Categoria: MUNDO

  • Guerra no Irã já deixou 3.375 mortos após ataques de EUA e Israel

    Guerra no Irã já deixou 3.375 mortos após ataques de EUA e Israel

    Dados oficiais apontam centenas de crianças entre as vítimas, enquanto ofensiva militar já dura mais de um mês. Conflito provocou fechamento do Estreito de Ormuz e escalada de ataques na região

    Pelo menos 3.375 pessoas morreram no Irã desde o início da guerra provocada por ataques de Israel e dos Estados Unidos, segundo informou o chefe da Organização de Medicina Legal do país, Abbas Masjedi.

    De acordo com ele, apenas quatro corpos desse total ainda não foram identificados. Os dados foram divulgados pela agência Mizan, ligada ao poder judiciário iraniano.

    Masjedi não detalhou quantas vítimas eram civis ou integrantes das forças de segurança. Ele informou apenas que 2.875 mortos eram homens e 496 mulheres. Entre as vítimas, 383 tinham menos de 18 anos.

    Os números divulgados levantaram dúvidas sobre a inclusão de militares entre os mortos, especialmente diante dos bombardeios intensos contra bases e instalações militares no território iraniano.

    A ofensiva de Israel e dos Estados Unidos começou no dia 28 de fevereiro e durou 39 dias seguidos, até a entrada em vigor de um cessar-fogo de duas semanas, iniciada em 8 de abril. A trégua está prevista para terminar na próxima quarta-feira.

    Os dois países justificaram a operação militar alegando falta de avanços nas negociações com o Irã para interromper o enriquecimento de urânio, parte do programa nuclear iraniano, que Teerã afirma ter fins exclusivamente civis.

    Como resposta aos ataques, o Irã fechou o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio global de petróleo, causando impacto na economia mundial. Além disso, o país lançou ofensivas contra alvos em Israel, bases militares dos Estados Unidos e estruturas civis em países da região, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.
     
     

    Guerra no Irã já deixou 3.375 mortos após ataques de EUA e Israel

  • Musk chama Sánchez de “traidor” e ataca política migratória da Espanha

    Musk chama Sánchez de “traidor” e ataca política migratória da Espanha

    Bilionário criticou regularização de imigrantes defendida pelo premiê espanhol, que rebateu ao atacar “tecnoligarcas” e discursos de ódio. Troca de declarações intensifica tensão entre política e grandes nomes da tecnologia.

    O empresário Elon Musk voltou a criticar duramente o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, desta vez por causa da nova política de regularização de imigrantes no país. Em uma publicação na rede social X, da qual é dono, o bilionário acusou o líder espanhol de “alta traição”.

    “O nojento Sánchez é culpado de alta traição”, escreveu Musk ao comentar uma postagem que criticava o plano do governo espanhol, que prevê a regularização de cerca de 500 mil migrantes e começa a ser implementado nesta segunda-feira (20).

    A declaração do empresário veio após um discurso de Sánchez durante um evento progressista realizado em Barcelona, no sábado (18). Na ocasião, o primeiro-ministro defendeu a medida e rebateu críticas de setores da direita e da extrema direita.

    “Quero dizer à direita e à extrema direita que se opõem que a Espanha é filha da migração e não será mãe da xenofobia”, afirmou o líder espanhol.

    Não é a primeira vez que Musk direciona ataques ao político. Em outras ocasiões, ele já havia feito críticas semelhantes. “É claro que o nojento Sánchez é um traidor da Espanha”, publicou em fevereiro, também no X. Em outro momento, afirmou que o premiê seria “um tirano e traidor do povo da Espanha”, ao comentar propostas relacionadas à regulação de redes sociais para menores de 16 anos e ao combate a conteúdos considerados ilegais.

    Neste domingo (19), Sánchez respondeu indiretamente às críticas ao atacar o que chamou de “tecnoligarcas”. Sem citar nomes, ele criticou empresários do setor de tecnologia por, segundo ele, explorarem a liberdade de expressão para obter lucro às custas da sociedade.

