Categoria: MUNDO

  • Irã ataca navios no estreito de Hormuz após Trump estender trégua

    Irã ataca navios no estreito de Hormuz após Trump estender trégua

    Negociação com os EUA é incerta em primeiro dia de extensão do cessar-fogo feita pelo presidente americano; Paquistão se mantém pronto para mediar novas conversas, mas Teerã diz que ainda não tomou decisão

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Irã atacou navios de carga no estreito de Hormuz nesta quarta-feira (22), o primeiro dia da segunda prorrogação do cessar-fogo feito pelo presidente Donald Trump na guerra que promoveu com Israel contra a teocracia islâmica.

    Desta vez, a suspensão da guerra é por tempo indefinido, marcando mais um recuo do republicano na condução do conflito que jogou o Oriente Médio em desarranjo e a economia global em crise devido ao aumento do preço do petróleo -20% da commodity passava por Hormuz antes das hostilidades.

    A Guarda Revolucionária iraniana confirmou ter atacado e tomado dois navios de contêineres junto a sua costa em Hormuz: o MSC Francesca, de bandeira panamenha, e o Epaminondas, que navega sob as cores da Libéria. Ambas as embarcações foram atingidas por tiros, mas ninguém se feriu.

    Segundo a UKMTO, agência de monitoramento naval da Marinha britânica, um terceiro navio também foi abordado na região e sofreu danos por tiros, mas ela não confirmou a origem dos projéteis.

    A agência alertou que o tráfego de navios na região segue extremamente perigoso devido às ações do Irã e também ao bloqueio naval imposto aos portos da teocracia pelos Estados Unidos. Trump, ao cancelar a retomada da guerra, manteve o embargo que começou a valer no último dia 13.

    Nesta quarta, ao menos um superpetroleiro de bandeira filipina rumo ao golfo Pérsico foi parado por forças americanas e forçado a voltar.

    Segundo o mais recente levantamento, divulgado na segunda-feira (20), outros 27 navios fizeram o mesmo, e 34 escaparam do bloqueio. Já o iraniano Touska foi alvejado e apreendido pelos EUA no domingo (19).

    A volatilidade segue afetando o mercado de energia, principal arma de pressão de Teerã no conflito. Após uma ligeira queda com o anúncio de Trump na terça (21), o preço do barril do tipo Brent para contratos futuros voltou a ficar em torno de US$ 100 com os ataques desta quarta.

    Enquanto o balé naval se desenrola, cresce a incerteza em relação às negociações para um acordo de paz mais duradouro, que inclua temas como a liberdade de navegação em Hormuz e o destino do programa nuclear dos aiatolás -o motivo presumido para o começo da guerra, em 28 de fevereiro.

    A capital do Paquistão, Islamabad, segue mobilizada para receber delegações dos rivais, que já se reuniram na cidade sem sucesso no fim de semana retrasado. Desta vez, Trump havia anunciado a retomada das conversas no fim de semana, mas elas não aconteceram, apesar de a equipe liderada pelo seu vice, J. D. Vance, estar pronta para viajar.

    O Irã rejeitou negociar com o bloqueio naval, que considera uma violação de cessar-fogo. Antes, havia exigido um cessar-fogo nos ataques de Israel ao Hezbollah no Líbano, e conseguiu, por pressão dos EUA. Depois, anunciou a reabertura de Hormuz, só para fechá-lo novamente.

    Não houve uma resposta formal à nova extensão da trégua. “Nenhuma decisão foi tomada”, disse nesta quarta Esmail Baghaei, porta-voz da chancelaria.

    Ele repetiu que não é possível negociar com o bloqueio em vigor, o que foi dito depois também por um dos líderes negociadores, o chefe do Parlamento, Mohammad Ghalibaf, e pelo presidente Masoud Pezeshkian.

    Os ataques em Hormuz sugerem que o Irã buscará se mostrar o mais inflexível possível, ao menos até que algo mude no cenário diplomático.

