Categoria: MUNDO

  • Chefe de Segurança do Irã diz que não haverá negociação com Trump

    Chefe de Segurança do Irã diz que não haverá negociação com Trump

    Ataque dos EUA e Israel deve continuar pelas próximas semanas; Trump também pediu que a Guarda Revolucionária iraniana entregue as armas sob o risco de “encarar a morte”

    Ali Larijani, chefe de Segurança do Irã, afirmou nesta segunda-feira (2), na Rede Social X, que o país não fará acordo com o presidente Donald Trump. “Não haverá negociação com os Estados Unidos”, escreveu ele.

     
    A mensagem de Larijani vai na contramão do que disse Trump neste domingo (1), quando afirmou que o novo líder do país estaria interessado em negociar.

    Larijani publicou outras mensagens na rede social e escreveu que “Trump traiu o ‘América Primeiro’ e adotou o ‘Israel Primeiro”.  Em outra postagem, o chefe de Segurança iraniano escreveu que o presidente norte-americano “puxou toda a região para uma guerra desnecessária e agora está devidamente preocupado com as mortes de norte-americanos. É muito triste ele sacrificar o tesouro e o sangue americano para avançar nas ambições expansionistas ilegítimas de Netanyahu”.O ataque conjunto dos EUA e Israel ao Irã, que teve início no sábado (28), não deve parar tão cedo. Segundo o próprio Trump, as agressões continuarão até que os objetivos militares dos EUA sejam atingidos.

    Trump também pediu que a Guarda Revolucionária iraniana entregue as armas sob o risco de “encarar a morte.”

    Os bombardeios ao Irã causaram a morte do Líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Hamenei. O ex-presidente do país, Mahmoud Ahmadinejad, também morreu.

    Chefe de Segurança do Irã diz que não haverá negociação com Trump

  • Refinaria na Arábia Saudita é atingida por drones iranianos

    Refinaria na Arábia Saudita é atingida por drones iranianos

    A refinaria de petróleo de Ras Tanura, na Arábia Saudita, foi hoje alvo de um ataque de drones, anunciou o Ministério da Defesa do reino, tendo as autoridades abatido as aeronaves que se aproximavam

    A Arábia Saudita é dos países do Golfo que têm sido alvo de ataques do Irã desde sábado, em retaliação pela ofensiva de grande envergadura que os Estados Unidos e Israel têm em curso contra a República Islâmica.

    Um porta-voz militar saudita fez o anúncio do ataque à refinaria através da agência estatal Saudi Press Agency, segundo a agência norte-americana AP.

    A agência especializada Bloomberg noticiou que a refinaria parou após o forte ataque.

    Vídeos compartilhados na internet a partir do local pareceram mostrar uma espessa nuvem de fumaça subindo após o ataque, destacou a AP.

    Mesmo os drones interceptados com sucesso causam detritos que podem provocar incêndios e ferir quem se encontra no solo.

    A refinaria de Ras Tanura, localizada no Golfo, é uma das maiores da região, com capacidade para 550.000 barris de petróleo bruto por dia, segundo a agência francesa AFP.

    Refinaria na Arábia Saudita é atingida por drones iranianos

  • "Trump está arrastando EUA para guerra que o povo não quer", diz Kamala

    "Trump está arrastando EUA para guerra que o povo não quer", diz Kamala

    Kamala Harris considerou que Donald Trump está arrastando os EUA “para uma guerra que o povo não quer” e descreveu o ataque ao Irã como uma ação de “imprudência disfarçada de determinação”

    A ex-vice-presidente dos Estados Unidos e candidata nas últimas eleições presidenciais norte-americanas, Kamala Harris, considerou que “Donald Trump está forçando o país entrar em uma guerra sem necessidade, após os ataques contra o Irã.

    “Donald Trump está arrastando os Estados Unidos para uma guerra que o povo norte-americano não quer. Me deixem ser clara: sou contra uma guerra de mudança de regime no Irã, e as nossas tropas estão sendo postas em perigo em nome da guerra escolhida por Trump”, começou considerando em um comunicado emitido na noite de sábado.