    “Sob esse pretexto de que é preciso proteger a liberdade de expressão, o que esses ‘tecnoligarcas’ fazem é encher os bolsos às custas da saúde mental dos nossos jovens. Não é liberdade de expressão manipular imagens de meninas e mulheres com aplicativos de inteligência artificial para mostrá-las nuas nas redes sociais. Isso não é liberdade de expressão, isso é violação dos direitos e das liberdades das pessoas”, declarou.

    O primeiro-ministro também criticou discursos que, segundo ele, incentivam preconceito contra imigrantes. Para Sánchez, “denegrir e estigmatizar” pessoas que contribuem para o desenvolvimento econômico não pode ser confundido com liberdade de expressão.

    Musk chama Sánchez de “traidor” e ataca política migratória da Espanha

  • Tigre invade plateia após queda de proteção em circo na Rússia; veja

    Tigre invade plateia após queda de proteção em circo na Rússia; veja

    Animal correu entre espectadores após falha na rede de segurança durante apresentação. Vídeo mostra momento de pânico, com gritos na plateia. Apesar do susto, tratadora afirmou que “ninguém ficou ferido”.

    O incidente aconteceu no fim de semana e foi registrado em vídeos que circulam nas redes sociais. As imagens mostram o momento em que a rede de segurança cai repentinamente, justamente durante o auge da apresentação, provocando pânico entre os animais e o público.

    Segundo o canal russo Canal Cinco, três tigres estavam na arena no momento da falha. Com a queda da rede, dois deles saltaram dos bancos onde aguardavam instruções dos domadores. Um dos animais chegou a retornar, mas acabou pulando por cima da estrutura e correndo em direção à plateia. A rede foi erguida novamente logo em seguida, mas já tarde demais para impedir o avanço do tigre.

    No vídeo, é possível ouvir gritos de espectadores enquanto o animal circula entre as pessoas.

    Apesar do susto, não houve registro de feridos. “Ninguém ficou ferido, toda a gente está viva e de boa saúde. Ela [a tigre] ficou assustada. Nós conseguimos conduzir os outros na rede de contenção, mas ela saltou para fora”, afirmou a tratadora Victoria Dovgalyuk.

    Tigre invade plateia após queda de proteção em circo na Rússia; veja

  • Polícia confirma que autor de massacre era pai de 7 das crianças

    Polícia confirma que autor de massacre era pai de 7 das crianças

    Suspeito matou oito crianças em ataque na Louisiana, incluindo sete dos próprios filhos, e deixou duas pessoas feridas. Caso é tratado como violência doméstica e terminou com o atirador morto após perseguição policial.

    O porta-voz da polícia de Shreveport, Christopher Bordelon, confirmou que o homem responsável pelo ataque que matou oito crianças na Louisiana era pai de sete das vítimas. As crianças tinham entre 1 e 12 anos de idade.

    O suspeito foi identificado como Shamar Elkins. Segundo a polícia, ele também deixou duas pessoas feridas, entre elas a mãe das crianças. Ambas foram socorridas em estado crítico.

    Elkins morreu após uma perseguição policial, depois de fugir do local do crime. De acordo com Bordelon, ele já era conhecido das autoridades e havia sido preso em 2019 por porte ilegal de arma de fogo. Não havia registros anteriores de violência doméstica.

    O ataque ocorreu em duas residências diferentes de um bairro ao sul de Shreveport, tornando-se um dos tiroteios mais letais nos Estados Unidos nos últimos anos. A polícia trabalha com a hipótese de que o caso tenha sido um episódio de violência doméstica.

    Segundo as investigações, o suspeito iniciou os disparos ainda antes do amanhecer, quando atirou contra uma mulher em uma primeira casa. Em seguida, foi até uma segunda residência, onde ocorreu a maior parte das mortes.

    Sete crianças foram encontradas mortas dentro dessa segunda casa. Outra vítima foi localizada no telhado, aparentemente após tentar fugir.

    Autoridades ainda investigam o que pode ter motivado o crime. “Esta é uma cena grandiosa, diferente de tudo que a maioria de nós já viu”, afirmou Bordelon.

    A deputada estadual Tammy Phelps disse que algumas crianças tentaram escapar pela porta dos fundos. “Não consigo imaginar o que os policiais e os socorristas encontraram ao chegar aqui”, declarou.
     
