Categoria: MUNDO

  • Submarino dos EUA afunda navio do Irã e mata ao menos 87

    Submarino dos EUA afunda navio do Irã e mata ao menos 87

    Ao menos 87 corpos já foram recuperados nesta quarta-feira (4) pelo governo do país asiático, enquanto 32 marinheiros do navio IRIS Dena foram resgatados e cerca de 60 ainda estão desaparecidos.

    IGOR GIELOW
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Um submarino dos Estados Unidos afundou uma fragata iraniana na costa do Sri Lanka, a cerca de 3.500 km de distância do teatro de operações principal da guerra iniciada por Washington e Tel Aviv contra a teocracia no sábado (28).

    Ao menos 87 corpos já foram recuperados nesta quarta-feira (4) pelo governo do país asiático, enquanto 32 marinheiros do navio IRIS Dena foram resgatados e cerca de 60 ainda estão desaparecidos.

    Além de demonstrar o espraiamento do conflito no Oriente Médio e a disposição de Teerã de tentar proteger seus ativos navais mais preciosos, o episódio é simbólico.
    Foi o primeiro ataque do tipo desde a Guerra das Malvinas, em 1982.

    É também um feito inédito para a Marinha americana desde os estertores da Segunda Guerra Mundial, em agosto de 1945, contra o Japão.

    No episódio mais recente registrado, em 2 de maio de 1982, o submarino nuclear britânico HMS Conqueror perseguiu e afundou o cruzador leve argentino ARA General Belgrano, matando 323 de seus 1.138 tripulantes.

    A perda foi equivalente a metade de todos os soldados de Buenos Aires mortos na operação expedicionária de Londres para recuperar o controle das ilhas Falkland, invadidas pelos argentinos, que as chamam de Malvinas.

    Também foi a primeira vez que um submarino americano afundou um navio desde o fim da Segunda Guerra Mundial, contra o Japão no Pacífico.

    Segundo o Pentágono, foi empregado na ação um submarino de ataque não denominado. A Marinha dos EUA opera três classes desta embarcação, e a mais numerosa é a Los Angeles, com 40 unidades. Foi usado apenas um torpedo pesado Mk48, que custa cerca de R$ 25 milhões a peça e carrega uma ogiva explosiva de 293 kg.

    A Dena era um dos mais modernos navios de guerra do Irã, tendo entrado em operação em 2021. Ela é uma versão modernizada de uma classe anterior de fragatas.

    O navio deslocava 1.500 toneladas e, apesar de ser chamada de fragata pelo Irã, cai na qualificação de corveta, mais leve. Segundo o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, o país operava quatro modelos modernizados do navio.

    Os EUA têm intensificado a propaganda de suas ações navais, reagindo às declarações do Irã de que controla o vital Hormuz, por onde passam 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo. Na prática, o estreito está inoperante, mas os EUA dizem estar dizimando a Marinha rival -ao menos 20 navios já foram afundados.

    Submarino dos EUA afunda navio do Irã e mata ao menos 87

  • Irã e Hezbollah fazem primeiro ataque coordenado, diz Israel

    Irã e Hezbollah fazem primeiro ataque coordenado, diz Israel

    “Foram duas barragens duplas, vindas dos dois lados”, afirmou o tenente-coronel Nadav Shoshani durante conversa com jornalistas por Zoom. Para ele, isso desautoriza qualquer alegação do Hezbollah de que está se defendendo contra Israel. “Houve muita pressão do Irã” para que o grupo libanês entrasse na guerra, disse o porta-voz militar.

    IGOR GIELOW
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – As Forças de Defesa de Israel afirmaram nesta quarta (4) que Irã e Hezbollah fizeram o primeiro ataque com mísseis coordenado da guerra iniciada por EUA e pelo Estado judeu contra a teocracia, no sábado (28).

    “Foram duas barragens duplas, vindas dos dois lados”, afirmou o tenente-coronel Nadav Shoshani durante conversa com jornalistas por Zoom. Para ele, isso desautoriza qualquer alegação do Hezbollah de que está se defendendo contra Israel. “Houve muita pressão do Irã” para que o grupo libanês entrasse na guerra, disse o porta-voz militar.

    Ele afirmou também que a taxa de abate de drones está na casa dos 99% no país, e disse que, em caso de mísseis, o nível está semelhante ao da guerra anterior com o Irã -perto de 90%. Ele não deu uma previsão acerca de eventual ocupação do sul libanês, cuja retirada de civis foi pedida hoje por Israel, mas também não a descartou.