    Para a ex-vice-presidente, “esta é uma aposta perigosa e desnecessária com vidas americanas que põe também em risco a estabilidade na região” e a “posição” dos Estados Unidos no mundo. 

    “O que estamos testemunhando não é força. É imprudência disfarçada de determinação. Sei da ameaça que o Irã representa, e nunca devem ter permissão para possuir uma arma nuclear, mas esta não é a forma de desmantelar essa ameaça”, disparou.

    Kamala Harris recordou que, durante a campanha para as eleições presidenciais de 2024, Donald Trump “prometeu acabar com as guerras em vez de as iniciar”, acusando-o de mentir. 

    Lembrou, ainda, que Trump afirmou, no ano passado, que “aniquilou” o programa nuclear do Irã, sendo essas declarações também “uma mentira”. 

    Destacando que é necessário ter “uma visão realista do que aí vem” e que Trump “já disse que este conflito pode provocar baixas norte-americanas”, Kamala Harris disse estar “rezando por todos” os “militares, homens e mulhers”, que “estão realizando missões periogsas com uma habilidade, disciplina e precisão excecionais”. 

    “As nossas tropas merecem um comandante-chefe que aborde as decisões sobre assuntos de guerra e paz com a mesma firmeza e disciplina que as nossas tropas demonstram todos os dias”, disse.

    “De acordo com a Constituição dos Estados Unidos, o presidente deve receber autorização do Congresso para entrar em guerra. Mas mesmo que a tivesse, isso não altera o fato de que esta ação é imprudente, injustificada e não apoiada pelo povo americano. Não pode haver ambiguidade na nossa oposição à guerra escolhida por Donald Trump, e o Congresso deve usar todo o poder disponível para o impedir de nos comprometer ainda mais com este conflito. As nossas tropas, os nossos aliados e o povo americano não merecem menos”, rematou.

    Vale destacar que Israel e os Estados Unidos iniciaram há 24 horas uma vasta operação militar contra o Irã de que resultou já a morte de vários dirigentes políticos e militares da República Islâmica, incluindo o líder supremo, Ali Khamenei.

    O presidente norte-americano deu indicações de que a operação visava o derrube do regime do Irão e incitou o povo iraniano a tomar o poder após a intervenção militar conjunta com Israel. Em pronunciamento, Trump informou que militares dos Estados Unidos morreram nas ações do país norte-americano, mas não citou o número de mortos.

    "Trump está arrastando EUA para guerra que o povo não quer", diz Kamala

  • Quem poderá suceder a Ali Khamenei? Um a um, veja os favoritos

    Quem poderá suceder a Ali Khamenei? Um a um, veja os favoritos

    Após a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, surgiram quatro nomes de possíveis sucessores para o cargo político mais importante do Irã: Alireza Arafi, Mohammad Mehdi Mirbageri, Hassan Khomeini e Moytaba Khamenei

    O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, foi morto durante os ataques da operação conjunta dos Estados Unidos e Israel contra o país, no último sábado. A confirmação da sua morte chegou na madruga de domingo, dia 1 de março, através de uma televisão estatal.

    Ali Khamenei, de 86 anos, estava no poder há 36 anos.

    Depois de ter participado nos protestos de 1978 que antecederam a Revolução Iraniana, no ano seguinte, Khamenei tornou-se um aliado próximo do então líder supremo Ruhollah Khomeini.

    Em 1989, após a morte de Ruhollah Khomeini, Khamenei, e apesar de não ser o favorito, foi escolhido para ser o líder supremo do Irão.

    Agora, quem são os favoritos para suceder Khamenei?

    Na verdade, 36 anos depois, também não há um favorito para ocupar o cargo de líder supremo, que é a mais alta autoridade política do Irã. No entanto, há quatro nomes que são apontados como possíveis sucessores.

    A eleição do líder exige a maioria dos votos dos representantes presentes na sessão, ou seja, metade mais um.

