Categoria: MUNDO

  • Trump afirma que Xi está "muito satisfeito" com reabertura de Ormuz

    Trump afirma que Xi está "muito satisfeito" com reabertura de Ormuz

    O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que o líder chinês, Xi Jinping, está “muito satisfeito” com a reabertura do estreito de Ormuz, prevendo um encontro entre dois líderes em Pequim “especial e histórico”.

    “O presidente Xi está muito satisfeito com o fato de o estreito de Ormuz estar aberto ou em rápida abertura”, escreveu Trump em uma publicação na rede Truth Social, da qual é proprietário, na sexta-feira.

    Além disso, o líder norte-americano afirmou que o próximo encontro com Xi Jinping em Pequim será “especial e, possivelmente, histórico”, e garantiu que espera alcançar avanços significativos na relação bilateral.

    O estreito de Ormuz é fundamental para a China, já que cerca de metade das importações de petróleo do país asiático passam por essa rota, enquanto aproximadamente 80% do petróleo bruto que transita pelo estreito tem como destino a Ásia, de acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE).

    O republicano pretende visitar a capital chinesa entre os dias 14 e 15 de maio, em um encontro bilateral que inicialmente estava previsto para abril, mas foi adiado devido à guerra no Irã.

    Trump será o oitavo presidente dos EUA a visitar a China, em uma lista que começa com a visita de Richard Nixon em 1972, passando por outros líderes como Gerald Ford (1975), Ronald Reagan (1984), George H. Bush (1989), Bill Clinton (1998), George W. Bush (2001) e Barack Obama (2016).

    Na tarde de sexta-feira, o presidente norte-americano afirmou que Teerã estava retirando as minas do estreito de Ormuz e que esperava que, em breve, ocorresse uma nova rodada de negociações para chegar a um acordo que ponha fim à guerra, que já dura sete semanas.

    Trump afirma que Xi está "muito satisfeito" com reabertura de Ormuz

  • Israel atacou 129 unidades de saúde no Líbano em 45 dias de guerra

    Israel atacou 129 unidades de saúde no Líbano em 45 dias de guerra

    O ataque contra infraestruturas civis e de saúde é considerado crime de guerra. Pelos menos 37 mil construções civis foram destruídas no país

    Os bombardeios de Israel contra o Líbano danificaram 129 unidades de saúde libanesas, com 100 profissionais de saúde assassinados e 233 feridos. O Ministério da Saúde do país ainda informou que 116 ambulâncias foram bombardeadas e seis hospitais precisaram ser fechados.

    “Esses incidentes constituem uma grave violação do direito internacional humanitário e comprometem seriamente o acesso da população aos serviços de saúde”, diz comunicado do escritório da Organização das Nações Unidas (ONU) de Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha) no Líbano.

    O ataque contra infraestruturas civis e de saúde é considerado crime de guerra. Israel vinha ameaçando unidades de saúde alegando que elas eram usadas pelo Hezbollah. Organizações de direitos humanos questionam as acusações.  Um aviso para evacuar dois hospitais em Beirute preocupou a Organização Mundial de Saúde (OMS).  

    Os 45 dias de conflitos tirou a vida de 2.294 pessoas e deixou outros 7,5 mil feridos, sendo, pelo menos, 177 crianças mortas e 704 feridas, segundo cálculos provisórios do Ministério da Saúde libanês divulgados nesta sexta-feira (17).

    Estima-se ainda que, pelo menos, sete jornalistas foram alvos de ataques israelenses nessa fase da guerra no Líbano. 

    O Conselho Nacional de Pesquisa Científica do Líbano (CNRS) calculou que 37,8 mil unidades habitacionais foram destruídas até o dia 12 de abril, quatro dias antes do cessar-fogo. A maior parte da destruição foi nos subúrbios da capital, Beirute.

    “Isso representa aproximadamente 16% do total dos danos registrados durante as fases anteriores da guerra. Esses números destacam uma rápida intensificação da destruição, com uma proporção significativa dos danos cumulativos da guerra ocorrendo em um período muito curto”, diz o CNRS.   

    No primeiro dia do cessar-fogo no Irã, Israel lançou um ataque massivo com o Líbano, em especial contra os subúrbios densamente povoados e áreas centrais da capital, causando a morte de mais de 300 pessoas em cerca de 10 minutos de bombardeios.  

    O jornalista e especialista em geopolítica Anwar Assi, que conhece as regiões bombardeadas em Beirute, destacou à Agência Brasil que são áreas civis.

    “Essa área é 100% civil. Mesmo os escritórios do Hezbollah são escritórios civis. Ou seja, pela lei internacional, não podem ser atacados. O subúrbio de Beirute não é uma área militarizada. Não tinha porquê bombardear aquelas áreas”, afirmou.

    Com família no Líbano, Assi disse que as alegações de Israel de que tinham foguetes naquela região não são verdadeiras.

    “Isso dá para ver pelos prédios destruídos, que lá não tinha foguete. O único motivo dos ataques foi para forçar o deslocamento dos moradores e criar uma pressão em cima da sociedade libanesa”, afirmou.

    Mais de 1,2 milhão de pessoas foram deslocadas em decorrência de ordens de deslocamento em massa que abrangem cerca de 15% do país, segundo dados do Ocha.  