    Irã e Hezbollah fazem primeiro ataque coordenado, diz Israel

  • Do "não" ao uso das bases à ameaça de Trump: A tensão entre Espanha e EUA

    Do "não" ao uso das bases à ameaça de Trump: A tensão entre Espanha e EUA

    Espanha rejeitou o uso de bases militares pelos Estados Unidos para os ataques ao Irã – e criticou a ofensiva -, levando Donald Trump a ameaçar com um bloqueio comercial: “Parar tudo o que está relacionado com Espanha, todos os negócios relacionados com Espanha”. A Europa já reagiu – mostrando solidariedade com o governo de Pedro Sánchez – com a Comissão Europeia a garantir estar “pronta para agir”. Mas como se desenrolou esta tensão entre Espanha e os EUA?

    A Espanha rejeitou o uso de bases militares pelos Estados Unidos para ataques contra o Irã — ao mesmo tempo em que condenou a ofensiva —, o que provocou uma resposta do presidente Donald Trump, que ameaçou impor um bloqueio comercial, suspendendo “tudo o que estiver relacionado com a Espanha, todos os negócios relacionados com a Espanha”.

    As reações não demoraram, e a Comissão Europeia garantiu nesta quarta-feira, 4 de março, que está pronta para agir e proteger os interesses comerciais da União Europeia.

     
    O que está acontecendo entre Espanha e Estados Unidos?
    Na última segunda-feira, dia 2, o ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, afirmou que o país não permitirá que suas bases militares — operadas conjuntamente por EUA e Espanha, mas sob soberania espanhola — sejam utilizadas para ataques contra o Irã.

    “As bases espanholas não estão sendo usadas para essa operação e não serão usadas para nada que não esteja previsto no acordo com os Estados Unidos ou que não esteja de acordo com a Carta das Nações Unidas”, disse Albares em entrevista à emissora espanhola Telecinco, citada pela Reuters.

    Com isso, quinze aeronaves norte-americanas foram obrigadas a deixar as bases de Rota (em Cádiz) e Morón (em Sevilha), no sul da Espanha, desde que EUA e Israel lançaram ataques contra o Irã no último fim de semana.

    A ministra da Defesa, Margarita Robles, afirmou que as aeronaves — principalmente aviões-tanque de reabastecimento aéreo, como o Boeing KC-135 Stratotanker — estavam permanentemente estacionadas na Espanha.

    Inicialmente, o Reino Unido também havia recusado permitir o uso de suas bases para um ataque ao Irã, mas mudou de posição no domingo, quando o primeiro-ministro Keir Starmer autorizou a medida sob o argumento de “autodefesa coletiva de países amigos e aliados de longa data e proteção de vidas britânicas”.

    Ainda na segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar, criticou a posição do governo espanhol e questionou: “Isso é estar do lado certo da história?”

    No dia seguinte, 3 de março, em coletiva em Madri, Albares reiterou a condenação da Espanha aos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, por se tratar, segundo ele, de uma operação unilateral, fora do direito internacional e da Carta das Nações Unidas.

    Ele também afirmou que os ataques não se enquadram no acordo bilateral entre Espanha e EUA para o uso das bases militares espanholas, destacando que o país não espera “nenhuma consequência” ou retaliação por essa posição.

     
    Trump ameaça: “Parar tudo”

    A resposta norte-americana veio na terça-feira, quando Trump ameaçou cortar todo o comércio com a Espanha devido à posição do governo liderado pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez.

    “Parar tudo o que estiver relacionado com a Espanha, todos os negócios relacionados com a Espanha”, declarou Trump na Casa Branca, durante encontro com o chanceler alemão Friedrich Merz.

    Além da postura espanhola sobre o Irã, Trump também criticou a decisão da Espanha de não elevar para 5% do PIB o orçamento de Defesa, como defendido por outros membros da NATO.

    O governo espanhol respondeu que seus acordos comerciais com os EUA são feitos dentro do marco da União Europeia.

    Fontes oficiais afirmaram que a Espanha é uma potência exportadora da UE e mantém com os EUA uma “relação comercial histórica mutuamente benéfica”. Acrescentaram ainda que, caso haja revisão dessa relação, ela deverá respeitar a legalidade internacional e os acordos bilaterais entre UE e EUA.

