Categoria: MUNDO

  • Crítico de 'guerras inúteis', Trump interveio em ao menos 7 países desde que voltou à Presidência

    Crítico de 'guerras inúteis', Trump interveio em ao menos 7 países desde que voltou à Presidência

    Em alguns casos, como Iraque e Somália, o republicano apenas ampliou operações de gestões passadas. Em outros, como Venezuela, lançou os EUA em intervenções novas cujos resultados são imprevisíveis.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O ataque conjunto de Estados Unidos e Israel contra o Irã, no último fim de semana, foi a sétima intervenção estrangeira que o governo de Donald Trump lançou ou expandiu desde que retornou à Casa Branca, em janeiro do ano passado.

    Em alguns casos, como Iraque e Somália, o republicano apenas ampliou operações de gestões passadas. Em outros, como Venezuela, lançou os EUA em intervenções novas cujos resultados são imprevisíveis.
    Fato é que a política externa do segundo mandato de Trump contradiz o que ele defendeu publicamente por anos: o fim do engajamento dos EUA no que chamava de “guerras inúteis”. Veja abaixo quais foram essas intervenções.
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    IRÃ
    Após meses de ameaças, Trump realizou um ataque conjunto com Israel que matou o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, no último sábado (28). Grande parte da cúpula do regime, incluindo o ministro da Defesa, Aziz Nasirzadeh, o chefe das Forças Armadas, Sayyid Abdolrahim Mousavi, e o comandante da Guarda Revolucionária Islâmica, Mohammad Pakpour, também foram mortos.
    No dia do ataque, Trump afirmou que a ofensiva foi necessária para “defender o povo americano, eliminando ameaças do regime iraniano”. “Eles jamais poderão ter uma arma nuclear”, continuou, em referência ao programa atômico de Teerã. A teocracia diz que o projeto tem fins pacíficos, embora enriqueça urânio em um patamar próximo ao exigido para uma arma nuclear.

    VENEZUELA
    No dia 3 de janeiro, Trump atacou a Venezuela e capturou Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, para serem julgados por crimes relacionados a tráfico de drogas nos EUA. A intervenção, que matou cerca de 80 pessoas, ocorreu após meses de bombardeios a embarcações que supostamente carregavam drogas no Caribe e no Pacífico.
    A substituta do ditador, a líder interina Delcy Rodríguez, vem colaborando com Washington. Desde então, a Venezuela reduziu o poder do Estado sobre a indústria petrolífera do país, que tem as maiores reservas da commodity do mundo, e abriu as portas ao investimento privado, especialmente estrangeiro. Além disso, dezenas de presos políticos foram libertados desde então. A cúpula do regime, no entanto, permanece intacta.

    SÍRIA
    Ao longo do segundo semestre do ano passado, Washington realizou cerca de 80 operações no país, que enfrenta instabilidade desde a queda do ditador Bashar al-Assad, em dezembro de 2024. De acordo com o Comando Central americano, as ações foram uma resposta a pelo menos 11 planos ou ataques contra alvos nos EUA.
    A intervenção ganhou novos contornos em dezembro de 2025, após um ataque na cidade de Palmira matar dois soldados e um intérprete civil, todos americanos. O governo sírio, que tem se aproximado dos EUA, culpou um agente que seria demitido devido a suas visões extremistas, mas Trump responsabilizou o Estado Islâmico pelo incidente.
    Em conjunto com a Jordânia e contando com a cooperação da Síria, Washington então atacou mais de setenta alvos em dezembro e expandiu a ação em janeiro, mirando o que seriam 35 locais do Estado Islâmico.

    NIGÉRIA
    O bombardeio dos EUA ao país africano em dezembro de 2025 foi resultado de uma tensão crescente entre as duas nações ao longo do ano passado. Crítico do que chama de um “massacre de cristãos” no país, Trump incluiu a Nigéria em uma lista de preocupação especial em relação à liberdade religiosa em outubro.
    Especialistas afirmam que violência no país é indiscriminada, e o governo nigeriano diz se esforçar para preservar a liberdade religiosa. Apesar das discordâncias, ambos coordenaram o ataque com mísseis contra o que seriam 16 alvos terroristas no noroeste da Nigéria no final do ano passado.