    Mas há sinais confusos também na teocracia. O novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, até hoje não apareceu em público ou na TV, levantando dúvidas sobre sua capacidade de comando. Outro negociador importante, o chanceler Abbas Araghchi, foi desautorizado pela Guarda, cujos generais são o principal poder no país, após ter anunciado no X a reabertura de Hormuz.

    Além do risco de retomada da campanha aérea que dizimou a cúpula do regime, degradou severamente as capacidades militares do país e deixou mais de 3.000 mortos, há também a pressão econômica -o fechamento de Hormuz e o bloqueio afetam sua economia, dependente da venda de petróleo para a China.

    Trump jogou com essa carta em uma postagem nesta quarta. “O Irã está colapsando financeiramente! Eles querem o estreito de Hormuz aberto imediatamente -faminto por dinheiro! Perdendo US$ 500 milhões por dia. Militares e policiais reclamam que não estão sendo pagos. SOS!!!”, escreveu na rede Truth Social.

    Irã ataca navios no estreito de Hormuz após Trump estender trégua

  • Política de imigração de Trump vira fardo político antes de eleição, aponta pesquisa

    Política de imigração de Trump vira fardo político antes de eleição, aponta pesquisa

    Levantamento mostra que 52% dos americanos rejeitam candidatos que apoiam deportações do presidente; entre independentes, 57% preferem políticos contrários às expulsões promovidas pelo líder republicano

    WASHINGTON, EUA (CBS NEWS) – A política imigratória que foi peça central da campanha de Donald Trump em 2024 -e o ajudou a reconquistar a Casa Branca- pode se tornar seu principal fardo político às vésperas das eleições legislativas de meio de mandato, as chamadas midterms.

    Ao longo do último ano, imagens de agentes de imigração prendendo e perseguindo supostos imigrantes em situação irregular se espalharam pela internet. Cenas de violência, prisões e pessoas sendo retiradas de suas casas intensificaram as tensões entre a população e os agentes -especialmente os do ICE.

    O ponto de ruptura veio neste ano, quando dois cidadãos americanos que protestavam contra as operações e a violência institucional foram mortos por agentes em Minnesota em datas diferentes.

    A reação do governo Trump foi imediata: em questão de minutos, as vítimas foram classificadas de terroristas e descritas como ameaças aos policiais. As imagens, porém, contaram uma história diferente -e o episódio gerou uma onda de protestos, críticas do próprio partido Republicano e um visível desgaste na imagem do presidente e de sua equipe.

    Uma pesquisa divulgada pela Reuters-Ipsos nesta quarta-feira (22) mostra o tamanho desse desgaste. Nas semanas seguintes à posse, em janeiro de 2025, 50% dos americanos aprovavam a política imigratória do presidente. Hoje, esse índice caiu para 40%.

    Com as midterms se aproximando, o levantamento aponta que o acúmulo do último ano pode pesar nas urnas: 52% dos americanos afirmaram ter menos probabilidade de votar em candidatos que endossem a abordagem de Trump para deportações, contra 42% que disseram ser mais propensos a apoiar esse perfil.

    Entre os eleitores independentes, a rejeição é ainda maior. 57% preferem candidatos contrários às deportações promovidas por Trump, enquanto apenas 32% apoiam candidatos alinhados ao presidente nessa questão.

    O quadro revela uma tensão que o próprio eleitorado parece sentir. Apenas um em cada quatro entrevistados avaliou os esforços atuais de repressão como menos agressivos do que um mês atrás -e 70% considerariam uma abordagem mais moderada uma mudança positiva.

    Ao mesmo tempo, 84% dos americanos dizem que fronteiras seguras são ao menos algo importante, e 87% defendem o cumprimento das leis de imigração. Apoiam o controle, mas rejeitam a forma como ele vem sendo conduzido.