    “Não vamos agir por medo de represálias”

    Nesta quarta-feira, Pedro Sánchez se pronunciou diretamente sobre a tensão com os EUA. Ele afirmou que é contra a guerra no Oriente Médio iniciada pelos ataques de EUA e Israel ao Irã e que não mudará de posição “simplesmente por medo de represálias”.

    “Repudiamos o regime do Irã, que reprime e mata brutalmente seus cidadãos, especialmente as mulheres, mas também rejeitamos o conflito e pedimos uma solução diplomática e política”, declarou.

    Segundo Sánchez, a posição espanhola é “coerente” com a adotada em relação a outros conflitos internacionais, como Ucrânia, Gaza, Groenlândia e Venezuela.

    “Não vamos ser cúmplices de algo que é ruim para o mundo e contrário aos nossos interesses simplesmente por medo de represálias”, afirmou.

    Ele também ressaltou que a Espanha é membro pleno da União Europeia, da NATO e da comunidade internacional, defendendo que é preciso exigir que EUA, Irã e Israel cessem as hostilidades antes que seja tarde demais.

    E a Europa?

    A Comissão Europeia afirmou estar pronta para agir para proteger os interesses comerciais do bloco.

    “Estamos em total solidariedade com todos os Estados-membros e seus cidadãos e, por meio da nossa política comercial comum, estamos prontos para agir, se necessário, para salvaguardar os interesses da União”, declarou o porta-voz para Comércio, Olof Gill.

    O presidente do Conselho Europeu, António Costa, também manifestou solidariedade à Espanha, afirmando ter expressado “pleno apoio da UE” em conversa telefônica com Pedro Sánchez.

    Já o vice-presidente executivo da Comissão Europeia para Prosperidade e Estratégia Industrial, Stéphane Séjourné, declarou que “qualquer ameaça comercial contra um Estado-membro é, por definição, uma ameaça contra a União Europeia”.

    Do "não" ao uso das bases à ameaça de Trump: A tensão entre Espanha e EUA

  • Sirenes soam em Tel Aviv e jornalistas abandonam transmissão; vídeo

    Sirenes soam em Tel Aviv e jornalistas abandonam transmissão; vídeo

    Jornalista Erin Burnett não hesitou em sair do ar para se colocar num lugar mais seguro. O momento ficou registado em vídeo.

    Uma jornalista da CNN International precisou interromper uma transmissão ao vivo enquanto trabalhava diretamente de Tel Aviv, em Israel.

    Erin Burnett estava no ar quando começaram a soar os alarmes que indicam que o sistema de defesa conhecido como Iron Dome (Cúpula de Ferro) não conseguiu interceptar uma ameaça aérea e que todos deveriam procurar abrigo.

    A jornalista norte-americana rapidamente começou a retirar o microfone para sair do ar, enquanto o entrevistado parecia inicialmente confuso, sem saber como reagir.

    “Isso é um pouco dramático”, afirmou ele.

    Erin então o aconselhou a fazer o mesmo, e os dois deixaram o local. O momento, captado ao vivo, mostra a tensão da situação.

    “Vocês estão ouvindo as sirenes, que estão tocando em toda a região de Tel Aviv”, disse a jornalista, explicando que “nunca se sabe quando isso pode acontecer” e informando, já dentro de um abrigo, que era possível ouvir as interceptações de mísseis do lado de fora.

    Após saírem de cena, a equipe se refugiou em um abrigo.

    “Isso é imprevisível”, afirmou Erin Burnett, referindo-se à forma como as pessoas estão vivendo na cidade.

    Conflito no Oriente Médio
    Israel e Estados Unidos lançaram, no sábado, um ataque militar contra o Irã com o objetivo de “eliminar ameaças iminentes do regime iraniano”, e Teerã respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelenses.

    O presidente norte-americano, Donald Trump, declarou que a operação tinha como objetivo “eliminar ameaças iminentes” do Irã, enquanto o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, justificou a ação conjunta contra o que chamou de “ameaça existencial”.

    O Irã confirmou a morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989, e decretou um período de luto de 40 dias.

    Segundo o Crescente Vermelho iraniano, os ataques de Israel e dos Estados Unidos já deixaram 787 mortos desde sábado. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de seis militares norte-americanos.

    O Líbano tornou-se um novo campo de batalha no conflito entre Irã, Israel e Estados Unidos, desencadeado após o ataque conjunto contra Teerã no sábado.

