Categoria: MUNDO

  • Campanha arrecada US$ 78 milhões e consegue salvar terras na Patagônia chilena

    Campanha arrecada US$ 78 milhões e consegue salvar terras na Patagônia chilena

    Uma campanha liderada por diferentes organizações conseguiu arrecadar mais de US$ 78 milhões (cerca de R$ 412 milhões) para comprar e preservar mais de 133 mil hectares -área equivalente a mais de 840 parques Ibirapuera ou quase 17 vezes o Parque Estadual da Cantareira.

    DOUGLAS GAVRAS
    BUENOS AIRES, ARGENTINA (CBS NEWS) – Desde dezembro do ano passado, a maior propriedade privada de Cochamó (a 1.060 km de Santiago), uma área praticamente inexplorada na Patagônia chilena, não está mais à venda.

    Uma campanha liderada por diferentes organizações conseguiu arrecadar mais de US$ 78 milhões (cerca de R$ 412 milhões) para comprar e preservar mais de 133 mil hectares -área equivalente a mais de 840 parques Ibirapuera ou quase 17 vezes o Parque Estadual da Cantareira.

    O Cerro Trinidad, uma das montanhas emblemáticas de Puchegüín, no Vale de Cochamó, Chile Valentina Thenoux Divulgação/Puelo Patagonia Uma fotografia de tirar o fôlego mostra uma pessoa solitária admirando uma paisagem montanhosa grandiosa e ensolarada, capturando a beleza imponente e a vastidão da natureza. A composição da cena é equilibrada, com a pessoa em primeiro plano, posicionada na parte inferior central, direcionando o olhar do espectador para o cenário épico.

    A história dessa área no sul do Chile remonta a 1920, quando o antigo Ministério das Terras e Colonização concedeu grandes extensões para desenvolvimento produtivo e povoamento de regiões do país.

    A concessão foi feita a uma empresa chamada Sociedade Agroflorestal Puchegüín, e a maior parte do local permaneceu intocada por anos, devido aos declives acentuados que dificultavam a exploração e o cultivo agrícola. Ao longo dos anos, a propriedade passou de mão em mão até chegar aos últimos herdeiros.

    Em 2022, quando a titularidade da terra foi definida, ativistas locais decidiram lançar uma campanha para comprá-la. A Conserva Puchegüín é uma iniciativa liderada pela organização Puelo Patagonia e inclui a The Nature Conservancy, a Fundação Freyja, a Patagonia Inc. e a Fundação Wyss.

    O sucesso da iniciativa na compra das terras encerrou anos de incerteza sobre o futuro da propriedade e marca o início de um novo capítulo em busca de proteção e gestão a longo prazo da área.
    Andrés Diez, diretor executivo da Puelo Patagonia, conta que a organização foi criada para tentar proteger a bacia do rio Puelo, na região de Los Lagos, da especulação imobiliária, impulsionada por um projeto hidrelétrico.

    Os ativistas se deram conta da importância dessa propriedade, tanto por suas características ambientais quanto por seu valor cultural para os moradores e pela presença de pinturas rupestres.

    “A área tem a característica notável de possuir florestas primárias, intocadas pelo homem, com milhares de anos, e que cobrem cerca de metade da propriedade. Nessas florestas, cresce uma espécie de árvore chamada alerce [também conhecida como cipreste da Patagônia, ou Fitzroya cupressoides], que também foi intensamente explorada na extração de madeira”, afirma Diez.

    Além de se organizar para a compra da propriedade, por meio de um site criado pelos organizadores, o grupo monitorou a fauna e a flora, criou regulamentações para o turismo e se manteve em contato com as comunidades locais, que são essenciais para o futuro modelo de gestão da área.

    A região de Puchegüín também abriga uma diversidade de espécies ameaçadas, como o marsupial “monito del monte” e o huemul (ou cervo sul-andino), um dos animais que aparecem no brasão nacional do Chile.

    O território compõe uma rede de áreas protegidas de 1,6 milhão de hectares entre o país e a Argentina, contribuindo para a biodiversidade, armazenamento de carbono e bem-estar das comunidades.

    Segundo a organização, até 20% da área poderá ser utilizada para práticas sustentáveis, enquanto pelo menos 80% ficarão sob proteção. A ideia é criar zonas de conservação em áreas usadas por comunidades, enquanto regiões ecologicamente sensíveis serão designadas para proteção.

    Diez lembra que a população que vive ao redor da propriedade é composta por famílias de colonos chilenos que chegaram à região há cerca de cem anos e têm um estilo de vida ligado à agricultura e à pecuária.

    “São pessoas do campo, andam a cavalo, têm suas tradições, sua cultura; sabem viver em contato com a natureza, e acreditamos que esse modo de vida ainda é relevante.”

    Hoje, a população pode visitar parte da área comprada, segundo conta o ativista. O circuito mais conhecido da região para trilhas é o La Herradura, que pode ser feito em cerca de sete dias. “A área já conta com sinalização, infraestrutura e estamos trabalhando para melhorá-la. E também há serviços oferecidos pelos locais, como alimentação, hospedagem ou passeios guiados a cavalo, que funcionam bem.”

