Categoria: MUNDO

  • Israel diz ter matado chefe militar ligado ao líder supremo do Irã

    Israel diz ter matado chefe militar ligado ao líder supremo do Irã

    Bombardeio em Teerã matou Abu al Qasem Babaiyan, que havia assumido o cargo há apenas uma semana após a morte do antecessor. Ataque ocorre em meio à escalada militar entre Israel, Estados Unidos e Irã na região.

    O Exército de Israel confirmou neste domingo (8) ter matado, em um bombardeio realizado no sábado, o chefe do Gabinete Militar do líder supremo do Irã. O militar havia assumido o cargo poucos dias antes, após a morte de seu antecessor no início da guerra.

    Segundo as Forças Armadas israelenses, o ataque ocorreu em Teerã e teve como alvo Abu al Qasem Babaiyan. A operação foi realizada pela Força Aérea com base em informações consideradas precisas fornecidas pela Direção de Inteligência Militar.

    Babaiyan estava no cargo havia apenas uma semana. Ele substituiu Mohamed Shirazi, morto na primeira onda de ataques conduzidos por Israel e pelos Estados Unidos contra a República Islâmica.

    Após a confirmação da morte do militar iraniano, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que as forças israelenses continuarão perseguindo líderes do país rival.

    Estados Unidos e Israel iniciaram uma ofensiva militar contra o Irã em 28 de fevereiro. Durante os ataques iniciais, o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo iraniano desde 1989, foi morto.

    De acordo com autoridades israelenses, além de Khamenei, ao menos outros 40 altos funcionários iranianos teriam sido mortos durante a ofensiva. Desde então, o governo israelense afirma que continuará atacando eventuais substitutos desses dirigentes.

    Na terça-feira, as Forças Armadas de Israel também mataram, em um bombardeio em Teerã, o comandante responsável pelo Líbano da Força Quds, unidade de elite da Guarda Revolucionária do Irã. Ele havia assumido o posto após a morte do comandante anterior em outro ataque israelense.

    Uma assembleia de especialistas religiosos xiitas já escolheu um novo líder, cuja identidade ainda não foi divulgada, para substituir o Conselho de Liderança iraniano responsável pela condução do país.

    O Irã respondeu com ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases militares dos Estados Unidos e outras infraestruturas em países da região, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Projéteis iranianos também foram registrados em incidentes no Chipre e na Turquia.

    Israel diz ter matado chefe militar ligado ao líder supremo do Irã

  • Japão inicia instalação de mísseis de longo alcance em meio a tensões

    Japão inicia instalação de mísseis de longo alcance em meio a tensões

    Sistema Type-12 modernizado, com alcance de até mil quilômetros, começa a ser instalado no sudoeste do país. Medida faz parte do reforço militar japonês diante da crescente pressão da China na região e do aumento das tensões envolvendo Taiwan

    O Japão iniciou nesta segunda-feira (9) o processo de instalação do primeiro lote de mísseis de longo alcance desenvolvidos no país, em meio ao reforço das capacidades militares diante do aumento das tensões na região.

    Os mísseis terra-mar Type-12 modernizados serão posicionados no Campo Kengun, na província de Kumamoto, no sudoeste do Japão. O destacamento deve ser concluído até o fim de março, segundo afirmou o secretário-chefe do gabinete japonês, Minoru Kihara.

    Durante a madrugada, veículos militares transportando lançadores e outros equipamentos chegaram ao local em uma operação discreta. A movimentação, no entanto, foi criticada por moradores da região, que realizaram protestos nas proximidades da base.

    Os opositores acusam o governo de falta de transparência e afirmam que a instalação do sistema pode aumentar as tensões na área, além de transformar a base em um possível alvo de ataques.

    Em 2024, o Ministério da Defesa decidiu antecipar em um ano o cronograma de implantação dos mísseis.

    Nos últimos anos, o Japão tem intensificado o reforço militar no sudoeste do arquipélago, em meio ao aumento da pressão da China sobre Taiwan, ilha autônoma cuja soberania é reivindicada por Pequim.