    Sirenes soam em Tel Aviv e jornalistas abandonam transmissão; vídeo

  • OTAN intercepta míssil iraniano no espaço aéreo turco

    OTAN intercepta míssil iraniano no espaço aéreo turco

    As defesas aéreas da OTAN na Turquia interceptaram hoje um míssil balístico iraniano sobre o Mediterrâneo Oriental, tendo destroços da munição antiaérea caído no sul do país sem causar vítimas, informou o Governo turco.

    Segundo comunicado do Ministério da Defesa da Turquia, o míssil foi disparado do Irã e atravessou o Iraque e a Síria antes de se dirigir ao espaço aéreo turco, tendo sido neutralizado por sistemas de defesa aérea e antimísseis da NATO posicionados na região.

    Um fragmento do projétil caiu no município de Dortyol, na província mediterrânea de Hatay, acrescentou o ministério.

    A Aliança Atlântica já se manifestou, condenando o lançamento do míssil iraniano interceptado no espaço aéreo da Turquia.

    “A NATO é solidária com todos os seus aliados, incluindo a Turquia, enquanto o Irã continua seus ataques indiscriminados em toda a região”, afirmou a porta-voz da organização, Allison Hart.

    Este foi o primeiro incidente registrado em território turco — país membro da NATO — desde o início dos ataques aéreos lançados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã no sábado.

    O Ministério da Defesa turco não informou qual seria o alvo do míssil iraniano, mas a trajetória do projétil é compatível com um disparo a partir do oeste do Irã em direção à Base Aérea de Incirlik, próxima a Adana, no sul da Turquia, segundo a agência espanhola EFE.

    A base de Incirlik é um dos principais pontos de apoio das forças da NATO no país e também abriga unidades militares norte-americanas.

    Na segunda-feira, a presidência turca havia desmentido rumores divulgados nas redes sociais sobre um suposto ataque iraniano à base de Incirlik, destacando que a Turquia não faz parte do conflito em curso com o Irã.

     

    OTAN intercepta míssil iraniano no espaço aéreo turco

  • Vaticano adverte contra “culto ao corpo” da cirurgia plástica

    Vaticano adverte contra “culto ao corpo” da cirurgia plástica

    Alerta foi feito pela Comissão Teológica Internacional do Vaticano

    Em novo texto aprovado pelo papa Leão XIV, uma importante comissão do Vaticano alertou 1,4 bilhão de católicos do mundo contra o uso da cirurgia plástica, dizendo que ela pode levar a um “culto ao corpo” e a uma busca irrealista por um corpo perfeito.

    “Os avanços na cirurgia plástica oferecem ferramentas que mudam significativamente a relação com a própria corporeidade”, afirma o documento.

    “Segue-se um ‘culto ao corpo’ generalizado, que tende a uma busca frenética pela figura perfeita, sempre em forma, jovem e bonita.””Jesus continuará a amar você à medida que envelhece, mesmo que tenha algumas rugas no rosto, diz ainda o documento do Vaticano divulgado nesta quarta-feira (4).

    A Igreja Católica ensina que o corpo humano é feito à imagem de Deus. Embora a Igreja não proíba a cirurgia plástica, ela afirma que os católicos não devem se submeter a procedimentos apenas para satisfazer sua vaidade.

    A nova advertência veio em carta da Comissão Teológica Internacional do Vaticano, que aconselha o papa sobre questões doutrinárias enfrentadas pela Igreja.

    A comissão alertou contra a cirurgia plástica como parte de uma longa reflexão sobre procedimentos que utilizam tecnologia para promover o avanço da humanidade.

    Também advertiu contra um futuro em que a inteligência artificial “corre o risco de escapar ao controle da razão humana” e em que os seres humanos podem optar por implantes mecânicos para se tornarem semelhantes a “ciborgues”.

    A cirurgia estética pode levar a uma atitude de mudar seu corpo “de acordo com o gosto do momento”, adverte o texto.

    “Surge uma situação curiosa: o corpo ideal é exaltado enquanto o corpo real não é verdadeiramente amado, pois é fonte de limites, fadiga, envelhecimento”, acrescentou.

    Vaticano adverte contra “culto ao corpo” da cirurgia plástica

  • Irã desafia Trump e diz que controla o estreito de Hormuz

    Irã desafia Trump e diz que controla o estreito de Hormuz

    Guarda Revolucionária faz anúncio horas depois de o americano dizer que poderia enviar Marinha para escoltar petroleiros; submarino dos EUA afunda navio de guerra do Irã a mais de 3.500 km da região da guerra, perto de Sri Lanka

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Horas depois de o presidente Donald Trump dizer que poderia enviar a Marinha para escoltar petroleiros pelo estreito de Hormuz, a Guarda Revolucionária do Irã dobrou a aposta com o americano e disse que o país controla a passagem de 20% do petróleo e gás do mundo.