    Segundo a organização, não há planos de compra de novas porções de terra, e a meta para os próximos anos é integrar Puchegüín à realidade da população local.

    “Vamos trabalhar para entender e desenvolver uma proposta que aborde tanto o aspecto social quanto o de conservação. Para isso, estamos pesquisando, trabalhando e coletando informações. Temos um prazo de dois anos para desenvolver um plano diretor com esse objetivo”, afirma Diez.

    Campanha arrecada US$ 78 milhões e consegue salvar terras na Patagônia chilena

  • Brasileiro pega prisão perpétua por matar a ex na Irlanda

    Brasileiro pega prisão perpétua por matar a ex na Irlanda

    O crime ocorreu em 1º de janeiro de 2023, quando Bruna foi morta por estrangulamento em um apartamento localizado na Liberty Street, região central da cidade, onde Miller morava.

    O brasileiro Miller Pacheco, natural de Formiga, no estado de Minas Gerais, foi condenado à prisão perpétua pelo assassinato da ex-namorada Bruna Fonseca, de 28 anos. A sentença foi anunciada nesta sexta-feira (23) pelo Tribunal Criminal Central de Cork, na Irlanda, um dia após a condenação formal, segundo informações repassadas pela família da vítima. O crime ocorreu em 1º de janeiro de 2023, quando Bruna foi morta por estrangulamento em um apartamento localizado na Liberty Street, região central da cidade, onde Miller morava.

    Durante a audiência que definiu a pena, o réu aceitou a condenação e pediu desculpas aos familiares de Bruna. De acordo com a legislação irlandesa, crimes de homicídio resultam obrigatoriamente em prisão perpétua. A irmã da vítima, Izabel Fonseca, afirmou que a rigidez da Justiça no país traz um sentimento de alívio à família, por haver a convicção de que a pena será cumprida integralmente. Segundo o jornal “The Journal”, o advogado de defesa, Ray Boland, informou que Miller não irá recorrer da decisão e quis manifestar arrependimento pela dor causada à família Fonseca.

    Ao proferir a sentença, a juíza Siobhan Lankford descreveu Bruna como uma jovem excepcional e destacou que o crime foi motivado pela incapacidade do réu de aceitar o fim do relacionamento. Para a magistrada, a vítima deixou claro que tinha o direito de seguir sua própria vida e que não pertencia a ninguém. Uma gravação apresentada ao tribunal mostrou Bruna afirmando que apenas ela tinha controle sobre suas escolhas, embora o conteúdo não tenha sido divulgado. A prima da jovem, Marcela Fonseca, resumiu o caso ao dizer que a vida de Bruna foi tirada porque ela não teve o direito de seguir em frente.

    Bruna e Miller mantiveram um relacionamento de cerca de cinco anos no Brasil. Formada em Biblioteconomia, Bruna se mudou para a Irlanda em setembro de 2022, acompanhada da sobrinha, em busca de novas oportunidades. Miller chegou ao país dois meses depois. Pouco tempo após a chegada dele a Cork, o casal se separou definitivamente, repetindo uma ruptura que já havia ocorrido meses antes, ainda no Brasil.

    No dia do crime, Bruna foi ao apartamento do ex-companheiro para participar de uma chamada de vídeo com um familiar que cuidava do cachorro que o casal teve no Brasil. Horas antes, ambos estiveram em uma festa de réveillon. Por volta das 6h30 da manhã, a polícia foi acionada após Bruna ser encontrada desacordada no local. Apesar das tentativas de reanimação feitas por paramédicos, ela não resistiu. Exames posteriores apontaram que a jovem foi estrangulada e espancada. Moradores do prédio relataram ter ouvido gritos por volta das 4h15 da madrugada. Miller foi preso no mesmo dia, negou o crime inicialmente e permaneceu detido sem direito a fiança.

    O último contato de Bruna com a família ocorreu nas primeiras horas de 2023, durante uma chamada de vídeo em que aparentava estar bem. Nascida em 11 de maio de 1994, em Formiga, Bruna era descrita por amigos e familiares como batalhadora, discreta, religiosa e carismática. Formou-se em Biblioteconomia em 2018, pela Universidade de Formiga, e tinha planos de crescimento pessoal e profissional. Segundo a irmã, Bruna sempre acreditou que, mesmo diante das dificuldades, era preciso tentar novamente.

    Brasileiro pega prisão perpétua por matar a ex na Irlanda

  • Casa Branca vira chacota por foto de Trump com pinguim

    Casa Branca vira chacota por foto de Trump com pinguim

    A publicação gerou reação imediata de usuários, que apontaram uma falha básica no conteúdo: pinguins não vivem no Ártico, região onde está localizada a Groenlândia, mas sim no Hemisfério Sul. O equívoco acabou transformando o post em motivo de piada e indignação entre internautas.