    O míssil Type-12 modernizado, desenvolvido pela Mitsubishi Heavy Industries, tem alcance aproximado de mil quilômetros, muito superior aos cerca de 200 quilômetros da versão original. Com isso, o armamento pode atingir áreas do território continental chinês.

    O sistema também deverá ser instalado ainda este ano no Campo Fuji, na província de Shizuoka, a oeste de Tóquio.

    O governo japonês considera a China uma ameaça crescente à segurança regional e tem ampliado a presença militar nas ilhas do sudoeste, próximas ao Mar da China Oriental. Sistemas antimísseis PAC-3 e mísseis superfície-ar de médio alcance já foram posicionados em várias ilhas, incluindo Okinawa, Ishigaki e Miyako.

    Em fevereiro, o ministro da Defesa japonês, Shinjiro Koizumi, afirmou que Tóquio também pretende instalar sistemas de defesa aérea de médio alcance na ilha de Yonaguni, a mais ocidental do país e localizada a leste de Taiwan, até março de 2031.

    As tensões aumentaram em novembro, após a primeira-ministra Sanae Takaichi afirmar, pouco depois de assumir o cargo, que uma eventual ação militar chinesa contra Taiwan poderia justificar uma resposta militar do Japão.

    Takaichi também se comprometeu a revisar a política de segurança e defesa até o fim do ano e pretende ampliar as capacidades militares do país com o desenvolvimento de armas não tripuladas e mísseis de longo alcance.

    O governo japonês ainda avalia eliminar, nas próximas semanas, algumas restrições à exportação de armamentos letais, com o objetivo de fortalecer a indústria nacional de defesa e ampliar a cooperação militar com países aliados.

    Japão inicia instalação de mísseis de longo alcance em meio a tensões

  • Líder do Irã? "Terá de obter a nossa aprovação. Se não, não durará"

    Líder do Irã? "Terá de obter a nossa aprovação. Se não, não durará"

    O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou hoje que o próximo líder do Irã “não durará muito tempo” sem a aprovação de Washington, no dia em que Teerã escolheu um sucessor para o aiatola Ali Khamenei.

    Em entrevista à emissora norte-americana ABC, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o novo líder do Irã terá de obter o aval dos Estados Unidos.

    “Ele terá que obter a nossa aprovação. Se não conseguir, não vai durar muito tempo”, disse o líder norte-americano.

    No Irã, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, respondeu que a escolha do sucessor do líder supremo cabe exclusivamente ao povo iraniano.

    “O sucessor do aiatolá Ali Khamenei é uma decisão que pertence ao povo iraniano e a mais ninguém”, afirmou o chefe da diplomacia iraniana.

    Segundo vários membros da Assembleia de Peritos do Irã, órgão clerical responsável por essa decisão, o novo líder supremo foi escolhido hoje, mas o nome ainda não foi divulgado publicamente.

    Enquanto isso, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, e Donald Trump conversaram por telefone neste domingo sobre o conflito no Oriente Médio, informou Downing Street.

    De acordo com um porta-voz do governo britânico, os dois líderes discutiram a situação regional e a cooperação militar entre os Estados Unidos e o Reino Unido.

    A conversa também incluiu o uso de bases da Royal Air Force (RAF) para apoiar operações de defesa coletiva de aliados na região.

    Starmer também apresentou condolências a Trump pela morte de militares norte-americanos em ataques atribuídos ao Irã.

    O governo britânico reiterou que Londres não participou de operações ofensivas contra o Irã, embora tenha autorizado o uso de suas bases para operações defensivas.

    Líder do Irã? "Terá de obter a nossa aprovação. Se não, não durará"

  • Irã raciona abastecimento de combustível após ataques

    Irã raciona abastecimento de combustível após ataques

    A distribuição de combustível em Teerã foi “temporariamente interrompida” após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra depósitos de petróleo na capital iraniana, informaram hoje as autoridades locais, que iniciaram o racionamento de gasolina.

