Categoria: MUNDO

  • ICE: diretor responsável por plano de deportação de Trump pede demissão

    ICE: diretor responsável por plano de deportação de Trump pede demissão

    Todd Lyons pediu demissão do cargo e deixará oficialmente o cargo em 31 de maio; gestão foi marcada por denúncias de múltiplas violações dos direitos humanos

    O diretor interino do Serviço de Imigração e Controlo de Fronteiras (ICE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, responsável pela supervisão do plano de deportação em massa do Presidente norte-americano, apresentou a demissão.

    A decisão de Todd Lyons, transmitida na quinta-feira (16), foi antecipada pelo titular da pasta da Segurança Interna, Markwayne Mullin, em um comunicado em que se referiu ao chefe do ICE como “um grande líder”. Mullin acrescentou que Lyons deixa oficialmente o cargo em 31 de maio.

    Horas antes de ser informada a demissão, Lyons testemunhou perante uma subcomissão de atribuições da Câmara dos Representantes (câmara baixa do parlamento) e respondeu a perguntas dos deputados sobre o número sem precedentes de mortes sob custódia do ICE e os planos futuros da agência para os centros de detenção.

    Meia centena de detidos pelo ICE morreram nos centros de detenção desde o início do ano, de acordo com dados oficiais.

    Lyons esteve à frente do ICE durante rusgas em massa onde ocorreram múltiplas violações dos direitos humanos, de acordo com várias organizações não governamentais.

    Em janeiro, dois cidadãos norte-americanos morreram devido a disparos de agentes de imigração em Minneapolis.

    As rusgas foram ordenadas pela então secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, que foi demitida em 05 de março.

    Desde a administração de Barack Obama (2009-2017) que não se nomeia um diretor do ICE aprovado pelo Senado, a câmara alta do parlamento.

    ICE: diretor responsável por plano de deportação de Trump pede demissão

  • Pilotos são repreendidos após miados durante conversa com torre de controle

    Pilotos são repreendidos após miados durante conversa com torre de controle

    Dois pilotos que se comunicaram com miados e latidos em uma frequência de controle de tráfego aéreo usada em emergências foram repreendidos, no Aeroporto Nacional Ronald Reagan, nos Estados Unidos

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Pilotos de avião foram ouvidos, nos Estados Unidos, fazendo barulhos de gato e cachorro na frequência de controle de tráfego aéreo.

    Miado ocorreu no Aeroporto Nacional Ronald Reagan, em Washington, em 12 de abril. Na gravação, um dos pilotos -que não teve o nome divulgado- aparece imitando o som de um gato durante diálogo com a torre de controle. O áudio foi obtido inicialmente pelo site de notícias ATC.com.

    Pilotos foram rapidamente repreendidos, com alguém dizendo: “Vocês precisam ser pilotos profissionais”. A repreensão, no entanto, foi recebida com mais miados e latidos.

    Uma pessoa respondeu aos pilotos em tom de deboche. “É por isso que vocês ainda voam em um RJ”, disse ela. “RJ” significa jato regional. O termo se refere a aeronaves usadas por companhias regionais, comuns no início da carreira de pilotos nos Estados Unidos.

    Agência do governo americano não gostou da brincadeira. Em nota, a FAA (Federal Aviation Administration, em inglês), órgão responsável por regular, supervisionar e garantir a segurança de todos os aspectos da aviação civil, afirmou que os regulamentos proíbem os pilotos de “manter conversas não essenciais quando estiverem abaixo de 10.000 pés de altitude”. A agência disse ainda que o caso será investigado.

    Pilotos são repreendidos após miados durante conversa com torre de controle

  • EUA perdem drone avaliado em mais de R$ 1 bilhão no Oriente Médio

    EUA perdem drone avaliado em mais de R$ 1 bilhão no Oriente Médio

    A perda do drone foi registrada oficialmente pela própria Marinha americana, que destacou que o MQ-4C Triton foi uma baixa avaliada em cerca de US$ 240 milhões (R$ 1,26 bilhão)

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – A Marinha dos Estados Unidos confirmou a perda total de um drone MQ-4C Triton durante operação no Oriente Médio, em uma baixa avaliada em cerca de US$ 240 milhões (R$ 1,26 bilhão), em meio à escalada militar na região.