    Para o especialista, o objetivo de Tel Aviv é criar milhares de deslocados que venham se voltar contra o Hezbollah. 

    “Mas isso não está acontecendo, a maioria apoia a resistência. Mesmo os críticos do Hezbollah têm rejeitado uma guerra civil contra o grupo”, acrescentou.

    O presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, reafirmou nesta sexta-feira que a unidade nacional e a paz civil são “uma linha vermelha” que não deve ser cruzada sob nenhuma circunstância, alertando que miná-las serve aos objetivos de Israel, segundo a Agência Nacional de Notícias do país.

    Israel alega que ataca infraestrutura militar do Hezbollah, acusando ainda o grupo de usar infraestrutura civil para fins militares, o que é negado pela organização xiita. 

    Sul do Líbano

    O governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirma que a operação no sul do Líbano busca criar uma zona despovoada até o Rio Litani, a cerca de 30 quilômetros da fronteira entre os dois países. 

    Na quinta-feira (16), Netanyahu informou que estava tentando tomar a cidade de Bent Jbeil, de 30 mil habitantes.

    Em março, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse que não permitiram que as milhares de pessoas que fugiram do sul do Líbano retornassem às suas casas ao sul do Rio Litani. 

    O deslocamento forçado de população civil é considerado outro crime de guerra.

    No último dia antes do cessar-fogo, Israel bombardeou a última ponte que restava sobre o Rio Litani, a Ponte de Qasmiyeh, isolando a região ao sul do resto do país e impedindo a conexão entre as cidades de Tiro e Sidon. Em resposta, foi construída uma ponte provisória para permitir o retorno dos moradores.

    O libanês-brasileiro Hussein Melhem, de 45 anos, morava com a família na cidade de Tiro (ou Tyre) até a recente fase da guerra começar no dia 2 de março. Ele se deslocou para a região metropolitana de Beirute e não sabe ainda quando poderá voltar para Tiro. LINK 6  

    “Quero voltar esta semana, mas tem que diminuir a fila um pouco porque está uma luta para voltar ao sul, tem muita gente”, disse, acrescentando que não está seguro de que a trégua possa durar. 

    “É preciso aguardar os próximos desdobramentos”.

    O especialista em geopolítica Anwar Assi afirmou à Agência Brasil que as ações de Israel no sul do Líbano configuram uma limpeza étnica para expulsar os moradores da região e tomar esses territórios.

    “O objetivo principal da guerra é a expulsão das pessoas do sul do Líbano. Por isso que eles destruíram escolas, hospitais, prédios do governo e todas as unidades que poderiam dar suporte ao retorno dos civis. Eles destruíram justamente para que essas pessoas que retornassem às suas cidades não encontrassem nenhum tipo de apoio”, destacou Assi.

    Israel atacou 129 unidades de saúde no Líbano em 45 dias de guerra

  • Relembre ataques de Trump ao papa Leão 14 e reações do pontífice

    Relembre ataques de Trump ao papa Leão 14 e reações do pontífice

    Presidente americano disse que líder da Igreja Católica é ‘fraco’ e que não deve se concentrar em ser político; Leão 14 fez críticas à guerra no Irã e afirmou que Deus rejeita orações de líderes cujas mãos estão ‘cheias de sangue’

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Desde o fim de março, o papa Leão 14 vem fazendo críticas à guerra no Irã, o que tem gerado tensões na relação entre o Vaticano e Washington, com ataques diretos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao pontífice. Veja abaixo a cronologia recente do embate.

    CRÍTICAS A GUERRA E INÍCIO DE TENSÕES

    29.mar
    Durante a celebração do Domingo de Ramos, o papa Leão 14 declarou que “Deus rejeita as orações de líderes que fazem guerras”, cujas mãos estão “cheias de sangue”, um dia após o conflito no Irã completar um mês.

    “Este é o nosso Deus: Jesus, rei da paz, que rejeita a guerra, a quem ninguém pode usar para justificar a guerra”, disse Leão à multidão que o assistia na Praça de São Pedro.

    O sumo pontífice também lamentou que cristãos no Oriente Médio sofram as consequências de um “conflito atroz” e que não possam celebrar a Páscoa.

    12.abr
    O presidente americano fez sua primeira declaração atacando diretamente o papa pela forma como criticava a política externa de seu governo.
    Em sua rede, a Truth Social, Trump disse que Leão 14 era “fraco com a criminalidade e terrível para a política externa”, além de sugerir que o papa deveria “se concentrar em ser um grande papa, e não um político”.

    RESPOSTA DO PONTÍFICE AOS ATAQUES

    13.abr
    Um dia após a declaração, o pontífice -que é o primeiro americano da história a assumir a posição-respondeu que “não tem medo” do governo Trump.

    Durante sua viagem de dez dias pela África, Leão 14 falou a jornalistas que “não é um político” e não queria debate com o presidente dos EUA.

    “Não acho que a mensagem do Evangelho deva ser abusada como alguns estão fazendo. Eu vou continuar a falar fortemente contra a guerra, buscando promover a paz, o diálogo e o multilateralismo entre os Estados para encontrar soluções”, declarou o papa.

    Horas antes, o presidente americano pronunciou em suas redes que Leão 14 somente foi escolhido para o cargo pois é americano. “Eles [a Igreja] acharam que seria o melhor modo de lidar com o presidente Donald J. Trump.”, disse o republicano.