    Essa tensão também chegou ao Partido Republicano. Uma das vozes a se manifestar contra a conduta foi a deputada Maria Elvira Salazar. Após a morte do segundo americano, em janeiro, ela publicou nas redes sociais crítica à crise e afirmou que “ninguém quer ver americanos mortos” nas ruas, classificando o episódio de uma tragédia e pedindo um relatório completo e transparente sobre os casos.

    Salazar argumenta que o atual sistema imigratório não funciona e atribui o problema a décadas de inação do Congresso e a leis consideradas ultrapassadas. Para ela, o momento exige um debate mais amplo e honesto, com liderança imediata do Legislativo para promover reformas estruturais.

    Em texto publicado sobre o tema, a deputada defende que os esforços de fiscalização devem se concentrar em criminosos perigosos -não em trabalhadores sem documentação. “Coiotes, chefes de cartel e traficantes de drogas” deveriam ser a prioridade, não cozinheiros, pedreiros e cuidadores. No mês passado, em entrevista à imprensa americana, ela disse estar “muito preocupada” com os rumos que a questão imigratória estava tomando dentro do partido.

    As consequências já são visíveis: operações foram paralisadas, houve troca no comando da Secretaria de Segurança Interna e na chefia das operações, e o ritmo de detenções desacelerou de forma perceptível. O que foi bandeira virou problema -e as urnas de novembro podem cobrar o preço.

    Política de imigração de Trump vira fardo político antes de eleição, aponta pesquisa

  • Negociações da Ucrânia não podem esperar a guerra no Irã terminar, diz Zelensky

    Negociações da Ucrânia não podem esperar a guerra no Irã terminar, diz Zelensky

    “Mas nós não temos o financiamento. É realmente uma questão de vida, de sobrevivência; para nos defendermos, precisamos muito desse dinheiro.”, disse o presidente da Ucrânia

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirma que as negociações para tentar encerrar a guerra na Ucrânia não podem ficar em segundo plano por causa do conflito no Irã. Declaração foi feita em entrevista à CNN.

    Zelensky disse ver risco em condicionar a retomada de esforços diplomáticos ao fim da guerra no Irã. Para ele, a mudança de foco internacional tira atenção da agressão russa e pode travar iniciativas em paralelo.

    Presidente ucraniano afirmou que conversas técnicas com os EUA continuam, mas que não enxerga espaço para uma reunião política agora. “Mas nós não temos o financiamento. É realmente uma questão de vida, de sobrevivência; para nos defendermos, precisamos muito desse dinheiro.”, disse Zelensky, à CNN.

    Zelensky apontou como desafio o fato de o mesmo time americano tocar as negociações sobre Irã e Ucrânia. Ele citou o enviado Steve Witkoff e Jared Kushner, genro do presidente Donald Trump, como integrantes da equipe envolvida nas duas frentes.

    Ucraniano também relatou impacto do conflito no fornecimento de armas para Kiev, com atrasos em itens considerados-chave. Ele destacou a falta de mísseis antibalísticos e disse que a produção limitada nos EUA reduz a quantidade disponível para a Ucrânia.

    EMPRÉSTIMO EUROPEU E PRESSÃO POR RECURSOS

    Zelensky falou com a CNN horas depois de a União Europeia aprovar um empréstimo de 90 bilhões de euros para a Ucrânia. Ele afirmou que o dinheiro é decisivo para manter a capacidade de defesa e para ampliar a produção local de armamentos.

    Segundo a CNN, o pacote estava prometido havia meses, mas foi atrasado por um impasse político na Hungria. A reportagem relata que o então primeiro-ministro Viktor Orbán bloqueava o acordo e condicionava apoio à retomada do trânsito de petróleo russo para a Europa.

    Zelensky disse que a falta de recursos impede a Ucrânia de produzir tudo o que consegue fabricar. O presidente ucraniano deu o exemplo de interceptores de drones, dizendo que o país está produzindo atualmente cerca de mil unidades por dia, embora tenha capacidade para fabricar 2 mil diariamente. “Não temos financiamento. É realmente uma questão de vida ou morte, de sobrevivência, de defesa; precisamos muito desse dinheiro”, afirmou, à CNN.

