Categoria: MUNDO

  • Consulado dos EUA em Dubai é atingido por drone que seria do Irã, diz TV

    Consulado dos EUA em Dubai é atingido por drone que seria do Irã, diz TV

    A informação foi divulgada pela CNN Internacional baseada em uma fonte na região.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O Consulado dos Estados Unidos em Dubai foi atingido por um drone supostamente iraniano na tarde de hoje (horário de Brasília; noite de terça, no horário local). A informação foi divulgada pela CNN Internacional baseada em uma fonte na região.

    Vídeos verificados pela emissora norte-americana mostram uma fumaça preta no prédio do consulado. A fumaça pôde ser vista a uma distância considerável.

    Consulado dos EUA em Dubai é atingido por drone que seria do Irã, diz TV

  • Quem são os principais aliados da Rússia?

    Quem são os principais aliados da Rússia?

    Isso poderia aumentar muito o poder de fogo do país

    À medida que a Rússia navega em uma posição mais isolada no cenário global desde sua invasão da Ucrânia, suas alianças desempenham um papel crucial na formação de sua política externa e estratégia militar. De Belarus à China e Coreia do Norte, essas parcerias são movidas por interesses compartilhados, laços econômicos e apoio político, particularmente em resposta às sanções ocidentais. Entender essas relações é essencial para compreender as complexidades das relações internacionais contemporâneas envolvendo a Rússia.

    Quem são os principais aliados da Rússia?

  • Reino Unido e França mandam reforços para Chipre

    Reino Unido e França mandam reforços para Chipre

    Na véspera, a Grécia, que tem um acordo militar com Paris e é a fiadora do regime pró-Atenas de metade da ilha, havia enviado quatro caças F-16 e duas fragatas.

    IGOR GIELOW
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Reino Unido e a França enviarão reforços militares para Chipre em resposta aos ataques com drones registrados contra uma base britânica na ilha mediterrânea, que fica próxima ao Oriente Médio.

    Londres irá mandar uma fragata e helicópteros equipados com sistemas para abater drones iranianos, enquanto Paris deverá enviar baterias antiaéreas e outro navio de guerra.

    Na véspera, a Grécia, que tem um acordo militar com Paris e é a fiadora do regime pró-Atenas de metade da ilha, havia enviado quatro caças F-16 e duas fragatas.

    Um dos drones lançados contra a base de Akrotiri chegou a atingir a pista do local, causando poucos danos. O episódio elevou temores do espraiamento da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, que Teerã busca fazer chegar até a Europa.

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  • Líder supremo morto no Irã será sepultado na cidade sagrada onde nasceu

    Líder supremo morto no Irã será sepultado na cidade sagrada onde nasceu

    Governo iraniano organizou uma grande cerimônia de despedida. Autoridades do país planejam realizar uma homenagem pública na capital, Teerã.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, morto no sábado nos bombardeios dos Estados Unidos e de Israel, será enterrado na cidade sagrada de Mashhad, em uma data ainda a ser definida, informou hoje a agência de notícias Fars.

    Governo iraniano organizou uma grande cerimônia de despedida. Autoridades do país planejam realizar uma homenagem pública na capital, Teerã.
    Corpo de Khamenei será sepultado na cidade onde ele nasceu. Mashhad fica localizada no nordeste do Irã, e é também lá que o pai do falecido líder supremo está enterrado, no santuário do imã Reza.

    Previsão é de que a cerimônia fúnebre tenha início amanhã e ocorra até sexta-feira (6). Os detalhes, incluindo horário e programação detalhada, ainda serão anunciados pelas autoridades.
    Khamenei, o homem mais poderoso do Irã, governava o país desde 1989. Como líder supremo -ou seja, religioso e político-, o aiatolá detinha a autoridade máxima sobre todos os ramos do governo, as Forças Armadas e o Judiciário na República Islâmica xiita. Ele era tanto chefe de Estado como comandante-chefe e tinha a palavra final sobre políticas públicas do país.