    Alireza Arafi 

    Alireza Arafi, de 67 anos, foi nomeado para membro provisório do Conselho de Discernimento do Interesse Superior do Regime iraniano após a morte de Ali Khamenei, sendo para já o líder supremo interino. 

    Atualmente, é presidente do Centro de Gestão dos Seminários Islâmicos do país, membro do Conselho de Guardiões e segundo vice-presidente da Assembleia de Peritos.

    Era um homem de confiança de Khamenei, tendo começado a ganhar destaque com a ascensão do então líder supremo, em 1989.

    Meios de comunicação iranianos descreveram Arafi como um cruzamento entre autoridade religiosa e influência política que define a estrutura de poder do Irão, mas supostamente não tem ligações com as Forças Armadas.

    Notícias ao Minuto Alireza Arafi
    © Reprodução X

    Mohammad Mehdi Mirbageri

    Mohammad Mehdi Mirbageri, com cerca de 60 anos, é o segundo nome apontado. É um clérigo ultraconservador e é opositor do Ocidente. Está à frente da Academia de Ciências Islâmicas de Qom e é membro da Assembleia de Especialistas.

    O seu nome tem sido mencionado ao longo de vários anos como um possível sucessor de Khamenei.

    Notícias ao Minuto Mohammad Mehdi Mirbageri© Reprodução X

    Hassan Khomeini

    Um outro nome apontado é o de Hassan Khomeini, de 53 anos. É neto do fundador da República Islâmica, Ruhollah Khomeini

    Nunca ocupou cargos importantes no Irã, sendo, atualmente, o guardião do Mausoléu de Khomeini, nos arredores de Teerã.

    É considerado um moderado e tem apoiado políticos dessa corrente, na defesa de uma abertura controlada do país.

    Notícias ao Minuto Hassan Khomeini© Kaveh Kazemi/Getty Images  

    Moytaba Khamenei

    Por fim, Moytaba Khamenei, de 56 anos. Moytaba é o segundo filho mais velho de Ali Khamenei e é apontado há vários anos como o sucessor do pai.

    É-lhe atribuída uma grande influência política e junto de forças armadas como a Guarda Revolucionária. Embora nunca tenha tido cargos públicos de grande relevo, era ele quem coordenava o gabinete do pai, tendo contatos importantes.

    No entanto, o fato de ser filho do então líder supremo, não joga a seu favor.

    Uma das justificativas para a Revolução Iraniana de 1979 contra o governo do xá Reza Pahlavi foi combater a hereditariedade do antigo regime. Se Moytaba Khamenei fosse eleito como líder supremo poderia ser visto como um golpe às bases dessa revolução.

    Notícias ao Minuto Moytaba Khamenei© Reprodução X  

    Quem poderá suceder a Ali Khamenei? Um a um, veja os favoritos

  • Apresentador de TV chora ao anunciar morte de Ali Khamenei no Irã; vídeo

    Apresentador de TV chora ao anunciar morte de Ali Khamenei no Irã; vídeo

    O anúncio oficial da morte do aiatola Ali Khamenei foi feito por um apresentador da televisão estatal iraniana, que não conseguiu conter as lágrimas, enquanto outro apresentador fez uma declaração mais séria.

    O anúncio oficial da morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica do Irã, foi feito por um apresentador da televisão estatal iraniana, que não conseguiu conter as lágrimas.

    “Deus é grande. Deus é grande. Com profunda tristeza, anunciamos à nação iraniana que o grande aiatolá Ali Khamenei, Líder Supremo da Revolução Islâmica, foi hoje martirizado em um ataque criminoso conjunto dos Estados Unidos e do regime sionista”, afirmou o apresentador, antes de se emocionar.

    Ao fundo, é possível ouvir outras pessoas chorando enquanto o apresentador anuncia a morte de Khamenei, que estava no poder há 36 anos.