    Negociações da Ucrânia não podem esperar a guerra no Irã terminar, diz Zelensky

  • Homem suspeito de matar presidenciável da Colômbia é preso na Argentina

    Homem suspeito de matar presidenciável da Colômbia é preso na Argentina

    O senador e pré-candidato à presidência da Colômbia, Miguel Uribe Turbay, foi assassinado durante campanha eleitoral no ano passado

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – A polícia da Argentina prendeu na manhã de hoje um homem acusado de participação no assassinato do senador e pré-candidato à presidência da Colômbia, Miguel Uribe Turbay, no ano passado.

    Apontado como um dos suspeitos pelo crime, Brayan Ferney Cruz Castillo foi localizado e detido em Buenos Aires. A informação foi divulgada pela ministra da Segurança da Argentina, Alejandra Monteoliva.

    Brayan estava foragido e era alvo de um alerta vermelho da Interpol. De acordo com as autoridades colombianas, o suspeito foi um dos responsáveis pela logística do assassinato de Uribe Turbay.

    Após a prisão, Brayan deverá ser deportado para Colômbia, onde será julgado. “Ele está sob custódia hoje, e os procedimentos para sua imediata deportação já foram iniciados”, afirmou Alejandra Monteoliva nas redes sociais.

    Até o momento, três pessoas já foram julgadas e condenadas pela morte de Uribe. Entre os condenados está um adolescente de 15 anos, apontado como o autor do tiro que atingiu o presidenciável colombiano.

    Miguel Uribe Turbay tinha 39 anos quando foi baleado na cabeça, em junho passado, durante um comício em Bolgotá. O político passou dois meses hospitalizado e teve a morte confirmada em agosto.

    Uribe era um político em evidência na Colômbia. Ele era senador e tinha sido eleito o político mais votado nas eleições ocorridas no país em 2022.

    Ele se apresentava como opositor do presidente Gustavo Petro. Na ocasião, o líder do Executivo colombiano condenou o crime e determinou uma rigorosa apuração.

    Miguel Uribe vem de uma família importante da Colômbia. Seu avó, Julio César Turbay Ayala, foi presidente do país entre 1978 e 1982. Ele deixou a esposa e um filho.

    Homem suspeito de matar presidenciável da Colômbia é preso na Argentina

  • Trump manda agências se prepararem para reclassificar maconha, diz site

    Trump manda agências se prepararem para reclassificar maconha, diz site

    Pessoas com conhecimento do plano afirmam que o governo Trump quer encerrar as audiências em andamento e abrir um novo processo para acelerar a reclassificação

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – A Casa Branca orientou as agências federais a se prepararem para flexibilizar em breve as restrições à maconha, tornando-as menos branda, segundo o site Axios.

    Administração de Combate às Drogas (DEA, na sigla em inglês) planeja anunciar uma nova audiência administrativa, etapa do processo de reclassificação da maconha. Duas pessoas ouvidas sob condição de anonimato disseram ao Axios que o plano ainda pode mudar e não foi divulgado oficialmente.

    Proposta em discussão prevê transferir a maconha para a Lista III da Lei de Substâncias Controladas, categoria semelhante à de alguns analgésicos prescritos. Hoje, a droga está na Lista I, a mesma classificação da heroína, o que impõe as restrições federais mais duras.

    Em dezembro, Donald Trump determinou que as agências federais acelerassem a flexibilização de regras sobre a maconha. “A menos que uma droga seja recomendada por um médico por razões terapêuticas, simplesmente não a use. Ao mesmo tempo, os fatos obrigam o governo federal a reconhecer que a maconha pode ser legítima em termos de aplicações medicinais quando administrada com cuidado”, disse o presidente no ano passado.