    REAÇÕES DE TRUMP

    13.abr
    Mais tarde no mesmo dia, Donald Trump fez mais uma provocação ao pontífice, publicando em suas redes sociais uma imagem gerada por inteligência artificial, onde aparece vestido como Jesus Cristo, com a mão apoiada sobre a testa de um homem doente e com a bandeira dos EUA ao fundo.

    Horas depois, a publicação foi apagada. Em entrevista a repórteres, Trump declarou que foi ele mesmo quem havia publicado a imagem. “Achei que fosse eu como médico e que tivesse a ver com a Cruz Vermelha, como um trabalhador da Cruz Vermelha, que nós apoiamos”, disse o presidente, que culpou a imprensa pela comparação com Jesus.

    “Só a imprensa falsa poderia inventar essa. Acabei de ouvir sobre isso e disse: como eles chegaram a essa conclusão? A ideia é que eu fosse um médico, fazendo as pessoas se sentirem melhor -e eu faço as pessoas se sentirem melhores.”

    15.abr
    Dois dias após a polêmica da imagem, Trump compartilhou mais uma imagem gerada por inteligência artificial, na qual aparece sendo abraçado por Jesus.

    Na postagem feita na rede Truth Social, o presidente republicou o tuíte de um usuário do X que disse que Deus deveria estar jogando sua “carta Trump”. Na legenda, Trump disse: “Os lunáticos da esquerda radical podem não gostar disso, mas eu acho bem legal!!!”, em mais uma provocação à Igreja Católica.

    16.abr
    Em sua mais recente crítica a Leão 14, Trump disse: “O papa precisa entender -é muito simples- o Irã não pode ter uma arma nuclear. O mundo estaria em grande perigo”, disse ele a repórteres na Casa Branca.”

    Para o presidente americano, o sumo pontífice pode “falar o que quiser”, e “quer que ele fale o que quiser”, mas que pode “discordar dele”. “Eu acho que o Irã não pode ter uma arma nuclear”, disse Trump.

    DECLARAÇÕES DO PAPA PELA PAZ

    15.abr
    Após as publicações, o pontífice voltou a se pronunciar pela paz no mundo.
    Em Camarões, Leão 14 afirmou: “É tempo de examinar nossas consciências e dar um ousado salto adiante. Para que a paz e a justiça prevaleçam, as correntes da corrupção, que desfiguram a autoridade e retiram dela sua credibilidade, precisam ser quebradas”.

    16.abr
    O papa criticou líderes que gastam em guerras, afirmando que o mundo está “sendo assolado por um grupo de tiranos” em seu mais recente pronunciamento durante sua visita a Camarões.

    Ao público que o acompanhava na cidade de Bamenda -que vem sofrendo com uma onda de violência em meio a um conflito de insurgentes contra o regime de Paul Biya- Leão 14 condenou o “ciclo sem fim de desestabilização e morte” da região e afirmou: “A paz não é algo que precisamos inventar. É algo que precisamos abraçar, aceitando nosso vizinho como irmão ou irmã.”

    Relembre ataques de Trump ao papa Leão 14 e reações do pontífice

  • Irã e Trump dizem que Hormuz está aberto, e EUA mantém bloqueio

    Irã e Trump dizem que Hormuz está aberto, e EUA mantém bloqueio

    Acordo sobre circulação no estreito de Hormuz sinaliza avanço em tratativas entre EUA e Irã; Trump disse que o bloqueio naval americano continuará valendo para navios com petróleo do país persa enquanto um acordo não estiver fechado

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Em um arranjo para fazer avançar as negociações de paz entre Estados Unidos e Irã, a teocracia e o presidente Donald Trump disseram nesta sexta-feira (17) que o trânsito de embarcações pelo estreito de Hormuz está liberado.

    O anúncio foi feito inicialmente no X pelo chanceler Abbas Araghchi, antes da provável nova rodada de negociações entre os rivais no Paquistão. Só que a postagem inclui um detalhe não trivial: o ministro afirma que o tráfego é livre pelas rotas estabelecidas pelo Irã, algo que os Estados Unidos não aceitam.

    Trump, ávido para deixar o terreno pantanoso em que se colocou com a guerra, imediatamente postou na rede Truth Social uma comemoração e agradeceu o Irã. Ele disse, contudo, que o bloqueio naval americano continuará valendo para navios com petróleo do país persa enquanto um acordo não estiver fechado.

    Logo depois, completou dizendo que o Irã se comprometeu a não mais fechar Hormuz e que “a situação acabou”. Segundo Trump, as minas colocadas pela teocracia no estreito “foram removidas ou estão sendo removidas” de forma conjunta pelos dois países, algo que Teerã não comentou.

    O mercado de petróleo se animou: os preços do barril referencial Brent caíram 10%, para em torno de US$ 90, o menor valor em um mês.

    O bom-humor veio também com outra frente de tensão. Comentando o cessar-fogo iniciado na quinta-feira (16) entre Israel e o Líbano, que na prática é entre o Estado judeu e o grupo pró-Irã Hezbollah, o presidente americano disse que Tel Aviv “não vai mais bombardear” o vizinho.

    “Eles estão PROIBIDOS de fazê-lo pelos EUA. Já chega!!! Obrigado”, escreveu com as usuais maiúsculas e com um tom que não deverá agradar seu único aliado na guerra lançada no fim de fevereiro contra Teerã.