    Em outra emissora estatal, a IRINN, um apresentador leu uma declaração do Conselho Supremo de Segurança Nacional, enquanto versículos do Alcorão eram reproduzidos ao fundo — como também pode ser visto no vídeo acima.

    O comunicado do Conselho de Segurança, segundo a BBC, afirmava que a morte de Khamenei desencadearia “uma revolta na luta contra os opressores”.

    “Khamenei, uma das pessoas mais maléficas da história, está morto”

    Antes do anúncio oficial do Irã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia afirmado, na rede social Truth, que “Khamenei, uma das pessoas mais maléficas da história, está morto”.

    Já na manhã deste domingo, o exército de Israel reivindicou a morte de Ali Khamenei, anunciando que o líder supremo “foi alvo de uma operação precisa e de grande escala realizada pela Força Aérea Israelense”.

    A força aérea foi “guiada por informações detalhadas de inteligência”, e Ali Khamenei foi atingido quando “estava em seu complexo de comando central, no coração de Teerã, junto com outros altos oficiais”.

    Após a morte do líder supremo, o Irã decretou um período de luto de 40 dias, além de sete dias de feriado.

    Além do líder supremo, Teerã confirmou que, nos ataques, morreram o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, major-general Abdorrahim Musaví, o ministro da Defesa, brigadeiro-general Aziz Nasirzadeh, e o secretário do Conselho de Defesa, Ali Shamjani.

    O comandante da Guarda Revolucionária Islâmica, general Mohamad Pakpur, também foi morto nos ataques de sábado, e Teerã anunciou hoje sua substituição pelo brigadeiro-general Ahmad Vahidi, segundo a agência iraniana Mehr.

    Em resposta aos ataques, que continuaram hoje, o Irã lançou uma série de ofensivas contra interesses norte-americanos na região, mas também contra outros países da área.

    Apresentador de TV chora ao anunciar morte de Ali Khamenei no Irã; vídeo

  • Irã diz ter atingido porta-aviões USS Abraham Lincoln, dos EUA

    Irã diz ter atingido porta-aviões USS Abraham Lincoln, dos EUA

    A ação mais dramática, mas que ainda carece de detalhamento e confirmação pelo lado dos EUA, foi a ação anunciada contra o porta-aviões USS Abraham Lincoln, que participa da guerra operando no mar Arábico, perto de Omã.

    IGOR GIELOW
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã se espalhou pelos mares do Oriente Médio. A teocracia diz ter atacado um porta-aviões americano e atingiu ao menos dois petroleiros no estratégico estreito de Hormuz. Já os americanos anunciaram ter afundado um navio rival.

    A ação mais dramática, mas que ainda carece de detalhamento e confirmação pelo lado dos EUA, foi a ação anunciada contra o porta-aviões USS Abraham Lincoln, que participa da guerra operando no mar Arábico, perto de Omã.

    Segundo a unidade militar, quatro mísseis foram lançados contra o navio de propulsão nuclear, 1 dos 11 da frota americana, mas não há relatos sobre o resultado do ataque. As forças dos EUA ainda não comentaram a afirmação.

    Durante os combates com os rebeldes pró-Irã do Iêmen, porta-aviões americanos tiveram de ser defendidos por suas escoltas e caças diversas vezes contra drones e mísseis, mas nunca houve um impacto.

    Além do Lincoln, 1 dos 18 navios mobilizados por Donald Trump para a ação, a guerra é apoiada pelo grupo de porta-aviões do USS Gerald R. Ford, que está na costa mediterrânea de Israel.

    Pouco antes, dois incidentes mostraram que a guerra está ativa no estreito de Hormuz. Primeiro, um petroleiro de bandeira de Palau foi atingido por um projetil perto da costa de Omã, deixando quatro feridos e forçando a evacuação da embarcação.

    Depois, o site de rastreamento marítimo Marine Traffic anunciou que outro petroleiro, o MKD Vyon, também foi atingido na região. O navio tem bandeira das ilhas Marshall, país que tem uma associação especial com os EUA.

