Categoria: MUNDO

  • Tribunal barra ordem de Trump que restringia pedidos de asilo na fronteira

    Tribunal barra ordem de Trump que restringia pedidos de asilo na fronteira

    Painel dividido de três juízes da Corte de Apelações do Circuito do Distrito de Columbia, em Washington, decidiu nesta sexta-feira (24) que a lei migratória não autoriza a medida de Trump. A informação foi publicada pela CBS News.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Um tribunal federal de apelações dos Estados Unidos bloqueou uma medida do presidente Donald Trump que suspendia pedidos de asilo para migrantes que cruzassem ilegalmente a fronteira com o México.

    Painel dividido de três juízes da Corte de Apelações do Circuito do Distrito de Columbia, em Washington, decidiu nesta sexta-feira (24) que a lei migratória não autoriza a medida de Trump. A informação foi publicada pela CBS News.

    A maioria entendeu que o presidente não pode criar novos procedimentos de remoção sumária nem suspender o direito de pedir asilo previsto em lei federal. “Concluímos que o texto, a estrutura e a história da Lei de Imigração e Nacionalidade deixam claro que, ao fornecer poder para suspender a entrada por proclamação presidencial, o Congresso não pretendeu conceder ao Executivo a ampla autoridade de remoção que ele afirma ter”, escreveu a juíza J. Michelle Childs.

    Childs também afirmou que a proclamação e a orientação do governo violam regras existentes ao contornar os ritos de deportação previstos na legislação. “A Proclamação e a Orientação são, portanto, ilegais na medida em que contornam os procedimentos de remoção da INA (sigla em inglês, Lei de Imigração e Nacionalidade) e deixam de lado leis federais que garantem às pessoas o direito de solicitar e ter seu pedido de asilo analisado, ou de obter proteção contra remoção”, acrescentou.

    O juiz Justin Walker concordou que o Executivo não pode retirar de migrantes o acesso a procedimentos que os protegem de voltar a países onde poderiam ser perseguidos ou torturados, mas divergiu em parte. Ele disse que estaria dentro da discricionariedade do presidente negar todos os pedidos de asilo, segundo o relato da CBS News.

    Para a ACLU, que contestou a política na Justiça, a decisão pode evitar que pessoas em risco sejam devolvidas sem análise do caso. “[A decisão] pode potencialmente salvar a vida de milhares de pessoas que fogem de grave perigo e que foram privadas até mesmo de uma audiência sob a proibição horrível de asilo do governo Trump”, disse o advogado Lee Gelernt, em comunicado.

    O QUE A DECISÃO IMPEDE E QUAIS OS PRÓXIMOS PASSOS

    A decisão afirma que a lei não permite remoções por procedimentos criados pelo governo e nem a suspensão do direito de pedir asilo. “A INA não permite que o presidente remova os autores da ação por procedimentos sumários de remoção criados por ele. Também não permite que o Executivo suspenda o direito de solicitar asilo, negue acesso à proteção contra remoção prevista na INA ou reduza procedimentos obrigatórios para avaliar pedidos ligados à Convenção contra a Tortura”, escreveu Childs.

    Segundo a maioria, barrar pedidos de asilo de pessoas já em território americano conflita com a própria lei. “Ao contrário, impedir que estrangeiros que estão fisicamente presentes nos Estados Unidos solicitem asilo e, se demonstrarem por lei que são elegíveis, tenham seus pedidos considerados, não é compatível com o estatuto”, afirmou a juíza.

    Childs disse que mudanças nesse sistema precisam passar pelo Congresso, e não por ato do Executivo. “Se o governo quiser modificar esse sistema cuidadosamente estruturado e complexo, precisa apresentar esses argumentos ao único poder capaz de alterar a INA: o Congresso”, escreveu.

    O governo Trump ainda pode pedir que o caso seja reavaliado pelo plenário do próprio tribunal ou recorrer à Suprema Corte. A disputa é uma de várias frentes judiciais que atingem a agenda migratória de Trump no segundo mandato, que inclui a promessa de deportações em massa.

    O processo começou em fevereiro de 2025, quando entidades de defesa de imigrantes acionaram a Justiça contra a tentativa de fechar a via do asilo na fronteira. Em julho, o juiz federal Randolph Moss certificou uma ação coletiva e concluiu que nem a lei migratória nem a Constituição dão ao presidente a “autoridade abrangente” alegada na proclamação, conforme a CBS News.