    A Europa, que foi acusada de covardia por não se envolver no conflito ao lado dos EUA por Trump, decidiu tomar uma iniciativa nesta sexta, ao anunciar em uma conferência virtual comandada por França e Reino Unido um plano para a criação de uma missão naval de patrulha em Hormuz.

    Novamente, o diabo está nos detalhes: a proposta só será implementada quando houver um acordo de paz na região. Segundo o premiê britânico, Keir Starmer, “mais de uma dúzia” dos 42 países presentes ao encontro aceitaram participar.

    Trump deu de ombros, afirmando que a aliança militar Otan o procurou oferecendo ajuda, mas deve “ficar longe” do golfo Pérsico. Ele já havia criticado o clube e considerado retirar os EUA dele, 77 anos após Washington o fundar para conter Moscou na Europa.

    PETROLEIROS DO IRÃ FURAM BLOQUEIO

    Ainda nesta sexta, a consultoria Kpler, referência no monitoramento de tráfego marítimo, disse à agência France Presse que três petroleiros iranianos conseguiram furar o bloqueio naval, levando 5 milhões de barris de óleo para fora do golfo Pérsico na quarta-feira (15).

    Até a quinta (16), a Marinha dos EUA dizia que nenhum navio sob as restrições do bloqueio havia passado por suas forças no golfo de Omã, e que 13 haviam dado meia-volta.

    O embargo começou na segunda (13), após ordem do presidente Donald Trump para pressionar a posição do Irã nas travadas negociações de paz entre os dois países -EUA e Israel travaram uma guerra de cinco semanas com a teocracia que desde o dia 7 está em cessar-fogo, que expira na próxima terça (21).

    Pela medida, quaisquer embarcações indo ou vindo de portos iranianos não poderiam deixar o golfo. Os navios que a Kpler conseguiu localizar deixando a área são petroleiros de grande capacidade e que já estavam sob embargo dos EUA.

    Não se sabe o destino do Deep Sea, do Sonia 1 e do Diona, embora provavelmente eles se dirijam à China, que em 2025 teve no Irã o seu terceiro maior fornecedor de petróleo. Os navios estão com seus sistemas de posicionamento por satélite desligados, o que torna sua localização difícil.

    A Kpler não disse como os identificou, mas provavelmente contou com alguma triangulação ou informação no mar, por rádio por exemplo. A empresa opera o site MarineTraffic, que mostra mapas com todos os navios no mundo, e lá a última posição dos três navios está desatualizada.

    Segundo a empresa, seis navios transitaram por Hormuz na quinta, todos com autorização americana. Nesta sexta, há ao menos três deixando a área, inclusive um petroleiro do Paquistão, país que está mediando os esforços de paz entre EUA e Irã.

    A questão do trânsito por Hormuz é uma das mais sensíveis do conflito. O Irã usou o controle militar que tem sobre a via, por onde passava antes da guerra um quinto da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito, para pressionar economicamente Trump.

    Ao restringir o tráfego a 10% do usual, Teerã viu os preços do petróleo e gás explodirem, flutuando na casa dos US$ 100 o barril antes da queda desta sexta. Sem o conflito, a previsão do Banco Mundial era de que 2026 tivesse os menores valores da commodity da história recente, abaixo dos US$ 60 o barril.

    Com isso, ao lado de objetivos difusos divulgados ao longo do conflito, como a questão central do programa nuclear dos aiatolás, a reabertura de Hormuz entrou na agenda. Nesse contexto, o Irã dobrou a aposta e anunciou ter minado a rota usual do estreito, por entre suas águas territoriais e as de Omã.

    Com isso, o Irã forçou um novo caminho passando por sua área de controle e passou a exigir pedágio dos navios com carga. Não se sabe se a medida chegou a ser implementada, pois a reação americana foi impor o bloqueio a seus portos.

    Agora, com as postagens de Araghchi e de Trump, uma porta de saída para o impasse pode ter sido encontrada, ainda que a realidade nas águas do golfo seja turva.

    O assunto deve marcar a nova rodada de negociações entre os rivais, que pode ocorrer neste fim de semana no Paquistão. Alternativamente, a trégua poderá ser estendida, mas nenhum dos lados confirma isso ainda.

    Irã e Trump dizem que Hormuz está aberto, e EUA mantém bloqueio

  • Trump diz que Israel está proibido de bombardear o Líbano

    Trump diz que Israel está proibido de bombardear o Líbano

    Trump disse nesta sexta-feira (17), que os EUA vão manter o bloqueio no Estreito de Hormuz, até concluir as negociações com o Irã, apesar de Teerã dizer que a rota foi reaberta

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O presidente americano, Donald Trump, afirmou que os EUA proibiram Israel de bombardear o Líbano. Em publicação na Truth Social, Trump afirmou que Israel “não bombardeará mais o Líbano”.

    “Os EUA ficarão com toda a “poeira” nuclear gerada pelos nossos magníficos bombardeiros B-2. Não haverá qualquer troca de dinheiro, de nenhuma forma. Este acordo não está sujeito ao Líbano, mas os EUA, separadamente, trabalharão com o Líbano e lidarão com a situação do Hezbollah de maneira apropriada”, escreveu o presidente americano.