    Nascido em 1939 na cidade de Mashhad, Khamenei teve seus anos de formação religiosa e política na década de 60. Ele se envolveu em movimentos que questionavam o regime do então xá Mohammad Reza Pahlevi. De acordo com a Reuters, baseada na biografia oficial do aiatolá, Khamenei foi torturado em 1963 quando, aos 24 anos, cumpriu a primeira prisão de muitas por atividades políticas durante o regime do xá.

    Khamenei estudou religião em Qom, quando sofreu forte influência do pensamento do aiatolá Ruhollah Khomeini, que liderava a oposição conservadora a partir do exílio. Ele se aproximou do movimento de Khomeini e logo estava ajudando a organizá-lo e executando missões em território iraniano.

    Também participou dos protestos de 1978, que antecederam a Revolução Iraniana no ano seguinte, e tornou-se aliado próximo de Khomeini. Em 1980, quando Khomeini já era líder supremo do Irã, escolheu-o para ser o imã que faria a tradicional oração de sexta-feira em Teerã.

    Em junho de 1981, Khamenei sofreu um atentado a bomba que deixou seu braço direito paralisado para sempre. Quatro meses depois do ataque, foi eleito presidente do Irã, com 95% dos votos. Na época, apenas quatro candidatos foram autorizados a concorrer, e os demais três eram apoiadores de Khamenei. Ele ascendeu ao posto aos 42 anos de idade -e foi o primeiro clérigo a assumir o cargo, consolidando o domínio deles sobre o Estado.

    Em 1985, foi reeleito, e exerceu o cargo até 1989, quando seu líder e mentor, Khomeini, morreu de ataque cardíaco. O nome considerado favorito para assumir o posto de líder supremo era o aiatolá Hussein Ali Montazeri -que, no entanto, havia caído em decadência dois meses e meio antes da morte de Khomeini por criticar publicamente violações de direitos humanos cometidas pelo regime iraniano.

    O órgão responsável pela escolha do líder supremo, a Assembleia dos Peritos, decidiu de comum acordo que Khamenei assumiria o cargo. Informações indicam que Khomeini também o havia escolhido como sucessor.

    A constituição diz que um novo líder deve ser escolhido dentro de três meses. Até lá, o presidente Masoud Pezeshkian, o membro do Conselho dos Guardiões aiatolá Alireza Arafi e o chefe do Judiciário aiatolá Gholamhossein Mohseni-Ejei assumirão o comando como um conselho de liderança temporário.

    A escolha de um novo líder é de responsabilidade da Assembleia de Especialistas. O órgão é composto por cerca de 90 clérigos seniores eleitos a cada oito anos, embora, com a continuação dos ataques, não esteja claro como ou quando eles poderão se reunir.

    Khamenei nunca nomeou publicamente um sucessor preferido. Na prática, a decisão provavelmente será tomada pelas figuras mais importantes da República Islâmica que exerceram o poder sob Khamenei por muitos anos. O sucessor recomendado teria então que ser aprovado pela Assembleia.

    Líder supremo morto no Irã será sepultado na cidade sagrada onde nasceu

  • Exército Israel diz ter matado comandante da Força Quds, braço da guarda iraniana, no Líbano

    Exército Israel diz ter matado comandante da Força Quds, braço da guarda iraniana, no Líbano

    A brigada Quds é responsável por missões no exterior e tem como finalidade apoiar grupos ideologicamente próximos do regime iraniano. Em solo libanês, apoiam o grupo extremista Hezbollah. No Iraque, por exemplo, essas tropas estruturaram forças xiitas; na Síria, apoiaram o ditador Bashar al-Assad; no Iêmen, a milícia houthi; e, na Faixa de Gaza, o grupo terrorista Hamas.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Exército de Israel afirmou na terça-feira ter matado o comandante da Força Quds, da Guarda Revolucionária do Irã, no Líbano. Daoud Ali Zadeh foi atingido em um ataque a Teerã, segundo as forças israelenses.

    A brigada Quds é responsável por missões no exterior e tem como finalidade apoiar grupos ideologicamente próximos do regime iraniano. Em solo libanês, apoiam o grupo extremista Hezbollah. No Iraque, por exemplo, essas tropas estruturaram forças xiitas; na Síria, apoiaram o ditador Bashar al-Assad; no Iêmen, a milícia houthi; e, na Faixa de Gaza, o grupo terrorista Hamas.