    Tribunal barra ordem de Trump que restringia pedidos de asilo na fronteira

  • Petro faz 1ª visita de um chefe de Estado à Venezuela após queda de Maduro

    Petro faz 1ª visita de um chefe de Estado à Venezuela após queda de Maduro

    A ida de Petro trata-se da primeira visita oficial de um chefe de Estado à Venezuela após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, em janeiro. Petro, que era um aliado de Maduro, condenou as operações militares em território venezuelano e classificou inicialmente a captura como um sequestro.

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, chegou nesta sexta-feira (24) à Venezuela para um encontro bilateral com a líder do regime, Delcy Rodríguez. O foco previsto do encontro é segurança fronteiriça e cooperação energética. Os dois se reuniram no Palácio de Miraflores, sede do regime, em Caracas.

    A ida de Petro trata-se da primeira visita oficial de um chefe de Estado à Venezuela após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, em janeiro. Petro, que era um aliado de Maduro, condenou as operações militares em território venezuelano e classificou inicialmente a captura como um sequestro.

    Tutelada pela Casa Branca, Delcy retomou as relações diplomáticas com Washington e tem impulsionado reformas com o objetivo de facilitar o investimento privado e estrangeiro em petróleo, gás e mineração. Colômbia e Venezuela têm projetos pendentes de venda de gás e de interconexão elétrica.

    O presidente colombiano e a delegação que o acompanha foram recebidos pelo chanceler venezuelano, Yván Gil. Uma reunião anterior entre Petro e Delcy estava prevista para meados de março no lado colombiano da fronteira, mas foi cancelada de última hora por alegados motivos de segurança. Pouco depois, uma delegação de alto nível da Colômbia viajou a Caracas.

    Petro, primeiro presidente de esquerda da Colômbia, visitou a Venezuela pela última vez em abril de 2024. Os países compartilham uma porosa fronteira de 2.200 km onde grupos armados competem pelo controle dos lucros do narcotráfico, da mineração ilegal e do contrabando de mercadorias e pessoas.

    Durante a viagem do presidente colombiano, seu país viveu mais um dia de violência política. A explosão de um possível carro-bomba atingiu o entorno de um batalhão na cidade de Cali. Informações preliminares falam em um ferido.

    O atentado ocorre há um mês das eleições presidenciais no país, quando o sucessor de Petro será escolhido. O candidato da esquerda, Iván Cepeda lidera as intenções de voto para o primeiro turno nas pesquisas mais recentes, seguido do direitista Abelardo de la Espriella.

    Petro faz 1ª visita de um chefe de Estado à Venezuela após queda de Maduro

  • EUA e Irã devem retomar negociação de paz no Paquistão

    EUA e Irã devem retomar negociação de paz no Paquistão

    Nesta sexta-feira (24), o chanceler da teocracia, Abbas Araghchi, anunciou que irá ao Paquistão. Segundo a mídia estatal iraniana, ele não iria se encontrar com representantes americanos, e sim apresentar as propostas de Teerã para os anfitriões, que então as repassariam a Washington.

    IGOR GIELOW
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – As negociações entre o Irã e os Estados Unidos deverão recomeçar neste sábado (25), após uma semana de intenso vaivém diplomático para achar uma solução para o conflito entre os rivais. Até o formato das conversas é objeto de disputa.

    Nesta sexta-feira (24), o chanceler da teocracia, Abbas Araghchi, anunciou que irá ao Paquistão. Segundo a mídia estatal iraniana, ele não iria se encontrar com representantes americanos, e sim apresentar as propostas de Teerã para os anfitriões, que então as repassariam a Washington.

    Poucas horas depois, integrantes do governo americano informaram a diversos veículos que dois negociadores estavam a caminho de Islamabad, Steve Witkoff e o genro presidencial Jared Kushner, que cuida dos interesses empresariais do sogro mesmo sem ter cargo oficial.

    Ficou de fora, provavelmente por dificuldades no arranjo de segurança em cima da hora, o vice-presidente J. D. Vance, que Trump havia anunciado ao longo da semana como pronto para voar ao Paquistão. Ele comandou, ao lado de Witkoff e Kushner, a rodada fracassada de conversas entre os rivais há duas semanas em Islamabad.