    A perda do drone foi registrada oficialmente pela própria Marinha americana. Em relatório do Naval Safety Command, o caso aparece como um acidente de “Classe A”, categoria usada para ocorrências com dano de ao menos US$ 2,5 milhões (R$ 13,1 milhões) ou destruição total da aeronave. O documento informa que, em 9 de abril de 2026, um MQ-4C “caiu” em local não revelado por razões de segurança operacional e que não houve feridos.

    O episódio ocorreu durante a Operação Epic Fury, conduzida pelo Comando Central dos EUA no Oriente Médio. O órgão mantém uma página oficial da operação e divulgou atualização sobre as ações militares em 9 de abril, mesma data em que o acidente foi registrado pela Marinha. Embora o comando não detalhe nessa página a queda do drone, o relatório naval vincula o incidente ao período da ofensiva.

    A queda do equipamento representa uma das perdas materiais mais significativas do Pentágono neste ano, dada a magnitude do seu custo. Segundo a Business Insider, com base em documentos orçamentários da Marinha, cada MQ-4C Triton custa cerca de US$ 240 milhões (R$ 1,26 bilhão). O veículo também informou que a Marinha opera uma frota reduzida do modelo, o que aumenta o peso estratégico da baixa.

    Antes da confirmação oficial, sites especializados já haviam rastreado o desaparecimento da aeronave sobre a região. O The War Zone informou que o drone emitiu o código 7700, usado para emergência em voo, quando estava em operação sobre o Golfo Pérsico. Segundo o site, a aeronave perdeu altitude rapidamente e desapareceu do rastreamento, mas os EUA não divulgaram, até agora, a causa da queda.

    O Triton é um drone de vigilância marítima de alta altitude e longa duração. Fabricado pela Northrop Grumman, o modelo foi projetado para missões de inteligência, vigilância e reconhecimento sobre grandes áreas oceânicas, com capacidade de voar por mais de 24 horas e operar acima de 50 mil pés de altitude. Isso faz dele uma plataforma muito mais cara e mais rara do que drones táticos mais comuns.

    A perda tem peso estratégico porque o modelo existe em número limitado. A Business Insider informou que a Marinha americana tinha 20 unidades do Triton em operação. Com isso, a baixa reduz a disponibilidade de uma plataforma usada em missões de vigilância marítima de longa duração.

    EUA perdem drone avaliado em mais de R$ 1 bilhão no Oriente Médio

  • Trump anuncia cessar-fogo de dez dias entre Líbano e Israel a partir desta quinta

    Trump anuncia cessar-fogo de dez dias entre Líbano e Israel a partir desta quinta

    Trégua foi divulgada por Trump, que convidou os líderes dos dois países para um encontro na Casa Branca; Tel Aviv e Beirute abriram negociações pela primeira vez desde 1993, com mediação americana

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente Donald Trump anunciou nesta quinta-feira (16) um cessar-fogo de dez dias entre Líbano e Israel, após ter conversado por telefone com seu homólogo libanês, Joseph Aoun, que o agradeceu por seus “esforços” em busca da trégua e para “garantir paz e estabilidade duradouras” na região.

    O americano afirmou que teve conversas também com o premiê Binyamin Netanyahu e que “esses dois líderes concordaram que, para alcançar a paz entre seus países, iniciarão formalmente um cessar-fogo de dez dias às 17h [18h em Brasília]”.

    “Eu instruí o vice-presidente J. D. Vance e o secretário de Estado Marco Rubio, juntamente com o chefe do Estado-Maior Conjunto, Dan ‘Razin’ Caine, a trabalharem com Israel e o Líbano para alcançar uma paz duradoura”, disse Trump.

    Ele ainda voltou a se referir ao número de guerras que teria resolvido pelo mundo. “Foi uma honra para mim resolver 9 guerras ao redor do mundo, e esta será a décima, então vamos conseguir!”, afirmou na rede social Truth Social.