     
     
     
     
     
     
     

     

     

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    Polícia confirma que autor de massacre era pai de 7 das crianças

  • Austrália alerta para o "maior choque energético da sua história"

    Austrália alerta para o "maior choque energético da sua história"

    Conflito envolvendo Irã e Estados Unidos no estreito de Ormuz eleva preços do petróleo e ameaça abastecimento global. Governo australiano fala em cenário “altamente volátil” e prepara medidas para conter impactos.

    O governo da Austrália alertou nesta segunda-feira (20) que o país enfrenta “o maior choque energético de sua história”, em meio à escalada de tensões no Oriente Médio e às dificuldades no transporte de petróleo pelo estratégico estreito de Ormuz.

    Em entrevista à emissora pública ABC, o ministro da Indústria e Ciência, Tim Ayres, classificou o cenário como “altamente volátil”. A declaração veio após um navio da Marinha dos Estados Unidos abrir fogo contra uma embarcação que, segundo Washington, tentava furar o bloqueio imposto aos portos iranianos.

    Militares iranianos afirmaram que o ataque americano, ocorrido nas proximidades do estreito de Ormuz, violou o cessar-fogo firmado entre Teerã e Washington. Em resposta, disseram ter realizado ataques com drones contra embarcações dos Estados Unidos.

    No sábado, o Irã voltou a impor um “controle rigoroso” sobre o estreito, apenas um dia depois de anunciar a reabertura da passagem. Paralelamente, os Estados Unidos passaram a implementar um bloqueio naval direcionado ao país, com o objetivo de impedir a entrada e saída de mercadorias.

    “É por isso que o governo australiano tem defendido a redução e o fim das hostilidades”, afirmou Ayres. Segundo ele, as autoridades estão adotando medidas para reforçar a segurança no abastecimento de combustíveis e fertilizantes, tanto no país quanto na região.

    O ministro explicou que essas ações buscam criar uma “reserva estratégica” para proteger a população dos impactos desse cenário, que classificou como um choque energético sem precedentes.

    Apesar disso, Ayres minimizou as oscilações imediatas nos preços dos combustíveis e destacou que a situação ainda está em constante mudança. “É importante não focarmos nas variações diárias”, afirmou.

    De acordo com ele, a estratégia do governo envolve duas frentes: garantir o fornecimento de energia no curto prazo e fortalecer a economia no longo prazo. Nesse sentido, citou investimentos para ampliar a capacidade industrial e energética da Austrália.

    O ministro não confirmou se o governo pretende estender medidas temporárias de alívio no custo de vida, como reduções de impostos sobre combustíveis ou taxas aplicadas a veículos pesados.

    Nos mercados asiáticos, os preços do petróleo voltaram a subir. O barril do tipo West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, avançou cerca de 7%, sendo negociado a US$ 90,05 (aproximadamente R$ 450,25). Já o Brent, referência global, subiu 6,06%, chegando a US$ 95,86 (cerca de R$ 479,30).

    Segundo Chris Weston, analista da corretora Pepperstone, o principal fator para a alta foi a apreensão de um navio iraniano pelas forças americanas no golfo de Omã, seguida pela promessa de retaliação por parte do Irã.

    Austrália alerta para o "maior choque energético da sua história"

  • Diretor do FBI teria problemas com bebida. "É tudo falso", defende Patel

    Diretor do FBI teria problemas com bebida. "É tudo falso", defende Patel

    O diretor do FBI, Kash Patel, teria, supostamente, um problema com bebida, ficando inebriado ao lado dos seus funcionários de forma frequente e até desaparecendo (ou obrigando a que reuniões sejam adiadas). Vários altos responsáveis admitem estar preocupados no caso de um ataque terrorista aos Estados Unidos.

    O diretor do FBI (Departamento Federal de Investigação dos Estados Unidos), Kash Patel, supostamente enfrenta problemas com o consumo de álcool. De acordo com uma reportagem da revista The Atlantic, Patel já teria protagonizado diversos episódios em que simplesmente desapareceu por estar embriagado.

    As fontes que indicam que o diretor do FBI pode estar em situação delicada dentro da administração Trump continuam a aumentar, com algumas afirmando que ele pode ser o próximo na lista de demissões do presidente norte-americano.