    Araghchi disse no X que irá também a Omã, país que mediava as conversas com Washington antes da guerra e acabou sendo alvo de retaliação iraniana durante o conflito, apesar de Teerã dizer que não tinha intenção de atacar. Depois, voará para a Rússia, onde tem em Vladimir Putin um aliado.

    Na terça (21), Trump adiou por tempo indefinido a trégua que havia estabelecido no dia 7 passado com o Irã, após cinco semanas de ataques americanos e israelenses ao regime islâmico. As conversas iniciais em Islamabad se deram logo em seguida.

    A prioridade de Trump, entre tantas anunciadas ao longo da guerra, era a reabertura do estreito de Hormuz, vital para o mercado de energia do planeta. O trânsito de petroleiros e de outros navios havia caído a 10% do usual com o conflito.

    O Irã manteve o controle, minando parte da região para obrigar o estabelecimento de uma rota por suas águas, com pedágio para embarcações.

    O americano buscou combater isso com um bloqueio próprio, contra navios indo e vindo de portos do Irã. Com isso, Teerã rejeitou a ideia de negociar. Trump desistiu de retomar a guerra, o que deveria ocorrer com o fim do cessar-fogo na terça, mas manteve o embargo.

    Com isso, o Irã se apegou ao que chama de violação de trégua para rejeitar negociações diretas. Resta agora saber se haverá encontro direto entre Araghchi e os americanos, ou uma repetição do modelo das negociações sob a mediação do Omã, quando os times passavam mensagens em salas separadas por meio de terceiro.

    Em entrevista sobre o conflito, o secretário Pete Hegseth (Defesa) apenas disse que “o Irã sabe que ainda tem uma janela aberta para escolher sabiamente à mesa de negociações”. “Tudo o que eles precisam fazer é abandonar [o desejo de ter] uma arma nuclear de forma séria e verificável”, disse.

    Hegseth insiste em que a entrada e saída de Hormuz estão sob controle americano, e diz que o bloqueio se estende a qualquer ponto dos oceanos. Na quinta, os EUA anunciaram ter abordado um navio com petróleo iraniano sob sanção no oceano Índico, um dia após o Irã apreender dois cargueiros perto de sua costa.

    A questão do programa nuclear iraniano é o “casus belli” mais citado neste conflito. Em 2018, Trump abandonou um arranjo em que Teerã renunciava à bomba. O acordo limitava as capacidades de enriquecimento de urânio por 15 anos sob supervisão da ONU.

    Os EUA alegaram que o Irã podia violar a qualquer momento o acordo. Agora, pelos termos que transpareceram das conversas de antes e depois da guerra, podem acabar aceitando algo semelhante. Teerã quer em troca o fim de sanções econômicas, como no acerto de 2015.

    A complicação é Hormuz, que não estava à mesa antes. O Irã quer manter o pedágio e o controle, algo rejeitado por americanos e aliados árabes dos EUA. Uma solução intermediária poderá ser uma cobrança dupla, da teocracia e também de Omã, que fica na margem sul do estreito, mas os países do golfo Pérsico são contrários.

    Há diversos outros itens, como a eventual reparação pela destruição da guerra e o programa de mísseis de Teerã. Mesmo tendo seu governo decapitado e as Forças Armadas fortemente afetadas pelos bombardeios, a teocracia manteve capacidade de lançar drones e mísseis contra Israel e os vizinhos árabes.

    EUA e Irã devem retomar negociação de paz no Paquistão

  • Rússia ameaça com resposta dura a novo pacote de sanções europeu

    Rússia ameaça com resposta dura a novo pacote de sanções europeu

    A Rússia ameaçou hoje usar uma resposta dura ao 20.º pacote de sanções da União Europeia (UE) contra Moscou, anunciado pelo bloco dos 27 na quinta-feira devido à invasão russa da Ucrânia.

    Vamos tomar medidas de retaliação. Serão duras”, declarou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, sem detalhar as ameaças, afirmando apenas que elas “serão desenvolvidas e implementadas” de acordo com os interesses de Moscou, segundo a agência de notícias Interfax.

    A porta-voz disse que Moscou “condena veementemente quaisquer medidas unilaterais ilegítimas e coercitivas” e que “cada vez mais países compartilham e apoiam essa posição”.