    Essa aliança informal liderada pelo Irã é conhecida como “Eixo da Resistência” e inclui ainda grupos no Afeganistão e Paquistão. O que os une é sua oposição ao Ocidente. Elas se apresentam como a “resistência” à influência dos EUA e de seu aliado Israel na região.

    Exército Israel diz ter matado comandante da Força Quds, braço da guarda iraniana, no Líbano

  • Trump afirma que 'tudo foi destruído' no Irã e promete 3ª onda de ataques

    Trump afirma que 'tudo foi destruído' no Irã e promete 3ª onda de ataques

    Durante conversa com jornalistas no Salão Oval da Casa Branca, após reunião com o chanceler alemão Friedrich Merz, Trump declarou que uma nova onda de ataques deverá ocorrer em breve.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (3) que a ofensiva conduzida por seu país em parceria com Israel contra o Irã destruiu “praticamente tudo” no território iraniano. Durante conversa com jornalistas no Salão Oval da Casa Branca, após reunião com o chanceler alemão Friedrich Merz, Trump declarou que uma nova onda de ataques deverá ocorrer em breve.

    Segundo o presidente norte-americano, o Irã teria ficado sem defesas aéreas e também sem liderança. Ele afirmou, sem dar detalhes, que “hoje houve um ataque na nova liderança”. Mais cedo, a imprensa israelense informou que Israel teria bombardeado o prédio do conselho de aiatolás responsável por escolher o próximo líder supremo iraniano. O governo do Irã, por sua vez, nega ter perdido sua capacidade de defesa.

    Trump reforçou que a ofensiva conjunta com Israel continuará nas próximas semanas, com uso de mísseis e drones. Ao justificar a decisão de atacar, declarou que agiu porque acreditava que o Irã lançaria um ataque antes. “Eu ataquei porque achei que eles atacariam antes”, afirmou. Ele também reconheceu ter pressionado Israel a participar da ação militar.

    Ainda segundo Trump, o país do Oriente Médio estaria sem liderança definida, e ele manifestou o desejo de que “alguém de dentro” do regime iraniano assuma o comando. O presidente reiterou que novas incursões militares estão previstas.

    A reunião com Merz foi a primeira de Trump com um líder europeu desde o início da ofensiva, que intensificou a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã e elevou os preços do petróleo ao maior nível desde 2024. Ao lado do chanceler alemão, Trump disse que discutiriam o conflito e também acordos comerciais. Ele afirmou que Merz “tem ajudado” no contexto da crise.

    O presidente norte-americano declarou ainda que a Alemanha tem permitido o desembarque de forças dos EUA em “certas áreas”, mas ressaltou que Washington não solicitou o envio de tropas terrestres alemãs. “Eles estão nos permitindo desembarcar em certas áreas, e nós agradecemos”, disse.

    Merz viajou de Berlim a Washington no mesmo dia em que Alemanha e França anunciaram planos para aprofundar a cooperação em dissuasão nuclear, em meio às mudanças na relação transatlântica, às ameaças da Rússia e à instabilidade associada ao conflito com o Irã.

    O chanceler foi o primeiro líder europeu a visitar a capital norte-americana após os ataques ao Irã, que bloquearam uma das principais rotas globais de transporte de petróleo e provocaram impactos significativos no tráfego aéreo internacional. Inicialmente centrada em comércio, a reunião acabou marcada pelo ataque conjunto de EUA e Israel que matou o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, além de outros dirigentes do país.

    No domingo anterior, Merz não condenou os bombardeios norte-americanos, mas também não declarou apoio explícito à operação, alvo de críticas por supostamente carecer de justificativas suficientes e respaldo jurídico no direito internacional.

    Trump afirma que 'tudo foi destruído' no Irã e promete 3ª onda de ataques

  • Rússia alerta: Central nuclear iraniana que opera no sul está em perigo

    Rússia alerta: Central nuclear iraniana que opera no sul está em perigo

    A empresa estatal russa de energia nuclear Rosatom alertou hoje que a central nuclear iraniana de Bushehr, operada pela Rússia, corre mais perigo à medida que a guerra continua.