    Trump disse hoje que os EUA vão manter o bloqueio no Estreito de Hormuz, até concluir as negociações com o Irã, apesar de Teerã dizer que a rota foi reaberta. Ele publicou a mensagem na sua rede social, Truth Social.

    Presidente dos EUA afirmou que a navegação está liberada, mas com restrições ao Irã. “O Estreito de Hormuz está completamente aberto e pronto para negócios e livre tráfego, mas o bloqueio naval permanecerá em pleno vigor e efeito no que diz respeito ao Irã, somente, até que nossas negociações com o Irã estejam 100% concluídas. Esse processo deverá ser bastante rápido, visto que a maioria dos pontos já foi negociada”, escreveu.

    O Irã anunciou hoje a reabertura do Estreito de Hormuz para navegação durante um cessar-fogo com o Líbano. A informação foi divulgada pelo ministro das Relações Exteriores iraniano, Seyed Abbas Araghchi, em publicação na rede X.

    Trump adotou um tom mais conciliador ao comentar a decisão iraniana de reabrir a passagem. Minutos antes da postagem sobre o bloqueio, ele agradeceu ao regime iraniano pela medida.

    O presidente dos EUA anunciou ontem que o Líbano e Israel concordaram com um cessar-fogo, que inclui o Hezbollah. Ataques acontecem desde 2 de março e, segundo o governo libanês, deixaram mais de 2.000 mortos.

    Trégua terá duração de dez dias, segundo Trump. O presidente dos EUA anunciou o cessar-fogo em publicação na rede Truth Social: “Ambos querem ver a paz, acredito que isso acontecerá em breve”.

    O anúncio ocorreu após um mês e meio de conflito entre Israel e o movimento libanês pró-Irã Hezbollah. Este último se somou no início de março à guerra no Oriente Médio ao lançar foguetes contra o território israelense, em solidariedade ao Irã, atacado pelos Estados Unidos e por Israel.

    Apesar do cessar-fogo, Israel advertiu hoje que operação no Líbano deve continuar. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, menos de 24 horas depois da entrada em vigor do cessar-fogo, declarou que “as manobras em terra no Líbano e os ataques contra o Hezbollah permitiram alcançar muitos alvos”, mas a operação “não terminou”.

    Centenas de petroleiros e outros navios ficaram retidos desde o início do conflito, em 28 de fevereiro. O bloqueio deixou também cerca de 20.000 marinheiros presos no Golfo Pérsico, de acordo com as informações citadas pela agência.

    Inicialmente, a via estava sendo bloqueada exclusivamente pelo Irã, como moeda de troca na guerra. O governo iraniano afirmava que o Estreito estava fechado para os EUA e Israel, mas outros países também enfrentavam dificuldade de tráfego devido à insegurança no local.

    Em uma tentativa de reverter a situação, Donald Trump anunciou o bloqueio do estreito, após o fracasso nas negociações de paz. Os detalhes sobre o bloqueio foram explicados pelo Comando Central dos EUA em publicação no X no dia seguinte.

    Segundo o órgão, navios que tivessem o Irã como destino ou como ponto de partida poderiam ser abordados. “Qualquer embarcação que entrar ou sair da área bloqueada sem autorização estará sujeita a interceptação, desvio e apreensão”, diz, em nota.

    Três petroleiros iranianos deixaram na quarta-feira o Golfo pelo Estreito de Hormuz com cinco milhões de barris de petróleo. Esses são os primeiros desde o início do bloqueio dos Estados Unidos aos portos do Irã, informou hoje à AFP a empresa de dados marítimos Kpler. O ‘Deep Sea’, o ‘Sonia I’ e o ‘Diona’, todos alvos de sanções dos Estados Unidos, atravessaram a passagem estratégica, procedentes da ilha iraniana de Kharg.

    EUA dizem ter interceptado 10º navio iraniano em meio a bloqueioPor que Hormuz é tão estratégico

    O Estreito de Hormuz é um gargalo que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico. Antes do início da guerra, cerca de 20% do comércio mundial de petróleo transportado por via marítima passava por ali, o que torna qualquer ameaça à navegação um problema com efeito imediato no mundo.

    A importância do estreito vai além do petróleo e alcança combustíveis e fertilizantes. A avaliação é que uma interrupção ampla na passagem tem potencial de pressionar preços e afetar cadeias de abastecimento, justamente por concentrar parte relevante do fluxo marítimo desses produtos.

    Hormuz se enquadra como estreito utilizado para navegação internacional, com regras específicas na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar. O tratado, conhecido como Convenção de Montego Bay, prevê o regime de passagem em trânsito, que garante travessia contínua e rápida a navios e aeronaves, civis e militares, sem autorização prévia.

    Pelo texto da convenção, países costeiros não podem impedir nem suspender a passagem em trânsito. O artigo 44 determina que não haja suspensão e que os Estados deem publicidade a perigos à navegação, enquanto o artigo 39 impõe aos navios o dever de não praticar atividades sem relação com o trânsito, como ameaça ou uso da força.

    Mesmo sem ter ratificado a convenção, o Irã é apontado como obrigado a respeitar regras que viraram costume internacional. A avaliação é que disposições sobre estreitos são tratadas como direito internacional consuetudinário, reforçado por decisões anteriores da Corte Internacional de Justiça sobre passagem em estreitos internacionais.