    IRAQUE
    Antes mesmo do segundo mandato de Trump, os EUA já vinham desmobilizando suas tropas no país -um dos alvos da operação Resolução Inerente, lançada pelo democrata Barack Obama em 2014. Embora tenha dado continuidade à retirada gradual, o republicano conduziu várias operações antiterroristas no Iraque.
    Uma delas, em coordenação com as autoridades locais, ocorreu em março do ano passado, quando um ataque aéreo no oeste do país matou Abdallah Makki Muslih al-Rifai, conhecido como Abu Khadijah, um dos mais importantes líderes do Estado Islâmico.

    SOMÁLIA
    As operações na Somália também são uma extensão da guerra ao terror iniciada pelo então presidente George W. Bush. Trump, no entanto, expandiu os esforços no país, de acordo com o centro de pesquisas de política externa americano Council on Foreign Relations.
    De acordo com a think tank New America, os EUA conduziram 126 operações na Somália em 2025, o que teria resultado na morte de quase 200 membros de grupos armados. As operações, que continuam em 2026, visam principalmente o al-Shabaab, um grupo afiliado à al-Qaeda, e o EI-Somália.
    Segundo o Council on Foreign Relations, no entanto, ambos os grupos permanecem ativos, e o primeiro tem acumulado vitórias sobre as forças de segurança da Somália enquanto se aproxima da capital, Mogadíscio.

    IÊMEN
    A ofensiva no Iêmen visou principalmente os rebeldes houthis, que atacaram por mais de dois anos cidades israelenses e navios no mar Vermelho em solidariedade aos palestinos em guerra contra Tel Aviv na Faixa de Gaza. Em conjunto com o Reino Unido, Washington vinha tentando restabelecer o livre fluxo na região e preservar instalações militares, o que se expandiu com Trump.
    De acordo com o Exército dos EUA, as forças americanas atingiram mais de 800 alvos no Iêmen durante a operação, encerrada abruptamente em maio do ano passado. De acordo com autoridades do Congresso, a campanha custou mais de US$ 1 bilhão.

    Crítico de 'guerras inúteis', Trump interveio em ao menos 7 países desde que voltou à Presidência

  • Balão atinge torre e deixa casal preso a 300 metros de altura nos EUA

    Balão atinge torre e deixa casal preso a 300 metros de altura nos EUA

    No sábado, 28 de fevereiro, o balão ficou entalado na estrutura de uma torre em Longview, no estado do Texas, nos Estados Unidos. O caso ocorreu por volta das 9h da manhã. A cesta onde estavam os dois passageiros permaneceu balançando no alto da estrutura, a centenas de metros do solo.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Duas pessoas passaram por momentos de terror após o balão de ar quente em que estavam colidir com uma torre de telecomunicações. Elas ficaram presas a cerca de 300 metros de altura, sob forte ventania.

    No sábado, 28 de fevereiro, o balão ficou entalado na estrutura de uma torre em Longview, no estado do Texas, nos Estados Unidos. O caso ocorreu por volta das 9h da manhã. A cesta onde estavam os dois passageiros permaneceu balançando no alto da estrutura, a centenas de metros do solo.

    O Corpo de Bombeiros foi acionado imediatamente. Cerca de 14 socorristas participaram da operação e precisaram escalar a torre utilizando sistemas de cordas, devido à dificuldade de acesso.

    Para se ter ideia da complexidade da ação, os bombeiros conseguiram alcançar o casal cerca de uma hora após o início dos trabalhos. A equipe agiu com cautela para trazê-los ao chão em segurança. Ambos estavam conscientes e não estavam feridos durante o acidente.

    O casal foi resgatado sem ferimentos graves, mas em estado de choque. Segundo o tenente Stephen Winchell, as vítimas foram orientadas a “fazer o que fosse necessário para manter a calma e cooperar”, já que a operação era considerada arriscada.

    Enquanto diversas pessoas acompanhavam o resgate do solo, os socorristas enfrentaram a subida de aproximadamente 300 metros carregando equipamentos pesados e cordas especiais. “No geral, foi uma operação bastante tranquila, dentro do possível, considerando todos os desafios envolvidos”, afirmou Winchell ao New York Post.

    A empresa local Tower King II ficará responsável por desmontar os destroços do balão, removendo a estrutura pedaço por pedaço. A prioridade inicial é baixar a cesta e o tanque de propano remanescente ao solo. As vítimas seguem recebendo apoio e, por enquanto, preferem não comentar o ocorrido.

    Balão atinge torre e deixa casal preso a 300 metros de altura nos EUA

  • Iranianos se dividem entre luto por Khamenei e esperança de troca de regime

    Iranianos se dividem entre luto por Khamenei e esperança de troca de regime

    Eles representam dois polos opostos da sociedade do país persa, cujo futuro encontra-se em suspenso desde o início dos ataques de Estados Unidos e Israel neste sábado (28).

