ministro israelense Israel Katz disse que o Hezbollah “pagará um preço pesado pelos disparos contra Israel”.

    Apoiado pelo Irã, Hezbollah intensificou ataques a Israel após a morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. Do outro lado, Israel tem como estratégia destruir a infraestrutura do grupo.

    Quase 700 pessoas morreram desde o início dos ataques israelenses ao Líbano, segundo o Ministério da Saúde do país. Os alertas de evacuação também fizeram centenas de milhares de moradores deixarem suas casas, enquanto o conflito continua se intensificando.

    Israel também foi atingido por ataques coordenados entre Irã e Hezbollah a partir do Líbano. Foram disparados cerca de 200 mísseis e foguetes contra o norte e o centro território israelense ontem.

    Ministro afirma não confiar que o governo libanês consiga desarmar o Hezbollah e disse que seu país pode tomar território no sul do Líbano. “Avisei o presidente do Líbano que, se o governo libanês não souber como controlar o território e impedir que o Hezbollah ameace as comunidades do norte e atire contra Israel, nós mesmos tomaremos o território e faremos isso”, disse Katz, segundo o jornal “The Times of Israel”.

    QUEM É NAIM QASSEM

    Naim Mohammad Qassem, 73, é um clérigo, político xiita libanês, um dos fundadores do Hezbollah e uma das figuras mais antigas da organização. Ele ajudou a criar o grupo em 1982, com apoio do Irã, após a invasão israelense ao Líbano. Durante décadas, atuou como número dois do movimento.

    Em 1991, tornou-se secretário-geral adjunto do Hezbollah e permaneceu no posto mesmo após Hassan Nasrallah assumir o comando. Ao longo dos anos, tornou-se um dos principais articuladores políticos e porta-vozes do grupo. Após a morte de Nasrallah, em 27 de setembro de 2024, em um ataque israelense em Beirute, Qassem foi eleito secretário-geral, tornando-se o quarto líder da organização.

    Formado em Química pela Universidade Libanesa, Qassem trabalhou como professor antes de se dedicar integralmente à militância política e religiosa. Também teve passagem pelo movimento Amal, outro grupo xiita libanês.

    Autor de um livro publicado em 2005 sobre o Hezbollah, Qassem ofereceu um dos raros relatos internos do grupo. Ele se distingue também pelo turbante branco. Já Nasrallah e Safieddine usavam turbantes pretos, que indicam linhagem atribuída ao profeta Maomé.

    Hezbollah se prepara para longo confronto com Israel e não teme ameaças

  • EUA enviam 2.500 fuzileiros e navio ao Oriente Médio

    EUA enviam 2.500 fuzileiros e navio ao Oriente Médio

    O exército dos EUA enviará tropas do corpo de Fuzileiros e navios adicionais para o Médio Oriente, adiantaram hoje meios de comunicação social norte-americanos, quando se aproxima a segunda semana da guerra com o Irã

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Os Estados Unidos enviaram cerca de 2.500 fuzileiros navais e um navio de assalto anfíbio para o Oriente Médio em meio à guerra contra o Irã, segundo a agência de notícias Associated Press. O envio de tropas e navios de guerra ocorre em meio à guerra entre EUA e Irã.

    Contingente faz parte da 31ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais, que está a bordo do navio USS Tripoli e de outras embarcações de assalto anfíbio. Pela localização atual, segundo a AP, os navios ainda estariam a mais de uma semana de distância das águas próximas ao Irã.

    Unidades Expedicionárias de Fuzileiros Navais são treinadas para realizar desembarques anfíbios, mas também atuam em missões como reforço de segurança em embaixadas, evacuação de civis e ajuda humanitária em desastres. Os fuzileiros navais se juntarão a mais de 50 mil militares americanos já presentes na região.

    Novo envio ocorre enquanto ataques do Irã no e perto do Estreito de Hormuz têm dificultado o tráfego marítimo por essa via essencial, abalando a economia global. Ainda não está claro como o novo contingente será utilizado.