    O problema não estaria apenas ligado à sua conduta profissional, mas também a episódios de embriaguez e ausências prolongadas sem explicação. Segundo a The Atlantic, que cita altos funcionários do FBI, o consumo de álcool por parte de Patel já é motivo de preocupação há algum tempo dentro do governo. Em várias ocasiões, ele teria bebido até um nível evidente de intoxicação em bares privados em Washington, D.C., inclusive na presença de funcionários da Casa Branca e outros membros da administração.

    Além disso, ele também seria frequentador assíduo de um estabelecimento em Las Vegas, onde passaria grande parte dos fins de semana. Seis altos funcionários relataram que, no início de seu mandato, diversas reuniões precisaram ser remarcadas para mais tarde, pois Patel supostamente não conseguia comparecer pela manhã devido a ressaca.

    A situação teria chegado a um ponto em que a equipe de segurança de Patel solicitou equipamento de arrombamento — normalmente usado por unidades da SWAT em situações com reféns. Em um episódio ocorrido no ano passado, ele estaria tão embriagado que não conseguiu chegar até a porta de seu quarto para destrancá-la. Já em 2025, teriam ocorrido vários casos em que sua equipe de segurança não conseguiu acordá-lo, aparentemente devido ao consumo de álcool.

    Questionadas pela The Atlantic, diversas fontes afirmaram estar preocupadas com o cenário, especialmente diante da possibilidade de um ataque terrorista aos Estados Unidos — algo que, no atual contexto de tensões com o Irã, não parece impossível.

    “É isso que me tira o sono à noite”, confessou um alto funcionário ao veículo.

    Em resposta à reportagem, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, defendeu o trabalho de Patel, afirmando que “o crime em todo o país caiu para o nível mais baixo em mais de 100 anos, com muitos criminosos notórios sendo presos. O diretor Patel continua desempenhando um papel fundamental na equipe de lei e ordem da administração”. Já o procurador-geral Todd Blanche (que substitui Pam Bondi após sua saída) declarou que “Patel alcançou mais em 14 meses do que a administração anterior em quatro anos” e acrescentou: “Artigos difamatórios baseados em fontes anônimas não são jornalismo”.

    O próprio FBI também enviou uma resposta à The Atlantic, assinada por Kash Patel: “Publiquem isso. É tudo falso. Vejo vocês no tribunal — tragam seus talões de cheque”. A nota foi enviada antes mesmo da publicação da matéria.

    No dia seguinte à divulgação da reportagem, no sábado, 18 de abril, Patel voltou a se manifestar por meio de uma publicação na rede social X.

    “Uma nota para as fake news: a única vez que vou realmente me preocupar com as mentiras difamatórias que escrevem sobre mim será quando elas pararem. Continuem falando — isso significa que estou fazendo exatamente o que devo fazer. E, por mais bobagens que escrevam, nunca vão impedir este FBI de tornar a América segura novamente e de derrubar os criminosos de quem vocês tanto gostam”, escreveu o diretor do FBI.

    Segundo notícia anteriormente publicada também pelo The Atlantic, Kash Patel poderá ser um dos próximos a ser despedido por Donald Trump, após Kristi Noem (ex-secretária da Segurança Interna) e Pam Bondi (antiga procuradora-geral).

    Diretor do FBI teria problemas com bebida. "É tudo falso", defende Patel

  • Irã não planeja enviar uma delegação ao Paquistão

    Irã não planeja enviar uma delegação ao Paquistão

    O Irã não planeja enviar uma delegação para a nova rodada de negociações com os Estados Unidos no Paquistão, enquanto o bloqueio marítimo imposto por Washington contra os portos iranianos se mantiver em vigor, afirma a agência Tasnim.

    Segundo fontes ouvidas pela agência de notícias Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária iraniana, “não haverá negociações enquanto o bloqueio marítimo dos EUA aos portos iranianos continuar”.

    A agência destacou, no entanto, que a troca de mensagens entre o Irã e os Estados Unidos, mediada pelo Paquistão, continuou nos últimos dias, após a primeira rodada de negociações realizada no último fim de semana em Islamabad, que terminou sem acordo — segundo Teerã — devido às exigências e ambições do lado norte-americano.

    A informação surge depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter afirmado que negociadores americanos estarão na segunda-feira no Paquistão para iniciar conversas com o Irã, conforme publicou em suas redes sociais.