    O perfil oficial da Casa Branca foi alvo de críticas e ironias nas redes sociais após publicar, no X, uma imagem que mostrava Donald Trump caminhando ao lado de um pinguim em uma referência à Groenlândia. A montagem veio acompanhada da legenda “abrace o pinguim”, ao lado das bandeiras dos Estados Unidos e da Groenlândia, sugerindo uma mensagem de aproximação amistosa.

    A publicação, porém, gerou reação imediata de usuários, que apontaram uma falha básica no conteúdo: pinguins não vivem no Ártico, região onde está localizada a Groenlândia, mas sim no Hemisfério Sul. O equívoco acabou transformando o post em motivo de piada e indignação entre internautas.

    Embrace the penguin. pic.twitter.com/kKlzwd3Rx7

    — The White House (@WhiteHouse) January 23, 2026 ” target=”_blank” rel=”noopener”>

    Além das críticas geográficas, alguns usuários interpretaram a mensagem como contraditória, já que Trump tem demonstrado interesse unilateral em anexar a Groenlândia, território que pertence à Dinamarca. A expressão “abrace o pinguim” também chamou atenção por ser conhecida entre usuários do sistema operacional Linux, no qual o pinguim é um símbolo amplamente utilizado para incentivar o uso da plataforma.

    Entre os comentários mais populares, internautas ironizaram o erro factual cometido pelo perfil oficial. “Vocês não sabiam que pinguins não vivem no Ártico, só na Antártida?”, questionou um usuário. Outros foram ainda mais duros: “Não existem pinguins na Groenlândia, seus idiotas”, escreveu um internauta, enquanto outro comentou: “Meu filho de 6 anos sabe que pinguinhs só vivem no sul”.

    Também houve espaço para sarcasmo político. “Peraí, vocês estão tentando roubar a Antártida também?”, brincou um usuário, resumindo o tom geral de zombaria que tomou conta da publicação.

    Casa Branca vira chacota por foto de Trump com pinguim

  • Bombardeios russos sobre Kiev e Carcóvia fazem um morto e 15 feridos

    Bombardeios russos sobre Kiev e Carcóvia fazem um morto e 15 feridos

    Importantes bombardeamentos russos sobre a Ucrânia na noite de sexta-feira para sábado causaram, pelo menos, um morto e 15 feridos em Kiev e Carcóvia, no nordeste, informaram as autoridades locais.

    Todo o território ucraniano encontra-se em estado de alerta devido a ataques aéreos, com as autoridades militares da capital alertando para a ameaça de drones e mísseis balísticos.

    Em Kiev, foram registrados danos em cinco bairros, provocando incêndios e a quebra de janelas de uma clínica privada e de uma residência, segundo o prefeito Vitali Klitschko.

    “Uma pessoa morreu e quatro ficaram feridas. Três dos feridos foram hospitalizados”, informou Klitschko na rede de mensagens Telegram, acrescentando que houve interrupções no fornecimento de aquecimento e água em alguns bairros periféricos, apesar das temperaturas abaixo de -10 °C.

    Em Carcóvia, o prefeito Igor Terekhov relatou um ataque com drones Shahed, de fabricação iraniana, que danificou vários prédios residenciais, além de um abrigo para deslocados, um hospital e uma maternidade dessa grande cidade próxima à fronteira com a Rússia.

    “Há agora 11 feridos registrados”, afirmou, também por meio do Telegram.

    Os bombardeios ocorrem enquanto negociadores russos, ucranianos e americanos discutem em Abu Dhabi, pela primeira vez nesse formato, as condições para pôr fim a quatro anos de guerra. A reunião começou nesta sexta-feira e continua hoje.

    Segundo o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, a questão dos territórios continua sendo o principal ponto de impasse nas negociações, que acontecem em um contexto difícil para a Ucrânia. No campo de batalha, as tropas ucranianas vêm recuando há quase dois anos diante de um adversário mais numeroso e melhor armado, com Kiev dependendo em grande parte do apoio financeiro e militar do Ocidente.

    No terreno, a rede energética do país foi severamente danificada por uma série de ataques russos, provocando apagões e interrupções no aquecimento em larga escala devido às temperaturas extremamente baixas, especialmente em Kiev.

    Bombardeios russos sobre Kiev e Carcóvia fazem um morto e 15 feridos

  • Pentágono anuncia apoio "mais limitado" aos aliados dos EUA

    Pentágono anuncia apoio "mais limitado" aos aliados dos EUA

    As forças armadas norte-americana pretendem dar um apoio “mais limitado” aos aliados europeus para dar prioridade à segurança interna e à dissuasão em relação à China, anuncia a nova estratégia de defesa do Pentágono, divulgada sexta-feira.

    A “Estratégia de Defesa Nacional 2026”, documento não classificado divulgado pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos, marca uma ruptura com a política anterior do Pentágono, tanto pela ênfase na necessidade de que os aliados dos EUA assumam maior responsabilidade por sua própria defesa quanto por um tom mais moderado em relação aos inimigos tradicionais do país, especialmente China e Rússia.