    EUA enviam 2.500 fuzileiros e navio ao Oriente Médio

  • EUA investigam 60 países por omissão no combate ao trabalho escravo

    EUA investigam 60 países por omissão no combate ao trabalho escravo

    Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos apura se eventuais omissões afetam interesses comerciais do país norte-americano; entre as nações investigadas estão 60 dos maiores parceiros comerciais dos EUA

    O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (Ustr, do nome original inglês) anunciou que vai apurar se as medidas que 60 países, incluindo o Brasil, adotam para impedir a exportação de bens supostamente produzidos com o emprego de trabalho forçado são suficientes para evitar a concorrência desleal e eventuais prejuízos às empresas estadunidenses.

    “Essas investigações determinarão se os governos estrangeiros tomaram medidas suficientes para proibir a importação de produtos fabricados com trabalho forçado e como a falha em erradicar essas práticas abomináveis impacta os trabalhadores e as empresas americanas”, afirmou o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, em um comunicado que o Ustr divulgou nesta quinta-feira (12).

    Entre as nações investigadas estão 60 dos maiores parceiros comerciais dos EUA: China; União Europeia; México; Canadá; Israel; Reino Unido e Emirados Árabes, entre outros. Na América Latina, a medida atinge, além de Brasil e México, a Argentina; Colômbia; Costa Rica; Equador; El Salvador; Guatemala; Guiana; Nicarágua; Peru; Uruguai e Venezuela.

    “Por muito tempo, trabalhadores e empresas americanas foram forçados a competir com produtores estrangeiros que podem ter uma vantagem de custo artificial obtida com o flagelo do trabalho forçado”, acrescentou Greer, deixando claro que o foco da iniciativa é combater o que as autoridades estadunidenses interpretem como uma prática de concorrência desleal, e não possíveis violações aos direitos humanos.

    Vinculada diretamente ao gabinete do presidente dos Estados Unidos, a Ustr é a agência governamental responsável por negociar acordos comerciais com outros países e assessorar o mandatário estadunidense em relação à política comercial. Para começar a apurar se “os atos, políticas e práticas” das 60 economias escrutinadas “são desarrazoados ou discriminatórios e oneram ou restringem o comércio dos EUA”, a agência se vale de uma lei de 1974, que autoriza o representante comercial a instaurar uma investigação por iniciativa própria.

    A Seção 301 da Lei de Comércio visa a combater práticas estrangeiras que os EUA julguem desleais e que afetem seus interesses comerciais. Se a USTR determinar que um país investigado não impôs barreiras capazes de impedir a exportação de bens produzidos com o emprego de trabalho análogo à escravidão, a Casa Branca pode aplicar tarifas punitivas ou restrições comerciais contra esses mesmos produtos.

    Segundo o Ustr, autoridades dos 60 países alvos da iniciativa já foram notificados. O escritório realizará audiências em 28 de abril, para ouvir os argumentos dos interessados. Para garantir que suas considerações sejam levadas em conta, as partes interessadas devem enviar comentários por escrito, solicitações para comparecer à audiência, juntamente com um resumo do depoimento, até 15 de abril de 2026.

    A reportagem da Agência Brasil entrou em contato com os ministérios do Trabalho e Emprego (MTE) e Público do Trabalho (MPT) e aguarda por suas manifestações. 

    EUA investigam 60 países por omissão no combate ao trabalho escravo

  • Líder de Cuba confirma negociações com os EUA para encerrar bloqueio

    Líder de Cuba confirma negociações com os EUA para encerrar bloqueio

    Miguel Díaz-Canel disse que nenhum combustível entrou no país nos últimos três meses; ilha enfrenta grave crise econômica e humanitária, agravada pelo veto ao comércio de petróleo

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O líder de Cuba, Miguel Díaz-Canel, admitiu nesta sexta-feira (13), em um raro pronunciamento transmitido pela televisão estatal, que autoridades cubanas conversaram com representantes do governo dos Estados Unidos em busca de uma saída para o bloqueio petroleiro de Washington.

    Segundo ele, nenhum combustível entrou em Cuba nos últimos três meses.
    O país enfrenta uma de suas mais graves crises econômicas e humanitárias desde a revolução de 1959, agravada pelo veto ao comércio de petróleo venezuelano com a ilha, imposto por Donald Trump depois da captura do ditador Nicolás Maduro. Cuba tem convivido com apagões de até 20 horas diárias, hotéis fechados, voos cancelados e suspensão de coleta de lixo e serviços básicos.