    A conversa entre Trump e Aoun ocorre depois de o libanês ter rejeitado um pedido dos EUA para uma “ligação direta” com Netanyahu, segundo um funcionário libanês próximo às negociações. Na quarta (15), Trump havia anunciado para esta quinta uma ligação entre os líderes dos dois países.

    Após falar sobre a trégua, o americano ainda acrescentou ter convidado Aoun e Netanyahu para um encontro na Casa Branca. “Ambos os lados querem ver a paz, e acredito que isso acontecerá rapidamente!”, disse. Segundo ele, a reunião pode acontecer nos próximos dias.

    Netanyahu confirmou seu aval à trégua e afirmou que tem “a oportunidade de fazer um acordo histórico com o Líbano”. Ele repetiu que a demanda principal “é que o Hezbollah seja desmantelado”.

    Trump garantiu que o acordo inclui o grupo extremista, mas o israelense declarou que seu país “não concordou com a exigência do Hezbollah de se retirar do sul do Líbano e retornar à fronteira internacional”.

    Autoridades de segurança israelenses ouvidas pela Reuters também afirmaram que o Exército de Israel não tem planos de retirar suas tropas do sul libanês. “Permaneceremos no Líbano com uma extensa zona de segurança até a fronteira com a Síria”, afirmou Netanyahu.

    Abrahim al-Moussawi, deputado do Hezbollah, disse à AFP que o grupo respeitará um cessar-fogo caso os ataques israelenses contra os militantes parem. “Nós, no Hezbollah, aderiremos com cautela ao cessar-fogo sob a condição de que haja uma interrupção completa das hostilidades contra nós”, afirmou.

    O presidente do Parlamento libanês e aliado do Hezbollah, Nabih Berri, declarou em comunicado que a presença de tropas israelenses no Líbano concede ao povo “o direito de resistir” e que a trégua não deve permitir a Tel Aviv liberdade de movimento no território do país. Ele ainda instou a população a “adiar seu retorno às suas cidades e vilarejos até que a situação se torne mais clara”.

    O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, afirmou que “recebe com satisfação” o anúncio de trégua. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também celebrou o acordo. “Saúdo o cessar fogo […]. Isso traz alívio, já que este conflito já tirou vidas demais”, escreveu ela em um post no X.

    O Hezbollah, em guerra com Israel, propôs na quarta uma trégua de uma semana a Tel Aviv. A proposta, anunciada pela TV Al-Mayadeen, ligada ao grupo, foi analisada pelo gabinete de Netanyahu, segundo integrantes do governo israelense. Até esta manhã, não havia definição, no entanto: a ideia do Hezbollah era parar os combates no primeiro minuto desta quinta.

    Israel abriu negociações diretas com o Líbano pela primeira vez desde 1993, mas excluiu o Hezbollah. Na terça (14) houve a primeira rodada de conversas, com mediação dos EUA, em Washington.

    Netanyahu já havia afirmado que o principal objetivo da conversa era garantir “o desmantelamento do Hezbollah” e, “em segundo lugar, uma paz sustentável alcançada por meio da força”. O grupo extremista, por outro lado, se opõe repetidamente às conversas entre os governos.

    Segundo a Al-Mayadeen, a trégua proposta pelo grupo foi informada por Teerã, que busca esticar o prazo de seu próprio cessar-fogo com os Estados Unidos -que lançaram uma guerra ao lado de Israel contra o Irã em 28 de fevereiro.

    Os combates cessaram na semana passada, mas o prazo dado por Donald Trump para um acordo acaba na próxima terça (21). O Irã recebeu uma delegação liderada por Asim Munir, chefe militar do Paquistão -país que sediou a primeira e inconclusa rodada de negociações com os EUA- para enviar nova proposta de conversa com os americanos.

    Ainda nesta quinta, o Exército libanês afirmou que ataques israelenses destruíram a ponte Qasmiyeh, que passa sobre o rio Litani, no sul do país, e isolaram a área do resto do Líbano. Segundo o comunicado, as ações mataram uma pessoa e feriram outras três, incluindo “um soldado da unidade estacionada na ponte”.