    “Atualmente, o estreito de Hormuz está sob controle total da Marinha da República Islâmica”, disse nesta quarta-feira (4) segundo a agência Fars Mohamad Akbarzadeh, das forças navais da Guarda -o principal entre militar iraniano tem unidades terrestres, aéreas e marítimas próprias.

    Após a fala de Trump, durante entrevista, o chefe do Comando Central das Forças Armadas dos EUA, Brad Cooper, questionou o Irã. “Hoje, não há um único navio iraniano navegando no golfo Pérsico, no estreito de Hormuz ou no golfo de Omã”, afirmou em vídeo publicado no X.

    Com a provocação desta manhã, o Irã parece confiante em testar a disposição americana de se expor no estreito, que tem meros 33 km de largura no ponto em que a teocracia fica mais próxima de Omã. Nos últimos anos, os iranianos militarizaram fortemente a região, com 16 bases navais e aéreas, navios, minas e drones.

    Ocorre que pode ser só um blefe. Imagens mostram que vários navios iranianos foram atingidos na campanha iniciada pelos EUA e por Israel no sábado (28), inclusive a nau capitânia do país, o Shahid Bagheri -um navio de transporte adaptado para lançar drones e carregar helicópteros que entrou em operação no ano passado.

    É bastante provável que os EUA tenham de fato afundado 17 navios, mas isso não esgota a capacidade de interdição iraniana na região: há bases fixas de lançamento de mísseis antinavio com alcance de 300 km na região que podem ter sido destruídas, mas o país se mostrou eficaz em esconder lançadores móveis. E há o risco de minas e drones.

    Os países da região e as empresas de transporte não querem pagar para ver por enquanto. Maior produtor de gás natural liquefeito do mundo, o Qatar paralisou sua indústria, o mesmo que o Iraque deve fazer com a de petróleo.

    No site de monitoramento marítimo Marine Traffic, não há trânsito comercial na faixa de transporte do estreito, que fica no seu centro e tem 3 km de largura na ida e na volta. Centenas de navios lançaram âncora nos golfos Pérsico e de Omã, que são ligados pelo canal. Já belonaves só aparecem se ligarem seus rastreadores, o que não acontece na guerra.

    A estratégia iraniana de apostar na dúvida é fazer os americanos exporem seus navios de guerra na região. Nos quase dois anos de campanha no mar Vermelho contra os rebeldes houthis pró-Irã no Iêmen, que buscava justamente garantir escolta a navios mercantes, os EUA e aliados não conseguiram suprimir todas as capacidades rivais.

    Isso foi a alto custo, com cerca de US$ 1 bilhão em munição contra drones e mísseis gastos no primeiro ano do conflito, segundo o único balanço disponível. Nenhum navio de guerra foi afundado, mas foram perdidos petroleiros e até um caça F/A-18 acabou abatido por fogo amigo.

    Teerã também sabe que cada dia de impasse em Hormuz joga a seu favor, empurrando os preços do barril de petróleo para cima e ameaçando uma repercussão inflacionária pelo mundo que pressionará politicamente Trump.

    Na terça (3), ele deu de ombros e afirmou que a agitação no mercado é temporária e natural. Em seu favor, há a abundância do petróleo no mundo. Nesta manhã de quarta, o preço referencial do barril chegou a US$ 84, o maior desde julho de 2024, mas longe do patamar de US$ 130 de conflitos anteriores.

    É um teste para ver quem pisca primeiro, mas os americanos sabem que podem não ter anulado completamente as capacidades iranianas no estreito, restando ver se Trump terá de mostrar suas cartas.

    Antes da guerra, segundo o Balanço Militar 2026 do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (Londres), o Irã tinha uma Marinha com 70 embarcações costeiras, 9 delas corvetas, e 18 submarinos diesel-elétricos, entre outros ativos. Já a Guarda Revolucionária operava 133 navios de costa de pequeno porte.

    Em episódio correlato e que demonstra o espraiamento do conflito, um navio de guerra iraniano foi afundado perto da costa de Sri Lanka, a mais de 3.500 km do estreito de Hormuz. Segundo o governo local, ao menos 101 pessoas estão desaparecidas e 78 foram resgatadas, com diversos corpos flutuando no Índico.