    “Essas conversas tiveram como objetivo encontrar soluções por meio do diálogo para as diferenças bilaterais que temos entre as duas nações”, afirmou Díaz-Canel. O líder cubano disse ainda que a ilha está disposta a continuar as negociações e que buscará entender se existe vontade de ambos os lados para chegar a um acordo.

    A situação, afirmou ele, trouxe angústia à população e instabilidade dos serviços básicos. “Me pergunto que países teriam a capacidade de manter a geração elétrica em meio a um bloqueio como esse? Isso só foi possível porque fizemos um uso racional -e até criativo- dos recursos disponíveis”, completou.

    Díaz-Canel disse que o país está aumentando a produção de petróleo bruto e gás domésticos. O líder chamou o bloqueio de perverso, afirmando que a falta de luz está afetando o sistema de saúde e que há uma fila de milhares de pessoas esperando para realizar procedimentos cirúrgicos. Segundo ele, padarias também estão recorrendo ao uso de lenha e carvão para seguir funcionando.

    Cuba anunciou na noite de quinta-feira (12) a libertação “nos próximos dias” de 51 prisioneiros, como demonstração de “boa vontade” em relação ao Vaticano, mediador histórico entre Havana e Washington. No discurso, o líder cubano disse que a decisão foi tomada de maneira autônoma pelo regime e que não foi imposta por nenhum outro país.

    A declaração confirmou relatos divulgados pela imprensa americana de reuniões entre funcionários de alto escalão da Casa Branca e cubanos próximos do ex-líder Raúl Castro, que ainda exerce grande influência política. O próprio Trump já tinha dado declarações anteriores de que a ilha “deseja muito fechar um acordo” com os EUA.

    Na segunda-feira, ele disse que Cuba poderia ser alvo de uma “tomada amigável”, acrescentando em seguida: “Pode não ser uma tomada não amigável”.

    No início deste mês, o americano afirmou que os EUA vão se voltar para a ilha após a guerra no Irã. “Queremos terminar isso primeiro”, disse o americano, referindo-se ao conflito contra no Oriente Médio. “Mas isso será apenas uma questão de tempo até que […] um monte de gente inacreditável volte para Cuba.”

    Desde a operação militar americana na Venezuela, Cuba deixou de receber petróleo de Caracas, que era crucial para o funcionamento de sua economia. Após pressão de Trump, o México, outro importante fornecedor, também interrompeu as remessas à ilha.

    Washington ainda ameaçou impor tarifas contra países que vendam petróleo a Cuba. Estima-se que o país produza menos da metade do petróleo de que necessita.

    O agravamento dos períodos sem energia elétrica levou algumas famílias a instalar painéis solares em suas casas, mas a solução é limitada. À crise energética soma-se a prolongada crise econômica de Cuba, que deve piorar com o colapso do setor turístico frente a escassez de petróleo. Linhas aéreas como a Air France anunciaram que vão suspender suas operações no país por falta de combustível de aviação, mais um golpe para o turismo, importante fonte de renda para o regime.

    O governo Trump justifica sua política de asfixiamento econômico contra Cuba dizendo que o país de cerca de 10 milhões de habitantes a apenas 150 km de distância da Flórida representa uma “ameaça excepcional” à segurança dos EUA, dadas as relações do regime comunista com Rússia, China e Irã.

    Líder de Cuba confirma negociações com os EUA para encerrar bloqueio

  • Maduro passa as noites do 'inferno na terra' gritando: "Sou presidente"

    Maduro passa as noites do 'inferno na terra' gritando: "Sou presidente"

    Há relatos de que Nicolás Maduro passa as noites gritando que ainda ocupa o cargo de presidente da Venezuela; ex-líder está em uma cela pequena, numa prisão que dizem ser “o inferno na terra”

    Em cerca de dois meses e meio, Nicolás Maduro deixou de ser visto rodeado por líderes mundiais, nacionais ou mesmo da família e amigos, para ser ouvido apenas por outros reclusos em uma prisão em Nova York – em um espaço que é descrito como “o inferno na terra.”