    Defensores da mudança reclamam que houve pouca ação pública desde a ordem, e Trump também passou a cobrar mais rapidez. “Vocês vão providenciar o reagendamento, por favor?”, disse ele no último sábado, no Salão Oval da Casa Branca.

    Gestão Joe Biden recomendou formalmente que a maconha fosse reclassificada como substância controlada de Classe III. A medida, porém, ficou paralisada em disputas legais e em uma audiência administrativa pendente na DEA.

    Pessoas com conhecimento do plano afirmam que o governo Trump quer encerrar as audiências em andamento e abrir um novo processo para acelerar a reclassificação. A estratégia, segundo elas, busca destravar uma etapa burocrática considerada obrigatória.

    Maioria dos americanos apoia o relaxamento das restrições à maconha, segundo pesquisa citada no relatório. Levantamento The Economist/YouGov divulgado neste mês aponta que 53% dos adultos são a favor da legalização, incluindo 35% dos republicanos.

    Trump manda agências se prepararem para reclassificar maconha, diz site

  • Aeronave atinge fios de alta tensão e cai em estacionamento nos EUA

    Aeronave atinge fios de alta tensão e cai em estacionamento nos EUA

    O piloto, um homem de 72 anos, foi retirado dos destroços por testemunhas antes mesmo da chegada dos bombeiros.; vítima acabou sendo transportado para uma unidade hospitalar em estado grave

    Uma aeronave colidiu com fios de alta tensão, nesta segunda-feira (20), acabando por cair em um estacionamento em Los Angeles, na Califórnia.

    O piloto, um homem de 72 anos, foi retirado dos destroços por testemunhas no local antes da chegada das equipes de emergência. Foi depois transportado para um hospital em estado crítico.

    O voo durou apenas 10 minutos, já que tinha acabado de partir do Whiteman Airport quando caiu no estacionamento de uma loja no bairro de Pacoima.

    Durante o acidente, a aeronave atingiu fios de alta tensão, o que causou riscos no local e obrigou a desligar a energia elétrica. Algumas ruas próximas do local foram interditadas e cerca de 360 casas ficaram sem energia, de acordo com o Los Angeles Department of Water and Power.

    Os bombeiros confirmaram que, embora a colisão tenha ocorrido em uma região urbana populosa, não houve feridos em terra.

    Já a Administração Federal de Aviação (FAA) informou que está investigando o acidente e identificou a aeronave como um Cessna 172 S Skyhawk SP.

     

    Aeronave atinge fios de alta tensão e cai em estacionamento nos EUA

  • Irã posta vídeo de 'negociações' com EUA: " Cala a boca, Trump"

    Irã posta vídeo de 'negociações' com EUA: " Cala a boca, Trump"

    Conteúdo divulgado pela agência Fars ironiza a prorrogação do cessar-fogo entre EUA e Irã e viraliza em meio a negociações travadas; Washington mantém bloqueio naval, enquanto Teerã resiste a retomar o diálogo.

    A agência de notícias iraniana Fars divulgou um vídeo gerado por inteligência artificial no qual o Irã manda o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “calar a boca”, após a decisão de prorrogar o cessar-fogo entre Teerã e Washington.

    O material, que pode ser interpretado como propaganda de guerra, mostra Trump e integrantes da delegação americana aguardando a chegada de representantes iranianos para retomar as negociações, já que o prazo da trégua estava prestes a terminar.

    “Estamos tendo negociações muito boas com o Irã”, aparece Trump digitando no celular, em uma possível referência às suas postagens na rede Truth Social.

    Pouco depois, ele diz: “Se o Irã não aparecer, vamos bombardeá-lo”.

    Na sequência, um envelope enviado pelo Irã chega ao local com a mensagem: “Cale-se, Trump”. Diante da situação, o presidente decide estender o cessar-fogo “como o Paquistão pediu”.

    Veja o vídeo acima.