    Trump diz que Israel está proibido de bombardear o Líbano

  • Estudante da USP que foi lutar pela Ucrânia na guerra contra a Rússia está desaparecido

    Estudante da USP que foi lutar pela Ucrânia na guerra contra a Rússia está desaparecido

    Igor de Aguiar Amazonas recebeu o status de “desaparecido em combate” pelas autoridades ucranianas, que notificaram a Embaixada do Brasil em Kiev sobre a situação

    Um estudante de Direito da Universidade de São Paulo (USP) encontra-se desaparecido após ir para a Ucrânia defender o país na guerra contra a Rússia. Identificado como Igor de Aguiar Amazonas, o brasileiro recebeu o status de “desaparecido em combate” pelas autoridades ucranianas, que notificaram a Embaixada do Brasil em Kiev sobre a situação.

    O Itamaraty está em contato com a família do brasileiro, a quem presta assistência consular, informou o Ministério das Relações Exteriores, por meio de nota.

    O grupo de extensão Nexo Governamental XI de Agosto, ligado à Faculdade do Largo São e Francisco e do qual Igor fazia parte, publicou uma nota de pesar em que afirma que o rapaz está morto.

    “O Nexo Governamental XI de Agosto lamenta o falecimento do seu antigo membro Igor de Aguiar Amazonas, aluno de Direito da Universidade de São Paulo, e manifesta sua solidariedade irrestrita à família e aos amigos”.

    A USP informou que não vai se manifestar por ora porque não tem uma informação oficial.

    Ao Estadão, a fundadora e presidente do Nexo Governamental XI de Agosto, Liliane Castro, de quem Igor era próximo, contou que o jovem viajou à Ucrânia entre o final de março e começo de abril.

    Sua motivação para ser um dos combates no conflito, segundo ela, vinha da vontade de “mudar o mundo”. “Ele era uma pessoa com um coração bom”.

    Liliane lembra que nos primeiros dias de estada Ucrânia, o estudante era ativo na internet e costumava conversar com os demais membros grupo para relatar a rotina em meio à guerra.

    “E do nada (ele) parou de responder”, disse. “Nisso, um membro que era muito próximo dele e conhecia a família, contatou a irmã dele para ver se estava tudo bem. E ela infelizmente nos comunicou sobre o falecimento. Ficamos muito abalados”, disse a amiga.

    Segundo ela, a interrupção brusca na comunicação também chamou atenção dos parentes de Igor. “Quando ele parou de responder e também de receber as mensagens, a família contatou brasileiros que estavam lá e eles disseram que ele faleceu”.

    Em uma página com orientações sobre a participação em conflitos armados em outros países, o Itamaraty aponta que tem sido registrado aumento no número de brasileiros que perdem suas vidas em nessas situações.

    Afirma ainda que a assistência consular pode ser limitada pelos termos dos contratos assinados entre os alistados e as forças armadas de terceiros países.

    “Nesse sentido, recomenda-se fortemente que convites ou ofertas de trabalho ou de participação em exércitos estrangeiros sejam recusadas”, diz o Ministério das Relações Exteriores.

    Estudante da USP que foi lutar pela Ucrânia na guerra contra a Rússia está desaparecido

  • Orbán diz que está sentindo 'fadiga, dor e um vazio' após derrota na Hungria

    Orbán diz que está sentindo 'fadiga, dor e um vazio' após derrota na Hungria

    Primeiro-ministro afirma em entrevista que não sabe ‘se pode voltar a ter felicidade’ na vida além da família; Orbán foi derrotado por ex-aliado Péter Magyar no último domingo depois de 16 anos no poder

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O primeiro-ministro cessante da Hungria, Viktor Orbán, afirmou em entrevista nesta quinta-feira (16) que está sentindo “fadiga, dor e um vazio” após a eleição de domingo (12), cujos resultados deram vitória ao ex-aliado e agora opositor Péter Magyar e vão encerrar 16 anos de Orbán no poder.

    “Essa dor [da derrota] liberou muita energia em mim, e não cabe a mim decidir o que fazer. Não sei se consigo encontrar felicidade na vida -além da minha família- ou ímpeto, ambição, inspiração. Não sei ainda, porque agora estou lutando contra a fadiga, ou a dor, e o vazio, assim como você”, afirmou ele em entrevista a um canal de YouTube que o apoia.

    Orbán reconheceu ainda no domingo sua derrota. O partido de Magyar, o Tisza, alcançava já 138 das 199 cadeiras do Parlamento quando as urnas estavam em 98% de apuração, ultrapassando a maioria com a qual vai poder fazer reformas constitucionais e reverter medidas tomadas durante os quatro mandatos de atual premiê. Magyar deve formar o novo governo até o dia 12 de maio.

    Magyar, que fora do Fidezs, o partido de Orbán, até 2024, tem aproveitado a primeira semana após o pleito para anunciar medidas impactantes nesse sentido, como a suspensão das emissoras estatais até uma reforma da lei de mídia no país.

    O aparelhamento do setor público e privado de comunicações foi fundamental para que Orbán corroesse o processo democrático do país, tornando o campo de disputa política muito mais favorável ao seu partido.

    Magyar se comunicou com eleitores durante a campanha pelas redes sociais e ignorou a imprensa pró-Orbán, pública ou privada. Agora eleito, ele continua usando as plataformas para fortalecer a imagem de que seu governo vai desmontar o legado do premiê cessante.