    Ao jornal espanhol ABC, o advogado de um dos reclusos que compartilha o mesmo espaço que Maduro, agora acusado de narcoterrorismo pelos Estados Unidos, conta que o venezuelano grita durante a noite, fazendo barulho na cela e querendo manter a sua posição de líder – que, já foi realidade e hoje não passa de um sonho distante. Da cela, Maduro grita em espanhol: “Sou o presidente da Venezuela. Digam ao meu país que eu fui raptado e que estamos sendo maltratados aqui.”

    A publicação espanhola descreve a cena de desespero de Maduro dando conta de que esta é uma diferença extraordinária do homem que ‘calava’ milhares ao iniciar discursos que todos ouviam, até aos gritos que, por mais altos que se façam ouvir, não movem ninguém. Maduro passa as noites gritando em espanhol e repete ainda que a acusação de sequestro seja transmitida à sua família e ao povo venezuelano

    Na operação que foi realizada pelos EUA em 3 de janeiro, também a sua esposa, Cilia Flores, foi detida – e lavada para os Estados Unidos. Maduro declarou-se inocente e volta a ser ouvido ainda em março. Vale destacar que, para além de dizer que é inocente, disse em tribunal que continuava sendo o presidente legítimo do país, alegando que o Estado venezuelano deveria pagar-lhe as despesas judiciais.

    O “inferno na terra” onde ninguém estar

    Fontes próximas da detenção falaram ainda ao ABC acerca das condições deste centro de detenção, localizado no bairro nova-iorquino de Brooklyn, e que já recebeu outros nomes como produtor Sean Diddy Combs, Ghislaine Maxwell (cúmplice de Jeffrey Epstein), o ex-presidente das Honduras Juan Orlando Hernández, entre outros.

    Segundo estas fontes, o ex-líder venezuelano está em uma unidade especial, isolado de todos. Oficialmente, esta ala tem por objetivo prevenir eventuais suicídios, proteger detidos ou mesmo corrigir algum comportamento.

    A cela será um espaço muito reduzido, com três metros de comprimento por dois de largura. Tem uma cama metálica, uma privada e pia, assim como uma pequena janela. Os detidos nesta ala podem sair da cela três vezes por semana durante uma hora, sempre algemados – e também com os pés com um aparelho que reduz a mobilidade. É nesse tempo que os detidos podem tomar banho, ver alguma correspondência e também usar o telefone (apesar de terem limitações mensais).

    Um porta-voz do Departamento Federal das Prisões recusou comentar a situação de Maduro, dizendo que “por razões de segurança e privacidade” não são dadas informações sobre as condições em que o antigo presidente se encontra.

    Um consultor que trabalhou em prisões durante muitos anos, Sam Mangel, explicou ao ABC que este centro é como um “inferno na terra”, tendo-lhe algumas pessoas relatado as más condições que existem neste centro: “Está totalmente abandonado, sem investimento ou trabalhadores suficientes. É um lugar em que ninguém gostaria de estar, nem por alguns minutos.”

    No caso de Maduro, especialistas ouvidos pelo ABC dizem que o encaminhamento para esta ala se deve a razões de segurança, por forma a evitar um incidente.

    Maduro passa as noites do 'inferno na terra' gritando: "Sou presidente"

  • Brasileira que sumiu na Inglaterra usou barco e ficou à deriva, diz polícia

    Brasileira que sumiu na Inglaterra usou barco e ficou à deriva, diz polícia

    A brasileira Vitória Figueiredo Barreto saiu na última terça-feira (3) para um passeio na cidade de Brightlingsea, a cerca de 130 km de Londres, quando desapareceu

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Novas provas colhidas pela polícia da Inglaterra mostram que a brasileira desaparecida no país há 10 dias pode ter tentado fazer ligação direta em um barco que desapareceu de um porto e usado ele para se locomover, ficando à deriva, segundo a polícia.

    Vitória Figueiredo Barreto teria tentado ligar o motor do barco e o colocado na água no porto de Brightlingsea. A cearense desapareceu no dia 3 de março e foi vista pela última vez em câmeras de segurança na madrugada de 4 de março.