    Maria Zakharova também criticou o mais recente pacote de sanções da União Europeia como uma “ameaça à segurança alimentar”, além de prejudicar a segurança energética.

    “Os mesmos países que defendem com mais veemência a segurança alimentar estão tomando medidas para minar a segurança alimentar em nível global”, afirmou.

    A União Europeia aprovou na quinta-feira, durante uma cúpula informal dos chefes de Estado e de governo do bloco em Chipre, um novo pacote de sanções contra a Rússia, além de um empréstimo de 90 bilhões de euros à Ucrânia, após a retirada dos vetos da Hungria e da Eslováquia, que vinham atrasando essas medidas.

    O 20º pacote de sanções inclui a proibição de serviços marítimos para petroleiros russos e restrições a mais empresas de energia e bancos da Rússia, além de medidas para impedir a entrada de produtos sensíveis no país.

    A Comissão Europeia havia proposto originalmente essas medidas restritivas em 6 de fevereiro, com o objetivo de alcançar um acordo entre os 27 países antes do quarto aniversário da invasão russa, iniciada em 24 de fevereiro de 2022.

    Autoridades das instituições europeias chegaram a viajar a Kiev por ocasião da data, mas o anúncio do novo apoio à Ucrânia e da atualização das sanções contra a Rússia precisou ser adiado devido aos vetos de Budapeste e Bratislava.

    Rússia ameaça com resposta dura a novo pacote de sanções europeu

  • Vídeo: Tornado em Oklahoma faz 10 feridos e destrói 40 casas.

    Vídeo: Tornado em Oklahoma faz 10 feridos e destrói 40 casas.

    Foram registados tornados nas últimas horas em, pelo menos, três estados, mas no Oklahoma o fenómeno fez pelo menos dez feridos. Não há registos de mortes, mas na cidade de Enid cerca de 40 casas ficaram danificadas. Veja abaixo as imagens.

    De acordo com a imprensa norte-americana, uma das regiões mais afetadas foi a cidade de Enid, onde cerca de 40 casas ficaram danificadas.

    Além das residências, algumas infraestruturas também sofreram danos, como postes de energia que foram derrubados pela força dos ventos que acompanharam o tornado — o que provocou interrupções no fornecimento de eletricidade na região. Estradas foram interditadas enquanto equipes de emergência iniciavam a retirada dos destroços das vias.

    Enid, a cidade mais afetada, fica a cerca de 105 quilômetros da cidade de Oklahoma e tem aproximadamente 50 mil habitantes.

    O prefeito da cidade, David Mason, afirmou estar “muito agradecido” por os dados mais recentes indicarem “apenas” danos materiais em casas e “ferimentos leves” em algumas pessoas. Ele também alertou a população para seguir rigorosamente as orientações dos serviços de emergência mobilizados.

    Um dos moradores da cidade, Justin Parrish, falou à NBC News sobre o ocorrido e disse que foi surpreendido pela dimensão do tornado. “Estava tudo calmo e, de repente, saí lá fora e fiquei em choque”, afirmou, referindo-se ao momento em que viu o fenômeno, que não atingiu a área onde ele trabalha.

    Chance Jones, baterista da banda de rock Hinder, também registrou um vídeo do momento e contou que estava saindo do hotel onde se hospedava quando viu o tornado: “Estávamos prestes a entrar no ônibus. Foi algo surreal”.

     
     
     

     
     
    Ver esta publicação no Instagram

     
     
     
     

     
     

     
     
     

     
     

    Uma publicação partilhada por Chance Jones (@chancejonesdrums)

    Vale destacar que essa não foi a única região dos Estados Unidos a registrar tornados. Na quinta-feira, além de Oklahoma, também houve ocorrências nos estados de Iowa e Kansas.

    Vídeo: Tornado em Oklahoma faz 10 feridos e destrói 40 casas.

  • Morre youtuber David Wilcock, de 'Alienígenas do Passado', aos 53 anos

    Morre youtuber David Wilcock, de 'Alienígenas do Passado', aos 53 anos

    Policiais foram chamados na segunda-feira (20) de manhã. Na ligação, o Gabinete do Médico Legista do Condado de Boulder informou que o homem parecia estar passando por uma “crise de saúde mental”. As informações são do jornal The Independent e da revista People.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – David Wilcock, que colaborava no programa “Alienígenas do Passado”, morreu aos 53 anos no Colorado, nos EUA.