    As autoridades do Irã passaram a limitar o fornecimento de 20 litros diários de gasolina por pessoa após os ataques ocorridos nesta madrugada contra instalações petrolíferas na capital, que provocaram uma nuvem tóxica sobre Teerã.

    “Devido aos danos na rede de abastecimento de combustível, a distribuição foi temporariamente interrompida”, afirmou o governador de Teerã, Mohammad Sadegh Motamedian, citado pela agência de notícias oficial IRNA.

    A situação está “sendo resolvida”, acrescentou.

    Segundo o dirigente, o racionamento é uma medida provisória após os ataques da noite passada.

    No Irã, já existia antes da guerra uma limitação de abastecimento entre 30 e 40 litros de combustível por posto de gasolina, dependendo da região.

    Israel atacou na noite de ontem quatro instalações de armazenamento de petróleo e um centro de transferência de produtos petrolíferos nas províncias de Província de Teerã e Província de Alborz, confirmou o diretor-executivo da Companhia Nacional Iraniana de Distribuição de Produtos Petrolíferos, Keramat Veis Karami.

    Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irã, tendo abatido durante a ofensiva o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989. O Conselho de Liderança Iraniano assumiu atualmente a direção do país.

    O Irã lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registrados em Chipre e na Turquia.

    Irã raciona abastecimento de combustível após ataques

  • Assembleia escolheu novo líder supremo do Irã mas ainda não anunciou nome

    Assembleia escolheu novo líder supremo do Irã mas ainda não anunciou nome

    A Assembleia de Peritos nomeou o novo líder supremo iraniano para suceder ao ‘ayatollah’ Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro por ataques israelenses e americanos, anunciou hoje a instituição, sem revelar o nome do eleito.

    O candidato mais adequado, aprovado pela maioria da Assembleia de Peritos do Irã, foi designado”, declarou Mohsen Heydari, representante da província de Khuzestan nesse órgão clerical xiita, segundo a agência de notícias IRNA.

    Outro membro do órgão, Mohammad Mehdi Mirbagheri, confirmou em um vídeo divulgado pela agência Fars News Agency que “uma decisão firme, refletindo a posição da maioria, foi tomada”.

    O aiatolá escolhido não será apenas o líder político, mas também a principal autoridade do Xiismo, uma corrente minoritária do Islamismo, porém majoritária no Irã e com forte presença em países como Iraque, Síria e Líbano.

    O presidente dos Estados Unidos já afirmou que o sucessor de Ali Khamenei seria um dos alvos dos ataques ao país, assim como vários integrantes da hierarquia iraniana que foram mortos.

    Até a nomeação de um novo líder, o Conselho de Liderança Iraniano assume a direção do país.

    Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irã, durante o qual foi morto o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.

    O Irã lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registrados em Chipre e na Turquia.

    Assembleia escolheu novo líder supremo do Irã mas ainda não anunciou nome

  • Depósitos e armazéns petrolíferos no Irã são atacados durante a madrugada

    Depósitos e armazéns petrolíferos no Irã são atacados durante a madrugada

    Quatro depósitos de petróleo e um centro logístico de produtos petrolíferos em Teerã foram atingidos hoje de madrugada pelos EUA e Israel, anunciaram as autoridades iranianas, que contabilizam quatro vítimas.

    Os cinco locais estão “danificados”, mas o “incêndio está sob controle”, afirmou na televisão estatal o diretor da empresa nacional de distribuição de produtos petrolíferos do Irã, Keramat Veyskarami.

    “Quatro funcionários, incluindo dois motoristas, morreram”, explicou.

    A fumaça dos incêndios provocados por esses ataques foi visível no céu da capital iraniana, Teerã, durante a noite, cobrindo a cidade com uma névoa negra ao amanhecer, segundo jornalistas da Agence France-Presse (AFP) no local.

    De acordo com o dirigente da companhia nacional, o Irã mantém reservas “suficientes” de combustível em depósitos espalhados por todo o país.

    Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irã, durante o qual foi morto o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989. Atualmente, o Conselho de Liderança Iraniano assumiu a direção do país.

    O Irã lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registrados em Chipre e na Turquia.

    Depósitos e armazéns petrolíferos no Irã são atacados durante a madrugada

  • China: Guerra no Irã "nunca devia ter eclodido" (e pede "cessar-fogo")

    China: Guerra no Irã "nunca devia ter eclodido" (e pede "cessar-fogo")

    O ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, afirmou hoje que a guerra no Irã “nunca deveria ter eclodido” e pediu o “cessar imediato das operações militares para evitar uma escalada e a expansão da guerra”.

    A China, mantendo uma postura objetiva e imparcial, já esclareceu repetidamente seus princípios, que podem ser resumidos em uma única frase: um cessar-fogo”, afirmou o chefe da diplomacia chinesa sobre o conflito iniciado em 28 de fevereiro, com ataques dos Estados Unidos e de Israel contra Teerã e várias cidades e instalações no Irã. No primeiro dia da ofensiva foi morto o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, além de vários integrantes da cúpula militar e política da República Islâmica.

    As declarações foram feitas pelo ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, durante a conferência de imprensa anual do chefe da diplomacia, realizada no âmbito da sessão da Assembleia Popular Nacional da China (APN, o Legislativo), principal evento político do país a cada ano.

    O ministro afirmou que “esta é uma guerra que nunca deveria ter começado e que não beneficia nenhuma das partes” e destacou que “a história do Oriente Médio tem demonstrado repetidamente ao mundo que a força não é a solução para os problemas”.

    Wang também declarou que “o respeito à soberania nacional é a pedra fundamental da ordem internacional atual” e que “a soberania, a segurança e a integridade territorial do Irã e de outros países da região do Golfo devem ser respeitadas e permanecer invioláveis”.

    “O uso abusivo da força é inaceitável”, acrescentou o ministro, que também afirmou que “o mundo não pode voltar à lei da selva”.

    Wang ainda alertou que “planejar revoluções coloridas e mudanças de regime é impopular” e acrescentou que “todas as partes devem voltar à mesa de negociações o mais rápido possível”.

    Nos últimos dias, Pequim tem reiterado sua preocupação com a deterioração da situação e instado as partes a evitar uma nova escalada do conflito.

    A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, afirmou nesta semana que a China “se opõe firmemente a qualquer ação que viole a soberania, a segurança e a integridade territorial de outros países” e pediu às partes envolvidas que “evitem agravar as tensões e o conflito”.

    A China, principal parceiro comercial de Teerã e seu maior comprador de petróleo, já havia condenado no último domingo a morte de Ali Khamenei por “violar a soberania” do Irã.

    China: Guerra no Irã "nunca devia ter eclodido" (e pede "cessar-fogo")

  • Guarda pesquisou Epstein no Google minutos antes de corpo ser encontrado

    Guarda pesquisou Epstein no Google minutos antes de corpo ser encontrado

    Tova Noel, guarda prisional do Centro de Detenção Metropolitana, onde estava Jeffrey Epstein, teria pesquisado o nome do predador sexual minutos antes de ser encontrado morto na cela no dia 10 de agosto de 2019. No entanto, a guarda afirmou não se lembrar dessa pesquisa.

    Com a divulgação dos documentos sobre Jeffrey Epstein pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos nos últimos meses, novos detalhes e informações ligados ao caso têm vindo a público. Agora, foi revelado que uma agente penitenciária — que trabalhava na prisão onde o magnata estava detido — pesquisou seu nome no Google minutos antes de ele ser encontrado morto.

    De acordo com o New York Post, uma guarda prisional do Metropolitan Correctional Center, onde Epstein estava preso, teria pesquisado o nome do predador sexual minutos antes de ele ser encontrado morto em sua cela, em 10 de agosto de 2019.

    Além disso, ela também teria feito um depósito de 5 mil dólares (cerca de quatro mil euros) dez dias antes da morte do magnata norte-americano.