    A embarcação foi alvejada, segundo informações iniciais não confirmadas, por um submarino, mas não há clareza sobre o episódio ainda.

    Irã desafia Trump e diz que controla o estreito de Hormuz

  • Estamos na mesma página sobre Irã, diz premiê da Alemanha ao lado de Trump

    Estamos na mesma página sobre Irã, diz premiê da Alemanha ao lado de Trump

    “Vamos falar sobre o dia seguinte, se o [atual regime] cair”, disse Merz, que também detalhou que a alta do petróleo por causa do início da guerra está prejudicando a economia global e é um dos motivo para tentar encerrar o conflito rapidamente. “Esperamos que o exército americano e israelense estejam fazendo a coisa certa para levar esta guerra a um fim e ter um novo governo que leve liberdade e paz.”

    ISABELLA MENON
    WASHINGTON, EUA (CBS NEWS) – Em reunião bilateral com Donald Trump, o premiê alemão Friedrich Merz afirmou que concorda com o americano para “afastar esse regime terrível do Irã”. O terceiro encontro entre os chefes de estado aconteceu na manhã desta terça-feira (3), na Casa Branca.

    “Vamos falar sobre o dia seguinte, se o [atual regime] cair”, disse Merz, que também detalhou que a alta do petróleo por causa do início da guerra está prejudicando a economia global e é um dos motivo para tentar encerrar o conflito rapidamente. “Esperamos que o exército americano e israelense estejam fazendo a coisa certa para levar esta guerra a um fim e ter um novo governo que leve liberdade e paz.”

    A fala de Merz acontece em meio as alegações do governo Trump que alega ter feito a parte deles e que, agora, agora é responsabilidaded dos iranianos assumirem o controle do país. Ao lado do alemão, o republicano disse que os iranianos que os EUA tinham em mente para liderar país no pós-guerra estão mortos.

    No início da reunião, Trump elogiou o alemão e disse que eles já conversaram “um pouco sobre o Irã”. “Ele tem nos ajudado e sido muito legal, na verdade. Por isso, é uma grande honra ter você aqui.”
    O republicano aproveitou para falar sobre a situação da guerra contra o país persa. “Eles [Irã] não têm marinha, pois foi destruída. Não tem forças aéreas, pois foram derrubadas. Não tem detectores aéreos e nem radares. Tudo tem sido derrubado. Estamos indo muito bem.”

    Questionado sobre o papel da Alemanha em meio aos bombardeios, Trump disse que o país está autorizando as tropas americanas a “aterrisar em algumas áreas, o que tem deixado as coisas mais confortáveis”. “Não estamos pedindo para que coloquem as botas no chão [termo que se refere à presença física de tropas] e nem nada do tipo”.

    Sobre o chanceler, ele voltou a elogiá-lo na condução do mandato e relembrou as diferenças com a ex-primeira-ministra Angela Merkel. “Eu disse a ela que estava destruindo o país com os imigrantes e a energia. Agora, temos um homem sentado ao meu lado que é o oposto dela em imigração e em relação a energia.”

    Antes de embarcar para Washington, o premiê já tinha defendido os ataques ao Irã e demonstrou apoio aos EUA e Israel. “Agora não é o momento de dar lições aos nossos parceiros e aliados. Apesar de todas as dúvidas, compartilhamos muitos dos seus objetivos”, disse ele no domingo (1º), em entrevista a jornalistas.

    Ele citou legitimidade dos ataques e condenou o regime iraniano. “Vemos o dilema de que as medidas e etapas jurídicas internacionais, que temos tentado repetidamente nas últimas décadas, são obviamente ineficazes contra um regime que está se armando com armas nucleares e oprimindo brutalmente seu próprio povo”, disse Merz.

    “O regime dos aiatolás é um regime terrorista, responsável pela opressão do povo iraniano há décadas”, afirmou o chanceler, que completou: “Com os EUA e Israel, compartilhamos o interesse de que o terrorismo desses regimes cesse.”

    Além das questões relacionadas a guerra no Irã, Merz afirmou, em entrevistas a jornalistas no Salão Oval, que precisa discutir com o republicano sobre as questões tarifárias impostas à Alemanha. E também sobre a guerra da Ucrânia.

    “Tem muitos caras do mal neste mundo, na verdade, e isso é um problema que temos que discutir. Todos nós queremos ver essa guerra sendo encerrada o quanto antes, mas a Ucrânia precisa preservar o seu território.” Após o encontro no Salão Oval, Trump e Merz devem almoçar juntos na Casa Branca.