    Policiais foram chamados na segunda-feira (20) de manhã. Na ligação, o Gabinete do Médico Legista do Condado de Boulder informou que o homem parecia estar passando por uma “crise de saúde mental”. As informações são do jornal The Independent e da revista People.

    Autoridades chegaram ao local e viram o youtuber armado. O gabinete declarou que ele tirou a vida logo depois.

    A família do pesquisador disse que ele “lutava contra a depressão” e tinha “dívidas financeiras esmagadoras”. A declaração foi divulgada ontem, em um comunicado à impresa do Gabinete do Xerife do Condado de Boulder.

    O youtuber era uma personalidade da mídia paranormal. Ele acreditava que o governo dos EUA tinha informações secretas sobre OVNIs e vida extraterrestre.

    David Wilcock colaborou no programa “Alienígenas do Passado” entre 2016 e 2019. A série investiga a existência de alienígenas, teorias da conspiração e outros eventos sobrenaturais. Ele tinha mais de 520 mil inscritos em seu canal no YouTube, onde também tratava sobre esses temas.

    PROCURE AJUDA

    Caso você tenha pensamentos suicidas, procure ajuda especializada como o CVV (www.cvv.org.br) e os Caps (Centros de Atenção Psicossocial) da sua cidade. O CVV funciona 24 horas por dia (inclusive aos feriados) pelo telefone 188, e também atende por email, chat e pessoalmente. São mais de 120 postos de atendimento em todo o Brasil.

    Morre youtuber David Wilcock, de 'Alienígenas do Passado', aos 53 anos

  • Conselheiro de Trump chama brasileiras de 'raça maldita'

    Conselheiro de Trump chama brasileiras de 'raça maldita'

    Zampolli disse que brasileiras seriam “programadas” para criar problemas e citou a ex-companheria como exemplo. “As mulheres brasileiras causam confusão com todo mundo, certo? Não é que essa foi a primeira”, afirmou o italo-americano.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Paolo Zampolli, enviado especial para assuntos globais no governo Donald Trump, atacou mulheres brasileiras em entrevista à emissora italiana RAI. Ele foi casado por duas décadas com a brasileira Amanda Ungaro, que o acusa de abuso sexual e violência doméstica.

    Zampolli disse que brasileiras seriam “programadas” para criar problemas e citou a ex-companheria como exemplo. “As mulheres brasileiras causam confusão com todo mundo, certo? Não é que essa foi a primeira”, afirmou o italo-americano.

    O repórter italiano então questiona se seria uma “questão genética” das brasileiras “para extorquir?”. Zampolli respondeu que não, e afirmou que as “mulheres brasileiras são programadas para causar confusão”.

    Na sequência, o conselheiro de Trump fez declarações misóginas as brasileiras ao ser questionado sobre uma amiga da ex-esposa. “Quem é a amiga dela?”, pergunta o jornalista. Na resposta Zampolli menciona uma mulher chamada “Lidia”, sem citar sobrenome, e de forma agressiva afirma ser “uma dessas putas brasileiras, essa raça maldita de brasileiras, são todas iguais”.

    Os insultos continuam de forma agressiva enquanto ele achava que não estava sendo gravado. “Aquela vaca, estávamos juntos, trepava com ela, depois ela também ficou louca”, completou Paolo Zampolli.
    Até o momento, a Casa Branca e Paolo Zampolli não fizeram qualquer comentário sobre as declarações do enviado especial para assuntos globais no governo de Donald Trump.

    Zampolli e Amanda Ungaro ficaram juntos por cerca de 20 anos e tiveram um filho, hoje com 15 anos, cuja guarda é disputada na Justiça dos EUA. Amanda diz que conheceu o empresário em 2002, em uma boate em Nova York, quando tinha 18 anos, e ele 32.

    A brasileira acusou o ex-marido de abuso sexual e de violência doméstica. Segundo ela, as agressões a levaram a pedir o divórcio.
    Segundo o jornal The New York Times, Zampolli teria acionado um alto funcionário do ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândega) após saber que a ex estava presa em Miami, acusada de fraude. Amanda foi deportada em outubro de 2025.

    Zampolli nega interferência no ICE e alega apenas ter buscado informações para entender o caso. O serviço de imigração também afirma que não houve influência política na deportação da brasileira.