    “Enquanto as forças americanas se concentram na defesa do seu território e da região do Indo-Pacífico, nossos aliados e parceiros passarão a assumir a responsabilidade por sua própria defesa, com um apoio essencial, porém mais limitado, das forças americanas”, afirmam os assessores do secretário de Defesa, Pete Hegseth, em um documento publicado após uma semana de crise sem precedentes entre Washington e seus aliados da OTAN em relação à Groenlândia.

    O texto começa com uma avaliação crítica da estratégia de defesa nacional da administração anterior, de Joe Biden, sustentando que “o presidente Donald Trump assumiu o cargo em janeiro de 2025 em um dos cenários de segurança mais perigosos da história do país. Internamente, as fronteiras dos Estados Unidos foram invadidas, narcoterroristas e outros inimigos se tornaram mais poderosos em todo o hemisfério ocidental, e o acesso dos EUA a territórios estratégicos, como o Canal do Panamá e a Groenlândia, estava cada vez mais comprometido”.

    Por outro lado, enquanto a estratégia de defesa nacional anterior, publicada durante o governo Biden, descrevia a China como o maior desafio para Washington e classificava a Rússia como uma “ameaça grave”, o novo documento defende “relações respeitosas” com Pequim e não faz qualquer menção a Taiwan, aliado dos Estados Unidos que a China reivindica como seu território. Já a ameaça russa é descrita como “persistente, mas controlável”, afetando diversos membros da OTAN.

    O documento de 2026 também afirma que o Pentágono “priorizará os esforços para fechar as fronteiras, repelir qualquer forma de invasão e expulsar estrangeiros em situação irregular”.

    Assim como a Estratégia de Segurança Nacional divulgada pela Casa Branca no início de dezembro, o Pentágono coloca a América Latina no topo das prioridades americanas, afirmando que “restabelecerá o domínio militar dos Estados Unidos no continente americano”. “Utilizaremos esse domínio para proteger nossa pátria e garantir o acesso a áreas estratégicas da região”, destaca o texto.

    “Vamos proteger as fronteiras e as aproximações marítimas dos Estados Unidos e defender os céus do país por meio do Golden Dome for America e de um foco renovado no combate a ameaças aéreas não tripuladas”, afirma o Pentágono, demonstrando determinação em assegurar “o acesso militar e comercial dos EUA a territórios estratégicos, especialmente o Canal do Panamá, o Golfo da América e a Groenlândia”, além de “oferecer ao presidente Trump opções militares críveis para serem usadas contra narcoterroristas, onde quer que estejam”.

    “Este é o Corolário Trump à Doutrina Monroe, e as Forças Armadas dos Estados Unidos estão prontas para aplicá-lo com rapidez, poder e precisão, como o mundo viu na Operação ABSOLUTE RESOLVE”, escreve o Pentágono, em referência à operação que resultou na retirada do presidente venezuelano Nicolás Maduro, em Caracas, no dia 3 de janeiro, para que fosse levado a julgamento em Nova York.

    Em relação à China, o documento assegura que “Trump busca uma paz estável, comércio justo e relações respeitosas” com Pequim e que “demonstrou estar disposto a dialogar diretamente com o presidente Xi Jinping para alcançar esses objetivos”.

    No entanto, acrescenta o texto, “o presidente Trump também demonstrou a importância de negociar a partir de uma posição de força”, destacando um “objetivo simples”: “impedir que qualquer país, inclusive a China, domine os Estados Unidos ou seus aliados — em essência, estabelecer as condições militares necessárias para alcançar o objetivo da Estratégia de Segurança Nacional de um equilíbrio de poder no Indo-Pacífico que permita a todos desfrutar de uma paz digna”.

    “Para isso, conforme orienta a Estratégia de Segurança Nacional, ergueremos uma forte defesa de dissuasão ao longo da Primeira Cadeia de Ilhas” — linha estratégica de arquipélagos no Pacífico Ocidental que se estende do Japão, passando por Taiwan e Filipinas, até a Indonésia, ao longo da costa leste da China — e “incentivaremos e capacitaremos os principais aliados e parceiros regionais a fazerem mais pela defesa coletiva”, reforçando a dissuasão “para que todas as nações reconheçam que seus interesses são melhor atendidos por meio da paz e da contenção”, conclui o documento.

    Pentágono anuncia apoio "mais limitado" aos aliados dos EUA

  • Os tornados mais impressionantes de todos os tempos!

    Os tornados mais impressionantes de todos os tempos!

    Quando o céu se transforma em destruição!

    Um tornado é um impressionante fenômeno da natureza, caracterizado por um turbilhão atmosférico que se forma em nuvens de chuva ou de trovoada. Ele adquire a forma de um funil de nuvens que, com frequência, toca o solo e se move com uma força devastadora, causando destruição por onde passa. Embora os tornados possam ocorrer em qualquer parte do mundo, os Estados Unidos são particularmente vulneráveis, registrando uma média impressionante de 1.150 tornados por ano.

    Esses fenômenos são verdadeiras obras-primas da natureza, ao mesmo tempo fascinantes e assustadoras, com um poder capaz de alterar paisagens e vidas em questão de segundos. Desde as vastas planícies do meio-oeste americano até as terras distantes de Bangladesh, os tornados deixam um rastro de histórias impressionantes de sobrevivência e perda.