    A agência de notícias libanesa NNA já havia relatado a destruição dessa infraestrutura, “a última ponte entre as regiões de Tiro e Sidon”. O Exército de Israel afirmou ter ordenado nesta quarta que uma área de cerca de 30 quilômetros da fronteira sul do Líbano até o rio Litani fosse designada como “zona de extermínio” para o grupo Hezbollah.

    Israel ocupa partes do sul do Líbano e resiste a qualquer tipo de trégua nos combates com o movimento libanês, argumentando que este continua sendo o principal obstáculo à paz na região.

    Um outro ataque aéreo israelense na cidade de Ghazieh, no sul do país, matou pelo menos sete pessoas e feriu 33, segundo o Ministério da Saúde local. A mídia estatal libanesa noticiou um “massacre de civis” na cidade e afirmou que as operações de remoção dos escombros estavam em andamento.

    Dentro dos EUA, a Câmara dos Representantes, de maioria republicana, barrou uma resolução apresentada por democratas que buscava interromper a guerra no Oriente Médio até que as ofensivas militares fossem autorizadas pelo Congresso.

    A medida foi derrotada por 214 votos a 213, um dia após uma proposta semelhante ter sido bloqueada no Senado.

    Trump anuncia cessar-fogo de dez dias entre Líbano e Israel a partir desta quinta

  • Polícia investiga ameaça de bomba contra irmão do papa Leão 14 nos EUA

    Polícia investiga ameaça de bomba contra irmão do papa Leão 14 nos EUA

    Moradores foram retirados, e agentes fizeram varredura na residência de John Prevost; policiais não encontraram explosivos nem materiais perigosos

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A polícia investiga uma ameaça de bomba na casa de um dos irmãos do papa Leão 14 localizada na região de Chicago, nos Estados Unidos. O alerta foi registrado na noite de quarta-feira (15), na residência de John Prevost, na cidade de New Lenox, mas buscas no local não encontraram explosivos nem materiais perigosos.

    Segundo a polícia, moradores da região chegaram a ser retirados enquanto agentes faziam uma varredura na área. Em comunicado, as autoridades afirmaram que, após a inspeção, a ameaça foi considerada infundada. As investigações continuam para identificar a origem do falso alerta.

    O episódio ocorre poucos dias após o presidente dos EUA, Donald Trump, criticar o pontífice por suas declarações contra a guerra envolvendo o Irã. Leão 14, o primeiro papa americano, tem adotado uma postura firme contra o conflito.

    Nesta quinta-feira (16), durante discurso em Camarões, o papa condenou líderes que destinam bilhões a guerras e afirmou que o mundo está sendo “devastado por um punhado de tiranos”.

    Trump, que descreveu o pontífice como “liberal demais” e “fraco no combate ao crime”, elogiou outro irmão do papa, Louis Prevost, residente na Flórida e apoiador do movimento político do presidente.

    Polícia investiga ameaça de bomba contra irmão do papa Leão 14 nos EUA

  • Trump diz que Irã aceitou entregar urânio enriquecido e fala em acordo para fim da guerra

    Trump diz que Irã aceitou entregar urânio enriquecido e fala em acordo para fim da guerra

    Segundo presidente americano, negociações podem avançar já neste fim de semana no Paquistão; Trump não descarta viajar a Islamabad para assinar eventual acordo; regime iraniano não comenta declarações

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (15) que o Irã concordou em entregar seu estoque de urânio enriquecido e que os dois países estão perto de um acordo para encerrar o conflito. O regime iraniano não confirmou as informações.

    Em declaração a jornalistas na Casa Branca, Trump disse que há “uma chance muito boa” de um entendimento ser alcançado. Segundo ele, Teerã aceitou devolver o material nuclear -que o presidente chamou de “pó nuclear”-, em referência ao estoque de urânio enriquecido que Washington afirma poder ser utilizado na produção de armas atômicas.