    Não longe dali, no golfo de Omã, o Centcom (Comando Central das Forças Armadas dos EUA, no acrônimo em inglês) anunciou que havia afundado um navio de guerra iraniano, a corveta Jamaran. Teerã também não comentou o incidente, que se for confirmado será o primeiro afundamento de uma belonave na guerra.

    Comprovando o ambiente de risco elevado, o Marine Traffic apontou que cerca de 150 petroleiros e navios de transporte de gás natural liquefeito baixaram suas âncoras em águas territoriais de países do golfo Pérsico antes de seguir viagem pelo estreito, que tem apenas 40 km de largura no seu ponto mais apertado.

    Outras 100 embarcações estão na costa de Omã, do lado da saída do estreito para o oceano Índico. No sábado, a missão marítima da União Europeia na região alertou que navios estavam sendo ameaçados por rádio pela Guarda Revolucionária do Irã, país com 16 instalações militares na região.

    Ainda não houve uma ordem formal de fechamento do estreito, mas tudo indica que as empresas transportadoras não estão querendo pagar para ver. O impacto da situação depende de sua extensão e duração, mas é inevitável uma alta dos preços futuros do petróleo, com efeitos inflacionários potenciais no mundo todo.

    Irã diz ter atingido porta-aviões USS Abraham Lincoln, dos EUA

  • Putin lamenta morte de Ali Khamenei: "Violação cínica de todas as normas"

    Putin lamenta morte de Ali Khamenei: "Violação cínica de todas as normas"

    O presidente da Rússia, Vladimir Putin, expressou as suas “sinceras condolências” pela morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, descrevendo o assassinato como uma “violação cínica” das normas internacionais.

    O presidente da Rússia, Vladimir Putin, descreveu a morte do líder supremo da República Islâmica do Irã, Ali Khamenei, como uma “violação cínica de todas as normas da moral e do direito internacional”.

    Em uma carta enviada ao seu homólogo iraniano, Masoud Pezeshkian, Putin apresentou suas “sinceras condolências pelo assassinato” do líder supremo e de membros de sua família, “cometido com uma violação cínica de todas as normas da moral humana e do direito internacional”.

    “No nosso país, o aiatolá Khamenei será lembrado como um estadista notável, que deu uma enorme contribuição pessoal para o desenvolvimento das relações amistosas entre a Rússia e o Irã, elevando-as ao nível de uma parceria estratégica abrangente”, afirmou Putin, na nota divulgada pelo Kremlin.

    O presidente russo também pediu que fossem transmitidas suas “mais sinceras condolências e apoio aos familiares e amigos do líder supremo, ao governo e a todo o povo do Irã”.

    Razões de Trump para ataque “são infundadas”, considerou a Rússia

    Já no sábado, a Rússia considerou como infundada a justificativa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para atacar o Irã em conjunto com Israel.

    “As declarações feitas hoje pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no sentido de que esta operação tinha como objetivo impedir que o Irã adquirisse uma arma nuclear, não são justificadas. São infundadas”, declarou o representante permanente da Rússia na ONU, Vassily Nebenzia.

    O embaixador russo rejeitou as declarações de Trump sobre o programa nuclear iraniano — que Washington estava negociando com Teerã — e afirmou que o Irã tem declarado “sistematicamente” que não tem planos desse tipo e está “cumprindo suas obrigações” nos termos do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP).

    Já o ex-presidente do país e atual secretário-adjunto do Conselho de Segurança, Dmitri Medvedev, afirmou que os Estados Unidos mostraram sua “verdadeira face” e confirmaram que “as negociações com o Irã foram apenas uma farsa”, segundo uma mensagem publicada na plataforma Telegram.

    Israel e Estados Unidos, vale lembrar, lançaram no sábado um ataque militar contra o Irã, para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, e Teerã respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelenses.

    O presidente norte-americano afirmou que a operação teve como objetivo “eliminar ameaças iminentes” do Irã, enquanto o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, confirmou a ação conjunta contra o que classificou como uma “ameaça existencial”.