    Os tornados mais impressionantes de todos os tempos!

  • Derretimento da Groenlândia fará nação do outro lado do mundo sumir, diz enviado da ONU

    Derretimento da Groenlândia fará nação do outro lado do mundo sumir, diz enviado da ONU

    A maior ilha do mundo é um caldeirão climático. Por um lado, o derretimento do Ártico, provocado pelo aquecimento global, deixa o território e seus vizinhos mais vulneráveis a potenciais ataques. Por outro, a Groenlândia é rica em minerais críticos para a transição energética, e o desaparecimento da sua camada de gelo facilita o acesso a esses recursos.

    JÉSSICA MAES
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Em meio às ameaças de invasão de Donald Trump e do anúncio de um futuro acordo entre americanos e dinamarqueses, a Groenlândia está no centro das discussões na edição deste ano do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

    A maior ilha do mundo é um caldeirão climático. Por um lado, o derretimento do Ártico, provocado pelo aquecimento global, deixa o território e seus vizinhos mais vulneráveis a potenciais ataques. Por outro, a Groenlândia é rica em minerais críticos para a transição energética, e o desaparecimento da sua camada de gelo facilita o acesso a esses recursos.

    Os imensos volumes de água de degelo vindos da região já respondem por um quinto do aumento do nível do mar ao redor do planeta.

    Para Peter Thomson, enviado especial do secretário-geral da Organização das Nações Unidas para os oceanos, é importante lembrar que isso tem relação direta com as nações insulares do Pacífico. “O derretimento da Groenlândia significa, na prática, o desaparecimento de uma nação do outro lado do mundo”, afirma à Folha de S.Paulo.

    Ele ressalta que as escolhas que líderes globais fazem hoje definirão o futuro de ecossistemas frágeis e da estabilidade econômica regional no Ártico.

    “Quando alguns países e empresas veem um Ártico livre de gelo, pensam imediatamente na exploração de petróleo, rotas de navegação transpolares e mineração em águas profundas. Minha proposta é simples: uma pausa preventiva nessas atividades”, explica em entrevista à Folha de S.Paulo por videochamada, diretamente dos Alpes Suíços.

    O diplomata de Fiji foi um dos responsáveis pelo fórum ter adotado neste ano a temática “Davos Azul”, dando espaço a discussões relacionadas à água -centrais para o debate da mudança climática.

    PERGUNTA – Como a mudança climática está moldando o panorama de segurança mundial?

    PT – Um bilhão de pessoas estão enfrentando a crise climática de maneira existencial, por causa da elevação do nível do mar, das secas e das tempestades tropicais severas. Isso não é algo que possa ser ignorado.

    No entanto, em um certo país está meio “cancelado” falar sobre a mudança climática, o que torna o cenário ainda mais difícil. Mas o mais importante é que o sistema das Nações Unidas e a grande maioria dos países, que são 193 nações, estão plenamente conscientes de que a crise climática é real e de que a transição verde está em andamento e, na nossa visão, é irreversível.

    Isso porque essa transição não se baseia apenas na lógica científica, mas também econômica. Hoje é mais barato instalar energia solar ou eólica do que recorrer às antigas tecnologias de combustíveis fósseis. Existe um ditado: os cães ladram, mas a caravana passa. É mais ou menos onde estamos agora.

    A geopolítica é um jogo de curto prazo. Eu sou velho o suficiente para lembrar de conflitos como a Guerra do Vietnã, que dominaram as manchetes por anos e hoje parecem episódios distantes da história.
    Já as questões ambientais fazem parte de um jogo muito mais longo.

    P. – Qual é a relação entre a mudança climática e o interesse do presidente Donald Trump em anexar a Groenlândia? Como o derretimento do Ártico influencia essa decisão?

    PT – Não me considero qualificado para falar profundamente sobre a geopolítica da Groenlândia. Mas, em um discurso recente, o primeiro-ministro [canadense] Mark Carney fez uma declaração muito clara sobre a soberania da Groenlândia e sobre como o respeito à soberania territorial vai muito além desse caso específico, afetando a todos nós. E nós temos que defender nossos princípios.
    Do ponto de vista ambiental, penso imediatamente no derretimento da camada de gelo da Groenlândia. Isso tem relevância direta para países [do Pacífico] como Tuvalu, que é formado por atóis de coral e não possui áreas elevadas. O derretimento da Groenlândia significa, na prática, o desaparecimento de uma nação do outro lado do mundo, já que toda essa água escoa para um único sistema oceânico.