    Bushehr “está em perigo, pois explosões são ouvidas a quilômetros da linha de defesa da usina. [Os ataques] não são direcionados à usina, mas às instalações militares localizadas ali; no entanto, a ameaça aumenta claramente à medida que o conflito se intensifica”, afirmou o diretor da Rosatom.

    Alexey Likhachev ressaltou que “qualquer violação da integridade do reator ou das instalações de armazenamento de combustível” significará a “contaminação de grandes territórios e movimentos completamente imprevisíveis da substância contaminante, dependentes de fenômenos atmosféricos”.

    Por isso, o diretor da Rosatom pediu que a segurança da instalação nuclear seja prioridade, lembrando que as obras de construção foram suspensas pela parte russa.

    Ao mesmo tempo, anunciou que a segunda fase da evacuação da usina será realizada “assim que a situação de guerra permitir”.

    “No momento, há 639 pessoas lá”, embora já não haja mais crianças nem mulheres, afirmou.

    No sábado, Likhachev informou que todos os filhos dos funcionários da Rosatom, além de membros da equipe da usina e pessoas que desejavam deixar o país — um total de 94 pessoas — já foram retirados do Irã.

    Likhachev já havia alertado meses atrás que um ataque à usina, especialmente ao primeiro bloco gerador, provocaria uma “catástrofe comparável à de Chernobyl”, a usina ucraniana que foi palco, em 1986, de um dos maiores acidentes nucleares civis do mundo.

    Após os ataques israelenses contra o Irã em junho de 2025, o Kremlin descartou retirar o pessoal que operava na usina de Bushehr, próxima ao Golfo Pérsico.

    Naquele momento, cerca de 600 trabalhadores estavam destacados nas instalações da usina.

    Esses ataques israelenses ocorreram durante a guerra de 12 dias entre Teerã e Tel Aviv, período em que os Estados Unidos também bombardearam instalações nucleares iranianas, incluindo a de Natanz, segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

    A AIEA afirmou que a instalação de enriquecimento nuclear, localizada no centro do Irã, sofreu “alguns danos recentemente”, embora “não sejam esperadas consequências radioativas”.

    A agência da ONU informou que os danos se concentraram nos “edifícios de entrada” da parte subterrânea da instalação nuclear iraniana.

    Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irã para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, e Teerã respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelenses.

    Rússia alerta: Central nuclear iraniana que opera no sul está em perigo

  • Trump diz que é 'tarde demais' para conversar com o Irã

    Trump diz que é 'tarde demais' para conversar com o Irã

    O presidente norte-americano Donald Trump alegou, na rede social Truth, que o Irã quis conversar com os Estados Unidos. No entanto, a reposta americana foi: “Demasiado tarde”.

    O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que o Irã tentou conversar com os Estados Unidos após o desaparecimento da liderança do país, mas que o pedido foi recusado. Ele também declarou que o Irã está sem capacidade de resposta diante dos ataques dos EUA e de Israel.

    “A defesa aérea deles, a Força Aérea, a Marinha e a liderança foram eliminadas. Eles querem conversar. Eu disse: ‘Tarde demais’”, escreveu na rede Truth Social.

    O comentário foi feito após a publicação de um artigo de opinião que menciona “o nascimento da doutrina Trump”, no qual se afirma que o presidente norte-americano estaria colocando fim a uma guerra iniciada há 47 anos, com a tomada da Embaixada dos Estados Unidos em Teerã, em 1979.

    O texto também relembra outros episódios de tensão ao longo das últimas décadas, incluindo ataques na região contra cidadãos e instalações norte-americanas, e sustenta que Trump estaria agindo para encerrar o que classificou como um “regime de terror”.

    Segundo a mesma publicação, a estratégia adotada pode abrir caminho para “uma paz duradoura no Oriente Médio”, destacando que ela está sendo conduzida sem o envio de tropas norte-americanas para o terreno.