    A investigação da polícia acredita que Vitória passou por cercas de um estaleiro e entrou em um barco pequeno. Na sequência, ela abandonou a primeira embarcação, de menor porte, e tentou pegar uma a motor, que não ligou — ficando à deriva. Ela teria feito tudo isso sozinha, segundo disseram agentes da polícia de Essex ao canal Sky News.

    Câmeras identificaram uma pessoa que seria a brasileira dentro do porto, disse a polícia. Após ela pegar o outro barco, a corrente levou a embarcação até um banco de areia perto de Bradwell, outra região próxima ao porto.

    A polícia segue buscando a psicóloga. No momento do desaparecimento, ela usava casaco escuro com gola alta azul e tênis pretos.

    O barco que ela teria utilizado foi encontrado em uma área que não tem profundidade. A boia salva-vidas não foi localizada, dando a entender que alguém teria utilizado o objeto.

    Na última quarta-feira a polícia expandiu as buscas. Agora, agentes trabalham no rio Blackwater, na península de Dengie, e nas costas do rio Crouch e da Ilha de Mersea, segundo o canal inglês.

    Uma bolsa que seria da brasileira foi encontrada na rua Copperas Road, perto do porto de Brightlingsea. Segundo a Polícia de Essex, o objeto foi encontrado por um morador da região na tarde de anteontem. A bolsa tem a frase “People Over Profit” (Pessoas acima de lucro, em português), que corresponde à descrição do acessório usado pela brasileira.

    Vitória saiu na última terça-feira (3) para um passeio na cidade de Brightlingsea, a cerca de 130 km de Londres, quando desapareceu. Naquele momento, enviou um alerta de socorro emitido pelo celular, mostrando uma geolocalização de que estava no mar.

    A também psicóloga Fernanda Silvestre, 30, recebeu a notificação no mesmo dia. Além de amiga de Vitória, Fernanda divide a casa com ela em Fortaleza e contou ao UOL que as duas têm os celulares emparelhados. A notificação de socorro foi feita por meio de um dispositivo do iPhone que permite acionar contatos de emergência mostrando a localização do telefone via satélite.

    “Ela mandou um sinal de socorro do iPhone que é justamente bem já dentro do mar, na orla marítima. E pra chegar naquele ponto você precisa estar minimamente dentro de uma embarcação. Assim que eu olhei o telefone, fui ver a localização dela e era essa localização do mar. (…) A gente tem o hábito de falar todos os dias pela manhã. E a última vez que nos falamos foi normal”, disse Fernanda Silvestre, 30, amiga.

    Psicóloga estava hospedada na casa de uma amiga em Colchester. Segundo Fernanda, Vitória foi para um congresso no Marrocos. Nas redes sociais, a psicóloga compartilhou imagens do evento. Depois, ela seguiu viagem para a Inglaterra, onde tentaria um doutorado. Vitória é poliglota e está acostumada a fazer viagens internacionais.

    Na Inglaterra, Vitória ficou hospedada na casa de uma amiga brasileira, que leciona em uma universidade no país. A cearense havia combinado de almoçar com essa amiga quando retornasse de Brightlingsea, mas não apareceu para o compromisso.

    “Vitória pegou um ônibus e foi para as docas de Brightlingsea. Ela disse para a amiga que, quando terminasse o passeio, ela voltaria para que elas almoçassem juntas. E ela não voltou. Na hora combinada, ela já nem tinha mais sinal de telefone”, disse Fernanda Silvestre

    Família diz que há imagens de Vitória nas docas. Fernanda conta que a polícia teria conseguido confirmar a presença da psicóloga no local, no entanto, a família não viu essas imagens até o momento. Segundo informações transmitidas à Fernanda, Vitória teria conversado com um casal e depois com uma mulher que estava acompanhada de um bebê.

    A psicóloga ainda teria entrado em uma igreja próxima às docas. “Chega um determinado ponto que não tem mais imagens dela”, diz Fernanda, ressaltando que a amiga é bastante comunicativa.