    “Meus representantes irão para Islamabad, no Paquistão — estarão lá amanhã [segunda-feira] à noite, para negociações”, escreveu Trump na plataforma Truth Social.

    Segundo a mesma publicação, os Estados Unidos irão propor “um acordo bastante justo e razoável”.

    “Espero que aceitem, porque, se não aceitarem, os Estados Unidos vão arrasar todas as usinas elétricas e pontes no Irã”, ameaçou o líder norte-americano.

    A Casa Branca informou, entretanto, que o vice-presidente JD Vance liderará a delegação dos Estados Unidos nas negociações com o Irã no Paquistão.

    O Irã denunciou neste domingo que o bloqueio marítimo imposto pelos EUA é “ilegal” e “criminoso”.

    A acusação ocorre após Teerã voltar a impor, no sábado, “controle rigoroso” no Estreito de Ormuz, impedindo a passagem de navios em resposta ao bloqueio americano — apenas um dia depois de ter anunciado a reabertura dessa rota, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

    Irã não planeja enviar uma delegação ao Paquistão

  • EUA manda aviso ao Brasil e promete ofensiva contra CV e PCC

    EUA manda aviso ao Brasil e promete ofensiva contra CV e PCC

    Durante uma reunião, autoridades norte-americanas informaram que Washington está avançando na intenção de classificar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas, mesmo diante da resistência do governo Lula.

    O governo dos Estados Unidos enviou um recado direto ao presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, sobre uma possível mudança na forma de lidar com o crime organizado brasileiro. Durante uma reunião, autoridades norte-americanas informaram que Washington está avançando na intenção de classificar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas, mesmo diante da resistência do governo Lula.

    Segundo o Departamento de Estado, esses grupos movimentam grandes volumes de dinheiro por meio de esquemas de lavagem, e uma classificação mais rígida permitiria ampliar o combate financeiro contra essas organizações. A medida facilitaria ações para bloquear recursos e dificultar o acesso dessas facções ao sistema financeiro internacional. O aviso prévio ao Brasil foi interpretado como uma “deferência”, já que nem todos os países receberam esse tipo de comunicação antecipada. O México, por exemplo, não foi informado antes de os Estados Unidos classificarem seis cartéis como terroristas.

    Caso se concretize, a inclusão de CV e PCC na lista de organizações terroristas estrangeiras (FTOs) representará uma mudança significativa na política externa americana para a América Latina. Esse enquadramento ativa mecanismos mais rigorosos do Departamento do Tesouro, permitindo o congelamento imediato de ativos em território americano e proibindo qualquer tipo de apoio material por indivíduos ou entidades sob jurisdição dos EUA. Na prática, isso cria obstáculos relevantes para o uso do sistema bancário global por esses grupos.

    A iniciativa, no entanto, coloca o Brasil em uma posição diplomática sensível. O governo Lula e o Ministério da Justiça e Segurança Pública defendem tradicionalmente que o enfrentamento ao crime organizado deve ocorrer por meio de cooperação policial, e não como uma questão de segurança nacional internacionalizada.

    A resistência brasileira se baseia no receio de que essa classificação abra margem para intervenções externas ou sanções indiretas, o que poderia impactar a soberania do país, além de gerar reflexos na economia e no setor de turismo.

    EUA manda aviso ao Brasil e promete ofensiva contra CV e PCC

  • Na justiça: Bilionário se divorcia e dá 'apenas' US$ 1 milhão à ex-esposa

    Na justiça: Bilionário se divorcia e dá 'apenas' US$ 1 milhão à ex-esposa

    Constance passou a integrar o círculo da alta sociedade e se dedicar a ações filantrópicas depois de atuar como corretora de imóveis e executiva da área da saúde. O casal se conheceu em 2000, período em que ela decidiu se separar do primeiro marido.

    Um processo de divórcio vem movimentando a elite de Miami, na Flórida (EUA). Após 25 anos de casamento e cinco filhos, o bilionário Miguel Fernandez, conhecido como Mike, de 73 anos, formalizou no mês passado o pedido de separação de Constance Tolevich Fernandez, de 61. Ele é presidente da MBF Healthcare Partners e figura influente na cidade.