    As falas indicam um possível avanço nas negociações entre os dois países após semanas de tensão, embora detalhes do eventual acordo ainda não tenham sido divulgados.

    Ainda segundo Trump, uma eventual assinatura do acordo pode ocorrer em novas rodadas de negociação em Islamabad, no Paquistão. O americano não descartou viajar ao local caso o entendimento seja formalizado. Ele também afirmou que os diálogos entre os países podem ocorrer já neste fim de semana e disse não ter certeza se será necessário estender o atual cessar-fogo.

    Como tem feito com países aliados dos EUA, Trump ainda criticou a Austrália ao dizer que Canberra “não esteve presente quando foi necessário” em referência às tensões no estreito de Hormuz, bloqueado durante a guerra entre Washington e Teerã.

    Trump diz que Irã aceitou entregar urânio enriquecido e fala em acordo para fim da guerra

  • Israel fala em 'ataques mais dolorosos' se Irã negar proposta dos EUA

    Israel fala em 'ataques mais dolorosos' se Irã negar proposta dos EUA

    O ministro Israel Katz advertiu a República Islâmica para que aceite os termos propostos pelos Estados Unidos e afirmou que “o Irã está em uma encruzilhada histórica” e deverá se decidir

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou na manhã de hoje que, se o Irã rejeitar uma proposta dos Estados Unidos para o fim da guerra, haverá ataques “ainda mais dolorosos” contra Teerã e seus aliados.

    Katz advertiu a República Islâmica para que aceite os termos propostos pelos EUA. Entre outros, o acordo, se assinado, prevê que o Irã abra mão de seu armamento nuclear.

    Ministro afirmou que “o Irã está em uma encruzilhada histórica” e deverá se decidir. “Um caminho consiste em renunciar ao terrorismo e ao armamento nuclear, em conformidade com a proposta americana; o outro conduz a um abismo”, completou.

    O Irã resiste e afirma ter o direito de enriquecer urânio, material essencial para a produção de armas nucleares. Nesta quarta-feira (15), o porta-voz Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, ponderou que o direito de Teerã de enriquecer urânio é “indiscutível”, mas que o nível deste enriquecimento é “negociável”.

    Fim das atividades nucleares do Irã é uma das exigências feita pelos EUA e por Israel para encerrar a guerra contra Teerã. Ambos os países afirmam que a República Islâmica não pode produzir arma nuclear por representar um perigo aos seus territórios.

    Em junho do ano passado, EUA e Israel já tinham realizado ataques contra instalações nucleares iranianas. Em fevereiro deste ano, os ânimos se acirraram e ambos os países deram início a atual guerra no Oriente Médio, com a justificativa de impedir Teerã de desenvolver arma nuclear.

    Guerra se estendeu para o Líbano, atingiu países do Golfo Pérsico e afetou a economia global. Em meio às incertezas, o Paquistão tenta mediar um acordo definitivo de cessar-fogo que beneficie ambos os lados da guerra. Até o momento, porém, as negociações não surtiram o efeito esperado.

    Trump anunciou na terça passada um cessar-fogo de duas semanas com o Irã. Os ataques foram suspensos por duas semanas e a trégua começou imediatamente, informou ele em publicação na Truth Social. O acordo é frágil e os EUA não devem prorrogar.

    A declaração de cessar-fogo ocorreu após pedido do primeiro-ministro do Paquistão, que intermediava as conversas. Ele solicitou uma trégua de duas semanas na guerra no Oriente Médio.

    O Irã também aceitou a proposta apresentada pelo Paquistão. O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã divulgou o comunicado em que afirma que o plano com dez pontos do país persa “enfatiza questões fundamentais”, como a “passagem regulamentada pelo Estreito de Hormuz sob a coordenação das Forças Armadas do Irã”.

    No dia seguinte ao anúncio, o Irã acusou Israel de violar o cessar-fogo por seguir bombardeando o Líbano. Tanto Benjamin Netanyahu quanto Donald Trump informaram que o país não estava incluso na trégua por causa do Hezbollah. O Líbano é alvo de ataques desde 2 de março.