    TRUMP CRITICA REINO UNIDO E ENCERRA ACORDO COM ESPANHA

    Durante evento ao lado de Merz, Trump criticou a postura do Reino Unido e da Espanha em meio a guerra com Irã. A irritação de Trump acontece após o primeiro-ministro britânico Keir Starmer ter anunciado no domingo (1º) que permitiria que os Estados Unidos usassem bases militares de seu país para o Irã, mas reafirmou que não participaria “de ações ofensivas” contra o país persa.

    No Salão Oval, Trump disse que não está contente com os britânicos. “Levamos três, quatro dias para resolver onde poderíamos pousar ali. Teria sido muito mais conveniente aterrissar lá [nas bases britânicas], em vez de voar muitas horas extras. Então, estamos muito surpresos. Não estamos lidando com Winston Churchill.”

    Já a situação da Espanha parece ainda pior. Isso porque o país negou a Washington o acesso a suas bases aéreas para “qualquer coisa que não esteja incluída em tratados ou fora da Carta da ONU”, segundo a imprensa espanhola. Em retaliação, Trump disse que a Espanha “tem sido terrível” e que vai “cortar todo o comércio com a Espanha. Não queremos nada com a Espanha”, afirmou o presidente americano.

    Estamos na mesma página sobre Irã, diz premiê da Alemanha ao lado de Trump

  • Israel amplia invasão do Líbano, e 30 mil são forçados a deixar suas casas

    Israel amplia invasão do Líbano, e 30 mil são forçados a deixar suas casas

    Israel já ocupava cinco localidades no território libanês desde novembro de 2024, quando um cessar-fogo interrompeu o conflito com a milícia libanesa no contexto da guerra na Faixa de Gaza.

    VICTOR LACOMBE
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Soldados israelenses ocuparam novas posições no Líbano nesta terça-feira (3), ampliando a invasão terrestre do país vizinho em uma tentativa de conter novos ataques do Hezbollah. I

    Israel já ocupava cinco localidades no território libanês desde novembro de 2024, quando um cessar-fogo interrompeu o conflito com a milícia libanesa no contexto da guerra na Faixa de Gaza.
    “Atingiremos o Hezbollah com ainda mais força”, disse o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, enquanto o ministro de Defesa, Israel Katz, afirmou que as tropas israelenses avançaram e assumiram o controle de “posições estratégicas adicionais no Líbano”. O Exército havia dito pouco antes que seus soldados estão posicionados em “vários pontos” do sul libanês -região próxima da fronteira do país com Israel.

    Também nesta terça, a Força Aérea israelense disse ter realizado ataques contra lideranças do Hezbollah em Beirute, e o grupo armado afirmou ter bombardeado posições militares de Israel.

    O Exército israelense ainda afirmou, na tarde de terça, ter matado o comandante no Líbano da Força Quds, da Guarda Revolucionária do Irã. Daoud Ali Zadeh foi atingido em um ataque a Teerã, segundo as Forças Armadas de Israel.

    A brigada Quds é responsável por missões no exterior e tem como finalidade apoiar grupos ideologicamente próximos do regime iraniano. Em solo libanês, apoiam o grupo extremista Hezbollah.

    A milícia aliada a Teerã entrou na guerra entre Estados Unidos, Israel e o Irã no domingo (1º), lançando foguetes contra Israel e abrindo uma nova frente do conflito, que se espalha pelo Oriente Médio. Em resposta, bombardeios israelenses mataram pelo menos 40 pessoas desde a segunda (2), de acordo com Beirute, incluindo sete crianças.

    Segundo a ONU, pelo menos 30 mil libaneses tiveram que deixar suas casas desde o início da guerra no sábado (28). Eles foram recebidos em abrigos das Nações Unidas no Líbano, mas o número real de deslocados deve ser maior, segundo o porta-voz do Acnur, a agência da ONU para refugiados, Babar Baloch.

    “Muitas pessoas dormiram em seus carros, em acostamentos nas estradas, ou estão presas em engarrafamentos neste momento”, afirmou. Baloch disse que a Acnur e o governo libanês estão operando 21 abrigos no momento.

    As Forças Armadas libanesas se retiraram de posições próximas à fronteira em uma tentativa de evitar confrontos com os israelenses, disse à agência de notícias Reuters uma alta autoridade do governo libanês.