    ANGELA BOLDRINI
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Enquanto o analista de mídias Sayed Hamed Nematollahi, 47, caminhava pelas ruas de Teerã ao lado de milhares de apoiadores da teocracia islâmica neste domingo (1º), a arquiteta Tannaz, 28, compartilhava mensagens de comemoração nas redes sociais. Os dois iranianos conversaram com a Folha de S.Paulo neste final de semana, por meio do aplicativo de mensagens WhatsApp.

    Eles representam dois polos opostos da sociedade do país persa, cujo futuro encontra-se em suspenso desde o início dos ataques de Estados Unidos e Israel neste sábado (28).

    Nematollahi mora na capital e é um apoiador da teocracia islâmica que, até ontem, era comandada pelo aiatolá Ali Khamenei. Já Tannaz, que pediu para não ter o sobrenome divulgado por medo de retaliações a sua família, faz parte da diáspora iraniana e vem acompanhando ansiosa notícias sobre uma possível queda do regime. Ela deixou o país em 2022, logo após os protestos contra a morte da jovem Mahsa Amini por forças de segurança, e hoje vive em Dubai.

    “Os sentimentos são mistos; não somos mais as mesmas pessoas depois de todas essas experiências de revoltas a cada dois anos e do número de pessoas mortas pelo regime cruel do Irã”, afirmou ela à Folha neste sábado (28). “Hoje [sinto] empolgação, felicidade, vingança, enquanto me preocupo com meu povo.”

    Nas redes sociais, Tannaz compartilhou publicações comemorando a morte de Khamenei, o líder supremo da teocracia alvejado no sábado pelo bombardeio das forças americanas e israelenses. Em muitas outras fotos de seu perfil, aparece sem o uso do véu islâmico -mesmo quando estava no Irã, em um gesto de protesto contra a obrigatoriedade imposta às mulheres.

    Perguntada sobre seus parentes e amigos, ela afirmou que não conseguiu falar com eles por causa da queda de internet dentro do país. Afirmou, porém, que se enxerga com “90 milhões de irmãs e irmãos em casa”.

    Se a arquiteta viu motivos para celebrar, o analista de mídia Nematollahi se juntou àqueles que entraram em luto pela morte do líder supremo. “Ele representa uma crença de que devemos resistir ao imperialismo”, afirmou.

    Das ruas de Teerã, enviou um vídeo à Folha de S.Paulo que mostra uma multidão caminhando com bandeiras do país -incluindo crianças de colo- cantando em homenagem ao aiatolá. “Ó líder da liberdade, nós seguimos seu caminho”, traduziu ele.

    “Para muitas pessoas comuns, é um momento profundamente chocante. Khamenei esteve no centro do sistema político do Irã por mais de três décadas, e sua morte repentina no contexto de ataques estrangeiros abalou tanto apoiadores quanto críticos”, afirma Nematollahi.

    O líder supremo foi, como o nome indica, a autoridade máxima nos últimos 37 anos -o que significa que uma parte considerável da população iraniana, incluindo Tannaz, não sabe o que é o país sob outro comando.

    Com a morte de Khamenei, os membros remanescentes do regime montaram uma junta para governar provisoriamente e manter a República Islâmica de pé. Enquanto isso, os EUA e Israel mantêm ataques ao Irã, e o presidente americano, Donald Trump, diz que a campanha militar durará quatro semanas.
    Com o desfecho em suspenso no momento, os dois lados se agarram às suas esperanças de vitória. “Nós somos moralmente fortes, estamos continuando a atacar fortemente”, diz Nematollahi. “Nós acreditamos que, como nós estamos em uma guerra aberta, não temos tempo para o luto; temos que transformar o pesar em energia para seguir lutando.”

    Do outro lado, Tannaz deseja ver uma mudança radical na forma como o país é governado. “Eu nunca me senti tão próxima do meu povo”, afirma, mesmo a milhares de quilômetros de distância de casa.

    Iranianos se dividem entre luto por Khamenei e esperança de troca de regime

  • Trump diz que está 'dando surra' no Irã e que 'grande onda' ainda está por vir

    Trump diz que está 'dando surra' no Irã e que 'grande onda' ainda está por vir

    Presidente americano se engaja em sequência inusual de entrevistas após ataque de EUA e Israel ao regime em Teerã; republicano não descarta envio de mais militares ao Oriente Médio

    WASHINGTON, EUA (CBS NEWS) – O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que está dando “uma surra” no Irã, em entrevista por telefone a CNN, nesta segunda-feira (3). Mas, diz que uma “grande onda” de ataques ainda está por vir.