    No meio da semana, porém, Israel sinalizou que negociaria separadamente a paz com o Líbano. Em comunicado, o gabinete de Benjamin Netanyahu informou que as negociações diretas devem acontecer “o mais rápido possível”.

    Primeiro-ministro de Israel e presidente do Líbano devem conversar hoje por telefone. Um encontro entre as duas lideranças é articulado e deve acontecer em Washington D.C.

    Israel fala em 'ataques mais dolorosos' se Irã negar proposta dos EUA

  • "Não sabemos quando, mas haverá outra pandemia", diz pesquisadores

    "Não sabemos quando, mas haverá outra pandemia", diz pesquisadores

    O quarto relatório da Comissão de Inquérito sobre a Covid-19 no Reino Unido conclui que a implementação da vacinação no país foi uma “conquista extraordinária”, mas a falta de estrutura para lidar com a pandemia foi catastrófico

    A Comissão de Inquérito sobre a Covid-19 no Reino Unido descreveu a implementação da vacinação no país como uma “conquista extraordinária”, mas salienta que é preciso fazer mais para reconstruir a confiança do público nas vacinas.

    Este é o quarto relatório da investigação que analisa como é que o Reino Unido lidou com a pandemia de coronavírus, com foco na distribuição da vacina. De acordo com o documento, as vacinas “foram implementadas, produzidas e distribuídas para a maioria da população em tempo recorde”. 

    No entanto, segundo este novo estudo, “embora a maioria das pessoas tenha aceitado a oferta de vacinação, houve menor adesão em comunidades localizadas em áreas de maior vulnerabilidade social e em algumas comunidades de minorias étnicas”.

    Nesse sentido, “governos e serviços de saúde devem trabalhar com as comunidades para reconstruir a confiança e promover uma melhor compreensão e confiança nas vacinas”.

    Por isso, o relatório aponta ser “imperativo” que exista um programa governamental de apoio suficiente para ajudar essa minoria de pessoas e os seus familiares que sofreram lesões graves após a vacinação.

    A presidente da investigação, Heather Hallett, destacou que, assim como qualquer outra vacina, as para Covid não foram 100% eficazes. “Não conseguimos saber quando, mas haverá outra pandemia”, assegura. “As minhas recomendações, consideradas no seu conjunto, deverão significar que o Reino Unido estará mais bem preparado para essa pandemia”, enfatiza.

    O relatório aponta que décadas de pesquisa e preparação globais foram fundamentais para a resposta do Reino Unido à vacinação contra a Covid-19.

    A presidente da Comissão de Inquérito apresentou ainda algumas recomendações, como quanto à necessidade de estratégias de vacinação direcionadas e a melhoria da avaliação da adesão e da distribuição das vacinas.

    Em 2021, foram administradas aproximadamente 132 milhões de vacinas em Inglaterra, Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales. Este tornou-se o maior programa de vacinação da história do Reino Unido.

    Em junho de 2022, 87% da população britânica com mais de 12 anos já tinha sido vacinada com duas doses.

    "Não sabemos quando, mas haverá outra pandemia", diz pesquisadores

  • "Não sabemos quando, mas haverá outra pandemia", dizem cientistas

    "Não sabemos quando, mas haverá outra pandemia", dizem cientistas

    O quarto relatório da Comissão de Inquérito sobre a Covid-19 no Reino Unido conclui que a implementação da vacinação no país foi uma “conquista extraordinária”, mas a falta de estrutura para lidar com a pandemia foi catastrófico

    A Comissão de Inquérito sobre a Covid-19 no Reino Unido descreveu a implementação da vacinação no país como uma “conquista extraordinária”, mas salienta que é preciso fazer mais para reconstruir a confiança do público nas vacinas.

    Este é o quarto relatório da investigação que analisa como é que o Reino Unido lidou com a pandemia de coronavírus, com foco na distribuição da vacina. De acordo com o documento, as vacinas “foram implementadas, produzidas e distribuídas para a maioria da população em tempo recorde”. 