    O empresário é conhecido ser próximo de Donald Trump e por afirmar que apresentou o então empresário à modelo eslovena Melania Knauss em 1998. Ainda de acordo o The New York Times, Zampolli e Amanda frequentaram eventos com Trump e Melania.

    Foi em uma boate que Paolo Zampolli conheceu Amanda Ungaro.

    Ela revelou que chegou aos Estados Unidos em um avião de Jeffrey Epstein. Zampolli é citado diversas vezes nos e-mails de Epstein divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA

    Após a deportação, posts atribuídos a Amanda Ungaro no X, antigo Twitter, mencionaram Melania Trump, embora a brasileira não tenha confirmado a autoria. “Eu te conheço há 20 anos”, diz uma das publicações atribuídas a ela.

    Em outro trecho, a postagem atribuída a Amanda afirma que Melania sabia da detenção e faz acusações sem apresentar provas. “Você sabia que eu estava detida no ICE. Você esteve presente na minha vida todos os anos no aniversário do meu filho, inclusive mandando o Serviço Secreto e sendo a primeira a parabenizá-lo, lá em 2016. Claramente havia algo errado, mas não faço parte de nenhuma missão maligna envolvendo crianças. Então o que você fez, Melania? Você tentou me envolver, mas falhou porque eu tenho caráter”, diz o texto.

    As publicações foram apagadas e antecederam um pronunciamento em que Melania disse não ser vítima de Jeffrey Epstein, criminoso sexual condenado que teve relações sociais com Trump no passado. Epstein morreu em 2019, enquanto aguardava julgamento em uma prisão em Nova York, em um caso oficialmente tratado como suicídio.

    O aliado de Trump também tentou interferir na Copa do Mundo. Ele sugeriu à Fifa a exclusão do Irã do torneio para colocar a Itália, que não conseguiu classificação, no lugar.

    Zampolli confirmou o pedido ao presidente da Fifa, Gianni Infantino. “Seria um sonho ver a Itália em um torneio nos EUA. Há currículo suficiente para justificar a inclusão”, justificou o enviado.

    Conselheiro de Trump chama brasileiras de 'raça maldita'

  • Netanyahu anuncia que teve câncer na próstata

    Netanyahu anuncia que teve câncer na próstata

    O premiê escreveu em sua rede social ter pedido para que a divulgação de seu relatório médico anual fosse adiada em dois meses “para que não fosse publicado no auge da guerra, a fim de não permitir que o regime terrorista do Irã espalhasse mais propaganda falsa contra Israel”

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, anunciou nesta sexta-feira (24) que teve um tumor na próstata, que foi retirado “há um ano e meio”. Segundo ele, “o exame revelou que se trata de um estágio muito inicial de tumor maligno, sem qualquer disseminação ou metástases”.

    O premiê escreveu em sua rede social ter pedido para que a divulgação de seu relatório médico anual fosse adiada em dois meses “para que não fosse publicado no auge da guerra, a fim de não permitir que o regime terrorista do Irã espalhasse mais propaganda falsa contra Israel”.

    Netanyahu ainda reafirmou que está saudável e “em excelente forma física”. Segundo o israelense, após “algumas sessões curtas de tratamento” o problema foi removido e “não deixou nenhum vestígio”.

    “Gostaria de agradecer aos médicos e às equipes médicas maravilhosas do Hospital Hadassah, em Jerusalém”, acrescentou. “A vocês, cidadãos de Israel, tenho apenas um pedido: cuidem da saúde de vocês. Façam exames e sigam as orientações dos médicos.”

    O premiê fez o anúncio em paralelo à extensão do acordo de cessar-fogo de Israel com o Líbano, nesta quinta. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a trégua foi prorrogada por três semanas, após a segunda reunião entre enviados dos dois países em Washington.

    Trump disse que os EUA vão trabalhar com o Líbano para ajudar o país a “se proteger do Hezbollah” e que espera reunir Netanyahu, e o presidente libanês, Joseph Aoun, “em um futuro breve”.

    O encontro desta quinta mudou do Departamento de Estado para a Casa Branca e teve a presença do presidente americano, do vice-presidente, J. D. Vance, do secretário de Estado, Marco Rubio, e dos embaixadores dos EUA em Israel e Líbano, além dos embaixadores dos dois países em Washington.