    P. – E como o derretimento da criosfera (o gelo do planeta) pode moldar futuras disputas geopolíticas?

    PT – No caso do Ártico, essa é uma questão extremamente relevante. A ciência indica que o gelo da região está diminuindo e que podemos prever um futuro em que, durante o verão, o oceano Ártico ficará livre de gelo. Isso é devastador para a vida selvagem e para os povos indígenas da região.
    É isso que me leva a defender uma pausa preventiva em qualquer atividade econômica no oceano Ártico central. Isso pode soar como uma ideia ousada num momento geopolítico meio tóxico como esse. Porém, em tempos difíceis, pode ser útil manter áreas neutras. A Suíça, onde estou agora, é um exemplo histórico disso.
    No caso do Ártico, falo de neutralidade em relação à exploração econômica. Quando alguns países e empresas veem um Ártico livre de gelo, pensam imediatamente na exploração de petróleo, rotas de navegação transpolares e mineração em águas profundas. Minha proposta é simples: uma pausa preventiva nessas atividades.
    Trata-se de um oceano que permaneceu em silêncio por eras. As baleias, os narvais, as focas e toda a vida marinha do oceano Ártico central evoluíram em silêncio e têm uma comunicação diferente de, por exemplo, uma baleia que passa perto de Nova York ou Tóquio, por causa de todo o ruído subaquático.
    Além disso, esse pedido não é algo inédito. As nações do Círculo Ártico já concordaram com uma pausa preventiva na pesca, que tem sido respeitada por todos os países envolvidos.

    P.- No momento estamos vendo a situação na Venezuela, mas esta não é a primeira vez que temos uma crise geopolítica em torno de combustíveis fósseis. A transição energética pode contribuir para um mundo com menos conflitos?

    – PT Acredito que a transição verde levará a um mundo mais equitativo. O sol está disponível para praticamente todos, e onde ele não é abundante o vento é uma alternativa viável. A energia eólica offshore está prestes a passar por um novo ciclo de crescimento, especialmente com os avanços apresentados aqui em Davos por representantes da Europa e da China.
    A energia solar, em particular, teve seus custos reduzidos drasticamente graças aos chineses. A transição verde tem o potencial de criar um mundo mais equitativo e eletrificado.

    P. – Qual é a importância do Fórum Econômico Mundial adotar o tema “Davos Azul” neste ano? Quanta atenção o oceano recebe na arena econômica?

    PT – Este é o meu décimo ano em Davos, e venho porque aqui o setor público e o setor privado conseguem dialogar diretamente.

    Eu copresido a iniciativa Amigos da Ação pelo Oceano, criada aqui em Davos, que teve papel fundamental no lançamento do Plano de Ação Oceânica 30×30 [de proteger 30% dos oceanos até 2030] no ano passado. Agora, estamos na fase de implementação dessa iniciativa, que envolve desde áreas marinhas protegidas na Antártida até corredores de conservação na Melanésia e a implementação do Tratado do Alto-mar.

    Essa meta é alcançável, mas exige grande esforço e maior engajamento do setor privado. Esse é um dos motivos para termos o Davos Azul, mas essa temática também inclui a água doce, o ciclo hidrológico, a poluição dos rios e os impactos do aquecimento global, como enchentes em regiões antes não afetadas.

    Além disso, a ciência oceânica vive hoje o maior nível de investimento da história, impulsionada tanto pela Década do Oceano da ONU quanto pelo setor privado. Em abril do próximo ano, o Rio de Janeiro sediará a Conferência da Década do Oceano, que deverá ser um evento de enorme relevância global.
    Também foi anunciada aqui em Davos a primeira Cúpula Global de Recifes de Coral, a ser realizada neste ano na Arábia Saudita, dada a urgência da proteção desses ecossistemas.

    RAIO-X | Peter Thomson, 77
    Desde 2017, é o enviado especial do secretário-geral da ONU para os oceanos. Foi presidente da Assembleia Geral da ONU em 2016 e 2017 e representante permanente nas Nações Unidas durante seis anos, período em que também foi presidente do conselho da Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos. É o copresidente e fundador da iniciativa Amigos da Ação pelo Oceano do Fórum Econômico Mundial. Em reconhecimento ao trabalho em questões oceânicas, a Universidade de Edimburgo e a Universidade de Bergen lhe concederam doutorados honorários.

    Derretimento da Groenlândia fará nação do outro lado do mundo sumir, diz enviado da ONU

  • Brasil condena pela 1ª vez repressão do regime do Irã contra protestos, mas se abstém em votação na ONU

    Brasil condena pela 1ª vez repressão do regime do Irã contra protestos, mas se abstém em votação na ONU

    “Condenamos fortemente o uso de força letal contra manifestantes pacíficos e estamos preocupados com relatos de prisões arbitrárias e de crianças como alvo. Notamos que bloqueios da internet violam o direito de liberdade de expressão, incluindo de acesso à informação”, afirmou Tovar da Silva Nunes, embaixador do Brasil na ONU em Genebra (Suíça).

    GUILHERME BOTACINI
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A representação do Brasil no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas condenou a repressão violenta contra manifestantes no Irã, nesta sexta-feira (23). É a primeira vez, desde o início da onda mais recente de protestos no país persa, em dezembro, que a diplomacia brasileira condena o uso da força.