    Vale lembrar que, apesar de ter afirmado diversas vezes que não pretendia prolongar a trégua, Trump recuou e anunciou a extensão do acordo até que “uma proposta seja apresentada e as negociações concluídas”. Mesmo assim, os Estados Unidos mantêm o bloqueio naval aos portos iranianos.

    As delegações dos dois países deveriam ter se reunido para uma segunda rodada de negociações de paz, o que acabou não acontecendo. Desde o início, Teerã já havia sinalizado que não participaria do encontro em Islamabad, no Paquistão.

    As conversas entre os dois lados seguem travadas. A delegação americana, liderada pelo vice-presidente JD Vance, também adiou a viagem à capital paquistanesa antes mesmo do anúncio da prorrogação do cessar-fogo por Trump.

    Irã posta vídeo de 'negociações' com EUA: " Cala a boca, Trump"

  • Prorrogação de trégua tem incertezas e navios atacados em Hormuz

    Prorrogação de trégua tem incertezas e navios atacados em Hormuz

    Expectativa é de retomada das negociações no Paquistão após prorrogação da trégua, enquanto tensões persistem com ataques no Estreito de Hormuz e pressão internacional por avanço diplomático entre Estados Unidos e Irã.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Um dia após o anúncio da prorrogação da trégua entere Estados Unidos e Irã, a expectativa é de que os dois países se reúnam hoje no Paquistão.

    Os EUA confirmaram que vão ao Paquistão para negociar a paz permanente hoje. A capital do país, Islamabade, está sob forte esquema de segurança para receber as conversas.

    O Irã ainda não confirmou a ida para a reunião. Ontem, horas após o anúncio da prorrogação do cessar-fogo, a agência de notícias Fars ironizou o anúncio de adiamento de Trump com um vídeo de IA mandando o presidente “calar a boca”.

    Horas antes do fim do prazo de duas semanas, Trump anunciou a prorrogação do cessar-fogo sem detalhar por quanto tempo a trégua seguirá. A extensão do acordo ocorre em um dia marcado por expectativa de novas negociações entre os dois países.

    A ONU agradeceu pela prorrogação e disse ver o adiamento como um sinal de redução de tensões. António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, afirmou que a medida foi um “passo importante rumo à desescalada” do conflito, em comunicado divulgado ontem.

    O Paquistão também reagiu publicamente à prorrogação do cessar-fogo e associou a decisão ao avanço de tratativas diplomáticas. O primeiro-ministro Shehbaz Sharif agradeceu ao presidente dos EUA por “aceitar nosso pedido de cessar-fogo para permitir que os esforços diplomáticos sigam em curso”.

    Apesar dos acenos positivos, dois navios foram atacados hoje no Estreito de Hormuz, segundo o Exército britânico. O primeiro, um porta-contêineres, foi atingido pelo Irã; a autoria do segundo ataque não havia sido identificada até o momento.

    O Estreito de Hormuz segue no centro das preocupações por causa do tráfego marítimo na região e do impacto de novos ataques. A passagem concentra rotas de navios cargueiros e porta-contêineres, com monitoramento constante do movimento no Golfo.

    Líderes europeus também mantêm conversas sobre como reabrir o Estreito de Hormuz. Keir Starmer e Emmanuel Macron recebem hoje em Londres líderes militares de mais de 30 países em uma segunda rodada de discussões sobre o tema. As primeiras conversas sobre o assunto aconteceram na semana passada.

    Prorrogação de trégua tem incertezas e navios atacados em Hormuz

  • Menino premiado por texto sobre “melhor pai” é morto pelo genitor

    Menino premiado por texto sobre “melhor pai” é morto pelo genitor

    Criança de 11 anos foi baleada em banheiro de aeroporto nos EUA; autor do crime tirou a própria vida. Caso ocorre meses após o garoto ser reconhecido em concurso escolar com redação dedicada ao pai.

    No ano passado, o menino Callan West Perez, de 11 anos, escreveu um ensaio intitulado “O melhor pai do mundo”, que lhe rendeu um prêmio escolar. Agora, a família vive o luto após a criança ter sido morta pelo próprio pai.