    De acordo com a emissora, a entrevista durou nove minutos. Trump tem adotado uma postura diferente de quando atacou a Venezuela e capturou o ditador Nicolás Maduro.

    Na ocasião, convocou uma entrevista a jornalistas em poucas horas. Agora, ainda não fez nenhuma aparição pública, mas tem conversado com diversos jornais e TVs sobre as ações no Oriente Médio. “Eu acho que está indo muito bem. É algo muito poderoso e nós temos os melhores militares do mundo e estamos usando eles”, definiu ele.

    Assim como em entrevistas prévias, ele voltou a falar que não pretende que os ataques durem por muito tempo. “Não quero ver isso durando muito tempo. Sempre achei que duraria quatro semanas e estamos à frente do planejado.”

    A base de aliados de Trump tem se demonstrado favorável aos ataques, mas ele já recebeu criticas de republicanos que temem que esta seja mais uma “guerra sem fim” promovida pelos EUA, o que poderia ter um custo elevado para os cofres do governo e levar a morte de militares. Até agora, quatro americanos morreram.

    O presidente foi questionado se os EUA estão fazendo algo, além do ataque militar, para ajudar o povo iraniano a retomar o país do regime e ele disse que “sim” -o governo do republicano tem dito que eles prometeram ajuda ao Irã e cumpriram e, agora, seria responsabilidade dos próprios iranianos assumir controle do país.

    “Por enquanto, queremos que todos fiquem dentro de casa. Não está seguro lá fora.” Para o presidente, a retaliação do Irã no Oriente Médio, que atingiu bases americanas e outros países, como Bahrein, Jordania, Kuwait, Qatar e Emirados Arábes Unidos foi a maior surpresa até agora para Trump. “Eles atiraram em um hotel, em um edifício residencial. Isso fez com que eles ficassem com raiva.”

    “Agora eles querem lutar e estão lutando de forma bastante agressiva. Eles iam ter um envolvimento baixo e agora insistem em se envolver”, disse Trump, que classificou os líderes arábes como “espertos e fortes”.

    Já ao NY Post, o presidente disse que não descarta envio de mais militares ao Oriente Médio. “Eu não fico com medo de enviar tropas terrestres – tipo, como todo presidente diz, ‘Não haverá tropas no solo.’ Eu não digo isso,” afrmou o presidente. “Eu digo ‘provavelmente não precisamos delas’, ou ‘se elas fossem necessárias.’”

    Na manhã desta segunda, o secretário de Defesa Pete Hegseth falou com a imprensa e reafirmou que os EUA vão continuar com os ataques. Hegseth usou slogan America First (América em Primeiro Lugar, em inglês) para justificar que qualquer um que ameaçar o país vai ser morto. “Se vocês matarem americanos, se ameaçarem americanos em qualquer lugar da Terra, nós vamos caçá-los sem pedir desculpas e sem hesitação, e vamos matá-los”, disse Hegseth.

    Trump diz que está 'dando surra' no Irã e que 'grande onda' ainda está por vir

  • Irã promete que inimigos não estarão a salvo "nem dentro de casa"

    Irã promete que inimigos não estarão a salvo "nem dentro de casa"

    O Irã avisou, esta segunda-feira, que os seus inimigos não estarão a salvo nem sequer dentro das suas casas e a Guarda Revolucionária garantiu também que o país vai continuar lutando “até que o inimigo seja derrotado”.

    O Irã avisou, nesta segunda-feira, que seus inimigos não estarão seguros nem mesmo dentro de suas próprias casas. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que as recentes perdas — do líder supremo e de outros altos funcionários — “não abalaram o Irã; pelo contrário, o fortaleceram”, informou a emissora estatal da República Islâmica do Irã (IRIB), citada pela CNN Internacional.

    A Guarda Revolucionária também garantiu que o Irã continuará a lutar “até que o inimigo seja derrotado”.

    “O inimigo deve saber que seus dias de glória acabaram e que não estará seguro em nenhum lugar do mundo, nem mesmo em suas próprias casas”, prometeram.

    Também nesta tarde, o presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, afirmou que Teerã “não ficará em silêncio” após o que descreveu como ataques premeditados contra uma escola e um hospital, atribuídos a Israel e aos Estados Unidos.