    “Condenamos fortemente o uso de força letal contra manifestantes pacíficos e estamos preocupados com relatos de prisões arbitrárias e de crianças como alvo. Notamos que bloqueios da internet violam o direito de liberdade de expressão, incluindo de acesso à informação”, afirmou Tovar da Silva Nunes, embaixador do Brasil na ONU em Genebra (Suíça).

    Anteriormente, manifestações do governo brasileiro afirmavam apenas acompanhar com preocupação os protestos e lamentar as mortes.

    A diplomacia brasileira, no entanto, absteve-se de votação de resolução levada ao conselho e patrocinada por países críticos do regime iraniano, como Alemanha, Islândia, Reino Unido, Macedônia do Norte e Moldova. O texto, aprovado por 25 votos a favor, 7 contra e 14 abstenções, pede a extensão de investigações sobre eventuais violações de direitos humanos no Irã.

    O posicionamento condiz com o histórico recente brasileiro em temas correlatos envolvendo o país persa.

    “O Brasil sustenta que apenas o povo iraniano tem o direito soberano de determinar o futuro do país. Reitera sua condenação a medidas unilaterais coercitivas contra o Irã. Ressaltamos que essas medidas impactam negativamente os direitos humanos da população e exacerbam os desafios econômicos do país, que servem de pano de fundo para as atuais manifestações”, conclui o embaixador.

    As ressalvas sobre ações unilaterais podem se referir tanto às sanções contra o Irã, tradicionalmente criticadas pela diplomacia brasileira, como às ameaças recentes do governo de Donald Trump de usar a força contra Teerã -os EUA movimentaram caças e navios de guerra para regiões próximas do Irã.

    A sessão extraordinária do conselho da ONU foi apoiada por ao menos 50 países para abordar os relatos de violência, repressão e violações de direitos humanos no país persa em meio a grandes manifestações que tomaram as ruas de Teerã e dezenas de outras cidades.

    “Insto as autoridades iranianas a reconsiderar, recuar e colocar um fim à sua brutal repressão”, afirmou o comissário de direitos humanos da ONU, Volker Türk, que chamou a repressão de “um padrão de sujeição e força esmagadora que não pode nunca abordar adequadamente as queixas e frustrações do povo”.

    Já o representante do Irã na sessão criticou a reunião. “Os patrocinadores desta sessão e de seus resultados nunca se importaram genuinamente com os direitos humanos dos iranianos. De outro modo, não teriam imposto sanções desumanas, violando os direitos básicos de todos os iranianos, nem teriam apoiado a guerra de agressão de Israel que matou e feriu mais de 5.000 iranianos”, afirmou.

    Na quarta-feira (21), o regime iraniano afirmou que as manifestações foram suprimidas e divulgou um balanço oficial de 3.000 mortes. Organizações de direitos humanos sediadas fora do país defendem que o número é muito maior.

    A declaração integra uma série de movimentos públicos do regime para reforçar a ideia de que os distúrbios no país, vistos em determinado momento como uma ameaça significativa aos aiatolás, foram completamente subjugados.

    O movimento foi inicialmente desencadeado no final de dezembro em meio ao colapso da economia e da moeda local, o rial, mas se transformou em um movimento mais amplo contra a teocracia.

    Um apagão da internet e um fluxo de desinformação tornaram difícil avaliar de forma independente o que se passou no Irã. Nos últimos dias, no entanto, testemunhas e grupos de direitos humanos descreveram um silêncio sinistro gradualmente se instalando sobre o país, com lojas e escolas abrindo em meio a uma forte presença de segurança nas ruas.

    Grupos de direitos humanos afirmam que milhares de pessoas, incluindo transeuntes que não participavam dos protestos, foram mortos durante os distúrbios.

    A proposta perante o órgão da ONU busca estender por dois anos o mandato de uma investigação da ONU estabelecida em 2022 após a grande onda anterior de protestos no país persa.

    Brasil condena pela 1ª vez repressão do regime do Irã contra protestos, mas se abstém em votação na ONU

  • Dinamarca e Otan anunciam novo foco militar no Ártico em meio a crise com Trump

    Dinamarca e Otan anunciam novo foco militar no Ártico em meio a crise com Trump

    O presidente dos Estados Unidos disse na quarta (21) que Washington e a aliança militar haviam chegado a um acordo sobre o uso da ilha, mas os detalhes a respeito ainda são escassos. Trump fala em “acesso total e ilimitado”, e a imprensa americana relatou que está em discussão a cessão de pequenas partes do território da Groenlândia aos EUA para instalação de bases militares.

    VICTOR LACOMBE
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, anunciou nesta sexta-feira (23) que seu país e a Otan vão reforçar atividades militares no Ártico em meio à crise causada por Donald Trump, que exige a anexação da Groenlândia. Copenhague e o governo autônomo groenlandês rejeitam discutir a soberania do território.

    O presidente dos Estados Unidos disse na quarta (21) que Washington e a aliança militar haviam chegado a um acordo sobre o uso da ilha, mas os detalhes a respeito ainda são escassos. Trump fala em “acesso total e ilimitado”, e a imprensa americana relatou que está em discussão a cessão de pequenas partes do território da Groenlândia aos EUA para instalação de bases militares.