    Vale lembrar que a agente penitenciária, Tova Noel, foi uma das funcionárias acusadas de falsificar os registros que indicavam a verificação do estado de Epstein durante a noite anterior ao seu suicídio.

    Segundo os documentos divulgados, que mostram registros do FBI, Noel teria pesquisado no Google as “últimas notícias sobre Epstein na prisão” às 05h42 e novamente às 05h52, cerca de 40 minutos antes de o guarda Michael Thomas encontrar o magnata morto.

    No início daquele turno, Tova Noel, de 37 anos, comprou móveis online e tirou uma soneca em vez de realizar as verificações obrigatórias em Jeffrey Epstein. O FBI, em seu exame forense de mais de 60 páginas, também destacou a pesquisa feita pela agente penitenciária usando computadores da prisão.

    Quando questionada sobre o assunto em 2021, Noel negou ter feito a pesquisa. “Não me lembro disso”, afirmou, acrescentando que os registros do FBI não eram “precisos”.

    A guarda também alegou que todos os funcionários do presídio haviam deixado de fazer rondas na cela de Epstein e que falsificavam os registros.

    Em outro relatório do FBI aparece o depósito de cinco mil dólares. O banco informou que foram realizados um total de 12 depósitos desde abril de 2018 até 30 de julho de 2019.

    Noel começou a trabalhar no presídio onde Epstein estava detido em 7 de julho de 2019, cerca de um mês antes da morte do financista.

    Há ainda outro relatório do FBI que menciona uma pessoa vestida de laranja que foi ver Epstein por volta das 22h40 na noite em que ele morreu. As autoridades acreditam que essa pessoa pode ser Tova Noel.

    “Por volta das 22h40, uma guarda prisional, que se acredita ser Tova Noel, levou lençóis ou roupas de detentos até a ala L. Foi a única vez que um guarda se aproximou da ala de segurança máxima”, escreveu o FBI em seus relatórios.

    Em seu depoimento, Noel afirmou ter visto Jeffrey Epstein pela última vez “por volta das 22h00” e disse que “nunca distribuía lençóis” ou roupas porque isso já havia sido feito no turno anterior. Ela também declarou não saber por que o magnata tinha lençóis extras na cela e que outro guarda, que estava de serviço, ficou dormindo entre 22h00 e 00h00.

    Vale lembrar que Jeffrey Epstein foi encontrado morto em sua cela em 10 de agosto de 2019, enquanto aguardava julgamento.

    Guarda pesquisou Epstein no Google minutos antes de corpo ser encontrado

  • "Cuba está nos últimos dias", diz Trump: "Terá uma grande vida nova"

    "Cuba está nos últimos dias", diz Trump: "Terá uma grande vida nova"

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou hoje que Cuba está nos “seus últimos momentos de vida”, acrescentando que está negociando com Havana e que o país terá “uma grande vida nova”.

    Donald Trump afirmou que **Cuba está em seus últimos momentos de vida como é agora; terá uma grande vida nova, mas está em seus últimos momentos de vida como é”, declarou o presidente dos Estados Unidos durante uma cúpula em Miami com presidentes da direita latino-americana.

    De acordo com a agência espanhola de notícias EFE, Trump afirmou que espera “com entusiasmo a grande mudança que em breve chegará a Cuba”, mas também ressaltou que sua “atenção neste momento” está na guerra com o Irã.

    Trump também afirmou que ele próprio e seu secretário de Estado, Marco Rubio — cargo equivalente ao de ministro das Relações Exteriores em muitos governos europeus — estão “negociando” com o governo de Havana.

    “Eu pensaria que um acordo com Cuba seria feito muito facilmente, mas há 50 anos ouço falar de Cuba; desde que eu era criança ouvia falar de Cuba”, declarou.

    Após a captura de Nicolás Maduro pelas forças norte-americanas na Venezuela, Cuba deixou de receber petróleo venezuelano, e Trump anunciou tarifas para qualquer país que forneça petróleo à ilha — um bloqueio energético que agravou a crise social e econômica do país.