    Polícia divulgou imagens de Vitória no dia do desaparecimento. Em publicação feita nas redes sociais, a Polícia de Essex divulgou cenas de Vitória em um ônibus. “Acreditamos que, mais tarde naquela mesma noite, ela possa ter estado na área do porto de Brightlingsea. Estamos trabalhando arduamente para localizar Vitória. Estamos muito preocupados e precisamos encontrá-la para garantir que ela esteja bem”, diz comunicado das autoridades.

    Fernanda diz que o namorado de Vitória e a mãe dela estão na capital inglesa. A amiga critica que ainda não houve buscas pelo mar, uma vez que a geolocalização mostrava que o celular estava nas águas.

    “Estão fazendo buscas em terra e tudo o que foi feito foi graças à localização que mandei. Mas estou sentindo falta de buscas marítimas. O nosso apelo é que sejam utilizados todos os recursos disponíveis. E tudo isso está sendo feito com a esperança de que a minha amiga volte, disse Fernanda Silvestre.

    Itamaraty acompanha o caso. Em nota enviada ao UOL, o Ministério das Relações Exteriores, por meio do Consulado-Geral do Brasil em Londres, informou que acompanha o caso e que está em contato com as autoridades locais e com a família da brasileira.

    Brasileira que sumiu na Inglaterra usou barco e ficou à deriva, diz polícia

  • Homem vai ao hospital após acordar com pele azul e descobre motivo

    Homem vai ao hospital após acordar com pele azul e descobre motivo

    Britânico assustou médicos ao chegar ao pronto-socorro com a pele azulada, mas o mistério foi rapidamente resolvido: a coloração havia sido causada pelo corante de lençóis novos que soltou durante a noite

    Um homem procurou atendimento no pronto-socorro de um hospital em Derbyshire, na Inglaterra, depois de acordar com a pele completamente azul. O caso causou preocupação inicial na equipe médica, mas a causa acabou sendo bem menos grave do que parecia: o corante dos lençóis novos que ele havia usado durante a noite.

    Segundo a BBC, Tommy Lynch, de 42 anos, contou que acordou após uma longa noite de sono com a pele azulada depois de dormir em uma roupa de cama azul-marinho que havia ganhado de presente em novembro.

    Ele disse que parecia um personagem do filme Avatar, referência aos seres azuis da famosa saga dirigida por James Cameron.

    Um amigo insistiu para que ele fosse ao hospital, e ao chegar ao pronto-socorro os médicos iniciaram rapidamente o atendimento e chegaram a administrar oxigênio enquanto investigavam o que poderia estar acontecendo.

    “Todos na recepção das urgências me encaravam como se tivessem visto um fantasma”, relatou. “Me atenderam rapidamente, deram oxigênio e começaram a fazer um monte de perguntas. Cheguei a ter uns 10 médicos à minha volta.”

    O mistério só foi resolvido quando um dos médicos esfregou um cotonete no braço de Lynch e percebeu que o objeto ficou azul.

    “Eles foram recolher o meu sangue e, assim que a médica limpou meu braço, o cotonete ficou azul. Depois a ficha caiu. Eu disse: ‘Meu Deus, peço desculpa’”, contou. “Eles foram absolutamente fantásticos, mas fiquei muito envergonhado.”

    Ele ainda comentou a reação da equipe médica diante da situação inesperada. “Fiquei mortificado, mas disseram que os fiz rir bastante. Normalmente não têm histórias engraçadas nas urgências.”

    Depois de receber alta, Lynch contou que ainda levou alguns dias para que a coloração azul desaparecesse completamente da pele.

    “As pessoas ainda me olhavam de forma estranha enquanto eu tomava banho atrás de banho, mas demorou cerca de uma semana. A água ficava azul”, disse.

    O britânico acredita que o corante dos lençóis acabou soltando porque ele passou calor durante a noite e suou bastante.

    “A primeira coisa que fiz quando cheguei em casa foi lavar os lençóis. Desde então, não voltei a ficar azul. Lave sempre os lençóis antes de dormir neles. A não ser que queira furar a fila das urgências”, brincou.
     

    Homem vai ao hospital após acordar com pele azul e descobre motivo