    “Ataques contra hospitais são ataques à própria vida. Ataques contra escolas miram o futuro de uma nação (…) O mundo deve condenar esses atos”, escreveu Pezeshkian na rede X, acrescentando que “o Irã não ficará em silêncio e não cederá diante desses crimes”.

    Vale lembrar que este é o terceiro dia de ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Os dois países lançaram, no sábado, uma ofensiva militar contra o Irã para “eliminar ameaças iminentes do regime iraniano”, e Teerã respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região do Golfo e alvos israelenses.

    O Irã já confirmou a morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989, e decretou um período de luto de 40 dias. Até o momento, pelo menos 555 pessoas morreram no Irã desde o início dos ataques, segundo a organização humanitária Crescente Vermelho iraniano, e o Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de três militares norte-americanos.

    Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos contra países vizinhos.

    Irã promete que inimigos não estarão a salvo "nem dentro de casa"

  • Putin discute receio de conflito em grande escala com líderes do Golfo Pérsico

    Putin discute receio de conflito em grande escala com líderes do Golfo Pérsico

    O Presidente russo, Vladimir Putin, falou hoje em separado com vários líderes do Golfo Pérsico, em plena guerra no Irã e receios de um conflito em grande escala que ameace a segurança de toda a região.

    “Foi manifestada preocupação mútua em relação aos riscos de escalada do conflito e ao perigo de envolvimento de países terceiros”, informou o Kremlin em comunicado, após uma conversa telefônica de Vladimir Putin com o emir do Catar, Tamim bin Hamad al-Thani.

    O presidente russo também falou por telefone com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman al-Saud; com o rei do Bahrein, Hamad bin Isa al-Khalifa; e com o líder dos Emirados Árabes Unidos, Mohammed bin Zayed.

    Bin Salman considerou que a Rússia “pode desempenhar um papel positivo e estabilizador nestes dias”, devido às suas relações amistosas tanto com o Irã quanto com os países do Golfo Pérsico, segundo o Kremlin.

    Em relação à conversa com o líder do Bahrein, Moscou destacou a preocupação com uma possível guerra em grande escala na região.

    “Houve uma troca de opiniões sobre a escalada sem precedentes em torno do Irã, como resultado da agressão dos Estados Unidos e de Israel, que está levando toda a região à beira de uma guerra em grande escala com consequências imprevisíveis”, alertou.

    Os líderes árabes estão preocupados com o risco de uma guerra de grandes proporções na região após os bombardeios iniciados no sábado por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irã, bem como com a resposta da República Islâmica, que incluiu ataques a alvos em Tel Aviv, Dubai e Abu Dhabi, entre outros locais da região.

    O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje que a operação militar contra o Irã vai durar o tempo necessário e levantou a possibilidade de que possa se estender por várias semanas.

    A presidência russa manifestou hoje sua decepção com o fim das negociações entre os Estados Unidos e o Irã, mediadas por Omã, o que resultou em uma “agressão direta” contra a República Islâmica.

    A Rússia não prestou auxílio ao Irã quando o país foi atacado pelos Estados Unidos e por Israel em meados de 2025, embora Teerã tenha fornecido drones e outros equipamentos militares a Moscou para sua campanha militar na Ucrânia.

    No fim do ano anterior, Moscou perdeu outro de seus aliados na região, após a deposição do ex-presidente sírio Bashar al-Assad por uma coalizão rebelde de inspiração jihadista.

    O presidente norte-americano afirmou que a operação iniciada no sábado visa “eliminar ameaças iminentes” do Irã, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, justificou a ação conjunta contra o que classificou como uma “ameaça existencial” ao seu país.

    O atual conflito também agravou as hostilidades entre Israel e o grupo xiita libanês Hezbollah, apoiado por Teerã, que nunca deixaram de se acusar mutuamente de violações do acordo de cessar-fogo assinado em novembro de 2024.

    Putin discute receio de conflito em grande escala com líderes do Golfo Pérsico

  • Três caças norte-americanos são abatidos "por engano pelo Kuwait"

    Três caças norte-americanos são abatidos "por engano pelo Kuwait"

    Três aviões de combate norte-americanos foram abatidos pelo exército kuwaitiano, quando o Irã atacava a região, afirmou hoje o comando militar dos Estados Unidos para o Oriente Médio (Centcom).