    Na cúpula organizada por Trump em Miami participaram os presidentes da Argentina, Javier Milei; da Bolívia, Rodrigo Paz; da Costa Rica, Rodrigo Chaves; da República Dominicana, Luis Abinader; do Equador, Daniel Noboa; de El Salvador, Nayib Bukele; da Guiana, Irfaan Ali; de Honduras, Nasry Asfura; do Panamá, José Raúl Mulino; do Paraguai, Santiago Peña; e a primeira-ministra de Trinidad e Tobago, Kamla Persad‑Bissessar.

    Também participou o presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, que tomará posse na próxima quarta-feira, segundo a EFE.

    "Cuba está nos últimos dias", diz Trump: "Terá uma grande vida nova"

  • Exército israelense bombardeia periferia de cidade histórica no Líbano

    Exército israelense bombardeia periferia de cidade histórica no Líbano

    O exército israelense bombardeou hoje a periferia da cidade histórica de Tiro, no sul do Líbano, de acordo com a imprensa estatal libanesa e um fotógrafo da agência francesa.

    A National News Agency (NNA) afirmou que aviões de guerra israelenses atacaram três prédios nos arredores de Tiro que haviam sido identificados como alvos. Imagens da Agence France-Presse (AFP) mostram densas colunas de fumaça preta subindo de edifícios que Israel alega serem usados pelo grupo xiita libanês Hezbollah.

    Algumas horas antes, Tel Aviv havia orientado os moradores daquele bairro a deixarem a área, ao mesmo tempo em que ordenou que todos os cidadãos abandonassem o território libanês ao sul do Rio Litani, onde ficam cidades como Tiro, Sidon, Nabatiye e Jezzine.

    Em uma ofensiva militar contra o Hezbollah, grupo aliado do Irã, a força aérea israelense já havia atacado na sexta-feira a cidade de Tiro, considerada uma das mais antigas cidades do mundo continuamente habitadas e que possui sítios arqueológicos classificados como UNESCO Patrimônio Mundial.

    Hoje, o ministro da Cultura do Líbano, Ghassan Salameh, denunciou que os bombardeios israelenses causaram danos materiais no perímetro de um complexo de ruínas romanas em Tiro, inscrito na lista de patrimônio protegido.

    Apesar de essa ofensiva ocorrer no contexto da guerra conjunta de Israel e Estados Unidos contra o Irã, Tel Aviv realizou nos últimos meses dezenas de bombardeios contra o Líbano, violando o cessar-fogo alcançado em novembro de 2024.

    Nesses ataques, Israel — que mantém cinco postos no território do país vizinho — alegou estar agindo contra atividades do Hezbollah, em ações que foram condenadas pelas autoridades libanesas e pelas Nações Unidas.

    Ao mesmo tempo em que Israel continua seus ataques contra movimentos pró-iranianos, Teerã afirmou hoje que também continuará seus ataques contra locais em países vizinhos que tenham sido usados para atacar o país.

    Correspondentes da Agence France-Presse relataram hoje explosões em Doha, no Qatar, e em Manama, no Bahrein. Já os Emirados Árabes Unidos anunciaram ter enfrentado uma nova onda de drones e mísseis “originários do Irã” no sábado.

    Hoje, o presidente dos Emirados Árabes Unidos afirmou que o país sairá “mais forte” da guerra, enquanto o Irã continua seus ataques de retaliação nos estados do Golfo.

    Os Emirados estão em “estado de guerra”, declarou o xeque Mohammed bin Zayed Al Nahyan em uma rara declaração televisionada. “Mas sairemos mais fortes”, acrescentou.

    Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irã, durante o qual foi morto o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989. Atualmente, o Conselho de Liderança Iraniano assumiu a direção do país.

    O Irã lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registrados em Chipre e na Turquia.

    Exército israelense bombardeia periferia de cidade histórica no Líbano