    O acordo seria modelado com base no arranjo que existe hoje entre o Reino Unido e o Chipre -Londres tem duas bases militares que ocupam 3% da área da ilha no Mediterrâneo, e o território que elas ocupam é considerado britânico. As bases foram estabelecidas no tratado que garantiu a independência do Chipre nos anos 1960, e o governo cipriota ainda hoje protesta contra sua existência, dizendo que se trata de “um vestígio do colonialismo”.

    Washington, entretanto, já possui amplo acesso militar ao território graças a um acordo de 1951, assinado no auge da Guerra Fria. Frederiksen disse que esse documento poderá ser atualizado para acomodar novas exigências americanas -sem, entretanto, que a Groenlândia deixe de pertencer à Dinamarca, pontuou ela.

    A primeira-ministra se reuniu com o secretário-geral da Otan, o holandês Mark Rutte, em Bruxelas, na Bélgica. “Concordamos que a Otan deve aumentar sua presença no Ártico. Defesa e segurança da região são temas importantes para toda a aliança”, disse Frederiksen, que viaja a Nuuk, capital da Groenlândia, ainda nesta sexta.

    Enquanto isso, Trump continua apostando em sua investida contra a Otan. Em entrevista à Fox News, o americano disse que seu país não precisa da aliança, criada por Washington depois da Segunda Guerra Mundial. “Nunca precisamos deles. Eles vão dizer que mandaram alguns soldados para o Afeganistão… e fizeram isso mesmo, mas eles ficaram um pouco longe da linha de frente”, afirmou.

    A fala causou revolta entre veteranos europeus da guerra do Afeganistão, da qual cerca de 30 mil não eram americanos, ou pouco menos de um terço do total. O número de baixas teve proporção parecida: dos 3.621 militares mortos entre 2001 e 2021, período da ocupação ocidental no país, 1.160 não eram soldados dos EUA, por volta de 30%.

    Em números relativos, a Dinamarca, alvo das investidas de Trump hoje, foi o terceiro país com o maior número de baixas, atrás apenas da Geórgia e dos EUA. Tendo perdido 43 soldados, o país nórdico, que tinha 5,5 milhões de habitantes em 2010, teve uma taxa de 7,8 mortes por milhão de habitantes, enquanto os EUA sofreram 7,9 mortes por milhão.

    O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, chamou os comentários de Trump de “estarrecedores” e “um insulto”, e o príncipe Harry disse que os sacríficios de soldados da Otan no Afeganistão “merecem respeito”.

    Dinamarca e Otan anunciam novo foco militar no Ártico em meio a crise com Trump

  • Divulgadas novas imagens do início do incêndio em bar na Suíça

    Divulgadas novas imagens do início do incêndio em bar na Suíça

    Novas imagens do momento em que o incêndio num bar em Crans-Montana, na Suíça, deflagrou foram divulgadas esta sexta-feira pela BFM TV. As imagens mostram que as chamas já se espalhavam no teto e ninguém na pista se deu conta da situação.

    Novas imagens mostram o momento em que o incêndio em um bar em Crans-Montana, na Suíça, começou a se espalhar pelo teto. A tragédia ocorreu na madrugada de 1º de janeiro, em um estabelecimento localizado em uma estação de esqui.

    As imagens foram obtidas pelo canal francês BFM TV e divulgadas nesta sexta-feira. O vídeo, que pode ser visto mais abaixo, mostra funcionários enfileirados com garrafas que continham velas de foguete, responsáveis pelo início do incêndio.

    O incêndio deixou 40 mortos, metade deles menores de idade, além de mais de 100 pessoas feridas. Segundo o canal francês, as imagens foram gravadas por um jovem de 15 anos que sobreviveu à tragédia e já prestou depoimento às autoridades. O adolescente estava no local com amigos, e o vídeo foi registrado às 1h27, pelo menos um minuto depois do horário estimado pelas autoridades como o início do incêndio.

    Após a divulgação dessas novas imagens, a BFM TV informou também, nesta sexta-feira, que Jacques Moretti, coproprietário do bar La Constellation, deverá ser libertado ainda nesta tarde. O empresário estava em prisão preventiva após prestar depoimento em um tribunal de Sion, na Suíça. A coproprietária e esposa, Jessica Moretti, foi colocada em liberdade condicional. A fiança do proprietário estaria em torno de 216 mil euros.

    Jacques e Jessica Moretti estão sendo investigados por homicídio culposo, lesão corporal culposa e incêndio culposo.

    Na tragédia na localidade alpina, além das 40 vítimas fatais — a maioria menores de idade —, outras 116 pessoas ficaram feridas, a grande maioria com queimaduras graves.

    De acordo com as investigações preliminares, o incêndio teve origem em artefatos pirotécnicos, que incendiaram a espuma de isolamento acústico que revestia o teto, fazendo com que as chamas se propagassem por todo o estabelecimento de entretenimento noturno.

    Divulgadas novas imagens do início do incêndio em bar na Suíça