    A reunião ocorreu um dia após ataques israelenses contra o vizinho matarem pelo menos cinco pessoas a despeito da trégua -a quarta-feira (22) foi o dia mais mortal no Líbano desde o início do cessar-fogo em 16 de abril. Entre os mortos na ofensiva está a jornalista libanesa Amal Khalil, segundo autoridades libanesas e o jornal Al-Akhbar, onde ela trabalhava.

    O cessar-fogo mediado pelos EUA, que estava previsto para expirar no domingo (26), resultou em uma redução significativa da violência, mas os ataques continuaram, em particular no sul do Líbano, onde tropas israelenses permanecem posicionadas em uma faixa de território libanês de 5 a 10 km ao longo de toda a fronteira.

    O Hezbollah, facção extremista apoiada pelo Irã, afirma ter “direito de resistir” à ocupação. Já o Exército israelense reiterou um aviso aos moradores do sul do Líbano para não entrarem na área.

    Netanyahu anuncia que teve câncer na próstata

  • Vida selvagem substitui humanos na paisagem radioativa de Chernobyl

    Vida selvagem substitui humanos na paisagem radioativa de Chernobyl

    Mesmo ainda perigosa para humanos, área do desastre nuclear virou refúgio de vida selvagem; espécies voltaram, algumas sofreram mutações, e cientistas veem na região um laboratório único sobre adaptação e recuperação da natureza.

    Quatro décadas após o desastre nuclear de Chernobyl, no norte da Ucrânia, a região ainda representa risco para a presença humana. Mesmo assim, o local se transformou em um cenário inesperado: um verdadeiro laboratório natural onde a vida selvagem voltou a prosperar, apesar da radiação.

    O acidente aconteceu em 26 de abril de 1986, quando o reator 4 da antiga usina nuclear soviética explodiu. A cidade de Pripyat, que tinha cerca de 49 mil moradores, foi evacuada às pressas. Nas semanas seguintes, outras 67 mil pessoas deixaram áreas contaminadas.

    A chamada Zona de Exclusão de Chernobyl, com cerca de 2.800 km², reúne 187 vilarejos e áreas rurais abandonadas. O acesso permanece restrito até hoje, especialmente para crianças. Mas, com a saída dos humanos, a natureza avançou.

    Espécies como os cavalos-de-Przewalski, originários da Mongólia e introduzidos na região em 1998, hoje circulam livremente pela área contaminada. Eles fazem parte de um ecossistema que se recuperou de forma surpreendente.

    Ursos-pardos voltaram à região após mais de um século. Também houve crescimento nas populações de linces, alces, cervos e até cães selvagens, mesmo depois do abate em massa de animais ocorrido após o desastre.

    “O fato de a Ucrânia ter hoje uma população de cavalos selvagens é quase um milagre”, afirmou o cientista ambiental Denys Vyshnevskyi à Associated Press. Segundo ele, embora muitos animais tenham morrido inicialmente, outros conseguiram se adaptar, assim como diversas espécies de aves, peixes, anfíbios e insetos.

    Estudos citados pela BBC mostram, no entanto, efeitos da radiação. Cientistas identificaram insetos com deformidades, aves albinas e pequenos mamíferos com problemas de visão, como catarata. Alguns sapos desenvolveram pele mais escura, possivelmente como mecanismo de proteção.

    Pesquisadores acreditam que, apesar desses impactos, a ausência de atividade humana tem favorecido a recuperação da fauna. Em áreas próximas ao reator destruído, foram encontrados fungos escuros ricos em melanina, capazes de sobreviver em ambientes altamente radioativos.

    Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), mutações em plantas e animais foram registradas após o acidente. Mesmo assim, espécies raras voltaram a aparecer em grande número, como castores, lobos, javalis, bisões-europeus e diversas aves.

    Com o abandono humano, partes da região passaram a lembrar paisagens naturais de séculos atrás. Para especialistas, isso reforça a capacidade de regeneração da natureza quando há menor interferência humana.

    Nos primeiros dias após o acidente, a radiação foi tão intensa que destruiu a vegetação em um raio de até sete quilômetros. A área ficou conhecida como “floresta vermelha”, devido à coloração das árvores mortas. Com o tempo, grande parte da radioatividade diminuiu significativamente.