    “No decorrer de um confronto intenso, que incluiu ataques de aviões iranianos, mísseis balísticos e drones”, os caças “foram abatidos por engano pela defesa aérea do Kuwait”, declarou o Centcom em um comunicado, esclarecendo que os seis membros da tripulação se ejetaram e estão sãos e salvos.

    “O Kuwait reconheceu esse incidente e estamos gratos pelos esforços de suas forças de defesa e pelo apoio no âmbito da operação em andamento” contra o Irã, acrescentou.

    O Centcom informou que os três F-15E caíram no fim da noite de segunda-feira, quando participavam de voos de apoio à operação “Fúria Épica”, atribuindo o ocorrido a “um aparente incidente de fogo amigo”.

    Poucas horas antes, as autoridades do Kuwait haviam confirmado que vários aviões militares norte-americanos haviam caído em seu território, sem divulgar informações sobre as causas, segundo comunicado publicado nas redes sociais.

    O porta-voz do Ministério da Defesa do Kuwait, Saud al-Atuan, afirmou que “vários aviões militares norte-americanos caíram hoje pela manhã”, acrescentando que “todos os tripulantes estão em segurança”.

    Al-Atuan acrescentou que as autoridades iniciaram operações de busca e salvamento para localizar os militares, que foram “transportados para um hospital”, onde permanecem estáveis.

    “Houve coordenação direta com as forças norte-americanas sobre as circunstâncias do incidente e foram adotadas medidas técnicas conjuntas”, ressaltou.

    Por sua vez, a Embaixada dos Estados Unidos no Kuwait alertou, na internet, para “a ameaça contínua de ataques com mísseis e drones” no país e pediu à população que não se dirija ao prédio, em meio a informações divulgadas nas redes sociais de que as instalações teriam sido atingidas, embora não haja, até o momento, confirmação oficial.

    “A Embaixada dos Estados Unidos no Kuwait insta os cidadãos a permanecerem em suas residências, revisarem seus planos de segurança em caso de ataque e manterem-se vigilantes diante de possíveis novos ataques. O pessoal da Embaixada dos Estados Unidos encontra-se abrigado”, destacou, orientando que essas pessoas “se dirijam ao andar mais baixo possível e não se aproximem das janelas” nem “saiam para a rua”.

    O Exército do Irã confirmou, nas primeiras horas do dia, uma nova onda de ataques com mísseis contra a base aérea norte-americana de Ali al-Salem, no Kuwait, e contra vários navios na região norte do oceano Índico, informou a televisão estatal iraniana IRIB, sem que haja, por enquanto, mais detalhes sobre esses acontecimentos, acompanhados por novas ondas de bombardeios dos Estados Unidos e de Israel contra o país.

    Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irã, para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, e Teerã respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelenses.

    Três caças norte-americanos são abatidos "por engano pelo Kuwait"

  • Não começamos esta guerra, mas sob Trump vamos encerrá-la, diz Hegseth

    Não começamos esta guerra, mas sob Trump vamos encerrá-la, diz Hegseth

    Pete Hegseth falou ainda que o país está em luto pelos quatro militares americanos que morreram durante a operação

    WASHINGTON, EUA (CBS NEWS) – O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou em primeira entrevista a jornalistas desde o início do bombardeio no Irã, que não foram os americanos que deram início à guerra, mas que eles vão encerrá-la. Ele estava acompanhado do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general Dan Caine.

    O secretário falou ainda que o país está em luto pelos quatro militares americanos que morreram durante a operação. “Nós não começamos esta guerra, mas sob o presidente Trump, nós vamos terminá-la.”

    A entrevista de Hegseth acontece após o primeiro fim de semana dos ataques, em que o presidente Donald Trump não fez, até a manhã desta segunda-feira, nenhuma aparição ao vivo e concentrou as informações sobre a guerra em postagens no Truth Social e breve entrevistas a diferentes jornais e TVs.

    Agora, em um discurso em que usou o slogan America First (América em Primeiro Lugar, em inglês), o secretário afirmou que qualquer um que ameaçar o país vai ser morto. “Se vocês matarem americanos, se ameaçarem americanos em qualquer lugar da Terra, nós vamos caçá-los sem pedir desculpas e sem hesitação, e vamos matá-los”, disse Hegseth.

    O secretário ainda respondeu às críticas sobre a guerra. “Para a imprensa ao redor do mundo: Parem. Isso não é o Iraque. Não é interminável. Eu estive lá. Nossa geração sabe mais e este presidente também.”

    Desde o início dos ataques, a gestão Trump tem sido criticada por dar início a mais um conflito no Oriente Médio. Até apoiadores temem que esta seja mais uma guerra sem fim, em que há um alto custo e causa a morte de militares americanos.