    Na madrugada de hoje, um apresentador da televisão estatal iraniana anunciou, em lágrimas, a morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica do Irã, que estava no poder há 36 anos.

    O Irã, por sua vez, decretou um período de luto de 40 dias, bem como sete dias de feriado, pela morte de Khamenei.

    Putin lamenta morte de Ali Khamenei: "Violação cínica de todas as normas"

  • Chanceler da China afirma que matar o líder de um Estado soberano é inaceitável

    Chanceler da China afirma que matar o líder de um Estado soberano é inaceitável

    Segundo nota do Ministério das Relações Exteriores, Wang declarou que “matar abertamente o líder de um Estado soberano e instigar mudança de regime é inaceitável” e que “tais atos violam o direito internacional e as normas básicas das relações internacionais”.

    VICTORIA DAMASCENO
    PEQUIM, CHINA (CBS NEWS) – O chanceler da China, Wang Yi, afirmou que o assassinato do aiatolá Ali Khamenei na operação conjunta entre Estados Unidos e Israel é “inaceitável”.

    Segundo nota do Ministério das Relações Exteriores, Wang declarou que “matar abertamente o líder de um Estado soberano e instigar mudança de regime é inaceitável” e que “tais atos violam o direito internacional e as normas básicas das relações internacionais”.

    O ministro disse ainda que a China está altamente preocupada com a situação e que se opõe ao uso da força nas relações internacionais.

    A declaração ocorreu durante telefonema com o chanceler russo, Sergei Lavrov, neste domingo (1º). Lavrov, segundo a chancelaria chinesa, afirmou que os ataques militares contra o Irã prejudicam gravemente a estabilidade no Oriente Médio.

    O posicionamento de Pequim em relação ao ataque, iniciado no sábado por meio de uma ofensiva americana e israelense contra o Irã, segue a linha adotada pelo país em outros conflitos. A China pede que as ações militares cessem imediatamente e que sejam retomados o diálogo e as negociações.

    O ataque ocorreu em meio a tratativas dos EUA com o Irã sobre o programa nuclear de Teerã, que o presidente americano, Donald Trump, quer ver completamente desmantelado.

    Ainda neste domingo, a chancelaria orientou que cidadãos chineses deixem o país persa e indicou rotas de saída pelo Azerbaijão, Armênia, Turquia e Iraque.

    A embaixada da China em Israel também aconselhou seus cidadãos no país a se deslocarem o mais rápido possível para áreas seguras ou a deixarem o território em direção ao Egito.

    A China já havia se pronunciado por meio de seu embaixador na ONU, Fu Cong, que condenou os ataques contra o Irã e o uso da força para resolver disputas em discurso no Conselho de Segurança no sábado (28).

    “A soberania, a segurança e a integridade territorial do Irã e de outros países da região devem ser respeitadas”, disse.

    Fu também afirmou considerar “chocante” que a ofensiva tenha ocorrido em meio a negociações diplomáticas entre Washington e Teerã e alertou para o risco de escalada das tensões na região. O embaixador declarou ainda que a China está “profundamente preocupada” com a situação.

    O perfil oficial do Ministério das Relações Exteriores da China no Instagram fez uma publicação afirmando que o assassinato viola “seriamente” a segurança e soberania do Irã, além dos princípios da ONU e as “regras básicas das relações internacionais”.

    Chanceler da China afirma que matar o líder de um Estado soberano é inaceitável

  • Irã anuncia novo aiatolá como líder supremo interino do Irã

    Irã anuncia novo aiatolá como líder supremo interino do Irã

    Além de assumir temporariamente a posição mais alta da hierarquia política e religiosa do país, Arafi também foi escolhido para chefiar o Conselho interino de liderança, órgão responsável por conduzir o processo que definirá o próximo líder supremo.

    O aiatolá Alireza Arafi foi designado neste domingo (1º) como líder supremo interino do Irã, um dia depois da morte do aiatolá Ali Khamenei. A informação foi divulgada por agências estatais iranianas. Além de assumir temporariamente a posição mais alta da hierarquia política e religiosa do país, Arafi também foi escolhido para chefiar o Conselho interino de liderança, órgão responsável por conduzir o processo que definirá o próximo líder supremo.