    Dois exemplos desde esta quarta-feira (15) mostram essa intenção. Ao visitar o palácio de governo e o presidente do país, Tamás Sulyok, Magyar publicou em seus perfis no X e no Facebook uma foto com o presidente acompanhado de dura mensagem.

    “Tamás Sulyok é indigno de representar a unida da nação húngara. Ele é inadequado para servir como o guardião da legalidade. Ele é impróprio para servier como uma autoridade moral ou um exemplo. Após a formação do novo governo, Tamás Sulyok deve deixar o cargo imediatamente”, escreveu o vencedor da eleição.

    Poucas horas depois, Magyar publicou ainda um vídeo debochando de Orbán durante a visita ao palácio. Ao lado de Sulyok, o premiê eleito aparece em uma espécie de terraço e avista Orbán em uma sacada próxima, aparentemente lendo um discurso. Magyar abre as mãos e diz “absolute cinema”, um meme tornado famoso por uma imagem do diretor Martin Scorsese fazendo o mesmo gesto.

    Orbán diz que está sentindo 'fadiga, dor e um vazio' após derrota na Hungria

  • Lula inicia viagem pela Europa e é recebido por Sánchez na Espanha

    Lula inicia viagem pela Europa e é recebido por Sánchez na Espanha

    Presidente se reunirá com líderes progressistas em fórum sobre democracia, acompanhado por ao menos 11 ministros; Lula também deve ir a Alemanha, para feira em Hannover, e Portugal, para encontro com presidente e primeiro-ministro

    BARCELONA, ESPANHA (CBS NEWS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deu início a uma viagem de cinco dias pela Europa. Ele foi recebido nesta sexta-feira (17) pelo primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, em Barcelona, acompanhado de uma comitiva de ao menos 11 ministros.

    A previsão é que os dois conversem a portas fechadas por uma hora e depois participem de uma reunião plenária com seus respectivos ministros. Em seguida, devem assinar acordos em áreas como igualdade de gênero, tecnologia e empreendedorismo.

    Já no sábado (17), Lula se reunirá com uma dúzia de chefes de Estado progressistas que pretendem fazer frente à onda mundial de direita. Será o quarto encontro do chamado Fórum Democracia para Sempre, criado por Lula e Sánchez em 2024.

    A lista de confirmados inclui os presidentes Claudia Sheinbaum (México), Gustavo Petro (Colômbia), Yamandú Orsi (Uruguai) e Cyril Ramaphosa (África do Sul). Entre os europeus, também estão os vice-premiês da Alemanha (Lars Klingbeil) e do Reino Unido (David Lammy).

    O evento terá três eixos de debates: multilateralismo, desigualdades e combate à desinformação. Ainda não foi divulgado se Lula terá reuniões bilaterais com outros líderes.

    Segundo o governo brasileiro, o objetivo da viagem a Barcelona é selar a reaproximação entre Brasil e Espanha, que voltou a ganhar força no terceiro mandato de Lula, e realçar convergências entre os dois países, principalmente na defesa da solução pacífica de conflitos.

    Sánchez tem se colocado como um dos principais críticos europeus do presidente dos EUA, Donald Trump, na guerra contra o Irã. Nesta quinta (16), Lula deu uma entrevista ao jornal espanhol El País dizendo que “Trump não tem o direito de acordar de manhã e ameaçar um país”.

    Na viagem, a diplomacia brasileira também tentará conseguir mais apoios ao nome de Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile, para a Secretaria-Geral da ONU em 2027, mas já espera falta de consenso. Outro foco será uma declaração conjunta contra a violência política e digital de gênero.

    Depois da Espanha, Lula seguirá para a Alemanha, onde participará da Feira Industrial de Hannover, e Portugal, onde se encontrará com o primeiro-ministro Luís Montenegro e o novo presidente António José Seguro em Lisboa. Ele volta ao Brasil na próxima terça (21).

    Os três países escolhidos pela visita impulsionaram o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, que entrará em vigor provisoriamente em 1º de maio, depois de 26 anos de negociação.

    Entre os ministros que integram a comitiva de Lula estão Mauro Vieira (Relações Exteriores), Dario Durigan (Fazenda), Alexandre Silveira (Minas e Energia), João Paulo Capobianco (Meio Ambiente) e Margareth Menezes (Cultura).

    Estarão presentes ainda o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o diretor-geral da Polícia Federal, ⁠Andrei Rodrigues, e o presidente da Fiocruz, ⁠Mario Moreira.

    Além dos eventos com chefes de Estado em Barcelona, Lula se reunirá ainda com empresários brasileiros e espanhóis, de setores como agronegócio, energia e infraestrutura. Também discursará no evento Mobilização Progressista Global, organizado pela sociedade civil e sindicatos.

    Segundo o governo, a Espanha é a oitava maior parceira comercial do Brasil e o quinto maior destino das exportações brasileiras. Em 2025, o comércio bilateral foi de US$ 12,6 bilhões, impulsionado principalmente pela exportação de petróleo, soja e minerais. Mais de mil empresas espanholas atuam em setores como finanças, energia e telecomunicações.