    Vale lembrar que Trump já afirmou que os ataques contra o Irã podem durar entre quatro e cinco semanas.

    Irã? “Grande onda” ainda está por vir

    Na segunda-feira, Donald Trump declarou que as forças armadas dos Estados Unidos estão “dando uma surra” no Irã, mas que a “grande onda” de ataques ainda está por vir.

    “Estamos dando uma surra neles”, disse Trump à CNN Internacional, acrescentando: “Acho que está indo muito bem. É algo muito poderoso. Temos o melhor Exército do mundo e estamos usando isso”.

    “Não haverá uma guerra sem fim”, diz Netanyahu

    O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que a ofensiva conjunta de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã não se transformará em uma “guerra sem fim”, em entrevista à emissora norte-americana Fox News.

    “Não haverá uma guerra sem fim”, declarou, acrescentando que, ao contrário, será uma “ação rápida e decisiva”.

    Vídeo da Operação Fúria Épica é divulgado com trilha sonora inesperada

    A Casa Branca divulgou um vídeo da “Operação Fúria Épica”, nome dado à ofensiva militar conjunta com Israel contra o Irã. As imagens foram publicadas com a música “Macarena” ao fundo.

    No vídeo, é possível ver alguns dos momentos que marcaram os ataques, além dos armamentos utilizados pelos Estados Unidos. Aparecem caças decolando, lançamentos de mísseis e imagens dos bombardeios no Irã.

    Trump diz que é 'tarde demais' para conversar com o Irã

  • Ataques de Israel e EUA atingem órgão que escolhe novo líder iraniano

    Ataques de Israel e EUA atingem órgão que escolhe novo líder iraniano

    Os novos ataques israelenses e norte-americanos a Teerã atingiram hoje edifício da instituição responsável pela escolha do novo líder supremo da República Islâmica e sucessor de Ali Khamenei, noticiou a imprensa local.

    “Os criminosos americano-sionistas atacaram em Qom [ao sul de Teerã] o edifício da Assembleia dos Peritos”, órgão responsável por nomear, supervisionar e destituir o líder supremo, informou a agência de notícias iraniana Tasnim.

    A imprensa local divulgou imagens de um prédio danificado.

    A Tasnim acrescentou que “caças americanos e israelenses” atacaram o centro de Teerã, no quarto dia da guerra entre o Irã, os Estados Unidos e Israel.

    O Exército israelense havia anunciado pouco antes ter lançado uma série de ataques contra infraestruturas em Teerã.

    “A força aérea lançou uma série de ataques de grande escala contra infraestruturas pertencentes ao regime terrorista iraniano em Teerã”, informou o Exército israelense em comunicado.

    A agência iraniana divulgou um vídeo supostamente gravado no centro de Teerã, onde se concentram muitos prédios governamentais, mostrando uma coluna de fumaça.

    “Foram constatados danos significativos em residências do bairro” próximo à emblemática praça Enghelab, escreveu a Tasnim.

    Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irã para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, e Teerã respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelenses.

    O Irã decretou um período de luto de 40 dias pela morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.

    Ataques de Israel e EUA atingem órgão que escolhe novo líder iraniano

  • Brasileira em navio de cruzeiro relata tensão em Dubai

    Brasileira em navio de cruzeiro relata tensão em Dubai

    Empresa afirmou que navio seguirá no porto por orientação militar. Em comunicado entregue aos passageiros, a MSC explicou que o cruzeiro permanecerá atracado em Dubai “em conformidade com as orientações das autoridades militares americanas da região”.

    MATEUS ARAÚJO E MANUELA RACHED PEREIRA
    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Uma empresária brasileira que acompanha um grupo de turistas em um cruzeiro relatou momentos de tensão em Dubai após ataques no Oriente Médio. Segundo ela, passageiros ouviram explosões e viram fumaça na cidade enquanto aguardam a liberação de voos para retornar.

    Empresária acompanha grupo de turistas em cruzeiro nos Emirados. Cristina Strik, sócia da agência Strik Turismo, de Londrina (PR), está nos Emirados Árabes Unidos com um grupo de 24 brasileiros, entre eles duas crianças e 18 pessoas com mais de 60 anos. A viagem começou em Doha, onde chegaram em 20 de fevereiro, antes de embarcarem no navio MSC Euribia no dia 22.