    Segundo Hegseth, não há soldados americanos atualmente em território iraniano, mas “iremos tão longe quanto for necessário” e também complementou que não detalharia o que os EUA podem fazer enquanto a operação continua.

    Ele criticou a postura do Irã em meio às negociações das últimas semanas, voltou a alegar que o país persa estava construindo armas nucleares e disse que ao invés de optar pela negociação, eles preferiram enrolar.

    O secretário falou ainda que o país está em luto pelos quatro militares americanos que morreram durante a operação. “Que possamos conduzir o restante desta operação de uma maneira que os honre, sem desculpas, sem hesitação, com fúria épica”, afirmou.

    Caine também expressou condolências às famílias dos militares mortos e feridos na operação. Porém, afirmou que mais mortes são esperadas. “Como sempre, trabalharemos para minimizar as perdas americanas”, disse.

    Ele também disse que a operação envolve a Marinha, o Corpo de Fuzileiros Navais, a Força Aérea, a Força Espacial e a Guarda Costeira, em cooperação com o exército israelense. “E o fluxo de forças continua hoje”, afirmou ele, que relatou que forças adicionais estão a caminho.

    Um repórter iraniano, que relatou ter deixado o Irã nos anos 1990, questionou o secretário se poderia retornar em segurança ao país ainda este ano.

    Nisso, Hegseth repetiu as falas de Trump. “Eu não estou aqui para dar garantias sobre isso”, disse ele, que repetiu a fala de Trump dos últimos dias: “Povo do Irã, este é o momento de vocês. Nós vimos a natureza do regime exposta, vimos pessoas do Irã querendo mudança, este é o momento deles tirarem vantagem, com certeza.”

    Não começamos esta guerra, mas sob Trump vamos encerrá-la, diz Hegseth

  • Guerras fazem França anunciar escudo nuclear para Europa

    Guerras fazem França anunciar escudo nuclear para Europa

    Macron diz que instabilidades obriga aumento do arsenal atômico, que pode ser posicionado nos vizinhos; medida era estudada devido ao conflito na Ucrânia, mas ataque ao Irã escancara divergência com os EUA

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou nesta segunda-feira (2) uma mudança na política de armas nucleares do país, que aumentará seu arsenal de ogivas atômicas e o colocará à disposição dos vizinhos em caso de necessidade.

    A medida é uma reação direta ao ataque dos Estados Unidos e Israel, ambas potências nucleares, ao Irã no sábado (28). Ela já vinha sendo estudada pela percepção do fim do apoio militar americano aos parceiros europeus da Otan no contexto da Guerra da Ucrânia, mas foi acelerada pela decisão de Donald Trump.

    “Nós estamos experimentando um período de agitação geopolítica cheio de riscos”, afirmou, citando o perigo de conflitos globais “ultrapassarem os limites nucleares”. O francês falava da base de submarinos estratégicos, na Bretanha (noroeste do país).

    Mais cedo, o chanceler da França, Jean-Noël Barrot, havia criticado duramente os EUA por não terem consultado seus parceiros europeus antes do ataque que decapitou o regime de Teerã e disparou um conflito generalizado no Oriente Médio.

    Diferentemente de conflitos como a invasão do Afeganistão (2001) e da Guerra do Iraque (2003), no ataque atual os EUA só têm o Estado judeu a seu lado. Até o domingo (1º), o Reino Unido até vetava o uso de suas bases para a ação.

    Mas a nova guerra bate às portas da Europa, com a Grécia mobilizando forças para defender a ilha de Chipre, onde drones alvejaram uma base britânica, e com países do golfo Pérsico pedindo ajuda à Itália para obter defesas antiaéreas de pronta entrega.

    A ideia de um guarda-chuva nuclear europeu já havia sido ventilada por Macron no ano passado. Um primeiro passo foi o anúncio da unificação operacional do arsenal francês com o britânico, cada um retendo seu poder decisório independente.

    Apenas Paris e Londres têm armas nucleares na Otan. O estoque francês é o quarto maior do mundo, com 290 ogivas, enquanto os britânicos têm 225, segundo a Federação dos Cientistas Americanos.

    Na Europa, os americanos têm cerca de 100 bombas táticas, para uso limitado a campo de batalha, em seis bases de cinco parceiros da aliança.