    Desde a derrota do Hezbollah na guerra com Israel em 2024, o Exército do Líbano tenta exercer controle militar sobre a região fronteiriça, historicamente utilizada pela milícia pró-Irã para realizar ataques contra Israel.

    O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, afirmou na segunda que não tinha dado ordens para atacar Israel, que não apoiava essas ações e que estava disposto a negociar com o país vizinho. Salam também baniu todas as atividades militares do Hezbollah e exigiu o desarmamento do grupo, que opera como um poder paralelo no país e já foi mais poderoso militarmente do que o governo em Beirute.

    O Oriente Médio está em guerra desde que os EUA e Israel bombardearam o Irã no sábado (28), matando, entre outros, o líder supremo da república islâmica, Ali Khamenei.

    Até aqui, ataques americanos e israelenses mataram pelo menos 787 pessoas no Irã, incluindo 153 mortos em um bombardeio contra uma escola de meninas, de acordo com o Crescente Vermelho. Ataques iranianos, por sua vez, mataram 10 em Israel e seis militares americanos em bases na região.

    Israel amplia invasão do Líbano, e 30 mil são forçados a deixar suas casas

  • Equipe da CNN Turca é presa após filmar mísseis em Israel; vídeo

    Equipe da CNN Turca é presa após filmar mísseis em Israel; vídeo

    Após o Irã lançar um ataque com mísseis contra Tel Aviv, o repórter Emrah Çakmak e o cinegrafista Halil Kahraman entraram ao vivo diante de um prédio do governo israelense para relatar a situação. Eles haviam registrado em vídeo um dos mísseis cruzar a cidade de Tel Aviv.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – As forças de segurança de Israel prenderam uma equipe da CNN Türk na manhã desta terça-feira (3), durante uma transmissão ao vivo em Tel Aviv, em frente ao Ministério da Defesa, enquanto cobriam o conflito entre EUA, Israel e Irã. Após horas de tensão, os jornalistas foram liberados e puderam retomar o trabalho.

    Após o Irã lançar um ataque com mísseis contra Tel Aviv, o repórter Emrah Çakmak e o cinegrafista Halil Kahraman entraram ao vivo diante de um prédio do governo israelense para relatar a situação. Eles haviam registrado em vídeo um dos mísseis cruzar a cidade de Tel Aviv.

     
     
     

     
     
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    Durante a transmissão, um agente de segurança se aproximou repentinamente e tentou cobrir a câmera com a mão. A imagem saiu do ar e o link ao vivo foi interrompido.

    Em nota, a polícia israelense informou que a equipe foi detida por “supostamente filmar uma instalação de segurança”. “Os dois suspeitos estavam equipados com câmeras e transmitiam ao vivo para um veículo de comunicação estrangeiro. Uma equipe policial chegou ao local, interrompeu a transmissão e iniciou a revista. Eles se identificaram como jornalistas, apresentaram credenciais de imprensa vencidas e foram levados para interrogatório.”

    Horas depois, os profissionais foram liberados. À CNN Turca, eles relataram que chegaram a Israel há dois dias e haviam solicitado autorização para gravar, mas, devido à guerra, não conseguiram atualizar a documentação.

    “Recebemos a aprovação, mas nos enviaram um e-mail informando que o escritório estava fechado por causa da guerra e que não fôssemos antes de quarta-feira. Fomos a campo com nossos documentos antigos e credenciais internacionais. Estamos aqui há dois dias; se houvesse problema, não teriam permitido a transmissão”, afirmou Çakmak.

    Segundo Kahraman, durante a detenção, os celulares foram confiscados e ambos foram interrogados como se estivessem espionando. “Eles imediatamente ficaram desconfiados. Agiram como se tivéssemos vindo para cá para espionar. Fizeram-me perguntas estranhas como: ‘Não há voos, como vocês chegaram aqui? Em que hotel estão hospedados? Por que estão transmitindo de Tel Aviv?’ Eu disse: ‘Vocês estão em uma zona de guerra e nós somos jornalistas, este é o nosso trabalho.’ Mas não consegui convencê-los. Pareciam estar constantemente procurando uma falha.”, relatou o cinegrafista.

    Eles afirmaram que a detenção ocorreu após registrarem ataques de mísseis iranianos contra Israel. Durante a abordagem policial, outros jornalistas que estavam no local também gravaram a ação em apoio à equipe. “Relatamos o que estava ali, nada mais, nada menos”, finalizou Çakmak.

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