    Grupo retornou às pressas ao navio durante passeio em Dubai. Na sexta-feira, o navio chegou a Dubai. No sábado, enquanto faziam o último passeio em terra, os passageiros foram orientados a voltar com urgência para a embarcação, que partiria no dia seguinte. “Ficamos assustados, voltamos para o navio”, disse Cristina.

    Passageiros ouviram explosões e viram fumaça na cidade. Segundo a empresária, quem estava a bordo escutou barulhos de aviões e de explosões. “Ouvimos os barulhos de aviões e de explosão, e conseguimos ver fumaça nos prédios”, relatou.

    Navio segue atracado em Dubai desde então. A embarcação permanece no porto desde o retorno do grupo ao navio. Cristina afirma que há cerca de 60 brasileiros a bordo. Segundo Cristina, outros dois navios também estão parados no porto.

    Empresa liberou internet e apoio médico aos passageiros. Segundo Cristina, a companhia tem prestado assistência durante a espera. “Estamos seguros, estamos tendo todo apoio da empresa, tivemos internet liberada e recebemos atendimento médico e medicação para quem estava com medicação contada.”

    Passageiros aguardam reabertura total dos aeroportos. A empresária conta que a situação aparenta estar mais tranquila nesta segunda-feira. “Hoje deu uma acalmada. Estamos esperando liberarem os aeroportos para voltarmos”, afirmou.

    Empresa afirmou que navio seguirá no porto por orientação militar. Em comunicado entregue aos passageiros, a MSC explicou que o cruzeiro permanecerá atracado em Dubai “em conformidade com as orientações das autoridades militares americanas da região”. A empresa também informou que mantém contato com embaixadas e ministérios das relações exteriores para verificar possíveis planos de repatriação de passageiros.

    Conflito no Oriente Médio provocou fechamento do espaço aéreo. A tensão nos Emirados Árabes Unidos aumentou após ataques dos Estados Unidos ao Irã e a resposta do país contra bases militares americanas na região. Em Abu Dhabi, um drone que tinha como alvo o aeroporto foi interceptado, deixando uma pessoa morta e sete feridas.

    Destroços de drone causaram danos em hotel de Dubai. No sábado, partes de um drone interceptado atingiram a fachada do hotel Burj Al Arab, provocando um princípio de incêndio que foi controlado. Não houve feridos.

    Voos começam a ser retomados parcialmente em Dubai. Após o fechamento do espaço aéreo, autoridades orientaram passageiros a não irem aos aeroportos e a contatarem companhias aéreas. A Dubai Airports anunciou nesta segunda-feira a retomada limitada de voos a partir do Aeroporto Internacional de Dubai e do Aeroporto Internacional Al Maktoum.

    Itamaraty diz acompanhar situação e orienta brasileiros. Procurado pelo UOL, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que tomou ciência do caso e que a embaixada do Brasil em Abu Dhabi permanece à disposição para prestar assistência consular. Mais cedo, a pasta divulgou alerta recomendando que brasileiros não viajem a países da região, incluindo Irã, Israel, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Jordânia, Iraque, Líbano, Palestina, Síria e Arábia Saudita.

    Governo divulgou orientações de segurança para quem está na região. Entre as recomendações estão procurar imediatamente o abrigo mais próximo, como estações de metrô, viadutos ou estacionamentos subterrâneos, e evitar permanecer em áreas expostas. O Itamaraty também orienta que, dentro de casa, pessoas busquem cômodos internos sem janelas e mantenham portas e janelas fechadas.

    Autoridades recomendam preparar reservas básicas. O alerta consular ainda sugere evitar permanecer em locais com visão direta do céu e buscar abrigo antes de usar aplicativos de mensagens ou realizar chamadas. Outra orientação é encher banheiras ou recipientes grandes com água fria para garantir reserva em caso de eventual escassez.

    Brasileira em navio de cruzeiro relata tensão em Dubai