    Macron afirmou que, “sob certas circunstâncias”, poderia posicionar ativos estratégicos nos vizinhos. Citou nominalmente Alemanha, Dinamarca, Holanda, Bélgica e Polônia como parceiros que estão a par dos planos, que ele disse não violar princípios da Otan e que foram comunicados a Londres e Washington.

    A ideia de que a Europa tem de se defender sozinha ganhou corpo com a volta de Trump ao poder, no ano passado, dado desengajamento do presidente de assuntos militares no continente. Ele passou a conta da ajuda à Ucrânia aos aliados e os forçou a aprovar aumento de gastos.

    Isso dito, como em outras ocasiões em que Macron falou grosso, a retórica do enfraquecido presidente francês enfrenta diversos óbices práticos.

    A maioria das ogivas francesas está em mísseis que equipam seus quatro submarinos de propulsão nuclear. Cerca de 50 delas estão em modelos de cruzeiro lançados por caças Rafale, que são o único ativo facilmente compartilhável com os vizinhos.

    Se é fato que numa guerra com a Rússia o arsenal francês poderia fazer um grande estrago, é ainda mais certo que a vantagem enorme de Moscou no campo garantiria a obliteração continental. Vladimir Putin tem a seu dispor 5.459 ogivas, 1.718 delas prontas para disparo. Trump, por sua vez, tem 5.177, 1.680 à mão.

    O anúncio francês também reflete a nova e perigosa situação nuclear do mundo. Em fevereiro, Trump deixou caducar o último acordo que tinha com a Rússia para o controle das ogivas estratégicas, aquela destinadas a tentar ganhar guerras.

    O americano quer que a China, dona do terceiro arsenal (600 bombas) global, integre um novo acordo, o que fez os russos exigirem a presença francesa e britânica. Especialistas alertam que, ao fim, a falta de regras só fará acelerar uma corrida armamentista.

    O tema permeia o ataque ao Irã, justificado pela falta de acordo acerca do programa nuclear da teocracia.

    Guerras fazem França anunciar escudo nuclear para Europa

  • Homem desaparecido durante 10 dias é encontrado com lama até aos ombros

    Homem desaparecido durante 10 dias é encontrado com lama até aos ombros

    Autoridades precisaram de quase três horas para conseguir tirar o homem da lama. Não se sabe o motivo de seu desaparecimento, mas amigos compartilham que passava uma fase amorosa delicada

    Um homem da Florida, nos EUA, que estava desaparecido desde o Dia do Namorados, no dia 14 de fevereiro, foi encontrado submerso em lama, noticia o The Guardian.

    Andrew Giddens, de 36 anos, esteve vários dias sem comer ou beber nada, anunciaram as autoridades depois de o encontrarem. “Ele ficou preso na lama durante vários dias, sem comida nem água, enquanto a região enfrentava temperaturas muito frias”, informou a corporação de  bombeiros de Palatka.

    O último sinal de vida de Andrew seria uma chamada telefônica que fez ao seu pai no dia do desaparecimento. Depois disso não voltou a dar notícias e a família e amigos abriram um processo para uma pessoa desaparecida.

    As autoridades viriam a  encontrar o carro do homem abandonado junto a um terreno perto de uma companhia de materiais vulcânicos. Os documentos encontrados dentro do veículo confirmavam que se tratava do seu carro e começaram então as investigações pelo seu paradeiro junto ao local.

    Andrew acabou sendo encontrado no dia 23 de fevereiro, junto ao Vulcan Materials Company. Estava submerso, com lama até aos ombros.

    Não se sabe o que esteve na origem do seu desaparecimento, mas amigos revelaram que ele estava passando por uma fase mais depressiva devido ao fim recente de um relacionamento. Por esse motivo, o homem foi transportado para o hospital para que fosse examinado por médicos e feita uma avaliação psicológica, indica o The Sun.

    Andrew teria, apesar da situação em que se encontrava, conseguindo gritar para chamar a atenção das autoridades quando eles se aproximaram. O seu resgate demorou cerca de 3 horas.

    “Graças ao esforço e trabalho de equipe dos paramédicos, esperamos que Andrew se recupere”, informaram os bombeiros.

    “Este resgate demonstra o poder da ajuda mútua, do treino e da dedicação. Estamos gratos pela coragem e profissionalismo de todos os envolvidos”,

    A família do homem emitiu também um comunicado nas redes sociais, agradecendo os agentes de resgate, mas ciente de “que mais um dia ali e ele podia não ter tanta sorte”.

    Homem desaparecido durante 10 dias é encontrado com lama até aos ombros