    Constance passou a integrar o círculo da alta sociedade e se dedicar a ações filantrópicas depois de atuar como corretora de imóveis e executiva da área da saúde. O casal se conheceu em 2000, período em que ela decidiu se separar do primeiro marido.

    O que inicialmente seria uma questão restrita à vida privada acabou ganhando repercussão pública. O motivo é o valor que Mike pretende pagar à ex-esposa: “apenas” US$ 1 milhão (cerca de R$ 5 milhões). O empresário busca na Justiça o cumprimento de um acordo pré-nupcial que estipula exatamente esse montante em caso de divórcio, conforme relatado pela revista “People”.

    Constance, no entanto, contesta o valor e decidiu questionar judicialmente a divisão de bens. Segundo Raymond Rafool, advogado de Mike, “Ela alega que o acordo pré-nupcial foi apresentado a ela no dia do casamento”. Ele acrescentou: “Isso é o que dizem seus advogados. Ela não entendeu o que estava assinando, não revisou a declaração financeira, nem sabia o que era. E quando assinou, não foi informada”.

    Por outro lado, Mike afirma que desconhecia questões financeiras e comerciais do passado da ex-esposa. “Enquanto namorava o Sr. Fernandez, Constance manteve sua identidade e seu passado em segredo do Sr. Fernandez”, diz a petição.

    O processo também aponta que foi Constance quem tomou a iniciativa do pedido de casamento, mesmo com a resistência inicial de Mike, que já havia se casado três vezes e tinha quatro filhos. Entre os bens em disputa está uma mansão em Coral Gables, que o empresário não pretende ceder, com base no acordo assinado. A primeira audiência está marcada para o dia 6 de junho.

    Na justiça: Bilionário se divorcia e dá 'apenas' US$ 1 milhão à ex-esposa

  • Zelensky expressa condolências após tiroteio em Kiev que fez seis mortos

    Zelensky expressa condolências após tiroteio em Kiev que fez seis mortos

    O chefe de Estado da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, lamentou o tiroteio que, este sábado, matou seis pessoas e feriu mais de uma dezena. Zelensky deseja uma “rápida recuperação” a todos aqueles que permanecem a receber cuidados.

    O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, prestou condolências às famílias e aos entes queridos de todas as vítimas do tiroteio ocorrido na tarde deste sábado em Kyiv, que deixou seis mortos e 14 feridos, incluindo um menino de 12 anos.

    “O atirador foi morto. Ele fez reféns e, tragicamente, matou um deles. Também matou a tiros mais quatro pessoas na rua, e uma mulher morreu no hospital em decorrência dos ferimentos”, escreveu em uma publicação na rede social X (antigo Twitter).

    O chefe de Estado ucraniano informou ainda que quatro reféns no supermercado para onde o agressor entrou após atirar na rua, na região de Holosiivskyi, sobreviveram.

    “Até o momento, 14 pessoas estão feridas. Infelizmente, esse número pode aumentar, já que mais pessoas continuam procurando atendimento médico. Entre os feridos está um menino de 12 anos. Os médicos estão prestando todos os cuidados necessários. Desejamos a todos uma rápida recuperação”, acrescentou.

    Zelensky também destacou que o agressor incendiou um apartamento antes de ir para as ruas armado, e que ele já tinha antecedentes criminais. Um bebê de quatro meses que estava em um apartamento vizinho sofreu intoxicação por monóxido de carbono, mas não precisou ser hospitalizado.

    O procurador-geral da Ucrânia, Ruslan Kravchenko, já havia identificado o suspeito como um homem de 58 anos. Ele nasceu em Moscou, na Rússia, mas vivia há muito tempo na região ucraniana de Donetsk. Segundo o jornal The Kyiv Independent, o ataque foi realizado com uma arma semiautomática.

    O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) classificou o ataque como um ato terrorista.

    De acordo com as autoridades, o suspeito não apresentou exigências durante cerca de 40 minutos de negociações com a polícia e foi morto após atirar contra um refém.

    O SBU, a Polícia Nacional e o Ministério Público seguem investigando o caso para esclarecer todas as circunstâncias do ataque, incluindo a motivação do agressor.

    Zelensky expressa condolências após tiroteio em Kiev que fez seis mortos