    No entanto, segundo este novo estudo, “embora a maioria das pessoas tenha aceitado a oferta de vacinação, houve menor adesão em comunidades localizadas em áreas de maior vulnerabilidade social e em algumas comunidades de minorias étnicas”.

    Nesse sentido, “governos e serviços de saúde devem trabalhar com as comunidades para reconstruir a confiança e promover uma melhor compreensão e confiança nas vacinas”.

    Por isso, o relatório aponta ser “imperativo” que exista um programa governamental de apoio suficiente para ajudar essa minoria de pessoas e os seus familiares que sofreram lesões graves após a vacinação.

    A presidente da investigação, Heather Hallett, destacou que, assim como qualquer outra vacina, as para Covid não foram 100% eficazes. “Não conseguimos saber quando, mas haverá outra pandemia”, assegura. “As minhas recomendações, consideradas no seu conjunto, deverão significar que o Reino Unido estará mais bem preparado para essa pandemia”, enfatiza.

    O relatório aponta que décadas de pesquisa e preparação globais foram fundamentais para a resposta do Reino Unido à vacinação contra a Covid-19.

    A presidente da Comissão de Inquérito apresentou ainda algumas recomendações, como quanto à necessidade de estratégias de vacinação direcionadas e a melhoria da avaliação da adesão e da distribuição das vacinas.

    Em 2021, foram administradas aproximadamente 132 milhões de vacinas em Inglaterra, Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales. Este tornou-se o maior programa de vacinação da história do Reino Unido.

    Em junho de 2022, 87% da população britânica com mais de 12 anos já tinha sido vacinada com duas doses.

    "Não sabemos quando, mas haverá outra pandemia", dizem cientistas

  • Irã condena à morte a primeira mulher por participação em protestos

    Irã condena à morte a primeira mulher por participação em protestos

    Bita Hemmati foi sentenciada junto com o marido após atos contra o regime. País já executou diversos envolvidos nas manifestações, enquanto entidades denunciam uso da pena de morte como forma de repressão e intimidação.

    Uma mulher foi condenada à morte no Irã por envolvimento nos protestos contra o regime que começaram no fim do ano passado. Trata-se de Bita Hemmati, que recebeu a sentença junto com o marido, Mohammadreza Majidi-Asl, e outros dois homens. O julgamento ocorreu em um Tribunal Revolucionário de Teerã, sob responsabilidade do juiz Imam Afshari.

    De acordo com o jornal britânico The Sun, os quatro foram acusados de atirar blocos de concreto de um prédio contra forças de segurança durante as manifestações. Além disso, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, o grupo também foi condenado sob a acusação de agir em nome dos Estados Unidos.

    Até o momento, não há confirmação sobre quando as execuções devem acontecer.

    Desde o início dos protestos, pelo menos sete pessoas já foram executadas no país por crimes ligados às manifestações. Entre elas estão o lutador Saleh Mohammadi, de 19 anos, além de Mehdi Ghasemi e Saeed Davvodi, ambos de 21. No início deste mês, o músico Amirhossein Hatami, de 18 anos, também foi executado na prisão de Ghezel Hesar, mesmo após pedidos internacionais por clemência.

    Um relatório conjunto das organizações Iran Human Rights (IHR), com sede na Noruega, e Together Against the Death Penalty (ECPM), baseada em Paris, aponta que ao menos 1.630 pessoas foram executadas no Irã nos últimos 12 meses.

    O levantamento também indica que 48 mulheres estão entre os executados, sendo 21 condenadas por assassinarem seus parceiros.

    Entidades internacionais de direitos humanos acusam o regime iraniano de usar a pena de morte como ferramenta de repressão e de forçar confissões por meio de coação. Segundo essas organizações, presos enfrentam pressão psicológica intensa e condições severas de detenção.

    Há ainda relatos de que o número de mortos durante os protestos pode ultrapassar 33 mil, além de milhares de pessoas que foram presas ao longo das manifestações.
     
     
     

     
     
     
     
     

     

    Irã condena à morte a primeira mulher por participação em protestos