    Callan morreu na semana passada depois de ser encontrado com ferimentos de bala no banheiro do aeroporto regional de Elko, nos Estados Unidos. Ao lado dele, também estava o corpo do pai.

    Segundo a imprensa internacional, os dois estavam em uma viagem de carro quando o veículo apresentou problemas. Eles seguiram então até o aeroporto mais próximo para alugar outro carro.

    Já no local, pai e filho entraram em um banheiro, onde o homem atirou contra a criança. Em seguida, deixou o local e, pouco depois, tirou a própria vida. As motivações do crime ainda são desconhecidas.

    Callan chegou a ser socorrido e levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

    O pai, identificado como Giovanni, estaria envolvido em uma disputa judicial pela guarda do menino com os avós maternos, tentando afastá-lo tanto deles quanto de outros familiares.

    De acordo com a revista People, a mãe de Callan não tinha a guarda, mas mantinha contato com o filho ao longo dos anos.

    A tragédia aconteceu menos de um ano depois de o garoto conquistar o terceiro lugar em um concurso escolar com um texto sobre o pai. A competição propunha que os alunos escrevessem sobre a figura paterna e sua influência em suas vidas.

    Em nota, a família lamentou a morte e descreveu Callan como “incrivelmente inteligente, divertido e bondoso”.
     
     

     

    Menino premiado por texto sobre “melhor pai” é morto pelo genitor

  • Vídeo: crocodilo invade recepção de hotel e tenta subir no balcão

    Vídeo: crocodilo invade recepção de hotel e tenta subir no balcão

    Animal saiu do rio Zambeze e entrou em hotel no Zimbábue, surpreendendo funcionários. Imagens viralizaram nas redes, mas o caso terminou sem feridos, e autoridades dizem que o comportamento é comum na região.

    Um crocodilo do Nilo invadiu a recepção de um hotel no Zimbábue, no dia 17 de abril, aparentemente em busca de comida. O momento foi registrado em vídeo e surpreendeu funcionários e hóspedes. Apesar do susto, o animal foi retirado sem que houvesse feridos ou danos materiais.

    O caso aconteceu no Zambezi River Lodge, localizado a cerca de 100 metros do rio Zambeze. Funcionários levaram um grande susto ao ver o réptil entrar no local como um “hóspede” inesperado.

    Após entrar no hotel, o crocodilo seguiu até a recepção e chegou a subir no balcão, tentando ultrapassá-lo.

    A cena foi gravada e rapidamente compartilhada nas redes sociais, onde muitos chegaram a questionar a veracidade das imagens. No entanto, o porta-voz da ZimParks, Luckmore Safuli, confirmou o episódio ao jornal espanhol La Vanguardia e afirmou que tudo não passou de um grande susto.

    Segundo ele, não houve qualquer tipo de dano físico ou material e o incidente ocorreu “dentro do habitat natural da espécie”, já que o hotel está situado em uma área ribeirinha, onde a presença desses animais é comum..

    Imagem aérea do hotel junto ao rio Zambeze© Google Maps  

    A proximidade com o rio facilitou a entrada do crocodilo nas instalações. De acordo com a ZimParks, esse tipo de comportamento é considerado “normal”, já que faz parte dos hábitos da espécie, relacionados a atividades como tomar sol, reprodução, deslocamento e comportamento territorial.

    Equipes da ZimParks foram acionadas pelos funcionários do hotel e chegaram rapidamente ao local. O animal foi contido por especialistas e devolvido ao seu habitat natural, no rio Zambeze.

    Após o ocorrido, a autoridade ambiental informou que pretende reforçar a colaboração com operadores turísticos que atuam em áreas ribeirinhas, com foco em medidas de gestão de risco, monitoramento da fauna e conscientização do público.
     

    Vídeo: crocodilo invade recepção de hotel e tenta subir no balcão