    Lula e Sánchez já haviam se encontrado outras duas visitas recentes: o brasileiro foi a Madri em abril de 2023, e o espanhol foi a Brasília em março de 2024. No ano passado, foi definido que os dois países se reuniriam a cada dois anos, o que está sendo concretizado agora.

    Lula inicia viagem pela Europa e é recebido por Sánchez na Espanha

  • Após 37 anos, condenado por crime brutal no Brasil é preso no Paraguai

    Após 37 anos, condenado por crime brutal no Brasil é preso no Paraguai

    Um homem suspeito de ter matado a mulher foi detido pelas autoridades paraguaias. O crime, que aconteceu em 1989 no Brasil, prescrevia em 2028 e, desde os anos 90, o homem estava foragido

    Quase 40 anos depois, um homem, suspeito de ter matado a mulher de forma brutal, foi preso, na quarta-feira, pelas autoridades paraguaias. No entanto, o crime, que remonta ao ano de 1989 e que prescrevia em 2028, aconteceu no Brasil.

    O homicídio de Fernanda Estruziani, de 21 anos, chocou o Brasil no final dos anos 1980. Inicialmente, a imprensa brasileira noticiou que a jovem tinha sido morta com 55 facadas. No entanto, mais tarde, descobriu-se que foram muitas mais, tendo sido contabilizadas 72.

    À época do crime, Fernanda Estruziani e Marcos Panissa, de 23 anos e autor do crime, moravam juntos em um apartamento no centro de Londrina, no norte do Paraná. O homem seria muito ciumento, motivo pelo qual teria cometido o crime. 

    Após vários julgamentos, Marcos Panissa foi condenado a 20 anos de prisão, pena que acabou sendo reduzida depois de diversos recursos. Posto isto, acabou respondendo às investigações em liberdade e, segundo as autoridades, mudou-se para o Paraguai.

    Durante vários anos, utilizou documentos e um nome falso. Era conhecido pelo nome de Carlos Viana e tinha um pequeno comércio. No Paraguai, onde estava desde 1995, casou-se e teve filhos, tendo uma rotina comum, que não despertava a atenção da polícia. 

    Tendo em conta que fugiu do Brasil depois de uma condenação criminal, o nome de Marcos Panissa foi enviado para a Interpol, sendo um dos brasileiros mais procurados do mundo. 

    A polícia do Paraguai revelou, segundo a ‘Veja’, que quando Panissa foi abordado não escondeu a sua verdadeira identidade. Ainda assim, a sua família desconhecia por completo. 

    A imprensa do Paraguai divulgou fotografias e vídeos de Marcos Panissa detido e sendo levado pelas autoridades, dando conta que foi encontrado na cidade de San Lonrenzo, perto da fronteira com a Argentina.

    O suspeito já foi entregue às autoridades brasileiras, onde cumprirá pena pela morte de Fernanda Estruziani.

    Após 37 anos, condenado por crime brutal no Brasil é preso no Paraguai

  • 'Influencer parental' atropela acidentalmente filho ao sair de garagem

    'Influencer parental' atropela acidentalmente filho ao sair de garagem

    Kelly Jones compartilhou com os seus seguidores aquilo que diz ter sido o “pior pesadelo” de ssua vida. No meio da tragédia, considera que há lições a aprender

    Uma influencer, que se dedica a dar conselhos parentais, confessou através das suas redes sociais, ter recentemente atropelado o próprio filho, de 23 meses. “Foi um verdadeiro pesadelo”, afirmou.

    Kelly Hopton-Jones, de 36 anos, é proprietária de uma conta com mais de 63 mil seguidores, em que relata a sua vida como mãe de duas crianças e dá conselhos parentais.

    Recentemente, em uma publicação, fez um relato pessoal inesperado. Kelly contou que na quarta-feira, quando se preparava para sair de casa para ir deixar a filha mais velha na ginástica, atropelou o filho mais novo.

    Segundo o seu relato, tudo começou como se tratasse de “um dia como outro qualquer”. Kelly ia deixar a filha mais velha na aula enquanto, naquele dia, o marido ficaria em casa com o filho mais novo.

    O homem ajudou Kelly a pôr a filha Lilly no carro, enquanto o pequeno Henry estava dentro da garagem. O inesperado aconteceu “num piscar de olhos”, quando Kelly começou a sair com o carro e sem perceber atropelou o filho, que entretanto tinha saído da garagem correndo.

    Kelly relata que os seus vizinhos foram quem rapidamente agiram para que a criança fosse transportada de urgência para o hospital, onde, apesar de ter sofrido ferimentos graves, se espera que recupere na totalidade.

    “Porque é que não o estávamos segurando? Porque é que não verifiquei duas vezes antes de sair? Podemos enlouquecer com os ‘e se’, e, sinceramente, já estamos um pouco assim. Mas os acidentes acontecem”, escreveu a influencer que compartilha esta situação no sentido de  alertar outros pais para situações como esta.

     
     
     

     
     
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    As radiografias do pequeno Henry ao tórax, pernas e pescoço não mostraram nada de anormal e um exame neurológico não revelou sinais de traumatismo craniano. Henry sofreu, contudo, fraturas na pélvis que “levarão tempo a sarar” e algumas escoriações.

    “Os acidentes acontecem, e os únicos erros são aqueles com os quais não aprendemos. Estamos do lado bom de um acidente que podia ter sido muito trágico”, conclui.

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