    Hoje, o cenário é marcado por prédios abandonados tomados pela vegetação, estradas engolidas pela floresta e vestígios da era soviética misturados à natureza.

    Pesquisas também mostram que, fora da zona mais contaminada, em uma área de cerca de 150 mil km² que abrange partes da Ucrânia, Bielorrússia e Rússia, não foram identificados impactos significativos na fauna e flora.

    Mesmo assim, a região voltou ao centro das atenções após a invasão russa da Ucrânia, em 2022. Houve combates próximos à usina, que chegou a ser ocupada temporariamente. A área, antes isolada, passou a ter importância estratégica militar.

    O conflito também trouxe novos riscos ambientais, como incêndios florestais causados por ataques e drones abatidos. Esses incêndios podem liberar partículas radioativas novamente na atmosfera, segundo especialistas.

    Atualmente, equipes que trabalham na região se revezam para limitar a exposição à radiação. A expectativa é que Chernobyl permaneça inabitável por muitas gerações.

    Apesar de tudo, o local se tornou um exemplo impressionante de como a natureza pode se reorganizar e sobreviver, mesmo após uma das maiores tragédias nucleares da história.

    Vida selvagem substitui humanos na paisagem radioativa de Chernobyl

  • Embaixador de Israel na ONU admite: Cessar-fogo com Líbano "não é 100%"

    Embaixador de Israel na ONU admite: Cessar-fogo com Líbano "não é 100%"

    Embaixador afirma que Hezbollah segue atacando e admite falhas no acordo; apesar das violações, EUA anunciam extensão da trégua por três semanas e veem chance de avanço nas negociações por paz duradoura.

    O embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, afirmou que o cessar-fogo ampliado com o Líbano ainda está longe de ser totalmente respeitado. Em entrevista à CNN, ele declarou que o acordo “não está sendo cumprido 100%”.

    “O governo libanês não tem controle sobre o Hezbollah, e o Hezbollah continua lançando foguetes para tentar sabotar o cessar-fogo. Israel precisa reagir. Sempre que identificamos uma ameaça, agimos”, afirmou.

    Horas antes, o Hezbollah anunciou ataques com foguetes contra o norte de Israel. Em resposta, o Exército israelense informou ter atingido estruturas do grupo no sul do Líbano, operação que resultou na morte de três militantes.

    Apesar das violações, Danon avaliou que houve melhora no cenário. “A situação está significativamente melhor. Não é perfeita, mas esperamos que o Exército libanês consiga implementar e fazer cumprir esse cessar-fogo”, disse.

    Também na quinta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Israel e Líbano concordaram em estender o cessar-fogo por mais três semanas, após negociações realizadas na Casa Branca. Segundo ele, o encontro entre representantes dos dois países foi “muito produtivo” e há “grande chance” de um acordo de paz definitivo até o fim do ano.

    O cessar-fogo inicial, com duração de dez dias, entrou em vigor em 17 de abril e terminaria na segunda-feira seguinte.

    O conflito mais recente começou após o Hezbollah lançar foguetes contra o território israelense, dois dias depois de Israel e Estados Unidos realizarem ataques contra o Irã. Em resposta, Israel intensificou bombardeios no Líbano e iniciou uma ofensiva terrestre, avançando sobre cidades e vilarejos próximos à fronteira.

    Atualmente, forças israelenses mantêm uma zona tampão de até 10 quilômetros dentro do sul libanês. O governo de Israel afirma que a operação busca neutralizar ameaças como foguetes de curto alcance e mísseis antitanque direcionados ao norte do país.

    O Hezbollah, por sua vez, rejeita as negociações. Wafiq Safa, integrante do conselho político do grupo, declarou à Associated Press que não reconhecerá acordos firmados em negociações diretas.

    Mesmo assim, o diálogo representa um avanço relevante, já que Israel e Líbano não mantêm relações diplomáticas e estão oficialmente em guerra desde a criação do Estado israelense, em 1948.

    O governo libanês aposta nas conversas como caminho para um acordo definitivo. Já o Irã condiciona qualquer avanço nas negociações com os EUA ao fim dos conflitos na região. Desde o início do cessar-fogo, na semana passada, ambos os lados registraram diversas violações do acordo.
     
     

     

    Embaixador de Israel na ONU admite: Cessar-fogo com Líbano "não é 100%"