    A confirmação oficial veio por meio de Mohsen Dehnavi, porta-voz do Conselho de Discernimento do Interesse do Estado. “O Conselho de Discernimento do Interesse do Estado elegeu o aiatolá Alireza Arafi como membro do conselho interino de liderança”, declarou ele em publicação na rede X. Segundo Dehnavi, o conselho interino — que também será composto pelo presidente da República e pelo chefe do Judiciário — ficará encarregado de administrar o país até que a Assembleia dos Peritos “eleja um líder permanente o mais rápido possível”.

    A escolha de Arafi ocorreu poucas horas depois da formação de um grupo provisório com três altas autoridades, inicialmente nomeadas para conduzir interinamente os assuntos do Estado. Integravam esse grupo o presidente Masoud Pezeshkian, o chefe do Judiciário, Gholamhossein Mohseni-Ejei, e um dos juristas do Conselho dos Guardiões. Posteriormente, Arafi foi indicado como a principal figura desse arranjo temporário, assumindo a liderança do conselho responsável pela transição.

    A mudança no comando do país ocorre após a morte de Ali Khamenei. Ele foi atingido em um bombardeio coordenado entre Estados Unidos e Israel contra o complexo presidencial onde se encontrava, na madrugada de sábado (28), no horário de Brasília. Embora o ataque tenha ocorrido nas primeiras horas do dia, a confirmação oficial da morte só foi divulgada pelo governo iraniano horas depois, já no final da noite.

    Desde a Revolução Islâmica de 1979, quando os aiatolás derrubaram a monarquia do Xá Reza Palévi, o Irã passou a adotar um regime teocrático. Nesse modelo de governo, a autoridade política está diretamente ligada à liderança religiosa ou fundamentada em preceitos religiosos. Com a nova estrutura estabelecida após a revolução, o cargo mais elevado do país tornou-se o de Líder Supremo, concentrando amplos poderes tanto no campo político quanto no religioso.

    Até hoje, apenas duas pessoas ocuparam essa função. O aiatolá Khomeíni exerceu o posto desde a criação da República Islâmica até sua morte, em 1989. Na sequência, Ali Khamenei assumiu o cargo, permanecendo nele até sua morte recente.

    Embora o Irã também tenha um presidente eleito, é o Líder Supremo quem detém a autoridade máxima. A escolha desse dirigente cabe a um colegiado de clérigos islâmicos, responsáveis por selecionar, supervisionar e, se necessário, destituir o ocupante do cargo. Entre as atribuições do Líder Supremo estão a definição da política externa, a supervisão do Parlamento, a nomeação do comandante da Guarda Revolucionária e a indicação dos principais representantes do Judiciário.

    Já o presidente concentra sua atuação sobretudo na condução das políticas econômicas e na gestão de assuntos internos. Ele é eleito por voto direto, mas todos os candidatos precisam passar pela aprovação prévia do Líder Supremo antes de disputar o pleito.

    Irã anuncia novo aiatolá como líder supremo interino do Irã

  • Trump ameaça o Irã com força "nunca vista antes"

    Trump ameaça o Irã com força "nunca vista antes"

    A fala vem após o Irã prometer “a maior ação ofensiva da história da República Islâmica”, diante da morte do seu líder supremo, Ali Khamenei.

    VITÓRIA DE GÓES
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Em publicação na rede social Truth, o presidente Donald Trump afirmou que os Estados Unidos atacarão o Irã com “uma força nunca antes vista” caso haja retaliação aos ataques americanos e israelenses.

    A fala vem após o Irã prometer “a maior ação ofensiva da história da República Islâmica”, diante da morte do seu líder supremo, Ali Khamenei.

    Como resposta, neste domingo, Trump publicou que “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”.

    Trump ameaça o Irã com força "nunca vista antes"